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Para a Fleury (FLRY3), a tendência para os preços de seus ativos no médio prazo (de 5 dias a 3

meses) permanece de queda. Do ponto de vista técnico, este cenário fica evidente pela
formação de topos e fundos para os preços cada vez em patamares mais baixos no gráfico
diário, pelas médias móveis apontando para baixo e pelo volume financeiro maior apresentado
nos dias de queda, o que demonstra a aposta de grandes investidores na desvalorização. Pelo
fato dos preços não se encontrarem próximos nem de zonas de pressão compradora (suportes)
nem de predominância vendedora (resistências), a perspectiva de curto prazo para a cotação
do ativo é neutra. Neste contexto, não vemos oportunidades interessantes de compra nem de
venda do ativo no momento. Caso os preços venham a subir, existe uma grande chance de que
eles voltem a cair após se aproximar do patamar de resistência em 21,00 representada pela
linha vermelha no gráfico. Isso porque na proximidade deste patamar existem muitos
investidores interessados em desfazer de seus ativos, o que poderá acarretar o aumento da
oferta frente a demanda pelos papéis. Em um cenário de queda para os preços, um ponto de
possível interrupção das quedas ficaria na região de suporte em 19,35, representado pela linha
verde no gráfico, onde o aumento da demanda pelos papéis poderia acarretar alguma alta de
curto prazo para os ativos da Fleury.

2ª RESISTÊNCIA
R$ 22,65

1ª RESISTÊNCIA
R$ 21,00
1º SUPORTE
R$ 19,35

2º SUPORTE
R$ 317,50
AVALIAR COMPRAS
Possíveis oportunidades de compra de curto prazo para as ações da Fleury poderão ocorrer
caso os preços da ação se aproximem da região de suporte em 19,35 representado pela linha
verde no gráfico. Neste patamar, por existirem muitos investidores dispostos a comprar a ação
conforme observado no passado, existe boa chance de que os preços parem de cair e
apresentem alguma valorização, mesmo que apenas de curto prazo. Outro cenário interessante
para compras, ocorrerá caso os preços superem a região de resistência em 21,00 com um
candle de força e volume financeiro acima da média diária, situação em que a empresa
sinalizaria a possível reversão da tendência de baixa de médio prazo.
AVALIAR VENDAS
As pessoas que têm ações da Fleury em carteira visando o curto prazo ou que estão
interessados em oportunidades na ponta vendida, deverão avaliar vender ações da empresa na
proximidade da resistência em 21,00, já que neste patamar a pressão vendedora deve voltar a
se tornar predominante, aumentando a oferta de papéis em relação à demanda e acarretando a
continuação da tendência de baixa de médio prazo.
Análise fundamentalista
Sobre
A Fleury é um grupo que atua no segmento de saúde há 90 anos, tendo presença diversificada
ao longo de vários negócios e é referenciada por médicos e pela opinião pública como uma
empresa reconhecida pela excelência nos serviços prestados, inovação e qualidade técnica. As
principais áreas de atuação da empresa são: unidades de atendimento, operações diagnósticas
hospitalares e laboratório de referência. Em 2017, a Fleury realizou aproximadamente 63
milhões de exames de análises clínicas e 4 milhões de imagem e para isso conta com uma
equipe composta por 8.800 colaboradores e 2.000 médicos. Atualmente, a companhia é
negociada no Novo Mercado da B3 sob o código FLRY3.

PONTOS POSITIVOS
 A companhia oferece soluções integradas que envolvem sistemas de apoio à decisão e serviços
de assessoria médica. Esse modelo contribui para fidelização de profissionais da saúde em um
mercado no qual a indicação tem papel preponderante na escolha do laboratório. Expansão de
unidades de atendimento e novos negócios com estratégia seletiva de aquisições, podendo
ingressar em novos estados. Elevação no nível de satisfação do cliente. Companhia em
processo de transformação digital, visando elevar o nível de serviço e ganhos de eficiência.
Expansão no número de exames realizados. Melhora na carteira de saldos vencidos.
PONTOS NEGATIVOS
 Embora os exames tenham sua demanda pulverizada entre milhões de clientes, os principais
pagadores do grupo são planos de saúde e hospitais. Esse cenário sujeita a empresa ao risco
de crédito com maior concentração. Setor de medicina diagnóstica é altamente competitivo, o
que pressiona as margens de lucro. Taxa de desemprego ainda alta, impactando o segmento de
medicina privada. Operadoras de planos de saúde têm potencial de integrarem a atuação em
sua cadeia, passando a concorrer com a Fleury. Deterioração na qualidade da carteira de
recebíveis. Fraco crescimento no segmento premium, representado pela marca Fleury.
Visão dos Analistas
O segmento de saúde e diagnósticos, setor de atuação do Grupo Fleury, possui forte correlação
com as mudanças no cenário macroeconômico. O crescimento observado em trimestres
anteriores foi possibilitado majoritariamente pela expansão do consumo das famílias, que por
sua vez foi influenciado majoritariamente pela redução da taxa de desemprego, aumento da
renda, queda da taxa de juros e da inflação. No entanto, o atual cenário econômico e as
perspectivas apontam para uma lenta retomada da atividade econômica. Tal afirmação é
corroborada pela escalada do IPCA, tímida evolução da taxa de desemprego, que ainda atinge
cerca de 12 milhões de brasileiros, acompanhada pela redução da média salarial e pela baixa
perspectiva de expansão do PIB para 2018 e 2019. A redução dos salários e estagnação do
nível de emprego, se constituem nas variáveis mais importantes para os serviços de saúde e
diagnóstico, visto que uma maior renda, acompanhada de uma baixa inflação alimentar permite
às famílias direcionar o excedente para outros tipos de bens e serviços com um menor grau de
essencialidade, tal quais os convênios de saúde. No 3T18, a Companhia apresentou resultados
financeiros operacionais mistos, que podem ser caracterizados pela expansão em termos
absolutos em indicadores financeiros, porém com redução nas margens. Além do mais é
importante ressaltar o fraco desempenho da Companhia no segmento premium, crescimento de
1,1% no trimestre e 3,9% no acumulado ano. O desempenho aquém do esperado pode ser
entendido pela combinação de dois fatores, o aumento da concorrência e migração para planos
mais baratos. Apesar do cenário econômico ainda hostil, a Fleury segue com a execução do
Plano de Expansão, no trimestre em questão foram inauguradas 6 unidades da marca a+ São
Paulo. Em virtude o que foi exposto, aumentamos o teor de cautela com o ativo e alteramos a
tendência de longo prazo de alta para neutra. ANÁLISE DE RESULTADOS 3º TRIMESTRE DE
2018 No terceiro trimestre de 2018 a receita bruta do grupo Fleury atingiu R$738,46 milhões,
aumento de 10,60% ante o mesmo período de 2017, refletindo uma maior demanda pelos
serviços, com destaque para a expansão das marcas regionais excluindo o Rio de Janeiro, de
18,3%, apesar do baixo crescimento do segmento premium, que se expandiu 1,1% e
representa pouco menos da metade do portfólio de negócio da Companhia. O crescimento da
receita também foi influenciado pelo crescimento de 11,25% das unidades de atendimento, que
no trimestre foi responsável por cerca de 84% da receita total do grupo. No segmento B2B, que
compreende das operações em hospitais, Lab-to-Lab e medicina preventiva, a expansão foi de
7,73%. Destaque para as operações de Lab-to-Lab e operações em hospitais, as quais
cresceram respectivamente 7,80% e 6,90%, enquanto as atividades relacionadas em medicina
preventiva apresentaram retração de 19%. Ademais, no período em análise a receita bruta por
exame apresentou aumento de 1,7%, abaixo da inflação acumulada de 12 meses, ficando em
R$38. No terceiro trimestre de 2018, o Ebitda alcançou R$181,50 milhões aumento de 11,10%
ante o resultado reportado no 3T17, com uma margem estável na na comparação com o 3T17.
O lucro líquido do período foi de R$90,30 milhões, aumento de 4,4% na comparação anual. A
expansão do indicador está associado ao aumento das receitas financeiras em 37,60% na
comparação com o mesmo período do ano anterior, ficando em R$16,40 milhões. O volume
total de exames cresceu 10,44% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando
19,40 milhões de exames. O destaque ficou para as operações de Lab-to-Lab, que se
expandiram em 15,30%. No terceiro trimestre de 2018, o Net Promoter Score (NPS), indicador
utilizado para mensurar a satisfação dos clientes atingiu 77,9%, apresentado evolução em
0,93p.p na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os custos dos serviços
prestados no 3T18 totalizaram R$ 473,7 milhões, apresentando crescimento de 12,2%, acima
da inflação acumulada de 12 meses, com destaque para gastos com materiais e exames e
depreciação, em decorrência do plano de expansão da Companhia, que gera um aumento dos
ativos imobilizados. Contudo, em em relação à receita líquida, os custos representaram 69,4%,
um aumento de 0,74p.p. na comparação com o mesmo período do ano anterior. No período em
análise, a geração de caixa operacional ficou em R$173,50 milhões, o que representa aumento
de 1,7%. A geração foi auxiliada pela menor necessidade de capital de giro, que ficou em
R$291,53 milhões, 8,20% menor que o reportado no mesmo período do ano anterior. No que
diz respeito aos créditos vencidos, estes apresentaram melhora em todos os agings, redução de
2,2p.p. nos vencidos até 120 dias e retração de 0,5p.p. nos vencidos acima de 121 dias. Ao
término de setembro de 2018, a companhia possuía uma dívida líquida de R$376 milhões,
montante 30% inferior ao endividamento líquido reportado no 3T17. A redução é em
decorrência de menores obrigações sob a forma de debêntures e financiamentos, que
totalizaram R$858 milhões, o que corresponde a uma redução de 40%. A despeito da redução
do endividamento, a alavancagem financeira foi de 0,6x para 0,8x, em decorrência da redução
da posição de caixa, que reduziu 58%, ficando em 130,30 milhões. No que tange a capacidade
de pagamento, esta se manteve em níveis confortáveis tanto no curto como no longo prazo, a
despeito da redução da capacidade de solvência no longo prazo. Ao término do 3T18 os
investimentos somaram R$96,9 milhões no trimestre, sendo que 61,0% foi canalizado para o
plano de expansão e melhorias de unidades de atendimento. Na comparação com o terceiro
trimestre de 2017 houve expansão de 37,9%. Em 9M18, os investimentos atingiram R$182,40
milhões, com 56,2% sendo direcionados para a mesma finalidade acima citada.

Número sobre a empresa


TODOS OS NÚMEROS ESTÃO EM MILHARES

VALOR

 Quanto a empresa vale no mercado?

Preço da Ação
Número de Ações
Valor total $479.6BPreço da empresa no mercado de ações

 Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?

$545.99Ativo total
892.6MPassivo total
Valor patrimonial R$ XX,X

 Qual o valor do patrimônio líquido da empresa?

$545.99Preço da Ação
892.6MPatrimônio por Ação
A empresa vale 50%do seu valor patrimonial

LUCRO

 Quanto a empresa lucra?

$225.2BReceita líquida
$95.5BGastos
Lucro anual $129.7B

$129.7BLucro
892.6MNúmero de Ações
Lucro por Ação $145.30

 Quanto o lucro representa do preço da Ação?

$545.99Preço da Ação
$145.30Lucro por Ação
A empresa vale 5xseu lucro anual

DIVIDENDOS

 Quanto a empresa distribui para os acionistas?

$545.99Dividendos pagos
$545.99Número de Ações
A empresa distribui R$ 2,20de dididendos para os acionistas

 Quanto isso representa do preço da ação?

$545.99Preço da Ação
892.6MDividendos por Ação
A ação distribuiu 4%do seu valor como dividendos em 1 ano

CORRELAÇÃO
 Quão sensível a ação é à oscilações do Índice Bovespa?

Beta: 0,5
Abaixo de 0,7: Pouco sensível
Entre 0,7 e 1,5: Sensível
Acima de 1,5: Muito sensível