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IGREJA BATISTA MINISTÉRIO VIDEIRA

ESCOLA DE DISCÍPULOS

MÓDULO VI

LIÇÃO 55 - O DISCÍPULO E SEUS OBJETIVOS

Texto: Ef. 4.11-13 - Oração - Duração do Estudo: 2 horas

O trabalho do Discípulo necessita ter objetivos definidos. Ter marcos de referência


bem concretos em direção aos quais deve guiar a ação da igreja. A exemplo do apóstolo Paulo
que afirmou lutava não como dando golpes ao ar. Ele sabia onde, de que forma, e quando, dar
seus "golpes".

Muitos Discípulos não podem ver o fruto permanente de seus esforços por seu
trabalho não ter uma direção definida Assumiram a idéia de que seu trabalho se resume em
três áreas: pregar, visitar irmãos para lembrar-lhes de vir ao culto, e oficiar certas cerimônias.

Aqueles que tem visão missionária dedicam parte de seu tempo à abertura de novos
trabalhos.

Há Discípulos que tem grandes dificuldades em mobilizar suas igrejas para tarefas que
são inerentes à própria igreja, como a evangelização, trabalhos nos lares, campanhas, etc.

Os convertidos continuam com suas fofocas, se vêem envolvidos continuamente em


brigas, intrigas e ressentimentos. E com certa frequência aparecem também as divisões,
motivadas por grupos descontentes.

Chega de trabalhar com base em programas inadequados, geradores de problemas


crônicos. É importante que o Discípulo desenvolva uma atividade própria, eficaz e que
satisfaça ao Senhor, à igreja e a si mesmo.

Dar à Igreja um lugar de destaque na Comunidade

A igreja pode ter um templo no centro ou na periferia da cidade. Pode não ter templo
e reunir-se em casas. Pode ainda reunir-se em um parque, escola ou em uma praça. A
localização geográfica não é de grande importância. O importante é que a igreja seja
conhecida, e que as referências que a comunidade não cristã tenha de seu testemunho e de
sua presença sejam favoráveis.

As atitudes do grupo cristão, suas normas de vida, sua harmonia interna, e sua vida
cotidiana se forem realmente uma luz, essa igreja ganhará seu lugar na comunidade.

Uma igreja que está presente em sua comunidade mas vive em desordem, disputa,
sempre atacando a maneira de ser das pessoas, nega integrar-se na busca do bem-estar
coletivo, e atacando outras igrejas, ainda que tenha um bonito templo, tem arriscado seu lugar
na comunidade. Esta igreja está destruindo as possibilidades de desenvolver e ampliar seu
ministério. Seu futuro está completamente minado.

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O Discípulo deve consciente e inteligentemente fazer com que a igreja não seja um
"tumor" ou corpo estranho na comunidade, mas que seja parte integrante dela. Deve levá-Ia a
viver a posição que Deus lhe atribui como luz, sal e comunidade pacificadora.

Quando existem duas ou mais igrejas em uma mesma cidade a situação requer muito
cuidado. Se entre os Discípulos não houver um bom relacionamento, se não se visitarem, e
pelo contrário, se atacarem no púlpito ou fora dele, as pessoas da cidade logo criticarão tais
atitudes e resistirão à sua mensagem. Essas igrejas e Discípulos estarão prejudicando
sensivelmente seus próprios ministérios.

Portanto todo Discípulo deve procurar fazer com que sua igreja ganhe seu lugar na
comunidade. É o que o Novo Testamento chama de "achar graça" ou "ter o favor de todo o
povo". Isso é o que permite, que o Senhor possa acrescentar à igreja, cada dia, os que hão de
ser salvos. At. 2.47

Reconciliar os homens com Deus

Este objetivo é o mais importante e o profundo anseio do coração de Deus.

Ele não quer que o ser humano viva separado dele, mas que esteja em comunhão
constante. Este foi o propósito da encarnação do Verbo, sua morte, ressurreição e ascensão
aos céus. Deus quer que as pessoas saibam que Ele existe; que creiam no que Ele diz; que O
busquem; que O sigam; e que, no final, desfrutem eternamente dEle e com Ele. Não cabe à
igreja andar em busca de missões ou tarefas. Deus já traçou isso muito claramente. Este
objetivo de reconciliar as pessoas com Deus se expressa na tarefa evangelizadora como a obra
suprema que toda a igreja cristã deve realizar. Daí o trabalho da liderança deve se projetar
definitivamente em direção à motivação, treinamento e ação evangelizadora permanente da
igreja.

Todas as atividades da igreja, como conjuntos musicais, corais, cultos dentro e fora dos
templos; atividades dos ministérios, devem visar principalmente a salvação das almas. Cabe
aqui uma pergunta. Qual o objetivo dos nossos cultos? Agradar aos de casa ou aos de fora?

Formar e Aperfeiçoar os Cristãos

A referência para o crescimento de cada cristão é o próprio Senhor Jesus.

O desejo de todos nós deve ser crescer até alcançar a estatura de Cristo. Isto significa
que o trabalho do Discípulo deve ser o de aperfeiçoar os crentes para que estes no dia final
estejam "perfeitos".

Geralmente em nossas igrejas dá-se uma ênfase muito grande à conversão, ao novo
nascimento, e nos descuidamos de todo processo seguinte. Por esta razão, há tantos cristãos
que não crescem, não colaboram, simplesmente são esquentadores de bancos, expectadores
em nossas reuniões. E é por isso que há tantos cristãos que continuam arrastando pecados e
costumes da velha vida. Até abandonam algumas coisas exteriores e visíveis quando se

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convertem. Mas conservam muitas coisas que às vezes são piores, como ressentimento, o
orgulho, as fofocas, a desobediência, falta de submissão ao Senhor e aos líderes.

Não devemos esquecer que o apóstolo Pedro ao falar sobre este processo, ele
estabelece que à fé deve ser acrescentada bondade, conhecimento, domínio próprio
perseverança, piedade, amizade entre irmãos, amor. 2 Pd. 1.5-8.

A vida cristã não se limita apenas em deixar certos pecados e hábitos da velha vida,
que é o aspecto negativo, mas avançar até parecermos com Jesus. Isto significa que todo o
convertido deve amar, como o fez Jesus; ser justo como Jesus; servir como Jesus; ser santo
como Jesus. Não somente amar, mas dar lugar ao Espírito Santo toda liberdade de ação para
que ele realize esta transformação em nosso ser.

Um Discípulo experiente sabe muito bem que um ou dois anos é apenas o tempo
necessário para que comece a conhecer uma igreja e uma comunidade. É apenas o tempo
necessário para traçar planos sérios.

Então quando uma igreja ou Discípulo se acostuma a mudar ou revezar sua liderança,
isto cria uma vida artificial tanto para um como para o outro. Os Discípulos se contentam com
programazinhos simples, e apenas para "passar o tempo". Há até quem mantém um arquivo
de sermões que vão passando de uma igreja para outra da mesma forma. Anulam assim a
criatividade e a seriedade na comunicação da mensagem de Deus ao seu povo.

Toda igreja será o que o seu Discípulo é. Não será o que ele prega mas o que ele vive.
Desta forma um Discípulo intolerante, que pensa mal de outras igrejas, consciente ou
inconscientemente, formará uma igreja que crê que as demais são ruins, erradas. Um Discípulo
que não tem compreendido o amor e a misericórdia, e em suas pregações somente ataca o
pecado, formará uma igreja negativa e criticadora. Um Discípulo legalista, que não tem
compreendido bem o que é a liberdade do evangelho e do Espírito Santo, formará uma igreja
em que todos estarão constantemente examinando e julgando uns aos outros pela roupa que
usam ou por coisas secundárias.

Criar e Amadurecer Relacionamentos

Muitos acham que igreja é apenas um grupo de pessoas que se reúnem para louvar ao
Senhor. A igreja é muito mais que gente reunida sob um mesmo teto. E é muito mais que um
grupo que confessa verbalmente uma mesma fé.

Outros dão muita ênfase ao crescimento numérico das igrejas e esquecem da


qualidade de seus membros. Ambas as coisas são importantes. O crescimento numérico deve
estar sempre acompanhado por um amadurecimento nos relacionamentos.

Esta é a razão pela qual ainda que se abram igrejas facilmente hoje, com a mesma
facilidade muitas morrem. Outras vão se apagando até ficar reduzidas a um grupo pequeno.
Outras não são mais que ninhos de problemas.

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Formar uma igreja não é somente converter pessoas e reuni-Ias. É necessário ensinar
principalmente aos irmãos como se relacionar com Deus e uns com os outros e com a igreja
como comunidade de fé e de serviço, para que trabalhem juntos para Deus e para as pessoas.
Um culto que se preocupe somente com o relacionamento com Deus e que não abra as portas
ao relacionamento de uns com os outros, pode ser uma simples falsificação do verdadeiro
culto.

Basta lembrar que a própria Mesa do Senhor na Igreja primitiva tinha a formalidade e a
frieza existente em muitas igrejas hoje.

Organizar e Mobilizar Capacidades

A igreja não é o templo, a organização, a denominação eclesiástica. A igreja é um


organismo vivo, dinâmico, atuante. Isto significa que ela vive não somente porque crê e para
crê. Ela vive para servir. Na Bíblia não há lugar para igrejas de "turistas". A igreja não é lugar
para os que apenas querem o "bilhete" da salvação e se sentam tranquilamente a esperar que
Jesus os levem para os céus. Somos chamados a crer em Jesus como Salvador e também como
Senhor.

Somos um corpo e neste corpo o Espírito Santo reparte seus dons a cada um. Estes
dons são dados para a "edificação" de todo o corpo. São concedidos para que cada um cumpra
funções específicas, ou seja, que todo o crente possa servir em alguma área da igreja. 1 Co 12
e 14; Rm 12.3-8; 1 Pd 4.10

Os Discípulos ou pastores, não são dados à igreja para que façam todo o trabalho, mas
para aperfeiçoar ou amadurecer os irmãos para que estes façam a obra de Deus.

Quantas vezes ouvimos pastores lamentar, dizendo: "Aqui tenho de fazer


praticamente tudo sozinho. Ninguém me ajuda". Ele dirige o culto, prega, dá anúncios, visita os
irmãos, ora pelos enfermos e até o trabalho evangelístico é ele que faz.

O problema está na metodologia do trabalho. O Discípulo centraliza a tarefa na sua


pessoa e não sabe motivar, orientar, treinar e mobilizar seu povo para fazer a obra de Deus.
Talvez pelo fato de ser remunerado, sinta-se obrigado a fazer tudo sozinho, porém este não é
o modelo bíblico. Devemos repensar seriamente sobre a nossa metodologia de trabalho.

A ação da liderança no Novo Testamento é de conjunto. Toda a igreja está incluída.


Todos os irmãos devem servir. Deus pedirá conta não somente aos Discípulos mas a todos.

Questionário
1. Quais as funções básicas do ministério pastoral hoje?

2. O que significa dar à igreja um lugar em sua comunidade?

3. O que você entende por reconciliar pessoas com Deus?

4. O que significa formar e aperfeiçoar os crentes?

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5. O que é criar e amadurecer relacionamentos?

6. Como organizar e mobilizar capacidades?

LIÇÃO 56

O DISCÍPULO E SEUS RELACIONAMENTOS

Texto: 1 Co 13.11; At 4.32 - Oração - Duração do Estudo: 2 horas

Discípulos bem sucedidos aprendem a envolver todos os tipos de pessoas na vida da


igreja. Na atualidade, isso é um desafio, porque, para muitos, a lealdade e o envolvimento com
a igreja não são como virtudes. Como obu certo pastor. "Há alguns anos, as pessoas eram
como palmeiras com raízes profundas; hoje, mas parecem com arbustos que, se dobram na
direção do vento". Portanto, como pode um líder, nesta cultura de valores sempre em
mutação, desenvolver relacionamentos duradouro e produtivo com os membros da
congregação?

A igreja é um organismo. Para que este organismo viva, cresça, sirva e se reproduza, é
necessário harmonia interna, relacionamento inteligente e trato amoroso entre seus
diferentes membros. Por isto é correto o princípio de que todo Discípulo é um criador de
relacionamentos. E que toda a igreja é uma troca de relacionamentos.

Relacionamento na Igreja Primitiva

Atos 2.43-47 relata a igreja com três mil convertidos e destaca-se o seguinte estilo de vida:

a) Todos estavam juntos.

b) Tinham todas as coisas em comum.

c )Perseveravam unânimes

d) Partiam o pão nas casas.

e) Comiam juntos com alegria e humildade.

A conversão não somente os reuniu. Permitiu que se vissem, se unissem e se


relacionassem de uma maneira diferente. Tal estilo de vida, fez com que Deus acrescentasse
cada dia gente nova à Igreja. O ambiente era propício para beneficiar a todos.

Posteriormente afirma-se que houve "murmuração" dos gregos contra os hebreus. Um


descuido na administração do auxílio foi à causa das murmurações que causou prejuízo ao
relacionamento dos membros na Igreja do Senhor.

Assim como era importante alimentar as viúvas, era da mesma forma importante
manter a harmonia e a saúde do corpo. At. 6.1-7. Aqui temos apenas uma amostra da grande
importância que têm na igreja os relacionamentos entre os irmãos.

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Causas de Problemas nos Relacionamentos Hoje

Nas igrejas cristãs é possível que ocorram problemas como o ressentimento, a raiva, o
distanciamento, o abandono da igreja, a negação a colaborar, a renúncia aos cargos, e, em
alguns casos, até as divisões. É de se esperar que alguns desses problemas ocorram, como em
todo o grupo humano. Também se deve ter em mente que um dos focos especiais do ataque
de Satanás às igrejas é prejudicar, e se possível, corromper os relacionamentos entre os
irmãos.

Algumas das causas mais comuns e conhecidas nas igrejas são as seguintes:

Problemas de autoridade

Muitas vezes esses problemas são provocados por abuso da autoridade.

Os Discípulos tomam liberdades que não possuem. Ou tentam impor-se às pessoas ou


à igreja de diversas maneiras e provocam queixas, ressentimentos, falatórios e acusações.

Pode ser que quem esteja causando os problemas seja o próprio líder.

Nesses casos não é um sermão o que falta, mas corrigir as atitudes de liderança e fazer
uso legítimo da autoridade.

Este mesmo problema de autoridade pode ocorrer do Pastor para com os outros
Discípulos da igreja. Pode ser que ele tomou decisões sobre as quais devia consultar outro e
não o fez.

Ainda pode ser que o pastor pense que esses irmãos renunciando fazem um grande
benefício à igreja. O problema de autoridade pode ocorrer de outro modo. O conselho da
igreja, as comissões, o corpo diaconal, podem ver o pastor como um simples servente que já
não obedece a suas ordens.

O problema da autoridade na igreja pode ocorrer igualmente nos grupos de jovens, de


adolescentes, de senhoras e outros órgãos. Por isso é muito importante reconhecê-lo como
uma possível causa do rompimento ou de prejuízo ao relacionamento entre os membros do
grupo.

Problemas de administração

Quando em uma igreja não há linhas de comando bem definidas, existem problemas.
Por exemplo, há igrejas que têm diáconos e presbíteros e freqüentemente se vê que uns estão
exercendo as funções de outros. Nas igrejas do tipo congregacional há assuntos que devem ser
tratados por toda a igreja, outros pelos diáconos e outros são da responsabilidade do pastor.

Há igrejas em que se nomeiam diferentes órgãos. Estes recebem o nome de "comissão


tal", mas não se especifica por escrito o encargo ou tarefa que deverão cumprir. Também não
recebem treinamento nem supervisão. Então os irmãos, ainda que tenham cargos, não pode
exercê-Ias ou se p fazem, fazem mal feito. Assim surgem as críticas contra ele. E da parte deles

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surgem, os ressentimentos, o sentimento de incapacidade e a renúncia. Esse é um fenômeno


comum em muitas igrejas, no final, o pastor acaba fazendo tudo e se move em um mar de
ressentimentos e falta de cooperação. Na verdade o problema é a má organização.

Assuntos doutrinários secundários

Há igrejas que enfatizam aspectos secundários da fé, como por exemplo, se as


mulheres devem ou não usar calças compridas, o comportamento nos cultos, a prática de
algum esporte, ter ou não televisor, ir ou não ao cinema, quão comprido deve ser o cabelo ou
a saia das mulheres. Este assunto que às vezes chega a ser "revestido de uma importância tão
grande por alguns, tem na realidade um efeito muito prejudicial à igreja. Os irmãos, aos serem
ensinados a ver a "espiritualidade" dos demais através de coisas externas, se ocupam
diariamente em julgar-se uns aos outros por sua aparência. As igrejas muito legalistas logo se
vêem afetadas por doenças nos relacionamentos.

Situações de mudanças

As mudanças pastorais, as mudanças estruturais, as mudanças de programação, as


mudanças de Discípulos provocam curiosidade em uns, alegria em outros, e séria resistência
nos demais. Especialmente nas igrejas formadas por irmãos acostumados por anos a ver e a
fazer as coisas de uma só maneira, produz-se algo assim como um estado de alarme e de
emergência quando se querem introduzir mudanças. Há casos de pastores que permaneceram
poucos meses por não saber administrar bem a questão de mudanças, também há casos de
igrejas que se envolveram em sérias discussões em tomo de mudanças, provocando até
divisões em seu meio.

A causa dos problemas pode estar não nas mudanças em si, mas na forma como foram
feitas. Talvez as decisões foram tomadas por uns poucos. Não consultaram a igreja. Não
avisaram. Lançaram-se a coisas novas. Talvez as mudanças pudessem ter sido feitas mas
ocorreu uma reação contrária pela maneira como se iniciaram.

Como Alcançar Maturidade nos Relacionamentos

Com base no que foi dito acima vamos considerar uma série de diretrizes gerais
aplicáveis às igrejas.

Iniciando com a conversão

Quando a pessoa aceita o Senhor e se integra a um programa de formação inicial, já


está sendo oferecido a ela um campo propício para que comece a saber qual o seu novo papel
a ser desenvolvido na igreja. Daí ser tão importante que toda a igreja tenha um programa de
discipulado ou formação inicial a fim de ensinar as pessoas, pela Palavra e pelo exemplo, como
se relacionar no corpo do qual agora fazem parte.

Os grupos pequenos são excelentes. Eles permitem conhecer outros e ser conhecidos.
Permitem aprender a falar e a escutar; a dar e receber; a amar e a ser amado; a ajudar e a ser
ajudado. O grupo pequeno é um veículo que ajudará a criar novas atitudes de paz, amor,

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confiança e colaboração. Capacita o crente a manter relacionamentos satisfatórios, criativos e


sadios. E aprende-se a trabalhar juntos.

Consertar as brechas

Ao descobrir que os relacionamentos estão sendo prejudicados por motivos de


organização ou administração, não se deve gastar tempo com acusações e sermões.
Simplesmente deve-se fazer as correções que o caso exija e pôr as coisas em seu lugar. É bom
lembrar que, em Jerusalém, os prejuízos nos relacionamentos levou a liderança a rever o
processo de reorganização administrativa. Eles viram o-problema e com a sabedoria do
Espírito buscaram a causa e a solução.

Depois, com oração e jejum, escolheram as pessoas certas para resolvê-lo.

Orientação particular

Quando se trata de pessoas isoladas que constantemente criam conflitos ou se vêem


envolvidas em problemas com outros, é necessário dar-lhes uma atenção particular. Nestes
casos, dar um sermão à toda a igreja não parece ser a maneira mais sábia. O melhor é tratar da
situação pessoalmente. Pode ser que essas pessoas que causam problemas sofram desajustes
emocionais, guardem ressentimentos, têm tido experiências traumáticas que as fazem viver
permanentemente em "pé de guerra" contra todos. Talvez essa pessoa não apenas necessitem
aconselhamento pastoral mas a ajuda de um psicólogo.

O Discípulo como causador de problemas

Pode acontecer que o Discípulo venha a descobrir que ele próprio é causa de
problemas na igreja. O líder, ser humano que é, pode ter problemas como as outras pessoas. O
Discípulo jovem, muitas vezes se angustia pelos problemas e casos que precisa resolver na
igreja. Às vezes, isso o traumatiza, desmoraliza e desorienta.

Então em se tratando de falhas pastorais na área administrativa ou organizacional não


resta outro caminho a não ser o de começar a estudar esta área, pedir conselho de outras
pessoas e fazer as mudanças administrativas necessárias. Se a causa do problema é emocional,
é necessário procurar a ajuda de algum pastor experiente e de confiança ou de um psicólogo
cristão.

Formas variadas de relacionamentos

Um bom programa de discipulado é um excelente instrumento para criar maturidade


nos relacionamentos.

Os próprios cultos podem ser um veículo de relacionamentos. O pastor pode preparar


um grupo de vinte a trinta irmãos para que liderem grupos pequenos. Dar-Ihes instruções
específicas do que farão.

Promover passeios ao campo, retiros de famílias, tardes de esportes e atividades


espirituais, como orar juntos, visitação e cultos nos lares.

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Os relacionamentos não devem acontecer apenas dentro da igreja. Devem sair dela.
Pode-se visitar outras igrejas e convidá-Ias para uma visita. A busca da comunhão com outras
igrejas é uma ampliação necessária da comunhão cristã. Há pastores que temem isto e
preferem manter sua igreja isolada, o que pode produzir desconfiança entre uma igreja e
outra.

Questionário
1. Como era o relacionamento na igreja primitiva?

2. Quais as causas de problemas nos Relacionamentos?

3. Como amadurecer nos Relacionamentos?

LIÇÃO 57

O DISCÍPULO COMO CONSELHEIRO

Texto: Rm15.14;CI.3.16 -Oração - Duração do Estudo: 2 horas

As pessoas sempre esperam encontrar nos Discípulos espirituais um conselheiro. E


todo líder, experiente no ministério percebe que uma de suas funções mais importante é a de
aconselhar.

O aconselhamento no trabalho pastoral desempenha um papel de grande importância.


Ser Discípulo é ser conselheiro.

O relacionamento leva as pessoas a compartilharem suas experiências, problemas e


sofrimentos. E é nessa circunstância que surge a ajuda espontânea, o conselho. O mundo dos
relacionamentos entre os seres humanos está carregado dessas experiências, O Discípulo
deve procurar ser um conselheiro, e também criar uma equipe de conselheiros bem equipados
para 'ajudar nesta área.

Qual o propósito do Aconselhamento?

Trata-se de reunir-se para trocar ideias e ouvir opiniões. O aconselhamento, portanto,


é um processo de ponderação. Dois irmãos sentam um em frente ao outro e analisam em
conjunto um problema. Discutem-se as soluções possíveis. Estas são examinadas quanto a seus
prós e contras.

O aconselhamento ajuda a pessoa a:

Conhecer-se mais a fundo;

Reconhecer-se e aceitar-se de modo mais honesto, para ser mais autêntico; Compreender
melhor o sentido da vida:

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Lidar de modo mais harmonioso com as pessoas próximas; Conviver de modo mais tranqüilo
com as outras pessoas; Atingir maior maturidade espiritual;

Adquirir a capacidade de viver mais responsável.

Aconselhamento e Confissão

A confissão é mais do que desabafar, é mais do que tirar o pó da alma.

Muitos acham que a igreja evangélica acabou com a confissão. Contudo, a confissão
faz parte da vida do cristão. Confessar equivale a reconhecer. Quem confessa a fé em Cristo,
deve saber confessar o seu pecado.

A confissão é algo positivo. Por isso cabe observar que em princípio, se trata de
perdão, pois o mais importante é absolvição, a libertação, o perdão. Por isso a confissão é algo
extremamente importante.

Muitas pessoas acham que devem confessar sua culpa somente a Deus.

Isto é engano. A confissão diante de uma pessoa é humilhante, mas também ajuda e
muito. Por esta razão o aconselhamento, unido à confissão, é um procedimento útil.
"Confessai os vossos pecados, uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados". Tg.
5.16

Níveis de Aconselhamento

É importante diferenciar o aconselhamento da repreensão. O Discípulo não deve


confundir esses procedimentos. Na realidade são duas coisas distintas.

A repreensão se relaciona mais que tudo com o andar errôneo de um cristão. Sua
situação é declarada e ele é chamado em nome do Senhor a corrigir seus passos. É de caráter
moral. O aconselhamento trata com problemas da vida, com situações de crise, não importa se
há ou não implicações morais.

Na repreensão o Discípulo vai a busca do que anda em pecado e lhe expõe sua
situação. No aconselhamento espera-se que a pessoa em necessidade venha em busca de
ajuda.

Através da repreensão declara-se o que está errado e o que deve ser feito. Através do
aconselhamento ajuda-se a pessoa a descrever sua situação, a encontrar suas causas e a
buscar soluções.

Aconselhamento popular

É o que ocorre nos relacionamentos diários das pessoas que trocam problemas e
conselhos entre si. A igreja pode ter neste nível um imenso campo de serviço, pelos muitos
ambientes em que convivem os irmãos e, em muitos casos, pelo reconhecimento que estes
gozam diante das pessoas que não conhecem o Senhor. Por isto, dentro do programa

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formativo de uma igreja, devem ser promovidos com freqüência cursos breves sobre
aconselhamento para que os irmãos possam servir melhor a seus semelhantes.

Aconselhamento comunitário

Em muitas comunidades existem a prática de aconselhar em grupo. Se uma pessoa


tem dificuldade em seu lar, recorre aos líderes. Então eles, em grupo, escutam e aconselham.

Muitas vezes este padrão de aconselhamento não é seguido nas igrejas, especialmente se
estas estão sob a direção de alguém que não seja dessa cultura. Na verdade, o Discípulo
religioso, por ser considerado pessoa idônea, honesta, respeitável, deveria exercer essa função
na sua comunidade.

Aconselhamento pastoral

Através de uma pesquisa realizada entre pastores de vários países, constatou-se que os
problemas mais comuns que estes atendem são:

• Problemas matrimoniais

• Relacionamentos entre pais e filhos

• Disputa entre irmãos na fé

• Dificuldades econômicas

• Dificuldades sobre a fé.

Objetivo do Aconselhamento

O aconselhamento não é uma indicação do que a pessoa deve fazer em uma situação
de crise, é um meio. Através dele ajuda-se a pessoa a:

• Relatar a situação que está enfrentando.

• Ter uma visão global do problema, e não reparar apenas em detalhes.

• Descobrir as causas,

• Tomar as decisões

• Amadurecer para que, em situações futuras, possa resolve-Ios por si mesma.

Modelo de Aconselhamento

1. Conhecer o lado externo da situação.

Começa-se por aqui. Um casal procura o pastor. O marido diz: "Minha esposa e eu
brigamos dia e noite. Eu estou cansado desta vida e vamos nos separar". A esposa responde,
com raiva: "Ele não gosta mais de mim. Faz tempo que nem dorme comigo".

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Em outro caso um irmão diz ao pastor: "Vou sair desta igreja. Não sinto amor aqui.
Todos são hipócritas ... "

Outro irmão preocupado: "Meu filho tem catorze anos. Não quer mais vir à igreja.
Antes só cantava corinhos. Agora está encantado pela música rock".

É necessário saber escutar e saber fazer perguntas para ter uma visão bastante ampla
do que acontece. É importante dar atenção aos fatos principais, sem preocupar-se com
detalhes minuciosos. Há pessoas que, quando relatam algo, detalham tanto que se pode
perder a visão dos fatos mais importantes.

2. Reconhecer os fatores que entram em jogo.

Por detrás das folhas há galhos grandes que sustentam a folhagem. Da mesma forma, por
detrás de todo o relato se escondem os aspectos que estão provocando as manifestações
visíveis. Um casal que está com problemas poderia citar coisas como as seguintes:

1. Ele: "O dinheiro que ganho não dá pra nada. Ela gasta tudo num instante."

Ela: "Ele não me dá quase nada para os gastos da casa. Quer que eu faça milagres com o
pouquinho de dinheiro que me dá".

2. Ele: "Acho que minha mulher gosta de outro homem. Ela se deita muito depois de mim e me
vira as costas. De manhã se levanta antes que eu acorde".

Ela: "Somente ele se satisfaz".

3. Ele: "Desde que minha esposa se converteu a essa religião tudo vai indo mal. Lá em casa não
se pode mais escutar rádio nem ver televisão; não se pode fazer nada. Tudo é igreja e oração".

Ela: "É que ele não quer buscar a Deus, e como diz a Bíblia, o homem carnal não entende as
coisas de Deus"

Nos exemplos acima, vê-se que há três fatores que podem ser detectados: 1)
econômico, 2) sexual, 3) religioso. Portanto, descobrir os fatores nem sempre é tão simples
como o temos descrito. Às vezes o relato das pessoas é tão confuso que demoramos a
perceber os fatores.

Com frequência são vários os fatores que entram em jogo, não apenas um. Estão inter-
relacionados. Deve-se discernir, também, se entre tais fatores há um que é o predominante e
o verdadeiro núcleo do assunto. Os problemas têm diferentes ramificações; são complexos e
cada pessoa é diferente das outras.

Quando se descobrem os fatores principais que estão criando problemas, já se começa


a pisar em terreno firme. Ao chegar a este ponto, é preciso que não somente o conselheiro,
mas também a pessoa que busca ajuda, tenham discernido e concordem acerca de quais são
os fatores centrais, sejam eles econômicos, sexuais, religiosos, etc. A partir deste ponto pode-
se passar ao passo seguinte.

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3. Descobrir causas simples.

Em muitos casos, há causas bastante simples que, uma vez reconhecidas, podem ser
facilmente superadas. É o caso de problemas financeiros. É possível que o "x" da questão seja
que o casal não saiba administrar seu dinheiro. Um acusa o outro e ambos se aborrecem. Mas
não vêem o que acontece.

Para chegar a este ponto também será necessário que o conselheiro leve as pessoas a
descrever esta causa. Talvez nunca tenham preparado um orçamento familiar com base no
que entra e nos gastos básicos que precisam ter.

4. Descobrir causas profundas.

Mas há muitas outras situações que são mais complicadas. Que têm causas mais
profundas. Estas não se resolvem com urna sugestão prática, como a do caso anterior.
Requerem um tratamento mais adequado.

Voltando ao caso anterior - dificuldades no lar devido ao dinheiro - poderia ser


descobertos outros fatos que requerem outras soluções. O homem maneja o dinheiro. Ele o dá
à mulher à medida que esta vai precisando, e sempre de má vontade. Mas ele faz assim
porque tem um conceito definido do papel do homem e da mulher em geral. Ele se sente o rei
da criação, ele sabe como fazer tudo. De forma geral, considera a mulher inferior ao homem
em dignidade e capacidade, e crê que deve manter sua esposa submissa a ele de todas as
maneiras.

Por sua vez, a mulher se sente humilhada, desprezada e sem direitos. Sua condição de
igualdade não é reconhecida.

Os problemas surgem. Aparentemente por causa do dinheiro. Mas no fundo trata-se


de outra coisa totalmente diferente. A causa está nas atitudes, especialmente do homem para
com a mulher.

Problemas Comuns

Um casal que enfrenta uma crise, pode ter uma ou várias causas entre as quais
mencionamos as seguintes:

1. Sexo. Este fator é bastante comum nos problemas do lar. Acontece um desajuste nas
relações do casal. A mulher se sente insatisfeita. O homem se sente rejeitado. Não há
liberdade de participação mútua. 1 Co 7.3-5

Essas situações causam tensões entre o casal, recriminações, afastamento físico e


emocional. Há casos, em que a situação avança tanto que pode provocar a infidelidade e o
rompimento do lar.

Quando o sexo é um fator de tensões deve-se buscar sua possível causa.

Em termos gerais, poderiam ocorrer um ou vários dos seguintes fatores:

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a) Falta de educação sexual. É comum em nossas igrejas muitos jovens, cheguem ao


casamento sem ter uma idéia do papel que desempenha o sexo. Disto provém os abusos que,
com frequência, os homens cometem na noite de núpcias e que causam sérias dificuldades
posteriores. Também ocorrem sentimentos de culpa, atuação passiva da mulher e
incompreensão mútua.

b) Conceitos religiosos errados. Em nosso país predomina o ensino religioso com profundas
raízes no maniqueísmo filosófico, que advoga o mal e pecaminoso da matéria, e portanto, das
relações sexuais. Esta idéia exerce uma influência muito poderosa sobre o nosso povo. E o
problema se agrava quando combinado com a crença popular de que o pecado original, a tal
"mordida na maçã", foi a união sexual de nossos primeiros pais. O próprio fato de se
apresentar Maria, a mãe de Jesus, como virgem depois do parto, e a rejeição total da
possibilidade de que ela tivesse tido mais filhos, se enquadra neste padrão doutrinário. Me.
3.31-35; Mt 13.53-56

c) Traumas. Podem ocorrer experiências como: uma mulher que, quando menina foi
molestada por algum homem; tentativas de abuso ou estupro; viu um homem nu e coisas
semelhantes. Essas situações constituem um choque tão forte que deixam a mulher com medo
do homem, ou ainda com repugnância dele, e isto a impede de atuar de igual para igual.

d) Sentimentos de culpa. Mulheres que tiveram relações sexuais antes do casamento; homens
que, sendo cristãos, tiveram relações extraconjugais; homens e mulheres que, sem ser
homossexuais, tiveram alguma experiência dessa natureza, muitas vezes não conseguem
livrar-se da culpa, vergonha ou raiva. Sobrevêm as indiferenças, e ainda a "impotência".

e) Ressentimentos. Muitas vezes, tanto o homem como a mulher, se "esfriam", se afastam ou


se negam sexualmente, simplesmente por uma "vingança". Alguma coisa ofendeu um deles,
isso não foi falado, foi guardado e é usado como arma.

Questionário

1. Como surge o Aconselhamento?

2. Qual o propósito do Aconselhamento?

3. Quais as diferenças entre Aconselhamento e Confissão?

4. Quais os vários níveis de Aconselhamentos?

5. O que é Aconselhamento popular?

6. O que é Aconselhamento comunitário?

7. O que é Aconselhamento pastoral?

8. Qual o objetivo do Aconselhamento?

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9. Quais os problemas mais comuns na vida do casal?

LIÇÃO 58

O DISCÍPULO COMO GANHADOR DE ALMAS

Texto: 2 Tm 4.5; 1 Co 11.1; - Oração - Duração do Estudo: 2 horas

Não resta dúvida de que esta é sua tarefa suprema. Pois o que Deus busca
diligentemente é a plena reconciliação das pessoas consigo. 2 Co 5.20. Se esta é a
responsabilidade da Igreja deve ser levada de modo muito sério pela liderança. É bom que se
saiba que a evangelização não é tarefa única e particular de algumas pessoas que têm este
ministério, mas é responsabilidade da própria igreja. Ef. 4.11

Por que Evangelizar

o grande propósito da vida do Senhor Jesus. João 3.16.

" ... Ele veio para buscar e salvar o que se havia perdido". Lc 19.1Ob. Todo o seu ministério foi
dedicado à conquista das almas João 4.34, pois Ele as via como ovelhas que não tem pastor,
desgarradas e errantes Mt. 9.36. Por esta razão, Ele as ensinava e curava Mt. 9.35, expulsava
demônios, Lc 4.35,36, ressuscitava mortos João 11.42-44. O seu amor pelas almas era tão
grande Me. 10.21 que, para compra-Ias para Deus Ap 5.9, Ele viveu uma vida de obediência até
a morte Fp 2.8, dando voluntariamente a sua própria vida por preço de resgate delas. Ef. 1.7.

Evangelizar é um mandamento que o Senhor Jesus nos deu. Mt. 28 19,20; Me 16.15.

O Senhor nos ordenou pregar o Evangelho, pois Ele quer que a sua mensagem atinja a
toda a criatura. Me. 16.15, a todas as nações Mt. 28.19, a todo o mundo Me. 16.15, a todas as
aldeias Mt. 9.35, a todo o lugar. At. 17.30. Ele amou o mundo João 3.16 e quer os homens de
toda a tribo, língua, e povo, e nação Ap 5.9, venham a arrepender-se. 2 Pd. 3.9, se salvem, e
venham ao conhecimento da verdade. 1 tm 2.4

Evangelizar é um dever para todos os crentes.

"Cojuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus ... que pregues a Palavra" 2 Tm
4.1,2. Diante de um mundo tão necessitado da salvação de Cristo, o mestre nos diz: "dai-lhes
vós de comer" Mt. 14.16. Filho vai trabalhar na minha vinha. Mt.21.28, " ... de graça
recebestes, de graça daí". Mt. 10.8.

Evangelizar é um privilégio para os salvos. Mt. 10.32

Um dos maiores privilégios do crente é poder cooperar com Deus Me 16.20 neste
mister de ganhar almas para o seu Reino. Que satisfação! Que alegria! Saber que alguém
partiu para a glória está salvo porque nós o ganhamos para Cristo!. Paulo tinha esta
experiência com os irmãos de Tessalônica 1 Ts 2.19,20, pois os havia ganho para Cristo. O
mesmo ele podia dizer a respeito de Tito Tg. 1.4 e de Onésimo Fm.10.

Evangelizar é uma responsabilidade de cada cristão. 1 Tm. 2.4

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"Se tu não falares, para desviar o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua
impiedade, mas o seu sangue eu o demandarei da tua mão". Ez 33.8

O Senhor nos salvou para anunciarmos as suas virtudes 1 Pd. 2.9, isto é, para
pregarmos o Evangelho a toda criatura. Me. 16.15, dando, assim, de graça o que de graça
recebemos. Se hoje somos salvos é porque alguém sentiu o peso da responsabilidade de nos
falar do amor de Deus, e nos anunciou o Evangelho. Quando pensamos que outrora éramos
pecadores perdidos Rm. 3.23, que estávamos destinados à matança Pv. 24.11,12, isto é, ao
lago de fogo do Inferno. Ap 20.14,15, onde iríamos padecer eternamente, mas Deus em sua
infinita graça nos salvou e nos deu o direito de viver com ele para sempre.

Os anjos queriam pregar o evangelho, 1 Pd 1.12, porém Deus reu esta tarefa para os
seus s.

Características do Discípulo ganhador de almas

1. Conhecimento da Bíblia e da teologia cristã. A Bíblia é a Palavra de Deus e não apenas a


contém. Por isso o mensageiro da Palavra deve conhecê-Ia para defender-se contra os ataques
dos hereges. Na Bíblia há mais poder para salvar os homens, purificar, alegrar e embelezar
suas vidas, do que em todos os demais livros colocados juntos. Tt 1. 9

2. Aptidão para ensinar. A Palavra de Deus precisa ser o fundamento da instrução, porque as
estatísticas demonstram que as conquistas mais permanentes da igreja se fazem mediante o
ensino. O ensino deve incluir tanto a instrução doutrinária quanto a instrução moral. O
Discípulo deve estar pronto para fazer discípulos e gerar filhos na fé. 1 Tm 4.1-3

3. Fé Sadia. Não se deve aceitar tendências inúteis e que sejam tendentes à destruição;
porque, infelizmente, muitos têm habilidades, mas não estabilidade e firmeza na verdade de
Deus. Por isso muitas pessoas são envenenadas com mensagens sem nenhuma base bíblica e
teológica. 1 Tm 4.6; 4.16

4. Vida Íntegra. Vida e nome limpos, sem mancha e sem culpa na esfera moral, espiritual,
financeira, familiar, vocacional e ministerial.

O mais importante das qualidades do mensageiro do Evangelho é a fidelidade, a qual


não pode ser substituída por nenhuma regra de arte. 1 Tm 3.11

5. Consagração e piedade. A piedade é o conhecimento de Deus na mente; a graça de Deus, na


alma; o amor de Deus, no coração; a obediência de Deus, na vida.

Jesus é amigo dos pecadores; mas, companheiro, ele o é apenas dos cristãos piedosos
e puros de coração. A piedade conserva o poder de Deus e o fogo do Espírito no coração. 1 Tm
3.9

Evangelizar uma comunidade é uma tarefa que começa com o líder. Antes que o
Discípulo possa motivar a congregação a fazer evangelismo, tem de dar o exemplo, fazendo
ele mesmo evangelismo. Nunca vi uma igreja de oração que não tenha um Discípulo de

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oração. Nunca vi uma igreja que contribua que não tenha um Discípulo que contribua. Nunca
vi uma igreja missionária que não tenha um pastor que faça missões.

Sugestões úteis para um testemunho bem sucedido

1. Fale de sua própria experiência. Diga o que sabe. Conte como seus pecados foram
perdoados, de modo que hoje você é uma nova criatura em Cristo e tem uma morada eterna
no céu. O apóstolo Pedro disse que sempre devemos estar "preparados para responder com
mansidão e temor a qualquer que pedir a razão da esperança que há em nós". 1 Pd 3.15.

2. Evite argumentos e controvérsias. Antes, enfatize o relacionamento da pessoa com Deus, ou


se a pessoa tem ou não a paz por haver recebido o perdão de Deus e se está seguro de ter a
vida eterna.

3. Ore com os não-crentes. Um dos métodos mais eficientes de testemunhar é tão somente
orar na presença de um não crente. Quase sempre os não cristãos, quando nos ouvem falar
com o Senhor Jesus, sentem imediatamente a realidade de nossa experiência com Ele. Como
crentes nascidos de novo, às vezes não damos valor ao relacionamento vivo que temos com
Jesus. Ainda que de vez em quando os não salvos orem, a oração é uma prática desajeitada e
incômoda para eles. Orações públicas feitas em eventos também são exemplo de diferença
entre a oração formal e impessoal de um crente nominal e a oração fervorosa de um crente
renascido. Até os incrédulos notam a diferença!.

Propostas Eficazes

Os crentes precisam ser desafiados com projetos específicos na área da evangelização.

1. Oração em grupos de três. Essa abordagem à oração oferece a oportunidade de pôr em


prática Mt. 18.19,20. Um membro da igreja junta-se a outros dois em oração regular por
amigos específicos e membros familiares que não conheçam a Cristo. Em determinado
domingo, os membros da igreja reúnem-se em grupos de três e escrevem em um cartão os
nomes de um a três amigos ou de membros familiares que não conheçam a Jesus. O grupo
concorda em oração por eles. Durante a semana o grupo de oração tenta orar por telefone e,
possivelmente, em alguns momentos juntos, na igreja, antes ou depois dos cultos. A oração
deve ser a favor das pessoas a serem visitadas. Este método de evangelismo pode ser utilizado
de forma contínua ou por um período específico de tempo, designado especialmente para
cultos evangelístico especiais.

2. Série de sermões especiais. Uma produtiva abordagem evangelística, que já utilizei, foi fazer
uma série de pregações especiais. Mensagens principalmente sobre temas atuais para
despertar interesse entre o público em geral. Cito alguns títulos dessa série: A Bíblia e os
problemas sociais; A Bíblia e a reforma agrária; O desafio da terceira idade; As marcas de um
século; A Bíblia e a pós modernidade; A onda da globalização; As maravilhas da Internet.
Mandar confeccionar folhetos para os membros distribuírem entre amigos dá ótimo
resultados.

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3. Dia do Amigo. Para muitas igrejas, o Dia do Amigo tem sido particularmente eficaz em atrair
os não-crentes aos cultos da igreja. O Dia do Amigo oferece uma boa razão para os membros
da igreja convidarem os amigos e também dá aos amigos uma boa razão para aceitar. Os laços
de amiúde criam excelente oportunidade para o cristão convidar o amigo não cristão à igreja.

Como Evangelizar as Pessoas

1. Mostrar que todos são pecadores.

-Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus". Rm 3.23

-Todos nós andamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava ... " Is 53.6

-Não há um justo, nem um sequer" Rm. 3.10

-Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos" 1 João 1.8

2. Mostrar que todos necessitam do Salvador.

-Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá vida,
mas a ira de Deus sobre permanece" João 3.36 -Se não crerdes que eu sou, morrereis no vosso
pecado". João 8.24

-Todo aquele que comete pecado é do pecado" João 8.34

-Porque o salário do pecado é morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna". Rrn. 6.23.

-"Como escaparemos nós se não atentarmos para uma tão grande salvação". Hb. 2.3

3. Mostrar O que o Senhor Jesus fez pelos pecadores.

-"Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus ... " 1 Pd
3.18

-"Levando ele mesmo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados,
pudéssemos viver para a justiça". 1 Pd 2.24

-"Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos
justiça de Deus". 2 Co 5.21

4. Mostrar que a oportunidade de ser salvo é agora.

-"Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" 2 Co 6.2

-"Escolhei hoje a quem sirvais" Js 24.15

-"Não presumais do dia de amanhã" Pv. 27.1

-"Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações" Hb. 3.15

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Permita Deus que todos nós, juntos possamos aproveitar a total liberdade que temos
em nossa Pátria para a disseminação do Evangelho. Devemos sempre agradecer ao Senhor por
isto, e não deixar a Palavra de Deus presa. 2 Tm. 2.9, mas que ela .. tenha livre curso e seja
glorificada'"? Ts 3.1, porque no Brasil o Senhor abriu-nos uma grande oportunidade que não
devemos perder. 1 Cor 16.9; 2 Co 2.12.

LIÇÃO 59

O Discípulo COMO INCENTIVADOR

Texto: At. 9.26-30; - Oração - Duração do Estudo: 2 horas

Um importante estudo efetuado na Washington Univerty, dá uma excelente pista para


os vários enfoques motivacionais de liderança. Alguns Discípulos pensam que liderar é dar,
completa liberdade aos membros da equipe. Dizem: "Dei-lhes uma oportunidade, agora se
virem e não me aborreçam; apenas mostrem serviços". Algumas pessoas produzem sob este
tipo de liderança, isto é, a que não interfere. Mas a maioria das pessoas atua melhor quando
lhes é dada uma liderança mais ampla e específica.

Há Discípulos que encaram seu papel como o de um persuasor, isto é, o de vender· a


seus subordinados as idéias que querem ver executadas. São persuasivos porque sabem como
descobrir a "frequência de ondas" de cada pessoa, e sintonizar-se nessa frequência. As pessoas
trabalham melhor sob esse tipo de liderança, quando sentem que seus objetivos pessoais são
compatíveis com os objetivos de seu Discípulo superior na organização (igreja).

Existem também os Discípulos demagogos: o autocrata que, por meio de uma política
rígida e de ameaças, acha que tudo o que tem a fazer é dizer: "faça isso, senão ... ". Não sente
a necessidade de guiar. Para ele mandar é direito seu, seja porque é o dono ou porque ocupa a
posição de liderança.

O Discípulo Como Motivador da Equipe

Os liderados esperam que seus Discípulos sejam, entre outras coisas, INCENTIVADORES. Claro
que isto não é muito fácil, não somente porque a equipe com quem você trabalha não seja
aberta, sensível à motivação, mas também porque não é tarefa fácil motivar outras pessoas.

O que é motivação?

Motivar é criar um ambiente onde as pessoas possam se sentir bem consigo mesma e
entre si, a fim de cooperarem com o grupo.

Motivar é como dirigir uma torcida (incitar, animar), as vezes, os "chefes de torcidas"
desanimam mais do que animam as pessoas. Além disso, essa atitude tem somente um efeito
em curto prazo.

As pessoas podem ser motivadas para o bem ou para o mal - fazendo aparecer o
melhor ou o pior que elas tem. John Kennedy motivou muitas pessoas na busca da vida,

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liberdade e felicidade; enquanto que Hitle fez aparecer o pior de muitos alemães, conduzindo-
os a atos de barbarismo inacreditáveis.

Criar um Ambiente Produtivo

Espere o melhor para conseguir o melhor, estabeleça padrões elevados e exija que as
pessoas, inclusive você. Os acompanhem.

Seja entusiástico sobre as metas e a missão do grupo, sobre os indivíduos que


compõem o grupo e sobre você mesmo.

Permita às pessoas cometerem erros com os quais podem aprender.

Reconheça e dê prêmios ao sucesso ou à realização, mas não tenha medo de dar um retorno
negativo.

Compreenda o que as pessoas querem para si mesmas e o que estão dispostas a dar para
obter o que elas querem ou precisam.

Encoraje a cooperação dentro do grupo e uma competitividade razoável com outros grupos.

Ajuda aos membros da equipe a resolverem problemas.

Como Estabelecer Contato Psicológico com a Equipe

Dizer às pessoas da equipe que você espera que elas façam o melhor, significa que você as
considera capazes de alcançar os altos padrões sobre os quais vocês concordam.

Quando o Discípulo atribui uma nova tarefa ao grupo, tanto o Discípulo como o grupo
deve saber o que deve ser feito para alcançar as metas. A equipe precisa saber o que o
Discípulo espera que eles façam, e de que maneira.

Responsabilidades

Responsabilidades são os resultados que você espera obter das pessoas que você está
procurando motivar; o que deve ser feito, por que, e quando. Se elas não sabem que
resultados o Discípulo espera, certamente não poderão obtê-los e o Discípulo não poderá
reconhecer e premiar o sucesso e o bom desempenho.

Cada pessoa da equipe deve conhecer suas responsabilidades individuais, mesmo que,
a equipe trabalhe em conjunto. Parte da motivação de uma pessoa vem do fato dela saber que
tem um papel importante na organização e que outras pessoas contam com elas.

As pessoas trabalham por recompensas. Essas não precisam ser tangíveis, como
dinheiro. Podem ser intangíveis, como no caso de deixar que o vencedor fique com o papel de
Discípulo do grupo.

Consequências

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Quando você considera alguém capaz de realizar alguma coisa, é de sua


responsabilidade explicar o que acontece se a execução da tarefa é bem sucedida ou não,
quem é o afetado e como. Você deve expor as consequências positivas ou negativas para as
pessoas, e também para o líder, o grupo e a organização.

Como Usar o "Efeito Pigmalião" para elevar Padrões

o "efeito Pigmalião" é um termo usado por psicólogos sociais que consideram que um
Discípulo é um agente de mudanças positivas ou negativas - um Pigmalião.

O nome vem da antiga lenda grega do escultor Pigmalião, que se apaixonou pela
estátua que tinha feito e acreditou profundamente na beleza e na bondade dela, desejando
somente que ela pudesse se tomar vivente.

Os Pigmaliões Positivos começam tendo confiança em si mesmos e em sua capacidade


de ajudar e desenvolver sua equipe de trabalho. Eles transmitem essa autoconfiança e sua
crença na capacidade dos outros.

Quando o Discípulo faz o que é preciso para ajudar a assegurar o sucesso, a equipe se
esforça de verdade para não desmerecer a confiança que o Discípulo tem neles.

Reforçando a Motivação por meio de Incentivos

Naturalmente, um desempenho bem-sucedido ainda depende da pessoa ter a


capacidade de fazer o serviço e saber claramente qual é o seu papel.

A motivação genuína vem de promoção, responsabilidade, trabalho desafiador,


reconhecimento e realização. Essas recompensas, fornecem incentivos que geram satisfação
no trabalho.

E.E. Adams, diz que se pode modificar o comportamento de alguém usando


recompensas por executar bem o serviço ou por se comportar de acordo com as metas, os
padrões e as normas da organização.

Se você está delegando uma atividade e quer que a pessoa faça o melhor possível,
você tem boa probabilidade de consegui-lo se estabelece metas e padrões e divide o serviço
que vai delegar em objetivos menores. Recompensando a pessoa a cada passo, você estará
recompensando-a por muitas realizações bem sucedidas e não apenas uma. Pequenos
sucessos geram então grandes sucessos.

Ao mesmo tempo, você tem que adaptar as recompensas à pessoa. A recompensa


certa para as pessoas erradas pode produzir efeitos negativos em lugar de ser um estímulo
positivo.

A motivação pode ou não vir de dentro, mas as recompensas, os incentivos, quase


sempre vêm de fora. É por isso que o Discípulo precisa combinar as motivações com
recompensas e outras formas de estímulos.

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Recompensas que as pessoas frequentemente procuram obter de seus trabalhos

Conhecimento: Perseguir e aprender coisas e idéias novas; procurar a verdade ou


informação; ser conhecido pelos outros como uma pessoa inteligente e sentirme inteligente.

Poder: Liderar e dirigir os outros; influenciar e controlar os outros, isto é, fazer com que façam
o que eu quero que façam.

Independência: Atingir minhas metas da maneira mais apropriada para mim; ter a liberdade de
ir e vir como eu quiser; ser eu mesmo o tempo todo; controlar minhas ações.

Realizar: Conseguir meus objetivos pessoais com a sensação de que fiz alguma coisa tão bem
como outra pessoa, se não melhor, sentir auto-satisfação no enfrentar um desafio, ao realizar
uma tarefa ou um serviço, ou ao resolver um problema.

Reconhecimento: Receber atenção, ser notado, apreciado ou respeitado por outros, devido a
alguma coisa que eu tenha feito.

Amizade: Ter muitos amigos, trabalhar com outras pessoas e gozar da camaradagem; juntar-
me ao grupo para ter companhia; desejar e gostar de relações sociais.

Exemplos de Recompensas:

Desafio no Trabalho: Com resultado de sentimentos de auto-estima e orgulho e a necessidade


de se expandir mentalmente, muitas pessoas querem fazer mais do que elas consideram
tarefas comuns.

Reconhecimento Social: Para algumas pessoas, os elogios não são suficientes. Sentem-se
recompensadas quando reconhecidas pelo Discípulo ou pelo grupo.

Oportunidade de Liderança: A maior parte das pessoas tem pouca chance de assumir um papel
de liderança. Entretanto, muitos vêem esses papéis como uma maneira de se expressar como
seres humanos adultos e úteis. Colocá-los para liderar uma pequena equipe de trabalho para
melhorar a produtividade, ou a qualidade do serviço, ou as condições de trabalho, pode-se
constituir em uma recompensa para eles.

Questionário
1. Como alguns Discípulos lideram suas equipes hoje?

2. Que tipo de liderança a equipe reage melhor?

3. O que os liderados esperam de seus líderes?

4. O que é motivação?

5. Como criar um ambiente produtivo?

6. Como estabelecer contato psicológico com a equipe?

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7. O que significa efeito Pigmalião?

8. Como reforçar a motivação da equipe?

9. Quais as recompensas que as pessoas esperam obter em seu trabalho?

10. Cite alguns exemplos de recompensas.

LIÇÃO 60

O DISCÍPULO COMO FORMADOR DE EQUIPES

Texto: Mt. 10.1-4 - Oração - Duração do Estudo: 2 horas

Muitos de nossas igrejas são formadas de dois grupos: um grande número de


"expectadores" que assistem aos cultos de domingo, e o outro composto do Pastor e uns
poucos que fazem a maior parte do trabalho.

A Bíblia não ensina que a intenção de Deus é que o Pastor faça todo otrabalho de
ministrar à igreja. Uma pessoa possivelmente não pode fazer tudo o que provavelmente
precisa ser feito. Deus quer que todos sejam envolvidos no ministério.

Agora, use alguns minutos para pensar em sua igreja. Considere a considere a
necessidade de Discípulos e responda sinceramente às perguntas:

Quantas pessoas em sua igreja estão realmente envolvidas como líderes?

Quantas pessoas em sua igreja estão na verdade envolvidas de alguma forma no trabalho?

Qual o trabalho ou ministério em sua igreja que não é realizado por por falta de alguém
treinado ou interessado em executá-lo?

Quais são as mudanças que ocorreriam em sua igreja se todos os membros fossem envolvidos
no ministério?

Forme uma Liderança Participativa

Um técnico de futebol, um general ou um homem de negócios, bem sucedido tem algo


em comum: capacidade de liderar. O técnico não sai correndo pelo campo e vence sozinho as
outras equipes. Fica sentado no banco dos reservas e dá instruções a equipe. O general não sai
carregando a bandeira pelo campo de batalha. Dirige do seu posto de comando. O empresário
não faz seus produtos com as próprias mãos. Diz as outras pessoas o que deseja e faz com que
também queiram o mesmo. Como administrador , você necessita formar uma equipe para
exercer uma liderança participativa, não pode fazer tudo sozinho. Você depende das pessoas
que trabalham com você.

O padrão para liderança participativa está dinamicamente exemplificado pelo próprio


Jesus. Incumbido com a tarefa de evangelizar o mundo, Jesus chamou a si doze homens
comuns aos quais Ele podia se dar. Em última análise, a esses homens Ele confiou o trabalho

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de levar o Evangelho até aos confins da terra. Consistente essa estratégia, Jesus dedicou três
anos para prepará-las de modo que pudessem cumprir esse mandamento universal.

Padrões de Liderança no Novo Testamento

Liderança participativa não foi apenas exemplificada por Jesus, mas amplamente
demonstrada pela Igreja Primitiva. Ainda que todos os detalhes da administração da igreja não
sejam exigidos pela igreja de nossos dias, esses primeiros padrões para administrar a igreja
proporcionam muitas instruções.

Quando as igrejas foram estabeleci das, eram designados para administrar os cargos
da igreja local um presbítero. Esse presbítero por sua vez designava outras pessoas, os
diáconos, para formar uma equipe de trabalho.

Os maiores Discípulos da Igreja Primitiva, foram Pedro e Paulo. O livro de Atos dos
Apóstolos registra as atividades desses grandes homens de Deus. Eles não fizeram a Obra de
Deus sozinhos, tinham cada um suas respectivas equipes de apoio.

Como tudo isso funciona numa igreja hoje?

Considerando que os padrões do Novo Testamento de administração de igreja


parecem ser mais descritivos do que prescritivos, é correto que cada igreja local determine
qual modelo de liderança atenderá melhor às suas necessidades particulares.

Ainda que os padrões de administração da igreja do Novo Testamento possam não


estar apoiado na igreja de todas as gerações, entendo que seus princípios são válidos e
extremamente necessários para os dias de hoje.

Processo de Recrutamento e Seleção

A Bíblia mostra:, em várias passagens, a ação de Jesus chamando ou recrutando seus


seguidores. Assim é que, no início de seu ministério na Galiléia, Cristo convidou dois
pescadores, os irmãos Simão Pedro e André, dizendo-lhes:

Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens MtA.19. Mas adiante, Jesus
recruta outros dois discípulos, Tiago e João, também pescadores e irmãos, que deixaram o
barco de seu pai e atenderam ao chamado Mt. 4.21-22.

Por que Jesus chamou pescadores como candidatos a discípulos? É interessante


observar que esses homens não tinham grande instrução, eram rudes e não possuíam riquezas
e nem posição social elevada em Israel. Mesmo assim foram convocados por Jesus. Por que?
Cristo conhecia perfeitamente o potencial de cada um deles.

1. Ser Paciente. Rm 12.12; 1 Co 1304; 2 Tm 2.24. O bom pescador sabe esperar pacientemente
até que o peixe morda a isca. Se for uma pessoa inquieta, nunca será um pescador de sucesso.
O líder, recrutado por Jesus, necessita, acima de tudo, ser alguém paciente no trabalho do
Senhor. Muitas vezes, o de Deus não vê resultados imediatos na ação do Espírito Santo. É
preciso não esquecer que os peixes que são pescados pelo Evangelho têm personalidade

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própria, determinação própria, consciência própria. Assim, aquele que é recrutado por Deus
deve aprender a esperar no Senhor. 1 Co l3.7; Hb. 11.1; SI. 71.14

2. Ser Perseverante. Lc 21.19; Rm 5.3; Ef 6.18. O pescador experiente que conhece seu ofício
aprende a não desanimar nunca, e sempre volta à pescaria e tenta mais uma vez. O Discípulo
não deve desencorajar-se quando aparentemente não sucede nada com sua mensagem,
testemunho e ensino acerca das coisas de Deus. Tal como o pescador, o Discípulo recrutado
por Jesus é aquele que tenta inúmeras vezes pescar homens para Deus.

3. Ser Corajoso. Dt 31.6; Mt. 14.27; João 16.33. No curso de Literatura Americana, li o livro O
Velho e o Mar de Emest Hemingway, consagrado romancista norte-americano, esse livro
rendeu-lhe o prêmio Nobel de literatura. Nele, retrata a extraordinária coragem e
perseverança de um velho pescador tentando pescar um grande peixe. Nos momentos de
maior solidão desse combate, dizia para consigo: "Meu barco é tão pequeno e frágil e o mar
tão grande, bravio e desafiador ... ! Foi sua enorme coragem que fez com que levasse o peixe
grande, na verdade, o que restou dele, até a aldeia onde vivia. O Discípulo atendendo à
convocação de Jesus, deve ser alguém consciente e intrépido em sua missão. Capaz de correr
risco de vida. Esse é o recruta de Deus. É o verdadeiro pescador de homens".

4. Ser Discreto. Mt 3.11; Ef 6.5-8. Se a presença do pescador for muita barulhenta, com certeza
os peixes irão embora, por melhores que tenham sido a isca e o equipamento empregados. O
Discípulo cristão não deve apresentar-se de forma ostensiva diante dos homens, ou buscar
promoção através da midia, mas sim apresentar a Jesus em todas as oportunidades que lhe
aparecer.

Formação de uma Equipe Estratégica

Hoje, nosso mundo em rápida mudança, apresenta um universo constante de desafios


para seus líderes. Num tempo como este, não é suficiente ter administradores que saibam
como fazer as coisas direito. Precisamos de Discípulos que saibam articular e enxergar as
coisas certas que devem ser feitas.

A necessidade de levantar Discípulos transformadores é enorme. Como diz o salmista:


"Pois o julgamento não vem do Oriente nem do Ocidente .. É Deus quem julga, é Ele quem
rebaixa uns e eleva outros". SI. 75.6-7

Os Discípulos devem se multiplicar habilitando outros. Jesus não é apenas o Pastor


que procura a ovelha, mas também o Criador de Pastores que transforma ovelhas em
pastores. Me 3.l3

Discípulos devem trabalhar como capitães e membros do grupo, não como "estrelas".
Quero dá aqui, duas sugestões, para a formação de uma equipe:

1. Identifique as pessoas que fazem as coisas funcionarem. Consiga o apoio dessas pessoas o
mais rápido possível. Uma maneira eficaz de fazer isso é verificar seus projetos anteriores e
observar as contribuições que deram. Em seu encontro com essas pessoas, diga o que sabe
sobre seu desempenho e o que gostaria de contar com elas.

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ESCOLA DE DISCÍPULOS

2. Faça uma Reunião com essas pessoas. Aproveite essa reunião para descobrir o que elas
querem e de que precisam. Faça com que a reunião seja bem informal. Use este esquema
durante a reunião.

>- Apresente-se. Se você está recém chegado de outra igreja, e conte o que fazia lá.

>- Diga o que a Igreja como todo espera de você naquela nova igreja.

>- Fale sobre os seus objetivos para o grupo. Seja específico.

>- Pergunte do que o grupo precisa para alcançar seu objetivo.

Estimule-os a falar.

>- Fale ao grupo sobre a necessidade de formar uma equipe.

Convide-os a participar.

>- Agradeça e finalize a reunião

Treinamento Pessoal

Uma das maiores responsabilidades que temos em nosso ministério é proporcionar o


preparo adequado para o pessoal recrutado. Não poderemos esperar um bom desempenho
dos nossos membros se o conhecimento e formação não estiver à altura do trabalho que
devem executar. Quanto melhor preparado esteja o pessoal, melhor será sua produção,
individual e coletiva.

Preparar o Discípulo é um processo de ensinar, informar de modo que se tome o mais


qualificado possível para executar seu trabalho, de modo que se tomem capacitados a ocupar
posições mais elevadas e de maior responsabilidade.

O Curso Treinamento de Discípulos para igrejas, foi preparado exatamente para ajudar
na preparação de homens e mulheres que vocacionados, desejam servir melhor ao Senhor.

Delegue Autoridade

"E disse o Senhor a Moisés: Ajunta-me ... dos anciãos de Israel... E contigo levarão o cargo do
povo ... Nm 11.16,17" .

Liderança não é Senhorio. "Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas
servindo de exemplo ao rebanho". 1 Pd. 5.3.

O que mais importa, para desenvolver as capacidades dos membros do grupo, é fazer
parte da própria liderança. Se o clima no grupo continuar sendo de dominação, se o comando
permanece somente com o pastor, as técnicas servirão apenas para disfarçar e para reforçar
tal dominação.

Para que os membros do grupo cresçam e para que o grupo, como um todo, cresça,
deve haver distribuição e rodízio de lideranças.

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Há quatro etapas principais no processo de delegar tarefas:

1. Atribua o trabalho ao membro apropriado da equipe.

2. Obtenha a aceitação e o compromisso do membro em desempenhar bem o trabalho.

3. Defina um momento para o membro prestar contas a você.

4. Não verifique o trabalho a cada dois minutos. Descubra o que deu certo e quais foram às
dificuldades. Ajude o membro a aprender com as dificuldades.

Quando você dá autoridade a outras pessoas pelo processo de distribuição de tarefas,


você abre caminho para uma fonte enorme de conhecimento e experiência. Se você fizer isso,
todos vencerão.

Questionário
1. Quais os dois grupos existentes em nossas igrejas?

2. Quantas pessoas estão envolvidas no trabalho em sua igreja?

3. O que é Liderança Participativa?

4. Qual era o Padrão de Liderança no Novo Testamento?

5. Qual o Processo de Recrutamento e Seleção no Novo Testamento?

6. Como formar uma Equipe Estratégica?

7. Como alguns Discípulos lideram suas equipes hoje?

8. Que tipo de liderança a equipe reage melhor?

9. O que os liderados esperam de seus líderes?

10. O que é motivação?

11. Como criar um ambiente produtivo?

12. Como estabelecer contato psicológico com a equipe?

13. O que significa efeito Pigmalião?

14. Como reforçar a motivação da equipe?

15. Quais as recompensas que as pessoas esperam obter em seu trabalho?

16. Cite alguns exemplos de recompensas.

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