Você está na página 1de 28
Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) O Comitê de

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) O Comitê de

Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC)

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) foi criado em 2005, por meio da Resolução do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) no 1.055/05 e é composto pelas seguintes entidades:

Contabilidade (CFC) no 1.055/05 e é composto pelas seguintes entidades: Professor: Silvio Sande www silviosande com

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Objetivo do CPC: Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande O objetivo do CPC é

Objetivo do CPC:

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

O objetivo do CPC é o estudo, o preparo e a emissão de Pronunciamentos Técnicos sobre procedimentos de Contabilidade e a divulgação de informações dessa natureza, para permitir a emissão de normas pela entidade reguladora brasileira (CFC, CVM, Susep e Bacen, por exemplo), visando à centralização e uniformização do seu processo de produção, levando sempre em conta a convergência da Contabilidade Brasileira aos padrões internacionais.

CPC – 00 Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro

Esta Estrutura Conceitual não é um Pronunciamento Técnico propriamente dito e, portanto, não define normas ou procedimentos para qualquer questão particular sobre aspectos de mensuração ou divulgação. Nada nesta Estrutura Conceitual substitui qualquer Pronunciamento Técnico, Interpretação ou Orientação.

A finalidade desta Estrutura Conceitual e ́:

(a) dar suporte ao desenvolvimento de novos Pronunciamentos Te ́cnicos, Interpretac ̧o ̃es e Orientac ̧o ̃es e a ̀ revisa ̃o dos ja ́ existentes, quando necessa ́rio; (b) dar suporte a ̀ promoc ̧a ̃o da harmonizac ̧a ̃o das regulac ̧o ̃es, das normas conta ́beis e dos

procedimentos relacionados a ̀ apresentac ̧a ̃o das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis, provendo uma base para a reduc ̧a ̃o do nu ́mero de tratamentos conta ́beis alternativos permitidos pelos Pronunciamentos,

Orientac ̧o ̃es;

(c) dar suporte aos o ́rga ̃os reguladores nacionais; (d) auxiliar os responsa ́veis pela elaborac ̧a ̃o das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis na aplicac ̧a ̃o dos Pronunciamentos Te ́cnicos, Interpretac ̧o ̃es e Orientac ̧o ̃es e no tratamento de assuntos que ainda na ̃o tenham sido objeto desses documentos;

Interpretac ̧o ̃es

e

(e) auxiliar os auditores independentes a formar sua opinia ̃o sobre a conformidade das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis com os Pronunciamentos Te ́cnicos, Interpretac ̧o ̃es e Orientac ̧o ̃es;

(f) auxiliar os usua ́rios das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis na interpretac ̧a ̃o de informac ̧o ̃es nelas contidas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos Te ́cnicos, Interpretac ̧o ̃es e

e

Orient ac ̧o ̃es;

(g) proporcionar aos interessados informac ̧o ̃es sobre o enfoque adotado na formulac ̧a ̃o dos

Pronunciamentos Técnicos, das Interpretac ̧o ̃es e das Orientações.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande As demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

As demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. Governos, órgãos reguladores ou autoridades tributárias, por exemplo, podem determinar especificamente exigências para atender a seus próprios interesses. Essas exigências, no entanto, não devem afetar as demonstrações contábeis elaboradas segundo esta Estrutura Conceitual. Demonstrações contábeis objetivam fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte dos usuários em geral, não tendo o propósito de atender finalidade ou necessidade específica de determinados grupos de usuários

Demonstrações contábeis elaboradas com tal finalidade satisfazem as necessidades comuns da

maioria dos seus usuários, uma vez que quase todos eles utilizam essas demonstrações contábeis para a tomada de decisões e conômicas, tais como:

(a)

decidir quando comprar, manter ou vender instrumentos patrimoniais;

(b)

avaliar a administração da entidade quanto à responsabilidade que lhe tenha sido conferida e

quanto à qualidade de seu desempenho e de sua prestação de contas;

(C) avaliar a capacidade de a entidade pagar seus empregados e proporcionar-lhes outros benefícios;

(d)

avaliar a segurança quanto à recuperação dos recursos financeiros emprestados à entidade;

(e)

determinar políticas tributárias;

(f) determinar a distribuição de lucros e dividendos;

(g)

elaborar e usar estatísticas da renda nacional; ou

(h)

regulamentar as atividades das entidades.

Alcance

Esta Estrutura Conceitual aborda:

(a) o objetivo da elaborac ̧a ̃o e divulgac ̧a ̃o de relato ́rio conta ́bil-financeiro; (b) as caracteri ́sticas qualitativas da informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira u ́til; (c) a definic ̧a ̃o, o reconhecimento e a mensurac ̧a ̃o dos elementos a partir dos quais as demonstrac ̧o ̃es conta ́beis sa ̃o elaboradas; e (d) os conceitos de capital e de manutenc ̧a ̃o de capital.

Objetivo, utilidade e limitac ̧o ̃es do relato ́rio conta ́bil-financeiro de propo ́sito geral

O objetivo do relato ́rio conta ́bil -financeiro de propo ́sito geral e ́ fornecer informac ̧o ̃es conta ́bil -

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande financeiras acerca da entidade que reporta essa informac

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

financeiras acerca da entidade que reporta essa informac ̧a ̃o que sejam u ́teis a investidores existentes e em potencial, a credores por empre ́stimos e a outros credores, quando da tomada decisa ̃o ligada ao fornecimento de recursos para a entidade. Essas deciso ̃es envolvem comprar, vender ou manter participac ̧o ̃es em instrumentos patrimoniais e em instrumentos de di ́vida, e a oferecer ou disponibilizar empre ́stimos ou outras formas de cre ́dito.

Para avaliar as perspectivas da entidade em termos de entrada de fluxos de caixa futuros, investidores existentes e em potencial, credores por empre ́stimo e outros credores necessitam de informac ̧a ̃o acerca de recursos da entidade, reivindicac ̧o ̃es contra a entidade, e o qua ̃o eficiente e efetivamente a administrac ̧a ̃o da entidade e seu conselho de administrac ̧a ̃o te ̂m cumprido com suas responsabilidades no uso dos recursos da entidade.

Muitos investidores, credores por empre ́stimo e outros credores, existentes e em potencial, na ̃o podem requerer que as entidades que reportam a informac ̧a ̃o prestem a eles diretamente as informac ̧o ̃es de que necessitam, devendo desse modo confiar nos r elato ́rios conta ́bil -financeiros de propo ́sito geral, para grande parte da informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira que buscam. Consequentemente, eles sa ̃o os usua ́rios prima ́rios para quem relato ́rios conta ́bil -financeiros de propo ́sito geral sa ̃o direcionados.

Entretanto, relato ́rios conta ́bil -financeiros de propo ́sito geral na ̃o atendem e na ̃o podem atender a todas as informac ̧o ̃es de que investidores, credores por empre ́stimo e outros credores, existentes e em potencial, necessitam. Esses usua ́rios precisam considerar informac ̧a ̃o pertinente de outras fontes, como, por exemplo, condic ̧o ̃es econo ̂micas gerais e expectativas, eventos poli ́ticos e clima poli ́tico, e perspectivas e panorama para a indu ́stria e para a entidade.

Relato ́rios conta ́bil-financeiros de propo ́sito geral na ̃o sa ̃o elaborados para se chegar ao valor da entidade que reporta a informac ̧a ̃o; a rigor, fornecem informac ̧a ̃o para auxiliar investidores, credores por empre ́stimo e outros credores, existentes e em potencial, a estimarem o valor da entidade que reporta a informac ̧a ̃o.

Usua ́rios prima ́rios individuais te ̂m diferentes, e possivelmente conflitantes, desejos e necessidades de informac ̧a ̃o. Este Comite ̂ de Pronunciamentos Conta ́beis, ao levar a ̀ frente o processo de produc ̧a ̃o de suas normas, ira ́ procurar proporcionar um conjunto de informac ̧o ̃es que atenda a ̀s necessidades do nu ́mero ma ́ximo de usua ́rios prima ́rios. Contudo, a concentrac ̧a ̃o em necessidades comuns de informac ̧a ̃o na ̃o impede que a entidade que reporta a informac ̧a ̃o preste informac ̧o ̃es

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

adicionais mais u ́ teis a um subconjunto particular de usua ́ rios prima ́

adicionais

mais u ́teis a um subconjunto particular de usua ́rios prima ́rios.

que

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

sejam

Performance financeira refletida pelo regime de compete ̂ncia (accruals) O regime de compete ̂ncia retrata com propriedade os efeitos de transac ̧o ̃es e outros eventos e circunsta ̂ncias sobre os recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es da entidade que reporta a informac ̧a ̃o nos peri ́odos em que ditos efeitos sa ̃o produzidos, ainda que os recebimentos e pagamentos em caixa derivados ocorram em peri ́odos distintos. Isso e ́ importante em func ̧a ̃o de a informac ̧a ̃o sobre os recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es da entidade que reporta a informac ̧a ̃o, e sobre as mudanc ̧as nesses recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es ao longo de um peri ́odo, fornecer melhor base de avaliac ̧a ̃o da performance passada e futura da entidade do que a informac ̧a ̃o puramente baseada em recebimentos e pagamentos em caixa ao longo desse mesmo peri ́odo.

Informac ̧o ̃es sobre a performance financeira da entidade que reporta a informa c ̧a ̃o durante um peri ́odo que sa ̃o reflexos de mudanc ̧as em seus recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es, e na ̃o da obtenc ̧a ̃o adicional de recursos diretamente de investidores e credores, sa ̃o u ́teis para avaliar a capacidade passada e futura da entidade na gerac ̧a ̃o de fluxos de caixa li ́quidos. Essas informac ̧o ̃es servem de indicativos da extensa ̃o em que a entidade que reporta a informac ̧a ̃o tenha aumentado seus recursos econo ̂micos disponi ́veis, e dessa forma sua capacidade de gerar fluxos de caixa li ́quidos por meio de suas operac ̧o ̃es e na ̃o pela obtenc ̧a ̃o de recursos adicionais diretamente de investidores e credores.

Informac ̧o ̃es sobre os fluxos de caixa da entidade que reporta a informac ̧a ̃o durante um peri ́odo tambe ́m ajudam os usua ́rios a avaliar a capacidade de a entidade gerar fluxos de caixa futuros li ́quidos. Elas indicam como a entidade que reporta a informac ̧a ̃o obte ́m e despende caixa, incluindo informac ̧o ̃es sobre seus empre ́stimos e resgate de ti ́tulos de di ́vida, dividendos em caixa e outras distribuic ̧o ̃es em caixa para seus investidores, e outros fatores que podem afetar a liquidez e a solve ̂ncia da entidade. Informac ̧o ̃es sobre os fluxos de caixa auxiliam os usua ́rios a compreender as operac ̧o ̃es da entidade que reporta a informac ̧a ̃o, a avaliar suas atividades de financiamento e investimento, a avaliar sua liquidez e solve ̂ncia e a interpretar outras informac ̧o ̃es acerca de sua performance financeira.

Mudanc ̧as

performance financeira

nos

recursos

econo ̂micos

e

reivindicac ̧o ̃es

que

na ̃o

sa ̃o

resultantes

da

Os recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es da entidade que reporta a informac ̧a ̃o podem ainda mudar

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande por outras razo ̃ es que na ̃

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

por outras razo ̃es que na ̃o sejam resultantes de sua performance financeira, como e ́ o caso da emi ssa ̃o adicional de suas ac ̧o ̃es. Informac ̧o ̃es sobre esse tipo de mudanc ̧a sa ̃o necessa ́rias para dar aos usua ́rios uma completa compreensa ̃o do porque ̂ das mudanc ̧as nos recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es da entidade que reporta a informac ̧a ̃o e as i mplicac ̧o ̃es dessas mudanc ̧as em sua futura performance financeira.

Caracteri ́sticas qualitativas da informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira u ́til

Se a informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira e ́ para ser u ́til, ela precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que se propo ̃e a representar. A utilidade da informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira e ́ melhorada se ela for compara ́vel, verifica ́vel, tempestiva e compreensi ́vel.

Caracteri ́sticas qualitativas fundamentais

As caracteri ́sticas qualitativas fundamentais sa ̃o releva ̂ncia e representac ̧a ̃o fidedigna.

Releva ̂ncia Informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira relevante e ́ aquela capaz de fazer diferenc ̧a nas deciso ̃es que possam ser tomadas pelos usua ́rios. A informac ̧a ̃o pode ser capaz de fazer diferenc ̧a em uma decisa ̃o mesmo no caso de alguns usua ́rios decidirem na ̃o a levar em considerac ̧a ̃o, ou ja ́ tiver tomado cie ̂ncia de sua existe ̂ncia por outras fontes.

A informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira e ́ capaz de fazer diferenc ̧a nas deciso ̃es se tiver valor preditivo, valor confirmato ́rio ou ambos.

A informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira tem valor preditivo se puder ser utilizada como dado de entrada em processos empregados pelos usua ́rios para predizer futuros resultados. A informac ̧a ̃o conta ́bil - financeira na ̃o precisa ser uma predic ̧a ̃o ou uma projec ̧a ̃o para que possua valor preditivo. A

informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira com valor preditivo e ́ empregada pelos usua ́rios ao fazerem suas

predic ̧o ̃es.

A informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira tem valor confirmato ́rio se retro-alimentar – servir de feedback avaliac ̧o ̃es pre ́vias (confirma ́-las ou altera ́-las). O valor preditivo e o valor confirmato ́rio da informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira esta ̃o inter-relacionados. A informac ̧a ̃o que tem valor preditivo muitas vezes tambe ́m tem valor confirmato ́rio. Por exemplo, a informac ̧a ̃o sobre receita para o ano corrente, a qual pode ser utilizada como base para predizer receitas para anos futuros, tambe ́m pode ser comparada com predic ̧o ̃es de receita para o ano

pro ́prias

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande corrente que foram feitas nos anos anteriores. Os

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

corrente que foram feitas nos anos anteriores. Os resultados dessas comparac ̧o ̃es podem auxiliar os usua ́rios a corrigirem e a melhorarem os processos que foram utilizados para fazer tais predic ̧o ̃es.

Materialidade

A informac ̧a ̃o e ́ material se a sua omissa ̃o ou sua divulgac ̧a ̃o distorcida (misstating) puder influenciar deciso ̃es que os usua ́rios tomam com base na informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira acerca de entidade especi ́fica que reporta a informac ̧a ̃o. Em outras palavras, a materialidade e ́ um aspecto de releva ̂ncia especi ́fico da entidade baseado na natureza ou na magnitude, ou em ambos, dos itens para os quais a informac ̧a ̃o esta ́ relacionada no contexto do relato ́rio conta ́bil -financeiro de uma entidade em particular. Consequentemente, na ̃o se pode especificar um limite quantitativo uniforme para materialidade ou predeterminar o que seria julgado material para uma situac ̧a ̃o particular.

Representac ̧a ̃o fidedigna

Os relato ́rios conta ́bil -financeiros representam um feno ̂meno econo ̂mico em palavras e nu ́meros. Para ser u ́til, a informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira na ̃o tem so ́ que representar um feno ̂meno relevante, mas tem tambe ́m que representar com fidedignidade o fe no ̂meno que se propo ̃e representar. Para ser representac ̧a ̃o perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter tre ̂s atributos. Ela tem que ser completa, neutra e livre de erro. E ́ claro, a perfeic ̧a ̃o e ́ rara, se de fato alcanc ̧a ́vel. O objetivo e ́ maximizar referidos atributos na extensa ̃o que seja possi ́vel.

O retrato da realidade econo ̂mica completo deve incluir toda a informac ̧a ̃o necessa ́ria para que o usua ́rio compreenda o feno ̂meno sendo retratado, incluindo todas as descric ̧o ̃es e explic ac ̧o ̃es necessa ́rias.

Um retrato neutro da realidade econo ̂mica e ́ desprovido de vie ́s na selec ̧a ̃o ou na apresentac ̧a ̃o da informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira. Um retrato neutro na ̃o deve ser distorcido com contornos que possa receber dando a ele maior ou menor peso, e ̂nfase maior ou menor, ou qualquer outro tipo de manipulac ̧a ̃o que aumente a probabilidade de a informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira ser recebida pelos seus usua ́rios de modo favora ́vel ou desfavora ́vel.

Representac ̧a ̃o fidedigna na ̃o significa exatida ̃o em todos os aspectos. Um retrato da realidade econo ̂mica livre de erros significa que na ̃o ha ́ erros ou omisso ̃es no feno ̂meno retratado, e que o processo utilizado, para produzir a informac ̧a ̃o reportada, foi selecionado e foi aplicado livre de erros. Nesse sentido, um retrato da realidade econo ̂mica livre de erros na ̃o significa algo

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande perfeitamente exato em todos os aspectos. Por exemplo,

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

perfeitamente exato em todos os aspectos. Por exemplo, a estimativa de prec ̧o ou valor na ̃o observa ́vel na ̃o pode ser qualificada como sendo algo exato ou inexato. Entretanto, a representac ̧a ̃o dessa estimativa pode ser considerada fidedigna se o montante for descrito claramente e precisamente como sendo uma estimativa, se a natureza e as limitaço ̃es do processo forem devidamente reveladas, e nenhum erro tiver sido cometido na selec ̧a ̃o e aplicac ̧a ̃o do processo apropriado para desenvolvimento da estimativa.

Aplicac ̧a ̃o das caracteri ́sticas qualitativas fundamentais

A informac ̧a ̃o precisa concomitantemente ser relevante e representar com fidedignidade a realidade reportada para ser u ́til. Nem a representac ̧a ̃o fidedigna de feno ̂meno irrelevante, tampouco a representac ̧a ̃o na ̃o fidedigna de feno ̂meno relevante auxiliam os usua ́rios a tomarem boas deciso ̃es.

Caracteri ́sticas qualitativas de melhoria

Comparabilidade, verificabilidade, tempestividade e compreensibilidade sa ̃o caracteri ́sticas qualitativas que melhoram a utilidade da informac ̧a ̃o que e ́ relevante e que e ́ representada com fidedignidade. As caracteri ́sticas qualitativas de melhoria podem tambe ́m auxiliar a determinar qual de duas alternativas que sejam consideradas equivalentes em termos de releva ̂ncia e fidedignidade de representac ̧a ̃o deve ser usada para retratar um feno ̂meno.

Comparabilidade

As deciso ̃es de usua ́rios implicam escolhas entre alternativas, como, por exemplo, vender ou manter um investimento, ou investir em uma entidade ou noutra. Consequentemente, a informac ̧a ̃o acerca da entidade que reporta informac ̧a ̃o sera ́ mais u ́til caso possa ser comparada com informac ̧a ̃o

similar sobre outras entidades e com informac ̧a ̃o similar sobre a mesma entidade para outro peri ́odo

data.

ou

para

outra

e

compreendam

caracteri ́sticas qualitativas, a comparabilidade na ̃o esta ́ relacionada com um u ́nico item. A

outras

Comparabilidade e ́ a caracteri ́stica qualitativa que permite que os usua ́rios identifiquem

similaridades

dos

itens

e

diferen c ̧as

entre

eles.

Diferentemente

de

comparac ̧a ̃o

requer

no

mi ́nimo

dois

itens.

Consiste ̂ncia, embora esteja relacionada com a comparabilidade, na ̃o significa o mesmo. Consiste ̂ncia refere-se ao uso dos mesmos me ́todos para os mesmos itens, tanto de um peri ́odo para outro considerando a mesma entidade que reporta a informac ̧a ̃o, quanto para um u ́nico

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande peri ́ odo entre entidades. Comparabilidade e ́

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

peri ́odo entre entidades. Comparabilidade e ́ o objetivo; a consiste ̂ncia auxilia a alcanc ̧ar esse objetivo.

Comparabilidade na ̃o significa uniformidade. Para que a informac ̧a ̃o seja compara ́vel, coisas iguais precisam parecer iguais e coisas diferentes precisam parecer diferentes. A comparabilidade da informac ̧a ̃o conta ́bil - financeira na ̃o e ́ aprimorada ao se fazer com que coisas diferentes parec ̧am iguais ou ainda ao se fazer coisas iguais parecerem diferentes.

Verificabilidade

A verificabilidade ajuda a assegurar aos usua ́rios que a informac ̧a ̃o representa fidedignamente o feno ̂meno econo ̂mico que se propo ̃e representar. A verificabilidade significa que diferentes observadores, co ̂nscios e independentes, podem chegar a um consenso, embora na ̃o cheguem necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade econo ̂mica em

particular

fidedigna.

ser

uma

representac ̧a ̃o

Tempestividade

Tempestividade significa ter informac ̧a ̃o disponi ́vel para tomadores de decisa ̃o a tempo de poder influencia ́-los em suas deciso ̃es. Em geral, a informac ̧a ̃o mais antiga e ́ a que tem menos utilidade. Contudo, certa informac ̧a ̃o pode ter o seu atributo tempestividade prolongado apo ́s o encerramento do peri ́odo conta ́bil, em decorre ̂ncia de alguns usua ́rios, por exemplo, necessitarem identificar e

avaliar

tende ̂ncias.

Compreensibilidade

Classificar, caracterizar e apresentar a informac ̧a ̃o com clareza e concisa ̃o torna-a compreensi ́vel.

Certos feno ̂menos sa ̃o inerentemente complexos e na ̃o podem ser facilmente compreendidos. A exclusa ̃o de informac ̧o ̃es sobre esses feno ̂menos dos relato ́rios conta ́bil -financeiros pode tornar a informac ̧a ̃o constante em referidos relato ́rios mais facilmente compreendida. Contudo, referidos relato ́rios seriam considerados incompletos e potencialmente distorcidos.

Caracteri ́sticas qualitativas de melhoria devem ser maximizadas na extensa ̃o possi ́vel. Entretanto, as caracteri ́sticas qualitativas de melhoria, quer sejam individualmente ou em grupo, na ̃o podem tornar a informac ̧a ̃o u ́til se dita informac ̧a ̃o for irrelevante ou na ̃o for representac ̧a ̃o fidedigna.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande O custo de gerar a informac ̧ a

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

O custo de gerar a informac ̧a ̃o e ́ uma restric ̧a ̃o sempre presente na entidade no processo de elaborac ̧a ̃o e divulgac ̧a ̃o de relato ́rio conta ́bil -financeiro. O processo de elaborac ̧a ̃o e divulgac ̧a ̃o de relato ́rio conta ́b il -financeiro impo ̃e custos, sendo importante que ditos custos sejam justificados pelos benefi ́cios gerados pela divulgac ̧a ̃o da informac ̧a ̃o. Existem variados tipos de custos e

considerar.

benefi ́cios

a

Premissa subjacente

Continuidade

As demonstrac ̧o ̃es conta ́beis normalmente sa ̃o elaboradas tendo como premissa que a entidade esta ́ em atividade (going concern assumption) e ira ́ manter -se em operac ̧a ̃o por um futuro previsi ́vel. Desse modo, parte-se do pressuposto de que a entidade na ̃o tem a intenc ̧a ̃o, nem tampouco a necessidade, de entrar em processo de liquidac ̧a ̃o ou de reduzir materialmente a escala de suas operac ̧o ̃es. Por outro lado, se essa intenc ̧a ̃o ou necessidade existir, as demonstrac ̧o ̃es conta ́beis podem ter que ser elaboradas em bases diferentes e, nesse caso, a base de elaborac ̧a ̃o utilizada deve ser divulgada.

Elementos das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis As demonstrac ̧o ̃es conta ́beis retratam os efeitos patrimoniais e financeiros das transaço ̃es e outros eventos, por meio do grupamento dos mesmos em classes amplas de acordo com as suas caracteri ́sticas econo ̂micas. Essas classes amplas sa ̃o denominadas de elementos das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis. Os elementos diretamente relacionados a ̀ mensurac ̧a ̃o da posic ̧a ̃o patrimonial e financeira no balanc ̧o patrimonial sa ̃o os ativos, os passivos e o patrimo ̂nio li ́quido. Os elementos diretamente relacionados com a mensurac ̧a ̃o do desempenho na demonstrac ̧a ̃o do resultado sa ̃o as receitas e as despesas. A demonstrac ̧a ̃o das mutac ̧o ̃es na posic ̧a ̃o financeira usualmente reflete os elementos da demonstrac ̧a ̃o do resultado e as alterac ̧o ̃es nos elementos do balanc ̧o patrimonial. Assim, esta Estrutura Conceitual na ̃o identifica qualquer elemento que seja exclusivo dessa demonstrac ̧a ̃o.

Posic ̧a ̃o patrimonial e financeira Os elementos diretamente relacionados com a mensurac ̧a ̃o da posic ̧a ̃o patrimonial e financeira sa ̃o os ativos, os passivos e o patrimo ̂nio li ́quido. Estes sa ̃o definidos como segue:

(a) ativo e ́ um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefi ́cios econo ̂micos para a entidade;

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande (b) passivo e ́ uma obrigac ̧ a

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

(b) passivo e ́ uma obrigac ̧a ̃o presente da entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidac ̧a ̃o se espera que resulte na sai ́da de recursos da entidade capazes de gerar benefi ́cios econo ̂micos; (c) patrimo ̂nio li ́quido e ́ o interesse residual nos ativos da entidade depois de deduzidos todos os

passivos.

seus

As definic ̧o ̃es de ativo e de passivo identificam suas caracteri ́sticas essenciais, mas na ̃o procuram especificar os crite ́rios que precisam ser observados para que eles possam ser reconhecidos no balanc ̧o patrimonial. Desse modo, as definic ̧o ̃es abrangem itens que na ̃o sa ̃o reconhecidos como ativos ou como passivos no balanc ̧o patrimonial em func ̧a ̃o de na ̃o satisfazerem os crite ́rios de reconhecimento Especificamente, a expectativa de que futuros benefícios econo ̂micos fluam para a entidade ou saiam da entidade deve ser suficientemente certa para que seja observado o crite ́rio de probabilidade do item 4.38, antes que um ativo ou um passivo seja reconhecido. Ao avaliar se um item se enquadra na definic ̧a ̃o de ativo, passivo ou patrimo ̂nio li ́quido, deve-se atentar para a sua esse ̂ncia subjacente e realidade econo ̂mica e na ̃o apenas para sua forma legal.

Ativos O benefi ́cio econo ̂mico futuro incorporado a um ativo e ́ o seu potencial em contribuir, direta ou indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. Tal potencial pode ser produtivo, quando o recurso for parte integrante das atividades operacionais da entidade. Pode tambe ́m ter a forma de conversibilidade em caixa ou equivalentes de caixa ou pode ainda ser capaz de reduzir as sai ́das de caixa, como no caso de processo industrial alternativo que reduza os custos de produc ̧a ̃o.

Os benefi ́cios econo ̂micos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser:

(a) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produc ̧a ̃o de bens ou na prestac ̧a ̃o de servic ̧os a serem vendidos pela entidade;

(b)

trocado por outros ativos;

(c)

usado para liquidar um passivo; ou

(d) distribui ́do aos proprieta ́rios da entidade.

Muitos ativos, como, por exemplo, itens do imobilizado, te ̂m forma fi ́sica. Entretanto, a forma fi ́sica na ̃o e ́ essencial para a existe ̂ncia de ativo. Assim sendo, as patentes e os direitos autorais, por exemplo, sa ̃o considerados ativos, caso deles sejam esperados que benefi ́cios econo ̂micos futuros fluam para a entidade e caso eles sejam por ela controlados.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande Muitos ativos, como, por exemplo, contas a receber

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

Muitos ativos, como, por exemplo, contas a receber e imo ́veis, esta ̃o associados a direitos legais,

incluindo o direito de propriedade. Ao determinar a existe ̂ncia do ativo, o direito de propriedade na ̃o

e ́

essencial.

Passivos Uma caracteri ́stica essencial para a existe ̂ncia de passivo e ́ que a entidade tenha uma obrigac ̧a ̃o presente. Uma obrigac ̧a ̃o e ́ um dever ou responsabilidade de agir ou de desempenhar uma dada tarefa de certa maneira. As obrigac ̧o ̃es podem ser legalmente exigi ́veis em conseque ̂ncia de contrato ou de exige ̂ncias estatuta ́rias. Esse e ́ normalmente o caso, por exemplo, das contas a pagar por bens e servic ̧os recebidos. Entretanto, obrigac ̧o ̃es surgem tambe ́m de pra ́ticas usuais do nego ́cio, de usos e costumes e do desejo de manter boas relac ̧o ̃es comerciais ou agir de maneira equitativa. Desse modo, se, por exemplo, a entidade que decida, por questa ̃o de poli ́tica mercadolo ́gica ou de imagem, retificar defeitos em seus produtos, mesmo quando tais defeitos tenham se tornado conhecidos depois da expirac ̧a ̃o do peri ́odo da garantia, as importa ̂ncias que espera gastar com os produtos ja ́ vendidos constituem passivos.

A liquidac ̧a ̃o de uma obrigac ̧a ̃o presente geralmente implica a utilizac ̧a ̃o, pela entidade, de recursos incorporados de ben efi ́cios econo ̂micos a fim de satisfazer a demanda da outra parte. A liquidac ̧a ̃o de uma obrigac ̧a ̃o presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de:

(a) pagamento em caixa; (b) transfere ̂ncia de outros ativos; (c) prestac ̧a ̃o de servic ̧os; (d) substituic ̧a ̃o da obrigac ̧a ̃o por outra; ou (e) conversa ̃o da obrigac ̧a ̃o em item do patrimo ̂nio li ́quido.

Performance O resultado e ́ frequentemente utilizado como medida de performance ou como base para outras medidas, tais como o retorno do investimento ou o resultado por ac ̧a ̃o. Os elementos diretamente relacionados com a mensurac ̧a ̃o do resultado sa ̃o as receitas e as despesas. O reconhecimento e a mensurac ̧a ̃o das receitas e despesas e, consequentemente, do resultado, dependem em parte dos conceitos de capital e de manutenc ̧a ̃o de capital adotados pela entidade na elaborac ̧a ̃o de suas demonstrac ̧o ̃es conta ́beis.

Os elementos de receitas e despesas sa ̃o definidos como segue:

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande (a) receitas sa ̃ o aumentos nos benefi

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

(a) receitas sa ̃o aumentos nos benefi ́cios econo ̂micos durante o peri ́odo conta ́bil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuic ̧a ̃o de passivos, que resultam em

aumentos do patrimo ̂nio li ́quido, e que na ̃o estejam relacionados com a contribuic ̧a ̃o dos detentores

dos

(b) despesas sa ̃o decre ́scimos nos benefi ́cios econo ̂micos durante o peri ́odo conta ́bil, sob a forma da sai ́da de recursos ou da reduc ̧a ̃o de ativos ou assunc ̧a ̃o de passivos, que resultam em decre ́scimo do patrimo ̂nio li ́quido, e que na ̃o estejam relacionados com distribuic ̧o ̃es aos detentores dos

patrimoniais.

patrimoniais;

instrumentos

instrumentos

Reconhecimento dos elementos das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis

Reconhecimento e ́ o processo que consiste na incorporac ̧a ̃o ao balanc ̧o patrimonial ou a ̀ demonstrac ̧a ̃o do resultado de item que se enquadre na definic ̧a ̃o de elemento e que satisfac ̧a os crite ́rios de reconhecimento. Envolve a descric ̧a ̃o do item, a mensurac ̧a ̃o do seu montante moneta ́rio e a sua inclusa ̃o no balanc ̧o patrimonial ou na demonstrac ̧a ̃o do resultado. Os itens que satisfazem os crite ́rios de reconhecimento devem ser reconhecidos no balanc ̧o patrimonial ou na demonstrac ̧a ̃o do resultado. A falta de reconhecimento de tais itens na ̃o e ́ corrigida pela divulgac ̧a ̃o das pra ́ticas conta ́beis adotadas nem tampouco pelas notas explicativas ou material elucidativo.

Reconhecimento de ativos Um ativo deve ser reconhecido no balanc ̧o patrimonial quando for prova ́vel que benefi ́cios

econo ̂micos futuros dele provenientes fluira ̃o para a entidade e seu custo ou valor puder ser

mensurado

confiabilidade.

com

Reconhecimento de passivos

Um passivo deve ser reconhecido no balanc ̧o patrimonial quando for prova ́vel que uma sai ́da de recursos detentores de benefi ́cios econo ̂micos seja exigida em liquidac ̧a ̃o de obrig ac ̧a ̃o presente e o valor pelo qual essa liquidac ̧a ̃o se dara ́ puder ser mensurado com confiabilidade.

Mensurac ̧a ̃o dos elementos das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis

Mensurac ̧a ̃o e ́ o processo que consiste em determinar os montantes moneta ́rios por meio dos quais os elementos das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis devem ser reconhecidos e apresentados no balanc ̧o patrimonial e na demonstrac ̧a ̃o do resultado. Esse processo envolve a selec ̧a ̃o da base especi ́fica de mensurac ̧a ̃o.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande Um nu ́ mero variado de bases de

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

Um nu ́mero variado de bases de mensu rac ̧a ̃o e ́ empregado em diferentes graus e em variadas combinac ̧o ̃es nas demonstrac ̧o ̃es conta ́beis. Essas bases incluem o que segue:

(a) Custo histo ́rico. Os ativos sa ̃o registrados pelos montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos entregues para adquiri-los na data da aquisic ̧a ̃o. Os passivos sa ̃o registrados pelos montantes dos recursos recebidos em troca da obrigaça ̃o ou, em algumas circunsta ̂ncias (como, por exemplo, imposto de renda), pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa se espera sera ̃o necessa ́rios para liquidar o passivo no curso normal das operaço ̃es.

(b) Custo corrente. Os ativos sa ̃o mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanc ̧o. Os passivos sa ̃o reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, na ̃o descontados, que se espera seriam necessa ́rios para liquidar a obrigac ̧a ̃o na data do balanc ̧o.

(c) Valor realiza ́vel (valor de realizac ̧a ̃o ou de liquidac ̧a ̃o). Os ativos sa ̃o mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que poderiam ser obtidos pela sua venda em forma ordenada. Os passivos sa ̃o mantidos pelos seus montantes de liquidac ̧a ̃o, isto e ́, pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, na ̃o descontados, que se espera sera ̃o pagos para liquidar as correspondentes obrigac ̧o ̃es no curso normal das operac ̧o ̃es.

(d) Valor presente. Os ativos sa ̃o mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de entradas li ́quidas de caixa que se espera seja gerado pelo item no curso normal das operac ̧o ̃es. Os passivos sa ̃o mantidos pelo valor presente, descontado, dos fluxos futuros de sai ́das li ́quidas de caixa que se espera sera ̃o nece ssa ́rios para liquidar o passivo no curso normal das operac ̧o ̃es.

Conceitos de capital e de manutenc ̧a ̃o de capital Conceitos de capital

O conceito de capital financeiro (ou moneta ́rio) e ́ adotado pela maioria das entidades na elaborac ̧a ̃o de suas dem onstrac ̧o ̃es conta ́beis. De acordo com o conceito de capital financeiro, tal como o dinheiro investido ou o seu poder de compra investido, o capital e ́ sino ̂nimo de ativos li ́quidos ou patrimo ̂nio li ́quido da entidade. Segundo o conceito de capital físico, tal como capacidade operacional, o capital e ́ considerado como a capacidade produtiva da entidade baseada, por

dia ́ria.

exemplo,

nas

unidades

de

produc ̧a ̃o

A selec ̧a ̃o do conceito de capital apropriado para a entidade deve estar baseada nas necessidades

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande dos usua ́ rios das demonstrac ̧ o

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

dos usua ́rios das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis. Assim, o conceito de capital financeiro deve ser adotado se os usua ́rios das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis estiverem primariamente interessados na manutenc ̧a ̃o do capital nominal investido ou no poder de compra do capital investido. Se, contudo, a principal preocupac ̧a ̃o dos usua ́rios for com a capacidade operacional da entidade, o conceito de capital físico deve ser adotado. O conceito escolhido indica o objetivo a ser alcanc ̧ado na determinac ̧a ̃o do lucro, mesmo que possa haver algumas dificuldades de mensurac ̧a ̃o ao tornar operacional o conceito.

Conceitos de manutenc ̧a ̃o de capital e determinac ̧a ̃o do lucro

Os conceitos de capital da ̃o origem aos seguintes conceitos de manutenc ̧a ̃o de capital:

(a) Manut enc ̧a ̃o do capital financeiro. De acordo com esse conceito, o lucro e ́ considedrado

auferido somente se o montante financeiro (ou dinheiro) dos ativos li ́quidos no fim do peri ́odo

exceder o seu montante financeiro (ou dinheiro) no comec ̧o do peri ́odo, depois de exclui ́das quaisquer distribuic ̧o ̃es aos proprieta ́rios e seus aportes de capital durante o peri ́odo. A manutenc ̧a ̃o do capital financeiro pode ser medida em qualquer unidade moneta ́ria nominal ou em unidades de

poder

(b) Manu tenc ̧a ̃o do capital fi ́sico. De acordo com esse conceito, o lucro e ́ considerado auferido

somente se a capacidade fi ́sica produtiva (ou capacidade operacional) da entidade (ou os recursos ou fundos necessa ́rios para atingir essa capacidade) no fim do período exceder a capacidade fi ́sica produtiva no ini ́cio do peri ́odo, depois de exclui ́das quaisquer distribuic ̧o ̃es aos proprieta ́rios e seus aportes de capital durante o peri ́odo.

constante.

aquisitivo

EXERCÍCIOS CPC 00

01. (FUNCAB/ENDUR/RO/2014) Nos últimos anos a Contabilidade Brasileira vem sido submetida a um processo de convergência, no sentido de incorporar, padrões internacionais. Nesse sentido, identifique, nas alternativas abaixo, qual o padrão adotado para a convergência da nossa contabilidade.

A) Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC.

B) Conselho Federal de Contabilidade CFC.

C) Financial Accounting Standards Board – FASB.

D) International Accounting Standards Board – IASB

E) Securities and Exchange Commission – SEC.

02. (FUNCAB/CAGECE/2013) Em 28 de dezembro de 2007, foi aprovada a Lei nº 11.638, com

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande alterações de trechos da Lei nº 6.404/1976. A

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

alterações de trechos da Lei nº 6.404/1976. A partir da vigência da referida lei (janeiro de 2008), as empresas passaram a divulgar as demonstrações contábeis já adaptadas às novas diretrizes, que visam promover a convergência das regras brasileiras de contabilidade ao padrão internacional (IFRS). Identifique, nas alternativas disponibilizadas, a entidade que foi incumbida de revisar o processo contábil brasileiro, tendo como base as IFRSs.

A) CVM – Comissão de Valores Mobiliários.

B) BACEN – Banco Central do Brasil.

C) CFC – Conselho Federal de Contabilidade.

D) CRCs – Conselhos Regionais de Contabilidade.

E) CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis.

03. (FUNCAB/SEPLAG/MG/2014) A Convergência mundial de contabilidade ao padrão IFRS (International Financial Reporting Standard) emergiu da necessidade de se criar uma linguagem universal de negócios e proporcionou o entendimento do processo contábil para todos os povos. Uma das alternativas abaixo, NÃO faz referência à necessidade de convergência da contabilidade a um padrão mundial. Assinale-a.

A) Uma ferramenta para o processo de transparência.

B) Sustentabilidade da globalização.

C) Aproximação das normas contábeis à normas tributárias.

D) Facilitar o fluxo comercial, de investimentos e financeiro entre as nações.

04. (FUNCAB/SEPLAG/MG/2014) A Resolução CFC 1055/2005 criou o CPC – Comitê de Pronunciamentos Contábeis, que em última análise, tem a incumbência de analisar e propor regras contábeis, sempre levando em conta a convergência da contabilidade brasileira aos padrões internacionais. Identifique, nas alternativas abaixo, a entidade que faz parte da composição do CPC.

A) BACEN–Banco Central do Brasil.

B) BM&FBOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros.

C) SRF–Secretariada Receita Federal.

D) CVM–Comissão de Valores Mobiliários.

05. (FUNCAB/SEPLAG/MG/2014) De acordo com a NBC TG – Estrutura Conceitual, uma das

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande alternativas abaixo contempla um dos objetivos do relatório

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

alternativas abaixo contempla um dos objetivos do relatório contábil-financeiro de propósito geral. Identifique-a?

A)

Um dos seus objetivos primários se constitui em atender as demandas dos órgãos reguladores.

B)

Seu processo de preparação visa atender às necessidades da entidade fiscal.

C)

São elaborados no sentido de mostrar o valor econômico da entidade.

D)

As demonstrações contábeis visam fornecer informações da entidade que sejam úteis a

investidores existentes e em potencial.

06. (FUNCAB/EBTT/RR/2013) Uma das alternativas abaixo, NÃO se caracteriza como um dos objetivos definidos na NBC TG – Estrutura Conceitual.

A) Fornecer informações contábeis-financeiras da entidade que sejam úteis a investidores existentes

e em potencial.

B) Os relatórios contábeis-financeiros não são elaborados para atender primariamente a órgãos

reguladores e outros usuários que não sejam investidores, credores por empréstimos e outros

credores.

C) Fornecer informações contábeis-financeiras para atender aos credores por empréstimos e a

outros credores, quando da tomada de decisão ligada ao fornecimento de recursos para a entidade.

D) Os relatórios contábeis-financeiros são direcionados a ajudar a atender às necessidades de

gestão dos negócios da Entidade.

E) Os relatórios contábeis-financeiros, auxiliam a estimar e são elaborados para mostrar o valor

econômico da entidade.

07. (VUNESP/EMPLASA/2014) As demonstrações contábeis são elaboradas e apresentadas para usuários externos em geral, tendo em vista suas finalidades distintas e necessidades diversas. Nesse sentido, demonstrações contábeis elaboradas dentro do que prescreve a Estrutura Conceitual Contábil, de acordo com as normas contábeis vigentes, objetivam

(A) fornecer informações que sejam úteis na tomada de decisões econômicas e avaliações por parte

dos usuários em geral.

(B)

fornecer informações exclusivamente para controle fiscal, tendo em vista o regime de tributação

da

empresa.

(C) registrar atos e fatos econômicos e financeiros de uma determinada entidade.

(D) controlar os bens, direitos e obrigações de uma entidade e, por consequência, de seus sócios,

quotistas ou investidores.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande (E) manter controles que serão utilizados pelos órgãos

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

(E) manter controles que serão utilizados pelos órgãos controladores tais como CVM, CRC, BACEN, Anvisa, Anatel, entre outros.

08.(FCC/TRE/PR/2012) - Sobre a estrutura conceitual para a elaborac ̧a ̃o e apresentac ̧a ̃o das

demonstrac ̧o ̃es conta ́beis, considere:

I. A estrutura conceitual aplica-se a ̀ forma e ao conteu ́do das informac ̧o ̃es adicionais fornecidas para atender a ̀s necessidades da administra c ̧a ̃o da empresa. II. O objetivo das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis e ́ fornecer informac ̧o ̃es que sejam u ́teis a um grande nu ́mero de usua ́rios em suas avaliac ̧o ̃es e tomadas de decisa ̃o econo ̂mica. III. As demonstrac ̧o ̃es conta ́beis sa ̃o preparadas com base no pressuposto de que a entidade na ̃o tem a intenc ̧a ̃o nem a necessidade de entrar em liquidac ̧a ̃o, nem reduzir materialmente a escala das

suas

operac ̧o ̃es.

IV. As informac ̧o ̃es sobre assuntos complexos que dificultam a compreensibilidade para alguns

usua ́rios da contabilidade devem ser exclui ́das das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis.

Esta ́ correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) II e III.

c) I, II e III.

d) II, III e IV.

e) III e IV.

09. (FUNCAB/SEPLAG/MG/2014) De acordo com a NBC TG – Estrutura Conceitual, uma das alternativas abaixo contempla um dos objetivos do relatório contábil-financeiro de propósito geral. Identifique-a?

A) Um dos seus objetivos primários se constitui em atender as demandas dos órgãos reguladores.

B) Seu processo de preparação visa atender às necessidades da entidade fiscal.

C) São elaborados no sentido de mostrar o valor econômico da entidade.

D) As demonstrações contábeis visam fornecer informações da entidade que sejam úteis a investidores existentes e em potencial.

10. (CESGRANRIO/2011/Transpetro) O Pronunciamento Conceitual Ba ́sico do CPC, que dispo ̃e sobre a Estrutura Conceitual para a Elaborac ̧a ̃o e Apresentac ̧a ̃o das Demonstrac ̧o ̃es Conta ́beis,

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande afirma que as demonstrac ̧ o ̃ es

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

afirma que as demonstrac ̧o ̃es conta ́beis preparadas sob a orientac ̧a ̃o desse pronunciamento objetivam fornecer informac ̧o ̃es que sejam u ́teis. Tais demonstrac ̧o ̃es conta ́beis sa ̃o u ́teis porque:

a) permitem avaliar as variac ̧o ̃es patrimoniais, econo ̂micas e financeiras ocorridas no exercício social. b) fornecem informac ̧o ̃es para a tomada de decisa ̃o e a avaliac ̧a ̃o por parte dos usua ́rios em geral. c) facilitam a determinac ̧a ̃o de poli ́ticas pu ́blicas.

d) ajudam a desregulamentar as atividades das entidades.

e) determinam a contenc ̧a ̃o de investimentos para a aplicac ̧a ̃o em mercado futuro.

11. (FCC/ISS/SP/2012) - Sobre a Estrutura Conceitual para Elaborac ̧a ̃o e Divulgac ̧a ̃o de Relato ́rio Conta ́bil-financeiro, considere:

I. As autoridades tributa ́rias podem determinar exige ̂ncias especi ́ficas para atender a seus pro ́prios interesses e, consequentemente, mudar a estrutura conceitual para elaborac ̧a ̃o e divulgac ̧a ̃o de relato ́rio conta ́bil -financeiro de propo ́sito geral. II. A avaliac ̧a ̃o da administrac ̧a ̃o da entidade quanto a ̀ responsabilidade que lhe tenha sido conferida e quanto a ̀ qualidade de seu desempenho e de sua prestac ̧a ̃o de contas e ́ uma das necessidades comuns da maioria dos usua ́rios dos relato ́rios conta ́bil -financeiros de propo ́sito geral. III. O regime de compete ̂ncia retrata com propriedade os efeitos de transac ̧o ̃es e outros eventos e circunsta ̂ncias sobre os recursos econo ̂micos e reivindicac ̧o ̃es da entidade que reporta a informac ̧a ̃o nos peri ́odos em que ditos efeitos sa ̃o produzidos. IV. Comparabilidade e ́ a caracteri ́stica qualitativa que define o uso dos mesmos me ́todos para os mesmos itens, tanto de um peri ́odo para outro, considerando a mesma entidade que reporta a informac ̧a ̃o, quanto para um u ́nico peri ́odo entre entidades.

Esta ́ correto o que se afirma APENAS em

a) I e II.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) II, III e IV.

12. A Estrutura Conceitual para a Elaborac ̧a ̃o e Apresentac ̧a ̃o das Demonstrac ̧o ̃es Conta ́beis

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande estabelece os conceitos que fundamentam a preparac ̧

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

estabelece os conceitos que fundamentam a preparac ̧a ̃o e a apresentac ̧a ̃o de demonstrac ̧o ̃es conta ́beis destinadas a usua ́rios externos. Portanto, NA ̃O e ́ finalidade dessa NBC TG:

a) apoiar os usua ́rios das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis na interpretac ̧a ̃o de informac ̧o ̃es nelas contidas, preparadas em conformidade com as normas. b) auxiliar os auditores independentes a formar sua opinia ̃o sobre a conformidade das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis com as normas. c) dar suporte aos responsa ́veis pela elaborac ̧a ̃o das demonstrac ̧o ̃es conta ́beis na aplicac ̧a ̃o das normas e no tratamento de assuntos que ainda na ̃o tiverem sido objeto de normas. d) definir normas ou procedimentos para qualquer questa ̃o particular sobre aspectos de mensurac ̧a ̃o, divulgac ̧a ̃o ou de publicidade.

13. ( ESAF/2010/CVM) As demonstrac ̧o ̃es conta ́beis, quando corretamente elaboradas, satisfazem as necessidades comuns da maioria dos seus usua ́rios, uma vez que quase todos eles as utilizam para a tomada de deciso ̃es de ordem econo ̂mica. Sob esse aspecto, pode-se dizer que,

entre outras finalidades, os usua ́rios baseiam-se nas demonstr ac ̧o ̃es conta ́beis para praticar as seguintes ac ̧o ̃es, exceto:

a) decidir quando comprar, manter ou vender um investimento em ac ̧o ̃es. b) avaliar a capacidade da entidade de pagar seus empregados e proporcionar- lhes outros benefi ́cios.

c) determinar a dis tribuic ̧a ̃o de lucros e dividendos.

d) regulamentar as atividades das entidades.

e) fiscalizar a lisura dos atos administrativos.

14. (VUNESP/COREN/SP2013) Dentre as características qualitativas da informação contábil- financeira útil, de acordo com as normas brasileiras de contabilidade, aquela que ajuda a assegurar aos usuários que a informação representa fidedignamente o fenômeno econômico que se propõe representar, bem como significa que diferentes observadores, cônscios e independentes, podem chegar a um consenso, embora não cheguem necessariamente a um completo acordo, quanto ao retrato de uma realidade econômica em particular ser uma representação fidedigna, é a da

(A)

Verificabilidade.

(B)

Comparabilidade.

(C)

Tempestividade.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

(D) Compreensibilidade. (E) Consistência. Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande 15.

(D)

Compreensibilidade.

(E)

Consistência.

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

15. (VUNESP/COREN/SP2013) O Comitê de Pronunciamento Contábil (CPC 00) versa sobre Estrutura Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro, tais relatórios contábil--financeiros representam um fenômeno econômico em palavras e números. Para ser útil, a informação contábil--financeira não tem só que representar um fenômeno relevante, mas tem também que representar com fidedignidade o fenômeno que se propõe representar. Para ser representação perfeitamente fidedigna, a realidade retratada precisa ter três atributos. Ela tem que ser

(A)

abrangente, imparcial e representar a verdade.

(B)

verdadeira, livre de erros e compreensiva.

(C)

imparcial, compreensiva e sem ressalvas.

(D)

completa, neutra e livre de erros.

(E)

livre de ressalvas, abrangente e imparcial.

16. (VUNESP/SPTRANS/2012) De acordo com estrutura conceitual ba ́sica da contabilidade e os preceitos das caracteri ́sticas qualitativas, se a informac ̧a ̃o conta ́bil -financeira e ́ para ser u ́til, ela precisa ser relevante e representar com fidedignidade o que se propo ̃e a representar. A utilidade da informac ̧a ̃o conta ́bil - financeira e ́ melhorada se ela for

(A) compara ́vel, verifica ́vel, tempestiva e realiza ́vel. (B) compara ́vel, nota ́vel, tempestiva e realiza ́vel.

(C) compara ́vel, verifica ́vel, tempestiva e compreensi ́vel.

(D) c onfronta ́vel, nota ́vel, intempestiva e compreensi ́vel.

(E) confronta ́vel, nota ́vel, tempestiva e compreensi ́vel.

17. (ESAF/AFRFB2012) - Entre as características qualitativas de melhoria a comparabilidade está entre as que os analistas de demonstrações contábeis mais buscam. Dessa forma, pode-se definir pela estrutura conceitual contábil que comparabilidade é a característica que:

a) permite que os usuários identifiquem e compreendam similaridades dos itens e diferenças entre eles nas Demonstrações Contábeis.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

b) utiliza os mesmos métodos para os mesmos itens, tanto de um período para outro, considerando

a mesma entidade que reporta a informação, quanto para um único período entre entidades.

c) considera a uniformidade na aplicação dos procedimentos e normas contábeis, onde, para se

obter a comparabilidade, as entidades precisam adotar os mesmos métodos de apuração e cálculo.

d) garante que usuários diferentes concluam de forma completa e igual, quanto à condição

econômica e financeira da empresa, sendo levados a um completo acordo.

e) estabelece procedimentos para a padronização dos métodos e processos aplicados em

demonstrações contábeis de mesmo segmento.

18. (FCC/HEMOBRAS/2013) O Pronunciamento Conceitual Básico (R1) emitido pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis apresenta no capítulo 3, item Q7, a seguinte afirmativa: A informação contábil-financeira é capaz de fazer diferença nas decisões se tiver valor preditivo, valor confirmatório ou ambos. Pode-se afirmar que uma informação tem valor preditivo, se o valor apresentado

(A)

corresponde a uma predição do que vai acontecer.

(B)

corresponde a uma projeção do que vai acontecer.

(C)

corresponde a uma estimativa do valor que vai ocorrer.

(D)

permitir aos usuários fazerem suas predições.

(E)

corresponde, exatamente, ao que vai ocorrer.

19. (FUNCAB/PMMT/2012) No que se refere à qualidade da informação contábil oferecida a sociedade por meio dos demonstrativos financeiros gerais, pode-se afirmar:

A) informações neutras não são capazes de fornecer suporte as decisões dos usuários.

B) os valores preditivos e confirmatórios das i n f o r m a ç õ e s f i n a n c e i r a s n ã o e s t ã o

inter-relacionados.

C) uma informação é relevante se sua omissão ou divulgação distorcida não influenciar as decisões

tomadas pelos seus usuários.

D) a representação fiel não significa uma representação precisa em todos os aspectos.

E) uma representação fiel de um fenômeno irrelevante e uma representação infiel de um fenômeno

relevante são adequadas e auxiliam os usuários a tomar boas decisões.

20. (FUNCAB/EBTT/RR/2013) A informação é vital para um mercado mais eficiente e para a redução do custo do capital para a economia como um todo, mas o custo está sempre presente na

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande geração da informação. Assim, não é possível a

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

geração da informação. Assim, não é possível a geração de toda a informação considerada relevante para o usuário. Esse aspecto extraído da NBC TG – Estrutura Conceitual, está intimamente relacionado:

A) aos benefícios efetivamente esperados.

B) à correta mensuração dos elementos das demonstrações contábeis.

C) à relação custo benefício.

D) à observância da essência sobre a forma.

E) à performance refletida pelo regime de competência.

21. (FUNCAB/SOPH/RO/2014) Para que a informação represente com propriedade as transações e outros eventos que ela se propõe a representar, é necessário que essas transações e eventos sejam contabilizados e apresentados de acordo com a sua substância ou realidade econômica. Identifique nas alternativas abaixo, qual a características das demonstrações contábeis se faz referência no texto acima.

A) Representação fidedigna.

B) Relevância.

C) Prudência.

D) Neutralidade.

E) Essência sobre a forma.

22. (ESAF/CVM/2010) Aponte abaixo a opc ̧a ̃o que conte ́m uma assertiva incorreta.

a) Ativo e ́ um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefi ́cios econo ̂micos para a entidade. b) Passivo e ́ uma obrigac ̧a ̃o presente da entidade, derivada de eventos ja ́ ocorridos, cuja liquidac ̧a ̃o se espera que resulte em sai ́da de recursos capazes de gerar benefi ́cios econo ̂micos para a entidade. c) Patrimo ̂nio Li ́quido e ́ o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os resultados. d) Muitos ativos te ̂m uma substa ̂ncia fi ́sica. Entretanto, substa ̂ncia fi ́sica na ̃o e ́ essencial a ̀ existe ̂ncia de um ativo. e) Muitos ativos esta ̃o ligados a direitos legais, inclusive a direito de propriedade. Ao determinar a existe ̂ncia de um ativo, entretanto, o direito de propriedade na ̃o e ́ essencial.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande 23. (VUNESP/CETESB/2013) “Os elementos diretamente

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

23. (VUNESP/CETESB/2013) “Os elementos diretamente relacionados com a mensurac ̧a ̃o da posic ̧a ̃o patrimonial e financeira sa ̃o os ativos, os passivos e o p atrimo ̂nio li ́quido” (Banco Central do Brasil). Com relac ̧a ̃o a ̀ afirmativa apresentada, assinale a alternativa correta. (A) Ativo e ́ um recurso controlado pela Entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que fluam futuros benefi ́cios econo ̂micos para a entidade. (B) Patrimo ̂nio Li ́quido e ́ uma obrigac ̧a ̃o presente da Entidade, derivada de eventos passados, cuja liquidac ̧a ̃o se espera que resulte na sai ́da de recursos da entidade. (C) Passivo e ́ o interesse residual nos ativos da Entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. (D) Ativo e ́ a entrada ou aumento de recursos, que resultam em aumentos do patrimo ̂nio li ́quido. (E) Passivo e ́ a reduc ̧a ̃o de recursos que resultam em decre ́scimo do patrimo ̂nio li ́quido.

24. (VUNESP/TJ-SP/2012) O balanc ̧o patrimonial tem por finalidade apresentar a posic ̧a ̃o financeira e patrimonial de uma empresa em uma determinada data, representando, portanto, uma posic ̧a ̃o esta ́tica. No balanc ̧o, as contas sera ̃o classificadas segundo os elementos o patrimo ̂nio que as registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a ana ́lise da situac ̧a ̃o financeira da empresa. Nesse sentido, o ativo:

(A) compreende os recursos controlados por uma entidade e dos quais se esperam benefi ́cios

econo ̂micos

(B) agrupa os bens e os ativos da empresa e dos so ́cios, dos quais se te ̂m benefi ́cios econo ̂micos. (C) representa a contrapartida das receitas geradas pela Empresa. D) compreende os recursos controlados por uma entidade e pelos so ́cios e dos quais se obte ̂m

econo ̂micos.

(E) representa a diferenc ̧a entre passivo e patrimo ̂nio li ́quido, ou seja, o valor li ́quido da empresa.

benefi ́cios

futuros.

25. (FCC/TJ/PE/2012) - Analise as alternativas abaixo, em relação a ativo e passivo, e assinale a alternativa que NÃO está correta.

a) Ao avaliar-se um item se enquadra na definição de ativo ou passivo, deve-se atentar para a sua essência e realidade econômica e não apenas sua forma legal. b) Ativo é um recurso controlado pela entidade como resultado de eventos passados e do qual se espera que resultem futuros benefícios econômicos para a entidade.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande c) Passivo é uma obrigação presente da entidade,

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

c) Passivo é uma obrigação presente da entidade, derivada de eventos já ocorridos, cuja liquidação

se espera que resulte em saída de recursos capazes de gerar benefícios econômicos.

d) As definições de ativo e passivo identificam os seus aspectos essenciais, bem como especificam

os critérios que precisam ser atendidos para que possam ser reconhecidos no balanço patrimonial.

e) Substância física não é essencial à existência de um ativo.

26. (VUNESP/MPE/ES/2013) Segundo as Normas Brasileiras de Contabilidade (CPC 00 R1) do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, um ativo é reconhecido no balanço patrimonial quando

(A)adquirido ou mesmo que já se tenha o direito de reconhecê-lo em bases confiáveis, e desde que possa ou seja calculável. (B)quando desembolsos tiverem sido incorridos ou comprometidos, dos quais seja improvável a geração de benefícios econômicos para a entidade após o período contábil corrente. (C)for provável que uma entrada de recursos envolvendo benefícios ou sacrifícios econômicos seja exigida em liquidação de uma obrigação presente e o valor pelo qual essa liquidação se dará possa ser determinado em bases confiáveis. (D) resulta num aumento que possa ser determinado em bases confiáveis, nos benefícios econômicos futuros provenientes do aumento da receita ou diminuição da obrigação. (E)for provável que benefícios econômicos futuros dele provenientes fluirão para a entidade e seu custo ou valor puder ser determinado em bases confiáveis.

27. (VUNESP/EMPLASA/2014) As afirmações de que: (i) os ativos são mantidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa que teriam de ser pagos, se esses mesmos ativos ou ativos equivalentes fossem adquiridos na data do balanço; e (ii) os passivos são reconhecidos pelos montantes em caixa ou equivalentes de caixa, não descontados, que se espera seriam necessários para liquidar a obrigação na data do balanço, referem-se ao reconhecimento dos elementos das demonstrações contábeis pelo

(A)

Custo corrente.

(B)

Custo histórico.

(C)

Valor de realização.

(D)

Valor justo.

(E)

Valor presente.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande 28. (VUNESP/EMPLASA/2014) Segundo o Pronunciamento Técnico

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

28. (VUNESP/EMPLASA/2014) Segundo o Pronunciamento Técnico Contábil – CPC 00 R1, a mensuração dos elementos das demonstrações contábeis é o processo que consiste em

(A) avaliar os montantes pagos em caixa ou equivalentes de caixa ou pelo valor justo dos recursos

entregues para adquiri-los na data da aquisição.

(B) determinar os montantes monetários por meio dos quais os elementos das demonstrações

contábeis devem ser reconhecidos e apresentados no balanço patrimonial e na demonstração do resultado.

(C) avaliar os montantes dos recursos recebidos em troca da obrigação ou, em algumas

circunstâncias (como, por exemplo, imposto de renda), pelos montantes em caixa ou equivalentes

de

caixa, que se espera, serão necessários para liquidar o passivo no curso normal das operações.

(D)

determinar os montantes de liquidação, isto é, os montantes em caixa ou equivalentes de caixa,

não descontados, que se espera, serão pagos para liquidar as correspondentes obrigações no curso

normal das operações.

(E) determinar se os ativos são mantidos pelo valor presente, descontados, dos fluxos futuros de

entradas líquidas de caixa, que se espera, sejam gerados pelo item no curso normal das operações.

29. (VUNESP/DESENVOLVEST2014) Analise as afirmações apresentadas a seguir, classificando

as

como verdadeira (V) ou falsa (F).

O

benefício econômico futuro incorporado a um ativo é o seu potencial em contribuir, direta ou

indiretamente, para o fluxo de caixa ou equivalentes de caixa para a entidade. Tal potencial pode ser produtivo, quando o recurso for parte integrante das atividades operacionais da entidade. Isto posto, os benefícios econômicos futuros incorporados a um ativo podem fluir para a entidade de diversas maneiras. Por exemplo, o ativo pode ser:

( ) usado isoladamente ou em conjunto com outros ativos na produção de bens ou na prestação de serviços a serem vendidos pela entidade;

(

) trocado por outros ativos;

(

) usado para liquidar um passivo;

(

) distribuído aos proprietários da entidade.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta, de cima para baixo.

(A)

V, F, F, V.

(B)

F, F, V, V.

Professor: Silvio Sande www silviosande com br

(C) V, F, F, F. (D) F, V, F, V. (E) V, V, V, V.

(C)

V, F, F, F.

(D)

F, V, F, V.

(E)

V, V, V, V.

Contabilidade Curso FISCAL 2015 Professor: Silvio Sande

30. A liquidação de uma obrigação presente geralmente implica a utilização, pela entidade, de recursos incorporados de benefícios econômicos a fim de satisfazer a demanda da outra parte. A liquidação de uma obrigação presente pode ocorrer de diversas maneiras, como, por exemplo, por meio de I. conversão da obrigação em item do patrimônio líquido. II. transferência de outros ativos. III. prestação de serviços. IV. substituição da obrigação por outra. V. pagamento em caixa.

Está correto o que se afirma em

(A)

I, II, III, e V, apenas.

(B)

I, II, III, IV e V.

(C)

II, III, IV e V, apenas.

(D)

II, III, e V, apenas.

(E)

I, II, e V, apenas.

GABARITO

 

Dez/Und

0

1

2

3

4

5

6

7 8

9

0

X

D

E

C

B

D