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Experimento 05 - Atrito

Gabriel Miranda, João Victor de Oliveira Buongermino, Jullyan Lejambre, Lui Peres, Nithael Sampaio

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ - UTFPR


CÂMPUS GUARAPUAVA

Avenida Professora Laura Pacheco Bastos, 800 - Bairro Industrial - 85053-510 –


Guarapuava – PR - Brasil

Resumo. No experimento, a superfície de apoio exerce uma força de reação devido ao atrito
entre os mesmos. Esta força de reação é a então chamada força de atrito, a qual será o assunto
relatado, identificando sua forma de atuação no movimento. O objetivo era observar os ângulos
de inclinação de uma rampa em que os corpos, que também foi alternado em relação aos lados
para mudar a área, estariam na iminência do movimento. A partir dos dados obtidos no
experimento, foi calculado o coeficiente de atrito estático, coeficiente de atrito cinético, força
normal.

Palavras chave : Coeficiente de atrito, angulação, Iminência do movimento.

Introdução Para realizar o procedimento utilizou-se um


plano com regulagem para se fazer a inclinação da
O experimento é realizado com o intuito de
superfície, um bloco de madeira no qual uma das
adquirir conhecimentos sobre a Força do atrito. Tal
faces do corpo é recoberta com uma camada fina de
componente possui grande importância em diversos
esponja e a outra face lisa e um dinamômetro.
cenários, como por exemplo caminhar, até mesmo
girar uma maçaneta.
O atrito possui dois estágios, sendo o primeiro
atrito estático, e está presente quando o objeto está
sob atuação de uma Força, porém continua sem
movimento. Após alcançar o máximo módulo para
essa etapa, o objeto passa a se mover, sendo
chamado de atrito dinâmico. A diferença entre eles
é que a Força necessária para mover um objeto
parado é sempre maior que a necessária para manter
o objeto em movimento. Portanto, a peça possui
dois coeficientes de atrito, sendo um para quando
estiver parada e outro para quando começar a se Figura 01 – Plano inclinado
mover. Essa força é calculada à partir do produto da
Força Normal com o coeficiente de atrito:

( F= μ * N )

A direção de seu vetor será a mesma do


movimento, porém sempre com sentido contrário
ao mesmo.
O atrito, muitas vezes, é visto como algo
negativo, pois o atrito provoca desgaste em peças
de máquinas, em solas de sapato; para vencer o
atrito os automóveis gastam mais combustível,
entre outros exemplos. Porém, sem o atrito, seria
impossível realizar algumas atividades essenciais, Figura 02 – Dinamômetro
como andar ou colocar um automóvel em
movimento.

Procedimento Experimental
Resultados e Discussão

Após a realização dos procedimento


experimentais, por intermédio dos dados obtidos e a
aplicação dos mesmos, obteve-se os resultados
necessários para o comprimento do objetivo
esperado.
Parte I: Coeficiente de atrito estático.

Figura 03 – Bloco de madeira Quando a rampa tem inclinação de 15°, o corpo


de prova não entra em movimento, pois o ângulo
não é o suficiente para fazê-lo deslizar, ou seja, o
O experimento foi dividido em duas partes: corpo não supera sua força de atrito estático e, por
essa razão, não há movimento.
Para esse ângulo, a força normal que atua no
Experimento 01 – Coeficiente de atrito estático.
corpo de prova será:

 Verificou-se que o plano utilizado no N = P * cos(θ)


experimento estava inicialmente com zero N = 1,30 * cos(16°)
graus de inclinação. N = 1,25 N
E sua força de atrito estático:
 Determinar se o bloco de madeira deslizaria a Fa = N * tg(θ)
um ângulo de 15º com sua superfície esponjosa
Fa = 1,25 * tg(16°)
em atrito com a superfície do plano inclinado.
Fa= 0,358N

 Após a colocação do bloco de madeira sobre o


plano inclinado, foram efetuados cinco Determina-se o coeficiente de atrito a partir do
medições dos ângulos em que o bloco de ângulo de repouso entre as duas superfícies
madeira, inicialmente com a face lisa sobre o conforme a tabela 01.
plano, entra em movimento.
Tabela 1: Ângulo de repouso entre duas
superfícies.
 Repete-se o 2° passo, com o bloco com a face
recoberta pela esponja para verificar o ângulo Par de Θ1 Θ2 Θ3 Θ4 Θ5
em que o bloco de madeira entra em superfícies Θ
movimento.
Rampa –
parte 20,5 24,5 23,0 23,0 24,0 23,0
 Verifica-se a área em contato com o plano esponjosa
influencia no atrito estático, utiliza-se uma área
menor do objeto sobre o plano e mede-se a Rampa – 37,0 38,0 36,0 35,0 37,0 36,6
inclinação que o objeto entra em movimento. madeira

Rampa – parte esponjosa:


Experimento 02 – Coeficiente de atrito cinético.
µe = tg(23,0)
µe = 0,42
Na segunda parte do experimento, engatamos o
dinamômetro ao bloco de madeira. Rampa – madeira:
µe = tg(36,6)
µe = 0,74
 Com o bloco de madeira engatado ao
dinamômetro, apoia-se com sua superfície Variou-se a área de apoio do corpo de prova
esponjosa sobre a rampa na posição horizontal (parte de madeira) para em seguida determinar o
e o mova com uma velocidade constante. Esse coeficiente de atrito estático, conforme tabela 02
procedimento foi efetuado cinco vezes.
Tabela 2: Ângulo de repouso entre duas superfícies.
 Repete-se o passo anterior com a superfície lisa Par de
do bloco. superfícies Θ1 Θ2 Θ3 Θ4
Θ5 necessário uma força maior e o atrito desgasta o
Θ
material ao longo do tempo.

Rampa -
30,0 29,6
Conclusão
madeira 37,0 26,0 29,0 26,0

O experimento para análise do atrito contou


Rampa – madeira com uma prancha de metal que se inclinava e
µe = tg(29,6) formava um ângulo com a horizontal, bloco de
µe = 0,568 madeira com parte em palha de aço e dinamômetro.
Foram aferidas 5 medidas variadas em superfície e
O coeficiente de atrito estático independe da área do bloco da madeira para cálculos posteriores.
área de contato. Porém, o resultado obtido na Com os dados das tabelas 1, 2, 3, foi possível
experiência não está de acordo com a teoria pois calcular os coeficientes de atrito através do ângulo e
houve uma diferença significativa da angulação da força a que o bloco foi submetido.
entre os dois casos. Conclui-se que dos resultados obtidos neste
experimento do atrito, a área influencia no atrito do
Parte II: Coeficiente de atrito cinético corpo, o que contradiz com a teoria. Porém, essa
discordância deve ter ocorrido pelo fato de um lado
O peso do corpo, determinado pelo do bloco ser mais polido que o outro, o que
dinamômetro, é de 1,30N. influencia diretamente no atrito. Por isso, deve-se
ter muito cuidado com essas medidas,
Tabela 3: Coeficiente de atrito cinético. principalmente com o grau de polimento do objeto.
fc3
Par de fc1 fc2 (N) fc4 fc5 (N) fc Referencias
sup. (N) (N) (N)
(N) [1] Halliday, D, Resnick, R. e Krane, K. S.
“Física 1”. Rio de Janeiro, LTC, 1996.
R. E.
0,40 0,36 0,36 0,34 0,34 0,37

0,70 0,68 0,64 0,60 0,62 0,64


R. M.

Para determinar o valor para o atrito cinético


entre os pares de superfície, tem-se que, por razão
da somatória das forças, a força peso é igual a força
normal e que:

F = fc

Para a parte esponjosa:


F = μc * N
μc = F / N
μc = 0,37 / 1,30
μc = 0,28

Para a parte de madeira:


F = μc * N
μc = F / N
μc = 0,64 / 1,30
μc = 0,49

O atrito contribui em muitos casos do nosso


dia a dia, como a frenagem na rampa, que ocorrerá
se possuir atrito e um corpo se mantém com
velocidade igual a zero mesmo com a angulação na
rampa. Porém o atrito também possui algumas
desvantagens que interferem no cotidiano como
subir um corpo numa rampa com atrito será