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EXCELENTISSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA CÍVEL E DE


ACIDENTES DO TRABALHO DA CAPITAL

MERRONIT COMERCIAL LTDA, empresa comercial, estabelecida na


cidade de Manaus, situada na Avenida Constantino Nery, nº
2364, portadora do CNPJ nº 10.425.443/0002-69, vem, através
de seu advogado infra-assinado, propor a presente
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER COM PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA
em face de AMAZONAS ENERGIA S/A, empresa comercial, portadora
do CNPJ nº 02.341.467/0001-20, estabelecida na Avenida Sete
de Setembro, 2414 - Cachoeirinha - CEP 69.065-170 mediante
os fatos que passa a expor.

I – DOS FATOS
A Requerente é empresa do ramo de locação e
compra e venda de veículos na cidade de Manaus, estando
inicialmente localizada na Avenida Constantino Nery,
Chapada, local que sofreu intervenção do Município de Manaus,
por conta das obras viárias de passagem de nível, conforme
documentos anexos.

Av. Humberto Calderaro Filho, nº 455, Edifício Cristal Tower, 9º andar, salas
903/904, bairro Adrianópolis, CEP: 69.057-015 Manaus/AM. Fone (92) 3213-9205
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Pois bem. Para que a obra pudesse prosseguir, o


Município de Manaus, acordou com a Requerente em locar um
imóvel com as mesmas características e descrições da loja
anteriormente descrita, e nas proximidades, conferindo-lhe
toda a infra-estrutura, como água, energia e esgoto, tal
qual a loja que lhe pertencia.
Diante de tal fato, a mesma locou um prédio na
mesma Avenida Constantino Nery, em sentido oposto,
comprometendo-se a fazer as ligações de água e energia.
Sucede que com o tempo, o Município de Manaus entregou o
imóvel pagando a locação com as instalações que a Requerente
julgava adequadas, para que a mesma pudesse funcionar.
Sucede que em inspeção da empresa Amazonas
Energia S/A, constatou-se irregularidade na instalação,
conforme cópia do documento de inspeção em anexo, o que
impede a mesma de funcionar, iniciar e dar prosseguimento
em suas atividades.
Em razão disso, a mesma solicitou a ligação de
energia por conta própria, o que não foi atendido pela
Requerida, sob o argumento de que faltavam requisitos
técnicos para instalação de um “medidor” de consumo.
Insta dizer que tal justificativa não se mostra
adequada e verdadeira, pois o imóvel apresenta e satisfaz
todas as exigências legais, está de acordo com as normas da
ANEEL, apto a receber instalação, UC – Unidade de Consumo.
A negativa injustificada da Requerida causa
prejuízos a Requerente, que está impedida de exercer as suas
atividades comerciais, aparentando estar fechada,
inexistindo qualquer causa, razão ou circunstancia para a
referida negativa.
Na condição de consumidora final e dependente de
energia para gerir e prosseguir na sua atividade comercial,
é direito da Requerente ver instalada Unicidade de Consumo
para energia elétrica. De outro lado, a Requerida é única
fornecedora do presente serviço, o que demonstra o dever,
obrigação de fazer a ligação de energia elétrica, nos termos
da lei.

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II - DO DIREITO
Trata-se de relação de consumo pura. A
Requerente na condição de consumidora busca ligação de
energia elétrica, e a Requerida na condição de única
fornecedora de energia, tem o dever de prestar o referido
serviço. Haveria recusa, por óbvio, se a Requerente não
satisfizesse as exigências da Resolução da ANEEL, fato que
não existe, restando evidente, a inversão do ônus da prova,
o que se requer desde logo.
Assim, para equilibrar essa relação é que se
aplica o princípio da isonomia, através de adoção de medidas
de proteção ao consumidor, deste a criação do próprio Código
de Defesa do Consumidor passando pelos direitos do
consumidor, elencados nos artigos 6º e 7º desde regramento,
até a proteção da relação de consumo como um todo, seja sobre
a esfera do consumidor, seja do fornecedor. O direito básico
dos consumidores à igualdade nas contratações (inc. II, art.
6.º, Lei n.º 8.078/90), apresenta importância não apenas
para as partes envolvidas, mas também para o restante do
contexto social. Ele é composto de duas faces relevantes: -
o equilíbrio na contratação considerando seus partícipes
diretos.
Ou seja, o equilíbrio de forças entre o
consumidor e o fornecedor; - e, o asseguramento de que nas
relações de consumo, exista sempre a igualdade de
possibilidades negociais, bem como a tratamento isento de
qualquer discriminação injustificada para com consumidor que
busque o fornecimento. A igualdade nas contratações
principia com o direito ao acesso ao consumo sem
discriminação, seja econômica, seja por outros fatores
pessoais que possam distinguir as pessoas.
Obedecendo ao estabelecido na Lei nº 10.438, de
26 de abril de 2002, a ANEEL criou regras para a
universalização do serviço público de energia elétrica em
todo o país. De acordo com essas regras, as distribuidoras
têm prazos para realizar, sem custo para o consumidor,
ligações novas de unidades consumidoras que se enquadrem em
determinadas características.

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Aliás, em seu rol de práticas abusivas de


mercado, o inc. II, art. 39, do CDC, inclui a ação de recusar
atendimento as demandas dos consumidores, respeitada a exata
medida das disponibilidades de estoque, e, ainda, de
conformidade com os usos e costumes. Assim, é ilícito o
fornecedor deixar de atender a determinado consumidor quando
tal é feito com o propósito de, injustificadamente, não lhe
dar acesso ao consumo ou desigualar a contratação que venha
a ser firmada. De forma igualitariamente isonômica, os
consumidores devem ter direito de participar do mercado.
O que se assegura, em condições de igualdade, é
a possibilidade de acesso ao mercado de consumo e a
possibilidade de negociação sem discriminações preliminares
que sejam injustificadas, bem como, que o cumprimento do
contrato não desiguale aos consumidores contratantes. Embora
nem sempre lembrada, a igualdade nas contratações deve ser
invocada para solucionar questões recorrentes e relevantes.
Da análise primária dos autos, verifica-se uma
recusa injustificada da Requerente para prestar o serviço,
sem indicar, contudo, quais dados técnicos seriam faltantes
para isso, fato que se indica apenas pelo amor ao debate,
pois conforme já dito, trata-se de construção nova, reformada
recentemente, cumprindo todas as exigência do poder público,
que inclusive é o gestor da contrato de locação, pelas razões
já expostas no item inicial fático.
A prestação dos serviços públicos, segundo
dispõe o art. 22, caput, do CDC, deve ocorrer de modo que
sejam observados pelo prestador, pelo menos três obrigações
gerais: adequação, eficiência e segurança. Mas se o serviço
for ainda essencial, o prestador deve observar também a
obrigação de continuidade. Nesse contexto, serviços
essenciais são precisamente aquelas atividades
imprescindíveis à satisfação das necessidades inadiáveis da
comunidade, sendo assim:
TJ-SC - Apelação Cível AC 615881 SC 2008.061588-
1 (TJSC) Data de publicação: 17/06/2009 Ementa:
ADMINISTRATIVO - SOLICITAÇÃO DE LIGAÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA NÃO ATENDIDO - ALEGAÇÃO DE
LOTEAMENTO CLANDESTINO, IRREGULAR E ILEGAL -
LOTEAMENTO APROVADO PELO MUNICÍPIO E DEVIDAMENTE

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REGISTRADO NO CARTÓRIO DE IMÓVEIS - DEVER DA


CONCESSIONÁRIA DE PRESTAR O SERVIÇO - RECURSO
DESPROVIDO. "O pedido feito à concessionária
para instalação de energia elétrica de forma
legal, não havendo óbice escusável, deve ser
atendido, porquanto trata-se de serviço
essencial." (Apelação cível em mandado de
segurança, de Bom Retiro, rel. Des. Francisco
Oliveira Filho, j. 08.03.2005) [...] TJ-PA -
Recurso Inominado RI 00024825820168149001 BELÉM
(TJ-PA) Data de publicação: 16/12/2016
Ementa: CONSUMIDOR. OBRIGAÇÃO DE FAZER.
SOLICITAÇÃO DE LIGAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NÃO
ATENDIDA PELA CONCESSIONÁRIA. FALHA NA PRESTAÇÃO
DO SERVIÇO CONFIGURADA. SENTENÇA MANTIDA.
RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. TJ-RS - Recurso
Cível 71004369906 RS (TJ-RS) Data de publicação:
01/ 07/2014 Ementa: CONSUMIDOR. FORNECIMENTO DE
ENERGIA ELÉTRICA. EXPANSÃO DA REDE.
RESPONSABILIDADE DA RÉ QUANTO À EXECUÇÃO DA OBRA
DE DISTRIBUIÇÃO PARA AUMENTO DA CARGA. CONTRATO
DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO CUSTEADO ENTRE AUTOR E
CONCESSIONÁRIA. DANOS MORAIS INEXISTENTES.
RECURSO DA AUTORA E DA RÉ DESPROVIDOS. SENTENÇA
MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. (Recurso
Cível Nº 71004369906, Terceira Turma Recursal
Cível, Turmas Recursais, Relator: Cleber Augusto
Tonial, Julgado em 26/06/2014).
ADMINISTRATIVO - SOLICITAÇÃO DE LIGAÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA NÃO ATENDIDO - ALEGAÇÃO DE
LOTEAMENTO CLANDESTINO, IRREGULAR E ILEGAL -
LOTEAMENTO APROVADO PELO MUNICÍPIO E DEVIDAMENTE
REGISTRADO NO CARTÓRIO DE IMÓVEIS - DEVER DA
CONCESSIONÁRIA DE PRESTAR O SERVIÇO - RECURSO
DESPROVIDO. "O pedido feito à concessionária
para instalação de energia elétrica de forma
legal, não havendo óbice escusável, deve ser
atendido, porquanto trata-se de serviço
essencial." (Apelação cível em mandado de
segurança n., de Bom Retiro, rel. Des. Francisco
Oliveira Filho, j. 08.03.2005).

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RECURSO ESPECIAL – ALÍNEAS “A” E “C” –


ADMINISTRATIVO – CONCESSÃO DE SERVIÇO DE ENERGIA
ELÉTRICA – MANDADO DE SEGURANÇA – ATO DE
REPRESENTANTE DE CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO
PÚBLICO – LEGITIMIDADE – EXERCÍCIO DE FUNÇÃO
DELEGADA – DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL NOTÓRIA –
RECURSO ESPECIAL PROVIDO. É consabido que a
concessão consiste na delegação da prestação do
serviço público pelo poder concedente, mediante
licitação, a pessoa jurídica ou consórcio de
empresas que demonstrem capacidade para o
desempenho da atividade (art. 2º, II, da Lei n.
8.987/95). A empresa concessionária exerce,
portanto, atividade tipicamente estatal, pelo
que se entende legítima a impugnação de ato
praticado por seus representantes por meio de
mandado de segurança. Iterativos precedentes.
Divergência jurisprudencial notória. Recurso
especial provido. (STJ - REsp: 457716 MT
2002/0100494- 3, Relator: Ministro FRANCIULLI
NETTO, Data de Julgamento: 10/06/2003, T2 -
SEGUNDA TURMA. Data de Publicação: DJ 08/09/2003
p. 291).
Tratando-se de relação de consumo, aplicam-se as
disposições protetivas do Código de Defesa do Consumidor,
especialmente o artigo 14, caput, que estabelece que o
fornecedor responde, independentemente da existência de
culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores
por defeitos relativos à prestação dos serviços. Na espécie,
resta plenamente configurado o defeito no serviço prestado
pela concessionária de energia.
O art. 10, I, da Lei 7783/89 estabelece o
fornecimento de energia elétrica como sendo um dos serviços
essenciais e que, portanto, têm que ser contínuos, mormente
quando o consumidor está em dia com as obrigações.
O parágrafo único do artigo 22 do CDC fixa que
no caso de descumprimento da norma insculpida no caput, as
empresas serão compelidas a cumpri-la e a reparar os danos
causados.

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Em comentário ao princípio da continuidade do


serviço público, o Mestre, Antônio Herman de Vasconcellos e
Benjamin, mencionou:
"A segunda inovação importante é a determinação
de que os serviços essenciais - e só eles - devem
ser "contínuos", isto é, não podem ser
interrompidos. Cria-se para o consumidor um
direito à continuidade do serviço.
Tratando-se de serviço essencial e não estando
ele sendo prestado com continuidade, o consumidor pode
postular em juízo que se condene a Administração a fornecê-
lo”. (Comentários ao Código de Proteção ao Consumidor,
Coordenador Juarez de Oliveira, São Paulo: Editora Saraiva,
p. 110).
II.1 - DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

Cabível a inversão do ônus da prova nos termos


do Art. 6º, VIII da Lei nº 8.078/90, que determina a inversão
do ônus da prova, que constitui direito básico – portanto
fundamental – do consumidor lesado.
Art. 6º - São direitos básicos do consumidor:
(...)
VIII – a facilitação da defesa de seus direitos,
inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu
favor, no processo civil, quando, a critério do
juiz, for verossímil a alegação ou quando for
ele hipossuficiente, segundo as regras
ordinárias de experiência.
Registre-se que a inversão do ônus da prova é
direito básico do consumidor, uma vez preenchidos os
pressupostos legais, conforme dispõe a Súmula nº 229 desse
E. TJRJ:
Súmula nº 229 do TJRJ: A inversão do ônus da
prova constitui direito básico do consumidor, uma vez
preenchidos os pressupostos previstos no art. 6º, inciso

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VIII, do CDC, sem implicar, necessariamente, na reversão do


custeio, em especial quanto aos honorários do perito.

II.2 - DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA DE URGÊNCIA

Excelência, a antecipação da tutela de urgência


pleiteada, traz em seu bojo a concretização de um dano
plausível uma vez que o não atendimento do fornecimento de
energia elétrica no estabelecimento do Autor, se ocorrer, é
capaz de causar dano irreparável, ressaltando que trata-se
de serviço essencial.
Emérito Julgador. A possibilidade legal de
antecipação da tutela filia-se em nosso moderno ordenamento
processual, como um direito do jurisdicionado de ver atendido
e efetivado seu direito, sem ser obliterado pelo decurso da
própria demanda, sendo exposto ao risco de que a tutela
prestada perca substância, pela dificuldade da satisfação do
direito tutelado. Vale menção a lição de Cândido José
Dinamarco, verbis:
"As realidades angustiosas que o processo se
revela impõem que esse dano assim temido não se
limite aos casos em que o direito possa perder
a possibilidade de realizar-se, pois os riscos
dessa ordem são satisfatoriamente neutralizados
pelas medidas cautelares. É preciso levar em
conta as necessidades do litigante, privado do
bem que provavelmente tem direito e sendo
impedido de obtê-lo desde logo. A necessidade de
servir-se do processo para obter a satisfação de
um direito não deve reverter a dano de quem não
pode ter seu direito satisfeito mediante o
processo (Chiovenda)."
Sobre a imposição da Tutela antecipada, luminosa
é a lição do preclaro HUMBERTO THEODORO JÚNIOR, verbum:
“Não se trata de simples faculdade ou de mero
poder discricionário do juiz, mas de um direito
subjetivo processual que, dentro dos

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pressupostos rigidamente traçados pela lei, a


parte tem o poder de exigir da justiça, como
parcela da tutela jurisdicional a que o Estado
se obrigou."
Neste sentido, cumpre destacarmos que a
obrigação de fazer, objeto da tutela liminar pretendida, não
é irreversível. Note-se que esta disposição do Art. 461 do
CPC obedece ao princípio da efetivação da tutela
jurisdicional para assegurar o resultado prático que
restitua integralmente o direito lesionado, devolvendo à
parte jurisdicionada, ao máximo, o status quo ante,
“equivalente ao adimplemento”.
Destarte, presentes os requisitos legais, REQUER
a concessão de LIMINAR “inaudita altera pars”, para, nos
termos do Art. 300 do CPC, obrigar a Ré a fazer a instalação
de Unidade de Consumo/prestação de serviços de energia
elétrica para a Requerente, no prazo de 24 horas, no seu
regime de plantão (Resolução 414 Aneel), sob pena de multa
diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais);

III - DOS PEDIDOS


EX POSITIS, é a presente para requerer:
a) A concessão liminar, no sentido de, nos termos
do Art. 300 do CPC, para obrigar a Ré a fazer a instalação
de Unidade de Consumo/prestação de serviços de energia
elétrica para a Requerente, no prazo de 24 horas, no seu
regime de plantão (Resolução 414 Aneel), sob pena de multa
diária de R$ 10.000,00 (dez mil reais);
b) A CITAÇÃO da Ré, para responder a presente
sob pena de revelia e confissão;
Protesta pela inversão do ônus da prova, nos
termos do Art. 6º, VIII da Lei nº 8.078/90, e por cautela,
pela produção de todas as provas admitidas em direito, em
especial pela prova documental anexa e suplementar, além da
prova pericial e testemunhal.
No mérito, pela total PROCEDÊNCIA da presente
ação, com a condenação da Ré aos pedidos formulados, além

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dos ônus da sucumbência e Honorários Advocatícios. Tudo por


obra de JUSTIÇA!
Dá-se a causa o valor de R$ 100,00 (cem reais),
para os efeitos legais.

Termos em que pede e espera deferimento.


Manaus, 13 de setembro de 2019.

BARTOLOMEU FERREIRA DE AZEVEDO JUNIOR


Advogado - OAB/AM nº 4.334

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