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Automação Industrial – 5º Período

Controlador Lógico
Programável – CLP
Disciplina de Automação Industrial – Aula 01
07/03/2018
Automação Industrial – 5º Período

Evolução Histórica
➢ Revolução Industrial, no final do século XIX –
dispositivos mecânicos
➢ 1920’s – relés e contatores
➢ 1960’s – CI’s levaram ao surgimento dos
computadores
➢ 1968 – primeiro CLP: MODICON (Modular Digital
Controller)
➢ Atualidade – CLP’s cada vez mais desenvolvidos
tecnologicamente

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Definição de CLP
➢ IEC (Internacional Eletrotechnical Commission):
“Sistema eletrônico operando digitalmente, projetado
para uso em um ambiente industrial, que usa uma
memória programável para a armazenagem interna de
instruções orientadas para o usuário para implementar
funções específicas, tais como lógica, sequencial,
temporização, contagem e aritmética, para controlar,
através de entradas e saídas digitais ou analógicas,
vários tipos de máquinas ou processos. O controlador
programável e seus periféricos associados são projetados
para serem facilmente integráveis em um sistema de
controle industrial e facilmente usados em todas suas
funções previstas."
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Definição de CLP

➢ NEMA (National Electrical Manufacturers Association):


"Um equipamento eletrônico que funciona digitalmente e
que utiliza uma memória programável para o
armazenamento interno de instruções para implementar
funções específicas, tais como lógica, sequenciamento,
registro e controle de tempos, contadores e operações
aritméticas para controlar, através de módulos de
entrada/saída digitais (LIGA/DESLIGA) ou analógicos (1-5
Vcc, 4-20 mA etc.), vários tipos de máquinas ou
processos."

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Funcionamento dos CLP’s

➢ Equipamento de estado sólido que pode ser


programado para controlar processos através da
implementação de funções específicas de
controle
➢ São equipamentos robustos – aplicação industrial

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Funcionamento dos CLP’s

▪ Sensores: condição física → sinal elétrico


▪ Atuadores: sinal elétrico → condição física
▪ Funções de controle: controlam o processo em tempo real

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Componentes essenciais dos CLP’s

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Principais componentes da CPU

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Tipos de memória
➢ Memória ROM (Read Only Memory): armazena os dados e/ou programa
permanentemente (normalmente vem instalado de fábrica).
➢ Memória RAM (Random Access Memory): a informação pode ser lida e
escrita em qualquer posição da memória com alta velocidade. É uma
memória volátil.
➢ Memória PROM (Programmable Read Only Memory): é uma memória
ROM que pode ser programada. É muito rara nos CLP’s.
➢ Memória EPROM (Erasable PROM): armazena a informação de forma
semipermanente. Pode ser reprogramada somente após ser totalmente
apagada.
➢ Memória EEPROM (Electrically Erasable PROM): semelhante a uma
memória RAM porém é não-volátil. Fornece armazenamento
permanente para o programa e ao mesmo tempo oferece a
possibilidade de alterá-lo através de um dispositivo de programação (ex.
PC).

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Principais características de um CLP


Planta com CLP Benefícios
Componentes de estado sólido Alta confiabilidade
Memória programável Simplifica mudanças; flexibiliza o controle
Tamanho reduzido Pequeno espaço de instalação
Capacidade de comunicação; alta performance; alta qualidade dos
Microprocessador
produtos; possibilidade de trabalhar muitas funções simultâneas
Contadores/temporizadores (software) Facilidade de programar presets; elimina hardware
Controle de relés (software) Reduz custo com cabeamento; reduz espaço
Flexibilidade de instalação/ampliação; facilidade de instalação;
Arquitetura modular
economia com hardware
Variedades de interfaces I/O Controle de uma variedade de I/O; elimina o controle dedicado
Estações Remotas de I/O Elimina cabeamentos longos
Interfaces modulares de I/O Facilita manutenção/cabeamento
Indicadores de diagnóstico Reduz tempo de manutenção; sinaliza operação incorreta
Facilita gerenciamento/manutenção; pode ser apresentadas em forma
Variáveis do sistema alocadas na memória
de relatório de saída

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Modos de programação do CLP


Modo de Programação (Prog)
O CLP fica aguardando para ser configurado ou
receber novos programas ou receber modificações de
programas já instalados.
Programação off-line (fora de operação).

Download: programas do microcomputador (ou


terminal de programação) → CLP.
Upload: programa armazenado no CLP → PC.

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
O CLP passa a executar o programa do usuário.
CLPs de maior porte podem sofrer alterações de
programa durante a execução.
Programação on-line (em operação).

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
O CLP realiza continuamente ciclos
de leitura (scan) que é constituído de
três processos:
1. Efetua a leitura dos dados através
dos dispositivos via interface de
entrada.
2. Executa o programa de controle
armazenado na memória.
3. Escreve ou atualiza os dispositivos
de saída via interface de saída.

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
➢ Rotina de inicialização:
• Limpeza da memória de
imagem, para operandos não
retentivos;
• Teste de memória RAM;
• Teste de executabilidade do
programa.

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
➢ Leitura dos pontos de entrada:
A CPU endereça o sistema de I/O,
coleta os estados atuais dos dispositivos
que estão conectados e armazena as
informações em forma de bits “1” ou
“0”. Essas informações são armazenadas
em uma região da memória chamada
Tabela Imagem das Entradas (TIE).

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
➢ Execução da lógica programada:
A TIE é utilizada para obter os estados
dos dispositivos. Os resultados das lógicas
programadas que atuam em determinadas
saídas são armazenados em uma área de
memória que se chama Tabela Imagem das
Saídas (TIS). As lógicas que possuem saídas
internas (memórias internas) são
armazenadas na área correspondente.
Durante esse processo não é feita nenhuma
referência a pontos externos de entrada ou
saída. A CPU trabalha somente com
informações obtidas da memória.

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
➢ Execução da lógica programada:
A CPU executa uma varredura na tabela
TIS e atualiza as saídas externas através do
endereçamento do sistema de I/O para
atualizar o estado dos dispositivos de saída
de acordo com o programa. Também é feita
atualização de valores de outros operandos,
como resultados aritméticos, contagens,
temporizadores, entre outros. Ao final da
atualização da tabela imagem, é feita a
transferência dos valores da tabela imagem
das saídas para os cartões de saída,
encerrando o ciclo de varredura. A partir daí
é iniciado um novo scan e a operação
continua enquanto se mantém o controlador
no modo de execução.
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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
➢ Verificação de erros:
É estipulado um tempo de
processamento, ficando a cargo de um
circuito chamado Watch Dog Timer
(WDT) supervisioná-lo. Se esse tempo
máximo for ultrapassado, a execução do
programa pela CPU será interrompida,
sendo assumido um estado de falha
(fault).

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Modos de programação do CLP


Modo de Execução (Run)
➢ Tempo de varredura (scan time):
Tempo gasto para a execução de um
ciclo completo. Esse valor muda
conforme o controlador e depende de
muitos fatores (tamanho da palavra,
clock, arquitetura do processador etc.).

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