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MAIO 2001 NBR 14703


Cabos de telemática de 100 Ω para
redes internas estruturadas -
ABNT – Associação Especificação
Brasileira de
Normas Técnicas

Sede:
Rio de Janeiro
Av. Treze de Maio, 13 / 28º andar
CEP 20003-900 – Caixa Postal 1680
Rio de Janeiro – RJ
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Endereço eletrônico: ABNT/CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade
www.abnt.org.br
CE-03:046.01 - Comissão de Estudo de Fios e Cabos Telefônicos
NBR 14703 - 100 Ω twisted pair cable for internal aplications - Specification
Descriptor: Telephone cable
Esta Norma foi baseada na ISO/IEC 11801:1995, TIA/EIA-568-A:1995 e Prática
Telebrás 235-330-703:1995
Copyright © 2001 Válida a partir de 29.06.2001
ABNT–Associação Brasileira
de Normas Técnicas
Printed in Brazil/
Impresso no Brasil
Palavra-chave: Cabo telefônico 14 páginas
Todos os direitos reservados

Sumário
Prefácio
1 Objetivo
2 Referências normativas
3 Definições
4 Requisitos gerais
5 Requisitos específicos
6 Inspeção
ANEXO
A Parâmetros elétricos para cabos de distribuição e manobra

Prefácio

A ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é o Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasileiras, cujo
conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB) e dos Organismos de Normalização Setorial
(ABNT/ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos, delas
fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos ABNT/CB e ABNT/ONS, circulam para Consulta Pública entre
os associados da ABNT e demais interessados.

Esta Norma contém o anexo A, de caráter informativo

1 Objetivo

Esta Norma fixa as condições mínimas exigidas para cabos de telemática com impedância de 100 Ω. Estes cabos são in-
dicados para aplicação em redes internas estruturadas de prédios comerciais, industriais, residenciais e outros.
NOTA - Em caso de instalações industriais, sujeitas a agentes químicos agressivos, outras especificações também devem ser consutadas.

2 Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta
Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, re-
comenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais
recentes das normas citadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

NBR 5111:1997 - Fios de cobre nu, de seção circular, para fins elétricos - Especificação

NBR 5456:1987 - Eletricidade geral - Terminologia

NBR 6242:1980 - Verificação dimensional para fios e cabos elétricos - Método de ensaio
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2 NBR 14703:2001

NBR 6811:1981 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de aderência e continuidade em fios de cobre estanhados - Método de
ensaio
NBR 6814:1986 - Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência elétrica - Método de ensaio
NBR 9129:1994 - Cabos ópticos e telefônicos - Verificação da continuidade elétrica da blindagem - Método de ensaio
NBR 9130:1994 - Fios e cabos telefônicos - Ensaio de desequilíbrio resistivo - Método de ensaio
NBR 9133:1999 - Cabos telefônicos - Ensaio de atenuação do sinal de transmissão - Método de ensaio
NBR 9138:1998 - Cabos telefônicos - Ensaio de desequilíbrio capacitivo - Método de ensaio
NBR 9140:1998 - Cabos ópticos, fios e cabos telefônicos - Ensaio de comparação de cores - Método de ensaio
NBR 9141:1998 - Cabos ópticos, fios e cabos telefônicos - Ensaio de tração e alongamento à ruptura - Método de
ensaio
NBR 9143:1999 - Fios e cabos telefônicos - Ensaio de contração - Método de ensaio
NBR 9145:1991 - Fios e cabos telefônicos - Ensaio de resistência de isolamento - Método de ensaio
NBR 9146:1994 - Cabos ópticos, fios e cabos telefônicos - Ensaio de tensão elétrica aplicada - Método de ensaio
NBR 9148:1998 - Cabos ópticos, fios e cabos telefônicos - Ensaio de envelhecimento acelerado - Método de ensaio
NBR 13978:1997 - Cabos ópticos - Tração em cabos - Método de ensaio
NBR 14705:2001 - Classificação dos cabos internos para telecomunicações quanto ao comportamento frente à chama -
Especificação
ASTM D 4566:1994 - Standard test methods for electrical performance properties of insulations and jackets for
telecommunication wire and cable
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3 Definições
Para os efeitos desta Norma, aplicam-se as definições da NBR 5456 e as seguintes:
3.1 telemática: Convergência entre as telecomunicações e o processamento de informações.
3.2 cabos de telemática: Conjunto constituído por condutores de cobre eletrolítico, com isolação em termoplástico, reuni-
dos no mínimo em dois pares e com núcleo protegido por uma capa termoplástica, aplicados em telemática.
NOTA - São subdivididos em cabos de distribuição e cabos de manobra.

3.3 rede primária: Rede que interliga o distribuidor geral de telecomunicações da sala de equipamentos aos armários de
telecomunicações.
3.4 rede secundária: Rede que interliga os armários de telecomunicações às áreas de trabalho.
3.5 cabo de distribuição primário: Cabo de telemática de 25 a 200 pares, formado por condutores sólidos, utilizado para
a instalação em rede primária.
3.6 cabo de distribuição secundário: Cabo de telemática de 4 ou 25 pares, formado por condutores sólidos, utilizado
para a instalação em rede secundária.
3.7 cabo de manobra: Cabo de telemática de até quatro pares, formado por condutores multifilares, utilizado para a interli-
gação e manobras entre componentes do sistema, como por exemplo painéis ou blocos de distribuição, tomadas e equipa-
mentos.
3.8 blindagem: Proteção de material metálico utilizada para o bloqueio ou redução de interferências eletromagnéticas.
3.9 banda passante: Faixa de freqüência de trabalho.
3.10 categoria 3: Banda passante de até 16 MHz.
3.11 categoria 5: Banda passante de até 100 MHz.
3.12 impedância característica: Oposição que o circuito apresenta ao fluxo de corrente alternada a uma dada freqüência,
incluindo reatância e resistência.
3.13 atenuação da paradiafonia (NEXT): Diferença, em decibels, entre a potência de alimentação de um par interferente
e a potência gerada em um par interferido, ambos medidos na extremidade do transmissor.
3.14 perda de retorno estrutural (SRL): Medida, em decibels, da energia refletida causada pelo desbalanceamento da
impedância ao longo do cabo.
4 Requisitos gerais
Na fabricação dos cabos C-T-B-N-100 Ω-F, devem ser observados processos de modo que os cabos prontos satisfaçam
os requisitos técnicos fixados nesta Norma.
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4.1 Designação

Os cabos de telemática especificados por esta Norma são designados pelo seguinte código:

C - T - B - N - 100 Ω-F

onde:

C é a característica construtiva, conforme tabela 1;

T é o tipo de condutor, conforme tabela 2;

B é a banda passante, conforme tabela 3;

N é o número de pares, conforme tabela 4;

100 Ω = impedância característica dos condutores;

F é a característica de comportamento frente à chama, conforme tabela 5 e NBR 14705.

Tabela 1 - Característica construtiva

Característica construtiva C
Cabo de telemática não blindado UTP
Cabo de telemática blindado par-a-par STP
Cabo de telemática blindado coletivamente S/UTP1)
Cabo de telemática blindado par-a-par e coletivamente S/STP
1)
O cabo S/UTP também pode ser chamado de FTP.

Tabela 2 - Tipo do condutor

Tipo de condutor T
Sólido (rígido) Não aplicável
Multifilar (flexível) Flexível

Tabela 3 - Banda passante

Banda passante B
Cabo de telemática de 16 MHz Categoria 3
Cabo de telemática de 100 MHz Categoria 5

Tabela 4 - Número de pares

Número de pares (N)


2 4 24 25 50 100 200

Tabela 5 - Característica de comportamento frente à chama

Característica de comportamento frente à chama F


Cabo de pares metálicos Plenum CMP
Cabo de pares metálicos Riser CMR
Cabo de pares metálicos Geral CM
Cabo de pares metálicos CMX
Cabo de baixa emissão de fumaça e livre de halogênios LSZH
NOTA - A classificação do cabo quanto à característica de comportamento frente à chama e
sua devida aplicação devem ser definidas de acordo com a NBR 14705

4.2 Condutor

4.2.1 Para cabo de distribuição, o condutor deve ser constituído por um fio sólido de cobre eletrolítico, com diâmetro nomi-
nal de 0,50 mm, sendo o seu diâmetro mínimo limitado pela sua resistência elétrica máxima.
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4 NBR 14703:2001

4.2.2 Para os condutores sólidos, todos os parâmetros não especificados nesta Norma devem estar conforme a
NBR 5111.
4.2.3 A superfície do condutor sólido ou flexível não deve apresentar fissuras, escamas, rebarbas, asperezas, estrias ou
inclusões.
4.2.4 O condutor sólido pode ter emendas efetuadas por solda a frio ou a quente, desde que as características elétricas e
mecânicas satisfaçam os requisitos desta Norma.
4.2.5 Para cabos de manobra o condutor deve ser multifilar, nu ou estanhado, composto por sete fios, com diâmetro nomi-
nal de 0,61 mm, sendo o seu diâmetro mínimo limitado pela sua resistência elétrica máxima. O passo de torção dos fios
não deve exceder 15 mm.
4.3 Isolação
4.3.1 A isolação de cada condutor deve ser constituída de material termoplástico, aplicado de forma a satisfazer os requi-
sitos desta Norma.
4.3.2 A camada de material isolante aplicada sobre cada condutor deve ser contínua, uniforme, isenta de imperfeições e
homogênea ao longo de todo o comprimento do condutor.
4.3.3 A isolação deve estar justaposta sobre o condutor, porém removível e não aderente a ele.
4.3.4 Todos os condutores de um mesmo comprimento de cabo devem ser isolados com o mesmo tipo de material, sendo
sua escolha de inteira responsabilidade do fabricante.
4.3.5 O nível permissível de falhas na isolação do condutor não deve, em média, exceder uma falha a cada 12 km de con-
dutor isolado.
4.3.6 São permitidos reparos na isolação dos condutores durante o processo de fabricação, usando-se o mesmo material
da isolação com aplicação a quente ou outro método equivalente. As características da isolação reparada devem satisfazer
os requisitos desta Norma.
4.4 Formação dos pares
4.4.1 Depois de isolados, cada dois condutores devem ser torcidos juntos em pares, com passos e sentidos escolhidos
pelo fabricante, de modo que o cabo pronto satisfaça os requisitos desta Norma.
4.4.2 Não deve ocorrer a perda de identificação dos pares quando da abertura de 1 m de cabo.
4.5 Identificação dos pares
4.5.1 Os pares dos cabos de distribuição devem ser identificados, seqüencialmente, conforme a tabela 6.

Tabela 6 - Identificação dos pares

Número do par Condutor “A” Condutor “B” Código de cores


1 Branco Azul B - Az
2 Branco Laranja B-L
3 Branco Verde B-V
4 Branco Marrom B-M
5 Branco Cinza B-C
6 Vermelho Azul Vm - Az
7 Vermelho Laranja Vm - L
8 Vermelho Verde Vm - V
9 Vermelho Marrom Vm - M
10 Vermelho Cinza Vm - C
11 Preto Azul P - Az
12 Preto Laranja P-L
13 Preto Verde P-V
14 Preto Marrom P-M
15 Preto Cinza P-C
16 Amarelo Azul Am - Az
17 Amarelo Laranja Am - L
18 Amarelo Verde Am - V
19 Amarelo Marrom Am - M
20 Amarelo Cinza Am - C
21 Violeta Azul Vt - Az
22 Violeta Laranja Vt - L
23 Violeta Verde Vt - V
24 Violeta Marrom Vt - M
25 Violeta Cinza Vt - C
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NBR 14703:2001 5

4.5.2 Para os cabos de distribuição, ao isolamento do condutor “A” recomenda-se que seja acrescida uma marcação na cor
do condutor “B”, para identificação do par. Alternativamente, o condutor “B” pode ser marcado na cor do condutor “A”.

4.5.3 Os pares dos cabos de manobra devem ser identificados conforme o código de cores da tabela 7 ou opcionalmente
pelo código de cores da tabela 8.

Tabela 7 - Código de cores para cabos de manobra de quatro pares

Número do par Condutor “A” Condutor “B” Código de cores


1 Branco Azul B - Az
2 Branco Laranja B-L
3 Branco Verde B-V
4 Branco Marrom B-M

Tabela 8 - Código de cores para cabos de manobra de quatro pares (opcional)

Número do par Condutor “A” Condutor “B” Código de cores


1 Verde Vermelho V- Vm
2 Preto Amarelo P - Am
3 Azul Laranja Az - L
4 Marrom Cinza M-C

4.5.4 Quando utilizada a tabela 7, deve ser acrescida à isolação do condutor “A” uma marcação na cor do condutor “B”,
para identificação do par.

4.5.5 Quando utilizada a tabela 8, pode ser acrescida à isolação do condutor “B” uma marcação na cor do condutor “A”,
para identificação do par.

4.5.6 Para os cabos de manobra outros tipos de identificação podem ser usados, desde que acordados entre comprador e
fornecedor.

4.6 Formação do núcleo


4.6.1 Os pares devem ser encordoados e reunidos nas capacidades de pares previstas por esta Norma, formando o núcleo
do cabo.

4.6.2 Os cabos de dois e quatro pares devem ser encordoados com passos escolhidos de modo a satisfazer os requisitos
técnicos desta Norma.

4.6.3 O cabo de 25 pares pode ser de formação concêntrica ou formado por seis unidades de quatro pares, mais um par
inserido entre elas, com código de cores conforme tabela 6, de modo a atender os requisitos desta Norma.

4.6.4 O cabo de 24 pares deve ser formado por seis unidades compostas de quatro pares, com código de cores conforme
tabela 7, revestidas individualmente ou não, mais um par reserva inserido entre elas. Cada unidade revestida deve ser
identificada de forma indelével por processos adequados.

4.6.5 Os cabos de 50 pares, de qualquer diâmetro de condutor, devem ser constituídos por quatro subgrupos sendo dois
de 12 pares e dois de 13 pares, conforme indicado na figura 1. Cada subgrupo individual deve ser de construção concên-
trica com as coroas encordoadas no mesmo sentido, com passos escolhidos de modo a satisfazer os requisitos técnicos
fixados por esta Norma. A disposição dos pares nos subgrupos deve obedecer ao código de cores, a partir do centro para
a periferia de acordo com a tabela 9.

Figura 1 - Formações dos subgrupos


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6 NBR 14703:2001

Tabela 9 - Formação do cabo de 50 pares

Subgrupo Coroa central Coroa externa

Número Total de pares Total de pares Número dos pares Total de pares Número dos pares

1 12 3 1a3 9 4 a 12
2 13 4 13 a 16 9 17 a 25
3 12 3 1a3 9 4 a 12
4 13 4 13 a 16 9 17 a 25

4.6.6 Os cabos de 100 e 200 pares devem ser de formação múltipla, constituídos por grupos de 25 pares. Cada grupo in-
dividual deve ser de construção concêntrica com as coroas encordoadas no mesmo sentido, com passos escolhidos de
modo a satisfazer os requisitos técnicos fixados por esta Norma. A disposição dos pares nas coroas deve obedecer à figu-
ra 2 e ao código de cores, a partir do centro para a periferia, de acordo com a tabela 10.

Figura 2 - Formação do grupo de 25 pares

Tabela 10 - Formação do grupo de 25 pares

Grupo Coroa central Primeira coroa Coroa externa


Total de Total de Número dos Total de Número dos Total de Número dos
pares pares pares pares pares pares pares
25 3 1a3 9 4 a 12 13 13 a 25

4.6.7 Os cabos de formação concêntrica de até 25 pares, os subgrupos de 12 e 13 pares e o grupo de 25 pares podem
apresentar seus pares dispostos aleatoriamente.

4.6.8 Cada subgrupo ou grupo deve ser amarrado individualmente por meio de fios ou fitas de material dielétrico não-hi-
groscópico, enrolados juntos em uma só hélice ou separadamente em duas hélices, uma de cada cor, ou alternativamente
uma fita bicolor.

4.6.9 Os materiais dos fios ou fitas utilizados nas amarrações dos subgrupos e grupo, bem como os passos aplicados,
devem ser tais que garantam a identificação dos conjuntos formados, quando abertos em 1 m da ponta do cabo.

4.6.10 As cores dos fios ou fitas de amarração dos subgrupos de 12 e 13 pares, na formação do núcleo de 50 pares, de-
vem ser conforme tabela 11.

Tabela 11 - Cores de amarração dos subgrupos

Número do Cor da amarração do Seqüência dos pares nos


Código de cores Número de pares
subgrupo subgrupo subgrupos

1 Branca - Azul B - Az 12 1 a 12

2 Branca - Azul B - Az 13 13 a 25

3 Branca - Laranja B-L 12 26 a 37

4 Branca - Laranja B-L 13 38 a 50


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4.6.11 As cores dos fios ou fitas de amarração dos grupos de 25 pares para a formação dos cabos de 100 e 200 pares
devem ser conforme tabela 12.

4.6.12 Nos cabos de 24 pares, as unidades podem ser identificadas com fios ou fitas de amarração e devem ser conforme
tabela 12.

Tabela 12 - Cores de amarração dos grupos

Seqüência dos pares


Número do
Cores da amarração do grupo Código de cores
grupo Nos cabos de
Nos grupos
24 pares

1 Branca - Azul B - Az 1 a 25 1a4

2 Branca - Laranja B-L 26 a 50 5a8

3 Branca - Verde B-V 51 a 75 9 a 12

4 Branca - Marrom B-M 76 a 100 13 a 16

5 Branca - Cinza B-C 101 a 125 17 a 20

6 Vermelha - Azul Vm - Az 126 a 150 21 a 24

7 Vermelha - Laranja Vm - L 151 a 175 -

8 Vermelha - Verde Vm - V 176 a 200 -

4.6.13 Os subgrupos e grupos devem ser torcidos juntos, concentricamente, com passos e sentidos de encordoamento
apropriados, de modo a satisfazer os requisitos desta Norma, sendo permitidos eventuais enchimentos de material termo-
plástico compatível com a isolação, a fim de formar um núcleo cilíndrico.

4.6.14 A disposição dos subgrupos e grupos nos diferentes cabos é mostrada na figura 3.

Figura 3 - Formação dos núcleos com mais de 25 pares

4.7 Enfaixamento

Por motivo de fabricação, podem ser previstos materiais aplicados sobre o núcleo do cabo, para torná-lo mais cilíndrico,
para prover proteção térmica, de modo a evitar danos à isolação dos condutores ou para melhoria do comportamento fren-
te à chama.

4.8 Blindagem

4.8.1 Os cabos de telemática blindados (STP, S/UTP e S/STP) de 100 Ω são utilizados em instalações onde a blindagem é
efetivamente requerida. Estes cabos devem atender aos mesmos requisitos elétricos aplicáveis a um cabo não blindado
(UTP).

4.8.2 A blindagem destes cabos deve ser contínua e permitir o seu aterramento.

4.9 Revestimento interno

4.9.1 Nos cabos de 24 pares é opcional a utilização de um revestimento interno sobre cada unidade, que deve estar
conforme 4.9.2 a 4.9.4.

4.9.2 O revestimento interno deve ser de materiais poliméricos, de forma que satisfaçam os requisitos desta Norma.
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8 NBR 14703:2001

4.9.3 O revestimento interno deve ser contínuo, homogêneo, de aspecto uniforme e isento de furos ou outras imperfei-
ções.
4.9.4 São permitidos reparos no revestimento interno, usando-se o mesmo material, adequadamente aplicado. As caracte-
rísticas do revestimento reparado devem satisfazer os requisitos desta Norma.
4.10 Revestimento externo
4.10.1 O revestimento externo deve ser de materiais poliméricos, de forma que satisfaçam os requisitos desta Norma.
4.10.2 O revestimento externo deve ser contínuo, homogêneo, de aspecto uniforme e isento de furos ou outras imperfei-
ções.
4.10.3 São permitidos reparos no revestimento externo, usando-se o mesmo material, adequadamente aplicado. As carac-
terísticas do revestimento reparado devem satisfazer os requisitos desta Norma.
4.11 Identificação
4.11.1 Sobre o revestimento externo do cabo deve ser gravado no mínimo o nome do fabricante, o número desta Norma e
a designação em intervalos máximos de 1 m ao longo do eixo do cabo.
4.11.2 Em caso de aplicação de revestimento interno, cada unidade deve ser identificada individualmente.
4.12 Marcação seqüencial
4.12.1 A marcação métrica seqüencial deve ser feita em intervalos de 1 m ao longo do revestimento externo do cabo, com
algarismos de altura, forma, espaçamento e método de gravação ou impressão tais que se obtenha legibilidade perfeita e
permanente. Uma marcação ilegível ocasional é permitida se houver uma marcação legível localizada a não mais que 2 m
daquela. A marcação seqüencial do comprimento do cabo deve ser visível em ambas as extremidades do cabo.
4.12.2 Na medida da marcação do comprimento ao longo do eixo do cabo, é tolerada uma variação para menos de até
0,5%, não havendo restrição de tolerância para mais.
4.13 Unidade de compra
A unidade de compra para os cabos de telemática deve ser o metro.
4.14 Acondicionamento e fornecimento
4.14.1 O cabo de telemática deve ser acondicionado em bobina, caixa ou carretel, de forma a garantir a sua integridade
física, durante o transporte, armazenagem e manuseio.
4.14.2 Devem ser marcadas em cada bobina, caixa ou carretel, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as se-
guintes informações:
a) nome do fabricante;
b) número do lote;
c) designação do cabo;
d) comprimento real do cabo, em metros;
e) massa bruta e massa líquida, em quilograma;
f) uma seta ou indicação apropriada para indicar o sentido em que a bobina deve ser desenrolada.
5 Requisitos específicos
As condições específicas dos cabos de telemática devem ser conforme os requisitos desta Norma.
5.1 Requisitos elétricos
5.1.1 Resistência elétrica dos condutores
5.1.1.1 A resistência elétrica máxima de cada condutor sólido, em corrente contínua e a 20°C ou corrigida para esta
temperatura, medida conforme a NBR 6814, deve ser de 93,8 Ω/km.
5.1.1.2 A resistência elétrica máxima de cada condutor multifilar, em corrente contínua e a 20°C ou corrigida para esta
temperatura, medida conforme a NBR 6814, deve ser de 112,6 Ω/km.
5.1.2 Desequilíbrio resistivo
5.1.2.1 O desequilíbrio resistivo em corrente contínua, entre os dois condutores sólidos de qualquer par, medido conforme
a NBR 9130, não deve exceder 5%.
5.1.2.2 O desequilíbrio resistivo em corrente contínua, entre os dois condutores multifilares de qualquer par, medido con-
forme a NBR 9130, não deve exceder 7%.
5.1.3 Desequilíbrio capacitivo
O desequilíbrio capacitivo par para terra, de qualquer par, medido conforme a NBR 9138 a 1 kHz, deve ser no máximo de
330 pF em 100 m.
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5.1.4 Impedância característica

A impedância característica dos condutores deve ser de 100 Ω ± 15 Ω, quando medida conforme o método 3 da
ASTM D 4566, para freqüências de 1 MHz até a freqüência máxima da banda passante.

5.1.5 Perda de retorno estrutural (SRL)

A perda de retorno estrutural mínima admitida, para o pior par, quando medida conforme o método 3 da ASTM D 4566,
para freqüências de 1 MHz até a freqüência máxima da banda passante, deve estar de acordo com a tabela 13.

Tabela 13 - Valores mínimos de perda de retorno estrutural do pior par

Perda de retorno estrutural


Freqüência
Categoria 3 Categoria 5
MHz
dB dB
1 - 10 12 23
10 - 16 12 - 10log (ƒ/10) 23
16 - 20 - 23
20 - 100 - 23 - 10log (ƒ/20)

5.1.6 Atenuação

5.1.6.1 Para cabos de distribuição, a atenuação máxima de qualquer par, medida conforme a NBR 9133, para as freqüên-
cias (f), de 0,772 MHz até a freqüência máxima da banda passante, em decibels, em 100 m, a 20°C ou corrigida para esta
temperatura, deve ser obtida utilizando-se a equação 1:

k3
Atenuação (f ) ≤ k1 f + k 2.f + (equação 1)
f

onde:

f é a freqüência, em megahertz;

k1, k2, k3 são constantes que dependem da banda passante, conforme tabela 14.

Tabela 14 - Constantes para a equação 1

Constantes
Categoria
k1 k2 k3
3 2,320 0,238 0,000
5 1,967 0,023 0,050

5.1.6.2 Para os cabos de manobra, a atenuação máxima de qualquer par deve ser menor ou igual ao valor obtido pela
multiplicação dos resultados da equação 1 pelo fator de 1,2 (+ 20%) para todas as freqüências (f), em megahertz, de
0,772 MHz até a mais alta freqüência.
NOTA - No anexo A encontram-se valores de atenuação calculados através da equação 1, para algumas freqüências específicas, para
cabos de distribuição e manobra.

5.1.7 Atenuação da paradiafonia (NEXT)

5.1.7.1 Para qualquer combinação entre pares do cabo de telemática, a atenuação da paradiafonia mínima, medida em
decibels, em 100 m, conforme ASTM D 4566, para todas as freqüências de 0,772 MHz até a freqüência máxima da banda
passante, deve ser determinada utilizando-se a equação 2:

 f 
NEXT (f ) ≥ NEXT (0,772) - 15log  (equação 2)
 0,772 

onde f é a freqüência, em megahertz.

5.1.7.2 Para cabos de telemática com mais de quatro pares, a atenuação da paradiafonia mínima deve ser obtida pelo
método de somatória das potências (power sum NEXT) da ASTM D 4566.

5.1.7.3 A atenuação da paradiafonia a 0,772 MHz deve ser de 43 dB para a categoria 3 e de 64 dB para a categoria 5, não
sendo, portanto, determinadas pela equação 2.
NOTA - No anexo A encontram-se valores de atenuação da paradiafonia calculados através da equação 2, para algumas freqüências
específicas.
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5.1.8 Resistência de isolamento

A resistência de isolamento de cada condutor, medida conforme a NBR 9145, deve ser no mínimo de 10 000 MΩ.km.
5.1.9 Tensão elétrica aplicada
O isolamento entre os condutores, ou entre os condutores e a blindagem individual ou coletiva, quando ensaiado conforme
a NBR 9146, deve suportar por 3 s, sem ruptura, um potencial à corrente contínua de valor igual a 1 500 V.
5.1.10 Continuidade elétrica da blindagem
A blindagem, se existir, deve apresentar continuidade elétrica ao longo de todo o comprimento do cabo, quando ensaiada
conforme a NBR 9129.
5.2 Requisitos mecânicos
5.2.1 Alongamento dos condutores
O alongamento mínimo dos condutores sólidos à ruptura, após a aplicação do isolamento, medido conforme a NBR 9141,
em 250 mm, deve ser 15%.
5.2.2 Resistência à tração de um condutor emendado
5.2.2.1 A resistência à tração de qualquer trecho de um condutor sólido com 250 mm de comprimento contendo uma
emenda não deve ser inferior a 90 % da resistência de um trecho adjacente de igual comprimento, que não contenha uma
emenda, quando ensaiados conforme a NBR 9141.
5.2.2.2 Não são admitidas emendas em condutores flexíveis.
5.2.3 Material da isolação
O material da isolação do condutor deve apresentar as características mostradas na tabela 15.

Tabela 15 - Características do material da isolação

Propriedade Requisitos Método de ensaio


Envelhecimento acelerado a 80°C ± 2°C durante Tração 20 NBR 9148
168 h: (depreciação máxima) (%) Alongamento 40 NBR 9148
Contração máxima (mm) 10 NBR 9143

5.2.4 Material do revestimento externo/interno

O material do revestimento externo/interno deve apresentar as características mostradas na tabela 16.

Tabela 16 - Características do material do revestimento externo/interno

Propriedade Requisitos Método de ensaio


Envelhecimento acelerado a 80°C ± 2°C durante Tração 20 NBR 9148
168 h: (depreciação máxima) (%) Alongamento 40 NBR 9148

5.2.5 Carga de ruptura

A carga de ruptura mínima do cabo de telemática deve ser de 400 N, quando ensaiado conforme NBR 13978.

5.3 Requisitos ambientais

5.3.1 Características de comportamento frente à chama


As características de comportamento frente à chama dos cabos de telemática é definida de acordo com a sua aplicação.
Para receberem a classificação apresentada na tabela 4 desta Norma, os cabos de telemática devem atender aos requisi-
tos e métodos de ensaios descritos na NBR 14705.

5.4 Requisito químico

5.4.1 Aderência e continuidade da camada de estanho

Os condutores estanhados, quando submetidos ao ensaio de aderência e continuidade da camada de estanho, conforme a
NBR 6811, devem ser verificados, não devendo apresentar quaisquer pontos negros.

5.5 Requisitos dimensionais

5.5.1 Espessura do revestimento externo


A espessura mínima do revestimento externo deve ser conforme a tabela 17.
Cópia não autorizada
NBR 14703:2001 11

Tabela 17 - Espessura mínima do revestimento externo

Espessura mínima
Diâmetro do núcleo
mm
mm
<17,2 MPa 1) >17,2 MPa 1) Fluorados
0 a 3,30 0,25 0,25 0,15
3,31 a 8,90 0,46 0,25 0,20
8,91 a 10,20 0,56 0,36 0,25
10,21 a 17,80 0,66 0,36 0,30
17,81 a 38,10 0.91 0,61 0,41
1)
Resistência à tração do material de revestimento.

5.5.2 Diâmetro externo do cabo

O diâmetro externo do cabo deve ser compatível com o conector a ser utilizado.

5.6 Requisito visual

5.6.1 A isolação de cada condutor deve apresentar tonalidade, luminosidade e saturação conforme o Padrão Munsell mos-
trado na tabela 18, com exceção das cores branca, cinza e preta, e deve ser verificada conforme a NBR 9140.

Tabela 18 - Cores da isolação

Luminosidade Saturação Tonalidade


Cor
Mínima Máxima Mínima Máxima Mínima Máxima
Vermelha 3,5 4,5 10,0 14,0 1,25R 3,75R
Laranja 5,5 6,5 12,0 16,0 1,25YR 3,75YR
Marrom 3,0 4,0 4,5 7,0 10R 5YR
1) 1)
Amarela 8,0 10,0 2,5Y 7,5Y
1)
Verde 4,5 5,5 9 1,25G 3,75G
1)
Azul 3,5 4,5 9 10B 5PB
1)
Violeta 3,5 4,5 8 1,25P 3,75P
1)
Sem valor especificado.

5.6.2 Para as cores branca, cinza e preta, os limites de luminosidade e saturação devem ser conforme Padrão Munsell
mostrado na tabela 19.

Tabela 19 - Cores da isolação

Luminosidade
Cor Saturação
Mínima Máxima
Branca N8,75 N9,4 5R/1; 5YR/1; 5Y/1; 5G/0,5; 5B/0,5 e 5P/0,5
Cinza N4,5 N5,5 5R/0,5; 5Y/0,5; 5G/0,5; 5B/0,5 e 5P/0,5
Preta N1,5 N2,3 5R/0,5; 5Y/0,5; 5G/0,5; 5B/0,5 e 5P/0,5

6 Inspeção

6.1 O fabricante deve fornecer todas as facilidades e meios para realização dos ensaios exigidos nesta Norma, quer para
os cabos prontos, quer durante o processo de fabricação, no que diz respeito aos materiais utilizados no cabo.

6.2 Todos os ensaios e verificações desta Norma estão discriminados e classificados na tabela 20, de acordo com os res-
pectivos métodos de ensaio e tipos de inspeção.
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12 NBR 14703:2001

Tabela 20 - Classificação e discriminação dos métodos de ensaio

Tipo Ensaio Método de ensaio Inspeção


Resistência elétrica dos condutores NBR 6814 N
Desequilíbrio resistivo NBR 9130 N
Desequilíbrio capacitivo NBR 9138 N
Impedância característica ASTM D 4566 N
Perda de retorno estrutural (SRL) ASTM D 4566 N
Elétricos
Atenuação NBR 9133 N
Atenuação da paradiafonia (NEXT) ASTM D 4566 N
Resistência de isolamento NBR 9145 N
Tensão elétrica aplicada NBR 9146 N
Continuidade elétrica da blindagem NBR 9129 N
Alongamento dos condutores NBR 9141 P
Resistência à tração de um condutor emendado NBR 9141 P
Envelhecimento acelerado NBR 9148 P
Material do isolamento
Físicos
Contração NBR 9143 P
Material do revestimento
Envelhecimento acelerado NBR 9148 P
externo
Resistência à tração de ruptura NBR 13978 P
Térmicos Característica de comportamento frente à chama NBR 14705 P
Quimicos Aderencia da camada de estanho NBR 6811 N
Diâmetro do condutor isolado NBR 6242 P
Dimensionais
Diâmetro externo do cabo NBR 6242 N
Identificação Ver 4.5 e 4.11 N
Visuais Marcação seqüencial Ver 4.12 N
Código de cores Ver 5.6 P
Onde:
N = inspeção normal;
P = inspeção periódica;
Q = inspeção de qualificação.

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/ANEXO A
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Anexo A (informativo)
Parâmetros elétricos para cabos de distribuição e manobra

A.1 Atenuação

A.1.1 A tabela A.1 apresenta valores máximos de atenuação de qualquer par, para cabos de distribuição. A atenuação
para as freqüências inferiores a 0,772 MHz não são determinadas pela equação 1 de 5.1.6.1.

Tabela A.1 - Atenuação para cabos de distribuição

Atenuação para cabos de distribuição


Freqüência
Categoria 3 Categoria 5
MHz
dB dB
0,064 0,9 0,8
0,256 1,3 1,1
0,512 1,8 1,5
0,772 2,2 1,8
1,0 2,6 2,0
4,0 5,6 4,1
8,0 8,5 5,8
10,0 9,7 6,5
16,0 13,1 8,2
20,0 - 9,3
25,0 - 10,4
31,25 - 11,7
62,5 - 17,0
100,0 - 22,0
NOTA - Os valores apresentados nesta tabela referem-se à temperatura de 20°C; para
aplicações em temperaturas acima de 30°C, devem ser corrigidos segundo o coeficiente de
correlação acordado entre comprador e fornecedor.

A.1.2 A tabela A.2 apresenta valores máximos de atenuação de qualquer par, para cabos de manobra. A atenuação para
as freqüências inferiores a 0,772 MHz não é determinada pela equação 1 de 5.1.6.1.

Tabela A.2 - Atenuação para cabos de manobra

Atenuação para cabos de manobra


Freqüência
Categoria 3 Categoria 5
MHz
dB dB
0,064 1,1 1,0
0,256 1,6 1,3
0,512 2,2 1,8
0,772 2,7 2,2
1,0 3,1 2,4
4,0 6,7 4,9
8,0 10,2 6,9
10,0 11,7 7,8
16,0 15,7 9,9
20,0 - 11,1
25,0 - 12,5
31,25 - 14,1
62,5 - 20,4
100,0 - 26,4

A.2 Atenuação da paradiafonia

A.2.1 A tabela A.3 apresenta os valores mínimos de atenuação da paradiafonia do pior par para algumas freqüências.
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14 NBR 14703:2001

Tabela A.3 - Atenuação da paradiafonia (NEXT)

Atenuação da paradiafonia
Freqüência
Categoria 3 Categoria 5
MHz
dB dB
0,150 53 74
0,772 43 64
1,0 41 62
4,0 32 53
8,0 27 48
10,0 26 47
16,0 23 44
20,0 - 42
25,0 - 41
31,25 - 39
62,5 - 35
100,0 - 32
NOTA - A freqüência de 0,150 MHz serve apenas para fins de referência.

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