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Universidade Lúrio

Faculdade de Engenharia

Departamento de Engenharia Civil

Curso de Licenciatura em Engenharia Civil

Disciplina: Construção em Terra


Tema: Precipitação

Nível: 3º ano, 2º Semestre

Discente : Docente:
Maria da Patrícia José Josefa Rombe, Lic.

Pemba, Agosto de 2018


Universidade Lúrio

Faculdade De Engenharia

Departamento de Engenharia Civil

Precipitação

Trabalho de carácter avaliativo da cadeira de Hidráulica


Urbana e Ambiental, leccionada pelo docente: Eng.º
Josefa Rombe, para o curso de Licenciatura em
Engenharia Civil, 3º ano, 2º semestre, como tema:
Precipitação.

Discente:
Maria da Patrícia José

Pemba, Agosto de 2018


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................... i

2. OBJETIVOS ............................................................................................................. ii

2.1. Objetivo Geral ................................................................................................ ii

2.2. Objetivos Específicos ..................................................................................... ii

3. METODOLOGIA ..................................................................................................... ii

4. DEFINIÇÃO PRECIPITAÇÃO ............................................................................... 1

5. ANÁLISE DE DADOS DE PRECIPITAÇÃO ......................................................... 1

5.1. Preenchimento de falhas................................................................................. 1

5.1.1. Método da ponderação regional ................................................................. 2

5.1.2. Método da regressão linear ......................................................................... 2

5.1.3. Método da Dupla Massa ............................................................................. 3

6. PRECIPITAÇÃO MÉDIA EM UMA BACIA .......................................................... 3

6.1. Método aritmético .......................................................................................... 3

6.2. Método de Thiessen ....................................................................................... 4

6.3. Método das isoietas ........................................................................................ 6

7. CONCLUSÃO .......................................................................................................... 8

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...................................................................... 9


1. INTRODUÇÃO

As precipitações constituem o mais importante componente do ciclo hidrológico, formando


o elo de ligação entre a água da atmosfera e a água do solo, principalmente com respeito ao
escoamento superficial. A determinação da intensidade de precipitação é importante para o
controle de inundação e da erosão do solo. Por sua capacidade para produzir escoamento, a
chuva é o tipo de precipitação mais importante para a hidrologia (BERTONI & TUCCI,
1993).
Sua importância reside na recarga dos mananciais hídricos superficiais e subsuperficiais de
onde dependem as quantidades demandadas da água para consumo humano, doméstico,
industrial, animal e rural.
No trabalho presente serão abordados aspectos gerais das precipitações, tais como: medidas,
correção de dados inconsistentes, preenchimento de falhas, entre outros.

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2. OBJETIVOS

2.1. Objetivo Geral


 Descrever a Precipitação;

2.2. Objetivos Específicos


 Abordar sobre Grandezas da Precipitação;
 Abordar sobre Medição da Precipitação.

3. METODOLOGIA
O método de abordagem adotado é o qualitativo. A pesquisa aqui relatada classifica-se
quanto aos meios como bibliográfica e quanto aos fins, como descritiva. As pesquisas foram
realizadas em livros de Hidrologia Aplicada, sites de instituições de Ensino Superior que
possuem cursos de graduação em Hidrologia aplicada com tema Ciclo Hidrologicos, artigos
online, anais eletrônicos de congressos e eventos científicos e em home pages do site de
busca Google.

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4. DEFINIÇÃO PRECIPITAÇÃO

NETTO (2011), a precipitação é o conjunto de águas originadas do vapor d’água


atmosférico que atinge a superfície terrestre. Também pode ser definida como sendo a
precipitação é a descarga líquida ou sólida que se abate sobre a superfície terrestre,
resultante da condensação do vapor d’água atmosférico, sob diferentes formas, como chuva,
chuvisco, granizo, neve, neblina, orvalho ou geada. As características principais da
precipitação são: o seu total, a duração e o modo como se distribui no espaço e no tempo. A
quantidade de precipitação só tem significado quando associados a uma duração.

A precipitação representa a ligação entre os demais fenómenos hidrológicos e fenómeno do


escoamento superficial. Em certos casos a precipitação pode ser recolhida pela folhagem e
troncos da vegetação e não atinge o solo.

5. ANÁLISE DE DADOS DE PRECIPITAÇÃO

Um posto de medição de chuva (posto pluviométrico) é instalado e mantido com o objectivo


de obter uma série ininterrupta de dados de precipitação ao longo dos anos. Entretanto, é
comum a ocorrência de problemas mecânicos ou com o operador, de modo que normalmente
existem períodos sem registros das precipitações ou com falhas nas observações.

Como falhas são designados dados cujos valores são incoerentes ou denotam erros
grosseiros, os quais são detectados por análise visual no primeiro contato com a série
histórica de dados ou mesmo só no momento do processamento das informações, durante os
estudos hidrológicos. São comuns as falhas cuja origem é o preenchimento errado da
caderneta pelo operador, constando valores absurdos de tão elevados ou com casas decimais
acima da precisão do instrumento.

5.1. Preenchimento de falhas

Para realizar o preenchimento de falhas em séries de dados de precipitação,


tornando-as contínuas, são usualmente empregados os métodos de:
 Da ponderação regional;

1
 Regressão linear;
 Uma combinação dos dois anteriores.

5.1.1. Método da ponderação regional

Este método consiste em estimar a precipitação ocorrida no posto com falha considerando-a
proporcional às precipitações em postos vizinhos, sendo o factor de proporcionalidade
função da precipitação média em tais postos, levando em consideração ainda a precipitação
média no próprio posto com falha.

Tal método é utilizado seleccionando ao menos três postos vizinhos àquele com falha, os
quais devem estar localizados em região climatologicamente semelhante ao posto com falha.

Por exemplo, considerando que em uma série de dados de um posto X tenham


sido encontradas falhas, e considerando que existem os postos Y, Z e W situados em
regiões de clima semelhante e com dados disponíveis, as falhas citadas podem ser
preenchidas pela seguinte equação, conforme o método da ponderação regional:
1 𝑃𝑌 𝑃𝑍 𝑃𝑊
𝑃𝑋 = ( + + ) . 𝑃𝑋𝑚
3 𝑃𝑌𝑚 𝑃𝑍𝑚 𝑃𝑊𝑚

Onde: PXm, PYm, PZm e PWm são as precipitações médias nos postos X, Y, Z e W,
respectivamente; PX, é a precipitação no posto X a determinar; PY, PZ e PW são as
precipitações nos postos Y, Z e W, respectivamente, no intervalo de tempo referente aquele
da precipitação no posto X a determinar. Esse método é normalmente usado para séries
mensais ou anuais, não sendo recomendado para séries diárias, devido à grande variabilidade
temporal e espacial da precipitação.

5.1.2. Método da regressão linear

Outro método de preenchimento de falhas de dados de precipitação consiste em utilizar a


técnica da regressão linear simples ou múltipla, segundo a qual a precipitação no posto com
falhas é correlacionada estatisticamente com a precipitação em um posto vizinho com dados

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disponíveis, no caso da regressão simples, ou vários postos vizinhos, no caso da regressão
múltipla Basicamente, o referido método consiste em ajustar uma equação do tipo (para
regressão linear múltipla):
𝑃𝑥 = 𝑎. 𝑃𝑦 + 𝑏. 𝑃𝑧 + 𝑐. 𝑃𝑤 + 𝑑

Onde 𝑃𝑥 é a precipitação a ser determinada no posto X com falha;


Py, Pz e Pw são as precipitações nos postos vizinhos Y, Z e W, respectivamente; a, b, c, d
são coeficiente a ajustar com base nas séries de dados disponíveis dos quatro postos.

5.1.3. Método da Dupla Massa

Este é um método simples, desenvolvido pelo U.S. Geological Survey (Tucci,2000), o qual
consiste em traçar em um gráfico os totais acumulados de precipitação do posto a consistir
(posto cuja consistência se quer analisar) versus os totais acumulados de um posto base de
comparação.

6. PRECIPITAÇÃO MÉDIA EM UMA BACIA

Os postos pluviométricos registram a precipitação pontual, naquele local onde estão


instalados e, devido à variabilidade espacial e temporal da precipitação, as medições em
postos geograficamente próximos são distintas. Para os estudos hidrológicos acerca de uma
bacia hidrográfica, uma das informações mais imprescindíveis é o regime pluviométrico da
região. Uma forma, então, de incorporar as medições pontuais dos postos e especializar tais
informações para a área da bacia é determinando a precipitação média.

A precipitação média em uma bacia é entendida como sendo a lâmina de água de altura
uniforme sobre toda a sua área, associada a um período de tempo (um dia, um mês, entre
outros).

6.1. Método aritmético

Esse método é o mais simples e consiste apenas em obter a precipitação média a


partir da média aritmética das precipitações nos postos selecionados. Assim, supondo

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que estejam disponíveis dados dos postos X, Y, Z e W, a precipitação média na bacia da
pode ser estimada como:

𝑃𝑋 + 𝑃𝑌 + 𝑃𝑍 + 𝑃𝑊
𝑃𝑚 =
4

Onde:
PX, PY, PZ, PW, são as precipitações nos postos X, Y, Z e W, respectivamente, e
Pm é a precipitação média na bacia.

Figura 1: Postos com dados disponíveis para estimativa da precipitação média da bacia
do exemplo.

Esse método não considera a localização geográfica dos postos, relativamente à bacia. Para o
exemplo dado, a precipitação registrada no posto W tem a mesma “importância” daquela
medida em Y, situada no interior da bacia, na estimativa da precipitação média via o método
aritmético.

6.2. Método de Thiessen


Esse método determina a precipitação média em uma bacia a partir das precipitações
observadas nos postos disponíveis, incorporando um peso a cada um deles, em função de
suas áreas de influência. Com base na disposição espacial dos postos, são traçados os

4
chamados polígonos de Thiessen, que definem a área de influência de cada posto em relação
à bacia em questão.

Dessa forma, a precipitação média é obtida pela ponderação dos valores registrados em cada
posto e de suas áreas de influência. Considerando quatro postos com informação disponível
(postos X, Y, Z e W), a precipitação média estimada por esse método é:

Onde:
 PX, PY, PZ, PW são as precipitações nos postos X, Y, Z e W, respectivamente;
 AX, AY, AZ, AW são as áreas de influência dos postos X, Y, Z e W;
 Pm é a precipitação média na bacia; A é a área da bacia que, no caso, corresponde à
soma das áreas AX, AY, AZ, AW.

Figura 2: Os polígonos do Método de Thiessem (A e B).

O método de Thiessem apesar de ser mais preciso que o aritmético, também apresenta
limitações, pois não considera as influências orográficas; ele simplesmente admite uma

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variação linear da precipitação entre as estações e designa cada porção da área para estação
mais próxima.

6.3. Método das isoietas

O método das isoietas, como o próprio nome sugere, utiliza as isoietas para determinação da
precipitação média em uma bacia. As isoietas são linhas de igual precipitação, traçadas para
um evento específico ou para uma determinada duração. Por exemplo, pode-se ter um mapa
com as isoietas referentes ao evento chuvoso ocorrido em tal data, ou as isoietas de
precipitação mensal na bacia.

Enquanto a primeira seria obtida a partir dos dados do evento especificado, a segunda seria
com base nas séries de dados mensais disponíveis. As isoietas são determinadas por
interpolação a partir dos dados disponíveis nos postos da área em estudo, podendo depois ser
ajustadas conforme o relevo.

Figura 3: Exemplo de isoietas mensais, com valores em mm.

A precipitação média na bacia pode ser obtida, portanto, a partir das isoietas traçadas,
fazendo uma média ponderada em função das áreas entre duas isoietas consecutivas e o
valor médio entre elas, como mostra a expressão a seguir:

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Onde:
Ai,i+1 é a área entre a isoieta i e a consecutiva i+1;
Pi e Pi+1 são as precipitações referentes às isoietas i e i+1;
Pm é a precipitação média na bacia; e
A é a área da bacia que, no caso, é equivalente ao somatório das áreas entre as isoietas.

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7. CONCLUSÃO

Considerando analises feitas após arealização do presente trabalho, conclui que a


precipitação descreve qualquer tipo de fenômeno relacionado á queda de águado céu. Isso
inclui neve, chuva e chuva de granizo. A precipitação é uma parte importante do ciclo
hidrológico, sendo responsavel por rectornar a maior parte da água doce.

Também verifica-se que A precipitação é alta na zona equatorial, especialmente sobre as


florestas tropicais e no Oceano Pacifico. Nas regiões sob a influência das altas subtropicais,
a precipitação é baixa; já na zona temperada, existem regiões de precipitação relativamente
alta, onde predominam os sistemas frontais. Na zona polar, as precipitações são baixas.

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8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA A. (2014). Elementos de Hidrologia Aplicada.


CARVALHO, D. & SILVA L. (2006). Hidrologia.
NAGHETTINI, M. (2016). Introdução a Hidrologia Aplicada. Universidade Federal De
Minas Gerais. Belo Horizonte.
NETTO, A. (2011). Noções de Hidrologia. Universidade Federal De Sergipe. Aracaju.
RODRIGUES, C.; MOREIRA, M. & GUIMARÃES R. Apontamentos para as aulas de
Hidrologia. Universidade de Évora.
ROLIM DA PAZ, Adriano. Hidrologia Aplicada. Universidade Estadual do Rio
Grande do Sul. Setembro/2004.
SANTOS, A. Climatologia. Universidade Federal Do Espírito Santo-(UFES).
Tucci, C. 2000. (Org.) Hidrologia – ciência e aplicação. Editora da Universidade,
ABRH, Porto Alegre.