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Resfriamento de Newton

1 - Conceitos relacionados infinitesimal de calor transferido dQ em uma variação


infinitesimal de temperatura dT é escrita como -C.dT,
Calor, temperatura, equilíbrio térmico, irradiação. sendo C a capacidade térmica do sistema. Substituindo
dQ na equação (1), esta pode ser reescrita como:
2 – Objetivos dT 1
= − ⋅ dt (2)
Verificar o processo de resfriamento de um sistema (T − Ta ) τ
físico. Sendo, τ = C /( h ⋅ A) .
A equação (2) é uma equação diferencial com a
3 - Método utilizado variável do primeiro membro sendo a temperatura T do
Resfriamento de Newton. sistema, e a variável do segundo membro o tempo de
resfriamento. Fazendo t = t 0 o instante em que a
4 - Equipamentos temperatura do sistema seja T0, e integrando o primeiro
membro da equação (2) no intervalo entre de T0 a T, e o
1 Termômetro de mercúrio segundo membro do instante t0 até um instante final, se
1 multímetro com termopar obtém:
1 cilindro metálico
1 isolante térmico T = Ta + (T0 − Ta ) ⋅ e − (t − t 0 ) τ (3)
1 cronômetro
1 sistema de aquecimento A Equação (3) descreve a forma como um
1 suporte universal em Y reservatório térmico finito é resfriado perdendo calor para
um reservatório térmico infinito ao longo do tempo.
1 haste de 40cm
2 mufas
1 hastes de 12cm 6 - Montagem e procedimento experimental
1 hastes de 7cm

5 - Fundamentos Teóricos
Consideremos um sistema físico no qual todos os
seus pontos estejam à mesma temperatura T.
Considerando ainda que este sistema esteja em um
ambiente cuja temperatura seja Ta, sendo Ta < T,
haverá um fluxo de calor do sistema mais quente para o
ambiente mais frio. O fluxo de calor por unidade de
tempo dQ/dt do sistema de maior temperatura para o
ambiente de menor temperatura é proporcional à
diferença de temperatura ∆ T entre o sistema e o
ambiente,
dQ
= h ⋅ A ⋅ ∆T (1)
dt
Sendo h uma constante característica do sistema, A a
Figura 1 - Diagrama da montagem experimental.
área de contato entre o sistema e o ambiente, e
∆T = T −Ta .
Considerando o sistema um reservatório finito de Prática 1 – Sistema de dimensões reduzidas
calor e o ambiente, um reservatório infinito, a
temperatura T do sistema muda com o tempo mas a 1. Medir a temperatura ambiente Ta;
temperatura Ta do ambiente não muda. A quantidade

Toginho Filho, D. O.; Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral


Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina, Março de 2009.
Resfriamento de Newton

2. Aquecer o termômetro de mercúrio à temperatura 6. Correlacionar a expressão de ajuste com a equação


de ≅ 60 C; o
(3);
3. Medir a temperatura em intervalos de 10 segundos, 7. A partir da Prática 2, construir a Tabela II;
nos dois primeiros minutos, e de 30 segundos até 8. Reproduzir a tabela II no aplicativo para tratamento
que o corpo chegue à temperatura próxima da de dados;
temperatura ambiente; 9. Construir um gráfico de T(t) Gráfico 2, da
4. Anotar valores obtidos em uma tabela (Tabela I), dependência da temperatura em função do tempo;
com colunas para a o índice da medida, tempo e 10. Fazer o ajuste dos pontos experimentais por uma
sua incerteza, a temperatura e sua incerteza. função apropriada;
11. Avaliar o ajuste analisando os valores de R
Prática 2 – Sistema de dimensões não reduzidas
(coeficiente de correlação) e SD (desvio padrão do
1. Medir a temperatura ambiente Ta; ajuste);
2. Montar o sistema de acordo com o diagrama da 12. Correlacionar a expressão de ajuste com a equação
figura 1, utilizando o cilindro metálico; (3);
3. Aquecer o cilindro à temperatura de ≅ 60 oC e fixá- 13. A partir da Prática 3, construir a Tabela III;
lo ao suporte universal, em contato com o sensor de 14. Reproduzir a tabela III no aplicativo para
temperatura; tratamento de dados;
4. Medir a temperatura em intervalos de 10 segundos, 15. Construir um gráfico de T(t) Gráfico 3, da
nos dois primeiros minutos, e de 30 segundos até dependência da temperatura em função do tempo;
que o corpo chegue à temperatura próxima da 16. Fazer o ajuste dos pontos experimentais por uma
temperatura ambiente; função apropriada;
5. Anotar valores obtidos em uma tabela (Tabela II), 17. Avaliar o ajuste analisando os valores de R
com colunas para a o índice da medida, tempo e (coeficiente de correlação) e SD (desvio padrão do
sua incerteza, a temperatura e sua incerteza. ajuste);
18. Correlacionar a expressão de ajuste com a equação
Prática 3 – Sistema com isolamento térmico (3);
1. Repetir os procedimentos de 1 até 4, da Prática 2 19. Analisar os resultados obtidos e fazer os
utilizando o cilindro metálico com isolamento comentários relevantes.
térmico;
2. Anotar valores obtidos em uma tabela (Tabela III),
com colunas para a o índice da medida, tempo e Referências Bibliográficas
sua incerteza, a temperatura e sua incerteza.
1. Wilton Pereira da Silva, Jürgen W. Precker, Cleide
7 - Análise M. D. P. S. e Silva, Diogo D. P. S. e Silva e Cleiton
1. A partir da Prática 1, construir a Tabela I; D. P. S. e Silva, Revista Brasileira de Ensino de
2. Reproduzir a tabela I no aplicativo para tratamento Física, Vol. 25, no. 4, Dezembro, 2003.
de dados; 2. Halliday, D., Resnick, R., Walker, J. –
3. Construir um gráfico de T(t) Gráfico 1, da “Fundamentos de Física 2” - São Paulo: Livros
dependência da temperatura em função do tempo; Técnicos e Científicos Editora, 4a Edição, 1996.
3. Nussenzveig, H. M. – “Física Básica” – 2ª ed. - vol.
4. Fazer o ajuste dos pontos experimentais por uma
2 - seção 7.1 – Ed. Edgard Blücher Ltda - 1981.
função apropriada;
4. Sears, F. W. E Zemansky, M. W. – “Física” - vol.
5. Avaliar o ajuste analisando os valores de R
2, cap. 15, Ed. Universidade de Brasília, Rio de
(coeficiente de correlação) e SD (desvio padrão do
Janeiro – 1973.
ajuste);

Toginho Filho, D. O.; Catálogo de Experimentos do Laboratório Integrado de Física Geral


Departamento de Física • Universidade Estadual de Londrina, Março de 2009.