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Sensores

2010
SENSORES

Lucínio Preza de Araújo

Introdução

Transdutor
Dispositivo que converte uma forma de energia ou quantidade física noutra.

Sensor
Fornece informação de entrada no nosso sistema a partir do mundo externo.

Por exemplo, um sensor fotoeléctrico pode ser tanto um transdutor quanto um


sensor propriamente dito.
Dizemos que um sensor fotoeléctrico é um transdutor quando ele converte energia
luminosa em energia eléctrica. É o caso das células fotovoltaicas que convertem
directamente luz em energia eléctrica.
Por outro lado, temos sensores propriamente ditos que convertem luz numa
variação de uma grandeza eléctrica qualquer como corrente ou resistência. Esse
é o caso das LDR e dos fotodíodos.

Actuador
Executam acções de saída para o mundo externo.
Exemplos de actuadores: Válvulas, relés, cilindros, motores, solenóides.

Tipos de sensores

Os sensores podem ser classificados de acordo a saída do sinal, podendo esta


ser analógica ou digital.

Digitais ou discretos
Assume apenas dois valores de saída ao
longo do tempo, que podem ser interpretados
como 0 e 1.

Analógicos ou proporcionais
São informações em forma de um sinal
eléctrico proporcional à grandeza medida.

Existem vários tipos e modelos de sensores que variam conforme o objecto alvo
de sensoreamento.

- Indutivos – São sensores que trabalham com um campo


electromagnético, portanto detectam apenas materiais
ferromagnéticos.
- Capacitivos – São sensores que trabalham com o princípio da
capacidade, detectam todos os tipos de materiais.
- Fotoeléctricos – São sensores que trabalham com emissão e
recepção de luz, detectam todos os tipos de materiais.
- Ultra-sónicos – São sensores que operam com a emissão e
reflexão de um feixe de ondas acústicas. A saída comuta quando
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SENSORES
este feixe é reflectido ou interrompido pelo material a ser
detectado.

Terminologia

Face sensora: A face sensora é o lado


do sensor que detecta o objecte.

Distância sensora: É a distância entre


a face sensora e o objecto a ser
detectado. Com este parâmetro
podemos definir a maior distância a
que podemos deixar o sensor do
objecto a ser detectado.

Histerese: A histerese pode ser traduzida como um atraso que tem como
objectivo evitar falsas comutações na saída, este efeito propícia ao sensor uma
banda de segurança entre o ligar (ON point) e o desligar (OFF point). As
ilustrações abaixo são para um sensor com as seguintes características: distância
sensora (SN) de 10 mm e histerese (H) de ± 20%.

Assim, se o objecto estiver a mover-se em direcção ao sensor, deve mover-se


para o ponto mais próximo para ligá-lo. Uma vez ligado (ON point), permanece
ligado até que o objecto se mova para o ponto mais distante (OFF point).

Alvo padrão: Os fabricantes especificam nos catálogos a distância sensora


nominal, que é a máxima distância na qual o objecto será detectado. Como esta
distância depende do material usa-se um alvo padrão.

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Sensores indutivos

Tem como elemento sensor uma bobina que


gera um campo electromagnético de alta-
frequência.
A indutância varia com a proximidade de
materiais ferromagnéticos.

Vantagens da detecção indutiva:

- Muito boa resistência aos ambientes industriais.


- Não possui contacto físico com o objecto.
- Aparelhos estáticos: sem peças em movimento no seu interior.
- Maior vida útil, independente do número de manobras.
- Velocidade elevada.

Princípios de funcionamento

O oscilador fornece energia à bobina que produz um campo electromagnético.


Este campo perderá força (amplitude) quando um objecto metálico se aproximar
da face sensora, reduzindo a amplitude da oscilação, esta queda de amplitude dá-
se devido a indução de correntes parasitas no objecto metálico. O circuito de
disparo detecta as mudanças na amplitude da oscilação. Quando uma mudança
considerável é detectada o circuito de saída fornece um sinal para, por exemplo,
um PLC (Controlador Lógico Programável).

Aplicações

A principal aplicação é a detecção de objectos


metálicos, pois o campo emitido é
electromagnético.

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Sensores capacitivos

São sensores capazes de detectar a


aproximação de objectos sem a necessidade de
contanto físico, tal qual os sensores indutivos,
porém com principio de funcionamento baseado
na variação da capacidade.
Neste caso o elemento sensor é um
condensador cuja capacidade varia com a
aproximação de qualquer material.

Princípio de funcionamento

Os sensores capacitivos operam baseados no princípio da capacidade


electrostática de maneira similar às placas de um condensador. O oscilador e o
eléctrodo produzem um campo electrostático. O alvo (objecto a ser detectado)
age como uma segunda placa do condensador. Um campo eléctrico é produzido
entre o alvo e o sensor.
Como a amplitude da oscilação aumenta, há um aumento da tensão do circuito do
oscilador, e o circuito de detecção responde mudando o estado do sensor
(ligando-o).
Um sensor capacitivo pode detectar quase qualquer tipo de objecto. A entrada do
alvo (objecto) no campo electrostático perturba o equilíbrio da corrente do circuito
do sensor, causando a oscilação do circuito do eléctrodo e mantém esta oscilação
enquanto o alvo estiver dentro do campo.
Na ausência de um alvo, o oscilador está inactivo.
A capacidade do circuito com a ponta de
compensação é determinada pelo tamanho do alvo, a
sua constante dieléctrica e a distância até à ponta.
Quanto maior o tamanho e a constante dieléctrica de
um alvo, mais este aumenta a capacidade. Quanto
menor a distância entre a ponta e o alvo, maior a capacidade.

Aplicações

Os sensores capacitivos podem detectar objectos metálicos e não metálicos


assim como produtos dentro de recipientes não metálicos. Estes sensores são
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usados geralmente na indústria de alimento e para verificar os níveis de fluidos e
sólidos dentro de tanques. Os sensores capacitivos são mais sensíveis à
flutuação da temperatura e da humidade do que são os sensores indutivos.

Sensores fotoeléctricos

Os sensores fotoeléctricos assim, como os capacitivos, detectam qualquer


material, porém com uma distância sensora bem maior. São constituídos por dois
circuitos electrónicos sendo: O transmissor, responsável pela emissão/
modulação da luz e o receptor, responsável pela recepção desta mesma luz.

Princípio de funcionamento

Detectam a mudança da quantidade de luz que é reflectida ou bloqueada pelo


objecto a ser detectado.

A composição básica do sensor fotoeléctrico:


- Fonte de luz (Em geral são leds infravermelho ou visíveis).
- Sensor de luz (São componentes electrónicos que alteram a intensidade
da corrente que conduzem conforme a quantidade de luz recebida).
- Lentes (Os leds e os foto-sensores emitem e captam luz numa grande
área. As lentes são utilizadas para estreitar essa área, isso faz com que o
alcance da detecção seja maior).
- Saída (Se o nível de luz detectado for suficiente então o sensor liga ou
desliga a saída).

Modos de detecção Detecção de pessoas

Os 3 principais modos são:

- Sensor de barreira
- Sensor retro-reflexivo
- Sensor difuso

Sensor de barreira E R

E
Sensor R Reflector
retro-reflexivo

E Objecto a
Sensor difuso R detectar

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Comando de porta de garagem


SENSORES
E – Emissor
R – Receptor

Sensores ultra-sónicos

Os sensores ultra-sónico trabalham emitindo e recebendo sinais sonoros de alta-


frequência e, portanto inaudíveis ao homem.
Os transdutores ultra-sónicos têm cristais piezoeléctricos que têm uma
ressonância a uma frequência desejada e convertem a energia eléctrica em
energia acústica e vice-versa.

Funcionamento

O princípio de funcionamento dos sensores ultra-sônicos está baseado na


emissão de uma onda sonora de alta-frequência, e na medição do tempo levado
para a recepção do eco produzido quando esta onda choca com um objecto
capaz de reflectir o som.
Eles emitem pulsos ultra-sônicos ciclicamente. Quando um objecto reflecte estes
pulsos, o eco resultante é recebido e convertido num sinal eléctrico.

A detecção do eco incidente, depende de sua intensidade e esta da distância


entre o objecto e o sensor ultra-sónico. Os sensores ultra-sónicos funcionam
medindo o tempo de propagação do eco. Isto é, o intervalo de tempo medido
entre o impulso sonoro emitido e o eco do mesmo.

Algumas vantagens e desvantagens dos sensores ultra-sónicos

- Existe uma zona morta próxima da face sensora.


- Alguns materiais como espumas, tecidos, borrachas são difíceis de
detectar, pois absorvem o som.
- Possui um custo mais elevado que os sensores referidos anteriormente.

Aplicações

Os sensores ultra-sónicos podem ser utilizados para os mais diversos fins,


incluído: medidas de diâmetro de rolos, detecção de quebra de fios, presença de
pessoas, medição de densidades, etc.

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Sensor ultra-sónico para medição de tamanho Página 7 de 8
Sensor ultra-sónico para medição de diâmetro
SENSORES

Considerações para a instalação de sensores

A consideração principal na instalação eléctrica de sensores é o limite da corrente


eléctrica aplicável. A corrente de saída (carga) deve ser limitada para a maioria
dos sensores a uma corrente de saída bastante pequena. O limite da saída fica
geralmente entre 50 e 200 miliamperes. É crucial que a corrente esteja limitada a
um nível que o sensor possa suportar. Os módulos de entrada do PLC
(Controlador Lógico Programável) limitam a corrente a níveis aceitáveis. Por sua
vez, sensores com saídas de relé podem suportar correntes mais elevadas
(tipicamente 3 amperes).

Alimentação dos sensores

Um sensor, como qualquer outro dispositivo electrónico, requer cuidado com a


alimentação, pois se for feita de forma inadequada, poderá causar danos
irreparáveis ao sensor.
Os fabricantes disponibilizam sensores capazes de trabalhar com tensões de 12 a
250 V alternada ou contínua.

Saídas dos sensores

Os sensores com saídas discretas possuem saídas com transístores, e estes


podem ser NPN ou PNP.

Nos sensores com saída a relé as saídas não são electrónicas mas sim
mecânicas. O relê possui contratos, normalmente abertos (NA) e normalmente
fechados (NF), o que nos disponibiliza uma independência quanto à tensão da
carga. A principal vantagem sobre os electrónicos está em poder trabalhar com
correntes mais altas.

Ligação eléctrica dos sensores

Observar os esquemas de ligação eléctrica, identificando as cores dos fios antes


de instalar o sensor, evitando principalmente que a saída do sensor seja ligada à
rede eléctrica, o que causaria a destruição do sensor.

Não se devem utilizar lâmpadas de incandescência com os sensores pois a


resistência do filamento frio provoca uma corrente de pico que pode danificar o
sensor.

As cargas indutivas, tais como contactores,


relés devem ser bem especificadas porque a
corrente de ligação ou de corte podem
danificar o sensor.

Conforme as recomendações das normas


técnicas, deve-se evitar que os cabos dos
sensores utilizem os mesmos tubos dos
circuitos de potência. As tensões induzidas
podem possuir energia suficiente para danificar
os sensores.
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