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Universidade Anhanguera – UNIDERP

Centro de Educação a Distância

DESAFIO PROFISSIONAL

DISCIPLINAS:
Contabilidade Tributária
Gerenciamento Estratégico de Custos
Laboratório de Gestão Contábil
Legislação Social, Trabalhista e Previdenciária
Contabilidade e Orçamento Público

Débora Pasini – RA 2867961523

Maurício Brizola – RA 2867961627

Tutor Presencial: Daiane Carvalho

PORTO ALEGRE - RS, 2017


Universidade Anhanguera – UNIDERP

Centro de Educação a Distância

DESAFIO PROFISSIONAL

Trabalho apresentado para o cumprimento do


cronograma referente às disciplinas norteadoras
do 6º semestre do curso de Ciências Contábeis.

Tutor Presencial: Daiane carvalho

PORTO ALEGRE – RS, 2017


Sumário
Introdução ................................................................................................................... 5

Desenvolvimento ......................................................................................................... 6

Tabelas Práticas.......................................................................................................... 7

Tabela Prática de Tributos Sobre Vendas ............................................................... 7

Lucro Real ............................................................................................................ 7

Lucro Presumido ................................................................................................... 8

Lucro Arbitrado ..................................................................................................... 9

Simples Nacional .................................................................................................. 9

Tabela Prática Trabalhista ..................................................................................... 11

Fonte: Portal Tributário .............................................................................................. 13

Cálculo dos Insumos ................................................................................................. 13

Projeções para 2017 .............................................................................................. 13

Folha e Encargos Sociais ...................................................................................... 17

Mão de Obra Direta e Indireta ............................................................................ 18

Administração e Comercial ................................................................................. 20

Demonstração do Resultado do Exercício projetada para 2016 ............................... 21

DRE Contabilizada ................................................................................................. 24

Análises ................................................................................................................. 25

Proposta de Venda para 2017................................................................................... 27

Análise da Proposta ............................................................................................... 28

Receitas Orçamentárias ............................................................................................ 31

Codificação Da Natureza Da Receita..................................................................... 33

Detalhamento De Código Da Natureza Da Receita Orçamentária ........................ 35

Considerações Finais ................................................................................................ 38

Referências Bibliográficas ......................................................................................... 40


Referências Bibliográficas Complementares ......................................................... 42
5

Introdução
O mercado consumidor está cada dia mais exigente. O ambiente empresarial
competitivo em que as organizações estão inseridas, as mudanças nas economias,
às crises financeiras, imigratórias e políticas obrigam as empresas a reavaliarem e
fazerem mudanças em seus sistemas de produção com a introdução de novas
técnicas e tecnologias para dar resposta de forma mais rápida aos apelos e
necessidades das sociedades, e buscar um aumento de produtividade e redução de
custos, despesas e impostos na gestão de seus negócios.

O Controller é a peça chave dentro de uma organização, é dele a função de


interagir amplamente com os vários departamentos na busca de melhores resultados,
auxiliar os tomadores de decisão nas melhores escolhas e também influenciar
mudanças positivas na estrutura da empresa, desde o chão de fábrica até a sociedade
na qual a organização está inserida.

Neste sentido, o objetivo do presente trabalho é expor de forma clara e objetiva


através da função de Controller, analisar e interpretar os dados de um caso
empresarial e oferecer alternativas de gerenciamento, propondo as melhores saídas
para os desafios nos estudos da legislação fiscal, trabalhistas e previdenciária,
gerenciamento de custos, registros dos fatos contábeis e menções do setor público
para estabelecer relações comerciais.
6

Desenvolvimento
Uma empresa de grande porte, que está no mercado a mais de vinte anos,
deseja projetar possíveis cenários com o objetivo de definir orçamentos e políticas
empresariais para os próximos anos. A empresa fornece produtos de alta qualidade
para os mercados interno e externo, e que de maneira especial oferece produtos para
o setor público, possui atualmente mil oitocentos e cinquenta funcionários em diversos
níveis e fornecedores e clientes fiéis.

Consultores contratados deixam claro que os próximos anos serão marcados


pelo aprofundamento da crise financeira internacional, crise imigratória, e
principalmente a crise política no âmbito interno do país, o que levará a uma escassez
de recursos financeiros, aumento das taxas de custo de capital, desequilíbrio na taxa
de câmbio e diminuição nas vendas.

O Diretor Comercial da empresa expôs que, devido ao contingenciamento dos


gastos públicos nos níveis Federal, Estadual e Municipal, haverá uma redução nas
encomendas que impactará o faturamento da empresa, com redução de 30% nos
itens vendidos, no mix de vendas, 25% são para exportação e provavelmente se
manterá neste nível nos próximos anos e os preços serão mantidos.

Diante do cenário apresentado o Senhor Presidente da companhia solicitou


propostas e ações de todas as áreas no curto e médio prazo e solicitou ao conselho
de administração e aos acionistas uma flexibilização na meta de rentabilidade de
capital.

O Diretor Comercial manteve as informações e informou que os clientes estão


solicitando um alongamento do prazo médio de pagamento em sete dias e o salário
do departamento é de 1,5% sobre vendas líquidas.

O Diretor Industrial propôs uma redução de 10% no quadro de funcionários para


se adequar ao novo volume de vendas, atualmente nessa área, a empresa possui mil
e quinhentos colaboradores. Uma redução de 5% em energia elétrica e uma redução
dos materiais indiretos de 10%.

O Diretor administrativo sugeriu a redução de trinta e seis colaboradores,


atualmente trabalham duzentos e cinquenta pessoas, uma redução dos materiais de
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escritório de 12% e acredita que consegue uma renegociação e redução com os


fornecedores de matéria-prima e embalagem de 7% com alongamento do prazo para
pagamento em dez dias. A projeção do custo financeiro para o próximo exercício será
em média 0,7% ao mês, pois o grande impacto da variação monetária já foi
reconhecido no ano anterior.

O Presidente afirmou que os acionistas concordaram em reduzir a expectativa


de lucro em 5% e esperam manter assim o capital.

Diante de todo esse cenário, foram elaboradas as ações a serem implementadas


para o ano de 2017, coordenando todos os departamentos envolvidos, contabilidade,
custos, tributário, recursos humanos, orçamentos, compras, financeiro, logística,
manutenção e produção como segue abaixo:

Tabelas Práticas

Tabela Prática de Tributos Sobre Vendas


Conforme proposto, as tabelas práticas abaixo têm por objetivo pontuar os
tributos que incidem sobre as vendas de uma empresa em nível Federal e Estadual,
com sua fundamentação legal, para os regimes de cumulatividade e não
cumulatividade tributária, contemplando os regimes tributários do Lucro Real,
Presumido, Arbitrado e Simples Federal.

Lucro Real
TABELA PRATICA DE TRIBUTOS SOBRE VENDAS LUCRO REAL
REGIME
IMPOSTO COMPETENCIA BASE LEGAL
CUMULATIVIDADE NÃO CUMULATIVIDADE
IPI – Imposto sobre Produtos Variável de acordo com a
União Decreto 7.212/2010 _
Industrializados TIPI
LC 07/70, 08/70, Lei
PIS – Programa de Integração
União 9.718/98 e Lei _ 1,65%
Social
10.637/02
COFINS – Contribuição para o LC 70/91, Lei
Financiamento da Seguridade União 9.718/98 e Lei _ 7,60%
Social 10.833/03
ICMS – Imposto sobre LC 87/96 “Lei Kandir”,
Variável por
Circulação de Mercadorias e Estado/Município 92/97, 99/99, 102/00 e _
Estado/Município
Prestação de Serviços 114/02
Fonte: Autor
8

Cabe ressaltar que para as pessoas jurídicas de direito privado, e as


equiparadas pela lei do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no Lucro
Real é permitido os descontos dos créditos apurados com base em custos, despesas
e encargos da pessoa jurídica.

Estas empresas estão sujeitas a incidência não cumulativa para o PIS/PASEP e


a COFINS exceto: as instituições financeiras, cooperativas de crédito, as pessoas
jurídicas que tenham por objeto a securitização de créditos imobiliários e financeiros,
as operadoras de planos de saúde, empresas que exploram serviços de vigilância e
de transporte de valores de que trata a Lei 7.102/83 e as sociedades cooperativas,
exceto as de produção agropecuária e as de consumo.

Lucro Presumido
Fonte: Autor
TABELA PRATICA DE TRIBUTOS SOBRE VENDAS LUCRO PRESUMIDO
REGIME
IMPOSTO COMPETENCIA BASE LEGAL
CUMULATIVIDADE NÃO CUMULATIVIDADE
IPI – Imposto sobre Produtos _ Variável de acordo com a
União Decreto 7.212/2010
Industrializados TIPI
LC 07/70, 08/70, Lei
PIS – Programa de Integração
União 9.718/98 e Lei 0,65% _
Social
10.637/02
COFINS – Contribuição para o LC 70/91, Lei
Financiamento da Seguridade União 9.718/98 e Lei 3% _
Social 10.833/03
ICMS – Imposto sobre LC 87/96 “Lei Kandir”,
Variável por
Circulação de Mercadorias e Estado/Município 92/97, 99/99, 102/00 e _
Estado/Município
Prestação de Serviços 114/02
Para as pessoas jurídicas de direito privado, ou a elas equiparadas pela
legislação do imposto de renda, que apuram o IRPJ com base no Lucro Presumido ou
Arbitrado estão sujeitas à incidência cumulativa para PIS/PASEP e COFINS.

A base de cálculo é a receita operacional bruta, sem deduções em relação a


custos, despesas e encargos.

Cabe ressaltar que as pessoas jurídicas, ainda que sujeitas a incidência não
cumulativa, submetem à incidência cumulativa as receitas elencadas no art. 10 da Lei
10.637/02.
9

Lucro Arbitrado
O Lucro Arbitrado é a forma de apuração da base de cálculo do imposto de renda
utilizada pela autoridade tributária ou pelo contribuinte e é aplicável pela autoridade
quando a pessoa jurídica deixa de cumprir as obrigações acessórias relativas ao lucro
real ou presumido. Pelo próprio contribuinte quando for conhecida a receita bruta.
Ocorrendo qualquer uma das hipóteses de arbitramento previstas na legislação fiscal,
o contribuinte poderá efetuar o pagamento do imposto de renda correspondente com
base nas regras do lucro arbitrado.

Simples Nacional
O Simples Nacional estabelece regras gerais relativas ao tratamento tributário
diferenciado para as microempresas e empresas de pequeno porte no âmbito da
União, Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de
arrecadação, inclusive as obrigações acessórias.

Micro empresa ou empresa de pequeno porte é a sociedade empresária, a


sociedade simples ou o empresário a que se refere o Art. 966 do Código Civil
Brasileiro, as entidades devidamente registradas no Registro de Empresas Mercantis
ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, dentro dos limites de receita bruta previstos
na legislação.

Para as microempresas, em cada ao-calendário a receita bruta auferida deve ser


igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e para as empresas
de pequeno porte, em cada ano calendário aufira receita bruta superior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três
milhões e seiscentos mil reais).

Algumas atividades e formas societárias estão vedadas de adotar o Simples


Nacional, são elas:

 Pessoas Jurídicas constituídas como cooperativas, exceto


as de consumo;
 Empresas cujo capital participe outra pessoa jurídica;
10

 Pessoas jurídicas cujo sócio ou titular seja administrador


ou equiparado de outra pessoa jurídica com fins lucrativos, desde que
a receita bruta global ultrapasse o limite de receita.

Ficam fora da vedação ao regime, empresas de serviços contábeis. O Simples


Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação
do IRPJ, IPI, CSLL, COFINS, PIS, ICMS e ISS. Porém há exceções, alguns desses
tributos o recolhimento será realizado de forma distinta, conforme a atividade.

Tabela de alíquotas do simples nacional para as empresas de comércio.

Alíquotas e Partilha do Simples Nacional – Comércio


Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ICMS

Até 180.000,00 4,00% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25%


De 180.000,01 a 360.000,00 5,47% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86%
De 360.000,01 a 540.000,00 6,84% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33%
De 540.000,01 a 720.000,00 7,54% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56%
De 720.000,01 a 900.000,00 7,60% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,28% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,36% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,45% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,03% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,12% 0,43% 0,43% 1,26% 0,30% 3,60% 3,10%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 9,95% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,04% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,13% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,23% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,32% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,23% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,32% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,42% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 11,51% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 11,61% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95%
Fonte: Portal Tributário

Tabela de alíquotas do simples nacional para as indústrias.


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Alíquotas e Partilha do Simples Nacional - Indústria


Receita Bruta em 12 meses (em R$) Alíquota IRPJ CSLL Cofins PIS/Pasep CPP ICMS IPI
Até 180.000,00 4,50% 0,00% 0,00% 0,00% 0,00% 2,75% 1,25% 0,50%
De 180.000,01 a 360.000,00 5,97% 0,00% 0,00% 0,86% 0,00% 2,75% 1,86% 0,50%
De 360.000,01 a 540.000,00 7,34% 0,27% 0,31% 0,95% 0,23% 2,75% 2,33% 0,50%
De 540.000,01 a 720.000,00 8,04% 0,35% 0,35% 1,04% 0,25% 2,99% 2,56% 0,50%
De 720.000,01 a 900.000,00 8,10% 0,35% 0,35% 1,05% 0,25% 3,02% 2,58% 0,50%
De 900.000,01 a 1.080.000,00 8,78% 0,38% 0,38% 1,15% 0,27% 3,28% 2,82% 0,50%
De 1.080.000,01 a 1.260.000,00 8,86% 0,39% 0,39% 1,16% 0,28% 3,30% 2,84% 0,50%
De 1.260.000,01 a 1.440.000,00 8,95% 0,39% 0,39% 1,17% 0,28% 3,35% 2,87% 0,50%
De 1.440.000,01 a 1.620.000,00 9,53% 0,42% 0,42% 1,25% 0,30% 3,57% 3,07% 0,50%
De 1.620.000,01 a 1.800.000,00 9,62% 0,42% 0,42% 1,26% 0,30% 3,62% 3,10% 0,50%
De 1.800.000,01 a 1.980.000,00 10,45% 0,46% 0,46% 1,38% 0,33% 3,94% 3,38% 0,50%
De 1.980.000,01 a 2.160.000,00 10,54% 0,46% 0,46% 1,39% 0,33% 3,99% 3,41% 0,50%
De 2.160.000,01 a 2.340.000,00 10,63% 0,47% 0,47% 1,40% 0,33% 4,01% 3,45% 0,50%
De 2.340.000,01 a 2.520.000,00 10,73% 0,47% 0,47% 1,42% 0,34% 4,05% 3,48% 0,50%
De 2.520.000,01 a 2.700.000,00 10,82% 0,48% 0,48% 1,43% 0,34% 4,08% 3,51% 0,50%
De 2.700.000,01 a 2.880.000,00 11,73% 0,52% 0,52% 1,56% 0,37% 4,44% 3,82% 0,50%
De 2.880.000,01 a 3.060.000,00 11,82% 0,52% 0,52% 1,57% 0,37% 4,49% 3,85% 0,50%
De 3.060.000,01 a 3.240.000,00 11,92% 0,53% 0,53% 1,58% 0,38% 4,52% 3,88% 0,50%
De 3.240.000,01 a 3.420.000,00 12,01% 0,53% 0,53% 1,60% 0,38% 4,56% 3,91% 0,50%
De 3.420.000,01 a 3.600.000,00 12,11% 0,54% 0,54% 1,60% 0,38% 4,60% 3,95% 0,50%

Fonte: Portal Tributário

Tabela Prática Trabalhista


Todas as empresas no Brasil tem a obrigação legal de preparar a Folha de
Pagamentos, este documento consiste em um conjunto de procedimentos trabalhistas
efetuados pela empresa para fazer o pagamento aos empregados.

O Art. 225, inciso I e parágrafos 9 e 14 do Regulamento da Previdência Social,


aprovado pelo Decreto nº 3.048/99 define folha de pagamento como o nome dado a
lista mensal da remuneração paga aos trabalhadores de uma instituição (BRASIL,
1999).

A Folha de Pagamento tem uma função operacional, contábil e fiscal, deve


conter todas as ocorrências mensais do empregado. Do ponto de vista contábil este
documento é importante, pois os salários e encargos sociais afetam de maneira
considerável o lucro da empresa e é regulamentada na legislação de cada país que
implica direito e deveres.

Do ponto de vista ético a Folha é um serviço crucial ao negócio da empresa,


porque afeta diretamente a produção, pois colaboradores felizes obtêm maior
rendimento. A missão do departamento pessoal é garantir que todos os trabalhadores
12

sejam pagos de forma precisa e oportuna, com a correta retenção de encargos e


descontos e estes encargos precisam ser recolhidos dentro do prazo estipulado pela
legislação.

A tabela abaixo, comtempla os principais itens da folha de pagamentos e


rescisão contratual e mostra sua fundamentação legal, destaca as incidências de
INSS, FGTS e IRRF.

Fonte: Autor
13

Abaixo as tabelas atualizadas de IRRF e INSS:

Tabela IRRF 2016


Base de cálculo mensal em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$
TABELA DE CONTRIBUIÇÃO DO –INSS VIGENTE A PARTIR DE
Até 1.903,98 – 01.01.2016
DeSalário-de-Contribuição
1.903,99 até 2.826,65 (R$) Alíquota para fins de Recolhimento
7,5 142,8 ao INSS
até
De 1.556,94
2.826,66 até 3.751,05 15 8% 354,8
de
De1.556,95
3.751,06até
até2.594,92
4.664,68 22,5 9% 636,13
de 2.594,93
Acima até 5.189,82
de 4.664,68 27,5 11% 869,36

Fonte: Portal Tributário


Fonte: Receita Federal

Cálculo dos Insumos

Projeções para 2017


Foi elaborada uma projeção de vendas para o exercício de 2017, com as
reduções propostas pelo Diretor de Vendas e seus respectivos tributos. Foi utilizado
o prazo médio do último balanço, as vendas serão efetuadas para empresas que irão
revender. As alíquotas dos tributos a serem debitadas foram de IPI de 10%, ICMS
médio de 15,16%, PIS e COFINS não cumulativo pelo lucro real. Foram calculadas as
quantidades vendidas para o mercado interno e externo como também o consumo de
matéria prima, embalagens, materiais indiretos e energia elétrica.

Por análise estatística das séries históricas de compras, da produção e consumo


da empresa que:

 O consumo de matéria prima tem a proporção de 5 unidades de


matéria prima para cada unidade de produção e aproveitamento tributário
na proporção de: ICMS 15,65%, PIS e COFINS não cumulativos.
14

Estoque e Consumo de matéria-prima


Quantidade Preço Unitário Valor Total
Consumo de MP 2015 15.559.255 R$ 12,02696363 R$ 187.130.594
Estoque final de MP em 2015 831.497 R$ 12,02696363 R$ 10.000.385
Compras em 2016 11.226.913 R$ 11,18507618 R$ 125.573.877
Novo custo médio R$ 12.058.410 R$ 11,24312925 R$ 135.574.262
Consumo de MP em 2016 12.058.410 R$ 11,24312925 R$ 135.574.262
Fonte: Autor

 Os produtos são embalados em grupos de 25 unidades, e aproveitamento


tributário de: ICMS 15,65%, PIS e COFINS não cumulativos.

Estoque e Consumo de embalagens


Quantidade Preço Unitário Valor Total
Consumo de MP 2015 124.474 R$ 28,787946 R$ 3.583.352
Estoque final de MP em 2015 20.000 R$ 28,787946 R$ 575.759
Compras em 2016 76.467 R$ 26,772790 R$ 2.047.235
Novo custo médio R$ 96.467 R$ 27,190583 R$ 2.622.994
Consumo de MP em 2016 96.467 R$ 27,190583 R$ 2.622.994
Fonte: Autor

Os valores foram calculados a partir da fixa de controle de estoques:


FIXA DE ESTOQUE PARA MATÉRIA PRIMA
ENTRADAS SAIDAS SALDOS
DESCRIÇÃO
QUANT. C. MÉDIO VLR. COMPRA QUANT. C. MÉDIO VLR. CONSUMO
QUANT. C. MÉDIO VLR ESTOQUE

Saldo do balanço 831.497 12,02696363 10.000.385


Compras 11.226.913 R$ 11,18507618 R$ 125.573.877
Consumo de matéria prima 12.058.410 11,24312924 135.574.262
0 0 0
FIXA DE ESTOQUE PARA EMBALAGENS
ENTRADAS SAIDAS SALDOS
DESCRIÇÃO
QUANT. C. MÉDIO VLR. COMPRA QUANT. C. MÉDIO VLR. CONSUMO
QUANT. C. MÉDIO VLR ESTOQUE
Saldo do balanço 20.000 R$ 28,787946 575.759
Compras 76.467 R$ 26,772790 2.047.235
Consumo de matéria prima 96.467 R$ 27,190583 2.622.994
Fonte: Autor

 Os materiais indiretos, como custo fixo, apresentava uma série histórica


média de R$ 11,259285 líquido, para cada unidade de produto produzido,
já creditados os impostos aproveitáveis. O aproveitamento tributário de
ICMS 15,65%, PIS e COFINS não cumulativo. Desta forma o valor dos
materiais indiretos ajustado ao novo consumo e com a redução proposta
pelo Diretor Comercial ficou como segue:
15

Materiais indiretos
Quantidade Preço Unitário Valor Total
Consumo em 2015 3.111.851 R$ 11,259285 R$ 35.037.218
Consumo em 2016 2.411.682 R$ 11,259285 R$ 27.153.815
Valor ajustado 2.411.682 R$ 10,133357 R$ 24.438.433
Fonte: Autor

 O consumo de energia elétrica varia em função de unidades produzidas,


em sua série histórica apresenta um consumo de 40KW/h por cada
unidade de produto produzido. Cada KW/h tem um preço líquido de R$
0,41582587. ICMS creditado de 26%, PIS e COFINS.

Consumo de energia elétrica


Quantidade KW/h Preço Unitário Valor Total
Consumo em 2015 3.111.851 40 R$ 0,41582587 R$ 51.759.526
Consumo em 2016 2.411.682 40 R$ 0,41582587 R$ 40.113.591
Valor ajustado 2.411.682 40 R$ 0,39503458 R$ 38.107.911
Fonte: Autor

 Os materiais de escritório na administração foram ajustados de acordo


com a previsão feita pela respectiva diretoria. A Diretoria Comercial não
reduziu o seu consumo. Créditos tributários na ordem de ICMS 16%, PIS
e COFINS não cumulativos.
 Os gastos gerais nos diversos departamentos não sofreram alterações e
não possuem nenhum aproveitamento tributário.
 O frete sofreu uma redução proporcional ao valor bruto do faturamento
tanto do mercado interno como do mercado externo, ou seja, uma redução
de 24%. O ICMS médio é de 12%, PIS e COFINS não cumulativos.
 A depreciação manteve o mesmo custo de 2016. A empresa fez
aproveitamento tributário do imobilizado em 1/48 dos tributos a recuperar,
sabendo que o ICMS médio é de 15,6%, PIS e COFINS foram
aproveitados na mesma proporção.

Para demonstrar todos os cálculos de insumos, foi elaborada a planilha abaixo


com os valores ajustados para todos os departamentos.
16
AJUSTES PARA O EXERCÍCIO DE 2016
REALIZADO EM 2015 AJUSTES PARA 2016 JAN FEV MAR ABR MAI JUN
Vendas Totais exterior 155.592.550 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000
Vendas totais interna 690.142.160 -30%40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293
IPI 69.014.216 10% 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829
Vendas 621.127.944 75,15%36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464
ICMS 96.895.959 15,60% 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264
PIS 10.248.611 1,65% 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836
COFINS 47.205.724 7,60% 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667
Quant. Produzida/Vendida 3.111.851 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974
Preço Venda Liq. 200 200 200 200 200 200
Vendas para o Exterior 25% 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000
Vendas Liquidas Nacionais 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697
Vendas Liquidas 622.370.200 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697
CMV -398.150.200

Matéria Prima Paga (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -187.130.594 REDUÇÃO -7% 11.297.855 11.297.855 11.297.855 11.297.855 11.297.855 11.297.855
ICMS creditado 15,65% 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114
PIS aproveitado 1,65% 186.415 186.415 186.415 186.415 186.415 186.415
COFINS aproveitado 7,60% 858.637 858.637 858.637 858.637 858.637 858.637
Matéria Prima líquida 75,15% 8.484.689 8.484.689 8.484.689 8.484.689 8.484.689 8.484.689
Consumo de matéria prima

Embalagens Paga (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -3.583.352 REDUÇÃO -7% 218.583 218.583 218.583 218.583 218.583 218.583
ICMS creditado 15,65% 34.208 34.208 34.208 34.208 34.208 34.208
PIS aproveitado 1,65% 3.607 3.607 3.607 3.607 3.607 3.607
COFINS aproveitado 7,60% 16.612 16.612 16.612 16.612 16.612 16.612
Embalagens líquida 75,15% 164.156 164.156 164.156 164.156 164.156 164.156
Consumo de Embalagens

Energia Elétrica Paga (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -51.759.526 REDUÇÃO -5% 3.175.659 3.175.659 3.175.659 3.175.659 3.175.659 3.175.659
ICMS creditado 26,00% 825.671 825.671 825.671 825.671 825.671 825.671
PIS aproveitado 1,65% 52.398 52.398 52.398 52.398 52.398 52.398
COFINS aproveitado 7,60% 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350
Energia Elétrica usada líquida 64,75% 2.056.239 2.056.239 2.056.239 2.056.239 2.056.239 2.056.239
Consumo de Energia Elétrica 40Kw

Material Indireto Pago (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -35.037.218 REDUÇÃO -10% 2.036.536 2.036.536 2.036.536 2.036.536 2.036.536 2.036.536
ICMS creditado 15,65% 318.718 318.718 318.718 318.718 318.718 318.718
PIS aproveitado 1,65% 33.603 33.603 33.603 33.603 33.603 33.603
COFINS aproveitado 7,60% 154.777 154.777 154.777 154.777 154.777 154.777
Material indireto usado líquido 75,15% 1.529.439 1.529.439 1.529.439 1.529.439 1.529.439 1.529.439
Consumo de Material Indireto

Material de Escritório de Vendas Pago 8.400.000 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000
ICMS creditado 16% 112.000 112.000 112.000 112.000 112.000 112.000
PIS aproveitado 1,65% 11.550 11.550 11.550 11.550 11.550 11.550
COFINS aproveitado 7,60% 53.200 53.200 53.200 53.200 53.200 53.200
Material indireto usado líquido 74,75% 523.250 523.250 523.250 523.250 523.250 523.250
Material de Escritório de Vendas consumido

Material de Escritório da Administração Pago (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) 9.600.000 REDUÇÃO -12% 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000
ICMS creditado 16% 112.640 112.640 112.640 112.640 112.640 112.640
PIS aproveitado 1,65% 11.616 11.616 11.616 11.616 11.616 11.616
COFINS aproveitado 7,60% 53.504 53.504 53.504 53.504 53.504 53.504
Material indireto usado líquido 74,75% 526.240 526.240 526.240 526.240 526.240 526.240

Fretes Pagos (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) 15.635.906 REDUÇÃO -24% 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274
ICMS creditado 12% 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833
PIS aproveitado 1,65% 16.340 16.340 16.340 16.340 16.340 16.340
COFINS aproveitado 7,60% 75.261 75.261 75.261 75.261 75.261 75.261
Fretes líquidos 78,75% 779.841 779.841 779.841 779.841 779.841 779.841
Lucro Bruto
17
AJUSTES PARA O EXERCÍCIO DE 2016
REALIZADO EM 2015 AJUSTES PARA 2016 JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL
Vendas Totais exterior 155.592.550 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.550 155.592.550
Vendas totais interna 690.142.160 -30% 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 483.099.516
IPI 69.014.216 10% 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 48.309.951
Vendas 621.127.944 75,15% 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 434.789.565
ICMS 96.895.959 15,60% 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 67.827.168
PIS 10.248.611 1,65% 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 7.174.032
COFINS 47.205.724 7,60% 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 33.044.004
Quant. Produzida/Vendida 3.111.851 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974 2.411.682
Preço Venda Liq. 200 200 200 200 200 200
Vendas para o Exterior 25% 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.550 155.592.550
Vendas Liquidas Nacionais 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 326.744.361
Vendas Liquidas 622.370.200 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 482.336.911
CMV -398.150.200

Matéria Prima Paga (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -187.130.594 REDUÇÃO -7% 11.297.855 11.297.855 11.297.855 11.297.855 11.297.855 11.297.855 135.574.262
ICMS creditado 15,65% 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 21.217.368
PIS aproveitado 1,65% 186.415 186.415 186.415 186.415 186.415 186.415 2.236.980
COFINS aproveitado 7,60% 858.637 858.637 858.637 858.637 858.637 858.637 10.303.644
Matéria Prima líquida 75,15% 8.484.689 8.484.689 8.484.689 8.484.689 8.484.689 8.484.689 101.816.268
Consumo de matéria prima

Embalagens Paga (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -3.583.352 REDUÇÃO -7% 218.583 218.583 218.583 218.583 218.583 218.583 2.622.994
ICMS creditado 15,65% 34.208 34.208 34.208 34.208 34.208 34.208 410.496
PIS aproveitado 1,65% 3.607 3.607 3.607 3.607 3.607 3.607 43.284
COFINS aproveitado 7,60% 16.612 16.612 16.612 16.612 16.612 16.612 199.344
Embalagens líquida 75,15% 164.156 164.156 164.156 164.156 164.156 164.156 1.969.872
Consumo de Embalagens

Energia Elétrica Paga (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -51.759.526 REDUÇÃO -5% 3.175.659 3.175.659 3.175.659 3.175.659 3.175.659 3.175.659 38.107.911
ICMS creditado 26,00% 825.671 825.671 825.671 825.671 825.671 825.671 9.908.052
PIS aproveitado 1,65% 52.398 52.398 52.398 52.398 52.398 52.398 628.776
COFINS aproveitado 7,60% 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350 2.896.200
Energia Elétrica usada líquida 64,75% 2.056.239 2.056.239 2.056.239 2.056.239 2.056.239 2.056.239 24.674.868
Consumo de Energia Elétrica 40Kw

Material Indireto Pago (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) -35.037.218 REDUÇÃO -10% 2.036.536 2.036.536 2.036.536 2.036.536 2.036.536 2.036.536 24.438.434
ICMS creditado 15,65% 318.718 318.718 318.718 318.718 318.718 318.718 3.824.616
PIS aproveitado 1,65% 33.603 33.603 33.603 33.603 33.603 33.603 403.236
COFINS aproveitado 7,60% 154.777 154.777 154.777 154.777 154.777 154.777 1.857.324
Material indireto usado líquido 75,15% 1.529.439 1.529.439 1.529.439 1.529.439 1.529.439 1.529.439 18.353.268
Consumo de Material Indireto

Material de Escritório de Vendas Pago 8.400.000 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000 8.400.000
ICMS creditado 16% 112.000 112.000 112.000 112.000 112.000 112.000 1.344.000
PIS aproveitado 1,65% 11.550 11.550 11.550 11.550 11.550 11.550 138.600
COFINS aproveitado 7,60% 53.200 53.200 53.200 53.200 53.200 53.200 638.400
Material indireto usado líquido 74,75% 523.250 523.250 523.250 523.250 523.250 523.250 6.279.000
Material de Escritório de Vendas consumido

Material de Escritório da Administração Pago (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) 9.600.000 REDUÇÃO -12% 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000 8.448.000
ICMS creditado 16% 112.640 112.640 112.640 112.640 112.640 112.640 1.351.680
PIS aproveitado 1,65% 11.616 11.616 11.616 11.616 11.616 11.616 139.392
COFINS aproveitado 7,60% 53.504 53.504 53.504 53.504 53.504 53.504 642.048
Material indireto usado líquido 74,75% 526.240 526.240 526.240 526.240 526.240 526.240 6.314.880

Fretes Pagos (PREÇO MÉDIO AJUSTADO) 15.635.906 REDUÇÃO -24% 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274 11.883.289
ICMS creditado 12% 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833 1.425.996
PIS aproveitado 1,65% 16.340 16.340 16.340 16.340 16.340 16.340 196.080
COFINS aproveitado 7,60% 75.261 75.261 75.261 75.261 75.261 75.261 903.132
Fretes líquidos 78,75% 779.841 779.841 779.841 779.841 779.841 779.841 9.358.092
Lucro Bruto

Fonte: Autor

Folha e Encargos Sociais


Foram calculadas as rescisões propostas pelos diretores para serem
implementadas a partir de janeiro de 2018. No mês de dezembro de 2017 foram
concedidas férias coletivas para todos os empregados e todos os demitidos zeraram
os períodos aquisitivos de férias. As rescisões foram homologadas no último dia útil
de janeiro, fevereiro e março, todos os colaboradores cumpriram o aviso prévio. O
18

saldo do FGTS na data da rescisão era de cinco salários do colaborador, incluindo as


verbas rescisórias. OS colaboradores não possuem dependentes. O calculo segue
conforme tabela abaixo:

Projeção dos valores das rescisões


JAN FEV MAR
Produção Individual 50 Individual 50 Individual 50
Salário Médio 4.209 210.450 4.209 210.450 4.209 210.450
INSS 11% -463 -23.150 -463 -23.150 -463 -23.150
férias 351 17.538 702 35.075 1.052 52.613
1/3 férias 117 5.845 234 11.690 351 17.536
INSS isento
13º salário 351 17.538 702 35.075 1.052 52.613
INSS 8% -28 -1.403 -56 -2.806 -84 -4.209
IRRF 22,5% 279 13.966 352 17.597 425 21.227
Total a pagar 4.816 240.784 5.679 283.931 6.542 327.079
multa 40% 8.418 420.900 8.418 420.900 8.418 420.900
multa 10% 2.105 105.225 2.105 105.225 2.105 105.225

JAN FEV MAR


Administração Individual 12 Individual 12 Individual 12
Salario 4.200 50.400 4.200 50.400 4.200 50.400
INSS 11% -462 -5.544 -462 -5.544 -462 -5.544
férias 350 4.200 700 8.400 1.050 12.600
1/3 férias 117 1.400 233 2.800 350 4.200
INSS isento
13º salário 350 4.200 700 8.400 1.050 12.600
INSS 8% -28 -336 -56 -672 -84 -1.008
IRRF 22,5% 277 3.328 350 4.198 422 5.067
Total a pagar 4.804 57.648 5.665 67.982 6.526 78.315
multa 40% 8.400 100.800 8.400 100.800 8.400 100.800
multa 10% 2.100 25.200 2.100 25.200 2.100 25.200
Fonte: Autor

Mão de Obra Direta e Indireta


Foi elaborada uma projeção para a folha de pagamentos do ano de 2017. Sabe-
se que o número de funcionários de mão de obra direta é de 1250, e de mão de obra
indireta 250.

De acordo com o planejamento realizado, houve a redução de 10% no quadro


de funcionários proposta pelo Diretor Industrial da empresa, ocorrendo assim uma
19

redução de 50 funcionários a cada mês, em fevereiro, março e abril, pois, a


homologação das rescisões se deu ao ultimo dia útil de cada mês como segue:

PROJEÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PARA O ANO DE 2016 (PRODUÇÃO)

PRODUÇÃO JAN FEV MAR ABR MAI JUN


N° de funcionários (Mão de Obra Direta) 1250 1200 1150 1100 1100 1100
Salário médio 4209 4.209 4.209 4.209 4.209 4.209
Salário R$ 5.261.250 R$ 5.050.800 R$ 4.840.350 R$ 4.629.900 R$ 4.629.900 R$ 4.629.900
INSS da empresa R$ 1.515.240 R$ 1.454.630 R$ 1.394.021 R$ 1.333.411 R$ 1.333.411 R$ 1.333.411
FGTS R$ 420.900 R$ 404.064 R$ 387.228 R$ 370.392 R$ 370.392 R$ 370.392
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
Férias +1/3 R$ 584.569 R$ 561.186 R$ 537.803 R$ 514.420 R$ 514.420 R$ 514.420
INSS + FGTS R$ 215.121 R$ 206.516 R$ 197.912 R$ 189.307 R$ 189.307 R$ 189.307
13° Salário R$ 438.438 R$ 420.900 R$ 403.363 R$ 385.825 R$ 385.825 R$ 385.825
INSS + FGTS R$ 161.345 R$ 154.891 R$ 148.437 R$ 141.984 R$ 141.984 R$ 141.984
Total do custo R$ 8.596.863 R$ 8.252.988 R$ 7.909.114 R$ 7.565.239 R$ 7.565.239 R$ 7.565.239
PRODUÇÃO JAN FEV MAR ABR MAI JUN
N° de funcionários (Mão de Obra Indireta) 250 250 250 250 250 250
Salário médio 4209 4.209 4.209 4.209 4.209 4.209
Salário R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250
INSS da empresa R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048
FGTS R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
Férias +1/3 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914
INSS + FGTS R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024
13° Salário R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688
INSS + FGTS R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269
Total do custo R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373

PROJEÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PARA O ANO DE 2016 (PRODUÇÃO)

PRODUÇÃO JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL


N° de funcionários (Mão de Obra Direta) 1100 1100 1100 1100 1100 1100
Salário médio 4.209 4.209 4.209 4.209 4.209 4.209
Salário R$ 4.629.900 R$ 4.629.900 R$ 4.629.900 R$ 4.629.900 R$ 4.629.900 R$ 4.629.900 R$ 56.821.500
INSS da empresa R$ 1.333.411 R$ 1.333.411 R$ 1.333.411 R$ 1.333.411 R$ 1.333.411 R$ 1.333.411 R$ 16.364.592
FGTS R$ 370.392 R$ 370.392 R$ 370.392 R$ 370.392 R$ 370.392 R$ 370.392 R$ 4.545.720
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
Férias +1/3 R$ 514.420 R$ 514.420 R$ 514.420 R$ 514.420 R$ 514.420 R$ 514.420 R$ 6.313.342
INSS + FGTS R$ 189.307 R$ 189.307 R$ 189.307 R$ 189.307 R$ 189.307 R$ 189.307 R$ 2.323.310
13° Salário R$ 385.825 R$ 385.825 R$ 385.825 R$ 385.825 R$ 385.825 R$ 385.825 R$ 4.735.125
INSS + FGTS R$ 141.984 R$ 141.984 R$ 141.984 R$ 141.984 R$ 141.984 R$ 141.984 R$ 1.742.526
Total do custo R$ 7.565.239 R$ 7.565.239 R$ 7.565.239 R$ 7.565.239 R$ 7.565.239 R$ 7.565.239 R$ 92.846.115
PRODUÇÃO JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL
N° de funcionários (Mão de Obra Indireta) 250 250 250 250 250 250
Salário médio 4.209 4.209 4.209 4.209 4.209 4.209
Salário R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 1.052.250 R$ 12.627.000
INSS da empresa R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 303.048 R$ 3.636.576
FGTS R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 84.180 R$ 1.010.160
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
Férias +1/3 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 116.914 R$ 1.402.965
INSS + FGTS R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 43.024 R$ 516.291
13° Salário R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 87.688 R$ 1.052.250
INSS + FGTS R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 32.269 R$ 387.228
Total do custo R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 1.719.373 R$ 20.632.470

Fonte: Autor

O INSS patronal e o FGTS somaram 38,60% sobre o salário, férias mais o


terço constitucional e 13° terceiro salário.
20

Administração e Comercial
Foi elaborada uma projeção para o ano de 2017 referentes aos setores
administrativo e comercial, contendo salários, décimo terceiro, férias, INSS patronal,
FGTS e demais provisões, segue abaixo:

PROJEÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PARA O ANO DE 2016 (ADMINISTRAÇÃO/COMERCIAL)


ADMINISTRAÇÃO JAN FEV MAR ABR MAI JUN
N° de funcionários 250 238 226 214 214 214
Salário médio 4.200 4.200 4.200 4.200 4.200 4.200
Salário R$ 1.050.000 R$ 999.600 R$ 949.200 R$ 898.800 R$ 898.800 R$ 898.800
INSS da empresa R$ 302.400 R$ 287.885 R$ 273.370 R$ 258.854 R$ 258.854 R$ 258.854
FGTS R$ 84.000 R$ 79.968 R$ 75.936 R$ 71.904 R$ 71.904 R$ 71.904
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
Férias + 1/3 R$ 116.664 R$ 111.064 R$ 105.464 R$ 99.864 R$ 99.864 R$ 99.864
INSS + FGTS R$ 42.932 R$ 40.872 R$ 38.811 R$ 36.750 R$ 36.750 R$ 36.750
13° Salário R$ 87.500 R$ 83.300 R$ 79.100 R$ 74.900 R$ 74.900 R$ 74.900
INSS + FGTS R$ 32.200 R$ 30.654 R$ 29.109 R$ 27.563 R$ 27.563 R$ 27.563
Total da despesa mensal R$ 1.715.696 R$ 1.633.343 R$ 1.550.989 R$ 1.468.636 R$ 1.468.636 R$ 1.468.636
COMERCIAL JAN FEV MAR ABR MAI JUN
N° de funcionários 100 100 100 100 100 100
Salário médio (1,50% sobre vendas líquidas) 6.029 6.029 6.029 6.029 6.029 6.029
Salário R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921
INSS da empresa R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641
FGTS R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - -
Férias + 1/3 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990
INSS + FGTS R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652
13° Salário R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243
INSS + FGTS R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490
Total da despesa mensal R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171

PROJEÇÃO DA FOLHA DE PAGAMENTO PARA O ANO DE 2016 (ADMINISTRAÇÃO/COMERCIAL)


ADMINISTRAÇÃO JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL
N° de funcionários 214 214 214 214 214 214
Salário médio 4.200 4.200 4.200 4.200 4.200 4.200
Salário R$ 898.800 R$ 898.800 R$ 898.800 R$ 898.800 R$ 898.800 R$ 898.800 R$ 11.088.000
INSS da empresa R$ 258.854 R$ 258.854 R$ 258.854 R$ 258.854 R$ 258.854 R$ 258.854 R$ 3.193.344
FGTS R$ 71.904 R$ 71.904 R$ 71.904 R$ 71.904 R$ 71.904 R$ 71.904 R$ 887.040
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
Férias + 1/3 R$ 99.864 R$ 99.864 R$ 99.864 R$ 99.864 R$ 99.864 R$ 99.864 R$ 1.231.969
INSS + FGTS R$ 36.750 R$ 36.750 R$ 36.750 R$ 36.750 R$ 36.750 R$ 36.750 R$ 453.365
13° Salário R$ 74.900 R$ 74.900 R$ 74.900 R$ 74.900 R$ 74.900 R$ 74.900 R$ 924.000
INSS + FGTS R$ 27.563 R$ 27.563 R$ 27.563 R$ 27.563 R$ 27.563 R$ 27.563 R$ 340.032
Total da despesa mensal R$ 1.468.636 R$ 1.468.636 R$ 1.468.636 R$ 1.468.636 R$ 1.468.636 R$ 1.468.636 R$ 18.117.750
COMERCIAL JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL
N° de funcionários 100 100 100 100 100 100
Salário médio (1,50% sobre vendas líquidas) 6.029 6.029 6.029 6.029 6.029 6.029
Salário R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 602.921 R$ 7.235.054
INSS da empresa R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 173.641 R$ 2.083.695
FGTS R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 48.234 R$ 578.804
INSS empregado (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
IRRF (neste momento não interessa este cálculo) - - - - - - -
Férias + 1/3 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 66.990 R$ 803.875
INSS + FGTS R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 24.652 R$ 295.826
13° Salário R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 50.243 R$ 602.921
INSS + FGTS R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 18.490 R$ 221.875
Total da despesa mensal R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 985.171 R$ 11.822.048

Fonte: Autor
21

Demonstração do Resultado do Exercício projetada para 2017


Para melhor visualização e análise, todas as informações foram reunidas em
uma Demonstração do Resultado do Exercício - DRE projetada para o ano de 2017.

Todos os dados calculados foram transferidos para uma planilha de projeção


para o ano de 2017, como segue:
22

Projeções para 2016


JAN FEV MAR ABR MAI JUN
Vendas totais exterior 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000
Quantidades produzidas p/ exterior 64.830 64.830 64.830 64.830 64.830 64.830
Vendas totais interna 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293
IPI 10% 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829
Vendas 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464
ICMS 15,60% 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264
PIS 1,65% 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836
COFINS 7,60% 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667
Quant. Produzida/Vendida Merc Interno 136.143 136.143 136.143 136.143 136.143 136.143
Total da produção e venda 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974
Preço Venda Líquido 200 200 200 200 200 200
Vendas para Exterior 25% 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000
Vendas Nacionais 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697
Vendas Líquidas 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697
CMV -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720
Matéria Prima -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855
Mão de Obra Direta -8.596.863 -8.252.988 -7.909.114 -7.565.239 -7.565.239 -7.565.239
energia -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659
material indireto -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536
depreciação -99.538 -99.538 -99.538 -99.538 -99.538 -99.538
embalagens -218.583 -218.583 -218.583 -218.583 -218.583 -218.583
Mão de Obra Indireta -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373
Lucro Bruto 13.910.023 13.909.976 13.909.976 13.909.976 13.909.976 13.909.976
Despesas Operacionais
Despesas com vendas -2.975.445 -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267
Salários 1,50% 602.921 602.921 602.921 602.921 602.921 602.921
INSS + FGTS 36,80% 221.875 221.875 221.875 221.875 221.875 221.875
Férias + 13° + INSS + FGTS 26,60% 160.375 160.375 160.375 160.375 160.375 160.375
Materiais de escritório 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000
Gastos gerais 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000
Fretes 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274

Despesas Administrativas -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887


Salários 1.050.000 999.600 949.200 898.800 898.800 898.800
INSS + FGTS 36,80% 386.400 367.853 349.306 330.758 330.758 330.758
Férias + 13° + INSS + FGTS 26,60% 279.296 265.890 252.484 239.077 239.077 239.077
Materiais de escritório 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000
Gastos gerais 301.075 301.075 301.075 301.075 301.075 301.075

Outros Gastos -109.200 -109.200 -109.200 -109.200 -109.200 -109.200

LUCRO ANTES DAS DESPESAS FINANC. 8.310.491 8.310.491 8.310.491 8.310.491 8.310.491 8.310.491
Receitas / Despesas Financeiras Liquidas -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869
LUCRO OPERACIONAL -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378
Contribuição social e IRPF
LUCRO LIQUIDO -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378
23

Projeções para 2016


JUL AGO SET OUT NOV DEZ TOTAL
Vendas totais exterior 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.550 155.592.550
Quantidades produzidas p/ exterior 64.830 64.830 64.830 64.830 64.830 64.833 777.963
Vendas totais interna 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 40.258.293 483.099.516
IPI 10% 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 48.309.951
Vendas 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 36.232.464 434.789.565
ICMS 15,60% 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 67.827.168
PIS 1,65% 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 7.174.032
COFINS 7,60% 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 2.753.667 33.044.004
Quant. Produzida/Vendida Merc Interno 136.143 136.143 136.143 136.143 136.143 136.143 1.633.719
Total da produção e venda 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974 200.974 2.411.682
Preço Venda Líquido 200 200 200 200 200 200
Vendas para Exterior 25% 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.000 12.966.550 155.592.550
Vendas Nacionais 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 27.228.697 326.744.361
Vendas Líquidas 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 40.194.697 482.336.911
CMV -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -26.284.720 -315.416.637
Matéria Prima -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -11.297.855 -135.574.262
Mão de Obra Direta -7.565.238 -7.565.239 -7.565.239 -7.565.239 -7.565.239 -7.565.239 -92.846.115
energia -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -3.175.659 -38.107.911
material indireto -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -2.036.536 -24.438.434
depreciação -99.538 -99.538 -99.538 -99.538 -99.538 -99.538 -1.194.451
embalagens -218.583 -218.583 -218.583 -218.583 -218.583 -218.583 -2.622.994
Mão de Obra Indireta -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -1.719.373 -20.632.470
Lucro Bruto 13.909.976 13.909.976 13.909.976 13.909.976 13.909.976 13.909.976 166.920.274
Despesas Operacionais
Despesas com vendas -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267 -2.897.267 -35.705.339
Salários 1,50% 602.921 602.921 602.921 602.921 602.921 602.921 7.235.054
INSS + FGTS 36,80% 221.875 221.875 221.875 221.875 221.875 221.875 2.662.500
Férias + 13° + INSS + FGTS 26,60% 160.375 160.375 160.375 160.375 160.375 160.375 1.924.496
Materiais de escritório 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000 700.000 8.400.000
Gastos gerais 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 300.000 3.600.000
Fretes 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274 990.274 11.883.289

Despesas Administrativas -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -2.514.887 -30.178.647


Salários 898.800 898.800 898.800 898.800 898.800 898.800 11.088.000
INSS + FGTS 36,80% 330.758 330.758 330.758 330.758 330.758 330.758 4.080.384
Férias + 13° + INSS + FGTS 26,60% 239.077 239.077 239.077 239.077 239.077 239.077 2.949.363
Materiais de escritório 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000 704.000 8.448.000
Gastos gerais 301.075 301.075 301.075 301.075 301.075 301.075 3.612.900

Outros Gastos -109.200 -109.200 -109.200 -109.200 -109.200 -109.200 -1.310.400

LUCRO ANTES DAS DESPESAS FINANC. 8.310.491 8.310.491 8.310.491 8.310.491 8.310.491 8.310.491 99.725.888
Receitas / Despesas Financeiras Liquidas -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -11.585.869 -139.030.424
LUCRO OPERACIONAL -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -39.304.537
Contribuição social e IRPF
LUCRO LIQUIDO -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -3.275.378 -39.304.537

Fonte: Autor

O custo das mercadorias vendidas foi calculado na seguinte proporção:

O CMV apresenta a seguinte distribuição em sua composição:


CMV 2016
Matéria Prima 47,00% -135.574.262
Mão de Obra Direta 25,00% -92.846.115
energia 13,00% -38.107.911
material indireto 8,80% -24.438.434
depreciação 0,30% -1.194.451
embalagens 0,90% -2.622.994
Mão de Obra Indireta 5,00% -20.632.470
TOTAL 100,00% -315.416.637

Fonte: Autor
24

Abaixo uma planilha de resume os créditos tributários.

Planilha de
Planilha dedébitos
débitoseecréditos
créditostributários
tributários
JUL JAN AGO FEVSET OUT
MAR NOV
ABR DEZ
MAI TOTAL
JUN
ICMS
ICMS
Débito pelas vendas 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 67.827.168
Débito pelas vendas 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264 5.652.264
Créditos 3.290.184 3.290.184 3.290.184 3.290.184 3.290.184 3.290.184 39.482.209
Créditos
Matéria prima
3.290.184 3.290.184 3.290.184 3.290.184 3.290.184
1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114 1.768.114
3.290.184
21.217.368
Matéria prima
Embalagens 1.768.114
34.208 1.768.114
34.208 1.768.114
34.208 34.2081.768.114
34.2081.768.114
34.208 1.768.114
410.496
Embalagens
Mat Indiretos 318.71834.208
318.718 34.208
318.718 34.208
318.718 34.208 34.208
318.718 318.718 34.208
3.824.616
Mat
Mat Indiretos
Escritorio 318.718
224.640 224.640318.718
224.640318.718
224.640 318.718
224.640 318.718
224.640 318.718
2.695.680
Energia
Mat Elétrica
Escritorio 825.671 825.671224.640
224.640 825.671224.640
825.671 224.640
825.671 224.640
825.671 9.908.052
224.640
Depreciação
Energia Elétrica 825.671 825.671 825.671 825.671 825.671 825.671
Fretes
Depreciação 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833 1.425.996
Fretes 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833 118.833
PIS
Débito pelas vendas 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 597.836 7.174.032
PIS
Créditos 315.529 315.529 315.529 315.529 315.529 315.529 3.786.347
Débito
Matériapelas
prima vendas 597.836
186.415 186.415597.836
186.415597.836
186.415 597.836
186.415 597.836
186.415 597.836
2.236.980
Créditos
Embalagens 315.5293.607315.529
3.607 3.607315.529
3.607 315.529
3.607 315.529
3.607 315.529
43.284
Matéria prima
Mat Indiretos 186.415
403.236 403.236186.415
403.236186.415
403.236 186.415
403.236 186.415
403.236 186.415
403.236
Mat Escritorio
Embalagens 23.166 3.607
23.166 3.607
23.166 3.607
23.166 23.166
3.607 23.166
3.607 277.992
3.607
Energia
Mat Elétrica
Indiretos 52.398 52.398403.236
403.236 52.398403.236
52.398 52.398
403.236 52.398
403.236 628.776
403.236
Depreciação
Mat Escritorio 23.166 23.166 23.166 23.166 23.166 23.166
Fretes 16.340 16.340 16.340 16.340 16.340 16.340 196.080
Energia Elétrica 52.398 52.398 52.398 52.398 52.398 52.398
Depreciação
COFINS
Fretes
Débito pelas vendas 2.753.66716.340
2.753.667 16.340 16.340 2.753.667
2.753.667 2.753.667 16.340 2.753.667
16.340 16.340
33.044.004
Créditos 1.453.341 1.453.341 1.453.341 1.453.341 1.453.341 1.453.341 17.440.092
COFINS
Matéria prima 858.637 858.637 858.637 858.637 858.637 858.637 10.303.644
Embalagens
Débito pelas vendas 16.612 16.612
2.753.667 16.612
2.753.667 16.6122.753.667
2.753.667 16.6122.753.667
16.612 199.344
2.753.667
Mat Indiretos
Créditos 154.777 154.777
1.453.341 154.777
1.453.341 154.7771.453.341
1.453.341 154.7771.453.341
154.777 1.857.324
1.453.341
Mat Escritorio
Matéria prima 106.704 106.704858.637
858.637 106.704858.637
106.704 858.637
106.704 858.637
106.704 1.280.448
858.637
Energia Elétrica 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350 2.896.200
Embalagens 16.612 16.612 16.612 16.612 16.612 16.612
Depreciação
Mat Indiretos
Fretes
154.777
75.261
154.777
75.261 75.261
154.777
75.261
154.777
75.261
154.777
75.261
154.777
903.132
Mat Escritorio 106.704 106.704 106.704 106.704 106.704 106.704
Energia
IPI Elétrica 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350 241.350
Depreciação
Débito pelas vendas 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 48.309.951
Fretes 75.261 75.261 75.261 75.261 75.261 75.261

IPI
Débito pelas vendas 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829 4.025.829

Fonte: Autor

DRE Contabilizada
Utilizando o sistema RXPCONT – Gestão Contábil e Financeira, foram feitos os
lançamentos dos valores da coluna total da planilha Projeções para 2017 e ao final foi
apurado a seguinte DRE:
25

Análises
Ao analisar o resultado projetado para 2017, pode se perceber que, a redução
de 30% nas vendas para o mercado interno afetou de forma substancial o faturamento
da empresa. A soma dos impostos que incidem sobre as vendas, R$ 156.355.155,00
mesmo com as compensações diminuem a receita bruta da empresa. As vendas
líquidas sinalizavam um valor de R$ 622.370.200 em 2016 contra R$ 482.336.911 em
2016, ou seja, uma variação negativa em 22% de um ano para o outro, reflexo do
encurtamento das vendas para o mercado interno.
26

Um ponto positivo foi à diminuição do CMV, resultado das reduções de custos


realizadas por todos os setores, em 2016 o custo das mercadorias vendidas foi de R$
398.150.200 na produção de 3.111.851 unidades e em 2017 o resultado projetado foi
de R$ 315.416.637 na produção de 2.411.682 unidades ocasionando uma margem
de lucro maior. Em comparação a margem de lucro bruto em 2017 foi de 36% contra
34,61% em 2015

A empresa apresenta um valor de despesa operacional bastante considerável,


despesas com vendas e administrativas somavam R$ 76.691.500 em 2016 contra R$
65.883.986 em 2017 em outras palavras, significa dizer que a empresa utilizou 34,20%
do lucro bruto para pagar as despesas operacionais contra 39,47%.

O alto valor das despesas financeiras compromete o resultado operacional da


empresa, R$ 271.537.800 em 2016 contra R$ 139.030.424 em 2017 apesar de o valor
ter sido menor, a empresa apresenta prejuízo operacional na ordem de R$
125.319.700 em 2016 e R$ 39.304.537 em 2017.

Com a analise desses fatores, a empresa deve buscar novas formas de trabalho,
para aumentar sua eficiência nos processos, diminuindo os desperdícios e buscar
novos fornecedores com preços competitivos evitando a dependência de destes, deve
também buscar novas oportunidades para o mercado interno, na conquista de novos
clientes trabalhando preços competitivos e buscando a negociação de impostos e
serviços para fazer uma alavancagem operacional. Além de reduzir no que forem
possíveis as despesas operacionais, para aumentar a margem de contribuição.

Outro fator importante que merece observação são os custos financeiros do


negócio a empresa deve trabalhar a redução de despesas financeiras, pois essas
afetam de forma substancial o lucro operacional da empresa.

Estas despesas resultam dos empréstimos e financiamentos de curto e longo


prazo, o que onera bastante a empresa. Deve-se buscar a quitação de todos os
empréstimos e financiamentos de curto e logo prazo, e ao invés de buscar recursos
nas instituições financeiras à empresa deve passar a fazer investimentos e aplicações,
tanto de renda fixa, como em renda variável, por exemplo, na bolsa de valores, na
27

busca de receber juros e aumentar seu capital, como na compra de imóveis para obter
renda, afinal o objetivo das organizações é o lucro.

A estratégia de alavancar investimentos com a redução no pagamento de CSSL


e do IRPJ devido ao custo financeiro pode ser perigosa, a empresa deve utilizar das
instituições financeiras e da legislação ao seu favor.

A taxa de juros compostos cobrada pelas instituições financeiras por vezes pode
ser maior do que o pagamento de impostos, a empresa deve se utilizar de um
planejamento tributário eficiente como método de gestão, para pagar ao Estado
somente os impostos que forem justos a atividade.

O Estado, em todas as esferas, Federal, Estadual e Municipal é um dos maiores


compradores do país, isto se justifica, pois ele em si, não produz nada, apenas compra
e contrata empresas que possam fornecer produtos e serviços para ele.

O setor público é um cliente essencial no Brasil, porem a empresa deve tomar


cuidado para não depender apenas deste setor, deve ser realizado estudos periódicos
para a participação de possíveis licitações que possam ocorrer, para que a margem
de contribuição seja justa, pois quando o estado compra, ele compra pelo melhor
preço.

Quando ocorre a liquidação das despesas o estado tem o dever de pagar o valor
acordado com seus contratados, essa é a segurança jurídica que as empresas têm.

A empresa deve ter o setor público como um cliente em potencial, mas deve
investir em outros clientes do mercado interno, reduzindo a dependência deste setor.
Deve focar no lucro de suas operações.

Proposta de Venda para 2017


A Diretoria Comercial apresentou a proposta recebida para a compra de 65.000
unidades mensais de produtos, durante o ano de 2017 ao preço de R$ 180,00 sem o
IPI, que a empresa compradora irá pagar. Com relação aos impostos, o ICMS é de
12% e o frete é por conta do comprador. O prazo para pagamento é de 20 dias da
28

entrega. Os diretores Industrial e Administrativo informaram que podem usar a


estrutura ajustada por sem um único cliente.

Análise da Proposta
Para analisar a proposta recebida, foram realizados os cálculos referentes ao
custo de produção. Apesar do preço de venda ter sido menor, R$ 180,00 a margem
de contribuição dos produtos foi maior, reflexo do acordo de o custeamento do IPI e
frete por conta do comprador. Através da DRE ajustada podemos concluir que:
29
30

A empresa deixará de pagar R$ 14.040.000,00 de IPI, e pagará menos ICMS


pois a alíquota é de 12% além dos custos com frete. Com a planta da fabrica ajustada
para atender um único cliente a empresa não irá custear valores superiores de mão
de obra direta e indireta, e as despesas administrativas e outras despesas já estão
controladas devido a contingencia nos gastos. Ao analisar a margem de contribuição
e fazer uma breve comparação entre os valores, podemos concluir que:

Margem de Contribuição
Produtos A B
Preço de venda R$ 200,00 R$ 180,00
Custos e despesas variáveis R$ 152,97 R$ 121,21
Margem de contribuição unitária R$ 47,03 R$ 58,79
Margem de contribuição percentual 23,51% 32,66%
Volume (em unidades) 2.411.682 780.000
Margem de Contribuição total R$ 113.415.593,97 R$ 45.858.903,49

Fonte: Autor

Mesmo com o preço de venda menor, a margem de contribuição foi superior na


proposta recebida, ao passo que ocorreu uma redução considerável dos custos e
despesas variáveis, a margem de contribuição unitária foi superior, R$ 58,79 contra
R$ 47,03 o que significa dizer, ao analisar a margem de contribuição percentual,
9,15% a mais para os cofres da empresa.

Portanto, tomando as devidas precauções ao analisar a lucratividade individual


dos produtos, juntamente com o volume de vendas, pode-se concluir que a Diretoria
deve aceitar a proposta recebida na venda das 65.000 unidades mensais para o ano
de 2016, pois as projeções sinalizavam que o resultado para o exercício seria negativo
em R$ -39.304.537 e ao receber a proposta o resultado projetado passou a R$
5.774,367, o que representa um grande alívio financeiro para a empresa.
31

Segundo Padoveze (2013), a margem de contribuição representa o lucro


variável, pois é a diferença entre o preço de venda unitário com os custos e despesas
variáveis unitários. A contribuição marginal do produto para a empresa é a
multiplicação da margem de contribuição unitária pelo volume vendido.

Segundo Bomfim e Passarelli (2011) a gestão estratégica de custo é


fundamental, exigindo constantes mudanças em seu contexto e no comportamento
dos gestores.

Segundo Padoveze (2013) o Custo-meta é o processo inverso da precificação


de um produto, em que a empresa usa a precificação do custo mais a margem de
lucro para estabelecer o preço de venda o produto.

Ou seja, o custo meta, é uma estratégia de gestão de custos onde, a partir do


preço de mercado e de uma margem de lucro desejada as empresas estabelecem um
teto para os custos e a margem de contribuição, é o quanto sobra de receita para
pagar os custos fixos e obter o lucro após as vendas. Em ambientes de alta
competitividade, muitos seguimentos têm o preço de venda pré-estabelecido pelo
mercado, logo as empresas devem estudar a melhor forma para gerir seus custos
fixos e variáveis e estudar qual a melhor forma de calcular o retorno de seus produtos
nos mercados que atuam.

Receitas Orçamentárias

Receita pública é o dinheiro que o estado arrecada na maioria das vezes através
dos tributos, para custear as despesas e os investimentos destinados a atender as
necessidades da sociedade.

As receitas são disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante


o exercício orçamentário e constituem elemento novo para o patrimônio público.
Instrumento por meio do qual se executa as políticas públicas, as receitas
orçamentárias são fonte de recursos utilizados pelo Estado em programas e ações
cuja finalidade precípua é atender às necessidades públicas e demandas da
sociedade.
32

Essas receitas pertencem ao Estado, transitam pelo patrimônio do Poder


Público, aumentam-lhe o saldo financeiro, e por força do princípio orçamentário da
universalidade, estão previstas na Lei Orçamentária Anual (LOA).

São divididas em receitas correntes, e receitas de capital. As receitas correntes


são aquelas que correspondem as receitas tributárias, com a arrecadação de
impostos, taxas e contribuições de melhoria, das contribuições previdenciárias e
outras, patrimoniais, como o rendimento de aplicações financeiras, alugueis, entre
outras, agropecuárias, industriais, de serviços, transferências correntes, que são os
recursos recebidos da União referentes à participação, SUS, convênios e outros, e de
entidades tais como FUNDEB, FUNDOSOCIAL, SEITEC e outras, e outras receitas
correntes como multas e juros, divida ativa, restituições, indenizações e outras.

As receitas de capital são as referentes às operações de crédito, como os


empréstimos realizados pelo Estado, alienações de bens, amortização de
empréstimos, concedidos pelo Estado, e as transferências de capital, na sua maioria
de convênios.

As receitas Intraorçamentarias, são aquelas arrecadadas pelos órgãos


estaduais, por serviços prestados a outros órgãos estaduais pertencentes ao
orçamento fiscal e da seguridade social.

Embora haja obrigatoriedade de a LOA registrar a previsão de arrecadação, a


mera ausência formal do registro dessa previsão, no citado documento legal, não lhes
retira o caráter de orçamentárias, haja vista o art. 57 da Lei nº 4.320/64 determinar
classifica-se como receita orçamentária toda receita arrecadada que porventura
represente ingressos financeiros orçamentários, inclusive se provenientes de
operações de crédito, exceto: operações de crédito por antecipação de receita (ARO),
emissões de papel moeda e outras entradas compensatórias no ativo e passivo
financeiros.

Como foi visto, tributo é uma das origens da Receita Corrente na classificação
orçamentária por Categoria Econômica. Quanto à procedência, trata-se de receita
derivada cuja finalidade é obter recursos financeiros para o Estado custear as
33

atividades que lhe são correlatas. Sujeitam-se aos princípios da reserva legal e da
anterioridade da lei, salvo exceções. O art. 3º do Código Tributário Nacional – CTN
define tributo da seguinte forma:

"Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela


se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada".

O art. 4º do CTN preceitua que a natureza específica do tributo, ao contrário de


outros tipos de receita, é determinada pelo fato gerador, sendo irrelevante para
caracterizá-lo: I – a sua denominação; e II – a destinação legal do produto de sua
arrecadação. O art. 5º do CTN e os incisos I, II e III do art. 145 da CF/88 tratam das
espécies tributárias impostos, taxas e contribuições de melhoria.

Os impostos, segundo o art. 16 do CTN, são espécies tributárias cuja obrigação


tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal
específica relativa ao contribuinte, o qual não recebe contraprestação direta ou
imediata pelo pagamento. O art. 167 da Constituição Federal proíbe, salvo em
algumas exceções, a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa.

Os impostos estão enumerados na Constituição Federal, ressalvando-se


unicamente a possibilidade de utilização, pela União, da competência residual prevista
no art. 154, I, e da competência extraordinária, no caso dos impostos extraordinários
de guerra prevista no inciso II do mesmo artigo.

Codificação Da Natureza Da Receita

O parágrafo 1º do artigo. 8º da Lei nº 4.320/64 define que os itens da


discriminação da receita, mencionados no seu art. 11, serão identificados por números
de código decimal. Convencionou-se denominar este código de Natureza de Receita.
Esse código busca classificar a receita identificando a origem do recurso segundo seu
fato gerador. Dessa forma, as naturezas de receitas orçamentárias procuram refletir o
fato gerador que ocasionou o ingresso dos recursos aos cofres públicos. É a menor
célula de informação no contexto orçamentário para as receitas públicas, devendo,
portanto conter todas as informações necessárias para as devidas vinculações. Face
34

à necessidade de constante atualização e melhor identificação dos ingressos aos


cofres públicos, o código identificador da natureza de receita é desmembrado em
níveis. Assim, na elaboração do orçamento público a codificação econômica da receita
orçamentária é composta dos níveis abaixo:

1º Nível – Categoria Econômica

2º Nível – Origem

3º Nível – Espécie

4º Nível – Rubrica

5º Nível – Alínea

6º Nível – Subalínea

1º Nível – Categoria Econômica – utilizado para mensurar o impacto das


decisões do Governo na economia nacional (formação de capital, custeio,
investimentos etc.). É codificada e subdividida da seguinte forma: 1. Receitas
Correntes; 2. Receitas de Capital; 7. Receitas Correntes Intra-Orçamentárias; 8.
Receitas de Capital Intra-Orçamentárias;

2º Nível – Origem – Identifica a procedência dos recursos públicos, em relação


ao fato gerador dos ingressos das receitas (derivada, originária, transferências e
outras). É a subdivisão das Categorias Econômicas, que tem por objetivo identificar a
origem das receitas, no momento em que as mesmas ingressam no patrimônio
público. No caso das receitas correntes, tal classificação serve para identificar se as
receitas são compulsórias (tributos e contribuições), provenientes das atividades em
que o Estado atua diretamente na produção (agropecuárias, industriais ou de
prestação de serviços), da exploração do seu próprio patrimônio (patrimoniais), se
provenientes de transferências destinadas ao atendimento de despesas correntes, ou
ainda, de outros ingressos. No caso das receitas de capital, distinguem-se as
provenientes de operações de crédito, da alienação de bens, da amortização dos
35

empréstimos, das transferências destinadas ao atendimento de despesas de capital,


ou ainda, de outros ingressos de capital.

3º Nível – Espécie – É o nível de classificação vinculado à Origem, composto por


títulos que permitem qualificar com maior detalhe o fato gerador dos ingressos de tais
receitas. Por exemplo, dentro da Origem Receita Tributária (receita proveniente de
tributos), podemos identificar as suas espécies, tais como impostos, taxas e
contribuições de melhoria (conforme definido na Constituição Federal de 1988 e no
Código Tributário Nacional), sendo cada uma dessas receitas uma espécie de tributo
diferente das demais. É a espécie de receita.

4º Nível – Rubrica – É o detalhamento das espécies de receita. A rubrica busca


identificar dentro de cada espécie de receita uma qualificação mais específica. Agrega
determinadas receitas com características próprias e semelhantes entre si.

5º Nível – Alínea – Funciona como uma qualificação da rubrica. Apresenta o


nome da receita propriamente dita e que recebe o registro pela entrada de recursos
financeiros.

6º Nível - Subalínea – Constitui o nível mais analítico da receita.

Detalhamento De Código Da Natureza Da Receita Orçamentária

Para atender às necessidades internas, a União, os Estados, o Distrito Federal


e os Municípios poderão detalhar as classificações orçamentárias a partir do nível
ainda não detalhado. A administração dos níveis já detalhados cabe à União.

Exemplo:

1113.02.00 Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e


sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação (ICMS).

1 = Receita Corrente (Categoria Econômica);

1 = Receita Tributária (Origem);


36

1 = Receita de Impostos (Espécie);

3 = Impostos sobre a Produção e a Circulação (Rubrica);

02 = Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre


Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de
Comunicação (Alínea);

00 = (Subalínea)

De acordo com o exemplo, o detalhamento de nível de código de natureza de


receita somente poderá ser efetivado nos níveis que estão com zeros, ou em um 7º
nível a ser criado, opcionalmente pelo ente. No exemplo 1 não poderá detalhar em
nível de subalínea.

No mesmo exemplo, ao ingressar o valor arrecadado nos cofres públicos os


subsistemas orçamentário, patrimonial e controle seriam afetados.

Segundo Reinaldo Luiz Lunelli (2013), o sistema orçamentário, é representado


pelos atos de natureza orçamentária, registrando a receita prevista e as autorizações
legais da despesa constantes na LOA e dos créditos adicionais abertos. O sistema
patrimonial é constituído das contas que registram as movimentações que concorrem
ativa e passivamente para a formação do patrimônio da entidade. No sistema de
controle são efetuados os registros dos atos administrativos praticados pelo gestor da
entidade que possam implicar em modificações futuras no patrimônio.

Conforme Lei complementar Nº 63, de 11 de Janeiro de 1990, em seu Art. 3º


25% (vinte e cinco por cento) do produto da arrecadação do Imposto sobre Operações
relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestação de Serviços de Transporte
Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação serão creditados, pelos Estados, aos
respectivos Municípios. Com isso temos que o total de ICMS arrecadados em 2016
pela empresa gera o montante de 67.827.168,00, contudo, 25% (vinte e cinco por
cento) deste valor, no total de 16.956.792,00 será creditado pelo Estado ao seguinte
Município, onde os recursos arrecadados se destinam ao atendimento de exigências
sociais e melhoria dos serviços públicos, tais como educação, saúde e segurança.
37
38

Considerações Finais

O objetivo deste trabalho foi realizar um estudo abrangente sobre os possíveis


cenários futuros da economia com definições do orçamento e políticas empresariais
para os próximos anos, onde tivemos a oportunidade de analisar cada setor da
empresa com base nos relatórios disponibilizados pela diretoria, que nortearam os
estudos sobre os aspectos financeiros e econômicos da instituição.

Segundo os consultores contratados, os próximos anos serão influenciados por


forte aprofundamento da crise financeira internacional, da crise imigratória e,
principalmente, nos reflexos da crise política que vivenciamos no momento no âmbito
interno do país, que levará a escassez de recursos financeiros, aumento das taxas de
custo de capital, desequilíbrio na taxa de câmbio e dificuldades e diminuição nas
vendas. Como forma de se prevenir de tais eventos, fizemos os estudos a cerca
destes fatos, foram elaboradas as ações a serem implementadas para o ano de 2018,
coordenando os departamentos envolvidos, sejam eles; contabilidade, custos,
tributário, recursos humanos, orçamento, compras, financeiro, logística, manutenção
e produção, com isto temos que todas disciplinas norteadoras do trabalho
contribuíram para a elaboração e desenvolvimento das analises em cada atividade,
agregando conhecimento amplo e contribuindo para o desenvolvimento acadêmico.

Dentre aos planos de ações propostos pelos diretores da instituição percebemos


que devido ao contingenciamento dos gastos do governo que provocará uma queda
brusca no volume de vendas, as principais ações dos diretores são reduções nos
custos que impactaram no resultado da empresa, sejam eles: nas comissões sobre
vendas, quadro de funcionários, materiais indiretos e energia elétrica, materiais de
escritório, matéria-prima, embalagens e custo financeiro, onde estabelecendo as
políticas certas temos uma grande redução nos custos da empresa, deixando
proporcional a relação entre a queda nas vendas e o lucro no período, desta forma é
correto dizer que mesmo com o número menor de vendas foi possível ter uma boa
proporção de lucro referente a ano de 2016, onde se tinha um volume de vendas
maior, mas com baixa eficiência nos custos em geral, ou outras palavras, em 2016 a
39

empresa vendia mais, mas como o preço de custo era maior a margem de lucro não
era tão explorada.

Devido aos cenários difíceis que as empresas em geral vêm enfrentando, a única
forma de sobreviver no mercado é investir em profissionais qualificados para
desenvolver ações de possam maximizar seus lucros, deixando-as mais competitivas,
e com isso abrindo novos mercados, otimizando seus processos, reinventando seus
produtos, melhorando e aprimorando e abaixando seus custos de produção. Tal
iniciativa é claramente o que pode decidir se a empresa continua operando ou entra
no processo de falência, perdendo mercado, com produtos obsoletos e fora de preço,
saber definir tais ações não é tarefa fácil, contudo, há o que se pensar em contratar
uma equipe especializada ou deixar como está pode custar a saúde financeira da
instituição.
40

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Remuneração do Trabalho (FGTS e Encargos Sociais) e Tributos incidentes sobre o
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Previdenciária: Contrato de Trabalho Parte II e FGTS. Caderno de Atividades.
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Específicos. Caderno de Atividades. Anhanguera Publicações: Valinhos, 2014.
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TORRES, Adilson. Gerenciamento Estratégico de Custos: Aplicação Gerencial dos


Sistemas de Custeio. Caderno de Atividades. Anhanguera Publicações: Valinhos,
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Ferramenta pa Gerenciamento Estratégico dos Custos e do Lucro. Caderno de
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Contábeis Obrigatórias e Relatórios Facultativos. Caderno de Atividades. Valinhos:
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Mercadorias e os Critérios para Cálculo e Contabilização da Folha de Pagamentos.
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