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O SOL QUE BRILHA A MENTE

Em busca do espaço cotidiano

Documentário Transmídia
52' HD

MAIO 2018

Por Ieda Rozenfeld e Larry Antha

1
“Todo mundo deve inventar alguma coisa, a criatividade reúne em si várias funções
psicológicas importantes para a reestruturação da psique. O que cura,
fundamentalmente é o estímulo à criatividade. Ela é indestrutível. A criatividade está
em toda parte.” – Nise da Silveira

2
Justificativa

Desenvolver o que chamei de psico-compreensão, ou psico-empatia, ou psico-


inclusão, e em primeira instância psico-amor, em antagonismo à psicofobia. Dar voz
a quem precisa ser ouvido, incluir, humanizar, tratar. Esse é o nosso dever. Essa é a
nossa luta. Esse é o objetivo do Documentário “O SOL QUE BRILHA A MENTE.
Promover a humanização em vários aspectos que tangem a doença mental. Mostrar
através de personagens reais de diferentes profissões, classes sociais, etnias e regiões
geográficas, que a doença mental pode atingir à todos.

“Do ponto de vista axiomático o tema central para o avanço da sociedade ainda é
o da humanização”. Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire (1968)

“O caminho da humanização passa, portanto, pela desinstitucionalização,


flexibilização e desmecanização das relações. A arte tem demonstrado ser um
valioso instrumental para trabalhar nestas perspectivas.” (BOAL, 1977;
FERREIRA, 2010).

“(...) a economia solidária e o movimento antimanicomial nascem da mesma matriz


– a luta contra a exclusão social e econômica. Uns são excluídos (e trancafiados)
porque são loucos, outros porque são pobres. Há ricos, que enlouquecem porque
empobreceram e há pobres, que enlouquecem porque ninguém os nota (o que é uma
forma particularmente cruel de exclusão). A matriz comum de ambos é uma
sociedade que fabrica pobres e loucos de modo casual e inconsciente. “
Paul Singer (BRASIL, 2005c, p. 11).

“Os serviços de saúde públicos e privados têm se apresentado aos olhos do público
em geral, e mais do que se deseja, como caracteristicamente desumanizados. Isto se
coloca aos atendimentos em geral, mas também mais especificamente nas relações
entre pacientes e profissionais de saúde e com as instituições de saúde como um
todo. (DESLANDES, 2004).

3
Novas descobertas científicas e de tratamentos inovadores prometem ações com
vistas a promover a humanização em vários aspectos. Este caminhar pode lançar mão
de uma variedade de meios e a arte, o esporte e ações sociais, economia criativa e
redes cidadães de apoio, tem demonstrado um grande potencial, justificando, desta
forma, as iniciativas para instrumentalizar indivíduos, grupos e comunidades no
sentido de refletir sobre as relações que se desenvolvem em seu cotidiano e buscar o
aperfeiçoamento, e a maior humanização destas relações.

O importante, naturalmente, não é contrapor a psicanálise e os recursos da


farmacologia – aliás, são dissimétricos e por isso dificilmente comparáveis. A grande
questão atual, com o avanço efetivo das pesquisas farmacológicas, é como impedir
que o apelo aos medicamentos seja um substituto – contemporâneo, sem dúvida – da
palavra do sujeito, sobretudo se essa substituição se dá em nome da vantagem que
teria um tratamento supostamente capaz de remediar a precariedade que é própria do
sujeito. Em suma, trata-se de romper a nefasta ligação que se produziu entre uma
droga da felicidade e um sujeito definido simplesmente como doente mental.

A investigação é um desdobramento das experiências de cura psicanalítica, e procura


levar adiante uma questão que sistematicamente me ocorria: qual a possibilidade de,
em cada um desses casos, efetivar uma experiência psicanalítica? Como produzir uma
experiência terapêutica que depende da fala, da transferência, do conflito e do
sintoma, ali onde impera a lamentação, o sentimento de que nada mais há a dizer e
uma inércia longamente medicalizada? Será possível a subjetivação onde vigora a
inércia? Como? Estas foram as interrogações iniciais que me levaram a empreender a
pesquisa aqui relatada, e sua razão principal, as dificuldades que esses tratamentos
introduzem.

Várias pesquisas com números, percentuais e estatísticas, tendem a legitimar o uso de


anti-depressivos pelo mundo para ajudar na disseminação de medicamentos. No
entanto, a pesquisa quantitativa é freqüentemente utilizada nos periódicos
psiquiátricos e publicações médicas para referendar o suposto de confiabilidade ou de
eficácia de uma determinada terapêutica.

4
Neste processo o protagonismo do paciente, ou do cliente como carinhosamente dizia
Nise, uma relação humanizada com os médicos e o apoio da família e de pessoas
próximas é muito importante e é outro público-alvo fundamental que deve se
informar sobre como ajudar quem está sofrendo.

“A desumanização das relações vem atingindo a sociedade como um todo,


mediada por uma ordem social, econômica e cultural que não privilegia o ser
humano, colocando o lucro, o mercado, a competitividade, as múltiplas formas
de exclusão, acima dos valores “humanizantes”, entre os quais poderíamos citar
a solidariedade, a colaboração, a inclusão social, a justiça, a afetividade nas
relações, o respeito à diversidade, o cuidado com o outro, em suma, o respeito à
vida e a busca de uma existência em harmonia social e em equilíbrio com a
natureza. A nova ordem social e cultural se contrapõe vigorosamente a esta
perspectiva humanizante e invade, de forma explícita ou sub-reptícia, espaços
sociais, comunitários, de trabalho e de lazer. (SANTOS, 2007).

Ao enveredar pelo meio de comunicação mais efetivo para os jovens, a internet,


descobrimos grupos de auto-ajuda e novas linguagens para a comunicação e troca de
experiências. Os memes1 frequentemente são utilizados para extravasar, comunicar e
conectar os sujeitos e as emoções.

Usando uma linguagem acessível com histórias reais fornecendo uma perspectiva
única e nunca antes explorada a partir do ponto de vista dos mais afetados, o ser
humano como o centro das atenções. Ao problematizar esta questão a partir desse
olhar, oferecemos uma compreensão imparcial em profundidade do complexo sistema
que cerca o diagnóstico e tratamento das doenças mentais. Ao perseguir o ideal da
garantia dos direitos humanos às pessoas com transtornos mentais, articulando todos
os direitos e atores nessa luta cotidiana, o Movimento Antimanicomial demonstra
que, enquanto movimento social, busca a indivisibilidade desses direitos e o
envolvimento de todos os sujeitos para a sua efetivação. Enfim, um movimento social
que luta pela transformação real da situação de exclusão e de violação dos direitos
humanos deste grupo.

1
Meme é um termo grego que significa imitação. O termo é bastante conhecido e utilizado no "mundo da internet", referindo-se
ao fenômeno de "viralização" de uma informação, ou seja,qualquer vídeo, imagem, frase, ideia, música e etc, que se espalhe
entre vários usuários rapidamente, alcançando muita popularidade, sequer dando tempo para qualquer tipo de censura.

5
“A loucura como doença psicossomática não é uma adversidade contraída pelo homem apenas na
modernidade. Desde muito tempo relata-se a presença da doença mental. Entretanto, o seu tratamento
ao longo da história foi deveras questionável. Sua cura muitas vezes esteve ligada à extrema exclusão
ou até mesmo a rituais religiosos e cerimônias de exorcismo. A loucura enfocada pela ciência, tendo a
psiquiatria como uma especialidade médica, só ocorreu a partir do século XVIII, quando em 1793, o
médico francês Philipp Pinel, libertou os doentes mentais que estavam acorrentados no Hospital
Bicêtre. Desde então, a abordagem de cunho científico, passou a fazer parte do tratamento da doença
mental.” (PERES; BARREIRA, 2009)

Esta abordagem materializou também o olhar da indiferença. Aquele que não seguia o
padrão comportamental que a sociedade determinava como uma pessoa sã, passou a
ser “diferente” e caracterizado como louco. A loucura foi transformada em uma
identidade para representar não apenas o louco de origem psicossomática, mas todos
aqueles que estivessem para além do padrão social estabelecido. O louco, a partir dos
discursos de poder-saber estipulado pela religião, política e ciência, foi excluído do
convívio social e afastado daqueles que eram ditos normais, racionais, os que não
ameaçavam a ordem da sociedade, o que hoje identifica-se como “psicofobia”.2

2
Psicofobia é o preconceito contra as pessoas que têm transtornos e deficiências mentais. Tem sido um termo usando em
sentido não-clínico no Brasil, podendo neste contexto ser definido como o preconceito ou discriminação contra pessoas com
transtornos ou deficiências mentais. Neste aspecto, o sufixo fobia não é usado de forma clínica, mas no sentido de atitudes
negativas ou preconceituosas.
6
Sobre o filme e sua estrutura narrativa

O filme percorre regiões do Brasil em busca de depoimentos que ajudem a


desmistificar falsas crenças e estereótipos, fornecendo novos dados acerca das
doenças mentais e das pessoas que delas sofrem mostrando que, em muitos casos, é
possível ter uma vida inclusiva através de tratamento adequado e economia criativa.
Os protagonistas de nossa história são pessoas diversas em várias etapas de
tratamento e diferentes doenças psicológicas e neurológicas, que incluem a depressão,
epilepsia, bipolaridade, e, o extremo caso do suicídio – e como este pode ser evitado,
entre outras questões de suma importância para a população em geral.

Mostraremos diferentes realidades do Brasil profundo, percorrendo localidades no


Rio de Janeiro, Amazônia, Belo Horizonte-Mariana e Sul do Brasil.

As plataformas utilizadas visam uma comunicação transmídia ampliando em


progressão geométrica o acesso ao filme (TV, Web, Redes sociais) e o alcance da
informação. A internet e a mídia podem contribuir muito para erradicar o estigma,
promovendo a compreensão e educação do grande público acerca destas doenças,
mas também podem ser prejudiciais ao divulgar conceitos errados e negativos,
reforçando-os em grande escala. Por isso, torna-se necessária a distribuição de
informações com fontes fidedignas e confiáveis, de instituições de ensino e pesquisa
que são centros de excelência e referência, como a FIOCRUZ.

A narrativa do diretor em primeira pessoa se inspira nos filmes de Werner Herzog.


Nas palavras do diretor, em um texto publicado no jornal alemão Süddeutsche
Zeitung em 2010:

“Há pouco tempo eu estive em uma conferência aberta em Amsterdã. Uma mulher
sugeriu, sob o aplauso de todos que estavam lá, que um documentarista deveria ser
como uma mosca na parede: apenas observar e não intervir. Eu não aguentei e gritei:
“Eu não quero ser essa mosca! Quero ser a vespa que pica, que coloca o gado em
pânico!”
“Foi preciso certo tempo na carreira do diretor para que tais procedimentos de

7
autorreflexão começassem a se tornar usuais. A cronologia de sua obra mostra
que as características de forma e de discurso através das quais Herzog intervém
na narrativa foram gradualmente exploradas e, cabe frisar, não seguem um
padrão determinado. Podem-se considerar como autorreflexão as inserções
diretas de Werner Herzog em suas narrativas documentárias através de
procedimentos estilísticos nos quais podemos ouvir a voz do diretor ou ver seu
corpo em frente à câmera.” - A ética participativa de Werner Herzog em seus
documentários. (Gabriel Tonelo, 2012)

Organizado estruturalmente em 8 blocos de 8 minutos, já preparando a pré-


formatação para distribuição via web em capítulos, cobriremos as seguintes regiões e
assuntos:

1 – A Luta Antimanicomial e a importância dos CAPS – Centros de atendimento


psicossocial – Rio de Janeiro, Sul e Amazônia.

2 – Cannabis Medicinal – Um Olhar para o Futuro.

3 – Amazônia e a sabedoria indígena: os rituais e ervas para cura.

4 – Mariana, Minas Gerais – Redes de apoio para vítimas da tragédia que


desenvolveram doenças mentais.

5 – No Sul os agrotóxicos e sua relação com as doenças mentais em lavradores na


região rural.

6 – Internet e Saúde – A linguagem dos Nativos Digitais3 em relação às Doenças


Mentais.

O investimento na arte, computação gráfica e mapas animados, facilitam a


compreensão e fixação de informações estatísticas de uma forma leve. As imagens
cinematográficas, captadas por um drone na Amazônia e Mariana, deslumbram o
espectador, gerando cada vez mais interesse e, consequentemente, imersão na
3
O termo foi criado pelo norte-americano Marc Prensky, trazendo a esse grupo definições de novas características, que
consolida um abismo com relação aos imigrantes digitais (outro termo criado pelo autor e que define pessoas que desconhecem o
funcionamento dos meios de comunicação e tornam-se consumidores passivos. Um nativo digital é aquele que nasceu e cresceu
com as tecnologias digitais presentes em sua vivência. Tecnologias como videogames, Internet, telefone celular, MP3, iPod, etc.
Caracterizam-se principalmente por não necessitar do uso de papel nas tarefas com o computador.
No sentido mais amplo, refere-se a pessoas nascidas a partir da década de 1980 e mais tarde, na Era da Informação que teve
início nesta década. Geralmente, o termo foca sobre aqueles que cresceram com a tecnologia do século XXI.
Este termo têm sido aplicado em contextos como a educação, relacionado ao termo Aprendizes do Novo Milênio.

8
narrativa do filme.

As pessoas em tratamentos exitosos contam suas histórias e aproximam tanto


acometidos como familiares – por isso a importância do depoimento dos amigos e
familiares.

A pesquisa tem como base o Data-Driven Journalism4 e a utilização de ferramentas


digitais para o jornalismo de serviço público. O acesso aos dados públicos e sua
disponibilização através de filtros e mapas interativos oferece um novo campo de
estudo que une jornalismo investigativo e processamento de dados, emergindo um
novo tipo de pesquisa.

EQUIPE

Direção e Narração: Ieda Rozenfeld


Pesquisa e Roteiro: Ieda Rozenfeld e Larry Antha
Fotografia: Igor Cabral
Som: Fabio Caldeira
Edição: Célia Freitas (Prêmio de Melhor Edição de Documentário em Gramado)
e Christian Caselli
Supervisor de Pós Produção: Marcelo Brandão
Arte, Computação Gráfica e Animações: Marcelo Ferreira
Produção: Cavi Borges

Fontes de dados: IBGE, FIOCRUZ, MINISTÉRIO DA SAÚDE, DATASUS, OMS,


ONU, Data World Bank , reportagens, matérias além da Bibliografia e websites
sugeridos. )
4
O Jornalismo Guiado por Dados (Data-Driven Journalism) é o processo de obtenção, construção, filtragem, análise e
apresentação de bases de dados, com o objetivo de gerar notícias. Trata-se de uma prática derivada do Jornalismo de Precisão,
proposto por Philip Meyer na década de 1970 e da Reportagem Assistida por Computador (RAC) ou Computer-Assisted
Reporting (CAR). Através da coleta de dados, usando técnicas das ciências sociais, e da análise de bases de dados, essa
especialidade do jornalismo busca introduzir elementos do método científico na rotina produtiva das notícias, o que, argumenta-
se, resultaria em maior objetividade e exatidão no noticiário.Trata-se principalmente de uma rotina produtiva, definida pelas
seguintes etapas: obtenção de dados, filtragem, visualização e narração.
9
www.saude.gov.br/ (Ministério da saúde)
http://bvsms.saude.gov.br/metaiah/search.php (Biblioteca virtual do ministério da
saúde)
http://saudemental.ibict.br/ (Biblioteca virtual em saúde mental)
http://www.scielo.br (Pesquisa)
http://pt.wikipedia.org
https://www.polbr.med.br/ano16/wal0116.php

Ministério da Saúde (Brasil). Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011.


Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou
transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e
outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da
União. Brasília, DF.

Bibliografia:

CARNEIRO, Fernando; RIGOTTO, Raquel, AUGUSTO, Lia, BÚRIGO, André.


Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. FIOCRUZ,
Escola Politécnica Joaquim Venâncio.

CORREIA, Ludmila. O movimento antimanicomial: movimento social de luta


pela garantia e defesa dos direitos humanos. Programa de pós-Graduação em
Ciências Jurídicas da UFPB - área de concentração em Direitos Humanos

COSER, Orlando. Depressão: clínica, crítica e ética [online]. Rio de Janeiro: Editora
FIOCRUZ, 2003.

FARIA, NMX et al. Estudo transversal sobre a saúde mental de agricultores da


Serra Gaúcha (Brasil). Revista de Saúde Pública, vol. 33, n. 4, p. 391-400, 1999.

Faria NM, Victora CG, Meneghel SN, de Carvalho LA, Falk JW. Suicide rates in the
State of Rio Grande do Sul, Brazil: association with socioeconomic, cultural, and
10
agricultural factors - Referências bibliográficas Cadernos de Saúde Pública, vol. 22,
n. 12, p. 2.611-21, dez. 2006.

FERRAZ, Isabella. A Psicologia Brasileira e os Povos Indígenas: Atualização do


Estado da Arte. - Universidade Estadual de Maringá, PR, Brasil.
FOUCALT,Michel. Vigiar e Punir. Nascimento da Prisão. – Editora Vozes, 1997.

FREUD, Sigismund. Além do princípio do prazer; tradução do alemão de Renato


Zwick; revisão técnica e prefácio de Tales Ab'Saber; ensaio bibliográfico de Paulo
Endo, Edson Sousa. Porto Alegre. RS: L&PM, 2018.

LIMA, Márcio J. S. História da loucura na obra “O Alienista” de Machado de


Assis: discurso, identidades e exclusão no século XIX. , 2011.

MARCANTONIO, Jonhatan. A loucura institucionalizada: sobre o manicômio e


outras formas de controle. Doutorando em Filosofia do Direito e do Estado pelo
PUC-SP. Mestre em Filosofia do Direito e do Estado pela PUC-SP. Pesquisador
convidado do Instituto de Filosofia da Universidade Livre de Berlim.

NAGIB, Lúcia. Werner Herzog – O cinema como realidade. São Paulo: Estação
Liberdade, 1991.

NIETSZCHE, Friedrich. O nascimento da tragédia ou helenismo e pessimismo;


tradução, notas e posfácio; J. Guinsburg. – São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

OSELANE, Mariane. Um olhar sobre o dispositivo da Convivência no CAPSad III


Raul Seixas.

PACHECO, Milena. Saúde Mental E Economia Solidária: Trabalho Como


Dispositivo De Autonomia, Rede Social e Inclusão. UNB, Instituto De Psicologia,
Programa De Pós-Graduação Em Psicologia Clínica e Cultura – Pcl.

PICCININI, Walmor. História da Psiquiatria - Loucura Entre Os Índios Brasileiros.


https://www.polbr.med.br/ano16/wal0116.php - Psychiatry on line Brasil
11
RODRIGUES, Renan. O sofrimento mental de indígenas na Amazônia
Universidade Federal Do Amazonas (Ufam), Instituto De Ciências Sociais, Educação
e Zootecnia (Icsez), Núcleo de Estudos e Pesquisas em Ambientes Amazônicos

SOLOMON, Andrew. O Demônio do meio-dia – Uma anatomia da depressão;


tradução Myriam Campello. – Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

TORRE, Henrique G. T. Michel Foucault E A “História Da Loucura”: 50 Anos


Transformando A História Da Psiquiatria. Eduardo Henrique Guimarães Torre
Psicólogo, Mestre em Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ), Pesquisador
LAPS/DAPS/ENSP/FIOCRUZ

VIONE, Pamela. Transtornos Mentais Comuns Em Trabalhadores Rurais Que


Utilizam Agrotóxicos DISSERTAÇÃO DE MESTRADO - IJUI-RS, Brasil 2016

TONELO, Gabriel. A ética participativa de Werner Herzog em seus documentários –


2010.

FILMOGRAFIA UTILIZADA NA PESQUISA

A Ponte - The Bridge (2006) direção Eric Steel

Bicho de 7 cabeças (2000) direção Laís Bodansky

O Senhor do Labirinto (2014) direção Geraldo Motta e Gisella Mello

Elena (2001) direção Andrey Zvyagintsev

Encontros do Fim do Mundo (2007) direção Werner Herzog

Frances (1982) direção Graeme Clifford

Fernando Diniz - Em Busca do Espaço Cotidiano (1983) Direção Leon Hirzman


12
Imagens do Inconsciente (1985) Direção Leon Hirszman

Mr. Jones (1993) direção Mike Figgis

Nise - O Coração da Loucura (2015) direção Roberto Berliner

O Veneno Está na Mesa (2011) direção Silvio Tendler

Oleo de Lorenzo (1992) direção George Miller

O Homem Urso (2005) Werner Herzog

O Lado Bom da Vida (2012) direção David O. Russel

Persona (1966) direção Ingmar Bergman

Lavoura Arcaica (2001) direção Luiz Fernando Carvalho

Entrevista - Carl Gustav Jung / Agosto de 1957 https://www.youtube.com/watch?


v=c6VpU5FfqT0
http://www.canal.fiocruz.br/video/index.php?v=Vamos-falar-de-suicidio-SDC-0362 -
Canal Saúde – 27-09-2016 - A psiquiatra, psicanalista e coordenador do grupo de
pesquisa em prevenção ao suicídio do Instituto de Comunicação e Informação
Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz (ICICT), Carlos Estellita-Lins, a
voluntária do Centro de Valorização da Vida (CVV), Patrícia Fanteza e a professora
associada do Instituto de Medicina Social da UERJ, Maria Heilborn, conversam sobre
um dos maiores tabus da sociedade, do mundo. Mas o silêncio que o rodeia faz cada
vez mais vítimas em números assustadores.

C IMAGEM / STORYBOARD SOM D


E U
N R

13
A A
Ç
Ã
O

Imagens do dia a dia dos pacientes em trilha STAND BY ME 1´


1 tratamentos diversos, imagens rotineiras, closes
rostos, mar, sol, sorrisos, atividades de economia
criativa – apresentação dos personagens

2 Cartela e logomarcas 30´´


FADE IN
Titulo Aos poucos surge a fala da
multidão
O SOL QUE BRILHA A MENTE
Em busca do espaço cotidiano “NEM UM PASSO ATRÁS,
MANICÔMIO NUNCA
MAIS”

3 “NEM UM PASSO ATRÁS, 4´


CORTE SECO MANICÔMIO NUNCA
MAIS”
IMAGENS DA PASSEATA DA LUTA NARRAÇÃO OFF
ANTIMANICOMIAL (19 de maio de 2018, Em parceria com o Fórum de
Cinelândia, no Rio de Janeiro) Saúde do Rio de Janeiro e
(imagens já captadas - O Material bruto pode Frente Estadual Drogas e
ser acessado no YOUTUBE procurando por Direitos Humanos/RJ o Rio de
“documentário A Luz que Brilha na Mente” Janeiro sediou na Cinelândia
a passeata do DIA DA LUTA
ANTIMANICOMIAL.

O evento público contou com


a realização de intervenções

14
artísticas, oficinas e
participações de poetas e
grupos e blocos carnavalescos
ligados à luta antimanicomial
e à saúde mental.
A atividade conta também
com o apoio do
LAPS/ENSP/Fiocruz, Centro
Acadêmico de Psicologia
PUC-Rio, Conselho Regional
de Psicologia do Rio de
Janeiro (CRP-RJ) e Conselho
Regional de Serviço Social do
Rio de Janeiro (CRESS/RJ) da
Bike da prevenção (CAPS AD
Julio César de
Carvalho); Doutores da
Alegria e Varal da Poesia
(CAPS Lima
Barreto); Promotores de
Saúde e RAP da Saúde.

ENTREVISTA COM
NOSSA PERSONAGEM 1 –
MARIA ANTÔNIA DO
CAPS RAUL SEIXAS.

15
ENTREVISTA COM
PERSONAGEM 2 –
MARIA DE JESUS - CAPS
MANOEL DE BARROS

16
ENTREVISTA COM
NOSSO PERSONAGEM 3
– ERIC ANTUNES COSTA
- CAPS III Raul Seixas,
localizado no bairro de
Encantado, no Rio de
Janeiro.

Entrevista e
acompanharemos um dia de
atividades como a OFICINA
DE GERAÇÃO DE RENDA
como imagem de cobertura.

17
4 “Estou aqui porque sou 30´´
ENTREVISTA COM IRACEMA familiar, e a minha luta vem
POLIDORO - Presidente da Associação de desde a década de 80. Estamos
Saúde Mental JULIANO MOREIRA lutando pela reforma
(imagens já captadas e autorizadas) psiquiátrica e por um Brasil
melhor para as pessoas com
transtorno mental. Não
queremos internação e
confinamento, queremos
tratamento.

Queremos CAPS, e que as


pessoas respeitem o doente
com transtorno mental. Chega
de preconceito e segregação
das pessoas na sociedade
brasileira.
Estou aqui para lutar por uma
causa justa.

5 ENTREVISTA com a COORDENADORA do 1´


PROJETO DE GERAÇÃO DE RENDA DO ENTREVISTA
CAPS MANOEL DE BARROS
(imagens já captadas e autorizadas) Temos uma OFICINA de
CULINÁRIA onde os
Imagens das atividades , das oficinas de usuários participam e fazem
culinária. várias receitas com a gente, a
maioria de produtos naturais e
fazem para suas famílias em
casa, então é bem legal!
Entendemos que para reforma
de um modo em geral que as
atividades tem o objetivo de
estar promovendo

18
autonomia do sujeito. Nós
fazemos parte do projeto de
geração de renda do CAPS .

Pensamos em usuários que


têm uma situação financeira
complicada e a geração de
renda ajuda neste sentido e até
o contato com o próprio
dinheiro auxilia nesta questão
da autonomia do sujeito. E
tem dado muito certo!

6 NARRAÇÃO OFF 1´
IMAGENS DE COBERTURA DO CAPS
RAUL SEIXAS – RIO DE JANEIRO O CAPS RAUL SEIXAS foi o
ENTREVISTA COM MARIA ANTONIA E primeiro serviço de atenção
ALDIR, CLIENTES DO CAPS RAUL psicossocial na cidade do Rio
SEIXAS de Janeiro, funcionando desde
janeiro de 2003 e inaugurado
oficialmente em Agosto de
2004. O serviço realiza

19
diversas atividades na região e
possui muitas parcerias na
comunidade que possibilitam
a reinserção social de usuários
de drogas.

Atividades realizadas pelos


CAPS adulto, infância e
adolescência,
álcool e drogas:
􀅏 Acolhimento ao usuário de
saúde mental, incluindo álcool
e outras drogas, seguindo a
estratégia da
política nacional de redução
de danos.
􀅏 Acolhimento das situações
de crise, realizando contato
com outras unidades de saúde,
caso necessário.
􀅏 Promoção de saúde,
participação nas campanhas
realizadas pela SMSDC.
􀅏 Realização de ações
intersetoriais (educação,
justiça, assistência social,
trabalho, habitação, cultura e
lazer).
􀅏 Atendimentos em grupo
e/ou individuais por equipe
multiprofissional.
􀅏 Atendimento a familiares
(em grupo ou individual).

20
􀅏 Realização de Assembléias
de Usuários e Familiares e/ou
apoio à forma de associação
de usuários e familiares.

7 ENTREVISTA COM A DIRETORA: 1´


JULIANA CARAMORE - CAPS RAUL ENTREVISTA
SEIXAS
IMAGENS DO CAPS CG LEGENDAS Os Centros de Atenção
ANIMADAS SOBRE IMAGEM Psicossocial (CAPS) são
serviços de saúde mental,
Nossas metas são: abertos e comunitários do
Sistema Único de Saúde
• Articulação com APS para acompanhamento (SUS) e foram concebidos
compartilhado de 100% dos pacientes com como a principal estratégia do
doenças crônicas identificados. processo de Reforma
Psiquiátrica.
• Articulação com APS para que 100% das
usuárias do serviço que ficarem gestantes Os CAPS se constituem como
passem por ao menos 7 consultas de pré-natal. lugar de referência e
tratamento para pessoas com
• Atualização de 100% dos CNS dos pacientes. grave sofrimento psíquico,
cuja severidade e/ou
• 100% dos pacientes com CPF e RG inseridos persistência demandem um
no cadastro. cuidado intensivo, incluindo
os transtornos relacionados às
• Redução em 20% o número de internações substâncias psicoativas (álcool
psiquiátricas/saúde mental. e outras drogas) e também
crianças e adolescentes com
• Redução de 26% do tempo médio de sofrimento mental.
internação psiquiátrica/saúde mental.

• 90% de aprovação da produção apresentada no


ano.

21
• Qualificar os registros de atendimentos,
registrar todos os atendimentos realizados.

• Intensificar a realização de ações e estratégias


de redução de danos no território.

• Ampliar a aproximação e aumentar a


articulação com as CFs do território.

• Aumentar a frequência da Assembleia no


CAPS, considerando-a como importante
estratégia para efetiva configuração do CAPS
como local de convivência e de promoção de
protagonismo de usuários e familiares.

• Repensar a porta de entrada do CAPS. Dada a


transformação em CAPS III e a necessidade de
maior disponibilidade da equipe em acolher as
situações de crise, surgiu a necessidade de
repensar os casos que devem ser acompanhados
dentro do CAPS (matriculados). A prioridade do
CAPS III devem ser os casos graves que
necessitam de intensividade.

• Planejar Projeto de Geração de Renda.

8 Som ambiente 30´´


ENTREVISTA COM CARLOS HENRIQUE “O CAPS nos ajuda a nos
LOPES MOURA – PACIENTE QUE tornarmos uma pessoa melhor.
PRODUZ E VENDE BRIGADEIROS Existe assistência também
com conversa com os pais,
Imagens já captadas – familiares e participamos da
https://youtu.be/EXwUG4e-EBk Oficina de Geração de renda.

22
O CAPS nos dá o material
para fazermos e 1/3 da renda
fica conosco e nós dividimos
Imagens de cobertura do CAPS RAUL SEIXAS entre nós.
O CAPS dá uma chance para
gente que não tem emprego
neste país.
O CAPS é tudo de bom, nos
ajuda enquanto aqui fora
ninguém se importa nem
ajuda.

9 Precisamos ter a capacidade 30´´


ENTREVISTA COM DANIELLE ROSA DE de conviver com a
OLIVEIRA – MILITANTE PARTICIPANTE diversidade. Ser “louco” não
DA PASSEATA impede de estar na vida, no
(Imagens já captadas disponíveis) cotidiano em liberdade.
Produzir cuidado no território,
https://youtu.be/_KbkCT9hM3Y que cuide da pessoa no local
de origem e não afastando da
sociedade.

1 1´
0 ENTREVISTA COM JONATHAN “A ciência não é somente
HERNANDES MARCANTONIO conhecimento; é também
forma de controle social e
Doutorando em Filosofia do Direito e do Estado manutenção de estruturas de
pelo PUC-SP. Mestre em Filosofia do Direito e poder. O adestramento
do Estado pela PUC-SP. provocado por depoimentos
Pesquisador convidado do Instituto de Filosofia de grandes cientistas, mesmo
da Universidade Livre de Berlim. que carregados de opiniões de
senso comum, vinculam e
criam verdades.

Passam, cada vez mais, a


23
poder dizer o que pode e o
que não pode ser feito dentro
da prática clínica. Assim, esta
ainda prepondera nos
meios acadêmicos, mantendo,
desta forma, a prática clínica a
partir de uma estruturação
verticalizadora da relação
médico/enfermo.

Embora Possamos
vislumbrar, como já
mencionamos, tentativas
normativas de humanizar as
instituições, como a alteração
legislativa que mudou o nome
das instituições estatais
psiquiátricas, de “Manicômio
judiciário” para “Hospital de
custódia e tratamento
psiquiátrico”, mantiveram a
mesma infraestrutura e
moldes de funcionamento.
Tais padrões de controle, que
ditos indesejáveis sob a
premissa da liberdade utiliza-
se desta última como um
manto que acoberta a nudez
da ordem, do controle, e do
poder,e então produz a
conhecida liberdade vigiada,
ou não liberdade.

1 NARRAÇÃO EM OFF 30´´


24
1 IMAGENS DE COBERTURA DO MUSEU DO No mesmo dia A Fundação
AMANHÃ RIO E ADJACÊNCIAS. Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a
IMAGENS DO SEMINÁRIO Associação de Apoio à
INTERNACIONAL CANNABIS Pesquisa e Pacientes de
MEDICINAL – UM OLHAR PARA O Cannabis Medicinal (Apepi),
FUTURO (imagens já captadas e imagens de em parceria com o Museu do
arquivo do seminário) Amanhã, realizavam o
seminário
internacional Cannabis
Medicinal – Um Olhar para o
Futuro, com o intuito de
discutir o acesso à cannabis
medicinal e a sua inserção na
saúde pública, um seminário
internacional que busca
discutir, mais profundamente,
o uso terapêutico da Cannabis,
as formas de acesso,
resultados de pesquisas,
regulamentação e seu uso na
saúde pública. Pensando o
cultivo e produção nacional,
por empresas públicas e
privadas, associações e o
autocultivo.
A partir da possibilidade de
utilização legal de
medicamentos à base de
cannabis, em 2015, houve um
crescimento expressivo de seu
uso medicinal no tratamento
de doenças como epilepsia,
autismo, Parkinson,

25
Alzheimer, esclerose, dor
crônica e câncer, entre outras.
Tal demanda torna urgente a
atualização de médicos e
outros profissionais da saúde
em relação ao tema.

1 1´
2

ENTREVISTA COM DRª


NÍSIA TRINDADE LIMA –
PRESIDENTE DA
FIOCRUZ ( autorização
com interesse em
participação em anexo)

1 1´
3 ENTREVISTA COM
PROFESSOR ELISALDO
CARLINI
( autorização com interesse
em participação em anexo)

“É uma realização 1´
muito grande poder
ENTREVISTA COM DR. EDUARDO
fazer um pouquinho de
FAVERET diferença na vida das
pessoas. Pra mim, dar

26
uma nova oportunidade
de viver à alguém é
uma atitude de amor.
Sou movido por amor.
Em todos esses anos de
profissão, aprendi e
recebi muito carinho de
todos os meus
pacientes. Sou muito
grato à todos eles. O
que mais gosto na
minha profissão é lidar
com as pessoas. É
muito gratificante “

1 1´
4 ENTREVISTA COM DR. JARBAS Fala histórica do Presidente da
BARBOSA – DIRETOR-PRESIDENTE DA Anvisa em que ele anuncia
ANVISA que a Anvisa, em junho, dará
início ao processo de
regulamentação do cultivo de
cannabis para fins medicinais
e para pesquisa no Brasil

1 ENTREVISTA COM 1´
5 MARGARETE BRITO –
COORDENADORA
EXECUTIVA DA APEPI
A APEPI é uma Associação de
familiares de pacientes
que fazem uso medicinal da
Cannabis.
Os principais objetivos da
Associação são a
regulamentação da produção
nacional (direito ao auto-
cultivo, cultivo para
pesquisas, cultivo via
IMAGENS DE ARQUIVO PESSOAL
cooperativa), o apoio à
MOSTRANDO A MUDANÇA EM
27
CRIANÇAS COM EPILEPSIA E pesquisa, divulgação dos
CONVULSÕES APÓS ADMINISTRAÇÃO benefícios do uso terapêutico
DO ÓLEO DE CANNABIDIOL, do Canabidiol e a quebra de
DEPOIMENTO DE MÃES. preconceito, além do apoio
aos pacientes e familiares.

1 10´´
6 CG CARTELA LAPS

1 1´
7 IMAGENS DE COBERTURA DO DO LAPS NARRAÇÃO OFF

O LAPS é o Laboratório de
Estudos e Pesquisas em Saúde
Mental e Atenção Psicossocial
(LAPS) da Escola Nacional de
Saúde Pública Sergio Arouca
(ENSP), uma das unidades
técnico-científicas da
Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), constituindo-
se como um espaço de
reflexão sobre os saberes e as
práticas em Saúde Mental,
Atenção Psicossocial e
Reforma Psiquiátrica. Suas
atividades são desenvolvidas
com ênfase na natureza
multiprofissional e na inter-
relação entre os vários saberes
do campo. São atividades que
agregam pesquisadores,
colaboradores, técnicos,
estudantes e bolsistas da
28
ENSP e de outras instituições
e entidades.
Profissional em Atenção à
Saúde (Laborat). A
pesquisadora Nina Soalheiro,
coordena o curso de
especialização técnica de
nível médio em saúde mental
na Escola Politécnica, que,
assim como o curso de
especialização do Laps/Ensp,
coordenado pelo professor
Paulo Amarante, inclui em seu
currículo a discussão sobre o
suicídio como um problema e
um desafio para a saúde
pública.

1 1´
8 ENTREVISTA COM A PESQUISADORA A atenção básica,
NINA SOALHEIRO QUE COORDENA O enquanto porta de entrada da
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA rede pública de saúde, "pode e
DE NÍVEL MÉDIO EM SAÚDE MENTAL deve identificar os sinais, a
NA ESCOLA POLITÉCNICA gradação do sofrimento, as
características que o paciente
com tendência suicida
apresenta, seja por meio de
pensamentos de desesperança,
desespero ou desamparo.

1 “A medicalização transformou 1´
9 ENTREVISTA COM PAULO AMARANTE o lugar social do louco e da
DOUTOR EM SAÚDE PÚBLICA loucura, pois ela não se
(FIOCRUZ) restringe à captura do louco
29
PESQUISADOR TITULAR pela medicina, mas inclui a
LAPS/DAPS/ENSP/FIOCRUZ construção de um contexto ao
mesmo tempo jurídico, social
e cultural de lidar com o
louco, a loucura, a diferença e
a diversidade. Escapar à
noção de doença mental torna-
se um dos passos
fundamentais para a retomada
da complexidade do processo
saúde-loucura, que se dá
através da desconstrução das
simplificações e
conceituações psiquiátricas o
processo denominado
superação do manicômio ou
desconstrução do dispositivo
psiquiátrico.

Ideias que só são possíveis


quando se faz um novo tipo de
história. Nossa história
brasileira também muda muito
com essa contribuição
marcante e ainda inspiradora
para continuar transformando
a história da psiquiatria
contemporânea, o lugar do
louco e do diferente e o nosso
próprio lugar de “normais”. “

30
2
0 INTERNET E SAÚDE MENTAL TRILHA ‘LOUCA’ DE 1´
ALICE CAYMMI

NARRAÇÃO EM OFF

Com a crescente veiculação


de informações promovida
pela internet, o uso da
multimídia em forma de
imagens conhecidas como
Memes tornou-se tendência
entre jovens e adultos. “A
expressão meme de Internet é
usada para descrever um
conceito de imagem, vídeos,
GIFs e/ou relacionados ao
humor, que se espalha via
Internet.

Ao passo que podem


representar apenas imagens
bem humoradas, os Memes
são comumente usados para
transmitir mensagens ligadas
à problemas psicológicos tais
como depressão, bipolaridade,
ansiedades entre outros.

31
Imagens de produção de Memes, internet, sites, Entrevista com adolescentes 2´
2 grupos de ajuda no FACEBOOK, TUMBLR, sobre depressão e outros
1 INSTAGRAM transtornos que nos conta
como a internet une pessoas
para trocar experiências e
extravasar o sofrimento e a
empatia e grupos que surgem
através das redes.

2
2 IMAGENS DO LAISS/FIOCRUZ Narração OFF 2´
O Laboratório Internet, Saúde
ENTREVISTA COM COORDENADOR e Sociedade (Laiss) foi
GERAL LAISS inaugurado em dezembro de
DR. ANDRÉ DE FARIA PEREIRA NETO 2009, com o apoio financeiro
recebido da FAPERJ. Está
Pesquisador Titular em Saúde Pública localizado no Centro de Saúde
Escola Germano Sinval Faria
Professor do Programa de Pós-graduação em (CSEGSF), um dos
Informação e Comunicação em Saúde departamentos da Escola
(PPGICS/ICICT) Nacional de Saúde Pública
(ENSP).

Atuamos na linha da
promoção da saúde,
estimulando o
empoderamento do cidadão a
partir da avaliação da
qualidade da informação

32
sobre saúde na Internet.
Enquanto laboratório, somos
movidos pela inovação e pelo
questionamento. Através das
vivências com os usuários e
das pesquisas desenvolvidas
pela equipe, estamos
constantemente
experimentando e produzindo
novos conhecimentos,
ferramentas e metodologias
que desejamos serem
multiplicados e replicados em
diversas partes do mundo
através da Internet.

2 A Internet é o principal meio


3 ENTREVISTA COM PROFESSOR de informação e comunicação 2´
RODOLFO PAOLUCCI do mundo atual e uma
ferramenta para a construção
Doutorando e Mestre em Informação e da cidadania e promoção da
Comunicação em Saúde (ICICT/FIOCRUZ) saúde. Entretanto, muitas
pessoas não dominam essa
tecnologia, através da qual é
possível produzir e receber
informações nem sempre
confiáveis.

Acreditamos que, no atual


cenário de globalização, o
domínio sobre uma tecnologia
tão importante quanto a
Internet e o acesso a
informação com qualidade

33
certificada são ferramentas
fundamentais para que o
sujeito torne-se autônomo,
sendo capaz de melhorar sua
qualidade de vida e de
engajar-se ativamente no
processo democrático da
construção da cidadania.

2 Castelo iluminado fiocruz de amarelo na luta


4 contra o suicídio. TRILHA ORIGINAL 2´

NARRAÇÃO OFF
Em parceria com a OMS, a
FIOCRUZ adotou o programa
‘Let’s Talk’ (Vamos
conversar) O setembro

ENTREVISTA COM OS amarelo, uma campanha de

COORDENADORES DO PROJETO NA conscientização sobre a

FIOCRUZ E COM CARLOS ESTELITA- prevenção do suicídio no

LINS QUE NOS FALARÁ SOBRE Brasil

PREVENÇÃO AO SUICÍDIO.

2 CARTELA AMAZONIA CG MAPA NARRAÇÃO OFF


5 GEOGRÁFICO ANIMADO DA SAÚDE 1´
INDÍGENA Do Rio de Janeiro partimos
para a Amazônia, para
entender como os indígenas
cuidam da saúde mental de
sua tribo. Tentaremos
entender por que os índios se
suicidam.

34
De Manaus desceremos o Rio
Amazonas em direção a
cidade de Autazes. Em
Autazes visitaremos o Centro
de Atenção Psicossocial –
CAPS. De Autazes
seguiremos viagem para a
cidade de Nova Olinda do
Norte e conversaremos Dr.
Cristiano Ferreira
Mundukuru, Indígena com
Formação em Medicina em
Cuba. Em seguida desceremos
o Rio Madeira em direção à
tribo Mundukuru que fica na
região de Manacapuru.

2 SOM CANTO
6 IMAGEM DE DRONE SOBRE A TRIBO MUNDUKURU 2´

Dia a dia da tribo e região, depoimento de ENTREVISTA

familiares de índios que cometeram suicídio.

2 O CAPS realizou o II
7 1a. PARADA AUTAZES – CG mapa animado Seminário de Saúde Mental de 2´
em fusão com imagens de cobertura de autazes. Autazes, fazendo referência
IMAGENS DO CAPS DE AUTAZES ao Setembro Amarelo, que
traz discussões sobre a
prevenção do suicídio e
promoção da vida. Tendo em
vista que o suicídio é uma das
principais causas de
mortalidade no Brasil e no

35
mundo. O conhecimento dos
principais fatores de risco e
sinais de alerta pode auxiliar
na sua prevenção.

2 Associação Amazonense de
8 ENTREVISTA COM A DRA. ALESSANDRA Psiquiatria, que participou do 2´
PEREIRA Seminário abordando assuntos
pertinentes à importância da
prevenção dessa realidade

2 3´
9 TRIBO, ENTREVISTAS COM CACIQUE E Tribo MUNDUKURU
PAGÉ. ACOMPANHAR UMA PAJELANÇA

3 A sociedade em que vivemos


0 ENTREVISTA COM DR. CRISTIANO é uma sociedade perversa, 2´
FERREIRA MUNDUKURU, INDÍGENA capitalista, individualista,
COM FORMAÇÃO EM MEDICINA EM canibal. O diferente, para eles
CUBA - ALDEIA – indígenas – não são eles
mesmos. Somos nós,
estrangeiros… O que o Estado
realiza para dar conta de um
mal que ele produziu foi criar,
provavelmente, um sistema
(Lei Arouca) que prevê
atenção diferenciada aos
povos indígenas

3
1 ENTREVISTA DR JEFFERSON CALDAS “A questão do suicídio 2´

36
DOUTORADO EM SAÚDE INDÍGENA indígena, assim como a
MANAUS ‘alcoolização’ constituem
problema grave entre a
população indígena na
contemporaneidade. E isto
tem a ver como a sociedade
moderna se (des)estrutura
hoje. Isso tem a ver com a
relação entre o ‘branco’ e o
indígena. No meu ponto de
vista, chega a ser um
paradoxo, a causa de
“preocupação”, se pensarmos
como a sociedade não
indígena se vê, em relação à
violência, ao consumo de
álcool, à personagem
adolescente, idoso, negro,
indígena… Basta refletirmos
sobre o que a sociedade pensa
sobre as terras indígenas e
modos de vida tradicionais.
Isso, certamente, influencia o
modo de vida de diferentes
povos, inclusive o indígena.

3 ENTREVISTA RIBAMAR MITOSO


2 Professor universitário, escritor, dramaturgo e Ações concretas se definem
webcomunicador. Estudou Direito, Filosofia e em potencializar a cultura,
Jornalismo na Universidade Federal do crenças e valores que a
Amazonas. Doutor em Sociedade e Cultura na história negou, e reforçar o
Amazônia PPGSCA/UFAM, Mestre MSC em que é positivo e que produz
Literatura e Linguagem Amazônica . ‘saúde’, claro, a partir do
ponto de vista do outro

37
(indígena). O conceito que
construímos para
‘espiritualidade’ também é
outro para os povos indígenas.
É por isso que não uso o
termo ‘saúde mental
indígena’ e sim ‘saúde mental
em contexto indígena’.
Entretanto, ainda buscamos
um termo que se aproxime das
diferentes realidades culturais.
Quero dizer, que não há essa
conotação em nenhuma
cosmologia indígena. Todavia,
o ‘benzimento’, a ‘pajelança’,
o ‘xamanismo’, o uso de
substâncias psicoativas
utilizadas pelos pajés, os
espíritos, por promover saúde
e tratar de doenças,
tradicionais ou não,
constituem, para nós, práticas
de ‘saúde mental em contexto
indígena’ e que portanto,
devem ser valorizadas e
reconhecidas, também como
práticas de sua espiritualidade.
Para os indígenas, os espíritos
estão nos animais, nas plantas,
na floresta. Para eles, a
relação com os espíritos, é que
vai determinar a possibilidade
de ‘cura’ das doenças. A

38
doença, provavelmente não
existe no corpo, é causada por
um espírito, por um feitiço,
por um ‘estrago’. E a saúde
também seguirá por aí.

3 “Um dos eixos temáticos, que


3 ENTREVISTA COM O PSICÓLOGO, tive a oportunidade de 2´
MARCELO PIMENTEL ABDALA COSTA, escrever, problematiza ‘Saúde
QUE TRABALHA COM O PROGRAMA DE Mental no Contexto Indígena’
ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL NO e, tem como proposta
DISTRITO SANITÁRIO ESPECIAL promover um diálogo entre a
INDÍGENA ALTO RIO NEGRO(AM). saúde mental e a saúde
indígena, abordando questões
Psicólogo, poeta e autor de produções científicas conceituais como a utilização
– destaque para o capítulo de um livro no âmbito do termo ‘saúde mental
da Terapia Comunitária Integrativa – Marcelo indígena’ e a reflexão sobre
Abdala, acumula conhecimento e vivências nas sofrimento psíquico e a
culturas indígenas. O psicólogo lamenta a falta atenção psicossocial neste
de conhecimento por parte da sociedade sobre as contexto. Desejamos refletir,
formas de viver indígenas, relata casos de cura ainda, sobre a atuação da
por plantas medicinais, ainda, conta detalhes de psicologia no contexto
crenças espirituais e comenta sobre os recentes indígena, uso de
casos de suicídio em aldeias na Ilha do Bananal medicamentos psicotrópicos,
(TO). possibilidade de atender a
alteridade indígena nos
serviços de referência –
CAPS, Pontos de Atenção,
Hospitais e Hospitais
Psiquiátricos – e
problematizar categorias
médico-psiquiátricas, tidas
como universais, como

39
relativas e culturais. Destaca-
se a relação do processo
saúde/doença propondo
diálogo entre formas
diferentes de atenção à saúde
(tradicional x científica) e o
trabalho dos profissionais de
Saúde Indígena a partir do
Programa de Atenção à Saúde
Mental em diferentes Distritos
Sanitários (DSEI´s), do país,
instituídos pelo Subsistema de
Atenção à Saúde Indígena
(SASISUS).

Considerando o uso de
plantas, ou seja, a medicina
tradicional como uma prática
de saúde mental em contexto
indígena, relato aqui a que
ouvi esta semana de um
enfermeiro. Trazia uma
criança de dois meses de vida,
quase sem vida. Faltava-lhe o
sopro. Seu coração batia cada
vez mais devagar. Ao pararem
em outra aldeia, rapidamente
uma senhora pegou uma folha
e tirando a seiva dela, com
uma seringa, deu para a
criança beber. Espalhou um
pouco no peito e no nariz. Em
menos de 30 minutos a
criança já dava sinais de vida

40
que antes perdia. Em outra
ocasião estávamos em uma
aldeia realizando um Projeto
de Saúde Mental para as
populações indígenas. Numa
noite, todos se reuniram em
volta do fogo, velhos,
crianças, mulheres, para
relembrar as histórias, tomar o
Caapi (conhecido
popularmente como
Ayahuasca). As mulheres
cantavam as ‘lamentações’ em
suas línguas, falando do amor
de uma indígena por um
‘branco’. Encorajavam, seus
filhos, a beberem o Caapi, por
se tratar de bebida de
conhecimento. O mais velho,
benzia o cigarro e contava as
histórias sobre a origem da
humanidade, do mundo, das
doenças, da vida…

3 CG
4 CARTELA MARIANA 30´´

imagens de arquivo e jornais da tragédia de NARRAÇÂO OFF


3 Mariana, por conta do rompimento da barragem
5 da mineradora Samarco em 2016. O vazamento de 62 milhões 2´
de metros cúbicos de rejeitos
de minério em barragem da
Samarco, no município de
Mariana, provocou

41
consequências graves em
várias áreas, não apenas no
meio ambiente.

A depressão atinge 28,9% de


vítimas de tragédia em
Mariana. Mais de dois anos
após o rompimento da
barragem da mineradora
Samarco, em Mariana (MG),
quase 30% dos atingidos
sofrem com depressão. O
percentual é cinco vezes
superior ao constatado na
população do país. Segundo a
Organização Mundial de
Saúde (OMS), em 2015, 5,8%
dos brasileiros tinham
depressão (11,5 milhões de
pessoas).

CG GRAFICOS ANIMADOS NARRAÇÃO OFF


3 Estudo foi realizado pelo 30´´
6 - 12% dos afetados pelo desastre sofrem de Núcleo de Pesquisa e
estresse pós-traumático Vulnerabilidade em Saúde
(Naves) da Universidade
- Entre as crianças e adolescentes, o índice é Federal de Minas Gerais
maior, chegando a 83% (UFMG) e a Cáritas Regional
Minas Gerais, que é ligada à
- A depressão atinge quase 30% das vítimas Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil (CNBB) e
- Entre as crianças e adolescentes, a incidência é 39%
presta assistência aos atingidos.

3 ENTREVISTA PROFESSORA MAILA DE Em 2017, os pesquisadores

42
7 CASTRO entrevistaram 271 pessoas, que 2´
tiveram suas propriedades
Departamento de Saúde Mental da Faculdade de diretamente atingidas pela
Medicina e coordenadora da pesquisa. O núcleo lama. Foram observados
de Pesquisa e Vulnerabilidade em Saúde da transtornos mentais ligados ao
UFMG (Naves) e a Cáritas Regional Minas estresse, como depressão,
Gerais divulgaram resultados de pesquisa que ansiedade e comportamento
revelam como essa tragédia, ocorrida em suicida. tudo isso em índices
novembro de 2015, ainda abala a saúde mental bastante elevados, inclusive em
de muita gente. adolescentes.

D’Ângelo conta que passou a


3 ENTREVISTA COM O LAVRADOR ter insônia, perdeu o vigor no
8 MARIANO D’ÂNGELO, UM DOS trabalho e se tornou diabético 2´
após o trauma vivido no dia 5
ATINGIDOS PELO ROMPIMENTO DA
de novembro de 2015. Ele fala
BARRAGEM DE FUNDÃO.
sobre sintomas que se tornaram
frequentes.
“Eu fiquei muito emotivo. Não
conseguia falar do processo,
comecei a dar um branco. Às
vezes, tava falando e perdia o
raciocínio. Comecei a ficar
muito irritado com qualquer
coisa. Chegou um tempo que
eu senti necessidade de
procurar um psiquiatra porque
eu não estava bem”, disse.
O lavrador tem saudade da
vizinhança e da vida que tinha
antes da tragédia. “Fez uma
mudança radical na vida de
todo mundo. Eu morava 200

43
metros do meu sogro. O nosso
ponto de encontro era lá.
Depois do rompimento, a gente
nunca mais se reuniu”,
desabafou.

3 ENTREVISTA COM ALBANITA ROBERTA A Fundação Renova, criada


9 DE LIMA, LÍDER DO PROGRAMA para desenvolver as ações de 2´
SAÚDE DE BEM-ESTAR SOCIAL DA reparação e compensação dos
INSTITUIÇÃO DA FUNDAÇÃO RENOVA estragos provocados pelo
rompimento de Fundão, não
FINANCIADA PELA SAMARCO E dispõe de um levantamento de
ORIENTADO POR UM COMITÊ pessoas atingidas que estão
INTERFEDERATIVO (CIF), COMPOSTO em depressão ou morreram
POR ÓRGÃOS PÚBLICOS E A durante esses dois anos, mas
SOCIEDADE CIVIL. pretende fazer um estudo
sobre o tema.

44
4 ENTREVISTA COM PROJETO PRISMA, A interdisciplinaridade que 2´
0 COORDENADO PELA PROFESSORA propomos é uma forma, não
IZABEL CHRISTINA FRICHE PASSOS e apenas de fazer dialogar
inscrito no CENEX (Centro de Extensão da diferentes disciplinas, mas de
FAFICH/UFMG), Faculdade de Medicina da fazer avançar nossas práticas
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no sentido de uma
que desenvolve o PROJETO PRISMMA, para transversalidade,
pesquisar a situação da saúde mental das interpenetração e
famílias atingidas pela tragédia. transformação dos saberes,
aproximando as disciplinas do
IMAGENS DE COBERTURA DA UFMG E chamado senso-comum e do
DOS PESQUISADORES. bom senso, das tradições, das
ficções, das artes, da poesia.
http://www.fafich.ufmg.br/prisma/ A diversidade de saberes
incorporados tem sido
fundamental para a
reconstrução crítica do campo
da Saúde Mental coletiva. Só o
esforço coletivo e a postura
intelectual realmente aberta
permitem re-configurar um
campo de práticas sociais tão
problemático e, ao mesmo
tempo, tão determinante para
uma vida, individual e coletiva,
com mais bem-estar e menos
exclusão social.

4
1 CARTELA SUL DO BRASIL 30´´

45
4 IMAGENS DRONE NARRAÇÃO OFF 2´
2 ÁREA RURAL, PLANTAÇÕES,
COLHEITA, USO DE AGROTÓXICOS. No Rio Grande do Sul, um
estudo de base populacional
CG Gráficos sobre imagens descreveu o perfil
75% dos trabalhadores utilizavam agrotóxicos sociodemográfico e a
prevalência de algumas
85% dos estabelecimentos usou intensamente morbidades. Entre os
agrotóxicos durante 7 meses ao ano resultados obtidos, destaca-se
que 75% dos trabalhadores
12% dos trabalhadores que utilizavam esses utilizavam agrotóxicos, a
produtos referiram intoxicação pelo menos uma maioria OPs (FARIA et al.,
vez na vida 2000). A utilização de
agrotóxicos caracterizou-se
36% de prevalência de transtornos psiquiátricos como intensa durante sete
meses do ano (em 85% dos
Os inseticidas foram a principal classe de estabelecimentos); o tipo de
agrotóxicos envolvidos nas ocorrências agrotóxico utilizado variou
conforme a cultura;12% dos
trabalhadores que utilizavam
esses produtos referiram
intoxicação pelo menos uma
vez na vida, e a prevalência de
transtornos psiquiátricos foi de
36%. Nas propriedades maiores
(de 25 a 100 ha) e onde se
utilizavam mais agrotóxicos,
CENAS DO FILME “O VENENO ESTÁ NA observou-se um aumento do
MESA” DE SILVIO TENDLER. risco para intoxicações. Nesse
mesmo estado, um estudo
transversal sobre saúde mental
de agricultores da Serra
Gaúcha mostrou forte

46
associação entre intoxicações
por agrotóxicos e o
desenvolvimento de transtornos
psiquiátricos.
fonte: Dossiê ABRASCO –
Associação Brasileira de Saúde
Coletiva.

ENTREVISTA com integrantes do


4 GIPAS (GRUPO O Que Tem Sido Feito Para 2´
3 INTERDISCIPLINAR DE Ajudar?
PESQUISA E AÇÃO EM Iniciativas Positivas e
AGRICULTURA E SAÚDE) - exitosas.
entidade autônoma gaúcha que
pesquisa suspeita de que intoxicações
com os chamados organofosforados —
substâncias presentes em
vários agrotóxicos — podem causar
depressão, levando aos suicídios.

4 2´
4 ENTREVISTA COM
LAVRADOR

47
4 ENTREVISTA COM PAULO DUARTE DE Em 2011 foi lançado o 2´
5 CARVALHO AMARANTE, Vice-Presidente INTERMAPAS, uma
da ABRASCO, Fundação Oswaldo Cruz, ferramenta dos movimentos
sociais, redes e organizações
para apoiar lutas nos
CG MAPA ANIMADO territórios.
O Intermapas reúne
informações de quatro
iniciativas: Agroecologia em
Rede, Farejador da Economia
Solidária, Mapa da Injustiça
Ambiental e Saúde e Mapa
dos Projetos Financiados pelo
Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES)
São cooperativas, associações
de mulheres, grupos de
pequenos
agricultores, centros de
agroecologia, feiras da
agricultura familiar, entre
outras experiências que
expressam a força e
viabilidade do
desenvolvimento econômico
dentro de outros marcos,
opostos àqueles dos
oligopólios concentradores de
renda e produtores de
desigualdades sociais e
iniquidades em saúde.

48
4 ENTREVISTA COM A ABRASME é uma
6 WALTER FERREIRA DE OLIVEIRA organização não 2´
PRESIDENTE ABRASME governamental, fundada em
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE SAÚDE 2007. Está localidada em
MENTAL Florianópolis e já possui
Graduado em Medicina pela Escola de Medicina filiais em mais de 10 estados
e Cirurgia, da FEFIERJ, atual Universidade do Brasil, estando já
Federal do Estado do Rio de Janeiro - UniRio constituindo filiais em todos
(1976), Mestre em Saúde Públicca - MPH os outros estados. Dentre suas
(1989) e Doctorof Philosophy (Ph.D.), Social principais finalidades estão o
and Philosophical Foundations of Education - apoio na articulação entre
Universityof Minnesota (1994). Professor do centros de treinamento,
Depto. De Saúde Pública da Universidade ensino, pesquisa e serviços de
Federal de Santa Catarina (UFSC) desde 2002, saúde mental; o
Líder do Grupo de Pesquisas em Políticas de fortalecimento das entidades-
Saúde / Saúde Mental (GPPS), Coordenador do membro e a ampliação do

49
Nùcleo de Humanização, Arte e Saúde - Nuhas. diálogo entre as comunidades
Membro e fundador do Programa de Pòs técnica e científica e destas
Graduação em Saúde Mental e Atenção com serviços de saúde,
Psicossocial da UFSC, com o primeiro Mestrado organizações governamentais
Profissional em Saúde Mental do Brail (2011). e não governamentais e com a
Presidente da Asociaçao Brasileira de Saúde sociedade civil.
Mental - Abrasme, (2015-17 e 2009-11). Editor
cientifico da revista Cadernos Brasileiros de A associação iniciou-se com
Saúde Mental, desde sua fundação, 2009. cerca de 200 fundadores e a
Representa a Abrasco na Comissão Intersetorial perspectiva é de um público
de Saúde Mental do Conselho Nacional de que congregará milhares de
Saúde. Membro do Conselho Nacional dos profissionais de saúde de
Direitos Humanos, na Comissão Permanente de várias disciplinas: médicos,
Direitos das Pessoas em Privação de Liberdade; psicólogos, enfermeiros,
da Comissão sobre Medidas de Segurança e terapeutas ocupacionais,
Hospitais de Custódia da Procuradoria Federal fisioterapeutas, assistentes
de Direitos do Cidadão; do GT de Saúde Mental sociais e outros.
e Atenção Psicossocial da Frente Parlamentar
pela Reforma Psiquiátrica - ALESC. Principais atuações NUHAS:
Coordenador dos projetos de extensão TERAPEUTAS DA
Humanizarte e Terapeutas da Alegria – UFSC ALEGRIA – faz visitas ao
Universidade Federal de Santa Catarina Hospital Universitário
Campus Reitor João David Ferreira Lima utilizando o personagem
CCS – Departamento de Saúde Pública “palhaço”.Simulações
Rua Delfino Conti, s/n, 1º andar – sala 127 Clínicas do curso de
Trindade – Florianópolis – SC Enfermagem – integrantes do
CEP 88040-900 Nuhas auxiliam nas turmas do
curso criando situações de
atendimentos clínicos mais
próximas a realidade.

4
7 IMAGENS SOBRE O NUHAS, O Núcleo de Humanização 2´
TERAPEUTAS DA ALEGRIA, Arte e Saúde (NUHAS) é um

50
projeto de extensão da
Referência artigo: O NÚCLEO DE HUMANIZAÇÃO, ARTE E SAÚDE: Universidade Federal de Santa
UMA EXPERIENCIA
Catarina (UFSC) que realiza
COLETIVA DE PRODUÇÃO SOCIAL DE SAÚDE
The humanization, arts and health nucleus: a collective experience of encontros semanais com a
social
participação de estudantes de
production of health – razilian Journal of Mental Health
diferentes cursos e pessoas da
http://incubadora.periodicos.ufsc.br/index.php/cbsm/article/view/4224/4
comunidade.O projeto utiliza
632
a arte como elemento de
transformação social e
cultural como ferramenta de
promoção do bem estar e da
qualidade de vida. Realiza
diversas ações visando formar
indivíduos capazes de exercer
sua criatividade e expressão,
para que através do domínio
de teorias e técnicas ligadas
ao uso do corpo, do domínio
de artes e da utilização de
processos culturais, possa agir
terapeuticamente ajudando
seus semelhantes promovendo
a qualidade de vida, a
humanização e o bem estar
social.

Um dos pontos fundamentais


na filosofia do
TERAPEUTAS DA
ALEGRIA, é que o projeto
não pretende ser
essencialmente recreativo. O
objetivo é a atenção

51
humanizada no contexto do
sistema de saúde, na
perspectiva de pessoas que
não estão necessariamente
atuando como profissionais de
saúde, mas exercendo um
papel de agentes de saúde, por
uma ação de empatia
provocada por um vínculo
volátil, porém potencialmente
impactante. Além disso, ao
interferir no ambiente
hospitalar, os TAs interagem
com as equipes de trabalho,
provocando reações e
conscientemente buscam
também este vínculo com
intenção de influenciar
positivamente para o processo
de humanização na saúde. Por
isto a formação visa não só
capacitar os participantes do
ponto de vista do
desenvolvimento do ator-
palhaço, mas também da
apropriação de uma lógica
conceitual cuja base teórica
tem sido consolidada através
das obras de Adams (1999),
Boal (1977) Moreno (1984) e
Toro (1988), entre outros.
Cadernos Brasileiros de Saúde
Mental, ISSN 1984-2147,

52
Florianópolis, v.8, n.18,
p.214-230, 2016 218

4 O PROJETO HUMANIZARTE É preciso a clínica para cuidar


8 do corpo e a arte para aliviar a 2´
ACOMPANHAREMOS UMA ATIVIDADE alma.
COM IMAGENS DO PROJETO E
ENTREVISTA COM OS PARTICIPANTES O Projeto utiliza a arte como
elemento de transformação
social e cultural e como
ferramenta para promoção do
bem estar e da qualidade de
vida. Para isso realiza diversas
ações visando formar
indivíduos capazes de exercer
sua criatividade para, através
do domínio de teorias e
técnicas ligadas ao uso do
corpo, à expressão, ao
domínio de artes e à utilização
de processos culturais, agir
terapeuticamente, ajudando
seus semelhantes,
promovendo a qualidade de
vida, a humanização e o bem
estar social.

O projeto funda-se na Política


Nacional de Humanização do
Ministério da Saúde, a partir
de cujas diretrizes busca o
desenvolvimento pessoal e
interpessoal dos participantes.

53
Entre as ações realizadas pelo
projeto HUMANIZARTE
estão cursos, oficinas,
palestras e promoção de
eventos artísticos e culturais.

4 IMAGENS DO catálogo impresso nas reuniões NARRAÇÃO OFF 2´


9 da Rede
Com mais de 100
empreendimentos da Rede de
Saúde Mental e Economia
Solidária, o Catálogo dos
Empreendimentos conta com
30 categorias diferentes que
organizam os
empreendimentos por tipos de
produtos e serviços que
fazem, dentro das áreas de
Artesanato, Alimentação e
Serviços. Brindes, Bolsas,
ENTREVISTA E IMAGENS COM Camisetas, Iluminação, Casa
EMPREENDIMENTOS DA REDE & Jardim, Horta &
SOLIDÁRIA Agricultura, Fotografia e
Cobertura de Mídia são alguns
dos muitos produtos e
baixar o catálogo neste link: serviços elencados. O
http://saudeecosol.org/wp- catálogo tem também um
content/uploads/2017/10/Catalogo-Rede-de- índice com informações e
Saude-Mental-e-EcoSol.pdf dados de contato de todos os
104 empreendimentos
participantes, para que as
http://saudeecosol.org/2017/10/20/catalogo-dos- pessoas interessadas façam
empreendimentos-da-rede-de-saude-mental-e- contato diretamente.

54
economia-solidaria-confira/ Esse catálogo foi construído
com a parceria do Instituto
http://redehumanizasus.net/65777-economia- Integra, no Projeto Redes, mas
solidaria-amor-e-trabalho-coletivo/ também de outras instituições
e pessoas parceiras:
Rede Design Possível,
UNISOL São Paulo,
Secretaria Nacional de
Economia Solidária,
Ministério do Trabalho e
Governo Federal.

https://youtu.be/iD7uUXYbn 3´
5 TRECHO DO FILME NISE DA SILVEIRA 8s
0 Conhecidos por usar os mesmos métodos
destrutivos que Nise repudiava, os doutores Durante uma exposição do
questionam a eficácia do tratamento proposto por Setor de Terapia Ocupacional,
ela, provocando uma resposta brilhante da Nise da Silveira (Gloria
doutora Pires) apresenta para seus
colegas a evolução de seus
pacientes após o tratamento
no ateliê de arte do Hospital
Pedro II.

LUZ DO SOL
5 SOBE CRÉDITOS 1´
Luz do sol
1
Que a folha traga e traduz
LOGOMARCAS
Em verde novo
Em folha, em graça, em vida,
em força, em luz
Céu azul que vem
Até onde os pés tocam a terra
E a terra inspira e exala seus
azuis

55
Reza, reza o rioCórrego pro
rio e o rio pro mar
Reza a correnteza, roça a
beira, doura a areia
Marcha o homem sobre o
chão
Leva no coração uma ferida
acesa
Dono do sim e do não
Diante da visão da infinita
beleza
Finda por ferir com a mão
essa delicadeza
A coisa mais querida, a glória
da vida

por Flavio Bauraqui (ator


que interpretou BISPO DO
ROSÁRIO)

* * * FIM * * *

56
CURRICULO CAVI BORGES – PRODUTOR

Fundador da Cavideo locadora, referencias dos cinéfilos cariocas , que mais tarde
também se tornou produtora e distribuidora de filmes.

Já dirigiu 42 curtas e 10 longas. Como produtor já fez 134 curtas e 62 longas


ganhando 165 prêmios em Festivais nacionais e internacionais.

Em 2007 ganhou o premio de JOVEM EMPREENDEDOR BRASILEIRO indo


representar o brasil na etapa mundial em Londres.

Participou do concorrido Festival de Cannes na Semana da Critica com o curta "A


DISTRAÇÃO DE IVAN" em 2010

Seu longa documentário "CIDADE DE DEUS - 10 anos depois" (2013) participou de


65 Festivais internacionais e hoje se encontra disponivel na Netflix em 130 países.

Criou um distribuidora de filmes "LIVRES" que somente esse ano já lançou 10


longas nacionais independentes nos cinemas comerciais.

Há 3 anos começou a produzir diretores brasileiros veteranos ajudando na produção,


distribuição e recuperação de seus filmes. Destaque para os diretores: Luiz
Rosemberg Filho, Sergio Ricardo, Luiz Carlos Lacerda, Maurice Capoville e Jose
Sette de Barros.

CURRICULO CAVIDEO

Criada em 1997 por Cavi Borges, a Cavídeo locadora se especializou em filmes de


arte e filmes raros e rapidamente se tornou referência entre os cinéfilos cariocas.

Em 1999 a Cavídeo começa a organizar mostras de cinema e se transforma tambem


num cineclube. Começa a organizar e apoiar outros cineclubes, como dos grupos Nós
do Morro, Cineclube Reperiferia e o Cineclube Plano Geral entre outros. Ao mesmo
tempo promove eventos como mostras, encontros, lançamentos de DVDs, livros
e festas e ajuda na criação de outros 22 cineclubes, sendo um dos responsaveis pela
volta do movimento cineclubista no Rio de Janeiro.

Em 2005, a locadora se segmenta e se torna também uma produtora de cinema,


realizando curtas, médias e longas-metragens documentais e de ficção, sempre em
parceria com grupos culturais diversos. Segue patrocinando a cultura em geral de
artistas independentes, do teatro, literatura, música, e festivais.

Em 2007 lança o projeto “Curtas na Prateleira”, iniciativa que consiste na distribuição


gratuita de curta metragens. Na primeira edição disponibilizou o acervo da locadora
com 50 curtas para seus associados. Logo após o projeto toma vulto nacional
envolvendo diversos parceiros em todo o Brasil. São 50 dvds de curtas
com aproximadamente 350 filmes distribuídos em 30 Locais (locadoras,cineclubes,
instituições, faculdades, etc) a serem disponibilizados gratuitamente ao público final.

57
Por esse projeto ganha o premio de "JOVEM EMPREENDEDOR DO CINEMA
BRASILEIRO" e participa da etapa mundial em Londres.

Cria também o selo Original, que lançou 24 filmes clássicos e recentes brasileiros em
dvd, de “O Homem que Virou Suco” (1981) a “Do Luto à Luta” (2005). Os
próximos da lista são o documentário “Garapa” (2009),de José Padilha, e “A Lira do
Delírio” (1978), clássico de Walter Lima Jr.

De simples locadora e agitadora de eventos, a Cavídeo torna-se uma


produtora cooperativa, uma verdadeira usina de fazer filmes em digital
de vários cineastas da nova geração, que fazem longas mais baratos,
alguns apenas com R$ 50 mil reais, e sempre na busca da coletividade e
parcerias.

Em 15 anos de existência, a Cavídeo Produtora já produziu 142 curtas e


62 longas-metragens, no total contabilizando 183 prêmios em festivais nacionais e
internacionais. Curtas como “A distração de Ivan”, selecionado no festival de Cannes,
com mais de 10 prêmios conquistados e longas como “L.A.P.A” e “Riscado”,
selecionados em festivais do mundo inteiro fazem parte desse acervo que vem
crescendo a cada ano.

No ano de 2014 participa de 60 festivais nacionais e internacionais com o longa doc


"CIDADE DE DEUS- 10 anos depois".

Atualmente tem 12 longas sendo finalizados que devem ser lançados em 2018 nos
cinemas.

E assim a Cavídeo vem construindo sua história no mercado do cinema nacional,


como uma produtora de filmes independentes que não para nunca.

58
CURRICULO IEDA ROZENFELD – ROTEIRISTA E DIRETORA

Cineasta documentarista, roteirista e produtora com experiência nas áreas de


tecnologia, direção, conteúdo e criação audiovisual para cinema, web e tv. Gestora e
fundadora da ONG Cineclube Gigoia.

FORMAÇÃO ACADÊMICA

2017 – Cultura de Redes com Ivana Bentes (atualização) – Escola de Comunicação


UFRJ
2014 – Taller Documentário – EICTV Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba
2013 – Internet e Saúde (atualização) – André Pereira Neto/Laisss/ICICT /FIOCRUZ
2013 – Data-Driven Journalism: The Basics MOOC Course- Knight Center for
Journalism in the Americas
2012 - Ferramentas Digitais para o Jornalismo de Interesse Público – ferramentas
digitais para a cobertura de temas de interesse público, preparo de fotografias e
vídeos para a postagem em sites e blogs, mashups de mapas, processos de
transparência, cartografias criativas – ICJF International Center for Journalists
2011 – Oficina Jean Rouche - – Prof. Dr. Carlos Estellita Lins - FIOCRUZ
2010 – Curso de Atualização - Cinema Etnográfico, Imagem e Pesquisa Qualutativa
em Saúde – Prof. Dr. Carlos Estellita Lins – ICICT – Fiocruz
2009 - I Workshop de Biblias Transmídia, MIS-SP/MINC . Ministrado por Jesse
Cleverly diretor de coprodução e aquisição de conteúdo da BBC Children
2006 - Formação executiva em Film and TV Business (Pós-graduação) - Fundação
Getúlio Vargas FGV Rio
2000 - Bacharel em Comunicação Social/ Cinema - UFF Universidade Federal
Fluminense
1995 - Especialização em Film Production - New York University - EUA
1990 – Bacharel em Tecnólogo em Processamento de Dados P15 - PUC-RJ

59
DOCUMENTÁRIOS NA ÁREA DE SAÚDE / FIOCRUZ / VIDEOSAÚDE

2013 – DOCUMENTÁRIO Doenças Negligênciadas – DIÁRIO DA


TUBERCULOSE. Vencedor do 2o. Edital do Selo Videosaúde FIOCRUZ

2010 - Roteirista e Diretora do documentário Vigilância em Saúde nos Desastres - A


experiência de Rio Branco / AC – VideoSaúde / FIOCRUZ

CANAL FUTURA

2012. Diretora, Roteirista e Produtora do documentário Di Freitas – da Cabaça à


Rabeca , selecionado no 2º. Edital SALA de NOTÌCIAS.

2011 – Diretora, Roteirista e Produtora do documentário Baco Nos Trópicos sobre


mulheres das lavouras vitivinícolas no semi-árido Nordestino selecionado no 1º.
Edital SALA de NOTÌCIAS .

2011 - Consultora freelancer – Gerenciamento do fluxo de recepção dos arquivos


audiovisuais digitalmente - Acompanhar diariamente o fluxo de envio e download de
matérias enviadas pelas organizações parceiras e universidades ao Canal, Edição
final dos filmes enviados.

AUTORAIS

2011 - Diretora e Produtora do documentário “Ahavat Shalom - Paz Amor e


Tradição”, 12´, Selecionado para o Workshop do Laboratório do Filme Etnográfico
durante a 15ª. Mostra Internacional do Filme Etnográfico

2010 - Projeto Transmídia de Saúde Pública “Life Goes On / Segue o Baile” com
proposta TRANSMÌDIA para o I Workshop de Biblias Transmídia, ministrado por
Jesse Cleverly, sócio-diretor de criação da Connective Media Solutions e ex-diretor
de coprodução e aquisição de conteúdo da BBC Children. Um dos 10 selecionados
pelo Minc/Cinema Brasil. Menção Honrosa no pitching Transmídia/Fórum Brasil
2010.

2010 - Jornal Do Commercio/Arquivo Nacional – Documentário “Seminário


Herança Audiovisual” – Arquivo Nacional e FIAF sobre a recuperação e
preservação dos filmes da TV Tupi.

2009 - 2010 - Educadora do curso de Capacitação ao Audiovisual para adolescentes–


ONG Terrazul (2009 e 2010).- Aulas diárias para duas turmas de alunos entre 15 e 19
anos - produção, roteiro, direção câmera, edição e Novas Mídias/TRANSMÍDIA

2005 – 2008 - Roteirista, produtora da série de documentários "Vinho e Algo Mais",


sobre vinhos, história e cultura exibida mensalmente nos vôos internacionais da
VARIG TV para uma audiência média de 150.000 espectadores mês. Com 13
programas realizados no Brasil, Itália, Portugal e Uruguai e um acervo de mais de
200 horas de imagens. Responsável pela produção, direção e negociação de contratos
com patrocinadores e distribuidores nacionais e internacionais. A série foi exibida em
2007 em canal aberto na TVJB atingindo 1 ponto de audiência.

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