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PROJUDI - Processo: 0003504-54.2003.8.16.0174 - Ref. mov. 360.

9 - Assinado digitalmente por Cesar Augusto Strapassola:73789402915


30/05/2016: JUNTADA DE PETIÇÃO DE LAUDO PERICIAL. Arq: Laudo

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006, resolução do Projudi, do TJPR/OE
CÉSAR AUGUSTO STRAPASSOLA
ENGENHEIRO AGRÔNOMO
CREA / PR 26029-D

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Ref. Autos nº: 03405-54.2003.8.16.0174
Autor: BANCO ITAÚ S/A
Ré: IND. JOÃO JOSÉ ZATTAR S/A e outros

LAUDO PERICIAL – RESPOSTA AOS QUESITOS

Rua Barão do Rio Branco, 145, conjunto 205, União da Vitória – PR


Telefone: (42) 9917-3093 (42) 3523-8861 – CEP 84600-000
PROJUDI - Processo: 0003504-54.2003.8.16.0174 - Ref. mov. 360.9 - Assinado digitalmente por Cesar Augusto Strapassola:73789402915
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS

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O trabalho teve início com o levantamento das informações pertinentes aos imóveis objetos da
perícia, quais sejam, matrículas n.º 669 – item B, 1.565, 2.759, 2.760, 4.206, 4.207, 13.968 e 8.818, todas do
CRI da Comarca de União da Vitória – Pr, 1ª circunscrição (cópias atualizadas em anexo).
Os trabalhos de campo tiveram início na data de 11/03/2016 e foram concluídos em meados do
mês de maio, período em que vistoriamos as áreas e realizamos amostragens para fins de quantificação e
valoração do material lenhoso existente sobre os imóveis avaliados e nas tipologias florestais passíveis de
aproveitamento e de licenciamento pelo órgão ambiental competente, levando-se em consideração a
legislação vigente.
Paralelamente, avaliamos o potencial de uso de cada imóvel, considerando a legislação vigente e
sua localização. Elaboramos mapas de uso atual do solo, identificando as tipologias florestais existentes e
mapas de enquadramento em classes de uso (Classificação de Norton) para fins de avaliação do valor da
terra nua. Realizamos pesquisas de preços junto a empresas de comércio de produtos madeiráveis para fins
de valoração dos produtos avaliados e pesquisa junto a proprietários e empresas do setor imobiliário para
avaliação da terra nua.
Algumas etapas de campo foram acompanhadas por representantes da parte requerida, o
Engenheiro Florestal Igor Mauricio M. Chandia, o Sr. Wilson Parabocz e o Sr. João Batista Ramos, os quais
foram responsáveis pela indicação da localização dos imóveis, bem como seus limites perimetrais.
Os imóveis matriculados sob n.º 4.206 e 4.207, situados na localidade Campo do Meio, em General
Carneiro – Pr, foram avaliados, porém no decorrer da avaliação, fomos informados pelo co-proprietário Sr.
João Carlos Conte Junior, de que os referidos imóveis foram adquiridos em sua integralidade, mas que por
motivos fortuitos não houve a transferência da parte (1/3) pertencente à Miguel Zattar para os demais
condôminos e que todos os reflorestamentos existentes sobre os imóveis foram realizados com recursos
próprios, sem a participação do requerido e na área referente aos 2/3 remanescentes, portanto deixamos
de avaliá-los, restando somente a avaliação referente a terra nua.
O imóvel matriculado sob n.º 2.759, apesar de sua descrição indicar que se trata de imóvel urbano,
com a nova delimitação pelo plano diretor municipal, o mesmo saiu da área abrangida pelo perímetro
urbano. Já a matrícula n.º 2.760, com a descrição de imóvel rural, apresenta uma parte inserida no
perímetro urbano do município e com possibilidade de urbanização.

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Foto 1 – Matrícula 2.760 – área urbana (ao fundo)

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Com relação aos imóveis matriculados sob n.º 669 – item B e 1.565, os mesmos tiveram seus limites
indicados pelos representantes da parte requerida, visto que são contíguos a outros imóveis dos
requeridos. Em consulta ao cartório de registro de imóveis, o mesmo nos informou que não possui mapas
arquivados das referidas áreas. A partir destas informações, procuramos identificar as confrontações e
limites constantes da descrição da matrícula. Para o imóvel matricula n.º 669 – item B, delimitamos a área
constante da matrícula, porém o memorial descritivo da matrícula não coincide com a realidade a campo.
A área foi identificada pelo fato de que na descrição da matrícula consta que: “...Nesta área estão
localizadas as serrarias da proprietária;.”, local este facilmente identificável in loco.

Foto 2 – Casa de força da antiga serraria (Mat 669-b)

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Foto 3 – Local da antiga serraria

Foto 4 – Resíduos florestais da antiga serraria

Para o imóvel matriculado sob n.º 1.565, a localidade constante na matrícula coincide com a
localidade onde está situado o imóvel indicado (localidade rio das antas), assim locamos o imóvel partindo
das medidas e área constantes da matrícula e de acordo com a indicação dos limites pela parte requerida.

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Foto 5 – Vegetação nativa predominante (Mat 1.565)

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As áreas matriculadas sob n.º 8.818, 1.565 e 13.968, apresentam em sua maior parte, uma
vegetação nativa em estágio inicial ou médio de regeneração, haja vista a grande exploração ocorrida
quando da invasão das áreas pelos integrantes do MST. Estas tipologias florestais, pela legislação vigente,
não são passíveis de supressão, sendo que é permitido somente o aproveitamento de material lenhoso
seco e caído ou manejo de bracatinga, onde a espécie represente no mínimo 80% da população. Desta
forma, a avaliação da cobertura florestal se ateve na identificação das áreas cobertas com bracatingal
homogêneo, amostragem e quantificação do material lenhoso existente nestes maciços.
Portanto, para as áreas com vegetação nativa, exceto bracatingais, não se fez necessário o
levantamento florístico e a quantificação volumétrica, visto que, a vegetação sendo imune ao corte, não
apresenta valor comercial.
Foto 6 – Vegetação nativa (Mat 13.968)

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Foto 7 – Vegetação nativa (Mat 13.968)

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Para a determinação das tipologias florestais, utilizamos além das informações observadas a
campo, imagens de satélite fornecidas pelo programa Google Earth, que para a região estão bastante
atualizadas e com boa resolução, sendo possível a identificação e delimitação das diferentes coberturas
florestais.
Observamos que em algumas áreas da matrícula n.º 8.818 existem árvores esparsas de pinus sp., os
quais nasceram aleatoriamente proveniente da dispersão de sementes de reflorestamentos vizinhos. As
árvores apresentam idades entre 5 a 8 anos. Devido a pouca expressividade em termos financeiros, visto
que os custos para a extração superam o rendimento à ser obtido, devido aos volumes atuais, árvores sem
manejo adequado e necessidade de abertura de acessos, os mesmos foram desconsiderados para fins de
inventário.
Foto 8 – Pinus esparsos em áreas de capoeira (Mat 8.818)

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Para as áreas consideradas como bracatingal, obtivemos um total de 88,58 ha inseridos dentro dos

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imóveis descritos pelas matrículas n.º 8.818, 1.565 e 13.968. A delimitação das áreas foi realizada pela
interpretação das imagens de satélite, enquanto que a determinação do volume foi por meio de
implantação de 14 unidades amostrais, distribuídas aleatoriamente nos locais identificados no mapa em
anexo.
Fotos 9, 10 e 11 - Bracatingais

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Constatamos também áreas cobertas com uma vegetação pouco expressiva (capoeira), onde o

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corte ainda não gera material lenhoso com rendimento comercial, na qual se pode proceder a uma roçada
manual e implantar novas alternativas de uso como reflorestamentos, pastagens, ...
Foto 12 – Áreas de capoeiras (Mat 8.818)

Com relação ao quesito n.º 07, apresentado pela requerida Ind. João José Zattar S/A e outros,
apresentamos, em anexo, uma matéria esclarecedora sobre o assunto, publicada pela Revista da Madeira,
edição n.º 119 do ano de 2009.
Assim, de posse das informações, elaboramos as devidas planilhas e mapas para ilustração do
Laudo Pericial, bem como atendimento aos quesitos formulados.

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QUESITOS REFEENTES AOS MOV 191.1 e 315.1

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A - Os imóveis a serem avaliados são contíguos? Em sendo negativa as respostas queiram fazer a
identificação de cada um deles, descrevendo as suas principais características?
R: Os imóveis não são contíguos. Podemos caracterizá-los da seguinte forma:
Imóvel 01: Imóvel constituído pela área de terras rurais medindo 7.077.204,33 m2 - parte da
Fazenda Rondon III, situada nos Municípios de General Carneiro e Bituruna - objeto da Matrícula
n.º 8.818, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição. Apresenta, em grande parte
da área, relevo ondulado a forte ondulado e áeras com solo hidromórfico (banhados). Não existe
qualquer forma de aproveitamento intensivo das áreas com reflorestamentos, culturas anuais,
adensamentos de erva mate, etc. Existe uma boa regeneração natural da vegetação nativa, com a
presença de maciços compostos predominantemente pela espécie Mimosa scabrella (bracatinga).
A área confronta, ao leste e ao sul, com outras de propriedade da requerida.

Imóvel 02: Um terreno rural, com 141.500m2 (cento e quarenta e um mil e quinhentos metros
quadrados), ou 14,15 ha, situado no Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 669 –
item B, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com as demais medidas e
confrontações constantes da Matrícula. Imóvel onde existia a infra estrutura da empresa Zattar
(serraria). Observamos um grande depósito de rejeitos de serraria espalhados sobre o imóvel.
Existe um grande açude na porção sul do imóvel. Excetuando-se as áreas de presevação
permanente, não há vegetação expressiva sobre o imóvel.

Imóvel 03: Um terreno rural com a área de 290.400,00 m2 (duzentos e noventa mil e quatrocentos
metros quadrados), ou sejam 29,04 ha, situado no lugar denominado “Rio das Antas”, quinhão Nº
32, da Fazenda São Lourenço, no Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 1.565,
CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com as demais medidas e
confrontações constantes da Matrícula. Apresenta relevo ondulado a forte ondulado, coberto por
vegetação nativa e áreas de bracatingal. Confronta ao sul e oeste com imóveis da requerida.

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Imóvel 04: Um terreno situado no perímetro peri-urbano da cidade de General Carneiro, objeto da

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Matrícula n.º 2.759, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com a área de
24.200,00 m2 (vinte e quatro mil e duzentos metros quadrados), dentro das divisas e
confrontações constantes da Matrícula. Toda a área é margeada pelo rio Jangada, contendo vários
córregos e uma linha de transmissão cortando o imóvel.

Imóvel 05: Uma área de terras rurais com 242.000 m2 (duzentos e quarenta e dois mil metros
quadrados), ou sejam dez (10) alqueires, situado à margem esquerda do Rio Jangada, frente para a
BR – 153, Fazenda São Zacarias, no Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 2.760,
CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com as demais medidas e
confrontações constantes da respectiva Matrícula. Parte da área do imóvel está inserido no
perímetro urbano do município de General Carneiro. Apresenta áreas de pastagens com
araucárias esparsas e áreas com vegetação nativa em estágio médio de regeneração, com grandes
áreas de preservação permanente.

Imóvel 06: Uma parte correspondente a 82.200,00 m2, dentro de uma área de terras rurais,
medindo 246.600 m2 (duzentos e quarenta e seis mil e seiscentos metros quadrados), situada
junto a Igreja do Bairro, no lugar denominado Campo do Meio, parte da Fazenda São Manoel, no
Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 4.206, CRI da Comarca de União da Vitória
– PR, 1ª circunscrição, com as demais medidas e confrontações constantes da respectiva
Matrícula.

Imóvel 07: Uma parte correspondente a 87.200,00 m2, dentro de uma área de terras rurais
medindo 261.600 m2 (duzentos e sessenta e um mil e seiscentos metros quadrados), situado á
1.350,00 metros, da Igreja do Bairro, no lugar denominado Campo do Meio, parte da Fazenda São
Manoel, no Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 4.207, CRI da Comarca de
União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com as demais medidas e confrontações constantes da
respectiva Matrícula.

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Imóvel 08: Uma área de terras rurais, com 3.048.535,20 m2 (três milhões, quarenta e oito mil,

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quinhentos e trinta e cinco metros e vinte decímetros quadrados), situado na localidade de
FAZENDA RONDON III, nos Municípios de General Carneiro e Bituruna, objeto da Matrícula n.º
13.968, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com as demais medidas e
confrontações constantes da respectiva Matrícula.

B - Os imóveis a serem avaliados estão situados na zona rural do município de General Carneiro ou
algum se situa no quadro urbano?
R: Dentre os imóveis descritos no quesito A, parte do imóvel matriculado sob n.º 2.760 situa-se no
perímetro urbano do município de General Carneiro, conforme limite estabelecido pelo plano
diretor municipal e identificado no mapa do Anexo III.

C - Quais as benfeitorias que existem edificadas sobre cada um dos imóveis? Em havendo
benfeitorias, é possível identificar quem as construiu e quem as ocupa?
R: Dentre os imóveis avaliados, contatamos a existência de benfeitorias em apenas dois, sendo
estes uma pequena construção antiga de madeira que era utilizada como igreja, existente na
matrícula n.º 669-b e uma pequena casa de madeira existente na matrícula n.º 2.760, construída
pela Sra. Débora Aparecida da Silva, a qual é preposta dos requeridos para cuidar das áreas
referentes as matrículas n.º 2.759 e 2.760.
Foto 131 – Antiga Igreja

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Foto 14: Casa de madeira – Matrícula n.º 2.760

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D - As áreas a serem avaliadas estão perfeitamente identificadas e estão na posse direta ou
indireta dos executados (devedores)?
R: Todos os limites dos imóveis foram indicados pelos assistentes da requerida, os quais foram
analisados com as descrições das matrículas e delimitados.
Fomos informados pelos assistentes da requerida de que algumas das matrículas possuem
contratos de arrendamento com o Sr. Ivan Dachery, para criação extensiva de gado. Em contato
com o Sr. Ivan Dachery, via telefone na data de 25/05/2016, o mesmo informou que possui
contrato de arrendamento sobre os imóveis matriculadso sob n.º 8.678 e 8.818.
Foi solicitado junto aos requeridos, cópia dos referidos contratos para instruir o LAUDO,
porém, até a presente data, os mesmos não foram apresentados.
As áreas das matrículas n.º 2.759 e 2.760 são atendidos pela Sra. Débora Aparecida da
Silva, a qual informou ser preposta dos requeridos para cuidar das áreas.
As matrículas n.º 4.206 e 4.207 são inteiramente administradas pelos condôminos João
Carlos Conte Junior, César Giovani Conte e Paulo Fernendo Conte, os quais afirmam que são os
legítimos proprietários de todo o imóvel e que os requeridos nunca estiveram nos imóveis a partir
da aquisição pelos condôminos.
Com relação aos demais imóveis, após a desocupação pelo MST, os requeridos exercem a
posse somente realizando a retirada de erva mate, sem maiores investimentos.

E - Qual o valor de mercado para cada uma das áreas a serem avaliadas? Queiram demonstrar os

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critérios utilizados para se obter o valor.

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R: Os critérios utilizados podem ser verificados no Laudo de Avaliação em anexo.
Os valores obtidos para cada imóvel foram:
Quadro 1: Valor da terra nua e da floresta

Imóvel Valor da terra nua em R$ Valor da cobertura


Área (ha) Valor total em R$
(matrículas) Urbano Rural florestal em R$

669-b 14,15 - 73.773,86 0,00 73.773,86


1.565 29,04 - 135.065,98 6.850,20 141.916,18
2.759 2,42 - 6.722,49 0,00 6.722,49
2.760 24,20 1.284.477,00 38.718,46 54.200,00 1.377.395,46
4.206 (1/3) 24,66 - 41.932,95 0,00 41.932,95
4.207 (1/3) 26,16 - 40.269,57 0,00 40.269,57
8.818 707,72 - 3.240.995,25 66.766,20 3.307.761,45
13.968 304,85 - 1.480.464,56 32.395,00 1.512.859,56
Valor final 6.502.631,52

F - As características topográficas dos imóveis a serem avaliados e a proximidades com rios e


córregos, segundo a legislação florestal e ambiental, permitem a exploração comercial de reserva
florestal?
R: As áreas de preservação permanente (margens de rios e córregos, entorno de nascentes,
escostas de morros com inclinação de 45º, topos de morro) não são passíveis de qualquer tipo de
exploração florestal, segundo legislação vigente, exceto em casos de utilidade pública, interesse
social ou de baixo impacto ambiental, previstos em lei.
Em áreas de inclinação entre 25° e 45°, serão permitidos o manejo florestal sustentável e o
exercício de atividades agrossilvipastoris, bem como a manutenção da infraestrutura física
associada ao desenvolvimento das atividades, observadas boas práticas agronômicas, sendo
vedada a conversão de novas áreas, excetuadas as hipóteses de utilidade pública e interesse
social. (Art 11 da Lei Federal n.º 12.651)
Neste sentido, grande parte da área dos imóveis avaliados não é passível de qualquer
forma de explroração florestal. Para as áreas cobertas com vegetação nativa em estágio inicial ou
médio de regeneração não é permitida, segundo a legislação vigente, a exploração comercial da
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floresta, somente alguns aproveitamentos de material lenhoso seco e extração de erva mate.

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G - Os imóveis a serem avaliados, individualizando cada um deles, possuem árvores de Araucária e
Imbuia que possam ser exploradas comercialmente?
R: As espécies Araucaria angustifolia (araucária) e Ocotea porosa (imbuia) estão listadas como
ameaçadas de extinção pela Portaria n.º 433, de 17/12/2014 do Ministério do Meio Ambiente,
portanto não são passíveis de exploração florestal, salvo nas seguintes situações:
1 – quando comprovadamente plantadas (dispostas em linha, cadastro no DEFAP, e/ou outra
forma que comprove que os exemplares foram plantados);
2 – quando estão causando risco de dano eminente às pessoas e residências;
3 - em caso de supressão para obra de utilidade pública ou interesse social.
A Lei 11.428 de 2006, Lei da Mata Atlântica e seu regulamento, o Decreto 6.660 de 2008,
disciplinou o corte da vegetação nativa. O artigo 2o § 2º do Decreto citado acima, preconiza que
“para os fins do disposto neste artigo, é vedada a exploração de espécies incluídas na Lista Oficial
de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção ou constantes de listas dos Estados, bem
como aquelas constantes de listas de proibição de corte objeto de proteção por atos normativos
dos entes federativos”.
No Paraná, é permitido o corte de exemplares em ambiente agropastoril, para
aproveitamento na propriedade, num volume de até 15 m3, a cada cinco anos.
Dentre os imóveis avaliados, apenas parte da área da matrícula n.º 2.760, inserida no
perímetro urbano de General Carneiro, poderá vir a sofrer intervenção de corte da vegetação,
mediante licenciamento junto ao IAP, caso venha a ser objeto de projeto para urbanização. As
demais áreas, apesar de apresentar um remanescente muito pequeno destas espécies, muitas
ainda jovens, as mesmas não são passíveis de corte.

H - As áreas a serem avaliadas, também com a individualização de cada uma delas, devem manter
que percentual da área a título de reserva legal?
R: Segundo a Lei Federal 12.651 de 25/05/2012 (Novo código florestal brasileiro), em seu artigo 12
, abaixo descrito, prevê a manutenção de 20% da vegetação nativa a título de reserva legal para os

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imóveis em questão.

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“Art. 12. Todo imóvel rural deve manter área com cobertura de vegetação nativa, a título de
Reserva Legal, sem prejuízo da aplicação das normas sobre as Áreas de Preservação Permanente,
observados os seguintes percentuais mínimos em relação à área do imóvel:
I - localizado na Amazônia Legal:
a) 80% (oitenta por cento), no imóvel situado em área de florestas;
b) 35% (trinta e cinco por cento), no imóvel situado em área de cerrado;
c) 20% (vinte por cento), no imóvel situado em área de campos gerais;
II - localizado nas demais regiões do País: 20% (vinte por cento).”

I - Nas áreas a serem avaliadas, com a individualização de cada uma delas, existe cobertura
florestal em área superior àquela que deve ser mantida como reserva legal?
R: Considerando que o novo código florestal permite averbação de áreas de preservação
permanente para compor a reserva legal, podemos afirmar que sim, todos os imóveis apresentam
excedente florestal além do exigido para fins de reserva legal.

J - É fato notório que os imóveis em questão foram explorados pelas Indústrias João José Zattar
S/A. para extração de madeiras e, ainda, é fato notório que parte das áreas foram invadidas pelo
Movimento Sem Terra que ali permaneceu por longos anos e, inclusive, era acusado de ter feito a
exploração da reserva florestal remanescente, razão pela qual se requer que o Sr. Perito informe:
J.1 - A reserva florestal existente nos imóveis é nativa ou trata-se de reserva em fase de
recuperação ou regeneração?
R: Trata-se de floresta nativa em estágio inicial ou médio de regeneração.

J.2 - Para fins de avaliação qual o diâmetro das árvores que podem ser indicadas como passíveis de
avaliação para fins comerciais?
R: Tratando-se de material lenhoso para fins de energia, todo material com diâmetro acima de 8
cm pode ser comercializado, desde que proveniente de áreas autorizadas pelo órgão ambiental
competente.

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Levando-se em conta a legislação vigente, só é passível de corte raso para fins de manejo,

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áreas onde no mínimo 80% da espécie predominante seja a bracatinga (Mimosa scabrella),
devendo o proprietário manter mais um ciclo da espécie por no mínimo sete anos. As áreas com
outra forma de vegetação nativa em fase de regeneração ou não, segundo a legislação vigente,
não são passíveis de corte raso para fins de conversão.

J.3 - Em cada uma das áreas a serem avaliadas, qual o tipo de exploração existente? Quais as
áreas com cobertura florestal? Quais as áreas com pastagem? Quais as áreas com lavouras?
R: Para os imóveis matriculados sob n.º 1.565, 2.759, 2.760, 13.968 constatamos somente a
retirada extrativa da erva mate. No imóvel matriculado sob n.º 669-B e 8.818, além da retirada de
erva mate, observamos indícios da presença de bovinos, indicando a atividade pecuária.
Os imóveis matriculados sob n.º 4.206 e 4.207 apresentam áreas com reflorestamentos de
pinus implantados e mantidos pelos co-proprietários do imóvel.
Quadro 2: Distribuição das tipologias
QUADRO DE ÁREAS
Matrícula Floresta Bracatingal Pastagem Lavoura Reflorestamento Banhados e APP (ha) Capoeiras
n.º nativa (ha) (ha) (ha) (ha) (ha) açudes (ha) (ha)
669-B 2,2080 0,00 6,0720 0,00 0,00 2,3600 3,5100 0,00
1.565 15,4800 5,7229 0,00 0,00 0,00 0,00 7,8375 0,00
2.759 0,0840 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 2,3360 0,00
2.760 5,8574 0,00 8,2106 0,00 0,00 0,00 10,1320 0,00
4.206 9,1600 0,00 0,00 0,3268 9,5558 0,00 5,6174 0,00
4.207 18,5573 0,00 0,00 0,00 1,8544 0,00 5,7483 0,00
8.818 291,5520 55,7500 20,2800 0,00 0,00 124,7236 119,1334 96,2814
13.968 217,4967 39,8228 0,00 0,00 0,00 6,8406 40,6899 0,00

J.4 - Em cada uma das áreas a serem avaliadas – Matrículas nº 8.818, nº 669, nº 1.565, nº 2.759,
nº 2.760, nº 4.206, nº 4.207 e 13.968, do Registro de Imóveis de União da Vitória - qual o valor que
se pode atribuir para a cobertura florestal?
R: Para esta avaliação, consideramos somente as florestas passíveis de aprovitamento comercial.

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Quadro 3: Valor comercial da floresta

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Imóvel
Área (ha) Valor da cobertura florestal em R$
(matrículas)

669-b 14,15 0,00


1.565 29,04 6.850,20
2.759 2,42 0,00
2.760 24,20 54.200,00
4.206 (1/3) 24,66 0,00
4.207 (1/3) 26,16 0,00
8.818 707,72 66.766,20
13.968 304,85 32.395,00
Valor final 160.211,40

QUESITOS REFEENTES AO MOV 193.1

1. Qualifique o Sr. Perito a área total de cada um dos imóveis a ser avaliado.
R: Imóvel 01: Imóvel constituído pela área de terras rurais medindo 7.077.204,33 m2 (sete milhões e setenta e sete
mil, duzentos e quatro metros quadrados), parte da Fazenda Rondon III, situada nos Municípios de General Carneiro e
Bituruna - objeto da Matrícula n.º 8.818, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição.

Imóvel 02: Um terreno rural, com 141.500m2 (cento e quarenta e um mil e quinhentos metros quadrados), ou 14,15
ha, situado no Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 669 – item B, CRI da Comarca de União da
Vitória – PR, 1ª circunscrição.

Imóvel 03: Um terreno rural com a área de 290.400,00 m2 (duzentos e noventa mil e quatrocentos metros
quadrados), ou sejam 29,04 ha, situado no lugar denominado “Rio das Antas”, quinhão Nº 32, da Fazenda São
Lourenço, no Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 1.565, CRI da Comarca de União da Vitória – PR,
1ª circunscrição.

Imóvel 04: Um terreno situado no perímetro urbano da cidade de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 2.759,
2
CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição, com a área de 24.200,00 m (vinte e quatro mil e duzentos
metros quadrados).

Imóvel 05: Uma área de terras rurais com 242.000 m2 (duzentos e quarenta e dois mil metros quadrados), ou sejam
dez (10) alqueires , situado à margem esquerda do Rio Jangada, frente para a BR – 153, Fazenda São Zacarias, no

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Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 2.760, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª

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circunscrição.

Imóvel 06: Uma parte correspondente a 82.200,00 m2 (oitenta e dois mil metros quadrados), dentro de uma área de
2
terras rurais, medindo 246.600,00 m (duzentos e quarenta e seis mil e seiscentos metros quadrados), situada junto a
Igreja do Bairro, no lugar denominado Campo do Meio, parte da Fazenda São Manoel, no Município de General
Carneiro, objeto da Matrícula n.º 4.206, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª circunscrição.

Imóvel 07: Uma parte correspondente a 87.200,00 m2 (oitenta e sete mil e duzentos metrosquadrados), dentro de
2
uma área de terras rurais medindo 261.600 m (duzentos e sessenta e um mil e seiscentos metros quadrados), situado
á 1.350,00 metros, da Igreja do Bairro, no lugar denominado Campo do Meio, parte da Fazenda São Manoel, no
Município de General Carneiro, objeto da Matrícula n.º 4.207, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª
circunscrição.

Imóvel 08: Uma área de terras rurais, com 3.048.535,20 m2 (três milhões, quarenta e oito mil, quinhentos e trinta e
cinco metros e vinte decímetros quadrados), situado na localidade de FAZENDA RONDON III, nos Municípios de
General Carneiro e Bituruna, objeto da Matrícula n.º 13.968, CRI da Comarca de União da Vitória – PR, 1ª
circunscrição.

2. Esclareça o Sr. Perito qual a quantidade e quais espécies de madeiras que compõem a cobertura
florestal das áreas matriculadas sob nº 8818, 2759, 2760, 4206, 4207 e 13.968 do Registro de
Imóveis da 1ª Circunscrição de União da Vitória-Pr.
R: As espécies nativas que compõem a cobertura florestal dos imóveis em questão são as da
Floresta Ombrófila Mista, onde as espécies mais comumente encontradas são as descritas no
quadro abaixo.
Quadro 4: Espécies comumente encontradas na Floresta Ombrófila Mista
Nome Popular Nome Científico Nome Popular Nome Científico
Açoita Cavalo Luehea divaricata Fumo Bravo Solanum erianthum
Alecrin Holocalix balansae Guabiroba Campomanesia xanthocarpa
Aperta Goéla Myrcia hebepetala Guaçatunga Amarela Casearia decandra
Araça Myrcia grabra Guaçatunga Preta Banara tomentosa
Araucária Araucaria angustifolia Guamirim Branco Gomidesia palustris
Ariticum Preto Annona rugulosa Guamirim Vermelho Myrcia rostrata
Aroeira Schinus terebinthifolius Guaraperê Lamanonia ternata
Bracatinga Mimosa scabrella Imbuia Ocotea porosa
Branquilho Sebastiana commersoniana Ingá Inga lentiscifolia
Bugreiro Lithraea brasiliensis Leiteiro Sapium glandulatum
Cajuja Styrax leprosus Mamica de Cadela Zanthoxylum rhoifolium

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Canela Amarela Nectandra lanceolata Maria Mole Symplocos tenuifolia

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Canela Guaicá Ocotea puberula Miguel Pintado Matayba elaeagnoides
Canela Lageana Ocotea pulchella Orelha de Mico Ilex brevicuspis
Canela Preta Nectandra megapotamica Pau de Andrade Persea venosa
Capororoca Miúda Myrsine ferruginea Pessegueiro Bravo Prunus sellowii
Capororoca Vermelha Myrsine umbellata Pinho Bravo Podocarpus lambertii
Capororocão Myrsine guianensis Quina Strychnos sp.
Carne de Vaca Clethra scabra Sabugueiro Sambucus australis
Caroba Jacaranda puberula Santa Rita Gordonia fruticosa
Carvalho Brasileiro Roupala brasiliensis Sapopema Sloanea monosperma
Cataia Drimys brasiliensis Sete Sangrias Guapira opposita
Caúna Ilex theezans Sucará Dasyphyllum tomentosum
Cedro Cedrela fissilis Uvaia Eugenia pyriformis
Congonha Ilex microdonta Vacum Allophyllus edulis
Cuvatam Cupania vernalis Vassourão Branco Piptocarca angustifolia
Erva Mate Ilex paraguariensis Vassourão Preto Vernonia discolor
Espinheira Santa Maytenus ilicifolia

Conforme já comentado, foram quantificadas e avaliadas somente as coberturas florestais


com espécies passíveis de aproveitamento pela atual legislação, visto que, o trabalho de
levantamento para toda a área, além de onerar a perícia, não teria nada a acrescentar em termos
financeiros ao valor final dos imóveis, visto que o único objetivo desta quantificação é a avaliação
comercial desta tipologia florestal. Assim, não sendo passível de aproveitamento pela restrição ao
corte, não apresentam valor comercial.
Desta forma, concentramos os trabalhos na identificação de áreas de bracatingais, os quais
são passíveis de exploração comercial nas áreas das matrículas n.º 1.565, 8.818 e 13.968, e
araucárias e imbuias na área urbana da matrícula n.º 2.760, com os seguintes volumes e valores:
Quadro 5: Volumes de bracatinga encontrados pelo levantamento e seu valor final.
3 3
EXTRATIFICAÇÃO POR MATRÍCULA Área (ha) Volume (m ) Valor (R$/m ) Valor Final (R$)

8.818 55,75 3.338,31 20,00 66.766,20

13.968 27,05 1.619,75 20,00 32.395,00

1.565 5,72 342,51 20,00 6.850,20

Valor final 106.011,40

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Quadro 6: Volumes de araucária e imbuia encontrados pelo levantamento e seu valor final.

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3 3
EXTRATIFICAÇÃO POR Volume (m ) Valor (R$/m )
Matrícula Valor Final (R$)
ESPÉCIE Madeira Lenha Madeira Lenha

Araucaria angustifolia 2.760 163,50 27,10 256,00 20,00 42.398,00

Ocotea porosa 2.760 29,14 7,30 400,00 20,00 11.802,00

Valor final 54.200,00

3. Informe Sr. Perito qual o valor das madeiras existentes nas florestas em cada imóvel avaliando.
R: Ver quadro 5 e 6 do quesito anterior.

4. Em se tratando de área florestal pertencente ao bioma da floresta ombrófila mista com


presença de espécies como a Erva Mate, qual o potencial de exploração da espécie de cada um dos
imóveis e qual o seu valor atual?
R: Pelos trabalhos periciais, observamos a existência de árvores de erva mate distribuídas por toda
a área, porém de forma muito heterogênea e em quantidades muito pequenas quando
relacionamos as dimensões das áreas dos imóveis. Como já comentado, as áreas sofreram uma
pressão muito intensa de exploração quando da invasão pelo MST, o que favoreceu o
desaparecimento de grande quantidade de árvores da espécie.
A erva mate quando tratada como cultura, apresenta rendimentos muito atrativos
atualmente (R$ 0,70 / kg), porém exige tratos culturais permanentes e um sistema de podas
adequado, o que não observamos nas áreas avaliadas, sendo o sistema encontrado estritamente
extrativista. Mesmo neste sistema, alguns tratos culturais são obrigatórios para a manutenção de
um erval produtivo, como por exemplo, roçadas, podas em épocas e tempo adequados,
adensamentos, entre outros.
A erva mate é uma espécie nativa existente no sub-bosque da floresta de araucária,
suportando um certo grau de sombreamento. Porém, quando há uma exploração para retirada da
madeira, como ocorreu com a invasão das áreas pelo MST, abre-se a floresta e espécies pioneiras
surgem abundantemente, gerando competição com a erva mate, ocasionando um definhamento
das plantas, refletindo diretamente na produção de folhas, podendo em alguns casos levar a

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morte da planta.

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Quanto ao potencial, podemos afirmar que as áreas das matrículas n.º 8.818, 13.968 e
1.565 são propícias ao cultivo, desde que haja um investimento intenso em roçadas, plantios para
adensamento, adubação e manutenção.
Atualmente, considerando a situação atual dos imóveis, podemos apenas estimar que do
imóvel matrícula n.º 8.818, onde a área de ocorrência representa cerca de 360 ha, o rendimento
está em torno de 20.000 kg, para a matrícula n.º 13.968, o rendimento está em torno de 15.000 kg
e o imóvel matrícula n.º 1.565, o rendimento está em torno de 3.000 kg. Em todos os imóveis,
consideramos uma retirada a cada 3 anos. Em termos monetários, representa um rendimento
anual em torno de R$ 9.000,00.
Cabe ressaltar que, a informação obtida com o Sr. Wilson Parabocz, funcionário da parte
requerida e responsável pela retirada de erva, foi que a quantidade de erva mate retirada dos
imóveis avaliados está em torno de 15.000 kg.

5. Qual o valor total da cobertura florestal considerando a venda da madeira em pé, Erva Mate e
lenha de cada um dos imóveis avaliando?
R: Considerando a cobertura florestal passível de comercialização, temos:
Bracatinga Erva mate
EXTRATIFICAÇÃO
3 3
Valor Final (R$)
POR MATRÍCULA Área (ha) Volume (m ) Valor (R$/m ) Peso (kg) Valor (R$/kg)

55,75 3.338,31 20,00 20.000 0,70 80.766,20


8.818

13.968 27,05 1.619,75 20,00 15.000 0,70 42.895,00

342,51 20,00 3.000 0,70 8.950,20


1.565 5,72

Valor final 132.611,40

3 3
EXTRATIFICAÇÃO POR Volume (m ) Valor (R$/m )
Matrícula Valor Final (R$)
ESPÉCIE Madeira Lenha Madeira Lenha

Araucaria angustifolia 2.760 163,50 27,10 256,00 20,00 42.398,00

Ocotea porosa 2.760 29,14 7,30 400,00 20,00 11.802,00

Valor final 54.200,00

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Assim, teremos um montante de R$ 186.811,40.

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6. Esclareça o Sr. Perito o valor de mercado atual da terra nua por hectare e por alqueire de cada
um dos imóveis avaliando.
R: Considerando que os imóveis apresentam características semelhantes, situados no mesmo
município e estão localizados na mesma região, os valores encontrados para os imóveis localizados
na área rural por hectare estão muito próximos. (Ver Laudo de Avaliação em anexo)

Valor individual
Imóvel (matrículas)
R$ / ha R$ / alq
669-b 5.213,70 12.617,15
1.565 4.651,03 11.255,50
2.759 2.777,89 6.722,49
2.760 (rural) 3.365,74 8.145,09
4.206 (1/3) 5.101,33 12.345,22
4.207 (1/3) 4.618,07 11.175,73
8.818 4.579,49 11.082,36
13.968 4.856,37 11.752,42

Para a área da matrícula n.º 2.760, localizada dentro do perímetro urbano, avaliamos a
mesma com relação ao seu potencial de urbanização, sendo o valor encontrado, em reais por
metro quadrado, de R$ 70,19 (setenta reais e dezenove centavos).

7. Qual o valor de mercado atual total da terra nua de cada um dos imóveis avaliando?
R: De acordo com o Laudo de Avaliação, em anexo, temos:
Imóvel Valor da terra nua em R$
Área (ha) Valor total em R$
(matrículas) Urbano Rural
669-b 14,15 - 73.773,86 73.773,86
1.565 29,04 - 135.065,98 135.065,98
2.759 2,42 - 6.722,49 6.722,49
2.760 24,20 1.284.477,00 38.718,46 1.323.195,46

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4.206 (1/3) 24,66 - 41.932,95 41.932,95

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4.207 (1/3) 26,16 - 40.269,57 40.269,57
8.818 707,72 - 3.240.995,25 3.240.995,25
13.968 304,85 - 1.480.464,56 1.480.464,56
Valor final 6.342.420,12

8. Informe o Sr. Perito se existem construções sobre estes imóveis, descrevendo-as, e se tais
edificações aumentam o valor de mercado dos imóveis como um todo.
R: Não existem benfeitorias de valor expressivo nos imóveis avaliados.

9. Se positiva a resposta anterior, esclareça o Sr. Perito o valor da avaliação das benfeitorias
existentes em cada um dos imóveis.
R: Não há necessidade de avaliação.

10. Informe Sr. Perito segundo uma avaliação de mercado atual de cada área a ser avaliada, o
valor total de cada um dos imóveis em questão, considerando a cobertura florestal, benfeitorias e
terra nua.
R: De acordo com a avaliação temos:
Quadro 7: Valor da terra nua e da floresta

Imóvel Valor da terra nua em R$ Valor da cobertura


Área (ha) Valor total em R$
(matrículas) Urbano Rural florestal em R$

669-b 14,15 - 73.773,86 0,00 73.773,86


1.565 29,04 - 135.065,98 6.850,20 141.916,18
2.759 2,42 - 6.722,49 0,00 6.722,49
2.760 24,20 1.284.477,00 38.718,46 54.200,00 1.377.395,46
4.206 (1/3) 24,66 - 41.932,95 0,00 41.932,95
4.207 (1/3) 26,16 - 40.269,57 0,00 40.269,57
8.818 707,72 - 3.240.995,25 66.766,20 3.307.761,45
13.968 304,85 - 1.480.464,56 32.395,00 1.512.859,56
Valor final 6.502.631,52

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QUESITOS REFEENTES AO MOV 195.1

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1) Descreva o Sr. Perito qual a cobertura florestal existente sobre os imóveis, especificando-a por
natureza e espécie, quantificando as respectivas volumetrias;
R: Ver quesito 2.

2) Informe o Sr. Perito qual o valor das espécies apontadas, por metro cúbico, totalizando os
valores em moeda corrente;
R: Foram avaliadas somente as espécies que apresentam potencial para exploração comercial, viso
que, a atual legislação ambiental restringe o corte de florestas nativas em estágio inicial, médio ou
avançado de regeneração, portanto seu valor comercial é zero.

Quadro 8: Volumes de bracatinga encontrados pelo levantamento e seu valor final.


3 3
EXTRATIFICAÇÃO POR MATRÍCULA Área (ha) Volume (m ) Valor (R$/m ) Valor Final (R$)

8.818 55,75 3.338,31 20,00 66.766,20

13.968 27,05 1.619,75 20,00 32.395,00

1.565 5,72 342,51 20,00 6.850,20

Valor final 106.011,40

Quadro 9: Volumes de araucária e imbuia encontrados pelo levantamento e seu valor final.
3 3
EXTRATIFICAÇÃO POR Volume (m ) Valor (R$/m )
Matrícula Valor Final (R$)
ESPÉCIE Madeira Lenha Madeira Lenha

Araucaria angustifolia 2.760 163,50 27,10 256,00 20,00 42.398,00

Ocotea porosa 2.760 29,14 7,30 400,00 20,00 11.802,00

Valor final 54.200,00

3) Informe o Sr. Perito o valor da terra nua dos respectivos imóveis, com a descrição dos critérios
utilizados e fontes consultadas;
R: Para a metodologia de avaliação da terra nua, consultar o Laudo de Avaliação em anexo, pelo
qual obtivemos os seguintes valores para os imóveis:

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Quadro 10: Valor da terra nua

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Imóvel Valor da terra nua em R$
Área (ha) Valor total em R$
(matrículas) Urbano Rural
669-b 14,15 - 73.773,86 73.773,86
1.565 29,04 - 135.065,98 135.065,98
2.759 2,42 - 6.722,49 6.722,49
2.760 24,20 1.284.477,00 38.718,46 1.323.195,46
4.206 (1/3) 24,66 - 41.932,95 41.932,95
4.207 (1/3) 26,16 - 40.269,57 40.269,57
8.818 707,72 - 3.240.995,25 3.240.995,25
13.968 304,85 - 1.480.464,56 1.480.464,56
Valor final 6.342.420,12

4) Informe o Sr. Perito o valor das benfeitorias existentes sobre os imóveis, com a descrição dos
critérios utilizados;
R: Não existem benfeitorias de expressivo valor comercial à serem avaliadas.

5) Quantifique o Sr. Perito o valor total dos imóveis, acrescido da cobertura florestal, nos termos
dos itens 01 e 02, valor da terra nua e benfeitorias.
R:
Quadro 11: Valor da terra nua e da floresta

Imóvel Valor da terra nua em R$ Valor da cobertura


Área (ha) Valor total em R$
(matrículas) Urbano Rural florestal em R$

669-b 14,15 - 73.773,86 0,00 73.773,86


1.565 29,04 - 135.065,98 6.850,20 141.916,18
2.759 2,42 - 6.722,49 0,00 6.722,49
2.760 24,20 1.284.477,00 38.718,46 54.200,00 1.377.395,46
4.206 (1/3) 24,66 - 41.932,95 0,00 41.932,95
4.207 (1/3) 26,16 - 40.269,57 0,00 40.269,57
8.818 707,72 - 3.240.995,25 66.766,20 3.307.761,45
13.968 304,85 - 1.480.464,56 32.395,00 1.512.859,56
Valor final 6.502.631,52

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6) Informe o Sr. Perito se além dos produtos madeiráveis existe valor ambiental referente ao
sequestro de carbono; em caso positivo qual o valor;
R: A política mundial sobre o clima busca alternativas para se reduzir o aquecimento global,
visando principalmente na redução dos gases de efeito estufa (GEEs), nos quais se insere o gás
carbônico (CO2). Os projetos de remoção (ou seqüestro) de CO2 da atmosfera pelas florestas, no
contexto do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) previsto no Protocolo de Quioto, se
enquadram na categoria de “Agricultura, Floresta e Outros Usos da Terra” e são denominados
projetos de Florestamento e Reflorestamento.
“O MDL gera permissões de emissão de carbono, por meio da redução de GEEs da atmosfera,
sendo que será implementado pelos países desenvolvidos nos territórios dos que estão em
desenvolvimento, gerando Reduções Certificadas de Emissão (RCEs), também chamadas de
créditos de carbono e o país investidor poderá adquiri-los como cumprimento parcial de suas
metas (LIMIRO, 2011).”
Segundo Limiro (2011), uma tonelada de CO2 equivalente removido da atmosfera dará
origem a um crédito de carbono que poderá ser negociado no mercado mundial, esse cálculo é
efetuado por empresas especializadas. A comercialização das RCEs no chamado mercado de
carbono pode ocorrer desde a elaboração do projeto de MDL até as emissões das RCEs.
De acordo com o estabelecido pelas regras do MDL, todo projeto deve ter um proponente,
que será o responsável por ele perante as instâncias do Conselho Executivo do MDL. O
proponente deve ser uma pessoa jurídica – o que significa que projetos de MDL podem ser
propostos por governos, ONGs, cooperativas, associações e empresas ou outras instituições
formais, mas não por indivíduos ou entidades informais.
Para elaboração de um projeto de MDL florestal é necessário, primeiramente, que se
comprove a elegibilidade da terra onde o projeto será implementado, e está relacionada com a
presença ou não de floresta na área. A Autoridade Nacional Designada Brasileira (AND), membro
do protocolo de Quioto, definiu como floresta áreas de no mínimo 1 hectare, que possuem
árvores com cobertura de copa mínima equivalente a 30 por cento e altura mínima de 5 metros.
Áreas que normalmente formam parte de uma área florestal e que estejam temporariamente sem

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estoque, devido à intervenção humana como corte ou de causas naturais e que se espera ser

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convertida para floresta, também devem ser consideradas floresta pelo acordo.
Outro requisito para contabilização dos créditos de carbono gerados pelos projetos de MDL
é a comprovação da adicionalidade, ou seja, da remoção adicional que ocorreria com a
implementação do projeto florestal em relação a uma linha de base. Linha de base é definida
como o cenário que representa as mudanças no estoque de carbono que ocorreriam na ausência
da atividade de projeto.
Desta forma, para que resultem em créditos de carbono, as atividades de projeto do MDL
devem, necessariamente, passar pelo ciclo do projeto que apresenta as seguintes etapas:
CICLO DE SUBMISSÃO:
1) Elaboração do Documento de Concepção de Projeto (DCP): a primeira etapa é de
responsabilidade dos participantes do projeto. Esse documento deverá incluir, segundo Mozzer,
Magalhães e Shellard (2007), a descrição das atividades de projeto, dos participantes, da
metodologia da linha de base, das metodologias para o cálculo da redução de emissões e para o
estabelecimento dos limites da atividade e das fugas, do plano de monitoramento, assim como o
período de obtenção dos créditos;
2) Validação: de acordo com Limiro (2011), para assegurar transparência e eficiência às atividades
de projeto de MDL, foram criadas as Entidades Operacionais Designadas (EOD), cuja função é
validar os projetos ou verificar e certificar as reduções das emissões antrópicas de GEEs;
3) Aprovação pela Autoridade Nacional Designada (AND): antes de ser efetivada a validação do
DCP, a EOD necessitará encaminhar o relatório de validação para apreciação e aprovação da
Autoridade Nacional Designada (AND), que no Brasil é a Comissão Interministerial de Mudança
Global do Clima (Cimgc), a qual é responsável pela implantação do MDL e da declaração que a
participação do país anfitrião é voluntária e que o MDL contribui para o alcance de seu
desenvolvimento sustentável (LIMIRO, 2011);
4) Submissão ao Conselho Executivo para registro: conforme Seiffert (2009), o registro é a
aceitação formal de um projeto validado como atividade de projeto do MDL, pelo Conselho
Executivo do MDL, órgão da Organização das Nações Unidas (ONU).
CICLO DE VERIFICAÇÃO

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É neste ciclo que serão quantificadas as reduções de emissões de GEEs efetivamente

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alcançadas pelo projeto ao longo de um determinado período de tempo.
5) Monitoramento: envolve a coleta e o armazenamento de todos os dados necessários para
calcular a redução das emissões de GEEs, de acordo com o DCP, que tenha ocorrido dentro dos
limites da atividade de projeto e dentro do período de obtenção dos créditos. A fase de
monitoramento poderá ser realizada quantas vezes o desenvolvedor do projeto achar conveniente
ao longo da existência do projeto (MOZZER; MAGALHÃES; SHELLARD, 2007);
6) Verificação/Certificação: é um processo de auditoria periódico e independente para revisar os
cálculos relativos à redução de emissões ou à remoção de CO2 resultantes do MDL (MOZZER;
MAGALHÃES; SHELLARD, 2007). De acordo com Limiro (2011), essa etapa deve ser realizada por
uma EOD diferente daquela que validou o DCP;
7) Emissão das RCEs: é a comprovação de que as reduções de emissões de gases de efeito estufa
decorrentes das atividades de projeto são reais, mensuráveis e de longo prazo e que por isso,
podem dar origem a RCEs, que são emitidas pelo Conselho Executivo do MDL.
Como no Brasil, as empresas brasileiras não possuem metas para redução de emissões, o
mercado de créditos de carbono não foi implementado, porém existe a comercialização de
créditos gerados por projetos de MDL na BM&FBOVESPA, onde são negociados para outros países.

Diante das informações acima resumidas e as demais ilustrativas (em anexo -


Informativo), podemos afirmar que a resposta a este quesito está totalmente dependente do
estudo de viabilidade de um projeto, da elaboração de um projeto técnico seguindo as normas e
metodologias de MDL, contendo um plano de monitoramento e verificação, cálculos de emissão
de GEE e os impactos ambientais que possa gerar. Após, o projeto deve ser validado por uma
EOD, aprovado pela AND e registrado pelo conselho executivo do MDL. Vencida esta etapa,
temos a fase de monitoramento, verificação e emissão de RCE’s e comercialização dos mesmos,
obtendo-se o valor gerado pelos créditos.

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Assim, não é possível avaliar se as áreas podem ser eleitas para projetos de MDL e, caso

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eleitas, determinar o real potencial de sequestro de carbono e o valor a ser obtido em forma de
créditos de carbono, sem a elaboração de um projeto.

7) Esclareça o Sr. Perito, ainda, tudo o quanto mais entender necessário ou pertinente ao devido
esclarecimento das questões postas.
R: Ver considerações iniciais.

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