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PERSONALIDADE

PSICOLOGIA APLICADA AO DIREITO


Profa Cléo Coutinho
OBJETIVOS
• Compreender o conceito de
personalidade e sua abrangência na
Psicologia;

• Descrever os determinantes da formação


da personalidade;

• Reconhecer os fundamentos da teoria do


desenvolvimento psicossocial.

cleo@live.estacio.br
VARIÁVEIS DO NÍVEL INDIVIDUAL

CARACTERÍSTICAS
BIOGRÁFICAS

TEMPO DE
GÊNERO IDADE ESTADO CIVIL
Estudo/Serviço

(ROBBINS, 1999)
VARIÁVEIS DO NÍVEL INDIVIDUAL

HABILIDADES

INTELECTUAIS FÍSICAS

(ROBBINS, 1999)
VARIÁVEIS DO NÍVEL INDIVIDUAL

PERSONALIDADE
FATORES
DETERMINANTES

HEREDITÁRIOS AMBIENTAIS SITUACIONAIS

(ROBBINS, 1999)
PERSONALIDADE
• Surgiu por volta do
séc XIX.

• Latim = (persona,
máscara) para
designar as
qualificações
inatas de uma
pessoa.

Fonte: rakbruword.blogspot.com
PERSONALIDADE
• Etimologicamente, o termo PERSONALIDADE origina-
se no teatro romano, quando os atores representavam
de máscara. Nesta máscara havia um buraco no lugar
da boca, por onde passava a voz, chamado PER
SONARE, para sair o som. Com o uso, a máscara
inteira passou a chamar-se PERSONA e, por extensão,
como o ator se identificava com o papel representado
pela máscara, passou, ele mesmo, a chamar-se
PERSONA, deixando, assim, o termo PERSONA de
simbolizar a máscara para ser atribuído ao próprio ator
ou à pessoa que representava de máscara.
(BERGAMINI, 2005 )
PERSONALIDADE

É um termo que apresenta


muitas variações de
significado. Em geral,
representa uma noção de
unidade integrativa do ser
humano, pressupondo uma
ideia de totalidade.
Fonte: youtp.blogspot.com

cleo@live.estacio.br
PERSONALIDADE – SENSO COMUM

• É a referência a um atributo ou característica da pessoa que


causa impressão nos outros.

• É usada para se referir à capacidade de rápidas tomadas de


decisão, para se referir a uma característica marcante da pessoa,
como timidez ou extroversão por exemplo, ou ainda para se referir
a alguém importante ou ilustre: “UMA PERSONALIDADE”.

• Aparência externa.

• Impressão que cada um causa nos outros.

• É uma variável individual que cada pessoa possui.

• Inclui as interações dos estados de ânimo do indivíduo, suas


atitudes, motivos e métodos.
PERSONALIDADE
Globalidade – elementos inatos, adquiridos, orgânicos e sociais estão
incluídos no conceito de personalidade.
Social – as características da personalidade se manifestam e se
desenvolvem em situações sociais; também consiste nos hábitos e
características adquiridas em resultado das interações sociais, que
promovem o ajustamento do indivíduo ao meio social.
Dinamicidade – é um conceito dinâmico; os vários elementos
interagem combinando-se e produzindo novos e originais efeitos; é o
que organiza, integra e harmoniza todas as formas de comportamento
e características do indivíduo; é capaz de receber novas influências e
adaptar-se a novas circunstâncias.
Individualidade – é sempre uma realidade individual que marca e
distingue um ser do outro; há sempre uma dimensão peculiar e única;
cada um de nós é único no mundo; é o conjunto de todos os aspectos
próprios do indivíduo pelos quais ele se distingue dos outros.
PERSONALIDADE
“É a organização dinâmica interna daqueles sistemas psicológicos do
indivíduo que determinam o seu ajuste individual ao ambiente.”

DETERMINANTES DA PERSONALIDADE:
HEREDITARIEDADE: fatores determinados na concepção como
estatura, força, flexibilidade muscular, ritmos biológicos. Baseado no
estudo comportamental de crianças pequenas e com gêmeos separados
no nascimento.

AMBIENTE: cultura, normas familiares, valores. Ajuste às exigências do


ambiente.

SITUAÇÃO: variações nas situações vividas pelo indivíduo podem


estimular aspectos da personalidade.

TRAÇOS DE PERSONALIDADE: características de personalidade


exibidas em situações diversas. (ALLPORT)
PERSONALIDADE PARA O DIREITO

• A personalidade é um atributo da pessoa


humana, o qual está a ela
indissoluvelmente ligada. Esse atributo é
imposto pelo ordenamento jurídico e
compreende "o complexo valorativo
intrínseco (intelectual e moral) e
extrínseco (físico) do ente, alcançando a
pessoa em si, ou integrada à sociedade.
OS DIREITOS DA PERSONALIDADE NO NOVO
CÓDIGO CIVIL

• Uma das mais festejadas mudanças da parte geral do


novo Código Civil Brasileiro consiste na inserção de um
capítulo próprio, a tratar dos direitos da personalidade
(arts. 11 a 21).

• Na realidade, não se trata bem de uma novidade, tendo


em vista a Constituição Federal trazer uma proteção
até mais abrangente, principalmente no seu art. 5º,
caput, que consagra alguns dos direitos fundamentais
da pessoa natural.
OS DIREITOS DA PERSONALIDADE NO NOVO
CÓDIGO CIVIL

• A proteção da pessoa é uma tendência marcante do atual


direito privado, o que leva Gustavo Tepedino a conceber uma
cláusula geral de tutela da personalidade (Temas de Direito
Civil. Rio de Janeiro: Renovar, 4ª Edição). Nesse sentido, a
tutela da pessoa natural é construída com base em três
preceitos fundamentais constantes no Texto Maior:

• a proteção da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III);


• a solidariedade social, inclusive visando a erradicação da
pobreza (art. 3º, I e II);
• e a igualdade em sentido amplo ou isonomia.
OS DIREITOS DA PERSONALIDADE NO NOVO
CÓDIGO CIVIL

Os direitos da personalidade podem ser conceituados como


sendo aqueles direitos inerentes à pessoa e à sua dignidade.
Surgem cinco ícones principais:
vida/integridade física,
honra,
imagem,
nome
e intimidade.

Essas cinco expressões-chave demonstram muito bem a


concepção desses direitos.
PERSONALIDADE

Éo
conjunto
de traços
psicológi
cos
internos.
TRAÇOS
DE
PERSONALIDADE
FATORES FISIOLÓGICOS
CONSTITUIÇÃO
FISIOLÓGICA:
influências dos
hormônios secretados
pelas glândulas tireóide,
pâncreas, fígado e
hipófise.

Estudos
endocrinológicos,
revelaram que grande
variações na quantidade
de hormônios secretados
por estas glândulas,
levam o paciente a uma
mudança no seu
comportamento.
EXEMPLO:
Pessoa com
hipertireoidismo apresenta
comportamento agitado.

Pessoa com
hipotireoidismo desenvolve
suas atividades em um clima
muito sonolento.

Isto caracteriza uma mudança


de comportamento devido ao
seu estado patológico
(doente).
FATORES PSICOLÓGICOS
Os fatores tais como: inteligência, aptidão específica,
emoção, capacidade, instinto, interesse e necessidade,
constituem a estrutura básica da vida psíquica do
indivíduo e são conhecidos como potencial do
comportamento.
A pressão emocional pode perturbar a eficiência
intelectual. Ocasionando uma redução no potencial real
do indivíduo, podendo gerar neuroses.
• Todos os eventos psicológicos possuem uma causa e a
maioria é causado por impulsos insatisfeitos e medos e
desejos.

• Os sonhos
• O humor
• Esquecimento
• Atos falhos

• Servem para aliviar a tensão psicológica pela


gratificação de impulsos proibidos ou desejos
insatisfeitos.
• EXEMPLO DE SONHOS SEGUNDO FREUD:

O conteúdo lembrado dos sonhos (seu conteúdo


manifesto) era a expressão censurada de desejos
inconscientes de quem sonha (o conteúdo latente dos
sonhos).

Ao analisar os sonhos das pessoas, Freud sustentava que


podia revelar a natureza dos conflitos interiores e aliviar as
tensões delas.
• EXEMPLO DE ATO FALHO SEGUNDO
FREUD:

“Um paciente estressado financeiramente


que não queria tomar pílulas (pills), disse:
“Por favor, não me dê contas (bills), porque
não posso engoli-las.”
ESTRUTURA DA PERSONALIDADE
• Sigmund Freud(1866-1939)
Estruturou a personalidade em:

1ª TÓPICA - INCONSCIENTE;
CONSCIENTE; PRÉ-CONSCIENTE.

2ª TÓPICA – ID; EGO e SUPEREGO


ESTRUTURA DA PERSONALIDADE
• Na perspectiva de Freud a personalidade
humana – incluindo suas emoções e seus
esforços – origina-se de um conflito entre os
impulsos biológicos agressivos em busca do
prazer e as restrições sociais que foram
interiorizadas contra eles.

(MYERS, 2006 p. 424)


INCONSCIENTE:
• É o nível onde estão armazenadas as ideias, desejos e
sentimentos recalcados, bem como todos os fatos
traumáticos que a pessoa não consegue recordar,
porque os esqueceu, como defesa contra o sofrimento
que a lembrança do fato (sentimento, pensamento,
acidente, raiva, ódio, castigo, vergonha) impõe.

• O conteúdo inconsciente age continuamente sobre o


nosso comportamento atual.
• Ex: fatos acontecidos na infância (trauma, castigos,
acidentes, dores...) são esquecidos – empurrados e
armazenados no inconsciente – mas continuam agindo
sobre o nosso comportamento atual (criando medos,
ressentimentos, angústias, sentimentos ruins)
CONSCIENTE:
• É o conjunto de processos que permitem a
tomada de consciência dos estímulos internos e
externos. É o nível que armazena os fatos
ocorridos, considerados como atuais pela
facilidade que se tem de lembrá-los.
Ex: nome, endereço, nº telefone...

• Patologia: quando esquece os fatos


ocorridos(atuais e passados), esquece onde
mora, quem é ...
PRÉ-CONSCIENTE
• Constituído pelas forças das quais o indivíduo não se
dá conta. Tem funções definidas e é responsável por
muitas formas de adaptação da pessoa. Os processos
pré-conscientes(ideias, imagens, lembranças, hábitos)
podem tornar-se conscientes e depois deixarem de
sê-lo.

• São fatos armazenados que exigem um maior esforço


introspectivo para serem chamados à consciência e,
muitas vezes, não conservam a mesma nitidez dos
fatos armazenados em nível consciente.
Fonte: psicofadeup.blogspot.com
SEGUNDA TÓPICA SEGUNDO
FREUD

Fonte:dialogoderoda.blogspot.com
Primeira Tópica segundo Freud:

• O consciente é apenas uma pequena parte da mente


(constituído por percepções e pensamentos);

• No inconsciente, a maior parte do aparelho psíquico,


encontra-se o material instintivo, não acessível à
consciência (composto por fontes instintivas de
energia psíquica denominadas pulsões);

• O pré-consciente pode ser considerado como uma


parte do inconsciente que pode tornar-se mais
facilmente consciente (formado por lembranças e
experiências passadas).
ID – PRINCÍPIO DO PRAZER
• O Id é o sistema original da personalidade. É a matriz
dentro da qual o ego e o superego se diferenciam.

• No Id encontra-se o conjunto de impulsos


inatos(sexuais e agressivos) e de desejos recalcados.
Esses conteúdos não são estáticos, mas dinâmicos e
sempre buscam a satisfação de seus desejos,
impulsos e instintos.

• O Id é a estrutura da personalidade original, básica e


central do ser humano, exposta tanto às exigências
somáticas do corpo como às exigências do ego e do
superego
ID – PRINCÍPIO DO PRAZER
• O ID desconhece o julgamento de valores, o bem e o
mal, a moralidade" (Freud, 1933, p. 74).

• As forças do ID buscam a satisfação imediata sem


tomar conhecimento das circunstâncias da realidade.
Funcionam de acordo com o princípio do prazer,
preocupadas em reduzir a tensão mediante a busca
do prazer e evitando a dor.

• A palavra em alemão usada por Freud para ID era ES,


que queria dizer "ISSO", termo sugerido pelo
psicanalista Georg Grddeck, que enviara a Freud o
manuscrito do seu livro intitulado The book of it
(ISBISTER, 1985).
EGO

• É o princípio da realidade, que estabelece a relação com


o meio em que vivemos, através da percepção
consciente, do pensamento e da ação.

• É a porção da personalidade que controla o indivíduo de


maneira consciente. Sua função é integrar as exigências
muitas vezes antagônicas do id e seu superego em
relação à sociedade.
EGO
Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à
necessidade de encontrar objetos que possam
satisfazer ao ID sem transgredir as exigências do
SUPEREGO.

Quando o EGO se submete ao ID, torna-se imoral


e destrutivo;

Ao se submeter ao SUPEREGO, enlouquece de


desespero, pois viverá numa insatisfação
insuportável.
EGO – PRINCÍPIO DA REALIDADE
O EGO não existe sem o ID;
O EGO extrai sua força do ID.
O EGO existe para ajudar o ID e está
constantemente lutando para satisfazer os instintos
do ID.

“Freud comparava a interação entre o EGO e o ID


usando da metáfora de um cavaleiro montando um
cavalo, o qual fornece energia para mover o
cavaleiro pela trilha, mas a força do animal deve ser
conduzida ou refreada com as rédeas, senão acaba
derrotando o ego racional.”
SUPEREGO – PRINCÍPIO MORAL
• É o último sistema da personalidade a desenvolver-se. É
o representante interno dos valores morais e ideais da
sociedade, transmitidos e reforçados pelo sistema de
recompensas e castigos impostos à criança.

• O superego é a arma moral (certo e errado) da


personalidade.

• É a consciência moral. Sua preocupação principal é


decidir se alguma coisa é certa ou errada, de modo que
a pessoa possa se comportar em harmonia com os
padrões morais autorizados pela sociedade.

• O superego gera sentimentos de culpa por erros ou


falhas.
SUPEREGO
• O termo cunhado por Freud para o superego foi
überich, que significa literalmente "sobre-eu".
APARELHO PSÍQUICO

FONTE: psicologiaxmatematica.blogspot.com
REPRESENTAÇÃO TOPOGRÁFICA DO
PSIQUISMO PELA PSICANÁLISE
PARTE CONHECIDA DO SER
HUMANO - pensamentos,
CONSCIENTE percepções
ESPÉCIE DE ANTICÂMARA DA
CONSCIENCIA. SERVE TAMBÉM
COMO UMA ESPÉCIE DE CENSURA
PRÉ-CONSCIENTE DO INCONSCIENTE - memórias,
conhecimentos armazenados

É TUDO AQUILO QUE NÃO É


CONHECIDO, MAS INFLUÊNCIA E
INCONSCIENTE
AFETA O COMPORTAMENTO. É ONDE
ESTÃO TODOS OS IMPULSOS, OS
DESEJOS, TODA A DESORDEM.
• EGO - Consciente - material
acessível e ao qual o sujeito tem fácil
acesso, como os pensamentos e as
percepções.

• SUPEREGO - Pré-consciente –
material não consciente embora
possa ser recuperado com um pouco
de esforço de rememoração.

• ID - Inconsciente – material
recalcado, que causaria angústia ao
sujeito se presente conscientemente.
Aparece “mascarado” pelo conteúdo
manifesto dos sonhos.
 (Freud, 1896)
Com Freud, o inconsciente passa a ser a
chave para o entendimento da
personalidade e dos motivos que
determinam as ações do sujeito. Busca
fazer a síntese ente psiquismo e cultura.
COMPONENTES DA PERSONALIDADE

• A personalidade é a consolidação do caráter


e do temperamento.

• CARÁTER – do Grego (kharcktér) que quer


dizer, o que grava ou que entalha. Conjunto de
qualidades que destaca o indivíduo na
sociedade.

• Hoje, CARÁTER significa padrão de valores da


personalidade. É constituído de valores morais
e sociais.
COMPONENTES DA PERSONALIDADE

• TEMPERAMENTO – conjunto de traços


psicológicos e morais, que determinam a índole do
indivíduo.
• a vida ensina o homem a controlar ou a estimular seu
temperamento.
• todo tipo temperamental tem seus aspectos positivos
e aspectos negativos.
• conhecendo-se bem, o homem pode dominar os
aspectos negativos e estimular e desenvolver os
aspectos positivos.
A PERSONALIDADE - CARACTERÍSTICAS

• Evolução: apesar de a personalidade ser um traço


consistente, pode variar a longo prazo pela interação
com o meio, pelas experiências vividas pelo indivíduo
ou simplesmente, à medida que a pessoa vai
amadurecendo.

• Imprevisibilidade: a personalidade é uma complexa


combinação de características e comportamentos que
tornam difícil uma predição da resposta dos
consumidores aos estímulos sugeridos.
MECANISMOS DE DEFESA
MECANISMOS DE DEFESA

• Nada ocorre ao acaso e


muito menos os processos
mentais. Há uma causa
para cada pensamento,
para cada memória
revivida, sentimento ou
ação. (FREUD)

Fonte: ellenalamont.wordpress.com
MECANISMOS DE DEFESA

Os principais Mecanismos de Defesa psicológicos


descritos são:

• Repressão
• Negação
• Racionalização
• Formação reativa
• Isolamento
• Projeção
• Regressão
• Sublimação
(Anna Freud, 1936; Fenichel, 1945).
MECANISMOS DE DEFESA
• REPRESSÃO

Consiste em afastar uma determinada coisa


do consciente, mantendo-a à distância (no
inconsciente) (1915, livro 11, p. 60 na ed.
bras.).

Ex.: um evento, ideia ou percepção


potencialmente provocadoras de ansiedade e
impede, dessa forma, qualquer "manipulação"
possível desse material.

Entretanto, o material reprimido continua


fazendo parte da psique, apesar de
inconsciente, e que continua causando
problemas.
MECANISMOS DE DEFESA
• REPRESSÃO

Algumas doenças
psicossomáticas, tais como
asma, artrite e úlcera,
também poderiam estar
relacionadas com a
repressão. Também é
possível que o cansaço Fonte: cume-escalandomontanhas.blogspot.com
excessivo, as fobias e a
impotência ou a frigidez
derivem de sentimentos
reprimidos.
MECANISMOS DE DEFESA
• NEGAÇÃO

A negação é um mecanismo de defesa


que o sujeito faz uso quando sente
culpa, vergonha ou em última análise,
medo em relação a algum fato que lhe
é desagradável.

É uma forma de mentira que o


sujeito conta para si mesmo, tão
intensamente, que se torna verdade
Fonte de imagem: informatoz.com
para ele, insistindo que seja verdade,
mesmo havendo comprovações.
MECANISMOS DE DEFESA
• NEGAÇÃO

Para exemplificar a Negação, Freud citou


Darwin, que em sua autobiografia dizia
obedecer a uma regra de ouro:
Sempre que eu deparava com um fato
publicado, uma nova observação ou
pensamento, que se opunha aos meus
resultados gerais, eu imediatamente Fonte de imagem: mente-plena.blogspot.com

anotava isso sem errar, porque a


experiência me ensinou que tais fatos e
pensamentos fogem da memória com
muito maior facilidade que os fatos que
nos são totalmente favoráveis.
MECANISMOS DE DEFESA
• RACIONALIZAÇÃO

É o processo de achar motivos lógicos e


racionais aceitáveis para pensamentos e ações
inaceitáveis.

É o processo através do qual uma pessoa


apresenta uma explicação que é logicamente
consistente ou eticamente aceitável para uma
atitude, ação, ideia ou sentimento que causa
angústia.

Usa-se a Racionalização para justificar


comportamentos quando, na realidade, as razões
para esses atos não são recomendáveis.
MECANISMOS DE DEFESA
• RACIONALIZAÇÃO

A afirmação cotidiana de que "eu só estou


fazendo isto para seu próprio bem" pode ser
a Racionalização do sentimento ou
pensamento de que "eu quero fazer isto para
você, eu não quero que me façam isto ou
até mesmo, eu quero que você sofra um
pouco".

Também pode ser Racionalização a afirmação Fonte: auxiliumcontabil.com.br


de que "eu acho que estou apaixonado por
você". Na realidade poderia estar sentido que
"estou ligado no teu corpo, quero que você se
ligue no meu".

“TORNAR O INACEITÁVEL MAIS ACEITÁVEL”


MECANISMOS DE DEFESA
FORMAÇÃO REATIVA

• São desenvolvidas, em primeiro lugar, na infância.


• As crianças, assim como incontáveis adultos, tornam-se
conscientes da excitação sexual que não pode ser satisfeita,
evocam consequentemente forças psíquicas opostas a fim de
suprimirem efetivamente este desprazer. Para essa supressão elas
costumam construir barreiras mentais contrárias ao verdadeiro
sentimento sexual, como por exemplo, a repugnância, a vergonha e
a moralidade.

Fonte: underpop.free.fr
MECANISMOS DE DEFESA
ISOLAMENTO

É um processo psíquico típico da neurose obsessiva, que consiste


em isolar e excluir completamente do consciente um
comportamento ou um pensamento de tal maneira que as suas
ligações com os outros pensamentos, ou com o
autoconhecimento, ficam absolutamente interrompidas.

Fonte: nowheremman.blogspot.com
Caso – Sra. 30 aos
• Ato obsessivo: Corria de seu quarto à um gabinete contínuo, se
colocava em um lugar determinado, adiante da mesa que ocupava o
centro da sala, chamava sua empregada, lhe dava uma ordem qualquer
ou a despedia sem mandar-lhe nada, e voltava depois, com igual
precipitação ao quarto; Fica sempre em um lugar onde a criada não
consiga ver uma mancha no tapete;

• Sentido: Na noite de núpcias o marido mostra-se impotente. Joga tinta


vermelha no lençol. “Me envergonha que a criada que venha fazer a
cama possa adivinhar o acontecido”.

• Troca cama pela mesa = substitutos equivalentes;


• Sintoma = uma repetição = uma representação
• O ato obsessivo retifica a impotência do marido;
• “atualmente já estava separada do marido e não pedia a anulação para
não expor o marido”
MECANISMOS DE DEFESA
Projeção
• Ato de atribuir a uma outra pessoa, animal ou objeto as
qualidades, sentimentos ou intenções que se originam em si
próprio.
• É um mecanismo de defesa através do qual os aspectos da
personalidade de um indivíduo são deslocados de dentro
deste para o meio externo.
• A ameaça é tratada como se fosse uma força externa. A
pessoa com Projeção pode, então, lidar com sentimentos
reais, mas sem admitir ou estar consciente do fato de que a
ideia ou comportamento temido é dela mesma
MECANISMOS DE DEFESA

Projeção

Sempre que caracterizamos algo de fora de nós como


sendo mau, perigoso, pervertido, imoral e assim por
diante, sem reconhecermos que essas características
podem também ser verdadeira para nós, é provável que
estejamos projetando.
MECANISMOS DE DEFESA

Projeção

Alguém que afirma textualmente que "todos nós somos


algo desonestos" está, na realidade, tentando projetar nos
demais suas próprias características. Ou então, dizer que
"todos os homens e mulheres querem apenas uma coisa,
sexo", pode refletir uma Projeção nos demais de estar
pessoalmente pensando muito a respeito de sexo. Outras
vezes dizemos que "inexplicavelmente Fulano não gosta
de mim", quando na realidade sou eu quem não gosta do
Fulano gratuitamente.
MECANISMOS DE DEFESA
• Regressão

É um retorno a um nível de desenvolvimento


anterior ou a um modo de expressão mais
simples ou mais infantil. É um modo de aliviar
a ansiedade escapando do pensamento
realístico para comportamentos que, em anos
anteriores, reduziram a ansiedade. Linus, nas
estórias em quadrinhos de Charley Brown,
sempre volta a um espaço psicológico seguro
quando está sob tensão. Ele se sente seguro
quando agarra seu cobertor, tal como faria ou
fazia quando bebê.
MECANISMOS DE DEFESA

• Sublimação
A energia associada a impulsos e instintos socialmente e
pessoalmente constrangedores é, na impossibilidade de
realização destes, canalizada para atividades socialmente
reconhecidas. A frustração de um relacionamento afetivo e
sexual mal resolvido, por exemplo, é sublimado na paixão pela
leitura ou pela arte.
MECANISMOS DE DEFESA

• Todos estes mecanismos podem ser encontrados em


indivíduos saudáveis, e sua presença excessiva é, via de regra,
indicação de possíveis sintomas neuróticos.
MECANISMOS DE DEFESA
Neurose: doença psicológica em que os sintomas expressam
um conflito psíquico que, normalmente, tem suas raízes na
história infantil do indivíduo. Ex.: histeria, neurose obsessiva,
neurose fóbica e etc.
Perversão: desvio em relação ao ato sexual reconhecido como
“normal” . Ex.: pedofilia, exibicionismo, sadomasoquismo e
etc.
Psicose: doenças mentais em geral. Ex.: paranoia,
esquizofrenia, distúrbios bipolares e etc.
TRANSTORNOS DE
PERSONALIDADE
• (COMPULSÃO, NEUROSE, ESQUIZOFRENIA E
PARANÓIA ).

Um transtorno da personalidade representa


uma variação dos traços de caráter que vai
além da faixa encontrada na maioria dos
indivíduos.

Caracterizado como deficiência psicológica ou


uma degeneração na estrutura da
personalidade, devido as pressões excessivas
de ordem psicológica.
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE (TP)

• Não são propriamente doenças, mas


anomalias do desenvolvimento psíquico,
sendo considerados, em psiquiatria
forense, como perturbação da saúde
mental.
• Esses transtornos envolvem a desarmonia
da afetividade e da excitabilidade com
integração deficitária dos impulsos, das
atitudes e das condutas, manifestando-se
no relacionamento interpessoal.
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE (TP)

• Os TP se traduzem por atritos relevantes no


relacionamento interpessoal, que ocorrem devido à
desarmonia da organização e da integração da vida
afetivo emocional.

• No plano forense, os TP adquirem uma enorme


importância, já que seus portadores se envolvem, não
raramente, em atos criminosos e, consequentemente,
em processos judiciais, especialmente aqueles que
apresentam características antissociais.
COMPULSÃO
• É a necessidade incontrolável de realizar uma
ação. É uma espécie de energia que escapa
em muitas ocasiões, do domínio da razão.

• Comportamentos compulsivos ou aditivos são


hábitos aprendidos e seguidos por alguma
gratificação emocional, normalmente um alívio
de ansiedade e/ou angústia. São hábitos mal
adaptativos que já foram executados inúmeras
vezes e acontecem quase automaticamente.
COMPULSÃO
• Exemplos: cacoetes, tiques, manias e
ideias fixas.
Se a pessoa tem um pensamento incômodo de que
aquilo que acabou de comer poderá engordá-la, terá
alívio dessa sensação provocando o vômito, ou tomando
laxantes.
CAUSAS
Comportamentos compulsivos ou aditivos podem ser
entendidos como atitudes (mal-adaptadas) de
enfrentamento da ansiedade e/ou angústia, trazendo
consequências físicas, psicológicas e sociais graves.

Algumas pessoas apresentam comportamentos com


caráter compulsivo, que levam a consequências
negativas em suas vidas. Ex.: recorrer ao uso abusivo
do álcool, das drogas, à fuga do convívio social, ao
hábito intempestivo do vômito e às mais variadas
atitudes.
CAUSAS
Pessoas que compra compulsivamente, sem levar em
conta o saldo bancário;

Come compulsivamente, mesmo quando não se tem


fome;

Joga, pratica atividades físicas em excesso, etc.


NEUROSE
• Neurose não é sinônimo de loucura.

• A pessoa neurótica não apresenta nenhum


comprometimento de sua inteligência, nem de
contato com a realidade.

• Seus sentimentos também são normais. Eles


amam, sentem alegria, tristeza, raiva, etc.,
como qualquer pessoa.
NEUROSE
A diferença entre uma pessoa neurótica e uma normal é
em relação à quantidade de emoções e sentimentos e
não quanto à qualidade deles.

Os neuróticos ficam mais ansiosos, mais angustiados,


mais deprimidos, mais sugestionáveis, mais teatrais, mais
impressionados, mais preocupados, com mais medo,
enfim, eles têm as mesmas emoções que todos nós
temos, porém, exageradamente.

A Neurose, portanto, não é uma doença mental é,


sobretudo, uma doença da personalidade.
• A esquizofrenia tem
causa multifatorial,
envolvendo fatores
genéticos e do
ambiente ainda não
muito conhecidos.
ESQUIZOFRENIA
 No início do século XX, Eugen Bleuler, psiquiatra suíço,
cunhou o termo esquizofrenia
 esquizo=cindida – separado, dividido
 frenia=mente).
Os sintomas mentais e emocionais dessa perturbação
são graves e característicos: tendência ao isolamento e à
introversão, mau contato com a realidade (autismo),
incertezas, dúvidas, dificuldade de escolha
(ambivalência), perplexidade, desarmonia no
pensamento, ilogismos (desagregação do pensamento).
ESQUIZOFRENIA
Caracteriza-se por uma grave desestruturação
psíquica.
A pessoa perde a capacidade de integrar suas
emoções e sentimentos com seus pensamentos,
podendo apresentar:

• Crenças irreais (delírios);


• Percepções falsas do ambiente (alucinações);
• Comportamentos que revelam a perda do juízo
crítico.
ESQUIZOFRENIA
• A esquizofrenia é um dos principais
transtornos mentais e acomete 1% da
população, entre os 15 e os 35 anos de
idade.

• Segundo a Organização Mundial de


Saúde (OMS), é a terceira causa de perda
da qualidade de vida entre os 15 e 44
anos.
ESQUIZOFRENIA
• A doença produz também dificuldades sociais, como as
relacionadas ao trabalho e relacionamento, com a
interrupção das atividades produtivas da pessoa.

• O tratamento envolve medicamentos, psicoterapia,


terapias ocupacionais e conscientização da família, que
absorve a maior parte das tensões geradas pela
doença.

• A esquizofrenia não tem cura, mas com o tratamento


adequado a pessoa pode se recuperar e voltar a viver
uma vida normal.
PARANOIA
No senso comum, a paranoia
caracteriza-se como uma dificuldade
de relacionamento, a pessoa começa
a achar que os outros estão sempre
contra ela, é muito desconfiada, e
esta caracterização do senso comum
pode apontar, apenas, para pessoas
inseguras.
A paranoia é um quadro psicótico onde:
• a pessoa descreve tramas contra si própria,
• há um sentimento de perseguição,
• a pessoa sente-se como se o mundo estivesse contra
ela e tudo que acontece parece ser uma conspiração.
PSICOPATIAS
• Consideramos NORMAL o indivíduo cujo
comportamento não esteja incluído na nosologia
(classificação das doenças) psiquiátrica, e que
atua harmônica e silenciosamente em
sociedade.

• ANORMAL será o indivíduo que, desadaptado


ao meio, se afasta da norma aceita pela
sociedade.
• IMPUTÁVEL é o indivíduo capaz de entender
os atos que pratica e INIMPUTÁVEL é a
incapacidade de entender o caráter ilícito do
fato (COSTA e PERELLA, 2000).
PSICOPATIAS
A psicopatia é uma desordem de
personalidade cuja característica
principal é a falta de empatia.

O psicopata é aquela pessoa que tem


psicopatia.

Os pesquisadores acham que a raiz


da psicopatia está em desordem Fonte: colchaderetalhosservicosocial.blogspot.com

neurológica específica, a qual é de


origem biológica e presente no
nascimento. Estima-se que 1% da
população geral seja psicopata.
PSICOPATIAS
Robert Hare, um pesquisador do campo da psicopatia,
define o PSICOPATA como:

“um predador que usa charme, manipulação,


intimidação, sexo e violência para controlar outros e
satisfazer suas próprias necessidades egoístas. Com
falta de consciência e empatia, o psicopata pega o que
quer e faz o que tem vontade, violando normas sociais
sem culpa o remorso”.
PSICOPATIAS

• Segundo Eysenck e Gudjohnsson, que elaboraram a


Teoria da Excitação Geral da Criminalidade, existe uma
condição biológica comum subjacente às predisposições
comportamentais dos indivíduos com psicopatia.

• Estes seriam extrovertidos, impulsivos e caçadores de


emoções, apresentando um sistema nervoso
relativamente insensível a baixos níveis de estimulação
(não se contentam com pouco, são hiperativos na
infância).
PSICOPATIAS

• Segundo Hare, os psicopatas diferem de modo


fundamental os demais criminosos. Ele realizou uma
pesquisa com o objetivo de encontrar parâmetros que
pudessem diferenciar a condição de psicopatia e criou
um instrumento de pesquisa, a escala PCL-R. Essa
escala é um checklist de 20 itens, recentemente
validada no Brasil por Morana, com pontuação de zero a
dois para cada item, perfazendo um total de 40
pontos.14
CAUSAS
Um estudo de gêmeos sugere que a psicopatia tem um
componente genético forte. Estudos recentes têm
produzido teorias para determinar se há relação
biológica entre o cérebro e a psicopatia.
Uma teoria sugere que a psicopatia é associada tanto
com a amídala (a qual está ligada a reações
emocionais e aprendizado emocional), quanto com o
córtex pré-frontal (associado com o controle do
impulso, tomada de decisão, aprendizado emocional e
adaptação ao ambiente). Alguns estudos têm mostrado
diminuição na matéria cinzenta nessas áreas em
psicopatas.
AVISO!!

• Veja também a Teoria Psicossocial do


Desenvolvimento de Erikson sobre cada
estágio de desenvolvimento, os quais
contribuiem para a formação da
personalidade total.

Obrigada!!
Profa Cléo
REFERENCIAS
• BALLONE GJ - Alfred Adler, in. PsiqWeb, internet. Disponível em:<
http://www.psiqweb.med.br/> Acesso em: 8 abr 2012

• BERGAMINI, CECÍLIA WHITAKER. Psicologia Aplicada à Administração


de Empresas. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2005.

• CHANLAT, Jean. O indivíduo nas organizações: dimensões esquecidas.


São Paulo: Atlas, 1996.

• Psicopata e Psicopatia - Características, tratamento, cura e causas.


Disponível em:< http://www.copacabanarunners.net/psicopata-
psicopatia.html. >Acesso em: 8 abr. 2012.

• TARTUCE, Flávio. Os direitos da personalidade no novo Código Civil.


Jus Navigandi, Teresina, ano 10, n. 878, 28 nov.2005 . Disponível em:
<http://jus.com.br/revista/texto/7590>. Acesso em: 8 abr. 2012. NBR
6023:2002 ABNT