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Antonio Artur de Souza

Auxiliar Financeiro

1ª edição

Montes Claros
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais
2015
Auxiliar Financeiro
Antonio Artur de Souza

Montes Claros-MG
2015
Presidência da República Federativa do Brasil
Ministério da Educação
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica

Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Reitor Revisão Editorial Coordenação de Produção


Prof. José Ricardo Martins da Silva Antônio Carlos Soares Martins de Material
Ramony Maria Silva Reis Oliveira Karina Carvalho de Almeida
Pró-Reitora de Ensino Rogeane Patrícia Camelo Gonzaga
Ana Alves Neta Projeto Gráfico, Capa e Iconografia
Coordenação Geral Pronatec Tatiane Fernandes Pinheiro
Pró-Reitor de Administração Ramony Maria Silva Reis Oliveira
Edmilson Tadeu Cassani Editoração Eletrônica
Coordenação Adjunta Pronatec Antonio Cristian Pereira Barbosa
Pró-Reitor de Extensão Ednaldo Liberado de Oliveira Karina Carvalho de Almeida
Paulo César Pinheiro de Azevedo Tatiane Fernandes Pinheiro
Conteudista Welington Batista Lessa
Pró-Reitor de Pesquisa, Antonio Artur de Souza
Pós-Graduação e Inovação
Rogério Mendes Murta Revisor do Eixo tecnológico
Edson Oliveira Neves
Pró-Reitor de Desenvolvimento
Institucional Revisor de Legalidade
Alisson Magalhães Castro Yara Rodrigues Santos

Diretor de Educação a Distância Revisor Especialista em Assuntos


Antônio Carlos Soares Martins Educacionais
Soraya Gonçalves Costa
Coordenadora de Ensino
Ramony Maria da Silva Reis Oliveira Revisão Linguística
Ana Márcia Ruas de Aquino
Coordenador de Administração e
Planejamento
Alessandro Fonseca Câmara
Ícones Interativos

Utilizado para sugerir leituras, bibliografias, sites e textos para aprofundar


os temas discutidos; explicar conceitos e informações.

Utilizado para auxiliar nos estudos; voltar em unidades ou cadernos já estu-


dados; indicar sites interessantes para pesquisa; realizar experiências.

Utilizado para defininir uma palavra ou expressão do texto.

Utilizado para indicar atividades que auxiliam a compreensão e a avaliação


da aprendizagem dos conteúdos discutidos na unidade ou seções do caderno;
informar o que deve ser feito com o resultado da atividade, como: enviar ao
tutor, postar no fórum de discussão, etc.
SUMÁRIO

Apresentação 9

Unidade 1 - Informática Básica 11

Introdução 11
Conceitos Básicos De Informática 11
Noções Básicas de Internet 12
Microsoft Word 2010 13
Menu Arquivo 14
Menu Página Inicial 15
Menu Inserir 16
Menu Layout da Página 16
Menu Referências 17
Menu Correspondências 18
Menu Revisão 18
Menu Exibição 19
Menu Formatar 19
Microsoft Excel 2010 20
Menu Arquivo 21
Menu Página Inicial 21
Menu Inserir 22
Menu Layout Da Página 22
Menu Fórmulas 23
Menu Dados 23
Menu Revisão 24
Menu Exibição 24

Unidade 2 - Comportamento Interpessoal e Postura no Local de Trabalho 27

Comportamento e Postura no Local de Trabalho 27


Redes Sociais 27
Imagem Pessoal 28
Higiene Pessoal 29
Vestuário 29
Atitudes No Trabalho 29
Unidade 3 - Introdução e Conceitos da Contabilidade 32

Registros Contábeis 33
Demonstrações Financeiras 36
Relatório Financeiro 39
Contabilidade Gerencial 39
Sistema de Controle Gerencial 40
Contabilidade de Custos 41
Sistemas de Custeio 42

Unidade 4 - Planejamento Financeiro 44

Fluxo de Caixa 45
Analisando um Fluxo de Caixa 45
Tipos de Fluxo de Caixa 46
Métodos de Elaboração de Fluxo de Caixa 47
Planejamento em Longo Prazo 48
Planejamento Financeiro em Curto Prazo 48
Ferramentas utilizadas na elaboração
do planejamento financeiro em curto prazo 49

Unidade 5 - Processo de Compra e Vendas 52

Processo de Compras 52
Processo de Vendas 53

Unidade 6 - Noções Básicas de Administração Financeira 59

Conceituando 59
Formas Jurídicas de Empresas 60
Decisões da Administração Financeira 62
Importância e Atividades da Administração Financeira na Organização 62
Conceitos Financeiros Fundamentais 64
Taxa De Juros 64
Juros Simples e Composto 65
Valor do Dinheiro no Tempo 67

Conclusão 72

Referências Bibliográficas 73
Apresentação

Você está iniciando o curso de Auxiliar Financeiro. Os principais objetivos des-


se curso são: prepará-lo para prestar assistência ao departamento financeiro de
uma organização e auxiliar o processo de planejamento e controle de finanças.
Além disso, você estará apto a apoiar processos decisórios a partir de indicadores
financeiros. Sendo assim, ao final desse curso, poderá executar atividades que ga-
rantam a harmonia entre os procedimentos de controle e as expectativas do setor
financeiro de uma organização.

Nesta apostila você estudará os seguintes tópicos: Informática básica; Comporta-


mento interpessoal e postura no local de trabalho; Noções básicas de contabili-
dade; Noções básicas de administração financeira; Processo de compra e venda;
Planejamento financeiro.

Na primeira unidade, Informática básica, você se familiarizará com o ambiente da


informática e da internet e suas principais ferramentas. Aprofundaremos um pouco
mais o Microsoft Word e Microsoft Excel, que são programas muito utilizados pelo
auxiliar financeiro em suas atividades. Na segunda unidade, Comportamento inter-
pessoal, você terá dicas de como se comportar no ambiente de trabalho e como
melhorar a relação com os demais colaboradores e com os clientes.

Na terceira unidade, Noções básicas de contabilidade, você começará a ter con-


tato com a área financeira, pois abordaremos as demonstrações financeiras, os
relatórios financeiros, a contabilidade gerencial e de custos. Na quarta unidade,
Noções básicas de administração financeira, o enfoque dado será às atividades
básicas desenvolvidas por um auxiliar financeiro e aos recursos por ele utilizados
na execução de suas tarefas.

A relação entre cliente e fornecedor e o controle de estoque e vendas são alguns


dos assuntos abordados na quinta unidade, Processo de compra e venda. Nessa
unidade você terá uma visão de como é realizado o processo orçamentário. Por
fim, na sexta unidade, Planejamento financeiro, apresentaremos conceitos como:
fluxo de caixa, contas a pagar e a receber e ferramentas que auxiliam na criação
de estratégias econômicas. Tais conceitos são fundamentais para atingir os objeti-
vos de uma organização.
11

Unidade 1
Informática Básica

Introdução
Com os avanços tecnológicos, é muito importante que tenhamos certo conhecimen-
to acerca da informática e de suas inúmeras utilidades, uma vez que ela está presente
em atividades comuns do dia a dia, sendo vista como o diferencial para conquistar um
lugar de destaque no ambiente de trabalho. Da mesma maneira, a internet tornou-se
o meio mais comum de comunicação entre as pessoas, por isso operações rotineiras
como pagar uma conta, comprar roupas ou contratar uma viagem são, nos dias de
hoje, realizadas facilmente por meio da internet, de forma rápida e segura.

Conceitos Básicos De Informática


Começaremos nossa unidade apresentando a você alguns dos conceitos amplamen-
te utilizados no âmbito da informática e da internet:

• Dados: são fatos brutos, isolados, os quais, em conjunto e depois de serem


processados, fornecem informação útil.

• Informação: conjunto de dados utilizados e processados para determinado fim.

• Processamento de dados: trabalho realizado pelo computador, a fim de forne-


cer uma informação, tendo como base um conjunto de dados.

• Hardware: conjunto de dispositivos físicos relacionados à informática, ou


seja, dispositivos que podem ser tocados. Exemplos: monitor, gabinete, mou-
se, teclado, impressora, etc.

• Software: conjunto dos programas existentes em um computador, correspon-


dendo à sua parte lógica. Exemplos: Sistemas Operacionais (Windows, Linux,
etc.), aplicativos (editor de texto, jogos, pacote Office, etc.), utilitários (por
exemplo, antivírus).

• Peopleware: são os usuários da informática.

• Sistema operacional: conjunto de programas responsáveis por iniciar o har-


dware do computador. Fornece rotinas básicas para controle de dispositivos e
ajuda na integridade do computador. Exemplos: Windows, Linux, etc.

• Navegador: também chamado de browser, é um programa para visualizar páginas


da web. Os principais são: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome.

• Site: conjunto de páginas www acessíveis na internet.

• Download: processo de cópia de arquivos que estão armazenados em locais da


internet, enviados ao computador do usuário.

• Upload: processo de envio de arquivos do computador do usuário para a inter-


net. É o inverso do download.

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Noções Básicas de Internet


A internet é uma rede mundial de computadores conectados entre si, que trocam
informações constantemente. O acesso à internet pode ser feito por meio de linha
discada, acesso ADSL (disponibilizado pela operadora de telefone fixo), rádio, mo-
dem 3G, satélite, Wi-fi e via TV a cabo.

O acesso à internet utilizando-se de um computador é feito por meio de nave-


gadores ou browsers (ex: Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome). As
informações disponibilizadas na internet são acessadas por meio dos sites, que são
páginas contendo informações, figuras e arquivos diversos.

Um site é representado pela seguinte estrutura: www.exemplo.com.br

• WWW: wide world web;

• .exemplo: nome da empresa, organização, pessoa;

• .com: tipo da instituição, nesse caso trata-se de uma instituição comercial;

• .br: país que hospeda ou de origem da página.

Na Figura 1 é mostrado o modelo de uma página inicial de um website utilizando o


navegador Internet Explorer, que é o navegador padrão do Windows.

Figura 1: Exemplo de página inicial de um website.


Fonte: print screen da página inicial do Internet Explorer.

• Barra de título: apresenta o nome do site, acompanhado do navegador que


está sendo utilizado.

• Barra de menu: apresenta os menus disponíveis no servidor. Ao clicar em cada


um deles, todas as suas funcionalidades são exibidas.

• Endereço: local onde é digitado o endereço eletrônico (site) desejado.

• Voltar: função que acessa a página da web anteriormente acessada.

• Avançar: função que acessa a página da web posteriormente acessada.

• Parar: função que interrompe o download de uma página da web.

Auxiliar Administrativo
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• Atualizar: função que atualiza a página.

• Página inicial: função que carrega a página inicial estabelecida no navegador.


Essa página pode ser alterada pelo usuário.

• Pesquisar: função que abre uma barra e permite utilizar o método de pesquisa
disponível.

• Favoritos: apresentam uma lista de sites definidos como favoritos pelo usuário.

• Histórico: mostra a lista de sites visitados recentemente.

O Histórico pode ser organizado por data, site, mais visitados, ordem de visita, etc.

• E-mail: ativa o software de correio eletrônico, permitindo ler as mensagens da


caixa de entrada, criar uma nova mensagem, enviar um link por e-mail, etc.

• Imprimir: possibilita a impressão da página da web que está sendo utilizada.

Microsoft Word 2010


O Microsoft Word 2010 é um editor de textos, cujos recursos possibilitam a criação
de qualquer documento com qualidade profissional. Entre as ferramentas por ele
apresentadas estão as de edição, formatação e revisão, que auxiliam no processo
de escrita do documento com maior eficiência. Na Figura 2 apresentamos a tela
inicial do Word com alguns dos seus itens básicos:

Figura 2: Página inicial do Microsoft Word.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

Pronatec
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• Barra de título: apresenta o nome do arquivo (no caso da Figura 2, o nome do


arquivo é “Documento1”), seguido do nome do programa, ou seja, Microsoft
Word. No canto superior direito, encontram-se os botões de minimizar (1),
maximizar (2) e fechar (3).

• Barra de acesso rápido: possibilita o acesso a alguns comandos mais rapida-


mente, como Salvar, Desfazer, Voltar.

• Barra de menus: são os menus de comandos. Em cada menu, o usuário encontra uma
série de ferramentas que possibilitam a formatação do documento, tais como: in-
serir figuras, alterar a fonte do texto, revisar, inserir comentários, entre outras.

• Área de trabalho: local onde o texto é digitado.

• Barra de status: mostra informações sobre o documento, tais como o número


de páginas do texto, o idioma de escrita, o zoom do texto, etc.

• Barras de rolagem (horizontal e vertical): possibilitam que o usuário se des-


loque pelo texto com o auxílio do mouse.

• Modos de exibição: permitem definir o modo como o documento será visualizado


no decorrer de sua edição ou visualização. São cinco modos: Layout de impressão,
Leitura em Tela Inteira, Layout da Web, Estrutura de Tópicos e Rascunho.

Cada menu do Word é dividido em grupos que, por sua vez, podem conter mais
opções, além das que estão disponíveis na página principal. Na Figura 3 são mos-
tradas algumas funções básicas, mais comumente utilizadas, que podem ser en-
contradas em cada um dos menus presentes na Barra de Menus do Word:

Menu Arquivo

Figura 3: Menu Arquivo do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página do Microsoft Word 2010.

Auxiliar Administrativo
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• Salvar: permite salvar um documento ainda não salvo ou alterações realizadas


e que ainda não foram salvas.

• Salvar como: permite salvar o documento em outro diretório, podendo ser


alterados o nome e a extensão do arquivo.

• Abrir: abre um arquivo já salvo no computador.

• Fechar: fecha o arquivo que está sendo digitado.

• Informações: apresentam informações sobre o documento que está sendo edi-


tado.

• Recente: mostra os arquivos que foram abertos mais recentemente no Word.

• Novo: insere um novo documento em branco.

• Imprimir: permite que o arquivo atual seja impresso. Ao clicar nesse comando,
uma caixa de diálogo é aberta, possibilitando personalizar informações como
impressora, tipo de impressão, número de cópias, etc.

• Salvar e enviar: permite salvar o arquivo e enviá-lo via e-mail.

• Ajuda: recurso disponibilizado pela Microsoft. Apresenta ajuda a respeito do


Microsoft Word.

Menu Página Inicial

Figura 4: Menu Página Inicial do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

• Área de transferência: neste grupo encontram-se as opções Colar, Recortar e


Copiar.

• Fonte: ferramentas relacionadas à fonte na qual o texto está sendo digitado.


Apresenta opções como: tipo da fonte, tamanho, estilo (negrito, itálico ou
sublinhado), cor, posição (subscrito ou sobrescrito), maiúscula/minúscula, etc.

• Parágrafo: neste grupo estão opções de edição relacionadas ao texto como


um todo, tais como: posicionamento do texto (alinhar à esquerda, centralizar,
alinhar à direita, justificar), numeração dos parágrafos, recuo, espaçamento
entre linhas ou entre os parágrafos, etc.

• Estilo: são estilos já existentes, referentes a um conjunto de formatações de


fonte, parágrafo e texto já salvos anteriormente pelo usuário ou já existentes no
Word. É possível alterar o estilo de todo o texto ou somente de um parágrafo.

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• Edição: apresenta opções como localizar trechos do texto, substituir um texto


no documento e selecionar o texto.

Menu Inserir

Figura 5: Menu Inserir do Microsof Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

• Páginas: apresentam opções como inserir folha de rosto, com formatações


para personalizar títulos, autor, etc.; inserir uma página em branco; inserir
quebra de página, o que permite iniciar a próxima página na posição do cursor
do mouse.

• Tabelas: permitem a criação e personalização de tabelas.

• Ilustrações: permitem que sejam inseridas imagens do arquivo pessoal, exis-


tentes no computador ou do próprio Word, como formas (linhas, retângulos,
fluxogramas, gráficos, etc).

• Links: apresentam opções como hiperlink, que insere links para páginas web;
referência cruzada, que cria referências no próprio texto, relacionando itens
como títulos e tabelas; indicador, que atribui um nome a um ponto específico
do documento.

• Cabeçalho e Rodapé: apresentam opções para inserir e personalizar cabeça-


lho e rodapé do texto, como também inserir número de páginas no documento.

• Texto: neste grupo estão opções como inserir caixa de texto; inserir texto
decorativo; destacar uma letra do texto; inserir data e hora no arquivo atual;
inserir objetos ou outros arquivos do computador no texto.

• Símbolo: permite que sejam inseridas equações matemáticas ou símbolos que


não existam no teclado.

Menu Layout da Página

Figura 6: Menu Layout da Página do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

Auxiliar Administrativo
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• Temas: neste grupo é possível aplicar um tema ao documento; referem-se a


um conjunto de formatações pré-definidas como cor, fonte, estilo da fonte, etc.

• Configurar página: permite configurar margens, orientação (retrato ou pai-


sagem), tamanho, entre outras especificações que organizam a estrutura do
documento.

• Plano de fundo da página: permite a inserção de marca d’água no documento,


mudança na cor e inserção de bordas.

• Parágrafo: possibilita a alteração no recuo e espaçamento entre parágrafos e


linhas do texto.

• Organizar: permite que sejam feitas alterações, tais como: mudança de posi-
ção de um objeto no documento; quebra de texto automática; alinhamento de
objetos no texto, etc.

Menu Referências

Figura 7: Menu Referências do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

• Sumário: apresenta várias opções e estilos de sumários.

• Notas de rodapé: permitem que sejam inseridas e personalizadas notas de


rodapé no documento, que são observações a respeito de um trecho específico
ou referentes a todo o documento.

• Citações e Bibliografia: permitem a inserção de citações bibliográficas e o


gerenciamento destas.

• Legendas: possibilitam a criação de legendas para objetos, tabelas, gráficos,


como também a inserção de um índice de ilustrações.

• Índice: permite a criação de um índice de palavras. Para isso, o trecho esco-


lhido deve ser selecionado antes e, então, deve-se clicar em Marcar Entrada.

• Índice de autoridades: similar ao Índice, entretanto, nesse grupo, marcam-se


as citações como entradas, ao invés de trechos do texto.

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Menu Correspondências

Figura 8: Menu Correspondências do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

• Criar: permite a criação e personalização de envelopes e etiquetas.

• Iniciar Mala direta: ferramentas que permitem a criação de mala direta, bem
como a seleção e edição dos destinatários. Mala direta é uma ferramenta de
marketing que possibilita a divulgação de produtos e/ou serviços de empresas
ou outras instituições.

• Gravar e Inserir campos: permitem a configuração e inserção de campos no


documento.

• Visualizar resultados: permite localizar os destinatários da mala direta, veri-


ficar os erros e corrigi-los.

• Concluir: conclui a execução da mala direta e acrescenta ao documento todos


os destinatários previamente selecionados.

Menu Revisão

Figura 9: Menu Revisão do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

• Revisão de texto: permite verificar revisões de ortografia e gramática; pes-


quisar por documentos e livros de referência na web; buscar sinônimos de
palavras na web; contar palavras de um trecho do texto ou do texto todo.

• Idioma: traduz trecho do documento ou do documento inteiro e permite defi-


nir o idioma para a revisão.

• Comentários: inserem um comentário no campo selecionado. Neste grupo é


possível excluir um mais comentários e alternar entre eles, ao longo do texto.

• Controle: permite controlar todas as alterações feitas no texto, tais como:


inserções, exclusões, substituições, alterações na formatação, etc. É possível
visualizar todas as revisões em uma janela separada.

• Alterações: é possível aceitar ou rejeitar as alterações realizadas no documento.

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• Comparar: possibilita a comparação entre versões diferentes do documento.

• Proteger: permite controlar os autores que terão acesso à edição do texto.

• OneNote: é um recurso que possibilita realizar anotações referentes ao docu-


mento no OneNote, uma ferramenta do Office.

Menu Exibição

Figura 10: Menu Exibição do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

• Modos de exibição de documento: apresentam formas diferentes para visua-


lizar e editar o texto. São elas: Layout de Impressão; Leitura em Tela Inteira;
Layout da Web; Estrutura de Tópicos; Rascunho.

• Mostrar: permite ocultar/exibir ferramentas para alinhar objetos no documen-


to (réguas horizontais e verticais e linhas de grade) e painel de navegação
– um painel localizado do lado esquerdo do documento –, o qual possibilita a
navegação pelo documento, página a página ou por trechos específicos.

• Zoom: permite alterar o zoom do documento e a forma de divisão deste para


visualização.

• Janela: permite a abertura de uma nova janela com o mesmo documento,


para ser gerenciada juntamente com o documento atual. É possível organizar
as janelas abertas, alterando o modo de exibição, a posição etc.

• Macros: ferramentas que automatizam a execução de tarefas repetitivas. Po-


dem ser gravadas pelo usuário, em que o Word vai registrando as operações
que ele realiza, ou também pode ser programada manualmente pelo usuário.

Menu Formatar

Figura 11: Menu Formatar do Microsoft Word 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Word 2010.

Esse menu aparece apenas quando um objeto (figura, gráfico ou imagem) do do-
cumento é selecionado.

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• Ajustar: permite ajustes de cor, efeitos artísticos, brilho, contraste, nitidez,


entre outros.

• Estilos de Imagem: estilos pré-definidos que podem ser aplicados na imagem.


É possível personalizar a borda, o layout e os efeitos aplicados.

• Organizar: organiza a posição da imagem no documento.

• Tamanho: permite redimensionar a imagem.

Microsoft Excel 2010


O Excel é um programa de criação de planilhas do Microsoft Office. Ele pode ser
utilizado para a criação e formatação de um conjunto de planilhas que contribuem
na análise de dados e na tomada de decisões empresariais. Pode ser utilizado tam-
bém para criar modelos de análise de dados, criar fórmulas para fazer cálculos,
organizar os dados e apresentá-los em forma de gráficos.

Na Figura 12 ilustramos a página inicial do Excel. Muitos itens correspondem aos


mesmos já mostrados para o Word. No Excel, ao invés de Documento1, tem-se Pas-
ta1. A Barra de Fórmulas é onde são inseridas as fórmulas para realizar os cálculos
nas planilhas. Essa barra está presente, apenas, no Excel.

Figura 12: Página Inicial do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

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Menu Arquivo
Na Figura 13 são mostradas as funcionalidades do Menu Arquivo do Microsoft Ex-
cel. Esse menu apresenta as mesmas opções para o Microsoft Word, apresentadas
anteriormente.

Figura 13: Menu Arquivo do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

Menu Página Inicial

Figura 14: Menu Figura do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

• Área de transferência: neste grupo encontram-se as opções Colar, Recortar e


Copiar.

• Fonte: ferramentas relacionadas à fonte utilizada na escrita do texto contido


nas planilhas. Apresenta opções como: tipo da fonte, tamanho, estilo (negri-
to, itálico ou sublinhado), cor, posição (subscrito ou sobrescrito), maiúscula/
minúscula, etc.

• Alinhamento: permite o ajuste do texto dentro da célula das planilhas.

• Número: responsável pela configuração de moeda e do número de casas deci-


mais utilizadas.

Pronatec
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• Estilo: permite que se façam alterações relacionadas com a formatação das


tabelas e células.

• Células: possibilitam a inserção, exclusão e formatação de colunas, linhas e


células.

• Edição: apresenta opções como autossoma, preencher todas as células com


uma mesma formatação ou conteúdo, limpar células, organizar dados, selecio-
nar texto, formatação, célula, etc.

Menu Inserir

Figura 15: Menu Inserir do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

• Tabelas: permitem a criação e personalização de tabelas.

• Ilustrações: permitem que sejam inseridas imagens do arquivo pessoal, exis-


tentes no computador ou do próprio Excel, como formas (linhas, retângulos,
fluxogramas gráficos, etc).

• Gráficos: criação de gráficos para a análise de dados. Os tipos de gráficos dis-


poníveis são: colunas, linhas, pizza, barras, área, dispersão, etc.

• Minigráficos: gráficos criados com base em intervalos de células selecionados.

• Filtro: responsável pela segmentação de dados.

• Links: apresentam a opção de inserir hiperlink, que são links para páginas web.

• Texto: possibilita a inserção de caixa de texto, cabeçalho e rodapé, objetos do


WordArt, linhas de assinatura, etc.

• Símbolos: permitem que sejam inseridas equações matemáticas ou símbolos


que não existam no teclado.

Menu Layout Da Página

Figura 16: Menu Layout da Página do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

Auxiliar Administrativo
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• Temas: neste grupo é possível aplicar um tema à planilha; referem-se a um


conjunto de formatações pré-definidas, tais como: cor, fonte, estilo da fonte, etc.

• Configurar página: permite configurar margens, orientação (retrato ou pai-


sagem), tamanho, entre outras especificações que organizam a estrutura da
planilha.

• Dimensionar para ajustar: ferramenta utilizada para ajustar o tamanho da


planilha para impressão.

• Opções de planilha: possibilitam exibir/ocultar as linhas de grade e títulos


das planilhas.

• Organizar: essa ferramenta permite que sejam feitas alterações como: mu-
dança de posição de um objeto na planilha; quebra de texto automática; ali-
nhamento de objetos, etc.

Menu Fórmulas

Figura 17: Menu Fórmulas do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

• Biblioteca de funções: apresenta as funções separadas em grupos (financeira,


lógica, texto, etc). O botão Inserir Função possibilita a inserção de qualquer
função existente no Excel.

• Nomes definidos: permitem definir nomes para um conjunto de células ou


para uma única célula, a fim de facilitar os cálculos.

• Auditoria de fórmulas: possibilita localizar fórmulas e células dependentes de


algum cálculo executado anteriormente.

• Cálculo: ativa/desativa o cálculo automático das funções inseridas nas planilhas.

Menu Dados

Figura 18: Menu Dados do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

Pronatec
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• Obter dados externos: importa dados, tais como: tabelas e textos de outros
lugares como, por exemplo, a internet.

• Conexões: possibilitam a atualização de fonte de dados externa.

• Classificar e Filtrar: possibilitam a classificação das células, segundo diversos


critérios, além da filtragem destas.

• Ferramentas de dados: este grupo apresenta como opções: separar o conte-


údo de uma célula em colunas separadas; impedir que dados inválidos sejam
inseridos em uma célula; excluir linhas duplicadas de uma planilha, etc.

• Estrutura de tópicos: permite relacionar conjuntos de células para que pos-


sam ser recolhidas ou expandidas, quando necessário.

Menu Revisão

Figura 19: Menu Revisão do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

• Revisão de texto: permite verificar revisões de ortografia e gramática; pes-


quisar por documentos e livros de referência na web e buscar sinônimos de
palavras na web.

• Idioma: traduz o texto selecionado para o idioma escolhido.

• Comentários: inserem um comentário no campo selecionado. Neste grupo é


possível excluir um ou mais comentários e alternar entre eles.

• Alterações: permitem a proteção e/ou compartilhamento de planilhas ou pas-


ta de trabalho – a fim de que não sejam realizadas alterações indesejáveis – e
o controle de alterações.

Menu Exibição

Figura 20: Menu Exibição do Microsoft Excel 2010.


Fonte: print screen da página inicial do Microsoft Excel 2010.

• Modos de exibição de pasta de trabalho: apresentam opções de visualização


das planilhas (normal ou layout de página).

Auxiliar Administrativo
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• Mostrar: permite exibir/ocultar réguas, linhas de grade, barra de fórmulas e/


ou títulos.

• Zoom: possibilita alterar o zoom da planilha ou dar zoom em um conjunto de


células.

• Janela: permite visualizar a planilha em uma nova janela, para ser gerenciada
juntamente com a planilha atual. É possível organizar as janelas abertas, alte-
rando o modo de exibição, a posição, etc.

• Macros: ferramentas que automatizam a execução de tarefas repetitivas, po-


dendo ser gravadas pelo usuário quando o Excel for registrando as operações
que este realiza, ou podem ser programadas manualmente pelo usuário.

Foram mostradas as ferramentas do Microsoft Word e Microsoft Excel 2010.


As versões anteriores podem apresentar configurações diferentes.

1. Marque a segunda coluna de acordo com a primeira:

(a) Software ( ) Conjunto de programas responsáveis


(b) Hardware por iniciar o hardware do computador.
(c) Download Fornece rotinas básicas para controle
(d) Upload de dispositivos e ajuda na integridade
(e) Sistema Operacional do computador. Exemplos: Windows,
Linux, etc.
( ) Conjunto dos programas existentes
em um computador, correspondendo à
sua parte lógica.
( ) Processo de copiar arquivos
armazenados em outros locais, via
internet.
( ) Conjunto de dispositivos físicos, que
podem ser tocados. Exemplos: monitor,
gabinete, mouse, teclado, impressora,
etc.
( ) Processo de enviar arquivos do
computador do usuário para a internet.
É o inverso do download.

Pronatec
26

2. Em qual menu do Microsoft Word 2010 se encontra a opção para configurar o


tamanho das margens da página?

a) Menu Arquivo.

b) Menu Exibição.

c) Menu Página Inicial.

d) Menu Layout da página.

3. Quais são os modos pelos quais o documento pode ser visualizado no Microsoft
Word 2010?

a) Layout de impressão, leitura normal, layout da web, leitura em tela cheia,


rascunho.

b) Leitura em tela cheia, layout da web, texto em tópicos, rascunho, leitura normal.

c) Layout de impressão, leitura em tela cheia, layout da web, estrutura de tópi-


cos, rascunho.

d) Leitura em tela cheia, estrutura de tópicos, texto em tópicos, leitura normal,


rascunho.

4. Com base nas ferramentas do Microsoft Excel 2010, assinale a alternativa errada.

a) As funções estão separadas em grupos como financeira, lógica, texto, etc.;

b) As planilhas do Excel possuem tamanho padrão, e este não pode ser alterado;

c) É possível a criação de minigráficos, com base em intervalos de células sele-


cionadas;

d) A Barra de fórmulas é uma ferramenta presente apenas no Microsoft Excel.

Auxiliar Administrativo
27

Unidade 2
Comportamento Interpessoal e Postura
no Local de Trabalho

Nessa unidade aprenderemos sobre o comportamento e a postura adequada no


local de trabalho, uma vez que este é considerado como uma extensão da nossa
casa: em média, passamos mais tempo nas atividades laborais e com os colegas
de trabalho do que em casa com nossos familiares. Pensando assim, algumas dicas
para mantermos um ambiente agradável e de fácil convivência serão apresentadas
no nosso curso. Um bom profissional é formado não só por seu conhecimento téc-
nico, mas por sua imagem pessoal frente aos colegas, supervisores, fornecedores
e clientes.

Comportamento e Postura no Local de Trabalho


Um pensamento comum, e de certa forma equivocado, é o de que “minha vida
profissional termina onde começa minha vida social”. No entanto, é melhor pensar
que seu comportamento social se estende e reflete na sua vida profissional. A for-
ma como lidamos, conversamos e nos comportamos em sociedade são hábitos de
toda uma vida. Sendo assim, por mais que o indivíduo tenda a se comportar melhor
em seu local de trabalho, em longo prazo, os velhos hábitos acabam por aparecer
e prevalecer.

Com a finalidade de ajudar os novos funcionários a se adaptarem ao seu novo lo-


cal de trabalho, algumas organizações possuem um manual ou código de conduta
com algumas atitudes que não são aceitas e outras que são desejáveis dentro da
organização. Se as regras da organização não são claras, quando expostas pelos
superiores, cabe ao indivíduo agir com bom senso, a fim de manter um comporta-
mento aceitável.

Um funcionário representa a imagem da organização, mesmo quando não está em


seu horário de trabalho. Dessa forma, mesmo em seus momentos de lazer, sua
imagem pode ser associada à imagem da organização. As redes sociais (Facebook,
Instagram, Orkut, entre outros) são formas de comunicação que, quando usadas de
maneira adequada, podem ajudar nas relações de trabalho, mantendo o chamado
Networking. Por outro lado, alguns comportamentos podem servir como justifica-
tiva para demissões, processos judiciais e provocar brigas no trabalho.

Pensando nessa inserção do Auxiliar Financeiro no mercado de trabalho, profis-


sional que formaremos ao final do curso, listamos algumas dicas associadas ao
comportamento adequado e à boa imagem que se esperam de um profissional,
independentemente de sua área de atuação e nível de formação.

Redes Sociais
As redes sociais constantemente são motivos de demissões ou situações constran-
gedoras no meio organizacional. Nesta seção, identificaremos algumas atitudes
“perigosas” que podem comprometer sua imagem pessoal e profissional. É comum
entre as organizações de pequeno ou grande porte pesquisar, em redes sociais, o

Pronatec
28

histórico de seus candidatos a funcionários ou dos indivíduos que já são funcioná-


rios. Uma imagem representa quem você é e, uma vez divulgada, alcança propor-
ções mundiais em tempo recorde.

Atitudes:

• Nunca falar mal da empresa, do seu chefe ou de algum colega de trabalho


nas redes. Relatar alguma situação que não o agradou no seu dia de trabalho
também está fora do plano: as redes sociais não são o ambiente para resolver
ou expor problemas. Se estiver insatisfeito com alguma situação, procure seu
supervisor, exponha seus problemas ou questionamentos. O diálogo é a melhor
forma para a resolução de qualquer conflito.

• Como diz o ditado, “roupa suja se lava em casa”. Entrar em discussões, brigas
e fazer uso de indiretas, principalmente em perfis públicos, pode causar uma
má impressão em terceiros. Você pode acabar levando a fama de encrenqueiro
ou provocador.

• Associar-se a grupos políticos com convicções incorretas – homofóbicos, racis-


tas e afins – pode atrapalhar sua imagem no local de trabalho, principalmente
quando divulgam qualquer tipo de preconceito. Não só no local de trabalho,
mas em qualquer grupo social, atitudes preconceituosas não são aceitas pela
maioria das pessoas, além de, em certos casos, serem ilegais e passíveis de
ações judiciais, tanto civis como criminais, podendo ensejar a reparação por
meio de indenização ou a imposição de sanção penal, conforme o tipo de pro-
cesso ajuizado.

• Evite publicar fotos com roupas minúsculas ou frases do tipo “O que fiz noite
passada?”, principalmente quando seus colegas e superiores no trabalho têm
acesso ao seu perfil. Situações como essa podem dar espaço para comentários
indesejados.

O uso de redes sociais não é um empecilho para se conseguir um bom emprego; a


questão discutida nessa seção é a de como usar as redes sociais. Expor suas ativi-
dades e atitudes, de forma exagerada, em um meio de comunicação tão visado,
pode prejudicar sua vida pessoal e profissional. Vale ressaltar que o uso adequado
e consciente das redes sociais só faz agregar pontos positivos à sua imagem pro-
fissional.

Imagem Pessoal
A apresentação pessoal é outro ponto importante. A forma como você se veste ou
seus cuidados com higiene pessoal podem ser associados à sua forma de trabalhar.
Em um primeiro momento, a imagem externa realmente conta para uma avaliação
profissional, e é de se esperar que uma pessoa preocupada com sua imagem tenha
o mesmo zelo pelo trabalho quanto tem pela aparência.

Quanto ao vestuário, o grau de formalidade do ambiente de trabalho deve inter-


ferir nas suas escolhas. Nesse caso, estar atento ao modo de vestir dos colegas é
uma dica válida. Optar pela elegância e bom senso são sempre as melhores opções.

Auxiliar Administrativo
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Higiene Pessoal
Pequenos hábitos com o cuidado pessoal são necessários para transmitir e manter
uma boa impressão. Em comum para homens e mulheres, manter as unhas sempre
limpas e feitas, evitar perfumes e desodorantes com cheiro forte, cuidar para que
os cabelos estejam alinhados e limpos, tomar banhos diários, escovar os dentes de-
pois de cada refeição e lavar sempre as mãos, consideram-se essas como atitudes
básicas de higiene do dia a dia.

• Aos homens: devem estar sempre bem barbeados.

• Às mulheres: evitar o uso excessivo de maquiagem; uma maquiagem neutra é


sempre a melhor opção.

Em algumas organizações, como as do ramo alimentício, por exemplo, os cuidados


com a higiene são fundamentais para o sucesso do negócio. Mesmo um auxiliar
financeiro que, em tese, não teria acesso direto à produção, precisa passar aos
clientes e fornecedores a ideia de limpeza e zelo.

Vestuário
Algumas organizações, para evitar situações constrangedoras relacionadas à forma
de se vestir dos seus funcionários, optam pelo uso do uniforme. Quando o unifor-
me não é uma opção, cabe ao funcionário observar o que é mais adequado para
o ambiente. Não existe um padrão acerca do que vestir, afinal, cada um tem sua
personalidade e formato de corpo diferente; o que fica bom para um, não neces-
sariamente ficará bom em outro. É importante respeitar a diversidade de cada
indivíduo.

É preciso tomar cuidado com transparências, decotes, roupas reveladoras e com


estampas e cores que chamam muita atenção. O foco deve ser no seu trabalho,
não na sua roupa. Roupas amassadas ou sujas passam uma ideia de desleixo. Sua
roupa pode passar a terceiros (fornecedores e clientes) uma imagem equivocada
da organização da empresa, ou ainda provocar situações constrangedoras.

É importante lembrar que, no ambiente de trabalho, o que precisa chamar a aten-


ção é o seu trabalho, ou seja, a capacidade que se tem de realizar tarefas de forma
rápida e precisa. Sendo assim, se o corpo e aparência física são importantes para
a primeira apresentação, é o comprometimento com o trabalho que realmente
definirá o sucesso do profissional dentro da organização.

Atitudes no Trabalho
Um ambiente agradável para exercer seu trabalho vai além de uma cadeira confor-
tável, da temperatura adequada ou de equipamentos sofisticados – a relação entre
os colaboradores de uma organização afeta de forma direta o rendimento de cada
um deles. As atitudes e o comprometimento com a organização e colaboradores
definem o tipo de profissional que você é e o seu grau de envolvimento com seu
trabalho.

Pronatec
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Alguns hábitos, atitudes e gestos podem fazer toda a diferença na sua relação
interpessoal:

• Com a organização: respeite as regras da empresa, pois o funcionamento do


negócio pode estar estreitamente interligado às regras internas. Evite elevar
o tom de voz e mantenha seu celular sempre no silencioso; o ambiente de tra-
balho é dividido com outras pessoas que precisam de concentração para traba-
lhar. O e-mail da empresa não deve ser usado para tratar de assuntos pessoais.
Cuide do patrimônio da empresa e seja pontual com seus horários de trabalho.

• Com colegas: respeitar as diferenças entre as pessoas e tentar entender com


tolerância e respeito a opinião de cada colega evitam conflitos internos. Esteja
aberto a pedir ajuda quando necessário e a ajudar o próximo em alguma ativi-
dade, lembrando-se sempre de que todos estão ali com o mesmo objetivo: pro-
duzir ganho para a organização. Conserve um relacionamento amigável com
seus colegas de trabalho e evite relacionar sua vida pessoal com a profissional.
Tratar todas as pessoas envolvidas no seu ambiente de trabalho com educação
e respeito é fundamental.

• Com superiores: ouça com atenção as instruções passadas por seus superiores.
Esteja pronto para mudanças na rotina de trabalho ou horários, seja flexível
quanto às mudanças. O profissional responsável por supervisionar seu trabalho
também pode estar sob a pressão de seus superiores, portanto, tente sempre
entender a posição do outro e dialogue de forma clara sobre pendências no
trabalho.

• Com prestadores de serviço e clientes: a comunicação de forma clara e sincera


é um ponto forte na relação fornecedor-cliente. Ao se comunicar com uma
pessoa, busque olhar nos seus olhos e demonstrar atenção e interesse no que
está sendo falado. Seja cordial e prestativo; o interesse em fechar um contrato
é mútuo.

Chegamos ao fim de mais uma unidade. Esperamos que as dicas de comportamen-


to e imagem ajudem você a melhor se portar como um profissional do mercado
de trabalho. Cabe ressaltar que é sempre válido realizar pesquisas em revistas e
afins que apresentem como se vestir de acordo com o ambiente e se comportar em
determinadas situações. O que fizemos nessa unidade foi demonstrar o básico do
comportamento em um local de trabalho.

Auxiliar Administrativo
31

Redija um texto dissertativo, discutindo o uso de redes sociais pelas organizações


como método de avaliação para a contratação ou a permanência de um funcioná-
rio. Apresente, em seu texto, os cuidados que devem ser tomados pelo próprio fun-
cionário ou candidato a funcionário, ao utilizar tais redes. Se necessário, pesquise
sobre o assunto em outros locais.

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Unidade 3
Introdução e Conceitos da Contabilidade

Nessa unidade, você conhecerá o conceito básico de contabilidade, os registros


contábeis, as demonstrações financeiras mais importantes e a importância do re-
latório financeiro em uma empresa. Conhecerá, também, os conceitos básicos da
Contabilidade Gerencial e da Contabilidade de Custos.

Podemos conceituar a Contabilidade como a ciência que estuda e controla o pa-


trimônio, com o objetivo de representá-lo, evidenciando suas variações, estabe-
lecendo normas para a sua análise e servindo como instrumento básico para a
tomada de decisões de todos os setores, direta ou indiretamente envolvidos com
uma organização.

Sendo assim, pode-se entender a Contabilidade como uma Ciência Social aplicada.
Isso quer dizer que ela utiliza uma metodologia capaz de captar, registrar, acu-
mular e interpretar os fenômenos que afetam as situações patrimoniais de uma
empresa, ou seja, fenômenos que aumentam a quantidade de bens, direitos e
obrigações de uma organização.

Essa ciência surgiu para auxiliar as pessoas na tomada de decisão, seja dentro ou
fora de uma organização, fornecendo o máximo de informações relacionadas aos
patrimônios. Os órgãos do Governo, por exemplo, utilizam a Contabilidade para
auxiliar no arrecadamento de impostos ou para tornar obrigatória a publicação das
demonstrações e relatórios financeiros das organizações.

A Contabilidade de uma organização não deve ser feita visando basicamente aten-
der às exigências do governo, mas também para auxiliar os gestores no processo
de tomada de decisão. Todas as movimentações passíveis de avaliação monetária
são registradas pela Contabilidade, que, em seguida, resume os dados registrados
em forma de relatórios contábeis.

A Contabilidade é de grande importância para grupos, tais como: sócios; acionis-


tas; administradores; diretores e executivos de uma organização; bancos; finan-
ceiras; governo e as pessoas físicas. Observe, no Quadro 1, os interesses principais
de cada um desses grupos.

QUADRO 1 - USUÁRIOS DA CONTABILIDADE E SEUS INTERESSES.

Grupos Interesse principal


Taxas, impostos e contribuições que cabem à
Governo e Órgãos Fiscais
empresa.
Sindicatos e Funcionários Acordos para o pagamento de prêmios e bônus.
Atividades éticas ou ambientais realizadas pela
Grupos ativistas
organização.
Fornecedores, Clientes, Bancos
Longevidade da empresa.
e Empresas concorrentes
Acionistas Lucro oriundo de investimentos na empresa.
Confiabilidade na provisão de serviços ou na
Clientes
produção de mercadorias.
Fonte: Elaborado pelo autor.

Auxiliar Administrativo
33

O objetivo principal da Contabilidade é permitir que cada um desses grupos prin-


cipais de usuários avalie a situação econômica e financeira da organização em um
determinado período. Temos o contador como o responsável por obter e classificar
as informações contábeis e preparar relatórios financeiros que serão úteis aos
usuários internos (gerentes, diretores) e externos (credores, governo, acionistas,
clientes) da organização.

Para a continuidade do estudo da Contabilidade, alguns conceitos são fundamentais:

• Entidade: é qualquer pessoa física ou jurídica detentora de um patrimônio.

• Patrimônio: conjunto de bens, direitos e obrigações de uma instituição, regis-


trados no Balanço Patrimonial.

• Bens: posses da empresa que estão em seu controle. Ex: Dinheiro no caixa,
Estoques, Veículos, Máquinas, Imóveis, etc.

• Direitos: posses da empresa que estão temporariamente no controle de ter-


ceiros. Ex: Duplicatas a receber, Aplicações Financeiras, Impostos a Restituir,
Clientes, Empréstimos a receber, etc.

• Obrigações: representam o que a empresa deve a terceiros. Ex: Salários a pa-


gar, Impostos a pagar, Financiamento, Fornecedores.

Figura 21: Divisão do patrimônio de uma organização.


Fonte: Elaborado pelo autor.

Registros Contábeis
Os registros contábeis são compostos por documentos que não podem ser rasurados
ou danificados. Alguns desses documentos, tais como notas fiscais, recibos, cópias
de cheques, caso sejam danificados, precisam ser reconstituídos e, em caso de
prejuízo permanente, substituídos.

Uma organização precisa manter os registros de acordo com as normas da Conta-


bilidade. É muito importante que o fluxo dos papéis (Notas fiscais, recibos, etc.)
dentro de uma entidade seja adequado, já que a data de emissão desses docu-

Pronatec
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mentos será útil para a contabilização nos livros contábeis. Segundo as Normas
Brasileiras de Contabilidade, os registros ou demonstrações contábeis têm como
objetivo expor informações úteis à tomada de decisão, o que favorece os usuários.
Tais registros são vitais para a análise da empresa e podem ser feitos de forma
manual, mecânica ou eletrônica.

• Escrituração: é uma das técnicas da Contabilidade que consiste em registrar,


nos livros próprios, os fatos que provocam modificações no Patrimônio da or-
ganização.

Na Contabilidade são utilizados livros para registrar as movimentações dos recur-


sos da organização. A escrituração começa pelo Livro Diário, no qual todos os re-
gistros são efetuados mediante documentos que comprovem a ocorrência do fato.
Os documentos mais comuns são: Notas Fiscais, Recibos de Aluguéis, Duplicatas,
Folhas de Pagamento, Guias de Recolhimento de Impostos e Encargos Sociais.

A Lei exige que as empresas façam uso do Livro Diário, no qual são registradas as
operações da organização, no seu dia a dia. Os lançamentos nesse livro ocorrem
segundo a cronologia: dia, mês e ano. A escrituração do Livro Diário deve obedecer
às Normas Brasileiras e, portanto, as páginas devem ser numeradas e o livro pre-
cisa ser registrado na Junta Comercial. Em um Livro Diário, um erro não deve ser
apagado, mas corrigido por meio de lançamentos complementares.

A Junta Comercial é uma instituição administrativa, de interesse dos comer-


ciantes, e entre estes, quando matriculados, são eleitos os seus membros.
Tem funções idênticas às das câmaras de comércio de outros países.

Os lançamentos no Livro Diário devem ser feitos de forma clara e conter cinco
partes importantes:

a) A data em que se realizou a operação;

b) A conta devedora;

c) A conta credora;

d) O histórico;

e) O valor.

Ressaltamos que não se pode escriturar nada nos livros contábeis sem que docu-
mentos idôneos comprovem a veracidade daquilo que está sendo registrado. No
Quadro 2, apresentamos um exemplo de um modelo de Livro Diário.

Auxiliar Administrativo
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QUADRO 2 - EXEMPLO DE LIVRO DIÁRIO.


Livro Diário
<Nome da entidade>
<CNPJ>
Conta Débito Conta Crédito
Data Histórico Valor
(Entradas) (Saídas)
Ref. à integralização
a CAPITAL
25/08/2012 CAIXA do Capital 200.000,00
SOCIAL
disponibilizado
Ref. à aquisição
MÁQUINAS E
25/08/2012 a CAIXA de Máquinas e 100.000,00
EQUIPAMENTOS
Equipamentos
Ref. à aquisição de
MÓVEIS E Móveis e Utensílios
25/08/2012 a CAIXA 50.000,00
UTENSÍLIOS para os escritórios
da entidade
Fonte: Elaborado pelo autor.

O Livro Razão é de grande utilidade para a Contabilidade porque registra o movi-


mento de todas as contas. O Livro Razão, apesar de os registros serem realizados
em ordem cronológica, caracteriza-se por apresentar uma conta em cada folha. No
Quadro 3, damos um exemplo no qual a conta analisada é a conta CAIXA.

QUADRO 3 - EXEMPLO DE LIVRO RAZÃO.

Livro Razão
<Nome da entidade>
<CNPJ>
CONTA CAIXA
Débito Crédito
Data Histórico Saldo
(ENTRADAS) (SAÍDA)
Ref. à integralização
25/08/2012 do Capital 200.000,00 200.000,00
disponibilizado
Ref. à aquisição
de Máquinas e
26/08/2012 80.000,00 120.000,00
Equipamentos para
linha de produção
Ref. à aquisição de
Móveis e Utensílios
27/08/2012 30.000,00 90.000,00
para os escritórios da
entidade
Fonte: Elaborado pelo autor.

Pronatec
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Os dados contábeis podem ser registrados em um livro de uso facultativo, o Livro


Caixa. Nele, todos os pagamentos e recebimentos efetuados são registrados à me-
dida em que ocorrem. Veja um modelo no Quadro 4.

QUADRO 4 - EXEMPLO DE LIVRO CAIXA.

LIVRO CAIXA
Data Histórico  Entradas  Saídas Saldo
01.05.2012 Saldo Anterior 1.000,00
02.05.2012 Recebimento de Fatura 2.500,00 3.500,00
05.05.2012 Pagamento de Salários 1.750,00 1.750,00
Fonte: Elaborado pelo autor.

Demonstrações Financeiras
Com base nos registros e livros contábeis, as empresas elaboram demonstrações
financeiras estabelecidas pela Lei 6.404, de 1976, a qual estabelece disposições
acerca das sociedades por ações. As demonstrações financeiras mais importantes são:

• Balanço Patrimonial;

• Demonstração do Resultado do Exercício (DRE);

• Demonstração de Mutação do Patrimônio Líquido (DMPL);

• Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC).

O Balanço Patrimonial, uma das mais importantes demonstrações, tem o objetivo


de expor a situação financeira e patrimonial da empresa durante um determinado
período. O termo “Balanço” origina-se de balança, lembrando, assim, a ideia de
equilíbrio entre dois lados (Origem dos recursos = Aplicação dos recursos). Nessa
demonstração, as contas são distribuídas entre Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido
da entidade.

• Ativo: são apresentados os recursos controlados pela entidade (bens e direitos).

• Passivo: expõe as obrigações da empresa. Valores devidos a terceiros.

• Patrimônio Líquido: é a diferença entre o ativo e passivo da empresa.

A segregação de contas é fundamental para o entendimento da condição financeira


da entidade. Para isso, o Balanço é dividido em duas colunas. Na coluna à direita,
são lançadas as contas que fazem parte do Passivo e Patrimônio Líquido (PL) da
organização. À esquerda, as contas registradas são parte do Ativo da empresa. O
Passivo e o Patrimônio Líquido demonstram a origem dos recursos da entidade. O
Ativo, ao contrário, revela onde os recursos estão sendo aplicados. O Quadro 5
mostra um exemplo de Balanço Patrimonial.

PL + PASSIVO = ATIVO
(Origem) (Aplicação)

Auxiliar Administrativo
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QUADRO 5 - EXEMPLO DE BALANÇO PATRIMONIAL.

PASSIVO +
ATIVO 31/12/11 31/12/12 PATRIMÔNIO 31/12/11 31/12/12
LÍQUIDO
Ativo Passivo
Circulante Circulante
Bancos Empréstimos
Aplicações
Fornecedores
Financeiras
Clientes Salários a pagar
Adiantamentos Contas a Pagar
Obrigações
Outros Créditos
Fiscais
Estoques
Passivo Não
Circulante
Ativo Não
Fornecedores
Circulante
Realizável a LP Empréstimos
Investimentos
Imobilizado Patrimônio
Líquido Líquido
Imobilizado Patrimônio
Bruto Social
Reserva de
Depreciações
Capital
Resultado
Intangível
Acumulado
TOTAL TOTAL    
Fonte: Elaborado pelo autor.

A Demonstração do Resultado de Exercício (DRE) apresenta o resultado obtido da


subtração entre as Receitas e Despesas geradas em uma empresa durante um de-
terminado período. Esse resultado líquido revela se a instituição teve lucro ou
prejuízo. Abaixo, observe a estrutura básica da DRE.

• Despesas: decorrem do consumo de bens e da utilização de serviços. Ex.: água


e esgoto, energia elétrica, fretes e carretos, despesas bancárias, etc.

• Receitas: decorrem da venda de bens e da prestação de serviços. Ex.: vendas


de mercadorias, vendas de serviços, juros ativos, descontos obtidos, etc.

Pronatec
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O Quadro 6 mostra um exemplo de como estruturar uma DRE.

QUADRO 6 - EXEMPLO DE ESTRUTURA PARA DRE.

NOME DA EMPRESA R$
Receita Operacional Bruta
( - ) Deduções (abatimentos, devoluções, impostos, etc.).
( = ) Receita Operacional Líquida
( - ) Custo Produtos Vendidos (matéria-prima, mão de obra)
( = ) Resultado Bruto
( - ) Despesas Operacionais
(+/-) Encargos Financeiros Líquidos (receita financeira - despesa financeira)
( = ) Resultado Operacional
( + ) Receitas não Operacionais
( - ) Despesas não Operacionais
( = ) Resultado Líquido
Fonte: Elaborado pelo autor.

Receita Operacional Bruta: refere-se às vendas ou faturamento bruto. É o valor da


venda de produtos, mercadorias ou serviços realizados, produzidos ou prestados
pela organização.

• Deduções: as deduções ocorrem por três motivos principais. São eles: Vendas
canceladas, abatimentos de vendas (descontos concedidos a clientes) e impos-
tos incidentes sobre a venda.

Receita Operacional Líquida: é o resultado da Receita Operacional Bruta – Deduções.

• Custo dos Produtos Vendidos (CPV): envolve o gasto com matéria-prima, mão
de obra, energia elétrica, etc.

Resultado Bruto: é a diferença entre a Receita Operacional Líquida – CPV.

• Despesas Operacionais: despesas relacionadas à atividade principal da empre-


sa. As despesas operacionais podem incluir despesas com vendas e despesas
administrativas.

• Encargos Financeiros: representam a diferença entre juros e atualização mo-


netária, pagos e recebidos.

Resultado Operacional: lucro ou prejuízo obtido por meio da atividade principal


da empresa.

• Receitas não Operacionais: diferentemente das receitas operacionais, as não


operacionais são as receitas que não se originam da atividade fim da entidade.
Por exemplo: venda de imóvel com valor acima do que está contabilizado,
aluguéis recebidos, etc.

• Despesas não Operacionais: despesas provenientes de atividades que não se


originam da atividade fim da empresa. Por exemplo: multas recebidas.

Resultado Líquido: é o Resultado Operacional – Receitas não Operacionais – Despe-


sas não Operacionais.

Auxiliar Administrativo
39

O Resultado Líquido demonstra se a empresa teve Lucro ou Prejuízo durante aque-


le período. O resultado será Lucro quando as receitas forem maiores que as des-
pesas. Por outro lado, o resultado será Prejuízo quando as despesas forem maiores
que as receitas.

Relatório Financeiro
É um texto no qual a diretoria informa aos acionistas ou a qualquer usuário da
informação contábil o desempenho e as expectativas futuras da organização em
relação às estratégias adotadas. Por meio desse relatório, os acionistas podem se
inteirar do que ocorre na organização, como os recursos estão sendo geridos, os
planos sociais que estão sendo realizados e a política de distribuição de dividen-
dos. É preciso explicitar que o Relatório Financeiro não faz parte das demonstra-
ções financeiras, mas as normas contábeis exigem que ele seja apresentado.

No Quadro 7, apresentamos um texto que ilustra um Relatório Financeiro (o nome


da organização foi substituído, por constituir-se aqui apenas efeitos de ilustração).

QUADRO 7 - EXEMPLO DE RELATÓRIO FINANCEIRO.

Aos Senhores Acionistas,

Atendendo às disposições legais e estatutárias, a Administração da Falcão


S.A. apresenta-lhes, a seguir, o Relatório da Administração e as Demonstra-
ções Financeiras Consolidadas, preparadas de acordo com o International
Financial Reporting Standards (IFRS), emitidas pelo International Accounting
Standards Board (IASB) e também com base nas práticas contábeis adotadas
no Brasil e normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A Companhia
adotou todas as normas, revisões de normas e interpretações emitidas pelo
IASB e que são efetivas para as demonstrações financeiras findas de 31 de
dezembro de 2012.

As Demonstrações Financeiras Grendene S.A. findas de 31 de dezembro de


2012 foram elaboradas com base nas práticas contábeis adotadas no Brasil e
normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), observando as diretrizes
contábeis emanadas da legislação societária (Lei n° 6.404/76), que incluem
os novos dispositivos introduzidos, alterados e revogados pela Lei n° 11.638,
de 28 de dezembro de 2007, e Lei n° 11.941, de 27 de maio de 2009. Essas
práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas,
somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, os
quais são avaliados pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que,
para fins de IFRS, seria custo ou valor justo.

Contabilidade Gerencial

A contabilidade pode ser dividida em dois grupos: (i) contabilidade financeira e (ii)
contabilidade gerencial. A primeira é voltada aos usuários externos às informações
contábeis, como credores e órgãos do Governo. Já a segunda é voltada aos usuários
internos, como gestores e sócios.

Pronatec
40

O foco dessa seção são os conceitos básicos da contabilidade gerencial, seus ob-
jetivos e aplicabilidade. Para uma melhor compreensão do tema, é importante
entender o que é a informação contábil e quais suas características. A informação
pode ser conceituada como um conjunto de dados que contribui para modificar o
conhecimento do receptor. São dados que, reunidos, fazem sentido e agregam co-
nhecimento. Sendo assim, a informação contábil pode ser definida como um con-
junto de dados que, quando reunidos em formato de demonstrações, de registros
contábeis, relatórios financeiros e notas explicativas, por exemplo, acrescentam
conhecimento ao usuário.

Para que uma informação contábil seja útil, algumas características são a ela ne-
cessárias, quais sejam:

• Confiabilidade: deve estar de acordo com os princípios e normas contábeis,


não pode conter erros e deve abranger todos os elementos relevantes e signi-
ficativos que a tornam confiável para os usuários.

• Tempestividade: deve estar disponível para o usuário em tempo hábil.

• Compreensibilidade: os dados que compõem a informação precisam estar ex-


postos de forma clara e objetiva. Quando pensamos na clareza dos dados, não
podemos ficar limitados somente à sua substância, mas também à disposição
espacial em que estão organizados.

• Comparabilidade: deve ser possível acompanhar a evolução da informação ao


longo do tempo e comparar as informações dentro de uma organização ou em
diversas organizações.

Entendido o conceito da informação contábil, podemos definir a contabilidade


gerencial como o processo de mensuração, identificação, preparação, análise, in-
terpretação e comunicação das informações que auxiliam os gerentes da gestão
organizacional a alcançarem resultados. Em resumo, a contabilidade gerencial usa
a informação contábil para ajudar os gestores a tomarem decisões que influenciam
o resultado da organização.

Sistema de Controle Gerencial


O Sistema de Controle Gerencial (SCG) é a integração, de forma lógica, de diver-
sas informações oriundas dos diversos setores da organização, a fim de auxiliar
no planejamento e controle financeiro e na tomada de decisão para o alcance
dos objetivos organizacionais. Permite aos gestores acompanhar e verificar se o
comportamento e as decisões dos colaboradores estão em conformidade com os
objetivos e estratégias organizacionais.

Cada organização constrói seu SCG embasada no tipo de informação que é de-
mandado pelos gestores. A Figura 22 auxilia no entendimento dos elementos que
formam um SCG.

Auxiliar Administrativo
41

Figura 22: Elementos que formam um Sistema de Controle Gerencial.


Fonte: Elaborado pelo autor.

Contabilidade de Custos
Podemos entender a contabilidade de custos como uma ferramenta da contabili-
dade gerencial. Muitas das informações necessárias à contabilidade gerencial são
originadas da contabilidade de custos. Antes de definir o conceito da contabilidade
de custos, precisamos entender melhor a diferença entre gasto, custo e despesa.

• Gasto: é o sacrifício financeiro para aquisição de um bem ou serviço. É um


conceito amplo que abrange os gastos com a aquisição de matérias-primas e
mobiliário, por exemplo.

• Custo: é o gasto relativo a um bem ou serviço utilizado para a produção de


outro bem ou serviço. Dessa forma, podemos, também, considerar um custo
como um gasto, o qual passa a ser considerado como tal no momento em que
o bem adquirido é utilizado na produção de outro bem ou serviço.

• Despesa: é o consumo de um bem ou serviço com a finalidade de obter uma


receita. São os sacrifícios financeiros realizados antes de uma receita como,
por exemplo, as despesas com comissões de vendedores. No momento em que
estamos assumindo essa despesa, assumimos também uma receita com a ven-
da de um bem ou serviço.

A contabilidade de custos pode ser entendida como o ramo da contabilidade res-


ponsável por organizar, analisar e interpretar os custos dos produtos, inventários,
serviços, componentes da organização, planos operacionais e atividades de distri-
buição para determinar o lucro. Em resumo, é o ramo da contabilidade que for-
nece informações dos custos da produção e manutenção da organização que, em
conjunto com as demais informações contábeis, alimentam o Sistema de Controle
Gerencial.

Pronatec
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Os custos de uma organização podem ser divididos em custos diretos e custos in-
diretos:

• Custos Diretos: são os custos que podem ser apropriados, de forma direta, para
a produção de um bem ou serviço. Exemplo: horas de mão de obra.

• Custos Indiretos: são os custos que não podem ser atribuídos, de forma objeti-
va, à produção de um bem ou serviço. Exemplo: aluguel de um galpão ou loja.

Outra classificação importante dos custos está relacionada ao volume do produto


ou serviço produzido. Não se trata de outros custos, mas sim de uma forma dife-
rente de classificação:

• Custos Variáveis: variam conforme a quantidade de produção de bens ou ser-


viços em um determinado período, ou seja, dependem, de forma direta, do
valor produzido.

• Custos Fixos: não variam conforme a quantidade de bens ou serviços produzi-


dos. O valor do aluguel, por exemplo, não varia de acordo com a quantidade
de bens ou serviços produzidos.

Sistemas de Custeio
A Contabilidade de Custos é formada, em parte, pelos sistemas de custeio, res-
ponsáveis por gerar informações para atender às demandas tanto da Contabilidade
Financeira quanto da Contabilidade Gerencial. Em complemento às definições já
apresentadas para a Financeira (usuários externos), essas informações devem se-
guir os princípios e normas contábeis e a legislação fiscal e tributária vigente. Na
Gerencial (usuários internos), essas informações têm foco no futuro e são geradas
de acordo com a demanda dos gestores e para subsidiar a tomada de decisão.

Um método é uma maneira de se fazer uma tarefa. Os métodos de custeio são


formas de calcular os custos de uma organização, que serviram de base para os
sistemas de custeio que, por sua vez, alimentam os sistemas de controle gerencial.

Métodos mais populares entre os gestores:

• Custeio por Absorção: atribui aos produtos ou serviços todos os custos fixos e
variáveis, diretos e indiretos.

• Custeio Direto ou Variável: o custo total dos produtos e serviços é composto


apenas pelos custos variáveis, ou seja, custos que se alteram de forma direta-
mente proporcional ao volume de produção.

• Custeio Baseado em Atividades: analisa-se o comportamento dos custos por


atividade realizada, estabelecendo-se relações entre as atividades e o consu-
mo dos recursos.

Não vamos nos aprofundar na definição e na forma de cada método de custeio, o


importante é entender seu valor na geração de informações contábeis relevantes
para a tomada de decisão gerencial. É exigido, pelas normas contábeis e legislação
fiscal e tributária vigente, o Método de Custeio por Absorção, mas nada impede
que os gestores o utilizem para controle interno dos demais métodos.

Auxiliar Administrativo
43

1. Sabendo-se que, no ano de 2012, uma organização obteve um saldo de ativos


de $25.485 e que o Patrimônio Líquido dessa empresa é de $10.780, calcule o
saldo total das contas pertencentes ao passivo dessa empresa, no ano de 2012.

2. Quais as características de uma informação contábil que a tornam útil para


seus usuários?

3. Explique o que é e qual a importância do Sistema de Controle Gerencial de


uma organização.

4. O que é a Contabilidade de Custos? Qual a sua importância para as organizações?

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Unidade 4
Planejamento Financeiro
Nesta unidade iremos abordar a importância do Fluxo de Caixa e do Planejamento
Financeiro para a gestão de uma empresa. Os fluxos de caixa são as principais
ferramentas utilizadas por um administrador financeiro, o qual pode utilizá-los
tanto de forma interna, para auxiliá-lo na rotina financeira, ou de forma externa
à empresa, para ajudá-lo na elaboração de um plano financeiro e na tomada de
decisões.

Planejamento significa preparar o trabalho a ser realizado, prever algumas situa-


ções e estabelecer alguns objetivos e metas a serem alcançados. O planejamento
financeiro de uma empresa torna-se um fator muito importante para o controle
e o direcionamento da empresa, uma vez que irá fornecer informações precisas
sobre a situação financeira da empresa e dará suporte nas tomadas de decisões,
seja em âmbito de investimento, de financiamento e até mesmo de expansão do
próprio negócio.

Na área financeira, o investimento diz respeito à aplicação de capital. É o


ato ou efeito de investir; empregar capital.

O processo de planejamento financeiro inicia-se com os planos da empresa em lon-


go prazo, por se tratar de planos mais estratégicos, que visam às ações da empresa
estrategicamente. Já o planejamento financeiro em curto prazo, visa à previsão
de ações operacionais na empresa, considerando períodos menores para a análise.
Para entendermos cada um dos planejamentos, vamos primeiramente conhecer
um pouco sobre Fluxo de Caixa.

Quando nos referimos a um período em longo prazo, estamos nos referindo


a um período prolongado de tempo, ou seja, um período muito extenso. Na
área financeira, o período em longo prazo é considerado a partir de dois
anos. O período curto de tempo, por sua vez, compreende até dois anos.

Auxiliar Administrativo
45

Fluxo de Caixa
Nesse tipo de demonstrativo, são apresentadas todas as movimentações finan-
ceiras empresariais que afetam diretamente o caixa da empresa, considerando
todas as origens dessas movimentações, suas aplicações e o resultado financeiro
do período referente às transações descritas. Por meio desse instrumento, o gestor
financeiro pode: obter informações sobre qual o valor que a empresa possui para
pagar as suas dívidas em curto e em longo prazo; elaborar planos para a contra-
tação de financiamentos e empréstimos; aumentar o retorno com as aplicações
financeiras e avaliar o impacto e o resultado de acordo com as variações dos custos
e das vendas da empresa.

Essa ferramenta é muito utilizada pelas empresas, que, conforme o ramo de ati-
vidade e rotina financeira, escolhem qual a melhor forma e método de sua elabo-
ração. Essa liberdade de escolha é dada pela inexistência de uma lei que exija a
sua publicação.

De forma geral, os demonstrativos de fluxo de caixa podem ser apresentados em


dois diferentes métodos: direto ou indireto, e divididos em três grupos, de acordo
com a natureza da atividade origem da transação financeira. Iremos, no decorrer
desta unidade, analisar um fluxo de caixa, apontando suas origens e aplicações, o
que pode influenciar no aumento ou diminuição de um caixa da empresa, nos tipos
de fluxos e nos métodos que são utilizados para a elaboração desse instrumento.

Analisando um Fluxo de Caixa


Para analisarmos um demonstrativo fluxo de caixa, é necessário que tenhamos
conhecimentos prévios das contas e operações contábeis, o que já vimos nas uni-
dades anteriores. Então, será que, munidos desses conhecimentos, podemos cons-
truir ou entender um fluxo de caixa? Provavelmente não, pois, de fato, necessita-
mos entender, também, a rotina financeira da empresa e saber quais são as origens
e onde são distribuídas as aplicações dos recursos financeiros.

Como regra básica para analisar um demonstrativo de fluxo de caixa, devemos ter
fixado o conhecimento da natureza das operações, ou seja, no caso uma transa-
ção, é uma origem ou uma aplicação. Sendo assim, o Quadro 8 disponibiliza algu-
mas regras para identificarmos a natureza da movimentação financeira.

QUADRO 8 - ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS FINANCEIROS.

Origens Aplicações
Diminuição em qualquer ativo Aumento em qualquer ativo
Aumento em qualquer passivo Diminuição em qualquer passivo
Lucro líquido após imposto de renda Prejuízo líquido
Depreciação e outros itens não
Dividendos pagos
desembolsáveis
Venda de ações Recompra ou regate de ações
Empréstimos recebidos Empréstimos concedidos
Aportes de capital de acionistas Aportes em empresas ligadas
Fonte: Adaptado de GITMAN, 2010, p. 99.

Pronatec
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Identificada a natureza das operações, partimos para um próximo passo que será
a identificação das diversas operações que afetam o caixa de uma empresa. No
Quadro 9, a seguir, estão descritas as principais operações que afetam o fluxo de
caixa de uma empresa.

QUADRO 9 - PRINCIPAIS OPERAÇÕES QUE AFETAM UM FLUXO DE CAIXA.

Aumentam o caixa Diminuem o caixa


Integralização do capital social Pagamento de dividendo aos acionistas
Empréstimos bancários e financia- Pagamento de juros e amortização de
mentos dívida
Venda de mercadorias à vista Compra de mercadorias à vista
Recebimento de duplicatas a receber Pagamento de fornecedores
Venda de ativo permanente Pagamento de contas e despesas
Recebimento de juros, indenizações. Compra de ativos permanentes
Fonte: Elaborado pelo autor.

Usualmente um fluxo de caixa possui, como tempo de cobertura, um período de


trinta dias, denominado de período de informação, e, para que o fluxo apresente,
de forma correta, a rotina financeira da empresa, conta com o envio de informa-
ções diárias.

Nos tópicos a seguir, veremos quais os tipos de fluxo de caixa e a sua aplicação
para o planejamento financeiro, tanto em longo quanto em curto prazo.

Tipos de Fluxo de Caixa


Os fluxos de caixa das empresas, normalmente, são divididos em três diferentes
tipos de fluxos: fluxo operacional, fluxo de investimento e fluxo de financiamento.
Como descrito anteriormente, esses fluxos são divididos, devido à origem das ati-
vidades que resultam nas transações financeiras.

O Fluxo de Caixa Operacional (FCO) de uma empresa é o fluxo de caixa gerado a


partir das atividades operacionais regulares, ou seja, produção e venda de bens e
serviços. Para a elaboração de um FCO, são consideradas movimentações financei-
ras as referentes: ao valor econômico apresentado no resultado líquido (despesas
com depreciação e amortização, resultado de equivalência patrimonial e despesas
com créditos de liquidação), estoque; aos salários a pagar; às variações nos saldos
de contas a receber e contas a pagar (excluindo as financeiras, representadas pe-
los títulos a pagar), ocorridas dentro do período.

Já o Fluxo de Caixa de Investimentos (FCI) é proveniente de atividades relacio-


nadas à compra e venda de ativos permanentes da empresa. Esses ativos podem
ser tanto imobilizados quanto investimentos. Um ponto importante nesse tipo de
fluxo é o fato de que devemos entender a forma como é dada a entrada e saída de
caixa. Quando compramos um ativo permanente, o fluxo irá registrar uma saída
de caixa, entretanto quando vendemos um bem permanente, será registrada uma
entrada de caixa. Fazem parte do FCI, por exemplo, integralizações de capital,
investimentos em longo prazo, investimentos permanentes e os dividendos da em-
presa (pagos ou recebidos).

Auxiliar Administrativo
47

Por fim, o Fluxo de Caixa de Financiamento (FCF) é o demonstrativo em que estão


descritas as entradas e saídas captadas através das operações de financiamentos
realizados, a partir de capital próprio (valores investidos pelos acionistas ou sócios)
ou a partir de capital de terceiros. As entradas de caixa ocorrem quando é tomado
um empréstimo ou quando os sócios disponibilizam alguma quantia à empresa. Em
contrapartida, as saídas de caixa acontecem à medida que há uma quitação parcial
ou total do empréstimo, ou uma distribuição dos lucros da empresa aos sócios.

A divisão em tipos de fluxos de caixa é realizada com o objetivo de permitir ao ges-


tor financeiro: melhor analisar as transações financeiras ocorridas nas diferentes
atividades da empresa, obter informações mais claras sobre o que está ocorrendo
na rotina financeira da empresa e elaborar, de forma mais eficiente e eficaz, o
planejamento financeiro da empresa.

Dessa forma, a utilização combinada desses três tipos de fluxos de caixa transfor-
ma-se em uma rica base de informações que fará com que o saldo do caixa e os
títulos negociáveis da empresa diminuam, cresçam ou fiquem estagnados. Para
que cada um desses fluxos seja elaborado, a empresa precisa determinar qual o
método a ser utilizado e que lhe trará as melhores informações. Depois de enten-
dermos como funciona o fluxo de caixa, vamos entender o funcionamento do pla-
nejamento financeiro, por meio do qual você poderá perceber a aplicação direta
do Fluxo de caixa para a elaboração do planejamento.

Métodos de Elaboração de Fluxo de Caixa


Para a elaboração do fluxo de caixa de uma empresa, é preciso definir qual o
melhor método a ser utilizado. Para isso, temos dois distintos métodos: direto e
indireto.

Primeiramente abordaremos o método de fluxo de caixa direto, que facilita o


entendimento e a visualização do fluxo financeiro. Esse método apresenta, de ma-
neira completa e mais detalhada, as entradas e saídas, ou seja, os recebimentos
e pagamentos originados da atividade da empresa. Elaborado a partir dos lança-
mentos da conta caixa, organiza as transações de acordo com a natureza de cada
operação e, por fim, une as informações de modo a auxiliar o gestor financeiro na
tomada de decisão. As entradas e saídas de caixa são lançadas de forma ordenada,
conforme ocorrem, e são agrupadas por tipo de gasto ou receita, de acordo com
os destinos e as fontes de recursos da empresa. Para que possamos compreender
melhor esse método, podemos compará-lo a um controle financeiro pessoal, no
qual, por exemplo, os gastos são agrupados em: gastos com saúde, educação, be-
leza, lazer, entre outros.

Em contrapartida, o método de fluxo de caixa indireto é um método mais com-


plexo e que demanda entendimento das demonstrações financeiras e informações
sobre o balanço patrimonial da empresa. A construção dos fluxos operacional, de
investimento e financiamento será fundamentada a partir balanço patrimonial, e
as mudanças no saldo do caixa da empresa podem ser evidenciadas pelas mudanças
das demais contas do ativo e passivo.

Para que a elaboração e a construção de fluxo de caixa indireto sejam facilitadas,


devemos ter com regra básica: todo aumento das aplicações de uma conta do ati-
vo significa uma redução do saldo de caixa; já uma redução do valor investido em
qualquer ativo constitui um aumento do caixa. No passivo, um aumento de uma

Pronatec
48

conta representa mais recursos disponíveis em caixa e, ao contrário, uma diminui-


ção de uma determinada conta provoca uma redução do caixa da empresa.

Sendo assim, vimos como é importante esse instrumento financeiro, tanto para a
empresa quanto para quem irá geri-la, pois fornece informações da rotina finan-
ceira da empresa e permite ao gestor planejar o futuro financeiro e comparar os
resultados obtidos nos planejados.

Na próxima seção veremos como é construído um planejamento financeiro, como


ele se divide e de que maneira auxilia na gestão da empresa.

Planejamento em Longo Prazo


A elaboração de um planejamento financeiro de uma empresa possibilita um con-
trole e uma orientação dos passos da empresa em determinados períodos. Por se
tratar de uma visão estratégica da empresa, o planejamento financeiro em longo
prazo possibilita planejar as ações da empresa para longos períodos. Consideramos
como períodos de longo prazo os períodos que variam entre dois e dez anos, pois ofe-
recem à empresa a visualização de como estará financeiramente, ao longo dos anos.

O planejamento financeiro em longo prazo envolve o conhecimento de algumas es-


tratégias da empresa como, por exemplo, as ações de marketing, as atividades de
pesquisa que a empresa pretende desenvolver, a estrutura de capital da empresa e até
mesmo as condições de financiamento e investimento que a empresa pretende obter.

Não podemos considerar somente o planejamento financeiro como uma forma de


atuação estratégica da empresa. É importante que todos os setores da empresa,
tais como produção, marketing e vendas, estejam interligados pelos objetivos e
estratégias da empresa. Embora o setor financeiro seja um dos mais importantes,
as outras áreas também necessitam de planejamentos que estejam em sintonia
com toda a empresa.

Como informações básicas para o planejamento em longo prazo, temos Orçamento


de Capital, ou seja, dados importantes sobre o investimento de capital. Isso por-
que é por meio do orçamento de capital que a empresa saberá se o investimento
irá maximizar a riqueza, se haverá benefícios decorrentes do investimento, quais os
riscos envolvidos no investimento, entre outros. Outro item importante para a elabo-
ração do planejamento em longo prazo é conhecer os Lucros Futuros, que fornecerão
dados sobre a expansão de mercado, sobre os investimentos em pesquisa.

E, por fim, citamos a Geração de Recursos Financeiros como uma informação per-
tinente para a elaboração do planejamento em longo prazo, tendo em vista o
fato de ser importante para a empresa saber a sua capacidade de gerar recursos
financeiros ao longo do tempo, e isso servirá de base para tomadas de decisão em
relação aos investimentos e aos financiamentos.

Planejamento Financeiro em Curto Prazo


O planejamento financeiro em curto prazo remete às ações da empresa, conside-
rando projeções inferiores a dois anos. Esse planejamento está ligado aos proces-
sos operacionais da empresa, diferentemente do planejamento em longo prazo, o
qual, como vimos, está ligado às estratégias.

Auxiliar Administrativo
49

Uma das formais mais usadas para esse planejamento é a previsão de vendas da
empresa, que tem por objetivo fornecer informações importantes sobre o pro-
cesso produtivo da empresa, além de auxiliar na elaboração do fluxo de caixa.
Percebemos que, ao fornecer informações precisas para o processo produtivo, a
empresa também conseguirá estimar seus custos de produção, custos do processo
produtivo, bem como as despesas operacionais. Para esse planejamento financeiro
em curto prazo, além da previsão de vendas, podemos utilizar outras duas ferra-
mentas importantes: o orçamento de caixa e as demonstrações pró-forma.

Ferramentas utilizadas na elaboração do planejamento


financeiro em curto prazo
A primeira ferramenta, uma das mais importantes para o planejamento financeiro
em curto prazo, é a previsão de vendas, que se refere à projeção de vendas espe-
radas pela empresa. Essa projeção de vendas deve ser elaborada em conjunto com
o departamento financeiro, o departamento de marketing e o departamento de
produção. É importante que os setores estejam interligados e que desenvolvam a
mesma estratégia para que os objetivos da empresa sejam alcançados.

Podemos perceber que, por meio da previsão de vendas, a área financeira obtém
informações necessárias para a elaboração dos fluxos de caixa, ou seja, consegue
planejar as saídas necessárias, ligadas à produção, e as entradas, que são referen-
tes aos recebimentos das vendas.

Essa previsão de vendas pode ser elaborada por meio de informações externas,
internas ou ainda como uma junção das duas. A previsão com dados externos diz
respeito às informações fundamentais do mercado de atuação da empresa e aos
dados da economia. Podemos citar como exemplo de informações desse tipo: da-
dos sobre mercado consumidor, crescimento do poder de compra da sociedade e
sobre o próprio crescimento da economia.

A previsão de vendas que considera as informações internas utiliza os dados his-


tóricos de vendas da própria empresa. Essas informações também estão ligadas ao
controle de estoque, que fornece informações sobre as quantidades vendidas de cada
produto. Além disso, um controle sobre essas vendas permite conhecer o perfil do con-
sumidor e o período em que as vendas de determinado produto mais se destacaram.

Outra ferramenta para a elaboração do planejamento financeiro em curto prazo é o or-


çamento de caixa, que considera alguns itens importantes, como demonstra o Quadro 10.

QUADRO 10 - EXEMPLO DE ORÇAMENTO DE CAIXA

Orçamento de Caixa
  Janeiro Fevereiro Março Abril
Recebimentos R$ 200,00 R$ 250,00 R$ 350,00 R$ 390,00
Desembolso R$ 137,00 R$ 230,00 R$ 275,00 R$ 300,00
Fluxo de Caixa Líquido R$ 63,00 R$ 20,00 R$ 75,00 R$ 90,00
Saldo de Caixa Inicial R$ 100,00 R$ 163,00 -R$ 143,00 R$ 218,00
Saldo de Caixa Final R$ 163,00 -R$ 143,00 R$ 218,00 -R$ 128,00
Saldo de Caixa Mínimo R$ 80,00 R$ 80,00 R$ 80,00 R$ 80,00
Financiamento Total Necessário R$ - -R$ 223,00 R$ - -R$ 208,00
Saldo Excedente de Caixa R$ 83,00 R$ - R$ 298,00 R$ -
Fonte: Elaborado pelo autor.

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O item Recebimentos se refere a todas as contas a receber que a empresa possui,


ou seja, vendas realizadas. Esses recebimentos envolvem as vendas realizadas à
vista e as vendas realizadas a prazo. Para obter o controle dessas vendas, é im-
portante que a área financeira construa um cronograma das vendas a prazo. O
item Desembolso são valores negativos que remetem às saídas de caixa como, por
exemplo, as compras realizadas e os pagamentos aos fornecedores, despesas com
pessoal, despesas com impostos, entre outros.

Logo em seguida, temos o Fluxo de caixa líquido, que é a diferença entre os Re-
cebimentos e o Desembolso. Esse resultado é somado ao Fluxo de Caixa Inicial,
que é o valor final do período anterior. Você perceberá isso claramente no segundo
período da figura. O resultado da soma entre o Fluxo de Caixa Líquido e o Fluxo de
Caixa Inicial é o Fluxo de Caixa Final.

Logo, temos o item Saldo Mínimo Desejad, que é fundamental para uma análise
de financiamento. Se a diferença entre os itens Saldo Mínimo Desejado e Financia-
mento Necessário resultar em número negativo, significa que a empresa necessita
de financiamento para cobrir suas despesas, resultando em Saldo Excedente de
Caixa negativo. Esse financiamento é considerado de curto prazo, uma vez que
estamos considerando as despesas operacionais e o planejamento financeiro em
curto prazo. Se o resultado encontrado for positivo, quer dizer que há excedente
de caixa. Esse orçamento de caixa possibilita uma visão da situação financeira da
empresa em curto prazo, pois irá informar se haverá saldo excedente ou um déficit
de caixa.

Por fim, a terceira ferramenta que usamos para elaborar o planejamento finan-
ceiro em curto prazo é a demonstração pró-forma, que tem por objetivo projetar
lucros e a posição financeira geral da empresa, em curto prazo. Para esse controle,
utilizamos as Demonstrações Financeiras do ano anterior e a projeção de vendas.
O Quadro 11 demonstra um exemplo de uma Demonstração pró-forma.

QUADRO 11 - EXEMPLO DE DEMONSTRAÇÃO PRÓ-FORMA

Demonstração do resultado pró-forma


Receita de Vendas R$ 135.000,00
Custo da Mercadoria Vendida R$ 108.000,00
Lucro Bruto R$ 27.000,00
Despesa Operacional R$ 13.500,00
Lucro Operacional R$ 13.500,00
Despesa Financeira R$ 1.350,00
Lucro Líquido antes do imposto de renda R$ 12.150,00
Imposto de Renda R$ 1.823,00
Lucro depois do imposto de renda R$ 10.327,00
Dividendos aos acionistas R$ 4.000,00
Lucros retidos R$ 6.327,00
Fonte: GITMAN, 2010, p.118

Podemos perceber que o item Receita de Vendas é o valor das vendas realizadas;
o Custo da Mercadoria Vendida é propriamente o custo que a mercadoria vendida
gerou. A diferença entre esses dois itens é o resultado do Lucro Bruto. Como foi

Auxiliar Administrativo
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demonstrado no quadro, todos os resultados são interligados uns aos outros, até
chegarmos ao valor final do Lucro retido.

Assim, percebemos que essa ferramenta oferece à área financeira uma visão mais
ampla e geral da situação financeira da empresa, em um determinado período. É
importante lembrar que todos os dados que utilizarmos para a elaboração de uma
das ferramentas que citamos devem considerar os mesmo períodos, para que as
informações sejam verídicas e sirvam de base para futuras tomadas de decisões.

1. Explique a importância do planejamento financeiro para as organizações.

2. Quais são as vantagens do uso do fluxo de caixa para o planejamento financei-


ro de uma organização?

3. Quais são as operações financeiras que afetam o fluxo de caixa, ou seja, que
provocam o aumento ou a diminuição do caixa de uma organização?

4. Cite e explique os diferentes tipos de fluxo de caixa.

5. Diferencie planejamento financeiro em longo prazo de planejamento financeiro


em curto prazo, explicitando as características e importância de cada um deles.

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Unidade 5
Processo de Compra e Vendas
Vamos tratar, nesta unidade, de duas importantes informações que compõem o
planejamento financeiro: o processo de compra e o processo de venda. O primeiro
processo diz respeito à compra de insumos e materiais que compõem a produção
e processos operacionais. Já o processo de venda se refere às etapas de vendas,
as quais começam desde a captação de clientes até a entrega do produto. Como
vimos na seção anterior, o planejamento da produção e o controle das vendas são
fundamentais para o planejamento financeiro de curto prazo.

Serão discutidas, também, as características e funções de cada processo dentro da


organização. Além disso, falaremos novamente sobre o planejamento financeiro
como plano estratégico de controle e desenvolvimento para a organização, o que
ele influencia, como se aplica e em que isso favorece a organização.

Processo de Compras
O processo de compras é a forma de manutenção do fluxo de chegada de matérias
-primas utilizadas no processo produtivo. É por meio desse processo que se tem o
controle da compra dos materiais necessários para a fabricação do produto final.

O processo de compras é coordenado pelo departamento ou setor de compras, e


este é responsável por conservar um número mínimo de matéria-prima para a pro-
dução em estoque, mantendo a produção sempre em funcionamento. Quando bem
estruturado, o departamento de compras também deve se envolver em todo o pro-
cesso produtivo, não apenas no abastecimento com matéria-prima, mas também
coletando dados sobre entregas dos produtos, quantidades de vendas e tempo de
produção. Podemos observar, então, que o departamento de compras está presen-
te em todo o processo de produção, prestando auxílio e contribuindo para que este
não seja interrompido, garantindo-se sempre o sucesso da empresa.

O processo de compras possui três funções principais: seleção de fornecedores;


avaliação e seleção de matérias-primas; interação com o departamento de produ-
ção. O primeiro, Seleção de Fornecedores, diz respeito à seleção mais correta de
fornecedores, que envolve desde a sua localização até alguns requisitos básicos
que devem ser pesquisados como:

• Confiabilidade: é preciso obter fornecedores confiáveis e que tenham uma


estrutura financeira sólida, com condições de garantir o fornecimento dos ma-
teriais.

• Localização: é recomendável que o fornecedor esteja localizado próximo à


organização. Isso facilitará na hora de transportar os materiais até a organi-
zação. Caso contrário, além de dificultar a entrega do material, o frete pode
acabar encarecendo a produção, tornando-a inviável.

• Negociação do preço: a negociação de preços com o fornecedor é muito impor-


tante, pois terá influência direta no valor do produto final. Então, se a matéria
-prima for cara, consequentemente o produto final também será encarecido.
No entanto, isso não significa necessariamente contratar o menor preço, mas
sim um preço que justifique a quantidade e qualidade do material ofertado.

Auxiliar Administrativo
53

• Capacidade de produção: é necessário obter um fornecedor que tenha condi-


ções de fornecer a matéria-prima exigida. Além disso, o material deve apre-
sentar as especificações de quantidade e qualidade que foram combinadas, e
a entrega deve ser feita dentro dos prazos estipulados pela organização.

A segunda função do departamento de compras é a Avaliação e seleção de maté-


rias-primas, que diz respeito ao atendimento às exigências e especificações para
a produção dos produtos. É importante oferecer ao cliente um produto de qualida-
de, fabricado com insumos adequados. Além disso, é indispensável que a seleção
de matérias-primas garanta um tempo de produção conforme a necessidade da
empresa e que atenda à demanda do mercado.

Outra função é a Interação com o departamento de produção, ou seja, o departa-


mento de compras deve entender que a manutenção da produção é o “coração” da
organização, por isso é vital que ela permaneça em contínuo funcionamento. Para
isso, o departamento de compras e o setor de estoque trabalham em conjunto. O
setor de estoque mantém uma lista atualizada de materiais utilizados para a pro-
dução e, quando preciso, encaminha ao departamento de compras um pedido de
compra dos materiais que estão em baixo nível ou em estoque insuficiente.

Observamos que, para o alcance dos objetivos, é necessário atentar para o tipo
de fornecedor a ser escolhido, a fim de se construir uma boa relação. Esta gera
confiabilidade que, por sua vez, resulta em uma maior chance de negócios futuros,
podendo ser o início de uma parceria sólida e duradoura, que beneficia a organização.

Vale lembrar que o departamento de compras é responsável por outras atividades,


além da compra de matéria-prima para a fabricação do produto final. É de sua
responsabilidade, também, a compra de quaisquer equipamentos que possam vir a
ser utilizados, desde aqueles referentes ao processo produtivo (maquinários, equi-
pamentos de segurança, uniformes e outros) até os produtos operacionais como,
por exemplo, materiais para escritório e limpeza.

Processo de Vendas
O processo de vendas é a forma como o produto final da organização será lançado
no mercado, ou seja, diz respeito ao modo como o produto será inserido no mer-
cado, após sua fabricação. O setor de vendas é o responsável pela organização e
execução do processo de vendas, sendo formado pela equipe de vendas, incluindo
desde os vendedores, nas lojas, até os atendentes de telemarketing, passando
também pelo atendimento da assistência técnica, que envolve, por exemplo, o
atendimento ao cliente, em casos de manutenção.

O processo de vendas é uma sequência de etapas que os vendedores seguem para realizar
as vendas. Para melhor entender esse processo, destacam-se seis tópicos, sendo eles:
pesquisa de campo; planejamento de vendas; apresentação do produto; abordagem do
vendedor; técnicas de vendas; atendimento pós-vendas, como veremos abaixo:

Pesquisa de campo

É feita uma pesquisa no mercado, a qual procura responder a algumas perguntas


importantes: Qual o tipo de consumidor para determinado tipo de produto?; Em

Pronatec
54

qual lugar resultaria maiores vendas?; Qual o melhor lugar para a instalação de um
ponto de venda ou uma loja?; Qual a melhor forma de se vender o produto para o
consumidor?; Qual a forma de transporte (em casos de vendas pela Internet)?; Que
tipo de propaganda melhor atenderia o público? Enfim, é a etapa na qual se obtém
o maior número de informações que possam contribuir para um maior número de
vendas.

Planejamento de vendas

A coleta de dados do produto é o momento de reunir todas as informações obtidas


na pesquisa de campo e decidir qual informação será utilizada para o processo
de vendas do produto. Monta-se, então, um plano estratégico de divulgação e
abordagem do produto no mercado, a fim de gerar impacto e atrair a atenção do
consumidor. Aqui, podemos destacar também a utilização da previsão de vendas,
que vimos na unidade anterior.

Apresentação do produto

A divulgação e a apresentação do produto no mercado geram impactos positivos e/


ou negativos para as vendas. A propaganda, por exemplo, é fator crucial e trará a
repercussão que o produto deve ter no mercado consumidor, mas é preciso saber
a forma como o produto deve ser divulgado. Para isso, é preciso utilizar-se das
informações da pesquisa de campo, que indicarão as melhores formas de atrair o
consumidor.

Abordagem do vendedor

O vendedor deve transmitir segurança e confiança quanto à qualidade do produto,


na hora da venda, e saber relacionar os benefícios do produto com as necessidades
do consumidor. Essa atitude gera uma satisfação para o cliente, que adquire um
produto de qualidade, e para o vendedor, que estabelece uma relação de confia-
bilidade com o cliente. Além disso, pode fazer com que o consumidor indique o
produto a outras pessoas – o conhecido marketing “boca a boca”.

Técnicas de vendas

As técnicas abordadas pelos vendedores, atualmente, são as mais variadas. Com os


diversos meios de comunicação e a popularização da internet, tem-se facilitado e
tornado ágil o processo de venda. Contudo, as vendas pessoais (entre o vendedor e
o consumidor) são ainda as mais eficazes e trazem maior conforto e satisfação para
o consumidor. Entre outros métodos, estão: vendas por telemarketing, vendas pela
internet e vendas por revistas e/ou catálogos.

Auxiliar Administrativo
55

Atendimento pós-vendas

Estão enganados aqueles que acham que a relação entre o vendedor e o consumi-
dor termina no ato da compra. Após o atendimento e dependendo do produto ofer-
tado, existem prestações de serviços a serem cumpridas, quais sejam: assegurar a
entrega dentro do prazo, instalação, acompanhamento ou manutenção, além de
lidar com possíveis reclamações e questões futuras.

Observando as etapas apresentadas, notamos uma busca pela satisfação do con-


sumidor com o produto e/ou serviços ofertados. Isso evidencia o quanto a imagem
do produto influencia nas vendas. Um método utilizado pelas organizações é o
chamado feedback, em que o consumidor avalia tanto o produto quanto o vende-
dor, e até mesmo a empresa. Assim, a organização consegue manter atualizados os
dados de mercado e, de acordo com as informações coletadas, reformular o plano
estratégico, fazendo as modificações necessárias.

A Relação Entre o Processo de Compra e Venda

Os processos de compra e venda são interdependentes, isto é, com os resultados


do processo de vendas, o processo de compras saberá o quanto produzir para suprir
a demanda. Essa relação é fundamental para manter equilibrados o número de
produção e o número de vendas do produto estimado. Assim, o equilíbrio entre os
processos garantirá e existência de produtos disponíveis para a venda.

Utilizando os dados da pesquisa de campo (exemplificado no tópico de processo de


vendas), a organização observará a demanda do produto para o mercado consumi-
dor e, a partir daí, estipulará uma quantidade de produção, visando suprir a neces-
sidade que o mercado exige, fato que está diretamente ligado à Previsão de Vendas
que já mencionamos. Dessa forma, a organização tem controle sobre a entrada e
saída de produtos e, caso seja conveniente, aumentará ou diminuirá a produção.

O vendedor deve ter conhecimento sobre o processo de compra de seus clientes


e deve procurar desenvolver métodos de trabalho, a fim de se ajustar às neces-
sidades da organização e melhorar seu desempenho como funcionário dentro da
organização.

Um planejamento financeiro bem estruturado contribui para uma organização de


fluxo econômico bem definido. Esse fluxo econômico influencia na distribuição de
capital entre os setores, podendo haver um investimento maior em um determi-
nado setor do que em outro. Assim, a distribuição de capital será equilibrada de
acordo com a demanda de custo de produção. Por exemplo, se o departamento
de compras precisar de mais investimento que o departamento de vendas, então
haverá um deslocamento de investimento, a fim de atender a essa demanda do
departamento de compras e vice-versa.

Uma organização é, então, uma estrutura em que todos os seus setores devem
trabalhar em conjunto e harmonia para alcançar o objetivo final, o lucro. E, para
alcançá-lo, é preciso estabelecer planos, metas e estipular condições para os inte-
grantes da organização. Estabelecendo a ordem, a gerência mantém o funcionamento
e determina a distribuição dos recursos a todos os setores aos quais demanda.

Pronatec
56

Sabemos que os departamentos de compras e vendas estão intimamente relaciona-


dos, mesmo estando cada um em um extremo do processo produtivo. Isso, devido
à relação de interdependência, baseada nos resultados tanto de produção quanto
de vendas, que afetará todo o sistema produtivo: o departamento de compras,
controlando a entrada de insumos para a produção, e o de vendas, cuidando da
saída do produto final. Ambos demandam investimentos bem estruturados e defi-
nidos, devido à sua responsabilidade de cumprir prazos de produção e entrega dos
produtos.

Por fim, pode-se afirmar que uma organização, por mais simples que seja, precisa
de um mínimo de ordem e estruturas básicas para o funcionamento, devendo as
áreas se inter-relacionar para o bom desempenho.

Planejamento Financeiro – Vendas

Toda organização precisa de um investimento financeiro inicial, a fim de colocar


em prática o projeto de produção e alcançar seu objetivo final, o lucro. Para isso,
cria-se o plano financeiro, um modo de estipular um determinado gasto para ini-
ciar a produção, como vimos na Unidade 4.

Planejar significa determinar um objetivo e traçar metas para alcançá-lo. O pla-


nejamento financeiro estabelece o modo pelo qual os objetivos financeiros podem
ser alcançados, ou seja, é uma forma estratégica de selecionar os pontos principais
que contribuirão para melhorar o desenvolvimento da organização. A estimativa de
tempo dos períodos serve para estabelecer metas de desenvolvimento da organiza-
ção, isto é, traçar um panorama sobre o patamar que se deseja que a organização
se encontre após determinado período de tempo.

O planejamento financeiro tem grande importância para a organização, pois con-


tribui para a distribuição dos recursos disponíveis e permite saber de que forma
cada um desses recursos está sendo aplicado em cada setor. Além disso, esse as-
sunto é de preocupação de muitos gestores, pois, como já mencionamos, ele per-
mitirá uma tomada de decisão mais coerente, a fim de se executarem as metas
anteriormente propostas para a abertura e continuidade da organização. É possível
estabelecer quais assuntos são de prioridade e quais assuntos podem ser adiados,
onde são necessários mais investimentos ou onde deve ocorrer redução ou corte
de gastos.

A primeira etapa para o planejamento financeiro é definir os objetivos da organi-


zação. Esses objetivos são definidos a partir do plano estratégico, que consiste na
elaboração da missão, visão e valores da organização. A missão é a razão de ser da
organização, o fim a que ela se destina, o que ela faz e de que forma faz. A visão
é a projeção futura da organização, onde ela pretende chegar e como pretende
fazê-lo. Já os valores são princípios que devem ser definidos pela organização e
seguidos por todos os integrantes.

Nesse aspecto, é preciso manter um controle sobre os setores, principalmente de


entrada de materiais e saída de produtos, da organização. Tal controle é impor-
tante, pois esses dados serão comparados com os resultados estipulados no plano
financeiro futuro. Dessa forma, é possível saber se a organização está indo bem ou
não. Caso a organização não esteja cumprindo com o objetivo proposto, é preciso
fazer um novo planejamento estratégico, adaptando-o ao contexto que melhor se
encaixa na organização.

Auxiliar Administrativo
57

Listamos, abaixo, algumas ferramentas simples, de controle, que servem para au-
xiliar a área financeira no seu dia a dia:

Livro Caixa

A forma de organizar e controlar os setores e a entrada e saída de dinheiro são


feitas por meio da utilização de um livro caixa. O livro caixa pode ser feito em um
caderno (que possui esse nome e pode ser encontrado em qualquer papelaria) ou
em uma planilha no computador. Ele deve conter todas as transações efetuadas
dentro da empresa, pagamento de fornecedores, recebimento de clientes, paga-
mento de salários, pagamento de impostos, contas e outras despesas identificadas.
As anotações devem, preferencialmente, ser diárias para se manterem sempre
atualizadas. Para melhor entender como são feitas essas anotações, segue um
exemplo prático de livro caixa. Imagine que um assistente financeiro pague um de
seus fornecedores hoje. A transação será anotada na data de hoje como uma saída
do livro de caixa e será subtraída do saldo anterior. Se, nesse dia, houver algum
recebimento de contas de clientes, vendas à vista ou a prazo, essa anotação será
na parte de entrada do livro caixa, somada à quantia anterior.

Fluxo de Caixa

A forma de organizar e controlar o funcionamento da organização é por meio do


Fluxo de Caixa. Vimos na unidade anterior que se trata de uma ferramenta muito
importante para o gestor financeiro. Essa ferramenta permite-lhe evidenciar as
despesas futuras antecipadamente, diferentemente do que ocorre com o livro cai-
xa. Dessa forma, é possível destacar as despesas mais urgentes e que devem ser
priorizadas.

Separação entre finanças organizacionais e pessoais

É preciso saber separar as finanças empresariais das finanças pessoais. As finanças


da organização são as despesas com a própria organização como, por exemplo,
água, luz, fornecedores, salários, impostos e contribuições. Já as finanças pessoais
são os gastos individuais de cada um, tais como: aluguel, alimentação, transporte,
entre outros. O dinheiro da empresa só passa a ser pessoal quando é retirado do
caixa da empresa e é transferido para a conta do indivíduo, ou seja, só passará a
ser pessoal quando ocorrer um pagamento dos salários dos funcionários, por exem-
plo. Além disso, os valores dos salários devem ser decididos previamente pelos
sócios, tornando-se uma despesa fixa da empresa.

Lucro Líquido

O lucro líquido é o rendimento final da organização, após serem quitadas todas as


despesas, ou seja, é a diferença entre todo o dinheiro que a organização recebe
(por meio das vendas ou por meio de investimento dos sócios) e o pagamento de
despesas. Feito isso, o resultado será o lucro líquido.

Pronatec
58

1. Descreva o que são Processo de Compras e Processo de Vendas, apresentando


as características que você considera mais importantes. Apresente, para cada
um deles, um exemplo.

2. Sobre o Processo de Compras, apresente as características necessárias, que


devem ser observadas na hora de selecionar um bom fornecedor.

3. Relacione o Processo de Compras e de Vendas, apresentando as suas semelhan-


ças e as suas diferenças.

4. Explique por que o Planejamento Estratégico é tão importante para o Processo


de Vendas. Apresente características que fundamentem a sua resposta.

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Unidade 6
Noções Básicas de Administração Financeira
O termo finanças diz respeito à ciência de administrar o dinheiro, ao processo de
gerenciar os recursos financeiros, às instituições financeiras, aos mercados e à tro-
ca de dinheiro entre as pessoas e organizações. Estudar finanças envolve conhecer
sobre, entre outras, três áreas básicas inter-relacionadas, que são:

• Mercado monetário e de capitais, que visam ao conhecimento das variáveis


da macroeconomia, ou seja, correspondem aos fatores da economia como um
todo. Por exemplo: taxa de câmbio, estudo da demanda e da oferta, entre
outros.

• Investimentos, que envolvem as decisões das empresas e dos indivíduos em


investir em determinado período.

• Administração financeira de uma empresa, que envolve a empresa como um


todo: as decisões a serem tomadas, o mercado de atuação, as oportunidades e
o conhecimento da própria situação financeira da organização.

Essa unidade dará ênfase na área da Administração Financeira Empresarial, abor-


dando suas características, suas funções, a importância da administração financei-
ra dentro de uma empresa e algumas variáveis que devem ser consideradas para o
bom desempenho da organização.

Conceituando
Administrar é o processo de tomar decisões importantes que visam à utilização dos
recursos de forma otimizada. Desse modo, administrar uma empresa envolve cin-
co principais etapas: planejamento, organização, comando, execução e controle.
Todas essas etapas devem ser realizadas em todas as áreas da empresa, para que
a organização seja vista como um sistema integrado. As principais áreas funcionais
da administração são: finanças, produção, marketing e recursos humanos. Nesse
estudo, daremos ênfase na Administração Financeira de uma empresa.

A Administração Financeira envolve decisões importantes para o crescimento e


contínuo desenvolvimento de uma organização. Essa área irá determinar onde,
quando e quanto investir; quais as oportunidades existentes para expansão da
organização; decisões sobre créditos e financiamentos; como utilizar os recursos
financeiros no dia a dia da organização. Por se tratar de um assunto muito impor-
tante e que envolve recursos financeiros, o administrador financeiro é uma das
figuras centrais da organização, uma vez que é responsável pela saúde financeira
e pelo futuro da empresa.

O financiamento é o ato ou efeito de fornecer o capital necessário às despe-


sas de um empreendimento.

Pronatec
60

Saúde financeira é o termo utilizado para determinar a situação financeira,


seja de uma empresa ou de uma pessoa. É feita a partir da subtração dos
rendimentos pelas despesas, obtendo-se, assim, o lucro líquido.

Com o rápido crescimento das empresas e o acelerado mercado competitivo, atu-


almente, o administrador financeiro é um dos pontos-chave para a elaboração de
estratégias, gerenciamento de caixas e importantes decisões empresariais. Vamos,
neste momento, conhecer um pouco mais sobre o tamanho das organizações, as
principais formas jurídicas e entender o papel do administrador financeiro nas
organizações.

Formas Jurídicas de Empresas


A forma jurídica da empresa é o seu regime jurídico, ou seja, é a relação da em-
presa formalizada com a fiscalização que lhe será aplicada. Sua natureza jurídica
irá determinar suas obrigações e deveres para com os órgãos públicos. Existem
organizações com fins lucrativos e organizações sem fins lucrativos, mas, para o
nosso estudo, abordaremos algumas das organizações com fins lucrativos. Há três
importantes formas jurídicas de organizações empresariais: empresa individual,
sociedade e sociedade anônima.

A primeira, Empresa Individual, refere-se à empresa de um indivíduo, ou seja,


apenas uma pessoa inicia o negócio. Embora seja constituída por apenas uma pes-
soa, essa empresa também precisa estar em dia com suas obrigações e deveres.
Como vantagens dessa natureza jurídica, podemos citar o baixo custo para formar
essa empresa e os poucos regulamentos governamentais que incidem sobre ela.
Entretanto, por se tratar de uma única pessoa, a aquisição de financiamentos e
linhas de crédito se torna mais difícil. Como uma desvantagem, também citamos
a responsabilidade, que incide somente sobre a pessoa que criou a empresa, ou
seja, o proprietário é inteiramente responsável pelas dívidas contraídas durante o
exercício da atividade empresarial.

O segundo regime jurídico citado é a Sociedade, conhecida também como Part-


nership. Refere-se a uma empresa constituída por duas ou mais pessoas que tem
por objetivo a obtenção de lucros, sendo regidas por um documento denominado
contrato social. Diferentemente da Empresa Individual, esse regime possui maio-
res linhas de crédito e financiamento e o seu poder de endividamento pode ser
distribuído entre os sócios. Além disso, a grande maioria dessas sociedades possui
maiores habilidades e conhecimentos de gestão.

Por fim, temos a Sociedade por Cotas, ou Sociedades por Ações, cujo capital não
é destinado a somente uma pessoa específica. Os proprietários de uma Sociedade
por Cotas são conhecidos como acionistas, e seus direitos são conhecidos como
ações. O regimente jurídico dessa sociedade é denominado Estatuto Social e sua
administração é exercida por meio de Conselho de Administração, formado por
profissionais externos e/ou internos, os quais são eleitos por meio de votação dos
acionistas. A Figura 24 demonstra um organograma simples de uma Sociedade por

Auxiliar Administrativo
61

Ações, em que procuramos identificar somente quem realiza atividade financeira,


não abordando, aqui, as atividades de cada área.

Organograma: representação gráfica da estrutura hierárquica de uma empresa.

O Organograma é a representação gráfica da estrutura hierárquica de uma empresa.

Figura 23: Modelo de organograma de Sociedade por ações.


Fonte: Adaptado de GITMAN, 2010,p. 6.

Assim, percebemos que, em cada uma dessas naturezas jurídicas citadas, o admi-
nistrador financeiro deve se posicionar de forma específica. Por exemplo, no pri-
meiro caso, o da Empresa Individual, o proprietário é o responsável pelas decisões
de suas empresas e, geralmente, é ele quem controla o financeiro da empresa. No
segundo tipo, por se tratar de uma empresa um pouco maior, pode-se contratar
profissionais para cada área da empresa, inclusive a financeira. Já na Sociedade
por Cotas, a administração é realizada por meio de um Conselho de Administra-
ção, ligado diretamente ao Vice-presidente de Finanças, que possui colaboradores
diferenciados: Tesoureiro e Controle, e cada um deles desempenha atividades es-
pecíficas.

Pronatec
62

Decisões da Administração Financeira


Uma das mais importantes decisões da área financeira diz respeito ao investimen-
to da empresa. O Orçamento de Capital refere-se exatamente a essa questão:
o processo de planejamento e gestão dos investimentos em longo prazo. Nesse
processo, a área financeira é responsável pela identificação de oportunidades de
investimento, a mensuração do retorno esperado e a análise de risco envolvido
nesse investimento.

Outra decisão da administração financeira refere-se à Estrutura de Capital, ou


seja, a forma adotada pela empresa para obtenção de recursos financeiros, a fim
de sustentar seus investimentos. Uma combinação encontrada nesse item é a utili-
zação de recursos financeiros de terceiros (ou capital de terceiros) que financiem
seus investimentos em longo prazo. Nesse momento, o administrador financeiro
deve se preocupar com duas importantes questões: quanto de recurso financeiro
deve ser solicitado? Quais as formas que irão gerar menos custos para a empresa e
quais financiamentos oferecem menos juros?

E, por fim, temos a Administração do Capital de Giro, que diz respeito aos ativos
da empresa em curto prazo. Essa administração torna-se uma ferramenta diária
de controle e monitoramento dos seus recursos, assegurando que a organização
possua recursos suficientes para cumprir suas obrigações, evitando desembolsos
desnecessários.

O capital de giro é um conjunto de investimentos financeiros (em dinheiro


e/ou bens materiais) para manutenção das atividades de um empreendimento.

Um ativo de curto prazo é uma quantidade de dinheiro, saldo bancário ou


bens materiais, pertencentes a uma organização e que podem ser converti-
dos em dinheiro imediatamente.

Importância e Atividades da Administração Financeira


na Organização
A gestão financeira de uma organização envolve ações e processos relacionados
ao planejamento financeiro da empresa, ao controle dos recursos financeiros e ao
monitoramento de atividades financeiras rotineiras da empresa, garantindo que
ela esteja em dia com suas obrigações e apta a realizar novos investimentos. Sen-
do assim, atividades não estão presentes somente em grandes empresas, mas é
importante que essa gestão esteja presente também nas pequenas organizações.
Embora ainda seja pouco explorada pelas pequenas e médias empresas, a gestão
financeira, para essas empresas, torna-se uma atividade muito importante, uma
vez que, por meio da análise financeira, essas empresas conseguirão permanecer
no mercado, procurando seu crescimento.

Auxiliar Administrativo
63

Além de analisar a atual situação financeira da organização, a gestão de recursos


financeiros também permite a identificação de oportunidades do mercado de atu-
ação das organizações. Essa identificação permite à empresa planejar o seu futuro
financeiro, para a otimização dos resultados.

A ausência de uma boa gestão financeira pode tornar-se fatal para a organiza-
ção, causando sérios prejuízos que podem levar a organização à falência. Essa
má gestão pode ocasionar um falso cenário econômico e financeiro da empresa,
em que as informações presentes dentro da organização podem estar incorretas e
não compatíveis com a realidade vivida. Dessa forma, ao acreditar em um cenário
ilusório, a empresa poderá se comprometer financeiramente com investimentos e
não conseguir cumprir com suas obrigações.

Outro fator que pode ser consequência da má gestão financeira é o cálculo errôneo
do preço de vendas de seus produtos e/ou serviços, por não se conhecer devida-
mente as despesas e os custos da organização. Concomitantemente, tem-se como
falta de informações sobre a lucratividade da empresa: desconhecer se a empresa
está obtendo lucro em suas atividades, impactando diretamente a sua situação
financeira e disponibilidade de caixa, o que impossibilita o seu crescimento.

Assim, percebemos que a gestão financeira de uma organização se posiciona como


um fator vital para a sua permanência no mercado. Será por meio do planejamen-
to realizado que a empresa entenderá sua situação e terá uma previsão de como
estará no futuro. Dessa forma, podemos citar as principais funções realizadas pela
área financeira de uma organização: o planejamento financeiro; decisões sobre fi-
nanciamentos e investimentos; coordenação e controle financeiro da organização.

O Planejamento Financeiro deve ser realizado para que o gestor compreenda a


situação da empresa e obtenha informações que suportem decisões estratégicas fu-
turas. É por meio do planejamento financeiro que a organização elabora planos que
moldarão o seu futuro, traçando metas e objetivos para que os resultados esperados e
planejados sejam alcançados. Na Unidade 6 aprofundaremos esse assunto.

As Decisões sobre Financiamentos e Investimentos também são atividades de-


senvolvidas pela área financeira. Por meio de relatórios, dados e informações,
a equipe financeira compreenderá a real situação da empresa e, assim, poderá
determinar quais as oportunidades de investimentos existentes. Além disso, as in-
formações financeiras, tanto da organização quanto da macroeconomia, irão em-
basar as decisões de financiamento, ou seja, decisões de aquisição de recursos fi-
nanceiros. Quando falamos em financiamento, pensamos em aquisição de recursos
para quitação de dívidas, mas não podemos nos prender somente a essa situação.
É comum as empresas realizarem financiamentos, também, para expansão do seu
mercado e aquisição de materiais para produção, por exemplo.

Por fim, podemos citar a função de Coordenação e Controle, que tem por obje-
tivo garantir que a empresa esteja executando suas funções de forma eficiente
e eficaz. Considera-se importante que a área financeira esteja em sintonia com
as demais áreas da empresa, uma vez que todas as decisões podem ter impacto
financeiro sobre a organização.

Portanto, a administração financeira posiciona-se como uma importante área da


organização, dando suporte às importantes decisões de crescimento e desenvolvi-
mento. A equipe financeira deve estar apta a recolher informações verídicas que
deem suporte para a elaboração de relatórios importantes, utilizados tanto no dia
a dia da organização quanto nas tomadas de decisões mais amplas.

Pronatec
64

Conceitos Financeiros Fundamentais


Para compreendermos como a administração financeira é realizada dentro de uma
organização, precisamos entender alguns conceitos fundamentos que são usados
ao longo da atividade financeira, tanto de uma empresa como em situações pesso-
ais. Você já deve ter ouvido falar em juros, ao efetuar uma compra a prazo, ou até
mesmo já deve ter recebido um desconto pelo pagamento antecipado de parcelas
ou pagamentos à vista.

Essas práticas são típicas da área financeira e nos influenciam no dia a dia. Vamos
trabalhar alguns desses conceitos, tais como: taxa de juros; tipos de juros (juros
simples e compostos). E, ainda, entender a variação do valor do dinheiro, ao longo
do tempo.

Taxa de Juros
O termo taxa de juros, ou retorno requerido, representa o custo do dinheiro em
um determinado tempo. Esse retorno esperado refere-se ao valor adicional de um
empréstimo que um ofertante realiza para um requerente, em um determinado
período. Em outras palavras, dizemos que o custo do capital emprestado é a taxa
de juros.

Entretanto há alguns determinantes que influenciam essa taxa de juros, podendo


ser citados: a inflação; a Política Monetária e a quantidade de moeda no mercado;
o risco. Inflação é o aumento dos preços, sendo medida a partir da média de cres-
cimento dos preços de um conjunto de bens ou serviços, ou seja, quanto maior a
taxa de inflação, maior será a taxa de juros.

Outro fator que influencia a taxa de juros é a Política Monetária, que é a atuação
de autoridades do sistema financeiro sobre a quantidade de moeda em circulação.
A política monetária utilizada pelo Banco Central permite o controle de suas taxas
de referências (por exemplo, a Taxa Selic), o que impacta a taxa de juros. Da mes-
ma forma, a quantidade de moeda em circulação é um dos fatores que determinam
o preço, ou seja, quanto maior a procura pelo recurso financeiro, maior será a taxa
de juros imposta.

Já o risco, é a probabilidade de incerteza, ou seja, a probabilidade da obrigação


adquirida não ser cumprida, ou a incerteza de não se ter o retorno esperado. Como
exemplos de riscos, temos: o risco de crédito, que é exatamente a incerteza do
pagamento do recurso financeiro adquirido. Temos, também, o risco de mercado,
que é a probabilidade de mudanças do mercado, o que influencia o retorno espe-
rado. Outro risco importante para as empresas é o risco de liquidez, que se refere
à incerteza de possuir recursos financeiros disponíveis para o pagamento de suas
obrigações.

Assim, vimos que as taxas de juros são influenciadas por alguns fatores muito im-
portantes, e que elas se modificam de acordo com o mercado, com o risco que o
empréstimo oferece e, ainda, pela oferta e demanda de recursos financeiros. En-
tretanto, é necessário entender algumas nomenclaturas de taxas de juros que são
utilizadas em situações distintas. Podemos citar a taxa Selic, já mencionada; taxa
de juros ativa e passiva; taxa de juros nominal e real. A Taxa Selic é a taxa básica
de referência utilizada pelos bancos, criada pelo Banco Central. É por meio dessa
taxa que os bancos definem a remuneração de algumas aplicações. Além disso,

Auxiliar Administrativo
65

essa taxa é utilizada como referência para a aplicação de juros em financiamentos


e empréstimos.

Agora que já entendemos alguns fatores que influenciam a taxa de juros, vamos
compreender algumas terminologias importantes, tais como: taxa de juros ativa
e passiva; taxa de juros real e nominal. A taxa de juros ativa é o valor pago pelo
indivíduo que solicita recursos financeiros às Instituições Financeiras, ou seja, o
valor cobrado pelas Instituições Financeiras das quais se solicita crédito. Já a taxa
de juros passiva é o valor pago pelas Instituições Financeiras aos seus clientes, ao
utilizar o recurso financeiro disponível em conta.

Outro termo é a taxa de juros real, que se refere ao valor cobrado, independen-
temente do período de utilização dos recursos requeridos, não sendo influenciado
pela inflação. O termo taxa de juros nominal é a taxa propriamente dita, que é
cobrada pelo ofertante do empréstimo. Para a cobrança dessa taxa de juros, é
considerada a inflação, o risco e o período de utilização do recurso financeiro.

Agora que já sabemos a definição de taxa de juros, vamos compreender o valor do


dinheiro no tempo e como são utilizados os juros no nosso cotidiano.

Juros Simples e Composto


Como falamos, a taxa de juros é o valor pago pela utilização de determinado
capital por um período. Assim, existem duas formas de se calcular esse juros:
Juros Simples e os Juros Compostos. Os juros simples são os valores que incidem
somente sobre o capital inicial, ou seja, não são contados juros sobre os valores
acumulados.

Para entendemos como acontece a incidência de juros, vamos utilizar uma ferra-
menta simples, mas muito útil para essa análise: Linha do Tempo. Vamos utilizar
esse recurso também durante a próxima seção, onde explicaremos mais claramen-
te sobre os valores positivos e negativos. Para entendermos os juros, precisamos
somente compreender como se realiza o seu cálculo e em qual tempo. Vejamos a
Linha do Tempo representada na Figura 25, na qual os números superiores se refe-
rem aos períodos (tempos), sendo o valor no tempo Zero o desembolso.

Figura 24: Linha do tempo – Juros Simples


Fonte: Adaptado de WESTON; BRIGHAN, 200, p.202.

Podemos perceber que o valor dos juros durante o período demonstrado foi calcu-
lado sobre o valor inicial, e que esse valor dos juros sempre será fixo, ou seja, o
valor dos juros será o mesmo para todos os períodos.

Por outro lado, temos os Juros Compostos, que são valores adicionais calculados
sobre cada uma das parcelas, tornando-se acumulativos. A cada parcela, irá incidir
o valor dos juros calculados sobre a parcela anterior. Vejamos a Linha do Tempo
da Figura 26.

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Figura 25: Linha do Tempo - Juros Compostos.


Fonte: Adaptado de WESTON; BRIGHAN, 200, p.203.

Percebemos que, no tempo Um, o valor dos juros foi calculado sobre o valor inicial,
de $100. Para o período seguinte, considerou-se como valor base para o cálculo
o valor da parcela anterior, ou seja, o valor da parcela do tempo Um e, assim,
sucessivamente.

Em todos os exemplos de Linha do Tempo que utilizamos até aqui, observe que a
taxa era correspondente ao período que se pretendia calcular. Isso quer dizer que a
taxa dos exemplos foi dada de acordo com o período em que estávamos estudando,
ou seja, se estávamos falando em meses, as taxas que usamos também estavam
escritas em meses como, por exemplo: 5% ao mês; 10% ao mês.

É imprescindível que essa taxa esteja vinculada ao período que se quer calcular.
Não podemos calcular a incidência de juros durante 3 meses, se a taxa estabeleci-
da está em anos. Para isso, utilizamos a equivalência de taxa, que é o processo de
transformar a taxa que é estabelecida em taxa do período que você deseja.

Quando utilizamos a taxa de juros simples, essa equivalência é realizada de forma


bem simples, dividindo-se a taxa que você quer pela taxa que você tem. Por exem-
plo, se uma taxa está em ano e você precisa dela em meses, você precisa somente
dividir o seu valor por 12 (pois o ano tem 12 meses). O resultado equivale ao valor
da taxa mensal. Vejamos o exemplo:

Você tem uma taxa de 24% ao ano e precisa saber qual é o valor da taxa em meses.
Vejamos:

Assim, o valor obtido quer dizer que a taxa é de 2% o mês. Essa facilidade é resul-
tado do modo como as taxas de juros simples são calculadas, ou seja, o seu valor
de cálculo é sempre o valor inicial.

Entretanto, para a transformação de taxas de juros compostos, utilizamos a fór-


mula abaixo:

Assim, para o (1 + i) será usado o valor da taxa que lhe foi estabelecida. Por exem-
plo, suponhamos que você necessite transformar uma taxa que está em ano para
uma taxa em meses, e o valor que lhe foi estabelecido é de 5% ao ano.

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Isso quer dizer que eu quero transformar uma taxa que está em 12 meses (ou um
ano) em uma taxa para um mês.

Valor do Dinheiro no Tempo


Como já mencionamos, é uma atividade da gestão financeira de uma organização
identificar as oportunidades de mercado e analisar se essas oportunidades serão
rentáveis ou não para a empresa. Dessa forma, precisamos entender o valor dessa
oportunidade ao longo do tempo, ou seja, o valor do dinheiro, hoje, não será o
mesmo em uma data posterior. Essa oscilação de período recebe o nome de Valor
Presente e Valor Futuro, respectivamente, e são esses dois conceitos que auxilia-
rão a área financeira ao optar por determinada oportunidade.

Um importante item para a análise do valor do dinheiro no tempo, que já mencio-


namos, é a Linha do Tempo, que representará os fluxos de caixa em determinados
períodos. Você se lembra do Fluxo de Caixa? Fluxo de caixa refere-se ao montante
de dinheiro que é recebido pela empresa para o pagamento de obrigações, em
um determinado período. Assim, o fluxo de caixa é marcado pela saída e entrada
de uma série de valores. Entender o valor do dinheiro no tempo torna-se uma
ferramenta de análise e de gestão, pois, a partir da apresentação da mudança de
valores, a empresa consegue se organizar de forma programada para a liquidação
de valores abertos, e até mesmo decidir sobre as formas de investimento e finan-
ciamento.

Retomando a Linha do Tempo, esta é utilizada para determinar os fluxos de caixa


em um determinado período, sendo representada por uma linha horizontal na qual
o montante inicial está no começo da linha, na parte esquerda, e os fluxos são
representados, ao longo da linha, na direção da esquerda para a direita. Como
já falamos, o fluxo de caixa é composto por entradas e saídas e, dessa forma, os
valores positivos são escritos na parte de cima da linha e os valores negativos, na
parte inferior. A Figura 26 demonstra isso claramente.

Figura 26: Saldos na Linha do Tempo.


Fonte: Elaborado pelo autor.

Como observado na figura, a reta é marcada por números que indicam o tempo, ou
seja, o período. E o primeiro marco é o período Zero, que determina o dia de hoje;
o número Um indica um período após o tempo Zero; o período Dois indica dois
períodos após o período Zero e, assim, sucessivamente. Como falamos, o dinheiro
muda o seu valor ao longo do tempo, por meio da prática dos juros. Observe agora
a figura abaixo.

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Figura 27: Valor do Dinheiro no tempo.


Fonte: Elaborado pelo autor, 2014.

Observamos que, no tempo Zero, houve uma saída de $100 e que há incidência de
taxa entre cada um dos períodos e, no final do período Três, esse valor terá uma
variação de acordo com a taxa indicada. Observe que o exemplo utilizou a meto-
dologia de juros compostos, a qual vimos anteriormente.

Assim, entendemos o objetivo da Linha do Tempo e como compreender a mudança


de valor do dinheiro no tempo. Ao se criar uma linha do tempo, há a possibilidade
de análise dos períodos e dos valores do fluxo de caixa. Agora, vamos entender o
que é Valor Presente e Valor Futuro.

Hoje, se você tivesse em mãos $1000,00, ele valeria mais, se comparado com o
seu valor no futuro. Isso acontece porque esse valor de $1000,00, hoje, poderia
ser investido e você poderia ganhar valores adicionais (juros) com esse capital.
A mudança de tempo, de hoje (Valor Presente) para um período seguinte (Valor
Futuro) recebe o nome de capitalização. Para calcular o valor futuro, utilizamos a
seguinte fórmula:

O Valor Futuro descrito na fórmula é o valor do dinheiro, no período posterior ao de


hoje; o Valor Presente é o valor que temos em mãos, hoje; e quer dizer o
valor dos juros, de acordo com o tempo que existe entre o tempo Hoje e o tempo
Futuro. Para entendermos quanto o dinheiro valeria, no futuro, vamos utilizar o
seguinte exemplo:

Imagine que hoje você tenha $100 e irá depositá-los em uma conta bancária que
lhe pagará 5% ao ano. Lembre-se de que esse juro é referente ao custo do capital,
visto anteriormente, ou seja, a Instituição Bancária lhe pagará um valor adicional
por utilizar o recurso financeiro que você depositou. Ao depositá-lo você preten-
de, agora, saber quanto ele valerá daqui a 5 anos, na conta bancária.

Vamos utilizar a fórmula:

onde,

Valor Futuro é o que queremos saber = X

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Valor Presente é $100

1+ é o Juros = 5% de taxa de juros e n = 5 anos, ou seja, 1+

Extraia a porcentagem do número, ou seja, 5% dividido por 100 = 0,05.

Lembre-se de que, aqui, estamos considerando a incidência de juros compostos


sobre o valor inicial. Para ficar mais claro, vamos entender o valor futuro na Linha
do Tempo, apresentada na Figura 28.

Figura 28: Exemplo de capitalização.


Fonte: Adaptado de WESTON; BRIGHAN, 200, p.203

Agora, vimos que Capitalização é a valorização do dinheiro, no futuro, e que tam-


bém pode ser considerada como uma aplicação, ou seja, ao considerar o seu di-
nheiro, desde o período Zero até o valor N, no futuro, houve uma valorização.

Entretanto, podemos fazer o cálculo inverso, ou seja, saber quanto o dinheiro de


Hoje estava valendo em períodos anteriores. Esse processo denomina-se descapi-
talização, ou seja, é a desvalorização do dinheiro, em um determinado período,
considerando todas as séries do fluxo de caixa. Para calcularmos o Valor Presente,
utilizamos a seguinte expressão:

Valor Presente = Valor Futuro/ onde,

O Valor Presente, descrito na fórmula, é o valor do dinheiro no período atual; o


Valor Futuro é o valor do dinheiro em períodos seguintes; e quer dizer o
valor dos juros, de acordo com o tempo que existe entre o tempo Hoje e o tempo
Futuro descontado, ou seja, descapitalizado. Para entendermos quanto o dinheiro
valeria, no futuro, vamos utilizar o seguinte exemplo:

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Imagine que a empresa tenha um crédito a receber de $1000, com vencimento


para 3 meses. Entretanto, a empresa desejar obter esse crédito antecipadamente.
O valor cobrado pela Instituição Bancária será de 5% ao mês. Se a empresa optar pela
retirada antecipada do crédito, qual será o valor, hoje, a ser recebido por ela?

Valor Presente = Valor Futuro/ onde,

Valor Presente é o que queremos saber = X

Valor Futuro é o valor que temos = $1000

O i da nossa fórmula é a taxa de juros = 5% ao mês

E n é o período entre a data futura e a data de hoje = 3 meses

Por meio desse exemplo, podemos perceber como o dinheiro tem o seu valor alte-
rado ao longo do tempo. Essas análises são muito importantes para a área finan-
ceira de uma empresa, uma vez que, por meio desses cálculos, os gestores obtêm
informação acerca do custo de capital de um investimento, ou até mesmo levam a
empresa a obter financiamentos.

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1. Cite as decisões de uma empresa, as quais estão relacionadas à sua administra-


ção financeira. Explique a forma de atuação da área financeira em cada uma
dessas decisões.

2. Explique a importância da gestão dos recursos financeiros dentro de uma or-


ganização.

3. João pretende depositar certa quantia de dinheiro em sua poupança bancária.


Entretanto, ele só realizará tal operação, caso o retorno desse investimento
seja de pelo menos $1000 por ano. Sabendo que o valor que João está disposto
a depositar é de $18.000 e que a taxa de juros compostos, praticada pelo ban-
co, é de 0,5% ao mês, determine se João deve ou não realizar o investimento.

4. Ao comprar uma mercadoria, o cliente de uma loja divide o valor a ser pago
em 5 prestações iguais de $500, já incluídos os juros. Entretanto, ao pagar a
quarta parcela, o cliente decide quitar também a quinta parcela. Sabendo
que os juros praticados pela loja são de 5% ao mês, calcule o valor total que o
cliente pagará pela mercadoria.

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Conclusão
Caro aluno, chegamos ao fim de nosso curso. Esperamos que as informações e os
conhecimentos transmitidos e adquiridos ao longo dessas aulas tenham influencia-
do de forma positiva a sua formação como Auxiliar Financeiro. Ressaltamos que é
importante serem buscadas sempre outras fontes de informação como forma de
ampliar seus conhecimentos e a sua capacidade de argumentação, mantendo-se
sempre atualizado em relação aos assuntos tratados ao longo do curso. Por fim,
desejamos a você muito sucesso em sua trajetória profissional. Um forte abraço!

Auxiliar Administrativo
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Contábeis/UFSC, 2009. 140 p.

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