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Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

Centro de Ciências e Tecnologia – CCT

Unidade Acadêmica de Física

Disciplina: Física Experimental I

Professora: Cleide

-TRAJETÓRIA DE PROJÉTEIS-

ALUNA: Julliana Marques Rocha Costa


MATRÍCULA: 20511750
Campina Grande-PB.
1. INTRODUÇÃO

1.1 OBJETIVO

Este experimento teve como objetivo estudar o movimento de um projétil e


determinar a função que descreve a sua trajetória.

1.2 MATERIAL UTILIZADO

Foi utilizado nesse experimento:

 Corpo Básico (1);


 Armadores (2,1);
 Esferas com e sem ganchos (2.2);
 Escala Milimetrada Complementar (2.5);
 Sistema de Medição de Inclinações (2.7);
 Escala Milimetrada (2.17);
 Grampo (2.18);
 Rampa para Móveis (2.26);
 Caixa de Armazenamento (2.29);
 Folhas de papel de ofício;
 Folhas de papel carbono;
 Fita durex;
 Cordão.
1.3 MONTAGEM

2. PROCEDIMENTOS E ANÁLISES

2.1. PROCEDIMENTOS

O corpo básico já se encontrava armado.


Foi retirada a lingüeta graduada do corpo básico.
Utilizou-se o sistema de medição de inclinações para nivelar a pista para móveis e
uma esfera sobre a pista. Fez-se o ajuste fino através dos parafusos niveladores.
Fixou-se a escala milimetrada complementar no furo entre o orifício e o transferidor
da mesa de forças.
Colocou-se o corpo básico sobre a mesa, numa posição tal que uma esfera, ao
abandonar a pista para móveis, se movimente livremente até o chão. Para essa posição, foi
fixado o corpo básico à mesa com o grampo. Conferiu-se o nivelamento da pista.
Foi amarrado um cordão na esfera com gancho, formando um prumo. Com o
prumo, projetou-se, no chão, o ponto de saída da pista. Este foi o ponto a partir do qual
mediu-se o alcance horizontal x da esfera ao abandonar a pista.
A rampa para móveis foi apoiada sobre a escala milimetrada complementar, de
forma a dar continuidade à pista para móveis.
Segurou-se a rampa e, a partir do seu ponto mais alto, soltou-se à esfera.
Posicionou-se a caixa de armazenamento na vertical, com a face longa e estreita, que
contém a dobradiça, voltada para a saída da pista. Foi afastada ou aproximada, de forma
que a esfera colidisse com o ponto superior dessa face. Nessa situação, mediu-se e anotou-
se a distância inicial x0 da caixa à projeção da saída da pista.
Retirou-se a caixa de sua posição e abandonou-se a esfera no ponto mais alto da
rampa. Marcou-se o ponto onde a esfera colidiu com o chão. Mediu-se e anotou-se a
distância final xf deste ponto à projeção da saída da pista.
Foi medida e anotada a altura h0 da saída da pista.
Foram fixadas, com durex, as folhas de papel ofício em toda face longa e estreita da
caixa de armazenamento. Foram fixadas, também, as folhas de papel carbono sobre o papel
ofício de modo a marcá-lo.
Dividiu-se a distância ( x f  x0 ) por 7, obtendo, assim, segmentos dados por
x  ( x f  x 0 ) / 7 . Nessa divisão, os algarismos foram truncados a partir dos centésimos.

Anotou-se o valor obtido para x.


Colocou-se a caixa de armazenamento nas posições x igual a x 0 , x  xo  x ,
x  x0  2x , etc e, para cada posição, segurou-se à rampa e abandonou-se a esfera

(sempre do mesmo ponto, no alto) por três ou quatro vezes. Ao final, foram retiradas as
folhas de papel carbono. Mediu-se e anotou-se, na TABELA I, a altura média das marcas
sobre o papel ofício correspondente a cada posição x.
2.2. DADOS E TABELAS

Dados coletados:

Distância inicial: x0 = 30,5 cm


Distância final: xf = 65,0 cm
Altura da saída da Pista: ho = 105,1 cm
Comprimento do segmento:  x = 4,9 cm

TABELA I
1 2 3 4 5 6 7 8
x (cm) 30,5 35,4 40,3 45,2 50,1 55,0 59,9 64,8
h (cm) 82,9 75,0 68,0 58,5 46,4 35,0 20,0 5,2

2.3. ANÁLISE

Foram feitas algumas análises neste experimento.

Foi feito o gráfico, em papel milimetrado, de h versus x,onde foi utilizada a mesma
escala (ver anexo).

Foi esboçado o gráfico de y versus x, supondo que o ponto de saída da pista fosse a
origem de um sistema de eixos e que um deslocamento y para baixo, fosse considerado
como positivo.(ver anexo).

A partir das considerações feitas anteriormente, tem-se que: y = h0 – h, onde h0 é a


altura de saída da pista. Calculou-se a coordenada y para cada valor de h e foram anotados
os resultados na TABELA II.
TABELA II
1 2 3 4 5 6 7 8
x (cm) 30,5 35,4 40,3 45,2 50,1 55,0 59,9 64,8
y (cm) 22,2 30,1 37,1 46,6 58,7 70,1 85,1 99,9

Com os dados da tabela II foi feito, em papel milimetrado, o gráfico de y versus x


(ver anexo).

Observou-se que a curva parecia descrever uma função do tipo: y = AxB, pois ela
tem a aparência de uma parábola com vértice na origem.Com o objetivo de linearizar a
função, usou-se papel dilog e foi traçado o gráfico de y versus x (ver anexo).

3. CONCLUSÃO

Neste experimento foram obtidas as seguintes conclusões:

Observou-se que o gráfico de h versus x pode ser considerado como “retrato” da


trajetória e que foi utilizada a mesma escala para h e x para que não houvesse distorção na
aparência do retrato.

O gráfico parece descrever uma função do tipo y  Ax e a partir do gráfico em


B

papel dilog, verificamos que y = 0,0175x2,07

Teoricamente, temos que o movimento do projétil possui duas componentes: uma


horizontal e outra vertical.

 Na horizontal temos um MRU, ou seja:

(I)

x
x  vx t � t 
vx

 Na vertical temos um MRUV, ou seja:


(II)

1 2
y gt
2

Substituindo (I) em (II) obtemos

g 2
y x
2vx 2

Onde g é a aceleração da gravidade e vx é a velocidade de lançamento.

O erro percentual cometido na determinação experimental do expoente B foi: E%=


3,5%.

Comparando-se a expressão experimental obtida anteriormente, y = AxB, com a


teórica, y = gx2 , observou-se que: g/2vx2 = 0,0175

Admitindo-se, g = 980 cm/s2, determinou-se a velocidade de lançamento do


projétil, vx = 167,33cm/s.

O erro sistemático deste experimento é a resistência do ar e o estabelecimento do


ângulo zero na horizontal.

Obs. Os cálculos dos valores obtidos segue em anexo.


ANEXOS