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LEI Nº 8.987/1995.

Dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços


públicos regidos pelo art. 175 CF/88

CONCESSÃO
- execução de obra pública: a construção, total ou parcial, conservação,
reforma, ampliação ou melhoramento de quaisquer obras de interesse público,
- mediante licitação, na modalidade de CONCORRÊNCIA
- à PESSOA JURIDICA ou CONSÓRCIO DE EMPRESAS que demonstre
capacidade para a sua realização
- por sua CONTA E RISCO,
- o investimento seja REMUNERADO E AMORTIZADO MEDIANTE A
EXPLORAÇÃO DO SERVIÇO ou da obra por PRAZO DETERMINADO;
- Formalizada mediante CONTRATO
- Não há precariedade
- Todo risco por conta da concessionária

PERMIÇÃO
-
HA título PRECÁRIO – pode ser revogado
- Contrato ADESÃO
- concedente à pessoa física ou jurídica
Ex: transporte coletivo alternativo

Serviço adequado é o que satisfaz as condições de regularidade,


continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na
sua prestação e modicidade das tarifas.

- Não se caracteriza como descontinuidade do serviço a sua interrupção em


situação de EMERGÊNCIA OU APÓS PRÉVIO AVISO, quando:
I - motivada por razões de ordem técnica ou de segurança das
instalações; e,
II - por inadimplemento do usuário, considerado o interesse da
coletividade.
PRINCÍPIOS DA LICITAÇÃO DOS SERVIÇOS: legalidade, moralidade,
publicidade, igualdade, do julgamento por critérios objetivos e da vinculação ao
instrumento convocatório.
No julgamento da licitação será considerado um dos seguintes
critérios:
I - o menor valor da tarifa do serviço público a ser
prestado;
II - a maior oferta, nos casos de pagamento ao poder concedente pela
outorga da concessão;
III - a combinação, dois a dois, dos critérios referidos nos incisos I, II e VII
IV - melhor proposta técnica, com preço fixado no edital
V - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor
valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica
VI - melhor proposta em razão da combinação dos critérios de maior
oferta pela outorga da concessão com o de melhor técnica;
ou
VII - melhor oferta de pagamento pela outorga após qualificação de
propostas técnicas.

A outorga de concessão ou permissão não terá caráter de exclusividade, salvo no caso de


inviabilidade técnica ou econômica justificada no ato a que se refere o art. 5 o desta Lei.

DA EXTINÇÃO DA CONCESSÃO

Art. 35. Extingue-se a CONCESSÃO por:

I - advento do termo contratual;

II - encampação;

III - caducidade;

IV - rescisão;

V - anulação; e

VI - falência ou extinção da empresa concessionária e falecimento ou incapacidade do


titular

ADVENTO DO TERMO CONTRATUAL – É a reversão do termo contratual – o contrato se


extingui por sua própria natureza – ao termino do contrato.

ENCAMPAÇÃO - a retomada do serviço pelo poder concedente da concessão, por motivo de


interesse público, mediante lei e após prévio pagamento da indenização.

A inexecução total ou parcial do contrato acarretará, a critério do poder concedente, a


declaração de CADUCIDADE da concessão ou a aplicação das sanções contratuais
LEI 11079/2004 PPP – PARCERIAS PUBLICO PRIVADA

PPP - PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA é o contrato administrativo de concessão, na


modalidade patrocinada ou administrativa.

PPP - PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA é a concessão de serviços públicos ou de obras


públicas quando envolver, adicionalmente à TARIFA COBRADA DOS USUÁRIOS
contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado.

4o É VEDADA a celebração de contrato de parceria público-privada:

I – cujo valor do contrato seja INFERIOR A R$ 10.000.000,00 (dez milhões de reais);

II – cujo período de PRESTAÇÃO DO SERVIÇO SEJA INFERIOR A 5 (CINCO) ANOS;

III – que tenha como objeto único o fornecimento DE MÃO-DE-OBRA, INSTALAÇÃO DE


EQUIPAMENTOS OU A EXECUÇÃO DE OBRA PÚBLICA.

o prazo de vigência do contrato, compatível com a amortização dos investimentos realizados,


NÃO INFERIOR A 5 (CINCO), NEM SUPERIOR A 35 (TRINTA E CINCO) anos, incluindo
eventual prorrogação;

A CONTRAPRESTAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA nos contratos de parceria público-


privada poderá ser feita por:

I – ordem bancária;

II – cessão de créditos não tributários;

III – outorga de direitos em face da Administração Pública;

IV – outorga de direitos sobre bens públicos dominicais;

V – outros meios admitidos em lei.

Por OCASIÃO DA EXTINÇÃO DO CONTRATO, o parceiro privado não receberá indenização


pelas parcelas de investimentos vinculados a bens reversíveis ainda não amortizadas ou
depreciadas