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PARTE

ANÁLISE VETORIAL
CÓDIGOS DE ÉTICA

A engenharia é uma profissão que contribui significativamente para a economia e para o bem-estar
social das pessoas em todo o mundo. Espera-se que os engenheiros, como membros dessa importante
profissão, apresentem os mais altos padrões de honestidade e de integridade moral. Infelizmente, o cur-
rículo de engenharia é tão denso que não há oportunidade, em muitas escolas de engenharia, para uma
disciplina na área de ética. Apesar de existirem mais de 850 códigos de ética para diferentes profissões
no mundo, aqui será apresentado o Código de Ética do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrôni-
cos (IEEE), para dar aos estudantes uma amostra da importância da ética nas profissões de engenharia.
Nós, membros do IEEE, reconhecendo a importância do impacto de nossas tecnologias na qualida-
de de vida em todo o mundo e aceitando a responsabilidade pessoal perante nossa profissão, nossos co-
legas e as comunidades a que servimos, assumimos aqui nosso compromisso com os mais altos padrões
de conduta ética e profissional e concordamos em:
1. Aceitar a responsabilidade de tomar decisões em engenharia condizentes com a segurança, a
saúde e o bem-estar da população, e de prontamente tornar públicos fatores que possam pôr
em perigo a população ou o meio ambiente.
2. Evitar conflitos de interesse reais ou aparentes, sempre que possível, e indicá-los às partes
afetadas sempre que esses conflitos existirem.
3. Ser honestos e realistas ao fazer declarações ou estimativas com base em dados disponíveis.
4. Rejeitar qualquer forma de suborno.
5. Melhorar a compreensão da tecnologia, das suas aplicações apropriadas e de suas potenciais
consequências.
6. Manter e melhorar a nossa competência técnica e empreender tarefas tecnológicas em bene-
fício de terceiros somente se formos devidamente qualificados, por treinamento ou por expe-
riência, ou após a plena exposição de nossas limitações pertinentes ao caso.
7. Procurar, aceitar e oferecer críticas honestas a trabalhos técnicos, reconhecer e corrigir erros e
dar o devido crédito às contribuições de terceiros.
8. Tratar de modo justo todas as pessoas, independentemente de raça, religião, gênero, deficiên-
cias, idade ou nacionalidade.
9. Evitar causar danos a outras pessoas, seus bens, suas reputações ou seus empregos por meio de
ações mal-intencionadas ou pelo uso de falsidade.
10. Ajudar engenheiros e colegas de trabalho no seu desenvolvimento profissional e apoiá-los no
cumprimento deste código de ética.

Cortesia do IEEE – tradução livre.


C APÍT U LO
1
ÁLGEBRA VETORIAL
“O homem finito não tem significado sem um ponto de referência no infinito.”
— JEAN P. SARTRE

1.1 INTRODUÇÃO

O Eletromagnetismo (EM) pode ser considerado o estudo da interação entre cargas elétricas em re-
pouso e em movimento. Envolve a análise, a síntese, a interpretação física e a aplicação de campos
elétricos e magnéticos.

O Eletromagnetismo (EM) é um ramo da Física, ou da Engenharia Elétrica, no qual os fenômenos


elétricos e magnéticos são estudados.

Os princípios do EM se aplicam em várias disciplinas afins, como: micro-ondas, antenas, má-


quinas elétricas, comunicações por satélites, bioeletromagnetismo, plasmas, pesquisa nuclear, fibra
ótica, interferência e compatibilidade eletromagnética, conversão eletromecânica de energia, me-
teorologia por radar e sensoreamento remoto.1,2 Em Física Médica, por exemplo, a energia eletro-
magnética, seja na forma de ondas curtas ou de micro-ondas, é utilizada para aquecer tecidos mais
profundos e para estimular certas respostas fisiológicas, afim de aliviar a dor em determinadas
patologias. Os campos eletromagnéticos são utilizados em aquecedores indutivos para fundir, for-
jar, recozer, temperar superfícies e para operações de soldagem. Equipamentos para aquecimento
de dielétricos utilizam ondas curtas para unir e selar lâminas finas de materiais plásticos. A energia
eletromagnética possibilita muitas aplicações novas e interessantes em agricultura. É utilizada, por
exemplo, para alterar o sabor de vegetais, reduzindo sua acidez.
Os dispositivos de EM incluem: transformadores, relés elétricos, rádio/TV, telefone, motores
elétricos, linhas de transmissão, guias de onda, antenas, fibras óticas, radares e lasers. O projeto des-
ses dispositivos requer um profundo conhecimento das leis e dos princípios do eletromagnetismo.


1.2 UMA VISÃO PRÉVIA DO LIVRO

O estudo dos fenômenos do eletromagnetismo, feito neste livro, pode ser resumido nas Equações
de Maxwell:

  D  ␳v (1.1)

B0 (1.2)

1
Para numerosas aplicações de eletrostática, consulte J. H. Crowley, Fundamentals of Applied Electrostatics. New York:
John Wiley & Sons, 1986.
2
Para outras áreas de aplicações de EM, consulte, por exemplo, D. Teplitz, ed., Electromagnetism: Paths To Rescarch. New
York: Plenum Press, 1982.

Este símbolo indica seções que podem ser suprimidas, expostas brevemente ou propostas como atividades extraclasse,
caso se pretenda cobrir todo o texto em um só semestre.
4 Parte 1 Análise Vetorial

(1.3)

(1.4)

onde   o vetor operador diferencial


D  a densidade de fluxo elétrico
B  a densidade de fluxo magnético
E  a intensidade de campo elétrico
H  a intensidade de campo magnético
␳v  a densidade volumétrica de carga
J  a densidade de corrente

Maxwell embasou essas equações em resultados já conhecidos, experimentais e teóricos. Uma


olhada rápida nessas equações mostra que devemos operar com grandezas vetoriais. Consequente-
mente, é lógico que dediquemos algum tempo na Parte 1 para examinar as ferramentas matemáti-
cas requeridas para esse curso. As derivações das equações (1.1) a (1.4), para condições invariantes
no tempo, e o significado físico das grandezas D, B, E, H, J e ␳v serão objeto de nosso estudo nas
Partes 2 e 3. Na Parte 4 reexaminaremos as equações para o regime de variação temporal e as apli-
caremos em nosso estudo de dispositivos do EM encontrados na prática.

1.3 ESCALARES E VETORES

A análise vetorial é uma ferramenta matemática pela qual os conceitos do eletromagnetismo (EM)
são mais convenientemente expressos e melhor compreendidos. Precisamos, primeiramente, apren-
der suas regras e técnicas antes de aplicá-las com segurança. Já que muitos estudantes fazem esse
curso tendo pouca familiaridade com os conceitos de análise vetorial, uma considerável atenção é
dada ao assunto neste e nos próximos dois capítulos.3 Este capítulo introduz os conceitos básicos
de álgebra vetorial, considerando apenas coordenadas cartesianas. O capítulo seguinte parte daí e
estende esse estudo para outros sistemas de coordenadas.
Uma grandeza pode ser um escalar ou um vetor.

Um escalar é uma grandeza que só tem magnitude.

Grandezas como tempo, massa, distância, temperatura, entropia, potencial elétrico e população são
escalares.

Um vetor é uma grandeza que tem magnitude e orientação.

Grandezas vetoriais incluem velocidade, força, deslocamento e intensidade de campo elétrico.


Uma outra categoria de grandezas físicas é denominada de tensores, dos quais os escalares e os
vetores são casos particulares. Na maior parte do tempo, estaremos trabalhando com escalares e
4
vetores.

3
O leitor que não sinta necessidade de revisão da álgebra vetorial pode seguir para o próximo capítulo.
4
Para um estudo inicial sobre tensores, consulte, por exemplo, A. I. Borisenko e I. E. Tarapor, Vector and Tensor Analysis
with Application. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1968.
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 5

Para fazer distinção entre um escalar e→um→vetor, convenciona-se representar um vetor por uma
letra com uma flecha sobre ela, tais como A e B, ou por uma letra em negrito, tais como A e B. Um
escalar é simplesmente representado por uma letra, por exemplo: A, B, U e V.
A teoria do EM é essencialmente um estudo de alguns campos particulares.

Um campo é uma função que especifica uma grandeza particular em qualquer


ponto de uma região.

Se a grandeza é um escalar (ou um vetor), o campo é dito um campo escalar (ou vetorial). Exem-
plos de campos escalares são: a distribuição de temperatura em um edifício, a intensidade de som
em um teatro, o potencial elétrico em uma região e o índice de refração em um meio estratificado.
A força gravitacional sobre um corpo no espaço e a velocidade das gotas de chuva na atmosfera são
exemplos de campos vetoriais.

1.4 VETOR UNITÁRIO

Um vetor A tem magnitude e orientação. A magnitude de A é um escalar escrito como A ou |A|. Um


vetor unitário aA ao longo de A é definido como um vetor cuja magnitude é a unidade (isto é, 1) e
a orientação é ao longo de A, isto é:

(1.5)

Observe que |aA|  1. Dessa forma, podemos escrever A como

A  AaA (1.6)

o que especifica completamente A em termos de sua magnitude A e sua orientação aA.


Um vetor A, em coordenadas cartesianas (ou retangulares), pode ser representado como

(Ax, Ay, Az) ou Axax  Ayay  Azaz (1.7)

onde Ax, Ay e Az são denominadas as componentes de A, respectivamente nas direções x, y e z; ax, ay


e az são, respectivamente, os vetores unitários nas direções x, y e z. Por exemplo, ax é um vetor adi-
mensional de magnitude um na direção e sentido positivo do eixo dos x. Os vetores unitários ax, ay
e az estão representados na Figura 1.1(a), e as componentes de A, ao longo dos eixos coordenados,
estão mostradas na Figura 1.1(b). A magnitude do vetor A é dada por:

(1.8)

e o vetor unitário ao longo de A é dado por:

(1.9)
6 Parte 1 Análise Vetorial

FIGURA 1.1 (a) Vetores unitários ax, ay e az; (b) componentes de A ao longo de ax, ay e az.

1.5 SOMA E SUBTRAÇÃO DE VETORES

Dois vetores A e B podem ser somados para resultar em um outro vetor C, isto é:

C A  B (1.10)
A soma de vetores é feita componente a componente. Dessa forma, se A  (Ax, Ay, Az) e
B  (Bx, By, Bz),
C  (Ax  Bx)ax  (Ay  By)ay  (Az  Bz)az (1.11)

A subtração de vetores é feita de modo similar:

D  A  B  A  (B)
 (Ax  Bx)ax  (Ay  By)ay  (Az  Bz)az (1.12)

Graficamente, a soma e a subtração de vetores são obtidas tanto pela regra do paralelogramo quanto
pela regra do “início de um-final de outro”, como ilustrado nas Figuras 1.2 e 1.3, respectivamente.
As três propriedades básicas da álgebra que são satisfeitas por quaisquer vetores dados A, B e
C, estão resumidas na tabela a seguir:

Propriedade Soma Multiplicação

Comutativa ABBA kA  Ak
Associativa A  (B  C)  (A  B)  C k(ᐉA)  (kᐉ)A
Distributiva k(AB)  kA  kB

onde k e ᐉ são escalares. A multiplicação de um vetor por outro vetor será discutida na Seção 1.7.

FIGURA 1.2 Soma de vetores C  A  B: (a) regra do paralelogramo; (b) regra do “início de um-final
de outro”.
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 7

FIGURA 1.3 Subtração de vetores D  A  B:


(a) regra do paralelogramo; (b) regra do “início
de um-final de outro”.

1.6 VETOR POSIÇÃO E VETOR DISTÂNCIA

Um ponto P, em um sistema de coordenadas cartesiano, pode ser representado por (x, y, z).

O vetor posição rP (ou raio vetor) de um ponto P é um vetor que começa na origem O do sistema
de coordenadas e termina no ponto P, isto é:

rP  OP  xax  yay  zaz (1.13)

O vetor posição do ponto P é útil para definir sua posição no espaço. O ponto (3, 4, 5), por exem-
plo, e seu vetor posição 3ax  4ay  5az são mostrados na Figura 1.4.

O vetor distância é o deslocamento de um ponto a outro.

Se dois pontos, P e Q, são dados por (xP, yP, zP) e (xQ, yQ, zQ), o vetor distância (ou o vetor se-
paração) é o deslocamento de P a Q, como mostrado na Figura 1.5, isto é:

rPQ  rQ  rP
 (xQ  xP)ax  (yQ  yP)ay  (zQ  zP)az (1.14)

FIGURA 1.4 Representação gráfica do vetor posição


rp  3ax  4ay  5az.

FIGURA 1.5 Vetor distância rPQ.


8 Parte 1 Análise Vetorial

A diferença entre um ponto P e um vetor A deve ser ressaltada. Embora tanto P quanto A pos-
sam ser representados da mesma maneira como (x, y, z) e (Ax, Ay, Az), respectivamente, o ponto P
não é um vetor; somente seu vetor posição rP é um vetor. Entretanto, o vetor A pode depender do
ponto P. Por exemplo, se A ⫽ 2xyax ⫹ y2ay ⫺ xz2az e P é (2, ⫺1, 4), então A em P seria ⫺ 4ax ⫹
ay ⫺ 32az. Um campo vetorial é dito constante ou uniforme se não depende das variáveis de espaço
x, y e z. Por exemplo, o vetor B ⫽ 3ax ⫺ 2ay ⫹ 10az é um vetor uniforme, enquanto o vetor A ⫽
2xyax ⫹ y2ay ⫺ xz2az é não uniforme, porque B é o mesmo em qualquer ponto, enquanto A varia
ponto a ponto.

EXEMPLO 1.1 Se A ⫽ 10ax ⫺ 4ay ⫹ 6az e B ⫽ 2ax ⫹ ay, determine: (a) a componente de A ao longo de ay; (b) a
magnitude de 3A ⫺ B; (c) um vetor unitário ao longo de A ⫹ 2B.

Solução:
(a) a componente de A ao longo de ay é Ay ⫽ ⫺ 4.
(b) 3A ⫺ B ⫽ 3(10, ⫺4, 6) ⫺ (2, 1, 0)
⫽ (30, ⫺12, 18) ⫺ (2, 1, 0)
⫽ (28, 13, 18)
Portanto,

(c) Seja C ⫽ A ⫹ 2B ⫽ (10, ⫺4, 6) ⫹ (4, 2, 0) ⫽ (14, 2, 6).


Um vetor unitário ao longo de C é

ac

ou

ac ⫽ 0,9113ax ⫺ 0,1302ay ⫹ 0,3906az

Observe que |ac| ⫽ 1, como esperado.

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.1


Dados os vetores A ⫽ ax ⫹ 3az e B ⫽ 5ax ⫹ 2ay ⫺ 6az, determine:
(a) |A ⫹ B|
(b) 5A ⫺ B
(c) a componente de A ao longo de ay
(d) um vetor unitário paralelo a 3A⫹B

Resposta: (a) 7, (b) (0, ⫺2, 21), (c) 0, (d) ± (0,9117, 0,2279, 0,3419).

EXEMPLO 1.2 Os pontos P e Q estão localizados em (0, 2, 4) e (⫺3, 1, 5). Calcule:


(a) o vetor posição P
(b) o vetor distância de P até Q
(c) a distância entre P e Q
(d) um vetor paralelo a PQ com magnitude 10
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 9

Solução:
(a) rp  0ax  2ay  4az  2ay  4az
(b) rPQ  rQ  rP  (3, 1, 5)  (0, 2, 4)  (3, 1, 1) ou rPQ  3ax ay  az
(c) já que rPQ é o vetor distância de P até Q, a distância entre P e Q é a magnitude desse vetor,
isto é:

Alternativamente:

(d) Seja o vetor requerido A, então:

A  AaA

onde A  10 é a magnitude de A. Já que A é paralelo a PQ, o vetor unitário deve ser o mesmo de
rPQ ou rQP. Portanto,

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.2


Dados os pontos P(1, 3, 5), Q(2, 4, 6) e R(0, 3, 8), determine: (a) os vetores posição de P e
R, (b) o vetor distância rQR, (c) a distância entre Q e R.

Resposta: (a) ax 3ay  5az, 3ax  8az, (b) 2ax ay  2az, (c) 3.

EXEMPLO 1.3 Um rio, no qual um barco navega com sua proa apontada na direção do fluxo da água, corre com
orientação sudeste a 10 km/h. Um homem caminha sobre o convés a 2 km/h, do lado esquerdo para
o lado direito do barco, em direção perpendicular ao seu movimento. Determine a velocidade do
homem em relação à terra.

Solução:
Considere a Figura 1.6 como ilustração do problema. A velocidade do barco é:

ub  10(cos 45° ax  sen 45° ay)


 7,071ax  7,071ay km/h

A velocidade do homem em relação ao barco (velocidade relativa) é:

um  2(cos 45° ax  sen 45° ay)


 1,414ax  1,414ay km/h
10 Parte 1 Análise Vetorial

FIGURA 1.6 Referente ao Exemplo 1.3.

Dessa forma, a velocidade absoluta do homem é:

uab  um  ub  5,657ax  8,485ay


| uab |  10,2l56,3°

isto é, 10,2 km/h a 56,3o do leste para o sul.

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.3


Um avião tem uma velocidade em relação ao solo de 350 km/h exatamente na direção oeste. Se
houver vento soprando na direção nordeste com velocidade de 40 km/h, calcule a velocidade
real do avião no ar e a orientação em que ele se desloca.

Resposta: 379,3 km/h; 4,275° do oeste para o norte.

1.7 MULTIPLICAÇÃO VETORIAL

Quando dois vetores, A e B, são multiplicados entre si, o resultado tanto pode ser um escalar
quanto um vetor, dependendo de como eles são multiplicados. Dessa forma, existem dois tipos de
multiplicação vetorial:
1. produto escalar (ou ponto): A  B
2. produto vetorial (ou cruzado): A  B
A multiplicação de três vetores A, B e C, entre si, pode resultar em:
3. um produto escalar triplo: A  (B  C)
ou
4. um produto vetorial triplo: A  (B  C)
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 11

A. Produto escalar
O produto escalar de dois vetores A e B, escrito como A  B, é definido geometricamente como
o produto das magnitudes de A e B e do cosseno do menor ângulo entre eles quando estiverem
desenhados a partir do mesmo ponto de origem.

Assim,

A  B  AB cos AB (1.15)

onde AB é o menor ângulo entre A e B. O resultado de AB é denominado de produto escalar,
porque é um escalar, ou de produto ponto, devido ao ponto – sinal que identifica a operação. Se
A  (Ax, Ay, Az) e B  (Bx, By, Bz), então

A  B  AxBx  AyBy  AzBz (1.16)

que é obtido multiplicando-se A e B, componente a componente. Dois vetores, A e B, são ditos


ortogonais (ou perpendiculares) entre si se A  B  0.
Observe que o produto ponto satisfaz as seguintes propriedades:
(i) Propriedade comutativa:

A  B  B A (1.17)

(ii) Propriedade distributiva:

A  (B  C)  A  B  A  C (1.18)

(iii)

A  A  |A|  A
2 2
(1.19)

Observe também que:

ax  ay  ay  az  az  ax  0 (1.20a)

ax  ax  ay  ay  az  az  1 (1.20b)

É fácil provar as identidades nas equações (1.17) a (1.20) aplicando a equação (1.15) ou (1.16).

B. Produto vetorial
O produto vetorial de dois vetores, A e B, escrito como A  B, é uma quantidade vetorial cuja
magnitude é a área do paralelogramo formado por A e B (ver Figura 1.7) e cuja orientação é dada
pelo avanço de um parafuso de rosca direita à medida que A gira em direção a B.

Assim,

A  B  AB sen ABan (1.21)

onde an é um vetor unitário normal ao plano que contém A e B. A orientação de an é tomada como
a orientação do polegar da mão direita quando os dedos da mão direita giram de A até B, como
mostrado na Figura 1.8(a). Alternativamente, a orientação de an é tomada como a orientação do
12 Parte 1 Análise Vetorial

A B

FIGURA 1.7 O produto de A por B é um vetor com magnitude igual à área de um paralelogramo e
cuja orientação é a indicada.

FIGURA 1.8 Orientação de A  B e an usando: (a) regra da mão direita; (b) regra do parafuso de ros-
ca direita.

avanço de um parafuso de rosca direita à medida que A gira em direção a B, como mostrado na
Figura 1.8(b).
A multiplicação vetorial da equação (1.21) é denominada produto cruzado devido à cruz –
sinal que identifica a operação. É também denominada produto vetorial porque o resultado é um
vetor. Se A  (Ax, Ay, Az) e B  (Bx, By, Bz), então

(1.22a)

 (AyBz  AzBy)ax  (AzBx  AxBz)ay  (AxBy  AyBx)az (1.22b)

a qual é obtida “cruzando” os termos em permutação cíclica. Daí o nome de produto cruzado.
Observe que o produto cruzado, ou produto vetorial, tem as seguintes propriedades básicas:
(i) Não é comutativo:

A  B B A (1.23a)

É anticomutativo:

A  B  B  A (1.23b)
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 13

(ii) Não é associativo:

A  (B  C) (A  B)  C (1.24)

(iii) É distributivo:

A  (B  C)  A  B  A  C (1.25)

(iv)

A A  0 (1.26)

Também observe que

ax  ay  az
ay  az  ax (1.27)
az  ax  ay

que são obtidas por permutação cíclica e estão representadas na Figura 1.9. As identidades nas
equações (1.25) a (1.27) são facilmente verificadas aplicando a equação (1.21) ou (1.22). Deve ser
observado que, ao obter an, usamos a regra da mão direita ou do parafuso de rosca direita, porque
queremos ser consistentes com nosso sistema de coordenadas representado na Figura 1.1, que é
dextrógiro. Um sistema de coordenadas dextrógiro é aquele em que a regra da mão direita é satis-
feita. Isto é, ax  ay  az é obedecida. Em um sistema levógiro, seguimos a regra da mão esquerda,
ou a regra do parafuso de rosca esquerda, e ax  ay   az é satisfeita. Ao longo deste livro, consi-
deraremos sistemas de coordenadas dextrógiros.
Da mesma forma que a multiplicação de dois vetores nos dá um resultado escalar ou vetorial,
a multiplicação de três vetores, A, B e C, nos dá um resultado escalar ou vetorial dependendo de
como os vetores são multiplicados. Dessa forma, temos um produto escalar ou vetorial triplo.

C. Produto escalar triplo


Dados três vetores, A, B e C, definimos o produto escalar triplo como

A  (B  C)  B  (C  A)  C  (A  B) (1.28)

obtido em permutação cíclica. Se A  (Ax, Ay, Az), B  (Bx, By, Bz) e C  (Cx, Cy, Cz), então
A  (B  C) é o volume de um paralelepípedo tendo A, B e C como arestas. Esse volume é facil-
mente obtido encontrando o determinante de uma matriz 3  3, formada por A, B e C, isto é:

(1.29)

FIGURA 1.9 Produto cruzado utilizando permutação cíclica: (a) no sentido horário, para resultados
positivos; (b) no sentido anti-horário, para resultados negativos.
14 Parte 1 Análise Vetorial

Já que o resultado dessa multiplicação vetorial é um escalar, a equação (1.28) ou (1.29) é denomi-
nada de produto escalar triplo.

D. Produto vetorial triplo


Para os vetores A, B e C, definimos produto vetorial triplo como

A  (B  C)  B(A  C)  C(A  B) (1.30)

obtido usando a regra “bac  cab”. Deve ser observado que:

(A  B)C A(B  C) (1.31)

mas

(A  B)C  C(A  B) (1.32)

1.8 COMPONENTES DE UM VETOR

Uma aplicação direta do produto vetorial é seu uso para determinar a projeção (ou a componente)
de um vetor em uma dada direção. A projeção pode ser escalar ou vetorial. Dado um vetor A, defi-
nimos a componente escalar AB de A ao longo do vetor B como [veja Figura 1.10(a)]
AB  A cos ␪AB  |A| |aB| cos ␪AB
ou

AB  A  aB (1.33)

A componente vetorial AB de A ao longo de B é simplesmente a componente escalar na equação


(1.33) multiplicada por um vetor unitário ao longo de B, isto é:

AB  ABaB  (AaB)aB (1.34)

Tanto a componente escalar quanto a vetorial de A estão representadas na Figura 1.10. Observe, na
Figura 1.10(b), que o vetor pode ser decomposto em duas componentes ortogonais: uma compo-
nente AB paralela a B e a outra (A  AB) perpendicular a B. De fato, nossa representação cartesiana
de um vetor consiste, essencialmente, em decompô-lo em suas três componentes mutuamente orto-
gonais, como mostrado na Figura 1.1(b).
Consideramos até aqui a soma, a subtração e a multiplicação de vetores. Entretanto, a divisão
de vetores A/B não foi considerada porque é indefinida, exceto quando os vetores são paralelos
entre si, tal que A  kB, onde k é uma constante. A diferenciação e a integração de vetores será
tratada no Capítulo 3.

FIGURA 1.10 Componentes de A ao longo de B: (a) componente escalar AB; (b) componente vetorial AB.
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 15

EXEMPLO 1.4 Dados os vetores A  3ax  4ay  az e B  2ay  5az, determine o ângulo entre A e B.

Solução:
O ângulo ␪AB pode ser determinado usando ou o produto ponto ou o produto cruzado.

Alternativamente:

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.4


Se A  ax  3az e B  5ax  2ay  6az, determine ␪AB.

Resposta: 120,6°.

EXEMPLO 1.5 Três campos vetoriais são dados por:

P  2ax  az
Q  2ax  ay  2az
R  2ax  3ay  az

Determine:
(a) (P  Q)  (P  Q);
(b) Q  R  P;
(c) P  Q  R;
(d) sen ␪QR;
(e) P  (Q  R);
(f) um vetor unitário perpendicular a Q e a R, simultaneamente;
(g) a componente de P ao longo de Q.
16 Parte 1 Análise Vetorial

Solução:
(a) (P  Q)  (P  Q)  P  (P  Q)  Q  (P  Q)
PPPQQPQQ
0QPQP0
 2Q  P

 2(1  0) ax  2(4  2) ay  2(0  2) az


 2ax  12ay  4az

(b) O único modo em que Q  R  P faz sentido é:

Alternativamente:

Para encontrar o determinante da matriz 3  3, repetimos as duas primeiras linhas e multiplicamos


cruzadamente. Quando a multiplicação cruzada for da direita para a esquerda, o resultado deve ser
multiplicado por 1, como mostrado abaixo. Essa técnica de encontrar o determinante se aplica
somente em matrizes 3  3. Dessa maneira,

como obtido anteriormente.


(c) Da equação (1.28)

P  (Q  R)  Q  (R  P)  14

ou

P  (Q  R)  (2, 0, 1)  (5, 2, 4)


 10  0  4
 14
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 17

(d)

(e) P  (Q  R)  (2, 0, 1)  (5, 2, 4)


 (2, 3, 4)
Alternativamente, usando a regra “bac  cab”:

P  (Q  R)  Q(P  R)  R(P  Q)
 (2, 1, 2)(4  0 1)  (2, 3, 1)(4  0  2)
 (2, 3, 4)

(f) Um vetor unitário perpendicular a Q e a R, simultaneamente, é dado por:

Observe que |a|  1, a  Q  0  a  R. Qualquer uma dessas relações pode ser usada para conferir
o valor de a.
(g) A componente de P ao longo de Q é:

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.5


Sejam E  3ay  4az e F  4ax 10ay  5az. Determine:
(a) a componente de E ao longo de F;
(b) o vetor unitário ortogonal a E e F, simultaneamente.

Resposta: (a) (0,2837, 0,7092, 0,3546), (b)


(0,9398, 0,2734, 0,205).

EXEMPLO 1.6 Obtenha a fórmula dos cossenos,

a  b  c  2bc cos A
2 2 2

e a fórmula dos senos,

usando, respectivamente, o produto ponto e o produto cruzado.


18 Parte 1 Análise Vetorial

FIGURA 1.11 Referente ao Exemplo 1.6.

Solução:
Considere um triângulo, como mostrado na Figura 1.11. Da figura, observamos que

aⴙbⴙcⴝ0

isto é,

b  c  a

Portanto,

a  a  a  (b  c)  (b  c)
2

 b  b  c  c  2b  c
a2  b2  c2  2bc cos A

onde A é o ângulo entre b e c.


A área de um triângulo é metade do produto entre sua altura e sua base. Portanto:

ab sen C  bc sen A  ca sen B

Dividindo por abc, obtém-se:

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.6


Demonstre que os vetores a  (4, 0, 1), b  (1, 3, 4) e c  (5, 3, 3) formam os lados
de um triângulo. Esse é um triângulo retângulo? Calcule a área desse triângulo.

Resposta: Sim; 10,5.

EXEMPLO 1.7 Demonstre que os pontos P1(5, 2, 4), P2(1, 1, 2) e P3(3, 0, 8) estão todos sobre uma linha reta.
Determine qual a menor distância entre essa linha e o ponto P4(3, 1, 0).

Solução:
O vetor distância rP1P2 é dado por:

rP1P2  rP2  rP1  (1, 1, 2)  (5, 2, 4)


 (4, 1, 6)
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 19

De maneira similar,

rP1P3  rP3  rP1  (3, 0, 8)  (5, 2, 4)


 (8, 2, 12)
rP1P4  rP4  rP1  (3, 1, 0)  (5, 2, 4)
 (2, 3, 4)

 (0, 0, 0)

mostrando que o ângulo entre rP1P2 e rP1P3 é zero (sen ␪  0). Isso implica que P1, P2 e P3 estão sobre
a mesma linha reta.
Alternativamente, a equação vetorial da linha reta é facilmente determinada a partir da Figura
1.12(a). Para qualquer ponto P sobre a linha que une P1 e P2,

rP1P  rP1P2

onde é uma constante. Portanto, o vetor posição rP do ponto P deve satisfazer

rP  rP1  (rP2  rP1)

isto é,

rP  rP1  (rP2  rP1)


 (5, 2, 4)  (4, 1, 6)
rP  (5  4 , 2  , 4  6 )

Essa é a equação vetorial da linha reta que une P1 e P2. Se P3 está sobre essa linha, o vetor posição
de P3 deve satisfazer essa equação; r3 satisfaz essa equação quando  2.
A menor distância entre a linha e o ponto P4 (3, 1, 0) é a distância perpendicular do ponto até
a linha. Da Figura 1.12(b) é evidente que:

Qualquer ponto sobre a linha pode ser usado como ponto de referência. Dessa forma, em vez de
usar P1 como ponto de referência, poderíamos usar P3 tal que:

d  |rP3P4| sen ␪'  |rP3P4  aP3P1|

FIGURA 1.12 Referente ao


Exemplo 1.7.
20 Parte 1 Análise Vetorial

EXERCÍCIO PRÁTICO 1.7


Se P1 é (1, 2, 3) e P2 é (4, 0, 5), determine:
(a) a distância P1 P2;
(b) a equação vetorial da linha P1 P2;
(c) a menor distância entre a linha P1 P2 e o ponto P3 (7, 1, 2);

Resposta: (a) 9,644; (b) (1  5 )ax  2(1  ) ay  (8  3) az; (c) 8,2.

MATLAB 1.1
% Este script permite ao usuário inserir dois vetores e calcular
% o produto escalar, o produto vetorial, a soma e a diferença entre eles
clear

vA = input ('Insira o vetor A no formato [x y z]... \n › ');


if isempty(vA); vA = [0 0 0]; end % Se a entrada foi inserida
% incorretamente, iguale o vetor a 0.
vB = input ('Insira o vetor B no formato [x y z]... \n › ');
if isempty(vB); vB = [0 0 0]; end

disp('Módulo de A:')
disp(norm(vA)) % O operador "norm" determina o módulo de um vetor
% multidimensional
disp('Módulo de B:')
disp(norm(vB))
disp('Vetor unitário na orientação de A:')
disp(vA/norm(vA)) % O vetor unitário é o próprio vetor dividido por
% seu módulo.
disp('Vetor unitário na orientação de B:')
disp(vB/norm(vB))
disp('Soma A+B: ')
disp(vA+vB)
disp('Diferença A-B: ')
disp(vA-vB)
disp('Produto escalar (A . B): ')
disp(dot(vA,vB)) % O operador dot realiza o produto escalar entre os
% vetores
disp('Produto vetorial (A x B): ')
disp(cross(vA,vB)) % O operador cross realiza o produto vetorial
% entre os vetores

RESUMO
1. Um campo é uma função que especifica uma quantidade no espaço. Por exemplo, A(x, y, z)
é um campo vetorial, enquanto que V(x, y, z) é um campo escalar.
2. Um vetor A é univocamente especificado pela sua magnitude e por um vetor unitário ao
longo de sua orientação, isto é, A  AaA.
3. A multiplicação entre dois vetores A e B resulta em um escalar A  B  AB cos AB ou em
um vetor A  B  AB sen ABan. A multiplicação entre três vetores A, B e C resulta em um
escalar A  (B  C) ou em um vetor A  (B  C).
Capítulo 1 Álgebra Vetorial 21

4. A projeção escalar (ou componente) de um vetor A sobre B é AB  A  aB, enquanto que a


projeção vetorial de A sobre B é AB  ABaB.

QUESTÕES
1.1 Identifique qual das seguintes grandezas não é um vetor: (a) força, (b) momentum, (c) ace-
DE REVISÃO
leração, (d) trabalho, (e) peso.
1.2 Qual das seguintes situações não representa um campo escalar?
(a) Deslocamento de um mosquito no espaço.
(b) A luminosidade em uma sala de estar.
(c) A distribuição de temperatura em uma sala de aula.
(d) A pressão atmosférica em uma dada região.
(e) A umidade do ar em uma cidade.
1.3 Os sistemas de coordenadas retangulares, representados na Figura 1.13, são dextrógiros
(seguem a “regra da mão direita”). Quais não seguem essa regra?
1.4 Qual das expressões abaixo não está correta?
(a) A  A  |A| (d) ax  ay  az
2

(b) A  B  B  A  0 (e) ak  ax  ay onde ak é um vetor unitário.


(c) A  B  C  B  C  A
1.5 Qual das seguintes identidades não é válida?
(a) a(b  c)  ab  bc (d) c  (a  b)  b  (a  c)
(b) a  (b  c)  a  b  a  c (e) aA  aB  cos AB
(c) a  b  b  a
1.6 Quais das seguintes afirmações não têm significado?
(a) A  B  2A  0 (c) A(A  B)  2  0
(b) A  B  5  2A (d) A  A  B  B  0
1.7 Sejam F  2ax  6ay  10az e G  ax  Gyay  5az. Se F e G tem o mesmo vetor unitário,
Gy é:
(a) 6 (c) 0
(b) 3 (d) 6

FIGURA 1.13 Referente à questão de revisão 1.3.


22 Parte 1 Análise Vetorial

1.8 Dado que A  ax  ay  az e B  ax  ay  az, se A e B são perpendiculares entre si,


é igual a:
(a) 2 (d) 1
(b) 1/2 (e) 2
(c) 0
1.9 A componente de 6ax  2ay  3az ao longo de 3ax  4ay é:
(a) 12ax  9ay  3az (d) 2
(b) 30ax  40ay (e) 10
(c) 10/7
1.10 Dado A   6ax  3ay  2az, a projeção de A ao longo de ay é igual a:
(a) 12 (d) 7
(b) 4 (e) 12
(c) 3

Respostas: 1.1d; 1.2a; 1.3b,e; 1.4b; 1.5a; 1.6a,b,c; 1.7b; 1.8b; 1.9d; 1.10c.

PROBLEMAS
1.1 Determine o vetor unitário ao longo da direção OP, se O for a origem e P o ponto (4,5,1).
1.2 Dados os vetores A  2ax  5az e B  ax  3ay  4az, determine |A  B|  A  B.
1.3 Os vetores posição dos pontos M e N são ax  4ay  2az e 3ax  5ay  az, respectivamente.
Determine o vetor distância orientado de M a N.
1.4 Considere A  ax  az, B  ax  ay  az, C  ay  2az e determine:
(a) A  (B  C)
(b) (A  B)  C
(c) A  (B  C)
(d) (A  B)  C
1.5 Se os vetores posição dos pontos T e S são 3ax  2ay  az e 4ax  6ay  2az, respectiva-
mente, determine: (a) as coordenadas de T e S; (b) o vetor distância de T até S; (c) a distân-
cia entre T e S.
1.6 Considere A  ax  3ay  2az e B  4ax  ␤ay  8az e determine:
(a) os valores e se A e B forem paralelos
(b) a relação entre e se B for perpendicular a A
1.7 (a) Demonstre que

(A  B)  |A  B|  (AB)
2 2 2

(b) Demonstre que

1.8 Se A  4ax  6ay  az e B  2ax  5az, determine:


(a) A * B  2|B|
2

(b) O vetor unitário perpendicular a ambos os vetores A e B.


1.9 Determine o produto ponto, o produto cruzado e o ângulo entre os vetores:

P  2ax  6ay  5az e Q  3ay  az


Capítulo 1 Álgebra Vetorial 23

1.10 Simplifique as seguintes expressões:


(a) A  (A  B)
(b) A  [A  (A  B)]
1.11 Demonstre que os sinais de ponto e de vezes podem ser intercambiados no produto escalar
triplo, isto é, A  (B  C)  (A  B)  C.
1.12 Os pontos P, Q e R estão localizados em (1, 4, 8), (2, 1, 3) e (1, 2, 3), respectivamen-
te. Determine: (a) a distância entre P e Q; (b) o vetor distância de P até R; (c) o ângulo entre
QP e QR; (d) a área do triângulo PQR; (e) o perímetro do triângulo PQR.
1.13 Dois pontos P(2, 4, 1) e Q(12, 16, 9) formam um segmento de linha reta. Calcule o tempo
necessário para que um sinal de sonar, saindo da origem e viajando a 300m/s, atinja o ponto
médio de PQ.
*1.14 (a) Prove que P  cos ␪1ax  sen ␪1ay e Q  cos ␪2ax  sen ␪2ay são vetores unitários no
plano xy fazendo, respectivamente, ângulos ␪1 e ␪2 com o eixo dos x.
(b) Usando o produto ponto, obtenha a fórmula para cos(␪2  ␪1). De maneira similar,
obtenha a fórmula para cos(␪2  ␪1).
(c) Se ␪ é o ângulo entre P e Q, determine ½ |P  Q| em função de .
1.15 Dados os vetores T  2ax  6ay  3az e S  ax  2ay  az, determine: (a) a projeção esca-
lar de T sobre S; (b) o vetor projeção de S sobre T; (c) o menor ângulo entre T e S.
1.16 Se H  2xyax  (x  z)ay  z2az, determine:
(a) o vetor unitário paralelo a H em P(1, 3, 2)
(b) a equação da superfície sobre a qual |H|  10
1.17 Considere A  2xax  yay  z az e B  3x ax  6ay  az. No ponto (1, 2, 4): (a) calcule
2 2

A  B; (b) determine o ângulo entre A e B; (c) encontre o vetor projeção de A sobre B.


1.18 Determine a componente escalar, no ponto P(1, 0, 3), do vetor H  yax  xaz, que está
orientado em direção ao ponto Q(2, 1, 4).

* Este asterisco indica problemas de dificuldade intermediária.