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Nos dias atuais estamos cercados por uma incidência de tributos em geral, onde

certamente está a maior arrecadação do nosso país, nossa República Federativa Brasileira,
com base nisto podemos observar que não adianta diante do nosso quadro tributário
alguém dizer que está livre de tributação, pois direta ou indiretamente temos uma prestação
pecuniária a cumprir, seja ela, impostos, taxas, contribuições sociais ou especiais de forma
compulsória.
Antes mesmo da origem desse ônus, é de tamanho conhecimento que se tem uma
ocorrência de um fato gerador que determina tal exigência ao contribuinte que deve honrar
com tal compromisso estabelecido. Muitos desses tributos são de características vinculadas
ou desvinculadas, variando de acordo com seu tipo, no caso do imposto ele tem uma
característica ordinária, sem vinculação, onde sua destinação não há um objetivo
inteiramente determinado, fazendo com seu gestor seja ético e tenha tamanha
responsabilidade para assumir suas atividades que lhe foram delegadas.
Podemos mencionar como exemplo o ICMS (​Impostos sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços) ​que atua constantemente dentro de cada território dos Estados e
Distrito Federal, onde a legislação definida por cada estado diz qual alíquota será aplicada
de forma geral. Contudo um assunto que vem sendo abordado praticamente pelo mundo
inteiro, é o fato do aquecimento global está deixando o nosso planeta Terra cada vez mais
deficiente e com altas temperaturas que acaba afetando as pessoas que aqui habitam nele,
pensando nisso, foi criado um instrumento importante de conservação do Meio Ambiente,
adotado por alguns Estados da nossa unidade federativa, onde almeja um série de
privilégios aos diversos ecossistemas existentes no nosso meio, utilizando de mecanismos
tributários para aplicação deste.
Vale a pena ressaltar que não podemos considerar um novo imposto, e sim uma
reformulação de tais critérios de distribuição e repartição que já são ofertados aos
municípios. No Brasil, o Estado que executou esta política tributária primeiramente foi o
Paraná, que em virtude de diversas restrições na expansão de suas atividades, onde
obteria maiores receitas, com o passar do tempo, o efeito foi perdendo seu efeito de
compensação e se transformou em um verdadeiro incentivo econômico com entrega de
premiações e um glorioso reconhecimento de um trabalho bem feito.
Cada Estado possui seus critérios, pois possuem a liberdade de escolherem suas
próprias alíquotas, levando para o nosso Estado, a unidade federativa do Piauí, têm recente
atuação neste processo, não passam de dez anos a criação de uma lei 5.813, datada de 03
de dezembro de 2008, onde consiste na bonificação de benefícios a municípios que se
comprometerem a zelar, cuidar, conservar e proteger o nosso meio ambiente, assim como
também tomar deveras outras providências em prol de um bioma melhor. Dois anos depois
da criação desta lei, foi criado mediante decreto 14.348, em 13 de dezembro de 2008, a
criação de diretrizes que visam a distribuição de um selo a cada município que assim tenha
ajudado na melhoria da qualidade de vida de seus habitantes, com uso de políticas
ambientais e ações no meio ambiente.
Aprofundando um pouco mais sobre as leis e decretos constantes no estado do
Piauí, é de fato importante a necessidade de informar, que o repasse do valor de 25% não
se abstém com a criação do ICMS ecológico de forma já assegurada, ficando o interesse da
viabilização por partes dos municípios em se destacarem neste meio. Portanto, o selo
ambiental será definido de acordo com seu nivelamento de gestão de recursos naturais
provenientes de cada bioma, são eles:
● Categoria A: O município está de acordo com todos os padrões de desenvolvimento
e conservação ambiental, o mais próximo possível do ideal, com ações positivas,
reduções negativas, proteções, identificações de pontos negativos, edificações
irregulares, disposições legais sobre a natureza e criação de legislações;
● Categoria B: O município está caminhando para a categoria A, atendendo a pelo
menos quatro das providências do selo principal;
● Categoria C: O município já começa a dar os primeiros passos, atendendo a pelo
menos três das providências do selo principal.
Para participar de tais premiações o município deverá criar um Conselho Municipal
de Defesa do Meio Ambiente, que obrigatoriamente possua uma legislação aplicável, com
políticas ambientais, obedecendo todas as peculiaridades de cada localidade, além do mais
o órgão poderá solicitar apoio técnico e educacional da Secretaria do Meio Ambiente-Semar
para sua implantação e aplicação. As porcentagens de participações de cada selo são
definidas da seguinte forma:

No primeiro ano de distribuição No segundo ano de distribuição No terceiro ano de distribuição


Categoria Percentual Categoria Percentual Categoria Percentual
A 0,70% A 1,30% A 2,00%
B 0,50% B 1,00% B 1,65%
C 0,30% C 0,70% C 1,35%

No primeiro ano da distribuição dos percentuais o ICMS ecológico é aplicado de


acordo com o desempenho de cada município que estão engajados na defesa do meio
ambiente, no segundo ano se tem uma progressão de valores percentuais pela
continuidade das políticas ambientais implementadas, por fim no terceiro ano os índices são
de fato definitivo e perdurarão de acordo com as vistorias feitas pela Semar, através de
seus auditores e fiscais responsáveis.
Contudo, não podemos discutir que o único vencedor desta disputa selo a selo, é o
meio ambiente, que ganha muito na sua preservação ambiental, acarretando assim na
melhora da nossa qualidade de vida e benefícios inumeráveis, e que dessa forma faça uma
ancoragem entre o útil e o agradável.