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Coordenação inicial

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Muitas pessoas são naturalmente coordenadas. Algumas são mais coordenadas que outras. Alguns de nós
apenas tem que praticar um pouco mais. Mas não importa o quanto natural você é quando toca bateria, a
coordenação entre mãos e pés é algo que você sempre terá que trabalhar (praticar).
Vamos começar com alguns exercícios para as mãos antes de incluírmos os pés. Toque cada exercício 4
vezes e vá direto para o seguinte SEM PARAR
Legenda: D - mão direita E - mão esquerda P - pé

Exercício de coordenação nº 1 - repetir 4 vezes cada exercício.

1) D D D D D D D D 2) D D D D D D D D 3) D D D D D D D D
E E E E E E E E E E

4) D D D D D D D D 5) D D D D D D D D 6) D D D D D D D D
E E E E E E E E E E E E

7) D D D D D D D D 8) D D D D D D D D 9) D D D D D D D D
E E E E E E E E E E E E E E E E

10) D D D D D D D D
E E E E E E

Quando você repete um exercício várias vezes, é possível que você perca a concentração. Talvez se
esqueça quantas vezes repetiu o exercício. Talvez o próximo exercício exija uma maior coordenação que o
anterior.

Exercício de coordenação nº 2 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.

Se você dominou os 10 exercícios sem nenhum erro, é hora de aprender algo sobre o bumbo.

Os exercícios a seguir são do mesmo tipo dos anteriores, mas depois do quarto compasso eles ficam um
pouco mais difíceis. Cada compasso possui um padrão diferente. Verifique que todos os exercícios estão em
compassos quaternários (4 tempos). Procure contar os tempos em voz alta, isso ajuda saber em que tempo
você está.

Exercício de coordenação nº 3 - repetir 4 vezes cada exercício.

1) D D D D D D D D 2) D D D D D D D D 3) D D D D D D D D
P P P P P P

4) D D D D D D D D 5) D D D D D D D D 6) D D D D D D D D
P P P P P P P P

7) D D D D D D D D 8) D D D D D D D D 9) D D D D D D D D
P P P P P P P P P P P

10) D D D D D D D D
P P P P P
Você está pronto para tentar num andamento mais rápido? Não se preocupe se você não conseguir fazer
o exercício todo na primeira vez que tentar. Concentre-se no exercício, persista. Se você não consegue hoje,
esteja certo de que conseguirá na próxima semana.

Exercício de coordenação nº 4 - repetir 2 vezes cada exercício anterior, porém, mais rápido.

Coordenação inicial
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Daqui para a frente começaremos a ler MÚSICA! Isso realmente não é muito difícil de se fazer, mas por
algumas razões, metade dos bateristas que tocam por aí não dão atenção para a leitura. É muito mais fácil
aprender lendo os exercícios e vir a entender o que realmente está "havendo" na música, do que tocando de
"ouvido".
Nesta lição veremos alguns ritmos de Rock usando o CHIMBAL, CAIXA e BUMBO, mas antes de começar
com os ritmos, vamos fazer alguns exercícios preparatórios.
Faça estes exercícios várias vezes prestando atenção no andamento e procurando aplicar a mesma força
para todas as notas. Não esqueça de usar as manulações pedidas.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5

Coordenação inicial
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Antes de entrarmos no exercício, vamos aprender um pouco mais sobre os termos musicais. No começo
do exercício (ou de uma música), há um símbolo que nos informa quantos tempos há em um compasso e qual
nota vai em cada tempo. Este símbolo é chamado de FRAÇÃO ou FÓRMULA DE COMPASSO.
Por quê a fórmula de compasso é tão importante? Nem todas as músicas têm quatro tempos, ou quatro
semínimas por tempo. Você já ouviu um tipo de música chamada "Valsa"? A Valsa possui 3 tempos por
compasso (1 2 3 1 2 3). O "Samba" possui 2 tempos por compasso (1 2 1 2).
Muitos tipos de música de várias culturas possuem 6 ou 7 tempos por compasso. Podemos também usar
várias fórmulas de compasso na mesma música. Por exemplo: 12 compassos de 4 tempos, depois 8
compassos de 6 tempos, novamente 12 compassos de 4 tempos, etc.

Por enquanto ficaremos com o compasso quaternário, onde a semínima vale um tempo. Portanto, nossa
primeira fórmula de compasso será 4/4, que quer dizer:

Faremos agora alguns exercícios usando CAIXA, BUMBO e CHIMBAL. Note que o chimbal deve ser
tocado simultaneamente, ora com a caixa, ora com o bumbo.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5


Introdução aos Rudimentos
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Ser bom em alguma coisa (especialmente em Bateria), geralmente não é fácil. Isso pode, às vezes, ser
frustrante porque sua cabeça quer tocar coisas que seus músculos não conseguem. É aí que entra a
paciência e a dedicação. Às vezes, você precisa repetir exaustivamente um exercício até que ele fique
correto. Se você quer ficar bom, tem que PRATICAR!

Postura - você deve gastar algum tempo para ajustar o banco e a caixa numa posição confortável, que
permita que você mantenha os braços e ombros completamente relaxados e a coluna reta. Na hora de
comprar seu banquinho, não economize dinheiro. Escolha um modelo que ofereça maiores opções de
regulagem. Não use cadeiras! As cadeiras são geralmente muito baixas e não permitem uma posição
confortável da coluna (evite lesões e esforços desnecessários!).

Rebote - vamos começar com o conceito de rebote (Rebound Strokes). Se você jogar uma bola de "ping-
pong" numa mesa, ela vai completar uma série de "pulos", até que perca a força. Para sustentar o movimento
da bola, temos que golpeá-la novamente. Na bateria, a "pele" do instrumento se encarrega de fazer o rebote
(retorno da baqueta). Quanto mais forte você golpear a pele, mais alto será o retorno da baqueta.

Vamos fazer uma experiência - mantenha sua mão direita aberta e com os músculos relaxados. Agora faça
um movimento para os lados como se estivesse dando "tchau". Faça o mesmo movimento, porém, com a mão
fechada. Perceba como o movimento ficou "duro", tenso. Quanto mais tensão você aplicar, mais lentos serão
os movimentos e consequentemente as batidas (notas). Permaneça relaxado e use os movimentos dos
pulsos e dedos, não dos braços. Estudaremos esses movimentos mais adiante.

Posição correta dos dedos para segurar a baqueta

É importante uma posição correta dos dedos, pulsos, antebraços e braços ao


segurar a baqueta; para conseguirmos controlar o rebote e aplicarmos os movimentos
de upstroke, downstroke e tap, assim como o flam e todos os outros movimentos usados na
execução da bateria.

1º passo - segure a baqueta com o polegar e o indicador. Cada modelo de baqueta possui peso e dimensões
diferentes. Por isso você deve descobrir o "ponto de equilíbrio" da baqueta, tocando na caixa e procurando
obter o maior número de rebotes possível.

2º passo - agora feche a mão, fazendo com que os três dedos restantes encostem na baqueta sem agarrá-la.
Apertar demasiadamente a baqueta apenas provoca tensão, o que trará dificuldades ao tocar os rulos e notas
fantasma.

3º passo - para a mão esquerda simplesmente repita os mesmos conceitos da mão direita.

Agora, coloque a ponta das duas baquetas no centro da pele. Deixe a palma das mãos para baixo. Assim,
as baquetas formarão um ângulo de 90°. Lembre-se de deixar os pulsos, braços e ombros totalmente
relaxados.

Procure tocar todas as notas no centro da pele, isso fará com que as duas mãos "tirem" o mesmo som do
instrumento. Note que cada ponto da pele produz um som diferente - quanto mais próximo ao aro, mais fraco
é o som.

Verifique a "pegada" em vários ângulos:


Introdução aos Rudimentos
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Pratique o exercício abaixo, chamado de "8 por mão". Nele, você vai isolar 8 batidas para cada mão e
poderá se concentrar nos Rebotes. Use um movimento completo do pulso para cada batida, mas lembre-se
de deixar a pele do instrumento fazer o retorno da baqueta. Permaneça o mais relaxado possível!

DDDD DDDD EEEE EEEE

Exercícios de manulação - faremos agora alguns exercícios para desenvolver uma coordenação entre as
mãos. Usaremos D para a mão direita e E para a mão equerda. O propósito dos exercícios é de manter uma
"qualidade de som", isto é, equilíbrio entre as notas, não importando se estamos tocando rápido ou devagar.

Algumas coisas que devemos observar:

• Use um movimento completo do pulso para cada batida (o braço somente se move em reação ao
pulso);
• Seu braço deve estar paralelo ao chão quando você toca na caixa;
• O antebraço e o ombro devem estar relaxados e próximos ao corpo;
• A ponta da baqueta deve bater no centro da pele;
• Trabalhe para manter uma firmeza de andamento (velocidade).

Manulações:

1. Oito toques com a mão direita e oito toques com a mão esquerda
DDDD DDDD EEEE EEEE

2. Quatro toques para cada mão


DDDD EEEE DDDD EEEE

3. Dois toques para cada mão


DDEE DDEE DDEE DDEE

4. Um toque para cada mão


DEDE DEDE DEDE DEDE

5. Combinação de mãos 1
DEDD EDEE DEDD EDEE

6. Combinação de mãos 2
DEED EDDE DEED EDDE

7. Combinação de mãos 3
DDED EEDE DDED EEDE

8. Combinação de mãos 4
DEDE EDED DEDE EDED
Você conseguiu fazer o exercício todo duas vezes sem erro? Meus parabéns. Você prestou atenção nos
movimentos dos pulsos e manteve um andamento constante? São em exercícios como estes que devemos
desenvolver também a nossa paciência. Lembre-se: se você quer ser um grande músico, comece agora e
exija disciplina de você mesmo!

Introdução aos Rudimentos


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Rudimentos

É extremamente importante que o baterista tenha completo domínio sôbre as duas mãos, não importando
se ele é canhoto ou destro. É o que chamamos de ambidestria. Além disso, do ponto de vista técnico, o
estudante deve propor-se a desenvolver uma coordenação e equilíbrio entre as duas mãos; resistência e
velocidade. Por isso, torna-se fundamental a prática dos rudimentos.
No dicionário, rudimento é descrito como; "Elemento inicial, Princípio, Condição...". Os rudimentos são os
primeiros passos e fundamentos da percussão em todo mundo. Você deve começar, aprendendo os
rudimentos, desde os primeiros dias que comprar as baquetas. Se você quer realmente dominar a arte da
percussão, não importando se você vai tocar caixa numa Banda Militar ou bateria numa Banda de Rock'n'roll,
deve praticar os rudimentos!

Os Rudimentos são divididos em "famílias":

• a família do Paradiddle
• a família do Single Stroke (toque simples)
• a família do Double Stroke (toque duplo)
• a família do Flam
• a família do Drag

Estudaremos primeiramente um ou dois exemplos de cada família, aos poucos iremos adicionando as
outras variações.

Exercícios de Rebote
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Vamos começar relembrando o conceito de rebote. Se você jogar uma bola de tênis no chão, ela vai
completar uma série de saltos (rebotes), até que perca a força. Para sustentar estes saltos, você deve aplicar
uma nova força sobre a bola. No caso da bateria, a pele do tambor se encarrega de fazer o rebote da
baqueta. Lembre-se de controlar a pressão dos dedos sobre a baqueta para "sentir" o rebote.

Para tocar o rebote adequadamente, você não deve manter tensão alguma sobre os dedos, pulsos ou
antebraços. Use pressão suficiente apenas para segurar a baqueta. Para andamentos mais lentos, use um
movimento completo do pulso. Andamentos mais rápidos requerem movimentos dos dedos.

Arquivo MIDI

Estes exercícios são combinações de 3, 6, 9 e 12 toques para cada mão. Pratique primeiro cada um
separadamente, depois siga a sequência de 3 a 12 toques sem parar, pelo menos uns 8 compassos. Não
comece muito rápido, não trabalhe além do seu limite.
Arquivos MIDI: Exercícios 1, 2, 3 e 4

Exercícios de Rebote
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Estar tenso quando você toca os exercícios de toques alternados é um problema comum. Quando você
tocar o segundo compasso deste exercício, tente deixar a mão esquerda tão relaxada quanto no primeiro
(idem para mão direita nos compassos 3 e 4).

Arquivo MIDI

Neste exercício vamos usar um movimento "longo" para a primeira nota, e então permitir que a baqueta
rebata duas vezes, porém devemos controlar esse rebote com o pulso e os dedos.
Arquivo MIDI

Exercícios de Rebote
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Este é um exercício que vamos usar para reforçar a técnica do toque duplo, mas vamos fazê-lo aqui
também porque ele vai nos ensinar a relaxar o pulso nos andamentos lentos e deixar a pele do tambor fazer o
rebote.

Arquivo MIDI

Este exercício requer bastante atenção, procure se concentrar nos movimentos e, como sempre, comece
num andamento lento.

Arquivo MIDI (nº6)


Exercícios de Acentos e Tap
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Uma das mais importantes técnicas para percussão e bateria é a habilidade de controlar o rebote natural
da baqueta. Quando fazemos os exercícios de acentos e tap, é importante tocarmos os acentos com um
movimento completo e aí pressionar levemente a baqueta com os dedos na hora do impacto. Assim podemos
controlar o rebote e tocar o tap mais suavemente.

Este exercício é usado para a aprendizagem do acento/tap num nível básico. Mantenha a mão relaxada ao
tocar os dois taps. No começo, vamos exagerar na altura dos movimentos. Para os acentos, levante a
baqueta uns 25 cm pele, e para o tap uns 2 cm. Deste modo ganharemos maior contrôle sobre as baquetas.
Assim que você aumentar o andamento, diminua gradativamente a altura dos movimentos. Isto quer dizer que
para movimentos rápidos temos uma menor distância entre a pele e as baquetas.

Arquivos MIDI: Exercício 1 - Exercício 2

Exercícios de Acentos e Tap


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Este exercício é muito simples de se entender e tem grande efeito tanto para bateristas iniciantes quanto
para os avançados. Ao mesmo tempo que é fácil memorizá-lo, sua execução é um pouco difícil, porque para
fazê-lo rápido, é preciso ter um movimento relaxado da mão logo após o acento.
Este exercício permite uma melhor visualização da altura da baqueta nas notas internas (não acentuadas).
Pratique em andamento moderado, prestando atenção nos movimentos.

Arquivos MIDI: Exercício 3 e 4 - Exercício 5

Single Stroke Rudiments (Rudimentos de Toques Simples/Alternados)


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Cada um destes rudimentos usa os toques alternados, que devem ser dominados mesmo que você seja
um iniciante ou um "Super Star" de Rock'n'roll. Os rudimentos de toques alternados vão nos ajudar a
desenvolver velocidade e destreza entre as duas mãos.

Single Stroke Roll

Os rudimentos de toques alternados são fáceis de se entender, mas como todo exercício, exigem
paciência, dedicação e um estudo constante (se possível diário).
O exemplo abaixo é apenas um gráfico de representação, não tente tocá-lo.

Arquivo MIDI
Vamos começar com conceito de que o Single Stroke Roll é um rudimento de REBOTE.
Aqui vai um exemplo: se você jogar uma bola de tênis numa pele de caixa (ou de um tambor), ela vai
rebater (voltar). Para sustentar um movimento constante da bola (para baixo e para cima), tudo o que temos a
fazer é aplicar um novo golpe na bola. A pele se encarrega do retorno (rebote). Se você pegar uma baqueta e
"batê-la" na pele, ela também vai fazer o rebote - assumindo que você não usou nenhuma pressão ou tensão
para impedir esse rebote. O quanto mais forte você bater na pele, mais alto será o rebote.
Para tocar um rudimento de rebote, você não deve produzir tensão alguma nos dedos, pulsos ou
antebraços. Use pressão suficiente apenas para segurar a baqueta e tocá-la na pele.
No Single Stroke Roll, em andamentos mais lentos, use um movimento completo e relaxado do pulso. O
antebraço somente se move em reação ao pulso - usar mais movimentos é perda de energia!
Pratique este exercício para reforçar o conceito de rebote. Nele você trabalhará com 8 notas para cada mão e
poderá se concentrar nos movimentos.

Arquivo MIDI

Single Stroke Rudiments (Rudimentos de Toques Simples/Alternados)


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Este outro exercício ajuda a isolar o rebote de cada mão no Single Stroke Roll. Estar tenso quando
tocamos os rudimentos de toques alternados é um problema comum. Quando você tocar o 2º compasso,
esteja certo de que a mão esquerda está tão relaxada quanto no 1º compasso (idem para a mão direita nos
compassos 3 e 4).

Arquivo MIDI

Este exercício é semelhante ao anterior, porém, usando tercinas. Procure prestar atenção aos movimentos
e lembrando-se dos conceitos sobre rebote.
Arquivo MIDI

Double Strokes

Os Rudimentos de Toque Duplo requerem uma grande coordenação entre os pulsos e dedos para ser
executado corretamente. É recomendado aos iniciantes que "gastem" um bom tempo com os exercícios
preparatórios antes de ir aos Rudimentos propriamente ditos. É necessário primeiro desenvolver uma
batida dupla com um movimento relaxado e constante de cada mão.
A prática dos rudimentos de toque duplo é muito importante. Todo baterista deveria passar um bom tempo
praticando o Long Roll (também chamado de Double Stroke Roll) para desenvolver os toques duplos. Os
Rulos de 5, 7 e 9 tem bastante aplicação em fills e em improvisação, além de fortalecer e desenvolver os
músculos dos dedos, pulsos e antebraços.

Long Roll
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Este rudimento (chamado também de Double Stroke Roll), é de extrema importância para todo baterista.
Ele desenvolve a coordenação e a força dos pulsos e dedos.

Para desenvolver um Rulo com qualidade, é importante desenvolver um toque duplo com movimentos
relaxados. Se você entendeu os conceitos relacionados aos rudimentos de batida dupla, vamos aos
exercícios.
Quando tocá-lo num andamento mais lento, você vai usar 2 movimentos (relaxados) de pulso. Por
enquanto não use o rebote, primeiro é importante desenvolver um controle do pulso. Assim que você
aumentar o andamento tente controlar as duas batidas com os dedos. Na segunda batida aperte levemente a
baqueta para dar um pouco mas de volume do que na primeira.

Long Roll
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É interessante praticar esse exercício numa superfície que não provoque o rebote da baqueta, como uma
lista de telefones. Isso vai requerer um relaxamento do pulso e atenção aos movimentos. Primeiro pratique
cada compasso como um exercício separado. Depois de dominá-los, pratique do começo ao fim sem parar.

Este exercício é similar ao anterior, só que desta vez usaremos 2 grupos de notas duplas (DDEE e EEDD).
Mantenha um movimento relaxado e suave das mãos.

Este exercício possui combinações de 3 e 4 grupos de batida dupla (DDEEDD e DDEE DDEE). É importante
mencionar que você não acentue a batida simples.
Long Roll
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Depois que você combinou todos os exercícios anteriores de batida dupla, é hora de colocarmos todos
juntos. Isso requer uma boa concentração e que não haja dúvida em nenhum dos exercícios anteriores.
Novamente, pratique cada compasso separado e depois de dominá-los junte todos os exercícios.

Long Roll
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Pratique esses exercícios acentuando a segunda batida; fechando a mão e aplicando uma rápida pressão
sobre os dedos.
Long Roll
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Aqui, usaremos o sinal de abreviatura para executarmos os rulos. Comece devagar, à medida que você
aumentar o andamento, procure se concentrar na pressão dos dedos sobre as baquetas. Se as baquetas
estiverem muito soltas, o rebote sairá bem "aberto" e se as baquetas estiverem muito presas, as notas soarão
como um "buzz".
Long Roll
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Correção do Papa-Mama
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Quando começamos a estudar o papa mama, é muito comum acentuarmos a primeira nota, o que
ocasiona uma desigualdade entre as batidas. Para corrigir isso, vamos praticar um exercício chamado de
correção do papa mama. Neste exercício não acentuaremos nenhuma nota, mas o simples fato de termos o
chimbal tocando simultaneamente na segunda mão direita, ou na segunda mão esquerda, faz com que a
segunda nota tenha uma certa ênfase. Lembre-se de começar o estudo num andamento confortável, onde
você possa observar os movimentos que está executando. Use sempre o metrônomo para controlar e "medir"
o seu desenvolvimento.

Arquivo MIDI

Paradiddles

Os Paradiddles são um dos rudimentos mais importantes de se praticar porque, se você aprendê-lo
corretamente, você vai ter controle sobre TRÊS dos CINCO movimentos básicos requeridos na prática da
bateria. São eles - UPSTROKE, DOWNSTROKE e o TAP. Procure dominar esses conceitos que são
essenciais na execução da bateria.

Single Paradiddle Paradiddle-diddle


Double Paradiddle Paradiddle-groove
Triple Paradiddle Paradiddle-groove em 7/8
Single Paradiddle
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O Single Paradiddle - os primeiros três toques que você vai aprender no Single Paradiddle serão aplicados
a todos os rudimentos e técnicas que você vai usar quando tocar um instrumento de percussão. Trabalhe duro
para dominar cada conceito. Não "corra" simplesmente através dos exercícios. Vamos manter a cabeça
aberta para aprendermos novos conceitos.

O Single Paradiddle é uma combinação de três tipos de técnicas: o downstroke, o upstroke e o tap. Se
você conhece o Paradiddle simplesmente como uma combinação de mãos, veremos aqui, alguns conceitos
preparatórios:

Downstroke - toda vez que você bate (toca) num tambor, a baqueta sobe, em reação à força aplicada.
Aprender a controlar a pressão da baqueta antes dela tocar na pele, é um dos aspectos mais importantes
para se tocar bateria. Para se tocar o downstroke ou toque acentuado corretamente, você deve apertar
levemente a mão na hora do impacto para controlar o rebote natural (sem esmagar a baqueta na pele).
Levante a baqueta na altura do ombro mas mantenha o antebraço próximo ao corpo. Agora toque na caixa,
apertando um pouco a baqueta na hora do impacto. A baqueta deve parar não mais que 2 centímetros acima
da pele.
Enquanto você pratica esse exercício, pense em dois movimentos separados: o downstroke e o movimento de
levantar a baqueta.

Nota: segure firmemente a baqueta no momento em que ela toca na pele, mas relaxe imediatamente após
o impacto.

Single Paradiddle
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Upstroke - o upstroke é responsável pela fluência natural dos braços e pulsos quando tocamos os acentos.
Para tocar o upstroke, comece com a baqueta mais ou menos 2 centímetros acima da pele. Quando você toca
uma nota suave, o pulso desce levemente. Continue o movimento do braço e traga a baqueta na altura do
ombro, este é o upstroke completo.

Up e Downstroke no paradiddle - vamos agora dar uma "parada" no movimento do upstroke. Esta "parada"
se refere ao movimento do pulso quando toca a nota não acentuada.

É importante que você veja o paradiddle como uma combinação de diferentes movimentos, não apenas
como uma combinação de toques simples e duplos.
Lembre-se que o downstroke deve ser tocado com um movimento relaxado do braço, parando a baqueta
mais ou menos 2 cm acima da pele depois do impacto. Fique o mais relaxado possível no upstroke e toque-o
bem suave.
Finalizando o Paradiddle

Finalmente chegamos ao Single Paradiddle completo. Antes de iniciá-lo, esteja certo de que você não tem
nenhuma dúvida sôbre os conceitos anteriores (up e downstroke).

Resta agora adicionar os Taps que no caso do paradiddle, são as duas notas "suaves" tocadas com a
mesma mão. Para os taps, levante a baqueta uns 2 centímetros da pele, mantendo o pulso livre de qualquer
tensão.

Assim temos o paradiddle completo:

Double Paradiddle
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O Double Paradiddle é similar ao Single Paradiddle, adicionado de dois TAPS (ou um acento e um TAP,
dependendo de como você tocá-lo). A outra diferença é que o Double Paradiddle possui um "feeling" de três
batidas e o Single Paradiddle possui um "feeling" de duas batidas.
Antes de começar a estudar esse rudimento você precisa estar apto a tocar o Single Paradiddle e ter
dominado as técnicas de UPSTROKE, DOWNSTROKE e TAP.
Oficialmente, o Double Paradiddle tem apenas um acento, mas você também vai encontrá-lo escrito com
dois acentos. É importante você aprender as duas versões porque elas têm uma diferença fundamental na
maneira como são tocadas.
Vamos começar com a versão de um acento.

Este exercício divide o Double Paradiddle em alguns "passos" para que possamos nos concentrar nos
movimentos das mãos.
Comece com sua mão levantada, e toque o acento (downstroke), lembrando-se de pressionar a baqueta
com os dedos no momento do impacto para anular o rebote natural dela.
As notas entre os acentos (chamadas de notas internas) devem ser o mais suaves possível. Quanto
menos tensão você aplicar sobre os músculos, mais rápidos serão seus movimentos.
Deixe o acento fluir de uma mão para outra - o UPSTROKE se encarrega dessa fluência. Não hesite em
usar um pequeno movimento do antebraço se ele ajudar na "fluência" dos movimentos, mas lembre-se de
manter as batidas internas com um movimento relaxado do pulso.
Double Paradiddle
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Lembre-se de se manter o mais relaxado possível nas notas internas, mas controle o acento com uma leve
pressão dos dedos.

Veremos agora, a versão de dois acentos do Double Paradiddle.


Às vezes esta é uma maneira mais fácil dos principiante aprenderem o Double Paradiddle porque ela é
similar ao Single Paradiddle.
Há uma diferença básica entre tocar o Double Paradiddle com um acento e com dois acentos: toda vez
que você toca dois acentos em sequência com a mesma mão, ele se torna um REBOTE. É comum ver
bateristas que não conseguem tocar o Double Paradiddle de dois acentos rápido, porque eles estão pensando
nos dois acentos como DOWNSTROKE, pressionando a baqueta entre um acento e outro.
Neste exemplo, use um REBOTE e um DOWNSTROKE com um TAP suave entre eles. Lembre-se:
apenas pressione a baqueta no segundo acento, deixe o volume do acento a cargo da altura da baqueta.

Triple Paradiddle

O Triple Paradiddle também é similar ao Single Paradidle, adicionado de quatro TAPS (ou dois acentos e
dois taps, dependendo de como você tocá-lo).
Se você praticou bem o Single Paradiddle é só adicionar os quatro TAPS. Não haverá grande dificuldade,
apenas preste atenção para a quantidade de notas que compõe este rudimento.
Oficialmente, o Triple Paradiddle possui apenas um acento, mas você também poderá vê-lo escrito com
três acentos. Vamos começar estudando o Triple Pradiddle com três acentos, porque ele é mais fácil de se
compreender.

Neste exercício toque 3 acentos com uma mão e os Taps, entre os acentos, com a outra mão. Lembre-
se que toda vez que você toca dois ou mais acentos com a mesma mão, eles se tornam REBOTES.
Depois que você dominar o exercício 1a, adicione um Single Paradiddle no lugar da semínima (1b).
lembre-se de manter as notas internas o mais relaxadas possível e deixe o acento fluir de um compasso para
outro com o Upstroke.

Quando tocamos o Triple Paradiddle com um acento, devemos nos lembrar que o acento é tocado como
um Downstroke - quer dizer que vamos ter que pressionar levemente a baqueta na hora do impacto, para
anular a reação natural da pele.
Neste exercício, ouça cuidadosamente as 3ª, 5ª e 7ª notas para estar certo de que não estão sendo
tocadas mais alto(forte) que as 2ª, 4ª e 6ª notas. Essa desigualdade ocorre quando não controlamos o acento
(Downstroke) no começo do rudimento. Lembre-se: temos duas alturas da baqueta - uma para as notas
acentuadas e outra para as notas internas.
Paradiddle-diddle
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Antes de estudar esse rudimento, esteja certo de que você tenha dominado os conceitos de UPSTROKE,
DOWNSTROKE e TAP.
O Paradiddle-diddle começa da mesma maneira que o Single Paradiddle. A diferença é que não vamos
usar um UPSTROKE na segunda nota, a segunda nota vai ser um Tap suave seguido de dois REBOTES.
Quando um baterista tem problemas ao tocar esse rudimento rápido, é porque ele não mantém as notas
internas relaxadas e não toca as batidas duplas como REBOTES. Não estar relaxado quer dizer gastar mais
energia que o necessário!

Sabendo da importância de fazer um movimento relaxado nas notas internas, pratique o exercício abaixo.
Lembre-se de pressionar levemente a baqueta na hora do acento, mas relaxe imediatamente nas notas
seguintes. Fique atento para não erguer muito a baqueta nas notas internas. Assim que você aumentar o
andamento, permita que os TOQUES DUPLOS se tornem REBOTES DUPLOS.
Aplicar pressão demais sobre os dedos faz com que as batidas internas fiquem desiguais.
Paradiddle-diddle
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Agora, se quisermos desenvolver a velocidade no Paradiddle-diddle, precisamos primeiro ter controle


sobre o REBOTE do acento.
O importante conceito desenvolvido através desse exercício é o relaxamento da "pegada" nas notas
internas. Quando tocamos um REBOTE DUPLO com a pegada relaxada, REBOTE será mais aberto (mais
espaço entre as duas notas). Se a pegada estiver tensa o REBOTE sairá tenso também. Assim que
aumentarmos o andamento devemos ter o cuidado de não deixarmos o REBOTE se tornar um "buzz", ao
invés de um REBOTE DUPLO.
Procure aplicar esse conceito no exercício abaixo. Basicamente o mesmo que o exercício anterior, só que
um pouco mais rápido que o primeiro e sem as pausas (2c).
Paradiddle-groove
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O Paradiddle Groove é a combinação do Single Paradiddle com alguns padrões de bumbo. Vamos dividir
este estudo em 2 partes. Na primeira, estudaremos alguns ritmos com bumbo em colcheias. Na segunda
parte teremos o bumbo em semicolcheias.

Se você não conhece o Single Paradiddle, clique aqui e estude todos os conceitos que envolvem este
rudimento. É importante ter um controle total sobre qualquer rudimento antes de aplicá-lo na bateria. Caso
você já tenha domínio sobre o Single Paradiddle, veja à seguir as variações que serão aplicadas a ele:

a. as duas mãos no chimbal:


b. mão direita no prato de condução e mão esquerda no chimbal:

c. mão direita no chimbal e mão esquerda na caixa em notas fantasma:

d. mão direita no prato de condução, mão esquerda na caixa em notas fantasma e pé esquerdo no chimbal,
na cabeça dos tempos:

e. mão direita no prato de condução, mão esquerda na caixa em notas fantasma e pé esquerdo no chimbal,
nos contra-tempos:

Paradiddle-groove
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Procure estudar cada exercício separadamente com bastante atenção. Depois que você tiver domínio
sobre eles, aplique-os no arquivo MIDI (música Little Sun Flower).
Arquivos MIDI: Exercícios 1A - 1B - 1C - 1D - 1E - 2A - 2B - 2C - 2D - 2E

Paradiddle-groove
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Paradiddle-groove
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Paradiddle-groove
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Paradiddle-groove em 7/8
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Parte 1

O Paradiddle Groove não é novidade para ninguém, já foi visto e revisto em vários livros e vídeos. Porém,
vamos estudá-lo aqui com uma variação na sua fórmula de compasso e, conseqüentemente, na sua
manulação.

Inicialmente, vamos fazer algumas considerações e alguns exercícios para compreendermos como
interpretar um compasso de 7/8. Vamos caminhar passo a passo até chegarmos no Paradiddle Groove em
7/8.
Num compasso de 4/4, a semínima é a unidade de tempo. Isso quer dizer que temos:

4 semínimas em cada compasso:

Arquivo MIDI

ou 8 colcheias:

Arquivo MIDI

ou ainda 16 semicolcheias:

Arquivo MIDI

Paradiddle-groove em 7/8
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Agora, temos as semicolcheias com as mãos alternadas no chimbal. Isto faz com que a mão direita "saia"
do chimbal e se desloque para a caixa nos tempos 2 e 4.

Arquivo MIDI

Muito bem. Vamos considerar agora o compasso de 7/8. Aqui a colcheia é a unidade de tempo. Assim,
temos:

7 colcheias em cada compasso:


Arquivo MIDI

ou 14 semicolcheias:

Arquivo MIDI

Paradiddle-groove em 7/8
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Podemos ainda pensar no compasso de 7/8 como um 4/4 sem a última colcheia ou sem as duas últimas
semicolcheias:

Para o chimbal com mãos alternadas temos:


Paradiddle-groove em 7/8
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Pratique as variações de bumbo abaixo para se familiarizar com o "feeling" do compasso em 7/8. Mais
adiante veremos a aplicação do Paradiddle Groove nesta fórmula de compasso.

Arquivo MIDI: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6

Clique aqui e ouça o exemplo do 1º exercício aplicado ao MIDI


Use este arquivo para praticar os exercícios: Insider

Boa prática e até a próxima!

Flam Rudiments

Vamos dar início ao estudo da família do mais difícil dos rudimentos. Os Flams exigem muita atenção e
muita prática.
Se você nunca praticou o Flam antes, há alguns conceitos fundamentais que você deve dominar primeiro.
São eles: o UP STROKE, o DOWNSTROKE, o TAP e o REBOTE. se você já tem domínio sobre esses
conceitos, vamos em frente.

Flam Alternado

O Flam Alternado é a base de todos os rudimentos da família dos Flams. Se você "gastar" um tempo agora
desenvolvendo corretamente os fundamentos requeridos no Flam Alternado, todas as outras variações serão
mais fáceis. Mas se você negligenciar esses conceitos básicos agora, você terá problemas mais tarde com os
outros Rudimentos derivados deste.
O Flam é composto de 2 notas - a apogiatura (nota pequena) e a nota principal.
Exemplo:

Sempre toque a apogiatura levemente (cerca de 2 cm acima da pele), não importando a velocidade ou
volume da nota principal.
Vamos começar com um exercício preparatório.

Drag Rudiments

Os Drags vão exigir um ótimo controle sobre o REBOTE DUPLO. Se você desenvolver bem os primeiros
exercícios de Drag, não terá problemas com suas variações, pois são bem similares na sua estrutura.

Alternating Ruff (Rufo Alternado)

Rufo Alternado (ou "Drag" como é geralmente chamado) é um rudimento de REBOTE, similar aos RULOS.
O Drag é composto de dois rebotes e uma nota principal.
Antes de começarmos os estudos deste rudimentos, devemos ter dominado os conceitos dos rudimentos
de toque duplo(Roll Rudiments).
Ok, vamos lá. Em andamentos mais lentos, as apogiaturas são tocadas como dois rebotes separados. Use
um movimento de pulso curto e relaxado. Em andamentos mais rápidos use os dedos para controlar os
toques duplos.
Exemplo

A dificuldade do Drag está em fazer o rebote duplo "soar" consistente e uniforme. Este exercício vai ajudar
a isolar o Drag na mão direita e depois na esquerda. Às vezes, para efeito de estudo, é interessante
exagerarmos na altura da baqueta ao tocar a nota principal. Isto solidifica o conceito de "duas alturas"
(apogiaturas movimento baixo e nota principal movimento alto).
Outro problema comum é o de tocarmos a nota principal como um rebote. Isso é natural, porque a mão
direita "quer" fazer a mesma coisa que a mão esquerda está fazendo e vice-versa.

Uma vez que você tenha dominado o exercício anterior, tente alternar o Drag entre as duas mãos.
Lembre-se de fazer as apogiaturas próximas à pele e a nota principal mais alta.

Estudos de Improvisação 3 .

Substituições de Bumbo de Buddy Rich


Por Tiger Bill
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Parte 1
BA-di-di-di-di-BA di-di-di BA-di-di / BOOM-di-di-di-di-BOOM di-di-di BOOM-di-di…
Alguns o adoravam, e outros o odiavam, mas ninguém pode dizer que a maneira de tocar de Buddy Rich
não era excitante. Embora eu o tenha encontrado várias vezes, nunca tive a oportunidade de praticar com ele.
Entretanto, eu estudei tudo o que ele fez. E uma de suas técnicas favoritas (julgando pela freqüência com que
ele a usava) era as substituições de bumbo. Se você já viu ou ouviu Buddy tocar, tenho certeza que você
concorda comigo. Ele era um verdadeiro mestre nesta técnica, a qual é obtida substituindo o acento da mão
direita pelo bumbo. Buddy usava isso tanto em solos longos como em fills curtos. Embora outros bateristas
tenham copiado esta técnica, ninguém esteve apto a executa-la como Buddy Rich. Neste artigo vou mostrar
como desenvolver esta técnica. Quem sabe um dia você poderá executá-la melhor do que Buddy Rich. Nada
é impossível.

Vamos começar nossos exercícios usando padrões de tercina porque era o que Buddy mais usava. Se
você não está familiarizado com o som da tercina, clique no ícone para ouvir os exercícios.
Para começar estes exercícios, você precisa de uma bateria que tenha somente o bumbo e a caixa.
Pratique somente os dois primeiros compassos. Na primeira vez, toque todos os "D" com a mão direita na
caixa e esteja certo de que você executa cada acento como está escrito. Toque todos os "E" com a mão
esquerda sem os acentos. Uma vez que você consiga fazer os dois compassos sem nenhum erro, volte ao
início, só que desta vez toque os "D" com o pé direito ao invés da mão direita. Os "E" continuam na mão
esquerda. Isso permite com que você pratique os exercícios de substituição de bumbo como Buddy fazia.
Pratique cada exercício (de 2 compassos) separadamente até que fique confortável.

Uma vez que os exercícios estiverem fáceis, pratique-os sem interrupção, do primeiro ao último.

De início, você deve ter problemas para manter ao tercinas constantes, principalmente entre o pé direito e
a mão esquerda. Mas com prática, estes exercícios se tornarão naturais. Embora você deva executar os
exercícios numa boa velocidade, aproximadamente 160 bpm, comece com 60 bpm. A jogada é você
desenvolver um som constante entre o pé e a mão direita, como se o pé fosse uma outra mão.

Exercícios em MIDI
Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5 - Exercício 6

Substituições de Bumbo de Buddy Rich


Por Tiger Bill
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Exercícios em MIDI
Exercício 1 - Exercício 2 - Exercício 3 - Exercício 4 - Exercício 5 - Exercício 6

Acentos e Notas Fantasma Aplicadas ao Groove


Introdução
Equilíbrio Entre os Dois Níveis de Dinâmica
Exercício Preparatórios
Acentos e Notas Fantasma Aplicadas ao Groove
Conceito de dois níveis de dinâmica

Introdução

Há três tipos de "sons" na bateria contemporânea - a caixa, o bumbo e o chimbal. Estes componentes da
bateria requerem muita atenção porque a maior parte da música moderna é baseada nestas três vozes. Os
exemplos que daremos aqui são baseados em bumbo, caixa, chimbal e prato de condução, mas você pode
expandir as possibilidades de cada exercício, aplicando outros timbres como cowbells, ton tons, blocks,
pandeiros, etc. O objetivo principal é desenvolver dois níveis de som - as notas acentuadas e as não
acentuadas. Na execução da bateria há mais que dois níveis de som, mas para os propósitos do nosso
estudo, usaremos apenas dois níveis.
Não se trata somente do que tocamos, mas também de onde tocamos, visto que os instrumentos acústicos
oferecem diferentes timbres dependendo do ponto onde se percute(toca).

Caixa
Notas acentuadas - você pode usar o rimshot para acentuar a caixa. Toque no centro caixa com a ponta da
baqueta e, ao mesmo tempo, no aro com o corpo da baqueta. Essa técnica produz um som mais forte e mais
"encorpado" da caixa.

Notas não acentuadas - tocadas com extrema suavidade, chamadas também de notas fantasma. Para
executá-las, os dedos, pulsos e braços devem estar livres de qualquer tensão. São tocadas geralmente no
centro da pele.

Chimbal
Notas acentuadas - toque na borda do chimbal com o corpo da baqueta.

Notas não acentuadas - toque no "corpo" do chimbal (não na cúpula) com a ponta da baqueta.

Bumbo
Para o bumbo esse conceito de dois níveis de dinâmica não será um problema porque a maior parte do
tempo ele é solicitado a tocar notas acentuadas. A distância entre os níveis de dinâmica usados no bumbo
são menores que os requeridos pela caixa e outras vozes. Estamos falando aqui dos bumbos aplicados aos
grooves. Para outros estudos, de improvisação por exemplo, serão aplicados todos os níveis de dinâmica no
bumbo. Por isso não devemos negligenciar esse instrumento tão importante que é o coração da bateria.

Prato de Condução
Notas acentuadas - toque no prato uns 25 cm abaixo da cúpula. Isso produz um som mais controlado e
evita que o prato "abra" demais. Para destacar ainda mais as acentuações no prato de condução, você pode
tocá-las com o corpo da baqueta na sua cúpula.

Notas não acentuadas - toque com a ponta da baqueta no corpo do prato, uns 25 cm abaixo da cúpula.

Equilíbrio Entre os Dois Níveis de Dinâmica

Manter um equilíbrio entre os dois níveis de dinâmica é muito importante. Como vimos anteriormente, há
três sons básicos na bateria contemporânea. É interessante observar nos discos como a bateria é mixada e
verificar os volumes de cada voz. É claro que isso varia de acordo com o estilo que está sendo tocado, mas
de uma maneira geral temos a caixa num nível mais alto, seguida pelo bumbo e depois pelo chimbal. Quando
executar um groove pense nesse conceito e procure manter uma boa constância no nível de volume da caixa,
bumbo e chimbal. Toque o groove por completo, mas concentre-se em cada voz separadamente para verificar
se não há variação de uma nota para outra.

As seguintes observações irão nos ajudar a desenvolver o conceito de dois níveis de dinâmica:

• os acentos devem ser tocados aproximadamente uns 25 cm da pele, e as notas não acentuadas uns
2 cm da pele;
• combine o som do chimbal e da caixa nas notas não acentuadas;
• a diferença de volume entre os dois níveis deve ser o mesma - do forte (f) ao pianíssimo (pp). O
volume geral da bateria é determinado pelo estilo que está sendo tocado, porém a distância relativa
entre os dois níveis de volume será a mesma.

Vamos fazer uma outra consideração antes de começarmos os exercícios. Analise os dois exemplos
abaixo:

Temos o "velho" paradiddle, na primeira versão sem nenhum acento e na segunda com alguns acentos.
Toque as duas versões e observe a diferença de som. O exemplo sem os acentos é interessante, mas um
tanto monótono. Já o segundo exemplo, possui um "feeling" bem mais musical. Com isso, notamos que a
diferença de dinâmica é que produz o "molho" e o "feeling" do groove. Portanto vamos estudá-los com muita
dedicação!

Exercícios Preparatórios
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Vamos fazer alguns exercícios preparatórios para a aplicação das notas fantasmas. Para isso,
começaremos com os grooves de mãos alternadas no chimbal. Note que para cada padrão de bumbo temos
cinco variações das mãos. São elas:

1. alternando o chimbal com as mãos DEDE;


2. passando a mão direita para o prato de condução e mantendo a mão esquerda no chimbal;
3. passando a mão direita para o chimbal e a mão esquerda na a caixa com notas fantasma;
4. passando a mão direita para o condução, a mão esquerda na caixa com notas fantasma e o chimbal
com o pé esquerdo na cabeça dos tempos;
5. idem ao 4 com o chimbal no pé esquerdo nos contra tempos.

Estes exercícios requerem muita paciência e disciplina. Só após ter dominado um exemplo passe para o
outro. Note que nestes exercício precisamos deslocar sempre a mão direita para a caixa para fazermos os
acentos. Mais tarde, veremos outros exercícios para evitar isso, portanto domine esses exemplos primeiro.
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Exercícios Preparatórios
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Seguir com a manulação DEDE em todos os exercícios.

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Exercícios Preparatórios
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Exercícios Preparatórios
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Exercícios Preparatórios
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Estudos de Tercina

Tercinas em Bumbo e Caixa

Estes exercícios vão nos ajudar a desenvolver uma coordenação entre as mãos e pés, usando as tercinas.
Repita cada exercício quantas vezes for necessário, até obter contrôle sobre ele. Trabalhe inicialmente num
andamento moderado e tente manter as duas vozes (bumbo e caixa) equilibradas. Esteja certo de que o
bumbo não está nem mais alto (forte), nem mais baixo (fraco) que a caixa.

Arquivos MIDI: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

Acentuando as Tercinas
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Temos aqui, alguns exemplos de acentuações em tercinas. Note que o chimbal está marcando a cabeça
dos tempos. Preste atenção nas manulações, e procure manter um equilíbrio entre as notas. Estes exercícios
são usados para o desenvolvimento de fills e improvisação, e proporcionam uma "limpeza" na técnica.
Arquivos MIDI: 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14

Acentuando as Tercinas
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Pratique estes exercícios prestando atenção nas manulações e procurando "tirar" o mesmo som das duas
mãos, tanto nas notas acentuadas como nas notas não acentuadas.
Arquivos MIDI: 1 - 2 - 3

Estudos de Bumbo
Se considerarmos os estudos de técnica para bateria, e analisarmos onde os esforços e a atenção é
concentrada, vamos descobrir que, geralmente o bumbo é negligenciado quando comparado com as outras
vozes(instrumentos) da bateria. Há algumas razões prováveis para isto. Primeiramente pelo ênfase que
damos aos Rudimentos e combinações possíveis entre as mãos. Outro aspecto é que, quando somos
iniciantes, somos solicitados a tocar(aprender) padrões rítmicos simples entre a caixa, chimbal e bumbo. Aí,
acrescentamos variações de pratos, fills na caixa e tambores, acentuações, etc. Isto é bom, pois as mãos são
muito importantes, mas os bateristas geralmente se esquecem da importância dos pés, até que um dia,
geralmente numa "gig" eles deparam com uma situação onde vão descobrir que seus pés não estão tão
desenvolvidos quanto as mãos. Para evitar isso, é importante que o baterista, desde os primeiros passos,
procure dar importância tanto aos pedais quanto aos rudimentos; e ainda, à combinação entre eles.

Pedal Simples
Pedal Duplo

Pedal Simples
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Faremos aqui alguns exercícios para o desenvolvimento do bumbo, com variações de semicolcheias. Na
segunda parte temos uns exercícios em 12/8. Procure praticá-los com bastante atenção verificando se o
bumbo e a caixa estão no mesmo volume. Comece lento, dando prioridade para o equilíbrio entre as notas e
não a velocidade.

Parte 1
Pedal Simples
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Parte 2

Pedal Simples
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Pedal Duplo
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Antes de começarmos os exercícios, vamos pensar em alguns conceitos básicos. Primeiro você pode fazer
os exercícios de rudimentos com os pés. Mas você pode dizer - "Eu não tenho pedal duplo". Bem, mas você
pode usar o seu chimbal. Isso pode ajudar você a desenvolver grande habilidade com os pés e te dará
algumas idéias para diferentes variações rítmicas.
Ok, vamos começar com alguns exemplos de aplicação dos rudimentos nos pedais. Procure fazer os
exercícios num andamento lento, com o acompanhamento do metrônomo.

Estudos de Bumbo
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Obs: Para não congestionar a partitura não utilizaremos as indicações D e E nos bumbo. Ao invés disto,
utilizaremos o primeiro espaço do pentagrama para o pé direito e a primeira linha para o pé esquerdo.
Pedal Duplo
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Sugestões - comece praticando cada padrão de pedais até que você possa tocá-los sem dificuldades.
Depois pratique cada padrão de mãos da seção 1 com cada padrão de bumbo da seção 1. Comece devagar.
Esteja certo de que os membros estão em sincronismo uns com os outros antes de aumentar o andamento.
Algumas combinações de mãos e pés serão mais difíceis que outras, e vão exigir muita prática e paciência.
Siga o mesmo procedimento com as seções 2 e 3.
O próximo passo é tocar todos os padrões de mãos sem interrupção, repetindo 8 vezes cada um, enquanto
toca uns dos padrões de pedais. Os vários padrões de mão e cada seção vão ajudar não somente na
coordenação, mas vão dar a impressão de diferentes "feels" de Rock, tornando os exercícios mais práticos e
musicais.
Para ajudar na resistência, pratique cada exercício o máximo que puder sem interrompê-lo. Use o
metrônomo para verificar sua precisão e progresso. Nunca pratique além dos seus limites, comece devagar.
Se possível procure gravar sua prática para uma melhor análise do seu desenvolvimento.

Seção 1
Padrões de bumbo
Padrões de mãos

Pedal Duplo
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Seção 2
Padrões de bumbo

Padrões de mãos
Pedal Duplo
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Seção 3
Padrões de bumbo

Padrões de mãos
Abertura de Chimbal

Conceito
Exercícios de Abertura de Chimbal com Bumbo
Exercícios de Abertura de Chimbal com Caixa
Exercícios de Abertura de Chimbal com Bumbo e Caixa
Exercícios de Abertura de Chimbal e Bumbo simultâneos

Abertura de Chimbal - Conceito

Quando é colocado um "O" acima da nota do chimbal, indica que ele deve ser tocado com a baqueta
enquanto o pé esquerdo é um pouco levantado, fazendo com que os pratos do chimbal vibrem entre si.
Entretanto, se abrirmos demais o chimbal, o som ficará "sujo" e se não abrirmos o suficiente, o som ficará
fraco. Por isso devemos praticar bastante até encontrarmos a abertura ideal para cada som desejado.

Lembre-se:

O indica abrir chimbal


+ indica fechar chimbal

Nota: mantenha o chimbal firmemente fechado com o pé esquerdo em todas as notas sem o "O".
Exercícios de Abertura de Chimbal com Bumbo

Pratique devagar no começo. Procure tocar todas as notas no mesmo volume.


Primeiro pratique os exercícios sem o bumbo, depois de dominá-los, coloque o bumbo em semínimas.

Exercícios de Abertura de Chimbal com Caixa

Agora coloque a caixa nos tempos 2 e 4.


Exercícios de Abertura de Chimbal com Caixa

Agora coloque a caixa nos tempos 2 e 4.


Exercícios de Abertura de Chimbal com Bumbo e Caixa

As mesmas aberturas de chimbal com o bumbo nos tempos 1 e 3, e a caixa no 2 e 4.


Exercícios de Abertura de Chimbal e Bumbo simultâneos

Nos próximos exercícios, temos a abertura de chimbal e o bumbo tocados ao mesmo tempo.
Esta seção é dedicada ao estudo dos ritmos.

Rock Fusion
Disco Jazz
Blues e Shuffle Samba
Reggae Afro-Cubanos
Funk Baião

Rock e suas variações.

Introdução ao Rock
Variações de Bumbo e Caixa em colcheias
Variações de Bumbo e Caixa com Chimbal em semicolcheias
Variações de Bumbo e Caixa em semicolcheias
Mãos Alternadas no Chimbal
Deslocamento das Mãos em Chimbal Alternado
Fills com Mãos Alternadas
Acentuações com Mãos Alternadas
Aplicação do Chimbal com o Pé Esquerdo
Introdução ao Rock

O Rock tem constantemente mudado e contribuído para o aparecimento de novos estilos desde que ele
apareceu. Assim como outros estilos, o Rock também tem, através dos anos, mantido certos elementos.
Durante os últimos 20 anos a maioria dos rítmos de Rock têm se baseado numa combinação de colcheias e
semicolcheias. Hoje em dia há dezenas de tipos de Rock, todos com um nome e um " feeling" diferente:
Disco, Funk Rock, Jazz Rock, Country Rock, Acid Rock, Punk Rock, etc. Cada uma dessas variações contém
elementos que a classificam como Rock, mas cada uma tem também algo que difere uma da outra.
O baterista deve conhecer essas diferenças e possuir habilidade para expressá-las. Muitos bateristas
inexperientes acham que eles sabem como tocar Rock porque eles ouvem isso no rádio todos os dias e
parece um tanto simples. Mas eles não percebem que por trás destes arranjos simples, há um trabalho duro,
com muitos anos de pesquisa e dedicação; que exige muito estudo e preparação da parte dos músicos. É
claro que estamos falando aqui de Rock de Qualidade!
Por isso vamos encarar os estudos com muita seriedade e disciplina, para mais tarde podermos desfrutar
deles!

Variações de Bumbo e Caixa em colcheias


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Num padrão básico de Rock, a mão direita toca colcheias no chimbal fechado. A mão esquerda toca os
tempos 2 e 4 na caixa. Para completar esse padrão, o pé direito toca uma variedade de figuras rítmicas no
bumbo. Se houver dificuldade de coordenação, deve-se diminuir o andamento até que fique confortável.

Variações: repetir os exercícios anteriores com a mão direita no prato de condução;


alternar a mão direita no chimbal e no prato de condução (4 x para cada).
Variações de Bumbo e Caixa em colcheias
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Faremos agora algumas variações na caixa:

Variações: repetir os exercícios anteriores com a mão direita no prato de condução;


alternar a mão direita no chimbal e no prato de condução (4 x cada).

Variações de Bumbo e Caixa em colcheias


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Esta revisão deve ser feita do começo ao fim sem nenhum erro. Se houver dúvida em algum dos rítmos,
deve-se estudá-lo separadamente. Observe que há um Ritornello no final do compasso 16. Isso significa que
devemos repetir o exercício todo. Faça a 1ª vez com a mão direita no chimbal e a 2ª (repetição) com a mão
direita no prato de condução
Variações de Bumbo e Caixa com Chimbal em semicolcheias
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Em um compasso de 4/4, temos duas colcheias para cada tempo, como já foi visto anteriormente.

Exemplo:
Estudaremos alguns rítmos agora, com o chimbal em semicolcheias. Neste caso, temos 4 semicolcheias
para cada tempo, cada uma valendo ¼ de tempo. Devemos prestar bastante atenção em qual das quatro
semicolcheias "cai" o bumbo e a caixa.

Exemplo:

Variações de Bumbo e Caixa com Chimbal em semicolcheias


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Estudaremos aqui algumas variações de bumbo com o chimbal em semicolcheias. Comece devagar e
preste atenção em qual chimbal "cai" o bumbo e a caixa. Procure contar os tempos em voz alta.

Variações: passar a mão direita para o prato de condução; alternar a mão direita no chimbal e no prato de
condução.

Variações de Bumbo e Caixa com Chimbal em semicolcheias


Página 3 de 4

Estes exercícios são semelhantes aos anteriores, porém com as variações para a caixa.
Variações: passar a mão direita para o prato de condução; alternar a mão direita no chimbal e no prato de
condução.

Variações de Bumbo e Caixa com Chimbal em semicolcheias


Página 4 de 4

Esta revisão deve ser feita do começo ao fim sem nenhum erro. Se houver dúvida em algum dos rítmos,
deve-se estudá-lo separadamente. Observe que há um ritornello no final do compasso 16. Isso significa que
devemos repetir o exercício todo. Faça a 1ª vez com a mão direita no chimbal e a 2ª com a mão direita no
prato de condução.
Variações de Bumbo e Caixa em semicolcheias
Página 1 de 2

Faremos agora alguns exercícios com variação do bumbo em semicolcheias. Procure prestar atenção no
som de cada célula rítmica, e tente memorizá-lo. Comece lento e vá aumentando o andamento aos poucos.
Variações de Bumbo e Caixa em semicolcheias
Página 2 de 2

Estudaremos aqui algumas variações de caixa em semicolcheias.

Mãos Alternadas no Chimbal


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Quando tocamos um ritmo com as mãos alternadas (DEDE) em semicolcheias no chimbal, devemos
observar que:

1. a mão direita "sai" do chimbal para tocar os tempos 2 e 4;


2. a mão direita toca as primeiras e terceiras semicolcheias;
3. a mão esquerda toca as segundas e quartas semicolcheias.

Devemos observar também qual das mãos toca simultaneamente com o bumbo.
Exemplo:

Estudaremos mais tarde, a caixa na 2ª, 3ª e 4ª semicolcheias. Por isso é importante "sentir" as 4
semicolcheias que temos em cada tempo.

Mãos Alternadas no Chimbal


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Temos aqui alguns exemplos de ritmos com as mãos alternadas em semicolcheias. Verifique qual chimbal
coincide com o bumbo. Pratique devagar no começo e procurando memorizar os ritmos.
Mãos Alternadas no Chimbal
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Deslocamento das Mãos em Chimbal Alternado
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Nestes exemplos, vamos deslocar a caixa na 2ª, 3ª , 4ª semicolcheia de cada tempo, além de outras
combinações. Observe que ao tocarmos a 1ª e 3ª semicolcheia, usaremos a mão direita; já na 2ª e 4ª
semicolcheias, usaremos a mão esquerda. Procure contar os tempos em voz alta e, se possível, usando um
metrônomo. Comece lento e aumente o andamento somente depois de ter dominado cada exercício.
Deslocamento das Mãos em Chimbal Alternado
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Fills com Mãos Alternadas

Veremos aqui alguns exemplos simples de fill com as mãos alternadas. Em outra seção, estudaremos mais
profundamente esse assunto.
Acentuações com Mãos Alternadas

Aplicaremos aqui algumas variações de acentos com as mãos alternadas no chimbal. Como nos exercícios
de deslocamento da caixa, aqui devemos nos lembrar que a mão direita acentua a 1ª e 3ª semicolcheia e a
mão esquerda acentua a 2ª e 4ª semicolcheia de cada tempo. Pratique devagar, procurando manter um
mesmo nível (dinâmica) e diferenciando bem as notas acentuadas das não acentuadas. Priorize a "limpeza" e
igualdade entre as notas e não a velocidade.
Aplicação do Chimbal com o Pé Esquerdo
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Nesta seção vamos aplicar o chimbal com o pé esquerdo (para os destros) na cabeça dos tempos e nos
contra tempos. Vamos começar revisando as 8 variações de bumbo em colcheias vistas anteriormente.
Aplicação do Chimbal com o Pé Esquerdo
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Se você já dominou os exercícios anteriores, o próximo passo é passar a mão direita para o prato de
condução e aplicar o chimbal com o pé esquerdo na cabeça dos tempos. Inicialmente se houver uma
dificuldade neste exercício, experimente tocar o chimbal com o pé somente nos tempos 2 e 4, junto com a
caixa; depois nos tempos 1 e 3 com o bumbo. E finalmente coloque o chimbal com o pé nos quatro tempos.
Aplicação do Chimbal com o Pé Esquerdo
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Vamos agora, colocar o chimbal com o pé nos contra tempos. Lembre-se de começar devagar, dando
prioridade ao equilíbrio e igualdade entre as notas; não simplesmente correndo através dos exercícios.
Procure perceber onde "cai" cada nota, contando os tempos em voz alta.
Aplicação do Chimbal com o Pé Esquerdo
Página 4 de 4

Vamos fazer agora uma pequena revisão dos exercícios anteriores. Colocaremos as 3 variações em
sequência. Pratique cada exemplo separadamente, depois faça o exercício todo, do começo ao fim sem
interrupção.
Conceito de Fill

O fill é uma pequena combinação de notas usadas para enfatizar as diferentes partes de uma peça
musical. Ele pode variar de meio tempo até dois compassos completos.
Inicialmente, há uma tendência de se acelerar o andamento quando se usa o fill. Para corrigir isso, é
necessário praticá-lo com ajuda de um metrônomo e contando os tempos em voz alta.
Fortalecendo o Groove

Introdução
Acentuando a condução
Exercícios combinatórios
Independência da mão direita

Introdução

Manter um groove sólido é o elemento mais importante para a execução da bateria, não importando se é
um padrão rítmico simples ou complexo, e nem o andamento que está sendo executado.
A maneira pela qual o tempo é percebido, é muito importante. Ed Soph, um grande baterista e professor,
diz que "um andamento consistente é produzido por notas e pausas colocadas exatamente cada uma nos
seus respectivos lugares. As pausas ou silêncios entre as notas devem ser percebidas, assim como as notas
que são tocadas". Isto é uma questão de treino, aprender a perceber os intervalos existentes entre as notas.
Trabalhar com um metrônomo ou um sequenciador pode ser de grande benefício neste processo de
aprendizagem. Tocar os padrões rítmicos até obter um bom "feel" pode ser um tanto tedioso, mas é
compensador. Gravar a si mesmo para observar os erros de andamento é também muito útil. A falta de
concentração também é um fator que influencia na variação do andamento. Vejamos agora, algumas
sugestões para a prática dos exercícios:

• pratique com um metrônomo ou sequenciador;


• esteja certo de que cada exercício foi praticado lentamente no começo. Comece com 60 bpm, então
aumente gradativamente o andamento;
• pratique cada exercício por 5 minutos sem interrupção, mantendo um groove constante. Enquanto
toca, focalize cada membro e relaxe, lembrando-se que a tensão inibe a execução.
• sem tocar nenhuma nota, mentalize o que cada membro tem que fazer, esteja certo da função de
cada um e como eles irão contribuir para a formação do groove completo.
Isto é uma das coisas mais importantes a fazer para o desenvolvimento da coordenação. Se você está
tendo problemas para coordenar suas mãos e pés, uma ótima coisa a se lembrar é que coordenação é
basicamente organização.
Pratique cada exercício prestando atenção às notas acentuadas e às não acentuadas. Quando houver
exercícios com manulações que você nunca viu, procure dominá-las primeiro, depois você as aplica aos
ritmos.

Acentuando a Condução
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Estes exercícios são bem simples mas ajudam a desenvolver um equilíbrio entre as mãos e pés, e também
a "limpar" o som do prato de condução. Faça os acentos na cúpula do condução destacando bem as cabeças
de tempo e os contra tempos. Lembre-se de focalizar cada membro separadamente para obter a melhor
qualidade de som possível.
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Acentuando a Condução
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Exercícios Combinatórios
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Para manter um groove "forte" é preciso ter um bom equilíbrio entre os membros. Nos exercícios abaixo
temos algumas variações de bumbo aplicadas às seguintes combinações:

1. condução e chimbal na cabeça dos tempos;


2. condução na cabeça dos tempos e chimbal nos contra tempos;
3. condução nos contra tempos e chimbal na cabeça dos tempos;
4. condução e chimbal nos contra tempos.

Pratique cada variação separadamente e depois passe de uma variação para outra sem interrupção.
Comece lento (60 bpm) e concentre-se em cada membro separadamente, verificando a igualdade de uma
nota para a outra e mantendo um equilíbrio no groove como um todo. Primeiramente temos oito variações de
bumbo em colcheias e depois oito variações em semicolcheias. Não "corra" simplesmente através dos
exercícios, pratique cada um com bastante atenção e disciplina.

Exercícios Combinatórios
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Exercícios Combinatórios
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Exercícios Combinatórios
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Exercícios Combinatórios
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Exercícios Combinatórios
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Independência da Mão Direita
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Estes exercícios tem como objetivo permitir a execução de várias figuras rítmicas com a condução (mão
direita para os destros) enquanto mantemos um padrão de bumbo e caixa. Antes de começarmos os
exercícios, vamos ver algumas aplicações interessantes que esse estudo permite:

1. Podemos manter um padrão simples de bumbo e caixa e fazer variações na condução.

2. Podemos fazer os fills sem interromper o rítmo.

3. Podemos fazer uma linha de percussão com a mão direita enquanto mantemos o padrão rítmico com o
bumbo e caixa.
Independência da Mão Direita
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