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INSTITUTO FEDERAL DE SERGIPE

COORDENADORIA DE LICENCIATURA EM FÍSICA

AS LEIS DE OHM

Lagarto SE

2019

Gabriel Oliveira da Conceição Ruan Miguel de Gois Wander França Archimino Shirley Eluiza da Silva Araújo Renata Nascimento dos Santos

AS LEIS DE OHM

Relatório apresentado ao curso de Licenciatura em Física do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe, como requisito parcial para a obtenção de uma nota referente à disciplina de Física C Experimental, sob a orientação da professora Me. Ana Paula de Santana Bonfim.

Lagarto SE

2019

SUMÁRIO

1.INTRODUÇÃO

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1.1.OBJETIVOS

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2.MATERIAIS E MÉTODOS

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2.1.MATERIAIS

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2.2.MÉTODOS

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3.RESULTADOS E DISCUSSÕES

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4.CONCLUSÃO

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5.REFERÊNCIAS

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1. INTRODUÇÃO

A primeira lei de Ohm é utilizada para a determinação de valores relacionados a

tensão, corrente e resistência em um circuito, estas propriedades são usualmente medidas em Volt (V), Ampere (A) e Ohm (Ω), respectivamente.

A primeira lei de Ohm é uma lei básica da eletricidade e eletrônica, portanto

conhecida e fundamental. Dessa breve introdução, e tomando por base o que será

apresentado, tornar-se-á possível medir e determinar os valores das grandezas anteriormente explicitadas.

I =

(Eq.1)

Note que conhecendo duas grandezas na equação 1, encontramos a terceira com uma manipulação algébrica. George Simon Ohm foi um cientista que estudou a resistência elétrica e suas propriedades. Ele concluiu que a resistência elétrica de um condutor depende de quatro fatores: Conhecer a característica do material, o comprimento desse condutor, a área de

sua seção (A) e a temperatura no condutor. Na análise de cada um desses fatores em relação à resistência elétrica, foram efetivadas algumas experiências onde apenas um dos quatro fatores sofria variação. Variando o tipo de material foi observado que a resistência elétrica estava, constantemente, a um mesmo valor. Com a experiência foi a constante de proporcionalidade, chamada de Resistividade elétrica de um condutor.

A segunda lei de Ohm é matematicamente expressa do seguinte modo:

R = .

(Eq.2)

Para a sua determinação, observou-se que variando o comprimento de um condutor, a resistência elétrica também variava obedecendo a uma condição de proporcionalidade direta. Variando a área de seção A foi constatado que a resistência elétrica variava segundo uma condição de proporcionalidade inversa.

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1.1 Objetivos

Determinar a relação entre a diferença de potencial aplicada aos extremos de um resistor e a intensidade de corrente que por ele circula;

Construir o gráfico do V versus i de um resistor;

Construir e identificar a curva característica de um resistor ôhmico;

Identificar um resistor ôhmico.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

2.1.

Materiais

1 painel para associações (1);

1 fonte de alimentação CC (2);

3 conexões de fio de 50 cm com pinos banana (3);

1 amperímetro (multímetro com fundo de escala de 10 A CC (4).

3 conexões de fio de 50 cm com pinos banana (3);  1 amperímetro (multímetro com

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2.2.

Métodos

Sob o auxílio da professora orientadora, foram feitos os seguintes procedimentos:

1. No primeiro experimento, inicialmente, cortamos 0,5 metro (meio metro)

de 3 (três) fios de cobre de espessuras distintas;

2. Conectamos o fio terra (preto) no conector TERRA do multímetro digital

e, com o outro fio (vermelho) colocamos no outro conector . Vale ressaltar que os fios utilizados nesse passo possuíam bicos de jacaré em uma das extremidades de ambos os fios;

3. Esticamos bem um dos fios de cobre e encaixamos as suas duas

extremidades nos bicos de jacaré;

4. Ligamos o multímetro;

5. Colocamos a escala do multímetro na faixa que media a corrente e, de

forma específica em 200M (duzentos mega);

6. Por fim, calculamos a resistência do fio de cobre a partir da fórmula da Lei

de Ohm e comparamos com o valor tabelado,

7. Do procedimento 3(três) ao 6(seis) foi repetido com os três fios de cobre.

8. No segundo experimento, montamos o sistema que ligava o painel de

associações com a fonte de alimentação e o amperímetro por meio dos fios com pinos de

banana;

9. Inicialmente conectamos o cabo que passa a voltagem (fio vermelho) entre

a fonte de alimentação e o amperímetro;

10. Conectamos o fio terra (preto) entre a fonte de alimentação e o painel;

11. Vinculamos o amperímetro ao painel de associações por meio do fio terra

(preto);

12. Por fim, anexamos às duas extremidades de um fio condutor (vermelho)

no próprio painel de associações;

13. Ligamos a fonte de alimentação e o amperímetro;

14. Colocamos a escala 200 M no multímetro;

15. Inicialmente colocamos a voltagem da fonte de alimentação em 0,5 Volts

e pressionávamos um pequeno botão no painel de associações;

16. E dessa forma, anotamos o valor mostrado no visor do multímetro;

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17. Aumentamos a voltagem da fonte em 0,5 Volts e, anotamos seus

respectivos valores mostrados no multímetro até chegar a 2,5 Volts.

valores mostrados no multímetro até chegar a 2,5 Volts. Imagem 1 : Sistema do segundo experimento.

Imagem 1: Sistema do segundo experimento. (Imagem sujeita a direitos autorais).

segundo experimento. (Imagem sujeita a direitos autorais). Imagem 2 : Conexões entre e o multímetro e

Imagem 2: Conexões entre e o multímetro e o painel para associações (Sujeito a direitos autorais).

e o painel para associações (Sujeito a direitos autorais). Imagem 3 : os três fios usados

Imagem 3: os três fios usados para o primeiro experimento (Sujeito a direitos autorais).

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3. RESULTADOS E DISCUSSÕES

Ao se montar o circuito, pôde-se averiguar que em relação a ele encontravam-se acoplados o resistor, o interruptor liga - desliga e o amperímetro. Ao analisar a maneira com a qual esses componentes estavam organizados, percebeu-se uma associação elétrica em série. Ao ligar o interruptor o amperímetro forneceu uma leitura, a qual diz respeito ao valor de intensidade de carga.

Ao trocar as posições dos pinos do amperímetro, constatou-se o aparecimento de um valor negativo. Isso indica que os polos estão trocados.

Colocou-se a fonte de alimentação para 0,5 VCC, que em seguida fora acrescida consecutivamente de 0,5 VCC. À medida em que isso estava acontecendo, pôde-se averiguar um aumento também na intensidade de corrente. Veja a tabela a seguir:

Tensão aplicada entro os pontos 1 e 5 em Volts (V)

Intensidade da corrente ampere (A)

R=V/i

0,50 ± 0,01 V

5,30 ± 0,01 A

0,09 ± 0,001 Ω

1,00 ± 0,01 V

9,50 ± 0,01 A

0,10 ± 0,001 Ω

1,50 ± 0,01 V

14,10 ± 0,01 A

0,10 ± 0,0007 Ω

2,00 ± 0,01 V

19,30 ± 0,01 A

0,10 ± 0,0005 Ω

2,50 ± 0,01 V

23,50 ± 0,01 A

0,10 ± 0,0004 Ω

Ω 2,00 ± 0,01 V 19,30 ± 0,01 A 0,10 ± 0,0005 Ω 2,50 ± 0,01

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A figura geométrica do gráfico, que se assemelha a uma reta, e não o é devido a

erros caracterizados como sistemáticos, traduz o fato de que a corrente e a tensão elétrica sofreram constantes aumentos, sendo que estes obedeceram a uma proporção que pode ser interpretada graficamente.

Os erros sistemáticos que mais causaram deficiência nas experiências efetivadas estiveram relacionados, em princípio, à má qualidade de alguns dispositivos utilizados, possíveis erros de análise por parte dos estudantes que estavam a utilizar, por exemplo, o multímetro, entre outros. A aclividade vinculada à reta está em acordo com o aumento dos valores para a intensidade e tensão de corrente elétrica.

A relação entre a DDP gerada no resistor e a corrente elétrica que por ele circula

é estruturada por condições proporcionalidade direta e inversa. Assim, quando se mantem

a intensidade de corrente elétrica constante, ao se aumentar o valor da tensão, o mesmo

aconteceria com respeito à resistência. Já em outro caso, onde agora a tensão é mantida constate, a resistência sofreria uma diminuição de valor caso a intensidade de corrente elétrica sofresse um aumento em seu valor. No experimento em questão, a resistência foi mantida constante, justamente pelo fato de que a corrente e a tensão elétrica sofriam variações.

A levar em consideração a lei de Ohm podemos perceber que o resistor utilizado

no experimento é Ôhmico, pois ele está relacionado, em proporção, à DDP gerada pelo

aparelho.

A unidade Ω representada pela letra grega ômega, simboliza a relação entre a

tensão e corrente elétrica.

A resistência não está apenas associada a materiais desenvolvidos em fábricas,

mas também a uma parcela considerável de propriedades físicas presentes na natureza. Tendo conhecimento deste fato, foram selecionados três fios de cobre com diferentes

espessuras, afim de que se tornasse possível averiguar se haveria diferença no que tange

à resistividade de cada fio. O amperímetro foi acoplado às extremidades de cada fio, um por vez. Observe a Tabela:

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Diâmetro (mm)

Resistência

0,24 ± 0,001mm

58x10^6 Ω

0,78 ± 0,001mm

80x10^6 Ω

0,29 ± 0,001mm

155x10^6 Ω

Veja que a diferença entre as resistências é nítida, onde o fio mais fino possui maior resistência que o mais grosso.

4. CONCLUSÃO

Por meio do presente experimento, pôde-se aferir o modo com o qual resistores, interruptores e amperímetros devem se conectar, afim de que se possa obter os devidos valores em respeito a cada propriedade vinculada em uma possível passagem de corrente elétrica, sendo esta devidamente alterada conforme nosso interesse. Soma-se a isso, um dos pontos mais importantes da experiência, que diz respeito às condições de proporcionalidade direta e inversa atreladas ao aumento ou diminuição da tensão e intensidade de corrente elétrica, que obedeceram aos conformes matemáticos expressos pelas leis de Ohm. Outro fato, é que pôde-se averiguar a condição em que o valor de tensão sofria consecutivos aumentos, sendo estes acompanhados por variações positivas no que tange à intensidade de corrente elétrica. Por fim, e concluindo o que pôde ser analisado, tornou-se possível averiguar as diferentes características de resistividade em relação aos mais diversos materiais, e claro, alguns erros em relação à efetivação da experiência não nos possibilitou encontrar certos valores esperados.

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5. REFERÊNCIAS

HALLIDAY, D. e RESNICK, R. Fundamentos de Física: Gravitação, Ondas e Termodinâmica. 9 edição. LTC: Rio de Janeiro, 2013. TIPLER, P e MOSCA, G. Física para Engenheiros, volume 1: mecânica, oscilações, ondas e termodinâmica. 6 edição. LTC: Rio de Janeiro, 2013.