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FACI WYDEN

ENGENHARIA CIVIL
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

LAURO BRAZ BENTES SARUBBI JUNIOR


ROSENILDO PINHEIRO MIRANDA JUNIOR

ESTUDO COMPARATIVO DE CUSTOS DE UM ORÇAMENTO


CONTRATADO EM RELAÇÃO AO SINAPI/SEDOP

BELÉM – PA
2019
LAURO BRAZ BENTES SARUBBI JUNIOR
ROSENILDO PINHEIRO MIRANDA JUNIOR

ESTUDO COMPARATIVO DE CUSTOS DE UM ORÇAMENTO


CONTRATADO EM RELAÇÃO AO SINAPI/SEDOP

Trabalho de conclusão de curso


apresentado na faculdade FACI Wyden
como requisito básico para a conclusão
do curso de Engenharia Civil.
Orientador: Profº Msc. Renato Marinho
Meire Mattos

Belém – PA
2019
AGRADECIMENTOS

Aos meus pais Lauro e Raika e meus irmãos Braz Nicolas e Laurri por todo o
incentivo durante os anos de faculdade, meu amigo Thyago Guerreiro por ter me
ajudado nas horas mais difíceis da vida onde só posso agradecê-lo.
Ao meu amigo Rosenildo pela compreensão e apoio durante a jornada finita
que hoje terá seu fim, tal jordana que resultou durante meses de estudos esse
momento. Também aos meus grandes amigos da faculdade, que permitiram que
essa caminhada fosse menos complicada.
Agradeço em especial o Eng. Giovanni Almeida Giordano, o qual estendeu a
mão para ajudar de bom grado um conterrâneo, acreditando no futuro de mais um
Oriximinaense
Agradeço ao orientador Renato, pelo empenho dedicado à elaboração
deste trabalho.
Meus agradecimentos аоs amigos das Famílias Veras, Almeida, Bentes,
Oliveira, Guerreiro, Sarubbi, os quais me acolheram da melhor maneira possível e
me deram assistência para continuar até o fim do objetivo através de conselhos e
experiências de vida, companheiros de trabalho е irmãos na amizade que fizeram
parte da minha formação е que vão continuar presentes em minha vida com certeza.

“O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que


fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.”
– Albert Einstein.
AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente aos meus pais Rosenildo e Cristina, pela educação


que me proporcionaram.
À Clara, por toda palavra de apoio e incentivo que me auxiliou para concluir
este trabalho.
À minha irmã Flávia. Nossas brigas mantêm nosso laço de amor e
companheirismo.
Ao meu amigo Lauro, pela parceria nesta jornada que se encerra.
Ao nosso orientador Renato pelo empenho e paciência que teve conosco
durante esta jornada.
Aos meus professores por todo conhecimento compartilhado.
Agradeço aos meus amigos que fiz durante o curso e por todas as risadas
que demos juntos.
Agradecimento especial ao Eng. Giovanni Almeida Giordano que nos foi de
imensa ajuda para a confecção deste trabalho.

“Um espírito nobre engrandece o menor dos homens” – Theodore Roosevelt.


RESUMO

Este trabalho de conclusão de curso tem como objetivo analisar os custos de uma
licitação terceirizada através de um estudo de caso. A obra em estudo se trata do
fornecimento de mão de obra para a construção de uma escola com seis salas de
aula, na área do residencial Chico Narrina no município de Abaetetuba/PA. O
trabalho analisou os itens de maior relevância na curva ABC, que representam
aproximadamente 80% do custo final da obra. Os 18 itens tiveram suas cotações e
quantificações revistas, quando possível. As inconsistências que foram encontradas
tiveram seus motivos analisados.

Palavras-chave: Terceirização. Orçamento. Planejamento.


ABSTRACT

This undergraduate thesis aims to analyze the costs of a third-party tender through a
case study. The work under study deals with the supply of labor to build a school with
6 classrooms in the Chico Narrina residential area in the municipality of Abaetetuba /
PA. The work analyzed the items of greater relevance in the ABC curve, which
represent approximately 80% of the final cost of the work. The 18 items had their
quotations and quantifications revised, when possible. The inconsistencies that were
found had their reasons analyzed.

Keywords: Outsourcing. Budget. Planning.


LISTA DE FIGURA E GRÁFICO

Figura 1 .................................................................................................... 21
Gráfico 1 – Diferenças encontradas nos serviços .................................... 39
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 .................................................................................................. 25
Quadro 2 ................................................................................................ 322
Quadro 3 ................................................................................................ 333
Quadro 4 ................................................................................................ 333
Quadro 5 ................................................................................................ 333
Quadro 6 ................................................................................................ 344
Quadro 7 ................................................................................................ 344
Quadro 8 ................................................................................................ 344
Quadro 9 ................................................................................................ 355
Quadro 10 .............................................................................................. 355
Quadro 11 .............................................................................................. 355
Quadro 12 .............................................................................................. 366
Quadro 13 .............................................................................................. 366
Quadro 14 .............................................................................................. 366
Quadro 15 .............................................................................................. 377
Quadro 16 .............................................................................................. 377
Quadro 17 .............................................................................................. 377
Quadro 18 ............................................................................................ 3838
Quadro 19 ................................................................................................ 38
Quadro 20 ................................................................................................ 39
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

BDI – Benefícios e despesas indiretas

CAIXA – Caixa Econômica Federal

CHP – Custo horário de produção

CPU – Composição de preço unitário

CUB – Custo Unitário Básico

DNIT – Departamento nacional de infraestrutura de transportes

EPI – Equipamento de proteção individual

FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

SEDOP – Secretaria de estado de desenvolvimento urbano e obras públicas

SINAPI – Sistema nacional de pesquisa de custos e índices da construção civil

SINDUSCON – Sindicato da indústria da construção civil

TCPO – Tabela de composições e preços para orçamentos


SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .............................................................................. 111


1.1 Problema .................................................................................... 111
1.2 Pergunta da pesquisa ................................................................. 122
1.3 Objetivos ..................................................................................... 122
1.3.1 Objetivos gerais ....................................................................... 122
1.3.2 Objetivos específicos ............................................................... 122
1.4 Delimitações ............................................................................... 122
1.5 Estrutura do trabalho .................................................................. 122
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................. 144
2.1 Terceirização e orçamento na construção .................................. 144
2.2 Elaboração de composição de custos ........................................ 155
2.2.1 Insumos ................................................................................... 166
2.2.2 Unidade ................................................................................... 177
2.2.3 índice ou coeficientes .............................................................. 177
2.2.4 Cotação ................................................................................. 1717
2.2.5 Fonte de composições............................................................... 18
2.3 QUANTIFICAÇÃO 19
2.4 Intensidade de detalhamento .......................................................... 19
2.4.1 Estimativa de custo: CUB ........................................................ 200
2.5 Curva abc ...................................................................................... 200
2.6 Encargos sociais ........................................................................... 222
2.7 Benefícios e despesas indiretas (bdi) ........................................... 233
3 METODOLOGIA ............................................................................... 244
3.1 A obra ......................................................................................... 244
3.2 Curva abc ................................................................................... 244
3.3 Quantificação e cotação ............................................................. 277
3.4 Data de referência dos preços .................................................... 311
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ........................................................ 322
4.1 Considerações iniciais ................................................................ 322
4.2 A análise ....................................................................................... 32
4.2.1 Diferenças encontradas no serviço ............................................ 38
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................. 411
REFERÊNCIAS ...................................................................................... 422
ANEXOS....................................................................................................43
11

1. INTRODUÇÃO

A indústria da construção civil tem se mostrado muito competitiva,


necessitando de melhorias constantes, tanto na técnica e nos materiais, como na
gestão de recursos. O presente Trabalho de Conclusão de Curso abordou a gestão
de mão de obra de recursos, buscando um orçamento mais preciso.
Esta pesquisa enfatiza a necessidade de dados consistentes, pois orçar uma
obra requer um nível de conhecimento dos padrões da construtora em termos de
materiais, técnicas e acordos de empreitada que são difíceis de ser alcançados por
uma empresa terceirizada.
Propõe-se que a estimação de capital investido, com base de dados da
Secretaria de estado de desenvolvimento urbano e obras públicas (SEDOP) e do
Sistema nacional de pesquisa de custos e índices da construção civil (SINAPI),
ambos 2018, avalie a qualidade do orçamento terceirizado a fim de saber se é viável
a terceirização do serviço. A análise tem, nesse caso, a função de “adequação” do
método proposto.
Em orçamentos terceirizados, se faz necessário a criação e constante
atualização de um banco de dados com índices de produtividade e consumo de
materiais. Além disso, a relação entre a construtora e a empresa contratada para o
orçamento deve ser muito próxima.
Para testar a importância do proposto, foi analisado um orçamento de obra
terceirizada. Há o fator de que os pesquisadores têm o contato com os donos da
empresa contratada AMVIL, dessa forma obtiveram os dados necessários para a
confecção do mesmo.
Por fim, pretendeu-se encontrar aplicação para o que for descoberto de
forma a afirmar que é melhor que a construtora orce a obra ou até que o orçamento
terceirizado é viável.

1.1 PROBLEMA
Para a construção civil, um dos maiores inimigos é o tempo, o qual se
apresenta como um fator de alto valor econômico, porém, escasso para as
atividades da construção. Tal fator tem grande valor nos processos e, por conta
disso, profissionais almejam otimizar o tempo para findar um melhor lucro. O
problema surge através de erros, os quais buscam acelerar o que foi planejado no
12

orçamento de obra, tendo como consequência a imprecisão do orçamento, pois


poderá ocorrer erros não esperados, incluindo alterações de prazos na entrega de
projetos e serviços, por isso, a busca por serviços terceirizados vem aumentando.

1.2 PERGUNTA DA PESQUISA

O orçamento tem sua precisão dependente de uma série de fatores. Entre


eles, o conhecimento de técnicas construtivas, de costumes próprios, tanto da
construtora como da região e de materiais. Ou seja, é preciso saber como será
executada a obra. Portanto, faz-se a pergunta o quanto um profissional terceirizado
pode dominar as variáveis da orçamentação específicas de uma construtora na qual
ele não trabalha e, portanto, não está presente no dia a dia?

1.3 OBJETIVOS
1.3.1 GERAL
Elaborar um estudo comparativo de custos entre um orçamento contratado e
os custos do SINAPI/SEDOP.
1.3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
 Verificar o processo de orçamento terceirizado da obra em estudo.
 Encontrar divergências de quantificação e cotação.
 Analisar e mensurar a melhoria na qualidade do produto através da
aplicação de cuidados abordados no trabalho.

1.4 DELIMITAÇÕES

Este trabalho está delimitado em analisar os itens de maior peso no


orçamento, os quais somam aproximadamente 80% do custo total. Para isso, foi
feito uso da curva ABC de serviços.

1.5 ESTRUTURA DO TRABALHO

O trabalho foi dividido em 5 capítulos, desta forma temos:


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Capítulo 1, que se trata da introdução. Onde são apresentadas justificativas


do trabalho, objetivos, limitações e delimitações.
Capítulo 2, é apresentada a revisão bibliográfica referente ao processo de
orçamento e terceirização.
Capítulo 3, onde é tratado sobre a descrição detalhada do método de
orçamentação explicando como foi quantificado e cotado todos os itens em análise.
Capítulo 4, que é apresentado a comparação do custo de cada um dos itens
de maior peso na curva ABC orçados neste trabalho e previamente no orçamento da
obra.
Capítulo 5, são avaliados os resultados e dadas as considerações finais.
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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 TERCEIRIZAÇÃO E ORÇAMENTO NA CONSTRUÇÃO

O termo “terceirização” é originário da palavra terceiro, assimilado a


intermediário. O neologismo foi criado pela área de administração de empresas,
visando enfatizar a descentralização empresarial de atividades pra outrem, um
terceiro à empresa (DELGADO, 2009, p. 407).
Segundo Castro (2000), a terceirização nasceu na I Guerra Mundial, quando
as indústrias responsáveis pela fabricação de materiais bélicos não conseguiam
abastecer o mercado, passando para terceiros as atividades de suporte, reservando
para si as atividades essenciais e gerando aumento de empregos no período.
A terceirização teria sido inserida no Brasil através das multinacionais
automobilísticas, entre as décadas de 50 e 60, mas somente nas décadas 70 e 80
que o processo ganhou espaço com a edição de normas, autorizando contratações
de mão de obra através de terceiros no setor privado. De acordo com Chiavenato
(1999), a contratação de mão de obra, seja ela qual for, deve ser realizada da
melhor forma possível, com o menor custo e com a maior eficiência e eficácia.

A transferência de atividade para fornecedores especializados, detentores


de tecnologia própria e moderna, que tenham esta atividade terceirizada
como sua atividade fim, liberando a tomadora para concentrar seus esforços
gerenciais em seu negócio principal, preservando e evoluindo em qualidade
e produtividade, reduzindo custos e ganhando competitividade (SILVA,
1997, p.30)

Segundo Dias (1998), a Engenharia de custos pode ser definida como uma
área da engenharia em que os problemas referentes a cotação dos gatos e
avaliações econômicas são solucionados através de normas, critérios, princípios e
experiências adquiridas ao longo do tempo. Taves (2004) complementa dizendo que
se trata de uma disciplina que oferece suporte para a formação do preço das obras e
para o controle de seus custos. Caracteriza-se ainda por técnicas científicas
utilizadas para solucionar problemas de estimativa, regulagem de custos e
lucratividade em outros campos da engenharia (MOURA & CONCURD, 2011).
Dessa forma, o procedimento de terceirizar, pode ser visto como uma
técnica e não um fenômeno, “onde deixou de ser uma simples forma de diminuição
de custos, modificando-se para uma técnica que visa à qualidade, eficiência,
especialização, eficácia e produtividade” (JUNIOR, 1996 p.71).
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Segundo Ávila, Librelotto e Lopes (2003), orçar é executar a quantificação


de insumos, mão-de-obra ou equipamentos necessários à realização de uma obra
ou serviço, quantificando os respectivos custos e consumos unitários dos mesmos.
Para os autores Avila et al. (2003, p.2), o orçamento pode ser estabelecido
da seguinte maneira: como unidades físicas e valores monetários expressos em
quantidades.

“Orçar não é um mero exercício de futurologia ou jogo de adivinhação. Um


trabalho bem executado, com critérios técnicos bem estabelecidos,
utilização de informações confiáveis e bom julgamento do orçamentista,
pode gerar orçamentos precisos, embora não exatos, porque o verdadeiro
custo de um empreendimento é virtualmente impossível de se fixar de
antemão” (MATTOS, 2006).

Podemos classificar os custos como diretos e indiretos. Para Mattos (2006),


os custos diretos são os insumos de material e mão de obra necessários para a
realização da produção, que não dependem de nenhum outro fator para sua
realização; e os custos indiretos são os que tem mais relação com o prazo e que
também são influenciados pelo tamanho da construção.
Os orçamentos, na construção, podem ser elaborados em diversos níveis de
detalhamento, mas em geral, baseiam-se em composições de custos. Para isso, o
Manual de Custos Rodoviários do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (DNIT, 2003) aborda uma definição de composição de custos, onde, é
dito que uma composição de custos é a definição qualitativa e quantitativa dos
insumos, com base na mão de obra, equipamentos e materiais necessários à
realização de um serviço.
Através de Mattos (2007), dá-se o nome de composição de custos ao
processo de estabelecimento dos custos incorridos para a realização de um serviço
ou atividade, individualizado por insumo e de convênio com certos requisitos pré-
estabelecidos. A formação lista todos os insumos que entram na realização do
serviço, com suas respectivas quantidades, e seus custos unitários totais.

2.2 ELABORAÇÃO DE COMPOSIÇÃO DE CUSTOS

Para Ávila, Librelotto e Lopes (2003), a formação de custo unitário


geralmente tem os seguintes componentes:
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a) Índice ou coeficiente de aplicação de materiais;


b) Índice ou coeficiente de produção ou emprego de mão de obra;
c) Índice de aplicação de equipamentos com seu dispêndio horário;
d) Preços unitários de materiais;
e) Preços unitários de mão de obra;
f) Taxa de encargos sociais;
g) Benefícios e despesas indiretas (BDI);

2.2.1 Insumos

De acordo com Mattos (2007), insumo é cada um dos itens de material, mão
de obra equipamento que entram na realização direta do serviço. Como material
tem-se a parte física que é consumida no processo. Esse material pode ser
incorporado à obra uma vez que os exemplos de tijolos ou argamassa, ou ter uma
função temporária como o caso das formas nas concretagens. A mão de obra é o
insumo que diz reverência à pessoa que executa total ou parcialmente o serviço.
Esse insumo vem geralmente quantificado em horas trabalhadas ou pode também
ter um valor fechado de empreitada.
Empreitada é uma consonância entre quem fornece o serviço (trabalhador) e
o contratante (construtora) que estabelece um valor monetário para uma unidade de
serviço que pode ser metro (m), metro quadrilátero (m²), unidade (un), pavimento
(pvto), etc. Nesse valor pode ou não estar incluso os encargos sociais.
Os equipamentos são insumos físicos que não são consumidos no processo.
Como exemplo pode se citar uma grua ou uma betoneira. A quantificação desta
classe de insumo se dá geralmente em CHP (Custo Horário de Produção) e na
compra do equipamento, quando necessário. No SINAPI, por exemplo, o CHP de
um equipamento é uma constituição que aglomera a desvalorização do
equipamento, a manutenção, o operador, o combustível, etc. As ferramentas não
são classificadas uma vez que equipamentos podem ser quantificados e pedidos no
orçamento assim como os Equipamentos de proteção individual (EPIs), mas, ainda
no SINAPI, EPIs e ferramentas estão inclusos na mão de obra que atualmente está
em forma de constituição, contendo também os encargos, além da hora do
trabalhador.
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2.2.2 Unidade

Podemos considerar que é a unidade de medida do insumo. Quando se trata


de material, pode ser kg, m³, m², m, un, entre outras; para mão de obra, a unidade é
sempre hora (mais precisamente, homem hora); para equipamento, hora (de
máquina) […]” (MATTOS, 2007).
A unidade é uma particularidade sem a qual a quantidade não existe, já que
é um número por si só. A quantidade só é uma informação completa quando se
possui índice e unidade.
“Os preços e custos na construção social, via de regra, são orçados por
serviço e determinados segundo a produção de conformidade com as
composições unitárias. Estas composições, conforme os serviços têm
unidade: m, m², m³, homens-hora despendidos na execução do serviço,
hora de máquina, etc.” (MUTTI, 2011).

2.2.3 Índice ou coeficientes

Segundo Mattos (2007), índice é a incidência de cada insumo na execução


de uma unidade de serviço. Pode ser dado em uma composição pelo estudo de
campo das grandes tabelas de orçamentação (TCPO) e SINAPI, por exemplo, ou
cada empresa pode trabalhar nos seus próprios índices, melhorando a precisão.
A construção civil varia de acordo com a região, material, técnica e
profissional, de modo que uma constituição, sem os índices específicos da
construtora, pode não simbolizar a realidade do caso estudado. Um exemplo da
variação de índice de produtividade é dado por Souza (2006) em que em uma obra
visitada por ele, localizada na periferia de São Paulo, mal gerenciada, levou a uma
péssima produtividade do serviço de elevação de alvenaria de vedação gerando um
gasto na ordem de quase 200% na mão de obra, em relação a outras obras de
construção formal. Mesmo esse sendo um caso extremo, fica claro que cada obra é
única.

2.2.4 Cotação

De acordo com Mattos (2006), o processo de cotação é a procura por


informações do custo de cada insumo ou serviço. Essa informação é feita por
18

levantamento de campo, no TCPO e no SINAPI. Porém, o orçamentista pode


conseguir o preço real que será pago quando no tempo de orçamento estiver
definido o resultado e o fornecedor.
Mattos (2006) diz que a simples obtenção de um preço nem sempre é
bastante por si só. Para não haver “furo no orçamento”, ao preço fornecido devem
ser adicionados os custos de frete, carreto, impostos, tarifas de importação e
qualquer outra taxa que venha a incidir. Os indivíduos, encarregados de cotação e
ordens de compra devem estar muito orientados a essa saudação.

2.2.5 Fonte de composições

MATTOS (2006) diz que a empresa pode usar composições de custos


próprias ou obtê-las em publicações especializadas. As composições devem ser
feitas por alguém com totalidade domínio de orçamentação e, de preferência, com
domínio dos costumes específicos da empresa. Com base nisso, podemos nos
basear no SINAPI e no TCPO quando faltar oferecido próprio, mas a prioridade deve
ser dada a composições montadas com índices precisos coletados internamente em
obras anteriormente executadas pela construtora.
Evidente que um orçamento não precisa ter todos os insumos e todas as
composições tiradas de uma única tabela. Pode se montar um orçamento se
baseando em mais de uma maneira sempre seguindo uma hierarquia dependendo
do objetivo.
Segundo a Caixa Econômica Federal (CAIXA), o SINAPI tem gestão
compartilhada com esta e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com
o objetivo de divulgar mensalmente custos e índices da construção civil. A CAIXA é
responsável pela base técnica de engenharia (especificação de insumos,
composições de serviços e projetos referenciais) e pelo processamento de dados. Já
o IBGE, fica responsável pela pesquisa mensal de preço e pela metodologia e
formação dos índices.
Durante dez anos, o uso do SINAPI em orçamentos de obras públicas foi
obrigatório e por isso ele se tornou muito conhecido. Seu uso se limita muito às
obras públicas por críticas na confecção das composições e na cotação dos
insumos. Ainda assim, por ter uma versão mais simples disponível para consulta
pública gratuitamente, serve de base para algumas buscas.
19

As TCPO possuem um recurso oferecido pela Editora PINI, no qual o serviço


é pago, mas tem maior ratificação pelas construtoras para obras, além de mostrar
que o uso do SINAPI não é uma obrigatoriedade. Por isso, tende a representar a
maior parte do orçamento para os itens dos quais o orçamentista não dispõe de
preço de mercado preciso. A confecção de formação própria pelo orçamentista é um
processo quebrável e que só deve ser feito com muito domínio, pois a verdade pode
ser um pouco distante de uma das tabelas conhecidas, mas está próximo do real. Se
o orçamentista não tiver certeza do que está fazendo, a procura pela precisão trará
justamente o contrário. É simples que quando a técnica é dominada, a precisa
alcançada pode ser muito alta melhorando a qualidade do orçamento.
O método é baseado em formar uma base de dados de produtividade e
consumo de materiais em obras atuais para que as obras futuras sejam orçadas de
maneira mais precisa.

2.3 QUANTIFICAÇÃO

A quantificação é a etapa de listar e somar as quantidades de todos os


serviços. O valor encontrado será multiplicado pelos custos unitários de cada serviço
com a finalidade de encontrar o custo final da obra. Além disso, também servirá para
o dimensionamento de equipe no tempo de planejamento. Para Mutti (2011), a
quantificação é uma etapa de crucial valimento, já que é nela que se definirão as
quantidades a serem adquiridas para a realização do empreendimento, obra ou
serviço, uma vez que o dimensionamento das equipes de produção em função dos
prazos estabelecidos.

2.4 INTENSIDADE DE DETALHAMENTO

Para Mattos (2006), a depender do grau de detalhamento de um orçamento,


ele pode ser classificado por:
 Estimativa de custo: avaliação expedita com base em custos históricos
e verificação com projetos similares. Dá uma ideia aproximada da ordem de
grandeza do dispêndio do empreendimento;
20

 Orçamento preliminar: mais detalhado do que a estimativa de custos,


pressupõe o levantamento de quantidades e requer a pesquisa de preços dos
principais insumos e serviços. Sua proporção de incerteza é menor;
 Orçamento analítico ou detalhado: elaborado com constituição de
custos e extensa pesquisa de preços dos insumos. Procura chegar a um valor
muito próximo do custo “real”, com uma reduzida margem de incerteza;
Ainda para Mattos (2006), dependendo da etapa em que se encontram os
projetos para realização de um orçamento, oriente poderá ser estimativa de custos
ou um orçamento detalhado. E, nesse ponto, vem uma dificuldade da atualidade: as
empresas querem, e precisam, de um orçamento detalhado, os quais, geralmente,
não possuem todas as definições e projetos. Para uma melhor precisão no
orçamento, deve-se combater a prática de iniciar uma obra sem todos os projetos
entregues e compatibilizados.

2.4.1 Estimativa de custo: Custo Unitário Básico (CUB)

Segundo o SINDUSCON, a forma mais conhecida de se fazer uma


estimativa de custo é através do uso do CUB. Multiplicando-se o espaço de
construção pelo valor do CUB médio se obtém uma estimativa do que custará a obra
na sua totalidade. É verossímil também estimar o custo de um serviço específico
como instalação elétrica ou estrutura, aplicando-se uma porcentagem do CUB.
De acordo com o item 3.9 da Norma Brasileira ABNT NBR 12.721:2006, a
noção de Custo Unitário Substancial é o seguinte: “Dispêndio por metro quadrado de
construção do projeto-padrão considerado, calculado de negócio com a metodologia
estabelecida em 8.3, pelos Sindicatos da Indústria da Construção Social, em
atendimento ao disposto na cláusula 54 Lei nº 4.591/641 e que serve de base para
avaliação de segmento dos custos de construção das edificações”.

2.5 CURVA ABC

A Curva ABC tem sua forma mais geral e visual, representada por uma
tabela, em que são listados os insumos ou serviços em ordem decrescente de
impacto no orçamento. Essa dispõe de informações de descrição, unidade,
21

quantidade, custo unitário, custo total e suas percentagens unitárias acumuladas de


cada insumo ou serviço.
Figura 1: Curva ABC
F
onte
:
MAT
TOS
(200
6).

P
ara
Mat
tos (2007), o nome “curva” vem do gráfico que pode ser traçado, mostrando a
percentagem acumulada de cada insumo no valor reunido total da obra. O mais
comum, entretanto, é que a Curva ABC seja apresentada na forma de uma tabela
(Tabela 1).
De acordo com Mattos (2006), dependendo da metodologia, pode se
estipular diferentes limites entre as regiões, mas geralmente é alguma coisa como
0% - 60% a faixa A, 60% - 80% a faixa B e 80% - 100% a faixa C. Vale notar que
mesmo a faixa A significando a maior das regiões da curva, possui o menor número
de itens justamente por estarem ordenados de forma descente. A faixa C deve
englobar em torno de 80% dos itens mesmo tendo um peso somente 20% do custo
total da obra. É também simples que as porcentagens unitárias somadas devem se
igualar a 100%.

Tabela 1: Exemplo de curva ABC


22

Fonte: MATTOS, (2006)

2.6 ENCARGOS SOCIAIS

Os encargos, que representam o custo da mão de obra, não estão inclusos


no salário. Ele será um percentual aplicado à hora trabalhada e é calculado pela
constituição de vários itens. Esses itens são quase todos direitos trabalhistas.

“Encargos sociais são valores de impostos e taxas a serem recolhidos aos


cofres públicos e calculados sobre a mão de obra contratada, bem como a
direitos e obrigações pagos diretamente ao trabalhador. Salienta-se,
entretanto, que alguns destes índices são fundamentados em diversos
dados estatísticos ou critérios que podem sofrer variação no tempo, de
região para região, de pluviosidade, propiciando diferença no percentual
total dos encargos” (ÁVILA; LIBRELOTTO; LOPES, 2003).

Os encargos são compostos por uma lista de itens, como previdência social,
repouso semanal, férias, décimo terceiro salário, auxílio paternidade e fundo de
garantia. Mas, como salientado por Ávila, Librelotto e Lopes (2003), a formação dos
encargos pode variar para diferentes situações. Por exemplo, na construção social,
as mulheres tendem a ser menos de 10% da mão de obra e, portanto, o auxílio
23

maternidade deveria ter um peso bem menor. Também as contratações e demissões


ocorrem com maior frequência. Isso se dá pelo padrão cíclico das construtoras que
costumam crescer e encolher o quadro de funcionários de combinação com o lanço
da obra, gerando um gasto maior com indenizações.

2.7 BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS (BDI)

Mattos (2007) diz que o custo direto é necessário aplicar um fator que
represente o custo indireto e o lucro, além dos impostos incidentes. Este fator de
majoração é o Benefícios e Despesas Indiretas (BDI), expresso em percentual.
Ainda pata Mattos (2007), o BDI é também uma elaboração de itens que
deve incluir o lucro e todo o custo que não aparece na planilha orçamentária, ou
seja, os custos indiretos. Infligir um valor de BDI ou não, é uma decisão que deve
ser tomada pelo orçamentista de acordo com o que foi considerado na planilha
orçamentária e com o que o contratante do serviço solicitou. Por exemplo, estipulou-
se um valor mensal de custo com ferramentas e esse valor foi convertido em um
item da planilha de orçamento, incluir o custo com ferramentas no BDI se torna um
erro, pois esse custo será computado duas vezes. A contratante pode também ter
interesse no valor de custo da obra, não sendo interessante utilizar uma
porcentagem para o lucro.
24

3 METODOLOGIA

Este capítulo se trata de como foi feita a análise, mas antes, informa o leitor
sobre todas as variáveis abrangidas como a construtora, a obra, a região e a origem
do orçamento. Dada a base do leitor, é exibida a metodologia de quantificação e
cotação para cada um dos serviços.

3.1 A OBRA

A obra se trata do local onde os pesquisadores tiveram acesso e autorização


para estudo, acredita-se que com a excelente equipe de profissionais envolvidos
nela, foi possível obter um bom nível de detalhamento para o estudo.
A empresa terceirizada responsável se chama Amvil – Consultoria e
Construção Civil Eireli, é especializada em orçamento, consultoria e execução de
obras e está há quase três anos no mercado. Acredita-se que já tenham trabalhado
em cerca de 100 a 150 obras durante esses anos em funcionamento.
O orçamento em estudo é de uma escola com seis salas de aula, padrão
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com área total
construída de 851,63 m². Está localizado na área Residencial Chico Narrina, situada
no município de Abaetetuba/PA. No mesmo local, também será construída uma
creche, porém, abordamos apenas a escola em questão.

3.2 CURVA ABC

Para delimitar a pesquisa, trabalhou-se apenas com os itens de classe B da


curva, ou seja, os mais importantes em relação ao custo total do orçamento,
conforme o quadro 2. Porém, trabalhamos apenas com 18 itens, pois, estes dois que
não foram utilizados, pois não necessitam de mão de obra, já que o custo depende
somente do local ou empresa onde a construtora fizer a aquisição do mesmo. A
soma desses 18 itens equivale a aproximadamente 72,54% do valor total da obra.
Vale ressaltar que a curva ABC completa está anexada ao final deste trabalho.
25

Quadro 1: Curva ABC


Item Quantidade V. unitário Total % ind. % acum. Classificação

Concreto armado - para sapatas (fck=25Mpa), incluindo preparo, lançamento,


adensamento e cura. Inclusive formas para reutilização 2x, conforme projeto
90,14 R$ 380,00 R$ 34.253,20 13,57% 13,57% A

Laje pré-moldada treliçada para forro (fck=25Mpa), inclusive capeamento e


escoramento
644,23 R$ 30,00 R$ 19.326,90 7,66% 21,23% A
Muro em cobogó h=1,80m - Padrão FNDE 250 R$ 70,00 R$ 17.500,00 6,93% 28,16% A
Estrutura para telha cerâmica, em madeira de lei aparelhada 1098,21 R$ 15,00 R$ 16.473,15 6,53% 34,68% A
Telhado em telha colonial de primeira qualidade 1098,21 R$ 12,00 R$ 13.178,52 5,22% 39,91% A
Concreto armado fck=25Mpa fabricado na obra, adensado e lançado, para viga,
com formas planas em compensado resinado 12mm (05 usos)
33,74 R$ 380,00 R$ 12.821,20 5,08% 44,98% A

Revestimento cerâmico para piso, dimensões 40x40cm, pei-4, aplicado com


argamassa industrializada ac-i, rejuntado exclusive regularização de base, conforme 851,63 R$ 15,00 R$ 12.774,45 5,06% 50,04% A
especificações
Alvenaria de bloco cerâmico (9x19x25cm), e=0,09m, com argamassa traço 1:2:8
(cimento/cal/areia)
848,96 R$ 15,00 R$ 12.734,40 5,04% 55,09% A
Concreto armado - para vigas baldrame (fck=25Mpa), incluindo preparo,
lançamento, adensamento e cura. Inclusive formas para reutilização 2x, conforme 28,47 R$ 380,00 R$ 10.818,60 4,29% 59,38% A
projeto.

Concreto armado fck=25Mpa fabricado na obra, adensado e lançado, para pilar,


com formas planas em compensado resinado 12mm (05 usos)
18,58 R$ 380,00 R$ 7.060,40 2,80% 62,17% B

Reboco paulista para parede, com argamassa traço 1:2:6 (cimento/cal/areia),


espessura 2,5cm
978,56 R$ 6,00 R$ 5.871,36 2,33% 64,50% B

Aterro interno com apiloamento com transporte em carrinho de mão 340,65 R$ 16,54 R$ 5.634,01 2,23% 66,73% B
Pintura sobre paredes, com lixamento, aplicação de 01 demão de selador acrílico,
02 demãos de tinta acrílica
978,56 R$ 5,00 R$ 4.892,80 1,94% 68,67% B
Emboço de parede, com argamassa traço 1:2:9 (cimento/cal/areia), espessura
1,5cm
765,4 R$ 6,00 R$ 4.592,40 1,82% 70,49% B
26

Reboco paulista aplicado para teto, com argamassa traço 1:2:6 (cimento/cal/areia),
espessura 1,5cm - massa única
628 R$ 6,50 R$ 4.082,00 1,62% 72,11% B

Chapisco em parede com argamasso traço 1:3 (cimento/areia) 1743,96 R$ 2,34 R$ 4.080,87 1,62% 73,72% B
R$
Barracão para escritório de obra porte pequeno s=25,41m² 1
3.811,50
R$ 3.811,50 1,51% 75,23% B
Eletroduto de pvc roscável, diâm=40mm (1 1/4") 900 R$ 4,12 R$ 3.704,40 1,47% 76,70% B
Lastro de concreto magro, e=3,0 cm - preparo mecânico - inclusive aditivo,
conforme projeto
288,5 R$ 12,00 R$ 3.462,00 1,37% 78,07% B

Pintura sobre teto, com lixamento, aplicação de 01 demão de selador acrílico, 02


demãos de massa acrílica e 02 demãos de tinta acrílica
628 R$ 5,00 R$ 3.140,00 1,24% 79,31% B

Fonte: Elaborado pelos autores.


27

3.3 QUANTIFICAÇÃO E COTAÇÃO

Apresenta-se neste tópico a metodologia de quantificação e cotação para


cada um dos 14 itens analisados. Vale ressaltar que a cotação foi obtida através de
uma licitação entre a empresa contratada e a empresa contratante, a qual é exibida
no contrato que está em anexo junto a este trabalho.

3.3.1 Concreto armado para sapatas (fck=25Mpa), incluindo preparo,


lançamento, adensamento e cura. Inclusive formas para reutilização 2x,
conforme projeto:

 Porcentagem: 13,57%
 Porcentagem acumulada: 13,57%
Foi confeccionada a quantificação por intermédio do volume total de sapatas
a serem executadas no empreendimento. A quantificação feita através do volume
também será utilizada nos itens 8 e 9, de acordo com o volume que cada item
atenda.

3.3.2 Laje pré-moldada treliçada para forro (fck=25Mpa), inclusive capeamento


e escoramento:

 Porcentagem: 7,66%%
 Porcentagem acumulada: 21,23%
Quantificação obtida por meio da área total de laje segundo projeto.

3.3.3 Muro em cobogó h=1,80m – Padrão FNDE:

 Porcentagem: 6,93%
 Porcentagem acumulada: 28,16%
Este foi item foi quantificado através do perímetro do empreendimento.

3.3.4 Estrutura para telha cerâmica, em madeira de lei aparelhada:


28

 Porcentagem: 6,53%
 Porcentagem acumulada: 34,68%
Quantificado através da área construída do imóvel.

3.3.5 Concreto armado (fck=25Mpa) fabricado na obra, adensado e lançado,


para viga, com formas planas em compensado resinado 12mm (05 usos):

 Porcentagem: 5,08%
 Porcentagem acumulada: 44,98%
Quantificada através da área total de vigas confeccionadas, segundo o
projeto.

3.3.6 Revestimento cerâmico para piso, dimensões 40x40cm, pei-4m aplicado


com argamassa industrializada ac-i, rejuntado exclusive regularização de base,
conforme especificações:

 Porcentagem: 5,06%
 Porcentagem acumulada; 50,04%
Item quantificado através da área total construída da escola, seguindo
procedimento técnico da NBR 13753.

3.3.7 Alvenaria de bloco cerâmico (9x19x25cm), e=0,09m, com argamassa traço


1:2:8 (cimento/areia):

 Porcentagem: 5,04%
 Porcentagem acumulada: 55,09%
Foi quantificado utilizando a somatória das áreas de alvenaria construídas
acerca das seis salas da escola.

3.3.8 Concreto armado para vigas baldrame (fck=25Mpa), incluindo preparo,


lançamento, adensamento e cura. Inclusive formas para reutilização 2x,
conforme projeto:
29

 Porcentagem: 4,29%
 Porcentagem acumulada: 59,38%

3.3.9 Concreto armado (fck=25Mpa) fabricado na obra, adensado e lançado,


para pilar, com formas planas em compensado resinado 12mm (05 usos):

 Porcentagem: 2,80%
 Porcentagem acumulada: 62,17%

3.3.10 Reboco paulista para parede, com argamassa traço 1:2:6


(cimento/areia), espessura 2,5cm:

 Porcentagem: 2,33%
 Porcentagem acumulada: 64,50%
Quantificação feita através da soma da área externa da alvenaria,
totalizando o serviço.

3.3.11 Aterro interno com apiloamento com transporte em carrinho de mão:

 Porcentagem: 2,23%
 Porcentagem acumulada: 66,73%
Quantificado por intermédio da área útil do terreno.

3.3.12 Pintura sobre paredes, com lixamento, aplicação de 01 demão de


selador acrílico, 02 demãos de tinta acrílica:

 Porcentagem: 1,94%
 Porcentagem acumulada: 68,67%
Quantificada por meio da área externa da alvenaria, após conclusão do
reboco paulista.

3.3.13 Emboço de parede, com argamassa traço 1:2:9 (cimento/cal/areia),


espessura 1,5cm:
30

 Porcentagem: 1,82%
 Porcentagem acumulada: 70,49%
Quantificação feita através da soma da área interna da alvenaria.

3.3.14 Reboco paulista aplicado para teto, com argamassa traço 1:2:6
(cimento/cal/areia), espessura 1,5cm – massa única:

 Porcentagem: 1,62%
 Porcentagem acumulada: 72,11%
Quantificado através da área total do teto, para espera de pintura.

3.3.15 Chapisco em parede com argamassa traço 1:3 (cimento/areia):

 Porcentagem: 1,62
 Porcentagem acumulada: 73,72%
Quantificação calculada através da somatória das áreas internas e externas
de alvenaria construída.

3.3.16 Barracão para escritório de obra, porte pequeno s=25,41m²:

 Porcentagem: 1,51%
 Porcentagem acumulada: 75,23%

O barracão foi quantificado conforme a NR 18, que diz que toda obra deve
conter alojamento, instalações sanitárias, vestiário e local para refeições.

3.3.17 Lastro de concreto magro, e=3,0cm – preparo mecânico – inclusive


aditivo, conforme projeto:

 Porcentagem: 1,37%
 Porcentagem acumulada: 78,07%
Foi feita a quantificação por meio das áreas das fundações rasas.
31

3.3.18 Pintura sobre teto, com lixamento, aplicação de 01 demão de selador


acrílico, 02 demãos de massa acrílica e 02 demãos de tinta acrílica.

 Porcentagem: 1,24%
 Porcentagem acumulada: 79,31%
Quantificada através da área de emboço paulista no teto.

3.4 DATA DE REFERÊNCIA DOS PREÇOS

Os preços são todos referentes à data em que foi assinado o contrato da


obra, no mês de abril de 2018. Quando não se encontrar preços com referência
válida para abril de 2018, os valores de datas diferentes serão corrigidos pelo CUB
fornecido pelo SINDUSCON Pará.
32

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

4.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Neste capítulo será feito o comparativo de serviços ao qual foi delimitado no


item 3.2 em termos de quantitativo, custo unitário e custo total. Do mesmo modo,
será avaliado a diferença do custo no serviço e no total orçado. A licitação do
empreendimento está anexada ao final deste trabalho, assim como a tabela de curva
ABC, esta, que foi elaborada baseada nas informações ditas no item 2.5.
Este trabalho não se entrará no mérito da diferença encontrada ser para
mais ou para menos. Apenas se avaliará a confiabilidade do orçamento.

4.2 A ANÁLISE

Análise dos itens delimitados, como citado anteriormente, na metodologia


deste trabalho.

Concreto armado – para sapatas (fck=25Mpa), incluindo preparo,


lançamento, adensamento e cura. Inclusive formas para reutilização 2x,
conforme projeto:

Quadro 2: Comparativo Concreto armado para sapatas.

Orçamento original Reavaliação - SEDOP


Quantificação 90,14 Quantificação 90,14
Unidade m³ Unidade m³
Custo unitário R$ 380,00 Custo unitário R$ 389,96
R$
Cotação total do serviço R$ 34.253,20 Cotação total do serviço
35.150,99
Diferença no serviço: 2,62%
Fonte: Elaborado pelos autores.
33

Laje pré-moldada treliçada para forro (fck=25Mpa), inclusive


capeamento e escoramento.

Quadro 3: Comparativo Laje pré-moldada.


Orçamento original Reavaliação - SEDOP
Quantificação 644,23 Quantificação 644,23
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 30,00 Custo unitário R$ 32,15
R$
Cotação total do serviço R$ 19.326,90 Cotação total do serviço
20.711,99
Diferença no serviço: 7,17%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Muro em cobogó h=1,80m – Padrão FNDE.

Quadro 4: Comparativo Muro em cobogó.


Orçamento original Reavaliação - SEDOP
Quantificação 250 Quantificação 250
Unidade m Unidade m
Custo unitário R$ 70,00 Custo unitário R$ 85,21
R$
Cotação total do serviço R$ 17.500,00 Cotação total do serviço
21.302,50
Diferença no serviço: 21,73%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Estrutura para telha cerâmica, em madeira de lei aparelhada.

Quadro 5: Comparativo Estrutura para telha cerâmica.

Orçamento original Reavaliação - SEDOP


Quantificação 1098,21 Quantificação 1098,21
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 15,00 Custo unitário R$ 17,33
R$
Cotação total do serviço R$ 16.473,15 Cotação total do serviço
19.031,98
Diferença no serviço: 15,53%
Fonte: Elaborado pelos autores.
34

Concreto armado (fck=25Mpa) fabricado na obra, adensado e lançado,


para viga, com formas planas em compensado resinado 12mm (05 usos).

Quadro 6: Comparativo Concreto armado para viga.

Orçamento original Reavaliação - SINAPI


Quantificação 33,74 Quantificação 33,74
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 380,00 Custo unitário R$ 389,96
R$
Cotação total do serviço R$ 12.821,20 Cotação total do serviço
13.157,25
Diferença no serviço: 2,62%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Revestimento cerâmico para piso, dimensões 40x40cm, pei-4, aplicado


com argamassa industrializada ac-i, rejuntado exclusive regularização de base,
conforme especificações.

Quadro 7: Comparativo Revestimento cerâmico para piso.

Orçamento original Reavaliação - SINAPI


Quantificação 851,63 Quantificação 851,63
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 15,00 Custo unitário R$ 10,95
R$
Cotação total do serviço R$ 12.774,45 Cotação total do serviço
9.325,35
Diferença no serviço: -27,00%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Alvenaria de bloco cerâmico (9x19x25cm), e=0,09m, com argamassa


traço 1:2:8 (cimento/cal/areia).

Quadro 8: Comparativo Bloco cerâmico.

Orçamento original Reavaliação - SEDOP


Quantificação 848,96 Quantificação 848,96
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 15,00 Custo unitário R$ 14,59
R$
Cotação total do serviço R$ 12.734,40 Cotação total do serviço
12.386,33
Diferença no serviço: -2,73%
Fonte: Elaborado pelos autores.
35

Concreto armado – para vigas baldrame (fck=25Mpa), incluindo


preparo, lançamento, adensamento e cura. Inclusive formas para reutilização
2x, conforme projeto.

Quadro 9: Comparativo Concreto armado para vigas baldrame.


Orçamento original Reavaliação - SINAPI
Quantificação 28,47 Quantificação 28,47
Unidade m³ Unidade m³
Custo unitário R$ 380,00 Custo unitário R$ 389,96
R$
Cotação total do serviço R$ 10.818,60 Cotação total do serviço
11.102,16
Diferença no serviço: 2,62%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Concreto armado (fck=25Mpa) fabricado na obra, adensado e lançado,


para pilar, com formas planas em compensado resinado 12mm (05 formas).

Quadro 10: Comparativo Concreto armado para pilar.

Orçamento original Reavaliação - SINAPI


Quantificação 18,58 Quantificação 18,58
Unidade m³ Unidade m³
Custo unitário R$ 380,00 Custo unitário R$ 389,96
R$
Cotação total do serviço R$ 7.060,40 Cotação total do serviço
7.245,46
Diferença no serviço: 2,62%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Reboco paulista para parede, com argamassa traço 1:2:6


(cimento/cal/areia), espessura 2,5cm.

Quadro 11: Comparativo Reboco paulista para parede.

Orçamento original Reavaliação - SEDOP


Quantificação 978,56 Quantificação 978,56
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 6,00 Custo unitário R$ 8,09
R$
Cotação total do serviço R$ 5.871,36 Cotação total do serviço
7.916,55
Diferença no serviço: 34,83%
Fonte: Elaborado pelos autores.
36

Aterro interno com apiloamento com transporte em carrinho de mão.

Quadro 12: Comparativo Aterro interno com apiloamento.


Orçamento original Reavaliação - SEDOP
Quantificação 340,65 Quantificação 340,65
Unidade m³ Unidade m³
Custo unitário R$ 16,54 Custo unitário R$ 17,27
R$
Cotação total do serviço R$ 5.634,01 Cotação total do serviço
5.883,03
Diferença no serviço: 4,42%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Pintura sobre paredes, com lixamento, aplicação de 01 demão de


selador acrílico, 02 demãos de tinta acrílica.

Quadro 13: Comparativo Pintura sobre paredes.

Orçamento original Reavaliação - SEDOP


Quantificação 978,56 Quantificação 978,56
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 5,00 Custo unitário R$ 7,36
R$
Cotação total do serviço R$ 4.892,80 Cotação total do serviço
7.202,20
Diferença no serviço: 47,20%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Emboço de parede, com argamassa traço 1:2:9 (cimento/cal/areia),


espessura 1,5cm.

Quadro 14: Comparativo Emboço de parede.


Orçamento original Reavaliação - SINAPI
Quantificação 765,4 Quantificação 765,4
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 6,00 Custo unitário R$ 8,09
R$
Cotação total do serviço R$ 4.592,40 Cotação total do serviço
6.192,09
Diferença no serviço: 34,83%
Fonte: Elaborado pelos autores.
37

Reboco paulista aplicado para teto, com argamassa traço 1:2:6


(cimento/cal/areia), espessura 1,5cm – massa única.

Quadro 15: Comparativo Reboco paulista aplicado para teto.

Orçamento original Reavaliação - SINAPI


Quantificação 628 Quantificação 628
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 6,50 Custo unitário R$ 8,09
R$
Cotação total do serviço R$ 4.082,00 Cotação total do serviço
5.080,52
Diferença no serviço: 24,46%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Chapisco em parede com argamassa traço 1:3 (cimento/areia).

Quadro 16: Comparativo Chapisco em parede.

Orçamento original Reavaliação - SINAPI


Quantificação 1743,96 Quantificação 1743,96
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 2,34 Custo unitário R$ 2,92
R$
Cotação total do serviço R$ 4.080,87 Cotação total do serviço
5.092,36
Diferença no serviço: 24,79%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Barracão para escritório de obra porte pequeno s=25,41m².

Quadro 17: Comparativo Barracão para escritório.

Orçamento original Reavaliação - SINAPI


Quantificação 1 Quantificação 1
Unidade un Unidade un
R$
Custo unitário R$ 3.811,50 Custo unitário
3.627,25
R$
Cotação total do serviço R$ 3.811,50 Cotação total do serviço
3.627,25
Diferença no serviço: -4,83%
Fonte: Elaborado pelos autores.
38

Lastro de concreto magro, e=3,0cm – preparo mecânico – inclusive


aditivo, conforme projeto.

Quadro 18: Comparativo Lastro de concreto magro.

Orçamento original Reavaliação - SEDOP


Quantificação 288,5 Quantificação 288,5
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 12,00 Custo unitário R$ 13,84
R$
Cotação total do serviço R$ 3.462,00 Cotação total do serviço
3.992,84
Diferença no serviço: 15,33%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Pintura sobre teto, com lixamento, aplicação de 01 demão de selador


acrílico, 02 demãos de massa acrílica e 02 demãos de tinta acrílica.

Quadro 19: Comparativo Pintura sobre teto.


Orçamento original Reavaliação - SEDOP
Quantificação 628 Quantificação 628
Unidade m² Unidade m²
Custo unitário R$ 5,00 Custo unitário R$ 7,36
R$
Cotação total do serviço R$ 3.140,00 Cotação total do serviço
4.622,08
Diferença no serviço: 47,20%
Fonte: Elaborado pelos autores.

4.2.1 DIFERENÇAS ENCONTRADAS NO SERVIÇO

O gráfico 1 mostra as diferenças encontradas dentro dos serviços,


podemos fazer o comparativo a partir do quadro 20. Esse gráfico deixa claro os itens
em que as metodologias de quantificação e cotação precisam ser revistas por parte
do orçamentista.
A informação dada pelo gráfico é mais fácil de ser assimilada, no entanto,
itens demonstrando desvios pequenos não garantem que foram orçados
corretamente. O valor final do serviço depende de duas variáveis que são
quantificação e cotação e, portanto, mesmo as duas variáveis estando erradas, o
produto final pode esconder inconsistência. Por isso se ressalta que o gráfico é a
39

informação se tornando visual, mas o completo entendimento só se faz possível com


a análise de todo capítulo do desenvolvimento e com o capítulo de metodologia.

Quadro 20: Diferenças encontradas no serviço


Orçamento original Reavaliação
1 R$ 34.253,20 R$ 35.150,99 -R$ 897,79 1,96%
2 R$ 19.326,90 R$ 20.711,99 -R$ 1.385,09 1,59%
3 R$ 17.500,00 R$ 21.302,50 -R$ 3.802,50 2,83%
4 R$ 16.473,15 R$ 19.031,98 -R$ 2.558,83 2,10%
5 R$ 12.821,20 R$ 13.157,25 -R$ 336,05 0,73%
6 R$ 12.774,45 R$ 9.325,35 R$ 3.449,10 -1,33%
7 R$ 12.734,40 R$ 12.386,33 R$ 348,07 0,36%
8 R$ 10.818,60 R$ 11.102,16 -R$ 283,56 0,62%
9 R$ 7.060,40 R$ 7.245,46 -R$ 185,06 0,40%
10 R$ 5.871,36 R$ 7.916,55 -R$ 2.045,19 1,37%
11 R$ 5.634,01 R$ 5.883,03 -R$ 249,02 0,38%
12 R$ 4.892,80 R$ 7.202,20 -R$ 2.309,40 1,47%
13 R$ 4.592,40 R$ 6.192,09 -R$ 1.599,69 1,07%
14 R$ 4.082,00 R$ 5.080,52 -R$ 998,52 0,72%
15 R$ 4.080,87 R$ 5.092,36 -R$ 1.011,49 0,73%
16 R$ 3.811,50 R$ 3.627,25 R$ 184,25 0,06%
17 R$ 3.462,00 R$ 3.992,84 -R$ 530,84 0,44%
18 R$ 3.140,00 R$ 4.622,08 -R$ 1.482,08 0,94%
Total R$ 183.329,24 R$ 199.022,93 -R$ 15.693,69 16,45%
Fonte: Elaborado pelos autores

Gráfico 1: Diferenças encontradas nos serviços

Diferenças encontradas nos serviços


R$ 40,000.00
R$ 35,000.00
R$ 30,000.00
R$ 25,000.00
R$ 20,000.00
R$ 15,000.00
R$ 10,000.00
R$ 5,000.00
R$ 0.00
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18

Orçamento original Reavaliação

Fonte: Elaborado pelos autores.


40

4.2.2 RESUMO DE RESULTADOS

Quadro 21: Quadro completo de diferenças


Valor
Orçamento original Reavaliação
economizado % Equivalente
1 R$ 34.253,20 R$ 35.150,99 -R$ 897,79 1,96%
2 R$ 19.326,90 R$ 20.711,99 -R$ 1.385,09 1,59%
3 R$ 17.500,00 R$ 21.302,50 -R$ 3.802,50 2,83%
4 R$ 16.473,15 R$ 19.031,98 -R$ 2.558,83 2,10%
5 R$ 12.821,20 R$ 13.157,25 -R$ 336,05 0,73%
6 R$ 12.774,45 R$ 9.325,35 R$ 3.449,10 -1,33%
7 R$ 12.734,40 R$ 12.386,33 R$ 348,07 0,36%
8 R$ 10.818,60 R$ 11.102,16 -R$ 283,56 0,62%
9 R$ 7.060,40 R$ 7.245,46 -R$ 185,06 0,40%
10 R$ 5.871,36 R$ 7.916,55 -R$ 2.045,19 1,37%
11 R$ 5.634,01 R$ 5.883,03 -R$ 249,02 0,38%
12 R$ 4.892,80 R$ 7.202,20 -R$ 2.309,40 1,47%
13 R$ 4.592,40 R$ 6.192,09 -R$ 1.599,69 1,07%
14 R$ 4.082,00 R$ 5.080,52 -R$ 998,52 0,72%
15 R$ 4.080,87 R$ 5.092,36 -R$ 1.011,49 0,73%
16 R$ 3.811,50 R$ 3.627,25 R$ 184,25 0,06%
17 R$ 3.462,00 R$ 3.992,84 -R$ 530,84 0,44%
18 R$ 3.140,00 R$ 4.622,08 -R$ 1.482,08 0,94%
R$
Total R$ 183.329,24
199.022,93
-R$ 15.693,69 16,45%
Fonte: Elaborado pelos autores.

Se somadas as porcentagens de impacto de cada item no custo final,


temos a diferença total no custo final da obra. Este cálculo foi feito resultante em
16,45%. Isso significa que o custo do serviço contratado é, na verdade 16,45%
menor do que propõe o orçamento reavaliado.

4.3 PROVÁVEIS MOTIVOS PARA AS INCONSISTÊNCIAS

Não abordaremos medidas que melhorariam a precisão de orçamento,


pois, o valor original está abaixo do teto. Tendo assim, alcançado com êxito o
objetivo principal que era deixar o custo final mais barato.
41

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os objetivos foram obtidos dentro do possível apresentado nas limitações


do trabalho. O orçamento original foi estudado, entendido e confrontado. As
inconsistências foram encontradas, expostas e entendidas. A reavaliação dos itens
foi feita como pretendido e a melhoria do orçamento foi mensurada.
Como resultado da análise, temos que o resultado do orçamento foi viável
no caso estudado. Muitos dos problemas estavam ligados à certas complicações
naturais, como clima e prazo de entrega e essa deficiência não poderia ser sanada
mesmo que o orçamento não fosse terceirizado.
O costume de destinar verbas a itens como materiais para instalações
pode ser viável, pois, a complexidade da quantificação é muito grande. Esta
complexidade não só aumenta o tempo de cotação do serviço como também gera
mais oportunidade de erros. Além disso, há o enorme ganho de tempo.
Viu-se também que o trabalho de um orçamentista não deve ser o de uma
máquina que transforma os dados de entrada (projetos) num produto final (custo). O
orçamentarista deve ter conhecimentos além da orçamentação.
Com os pontos causadores das inconsistências expostos, é possível
alcançar uma qualidade superior nos orçamentos futuros. O ganho na qualidade do
orçamento traz uma antecipação maior do futuro da empresa.
42

REFERÊNCIAS

ÁVILA, Antônio Victorino; LIBRELOTTO, Lisiane Ilha; LOPES, Oscar Ciro. Apostila
de Orçamentos de Obras. Florianópolis, 2003.

CASTRO, Rubens Ferreira. A terceirização no direito do trabalho. São Paulo:


Malheiros, 2000.

DELGADO, Mauricio Godinho. Curso de direito do trabalho. 8. ed. São Paulo:


LTR, 2009.

Departamento Nacional de Infra Estrutura de Transportes. Manual de Custos


Rodoviários. Vol. 1. 2003.

DIAS, Paulo Roberto Vilela. Engenharia de Custos: Uma Metodologia de


Orçamentação para Obras Civis. Curitiba: Copiare, 2004.

JUNIOR, Olphir Cavalcante. A terceirização das relações laborais. São Paulo:


LTR, 1996.

MATTOS, Aldo Dórea. Como preparar orçamentos de obras: dicas para


orçamentistas, estudos de caso, exemplos. 1ª Ed. São Paulo: Pini, 2006.

MOURA, Denise Cristina da Rocha; CONCOURD, William. Orçamento – Análise da


Aplicação da Engenharia de Custos: Um Estudo de Caso em uma Empresa em
Belém-PA. Belém: 2011.

MUTTI, Cristine do Nascimento. Apostila da matéria de Administração da


Construção. Florianópolis, 2013.

SILVA, Ciro Pereira da. A terceirização responsável: Modernidade e modismo.


São Paulo: LTR, 1997.

SINDUSCON. Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará. Sobre o


CUB. Belém, 2019. Disponível em:
http://www.sindusconpa.org.br/site/CUB_04_2019.pdf Acessado em 15/05/2019.

SINDUSCON. Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará. Disponível


em: https://sindusconpr.com.br/o-que-e-o-cub-como-e-calculado-394-p Acessado
em 15/05/2019.

Sistema Nacional de Pesquisa de Custo de Índices da Construção Civil. O que é


SINAPI. 2009. Disponível em: http://www.caixa.gov.br/poder-publico/apoio-poder-
publico/sinapi/Paginas/default.aspx Acessado em 09/05/2019 as 14:46

TAVES, Guilherme Gazzoni. Engenharia de Custos Aplicada à Construção Civil.


Rio de Janeiro: 2014.
43

ANEXO A – Curva ABC completa.


Item Quantidade V. unitário Total % ind. % acum. Classificação
Concreto armado - para sapatas (fck=25Mpa), incluindo
preparo, lançamento, adensamento e cura. Inclusive 90,14 R$ 380,00 R$ 34.253,20 13,57% 13,57% A
formas para reutilização 2x, conforme projeto
Laje pré-moldada treliçada para forro (fck=25Mpa),
inclusive capeamento e escoramento
644,23 R$ 30,00 R$ 19.326,90 7,66% 21,23% A
Muro em cobogó h=1,80m - Padrão FNDE 250 R$ 70,00 R$ 17.500,00 6,93% 28,16% A
Estrutura para telha cerâmica, em madeira de lei
aparelhada
1098,21 R$ 15,00 R$ 16.473,15 6,53% 34,68% A
Telhado em telha colonial de primeira qualidade 1098,21 R$ 12,00 R$ 13.178,52 5,22% 39,91% A
Concreto armado fck=25Mpa fabricado na obra,
adensado e lançado, para viga, com formas planas em 33,74 R$ 380,00 R$ 12.821,20 5,08% 44,98% A
compensado resinado 12mm (05 usos)
Revestimento cerâmico para piso, dimensões 40x40cm,
pei-4, aplicado com argamassa industrializada ac-i,
rejuntado exclusive regularização de base, conforme
851,63 R$ 15,00 R$ 12.774,45 5,06% 50,04% A
especificações
Alvenaria de bloco cerâmico (9x19x25cm), e=0,09m,
com argamassa traço 1:2:8 (cimento/cal/areia)
848,96 R$ 15,00 R$ 12.734,40 5,04% 55,09% A
Concreto armado - para vigas baldrame (fck=25Mpa),
incluindo preparo, lançamento, adensamento e cura. 28,47 R$ 380,00 R$ 10.818,60 4,29% 59,38% A
Inclusive formas para reutilização 2x, conforme projeto.
Concreto armado fck=25Mpa fabricado na obra,
adensado e lançado, para pilar, com formas planas em 18,58 R$ 380,00 R$ 7.060,40 2,80% 62,17% B
compensado resinado 12mm (05 usos)
Reboco paulista para parede, com argamassa traço
1:2:6 (cimento/cal/areia), espessura 2,5cm
978,56 R$ 6,00 R$ 5.871,36 2,33% 64,50% B
Aterro interno com apiloamento com transporte em
carrinho de mão
340,65 R$ 16,54 R$ 5.634,01 2,23% 66,73% B
Pintura sobre paredes, com lixamento, aplicação de 01
demão de selador acrílico, 02 demãos de tinta acrílica
978,56 R$ 5,00 R$ 4.892,80 1,94% 68,67% B
Emboço de parede, com argamassa traço 1:2:9
(cimento/cal/areia), espessura 1,5cm
765,4 R$ 6,00 R$ 4.592,40 1,82% 70,49% B
44

Reboco paulista aplicado para teto, com argamassa


traço 1:2:6 (cimento/cal/areia), espessura 1,5cm - massa 628 R$ 6,50 R$ 4.082,00 1,62% 72,11% B
única
Chapisco em parede com argamasso traço 1:3
(cimento/areia)
1743,96 R$ 2,34 R$ 4.080,87 1,62% 73,72% B
Barracão para escritório de obra porte pequeno R$
s=25,41m²
1
3.811,50
R$ 3.811,50 1,51% 75,23% B
Eletroduto de pvc roscável, diâm=40mm (1 1/4") 900 R$ 4,12 R$ 3.704,40 1,47% 76,70% B
Lastro de concreto magro, e=3,0 cm - preparo mecânico
- inclusive aditivo, conforme projeto
288,5 R$ 12,00 R$ 3.462,00 1,37% 78,07% B
Pintura sobre teto, com lixamento, aplicação de 01
demão de selador acrílico, 02 demãos de massa acrílica 628 R$ 5,00 R$ 3.140,00 1,24% 79,31% B
e 02 demãos de tinta acrílica
Escavação manual, para baldrames e sapatas, em
material de 1ª categoria, profundidade até 1,50m
284,67 R$ 10,00 R$ 2.846,70 1,13% 80,44% C
Lastro de concreto simples regularizado para piso,
inclusive impermeabilização
62,97 R$ 45,00 R$ 2.833,65 1,12% 81,56% C
Revestimento cerâmico para parede, pei-3, dimensões
10x10cm, aplicado com argamassa industrializada ac-i, 250,8 R$ 10,20 R$ 2.558,16 1,01% 82,58% C
rejuntado, exclusive emboço, conforme especificações
Basculante de ferro (dimensões, detalhes e nos
ambientes conforme o projeto - vide quadro de 72,6 R$ 35,00 R$ 2.541,00 1,01% 83,58% C
esquadrias)
Reaterro manual de valas, com compactação utilizando
sêpo, sem controle do grau de compactação
256,2 R$ 8,02 R$ 2.055,24 0,81% 84,40% C
Aperto de alvenaria em tijolo cerâmico maciço,
esp=0,10m, com argamassa traço 1:2:8 303,2 R$ 6,73 R$ 2.040,23 0,81% 85,21% C
(cimento/cal/areia), à revestir
Luminária fluorescete de embutir aberta 1x32w,
completa, conforme especificações
82 R$ 24,45 R$ 2.004,90 0,79% 86,00% C
Fio isolado em pvc seção 2,5mm² -750v/70ºc 3000 R$ 0,62 R$ 1.863,00 0,74% 86,74% C
Vidro liso incolor 4mm 69,79 R$ 22,50 R$ 1.570,28 0,62% 87,36% C
Cabo de cobre nú 35 mm² 298,52 R$ 5,18 R$ 1.546,33 0,61% 87,97% C
Chapisco em teto com argamassa traço 1:3
(cimento/areia)
628 R$ 2,34 R$ 1.469,52 0,58% 88,56% C
45

Pintura de acabamento, sobre estrutura de madeira, com


lixamento, aplicação de 01 demãos de esmalte sintético, 276 R$ 5,30 R$ 1.462,80 0,58% 89,14% C
inclusive emassamento
Piso em concreto simples desempolado, fck=15Mpa,
e=7cm
100,48 R$ 14,50 R$ 1.456,96 0,58% 89,71% C
Caixa de inspeção em alvenaria (90x90x120cm) 7 R$ 207,45 R$ 1.452,17 0,58% 90,29% C
Locação de construção de edificação com gabarito de
madeira
851,63 R$ 1,63 R$ 1.384,75 0,55% 90,84% C
Cumeeira para telha canal comum, inclusive
emassamento
203,54 R$ 5,50 R$ 1.119,47 0,44% 91,28% C
Vergas e contra-vergas em concreto armado fck=15Mpa,
seção 9x12cm
192,16 R$ 5,00 R$ 960,80 0,38% 91,66% C
Quadro escolar verde e branco, com moldura de madeira
e porta giz e pincel atômico, conforme especificações
31,92 R$ 27,00 R$ 861,84 0,34% 92,00% C
Espelho de cristal 4mm, com moldura de alumínio,
acabamento em laminado
10,3 R$ 83,00 R$ 854,90 0,34% 92,34% C
Fio isolado em pvc seção 1,5mm2 - 750v/70ºc 1800 R$ 0,47 R$ 837,00 0,33% 92,67% C
Pintura sobre superfícies metálicas, com lixamento,
aplicação de 01 demão de tinta à base de zarcão e 02 145,2 R$ 5,30 R$ 769,56 0,30% 92,98% C
demãos de tinta esmalte
Fechadura, maçaneta/espelho, acabamento cromado
brilhante, conforme especificações
22 R$ 34,00 R$ 748,00 0,30% 93,27% C
Divisória em granito cinza andorinha polido, e=3cm,
inclusive montagem com ferragens
9,93 R$ 55,00 R$ 546,15 0,22% 93,49% C
Pintura de acabamento, sobre madeira, com lixamento,
aplicação de 02 demãos de esmalte, inclusive 87,56 R$ 6,20 R$ 542,87 0,22% 93,71% C
emassamento
Placa de obra em chapa zincada, instalada 6 R$ 87,92 R$ 527,53 0,21% 93,91% C
Ligação provisória de energia elétrica em canteiro de
obra
1 R$ 500,00 R$ 500,00 0,20% 94,11% C
Bancada em granito cinza andorinha de 3cm de
espessura, dim 2,85x0,60m, com testeira 7cm, com
instalação de 3 cubas e um corte circular, polido, para
2 R$ 250,00 R$ 500,00 0,20% 94,31% C
lixeira conforme projeto
Cabo isolado em pvc seção 10,0mm² - 750/70ºc 200 R$ 2,42 R$ 484,80 0,19% 94,50% C
46

Cobogó cerâmico (elemento vazado) 15x15x10cm,


assentado com argamassa traço 1:4 de cimento e areia
19,05 R$ 25,00 R$ 476,25 0,19% 94,69% C
Tubo pvc rígido c/ anéis, ponta e bolsa p/ esgoto
primário, d=100mm
87 R$ 5,45 R$ 473,98 0,19% 94,88% C
Limpeza final 853,2 R$ 0,54 R$ 460,73 0,18% 95,06% C
Eletroduto de pvc rígido roscável 32mm (1.1/4"),
fornecimento e instalação
110 R$ 3,73 R$ 410,30 0,16% 95,22% C
Porta em madeira de lei, lisa, semi-ôca, 0,70x2,10m,
exclusive ferragens - PM-1
8 R$ 50,00 R$ 400,00 0,16% 95,38% C
Porta em madeira de lei, lisa, semi-ôca, 0,80x2,10m,
exclusive ferragens - PM-2
8 R$ 50,00 R$ 400,00 0,16% 95,54% C
Porta em madeira de lei, lisa, semi-ôca, 0,90x2,10m,
exclusive ferragens - PM-3
8 R$ 50,00 R$ 400,00 0,16% 95,70% C
Dobradiça de latão ou aço, acabamento cromado
brilhante, tipo média, 3x2 1/2" com anéis, com parafusos, 66 R$ 6,00 R$ 396,00 0,16% 95,86% C
conforme especificações
Fio isolado em pvc seção 6,0mm² - 750v/70ºc 300 R$ 1,32 R$ 395,10 0,16% 96,01% C
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, d=50mm 52 R$ 6,41 R$ 333,32 0,13% 96,14% C
Estrutura para telha cerâmica, em madeira aparelhada,
apoiada em parede
15,6 R$ 20,00 R$ 312,00 0,12% 96,27% C
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água 20mm 122 R$ 2,51 R$ 305,98 0,12% 96,39% C
Banco de concreto em alvenaria de tijolos, assento em
concreto armado, sem encosto, pintado com tinta
acrílica, 2 demãos (dimensões, detalhes e nos
10,8 R$ 26,00 R$ 280,80 0,11% 96,50% C
ambientes conforme projeto)
Válvula de descarga cromada 5 R$ 52,16 R$ 260,82 0,10% 96,60% C
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, 25mm 85 R$ 3,04 R$ 258,57 0,10% 96,71% C
Conjunto terminal aéreo, presilha e fixação 42 R$ 6,05 R$ 254,10 0,10% 96,81% C
Bacia sanitária convencional, inclusive assento, conjunto
de fixação, anel de vedação, tubo de ligação com 5 R$ 50,00 R$ 250,00 0,10% 96,91% C
acabamento cromado e engate plástico
47

Bancada em granito cinza andorinha de 3cm de


espessura, dim 3,65x0,60m, com as duas cubas de
cozinha, inclusive rodopia 7cm e pingadeira 2cm
1 R$ 250,00 R$ 250,00 0,10% 97,01% C
assentada
Cabo UTP 4 pares categoria 6 205 R$ 1,20 R$ 246,00 0,10% 97,10% C
Rodapé cerâmico, dimensões 8,5x40cm, aplicado com
argamassa industrializada ac-i, rejuntado, conforme 76,6 R$ 3,18 R$ 243,59 0,10% 97,20% C
especificações
Portão de abrir em metalon 40x40mm c/ 10cm 2fls 4,2 R$ 57,96 R$ 243,44 0,10% 97,30% C
Prateleira em compensado naval 18mm, com
revestimento melamínico, inclusive suporte com mão 9,54 R$ 25,00 R$ 238,50 0,09% 97,39% C
francesa, conforme projeto
Soleira em granito cinza andorinha, l=15cm, e=2cm,
inclusive impermeabilização
25,8 R$ 8,40 R$ 216,72 0,09% 97,48% C
Caixa de gordura em alvenaria (90x90x120cm) 1 R$ 207,45 R$ 207,45 0,08% 97,56% C
Quadro de medição trifásica (acima de 10 kva) com
caixa em noril
5 R$ 38,67 R$ 193,35 0,08% 97,63% C
Apiloamento manual de fundo de vala 189,78 R$ 1,00 R$ 189,78 0,08% 97,71% C
Poste de concreto armado 9x150 tipo B 1 R$ 160,00 R$ 160,00 0,06% 97,77% C
Extintor de pó químico ABC, capacidade 6kg, alcance
médio do jato 5m, tempo de descarga 16s, NBR9443, 8 R$ 20,00 R$ 160,00 0,06% 97,84% C
9444, 10721
Tubo pvc rígido c/ anéis, ponta e bolsa p/ esgoto
secundário, d=50mm
50 R$ 3,12 R$ 155,85 0,06% 97,90% C
Bacia sanitária com caixa de descarga acoplada,
inclusive assento, conjunto de fixação, anel de vedação,
tubo de ligação e engate plástico, conforme
3 R$ 50,00 R$ 150,00 0,06% 97,96% C
especificações
Cuba de sobrepor oval, p/ instalação em bancadas, c/
sifão cromado, torneira de metal, engate plástico 6 R$ 25,00 R$ 150,00 0,06% 98,02% C
conforme especificações
Porta em madeira de lei, lisa, semi-ôca, 0,60x1,80m,
com batentes e ferragens - PM-4
3 R$ 50,00 R$ 150,00 0,06% 98,08% C
Bancada em granito cinza andorinha de 3cm de
espessura, dim 3,65x0,60m, inclusive rodopia 7cm,
1 R$ 150,00 R$ 150,00 0,06% 98,14% C
48

assentada

Tomada para telefone, com caixa pvc embutida 57 R$ 2,53 R$ 144,15 0,06% 98,19% C
Fio isolado em pvc seção 4,0mm² - 750v/70ºc 150 R$ 0,95 R$ 142,20 0,06% 98,25% C
Impermeabilização de baldrame com emulsão asfáltica 69,76 R$ 2,00 R$ 139,52 0,06% 98,31% C
Fornecimento e assentamento de caixa pvc 4"x4" 94 R$ 1,47 R$ 138,18 0,05% 98,36% C
Cobertura em telha cerâmica tipo canal, com argamassa
traço 1:3 (cimento/areia) e arame recozido
9,2 R$ 15,00 R$ 138,00 0,05% 98,41% C
Fornecimento e instalação saboneteira de louça,
conforme especificações
9 R$ 15,00 R$ 135,00 0,05% 98,47% C
Tubo de aço sem costura SCH 40 ø 3/4" 7 R$ 18,47 R$ 129,29 0,05% 98,52% C
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, d=50 mm 19 R$ 6,41 R$ 121,75 0,05% 98,57% C
Papeleira de louça, conforme especificações 8 R$ 15,00 R$ 120,00 0,05% 98,61% C
Barra de apoio para deficiente em ferro galvanizado de
11/2", l=80cm (bacia sanitária e mictório), inclusive 6 R$ 20,00 R$ 120,00 0,05% 98,66% C
parafusos de fixação e pintura
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, 32mm 26 R$ 4,53 R$ 117,70 0,05% 98,71% C
Tomada de embutir para uso geral, 2p+t, dupla 97 R$ 1,19 R$ 115,82 0,05% 98,75% C
Tubo pvc rígido c/ anéis, ponta e bolsa p/ esgoto
primário, d=75mm
25 R$ 4,58 R$ 114,45 0,05% 98,80% C
Rufo em chapa de aço, esp=0,65mm, larg=30,0cm 20,52 R$ 5,50 R$ 112,86 0,04% 98,85% C
Eletroduto de pvc roscável, diâm=32mm (1") 30 R$ 3,73 R$ 111,87 0,04% 98,89% C
Bancada com tampo de madeira com revestimento
melamínico branco (dim 0,80x6,00m) e base em 2 R$ 55,00 R$ 110,00 0,04% 98,93% C
alvenaria revestida em cerâmica, conforme projeto
Cuba inox de embutir em bancada 2 R$ 54,95 R$ 109,89 0,04% 98,98% C
Porta em madeira de lei, lisa, semi-ôca, 0,80x1,80m,
com batentes, ferragens e barra para PNE - PM-5
2 R$ 50,00 R$ 100,00 0,04% 99,02% C
Conector RJ45 (fêmea), para lógica 19 R$ 5,00 R$ 95,00 0,04% 99,05% C
Curva 90º p/ eletroduto roscável 1.1/4" 26 R$ 3,65 R$ 94,93 0,04% 99,09% C
Cumeeira com telha cerâmica embocada com
argamassa traço 1:2:8 (cimento/cal/areia)
15,6 R$ 6,00 R$ 93,60 0,04% 99,13% C
49

Lavatório com coluna, com sifão plástico, engate plástico


torneira de metal, válvula cromada, conjunto de fixação, 3 R$ 30,00 R$ 90,00 0,04% 99,16% C
conforme especificações
Distribuidor geral padrão telebrás dimensões
0,20x0,20x0,12m
5 R$ 17,31 R$ 86,55 0,03% 99,20% C
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, d=40mm 15 R$ 5,62 R$ 84,24 0,03% 99,23% C
Quadro escolar branco, com moldura, instalado na sala
de informática
1,5 R$ 55,00 R$ 82,50 0,03% 99,26% C
Colocação de hidrômetro em ligação existente, c/
remanejamento p/o muro ou fachada, inclusive cavalete 1 R$ 79,75 R$ 79,75 0,03% 99,30% C
e caixa de proteção
Luva pvc roscável p/ eletroduto 1.1/4" 45 R$ 1,72 R$ 77,36 0,03% 99,33% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 25 A, padrão DIN
(linha branca)
1 R$ 61,11 R$ 61,11 0,02% 99,35% C
Registro gaveta bruto, DN 60 mm (2 1/2") 1 R$ 60,31 R$ 60,31 0,02% 99,37% C
Lavatório sem coluna, com sifão plástico, engate
plástico, torneira de metal, válvula cromada, conjunto de 2 R$ 30,00 R$ 60,00 0,02% 99,40% C
fixação, conforme especificações, para PNE
Fornecimento e assentamento de caixa octogonal de pvc
4"x4"
1 R$ 58,91 R$ 58,91 0,02% 99,42% C
Disjuntor termomagnetico tripolar 50 A, padrão DIN (linha
branca
1 R$ 58,91 R$ 58,91 0,02% 99,45% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 20 A, padrão DIN
(linha branca)
1 R$ 58,91 R$ 58,91 0,02% 99,47% C
Registro gaveta c/ canopla cromada, DN 32 mm (1 1/4") 2 R$ 28,27 R$ 56,54 0,02% 99,49% C
Bancada em alvenaria, com portas em madeira com
revestimento melamínico, tampo em granito cinza 1 R$ 55,00 R$ 55,00 0,02% 99,51% C
andorinha, conforme projeto
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, d= 32mm 12 R$ 4,53 R$ 54,32 0,02% 99,53% C
Registro gaveta bruto, DN 50 mm (2") 2 R$ 25,96 R$ 51,92 0,02% 99,55% C
Tubo pvc rígico c/ anéis, ponta e bolsa p/ esgoto
secundário, d=40mm
24 R$ 2,12 R$ 50,98 0,02% 99,57% C
Conector e descida para pilares 28 R$ 1,82 R$ 50,96 0,02% 99,60% C
50

Tanque de louça com coluna, com torneira metálica, c/


válvula de plástico e conjunto de fixação, conforme 1 R$ 50,00 R$ 50,00 0,02% 99,61% C
especificações
Cabide de louça, branco, conforme especificações 3 R$ 15,00 R$ 45,00 0,02% 99,63% C
Barra de apoio para deficiente em ferro galvanizado de
11/2", l=140cm (lavatório), inclusive parafusos de fixação 2 R$ 20,00 R$ 40,00 0,02% 99,65% C
e pintura
Caixa sifonada quadrada, com três entradas e uma
saída, d=100x100x50mm, acabamento alumínio
6 R$ 6,54 R$ 39,22 0,02% 99,66% C
Espelho plástico RJ11/RJ45 2x4", 2 saídas 19 R$ 2,00 R$ 38,00 0,02% 99,68% C
Vidro canelado incolor 4mm 2,1 R$ 17,50 R$ 36,75 0,01% 99,69% C
Cabo telefônico CCI-50 2 pares (uso interno)
fornecimento e instalação
130 R$ 0,28 R$ 36,27 0,01% 99,71% C
Instalação de cabo telefônico CCI 50-02 18 R$ 2,01 R$ 36,18 0,01% 99,72% C
Quadro de distribuição para telefone n.3, 40x40x12cm
em chapa metálica, sem acessórios, padrão telebras, 1 R$ 35,00 R$ 35,00 0,01% 99,74% C
fornecimento e instalação
Registro gaveta c/ canopla cromada, DN 20 mm (3/4") 2 R$ 16,95 R$ 33,90 0,01% 99,75% C
Tubo pvc rígido soldável marrom p/ água, d=40mm 6 R$ 5,62 R$ 33,70 0,01% 99,76% C
Bucha/arruela alumínio 1.1/4" 45 R$ 0,74 R$ 33,21 0,01% 99,78% C
Caixa pvc 4"x4" p/ eletroduto 22 R$ 1,47 R$ 32,34 0,01% 99,79% C
Interruptor 01 seção simples 8 R$ 4,01 R$ 32,08 0,01% 99,80% C
Quadro de distribuição de embutir, com barramento, em
chapa de aço, para até 12 disjuntores padrão DIN 1 R$ 24,81 R$ 24,81 0,01% 99,81% C
(Europeu - linha branca), exclusive disjuntores
Caixa de passagem em alvenaria de tijolos maciços esp.
= 0,12m, dim. Int. = 0.60x0.60x0.60m
1 R$ 24,08 R$ 24,08 0,01% 99,82% C
Torneira cromada para pia de cozinha, de mesa, com
articulador ø 1/2"
2 R$ 11,90 R$ 23,81 0,01% 99,83% C
Torneira de jardim, inclusive poste de proteção 5 R$ 4,57 R$ 22,85 0,01% 99,84% C
Tomada de embutir para uso gera, 2p+t 5 R$ 4,46 R$ 22,31 0,01% 99,85% C
Interruptor 02 seção simples 6 R$ 3,69 R$ 22,14 0,01% 99,86% C
51

Registro gaveta c/ canopla cromada, DN 25 mm (1") 1 R$ 19,70 R$ 19,70 0,01% 99,87% C


Cabo isolado em pvc seção 16,0mm² - 750/70ºc 70 R$ 0,28 R$ 19,53 0,01% 99,87% C
Instalação de cabo telefônico CCE 50-02 70 R$ 0,28 R$ 19,53 0,01% 99,88% C
Registro gaveta bruto, DN 40mm (1 1/2") 1 R$ 18,71 R$ 18,71 0,01% 99,89% C
Tomada para telefone de 4 pólos padrão Telebrás -
fornecimento e instalação
5 R$ 3,69 R$ 18,45 0,01% 99,90% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 16 A, padrão DIN
(linha branca)
7 R$ 2,53 R$ 17,70 0,01% 99,90% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 20 A, padrão DIN
(linha branca)
1 R$ 17,57 R$ 17,57 0,01% 99,91% C
Disjuntor termomagnetico tripolar 32 A, padrão DIN (linha
branca
1 R$ 17,57 R$ 17,57 0,01% 99,92% C
Quadro de distribuição de embutir, com barramento, em
chapa de aço, para até 12 disjuntores padrão europeu 1 R$ 17,57 R$ 17,57 0,01% 99,92% C
(linha branca), exclusive disjuntores
Quadro de distribuição de embutir, com barramento, em
chapa de aço, para até 12 disjuntores padrão europeu 1 R$ 17,57 R$ 17,57 0,01% 99,93% C
(linha branca), exclusive disjuntores
Cotovelo em aço forjado classe 10 ø 3/4"x90º 5 R$ 3,40 R$ 17,00 0,01% 99,94% C
Registro pressão c/ canopla cromada, DN 20 mm (3/4") 1 R$ 16,74 R$ 16,74 0,01% 99,94% C
Tirante com rosca total, ref. DP-48, Ø 1 1/4"x600mm,
fabricação real perfil ou similar
2 R$ 8,30 R$ 16,60 0,01% 99,95% C
União em aço forjado classe 10 ø 3/4" 2 R$ 7,30 R$ 14,60 0,01% 99,96% C
Chuveiro elétrico de plástico 1 R$ 14,45 R$ 14,45 0,01% 99,96% C
Adaptador de pvc rígido soldável curto c/ bolsa e rosca p/
registro diâm=25mm x 3/4"
12 R$ 1,07 R$ 12,78 0,01% 99,97% C
Registro esfera ø 3/4" 1 R$ 11,50 R$ 11,50 0,00% 99,97% C
Adaptador de pvc rígido soldável curto c/ bolsa e rosca p/
registro diâm=20mm x 1/2"
10 R$ 1,02 R$ 10,20 0,00% 99,98% C
Disjuntor termomagnetico tripolar 70 A, padrão DIN (linha
branca
3 R$ 2,53 R$ 7,59 0,00% 99,98% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 16 A, padrão DIN
(linha branca)
3 R$ 2,53 R$ 7,59 0,00% 99,98% C
52

Luva em aço forjado classe 10 ø 3/4" 3 R$ 2,50 R$ 7,50 0,00% 99,98% C


Fornecimento e assentamento de caixa pvc4"x2" com
tampa
5 R$ 1,47 R$ 7,35 0,00% 99,99% C
Adaptador de pvc rígido soldável curto c/ bolsa e rosca p/
registro diâm=50mm x 11/4"
2 R$ 3,20 R$ 6,40 0,00% 99,99% C
Ralo sifonado em pvc d=100mm altura regulável, saída
40mm, com grelha redonda acabamento cromado
1 R$ 6,20 R$ 6,20 0,00% 99,99% C
Disjuntor termomagnetico tripolar 50 A, padrão DIN (linha
branca)
2 R$ 2,53 R$ 5,06 0,00% 99,99% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 16 A, padrão DIN
(linha branca)
2 R$ 2,53 R$ 5,06 0,00% 100,00% C
Te em aço forjado classe 10 ø3/4" 1 R$ 2,65 R$ 2,65 0,00% 100,00% C
Disjunto termomagnetico tripolar 32 A, padrão DIN (linha
branca)
1 R$ 2,53 R$ 2,53 0,00% 100,00% C
Disjuntor termomagnetico monopolar 20 A, padrão DIN
(linha branca)
1 R$ 2,53 R$ 2,53 0,00% 100,00% C
Obturador com haste padrão TELEBRAS 1 R$ 2,00 R$ 2,00 0,00% 100,00% C