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UMA METODOLOGIA PARA REALIZAÇÃO DE


ATIVIDADES PRÁTICAS EM CURSOS DE
ELETRÔNICA E COMPUTAÇÃO: UM ESTU....

Article · January 2004

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Adilson Marques da Cunha


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UMA METODOLOGIA PARA REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES PRÁTICAS
EM CURSOS DE ELETRÔNICA E COMPUTAÇÃO: UM ESTUDO DE CASO
Claudiney Calixto da Silva 1 e Adilson Marques da Cunha 2

Resumo  Este artigo aborda uma metodologia utilizada tais ambientes desponta também como pré -requisito,
para realizar atividades práticas em disciplinas ministradas indispensável, para os profissionais da área.
nos Cursos de Graduação e Pós-Graduação nas áreas de Diante disso, as universidades, como fornecedoras de
Engenharia Eletrônica e de Computação do Instituto mão de obra qualificada, necessitam incluir experiências
Tecnológico de Aeronáutica - ITA. Ele descreve situações práticas em desenvolvimento de SC, aplicando o estado da
reais encontradas em ambientes de desenvolvimento de arte em termos de soluções tecnológicas, com a finalidade de
Sistemas de Computadorizados, envolvendo equipes melhor preparar seus alunos para atenderem as expectativas
distribuídas, atuando simultaneamente, compostas por do mercado [2].
profissionais de diferentes papéis e perfis, entre outras Dentre as deficiências, comumente, encontradas nas
dinâmicas e dificuldades envolvidas nesse meio. Para a universidades com relação à implantação dessas atividades
verificação desta metodologia, desenvolveu-se um Estudo de práticas, destacam-se a falta de iniciativas, projetos,
Caso, simulando a implantação do Processo Unificado - metodologias e ferramentas que propiciem sua realização
PU, para a implementação de um Projeto Piloto, a partir de com resultados positivos [2].
grupos de subsistemas, a serem integrados iterativamente, Com isso, faz-se necessário dotar as universidades de
no decorrer das atividades. No Projeto Piloto composto de métodos, técnicas e ferramentas de estudo e aplicação
uma Estação Experimental de Controle, denominada prática de novas tecnologias e conhecimentos teóricos das
VIGILANTE e um Veículo Experimental do Tipo Carro disciplinas, de forma experimental, visando aumentar as
Anfíbio Voador, denominado TRIPHIBIUS, aplicou-se o habilidades práticas dos alunos e reduzir o desperdício de
estado da arte em termos de tecnologias existentes de recursos envolvidos, preparando-os sob as necessidades do
Ambientes Integrados de Engenharia de Software Ajudada mercado [2].
por Computador. Nos últimos 04 (quatro) anos, vêm sendo ministradas
experiências práticas de desenvolvimento integrado de SC
Palavras chave  Processo Unificado, Ambientes nos Programas de Graduação e Pós-Graduação em
Integrados de Engenharia de Software Ajudada por Engenharia Eletrônica e Computação do Instituto
Computador, Vigilante, Triphibius. Tecnológico de Aeronáutica (ITA), principalmente nas
disciplinas de Técnicas [3] e de Projeto de Sistemas Bancos
INTRODUÇÃO de Dados [4], Qualidade, Confiabilidade e Segurança de
Software [5]-[6], e Sistemas Embarcados [7] e de Tempo
A dependência das empresas por Sistemas Real [8].
Computadorizados (SC) intensificou-se, gradativamente, nos O presente artigo descreve o desenvolvimento de um
últimos anos, gerando uma grande demanda por caso de sucesso realizado nas disciplinas CES -32 e CE-230 -
profissionais capacitados e especializados para atender suas Qualidade, Confiabilidade e Segurança de Software, CES-63
necessidades tecnológicas e de mercado [1]. - Sistemas Embarcados e CE-235 - Sistemas Embarcados de
Porém, essa capacitação esperada por parte dos Tempo Real, durante o 2º semestre de 2003 no ITA. Ele
profissionais, vai além dos conhecimentos técnicos e apresenta uma metodologia, para aplicação de atividades
teóricos, estendendo-se também a habilidades para práticas, utilizada num Estudo de Caso, para o
implantação e desenvolvimento de SC apoiados num desenvolvimento de um projeto piloto, envolvendo um
processo e principalmente atentos a parâmetros de Veículo Experimental, o TRIPHIBIUS, e uma Estação
qualidade. Experimental de Controle, a VIGILANTE, abordando seus
Além disso, espera-se destreza no trabalho em equipes, principais passos em 3 (três) diferentes níveis de integração
sendo estas, geralmente distribuídas, com atuação [5]-[6]-[7]-[8]-[9].
simultânea e compostas por profissionais com diferentes Dividido em seções, este artigo possui uma introdução;
funções e perfis [1]. uma seção 2, descrevendo os principais passos da
Baseadas em cenários como esses empresas têm metodologia para aplicação das atividades práticas nas
investido, cada vez mais, em Ambientes Integrados de disciplinas; uma seção 3, apresentando o estudo de caso
Engenharia de Software Ajudada por Computador adotado para teste, verificação e validação da metodologia,
(Integrated Computer Aided Software Engineering bem como os processos, métodos, técnicas e ferramentas
Environment – I-CASE-E), visando que seus recursos adotadas; uma seção 4, relatando os principais resultados
humanos trabalhem de forma integrada, auditável e dentro obtidos; e por último, uma seção 5, abordando algumas
dos padrões de qualidade. Dessa forma, a familiaridade com conclusões e considerações finais.

1
Claudiney Calixto da Silva, Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA, Praça Marechal Eduardo Gomes, 50, FCMF, 12.228-900, São José dos
Campos, SP, Brasil, ccalixto@ita.br.
2
Adilson Marques da Cunha, Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA, Praça Marechal Eduardo Gomes, 50, IEC, Sala 105, 12.228-900, São José
dos Campos, SP, Brasil, cunha@ita.br.
M ETODOLOGIA PARA ATIVIDADES PRÁTICAS uma visão comum dos benefícios da adoção de partes de um
novo processo.
A metodologia adotada para a realização das atividades Uma outra sugestão de atividade para os grupos pode
práticas, divide-se em 7 (sete) passos principais. Sendo estes, ser o aprofundamento das pesquisas e comparações entre os
brevemente, descritos nas seções subseqüentes. 2 (dois) processos apontados, de forma a evidenciar outros
Apresentação do Cenário pontos fracos e propiciar que todos alunos participem da
atividade.
Ao iniciar as aulas, o professor apresenta o cenário ou estudo
Definição das Ferramentas de Apoio
de caso adotado para as atividades práticas do curso. Este
geralmente consiste de um grande projeto ou sistema, que Com os alunos relativamente familiarizados com os
deve permitir sua divisão em partes ou subsistemas com processos de desenvolvimento, o próximo ponto focal passa
características similares, porém de aplicações diferentes [2]. ser a identificação do ferramental que possa auxiliá -los.
Definição de Equipes Neste ponto, a participação do professor deve restringir-se a
estimular os alunos a opinarem com os prováveis tipos
Os alunos devem ser estimulados a formar grupos e escolher ferramentas, apresentando-lhes em seguida as ferramentas
um dos subsistemas apresentados. Tais grupos devem ser disponíveis.
formados, preferencialmente, por alunos com diferentes Caso existam ferramentas com o mesmo propósito, os
perfis, como uma forma de propiciar um nivelamento de grupos de alunos podem ter a liberdade de escolha, de forma
conhecimento entre eles na turma. Já a escolha dos que todas as ferramentas sejam utilizadas, propiciando, que
subsistemas, havendo a oportunidade, deve ser orientada eles exerçam as técnicas de integração dos artefatos
principalmente pelo grau de afinidade com os eventuais produzidos em tais ferramentas.
Trabalhos de Graduação (TG), Dissertações de Mestrado
(DM) ou Teses de Doutorado (TD), que os integrantes do Integração dos Subsistemas
grupo estejam desenvolvendo. Um outro fator importante, para o qual o professor deve
chamar a atenção dos alunos logo na primeira aula, refere-se
Especificação de um Processo Comum
à integração dos subsistemas, de uma forma tal, que seja
Após a definição das equipes e a escolha dos subsistemas a inserida, aos poucos , a maturidade no processo adotado.
serem desenvolvidos, os alunos devem ser indagados com Sugere-se como alternativa para as integrações , que elas
relação aos procedimentos, por eles conhecidos, para o sejam iniciadas a partir de subsistemas afins, logo no início
desenvolvimento de aplicações, e quando necessário, o do desenvolvimento projeto, de tal sorte, que na última
professor pode questioná-los ainda sobre possíveis iteração do processo de desenvolvimento, seja realizado o
alternativas de solução para problemas identificados. mais alto nível de integração entre os subsistemas [1].
De um modo geral, esta interação entre professor e Essas abordagens de desenvolvimento e integração
alunos, visa mapear, mesmo que superficialmente, um devem ser realizadas gradativamente, e sempre que possível,
processo de desenvolvimento que seja de consenso da maior com a participação dos alunos nas decisões do projeto. A
parte dos alunos. visibilidade da adoção de processos e da integração de
sistemas com sucesso em empresas, envolvendo esses
Apresentação do Processo Adotado
profissionais deve motivá-los a vislumbrar os benefícios de
Uma vez mapeado o processo dos alunos, o professor curto, médio e longo prazo.
deve apresentar-lhes o processo de desenvolvimento adotado
para o estudo de caso. Porém neste ponto, o professor deve ESTUDO DE CASO
alertá-los de que não existe uma definição de certo ou
errado, e que a adoção de um novo processo, para A aplicação dessa metodologia para a realização de
aperfeiçoamento do atual, faz parte das necessidades das atividades práticas num estudo de caso envolveu 50
empresas, uma vez que elas sempre procuram melhorar sua (cinqüenta) alunos de Graduação e de Pós-Graduação,
linha de produção. divididos entre as disciplinas CES-32 e CE-230 - Qualidade,
Confiabilidade e Segurança de Software [5]-[6], CES-63 -
Identificação de Falhas no Processo Comum Sistemas Embarcados [7] e CE-235 - Sistemas Embarcados
de Tempo Real [8], que foram ministradas durante o 2º
Deste ponto em diante, o mais importante é identificar as
semestre de 2003 no ITA. A aplicação dos 7 (sete) passos da
principais necessidades do processo especificado pelos
alunos e buscar alternativas no processo adotado para metodologia encontra-se brevemente descrita nas seções
subseqüentes.
transferência.
Neste passo, recomenda-se realiza r u ma dinâmica entre Apresentação do Cenário
professor e alunos, buscando a identificação dos pontos
falhos do processo atual, indicado por eles, para que se tenha O cenário adotado baseou-se na necessidade de vigilância do
de um grande quintal brasileiro, inóspito, chamado
Amazônia. Como uma alternativa de solução para a
problemática, sugeriu-se o desenvolvimento de um Projeto
Piloto denominado TRIVIG, composto por um Veículo
Experimental do Tipo Carro Anfíbio Voador, denominado
TRIPHIBIUS, e por uma Estação Experimental de Controle,
denominada VIGILANTE [9].
Neste cenário o veículo TRIPHIBIUS pode ser tripulado
ou não, auxiliando na vigilância de áreas, inóspitas da
Amazônia no Brasil, desde que devidamente monitorado por
uma estação de controle, a VIGILANTE [9].
Para adaptação do contexto das matérias, os alunos
envolvidos com as disciplinas de Sistemas Embarcados [5] e FIGURA 1
de Tempo Real [6] encarregaram-se do desenvolvimento dos DIAGRAMA DE FASES, DISCIPLINAS E ITERA ÇÕES DO PU [10]
protótipos do projeto, enquanto os alunos matriculados nas
disciplinas de Qualidade, Confiabilidade e Segurança de Como pode ser visualizado na Figura 1, esta versão
Software [3]-[4] responsabilizaram-se pela medição e simplificada do PU para pequenos projetos sugeriu que
auditoria da qualidade dos sistemas desenvolvidos. fossem removidas as disciplinas de Modelagem de Negócio
e Implantação, e a customização acadêmica propiciou a
Definição de Equipes redução do número de iterações de cada Fase.
Em razão da temática proposta envolver a necessidade de Definição das Ferramentas de Apoio
conhecimentos de transporte aéreo, os alunos militares
aviadores foram divididos entre os grupos, de forma a prover Como ferramental para suporte ao desenvolvimento do
uma normalização natural de conceitos. Projeto, disponibilizou-se pela livre escolha dos alunos os
Ambientes I-CASE-E dos fornecedores: BORLAND [12];
Especificação de um Processo Comum IBM -RATIONAL [13]; e TELELOGIC [14], de tal forma
e Identificação de Falhas que nenhum grupo de ferramentas deixasse de ser utilizado.
Durante a especificação de um processo comum entre os Tal procedimento contribuiu para aplicação de
alunos e sua identificação de falhas, ao compará -lo com o experiências práticas de integrações entre os artefatos
processo adotado, destacou-se, principalmente, a ausência de produzidos por grupos de subsistemas em Ambientes I-
definição de papeis dentro das equipes, de documentação, de CASE-E dis tintos. A Tabela I demonstra a listagem
desenvolvimento iterativo e de uma ordem cronológica na completa das ferramentas disponibilizadas.
definição tarefas.
Dessa forma, decidiu -se atacar especificamente tais TABELA I
LISTA DE FERRAMENTAS DISPONIBILIZADAS
falhas durante o desenvolvimento dos protótipos, baseando- Categoria Nome Fabricante
se no processo adotado. Modelagem Together Borland
Porém, tal atualização, no processo definido pelos Rose IBM-Rational
alunos, ocorreu gradativamente, ou seja, primeiro implantou- UML Suite Telelogic
Gerenciamento de Requisitos Caliber RM Borland
se os conceitos de divisões de tarefas por papeis, depois RequisitePro IBM-Rational
foram inseridos novos modelos documentacionais, e assim DOORS Telelogic
sucessivamente, até a abrangência total das falhas Controle de Versões StarTeam Borland
identificadas inicialmente. ClearCase IBM-Rational
Testes Optimizeit Borland
Apresentação do Processo Adotado PureCoverage IBM-Rational
Quantify IBM-Rational
Como processo de referência para o desenvolvimento dos TAU/Tester Telelogic
protótipos do Projeto TRIVIG adotou-se Processo Unificado Implementação Jbuilder Borland
WSAD IBM-Rational
- PU (Unified Process - UP) [10] em sua versão pequenos
projetos, devidamente customizada de forma acadêmica. A Integração dos Subsistemas
Figura 1, demonstra o diagrama de Fases, Disciplinas e
Iterações do PU, devidamente adaptado ao estudo de caso As integrações entre grupos de subsistemas foram
acadêmico. programadas para ocorrerem em 3 (três) diferentes níveis
dispostos durante as Fases do PU, conforme representado na
Figura 2, e na seqüência, a Tabela II, descreve as suas
respectivas siglas.
dos protótipos da Estação Experimental de Controle -
VIGILANTE e do Veículo Experimental do tipo Carro
Anfíbio Voador - TRIPHIBIUS.
Tais protótipos, compostos por modelos implementacionais
em Java [11], e seus respectivos artefatos documentacionais
foram gerados e atualizados durante as fases do processo
utilizado.
O protótipo do sistema da VIGILANTE prevê
procedimentos para validar informações recebidas num
Plano de Vôo, controlar filas de decolagem e pouso, e
transferência de controle de veículos de uma estação para
outra.
Já o protótipo do sistema do TRIPHIBIUS prevê o
controle de softwares e dispositivos internos, além da
FIGURA 2 comunicação com as estações de controle e com os demais
NÍVEIS DEI NTEGRAÇÃO DO PROJETO TRIVIG
veículos experimentais.
TABELA II A Figura 3 e a Figura 4 demonstram, respectivamente,
SIGLAS DO P ROJETO TRIVIG exemplos de interfaces da VIGILANTE e do TRIPHIBIUS
Sist Sigla Significado produzidos, ou tomados como base, pelos alunos.
CTR-T Controle-TRIPHIBIUS
CONT Controle
POTE Potência
T COMB Combustível
R CNS-T Comunication Navigation Surveillance-TRIPHIBIUS
I COMU Comunicação
P NAVE Nave gação
H MAPA Mapa
I ARM-T Arm amento-TRIPHIBIUS
B HIDR Hidraulico
I ARMA Armamento
U RWR Receptor Warning Radar
S SUP-T Suporte-TRIPHIBIUS
ELET Elétrica FIGURA 3
CEAL Central de Alarmes I NTERFACE DE EXEMPLO DA VIGILANTE
BADA Barramento de Dados
SEG-V Segurança-VIGILANTE
SOLO Solos
V PORT Portos
I AERE Aeroporto
G CTR-V Controle-VIGILANTE
I
ROTA Rota
L TERM Term inal
A SOLO Solos
N CNS-V Comunication Navigation Surveillance-VIGILANTE
T
COMU Comunicação
E NAVE Nave gação
VIGI Vigilancia

Incentivos as Iniciativas Pró-ativas


FIGURA 4
Pelo fato da temática proposta envolver a aplicação I NTERFACE DE EXEMPLO DOT RIPHIBIUS
específica de software embarcado e de tempo real onde, em
alguns casos, os Ambientes I-CASE-E não puderam atender Vale ressaltar que, em se tratando de um protótipo
as suas necessidades, os alunos também foram expostos a desenvolvido para um âmbito acadêmico, algumas
dificuldades não previstas inicialmente por eles, tendo que funcionalidades demonstradas na Figura 3 e na Figura 4 não
exercitar iniciativas pró-ativas, característica essa, desejada foram implementadas completamente.
também pelas empresas.
TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS
PRINCIPAIS RESULTADOS OBTIDOS
Tanto na área de Engenharia de Software, quanto na área de
A aplicação deste experimento prático proposto pelo estudo Engenharia da Informação, diferentes abordagens buscam
de caso permitiu o desenvolvimento, os testes e a validação otimizar o desempenho das aplicações, bem como reduzir o
tempo e o esforço necessários para concebê-los e integrá-los Experiências como essas, vêm a evidenciar o potencial
[15]. da produção acadêmica para incentivar, ainda mais,
O desenvolvimento de software orientado a iniciativas e parcerias envolvendo Universidades e
componentes, destaca-se dentro dessas abordagens, Empresas.
provendo a construção de aplicações a partir de um conjunto
de mó dulos (componentes) interligáveis ou integráveis, para AGRADECIMENTO
aplicações puramente locais e interoperáveis em sistemas
distribuídos [15]. Os autores deste artigo agradecem às seguintes Empresas,
Profissionais e Instituições que colaboraram direta ou
A reusabilidade de artefatos com alta granularidade de
projetos ou códigos propiciada pela componentização com indiretamente para a sua elaboração: 1) BORLAND [12],
elevado grau de abstração despontam com boas perspectivas IBM -RATIONAL [13] e TELELOGIC [14], fornecedoras
das ferramentas utilizadas para o desenvolvimento dos
para os próximos anos, como uma forte tendência e pré -
requisito para a concepção e a integração de aplicações em protótipos, sendo a penúltima, fornecedora também do
nível corporativo. processo de desenvolvimento adotado; 2) Financiadora de
Estudos e Projetos – FINEP, Computadores e Sistemas Ind.
Além disso, esses artefatos necessitam cada vez mais
estar dentro de padrões de qualidade, confiabilidade e e Co m. Ltda - COMPSIS e Fundação Casimiro Montenegro
segurança de software. Fatores esses, indispensáveis para Filho - FCMF, financiadoras e responsável pela infra -
estrutura utilizada; 3) Cap.-Eng. Christian Giorgio Roberto
competição em mercados nacionais e internacionais.
Taranti, que contribuiu como professor e consultor no
CONCLUSÕES desenvolvimento de Sistemas Embarcados e de Tempo Real;
e 4) Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Instituição
Este artigo teve como objetivo apresentar uma metodologia de Ensino viabilizadora do Trabalho de Pesquisa e
para implementação de atividades práticas em cursos de Desenvolvimento realizado.
Eletrônica e Computação, visando aumentar as habilidades
práticas dos alunos e reduzir o desperdício de recursos REFERÊNCIAS
envolvidos, preparando-os para atender as necessidades do [1] Silva, C, C, e Cunha, A, M, "Uma Sistemática para Integração Incremental de
mercado. Bancos de Dados Corporativos: Um Estudo De Caso", SDMS,2003.
Esta metodologia foi validada por meio da realização de [2] Silva, L, S, e Cunha, A, M, "Uma Sistemática para implementação de
um estudo de caso, envolvendo 50 (cinqüenta) alunos, com Atividades Práticas", WEIMIG, 2003 .
diferentes perfis, distribuídos em 4 (quatro) turmas distintas, [3] Cunha, A, M, "Notas de Aula - Técnicas de Bancos de Dados (CES-30)", ITA,
tendo que cooperar entre si, para o desenvolvimento e a 2003.
integração dos protótipos de uma Estação Experimental de [4] Cunha, A, M, "Notas de Aula - Projeto de Sistemas de Bancos de Dados (CE -
Controle, a VIGILANTE, e de um Veículo Experimental do 240)", ITA, 2003.

Tipo Carro Anfíbio Voador, o TRIPHIBIUS. [5] Cunha, A, M, "Notas de Aula - Qualidade, Confiabilidade e Segurança de
Além do protótipo modelado, implementado e Software (CES-32) ", ITA , 2003.

documentado, esta metodologia de ensino, permitiu aos [6] Cunha, A, M, "Notas de Aula - Qualidade, Confiabilidade e Segurança de
Software (CE -230)", ITA, 2003.
alunos aplicar o conteúdo teórico de diversas disciplinas
num só projeto prático, fundamentando-se assim os [7] Cunha, A, M, "Notas de Aula - Sistemas Embarcados (CES-63)", ITA, 2003.
principais conhecimentos adquiridos. [8] Cunha, A, M, "Notas de Aula - Sistemas Embarcados de Tempo Real (CE -
Ainda por meio dessa metodologia, os alunos 235)", ITA, 2003.

adquiriram experiência no desenvolvimento e integração de [9] Cunha, A, M, e Follmann, Z, E, G, "Triphibian Flying Car Design", WACE ,
aplicações orientadas por processo, por parâmetros de 1997.

qualidade e auxiliados por Ambientes Integrados de [10] Rational Software Corporation, "Rational Unified Process", RUP, 2001.
Ferramentas CASE. [11] Sun Microsystems, "Java", Disponível em: <http://www.sun.com>, Acesso em:
A temática proposta, por envolver aplicações 20/Out/2003.

específicas de software embarcado e de tempo real, [12] Borland, "Borland – Excellence Endures", Disponível em:
estimulou também iniciativas pró-ativas nos alunos, uma vez <http://www.borland.com>, Acesso em: 20/Out/2003.

que, em alguns casos, os Ambientes Integrados de [13] IBM-Rational, "Rational Software", Disponível em:
<http://www.rational .com>, Acesso em: 20/Out/2003.
Ferramentas CASE não puderam atender as suas
necessidades. [14] Telelogic, "Telelogic", Disponível em: <http://www.telelogic.com>, Acesso em:
20/Out/2003.
Tal experiência demonstrou a viabilidade de se realizar
com sucesso atividades práticas, vivenciadas em ambientes [15] Silva, C, C, "Metodologias de Desenvolvimento em Camadas para W eb", UNIP,
2002.
reais do mercado de trabalho, mesmo em âmbito acadêmico,
capacitando assim os futuros profissionais formados pelo
ITA para atuação imediata nas empresas.

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