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INSTRUÇÃO TÉCNICA 05 – FACILIDADES DE ABANDONO


PARTE I – SAÍDA DE EMERGÊNCIA

Organizador
Diretoria de Serviços Técnicos

Colaboradores
TCEL QOBM Gerson Raposo Lopes Junior
CAP QOBM Davidson da Rosa Sales

Artes Gráficas
2º SGT BM Francinaldo de Oliveira Cardoso

Revisão
CB BM Lidianne Pereira Gomes Lucas Barreto
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1 OBJETIVO NBR 10898 - Sistemas de iluminação de
1.1 Estabelecer os requisitos mínimos emergência.
necessários para dimensionamento da proteção NFPA 101 - Life Safety Code, 2015.
necessária dos meios de circulação para Instrução Técnica nº 11. Saídas de Emergência.
abandono seguro dos ocupantes de edificações Policia Militar do Estado de São Paulo. 2018.
e áreas de risco em caso de incêndio e PARÁ. Decreto Estadual nº 2230 de 05 de
emergências e a ação do socorro público para o novembro de 2018. Regulamento de segurança
salvamento e resgate de pessoa, atendendo o contra incêndio e emergências das edificações e
previsto no Decreto nº 2.230/18 que dispõe sobre áreas de risco.
o Regulamento de segurança contra incêndio e The Building Regulations 2010 – Fire Safety -
emergências das edificações e áreas de risco. Approved Document B/2010
The Building Regulations, 1991 Edition. Means of
2 APLICAÇÃO Escape.
2.1 A todas as edificações e áreas de risco,
exceto para abandono de túneis, arenas, 4 DEFINIÇÕES
estádios, terminais ferroviários e metroviários, 4.1 Acesso: caminho a ser percorrido pelos
edificações temporárias, construções sem ocupantes do pavimento, constituindo a rota de
cobertura para atividades e ocupações ao ar saída horizontal, para alcançar a escada ou
livre, helipontos e heliportos e outros tipos de rampa, área de refúgio ou descarga (saída final).
ocupação não contemplados neste documento; 4.2 Andar: volume compreendido entre dois
2.2 Em edificações existentes, como exemplo de pavimentos consecutivos ou entre o pavimento e
situação ideal, devendo ser considerada as o nível superior à sua cobertura.
limitações físicas, buscando-se adaptações 4.3 Alçapão de tiragem: abertura horizontal
adequadas, incluisive a de cálculo reverso, ou localizada no topo da caixa de escada protegida
seja, de limitação da lotação máxima em função e que deve se situar na parte mais elevada da
das características dos elementos de circulação. cobertura de uma edificação ou de parte desta,
que, em caso de incêndio,pode ser aberta
3 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS manualmente ou automaticamente, para permitir
Approvazion edinorme tecniche di prevenzione a saída da fumaça.
incendi, ai sensidell'articolo 15 del decreto 4.4 Altura da edificação: é a medida em metros
legislativo 8 marzo 2006, n. 139. entre o ponto que caracteriza a saída final
NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa (descarga) até o piso com ocupação humana
tensão. mais distante verticalmente, podendo ser
BS 9999/2008 - Code of practice for fire safety in ascendente ou descendente.
the design, management and use of buildings 4.5 Antecâmara ventilada para o exterior:
NBR 11742 - Porta Corta Fogo para saídas de recinto protegido que antecede a caixa da
emergência. NBR 11785 - Barra antipânico – escada à prova de fumaça e tem por objetivo
requisitos. impedir que o fogo e a fumaça contaminem a
NBR 13434 - Sinalização de segurança contra escada.
incêndio e pânico - 3 partes. 4.6 Área do pavimento: medida, em metros
NBR 13768 - Acessórios destinados à Porta quadrados, do espaço compreendido pelo
Corta Fogo para saída de emergência - perímetro interno das paredes, excluindo as
Requisitos. áreas protegidas da circulação vertical
NBR 14432 - Exigência de resistência ao fogo de (antecâmaras, vestíbulos, escadas e rampas).
elementos de construção em edificações – 4.7 Área de refúgio: parte da edificação
Procedimento. compartimentada vertical e horizontalmente, por
NBR 14718 - Guarda-corpos para edificação. paredes e lajes resistentes ao fogo e Porta Corta
NBR 14880 – Saída de emergência em edifícios Fogo, além de dispositivos de selagem de dutos
– Escadas de segurança – Controle de fumaça e proteção de fachadas,tendo acesso a pelo
por pressurização. menos uma outra área de refúgio, uma saída de
NBR 17240 - Sistemas de detecção e alarme de emergência ou área externa
incêndio – Projeto, instalação,comissionamento 4.8 Bocel: borda saliente do degrau sobre o
e manutenção de sistemas de detecção e alarme espelho.
de incêndio – Requisitos. 4.9 Compartimentação: separação de um ou
NBR 6479 - Portas e vedadores – Determinação mais ambientes ou pavimentos do restante da
da resistência ao fogo. NBR 7199 - Projeto, edificação por meio de paredes, pisos e lajes,
execução e aplicações de vidros na construção além de aberturas protegidas com elementos
civil. com TRRF (ex. portas, paredes, vidros,
NBR 9050 - Acessibilidade à edificações, dampers, selos etc.). Tem por objetivo dificultar a
mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. propagação do incêndio para os ambientes ou

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pavimentos contíguos. edificação, por nela exercerem ou não alguma
4.10 Corrimão: barra com superfície lisa, atividade ou permanência. Os ocupantes podem
arredondada e contínua, instalada junto às ter familiaridade ou não com o edifício, em
paredes ou guardas de escadas, rampas ou função de sua relação com o mesmo, que pode
passagens. ser de trabalho, moradia, estudo, lazer, etc.
4.11 Degrau: conjunto dos dois elementos, 4.21 Guarda-corpo: barreira protetora vertical,
horizontal e vertical, que compõe uma escada, maciça ou não, que delimita as faces laterais
cujos apoios permitem a locomoção ascendente abertas de escadas, rampas, patamares,
ou descendente, composto de piso e espelho. terraços, balcões, galerias e assemelhados,
4.12 Descarga ou Saída Final: parte da servindo como proteção ao ocupante contra
circulação horizontal de uma edificação que fica eventuais quedas de um nível para outro.
entre o final da escada no piso de saída do 4.22 Lance de escada: sucessão ininterrupta de
edifício e o logradouro público ou área externa degraus entre dois patamares sucessivos.
com acesso a ele, direcionando as pessoas a um Nota: Um lance de escada nunca pode ter menos de
local seguro fora da edificação. três degraus, nem (vencer) subir altura superior a 3,70
4.13 Escada de emergência: elemento de m.
circulação vertical que permite o movimento 4.23 Largura do degrau: distância entre a ponta
ascendente e descendente de pessoas e vertical de um degrau e a projeção da ponta
objetiva a saída segura dos ocupantes do vertical do degrau imediatamente superior,
edifício em caso de incêndio, podendo ser medida horizontalmente sobre a linha de
aberta, protegida ou à prova de fumaça. percurso da escada.
4.14 Escada à Prova de Fumaça Pressurizada 4.24 Local de saída única: qualquer ponto da
(EPFP): escada à prova de fumaça, cuja edificação de onde o deslocamento é possível
condição de proteção aos efeitos do incêndio é apenas em um sentido.
obtida por meioda pressurização do seu interior, 4.25 Local Seguro: local interno ou externo no
além de ter sua caixa envolvida por paredes qual o ocupante de uma edificação está
resistentes ao fogo e dotada de Portas Corta protegido da ação do incêndio.
Fogo em seu acesso. 4.26 Material incombustível: material que
4.15 Escada à Prova de Fumaça com atende aos critérios para essa classificação com
Ventilação direta para o Exterior (EPFVE) base em método de ensaio normatizado para
escada a prova de fumaça cujo acesso é por determinação da não combustibilidade.
antecâmara aberta para o exterior, de modo a 4.27 Mezanino: piso intermediário entre o piso e
evitar a entrada de fogo e fumaça na escada em o teto de uma dependência ou pavimento de
caso de incêndio. uma edificação, (incluindo um balcão interno)
4.16 Escada Protegida (EP): escada situada em com área de até 1/3 do piso principal abaixo.
ambiente envolvido por paredes resistentes ao 4.28 Mobilidade: capacidade do ocupante de
fogo e dotada de Portas Corta Fogo em seu uma edificação de se deslocar com ou sem
acesso, podendo ter ou não ventilação em seu restrições temporárias ou permanentes,
interior. decorrentes de incapacitações motoras,
4.17 Escada Externa à Prova de Fumaça sensoriais ou cognitivas.
(EEPF): escada com uma ou mais faces abertas 4.29 Nível de descarga ou Pavimento de
para o exterior da edificação, implementadas Descarga: nível de piso no qual uma porta ou
com distâncias seguras, e que se comunica com abertura externa conduz os ocupantes da
os demais ambientes, como corredores, halls e edificação ao exterior.
outros, em cada pavimento, por meio de Porta 4.30 Ocupação ou uso misto: edificação cuja
Corta Fogo e paredes resistentes ao fogo. ocupação é diversificada, englobando mais de
4.18 Espaço livre exterior: espaço externo à um tipo de ocupação e uso e que, portanto, deve
edificação para o qual se abrem áreas de satisfazer às exigências de proteção de acordo
ventilação e iluminação. Para efeito de com o exigido para o maior risco, salvo se
segurança contra incêndio, distanciamentos houver isolamento de risco, isto é,
mínimos são estabelecidos nesta Norma para compartimentação entre eles.
garantir a segurança dos ocupantes. 4.31 Parede resistente ao fogo: elemento
4.19 Estado de vigília: condição em que o construtivo vertical que faz parte da
ocupante de uma edificação está desperto, isto compartimentação horizontal e visa dificultar a
é, não se encontra adormecido nem sob efeito propagação horizontal do incêndio e seus
de substâncias que diminuam sua capacidade de efeitos, durante um tempo determinado,
percepção,orientação e deslocamento (bebidas estabelecido para cada caso. Sob a ação do
ou drogas). fogo normalizado, este elemento deve conservar
4.20 Familiaridade: grau de conhecimento que suas características de resistência mecânica,
os ocupantes possuem acerca de uma estanqueidade ao calor e à fumaça e
proporcionar um isolamento térmico conforme

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determinado nos métodos de ensaio NBR 10636 4.43 Terraço: local descoberto sobre uma
(para elementos sem função estrutural) ou NBR edificação ou no nível de qualquer um de seus
5628 (para elementos com função estrutural). pavimentos acima do térreo, com possibilidade
4.32 Pavimento: parte de uma edificação de ocupação humana.
situada entre a parte superior de um piso 4.44 Tempo Requerido de Resistência ao
acabado e a parte inferior do piso imediatamente Fogo (TRRF): tempo requerido de resistência ao
superior, ou entre a parte superior de um piso fogo dos elementos construtivos de uma
acabado e o forro acima dele, se não houver edificação estabelecida em Normas, dado em
outro pisoa cima. minutos.
4.33 Pavimento em pilotis: local edificado de
uso comum, aberto em pelo menos três lados, 5 PRINCÍPIOS GERAIS
devendo os lados abertos ficarem afastados de, 5.1 Classificação das edificações
no mínimo, 1,50 m das divisas. Considera-se, 5.1.1 Para efeito desta Instrução Técnica, as
também, como tal, o local coberto, aberto em edificações são classificadas, quanto à ocupação
pelo menos duas faces opostas do perímetro e à altura, conforme Parte I – Exigências, da IT
total. 01 – Procedimentos Administrativos.
4.34 População: número de pessoas para as 5.2 Componentes da saída de emergência
quais uma edificação, ou parte dela, é projetada, 5.2.1 A saída de emergência compreende os
conforme os índices de densidade estabelecido seguintes itens:
nesta Norma. a. Acessos ou corredores;
4.35 Porta Corta Fogo (PCF): Conjunto de folha b. Rotas de saídas horizontais, quando
de porta, marco e acessórios, que deve atender houver, e respectivas portas ou espaço
à ABNT NBR 11742 e cuja classificação é dada livre exterior, nas edificações térreas ou no
em minutos. pavimento de saída/descarga das pessoas
4.36 Proteção no local: modalidade de proteção nas edificações com mais de um
contra incêndio que prevê a proteção do pavimento;
ocupante de uma edificação no compartimento c. Escadas ou rampas;
em que se encontra. Um método de resposta ao d. Descarga;
incêndio que envolve elementos da construção e e. Elevador de emergência.
treinamento do pessoal para fornecer segurança
aos ocupantes durante um incêndio, com a 5.3 Características da população ocupante
permanência dos ocupantes no local, se 5.3.1 Implicam no dimensionamento dos meios
deslocando dentro do prédio, ou ambos, sem de circulação, as seguintes características da
abandonar a edificação. população envolvida:
4.37 Rampa: parte inclinada de uma circulação, a. Estado de vigília;
que se destina a unir dois níveis de pavimento. b. Familiaridade;
Deve atender aos critérios de dimensionamento c. Mobilidade;
da NBR 9050. d. Quantidade de pessoas.
4.38 Realocação: condição de proteção do
ocupante por deslocamento para um local 5.4 Classificação das edificações quanto ao
seguro ou local protegido dos efeitos de um risco à vida
incêndio (calor e fumaça), no interior da própria 5.4.1 As edificações são classificadas em função
edificação. das características dos ocupantes que a
4.39 Rota de saída: caminho contínuo, sem utilizarão e da velocidade de desenvolvimento do
obstáculo ao fluxo de pessoas que leva o incêndio.
ocupante para um local seguro. 5.4.2 As características dos ocupantes
4.40 Saída horizontal: circulação em nível classificam-se em função do seu nível de
utilizada para atingir um local seguro no mesmo familiaridade com o edifício, assim como seu
nível de pavimento ou uma saída vertical. estado de vigília (desperto ou não), de acordo
4.41 Saída vertical: circulação em desnível com a Tabela A1 (Anexo A).
utilizada para atingir um local seguro em outro 5.4.3 A velocidade de desenvolvimento de
pavimento, acima ou abaixo. Exemplo: escadas, incêndio em função das características dos
rampas ou elevadores de emergência. materiais presentes na edificação, inclusive os
4.42 Subsolo: pavimento de uma edificação de acabamento, classificam-se em lenta,
situado(s) abaixo do perfil do terreno. Não será moderada, rápida e muito rápida, conforme
considerado subsolo, o pavimento que possuir Tabela A2 (Anexo A).
ventilação natural para o exterior, com área total 5.4.4 O perfil de risco à vida é determinado
superior a 0,006m² para cada metro cúbico do conjuntamente pelas características dos
compartimento, e tiver sua laje de cobertura ocupantes e pela velocidade de crescimento do
acima de 1,20 m do perfil do terreno. incêndio (Tabela A3 – Anexo A).

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5.4.4.1 A Tabela A4 (Anexo A), apresenta da unidade autônoma mais distante,
exemplos de perfils de risco em relação aos tipos desde que o seu caminhamento interno
de ocupação / divisão. não ultrapasse 10m;
i. No caso de duas ou mais escadas de
6 ROTAS DE SAÍDAS emergência, a distância de trajeto entre as
6.1 Generalidades suas portas de acesso deve ser, no
6.1.1 O percurso para o abandono de uma mínimo, de 10m, exceto quando o
edificação pode ser compreendido por três corredor de acesso possuir comprimento
elementos: inferior a este valor.
a. Rotas de saídas horizontais;
b. Rotas de saídas verticais; 6.2 Estratégias de Abandono
c. Descarga (saída final). 6.2.1 Generalidades
6.2.1.1 As rotas de saída deverão ser
6.1.2 As rotas de saída horizontais e verticais dimensionadas em função das seguintes
devem estar permanentemente livres de estratégias de abandono:
quaisquer obstáculos, mesmo quando o edifício a. Total e simultânea: Modalidade de
esteja supostamente fora de uso. abandono que prevê o deslocamento de
6.1.3 O dimensionamento das saídas horizontais todos os ocupantes, de forma simultânea,
e verticais (quantidades e larguras) necessárias para um local seguro. Exemplo: Locais de
para abandono seguro de um edifício reunião de público.
dependerá: b. Horizontal progressiva: Modalidade de
a. Do número de ocupantes (população); abandono possível em edificações
b. Das distâncias máximas de caminhamento compartimentadas horizontalmente e que
admissíveis; prevê o deslocamento horizontal dos
c. Das medidas a partir do compartimento de ocupantes do compartimento de origem do
origem; incêndio para compartimento(s)
d. Da quantidade mínima de saídas de adjacente(s). Esse(s) compartimentos
emergências estabelecidas nesta devem ser capaz(es) de abrigá-los e
Instrução Técnica. protegê- los (áreas de refúgio), além de
permitir deslocamentos sucessivos
6.1.4 As saídas devem satisfazer às seguintes enquanto o incêndio não é extinto ou não
condições: se proceda ao abandono para um local
a. Proporcionar alternativas de abandono seguro fora da edificação. Exemplo:
aos ocupantes; hospitais, centros comerciais e etc.;
b. Permitir o escoamento fácil dos ocupantes c. Faseada vertical: Modalidade de
do edifício; abandono possível em edificações
c. Permanecer desobstruídas; compartimentadas verticalmente que
d. Ter larguras de acordo com o estabelecido prevê no deslocamento prioritário dos
nesta Instrução Técnica; ocupantes do piso de origem do incêndio e
e. Ter pé-direito mínimo de 2,50 m, com do pavimento imediatamente superior para
exceção de obstáculos representados por uma via de circulação vertical capaz de
vigas, vergas de portas, e outros, cuja lhes permitir um deslocamento protegido.
altura mínima livre deve ser de 2,10m; O deslocamento dos ocupantes dos
f. Serem iluminadas e sinalizadas com demais pisos deverá ocorrer em seguida,
indicação clara do sentido da saída, de dois pavimentos por vez, de forma
acordo com o estabelecido nas Partes II – sucessiva, conforme orientação da equipe
Iluminação de Emergência e Parte III – de emergência ou até que todos os
Sinalização de Emergência, da IT 05 – ocupantes atinjam um lugar seguro.
Facilidades de Abandono; Exemplo: edifícios elevados;
g. Todo percurso a ser percorrido pelos d. Proteção no local: Modalidade que
ocupantes para o abandono da edificação proporciona proteção aos ocupantes sem
deve ter o acabamento liso de suas que se efetue o abandono, prevendo-se,
paredes; portanto, a proteção dos ocupantes em
h. As distâncias máximas a serem seus compartimentos de origem.
percorridas para atingir as portas de
acesso às saídas das edificações e o 6.2.2 Abandono total e simultâneo
acesso às escadas ou às portas das 6.2.2.1 O abandono simultâneo e total é adotado
escadas (nos pavimentos) constam na para locais onde não seria razoável esperar que
Tabela 7A (Anexo A) e devem ser os ocupantes permaneçam na área afetada pelo
consideradas a partir da porta de acesso incêndio por um tempo prolongado, em função

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das características dos ocupantes e das atividades com presença humana
condições de proteção do edifício. (terraços, sacadas e assemelhados);
6.2.3 Categorias de abandono b. Áreas totais cobertas das edificações com
6.2.3.1 Existem duas categorias de abandono arquibancadas;
simultâneo: c. As áreas de escadas, rampas e
a. Abandono de estágio único: Onde a assemelhados, quando, em razão de sua
ativação do acionador manual de alarme disposição em planta, esses lugares
ou de detectores automáticos leva ao puderem, eventualmente, ser utilizados
aviso instantâneo da emergência em todo como arquibancadas.
o edifício, para que se inicie o abandono;
b. Abandono em dois estágios: Onde há 6.3.2 Para o cálculo da população, as áreas
um período de investigação antes da normalmente sem atividade humana de longa
ativação do alarme geral de incêndio. Uma duração, como sanitários, vestiários,
sequência típica de eventos para o antecâmaras, áreas de escada, elevadores,
abandono em dois estágios compreende áreas técnicas e etc. são excluídas da área
os seguintes passos: interna total do pavimento.
1. Inicialmente, um sinal de alarme local é 6.3.3 O cálculo da população deve ser realizado,
recebido na central de alarme; considerando as densidades por atividade,
2. Há, então, um tempo para investigação segundo a Tabela A5 (Anexo A).
e confirmação da emergência; 6.3.4 Para a definição da população de locais
3. Um sinal para abandono é acionado onde é prevista a instalação de assentos fixos,
se: tais como teatros, cinemas e auditórios, admite-
(1) Um incêndio for confirmado; se a quantidade de assentos como sendo a da
(2) O período de investigação ultrapassar população estimada para o local.
o tempo pré definido para tal ação sem 6.4 Saídas Horizontais
o alarme geral ter sido suspenso; 6.4.1 Número de saídas
(3) Um segundo detector for ativado ou um 6.4.1.1 O número de saídas de um ambiente,
acionador manual ou um válvula de setor ou de um pavimento deve atender às
fluxo do sistema de chuveiros seguintes condições:
automáticos for acionado durante o a. Número mínimo estabelecido na Tabela
período de investigação. A6 (Anexo A), em função da população
calculada, respeitando-se a distância
6.2.4 Abandono horizontal progressivo máxima a ser percorrida em uma só
6.2.4.1 As seguintes condições devem ser direção;
atendidas por qualquer edifício projetado com b. Os critérios de posicionamento de rotas
base no abandono horizontal progressivo: alternativas, de acordo com o item 6.4.2;
a. Todos os pavimentos devem apresentar c. As distâncias máximas de caminhamento
compartimentação horizontal; conforme Tabela A7 (Anexo A).
b. O edifício deve ser provido de sistema de
alarme de incêndio e sistema de 6.4.2 Alternativas de fuga
comunicação por voz. 6.4.2.1 Quando for exigida a provisão de duas ou
6.2.5 Abandono faseado vertical mais saídas, elas devem ser distribuídas e
6.2.5.1 As seguintes condições devem ser posicionadas de modo a minimizar a
atendidas por qualquer edifício projetado com possibilidade de todas ficarem indisponíveis/
base no abandono faseado vertical: inacessíveis ao mesmo tempo em caso de
a. As escadas devem ser à prova de fumaça; incêndio. Para tanto, serão consideradas como
b. Todos os pavimentos devem apresentar alternativas de fuga válidas, a seguintes
compartimentação vertical; situações:
c. O edifício deve ser provido de sistema de a. As saídas devem ser posicionadas de
chuveiros automáticos, sistema de alarme forma que a partir de qualquer ponto no
de incêndio e sistema de comunicação por perímetro de interno do ambiente, setor ou
voz; compartimento, forme-se um ângulo igual
d. Os halls de elevadores devem ser ou superior a 45 graus quando traçadas
compartimentados. duas semirretas deste ponto até cada uma
6.3 Cálculo da População das saídas, conforme exemplificado nas
6.3.1 Para o cálculo da população por Figuras 1A,1B, 2A, 2B e 2C.
pavimento, objetivando o dimensionamento das
rotas de saída, devem ser incluídas as seguintes
áreas:
a. Áreas descobertas com previsão de
Figura 1A: Exemplo de conformação de rotas de fuga

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com ângulo igual ou superior a 45º graus. Figura 2A: Saídas 1 e 2 não atendem à condição de
alternativas de saída para o ponto mais afastado das
saídas.

NOTA:
1. Do ponto C há duas rotas alternativas (A e B)
pois o ângulo entre ABC é superior a 45º. Figura 2B: Saídas 1 e 3 satisfazem à condição de
Adicionalmente, é necessário observar a alternativas de saída para todo o compartimento.
distância máxima de caminhamento
estabelecida nesta Instrução Técnica para
rotas alternativas.
2. Não são consideradas rotas alternativas os
pontos A e B a partir do ponto D, pois o ângulo
formado entre ADB é inferior a 45 graus.
3. Também não existe rota alternativa a partir do
ponto E.

Figura 1B: Exemplo de conformação de rotas de fuga


com ângulo igual ou superior a 45º graus.

Figura 2C: criação de parede de compartimentação


para atender à condição de alternativas de saída do
compartimento.

NOTA:
1. O ângulo ABD deve ser de pelo menos 45º.
2. A distância CBA ou CBD não deve ser superior
à distância máxima de caminhamento
estabelecida nesta Instrução Técnica.
3. Adicionalmente, a distância CB não deve ser
maior que a distância máxima permitida para o
caminhamento em apenas uma direção,
estabelecida nesta Instrução Técnica.

b. Se o ângulo for inferior a 45 graus, as


saídas devem ser separadas por uma 6.4.3 Saída única horizontal
compartimentação resistente ao fogo. As 6.4.3.1 É permitida saída única horizontal de
Figuras 2A, 2B e 3C apresentam ambientes, setores ou pavimentos, desde que
exemplos de posicionamento de rotas atendida a distância a percorrer para saída única
alternativas. da Tabela A7 (Anexo A) e que a população não
exceda o determinado na Tabela A6 (Anexo A)
no compartimento ou pavimento,
respectivamente.
6.4.4 Distâncias a percorrer
6.4.4.1 As distâncias a percorrer para atingir um

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local seguro levarão em consideração: (Anexo A), a compartimentação horizontal deve
a. O acréscimo de risco, quando a fuga é ser prevista entre unidades habitacionais
possível em apenas uma direção; contínguas; e entre unidades habitacionais e
b. A redução do risco, quando forem áreas comuns.
implantados sistemas de proteção contra 6.4.6.2.4 Não é permitida a presença de
incêndio que interfiram positivamente na material combustível que proporcione
salvaguarda da vida, pelo alerta precoce, crescimento muito rápido do fogo (categoria 4),
remoção dos elementos nocivos do conforme Tabela A3 (Anexo A), em locais com
incêndio ou sua contenção; ocupantes com perfil de risco à vida classificados
c. A redução de risco, pela facilidade de em b, c, d e e (Tabela A3 – Anexo A).
saídas em edificações térreas. 6.4.6.2.5 Não é permitido o crescimento rápido
(categoria 3), conforme Tabela A3 (Anexo A),
6.4.4.2 As distâncias máximas a serem para locais com ocupantes com perfil de risco à
percorridas para atingir um local seguro constam vida classificados em d (Tabela A3 – Anexo A).
na Tabela A7 (Anexo A). 6.4.6.2.6 Para locais com ocupantes com perfil
6.4.4.3 Nas ocupações em que as atividades não de risco à vida classificados em a (Tabela A3 –
requerem presença humana constante, sejam Anexo A), havendo a presença de combustível
áreas automatizadas ou áreas técnicas (locais com crescimento do fogo muito rápido
destinados a equipamentos e etc) a exigência de (Categoria 4), conforme Tabela A3 (Anexo A) é
distância máxima a ser percorrida não precisa compulsória a presença de sistema automático
ser considerada. de controle e supressão do fogo nos locais onde
6.4.5 Condições de diminuição das distâncias os mesmos estiverem sendo manuseados e
de caminhamento armazenados. Nesse caso não haverá
6.4.5.1 As distâncias máximas a percorrer para acréscimo na distância de caminhamento.
as rotas de fuga que não forem definidas no 6.4.6.3 As distâncias máximas a percorrer da
projeto arquitetônico, como, por exemplo, Tabela A7 (Anexo A), podem sofrer acréscimo
escritórios de plano espacial aberto e galpões em função de características da edificação e da
sem o arranjo físico interno (leiaute), bem como instalação dos seguintes sistemas de proteção
os locais de entretenimento, como casas contra incêndio em todo o edifício:
noturnas, danceterias, discotecas e a. Sistema de controle de movimento de
assemelhados, em que for permitido o consumo fumaça ou;
de bebidas alcoólicas, devem sofrer uma b. Sistema de detecção e alarme
redução de 30% nos limites estabelecidos na automáticos de incêndios ou;
Tabela A7 (Anexo A). c. Altura do teto.
6.4.6 Ganhos de caminhamento pela
existência de medidas de segurança contra 6.4.6.4 As distâncias máximas a serem
incêndio complementares percorridas podem ser aumentadas, conforme
6.4.6.1 A presença de sistemas de chuveiros Tabela A8 (Anexo A), não podendo ultrapassar
automáticos diminui em um nível a classificação 36% e o caminhamento em uma só direção não
em função da velocidade de crescimento do poderá ultrapassar 25 m:
fogo. 6.4.6 Distâncias a percorrer combinadas (em
6.4.6.2 Quando a medida de segurança contra uma e duas direções)
incêndio for compulsória ela não permite ganhos 6.4.6.1 Em edifícios mais complexos, pode haver
complementares. a combinação de distâncias a percorrer em uma
6.4.6.2.1 São compulsórias, para todos os perfis direção e duas ou mais direções. Nesse caso, a
de risco à vida as seguintes medidas de distância a percorrer total horizontal (até as
proteção contra incêndio: saídas de pavimento) é sempre a distância
a. Sinalização de salvamento; estabelecida para duas direções (Tabela A7 –
b. Iluminação de emergência; Anexo A), medida a partir do ponto mais crítico
c. Sistema de alarme manual dependendo do pavimento.
da população; NOTA: Considera-se como uma parte do valor total
d. Gerenciamento. em duas direções, o valor da distância em uma
direção.
6.4.6.2.2 Para ocupantes com perfil de risco à 6.4.6.2 As saídas horizontais devem permitir a
vida classificados em cii e ciii, conforme Tabela saída das pessoas que por elas transitam,
A1 (Anexo A) é compulsória a instalação de portanto, devem ser dimensionadas em função
sistema de detecção automática de incêndio, e da população calculada para os ambientes,
os dormitórios devem ser compartimentados setores e pavimentos que servem.
com, no mínimo, TRRF-30. 6.4.7 Largura das saídas
6.4.6.2.3 Para ocupantes ci, conforme Tabela A1 6.4.7.1 A largura das saídas horizontais deve
atender o maior valor entre aqueles

5/9
estabelecidos em 6.4.8.1 e 6.4.9.1 para pacientes em macas;
6.4.8 Largura mínima das saídas c. A largura da rota de saída das duas áreas
6.4.8.1 A largura mínima das saídas horizontais deve ser calculada para dar vazão à
devem ser: população correspondente à soma de
a. 1,20 m – para os perfis de ocupantes em ambos os ambientes.
geral;
b. 1,65m – para o perfil de ocupantes que 6.4.11 Áreas de refúgio
requer cuidados especiais por limitações 6.4.11.1 Conceituação
físicas ou mentais (para permitir a 6.4.11.1.1 Área de refúgio é uma parte da
passagem de duas cadeiras de roda edificação vertical e horizontalmente
simultaneamente); compartimentada por paredes e lajes resistentes
c. 2,20 m – para permitir a passagem de ao fogo e Porta Corta Fogo, além de dispositivos
macas, camas e outros, onde houver de selagem de dutos e proteção de fachadas,
ocupantes em condições de internação, tendo acesso a pelo menos uma outra área de
acamados esimilares. refúgio, uma rota de abandono protegida ou área
externa (Figura 3);
6.4.9. Largura calculada das rotas horizontais 6.4.11.2 Exigências
6.4.9.1 O cálculo da largura das rotas horizontais 6.4.11.2.1 A estrutura dos prédios dotados de
é realizado multiplicando-se a população pelos áreas de refúgio deve ter resistência conforme
coeficientes de largura para rotas horizontais, em Parte I - Segurança Estrutural das Edificações,
função do perfil de risco do ocupante (Tabela A1 da IT 07 – Proteção Estrutural, em Situações de
– Anexo A). Incêndio.
NOTA: A largura total será obtida pela Equação 01 6.4.11.2.2 As paredes e lajes que definem as
(Anexo E). áreas de refúgio devem apresentar resistência
6.4.10 Dimensionamento para estratégia de ao fogo conforme a Parte I – Segurança
abandono horizontal progressivo Estrutural das Edificações, da IT 07 – Proteção
6.4.10.1 O abandono horizontal progressivo, ou Estrutural em Situações de Incêndio, e as
seja, o movimento de abandono de um ambiente condições estabelecidas na Parte I -
ou setor, para outro ambiente ou setor no Compartimentação Horizontal e
mesmo pavimento, é admitido desde que: Compartimentação Vertical, da IT 02 – Restrição
a. Cada ambiente ou setor tenha pelo menos ao Surgimento e Propagação de Incêndio .
uma rota de saída alternativa à rota da 6.4.11.3 Obrigatoriedade
área adjacente (área de refúgio) (Figura 6.4.11.3.1 É obrigatória a existência de áreas de
3); refúgio em todos os pavimentos, nos seguintes
casos:
Figura 3: Abandono horizontal progressivo a. Edificações com ocupantes com perfil de
risco d (Tabela A1 – Anexo A), ou seja,
que comportem usualmente pessoas que
possuam restrições de locomoção em
função de incapacitação motora,
sensoriais ou cognitivas, ou da idade
(asilos, creches e pré-escolas) com altura
superior a 12 m;
Legenda: b. Edificações com ocupantes com perfil de
1. Parede de compartimentação risco d (Tabela A1 – Anexo A), com
2. Porta Corta Fogo internação (hospitais),com altura superior
3. Saída do pavimento a 6 m, bem como, para essa ocupação
4. Setores compartimentados com altura inferior, se houver internação
NOTA:
no térreo ou primeiro pavimento. A área
As distâncias máximas de caminhamento são
consideradas em setor compartimentado. mínima de cada área de refúgio deve ser
de, no mínimo, 30% da área do
b. O espaço de cada uma das áreas deve pavimento.
ser suficiente para acomodar todos os c. As portas que dividem corredores que
ocupantes de ambas as áreas, constituem rotas de saída devem ser
assumindo-se uma densidade de 0,3 m
2 Corta Fogo (isolamento térmico/) e à prova
por pessoa, exceto para o perfil d (Tabela de fumaça (estanques) conforme
A1 – Anexo A), que deve considerar, estabelecido na NBR 11742 e serem
adicionalmente, uma densidade de 0,7 m² providas de visor transparente (implantado
por pessoas com mobilidade reduzida (por entre 1,50 e 1,80 m de altura) de área
exemplo em cadeira de rodas) e 2,25 m² mínima de 0,07 m², com altura mínima de

5/10
25 cm, com características para-chama. Figura 5A: Corredor com duas saídas verticais
d. A comunicação entre as áreas de refúgio e
entre essas áreas e as saídas deve ser
em nível ou, caso haja desníveis, por meio
de rampas.

6.4.12 Requisitos adicionais para rotas


horizontais
6.4.12.1 A largura dos elementos de circulação
(saídas horizontais) deve ser medida em sua
parte mais estreita, não sendo admitida Figura 5B: Corredor com três saídas verticais
ssaliências de batentes, alizares, pilares,
abertura de portas e outros, com dimensão
superior a 15 cm (Figura 4).

Figura 4: Medidas da largura em saídas horizontais e


reduções admissíveis

Figura 5C: Corredor com trechos em saída única

NOTA: A extensão das saliências não pode ser maior


que 25 cm.

6.4.12.2 A abertura de portas no sentido de fuga


Legenda:
deve ser instalada em recessos, caso se abram 1. Porta Corta Fogo com TRRF 30 min
diretamente para corredores, a fim de não 2. Portas com fechamento automático
reduzir a largura das rotas de fuga horizontais e 3. Distância entre as saídas superior a 12 m
evitar acidentes. 4. Distância entre as saídas inferior a 12 m
6.4.13 Subdivisão de corredores
6.4.13.1 Se um corredor dá acesso a rotas de 6.4.14 Portas em rotas de saída
saídas alternativas, há um risco da fumaça se 6.4.14.1 As portas instaladas em corredores que
espalhar por todo esse ambiente, dificultando o constituem rotas de saída e aquelas instaladas
uso de ambas as saídas. Para evitar esta nas saídas de salas com capacidade acima de
situação, todos os corredores com mais de 12 m 50 pessoas, em comunicação com os acessos e
de extensão e que se liguem a mais de uma descargas, devem abrir no sentido do fluxo de
saída de pavimento, devem ser subdivididos por saída.
Portas Corta Fogo (PCF-30) de fechamento 6.4.14.2 Para todos os ambientes, setores ou
automático providos de todos os acessórios pavimentos com capacidade total acima de 100
necessários para o seu desempenho adequado pessoas, será obrigatória a instalação de barra
(incluindo abertura nos dois sentidos e visores antipânico em todas as portas que conduzam às
nas folhas de porta). saídas.
6.4.13.2 A Porta Corta Fogo deve ser instalada NOTA: A instalação da barra anti-pânico deve estar
na meia distância entre duas saídas do corredor. em conformidade com a NBR 11785.
Qualquer porta de ambientes e setores que 6.4.14.3 Se no interior da edificação tiver portas
indiretamente permita a passagem da fumaça de de saídas na rota de fuga, as portas devem abrir
um lado do corredor para o outro, deve ter no sentido do fluxo de saída.
mecanismo de fechamento automático. 6.4.14.4 Largura mínima
6.4.13.3 As Figuras 5A, 5B e 5C apresentam 6.4.14.4.1 A largura mínima do vão-luz das
exemplos de subdivisão de corredores com duas portas, comuns ou corta-fogo, instaladas nas
saídas verticais, três saídas verticais e saída rotas de saída, deve ser dimensionada em
única, respectivamente. função da população calculada, como
estabelecido no item 6.3 e nunca ser inferior a 80
cm.

5/11
6.4.14.4.2 Quando instaladas em corredores que se que a abertura pelo lado externo seja feita
constituem rotas de saída e em acessos de apenas por meio de chave, dispensando-se
caixas de escada, a largura da porta poderá ser maçanetas e etc.
reduzida em até 20 cm, admitindo-se, então, por 6.4.18 Disposição de assentos fixos para
exemplo, um vão-luz de 1,00 m de porta para efeito de saída
uma largura de corredor de 1,20 m. 6.4.18.1 Os assentos devem ser agrupados em
Notas: setores e fileiras e separados por corredores
1. Para vãos-luz com dimensão maior que 1,2 m deve longitudinais e transversais, conforme Figura 6 e
haver duas folhas; com a limitação de número de assentos
2. Para vãos-luz com dimensão maior ou igual a 2,2
conforme estabelecido na Tabela A10 (Anexo A).
m, exige-se pilarcentral.
Figura 6: Disposição dos assentos fixos
6.4.15 Portas Corta Fogo
6.4.15.1 As portas de acesso às antecâmaras e
escadas devem ser do tipo Corta Fogo (PCF),
atendendo à NBR11742.
6.4.15.2 As portas das antecâmaras, escadas e
similares, que se destinam à compartimentação,
devem ser providas de dispositivos mecânicos e
automáticos, de modo a permanecerem
fechadas, mas destrancadas no sentido do fluxo
desaída.
6.4.15.3 Admite-se que essas portas se
mantenham abertas desde que disponham de
dispositivo de fechamento automático, conforme
6.4.18.2 Para garantir o movimento de abandono
estabelecido na NBR 11742.
6.4.16 Portas especiais seguro dos ocupantes a partir de assentos fixos,
6.4.16.1 Portas de enrolar devem ser obedecidas as asseguintes
6.4.16.1.1 Não são permitidas portas de enrolar condições:
a. As passagens entre as fileiras de assentos
nas rotas de saída. Esse tipo de porta só serão
de qualquer setor constituem a primeira
aceitas, quando forem utilizadas com a finalidade
parte da rota de saída e neste trecho, o
de segurança patrimonial da edificação e desde
caminhamento deve ser considerado
que permaneçam abertas durante a ocupação da
como saída em direção única;
edificação.
6.4.16.1.2 Portas de Correr b. A largura da passagem entre as fileiras de
assentos (poltronas) deve permitir a fácil
6.4.16.1.2.1 Para locais de reunião de público,
movimentação de saída de seus
com capacidade total acima de 50 pessoas, são
ocupantes;
admitidas nas rotas de fuga e nas saídas de
c. Para estabelecer a largura de passagem,
emergência portas de correr com sistemas de
considera-se a área livre de projeção entre
abertura automática desde que programadas
dois assentos.
para que, em caso de falta de energia, pane, ou
defeito de seu sistema, permaneçam abertas.
6.4.18.3 O número de assentos fixos firmemente
6.4.16.1.3 Quando não houver necessidade de
ao solo que compõe uma fileira não deve ser
dispositivo de travamento, tranca ou fechadura
superior ao número estabelecido na Tabela A10
para abertura ou fechamento da porta de saída,
(Anexo A), em função da possibilidade dos
não haverá necessidade de instalação de barra
ocupantes moverem-se em uma ou duas
antipânico.
direções para saída do setor.
6.4.17 Ferragens e acessórios
6.5 Saídas Verticais
6.4.17.1 É vedada a utilização de peças plásticas
6.5.1 Escadas e rampas
em fechaduras, espelhos, maçanetas,
6.5.1.1 As escadas e rampas utilizadas como
dobradiças e outros, nas portas dos seguintes
parte integrante das saídas verticais devem
locais:
atender os requisitos estabelecidos no item
a. Rotas de saídas;
6.6.1.1 e no Anexo B.
b. Entrada em unidades autônomas;
6.5.2 Número de saídas
c. Salas com capacidade acima de 50
6.5.2.1 O número de saídas verticais deve
pessoas.
atender às condições estabelecidas na Tabela
6.4.17.2 A colocação de fechaduras com chave A5 (Anexo A).
6.5.3 Saída única vertical
nas portas de acesso e descargas é permitida,
6.5.3.1 É permitida saída única vertical de
desde que seja possível a abertura pelo lado
pavimentos, desde que atendida a distância a
interno,sem a necessidadede chave, admitindo-

5/12
percorrer para saída única da Tabela A7 e que a multiplicar o valor da largura por pessoa,
população não exceda o contido na Tabela A5 referente ao 2º andar (Tabela A11 – Anexo A),
(Anexo A). pela população de dois pavimentos com maior
6.5.3.2 Considera-se que a distância máxima de lotação.
caminhamento foi atendida se o ocupante atingiu 6.5.8.2 A largura total da escada será a
uma área segura (escada/rampa protegidas ou somatória das larguras necessárias para abrigar
área externa). a população desses dois pisos, nunca inferior às
6.5.4 Verificação da redundância do larguras mínimas definidas para os perfis de
abandono vertical ocupantes.
6.5.4.1 Se uma edificação possui mais de uma 6.6 Escadas e Rampas
saída vertical deve-se supor que o incêndio pode 6.6.1 Generalidades
deixar uma delas indisponível. Neste caso, as 6.6.1.1 Em qualquer edificação, os pavimentos
demais saidas devem ser capazes de permitir o sem saída em nível para o espaço livre exterior
abandono de todos os ocupantes, sem prejuízo devem ser dotados de escadas (enclausuradas
no seu fluxo. ou não), as quais devem:
6.5.4.2 As saídas verticais devem ser a. Ser dotadas de Sistema de Iluminação de
dimensionadas com redundância, considerando Emergência (Parte II – Iluminação de
sempre que uma delas não estará disponível Emergência, da IT 05 – Facilidades de
para uso seguro pelos ocupantes. Abandono), indicando as rotas de saídas,
6.5.4.3 Excetuam-se desta condição (item o pavimento e o piso de descarga e de
6.5.4.2) as saídas verticais à prova de fumaça, sinalização de emergência;
que devem ser consideradas sempre seguras e b. Ser dotadas de Sistema de Sinalização
disponíveis, portanto, não necessitam atender à (Parte III – Sinalização de Emergência, da
condição de redundância do parágrafo anterior. IT 05 – Facilidades de Abandono),
6.5.5 Largura das saídas verticais indicando as rotas de saídas, o pavimento
6.5.5.1 As larguras das saídas verticais devem e o piso de descarga;
atender aos seguintes requisitos: c. Atender às condições específicas
a. Ser proporcionais ao número de pessoas estabelecidas sobre controle de materiais
que por elas transitarem em função da de acabamento e de revestimento (Parte II
estratégia de abandono escolhida; – Controle de Materiais de Acabamento e
b. Ser medida no ponto mais estreito da Revestimento, da IT 02 - Restrição ao
escada, rampa ou patamar, excluindo os Surgimento e Propagação de Incêndio ),
corrimãos(mas não os guarda-corpos),que utilizados nas escadas e rampas;
se podem projetar até 10cm de cada lado, d. Ser constituídas de material estrutural e de
sem obrigatoriedade de aumento na sua compartimentação incombustível;
largura. e. Oferecer resistência ao fogo nos
elementos estruturais além da
6.5.5.2 Para tanto, a largura das saídas verticais incombustibilidade, conforme Parte I –
deve atender o maior valor entre aqueles Segurança Estrutural das Edificações, da
estabelecidos em 6.5.6.1 e 6.5.7.1 para o caso IT 07 – Proteção Estrutural em Situações
do abandono simultâneo e 6.5.8.1 para ocaso do de Incêndio, quando não enclausuradas;
abandono faseado vertical, respectivamente. f. Ser dotadas de guarda corpo em seus
6.5.6 Largura mínima lados abertos, conforme Anexo C;
6.5.6.1 A largura mínima de saídas verticais g. Ser dotadas de corrimãos em ambos os
deve ser de 1,20 m para situações em geral e lados, conforme Anexo C;
1,65 m para o perfil de ocupante d (Tabela A1 – h. Atender a todos os pavimentos, acima e
Anexo A), exceto quando os valores da largura abaixo da descarga, mas terminando
calculada forem superiores, devendo ser, nesse obrigatoriamente no piso de descarga,não
caso, observados os valores calculados. podendo ter comunicação direta com outro
6.5.7 Largura para abandono simultâneo lanço na mesma prumada (Figura 7);
6.5.7.1 Para obter a largura calculada de saídas
verticais para abandono simultâneo, deve-se
selecionar o valor de largura por pessoa, de
acordo com o perfil de risco (Tabela A11 –
Anexo A), para o piso mais elevado ocupado do
edifício e multiplicar esse valor pela população
total do edifício.
6.5.8 Largura para abandono faseado vertical
6.5.8.1 Para obtenção da largura de saídas
verticais para abandono faseado, deve-se

5/13
Figura 7: Descontinuidade da caixa de o. Não são aceitas escadas com degraus em
escadas no piso de descarga leque ou em espiral como escadas de
segurança, exceto para mezaninos e
áreas privativas, conforme 6.6.7.1.
p. Atender aos critérios para
dimensionamento da largura de saídas.

6.6.2 Tipos de escadas


6.6.2.1 Os tipos de escadas admitidos para
efeito de saída de emergência por esta Instrução
Técnica são:
a. Escadas Abertas (EA);
b. Escadas Protegidas (EP);
c. Escadas à Prova de Fumaça (EPF).
i. Ter compartimentação (Parte I – 6.6.2.2 Os tipos de Escadas á Prova de Fumaça
Compartimentação Horizontal e são:
Compartimentação Vertical, da IT 02 – a. Escadas Enclausuradas Protegidas (EEP);
Limitação da Propagação de Incêndio), na b. Escadas Enclausuradas com Antecâmara
divisão entre os lanços ascendente e Ventilada para o Exterior (EEAVE);
descendente em relação ao piso de c. Escada Externa (EE);
descarga, exceto para escadas tipo d. Escada á Prova de Fumaça Pressurizada
comum (NE), onde deve ser acrescida a (EPFP).
iluminação de emergência e sinalização
de balizamento (Parte II – Iluminação de 6.6.2.3 A adoção dos diferentes tipos de escadas
Emergência e Parte III – Sinalização de depende do perfil de risco dos ocupantes e da
Emergência, respectivamente, da IT 05 – altura da edificação, como apresentado nas
Facilidades de Abandono), indicando a Tabelas A12 e A13(Anexo A).
rota de fuga e descarga; 6.6.3 Escadas Enclausuradas Protegidas
j. Ter os pisos em condições (EEP)
antiderrapantes, com no mínimo 0,5 de 6.6.3.1 As Escadas Enclausuradas Protegidas
coeficiente de atrito dinâmico, conforme (Figura 8) devem atender aos requisitos do item
NBR 13818 e que permaneçam 6.6.1.1, além de:
antiderrapantes com o uso; a. Ter suas caixas enclausuradas por
k. Quando houver exigência de duas ou mais paredes resistentes a 120 minutos de
escadas enclausuradas de emergência e fogo, no mínimo;
estas ocuparem a mesma caixa de escada b. Ter as portas de acesso a esta caixa de
(volume), não será aceita comunicação escada do tipo corta-fogo (PCF),com
entre si, devendo haver compartimentação resistência de 90 minutos de fogo (Figura
entre ambas, de acordo com a Parte I - 8);
Compartimentação Horizontal e
Compartimentação Vertical da IT 02 - Figura 8: Escada Enclausurada Protegida (EEP)
Limitação da Propagação de Incêndio;
l. Quando houver exigência de uma escada
e for utilizado o recurso arquitetônico de
construir duas escadas em um único
corpo, estas serão consideradas como
uma única escada, quanto aos critérios de
acesso, ventilação e iluminação
m. As áreas de escadas, rampas e
antecâmaras não podem ser utilizadas
para se implantar ou depositar quaisquer
objetos, mesmo por curto espaço de
tempo;
n. Nas caixas de escadas enclausuradas e c. Ser dotada, em todos os pavimentos
antecâmaras não podem existir aberturas (exceto no da descarga, no qual é
de comunicação com outros ambientes do facultativo), de janelas abrindo para o
edifício que rompam a sua espaço livre exterior
compartimentação e nem instalações d. Prever área de resgate para pessoas com
prediais que não sejam as necessárias ao deficiência;
seu funcionamento. e. Ser dotada de janela que permita a

5/14
ventilação em seu término superior, com com área mínima de 1 m², largura mínima de
área mínima de 0,80 m², devendo estar 0,80 m, situadas junto ao teto ou, no mínimo, a
localizada na parede junto ao teto ou no 20 cm deste, devendo ainda prevêr no topo da
máximo a 20 cm deste, no término da caixa de escada uma janela de ventilação ou
escada alçapão para saída da fumaça com acionamento
f. Ser dotada de ventilação permanente manual ou automático.
inferior, com área de 1,20 m² ,no mínimo,
tendo largura mínima de 0,80 m, devendo Figura 9: Ventilação da Escada (enclausurada)
ficar junto ao solo da caixa da escada Protegida e seu acesso
podendo ser no piso do pavimento térreo
ou no patamar intermediário entre o
pavimento térreo e o pavimento
imediatamente superior, que permita a
entrada de ar puro, em condições análoga
a tomada de ar dos dutos de ventilação;

6.6.3.2 Janelas dos pavimentos das Escadas


Enclausuradas Protegidas (EEP)
6.6.3.2.1 As Janelas dos pavimentos das 6.6.4 Escada Enclausurada com Antecâmara
Escadas Enclausuradas Protegidas (EEP) Ventilada para o Exterior (EEAE)
devem: 6.6.4.1 As escadas Enclausuradas com
a. Estar situadas junto ao teto ou, no Antecâmara Ventilada para o Exterior (EEAVE)
máximo, a 20 cm deste, estando o peitoril, devem atender os requisitos estabelecidos no
no mínimo, a 1,10m acima do piso do item 6.6.3.1.
patamar ou degrau adjacente e tendo 6.6.4.2 As antecâmaras devem atender aos
largura mínima de 0,80m, podendo ser seguintes requisitos:
aceitas na posição centralizada, acima dos a. Ter comprimento mínimo de 1,8 m e
lances de degraus, devendo pelo menos atender ao requisito descrito na NBR
uma das faces da janela estara no máximo 9050, quanto ao espaço destinado à área
20 cm do teto; de resgate para pessoas com deficiência;
b. Ter área de ventilação e fetiva mínima de b. Ter pé-direito mínimo de 2,5 m;
2
0,80 m em cada pavimento (Figura 8); c. Ser dotadas de Porta Corta Fogo (PCF) na
c. Ser dotadas de venezianas ou outro entrada e na comunicação com a escada,
material que assegure a ventilação com TRRF 30 min inferior ao TRRF das
permanente, devendo distar pelo menos 3 paredes da caixa de escada e nunca
m, em projeção diagonal, de qualquer inferior a 30 min (Figura 10);
outra abertura, no mesmo nível, podendo
essa distância ser reduzida para 2 m em Figura 10: Escada enclausurada com acesso por
aberturas instaladas em banheiros, antecâmaras ventiladas diretamente (balcões,
vestiários ou áreas de serviço; varandas, terraços ou janelas)
d. Ter distância de 1,40 m, de qualquer outra
abertura, desde que estejam no mesmo
plano de parede e no mesmo nível;
e. Ser construídas em perfis metálicos
reforçados, sendo vedado o uso de perfis
ocos, chapa dobrada, madeira, plástico e
outros;
f. Os caixilhos podem ser do tipo basculante,
junto ao teto, sendo vedados os tipos em
eixo vertical e “maxiar”. Os caixilhos
devem ser fixados na posição aberta.

6.6.3.3 Ventilação da Escada Enclausurada d. Ter distância de, no mínimo, 3 m de outras


Protegida e seu acesso aberturas em projeção horizontal, no
6.6.3.3.1 Na impossibilidade de colocação de mesmo nível ou em nível inferior ao seu
janela na caixa da escada enclausurada ou à divisa do lote, e no mesmo plano de
protegida, os corredores de acesso devem ser parede;
ventilados por janelas, com distâncias de outras e. Ter guarda-corpo de matéria
aberturas e no máximo a 5 m da porta da escada lincombustível e não vazado com altura
(Figura 9), abrindo para o espaço livre exterior, mínima de 1,30 m;
f. A distância horizontal entre a abertura de

5/15
ventilação da antecâmara e qualquer outra Figura 11: Escada Externa á Prova de Fumaça
abertura desprotegida do próprio e difício (EEPF)
ou das divisas do lote deve ser, nomínimo,
de 3 m, podendo essa distância ser
reduzida para 2 m de aberturas instaladas
em banheiros, vestiários ou áreas de
serviço;
g. Tenha os pisos em condições anti
derrapantes, com no mínimo 0,5 de
coeficiente de atrito dinâmico, conforme
NBR 13818;
h. Ventilação através de abertura direta para
o exterior com área mínima efetiva de 1,50
m².

6.6.5 Escada Externa à Prova de Fumaça


(EEPF): As Escadas Externas à Prova de
Fumaça (Figura 11) devem atender aos
seguintes requisitos:
a. Ter seu acesso provido de Porta Corta
Fogo com resistência mínima de 90 min.;
b. Manter raio mínimo de escoamento
exigido em função da largura da escada;
c. Toda abertura desprotegida do próprio 6.6.6 Escadas à Prova de Fumaça
prédio até a escada deverá ser mantida Pressurizada (EPFP)
distância mínima de 3 m quando a altura 6.6.6.1 As Escadas à Prova de Fumaça
da edificação for inferior ou igual a 12 m,e Pressurizadas (EPFP), podem sempre substituir
de 8 m quando a altura da edificação for as demais escadas, devendo atender a todas as
superior a 12 m; exigências da NBR 14880.
d. A distância do paramento externo da
escada aberta até o limite de outra 6.6.7 Condições especiais de escadas
edificação no mesmo terreno ou limite da 6.6.7.1 Escadas para mezaninos e áreas
propriedade deverá atender aos critérios privativas
adotados na Parte III – Separação entre 6.6.7.1.1 No acesso a mezaninos e áreas
edificações da IT 02 – Restrição ao privativas de qualquer edificação, podem ser
Surgimento e Propagação de Incêndio; aceitas escadas abertas em leque, em espiral ou
e. A estrutura portante da escada aberta de lances retos, desde que:
externa deverá ser construída em material a. A população seja inferior a 20 pessoas e a
incombustível, atendendo aos critérios altura a ser vencida pela escada não seja
estabelecidos na Parte I – Segurança superior a 3,7 m;
Estrutural das Edificações da IT 07 – b. Tenha largura mínima de 0,80 m;
Proteção Estrutural em Situações de c. Tenha os pisos em condições
Incêndio, com TRRF de 120min; antiderrapantes, com no mínimo 0,5 de
f. Na existência de shafts, dutos ou outras coeficiente de atrito dinâmico, conforme
aberturas verticais que tangenciam a NBR 13818;
projeção da escada aberta externa, tais d. Seja dotada de corrimãos, conforme
aberturas deverão ser delimitadas por Anexo C, bastando, porém, a instalação
paredes estanques nos termos da Parte I - em apenas de um dos lados nas escadas
Segurança Estrutural das Edificações, da com largura inferior a1,20 m;
IT 07 – Proteção Estrutural em Situações e. Seja dotada de guarda-corpo em seus
de Incêndio; lados abertos, conforme Anexo C;
g. Será admitido esse tipo de escada para f. Atenda ao prescrito no Anexo B,
edificações com altura até 45 m. dispensando a aplicação da Fórmula de
h. Para as edificações com altura acima de Blondel para o dimensionamento dos
30 m, deve ser instalado guarda-corpo patamares, bastando, nas escadas curvas
constituído de elemento opaco (com o e escadas em leque, que os patamares
objetivo de minimizar o impacto às tenham um mínimo de 0,80 m de
pessoas que sofrem com vertigem). comprimento.

5/16
internacionais reconhecidas, além de atender às
6.6.7.1.2 Admitem-se nessas escadas, as seguintes condições:
seguintes alturas máximas (h) dos degraus para a. Ter sua caixa com TRRF de 120 min,
as seguintes ocupações: independente dos elevadores de uso
a. ocupações do tipo A até G: h=20cm; comum;
b. ocupações do tipo H: h =19cm; b. Ter seu acesso protegido do calor e
c. ocupações do tipo I até M: h = 23 cm. fumaça por antecâmara com ventilação
direta pelo exterior ou pressurizada;
NOTA: As alturas máximas descritas no item 6.6.7.1.2 c. Ter circuito de alimentação de energia
fora dimensionada através da fórmula de Blondel: 63 elétrica com chave própria independente
cm ≤ (2h + b) ≤ 64 cm. da chave geral do edifício, possuindo este
circuito chave reversível no piso da
6.6.7.2 Escadas em edificações em descarga, que possibilite que ele seja
construção ligado a um gerador externo na falta de
6.6.7.2.1 Em edificações em construção, as energia elétrica na rede pública;
escadas devem ser produzidas d. Estar ligado a um grupo motogerador
concomitantemente com a execução da (GMG) de emergência;
estrutura, permitindo, durante as obras, o e. Ter caixas de corrida (poço) e casas de
alcance dos objetivos desta Instrução Técnica. máquinas enclausurada se totalmente
6.6.8 Obrigatoriedades isoladas das caixas de corrida e casas de
6.6.8.1 Rampas máquinas dos demais elevadores.
6.6.8.1.1 O uso de rampas é obrigatório nos f. A caixa de corrida (poço) deve ter abertura
seguintes casos: de ventilação permanente em sua parte
a. Para interligar áreas de refúgio em níveis superior, atendendo às condições
diferentes, em edificações onde os estabelecidas nesta Instrução Técnica;
ocupantes com perfil de risco à vida d g. Ter dimensões mínimas estabelecidas na
(Tabela A3 – Anexo A), isto é, requerem NBR NM 313 e onde houver
cuidados especiais por limitações físicas predominância de ocupantes com perfil de
oumentais; risco d (Tabela A3 – Anexo A), deve ter
b. Quando a altura a ser vencida não permitir cabine com dimensões apropriadas para o
o dimensionamento equilibrado dos transporte de maca.
degraus de uma escada.
6.6.8.2.3 O painel de comando deve atender, às
6.6.8.1.2 O dimensionamento das rampas deve seguintescondições:
atender ao estabelecido na NBR 9050. a. Estar localizado no pavimento da
6.6.8.1.3 As rampas devem ser classificadas, descarga;
quando utilizadas como rotas de saída, a b. Possuir chave de comando de reversão
exemplo das escadas, como Escada Protegida para permitir a volta do elevador a este
(EP), Escada á Prova de Fumaça (EPF), Escada piso, em caso de emergência;
á Prova de Fumaça Pressurizada (EPFP) e c. Possuir dispositivo de retorno e bloqueio
Escada Externa (EE), seguindo para isso as dos carros no pavimento da descarga,
condições específicas de cada uma delas. anulando as chamas existentes, de modo
6.6.8.2 Elevadores de emergência que as respectivas portas permaneçam
6.6.8.2.1 É obrigatória a instalação de abertas, sem prejuízo do fechamento do
elevadores de emergência nas: vão do poço nos demais pavimentos;
a. Edificações onde tenham ocupantes com d. Possuir duplo comando, automático e
perfil de risco c (Tabela A3 – Anexo A), manual reversível, mediante chamada
com altura superior a 80 m e nas apropriada.
edificações com ocupantes com os
demais perfis de risco com altura 6.6.9 DESCARGA
superior a 60 m. 6.6.9.1 A descarga, parte da saída de
NOTA: Edificações elevadas em que não
haja ocupação permanente estão
emergência de uma edificação que fica entre a
dispensadas desta exigência. escada e a via pública ou área externa em
b. Em edificações onde tanham ocupantes comunicação com a via pública e pode ser
com perfil de risco d (Tabela A3 – Anexo constituída por:
A), sempre que ultrapassar 12 m. a. Corredor ou átrio enclausurado;
b. Corredor desobstruído;
6.6.8.2.2 Enquanto não houver Norma brasileira c. Corredor a céu aberto;
específica referente a elevadores de d. Área em pilotis.
emergência, eles podem atender a Normas

5/17
6.6.9.2 O percurso de descarga deve obedecer a. A 1,20 m, nos prédios em geral, e a 1,65
as distâncias máximas de caminhamento e as m e 2,20 m, nas onde houver ocupantes
larguras mínimas previstas nesta Instrução com perfil de risco d (Tabela A3 – Anexo
Técnica e deve ser mantido livre, sem A), sem e com internação,
obstáculos, sendo admitidos nesse percurso, respectivamente;
usos como saguão, portaria, recepção e sala de b. A largura calculada conforme item 6.4.7 ,
espera, sem a necessidade de considerando-se essa largura para cada
compartimentação ou outro tipo de proteção que segmento de descarga entre saídas de
isole atividades de risco de incêndio. escadas (Figura 12), não sendo
6.6.9.3 O corredor ou átrio enclausurado poderá necessário que a descarga tenha, em toda
ser utilizado para atendimento das distâncias a sua extensão, a soma das larguras das
máximas a serem percorridas e deverá seguir as escadas que a ela concorrem;
seguintes características:
a. Ter paredes resistentes ao fogo por tempo Figura 12: Dimensionamento de saídas no
equivalente ao das paredes das escadas piso de descarga
que a ele conduzirem, conforme a Parte I -
Segurança Estrutural das Edificações, da
IT 07 – Proteção Estrutural em Situações
de Incêndio;
b. Ter pisos e paredes revestidos com
materiais que atendam às condições da
Parte II – Controle de Materiais de
Acabamento e Revestimento, da IT 02 –
Restrição ao Surgimento e Propagação de
Incêndio;
c. Ter Porta Corta Fogo com resistência de
90 minutosde fogo;
6.6.9.8 Outros ambientes com acesso
d. Quando a Escada for à Prova de Fumaça
6.6.9.8.1 Saídas de galerias comerciais (galerias
(EPF) ou quando a escada for
de lojas) no nível do piso de descarga podem
enclausurada protegida, isolando-o de
estar ligadas a descarga de pisos superiores
todo compartimento que com ele se
desde que essa ligação seja feita por
comunique, tais como apartamentos, salas
antecâmara com ventilação direta para o
de medidores, restaurante e outros.
exterior.
6.6.9.4 Admite-se que a descarga seja feita por
7.0 SISTEMAS COMPLEMENTARES
meio de corredor, saguão ou hall térreo não
7.1 Iluminação de emergência
enclausurado, desde que entre o seu final e a 7.1.1 As rotas de saída devem ter iluminação em
fachada ou a projeção da edificação mantenha-
nível suficiente, e devem estar em conformidade
se espaço livre, sem obstáculos, para acesso ao
com a Parte II – Iluminação de Emergência, da
exterior da edificação, com dimensões exigidas
IT 05 – Facilidades de Abandono. Mesmo nos
no item 6.6.9.6, sendo a distância máxima a ser
casos de edificações destinadas a uso
percorrida a constante na Tabela A7 (Anexo A),
unicamente diurno, é indispensável a iluminação
para os referidos perfis de riscos.
artificial noturna.
6.6.9.5 A área em pilotis que servir como
7.1.2 Todo elemento de circulação deve ser
descarga deve:
dotado de sistema de iluminação de emergência
a. Não ser utilizada como estacionamento de
e deverá obedecer os seguintes itens:
veículos de qualquer natureza, sendo,
a. A iluminação de emergência deve ser
quando necessário, dotada de divisores
executada obedecendo à Parte II –
físicos que impeçam tal utilização;
Iluminação de Emergência, da IT 05 –
b. ser mantida livre e desimpedida, não
Facilidades de Abandono;
podendo ser utilizada como depósito de
b. As luminárias de emergência localizadas
qualquer natureza.
acima das portas de saída (intermediárias
e finais) em ambientes fechados com
6.6.9.6 Dimensionamento
lotação superior a 50 pessoas para os
6.6.9.6.1 No dimensionamento da descarga,
locais de reunião de público e devem ser
devem ser considerados todos os elementos de
do tipo balizamento, mantendo-se
circulação horizontais e verticais que para ela
permanentemente acesas durante a
convergirem.
utilização do ambiente, em funcionamento
6.6.9.6.2 A largura das descargas não pode ser
normal e emergência, e do tipo
inferior:
aclaramento, para a situação de falta de

5/18
energia.

7.2 Sinalização das saídas de emergência


7.2.1 Toda circulação deve ser provida de
sinalização de emergência e deverá obedecer os
seguintes itens:
a. A sinalização deve ser executada
conforme a Parte III – Sinalização de
Emergência, da IT 05 – Facilidades de
Abandono;
b. Na entrada e de forma visível, dos locais
de reunião de público, deve haver uma
placa indicativa da capacidade máxima
de público admitida.

7.3 Sistema de Alarme de Incêndio


7.3.1 Devem possuir sistema de alarme, em
conformidade com a IT 04 – Detecção e Alarme,
toda edificação com perfil de risco à vida: e, d,
cii, ciii, b e a3 e a4 (Tabela A1 – Anexo A), para
população acima de 50 pessoas; e perfil: a1, a2,
ci1, ci2, ci3 (Tabela A1 – Anexo A), para
população superior a 100 pessoas.
7.3.2 Sempre que exigido sistema de alarme,
para os locais com perfil de risco d, cii e ciii
(Tabela A1 – Anexo A) será exigido Sistema de
Detecção.
7.4 Estratégia de Abandono
7.4.1 Para o abandono simultâneo será exigido o
acionamento de alarme geral, podendo ocorrer
um retardo para verificação dos sinais de alerta,
nunca superior a 2 minutos, se houver
procedimento de inspeção e checagem.
7.4.2 Para o abandono faseado vertical, o
sistema de alarme de incêndio deverá ser
programado para atender à sequência de
abandono estabelecida no plano de abandono.
7.4.3 Os ganhos em distância de caminhamento
para os perfis de risco b (Tabela A7 – Anexo A),
somente serão permitidos se o Sistema de
Alarme incluir um sistema de comunicação de
emergência por voz.

5/19
ANEXO A
TABELA A1 – CARACTERÍSTICAS DOS OCUPANTES

CLASSIFICAÇÃO DOS OCUPANTES


(CO), QUANTO AS SUAS
CARACTERÍSTICA EXEMPLOS DE
OCUPAÇÃO / DIVISÃO
OCUPAÇÕES
CARACTERÍSTICA DOS
CO
OCUPANTES
D1 (sem público rotativo); D3.
E1; E2; E3; E4.
Escritórios. G1; G4; G5; G6.
Familiarizados com o ambiente e
a Instalações I1; I2; I3.
despertos (em estado de vigília).
Industriais. J1; J2; J3; J4.
L2; L3.
M3; M2; M4;M5; M6; M7.
C3; C1; C2.
D1 (com público rotativo);D2;
D4.
Shopping Centers.
Não Familiarizados com o ambiente F1; F2; F3; F5; F6; F7; F8; F9;
b Locais de reunião
e despertos (em estado de vigília). F10.
de público.
G2; G3.
H4 (com público rotativo).
L1.
Edifícios
Familiarizados c/ o ambiente e
Residenciais
ci podem estar adormecidos. A2.
multifamiliar em
Atividade de longa duração.
geral.
Familiarizados c/ o ambiente e
Internatos. A3.
podem estar adormecidos.
cii Conventos. B2.
Atividade de longa duração (com
Pensionatos. H4 (sem público rotativo).
gestão)
Não Familiarizados com o ambiente
Hotéis.
e podem estar adormecidos. B1.
ciii Albergues.
Atividade de curta duração (com H1.
Pousada.
gestão).
Clínicas.
Escolas Especiais.
Recebem cuidados médicos ou E5; E6.
d Pré-escola.
especiais. H2; H3; H5; H6.
Residências
Geriátricas.
Terminais F4.
e Em trânsito.
rodoviários. M1.

5/20
ANEXO A (cont.)
TABELA A2 – VELOCIDADE DE DESENVOLVIMENTO DO INCÊNDIO

VELOCIDADE DE EXEMPLOS
CATEGORIA DESENVOLVIMENTO EXEMPLOS OCUPAÇÃO /
DO INCÊNDIO DIVISÃO
Presença de material pouco combustível, distribuído
1 Lenta de modo descontínuo ou em recipientes Galeria de arte
incombustíveis.
Presença de materiais sólidos cuja queima ocorre
2 Moderada Galeria de arte
com velocidade não acelerada.
Atividades que contemplam materiais sintéticos ou
equipamentos ou utensílios compostos de materiais
3 Rápida Biblioteca
sintéticos que conduzem rapidamente à inflamação
generalizada.
Indústrias e depósitos que armazenam Líquidos Tanques ou
4 Muito rápida Inflamáveis(LI) e substâncias ou misturas Parque de
perigosas. Tanques (LI)

5/21
ANEXO A (cont.)
TABELA A3 – CLASSIFICAÇÃO DO PERFIL DE RISCO À VIDA PELAS CARACTERÍSTICAS DO
OCUPANTE E PELA VELOCIDADE DE DESENVOLVIMENTO DO INCÊNDIO

CARACTERÍSTICAS DO VELOCIDADE DE PERFIL DE RISCO À VIDA


OCUPANTE DESENVOLVIMENTO DO
(1)
INCÊNDIO
1 (lenta) a1
2 (moderada) a2
a 3 (rápido) a3
4 (muito rápido) a4
1 (Lenta) b1
b 2 (moderada) b2
3 (rápido) b3
1 (Lenta) ci1
ci 2 (moderada) ci2
3 (rápido) ci3
1 (lenta) cii1
cii 2 (moderada) cii2
3 (rápido) ciii3
1 (lenta) ci1
ciii 2 (moderada) cii2
3 (rápido) ciii3
1 (Lenta) d1
d 2 (moderado) d2
1 (Lenta) e1
e 2 (moderada) e2
3 (muito rápido) e3

NOTA:
(1). Para os perfis de risco b, c, d e e, não se aceita crescimento do fogo “muito rápido”, e para o perfil d, não se
aceita crescimento do fogo “rápido”.

5/22
ANEXO A (cont.)
TABELA A4 – EXEMPLO DE PERFIL DE RISCO À VIDA QUANTO A OCUPAÇÃO / DIVISÃO DA
EDIFICAÇÃO E ÁREA DE RISCO
Ocupação/

Caract.
Divisão

Veloc. Perfil
Grupo

dos
Uso

Descrição Exemplos Desenv. Risco


Ocupante
Incêndio à Vida
s

Casas térreas ou
assobradadas (isoladas e não
A-1 Habitação unifamiliar - - -
isoladas) e condomínios
Residencial

horizontais.
A A-2 Habitação Multifamiliar Edifícios apartamento em geral. ci 2 ci 2
Internatos, alojamentos,
Habitação coletiva conventos, máxima de 16
A-3 cii 2 cii2
leitos, sem acompanhamento
médico.
Hotéis, motéis,
Hospedagem

B-1 Hotel e assemelhado hospedarias,albergues, divisão ciii 2 ciii2


Serviço de

A3 com mais de 16 leitos.


B
Hotéis com cozinha própria nos
B-2 Hotel residencial apartamentos (apart-hotéis, cii 2 cii2
hotéis residenciais)
Comércio c/ baixa carga Armarinhos, artigos
C-1 b 1 b1
incêndio hospitalares e outros.
Comercial

Edifícios de lojas de
Comércio c/ média e
C C-2 departamentos, galerias, b 2 b2
alta carga incêndio
supermercados, mercados.
Centro de compras em geral
C-3 Centro de compras b 3 b3
(shopping centers).
a
Escritórios administrativos ou (sem
2 a2
técnicos, instituições público
Local p/ prestação de
financeiras (que não estejam rotativo)
D-1 serviço profissional ou
incluídas em D-2), repartições b
condução de negócios
Serviço profissional

públicas, cabeleireiros, centros (com


2 b2
profissionais e assemelhados. público
rotativo)
D D-2 Agência bancária Agências bancárias b 2 b2
Lavanderias, assistência
Serviço de reparação,
técnica, manutenção
D-3 exceto classificados em a 3 a3
eletrodomésticos, chaveiros,
G4
pintura de letreiros
Laboratórios de análises
clínicas sem internação,
D-4 Laboratório b 3 b3
laboratórios químicos,
fotográficos
cultura física
Educacional

Escolas (fundamental e médio),


E-1 Escola em geral a 2 a2
supletivos e pré-universitários
E
Escolas de artes e artesanato,
E-2 Escola especial a 2 a2
de línguas, religiosas .

5/23
Locais de artes marciais,
Espaço para cultura ginásticas, esportes coletivos
E-3 a 2 a2
física (não estejam incluídos em F-3),
sauna, casas de fisioterapia.
Centro treinamento
E-4 Escolas profissionais em geral. a 2 a2
profissional

E-5 Pré-escola Creches,jardins-de-infância. d 2 d2

Escola p/ portadores de Escolas p/ excepcionais,


E-6 d 2 d2
deficiências deficientes visuais e auditivos
Local onde há objeto de
F-1 Museus eassemelhados. b 2 b2
valor inestimável.
Local onde há objeto de Arquivos, Bibliotecas e
F-1 b 3 b3
valor inestimável. assemelhados.
Igrejas, templos, cemitérios,
F-2 Local religioso e velório. b 2 b2
crematórios,salas de funerais.

Estádios, ginásios,
autódromos, sambódromos,
Centro esportivo e de
F-3 arenas em geral com b 1 b1
exibição.
arquibancadas (sem camarotes
e/ou decoração).
Estádios, ginásios,
autódromos, sambódromos,
arenas em geral com
Centro esportivo e de arquibancadas (sem uso de
F-3 b 2 b2
exibição. materiais ou equipamentos
sintéticos que conduzem
Local de Reunião de Público

rapidamente a inflamação
generalizada).
Estádios, ginásios,
autódromos, sambódromos,
arenas em geral com
Centro esportivo e de arquibancadas (com uso de
F F-3 b 3 b3
exibição. materiais ou equipamentos
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação
generalizada).
Estações de transbordo
Estação e terminal de
F-4 (rodoferroviárias, portos, e 3 e3
passageiro.
aeroportos, heliponto).
Teatros em geral, cinemas,
óperas, auditórios de estúdios
F-5 Arte, cênica eauditório b 3 b3
de rádio tv, auditórios em geral
e assemelhados.
Boates, salões de baile,
restaurantes dançantes, clubes
sociais, bilhares, boliche e casa
Clubes sociais e
F-6 de show (sem uso de materiais b 2 b2
Diversão.
ou equipamentos sintéticos que
conduzem rapidamente a
inflamação generalizada).
Boates, salões de baile,
restaurantes dançantes, clubes
Clubes sociais e sociais, bilhares, boliche e casa
F-6 b 3 b3
Diversão. de show (com uso de materiais
ou equipamentos sintéticos que
conduzem rapidamente a

5/24
inflamação generalizada).

Circos, feiras em geral e


assemelhados, com o uso de
F-7 Construção provisória. material pouco combustível, b 1 b1
distribuído de modo
descontínuo
Circos, feiras em geral e
assemelhados (sem uso de
materiais ou equipamentos
F-7 Construção provisória. b 2 b2
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação
generalizada).
Circos, feiras em geral e
assemelhados (com uso de
materiais ou equipamentos
F-7 Construção provisória. b 3 b3
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação
generalizada).
F-8 Local para refeição. Refeitórios, cantinas, boteco b 1 b1
Restaurante, lanchonetes,
F-8 Local para refeição. b 2 b2
cafés, bares
Jardim zoológico, parques
F-9 Recreação pública. recreativos e assemelhados. b 2 b2
Edificações permanentes
Salas de exposição de objetos
e animais, show-room, galerias
de arte, planetários, e
Exposição de objetos e
F10 assemelhados, com o uso de b 1 b1
animais.
material pouco combustível,
distribuído de modo
descontínuo.
Salas de exposição de objetos
e animais, show-room, galerias
de arte, planetários, e
Exposição de objetos e assemelhados (sem uso de
F10 b 2 b2
animais. materiais ou equipamentos
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação
generalizada).
Salas de exposição de objetos
e animais, show-room, galerias
de arte, planetários, e
Exposição de objetos e assemelhados (com uso de
F10 b 3 b3
animais. materiais ou equipamentos
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação
generalizada).
Serviço automotivo e

Garagem s/ acesso de
G-1 público e s/ Garagens automáticas. a 2 a2
Assemelhados.

abastecimento.
Garagem c/ acesso de
Garagens coletivas sem
G G-2 público e s/ b 2 b2
automação.
abastecimento.
Local dotado de Postos de abastecimento e
G-3 abastecimento serviço (exceto veículos de b 2 b2
combustível. carga e coletivos).

5/25
Oficinas de conserto de
veículos, borracharia (sem
recauchutagem). Oficinas de
Serviço de conservação,
G-4 veículos de carga e coletivos, a 3 a3
manutenção e reparos.
máquinas agrícolas e
rodoviárias, retificadoras de
motores.
Abrigos para aeronaves com
G-5 Hangares. a 2 a2
ou sem abastecimento.
Garagem s/ acesso de
Garagem de veículos de carga
G-6 público, c/
e coletivos.
abastecimento.
H-1 Hospital veterinário Hospitais, clínicas veterinárias ciii 2 ciii2
Asilos, orfanatos, abrigos
Locais onde pessoas geriátricos, hospitais
requerem cuidados psiquiátricos, reformatórios,
H-2 d 2 d2
especiais por limitações tratamento de dependentes
físicas ou mentais. químicos, e assemelhados.
Todos sem celas.
Hospitais, casa de saúde,
prontos-socorros, clínicas c/
internação, postos de
Serviço de saúde e institucional

d 2 d2
H-3 Hospital e assemelhado. atendimento de urgência,
postos de saúde
eassemelhados c/ internação.
cii
(sem
Edificações do Executivo, 2 cii2
H público
Repartição pública, Legislativo e Judiciário,
rotativo)
H-4 edificações das forças tribunais, cartórios, quartéis,
b
armadas e policiais. centrais de polícia, delegacias,
(com
postos policiais. 2 b2
público
rotativo)
Hospitais psiquiátricos,
manicômios, reformatórios,
Local onde a liberdade prisões em geral (casa de
H-5 das pessoas sofre detenção, penitenciárias, d 2 d2
restrições. presídios) e instituições
assemelhadas. Todos com
celas.
Clínicas médicas em geral,
Clínicas médicas,
unidades de hemodiálise,
H-6 odontológicas e d 2 d2
ambulatórios e assemelhados.
veterinárias.
Todos sem internação.
Atividades que manipulam
materiais com baixo risco de
incêndio, tais como fábricas em
geral, onde os processos não
Locais com atividades e envolvem a utilização intensiva
Indústria

materiais utilizados de de materiais combustíveis (aço;


I I-1 baixo potencial de aparelhos de rádio e som; a 1 a1
incêndio, com carga de armas; artigos de metal; gesso;
2
incêndio até 300MJ/m esculturas de pedra;
ferramentas; fotogravuras;
jóias; relógios; sabão;
serralheria; suco de frutas;
louças; metais; máquinas).

5/26
Atividades com artigos de
vidro; automóveis, bebidas
Locais com atividades
destiladas; instrumentos
emateriais utilizados de
musicais; móveis; alimentos
baixo potencial de
I-2 marcenarias, fábricas de caixas a 2 a2
incêndio, com carga de
(sem uso de materiais ou
incêndio acima de 300
2 equipamentos sintéticos que
até 1.200MJ/m
conduzem rapidamente a
inflamação generalizada).
Atividades com artigos de
vidro; automóveis, bebidas
Locais com atividades
destiladas; instrumentos
emateriais utilizados de
musicais; móveis; alimentos
baixo potencial de
I-2 marcenarias, fábricas de caixas a 3 a3
incêndio, com carga de
(com uso de materiais ou
incêndio acima de 300
2 equipamentos sintéticos que
até 1.200MJ/m
conduzem rapidamente a
inflamação generalizada).
Fabricação de explosivos,
atividades industriais que
Locais onde há alto envolvam líquidos e gases
risco de incêndio. Locais inflamáveis, materiais
I-3 a 3 a3
com carga de incêndio oxidantes, destilarias,
superior a 1.200MJ/m² refinarias, ceras, espuma
sintética, elevadores de grãos,
tintas, borracha .
Edificações sem processo
industrial que armazenam
Depósitos de material
J-1 tijolos, pedras, areias, a 1 a1
incombustível.
cimentos, metais e outros
materiais incombustíveis.
Depósitos com carga de
2
incêndio até 300MJ/m , com o
J-2 Todo tipo de Depósito. uso de material pouco a 1 a1
combustível, distribuído de
modo descontínuo.
Depósitos com carga de
2
incêndio até 300MJ/m (sem
uso de materiais ou
J-2 Todo tipo de Depósito. a 2 a2
equipamentos sintéticos que
conduzem rapidamente a
inflamação generalizada).
Depósito

Depósitos c/carga incêndio


J 2
acima de 300 até 1.200MJ/m
(sem uso de materiais ou
J-3 Todo tipo de Depósito. a 2 a2
equipamentos sintéticos que
conduzem rapidamente a
inflamação generalizada).
Depósitos c/carga incêndio
2
acima de 300 até 1.200MJ/m
(com uso de materiais ou
J-3 Todo tipo de Depósito. a 3 a3
equipamentos sintéticos que
conduzem rapidamente a
inflamação generalizada).
Depósitos onde a carga
incêndio ultrapassa a
1.200MJ/m² (sem uso de
J-4 Todo tipo de Depósito. a 2 a2
materiais ou equipamentos
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação

5/27
generalizada).

Depósitos onde a carga


incêndio ultrapassa a
1.200MJ/m². (com uso de
J-4 Todo tipo de Depósito. materiais ou equipamentos a 3 a3
sintéticos que conduzem
rapidamente a inflamação
generalizada).
Comércio em geral de fogos de
Explosivos

L-1 Comércio. b 4 b4
artifício e assemelhados.
L L-2 Indústria. Indústria de material explosivo. a 4 a4

L-3 Depósito. Depósito de material explosivo. a 4 a4


Túnel rodoferroviário e lacustre,
destinados a transporte de
M-1 Túnel. e 1 e1
passageiros ou cargas
diversas.
Edificação destinada a
produção, manipulação,
Tanques ou Parque de
M-2 armazenamento e distribuição a 4 a4
Tanques.
de líquidos ou gases
combustíveis e inflamáveis.
Central telefônica, centros de
comunicação, centrais de
Central de comunicação
Especial

M-3 transmissão, de distribuição de a 3 a3


e energia.
M energia e central de
Processamentos de dados.
Propriedade em Locais em construção ou
M-4 a 2 a2
transformação. demolição.
Armazéns de grãos e
M-5 Silos a 4 a4
assemelhados

Floresta reserva ecológica,


M-6 Terra selvagem. a 2 a2
parque florestal.

Área aberta destinada a


M-7 Pátio de Containers. a 1 a1
armazenamento de containers.

5/28
ANEXO A (cont.)
TABELA A5 – TABELA DE DENSIDADE POPULACIONAL POR ATIVIDADE

DENSIDADE
ATIVIDADE 2
(m por pessoa)

Academias de atividades esportivas (ginástica etc.) 4

Ambulatórios 7

Bares 1

Bibliotecas (leitura) 3

Boates- Casas noturnas 0,33

Centros comerciais 3

Comercio em geral grande e médio porte 5

Comercio em geral pequeno porte 3

Depósitos 9

Edifícios governamentais 7

Galerias 3
Hospitais - internação 18

Indústrias 5

Museus 3

Prestação de serviços profissionais 7

Refeitórios e Restaurantes 1

Residencial 18

Residencial coletivo 4

Residencial transitório 15

Sala de aula de escolas em geral 0,83


Salão de festas 2
Shopping Centers 3
Templos 1

5/29
ANEXO A (cont.)
TABELA A6 – NÚMERO MÍNIMO DE SAÍDAS DE UM AMBIENTE, SETOR OU PAVIMENTO

QUANTIDADE MÁXIMA DE PESSOAS QUANTIDADE MÍNIMA DE SAÍDAS


Até 50 1
Acima de 50 até 500 2
Acima de 500 até 1000 3
Acima de 1000 4

5/30
ANEXO A (cont.)
(A)
TABELA A7 – DISTÂNCIAS MÁXIMAS A PERCORRER

DISTÂNCIA DE CAMINHAMENTO
PERFIL DE (m)
RISCO
SAÍDA EM DUAS DIREÇÕES SAÍDA EM UMA DIREÇÃO
a1 70 30
a2 60 25
a3 45 20
a4 30 15
b1 60 25
b2 50 20
b3 40 15
(B) (B) (B)
b4 Não aplicável Não aplicável
c1 40 20
c2 30 15
c3 20 10
(B) (B) (B)
c4 Não aplicável Não aplicável
d1 30 15
d2 20 10
e1 60 25
e2 50 20
e3 40 15
NOTA:
(A) - Distância de caminhamento máxima permitida considerando um nível mínimo de medidas de proteção
contra incêndio. Por exemplo, o caminhamento máximo em uma única direção permitido para a categoria de
risco a2 é de 25m. Ao prever a instalação de um sistema de chuveiros automáticos (sprinklers) na edificação, a
classificação desse risco pode ser alterada para a1, portanto, o caminhamento máximo em uma única direção
pode ser aumentado para 30m.
(B) - Esta categoria não é aceitável dentro desta Intrução Técnica. Medidas adicionais de proteção contra
incêndio, como sistemas de supressão, podem reduzir a taxa de crescimento do fogo e, consequentemente,
baixar uma categoria de risco.
.

5/31
ANEXO A (cont.)
TABELA A8 – GANHOS DE CAMINHAMENTO

MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO COMPLEMENTAR GANHO


(%)

1. DETECÇÃO E ALARME 15

2. CONTROLE DE FUMAÇA E CALOR 20

h≤ 3m 0
h>3m, h≤ 4m 5
h>4m, h≤ 5m 10
3. ALTURA DO LOCAL QUE SERVE COMO VIA DE ESCAPE h>5m, h≤6m 15
h>6m, h≤7m 18
h>7m, h≤8m 21
h>8m, h≤9m 24
h>9m, h≤10m 27
h>10m 30
NOTA:
Quando a rota de escape serve a mais de um local, assume-se a menor altura.

5/32
ANEXO A (cont.)
TABELA A9 – VALORES DE LARGURA POR PESSOA PARA CÁLCULO DE ROTAS
HORIZONTAIS

PERFIL LARGURA
DO DE
RISCO PORTA MÍNIMA POR PESSOAS
(mm)
a1 3,3
a2 3,6
a3 4,6
a4 12,3
b1 3,6
b2 4,1
b3 6,0
b4 Não aplicável
ci 1
cii1 3,6
ciii1
cii2
cii2 4,1
cii2
ci 3
cii3 6,0
ciii3
d1 4,1
d2 6,2

5/33
ANEXO A (cont.)
TABELA A10 – NÚMERO MÁXIMO DE ASSENTOS FIXOS POR FILEIRA DO SETOR

LARGURA NÚMERO MÁXIMO DE ASSENTOS POR FILEIRA


DA
PASSAGEM ENTRE FILEIRAS DE
ASSENTOS PASSAGEM UNIDIRECIONAL PASSAGEM BIDIRECIONAL
(mm) ENTRE FILEIRAS ENTRE FILEIRAS

300 ≤ L < 325 7 14


325 ≤ L < 350 8 16
350 ≤ L < 375 9 18
375 ≤ L < 400 10 20
400 ≤ L < 425 11 22
425 ≤ L < 450 12 24
450 ≤ L < 475 12 26
475 ≤ L < 500 12 28
L ≥ 500 12 Limitado pela distância de
caminhamento

5/34
ANEXO A (cont.)
TABELA A11 – LARGURA POR PESSOA EM SAÍDAS VERTICAIS PARA ABANDONO
SIMULTÂNEO

Largura / Pessoa em Saídas Verticais / Número Total de Andares do Edifício

ANDARES
PERFIL
DE 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º ou
RISCO andar andar
(F)
andar andar andar andar andar andar andar mais
(mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm) (mm)

A1 4,00 3,6 3,25 3,00 2,75 2,55 2,40 2,25 2,10 2,00

B1,C1,
4,25 3,80 3,40 3,10 2,85 2,65 2,45 2,30 2,15 2,05
E1

A2 4,55 4,00 3,60 3,25 3,00 2,75 2,55 2,40 2,25 2,10

B2,C2,
4,90 4,30 3,80 3,45 3,15 2,90 2,65 2,50 2,30 2,15
D1, E2

A3 5,50 4,75 4,20 3,75 3,35 3,10 2,85 2,60 2,45 2,30

B3,C3,
7,30 6,40 5,70 5,15 4,70 4,30 4,00 3,70 3,45 3,25
D2, D3

A4 14,60 11,40 9,35 7,95 6,90 6,10 5,45 4,95 4,50 4,15

NOTA:
(F) - Para cálculo do abandono faseado.

5/35
ANEXO A (cont.)
TABELA A12 – DEFINIÇÃO DOS TIPOS DE ESCADA EM FUNÇÃO DA CLASSIFICAÇÃO DO
PERFIL DE RISCO DO OCUPANTE E ALTURA DA EDIFICAÇÃO

TIPOS DE ESCADA a b ci cii ciii d e


1
Aberta* até 6m até 6m até 12m até 6m até 6m até 6m até 6m
Escada Protegida Não
2 6 a 30m 6 a 12m 12 a 30m 6 a 30m 6 a 12m 6 a 12m
(EP) * aplicável
EP + AC
+ 30m +12m +30m +30m +12m +6m +12m
Escadas a Prova de

(antecâmara)
3
Fumaça

Escada Externa Sem limite de altura; Cuidados especiais acima 30m *

Escada
+ 30 + 12m +30m +30m +12m +6m +12m
Pressurizada

NOTA:
(*1) - Onde é permitida a escada aberta, deve haver gestão de SCI no edifício que inclua o procedimento para a
retirada de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Depende da distância de caminhamento.
(*2) - Todas as escadas, exceto as abertas, devem ter área de resgate, conforme estabelecido na NBR 9050.
(*3) - Para escadas com altura superior a 30m, a face aberta deve ser provida de elementos bloqueadores de
visão à distância.

5/36
ANEXO A (cont.)
TABELA A13 – Escadas que servem subsolos

CARACTERÍSITCAS TIPOS DE ESCADA PROFUNDIDADE


Sem ocupação Qualquer número de pavimento abaixo
humana Escada Protegida
do nível de descarga
Com ocupação Escada Qualquer número de pavimento abaixo
humana Pressurizada do nível de descarga

5/37
ANEXO B
DIMENSIONAMENTO DE DEGRAUS E PATAMARES

B1.0 Os degraus devem:


a. Ter altura h (Figura B1) compreendida entre16 cm e18 cm,com tolerância de 5 mm;
b. Ter, em um mesmo lance, larguras e alturas iguais e, em lances sucessivos de uma mesma
escada, diferenças entre as alturas de degraus de, no máximo, 5 mm;
c. Ter balanço da quina do degrau sobre o imediatamente inferior com o valor máximo de 15 mm
(Figura B1);
d. Quando possuir bocel, este deve ter saliência de no máximo 15 mm da quina do degrau sobre
o imediatamente inferior (Figura B1);
e. O primeiro e o último degrau de um lance de escada devem distar, no mínimo,0,30 m da área
de circulação adjacente.

Figura B1: Altura e largura dos degraus

B1.2 O lanço máximo,entre 2 patamares consecutivos, não deve ultrapassar 3,2 m de altura. Quando
houver menos de 3 degraus entre patamares, estes devem ser sinalizados na borda dos degraus e
prever iluminação de emergência de aclaramento, acima deles.
B1.3 O comprimento dos patamares (Figura B2) deve ser calculado considerando:
a. A Fórmula de Blandel;

p = (2h+b)n+b

Onde:
n - é um número inteiro(1, 2 ou 3), quando se tratar de escada reta, medido na direção dotrânsito.
b - largura dimensionada pela fórmula de Blondel: 63cm ≤ (2h + b) ≤ 64 cm;

b. Valor no mínimo, igual à largura da escada, quando há mudança de direção da escada sem
degraus ingrauxidos, não se aplicando, neste caso, a fórmula anterior.

Figura B2: Lanço mínimo e comprimento de patamar

B1.4 Em ambos os lados de vão da porta, deve haver patamares com comprimento mínimo igual à
largura da folha da porta.

5/38
B2.0 Passarelas metálicas
2.1 As passarelas metálicas para acesso às prateleiras, constituídas por pisos metálicos vazados
devem atender aos seguintes requisitos:
a. Possuir acesso restrito limitado somente aos operadores da área;
b. A os corredores principais devem atender à largura mínima de 1,20 m e largura máxima de 3
m. Consideram-se corredores principais aqueles com acesso direto às escadas e portas de
saída de emergência externas;
c. os corredores secundários devem atender à largura mínima de 0,80 m;
d. as escadas de acesso aos corredores principais devem atender à largura mínima de 1,20 m;
e. todos os pisos devem ser atendidos por uma ou mais escadas externas.

5/39
ANEXO C
GUARDA CORPO E CORRIMÃO

C1.0 Guarda-corpo
C1.1 Toda saída de emergência, corredores, balcões, terraços, mezaninos, galerias, patamares,
escadas, rampas e outros deve ser protegida de ambos os lados por paredes ou guarda-corpos
contínuos, sempre que houver qualquer desnível maior de 19 cm, para evitar quedas.
C1.2 A altura do guarda-corpo, medida internamente, deve ser, no mínimo, de 1,10 m ao longo dos
patamares, escadas, corredores, mezaninos e outros( Figura C1), medida verticalmente do topo da
guarda a uma linha que una as pontas dos bocéis ouquinasdosdegraus;
C1.3 A altura do guarda-corpo em escada aberta externa, de seus patamares, de balcões, varandas,
terraços e assemelhados, devem ser de, no mínimo, 1,3 m;
C1.4 O guarda-corpo constituído por balaustradas, grades, telas e assemelhados, isto é, vazados,
devem:
a. Ter balaústres verticais, grades, telas, vidros de segurança (laminados ou aramados) e outros,
de modo que uma esfera de 11 cm de diâmetro não possa passar por nenhuma abertura;
b. Ser isentas de aberturas, saliências, reentrâncias ou quaisquer elementos que possam
enganchar em roupas;
c. Ser constituídas por materiais não estilhaçáveis, exigindo-se o uso de vidros aramados
oudesegurançalaminados,seforocaso.Exceção será feita às ocupações dos Grupos I (industrial)
e J (depósitos) para as escadas e saídas não emergenciais.

C1.5 O guarda-corpo não podem ser constituídos de longarinas horizontais ou saliências em sua
parte inferior, pois estas possibilitam a sua escalada, principalmente por crianças.

Figura C1: Dimensões de guarda-corpo e corrimão

C2.0 Corrimão
C2.1 O corrimão devem atender às exigências estabelecidas na ABNT NBR 9050.
C2.2 O corrimão deve ser adotado em ambos os lados das escadas ou rampas ,devendo estar
situados entre 80cm e 92cm acima do nível do piso,sendo em escadas, essa medida tomada
verticalmente da forma especificada no item 3.2 (Figura C2).
C2.3 Uma escada pode ter corrimãos em diversas alturas, além do corrimão principal na altura normal
exigida; em escolas, jardins de infância e assemelhados, se for o caso, deve haver corrimãos nas
alturas indicadas para os respectivos usuários, além do corrimão principal.
C2.4 O corrimão deve ser projetados de forma a poderem ser agarrados fácil e confortavelmente,
permitindo um contínuo deslocamento da mão ao longo de toda a sua extensão, sem encontrar
quaisquer obstruções, arestas ou soluções de continuidade. No caso de secção circular, seu diâmetro
varia entre 38 mm e 65 mm (Figura C2).

5/40
3.0 Exigências estruturais
C3.1 Guarda-corpo
C3.1.1 O guarda-corpo em saídas de emergência devem ser projetados de forma a resistir aos
esforços estáticos horizontais e verticais e suportar impactos estabelecidos na ABNT NBR 14718
para locais de uso coletivo.
C3.2 Corrimão
C3.2.1 O corrimão deve ser calculado para resistir a uma carga de 900 N/m, aplicada verticalmente
de cima para baixo e horizontalmente em ambos os sentidos.

Figura C2: Detalhe do corrimão

C3.2.2 Os corrimãos devem estar afastados 40 mm, no mínimo,das paredes ou guardas às quais for
em fixados e terão largura máxima de 65 mm.
C3.2.3 Não são aceitáveis, em saídas de emergência, corrimãos constituídos por elementos com
arestas vivas, tábuas largas e outros (Figura C3).
C3.2.4 Para auxílio das pessoas portadoras denecessidades especiais, os corrimãos das escadas
devem ser contínuos, sem interrupção nos patamares, prolongando-se, sempre que for possível pelo
menos 0,3 m do início e término da escada com suas extremidades voltadas para a parede ou com
solução alternativa.
C3.2.5 Nas rampas e, opcionalmente nas escadas, os corrimãos devem ser instalados a duas alturas:
0,92 m e 0,70 m do piso acabado.
C3.2.6 As guardas de alvenaria ou concreto, as grades de balaustradas, as paredes, as esquadrias,
as divisórias levese outros elementos de construção que envolvam as saídas de emergência devem
ser projetados de forma a:
a. Resistir a cargas transmitidas por corrimãos nelas fixados ou calculadas para resistir a uma
força horizontal de 730 N/m, aplicada a 1,10 m de altura, adotando-se a condição que conduzir
a maiores tensões (Figura C3);
b. Ter seus painéis, longarinas, balaústres e assemelhados calculados para resistir a uma carga
horizontal de1,20 kPa aplicada à área bruta da guarda ou equivalente da qual façam parte; as
reações devidas a esse carregamento não precisam ser adicionadas às cargas especificadas
na alínea precedente (Figura C3);
c. Os corrimãos devem ser calculados para resistir a uma carga de 900 N, aplicada em qualquer
ponto deles, verticalmente de cima para baixo e horizontalmente e mambos os sentidos.

C3.2.7 Nas escadas internas, tipo NE, pode-se dispensar o corrimão, desde que o guarda-corpo
atenda também os preceitos do corrimão, conforme item C3.2 (Anexo B).

5/41
Figura C3: Características construtivas da instalação de guardas e as cargas a que elas devem reisitir

C4.0 CORRIMÃOS INTERMEDIÁRIOS


C4.1 Escadas com mais de 2,2 m de largura devem ter corrimão intermediário, no máximo,a cada 1,8
m lanços determinados pelos corrimãos intermediários devem ter, no mínimo,1,1 m de largura,
ressalvado o caso de escada sem ocupações das Divisões H-2 e H-3, utilizadas por pessoas muito
idosas e portadores de necessidades especiais, que exijam máximo apoio com ambas as mãos em
corrimãos, onde pode ser previsto, em escadas largas, uma unidadede passagem especial com 69
cm entrecorrimãos.
C4.2 As extremidades dos corrimãos intermediários devem ser dotadas de balaústres ou outros
dispositivos para evitar acidentes.
C4.3 Escadas externas de caráter monumental podem excepcionalmente, ter apenas 2 corrimãos
laterais, independentemente de sua largura quando forem utilizadas por grandes multidões.

5/42
ANEXO D
GERENCIAMENTO DA SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO

D1.0 Gerenciamento da Segurança Contra Incêndio


D1.1 O gerenciamento da segurança contra incêndio, tem como objetivo garantir o adequado
funcionamento de todas as medidas de segurança contra incêndio, conforme projetadas e instaladas,
durante toda a vida útil da edificação.
D1.2 O gerenciamento inclui funções, tarefas, responsabilidades e procedimentos, que abrangem a
prevenção, a produção de planos e procedimentos e o treinamento, conforme os seguintes itens:
D1.2.1 O responsável pelo uso do edifício deverá:
a. Dispor, atuar e verificar permanentemente o Plano de Emergência conforme descrito na Parte
IV – Plano de Emergência Contra Incêndio, da IT 08 – Gerenciamento de Risco e Emergência.
b. Garantir a manutenção e eficiência das Medidas de Proteção Contra Incêndios (MPCI)
implantados efetuando verificação de controle e intervenções de manutenção;
c. Implantar registros de controle adequado à complexidade da atividade para a manutenção do
nível de segurança previsto no projeto, observando as limitações e condições de
funcionamento neleindicadas;
d. Disponibilizar e manter sinalizações e avisos de proibição e alerta a serem observados;
e. Providenciar meios de aviso de emergência e chamadas do socorro público;
f. Garantir o abandono dos ocupantes por meio de manutenção dos meios de escape e
treinamentos e simulações;
g. Manter a adequada observância das proibições, limitações e condições normais de
funcionamento da atividade;
h. Deixar claramente definidos os responsáveis pela segurança contra incêndio e abandono nos
horários de funcionamento das atividades.

D.1.2.2 O responsável pela segurança contra incêndio do edifício deverá:


a. Prover a formação e informações necessárias aos funcionários sobre segurança contra
incêndio;
b. Desenvolver medidas prevencionistas;
c. Garantir a fluidez das rotas de abandono;
d. Verificar e manter o funcionamento das Medidas de Proteção Contra Incêndios e Emergências;
e. Estar presente durante o funcionamento da atividade para, nas emergências:
i.Garantir a utilização efetiva dos meios de resposta às emergências;
ii.Coordenar o abandono dos ocupantes segundo os procedimentos adotados e treinados;
iii.Coordenar as comunicações e acionar, receber e apoiar o público.

D.1.2.3 Treinamentos
a. Deverá atender o prescrito no item 7.7 da Parte IV – Plano de Emergência Contra Incêndio, da
IT 08 – Gerenciamento de Risco e Emergência.

D2.0 Controle
D2.1 Todas as providências e documentos indicados na Parte IV – Plano de Emergência Contra
Incêndio, da IT 08 – Gerenciamento de Risco e Emergência, deverão possuir evidências de seu
cumprimento, como por exemplo, relatórios, listas de presença em treinamentos, notas fiscais,
contratos de prestação de serviços e etc., as quais deverão estar devidamente arquivadas, para que
sirva de comprovação do cumprimento das tarefas e responsabilidades, em inspeções por agentes
públicos e de conformidade para acreditação.

5/43
ANEXO E
EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO DA SAÍDA DE EMERGÊNCIA

E1.0 Largura das saídas


E.1.1 A largura das saídas (horizontal e vertical) deve ser dimensionada em função da
densidade populacional por atividades, ou seja, é a medida expressa pela relação entre a área e a
população do estabelecimento, dada na Tabela A5 (Anexo A), observados os seguintes critérios:
a. Os acessos são dimensionados em função dos pavimentos que sirvam à população;
b. As escadas, rampas e descargas são dimensionadas em função do pavimento de maior
população, o qual determina as larguras mínimas para os lanços correspondentes
aos demais pavimentos, considerando-se o sentido da saída.

E1.1.1 O cálculo da largura das saídas horizontais é dada pela equação 01.

( )
(Eq. 01)

Onde:
Lh – Largura total das rotas horizontais (m)
P = A . D – (População, conforme o coeficiente da Tabela A9 (Anexo A)
A – Àrea total da área da referida verificação de risco do estabelecimento.
D – Densidade populacional por atividade na Tabela A5.
CL – Coeficiente de Largura para rotas Horizontais (mm) conforme Tabela A9 (Anexo A).

E1.1.2 O cálculo da largura das saídas verticais é dada pela equação 02.

( )
(Eq. 02)

Onde:
Lv – Largura total das rotas verticais (m)
P = A x D – (População, conforme o coeficiente da Tabela A9 (Anexo A).
A – Àrea total da área da referida verificação de risco do estabelecimento.
D – Densidade populacional por atividade na Tabela A5 (Anexo A).
Cv – Coeficiente de Largura para rotas Verticais (mm) conforme Tabela A11 (Anexo A).

Nota:
No cálculo da largura das saídas, deve ser atendida a metragem total calculada na somatória das larguras,
quando houver mais de uma saída, aceitando-se somente o que for múltiplo de 0,55 (1 UP).

5/44