Você está na página 1de 1

Brasileiros pagaram R$ 1,1 trilhão de

juros em três anos


A maior quantia foi paga pelas famílias brasileiras, valor total de R$ 696,5
bilhões

SÃO PAULO - Nos últimos três anos, os brasileiros desembolsaram R$ 1,108 trilhão
para o pagamento de juros. Segundo levantamento da Fecomercio-SP (Federação
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), a maior quantia foi
paga pelas famílias brasileiras, que totalizaram R$ 696,5 bilhões. Já as empresas
ficaram responsáveis pelos R$ 411,5 bilhões restantes.

O montante anual pago em juros, por pessoas físicas e jurídicas, oscilou de R$ 381,8
bilhões em 2011 para p R$ 362,1 bilhões, em 2012. No ano seguinte, esse montante
aumento para R$ 364,1 bilhões. “A participação das famílias no total permaneceu acima
de 60%, variando ao longo dos três anos de 62,3%, três anos atrás, para 63,3%, em 2012
e, finalmente, para 62,9% no ano passado”, ressaltou a entidade.

Alto do crédito
Em relação ao crédito, o saldo em reais de linhas de financiamento e empréstimo
concedido às famílias e empresas brasileiras também cresceu ao longo dos anos. De
dezembro desse ano – quando foi registrado um total de R$ 1,381 trilhão – para idêntico
mês de 2013, com um volume de R$ 1,508 trilhão, o crescimento chegou a 9,2%. Em
dezembro de 2012, o saldo já tinha atingido a cifra de R$ 1,482 trilhão, resultante de
uma alta de 7,3% sobre dezembro do ano anterior.

Segundo a Fecomercio-SP, ainda existe espaço para a manutenção do aumento do


volume de crédito contratado no País. "Isso porque em março de 2013, o saldo total
representava apenas 34% do PIB brasileiro."

Apesar da evolução dos juros, o percentual de inadimplência entre empresas e


consumidores se mantém em “padrões aceitáveis”, avaliou a Fecomercio. Após se
manter em 10,4% nos meses de dezembro em 2011 e 2012, ela encerrou 2013 com taxa
de 9,2%.

Ainda de acordo com a entidade, embora algumas variáveis de crédito se mostrem


instáveis, percebe-se uma situação, em dezembro passado, com indicadores mais
positivos do que a média de 2013 e de 2012. "O aumento dos juros notado durante o ano
passado, por outro lado, pode ser um entrave para a manutenção da estabilidade nos
níveis de inadimplência. Nesse sentido, o controle da inflação é visto como elemento
crucial e determinante do comportamento de crédito nos próximos meses."