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Aposentadoria por tempo de contribuição

Pode ser integral ou proporcional. Para ter direito à aposentadoria integral, o trabalhador homem deve
comprovar pelo menos 35 anos de contribuição e a trabalhadora mulher, 30 anos. Para requerer a
aposentadoria proporcional, o trabalhador tem que combinar dois requisitos: tempo de contribuição e
idade mínima.

Os homens podem requerer aposentadoria proporcional aos 53 anos de idade e 30 anos de contribuição,
mais um adicional de 40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 30
anos de contribuição.

As mulheres têm direito à proporcional aos 48 anos de idade e 25 de contribuição, mais um adicional de
40% sobre o tempo que faltava em 16 de dezembro de 1998 para completar 25 anos de contribuição.

Para ter direito à aposentadoria integral ou proporcional, é necessário também o cumprimento do período
de carência, que corresponde ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o
segurado faça jus ao benefício. Os inscritos a partir de 25 de julho de 1991 devem ter, pelo menos, 180
contribuições mensais. Os filiados antes dessa data têm de seguir a tabela progressiva.

A perda da qualidade de segurado não será considerada para a concessão da aposentadoria por tempo
de contribuição.

Nota:
A aposentadoria por tempo de contribuição é irreversível e irrenunciável: depois que receber o primeiro
pagamento, sacar o PIS ou o Fundo de Garantia (o que ocorrer primeiro), o segurado não poderá desistir
do benefício. O trabalhador não precisa sair do emprego para requerer a aposentadoria

Auxilio Acidente

Benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com seqüelas que reduzem sua capacidade
de trabalho. É concedido para segurados que recebiam auxílio-doença. Têm direito ao auxílio-acidente o
trabalhador empregado, o trabalhador avulso e o segurador especial. O empregado doméstico, o
contribuinte individual e o facultativo não recebem o benefício

Para concessão do auxílio-acidente não é exigido tempo mínimo de contribuição, mas o trabalhador deve
ter qualidade de segurado e comprovar a impossibilidade de continuar desempenhando suas atividades,
por meio de exame da perícia médica da Previdência Social.

O auxílio-acidente, por ter caráter de indenização, pode ser acumulado com outros benefícios pagos pela
Previdência Social exceto aposentadoria. O benefício deixa de ser pago quando o trabalhador se
aposenta.

Pagamento

A partir do dia seguinte em que cessa o auxílio-doença.

Valor do benefício

Corresponde a 50% do salário de benefício que deu origem ao auxílio-doença corrigido até o mês
anterior ao do início do auxílio-acidente
Auxilio Doença

Benefício concedido ao segurado impedido de trabalhar por doença ou acidente por mais de 15 dias
consecutivos. No caso dos trabalhadores com carteira assinada, os primeiros 15 dias são pagos pelo
empregador, exceto o doméstico, e a Previdência Social paga a partir do 16º dia de afastamento do
trabalho. Para os demais segurados inclusive o doméstico, a Previdência paga o auxílio desde o início da
incapacidade e enquanto a mesma perdurar. Em ambos os casos, deverá ter ocorrido o requerimento do
benefício. Clique aqui para mais informações sobre pagamento.

Para concessão de auxílio-doença é necessária a comprovação da incapacidade em exame realizado


pela perícia médica da Previdência Social.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem de contribuir para a Previdência Social por, no mínimo, 12
meses (carência). Esse prazo não será exigido em caso de acidente de qualquer natureza (por acidente
de trabalho ou fora do trabalho) ou de doença profissional ou do trabalho.

Terá direito ao benefício sem a necessidade de cumprir o prazo mínimo de contribuição e desde que
tenha qualidade de segurado quando do início da incapacidade, o trabalhador acometido de tuberculose
ativa, hanseníase, alienação mental, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante,
cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, doença de
Paget em estágio avançado (osteíte deformante), síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS),
contaminação por radiação (comprovada em laudo médico) ou hepatopatia grave.

Não tem direito ao auxílio-doença quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver doença ou lesão que
geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resulta do agravamento da enfermidade.

O trabalhador que recebe auxílio-doença é obrigado a realizar exame médico periódico e, se constatado
que não poderá retornar para sua atividade habitual, deverá participar do programa de reabilitação
profissional para o exercício de outra atividade, prescrito e custeado pela Previdência Social, sob pena
de ter o benefício suspenso.

Quando o trabalhador perder a qualidade de segurado, as contribuições anteriores só serão


consideradas para concessão do auxílio-doença se, após nova filiação à Previdência Social, houver pelo
menos quatro contribuições que, somadas às anteriores, totalizem, no mínimo, a carência exigida (12
meses).

O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e retorna ao trabalho ou
quando o benefício se transforma em aposentadoria por invalidez.

A empresa poderá requerer o benefício de auxílio-doença para seu empregado ou contribuinte individual
que lhe preste serviço e, nesse caso, terá acesso às decisões referentes ao benefício.

Nota: A Previdência Social processará de ofício o benefício, quando tiver conhecimento, por meio de
documentos que comprovem essa situação, de que o segurado encontra-se incapacitado para o trabalho
e impossibilitado de se comunicar com o INSS. Nesse caso, será obrigatória a realização de exame
médico-pericial pelo INSS para comprovação da alegada incapacidade.

Auxílio-reclusão
O auxílio-reclusão é um benefício devido aos dependentes do segurado recolhido à prisão, durante o
período em que estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto. Não cabe concessão de auxílio-
reclusão aos dependentes do segurado que estiver em livramento condicional ou cumprindo pena em
regime aberto.

Para a concessão do benefício, é necessário o cumprimento dos seguintes requisitos:

- o segurado que tiver sido preso não poderá estar recebendo salário da empresa na qual trabalhava,
nem estar em gozo de auxílio-doença, aposentadoria ou abono de permanência em serviço;
- a reclusão deverá ter ocorrido no prazo de manutenção da qualidade de segurado;
- o último salário-de-contribuição do segurado (vigente na data do recolhimento à prisão ou na data do
afastamento do trabalho ou cessação das contribuições), tomado em seu valor mensal, deverá ser igual
ou inferior aos seguintes valores, independentemente da quantidade de contratos e de atividades
exercidas, considerando-se o mês a que se refere:

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO TOMADO EM SEU VALOR


PERÍODO
MENSAL
De 1º/6/2003 a
R$ 560,81 - Portaria nº 727, de 30/5/2003
31/4/2004
De 1º/5/2004 a
R$ 586,19 - Portaria nº 479, de 7/5/2004
30/4/2005
De 1º/5/2005 a
R$ 623,44 - Portaria nº 822, de 11/5/2005
31/3/2006
De 1º/4/2006 a
R$ 654,61 - Portaria nº 119, de 18/4/2006
31/3/2007
De 1º/4/2007 a
R$ 676,27 - Portaria nº 142, de 11/4/2007
29/2/2008
De 1º/3/2008 a
R$ 710,08 – Portaria nº 77, de 11/3/2008
31/1/2009
De 1º/2/2009 a
R$ 752,12 – Portaria nº 48, de 12/2/2009
31/12/2009
A partir de 1º/1/2010 R$ 798,30 – Portaria nº 350, de 30/12/2009*
A partir de 1º/1/2010 R$ 810,18 – Portaria nº 333, de 29/6/2010
* revogada pela Portaria nº 333, de 29/6/2010, com efeitos retroativos a 01/01/2010.

Equipara-se à condição de recolhido à prisão a situação do segurado com idade entre 16 e 18 anos que
tenha sido internado em estabelecimento educacional ou congênere, sob custódia do Juizado de Infância
e da Juventude.

Após a concessão do benefício, os dependentes devem apresentar à Previdência Social, de três em três
meses, atestado de que o trabalhador continua preso, emitido por autoridade competente, sob pena de
suspensão do benefício. Esse documento será o atestado de recolhimento do segurado à prisão .

O auxílio reclusão deixará de ser pago, dentre outros motivos:


- com a morte do segurado e, nesse caso, o auxílio-reclusão será convertido em pensão por morte;
- em caso de fuga, liberdade condicional, transferência para prisão albergue ou cumprimento da pena em
regime aberto;
- se o segurado passar a receber aposentadoria ou auxílio-doença (os dependentes e o segurado
poderão optar pelo benefício mais vantajoso, mediante declaração escrita de ambas as partes);
- ao dependente que perder a qualidade (ex.: filho ou irmão que se emancipar ou completar 21 anos de
idade, salvo se inválido; cessação da invalidez, no caso de dependente inválido, etc);
- com o fim da invalidez ou morte do dependente.
Caso o segurado recluso exerça atividade remunerada como contribuinte individual ou facultativo, tal fato
não impedirá o recebimento de auxílio-reclusão por seus dependentes.

Pensão por morte

Benefício pago à família do trabalhador quando ele morre. Para concessão de pensão por morte, não há
tempo mínimo de contribuição, mas é necessário que o óbito tenha ocorrido enquanto o trabalhador tinha
qualidade de segurado.

Se o óbito ocorrer após a perda da qualidade de segurado, os dependentes terão direito a pensão desde
que o trabalhador tenha cumprido, até o dia da morte, os requisitos para obtenção de aposentadoria pela
Previdência Social ou que fique reconhecido o direito à aposentadoria por invalidez, dentro do período de
manutenção da qualidade do segurado, caso em que a incapacidade deverá ser verificada por meio de
parecer da perícia médica do INSS com base em atestados ou relatórios médicos, exames
complementares, prontuários ou documentos equivalentes.

NotaO irmão ou o filho maior inválido fará jus à pensão, desde que a invalidez concluída mediante
exame médico pericial seja anterior ou simultânea ao óbito do segurado, e o requerente não tenha se
emancipado até a data da invalidez. Clique aqui para mais informações.Havendo mais de um
pensionista, a pensão por morte será rateada entre todos, em partes iguais. A parte daquele cujo direito
à pensão cessar será revertida em favor dos demais dependentes.

A cota individual do benefício deixa de ser paga: pela morte do pensionista; para o filho ou irmão que se
emancipar, ainda que inválido, ou ao completar 21 anos de idade, salvo se inválido; quando acabar a
invalidez (no caso de pensionista inválido). Não será considerada a emancipação decorrente de colação
de grau científico em curso de ensino superior.

A pensão poderá ser concedida por morte presumida mediante ausência do segurado declarada por
autoridade judiciária e também nos casos de desaparecimento do segurado em catástrofe, acidente ou
desastre (neste caso, serão aceitos como prova do desaparecimento: boletim de ocorrência policial,
documento confirmando a presença do segurado no local do desastre, noticiário dos meios de
comunicação e outros).

Nesses casos, quem recebe a pensão por morte terá de apresentar, de seis em seis meses, documento
da autoridade competente sobre o andamento do processo de declaração de morte presumida, até que
seja apresentada a certidão de óbito.

O benefício pode ser solicitado pelo telefone 135, pelo portal da Previdência Social na Internet ou nas
Agências da Previdência Social, mediante o cumprimento das exigências legais. O pedido de pensão por
morte, se o segurado recebia outro benefício da Previdência Social, poderá ser feito aqui.

Salário Família

• O que é

Benefício pago aos segurados empregados, exceto os domésticos, e aos trabalhadores avulsos com
salário mensal de até R$ 810,18, para auxiliar no sustento dos filhos de até 14 anos de idade ou
inválidos de qualquer idade. (Observação: São equiparados aos filhos os enteados e os tutelados, estes
desde que não possuam bens suficientes para o próprio sustento, devendo a dependência econômica de
ambos ser comprovada).

Para a concessão do salário-família, a Previdência Social não exige tempo mínimo de contribuição.
• Valor do benefício

De acordo com a Portaria Interministerial MPS/MF nº 333, de 29 de Junho de 2010, o valor do salário-
família será de R$ 27,64, por filho de até 14 anos incompletos ou inválido, para quem ganhar até R$
539,03. Para o trabalhador que receber de R$ 539,04 até R$ 810,18, o valor do salário-família por filho
de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade será de R$ 19,48.

• Quem tem direito ao benefício


o o empregado e o trabalhador avulso que estejam em atividade;
o o empregado e o trabalhador avulso aposentados por invalidez, por idade ou em gozo de
auxílio doença;
o o trabalhador rural (empregado rural ou trabalhador avulso) que tenha se aposentado
por idade aos 60 anos, se homem, ou 55 anos, se mulher;
o os demais aposentados, desde que empregados ou trabalhadores avulsos, quando
completarem 65 anos (homem) ou 60 anos (mulher).

Os desempregados não têm direito ao benefício.

Quando o pai e a mãe são segurados empregados ou trabalhadores avulsos, ambos têm direito ao
salário-família.

Atenção:

O benefício será encerrado quando o(a) filho(a) completar 14 anos, em caso de falecimento do filho, por
ocasião de desemprego do segurado e, no caso do filho inválido, quando da cessação da incapacidade.

Salário Maternidade

O salário-maternidade é devido às seguradas empregadas, trabalhadoras avulsas, empregadas


domésticas, contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, por ocasião do parto, inclusive
o natimorto, aborto não criminoso, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

Considera-se parto o nascimento ocorrido a partir da 23ª semana de gestação, inclusive em caso de
natimorto.

Segurada desempregada

Para a criança nascida ou adotada a partir de 14.06.2007, o benefício também será devido à segurada
desempregada (empregada, trabalhadora avulsa e doméstica), para a que cessou as contribuições
(contribuinte individual ou facultativa) e para a segurada especial, desde que o nascimento ou adoção
tenham ocorrido dentro do período de manutenção da qualidade de segurada.

A segurada desempregada terá direito ao salário-maternidade nos casos de demissão antes da gravidez
ou, caso a gravidez tenha ocorrido enquanto ainda estava empregada, desde que a dispensa tenha sido
por justa causa ou a pedido.

Duração do benefício

O benefício será pago durante 120 dias e poderá ter início até 28 dias antes do parto. Se concedido
antes do nascimento da criança, a comprovação será por atestado médico, se posterior ao parto, a prova
será a Certidão de Nascimento.

A duração do benefício será diferenciada nos casos especificados abaixo.


Nos abortos espontâneos ou previstos em lei (estupro ou risco de vida para a mãe), será pago o salário-
maternidade por duas semanas.

À segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança, é
devido salário-maternidade durante os seguintes períodos:

• 120 dias, se a criança tiver até 1 ano completo de idade;


• 60 dias, se a criança tiver de 1 até 4 anos completos de idade;
• 30 dias, se a criança tiver de 4 até completar 8 anos de idade.

No caso de adoção de mais de uma criança, simultaneamente, a segurada terá direito somente ao
pagamento de um salário-maternidade, observando-se o direito segundo a idade da criança mais nova.

Carência

Para concessão do salário-maternidade, não é exigido tempo mínimo de contribuição das trabalhadoras
empregadas, empregadas domésticas e trabalhadoras avulsas, desde que comprovem filiação nesta
condição na data do afastamento para fins de salário maternidade ou na data do parto.

A contribuinte individual, a segurada facultativa e a segurada especial (que optou por contribuir) têm que
ter pelo menos dez contribuições para receber o benefício. A segurada especial que não paga
contribuições receberá o salário-maternidade se comprovar no mínimo dez meses de trabalho rural
imediatamente anteriores à data do parto, mesmo que de forma descontínua. Se o nascimento for
prematuro, a carência será reduzida no mesmo total de meses em que o parto foi antecipado.

A trabalhadora que exerce atividades ou tem empregos simultâneos tem direito a um salário-maternidade
para cada emprego/atividade, desde que contribua para a Previdência nas duas funções.

Desde setembro de 2003, o pagamento do salário-maternidade das gestantes empregadas é feito


diretamente pelas empresas, que são ressarcidas pela Previdência Social. A empresa deverá conservar,
durante 10 (dez) anos, os comprovantes dos pagamentos e os atestados ou certidões correspondentes.

As mães adotivas, contribuintes individuais, facultativas e empregadas domésticas terão de pedir o


benefício nas Agências da Previdência Social.

Em casos excepcionais, os períodos de repouso anteriores e posteriores ao parto poderão ser


aumentados por mais duas semanas, mediante atestado médico específico.

• Requerimento do salário-maternidade pela Internet


• Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS ao idoso e à pessoa com
deficiência
• O Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social – BPC-LOAS, é um benefício da
assistência social, integrante do Sistema Único da Assistência Social – SUAS, pago pelo
Governo Federal, cuja a operacionaliização do reconhecimento do direito é do Instituto Nacional
do Seguro Social – INSS e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com
deficiência às condições mínimas de uma vida digna.
• QUEM TEM DIREITO AO BPC-LOAS:
• - Pessoa Idosa - IDOSO: deverá comprovar que possui 65 anos de idade ou mais, que não
recebe nenhum benefício previdenciário, ou de outro regime de previdência e que a renda
mensal familiar per capita seja inferior a ¼ do salário mínimo vigente.
• - Pessoa com Deficiência - PcD: deverá comprovar que a renda mensal do grupo familiar per
capita seja inferior a ¼ do salário mínimo, deverá também ser avaliado se a sua deficiência o
incapacita para a vida independente e para o trabalho, e esta avaliação é realizada pelo Serviço
Social e pela Pericia Médica do INSS.
• Para cálculo da renda familiar é considerado o número de pessoas que vivem na mesma casa:
assim entendido: o requerente, cônjuge, companheiro(a), o filho não emancipado de qualquer
condição, menor de 21 anos ou inválido, pais, e irmãos não emancipados, menores de 21 anos e
inválidos. O enteado e menor tutelado equiparam-se a filho mediante a comprovação de
dependência econômica e desde que não possua bens suficientes para o próprio sustento e
educação.
• O benefício assistencial pode ser pago a mais de um membro da família desde que
comprovadas todas a condições exigidas. Nesse caso, o valor do benefício concedido
anteriormente será incluído no cálculo da renda familiar.
• O benefício deixará de ser pago quando houver superação das condições que deram origem a
concessão do benefício ou pelo falecimento do beneficiário. O benefício assistencial é
intransferível e, portanto, não gera pensão aos dependentes.

Aposentadoria Especial

Benefício concedido ao segurado que tenha trabalhado em condições prejudiciais à saúde ou à


integridade física. Para ter direito à aposentadoria especial, o trabalhador deverá comprovar, além do
tempo de trabalho, efetiva exposição aos agentes nocivos químicos, físicos, biológicos ou associação de
agentes prejudiciais pelo período exigido para a concessão do benefício (15, 20 ou 25 anos).

A aposentadoria especial será devida ao segurado empregado, trabalhador avulso e contribuinte


individual, este somente quando cooperado filiado a cooperativa de trabalho ou de produção. Além disso,
a exposição aos agentes nocivos deverá ter ocorrido de modo habitual e permanente, não ocasional nem
intermitente.

Para ter direito à aposentadoria especial, é necessário também o cumprimento da carência, que
corresponde ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o segurado faça jus
ao benefício. Os inscritos a partir de 25 de julho de 1991 devem ter, pelo menos, 180 contribuições
mensais. Os filiados antes dessa data têm de seguir a tabela progressiva. A perda da qualidade de
segurado não será considerada para concessão de aposentadoria especial, segundo a Lei nº 10.666/03.

A comprovação de exposição aos agentes nocivos será feita por formulário denominado Perfil
Profissiográfico Previdenciário (PPP), preenchido pela empresa ou seu preposto, com base em Laudo
Técnico de Condições Ambientais de Trabalho (LTCAT) expedido por médico do trabalho ou engenheiro
de segurança do trabalho.

O que é o Perfil Profissiográfico Previdenciário - PPP?

O PPP é o documento histórico-laboral do trabalhador que reúne dados administrativos, registros


ambientais e resultados de monitoração biológica, entre outras informações, durante todo o período em
que este exerceu suas atividades. Deverá ser emitido e mantido atualizado pela empresa empregadora,
no caso de empregado; pela cooperativa de trabalho ou de produção, no caso de cooperado filiado; pelo
Órgão Gestor de Mão-de-Obra (OGMO), no caso de trabalhador avulso portuário e pelo sindicato da
categoria, no caso de trabalhador avulso não portuário. O sindicato da categoria ou OGMO estão
autorizados a emitir o PPP somente para trabalhadores avulsos a eles vinculados.

Os antigos formulários para requerimento de aposentadoria especial (SB-40, DISES-BE 5235, DSS-8030
e DIRBEN 8030) somente serão aceitos pelo INSS para períodos laborados até 31/12/2003 e desde que
emitidos até esta data, segundo os respectivos períodos de vigência. Para os períodos trabalhados a
partir de 1º/1/2004 ou formulários emitidos após esta data, será aceito apenas o PPP. O PPP poderá
conter informações de todo o período trabalhado, ainda que exercido anteriormente a 1º/1/2004.

A empresa é obrigada a fornecer cópia autêntica do PPP ao trabalhador em caso de rescisão do contrato
de trabalho ou de desfiliação da cooperativa, sindicato ou Órgão Gestor de Mão-de-Obra.

O segurado que tiver exercido sucessivamente duas ou mais atividades em condições prejudiciais à
saúde ou integridade física, sem completar em qualquer delas o prazo mínimo para aposentadoria
especial, poderá somar os referidos períodos seguindo a seguinte tabela de conversão, considerada a
atividade preponderante:

Multiplicadores
Tempo a converter
Para 15 Para 20 Para 25
de 15 anos - 1,33 1,67
de 20 anos 0,75 - 1,25
de 25 anos 0,60 0,80 -

A conversão de tempo de atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum dar-se-á de
acordo com a seguinte tabela:

Multiplicadores
Tempo a Converter
Mulher (para 30) Homem (para 35)
de 15 anos 2,00 2,33
de 20 anos 1,50 1,75
de 25 anos 1,20 1,40

Observação

A caracterização e a comprovação do tempo de atividade sob condições especiais obedecerá ao


disposto na legislação em vigor na época da prestação do serviço. As regras de conversão de tempo de
atividade sob condições especiais em tempo de atividade comum aplicam-se ao trabalho prestado em
qualquer período.

Será devido o enquadramento por categoria profissional de atividade exercida sob condições especiais
que prejudiquem a saúde ou a integridade física, para períodos trabalhados até 28/04/1995, desde que o
exercício tenha ocorrido de modo habitual e permanente, não ocasional nem intermitente, observados
critérios específicos definidos nas normas previdenciárias a serem analisados pelo INSS.

Perda do direito ao benefício:

A aposentadoria especial requerida e concedida a partir de 29/4/95 será cancelada pelo INSS, caso o
beneficiário permaneça ou retorne à atividade que ensejou a concessão desse benefício, na mesma ou
em outra empresa.

Nota: A aposentadoria especial é irreversível e irrenunciável: depois que receber o primeiro pagamento,
sacar o PIS ou o Fundo de Garantia (o que ocorrer primeiro), o segurado não poderá desistir do
benefício.

Aposentadoria por idade


Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino a partir dos 65 anos e do sexo
feminino a partir dos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais podem pedir aposentadoria por idade
com cinco anos a menos: a partir dos 60 anos, homens, e a partir dos 55 anos, mulheres.

Para solicitar o benefício, os trabalhadores urbanos inscritos na Previdência Social a partir de 25 de julho
de 1991 precisam comprovar 180 contribuições mensais. Os rurais têm de provar, com documentos, 180
meses de atividade rural.

Os segurados urbanos filiados até 24 de julho de 1991, devem comprovar o número de contribuições
exigidas de acordo com o ano em que implementaram as condições para requerer o benefício, conforme
tabela abaixo. Para os trabalhadores rurais, filiados até 24 de julho de 1991, será exigida a comprovação
de atividade rural no mesmo número de meses constantes na tabela. Além disso, o segurado deverá
estar exercendo a atividade rural na data de entrada do requerimento ou na data em que implementou
todas as condições exigidas para o benefício, ou seja, idade mínima e carência.

Observação: O trabalhador rural (empregado e contribuinte individual), enquadrado como segurado


obrigatório do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pode requerer aposentadoria por idade, no
valor de um salário-mínimo, até 31 de dezembro de 2010, desde que comprove o efetivo exercício da
atividade rural, ainda que de forma descontínua, em número de meses igual à carência exigida. Para o
segurado especial não há limite de data.

Segundo a Lei nº 10.666, de 8 de maio de 2003, a perda da qualidade de segurado não será
considerada para a concessão de aposentadoria por idade, desde que o trabalhador tenha cumprido o
tempo mínimo de contribuição exigido. Nesse caso, o valor do benefício será de um salário mínimo, se
não houver contribuições depois de julho de 1994.

Nota:
A aposentadoria por idade é irreversível e irrenunciável: depois que receber o primeiro pagamento, ou
sacar o PIS e/ou o Fundo de Garantia (o que ocorrer primeiro), o segurado não poderá desistir do
benefício. O trabalhador não precisa sair do emprego para requerer a aposentadoria.

Aposentadoria por invalidez

Benefício concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem considerados pela perícia
médica da Previdência Social incapacitados para exercer suas atividades ou outro tipo de serviço que
lhes garanta o sustento.

Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência Social, já tiver doença ou
lesão que geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resultar no agravamento da
enfermidade.

Quem recebe aposentadoria por invalidez tem que passar por perícia médica de dois em dois anos, se
não, o benefício é suspenso. A aposentadoria deixa de ser paga quando o segurado recupera a
capacidade e volta ao trabalho.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência Social por no mínimo 12
meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de carência não é exigido, mas é preciso estar
inscrito na Previdência Social.

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