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Acções S@bER+

INGLÊS
Módulo de Consolidação

FORMADOR
Título Inglês

Edição Direcção-Geral de Formação Vocacional


1ª edição (Maio, 2007)
© Direcção-Geral de Formação Vocacional

Autoras Carmo Gago da Silva e Sara Loureiro

Concepção gráfica Oficina Criativa


da capa

Fotografia Miguel Baltazar

Paginação Facsimile, Offset e Publicidade, Lda.

Direcção-Geral de Formação Vocacional


Av. 24 de Julho, nº138
1399-026 Lisboa
Tel.: 213 943 700 Fax: 213 943 799
E-mail: dgfv@dgfv.min-edu.pt
Web page: www.dgfv.min-edu.pt
ÍNDICE

Um Contributo para a Formação ao Longo da Vida 5

Finalidades / Objectivos 6

Estrutura Temática do Módulo 7

Estrutura Linguístico-Comunicativa do Módulo/Metodologia 10

Sugestões aos Formadores 12

Avaliação 14

Índice 3
UM CONTRIBUTO PARA A FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDA

Uma das grandes preocupações do Conselho da Europa tem sido a de tomar medi-
das e preparar instrumentos que possibilitem a todos os Europeus uma maior mobi-
lidade profissional e pessoal num espaço que se deseja o mais possível partilhado.

Neste contexto, as línguas assumem obviamente uma importância primordial pelo


que significam de veículo de aproximação entre povos, de comunicação e de acei-
tação de culturas e hábitos diversos, de meio eficaz no combate à marginalização
dos mais fracos e de fomento da capacidade crítica.

A xenofobia e as manifestações ultra-nacionalistas, consideradas importantes amea-


ças à estabilidade europeia, chamaram a atenção para que o debate democrático se
centrasse na preparação, ao longo da vida, dos cidadãos, todos os cidadãos, jovens
e adultos, para uma formação estruturante, mas flexível, com o objectivo prioritário
de fornecer bases para a mobilidade e para o exercício de uma cidadania activa e
multilingue numa democracia europeia estável.

É neste âmbito que surge o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas,
apresentado pelo Conselho da Europa, documento hoje incontornável no ensino e,
mais especificamente, na aprendizagem das línguas estrangeiras e é na sua filosofia
que se insere o presente Módulo de Consolidação.

Um Contributo para a Formação ao Longo da Vida 5


FINALIDADES / OBJECTIVOS

O Módulo de Consolidação da Língua Inglesa aqui apresentado, vocacionado para


o ensino e a aprendizagem de formandos adultos das Acções S@BER +, tem como
horizonte desejável formar e simultaneamente informar. É indissociável que, por
um lado, seja dada a oportunidade ao formando de consolidar e expandir os seus
conhecimentos da língua inglesa e, por outro, que as grandes áreas das temáticas
escolhidas lhe permitam aprofundar a sua informação, reflectir e debater temas de
interesse global no mundo actual. Para alcançar esta finalidade, estabelecem-se
objectivos linguísticos e comunicativos divididos em grandes áreas temáticas, subdi-
vididas em unidades que proporcionam a ligação entre si e a sua subordinação ao
tópico geral.

Considera-se da maior importância que a formação seja encarada como instrumen-


to estratégico para o desenvolvimento de competências profissionais e pessoais,
abrindo caminho à compreensão da informação, aliada à aquisição de saberes e à
construção de conhecimento. De acordo com o Quadro Europeu Comum de Refe-
rência para as Línguas (2001), a aprendizagem de uma língua estrangeira deve “pro-
mover o desenvolvimento da personalidade do aprendente no seu todo, bem como
o seu sentido de identidade em resposta à experiência enriquecedora da diferença
na língua e na cultura”.

Fortemente ancorado nesta perspectiva, o presente Módulo foi construído tendo em


conta que o formando adulto possui capacidades de aprendizagem autónoma e de
procura de soluções, que é desejável e profícua a transversalidade de conhecimen-
tos em diferentes áreas, que a capacidade crítica e a apetência pelo debate são ca-
racterísticas que vale a pena estimular para que o conhecimento se expanda e se
transforme.

A língua inglesa torna-se, aqui, um veículo natural de informação que se integra


numa mais vasta área de competências transversais, despertando, espera-se, a curio-
sidade e a reflexão dos formandos sobre o mundo exterior, enquanto aperfeiçoam
a sua expressão numa língua estrangeira tão incontornável nos nossos dias como é
o Inglês.

6 Finalidades / Objectivos
ESTRUTURA TEMÁTICA DO MÓDULO

As competências específicas e funcionais da língua, os conteúdos gramaticais estru-


turantes do discurso, as actividades e os recursos organizam-se em torno de seis
áreas temáticas, direccionadas para uma abordagem integradora de formação e
informação:

- Relationships;
- Health and Well-Being;
- A Consumer Society;
- Human Rights;
- Globalisation;
- The Environment and Nature Conservation.

Relationships

Esta primeira grande área é dedicada às relações connosco próprios, com os outros
e com o mundo que nos rodeia.

Está subdividida em três unidades: “What type of person are you?”, uma
reflexão sobre o modo como nos percepcionamos e sobre o tipo de relações que
mantemos com o mundo exterior; “Friends”, um olhar sobre a amizade, sobre os
comportamentos susceptíveis de manter ou desfazer amizades, permitindo ainda
reflectir sobre a importância dos amigos nas nossas vidas; “Family Matters”, um
espaço de compreensão da família e da teia de relações que se tecem entre os seus
membros.

Health and Well-Being

Esta área é igualmente composta de três unidades que contemplam os seguintes


temas: “Nutrition and Food Safety”, “Dieting” e “Stress”. Pretende-se, com
estes temas, oferecer uma panorâmica dos problemas nutricionais e emocionais que
potenciam ou prejudicam a saúde e o bem-estar individual e colectivo.

Estrutura Temática do Módulo 7


A Consumer Society”

Esta terceira área é composta apenas por duas unidades que se debruçam sobre a
sociedade em que vivemos e os hábitos consumistas que se têm generalizado por
todo o mundo. O primeiro tema, “Impulse Buying”, observa esses hábitos,
enquanto que o segundo, “Consumer Skills”, pretende lançar pistas para um con-
sumo mais racional e melhorar e/ou corrigir alguns impulsos consumistas.

Human Rights

Relembram-se nesta quarta área temática os direitos de todos os seres humanos e


as constantes violações a que assistimos diariamente. Está dividida em 3 unidades
(“Striving for Human Rights”, “Violence Prevention” e “Child Labour”) que
nos alertam, em primeiro lugar, para a exigência que cada um de nós deve ter em
relação ao cumprimento dos direitos do homem, de acordo com a Declaração
Universal dos Direitos do Homem e com as inúmeras convenções subscritas por
diversos países, e, seguidamente, chamam a atenção para a prevenção da violência
e para o trabalho infantil, modos subtis de violação desses direitos que devem
combater-se, mediados por uma informação esclarecida e uma actuação cívica
coerente.

Globalisation

Trata-se de um tema actual, simultaneamente atractivo e preocupante, sobre o qual


é necessário estar informado e receptivo, mas também crítico. Por isso, foram
escolhidas duas unidades que pretendem dar uma visão multifacetada sobre a
globalização e abrir vias para reflexão e debate: “Living in a global village” e
“Globalisation: pros and cons”.

8 Estrutura Temática do Módulo


The environment and nature conservation

A última área temática aborda, nas suas três unidades, os problemas ambientais. Co-
meça por descrever o que de mais prejudicial se está a fazer em todo o mundo,
em termos ambientais (“What are we doing to nature?”), e, num propositado
crescendo de esperança, aponta algumas soluções que, postas em prática, irão
contribuir para um futuro melhor: “Where there’s a will there’s a way” e
“Campaigning for a better future”.

Estrutura Temática do Módulo 9


ESTRUTURA LINGUÍSTICO-COMUNICATIVA
DO MÓDULO/METODOLOGIA

Ao longo de todo o Módulo são exercitadas as competências linguísticas de ouvir,


falar, ler e escrever, utilizando-se, predominantemente, a interacção entre pares,
pequenos grupos de formandos e discussões no grupo. O trabalho individual está
igualmente previsto, sobretudo quando, desse trabalho, resultam momentos de
reflexão e compreensão do funcionamento da língua. Cada unidade termina com
um trabalho colectivo que coroa as aprendizagens / aperfeiçoamentos alcançados.

No início de cada unidade, sugerem-se reflexões sobre imagens, leitura de pequenos


textos, listas de palavras ou questionários introdutórios ao tema, com o propósito de
motivar o formando e despertá-lo para a sua exploração. Seguem-se exercícios que
demonstram a compreensão da introdução e a aquisição de vocabulário. Os for-
mandos deverão discutir entre si / em pares e tirar conclusões do que viram, leram
ou ouviram. Estas actividades dirigem-se, sobretudo, a competências interactivas
que englobam o falar, ouvir, ler (speaking, listening and reading) e que permitem a
aquisição de algum vocabulário necessário para o desenvolvimento da unidade.

Após esta primeira fase de apresentação do tema, seguem-se artigos ou excertos de


textos para desenvolvimento da compreensão escrita (reading comprehension). Os
formandos deverão compreender o essencial da leitura, para obterem e processarem
a informação necessária que lhes permita passar aos exercícios seguintes, ou seja,
responder a perguntas sobre as ideais principais dos textos, completar frases de
acordo com o que acabaram de ler, tomar notas ou realizar outra tipologia de exer-
cícios, ligados ao essencial do tema da leitura. Esta leitura orienta-se sempre para
dois objectivos: providenciar informação geral sobre um determinado tema e,
simultaneamente, mobilizar e aprofundar conhecimentos vocabulares e linguísticos
que irão ser necessários para a fase seguinte.

O capítulo LANGUAGE AWARENESS precede a produção de tarefas que combinam


o vocabulário e as estruturas comunicativas da língua e focaliza-se em conteúdos
gramaticais, sugeridos pelos próprios textos, sistematizando-os, ou levando os pró-
prios formandos a sistematizar algumas regras, sempre seguidos de alguns exercí-
cios de prática dos conteúdos gramaticais abordados.

10 Estrutura Linguístico-Comunicativa do Módulo/Metodologia


De posse destes conhecimentos, sugerimos um trabalho integrador de produção,
individual ou colectiva, em que sejam utilizadas, não só a informação constante do
próprio tema, como igualmente as aprendizagens linguísticas desenvolvidas na uni-
dade. Esta abordagem não é obviamente exaustiva. O nível de consolidação pressu-
põe aprendizagens anteriores que tendem a ser gradualmente mobilizadas.
Competirá ao/à formador/a a detecção de falhas e/ou esquecimentos que cumpre
colmatar.

A barra de Notas (Personal Notes) que surge em pontos estratégicos das unidades
tem como finalidade fornecer aos formandos um espaço em que estes tomem,
para fins diversos e pessoais, alguns apontamentos, façam anotações, registem
dúvidas, para posterior clarificação.

No final de cada unidade, a secção STOP AND THINK pretende que os formandos
reflictam sobre a sua aprendizagem e as necessidades que possam ainda sentir de
revisão, desenvolvimento, aprofundamento ou prática. Não sendo uma auto-avalia-
ção destinada à apreciação do/a formador/a, compete-lhes a eles decidirem sobre as
suas necessidades e organizarem-se de modo a colmatar possíveis falhas através dos
mais diversos recursos a que tenham acesso, sendo um deles, obviamente, o/a
formador/a.

O Módulo está dividido em dois blocos de oito unidades, com uma duração prevista
de 3 horas para cada unidade, e um teste de progressão (PROGRESS CHECK), de
1 hora, entre os dois blocos e outro no final das 16 unidades. Estes dois testes,
caso o/a formador/a decida fazê-los, devem servir de aferição global das aprendiza-
gens realizadas, no que respeita aos conteúdos temáticos e linguísticos. Estão,
assim, previstas 25 horas para cada bloco, o que perfaz 50 para a totalidade do
Módulo de Consolidação.

Estrutura Linguístico-Comunicativa do Módulo/Metodologia 11


SUGESTÕES AOS FORMADORES

Tendo em conta a diversidade do público alvo, poderão surgir algumas dificuldades


devido à heterogeneidade previsível do grupo de formação. Ao/à formador/a cabe-
rá diferenciar o trabalho de acordo com as capacidades e conhecimentos dos for-
mandos. As actividades propostas poderão não ser cumpridas integralmente por
todos os grupos: alguns necessitarão de mais atenção e orientação, logo de mais
tempo, enquanto que outros se poderão, eventualmente, dedicar a actividades mais
complexas de aprofundamento ou de iniciativa pessoal.

Para os formadores, este método de trabalho exige alguma preparação antecipada,


quer no que respeita a materiais e outros recursos, quer na previsão de actividades,
de maior ou menor grau de dificuldade, consoante os destinatários e as suas pró-
prias experiências de vida.

A utilização, por parte dos formandos, da barra de “Personal Notes”, é fundamen-


tal porque representa o empenho pessoal dos formandos a que os formadores
deverão estar atentos. É de desejar que cada formando inscreva nela o que consi-
derar importante memorizar, relembrar, esquematizar ou concluir. Não se aconselha,
por isso, nenhum modelo porque aquilo que se pretende é que o contributo de
cada formando seja verdadeiramente pessoal e idiossincrático. O mesmo se pode di-
zer da secção de Stop and Think: aos formandos são pedidos momentos de reflexão
sobre o que aprenderam e, especialmente, sobre algumas dificuldades que possam
ter sentido. Compete-lhes a eles encontrarem as suas próprias estratégias de apren-
dizagem, que tanto podem ser individuais como entre pares/grupos, com ou sem re-
curso ao/à formador/a, por comparação dos seus próprios erros e dos erros alheios,
mas sempre com o objectivo de descobrirem a melhor forma de ultrapassar dificul-
dades e interiorizar o esforço necessário a toda e qualquer aprendizagem.

Os scripts dos exercícios de listening comprehension encontram-se no final do


Módulo. Aconselha-se uma primeira leitura bem articulada mas fluente, seguida de
uma outra, mais pausada, para que os formandos, numa primeira fase, se apropriem
do sentido do texto e de algumas palavras-chave já conhecidas e, numa segunda
fase, focalizem a sua atenção no exercício que lhes é pedido.

12 Sugestões aos Formadores


Sugere-se que, sempre que possível, os formadores incentivem os formandos a usar
dicionários monolingues ou bilingues. Saber procurar num dicionário nem sempre é
tarefa fácil, mas a aquisição criteriosa desta competência será de grande utilidade,
não só durante o curso como na vida activa dos formandos.

Sugere-se igualmente que monitorizem de perto a interacção entre os formandos,


estimulando o uso da língua inglesa, mesmo que nem sempre correctamente, quer
do ponto de vista gramatical quer vocabular, como incentivo à expansão da sua co-
municação em inglês.

Sempre que possível, e atendendo às condições particulares de cada formador/a e


da sua instituição, recomenda-se a utilização de revistas e jornais ingleses que per-
mitam contextualizar informação e trabalhar activamente com materiais autênticos.
Poderão, igualmente, os formadores fornecer outras pistas de pesquisa de informa-
ção, artigos, filmes, canções ou outros, pois nenhum manual poderá sobrepor-se
completamente à autenticidade da língua no seu ambiente natural, isto é, expressa
pelos seus falantes nativos.

Cientes da impossibilidade prática de um trabalho de apropriação das estruturas co-


municativas mais profundas da língua em 50 horas, mas confiantes no desejo (e na
necessidade) que os formandos possam sentir de aprender ao longo da vida, re-
pousa nos formadores a tarefa de os incentivar a estar atentos ao seu próprio quo-
tidiano, profissional ou pessoal, porque as oportunidades de ouvirem ou lerem frases
em inglês surgem quase diariamente, seja na televisão, na publicidade ou na rádio,
desde que, para tal, a sua atenção selectiva esteja desperta e motivada.

Sugestões aos Formadores 13


AVALIAÇÃO

Não estando prevista uma avaliação formal, de tipo escolar, de retenção ou passa-
gem ao nível seguinte, é, contudo, importante que se garantam e se analisem os
níveis de proficiência alcançados pelos formandos. É neste sentido que o Quadro Eu-
ropeu Comum de Referência para as Línguas refere o termo avaliação, “usado no
sentido de avaliação da proficiência do utilizador da língua”, com a recomendação
de que nela se incluam a observação informal do/a formador/a, listas de verificação,
instrumentos de auto-avaliação, sem esquecer a análise sobre a adequação dos
recursos, dos materiais e dos métodos utilizados, e o nível de satisfação dos for-
mandos e dos formadores.

Neste contexto de uma avaliação que se poderá designar por informal, deverá ser
o/a formador/a a construir os seus próprios instrumentos de observação/avaliação
pois só ele/ela estará em condições de garantir a validade, a fiabilidade e a objecti-
vidade possível perante os destinatários específicos a que se destinam, tendo sem-
pre em conta o seu carácter não penalizador, mas antes aquilo a que Perrenoud
(1999) preferiu designar por “observação formativa”.

Relatórios, trabalhos de sala de aula, atitudes e empenho, interesse, cooperação, e


valores demonstrados pelos formandos, participação em debates, grau de autono-
mia na pesquisa, actividades interactivas, são índices que valem a pena ser “obser-
vados” e servir de guia à expressão final do/a formador/a quanto ao grau de
proficiência deste ou daquele formando. A auto-regulação que os próprios forman-
dos fazem por meio de instrumentos de auto-avaliação (compreendo / ainda não
compreendo / identifico / ainda não identifico / sou capaz de / ainda não sou capaz
de) constituem-se em excelentes momentos de reflexão e pontos de partida para
novas atitudes perante a aprendizagem.

Como já referido por alguns autores, a eficácia da formação e o sentido do ensino


e da aprendizagem situam-se na intencionalidade assumida por formador e
formando na confluência de duas das mais eficazes formas de avaliação: a auto e a
hetero-avaliação.

14 Avaliação
Aos formadores cabe avaliar (formativamente) os grupos de formandos, as circuns-
tâncias da formação, a heterogeneidade ou homogeneidade do público alvo e
tantos outros factores com influência decisiva na avaliação do processo e do pro-
duto. Cabe-lhes aplicar estratégias adequadas de remediação, construir os instru-
mentos que mais se adequam ao seu grupo e também ser avaliados pelos
formandos no processo interactivo em que formadores e formandos se constituem
parte activa.

A todos se desejam felicidades, esperando que este Módulo possa ser uma porta
aberta para tantas e tantas aliciantes formas de ensinar e aprender Inglês.

As Autoras

Avaliação 15