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Concreto Armado

Resumo Salva-vidas

Concreto Armado Resumo Salva-vidas E!#TQYUWM H*RD)+098 MEPASSAAI.COM.B R

E!#TQYUWM

H*RD)+098

Concreto Armado Resumo Salva-vidas E!#TQYUWM H*RD)+098 MEPASSAAI.COM.B R

MEPASSAAI.COM.B R

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Generalidades

GENERALIDADES

1.1) Concreto Simples - Definição

O concreto é definido como um material de construção proveniente da combinação de um aglomerante (cimento),

com agregado miúdo (areia), agregado graúdo (brita) e água em volumes exatos e bem definidas.

Hoje em dia, é normal o uso de um novo componente – os aditivos, designados a aperfeiçoar ou conferir propriedades especiais ao concreto.

A pasta que é formada pela água e cimento age abrangendo os grãos dos agregados, preenchendo os vazios entre eles e juntando esses grãos, criando uma massa trabalhável e compacta.

Agregados – sua função é dar ao conjunto condições de resistência aos esforços e ao desgaste, além de redução no custo e redução na contração.

Depois de concluída a mistura, obtém-se o concreto fresco, material este de consistência aproximadamente plástica que admite a sua moldagem em fôrmas. Em virtudes de reações químicas entre a água e o cimento, o concreto endurece com o tempo.

A resistência do concreto acresce com o tempo, característica esta que o diferencia dos demais materiais de

construção. Uma das principais características do concreto é a elevada resistência aos esforços de compressão junto a uma baixa resistência à tração.

Resistência à Tração – ordem de 1/10 da resistência à compressão.

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GENERALIDADES

1.2) A Viabilidade do Concreto Armado

Por causa da baixa resistência à tração, procurou-se acrescentar ao concreto outros materiais mais resistentes à tração, aperfeiçoando suas características de resistência. O uso de barras de aço junto com o concreto, somente é possível de acordo com às seguintes razões:

1ª Trabalho conjunto do concreto e do aço, assegurado pela aderência entre os dois materiais:

• Na região tracionada - lugar onde o concreto tem resistência quase nula, ele sofre fissuração, tendendo a se deformar, entretanto graças à aderência, carrega consigo as barras de aço forçando-as a trabalhar e consequentemente, a absorver os esforços de tração.

• Nas regiões comprimidas - uma parte de compressão poderá ser absorvida pela armadura, no caso do concreto, isoladamente, não ser capaz de absorver a totalidade dos esforços de compressão.

2ª Os coeficientes de dilatação térmica do aço e do concreto são praticamente iguais:

• Concreto – (0,9 a 1,4)x10-5/°C (mais comum 1,0x10-5/°C)

• Aço – 1,2x10-5/°C

• Concreto armado – 1,0x10-5/°C

3ª O concreto protege de oxidação o aço da armadura garantindo a durabilidade da estrutura. O concreto desempenha o papel de dupla proteção ao aço, que são:

Proteção

camadaquimicamente inibidora em volta da armadura.

química

em

ambiente

alcalino

que

se

cria

durante

a

pega

do

concreto,

aparece

uma

• Proteção física – por meio do cobrimento das barras protegendo-as do meio exterior.

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GENERALIDADES

1.3) Concreto Armado – Definição

A definição de concreto armado é que ele é resultante da junção do concreto simples e de barras de aço, envoltas

pelo concreto, com uma perfeita adesão entre os dois materiais, de tal forma que resistam os dois solidariamente aos esforços a que ficarem submetidos.

As estruturas mais importantes do concreto armado são: as vigas, os pilares e as lajes. Vale ressaltar que as lajes e as vigas são submetidas à flexão composta.

Concreto Armado – Composição

• Cimento + água = pasta;

• Pasta + agregado miúdo = argamassa;

• Argamassa + agregado graúdo = concreto;

• Concreto + armadura de aço = concreto armado;

■ Concreto + armadura passiva = concreto armado;

■ Concreto + armadura ativa = concreto protendido.

Concreto de Alto Desempenho (CAD) – concreto adquirido com um aditivo superfluidificante e com o acréscimo de

sílica ativa, ele possui características superiores às do concreto tradicional, principalmente em relação à resistência

e à durabilidade.

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1.4) Vantagens e Desvantagens do Concreto Armado

Vantagens do Concreto Armado

• O concreto armado tem uma alta resistência à compressão em comparação aos outros materiais de construção;

• O custo para manutenção é barato;

• Impermeabilidade;

• Resistência ao fogo;

• Possui uma boa resistência ao desgaste mecânico (ex.: vibrações e choques); e etc.

Desvantagens do Concreto Armado

• O peso próprio do concreto armado é aproximadamente 2.500 kg/m3;

• Geração de muitos resíduos e lixos de construção;

• O tempo de cura é maior que de outros sistemas de construção;

• Grau de proteção térmica baixo; e etc.

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GENERALIDADES

1.5) Normas Técnicas

As principais normas relacionadas com estruturas de concreto armado são:

NB 1

NBR 6118

Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado

NB 2

NBR 7187

Cálculo e Execução de Pontes de Concreto Armado

NB 4

NBR 6119

Cálculo e Execução de Lajes Mistas

NB 5

NBR 6120

Cargas Para o Cálculo de Estruturas de Edificações

NB 6

NBR 7188

Cargas Móveis em Pontes Rodoviárias

NB 7

NBR 7189

Cargas Móveis em Pontes Ferroviárias

NB 8

NBR 5984

Norma Geral do Desenho Técnico

NB 16

NBR 7191

Execução de Desenhos para Obras de Concreto Simples ou Armado

NB 49

 

Projeto e Execução de Obras de Concreto Simples

NB 51

 

Projeto e Execução de Fundações

NB 116

NBR 7197

Cálculo e Execução de Obras de Concreto Protendido

NB 599

NBR 6123

Forças Devidas ao Vento em Edificações

EB 1

NBR 5732

Cimento Portland Comum

EB 3

NBR 7480

Barras e Fios de Aço Destinados a Armaduras para Concreto Armado

EB 4

NBR 7211

Agregados para Concreto

 

NBR 722

Execução de Concreto Dosado em Central

EB 565

NBR 7211

Telas de Aço Soldadas para Armaduras de Concreto

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GENERALIDADES

EB 780

 

Fios de Aço para Concreto Protendido

EB 781

 

Cordoalhas de Aço para Concreto Protendido

MB 1

NBR 7215

Ensaio de Cimento Portland

MB 2

NBR 5738

Confecção e Cura de Corpos de Prova de Concreto Cilíndricos ou Prismáticos

MB 3

NBR 5739

Ensaio de Compressão de Corpos de Prova Cilíndricos de Concreto

MB 4

NBR 6152

Determinação das Propriedades Mecânicas à Tração de Materiais Metálicos

MB 215

 

Determinação do Inchamento de Agregados Miúdos para Concreto

MB 256

 

Consistência do Concreto pelo Abatimento do Tronco de Cone

 

NBR 7187

Cálculo e Execução de Ponte em Concreto Armado

 

NBR 7212

Execução de Concreto Dosado em Central

 

NBR 7807

Símbolo Gráfico para Projeto de Estruturas – Simbologia

 

NBR 8681

Ações e Segurança nas Estruturas

 

NBR 8953

Concreto para Fins Estruturais – Classificação por Grupos de Resistência

 

NBR 9062

Projeto e Execução de Estruturas de Concreto Pré-Moldado

 

NBR 11173

Projeto e execução de Argamassas Armadas

 

NBR 12317

Controle Tecnológico de Materiais Componentes do Concreto

 

NBR 12654

Controle Tecnológico dos Materiais Componentes do Concreto

 

NBR 12655

Concreto – Preparo, Controle e Recebimento do Concreto

■ NB - Procedimento

EB - Especificação

MB - Método de Ensaio

PB - Padronização

■ TB - Terminologia

SB - Simobologia

CB - Classificação

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O Concreto

O CONCRETO

2.1) Materiais Componentes

Cimento

O cimento Portland é um cimento hidráulico fruto da pulverização do clínquer* desenvolvido essencialmente por

silicatos de cálcio hidratados, com acréscimo de sulfatos de cálcio (gesso), entre outros compostos.

* Clínquer: De acordo com a ABCP (2002:6) “o clínquer tem como matérias-primas o calcário e a argila, sendo a produção do clínquer a etapa mais complexa, e de custo elevado no processo de fabricação do cimento Portland. O clínquer é fonte de Silicato Tricálcico (CaO)3SiO2 e Silicato Dicálcico (CaO)2SiO2, sendo estes compostos responsáveis pelas características de ligante hidráulico e resistência do material após a hidratação do Cimento Portland”.

O cimento Portland é fabricado da seguinte maneira:

1. Moagem e mistura de materiais argilosos e calcários, nas proporções adequadas (podendo a mistura ser com água ou seca);

2. Tratamento térmico da mistura, em fornos rotativos, até a formação do clínquer (1400°C a 1550°C);

3. Moagem do clínquer com 4% a 6% de gesso.

Segundo a norma brasileira, existem nove tipos diferentes de cimento, através de seis normas:

I. Cimento Portland Comum (EB1/NBR 5732)

Sigla

Designação

Classe*

CP I

Cimento Portland Comum

25, 32, 40

CP I – S

Cimento Portland Comum c/ Adição

25, 32, 40

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O CONCRETO

II. Cimento Portland Composto (EB 2138/NBR 11578)

Sigla

Designação

Classe*

CP II - E

Cimento Portland com Escória

25, 32, 40

CP II – Z

Cimento Portland Comum com Pozolana

25, 32, 40

CP II – F

Cimento Portland com Filer

25, 32, 40

III.

Cimento Portland de Alto-Forno (EB 208/NBR 5735)

 

Sigla

Designação

Classe*

CP III

Cimento Portland de Alto-Forno

25, 32, 40

IV.

Cimento Portland Pozolânico (EB 208/NRB 5735)

 

Sigla

Designação

Classe*

CP IV

Cimento Portland Pozolânico

23, 32

V. Cimento Portland de Alta Resistência Inicial (EB 2/NBR 5733)

CP V – ARI – Deve exibir o mínimo de resistência à compressão aos 7 dias de idade de 34 MPa

VI. Cimento Portland Resistente a Sulfatos (EB 903/NBR 5737)

Representados pela sigla original + RS Exemplo: CP III 32 RS, CP V-ARI-RS

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O CONCRETO

VII. Cimento Portland de Baixo Calor de Hidratação (NBR 13116) Representados pela sigla original + BC Exemplo: CP IV-32 BC

VIII. Cimento Portland Branco (NBR 12989) Não estrutural: CPB Estrutural: CPB – 32

*Observação: As classes 25, 32, e 40 equivalem aos mínimos de resistência a compressão aos 28 dias de idade, em MPa

Agregados São materiais que fazem parte da composição do concreto e buscam aumentar a resistência, reduzir custos e reduzir a retração. De acordo com Bauer (2000), “os agregados constituem um componente importante no concreto, contribuindo com cerca de 80% do peso e 20% do custo de concreto estrutural sem aditivos”.

Os agregados são categorizados como miúdos e graúdos:

• Agregado miúdo - partículas menores do que 4,8 mm;

• Agregado graúdo - partículas maiores que 4,8 mm.

Os agregados podem ser categorizados de acordo com a sua procedência:

• Agregados naturais - decorre da degradação de rochas em resultado da ação de agentes atmosféricos, e é

removida de depósitos naturais, como minas, ou das margens ou fundos de rios;

• Agregados artificiais - adquirido pela trituração mecânica das rochas chamada britagem.

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O CONCRETO

A NB 1 / NBR 6118 nos itens 6.3.2.2. e 8.1.2.3 sugere que o diâmetro máximo do agregado precisa ser menor que 1/4

da menor distância entre as faces das formas e menor que 1/3 da espessura das lajes. A distância entre armaduras não pode ser menor que 1,2 vezes a dimensão máxima do agregado.

Classificação de acordo com suas dimensões nominais:

• brita

0

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4,8

- 9,5 mm

• brita

1

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9,5

- 19 mm

• brita

2

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. 19 -

25 mm

• brita

3

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. 25 -

50 mm

• brita

4

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. 50 -

76 mm

• brita

5

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. 76 -

100 mm

A aplicação principal dos agregados é na produção de argamassas e concretos.

Água

A água que será utilizada no amassamento do concreto, deverá ser isenta de impurezas que possam prejudicar as reações entre o cimento e ela.

Praticamente, todas as águas naturais são utilizáveis, na prática. Os maiores defeitos originados da água possuem uma relação maior com o excesso de água usada do que propriamente com os elementos que ela possa possuir.

A reação química da água com o cimento é essencial para a resistência, durabilidade, impermeabilidade, etc. do concreto.

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O CONCRETO

Aditivos Substâncias somadas propositalmente ao concreto, com o objetivo de melhoras ou reforçar algumas características, até mesmo sua utilização e preparo.

Exemplos do emprego de aditivos:

• Aumento da durabilidade;

• Diminuição da retração;

• Acréscimo de resistência;

• Melhora na impermeabilidade.

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O CONCRETO

2.2) Propriedades Mecânicas do Concreto

Resistência do Concreto à Compressão Normalmente a resistência é considerada a característica essencial do concreto porque ela oferece uma sugestão geral da qualidade do mesmo. A resistência mecânica do concreto mostra uma variação muito grande, devido os fatores de preparação, transporte, lançamento e cura.

Para estimar a compressão simples são preparados e moldados corpos-de-prova. Corpo-de-prova brasileiro – cilindro, com 15cm de diâmetro e 30cm de altura, e a idade de referência para o ensaio é 28 dias.

É possível fazer um gráfico dos valores adquiridos da resistência à compressão simples (fc) vs. a quantidade de corpos-de-prova relativos a determinado valor de fc (densidade de frequência). A curva encontrada no gráfico é conhecida como Curva Estatística de Gauss ou Curva de Distribuição Normal.

Densidade de frequência s Curva de Gauss para a resistência do concreto à compressão fck
Densidade de
frequência
s
Curva de Gauss para a resistência do concreto à compressão
fck
fcm
fc

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O CONCRETO

Pode ser encontrado dois valores de essencial importância na curva de Gauss: resistência média do concreto à compressão, fcm, e resistência característica do concreto à compressão, fck.

O valor fcm é a média aritmética dos valores de fc para o grupo de corpos-de-prova ensaiados, e é usado na

determinação da resistência característica, fck, através da fórmula: fck = fcm −1,65s.

O desvio-padrão s condiz com à distância entre a abscissa de fcm e a do ponto de inflexão da curva (ponto em que

ela troca de concavidade). Em contexto mundial, somente 5% dos corpos-de-prova têm fc < fck, ou, ainda, 95% dos corpos-de-prova têm fc ≥ fck.

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O CONCRETO

Resistência à Tração Ela é estudada através da ruptura de corpos de prova cilíndricos de acordo com o método MB 212, por meio de ensaio de fendilhamento.

Existem três tipos normalizados de ensaio no estudo da tração:

a) Ensaio de Tração Direta Este tipo de ensaio é considerado o de referência, a resistência à tração direta (fct), é verificada aplicando-se tração axial, até a ruptura, em corpos-de-prova de concreto simples como na figura abaixo. A seção central é retangular, medindo 9cm por 15cm, e as extremidades são quadradas, com 15cm de lado.

Ft

e as extremidades são quadradas, com 15cm de lado. F t Ft 9 cm 15 cm
Ft 9 cm 15 cm 30 cm 60 cm
Ft
9 cm
15 cm
30
cm
60
cm

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Ensaio de Tração de Direta

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O CONCRETO

b) Ensaio de Tração na Compressão Diametral (spliting test) Para a realização desse ensaio, um corpo-de-prova cilíndrico de 15cm por 30 cm é posto com o eixo horizontal em meio aos pratos da prensa (figura a seguir), sendo aplicada uma força até a sua ruptura por tração indireta (ruptura por fendilhamento). O ensaio de compressão diametral é simples de ser executado e provê resultados mais uniformes do que os da tração direta.

Fc d Fc h
Fc
d
Fc
h

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Ensaio de Tração por Compressão Diametral

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O CONCRETO

c) Ensaio de Tração na Flexão Também conhecido como “carregamento nos terços”, é realizado quando um corpo-de-prova de seção prismática é sujeito à flexão, com carregamentos em duas seções simétricas, até à ruptura (Figura 1). Avaliando os diagramas de esforços solicitantes (Figura 2) percebe-se que na região de momento máximo a cortante é nula, ou seja, nesse pedaço é onde ocorre flexão pura.

F F Figura 1 d b l /3 l /3 l /3
F
F
Figura 1
d
b
l /3
l /3
l /3

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F F V Figura 2 M FLEXÃO PURA 19
F
F
V
Figura 2
M
FLEXÃO PURA
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O CONCRETO

Módulo de Elasticidade A relação entre as tensões e as deformações é um dos principais aspectos no projeto de estruturas de concreto. Esta relação é considerada linear (Lei de Hooke) em alguns intervalos, onde, σ = Eε.

σ = tensão

ε = deformação específica

E = Módulo de Elasticidade ou Módulo de Deformação Longitudinal

de Elasticidade ou Módulo de Deformação Longitudinal E ε σ Módulo de Elasticidade ou de Deformação
E ε
E
ε

σ

Módulo de Elasticidade ou de Deformação Longitudinal

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O CONCRETO

A expressão do módulo de elasticidade é empregue apenas à parte retilínea da curva tensão-deformação ou, se não existir um trecho retilíneo, a expressão é empregue à tangente da curva na origem. Por isso, tem-se o Módulo de Deformação Tangente Inicial (Eci).

Este módulo é adquirido de acordo com o ensaio apresentado na NBR 8522 – Concreto – determinação do módulo de deformação estática e diagrama tensão-deformação.

fc

Eci ε
Eci
ε

Módulo de Deformação Tangente Inicial (Eci)

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O CONCRETO

Coeficiente de Poisson Se uma força uniaxial é empregada em uma peça de concreto, ela resulta em uma deformação longitudinal na direção da carga e, ao mesmo tempo, uma deformação transversal com sinal contrário.

F
F
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de
tempo, uma deformação transversal com sinal contrário. F Deformações longitudinais e transverssais Coeficiente de

Deformações longitudinais e transverssais

Coeficiente de Poisson ou relação entre a deformação transversal e a longitudinal é denominada pela letra v.

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O CONCRETO

2.3) Estrutura Interna do Concreto A estrutura interna do concreto é bastante heterogênea, ela obtém formato de retículos espaciais de gel endurecido, de grãos de agregados miúdo e graúdo de diversas dimensões e formatos, enrolados por uma grande quantidade de capilares e poros, mensageiros de água que não fizeram parte da reação química e, ainda, vapor d’água e ar.

O concreto apresenta um material capilar não muito poroso, fisicamente, sem sequência da massa, onde se

encontram presentes os três estados da agregação– líquido, sólido e gasoso.

2.4) Deformações

As deformações são ligadas diretamente a estrutura interna do concreto.

Retração

Redução de volume que acontece no concreto, mesmo na falta de variações de temperatura e de tensões mecânicas.

Existem 3 causas de retração:

• Retração Capilar – acontece por meio da perda da água absorvida e da evaporação parcial da água capilar;

• Retração Química – retraimento da água não evaporável, enquanto acontece o endurecimento do concreto;

• Retração por Carbonatação – Ca(OH)2 + CO2 → CaCO3 + H2O (acontece com a diminuição de volume).

Expansão

Acréscimo de volume do concreto, que acontece em peças submersas. No início, essas peças sofrem retração química, entretanto, o fluxo de água é de fora para dentro. As consecutivas tensões capilares cancelam a retração química e, em seguida, geram a ampliação da peça.

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O CONCRETO

Deformação Imediata

Ela é observada por meio da ocasião do carregamento. Obedece ao desempenho do concreto como sólido verdadeiro, e é determinada por uma acomodação dos cristais que formam o material.

Fluência

A fluência é uma deformação diferida por uma força empregue, ela obedece a um aumento de deformação com o

tempo, se a carga continuar.

Quando uma força é empregue no concreto, acontece uma deformação imediata, com uma arrumação dos cristais. Essa arrumação subtrai o diâmetro dos capilares e acrescenta a pressão na água capilar, beneficiando o fluxo em direção à superfície.

Tanto a subtração do diâmetro dos capilares quanto a ampliação do fluxo, aumentam a tensão superficial nos capilares, acarretando a fluência.

Deformação Térmica

É definido como coeficiente de variação térmica σte a deformação equivalente a uma alteração de temperatura de 1°C. Permite-se adotar σte = 10–⁵/°C para variações normais de temperatura do concreto armado.

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O CONCRETO

2.5) Fatores que Influem

As propriedades principais que influenciam no concreto são:

• Forma e dimensões dos corpos-de-prova;

• Tipo e duração do carregamento;

• Presença de aditivos e adições;

• Tipo e quantidade de cimento;

• Tipos de agregados, granulometria e relação agregado-cimento;

• Idade do concreto, umidade e temperatura etc.

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Vigas

VIGAS

3.1) Definição Vigas podem ser definidas como “elementos lineares que a flexão é preponderante” (NBR 6118/14¹, item 14.4.1.1). Elementos lineares são aqueles onde o comprimento longitudinal é superior em no mínimo três vezes a maior dimensão da seção transversal, sendo nomeada como barras.

3.2) Comparação dos Domínios 2, 3 e 4

A NBR 6118 (item 17.2.2) define que as deformações nos materiais componentes das vigas de concreto armado

sujeitas à flexão simples estão nos domínios de deformação 2, 3 e 4.

Domínio 2

A deformação de alongamento (εsd) na armadura tracionada (As) é presa e idêntica a 10%, e a deformação de

encurtamento (εcd) na fibra mais comprimida de concreto varia entre zero e εcu, considerando que, para os concretos do grupo I de resistência (fck ≤ 50 MPa), εcu, adquire o valor de 3,5%. Perante a deformação de 10% a tensão na armadura equivale à máxima aceita no aço (fyd), como pode-se observar no diagrama σ x ε do aço apresentado na figura 3. Assim, no domínio 2, a armadura tracionada é econômica, ou seja, a tensão máxima admissível no aço pode ser executada nessa armadura.

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VIGAS

No episódio de acontecer a ruptura na questão relativa à segurança, ou seja, o colapso da viga, será com “aviso prévio”, pois como a armadura permanecerá escorrendo além dos 10%, a fissuração na viga ocorrerá intensa e irá acontecer antes de uma provável ruptura por esmagamento do concreto na região comprimida. A intensa fissuração ficará visível e irá funcionar como um lembrete de que a viga exibe um problema grave, avisando-os, de maneira que sejam adotadas ações tendo em vista a evacuação do local, antes que a ruptura ocorra.

A

0 εcu (3,5%o) B 2 3 Figura 3 4 As 0 10%o εyd zona útil
0 εcu (3,5%o)
B
2
3
Figura 3
4
As
0
10%o
εyd
zona útil
seção

superarmada

σs fyd Figura 4 εs εyd 10%o seções zona útil superarmadas
σs
fyd
Figura 4
εs
εyd
10%o
seções
zona útil
superarmadas

Diagrama de deformações dos domínios 2, 3 e 4 para concretos do Grupo I de resistência (fck ≤ 50 MPa), onde εcu = 3,5%o

Zonas de dimensionamente em função da deformação no aço

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VIGAS

Domínio 3

A deformação de encurtamento na fibra mais comprimida obedece ao valor último (εcu), de 3,5% para os concretos

do Grupo I de resistência (fck ≤ 50 MPa). A deformação de alongamento na armadura tracionada muda entre εyd (deformação de início de escoamento do aço) e 10%, o que constitui que a armadura escorre um determinado valor. Observa-se na Figura 4 que a tensão na armadura é a máxima admitida, igual à fyd, porque independente de qual seja a deformação entre εyd e 10% (zona útil), a tensão será igual ao fyd. Desta forma, a armadura é econômica no domínio 3, como no 2.

No domínio 3, tanto o concreto comprimido quanto o aço tracionado são utilizados ao máximo, diferente do domínio 2, onde o concreto possui deformações de encurtamento menores que a máxima (εcu).

A ruptura no domínio 3 é conhecida como “aviso prévio”, porque a armadura, ao escorrer, ocasionará em fissuras

visíveis na viga, antes que o concreto alcance a ruptura por esmagamento. Sempre que a viga tem as deformações últimas, de εcu no concreto e 10% na armadura, adquiridas no mesmo instante, fala-se que a seção é normalmente armada. A linha neutra combina com o x2lim, e a seção está no limite entre os domínios 2 e 3. A NBR 6118 (17.2.2) adverte que a seção dimensionada à flexão simples no domínio 3 é subarmada, um vocábulo que parece errado por transmitir a falsa ideia de que a armadura é menor que a necessária.

Os valores da deformação de início de escoamento do aço (εyd), o limite da posição da linha neutra entre os domínios 3 e 4 (x3lim) e βx3lim (βx = x/d), para os tipos diferentes de aço e para os concretos do grupo I de resistência (fck ≤ 50 MPa).

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VIGAS

Os valores da deformação de início de escoamento do aço (εyd), o limite da posição da linha neutra entre os domínios 3 e 4 (x3lim) e βx3lim (βx = x/d), para os tipos diferentes de aço e para os concretos do grupo I de resistência (fck ≤ 50 MPa).

Tabela: Valores de εyd, x3lim e βx3lim para concretos do Grupo I de resistência (fck ≤ 50 MPa) e em função da categoria do aço.

Aço

εyd (%o)

x3lim

βx3lim

CA-25

1,04

0,77 d

0,77

CA-50

2,07

0,63 d

0,63

CA-60

2,48

0,59 d

0,59

Domínio 4 A deformação de encurtamento na fibra mais comprimida está com o valor máximo de �_cu , e a armadura tra- cionada não está escorrendo, porque sua deformação é menor que a de início de escoamento (εyd). Desta forma, como pode-se notar no diagrama σ x ε do aço apresentado na figura 4, a tensão na armadura é inferior a máxima admitida (fyd). A armadura demonstra ser, antieconômica, porque não aproveita a máxima capacidade resistente do aço. Fala-se que a armadura está “folgada” e a seção é conhecida como superarmada na flexão simples (NBR 6118, 17.2.2), como apresentado na figura 3 e 4.

As vigas não podem ser projetadas à flexão simples no domínio 4, porque além do fato do ponto econômico, a ruptura, caso ocorra, constituirá do tipo “frágil”, ou “sem aviso prévio”, no qual o concreto rompe (esmaga) por compressão (εcd> εcu), ocasionando o colapso da viga antes da intensa fissuração provocada pelo aumento do alongamento na armadura tracionada. De acordo com a NBR 6118 (17.2.2), a “ruptura frágil está associada a posições da linha neutra no domínio 4, com ou sem armadura de compressão. ”

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30

VIGAS

3.3) Comportamento das Vigas de Concreto Armado Submetidas à Torção Simples Nas seções de Concreto Armado as tensões fundamentais de tração e de compressão são dobradas à 45° e com desenho helicoidal. Depois do surgimento das fissuras de torção que se formam em formato de hélice, somente uma casca externa e com pequena espessura coopera na resistência da seção à torção. Esse fato ficou comprovado em ensaios de seções ocas ou cheias com armaduras idênticas, que mostraram as mesmas deformações e tensões nas armaduras.

10 10 10 10 10 10,8 10,8 10,8 10,8 10,8 10,8 34 34 34 34
10
10
10
10
10
10,8
10,8
10,8
10,8
10,8
10,8
34 34
34 34
10,7
10,7
40
40 40
40

Seções estudadas por MÖRSCH (LEONHARDT e MÖNNIG, 1982)

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31

VIGAS

Na tabela abaixo pode-se observar os resultados experimentais alcançados, para o momento de fissuração (momento de torção equivalente à primeira fissura) e para o momento de torção na ruptura.

Tabela: Momentos Torçores de primeira fissura e de ruptura (kN.cm) de seções ocas ensaiadas por MÖRSCH.

Seção

Momento Torçor de Primeira Fissura

Momento Torçor de Ruptura

Sem armaduras

2330

2330

Com armadura longitudinal

2330

2380

Com armadura transversal

2500

2500

Com armadura longitudinal e transversal

2470

3780

Com armadura helicoidal

2700

>7000*

*A máquina de ensaio não levou a seção a ruptura

 

De acordo com os ensaios, na seção oca sem armadura, as fissuras são curvadas a 45° e em formato de hélice; com apenas uma armadura, tanto longitudinal ou transversal, o acréscimo de resistência é muito baixo e desprezível; com duas armaduras a resistência teve um aumento e, com armadura helicoidal, de acordo com a trajetória das tensões principais de tração, a ampliação de resistência foi muito efetivo. Os números da tabela acima mostram as observações.

Fissuras inclinadas podem se desenvolver quando a tensão principal de tração alcança a resistência do concreto à tração, levando uma viga não armada à ruptura. Se a viga for armada com barras longitudinais e estribos fechados transversais, a viga pode resistir a um aumento de carga após a fissuração inicial.

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Torção de Equilíbrio e Torção de Compatibilidade

TORÇÃO DE EQUILÍBRIO E TORÇÃO DE COMPATIBILIDADE

Um aglomerado que visa torcer uma peça levando-a girar envolta do seu próprio eixo é chamado de momento torçor, momento de torção ou torque.

4.1) Torção de Equilíbrio “Sempre que a torção for necessária ao equilíbrio do elemento estrutural, deve existir armadura destinada a resistir aos esforços de tração oriundos da torção. Essa armadura deve ser constituída por estribos verticais periféricos normais ao eixo do elemento estrutural e barras longitudinais distribuídas ao longo do perímetro da seção resistente” (NBR 6118, 17.5.1.2).

Os momentos torsores são obrigatórios na análise de estrutura e normalmente a torção acontece combinada com a força cortante e momento fletor.

A resistência de um elemento estrutural à torção pura é admitida quando se verificam ao mesmo tempo as condições abaixo:

• TSd ≤ TRd,2

• TSd ≤ TRd,3

• TSd ≤ TRd,4

C F B A
C
F B
A

Onde:

• TRd,2 - limite dado pela resistência das diagonais comprimidas de concreto;

• TRd,3 - limite definido pela parcela resistida pelos estribos normais ao eixo do elemento estrutural;

• TRd,4 - limite definido pela parcela resistida pelas barras longitudinais, paralelas ao eixo do elemento estrutural.

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TORÇÃO DE EQUILÍBRIO E TORÇÃO DE COMPATIBILIDADE

Torção em Viga Devido ao Engastamento da Laje A laje em balanço não possui continuidade com outras lajes internas à construção, isso faz com que a laje esteja obrigatoriamente engastada na viga de apoio, de maneira que a flexão na laje passe a ser torção na viga. A torção na viga passa a ser flexão no pilar, passando a ser considerada no seu dimensionamento.

Figura 5
Figura 5

Torção em viga devido a engastamento de laje em balanço

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C Figura 6 B A C B B A Viga contínua sob torção por efeito
C
Figura 6
B
A
C
B
B
A
Viga contínua sob torção por efeito de laje em balanço
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TORÇÃO DE EQUILÍBRIO E TORÇÃO DE COMPATIBILIDADE

4.2) Torção de Compatibilidade Acontece geralmente nos sistemas estruturais, onde o caso de laje apoiada sobre uma viga de borda, como no exemplo abaixo.

mE (Laje) Momento de dimensionamento da laje (Laje) T mT = mE (Laje) (Viga de
mE (Laje)
Momento de
dimensionamento
da laje
(Laje)
T
mT = mE (Laje)
(Viga de bordo)
mT (Viga de borda)
Mf
T
(Pilar)
Mf
mE (Laje)

Torção de compatibilidade de laje com viga de apoio (LEONHARDT e MÖNNIG, 1982)

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36

TORÇÃO DE EQUILÍBRIO E TORÇÃO DE COMPATIBILIDADE

Ao tentar girar, a laje, impõe um momento de torção (mT) na viga, que tem propensão a girar também, porém ela

é impedida através da rigidez à flexão dos pilares. Aparecem momentos fletores nos pilares e momentos torçores

solicitantes na viga. Assim como a rigidez da viga à torção é pequena comparada à sua rigidez à flexão, a viga gira

e fissura, propiciando o giro da laje também. Acontece então uma compatibilização entre as deformações da laje e da viga, e como resultado os momentos torçores na viga descressem bastante, podendo ser desprezados.

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laje momentos fletores na laje no estádio I torção na viga 37 viga de borda
laje
momentos
fletores na laje
no estádio I
torção na viga
37
viga de borda

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Resistência de Seção à Torção

RESISTÊNCIA DE SEÇÃO À TORÇÃO

5.1) Torção Simples, de Saint Venant ou Circulatória Em uma barra de seção circular, sujeita a momento de torção, com empenamento permitido (torção livre), aparecem tensões principais inclinadas de 45° e 135° com o eixo longitudinal da barra. As trajetórias das tensões principais desenvolvem-se de acordo com uma curvatura helicoidal, em torno da barra. A trajetória das tensões principais de tração acontece na direção da rotação e a compressão na direção oposta, no decorrer de todo o perímetro da seção.

45 σI σII T T σI σII 45
45
σI
σII
T
T
σI
σII
45

Trajetórias das tensões principais na seção circular

De acordo com a direção dos eixos longitudinal e transversal em um estado de tensão, o momento de torção provoca o aparecimento de tensões de cisalhamento em planos perpendiculares ao eixo da barra circular e em planos longitudinais, ao mesmo tempo.

T
T

Tensão de cisalhamento numa barra de seção circular sob torção

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39

RESISTÊNCIA DE SEÇÃO À TORÇÃO

5.2) Flexo Torção ou Torção de Empenamento É o que acontece em perfis de paredes delgadas. A resistência da seção passa a ser através da força cortante e do momento fletor, com consequente empenamento da seção.

z
z

V = T / z B T D A C V = T / z
V = T / z
B T
D
A C
V = T / z
b
z
h

Momento torçor resistido por forças cortantes com braço de alavanca grande (z = h - )

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O binário das tensões tangenciais

circulatórias tem braço de alavanca z muito

2 pequeno ( z = ) 3 T C B V V A D M
2
pequeno ( z =
)
3
T
C
B
V
V
A
D
M
M

O empenamento da seção resulta de curvaturas opostas das chapas AB e CD

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40

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Consideração para o Dimensionamento

CONSIDERAÇÃO PARA O DIMENSIONAMENTO

6.1 A Seção Maciça é Transformada em um Tubo Ensaios realizados em cilindros ocos à torção simples, com e sem armadura confirmam que depois do surgimento das fissuras de torção, que se desenvolvem em formato de hélice, somente uma casca externa e com pequena espessura coopera na resistência da seção a torção.

T ᶿ l
T
ᶿ
l

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Formas de Ruptura por Torção

FORMAS DE RUPTURA POR TRAÇÃO

Depois da fissuração, a ruptura de uma viga perante a torção pura pode acontecer de diversos modos: escoamento dos estribos, da armadura longitudinal, ou escoamento de ambas as armaduras. Com vigas superarmadas à torção, o concreto comprimido envolvido entre as fissuras inclinadas pode esmagar através do efeito das tensões principais de compressão, primeiro que o escoamento das armaduras. Abaixo será mostrado outros mostrado modos de ruptura:

7.1) Ruptura por Tração A ruptura brusca pode também acontecer por meio de torção, depois do aparecimento das primeiras fissuras. A ruptura brusca pode ser impedida pela instalação de uma armadura mínima, para suportar às tensões de tração por torção.

Se as armaduras longitudinal e transversal forem diferentes, a menor armadura definirá o tipo de ruptura. Quando existe uma diferença pequena nas armaduras, ela pode ser balanceada através de uma redistribuição de esforços (LEONHARDT e MÖNNIG, 1982).

De maneira oposta ao esforço cortante, no qual a inclinação do banzo comprimido pode diminuir a tração na alma da viga, na torção essa redução não pode acontecer, sendo que na analogia de treliça espacial não há banzo comprimido inclinado.

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FORMAS DE RUPTURA POR TRAÇÃO

7.2) Ruptura por Compressão Quando armaduras são usadas de maneiras longitudinal e transversal pode acontecer de surgir forte empenamento das faces laterais, resultando em tensões adicionais no decorrer das bielas comprimidas, podendo acontecer o seu esmagamento.

T
T
Compressão σc Rc t T
Compressão
σc
Rc
t T

Superfície de dupla curvatura

Tração

Rs

Empenamento da viga originando tensões adicionais de flexão (LEONHARDT e MÖNNIG, 1982)

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FORMAS DE RUPTURA POR TRAÇÃO

7.3) Ruptura dos Cantos

A modificação de direção das tensões de compressão nos cantos, faz com que uma força que pode induzir ao

rompimento dos cantos da viga, seja criada. As barras longitudinais dos cantos e os estribos cooperam para impedir esse tipo de ruptura. Vigas com tensões de cisalhamento da torção muito altas precisam ter o espaçamento dos estribos restritos a 10 cm para impedir esse tipo de ruptura.

U U U Rc Rc T Rc Estribo
U
U
U
Rc
Rc
T Rc
Estribo

Engastamento a torção

Rompimento do canto U Rc Rc
Rompimento do canto
U
Rc
Rc

Possível ruptura do canto devida à mudança de direção das diagonais comprimidas (LEONHARDT e MÖNNIG, 1982)

7.4) Ruptura da Ancoragem

Este tipo de ruptura pode acontecer por insuficiência da ancoragem do estribo, induzindo ao seu “escorregamento”,

e através do deslizamento das barras longitudinais. O cuidado na ancoragem das armaduras pode impedir esse tipo de ruptura.

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Armadura Mínima

ARMADURA MÍNIMA

Quando a torção for de equilíbrio, é necessário existir uma armadura resistente aos esforços de torção, composta por barras longitudinais e estribos verticais difundidos na área que corresponde à parede equivalente no decorrer do perímetro da seção resistente. Abaixo é apresentado a taxa geométrica mínima de armadura:

bws

bwu

fct,m

fywk

ρ sl = ρ sw =

Asw

=

Asl

≥ 0,2

Onde:

ρsl = taxa mínima de armadura longitudinal; ρsw = taxa mínima de armadura transversal;

Asw = área da seção transversal total de cada estribo,compreendendo todos os seus ramos; Asl = área total de armadura longitudinal; bw = largura média da alma;

s

= espaçamentos dos estribos;

u

= perímetro da seção transversal;

fct,m = resistência média à tração do concreto; fywk = resistência ao escoamento do aço da armadura transversal.

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Pilares

PILARES

9.1) Método do Pilar Padrão com Curvatura Aproximada

Esse método pode ser utilizado somente no cálculo de pilares com λ ≤ 90, seção contínuo e armadura simétrica

e contínuo no decorrer de seu eixo. A não-linearidade geométrica é julgada de formato aproximado, admitindo-

se que a deformação da barra seja senoidal. A não-linearidade física é conceituada por meio de uma expressão aproximada da curvatura na seção crítica.

Expressão para se calcular o momento total máximo:

Md,tot = α bM1d,A + Nd

1

10 r

le 2

≥ M1d,A

Com, 1/r a curvatura na seção crítica, na qual pode ser avaliada pela expressão aproximada:

r

h (v + 0,5)

h

1

=

0,005

0,005

Onde:

v

= Nd/(Acfcd) e M1d,A ≥ M1d,min

h

= altura da seção na direção considerada

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PILARES

9.2) Método do Pilar Padrão com Rigidez k Aproximada

Pode ser usado somente em cálculos de pilares com λ ≤ 9, seção retangular contínuo, armadura simétrica e contínuo no decorrer de seu eixo.

Expressão para se calcular o momento total máximo:

Md,tot =

αbM1d,A

≥ M1d,A ; M1d,min

2

1 -

λ

120k

v

Sendo:

k = rigidez adimensional

k = 32 (1 + 5

Md,tot

h.Nd

) v

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PILARES

9.3) Método do Pilar Padrão Acoplado a Diagramas M, N, 1/r

A determinação dos esforços locais de 2ª ordem em pilares com λ ≤ 140 pode ser realizada pelo método pilar padrão melhorado ou do pilar padrão, usando para a curvatura da seção crítica valores adquiridos de diagramas M, N, 1/r específicos para o caso.

9.4) Método do Pilar Padrão para Pilares da Seção Retangular, Submetidos à Flexão Composta Oblíqua

Depois de adquirida a distribuição de momentos totais, de primeira e segunda ordem, em todas as direções, deve ser verificada, para cada seção no decorrer do eixo, se a composição desses momentos solicitantes fica dentro da envoltória de momentos resistentes para a armadura escolhida. Essa verificação tem como ser feita em exclusiva- mente três seções: nas extremidades A e B e num ponto intermediário no qual se aceita atuar concomitantemente os momentos Md,tot nas duas direções (x e y).

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PILARES

9.5 Exigências da NBR6118:2014 para Verificação de Pilares Esbeltos

   

Consideração

PROCESSO DE CÁLCULO

Consideração

λ

γf

dos efeitos de 2ª ordem

Exato

Aproximado

Simplificado

da fluência

(diagramas M,

 

N, 1/r)

λ1

 

dispensável

-

-

-

-

90

1,4

 

dispensável

permitido

permitido

dispensável

140

obrigatória

não permitido

obrigatória

200

1,4 + 0,01(λ - 140)

obrigatório

não permitido

 

NÃO É PERMITIDO EMPREGAR λ > 200

 

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