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S.A. FESSEL et al.

AVALIAÇÃO DA QUALIDADE FÍSICA, FISIOLÓGICA E SANITÁRIA DE SEMENTES DE MILHO DURANTE O BENEFICIAMENTO1
SIMONE APARECIDA FESSEL2; RUBENS SADER3; RINALDO CESAR DE PAULA4; JULIANA ALTAFIN GALLI5

RESUMO - A pesquisa teve por objetivo avaliar a qualidade física, fisiológica e sanitária de sementes de milho durante as etapas de beneficiamento. Foram utilizadas 16 amostras de um lote de sementes do híbrido D766 safra 2001/2002 , classificado em sementes chatas médias curtas e redondas curtas, de peneiras 20 e 22. As amostras foram obtidas durante as fases do beneficiamento de recepção, pré-limpeza, pós-mesa de gravidade, pós-classificador e pós-ensaque. As sementes foram avaliadas quanto ao teor de água, germinação, primeira contagem da germinação, índice de velocidade de germinação, envelhecimento acelerado, teste de frio, condutividade elétrica, emergência das plântulas em campo, sanidade, através do teste de papel filtro e dano mecânico. Para análise estatística utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, e a comparação das médias foi feita usando-se o programa SAEG, teste de comparações múltiplas de Scott-Knott a 5% de probabilidade. Os resultados deste trabalho sugeriram que os danos mecânicos podem ocorrer em cada fase do processamento e são cumulativos e o beneficiamento de sementes de milho pode aprimorar a qualidade de sementes de um lote em termos de germinação, vigor e sanidade. Termos para indexação: Zea mays L., germinação, vigor, processamento, injúria mecânica. QUALITY EVALUATION OF CORN SEEDS DURING CONDITIONING ABSTRACT - The objective of this research was to evaluate the physical, physiological and sanitary quality of corn seeds during conditioning. Sixteen samples of a corn seed lot hybrid D766 produced in 2001/2002 was used, classified as medium short flat and short round, from the screens 20 and 22. The seed samples were obtained during the following conditioning steps: reception, pre-cleaning, post-gravity separator, post-grader and after bagging. The seeds were evaluated for the moisture content, standard germination, first germination count, speed of germination index, accelerated aging, cold test, electrical conductivity, seedling field emergence, health test through the filter paper and injury test. The experimental design used was completely randomized with 4 replications and the mean comparison was made through the Scott-Knott multiple path comparison test at 5% level of probability. According to the obtained results it was concluded that mechanical injury can occur at any stage of seed conditioning and is cumulative and the corn seed conditioning may improve the seed lot quality in for germination, vigor and health. Index terms: Zea mays L. germination, vigor, processing, mechanical injury.

INTRODUÇÃO O beneficiamento de sementes constitui-se em uma etapa essencial na produção de sementes de alta qualidade, visto

1

Aceito para publicação em 20/11/2003. Engos Agros, estudantes de Pós-Graduação em Agronomia, FCAV/UNESP - Câmpus de Jaboticabal, SP, 14884-900; e-mail: sifessel@fcav.unesp.br 3,4 Engo Agro, Prof. Titular e Adjunto do Depto. de Produção Vegetal - FCAV/ UNESP.
2,5

que a semente precisa ser beneficiada e manipulada de forma adequada, caso contrário, os esforços anteriores para o desenvolvimento do material e as técnicas culturais para a produção das sementes podem ser perdidas. Segundo Silveira & Vieira (1982) a qualidade final da semente depende do cuidado em manter, durante o beneficiamento e o armazenamento, a qualidade obtida no campo, minimizando as injúrias que ocorrem durante o processamento, principalmente as injúrias mecânicas. A capacidade de uma semente de produzir uma planta normal pode ser

Revista Brasileira de Sementes, vol. 25, nº 2, p.70-76, 2003

RCP22). teste de germinação (TG) . germinação. 2003 . 25. (8) pós-mesa de gravidade . após a operação de pré-limpeza (Albuquerque & Priante-Filho.chato curto peneira 22 (PC . (2) pré-limpeza. Os resultados foram expressos em porcentagem.CCP22).chato curto peneira 22 (PMG .FCAV. Por outro lado Amaral et al.RCP 22). Índice de velocidade de germinação (IVG) . Constituiu no registro das porcentagens de plântulas normais verificadas na primeira contagem do teste de germinação (4º dia) (Nakagawa. De acordo com Moore (1974). fisiológica e sanitária de sementes de milho durante as etapas de beneficiamento.determinado pelo método da estufa a 105±3ºC. (13) pós-classificador . (3) pós-mesa de gravidade . Todas as sementes foram mantidas em câmara fria (10ºC e umidade relativa de aproximadamente 50%) durante o período de realização do trabalho. Não só o aspecto físico da semente é atingido. Assim sendo. safra 2001/2002 na unidade de beneficiamento de sementes da empresa Dow AgroScience. (12) pós-classificador . primeira contagem da germinação . por 24 horas. elevadores e outros equipamentos usados para movimentar sementes. A injúria mecânica é causada por choques e/ou abrasões das sementes contra superfícies duras ou contra outras sementes.CMP 22). considerando-se os critérios estabelecidos pelas Regras para Análise de Sementes (Brasil. nº 2. aumentando a pureza física e sanitária de lotes de sementes de ervilha. utilizando-se duas sub. (5) pós-mesa de gravidade redondo curto peneira 22 (PMG . desde a colheita. (11) pós-classificador .CCP20).RCP22) e (16) pós-ensaque redondo curto peneira 20 (PE .RCP20).conduzido segundo as recomendações contidas no manual de testes de vigor da ISTA (Hampton & TeKrony.chato médio peneira 22 (PMG .chato curto peneira 20 (PMG .chato médio peneira 20 (PC . (1984) verificaram que a utilização de máquinas de ar e peneiras e mesa de gravidade eliminou materiais indesejáveis.RCP 20). semeadas em caixas plásticas (26x16x10cm) contendo areia como substrato e mantidas em condições ambientais de laboratório (25-30ºC). conforme as Regras para Análise de Sementes (Brasil. 1992).amostras de 25 sementes por tratamento. podem ter importante influência na qualidade da semente. 1992).redondo curto peneira 20 (PC . 1967). UNESP. 1970).redondo curto peneira 20 (PMG . como evidenciou os resultados da avaliação do dano mecânico. (1996) durante as etapas do beneficiamento de sementes de milho. fragmentadas.CCP 22).chato curto peneira 20 (PC . Reduções no vigor de sementes de milho foram observadas. vol. Os transportadores. MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido no Laboratório de Análise de Sementes do Departamento de Produção Vegetal e no Laboratório de Patologia de Sementes do Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias . arranhadas e inteiramente danificadas.chato médio peneira 20 (PMG . Ao final do teste. Os pontos de amostragens foram: (1) recepção. As amostragens foram realizadas em 16 pontos do processamento do híbrido D766. conduziu-se a presente pesquisa com o objetivo de avaliar a qualidade física. a partir do dia em que surgiram as primeiras plântulas normais. 1965 e Delouche. Resultados semelhantes foram obtidos por Lollato & Silva (1984) e Buitrago et al. as injúrias mecânicas são as maiores forças destrutivas que atuam na redução da qualidade fisiológica e sanitária das mesmas. 1999).CMP20). o IVG foi calculado empregando se a fórmula de Maguire (1962). (9) pós-classificador . As sementes foram avaliadas quanto ao: teor de água (TA) . estabelecida pelas Regras para Análise de Sementes (Brasil.chato médio peneira 22 (PC . A contagem final foi realizada no sétimo dia após a instalação do teste. (1991) quando constataram que sementes de feijão beneficiadas na mesa de gravidade apresentaram melhores qualidades físicas. teste de tetrazólio e condutividade elétrica. pois sementes mecanicamente danificadas dificultam as operações de beneficiamento e apresentam menor germinação e vigor (Andrews. beneficiamento e embalagem.conduzido junto ao teste de germinação.RCP20).70-76.QUALIDADE DA SEMENTE DE MILHO NO BENEFICIAMENTO 71 reduzida ou anulada por injúrias mecânicas causadas durante o beneficiamento (Gregg et al. (7) pós-mesa de gravidade . fisiológicas e sanitárias. 1993). (14) pós-classificador . em produção mecanizada de sementes.CCP 20). p. envelhecimento acelerado (EA) . resultando em sementes quebradas. 1995) e também Revista Brasileira de Sementes. (6) pós-mesa de gravidade .conduzido junto com o teste de germinação.redondo curto peneira 22 (PC .CMP 20). As avaliações das plântulas foram realizadas diariamente. Para Delouche (1967) qualquer equipamento usado no manuseio é fonte potencial de danos mecânicos e de contaminação.. Câmpus de Jaboticabal. 1992). (15) pós-ensaque redondo curto peneira 22 (PE . (4) pós-mesa de gravidade .CMP22). As avaliações foram realizadas até o momento da última contagem (sétimo dia). trincadas. à mesma hora. Resultados semelhantes também foram observados por Fessel et al..realizado com quatro subamostras de 50 sementes por tratamento. (10) pós-classificador .

1% em copos plásticos (com capacidade de 200mL). Nota 1: sementes com 10% de área colorida. Decorrido o tempo de embebição. e posteriormente retornado às condições iniciais de incubação por período de cinco dias. retiradas. procedeu à leitura da condutividade elétrica. para evitar o contato das sementes com a água. Loeffler et al. teste de comparações múltiplas de Scott-Knott a 5% de probabilidade. A comparação das médias foi realizada usando-se o programa SAEG. As caixas foram tampadas e colocadas em câmara fria (10ºC) por sete dias.os testes foram conduzidos no delineamento inteiramente casualizado. (modelo “water jackted”) foram determinados o teor de água das sementes e a germinação. Utilizaram-se vinte placas por tratamento.. emergência das plântulas em campo e porcentagem de sementes contaminadas com fungos os dados foram transformados em arc sen √x/100. agitando algumas vezes para facilitar a penetração da solução. Constou . colocadas em uma única camada.50m entre linhas e a profundidade de 5cm.0. 1999. em linhas de 2.70-76. vol. Análise estatística . As sementes foram envelhecidas em caixas plásticas (11x11x3.72 S. semeadas em caixas plásticas (26x16x10cm) contendo uma mistura de areia e terra (na proporção de 2:1). dano mecânico .5cm) contendo 40mL de água deionizada. Segundo Jijon & Barros (1983) um dos fatores que influenciam a susceptibilidade das sementes ao dano mecânico é o seu grau de umidade. estando mais suscetível ao dano mecânico.60 a 11. são mais suscetíveis ao dano por Revista Brasileira de Sementes.amostras de 50 sementes para cada tratamento. Os copos contendo as sementes foram mantidas em câmara de germinação. 2000). 1995 e Fessel et al. com quatro repetições por tratamento/teste. Depois do período de envelhecimento de 72 horas. RESULTADOS E DISCUSSÃO Na Tabela 1 estão apresentados os resultados do teor de água e do dano mecânico das sementes em cada etapa do beneficiamento.76).conduzido segundo as recomendações de Oliveira et al. condutividade elétrica (CE) . procedeu a lavagem das sementes em água corrente e avaliadas o número de sementes com danos. teste de frio. 1988 e Vieira & Krzyzanowski. descrito por Marcos Filho. p. quando as plântulas normais foram contadas e os resultados expressos em porcentagem. (1999). com baixos graus de umidade (10. Os resultados foram expressos em porcentagem sementes infectadas (Brasil. teste de frio com solo (TF) . 1992). Os resultados finais foram expressos em porcentagem.. envelhecimento acelerado. com exceção apenas para o teor de água em que usaram duas repetições por tratamento. Nota 2: sementes com 10 a 40% de área colorida. primeira contagem. Após esse período de incubação a avaliação foi realizada em cada semente individualmente. contendo 75mL de água deionizada. 25.1983. contendo.conduzido com quatro sub. exceto no embrião. Para a realização deste teste. com eletrodo com constante 1.utilizou-se o método do papel de filtro com congelamento. 2003 . A contagem das plântulas normais emergidas foi realizada aos 14 dias após a semeadura (Nakagawa. sob microscópio estereoscópico. seguiramse as recomendações da AOSA (1983) e Barros et al. destampadas e mantidas em ambiente de laboratório por cinco dias. com temperatura de 20±2ºC. 1994). à temperatura de 25ºC (AOSA. Estas foram mantidas em ambiente controlado. Para a análise dos dados da germinação. Estas. através de lâminas feitas do material contido nas sementes. A adição de água foi realizada até atingir 70% da capacidade de retenção do substrato. com dez sementes em cada. Pode-se observar que as sementes estavam com teor de água baixo. 1999). seguindo o critério de avaliação: Nota 0: sementes aparentemente sem danos.conduzido segundo recomendações da AOSA (1983) que constou do uso de quatro subamostras com 50 sementes por tratamento. também pelo microscópio óptico. Nota 3: sementes acima de 40% da área do endosperma colorida ou com danos diretamente associados ao embrião. por 45ºC (Hampton & TeKrony. em fotoperíodo de 12 horas de luz branca e 12 horas de escuro. posteriormente. nº 2. pesadas com precisão de duas casas decimais e colocadas para embeber em copos plásticos (com capacidade de 200mL). e deixadas à temperatura ambiente. Os resultados finais foram expressos em µS cm-1 g-1.5m de comprimento e espaçamento de 0. emergência das plântulas em campo (EC) . FESSEL et al.conduzido com quatro sub. teste de sanidade . nas tabelas são apresentados às médias originais. As sementes foram incubadas em placas de Petri de 9cm de diâmetro.amostras de 50 sementes por tratamento. sobre uma tela. colocadas para embeber na solução de Amaranth 0. em câmara de envelhecimento acelerado. desde que distantes do embrião e ou leve absorção próximo ao ponto de inserção no sabugo. em qualquer ponto da semente. cobrindo as sementes durante 2 minutos. sendo a identificação dos fungos feita através de características morfológicas de seu crescimento sobre as sementes e. por 24 horas. três folhas de papel de filtro umedecidas com água destilada. (1998).amostras de 50 sementes por tratamento.A. usando-se um condutivímetro 600 Analyser. Decorrido o tempo de embebição. seguindo-se um período de 24 horas à -18ºC.se do uso de quatro sub.

25. Pode-se dizer que a mesa de gravidade interfere positivamente na qualidade fisiológica do lote.35A 22.RCP22 PE . ao remover as sementes de menor densidade... em qualquer ponto da semente..45 B 22.49 B 22...76A 10...QUALIDADE DA SEMENTE DE MILHO NO BENEFICIAMENTO 73 TABELA 1.0A 4. além de apresentarem efeitos imediatos sobre sua qualidade. quebramento.Redondo curto n° da peneira.38 B 22.0A 3.0A 16..0 B 8..CMP 22 PMG .Pós.0 B 2.ensaque.34A 22..0 B 11..5 B 80. Nota 2: sementes com 10 a 40% de área colorida...5A 2..5A 1.RCP 22 PMG .........5A 1..0 B 6.. e por amassamento aumenta em torno de 16-18%...CMP20 PC ...0A 6.. 11.51** 2. verificada pelo aumento da nota 3. 1995).5 B 3.5A 1.03 B 10. observou diferença significativa durante as fases de beneficiamento..0 1. as predispõem à deterioração mais rápida.53A 22..5A 1. Nota 3: sementes acima de 40% da área do endosperma colorida ou com danos diretamente associados ao embrião..5 B 2. Os resultados finais foram expressos em porcentagem......... exceto no embrião..5A 0A 0A 1... Os danos mecânicos nas sementes.. Segundo Carvalho & Nakagawa (2000) a intensidade por quebramento começa a aumentar.RCP22 PC ...5 B 1.Pós...0 C 84..94 B 11.82 B 11. proporcionando um maior percentual no número de plântulas fracas e anormais.5 B 1.5 C 85.5 B 13.5A 9..01 B 11. não diferem entre si...Pós-mesa gravitacional..42** 141...33A 4.27 22. Etapas do beneficiamento1 Recepção Pré-limpeza PMG .5A 2..0A 4. 1991 e Smith & Berjak.0 B 3..0 C 79. nº 2.. no teste de frio.72 PMG .18 3. % .5 B 3.. maior sensibilidade aos fungicidas e redução no potencial de armazenamento (Bruggink et al.5 B 81.76 Dano mecânico2 Nota 0 Nota 1 Nota 2 Nota 3 ..CCP20 PC .. Médias seguidas pela mesma letra.36 B 23.5 B 8.98A 10.50** 34. e dentro da faixa 12-14% a 16-18% a intensidade de injúria mecânica seria mínima.. Nota 1: sementes com 10% de área colorida.5A 0...CMP 20 PMG .5A 5.RCP20 Teste F CV (%) 1 Teor de água Inicial Após o EA ..0 B 6.0A 1.88 B 11.0 B 11.65A 11.. Teor de água inicial e após o envelhecimento acelerado e dano mecânico em sementes de milho durante as fases de beneficiamento.27A 11.. Considerando a porcentagem de germinação (Tabela 2).0 B 14. p.5A 5. Pelo teste de condutividade elétrica (Tabela 2) verificouse que a ocorrência de danos mecânicos propiciou aumento Revista Brasileira de Sementes. 93.5A 87........0A 86.....CMP22 PC .5 B 5..70-76.53A 11.0A 0A 1..RCP 20 PC .CCP 22 PMG .03 B 21..CCP22 PC ..5 B 87..0A 0A 0. à medida que o teor de água se reduz a valores inferiores a 12-14%... RCP ..45A 10... sendo importante destacar o efeito acumulativo dos danos no tegumento da semente..80 B 15.......05 B 20. Ao longo das fases do beneficiamento ocorreu um aumento na porcentagem de dano mecânico... pelo aumento da respiração e da lixiviação de eletrólitos.53** 67.5 C 84.....5 B 6....0 B 5. PE .CCP 20 PMG .... maior susceptibilidade a microrganismos. CCP .86 B 10.11A 23.5 B 10.. quebradas e atacadas por patógenos. % .5A 92. a 5%.. CMP .5 C 92..Chato curto n° da peneira... primeira contagem da germinação. Verificou-se que após as sementes passarem pela mesa de gravidade houve aumento na porcentagem de germinação.. PC .56A 20...0 C 88.43A 11.20** 1.. desde que distantes do embrião e ou leve absorção próximo ao ponto de inserção no sabugo. maiúscula na coluna..5 B 2...classificador..5A 1.65 B 24..5 B 6..99 C 22.Chato médio n° da peneira.0 B 89.... 2003 .21 2.5 B 80. vol.05** 4. no envelhecimento acelerado e no índice de velocidade de germinação.54 B 23. pelo teste de Scott-Knott....RCP20 PE ..5A 3..5A 14....14 D 24...... ** Significativo a 1% de probabilidade 2 Nota 0: sementes aparentemente sem danos.60 B 11...24A 11.0 C 88...5A 6...5A 1.

Vigor Etapas do beneficiamento1 Recepção Pré-limpeza PMG .69A 27.CMP22 PC .RCP20 PE .33A 29. para Penicillium sp.CMP 22 PMG .g-1 11. devido às sementes estarem tratadas quimicamente e este tratamento não controlou a Revista Brasileira de Sementes. FESSEL et al..62A 20.28 D 15.45** 4.Pós.41 TF EA % EC CE µS.01A 23.A.CCP 20 PMG . Tal fato demonstra mais uma vez os efeitos benéficos do beneficiamento sobre a qualidade das sementes. não diferem entre si.87** 6.54 PMG . a redução do vigor.curta peneira 20.cm-1.CCP20 PC . emergência em campo e condutividade elétrica (CE). RCP . ocorreram aumentos progressivos.Redondo curto n° da peneira.Pósclassificador.86 E 9.60 D 20.94 E 11.12 C 13.33A 27.51A 13.34 E 11. este aumento ocorreu até o ponto de amostragem 6 (PMG CMP 20) a partir deste ponto sofreu oscilação mas acaba reduzindo. após a fase de pós-ensaque houve grande redução na incidência do patógeno.RCP 20 PC .81 E 12. obtidas durante as fases de beneficiamento.37** 5.00 E 11. envelhecimento acelerado. Nos testes de primeira contagem da germinação. Pela análise da Tabela 2.36 IVG 23. nº 2. envelhecimento acelerado (EA). teste de frio.71A 26.78A 26. ocorreram variações nas porcentagens de vigor das sementes em algumas fases do beneficiamento. Na etapa de pós-ensaque pode-se observar baixa ocorrência destes fungos. 25.51 88A 84A 94A 89A 87A 91A 78 B 85A 85A 83A 86A 87A 76 B 73 B 89A 86A 3. a 5%.RCP22 PC .94 C 18.45 B 26.RCP22 PE . para Cephalosporium sp.Chato médio n° da peneira. sendo que a partir do pós-ensacamento o vigor aumentou. Médias seguidas pela mesma letra.CCP22 PC .18 B 13. maiúscula na coluna. apresentando no final os mesmos níveis estatísticos do início do beneficiamento.09A 6. porém para Penicillium sp.CMP 20 PMG .49** 9.18A 27. e Cladosporium sp.ensaque. ** Significativo a 1% de probabilidade. emergência em campo e índice de velocidade de germinação (Tabela 2) apresentaram comportamento similar.RCP20 Teste F CV (%) 1 Germinação 1° contagem da germinação % 91A 85 B 95A 92A 94A 95A 90A 88A 87 B 91A 94A 90A 80 B 81 B 89A 90A 3.60 E 15.47 D 12. índice de velocidade da germinação (IVG). pelo teste de Scott-Knott.28 58 C 84A 93A 89A 70 B 87A 83A 88A 73 B 73 B 89A 75 B 74 B 70 B 86A 87A 9. principalmente para sementes redondas . ao longo de cada etapa do beneficiamento.52 B 23.90A 28.70-76. PE .83 D 21. Analisando os resultados do teste de sanidade (Tabela 3) verificou-se que houve redução na ocorrência dos fungos Fusarium sp. ou seja.19A 26.38A 25.Chato curto n° da peneira.84A 27. 2003 . de lixiviação de metabólitos.88A 26. primeira contagem da germinação.CCP 22 PMG -RCP 22 PMG . PC .19** 5. CMP . com exceção do Fusarium sp. vol.13 B 27. p.RCP 20).89 B 24.74 S. TABELA 2.76 85 B 93A 87A 88A 91A 81 B 77 C 82 B 83 B 85 B 92A 81 B 72 C 73 C 83 B 80 B 7.91 92 B 86 B 97A 96A 95A 97A 93 B 90 B 87 B 91 B 95A 94A 88 B 83 B 92 B 92 B 3. e Cephalosporium sp.CMP20 PC . e conseqüentemente.18** 7. este aumento foi até o ponto de amostragem 14 (PC .05** 5. CCP . observou-se que o beneficiamento foi eficiente para melhorar a qualidade fisiológica deste lote. teste de frio (TF). Porcentagem de germinação.Pós-mesa gravitacional.

Rhizopus.. também a ocorrência não quantificada dos seguintes fungos: Aspergillus.. 32). A.5 C 87. F..CCP 20 PMG . Revista Brasileira de Sementes. Etapas do beneficiamento1 Recepção Pré-limpeza PMG .61 PMG .C..0A 95. CCP . 30. (Contribution. Molinea..5A 48.5 B 94.0 B 8. n3.2..RCP 20 PE .99-104.5 C 37. Mississipi.. Curitiba. N....Association of Official Seed Analysts.70-76. maiúscula na coluna. p. A..Pós-ensaque. VILLELA. 1993... 25. 1992. n.. vol.5 B 10. Cephalosporium sp.0A 95.. 1993..CCP 20 PC ...5. BICCA.0 D 50. v. M... M....... 1983....RCP 20 Teste F CV (%) 1 Fusarium spp.0 C 32. p..0 D 18. Ministério da Agricultura.. p. p.C..1-5.5 D 4. DIAS.5 C 68. Mechanical injury on seeds.0 E 25.R. CMP .0A 93.. C. % .. AOSA ...B. In: KRZYZANOWSKI.RCP 22 PE .CMP 22 PC ..C.. J..F. v.. PE . PenIcillium sp.. Alternaria e Curvularia..15 49. L.S.3... 1965.5 C 0 E 0 E 23. SILVA.0A 89..... pelo teste de Scott-Knott.. incidência.) Vigor de Sementes: Conceitos e Testes.. Lavoura Arrozeira.5 B 36. BARROS.0A 98. 1999. Brasília.5 F 13.. 365p..Chato curto n° da peneira.. 88p. ANDREWS. L.QUALIDADE DA SEMENTE DE MILHO NO BENEFICIAMENTO 75 TABELA 3. PC .CMP 20 PMG ...5 B 10. 1965..5 B 4.. Mississipi State University.. v. F... Seed vigor testing handbook..0A 96. Proceedings. .0A 91.5A 9. Brasília: SNAD/DNPV/ CLAV..5 D 3.0 C 86. Porcentagens de sementes com incidência de fungos.C. Epicoccum...5 B 10. J. Regras para análise de sementes.CCP 22 PC .0 D 7.. milho. Porto Alegre.....Redondo curto n° da peneira. East Lasing...0 B 9. nº 2.5A 97. Classificação de sementes de ervilha.0 B 31. Resumos.0 E 49. 1984.. TILLMANN...348..F. O beneficiamento de sementes de milho pode aprimorar a qualidade de um lote em termos de germinação...0 B 9.0 B 7. vigor e sanidade. 2003 ..0A 10.0A 38. Cladosporium sp. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE SEMENTES........L.0A 17...RCP 22 PMG .H..5 B 10.Pós.A.0A 99..16** 25....0A 98.5 B 3.0 C 59.....CMP 20 PC .. Efeito da máquina de pré-limpeza na qualidade fisiológica de sementes de BUITRAGO. Londrina: ABRATES... p.. F..19** 4. A. VIEIRA.Pós-classificador. M...15.. RCP.13. PRIANTE-FILHO. Informativo ABRATES. a 5%... I..36.0 E 133.CCP 22 PMG ..5A 13.. 8.0 B 6...0 B 75.. CONCLUSÃO Os danos mecânicos podem ocorrer a cada fase do beneficiamento e são cumulativos...5 C 0. FRANÇA NETO. R.L.0 D 47..5A 6. É importante ressaltar que a semente se constitui no meio mais eficiente de disseminação de patógenos..CMP 22 PMG .. não diferem entre si.5A 17.RCP 20 PC .. KRZYZANOWSKI. In: SHORT COURSE FOR SEEDSMAN..Chato médio n° da peneira. Campo Grande...0 D 5.5 B 17..0 B 11. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE.. de B.5 B 8.. WOBETO...3235. S. Revista Brasileira de Sementes. ** Significativo a 1% de probabilidade.RCP 22 PC .... p... 1991....5 E 55.A..M.D. Testes de frio.5 B 12.mesa gravitacional..... CICERO..5A 3.. Perdas e qualidade de sementes de feijão beneficiadas em máquinas de ventiladores e peneiras e mesa de gravidade. AMARAL..50 89. (Eds..S.05** 25. BRASIL.C.64** 16.....69 46. em função da etapas de beneficiamento..0 C 51..0 D 13.0 B 96.... Observou-se..125-130.5 C 6... Médias seguidas pela mesma letra.

n.. p. 1999.) Vigor de Sementes: Conceitos e Testes.D. obtidas em quatro fases do processamento. 1970. Mississipi State University.) kernels. Revista Brasileira de Sementes.. 1999. Informe Agropecuário. 1982. H. R. FRANÇA NETO. FESSEL. SMITH.. Londrina: ABRATES. 25.9.A. Revista Brasileira de Sementes. W. Seed Technol.A.1-3. n. T... (ed. nº 2.24.D.A. Viability of seeds.G...69-71. VIEIRA. A. Londrina: ABRATES. 1995. VIEIRA..24. Efeito dos danos mecânicos na semeadura sobre a qualidade de sementes de soja (Glycine Max (L.12..176-177. A.ed. Some factors influencing electrolyte from maize (Zea mays L. p. (Ed). JIJON.70-76. 1995.4. Avaliação da qualidade fisiológica de sementes de três genótipos de milho. FRANÇA NETO.G..1483-1496.20. Mississipi: Mississipi State University. Guaratinguetá. F. M. 2000 GREGG. Zurich.P. Marcel Dekker Inc. VIEIRA. SILVA.C. Deteriorative changes associated with the loss of viability of stored desiccations of seed associated mycoflora during storage. p. Jaboticabal: FUNEP.) Vigor de Sementes: Conceitos e Testes. N. J. 2003 . VIEIRA.. E.G. de B. 1983. n.ed. n. Handbook of vigour test methods. DELOUCHE. Proceedings. OLIVEIRA. J. M. SILVA.G. NAKAGAWA. Effects of mechanical injuries on viability.. Efeito da utilização da mesa de gravitacional na qualidade de sementes de feijão.. TEKRONY.328-344. p. Seed processing.G. v.15-20. (Eds.. J... Pelotas.292. v. In: KRZYZANOWSKI. East Lansing.S. M. p. p. 1988. CARVALHO. de B..F.L. R. LAW.C.A. Pesquisa Agropecuária Brasileira. In: VII Congresso de Iniciação Científica UNESP. R. (Eds. 1974.163-170. FESSEL. Teste de condutividade elétrica. n. In: VIEIRA. J.. E. J. In: In: KRZYZANOWSKI.C. p.37-53. Utilização de corantes na verificação de incidência de danos mecânicos em sementes de milho. tecnologia e produção. T. Londrina: ABRATES.2. Zürich:ISTA.2. H.M. & BERJAK.D.. p. v.701-746. Testes de vigor baseados no desempenho das plântulas.1. Teste de envelhecimento acelerado. Seed development and germination. R. VIEIRA. F. de B. J. J. 12. Brasília. 1996. HAMPTON. VIEIRA. Tecnologia de Sementes.B. vol. Speed of germination and seedling emergence and vigour. J. GALILI. Jaboticabal: FUNEP..1. J..S... p.. M. B. 3rd.M.). v. 588p. VIRDI.363-366. VIEIRA.T. 1967.26.2. J.. R..94-113. London: Chapman and Hall. M.M. G. In: SHORT COURSE FOR SEEDSMAN.A.1-4. p. S.M. R.22. Crop Science. Madison. MARCOS FILHO. In: KRZYZANOWSKI. n.L. n. R. VIEIRA. BALIS. MOORE. LOLLATO. v. J. Mississipi. 4. J. F. v. 2000..J.D.. P. Revista Brasileira de Sementes. DIJKEMA. p. D. K.) Testes de vigor em sementes.49 -85. R. MAGUIRE. FAGIOLI. TEKRONY. Belo Horizonte..M. J. F. BEKENDAM.. (Eds. Brasília. 1984.H.6. 3-22. BARROS.1.D. N. Brasília.A. SILVEIRA. 1998. n. In: JAIME.F.D. p. 1/2. FESSEL et al. In: ROBERTS. S.19. KRZYZANOWSKI. Anais. Sementes: ciência. V. M.C. p.) Merril. RODRIGUES. LOEFFLER. FRANÇA NETO. URARK.G.117p. D. M. CARVALHO.2..A.G. Seed Science Research.1-4. Mechanical damage to seed.R. BRUGGINK. Temperatura e período no teste de envelhecimento acelerado em sementes de milho. p.76 S. NAKAGAWA. 1994. M. FAGIOLI. 1991. p.C. S. 1999.S.M..V. p. Testes de vigor baseados na avaliação das plântulas..8.. p. CARVALHO.. v.D.R.D. EGLI.50-56. A. NAKAGAWA..C. Vigor de Sementes: Conceitos e Testes. Beneficiamento de sementes. D.3. The bulk conductivity test as in indicator of soybean seed quality.D.M. J.2.. p.A. New York. 1962.C.C. J..

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