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MUNICÍPIO DE SANTO EXPEDITO DO SUL

Procuradoria Geral/Departamento Jurídico


Estado do Rio Grande do Sul.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO DO SUPERIOR TRIBUNAL


DE JUSTIÇA.

PEDIDO URGENTE - URGENTÍSSIMO

MUNICÍPIO DE SANTO EXPEDITO DO SUL, pessoa


jurídica de direito público, inscrito no CNPJ/MF sob
o nº 90484296/0001-56, com sede na Av. José
Pilonetto, 741, centro da Cidade de Santo Expedito
(RS), neste ato representado por seu Prefeito
AMARILDO NEGRINI, inscrito no CPF nº
492.589.580-04 e RG nº 4043104654, residente e
domiciliado nesta Cidade de Santo Expedito (RS),
vem a presença de Vossa Excelência, por intermédio
de seu Procurador Municipal infrafirmado, impetrar
o presente MANDADO DE SEGURANÇA COM

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PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO EXPEDITO DO SUL (RS), Av José Piloneto, 714,
Fone/Fax 0 xx 54 3961188/1166/1040 - e-mail: pjmsantoexpeditodosul@hotmail.com
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Estado do Rio Grande do Sul.

PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR INITIO LITTIS E


INAUDITA ALTERA PARS em face de direito liquido
e certo e ato abusivo emanado pelo Superintendente
Regional da CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – CEF,
Sr. RUY FERNANDO FAJARDO KERN, qualificação
ignorada, podendo ser encontrado na Av. Carlos
Gomes, 328, Porto Alegre (RS); em face do
MINISTRO DO TURISMO Sr. MARCELO ÁLVARO
ANTÔNIO, podendo ser encontrado na Esplanada
dos Ministérios, bloco U – 2º/3º - Brasília (DF), CEP:
70065-900 e ainda em litisconsórcio passivo a
UNIÃO FEDERAL, pessoa jurídica de direito público
neste ato representada pela ADVOCACIA GERAL DA
UNIÃO e pelos fundamentos fáticos e jurídicos a
seguir aduzidos:

I – DA ISENÇA DE CUSTAS

O artigo 4º, inciso I da Lei nº 9.289/96, isenta o Município


impetrante do pagamento das custas processuais.

Art. 4° São isentos de pagamento de custas:

I - a União, os Estados, os Municípios, os Territórios Federais, o


Distrito Federal e as respectivas autarquias e fundações;

II - os que provarem insuficiência de recursos e os beneficiários


da assistência judiciária gratuita;

III - o Ministério Público;

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IV - os autores nas ações populares, nas ações civis públicas e


nas ações coletivas de que trata o Código de Defesa do
Consumidor, ressalvada a hipótese de litigância de má-fé.

Parágrafo único. A isenção prevista neste artigo não alcança as


entidades fiscalizadoras do exercício profissional, nem exime as
pessoas jurídicas referidas no inciso I da obrigação de
reembolsar as despesas judiciais feitas pela parte vencedora.

Diante disto, requer desde já seja concedida a isenção do


pagamento das custas e despesas processuais ao Município Impetrante até o
final da lide haja vista a previsão legal acima indicada.

II – DO LITISCONSÓRCIO PASSIVO

O Decreto nº 93.872/86 e suas alterações, em seu artigo


segundo indica claramente o interesse da União em ser parte na condição de
litisconsórcio neste feito.

Art. 2º A arrecadação de todas as receitas da União far-se-á na


forma disciplinada pelo Ministério da Fazenda, devendo o seu
produto ser obrigatoriamente recolhido à conta do Tesouro
Nacional no Banco do Brasil S.A.

§ 1º Para os fins deste decreto, entende-se por receita da União


todo e qualquer ingresso de caráter originário ou derivado,
ordinário ou extraordinário e de natureza orçamentária ou extra-
orçamentária, seja geral ou vinculado, que tenha sido
decorrente, produzido ou realizado direta ou indiretamente pelos
órgãos competentes.

§ 2º Caberá ao Ministério da Fazenda a apuração e a


classificação da receita arrecadada, com vistas à sua destinação
constitucional.

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§ 3º A posição líquida dos recursos do Tesouro Nacional no


Banco do Brasil S.A. será depositada no Banco Central do
Brasil, à ordem do Tesouro Nacional.

Também o artigo 1º da Portaria 507/2011 justifica o


litisconsórcio:

Art. 1º Esta Portaria regula os convênios, os contratos de


repasse e os termos de cooperação celebrados pelos órgãos e
entidades da Administração Pública Federal com órgãos ou
entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos para a
execução de programas, projetos e atividades de interesse
recíproco, que envolvam a transferência de recursos financeiros
oriundos do Orçamento Fiscal e da Seguridade Social da União.

§ 1º Aplicam-se aos contratos de repasse as normas referentes a


convênios previstas nesta Portaria.

§ 2º Para os efeitos desta Portaria, considera-se:

I - concedente: órgão ou entidade da administração pública


federal, direta ou indireta, responsável pela transferência dos
recursos financeiros e pela descentralização dos créditos
orçamentários destinados à execução do objeto do convênio;

II - convenente: órgão ou entidade da administração pública


direta ou indireta, de qualquer esfera de governo, consórcio
público ou entidade privada sem fins lucrativos, com a qual a
administração pública federal pactua a execução de programas,
projetos e atividades de interesse recíproco; também entendido
como contratado no âmbito do Contrato de Repasse;

III - contratante: órgão ou entidade da administração pública


direta ou indireta da União que pactua a execução de programa,
projeto, atividade ou evento, por intermédio de instituição
financeira federal (mandatária) mediante a celebração de
contrato de repasse;

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IV - contrato de repasse: instrumento administrativo por meio do


qual a transferência dos recursos financeiros processa-se por
intermédio de instituição ou agente financeiro público federal,
atuando como mandatária da União;

V - contrato de prestação de serviços - CPS: instrumento jurídico


que regula a prestação de serviços realizados pela mandatária da
União a favor do concedente, que deve conter as atribuições
delegadas, as limitações do mandato e a forma de remuneração
pelos serviços;

VI - convênio: acordo ou ajuste que discipline a transferência de


recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos
Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe,
de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal,
direta ou indireta, e, de outro lado, órgão ou entidade da
administração pública estadual, do Distrito Federal ou
municipal, direta ou indireta, consórcios públicos, ou ainda,
entidades privadas sem fins lucrativos, visando à execução de
programa de governo, envolvendo a realização de projeto,
atividade, serviço, aquisição de bens ou evento de interesse
recíproco, em regime de mútua cooperação;

VII - consórcio público: pessoa jurídica formada exclusivamente


por entes da Federação, na forma da Lei nº 11.107, de 6 de abril
de 2005;

VIII - contrato administrativo de execução ou fornecimento -


CTEF: instrumento jurídico que disciplina a execução de obra,
fornecimento de bem ou serviço, regulado pela Lei nº 8.666, de
21 de junho de 1993, e demais normas pertinentes à matéria,
tendo como contratante o ente que figura como convenente;

IX - órgãos de controle: instituições vinculadas aos Poderes


Executivo e Legislativo da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios, que possuem designação
constitucional para orientar, auditar, fiscalizar e acompanhar a

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execução dos programas, projetos e atividades de governo nos


aspectos de legalidade, economicidade e eficiência;

X - obras e serviços de interesse local: objeto cuja execução é


atribuída ao convenente mediante disponibilização orçamentária
e financeira do concedente para estruturação de serviços
públicos de interesse local, a exemplo dos de transporte coletivo,
saneamento básico, bem como obras de habitação de interesse
social e de infraestrutura;

XI - mandatária da União: instituições e agências financeiras


controladas pela União que celebram e operacionalizam, em
nome da União, os instrumentos jurídicos de transferência de
recursos aos convenentes;

XII - fornecedor: pessoa física ou jurídica de direito público ou


privado, responsável pela realização de obra ou fornecimento de
bem ou serviço, nos termos da Lei nº 8.666, de 1993, e demais
normas pertinentes à matéria, a partir de contrato
administrativo firmado com órgão ou entidade da administração
pública direta ou indireta, de qualquer esfera de governo,
consórcio público ou entidade privada sem fins
lucrativos; (Redação dada pela Portaria Interministerial nº 495,
de 2013)
XIII - beneficiários finais: população diretamente favorecida
pelos investimentos;

XIV - dirigente: aquele que possua vínculo com entidade privada


sem fins lucrativos e detenha qualquer nível de poder decisório,
assim entendidos os conselheiros, presidentes, diretores,
superintendentes, gerentes, dentre outros;

XV - empresa estatal dependente: empresa controlada que


receba do ente controlador recursos financeiros para pagamento
de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital,
excluídos, no último caso, aqueles provenientes de aumento de
participação acionária;

XVI - etapa ou fase: divisão existente na execução de uma meta;

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XVII - interveniente: órgão ou entidade da administração pública


direta ou indireta de qualquer esfera de governo, ou entidade
privada que participa do convênio para manifestar
consentimento ou assumir obrigações em nome próprio;

XVIII - meta: parcela quantificável do objeto descrita no plano de


trabalho;

XIX - objeto: produto do convênio, contrato de repasse ou termo


de cooperação, observados o programa de trabalho e as suas
finalidades;

XX - padronização: estabelecimento de critérios e indicadores a


serem seguidos nos convênios com o mesmo objeto, definidos
pelo concedente, especialmente quanto às características do
objeto e ao seu custo;

XXI - projeto básico: conjunto de elementos necessários e


suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a
obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços, elaborado
com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que
assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do
impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a
avaliação do custo da obra ou serviço de engenharia e a
definição dos métodos e do prazo de execução;

XXII - proponente: órgão ou entidade pública ou privada sem


fins lucrativos credenciada que manifeste, por meio de proposta
de trabalho, interesse em firmar instrumento regulado por esta
Portaria;

XXIII - termo aditivo: instrumento que tenha por objetivo a


modificação do convênio já celebrado, vedada a alteração do
objeto aprovado;

XXIV - termo de cooperação: instrumento por meio do qual é


ajustada a transferência de crédito de órgão ou entidade da
Administração Pública Federal para outro órgão federal da
mesma natureza ou autarquia, fundação pública ou empresa
estatal dependente;
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XXV - termo de parceria: instrumento jurídico previsto na Lei nº


9.790, de 23 de março de 1999, para transferência de recursos
para organizações sociais de interesse público;
XXVI - termo de referência: documento apresentado quando o
objeto do convênio, contrato de repasse envolver aquisição de
bens ou prestação de serviços, que deverá conter elementos
capazes de propiciar a avaliação do custo pela Administração,
diante de orçamento detalhado, considerando os preços
praticados no mercado da região onde será executado o objeto, a
definição dos métodos e o prazo de execução do objeto; (Redação
dada pela Portaria Interministerial nº 495, de 2013)
XXVII - unidade executora: órgão ou entidade da administração
pública, das esferas estadual, distrital ou municipal, sobre o
qual pode recair a responsabilidade pela execução dos objetos
definidos nos instrumentos de que trata esta Portaria, a critério
do convenente, desde que aprovado previamente pelo
concedente, devendo ser considerado como partícipe no
instrumento. (Incluído pela Portaria Interministerial nº 495, de
2013)
§ 3º A descentralização da execução por meio de convênios
somente poderá ser efetivada para entidades públicas ou
privadas para execução de objetos relacionados com suas
atividades e que disponham de condições técnicas para executá-
lo.

§ 4º Os órgãos ou entidades da administração pública de


qualquer esfera de governo que recebam as transferências de
que trata o caput deverão incluí-las em seus orçamentos.

§ 5º A União não está obrigada a celebrar convênios.

§ 6º Na hipótese de o convênio vir a ser firmado por entidade


dependente ou órgão de Estado, do Distrito Federal ou de
Município, o Chefe do Poder Executivo desse ente deverá
participar no instrumento a ser celebrado como interveniente,
caso não haja delegação de competência.

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§ 7° Os convênios referentes a projetos financiados com recursos


de origem externa deverão contemplar, no que couber, além do
disposto nesta Portaria, os direitos e obrigações constantes dos
respectivos Acordos de Empréstimos ou Contribuições
Financeiras não reembolsáveis celebrados pela União com
Organismos Internacionais, agências governamentais
estrangeiras, organizações multilaterais de crédito ou
organizações supranacionais.

O Código de processo Civil assim dispõe sobre o litisconsórcio


passivo necessário:

“Art. 47 – Há litisconsórcio necessário, quando, por disposição


da lei ou pela natureza da relação jurídica, o juiz tiver de
decidir a lide de modo uniforme para todas as partes; caso em
que a eficácia da sentença dependerá da citação do todos os
litisconsortes no processo:

Parágrafo único – O juiz ordenará ao autor que promova a


citação de todos os litisconsortes necessários, dentro do prazo
que assinar, sob pena de declarar extinto o processo.”

Considerando que os recursos são dos Ministérios, e são geridos


pela Caixa Econômica Federal, inclusive quanto a assinatura dos convênios,
bem como o REPASSE DOS VALORES CONVENIADOS o que por si só
justifica a inclusão do Superintendente da Caixa Econômica Federal no polo
passivo, posto que a Caixa está negando conceder a ordem de serviço
alegando requisitos que ainda não foram preenchidos unicamente por culpa
exclusiva dela. Ora em sendo a União Federal a representante legal dos
Ministérios e das Divisões de Convênios, necessário se faz chamar a União
Federal à lide para que preste informações a título de litisconsórcio passivo
necessário.

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A Caixa Econômica Federal é a autoridade vinculada a União


que tem competência para expedir a chamada “Ordem de Serviço ou
autorização de início de obra”, por ser a unidade gestora responsável pela
execução das despesas, sendo, portanto a responsável pela execução do ato
violador. Contudo a Caixa Econômica Federal alega somente que poderá dar
ordem de serviço se houver o desembolso de recurso referente à primeira
parcela de repasse da União.

Ora, assim sendo, a Caixa Econômica diz que não dá ordem de


início da obra por não haver recurso, já o Ministério do Turismo encaminhou
todo o processo autorizando a obra e, no entanto, segundo alega a Caixa,
não disponibilizou o recurso e o Impetrante é o único prejudicado com esse
imbróglio.

Diante do acima exposto, resta evidente que o Ministro do


Turismo e o Superintendente da Caixa Econômica Federal são as
autoridades coatoras e a União deve figurar no polo passivo como
litisconsórcio necessário.

III – DOS FATOS

O Município de Santo Expedito do Sul celebrou em 27 de


dezembro de 2017, Contrato de Repasse nº 853972/2017/MTUR/CAIXA,
objetivando a EXECUÇÃO DE AÇÕES RELATIVAS AO APOIO A
PROJETOS DE INFRAESTRUTURA TURÍSTICA – CONTRATO DE
REPASSE – PROPOSTAS VOLUNTÁRIAS.

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Já em 27 de setembro de 2018, assinou outro Contrato de


Repasse nº 870291/2018/MTUR/CAIXA, objetivando a EXECUÇÃO DE
AÇÕES RELATIVAS AO TURISMO.

O Projeto de turismo indicado pelos contratos acima indicados


visa a cobertura de parte da Av. José Pilonetto, centro da Cidade de Santo
Expedito. As justificativas do Projeto estão claras nas propostas
12285/2017 e 042141/2018 cujas cópias seguem em anexo.

Para restar claro, vamos tratar o primeiro contrato como


COBERTURA 1ª FASE e o contrato de repasse nº 870291 como
COBERTURA 2ª FASE. No entanto, houve somente um processo licitatório
envolvendo as duas contratações.

O Município Impetrante realizou vários gastos para implantar o


projeto de cobertura da Avenida mencionada esperando que o recurso
empenhado fosse efetivamente disponibilizado.

Alguns exemplos são toda a infraestrutura elétrica que foi


retirada do local com projeto técnico e mão de obra já realizados e que
causou um grande gasto ao Município.

Também o processo licitatório realizado, bem como todo o


acompanhamento e suporte desempenhado para que o projeto de cobertura
fosse concluído a ponto de iniciar a obra.

Várias viagens até a Capital Federal de agentes políticos do


Município buscando o recurso necessário para o projeto, enfim, o Município
que possui sua vida financeira quase que exclusivamente calcada no FPM,
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realizou um gasto enorme para conseguir assegurar recurso para realizar a


cobertura da avenida de acordo com o projeto constante do processo
licitatório.

A COBERTURA 1ª FASE, teve o processo licitatório com


aceite da Caixa em 10 de junho de 2019. Conforme se percebe pelos
documentos em anexo, o Município recebeu na data de 08 de maio de 2019
um e-mail da Caixa Econômica Federal solicitando os documentos para o
“aceite”. Em 31 de maio o Município cumpriu a entrega dos documentos
solicitados e o aceite foi datado de 10 de junho de 2019. Em referido e-mail a
Caixa informou no item 6 que:

“A SOLICITAÇÃO DE RECURSOS A SER


DESEMBOLSADO PELO MINISTÉRIO OCORRE
SOMENTE APÓS O ACEITE DO RESULTADO DO
PROCESSO LICITATÓRIO PELA CAIXA”.

Ora, o aceite já foi feito em 10 de junho do corrente e até o


momento não foi disponibilizado o recurso pelo Ministério.

IV – DO DIREITO

O Direito está amplamente favorável aos interesses do


impetrante. Senão vejamos:

De acordo com o Decreto 93.872, de 23 de dezembro de 1986 e


suas alterações, em especial a alteração conferida pelo Decreto 9.428/2018,
os restos a pagar não processados e não liquidados até 30 de junho, serão
cancelados. Ora, o cancelamento acarretará por consequência lógica a perda
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do recurso que somente ocorrerá por inércia inexplicável da Caixa


Econômica Federal e do Ministério do Turismo que até agora não cumpriram
com sua parte e não ordenaram o início da obra pelo menos para a
COBERTURA 1ª FASE.

Observe Excelência, que o Município impetrante sempre agiu


com honestidade e habilidade no fornecimento dos documentos e trâmites
exigidos pela Caixa Econômica Federal, sendo que passados quase dois anos
da assinatura do contrato ainda não foram cumpridas as formalidades para
a liberação do dinheiro única e exclusivamente por negligência da Caixa e do
Ministério do Turismo.

Não pode o Impetrante ser penalizado pela inércia e desídia das


autoridades coatoras. É muito difícil para um Município pequeno como o
Impetrante conseguir qualquer verba a nível federal e quando consegue não
pode perde-la unicamente por haver demora na prestação de um serviço por
parte da Caixa e do Ministério responsável pela liberação do recurso.

Ocorre, Excelência, que o Município tem até o dia 30 do corrente


para fazer a primeira medição da obra pois, caso contrário, de acordo com o
Decreto 9.428/2018, terá o recurso CANCELADOS como restos a pagar.

O artigo 68 do Decreto 9.428/2018 é claro. Então vejamos.

§ 2º Os restos a pagar inscritos na condição de não processados


e que não forem liquidados serão bloqueados pela Secretaria do
Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda em 30 de junho do
segundo ano subsequente ao de sua inscrição, e serão mantidos
os referidos saldos em conta contábil específica no Sistema

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Integrado de Administração Financeira do Governo Federal -


Siafi.
§ 3º Não serão objeto de bloqueio os restos a pagar não
processados relativos às despesas:
I - do Ministério da Saúde; ou
II - decorrentes de emendas individuais impositivas
discriminadas com identificador de resultado primário 6, cujos
empenhos tenham sido emitidos a partir do exercício financeiro
de 2016.
§ 4º As unidades gestoras responsáveis pelos saldos dos restos a
pagar bloqueados poderão efetuar os respectivos desbloqueios,
desde que se refiram às despesas executadas diretamente pelos
órgãos e entidades da União ou mediante transferência ou
descentralização aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios, cuja execução tenha sido iniciada até a data
prevista no § 2º.
§ 5º Considera-se iniciada a execução da despesa, para fins do
disposto no § 4º:
I - na hipótese de aquisição de bens, a despesa verificada pela
quantidade parcial entregue, atestada e aferida; ou
II - na hipótese de realização de serviços e obras, a despesa
verificada pela realização parcial com a medição correspondente
atestada e aferida.
§ 6º O desbloqueio de que trata o § 4º:
I - ocorrerá no mesmo exercício financeiro do bloqueio e a
Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda
providenciará, até o encerramento do exercício financeiro, o
cancelamento, no Siafi, de todos os saldos de restos a pagar que
permanecerem bloqueados; e
II - está, se for o caso, condicionado à comprovação, pelos órgãos
concedentes, de que os ajustes conveniais assegurados
orçamentariamente pelas despesas inscritas em restos a pagar
encontram-se vigentes e cumprem os requisitos definidos pelas
normas que tratam da transferência de recursos da União
mediante convênios, contratos de repasse ou instrumentos
congêneres.
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§ 7º Os restos a pagar não processados, desbloqueados nos


termos do § 4º, e que não forem liquidados, serão cancelados em
31 de dezembro do ano subsequente ao do bloqueio.
§ 8º Os Ministros de Estado, os titulares de órgãos da
Presidência da República, os dirigentes de órgãos setoriais dos
Sistemas Federais de Planejamento, de Orçamento e de
Administração Financeira e os ordenadores de despesas são
responsáveis, no que lhes couber, pelo cumprimento do disposto
neste artigo.
§ 9º A Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda,
no âmbito de suas competências, poderá expedir normas
complementares para o cumprimento do disposto neste artigo."
(NR)
"Art. 68-A. Os empenhos a serem inscritos e reinscritos em
restos a pagar a cada exercício financeiro poderão ter seus
limites estabelecidos pelo Ministério da Fazenda." (NR)
Portanto, a regra geral de bloqueio para Restos a Pagar não
processado é que, se a despesa não foi liquidada até um ano e meio depois
de sua inscrição, aquele empenho seria bloqueado. Posteriormente o
Ministério poderia desbloquear o empenho, alegando que a obra seria
executada e, se não fosse, não haveria regra alguma para cancelamento
dessa despesa, que poderia passar anos como Restos a Pagar não
processado. Adicionalmente, a legislação que estava em vigor abria exceções
para o bloqueio de Restos a Pagar não processado para as despesas do PAC,
saúde e educação.

Em suma, pelas regras que estavam em vigor até o início de


junho de 2018, era muito difícil o governo controlar o crescimento do saldo
de Restos a Pagar não processados e diversos projetos de investimento que
nem mesmo começaram depois de vários anos da sua aprovação no
orçamento. Tudo isso mudou com a publicação do Decreto 9.428, de 28 de
junho de 2018.

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De observar, que a principal mudança e que atinge frontalmente


os interesses do Impetrante, é que antes não existia uma regra de
cancelamento de Restos a Pagar não processados e que foi bloqueado e,
posteriormente, desbloqueado pelos ministérios setoriais. A partir do Decreto
mencionado, se houver desbloqueio de Restos a Pagar não processado, mas
não houver liquidação em um ano e meio após o seu bloqueio, eles serão
automaticamente CANCELADOS.

Diante desta calamitosa situação que se encontra o Impetrante


com o exíguo prazo para iniciar a obra com a primeira medição da mesma e
que se deu unicamente pela morosidade e desídia da Caixa Econômica
Federal e do Ministério do Turismo, torna-se imperiosa esta medida para
evitar um prejuízo irreparável.

V – DO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA

A Lei do Mandado de Segurança é claro ao referir-se às hipóteses


de seu cabimento.

Art. 1o Conceder-se-á mandado de segurança para proteger


direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou
habeas data, sempre que, ilegalmente ou com abuso de poder,
qualquer pessoa física ou jurídica sofrer violação ou houver justo
receio de sofrê-la por parte de autoridade, seja de que categoria
for e sejam quais forem as funções que exerça.

§ 1o Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os


representantes ou órgãos de partidos políticos e os
administradores de entidades autárquicas, bem como os
dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no

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exercício de atribuições do poder público, somente no que disser


respeito a essas atribuições.

§ 2o Não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão


comercial praticados pelos administradores de empresas
públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias
de serviço público.

§ 3o Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias


pessoas, qualquer delas poderá requerer o mandado de
segurança.

Portanto, perfeitamente cabível o presente mandamus em face


das autoridades coatoras elencadas no preâmbulo desta, que estão agindo
com desídia e morosidade capaz de causar dano irreparável ao Município
Impetrante caso não seja determinada a expedição imediata de ordem de
serviço e/ou medida judicial que impeça o cancelamento do Resto a Pagar
destinado ao pagamento da obra a ser realizada.

Não se pode esquecer que a Lei não tem fim em si mesma ou em


sua literalidade de forma desapegada a qualquer razoabilidade que norteie o
atingimento e a consecução de uma finalidade maior.

É nesse sentido a lição de MARÇAL JUSTEN FILHO, in verbis:

“Vale dizer que a snormas jurídicas não se confundem com a


letra da Lei.

(...)

A lei não é elaborada para bastar-se em si mesma, tal como se


os fins do Direito fossem menos relevantes do que as palavras
do legislador. Como ensinou Engish, ´não só a lei pode ser mais

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inteligente do que o seu autor, como também o intérprete pode


ser mais inteligente do que a lei`.

Nesse passo, a atividade administrativa exige prestígio aos


princípios da razoabilidade e proporcionalidade. (...) O princípio
da regra da razão expressa-se em ´procurar a solução que está
mais em harmonia com as regras de direito existentes e que,
por isso, parece a mais satisfatória, em atenção à preocupação
primária de segurança, temperada pela justiça, que é a base do
direito.

As atitudes dos Impetrados poderão, caso não seja garantida em


Juízo, um enorme prejuízo financeiro tanto pela perda do recurso pelo
cancelamento do resto a pagar, quanto pela perda dos valores já pagos pelo
Impetrante para garantir o deslocamento de energia elétrica, postes, bancos,
etc do local da obra futura.

Ademais, cumpre informar, que a empresa que ganhou o


processo licitatório já fez aquisição de material para realizar a obra e
dispendeu um grande vulto de dinheiro para tanto.

Assim, o prejuízo caso não seja evitado o cancelamento do


Restos a Pagar será não só ao Município Impetrante mas também a empresa
que deverá realizar a obra.

É por esta razão que há EMERGÊNCIA E URGÊNCIA no regular


andamento do processo de repasse, devendo ser determinado ao
MINISTÉRIO DE TURISMO DEPOSITAR O RECURSO E A CAIXA
ECONÔMICA FEDERAL EXPEDIR ORDEM DE CONSTRUÇÃO EM TEMPO
HÁBIL PARA QUE O MUNICÍPIO DE SANTO EXPEDITO DO SUL TENHA

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TEMPO DE REALIZAR O INÍCIO DA EXECUÇÃO DE DESPESAS PARA


TER SEU EMPENHO (RESTOS A PAGAR) DESBLOQUEADO ATÉ O DIA 30
DE JUNHO DE 2019 OU SEJA EXPEDIDA ORDEM JUDICIAL PARA QUE
O EMPENHO DESTINADO AO PAGAMENTO DESTA OBRA NÃO SEJA
CANCELADO.

VI – DA CONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR

DO FUMUS BONI IURIS E O PERICULUM IN MORA

Há, no caso em comento, necessidade clarividente de que seja


concedida a medida liminar inaudita altera pars, para evitar que o Município
Impetrante não sofra prejuízos maiores posto que os aludidos contratos de
repasses estão inclusos nos restos a pagar, regulados pelo Decreto nº
9.428/2018 e as autoridades Coatoras estão se esquivando de cumprirem
com sua parte na obrigação, qual seja, de liberar recurso para garantir a
obra e expedir ordem de serviço em prazo hábil.

Cabe determinar através deste Mandado de Segurança que o


Ministro do Turismo realize o depósito do valor empenhado e a Caixa
Econômica Federal expeça ordem de serviço autorizando o início da obra em
tempo suficiente para que ocorra a primeira medição dentro do prazo de até
dia 30 de junho de 2019.

Cumpre destacar Excelência, que o Município Impetrante além


de já ter realizado vários gastos para dar início na obra, cumpriu fielmente
tudo o que lhe cabia fazer para que o recurso fosse depositado. O aceite do
Processo Licitatório é suficiente para demonstrar que nada ficou sem ser

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feito por parte do impetrante. A inércia e morosidade se dão unicamente por


desídia dos Impetrados.

Sendo assim, diante de tais circunstâncias, o Impetrante não


pode ficar prejudicado, não sendo razoável esta posição do Ministério do
Turismo e da Caixa Econômica Federal já que o Impetrante está apto para
receber a ordem de serviço e somente terá o cancelamento do resto a pagar
por culpa exclusiva das autoridades coatoras.

Assim, o fumus boni iuris, ficou evidenciado pelos argumentos


expostos alhures, comprovando que o ato dos Impetrados estão eivados de
ilegalidades e abuso de poder, uma vez que a ordem de serviço já deveria ser
dada desde quando o Município teve seu processo licitatório aceito e
aprovado, encontrando-se apto para recebe-la. Essa demora tem prejudicado
o Município em dar andamento no contrato de repasse bem como fará perder
o recurso pelo fato de que se não ter a primeira medição até dia 30 de junho
do corrente o resto a pagar poderá ser cancelado.

O periculum in mora se faz presente pelo perigo da demora, pois


se a Caixa Econômica Federal não der a ordem de início da obra em tempo
hábil para que o Município proceda na primeira medição até dia 30 de junho
do corrente e inclusive a Caixa possa vistoriar a obra, terá seu resto a pagar
cancelado fazendo com que o Município perca todo o recurso.

Esse periculum in mora se justifica ainda pelo evidente fato de


que a demora na tramitação de todo esse contrato de repasse se deu
unicamente por culpa dos Impetrados e jamais por culpa do Impetrante que
sempre agiu com celeridade e competência, não deixando faltar nenhum
documento daqueles solicitados.
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VII – DOS PEDIDOS

Ex positis, requer se digne Vossa Excelência a:

a) Conceder a medida liminar pleiteada inaudita altera pars, para


determinar às autoridades coatoras que depositem com urgência o
valor sobrestado como resto a pagar referente ao contrato de repasse
em anexo e expeçam imediatamente ordem de serviço para inicio da
obra com tempo hábil para a realização da primeira vistoria até dia 30
de junho do corrente;

b) Conceder a medida liminar no sentido de determinar o NÃO


CANCELAMENTO do Resto a Pagar referente aos contratos indicados
neste Mandado de Segurança, evitando assim a perda total dos
recursos que deveriam ser direcionados ao Município Impetrante;

c) Conceder a isenção de custas e despesas processuais ao Município em


face da previsão legal insculpido no inciso I, doa rtigo 4º, da Lei nº
9.289/96;

d) Notificar os Impetrados para que prestem informações no prazo legal,


inclusive a União ao qual requer desde já seja aceita na condição de
litisconsórcio passivo;

e) Instar o Ministério Público para que interfira no feito como fiscal da


Lei;

f) No mérito, confirmar o deferimento da medida liminar no sentido de


determinar as autoridades coatoras que depositem o valor indicado
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nos contratos de repasse e expeçam imediatamente ordem de serviço


para início da obra e/ou, seja determinado o NÃO CANCELAMENTO
do resto a pagar referente aos contratos indicados nesta inicial,
evitando assim prejuízos irreparáveis ao Impetrante.

Requer ainda, seja imposta penalidade de multa diária por


descumprimento da medida no valor não inferior a R$ 10.000,00 (dez mil
reais) nos termos do artigo 287 do CPC.

Requer por fim poder provar o que alega por todos os meios de
prova em direito admitidos.

Dá a causa o valor de R$ 530.000,00 (quinhentos e trinta mil


reais).

Termos em que, pede deferimento.

ADELCIO MOLIN
OAB/RS 48.565
Procurador Municipal.

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