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Umbilicais

O papel da engenharia submarina tem sido decisivo para produzirmos em


águas profundas e ultraprofundas. Soluções tecnológicas sofisticadas, com
equipamentos bastante específicos, permitem-nos levar o petróleo e o gás
natural do fundo do mar até nossas unidades de produção. Alguns dos termos
que designam esses equipamentos são curiosos e outros, difíceis de entender
para quem não é familiarizado com o tema.

Saiba quais são e entenda como funcionam alguns dos nossos principais
equipamentos submarinos:

Árvore de Natal Molhada

O nome “árvore de
natal” surgiu na
década de 1930,
quando habitantes de
províncias
petrolíferas
terrestres, nos EUA,
associaram o
equipamento – que
estava coberto de
neve – a um pinheiro
de Natal. Com a
completação dos
primeiros poços
submarinos na
década de 60, o
termo ganhou o
adjetivo “molhada”
quando passou a ser
instalada no fundo do
mar.

Trata-se de um
conjunto de válvulas
operadas
remotamente, que
controlam o fluxo
dos fluidos produzidos ou injetados no poço. Suporta elevadas pressões e
diferentes faixas de temperatura ambiente. É instalada na cabeça do poço
submarino, com o auxílio de mergulhadores (profundidades de até 300
metros) ou de veículos de operação remota (ROV), para águas profundas e
ultraprofundas.
Manifold
O manifold é um conjunto de válvulas e acessórios que serve para direcionar a
produção de vários poços para um duto coletor, o qual conduz a produção
total para uma unidade de produção. Esse tipo de equipamento ajuda a
reduzir o número de linhas (dutos) conectadas à plataforma, além de diminuir
o comprimento total das linhas de poços usadas num sistema de produção.
Pode também ser usado para permitir que um grupo de poços compartilhe
sistemas de injeção de água e gas lift(elevação de óleo e gás até a superfície
por meio de gás pressurizado).
Linhas flexíveis
As linhas flexíveis são os dutos empregados em todo sistema submarino de
coleta e escoamento, que conduzem os fluidos produzidos pelo poço para as
unidades de produção. Elas podem ser utilizadas para a interligação de uma
unidade a outra, para a injeção ou o descarte de fluidos em reservatórios ou
para a exportação da produção para terra. Seu formato é tubular, com
camadas de materiais metálicos e não metálicos, cada qual com uma função
específica. Em suas extremidades, possuem acessórios denominados
“conectores”, ligando as árvores de natal molhadas a manifolds ou risers.
Risers

Rígidos ou flexíveis, os risers são os trechos suspensos das tubulações que


interligam as linhas de produção submarinas (vindas de uma árvore de natal
molhada ou de um manifold) às plataformas. Podem também ser utilizados
para conduzir fluidos da superfície até o leito marinho, como os risers de
injeção e de exportação.

Equipamentos de interligação dos tipos PLET e PLEM


Os PLETs (Pipeline End Termination) são equipamentos que possibilitam a
interligação submarina entre dutos rígidos e dutos flexíveis ou entre um duto
e um equipamento submarino.
Os PLEMs (Pipeline End Manifold) são instalados na extremidade de um trecho
de duto, permitindo sua interligação com outros trechos de dutos.
Umbilicais

Os umbilicais eletro-hidráulicos
são conjuntos de mangueiras e cabos elétricos, utilizados para operar
remotamente equipamentos e válvulas submarinas, injetar produtos químicos
e monitorar parâmetros operacionais (temperatura e pressão) de poços.
Imagens:

1 - Modelo de Árvore de Natal Molhada usado no Pré-Sal

2 - Lançamento de árvore-de-natal molhada no campo de Roncador, na Bacia


de Campos.

3 - Instalação de manifold submarino de produção no campo de Roncador, em


2014

4 - Linha flexível com camadas aparentes

5 - Modelos de risers usados no Pré-Sal

6 - PLEM no Porto de São Sebastião,

7 - Seção de um umbilical eletro-hidráulico.