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CARACTERÍSTICAS DOS ELASTANOS NOS PROCESSOS DE BENEFICIAMENTO

INTRODUÇÃO
Este trabalho foi uma solicitação da Golden Química do Brasil Ltda à Universidade Politécnica da Cataluña (UPC)
Barcelona – Espanha, com o objetivo de comparar quatro fios de elastano utilizados no mercado Brasileiro.
Não existiu em algum momento a intenção de se mostrar qual marca é melhor do que outra, mas simplesmente
diagnosticar quais as melhores condições de trabalho para os fios em questão.
O trabalho foi realizado pelo Engenheiro Joel L. Gutierrez e a Engenheira Marta F. Martin, sob a orientação do Prof. Dr.
Josep Valldeperas Morel.
Todos procedimentos analíticos foram baseados em metodologia já estabelecidas e aprovadas para estes tipos de ensaio.
Dado a extensão da pesquisa, esta é a primeira parte que foi realizada em 12 meses. Pretendemos dar continuidade a
estes trabalhos.

OBJ ETIVO

Este projeto tem como objetivo realizar um estudo comparativo das propriedades físico-químicas de quatro fibras de
elastano, cada uma delas pertencente à uma determinada marca. Será observado a influência da água, ácido, e álcali, sob
diferentes temperaturas e tempo, e sobre as propriedades das fibras.
As quatro fibras serão avaliadas quanto ao pH, tenacidade e alongamento máximo de ruptura, e alongamento residual
submetido a diferentes estiramentos.
Este estudo se realizará com a intenção de poder-se otimizar os processos têxteis aos quais podem estar submetidos os
artigos contendo elastano.

PARTE EXPERIMENTAL

1. Preparação do material
As quatro fibras utilizadas neste estudo são: Dorlastan, DuPont, Acelan, e Fillatice, e o título das mesma é de 40 deniers.
Preparar meadas com a ajuda de uma haste. O comprimento da meada deverá ser de 1300 ± 100 metros e terão um peso
entre 3 e 4 gramas. Para cada processo serão preparadas 3 meadas.

2. Tratamento Químico
Uma vez que as meadas estejam preparadas serão processados os tratamentos com as mesmas.
A máquina utilizada para realizar os diferentes tratamentos será o Linitest, e a relação de banho fixada para todos os
processos será de 1/20. A água utilizada será água destilada.

As condições de trabalho para cada processo serão:

H 2O – Rb 1/20 CH 3COOH glacial CH 3COOH glacial


Rb 1/20 Rb 1/20
[CH3COOH]=0,3 g/L [CH3COOH]=1,2 g/L

Proc. o
C Min Proc. ºC Min. Proc. ºC Min.
1 135 45 1 135 45 1 135 45
2 135 15 2 135 15 2 135 15
3 60 45 3 60 45 3 60 45
4 60 15 4 60 15 4 60 15

NaOH 50 ºBe Rb 1/20 NaOH 50 ºBe Rb 1/20


[NaOH] = 0,3 g/L [NaOH] = 1,2 g/L
o o
Proc. C Min Proc. C Min
1 135 45 1 135 45
2 135 15 2 135 15
3 60 45 3 60 45
4 60 15 4 60 15

1
3. Controle de pH do banho
O contolre de pH será realizado sempre antes de iniciar o processo, e quando finalizado o processo.

4. Dinamometria
As provas de dinamometria estarão divididas em duas partes:
· A primeira consiste nas provas para se obter o alongamento e a tenacidade máxima de ruptura.
· A segunda consiste nas provas para se obter o alongamento residual, repetida para os estiramentos.
O dinamômetro escolhido para realizar os ensaios será um Instron.

- Tenacidade e alongamento máximo


Este ensaio consiste em colocar a fibra de elastano entre as mordaças do dinamômetro e deixar que a fibra se estire até
chegar em seu ponto de ruptura (alongamento máximo de ruptura). Antes de romper-se, a fibra irá exercer uma força
para evitar a ruptura (está relacionada com o título do filamento, e é o que conhecemos como a tenacidade de ruptura).
Estes ensaios serão realizados 25 vezes para cada processo e fibra, com estes resultados obtemos o valor médio e seus
desvios padrões (intervalos de segurança).
A amostra a ser ensaiada deverá ter um cumprimento de 5 cm e uma pré tensão de 0,5 cN, desta maneira nos
asseguramos que em cada ensaio todas as fibras estejam estiradas por igual.
- Alongamento residual X estiramento
Este ensaio consiste em colocar a fibra entre as mordaças e deixar que esta se estire até um certo comprimento pré
determinado. Uma vez que a fibra é estirada, fazemos ela retornar ao ponto de início do estiramento e se quantifica o
comprimento da fibra que ficou deformado, quer dizer, o comprimento que não conseguiu retornar ao seu estado inicial.
O estiramento escolhido para as fibras de elastano é de 200% e 400%, e o motivo é porque a partir de 200% de
estiramento a fibra de elastano começa a manifestar deformação. O motivo pelo qual foi escolhido 400% de estiramento
é porque uma vez superado 600% de estiramento, muitas fibras começam a quebras, chegando assim a romper.
A amostra do ensaio que será tratada é de 5 cm e será utilizada uma pré tensão de 0,5 cN.

CONSIDERAÇÕES

Buscamos mostrar os dados da maneira mais ilustrativa e clara possível, apresentando essencialmente os resultados e
algumas conclusões tiradas dos inúmeros testes realizados.
A seguir apresentamos alguns gráficos que são necessários para a ilustração e compreensão das observações feitas.

VARIAÇÃO DE pH POR PROCESSO

AGUA 60ºC AGUA 135ºC

9 9,5

8,5 9

8,5
8
DORLASTAN DORLASTAN
8
DU PONT DU PONT
pH

pH

7,5
ACELAN 7,5 ACELAN
FILLATICE FILLATICE
7
7

6,5 6,5

6 6
0 10 20 30 40 50 0 10 20 30 40 50
tiempo (min) tiempo (min)

2
VARIACÃO DE pH POR PROCESSO

ÁCIDO ACÉTICO 0,3 g/L 60ºC ÁCIDO ACÉTICO 0,3 g/L 135ºC

4,4 5
4,8
4,2
4,6
4
4,4
DORLASTAN DORLASTAN
3,8 4,2
DU PONT DU PONT
pH

pH
4
ACELAN ACELAN
3,6
FILLATICE 3,8
FILLATICE
3,4 3,6
3,4
3,2
3,2
3 3
0 10 20 30 40 50
0 10 20 30 40 50
tiem po (m in )
tiempo (min)

ÁCIDO ACÉTICO 1,2 g/L 60ºC ÁCIDO ACÉTICO 1,2 g/L 135ºC

3,9 4,2
3,8
4
3,7
3,6 3,8
DORLASTAN DORLASTAN
3,5 DU PONT DU PONT
pH

pH

3,6
3,4 ACELAN ACELAN
FILLATICE FILLATICE
3,3 3,4
3,2
3,2
3,1
3 3
0 10 20 30 40 50 0 10 20 30 40 50
tiempo (min) tiempo (min)

NaOH 1,2 g/L 60ºC NaOH 1,2 g/L 135ºC

12,4 12,4

12,2 12,2

12 DORLASTAN 12 DORLASTAN
DU PONT DU PONT
pH
pH

11,8 ACELAN 11,8 ACELAN


FILLATICE FILLATICE
11,6 11,6

11,4 11,4

11,2 11,2
0 10 20 30 40 50 0 10 20 30 40 50

tiempo (min) tiempo (min)

3
Espectr oscopia de Infr a Ver melho

Um dos propósitos a se cumprir com este projeto era o de tentar dar uma justificativa química ao comportamento físico
das fibras testadas. Depois de realizar todos os ensaios convenientes com espectroscopia de Infra Vermelho,não foi
possível chegar ao propósito do estudo devido à complexidade do teste e ao motivo de que seria necessário criar um
novo projeto baseando-se unicamente no estudo dos espectros.

A seguir são apresentados os espectros pertinentes de cada fibra tratada com água, ácido acético, e soda cáustica e uma
rápida análise sobre qual dos fatores, tempo e temperatura, influem mais na estrutura química da fibra. O espectro está
dividido em duas partes com o objetivo de facilitar sua análise. As longitudes mais importantes na hora de se realizar a
análise são a 1730 cm-1, 1550cm-1, 1250cm-1, e 1100cm-1.

LYCRA ÁGUA
DupontH2O 135 45´
0.060 DupontH2O 135 45´ 0.14 DuPont H2O 135 15'
DuPont H2O 135 15' DuPontH2O 60 15'
DuPontH2O 60 15' DuPontH2O 60 45'
DuPontH2O 60 45'
0.050 0.12

0.040 0.10
A bs orbanc e

0.030 0.08
Absorbance

0.06
0.020

0.04
0.010

0.02
0.000

0.00
-0.010

1800 1600 1400 1200 1000 800


3150 3100 3050 3000 2950 2900 2850 2800 2750 2700 Wav enumbers (cm-1)
Wavenumbers (cm-1)

A fibra apresenta um comportamento a respeito da temperatura definindo-se especialmente em 1025 cm-1 y 2960 cm-1.
Pode-se observar que ao aumentar o tempo de processo se define principalmente em 1100 cm-1.

ACELAN ÁGUA
AcelanH2O 135 45´
AcelanH2O 135 45´
AcelanH2O135 15' 0.130
0.060 AcelanH2O 60 15' AcelanH2O135 15'
AcelanH2O 60 15'
AcelanH2O60 45' 0.120 AcelanH2O60 45'
0.050
0.110
0.040
0.100

0.030 0.090
Absorbance

Absorbance

0.020 0.080

0.070
0.010
0.060
0.000
0.050
-0.010
0.040

-0.020 0.030

-0.030 0.020

3100 3050 3000 2950 2900 2850 2800 2750


1800 1700 1600 1500 1400 1300 1200 1100 1000
Wavenumbers (cm-1)
Wavenumbers (cm-1)

A estrutura permanece constante em cada temperatura, definindo-se à alta temperatura em 1025 cm-1 e atenuando-se em
2730 cm-1.

4
FILLATICE ÁGUA
0.070 Fillatice H2O 135 45´
FillaticeH2O60 45' 0.090 Fillatice H2O 135 45´
0.065 FillaticeH2O60 45'
FillaticeH2O60 15'
FillaticeH2O135 15' FillaticeH2O60 15'
0.060 0.080 FillaticeH2O135 15'

0.055
0.070
0.050

0.045 0.060
Absorbance

Absorbance
0.040
0.050
0.035

0.030 0.040

0.025
0.030
0.020
0.020
0.015

0.010 0.010

0.005
3000 2950 2900 2850 2800 2750 1900 1800 1700 1600 1500 1400 1300 1200 1100 1000
Wavenumbers (cm-1) Wavenumbers (cm-1)

A fibra apresenta maior sensibilidade ao tempo de processo, produzindo uma atenuação a longos tempos em 1730 cm-1 y
1540 cm-1.

DORLASTAN ÁGUA
DorlastanH2O 135º45´ DorlastanH2O 135º45´
DorastanH2O135 15' 0.100 DorastanH2O135 15'
0.090
DorlastanH2O60º15' DorlastanH2O60º15'
DorlastanH2O60 45' DorlastanH2O60 45'
0.080 0.090

0.070 0.080

0.060
0.070
Absorbance

Absorbance

0.050
0.060

0.040
0.050
0.030
0.040
0.020
0.030
0.010

0.020
0.000

3150 3100 3050 3000 2950 2900 2850 2800 2750 2000 1800 1600 1400 1200 1000
Wavenumbers (cm-1) Wavenumbers (cm-1)

A fibra apresenta maior sensibilidade ao tempo de processo que à temperatura. O incremento de tempo produz uma
maior definição da estrutura, especialmente em 2923 cm-1 e em 1540 cm-1.

LYCRA 1,2 g/L de NaOH


0 ,10 0 *DuPon t13 5º45´
*DuPont6 0º45´ 0 ,10 0 * *Du P on t13 5º45 ´
*DuPont6 0º15´ **D uP o nt6 0º 45 ´
0 ,09 0 *DuPon t13 5º15´ **D uP o nt6 0º 15 ´
*DuPon t13 5º15´
0 ,09 0 * *Du P on t13 5º15 ´

0 ,08 0
0 ,08 0

0 ,07 0 0 ,07 0
2924,1 0

0 ,06 0 0 ,06 0
Abs orb anc e
Abs orb anc e

2852,9 0

0 ,05 0
0 ,05 0

0 ,04 0
0 ,04 0

0 ,03 0
0 ,03 0

0 ,02 0
0 ,02 0
0 ,01 0

0 ,01 0
0 ,00 0

0 ,00 0
1 800 1 600 1 400 1 200 1 000 8 00 6 00
3 100 3 000 2 900 2 800 2 700 2 600 2 500 W av e num be rs (c m -1 )
W ave num be rs (c m-1 )

O comportamento desta fibra é mais sensível ao tempo que à temperatura, já que os espectros correspondentes à 60º 15´
e 135º 15´ apresentam uma variação estrutural mínima. Entretanto os processos, com tempos de 45’ apresentou-se um
comportamento distinto frente à temperatura. Para 60ºC o tempo influi definindo claramente a microestrutura da fibra,
contrariamente ao observado para 135ºC, especialmente refletido em ondas com comprimento de 1100 cm-1, 1540 cm-1,
1705 cm-1 e 2800 cm-1.

5
ACELAN 1,2 g/L de NaOH
*A cel an6 0º45 ´ *A cel an60º45´
*Ac ela n13 5º45 ´ *Ac elan135º45 ´
0 ,16 0
*A cel an6 0º15 ´
0,18
0 ,15 0 *A cel an60º15´
*Ac ela n13 5º15 ´ *Ac elan135º15 ´
0 ,14 0
0,16
0 ,13 0

1094,36
126 0,8 0
0 ,12 0 0,14

1260,80
0 ,11 0

163 7,4 8
0 ,10 0 0,12
Abs orb anc e

Abs orbanc e
0 ,09 0
0,10

138 3,4 5
0 ,08 0

154 0,8 3

80 3,06
173 2,9 5

141 3,1 1
0 ,07 0

131 1,8 7
0,08
0 ,06 0

0 ,05 0 0,06

51 1,68
0 ,04 0

77 1,04
0 ,03 0 0,04

0 ,02 0
0,02
0 ,01 0
0 ,00 0
0,00
2 000 1 900 1 800 1 700 1 600 1 500 1 400 1 300
W ave num be rs (c m-1) 1300 1200 1100 1000 900 800 700 600 500
W avenumbers (c m-1)

Esta fibra possui maior sensibilidade à temperatura, enquanto que a variação estrutural provocada pelo tempo é pouco
significaiva, em especial quando processada a baixa temperatura. Ao aumentar a temperatura é provocada uma clara
definição geral da estrutura, de forma mais acentuada em 803 cm-1,1100 cm-1,1540 cm-1, 1730 cm-1 e 2950 cm-1.

DORLASTAN 1,2 g/L NaOH


*D o rla s ta n13 5º 4 5 ´
*D orla sta n13 5º 45 ´ 0 ,0 6 5 *D o rla s ta n13 5º 1 5 ´
*D orla sta n13 5º 15 ´
285 2,2 6

* Do rlas t a n6 0º 15 ´
* Dorlast an6 0º15 ´
0 ,05 5
0 ,0 6 0 * Do rlas t a n6 0º 45 ´
* Dorlast an6 0º45 ´
0 ,05 0 0 ,0 5 5

0 ,04 5 0 ,0 5 0

0 ,04 0 0 ,0 4 5

0 ,0 4 0
0 ,03 5
A bs orb an c e
Abs orb anc e

279 7,1 5

0 ,0 3 5
0 ,03 0
0 ,0 3 0
0 ,02 5
0 ,0 2 5
0 ,02 0
0 ,0 2 0

0 ,01 5
0 ,0 1 5

0 ,01 0 0 ,0 1 0

0 ,00 5 0 ,0 0 5

0 ,00 0 0 ,0 0 0

3 100 3 050 3 000 2 950 2 900 2 850 2 800 2 750 2 700 2 650 2 600 2 550
1 8 00 1 7 00 1 6 00 1 5 00 1 4 00 1 3 00 1 2 00 1 1 00 1 0 00
W ave num be rs (c m -1 )

Os espectros dos distintos processos apresentam constância frente à temperatura e ao tempo. Ligeiramente mais sensível
W a v e num be rs (c m -1 )

ao tempo de processo, e em especial à temperatura de 135ºC, na zona característica do elastano, de 1100 a 1730 cm-1.

FILLATICE 1,2 g/L NaOH


0,090 *Fillatice135º15´1,2g/LNaOH
1636,39

*Fillatice60º45´1,2g/LNaOH
*F il la tic e 1 35 º 45 ´1,2 g/LN aO H
*Fillatice135º45´1,2g/LNaOH
0,080 0 ,0 7 5 *Fil l atic e6 0 º 15 ´1,2 g/LN aO H
*Fillatice60º15´1,2g/LNaOH **F illa tic e 135 º 1 5 ´1,2 g /LN aO H
0 ,0 7 0 * *Fill atic e 60 º 45 ´1,2 g/L N aO H

0,070 0 ,0 6 5

0 ,0 6 0
1540,80

173 3,5 6

0,060
1733,56

0 ,0 5 5

0 ,0 5 0
0,050
A bs orb an c e

0 ,0 4 5
Absorbance

0 ,0 4 0
0,040
0 ,0 3 5

0,030 0 ,0 3 0

0 ,0 2 5

0,020 0 ,0 2 0

0 ,0 1 5
0,010
0 ,0 1 0

0 ,0 0 5
0,000
1 9 00 1 8 80 1 8 60 1 8 40 1 8 20 1 8 00 1 7 80 1 7 60 1 7 40 1 7 20 1 7 00 1 6 80 1 6 60 1 6 40
W a v e num be rs (c m -1 )
-0,010

1900 1800 1700 1600 1500 1400 1300 1200 1100 1000 900
Wavenumbers (cm-1)

Observa-se maior sensibilidade da fibra ao tempo de processo do que à temperatura submetida. Não apresenta grandes
variações estruturais, mas ligeiras atenuações com o tempo e em especial a temperatura de 135 ºC, para 1100 cm-1, 1550
cm-1 e 1730 cm-1.

6
DORLASTAN 1,2 g/L ÁCIDO ACÉTICO
0,090 *Dorla stan60º15´Ac1,2g/L**123b *D orla s ta n60 º15 ´A c1 ,2g /L** 123 b
*Dorla stan60º 45´Ac1,2g/L *Do rlas tan1 35º 15´Ac 1 ,2g/ L
*Dorlas tan135º 15´Ac 1,2g/L *Do rlas tan1 35º 45´Ac 1 ,2g/ L
0,080 0,1 4
*Dorlas tan135º 45´Ac 1,2g/L **D orla stan 60º 45´Ac 1 ,2g/ L

0,070 0,1 2

0,060
0,1 0

0,050
0,0 8
Abs orbanc e

0,040

Abs orb anc e


0,0 6
0,030

0,0 4
0,020

0,010 0,0 2

0,000
0,0 0

-0,010
-0,0 2

3150 3100 3050 3000 2950 2900 2850 2800 2750 2700 2650 2600 2550
-0,0 4
W avenumbers (c m-1)
1 900 1 800 1 700 1 600 1 500 1 400 1 300 1 200 1 100 1 000 9 00
W av e num be rs (c m -1 )

A fibra apresenta sensibilidade à temperatura e ao tempo de processo, e o aumento de ambos produz maior definição de
sua estrutura, ainda que não sofra variações funcionais importantes.

LYCRA 1,2 g/L ÁCIDO ACÉTICO


* DuP ont60º 45´A c 1 ,2g/ L
0,07 5
* DuP ont60º 15´A c 1 ,2g/ L 0 ,07 5 * DuP ont 60º 45´A c 1 ,2g/ L
0,07 0 *D uPo nt1 35º 15´A c 1 ,2g/ L * DuP ont 60º 15´A c 1 ,2g/ L
*D uPo nt1 35º 45´A c 1 ,2g/ L 0 ,07 0 *D uPo nt1 35º 15´A c 1 ,2g/ L
0,06 5 *D uPo nt1 35º 45´A c 1 ,2g/ L
0 ,06 5
0,06 0
0 ,06 0
0,05 5
0 ,05 5
0,05 0
0 ,05 0
0,04 5
0 ,04 5
Abs orb anc e

Abs orb anc e

0,04 0
0 ,04 0
0,03 5
0 ,03 5
0,03 0
0 ,03 0
0,02 5
0 ,02 5
0,02 0 0 ,02 0
0,01 5 0 ,01 5
0,01 0 0 ,01 0
0,00 5 0 ,00 5
0,00 0 0 ,00 0
-0,00 5
-0 ,00 5
3150 3100 3050 3000 2950 2900 2850 2800 2750 2700 2650 2600
W av e num be rs (c m-1 ) 2 000 1 900 1 800 1 700 1 600 1 500 1 400 1 300 1 200 1 100 1 000 9 00
W av e num be rs (c m -1 )

Pode-se observar como é afetada principalmente sua estrutura à temperatura de processo, atenuando as zonas
características do elastano, tais como em 1730 cm-1, 1540 cm-1, 1100 cm-1 e 1250 cm-1.

ACELAN 1,2 g/L ÁCIDO ACÉTICO


0 ,09 0 * Ace lan 60º 15´A c 1 ,2g/L 0,140 * Acelan60º 15´A c 1,2g/L
* Ace lan 60º 45´A c 1 ,2g/L * Acelan60º 45´A c 1,2g/L
*A cel an1 35º 15´A c 1 ,2g/L 0,130 *A cel an135º 15´Ac 1,2g/L
*A cel an1 35º 45´A c 1 ,2g/L *A cel an135º 45´Ac 1,2g/L
0 ,08 0
0,120

0,110
0 ,07 0
0,100

0 ,06 0 0,090

0,080
Abs orbanc e
Abs orb anc e

0 ,05 0
0,070

0,060
0 ,04 0
0,050

0 ,03 0 0,040

0,030

0 ,02 0 0,020

0,010
0 ,01 0
0,000

0 ,00 0 -0,010
1900 1800 1700 1600 1500 1400 1300 1200 1100 1000 900
3 100 3 000 2 900 2 800 2 700 2 600 W avenumbers (c m-1)
W ave num be rs (c m-1)

Nestes casos cada temperatura tem uma tendência distinta, pois para 60ºC o tempo define os grupos estruturais,
enquanto que para 135ºC o tempo de processo atenua estes grupos, que se encontram principalmente em 1100 cm-1 ,
1250 cm-1, 1540 cm-1 e 1730 cm-1.

7
FILLATICE 1,2 g/L ÁCIDO ACÉTICO
*Fillat ic e6 0º 4 5´A c 1, 2 g/ L *Fillatic e6 0º 45´A c 1,2 g/L
0 ,11 0
0 ,09 0 *Fillat ic e6 0º 1 5´A c 1, 2 g/ L *Fillatic e6 0º 15´A c 1,2 g/L
*Fil latic e13 5º1 5´A c 1,2 g/ L *Fil latic e13 5º 15´A c 1,2 g/L
0 ,08 5 *Fil latic e13 5º4 5´A c 1,2 g/ L 0 ,10 0 *Fil latic e13 5º 45´A c 1,2 g/L
0 ,08 0
0 ,09 0
0 ,07 5

0 ,07 0 0 ,08 0

0 ,06 5
0 ,07 0

0 ,06 0

Abs orb anc e


Abs orb anc e

0 ,06 0
0 ,05 5

0 ,05 0 0 ,05 0

0 ,04 5
0 ,04 0
0 ,04 0
0 ,03 0
0 ,03 5

0 ,03 0 0 ,02 0

0 ,02 5
0 ,01 0
0 ,02 0

0 ,00 0
0 ,01 5

1 900 1 800 1 700 1 600 1 500 1 400 1 300 1 200 1 100 1 000 9 00
3 050 3 000 2 950 2 900 2 850 2 800
W ave num be rs (c m-1)
W ave num be rs (c m -1 )

A fibra apresenta maior sensibilidade ao tempo de processo, especialmente para 60ºC, produzindo desordem na estrutura
capaz de provocar maior detecção de grupos estruturais em 1730 cm-1 e principalmente em 1540 cm-1.

OBSERVAÇÕES

Avaliação dos resultados do controle de pH

Nos gráficos observa-se que os processos em meio neutro são aqueles que apresentam maior variação, e devemos
considerar este aspecto como sendo muito importante, pois o processo termina em meio alcalino. O processo em meio
alcalino tem um pH praticamente constante no caso de 1,2 g/L, e a baixa temperatura no caso de 0,3 g/L. Em meio ácido,
existe certa variabilidade, o que diminui ao incrementar a concentração, sendo de menor magnitude do que no meio
neutro.
Em geral, a estabilidade do processo diminui ao incrementar a temperatura e se mantém ao aumentar o tempo de
processo.
O processo de tratamento com água, em geral aumenta o pH à 60ºC com o tempo e de forma mais acentuada ao
incrementar a temperatura. A 135ºC se estabiliza e não varia em nenhuma fibra em relação ao tempo. O comportamento
mais regular neste processo é o da fibra Fillatice, e a mais irregular a Lycra, neste caso.
No processo 2, com baixa concentração de ácido acético, a variação de pH em geral não é como no processo 1 com
água, no entanto também pode ser importante em determinados casos. Igual ao que ocorre em água, parece que o
aumento é produzido basicamente pela variação de temperatura. Neste caso a fibra que apresenta maior variação é a da
Fillatice.
No terceiro processo, com 1,2 g/L de ácido acético, a variação geral de pH é menos significativa, aumentando
ligeiramente ao aumentar a temperatura, sem ultrapassar o pH 4, o que não apresentaria um efeito tão importante como
nos casos anteriores.
No processo com 0,3 g/L de NaOH, pode-se considerar um pH estável a 60ºC, enquanto que ao aumentar a temperatura
o pH diminui de uma foram mais significativa, especialmente para o Dorlastan e Fillatice.
O quinto processo, com alta concentração de álcali, pode ser considerado como o tratamento mais estável em relação ao
pH, porque praticamente não é afetado pelo tempo e nem a temperatura do processo. Em geral, os tratamentos alcalinos
oferecem uma estabilidade superior durante todo o processo, em relação ao meio ácido, e muito mais acentuada se
comparada com o meio neutro.

8
TENACIDADE – ALONGAMENTO

DORL ASTAN Agua 15'


Ácido 0,3:15'

Ácido 1,2:15'
1,9

1,8
NaOH 0,3:15'
Tenacidad cN/den

1,7

1,6 NaOH 1,2:15'


1,5 Agua 45'

Ácido 0,3:45'
1,4

1,3

1,2
Ácido 1,2:45'
1,1 NaOH 0,3:45'
1
NaOH 1,2:45'
0 60 120

Tem p e r atu r a ºC

DORLASTAN

1300
Agua 15'
1200 Ácido 0,3:15'
Ácido 1,2:15'
1100
NaOH 0,3:15'
1000
Elongación %

NaOH 1,2:15'
Agua 45'
900
Ácido 0,3:45'
800 Ácido 1,2:45'

700 NaOH 0,3:45'


NaOH 1,2:45'
600
0 60 120

Te m p e r atur a ºC

L YCRA Agua 15'


Ácido 0,3:15'

Ácido 1,2:15'
1,4

1,3
NaOH 0,3:15'
Tenacidad cN/den

1,2 NaOH 1,2:15'


Agua 45'
1,1

Ácido 0,3:45'
Ácido 1,2:45'
1

0,9
NaOH 0,3:45'

0,8 NaOH 1,2:45'


0 60 120

Te m p e r atur a ºC

9
L YCRA

900 Agua 15'


Ácido 0,3:15'

800 Ácido 1,2:15'


Elongación %

NaOH 0,3:15'
NaOH 1,2:15'
700
Agua 45'
Ácido 0,3:45'
600 Ácido 1,2:45'
NaOH 0,3:45'
NaOH 1,2:45'
500
0 60 120

Te m p e r atur a ºC

ACELAN
Agua 15'
Ácido 0,3:15'
1,4
Ácido 1,2:15'
1,3 NaOH 0,3:15'
Tenacidad cN/den

NaOH 1,2:15'
1,2
Agua 45'

1,1 Ácido 0,3:45'


Ácido 1,2:45'
1
NaOH 0,3:45'

NaOH 1,2:45'
0,9
0 60 120

Te m p e r atur a ºC

ACELAN

1000
Agua 15'
Ácido 0,3:15'
900 Ácido 1,2:15'
Elongación %

NaOH 0,3:15'
NaOH 1,2:15'
800
Agua 45'
Ácido 0,3:45'

700 Ácido 1,2:45'


NaOH 0,3:45'
NaOH 1,2:45'
600
0 60 120

Te m p e r atur a ºC

10
FILLATICE

1,5 Agua 15'


Ácido 0,3:15'

1,4 Ácido 1,2:15'


NaOH 0,3:15'
Tenacidad cN/den

1,3 NaOH 1,2:15'


Agua 45'

Ácido 0,3:45'
1,2

Ácido 1,2:45'
1,1
NaOH 0,3:45'

NaOH 1,2:45'
1

0,9
0 60 120

Temperatura ºC

FILLATICE

1000

Agua 15'
Ácido 0,3:15'
900
Ácido 1,2:15'
Elongación %

NaOH 0,3:15'
NaOH 1,2:15'
800
Agua 45'
Ácido 0,3:45'
Ácido 1,2:45'
700
NaOH 0,3:45'
NaOH 1,2:45'

600
0 60 120

Temperatura ºC

11
OBSERVAÇÕES

Avaliação dos resultados de Tenacidade - Alongamento:

No estudo por fibra, pode-se observar que para o Dorlastan, existe uma diminuição importante e progressiva de
tenacidade ao aumentar as condições do processo. O processo 1 e 2, apresentam uma diminuição de tenacidade mais
brusca, enquanto que as de concentração 1,2 g/L de ácidos e álcali, oferecem uma queda menor. O reflexo desta
diminuição de tenacidade encontra-se no aumento do Alongamento ao aumentar o tempo e temperatura. Neste caso, os
tratamentos com ácido oferecem melhor estabilidade.

Diferentemente do Dorlastan, a Lycra, apresenta tendência a aumentar sua tenacidade com o incremento das condições
do processo, a não ser nos tratamentos com álcali, que oferecem importante inflexão ao ser submetido a 135ºC e 45’. O
processo 1 com água, ainda que seja o de menor magnitude, é o mais constante ao longo dos distintos processos. Nestes
casos o alongamento aumenta, basicamente com o aumento da temperatura, ainda que o tempo a 60ºC produz uma
pequena diminuição, e a 135ºC produz um pequeno incremento, diferentemente dos processos 2 e 4 que no processo
mais extremo diminui o seu alongamento.

No caso do Acelan, a tenacidade decresce ao aumentar-se as condições, a não ser nos tratamentos em que diminuem
significativamente ao variar a temperatura, e posteriormente recuperam a 135ºC e 45’. O alongamento dos processos 3 e
5 aumenta gradualmente ao incrementar as condições, enquanto que nos outros processos é produzido um salto brusco
ao aumentar a temperatura, e posteriormente decresce na última condição.

Fillatice parece ter um comportamento mais regular em função do intervalo das cotas do gráfico, no entanto são mais
complexas devido à progressão das mesmas. Com água a tenacidade aumenta até as condições de 135ºC e 15’,
comportamento similar ao processo 3 com ácido 1,2 g/L, sendo que este último apresentou um processo mais regular. Os
processos 2 e 4, com baixas concentrações de produtos, começam a diminuir sua tenacidade com o aumento da
temperatura, sendo a queda mais brusca no caso do ácido à 0,3 g/L. Por último, o processo 5, com 1,2 g/L de álcali, é
constante, apresentando uma pequena diminuição na condição de 135ºC e 15’. A respeito do alongamento, a tendência
geral é de aumento gradual com o aumento das condições, um pouco mais importante nos processos 1, 2 e 4.

CONCLUSÕES
Uma dúvida sempre paira na escolha do processo adequando de tingimento. Qual o melhor meio para se tingir um PES /
PUE? meio alcalino ou ácido ? Qual a temperatura adequada ? Quanto tempo posso deixar no patamar para não afetar as
características do meu fio?. Estas são dúvidas comuns e que surgem na escolha de qualquer artigo beneficiado com o
elastano, seja ele PES/PUE, CO/PUE, PA/PUE, etc...
Buscando trazer os dados mensurados nesta pesquisa ao nosso dia a dia dentro de um processo de beneficiamento de
artigos com elastano, podemos tirar algumas conclusões claras, sendo que a primeira e mais importante delas é que cada
fio de elastano reage diferentemente quando submetido à um mesmo tratamento químico.
A Golden Química buscou com esta matéria apresentar aos senhores leitores que existe a necessidade de se testar e
conhecer com profundidade o fio que estamos utilizando. Sejam testes em suas características físicas, como a perda de
elasticidade em diversos meios, ou testes em suas características químicas, como a resistência à produtos e óleos
utilizados. Acreditamos que estas informações podem se úteis, e que só assim é possível se desenvolver um processo
realmente seguro e eficiente ao seu artigo.

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