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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA – BARRO PRETO

Aline Vasconcelos da Cunha


Ana Clara Piedade Andrade Resende
Danielle Cardoso Ferreira Nery
Izabela Batista Martins
Karina Fernandes Silva
Lorrany Kelly Cardoso Mendes
Maria Victória Mendonça

HOSPITAL GERAL

Belo Horizonte
2019
Aline Vasconcelos da Cunha
Ana Clara Piedade Andrade Resende
Danielle Cardoso Ferreira Nery
Izabela Batista Martins
Karina Fernandes Silva
Lorrany Kelly Cardoso Mendes
Maria Victória Mendonça

HOSPITAL GERAL

Trabalho apresentado ao programa de


graduação em Psicologia do Centro
Universitário UNA de Belo Horizonte -
Unidade Barro Preto como requisito
parcial de aprovação na disciplina
Psicologia da Saúde.

Professora: Danielle Rezende

Belo Horizonte

2019
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Sumário

Introdução ................................................................................................ 4

Articulação em Rede de Saúde ............................................................... 5

Atuação do Psicólogo .............................................................................. 7

Considerações finais................................................................................ 9

Referências............................................................................................ 10

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Introdução

Na década de 50 o hospital passou a ser um dos possíveis campos de


atuação do Psicólogo, como uma modalidade de assistência a saúde, atuando
como parte da equipe multidisciplinar. A psicologia no campo da saúde procura
compreender as variáveis psicológicas que interferem na manutenção da
saúde, os comportamentos associados à doença, bem como seu
desenvolvimento, além de realizar intervenções a fim de previnir ou auxiliar no
enfrentamento das enfermidades. De acordo com Lazzaretti (2007, p. 21) a
psicologia hospitalar é entendida como um desdobramento da psicologia clínica
na instituição hospitalar, objetivando acolher e trabalhar com pacientes de
todas as faixas etárias, bem como com suas famílias em sofrimento psíquico
decorrente de suas patologias, internações e tratamentos. É necessário
lembrar que a psicologia hospitalar é um ramo da psicologia da saúde ainda
inexistente em outros países, porém, muito difundida no Brasil.
O atendimento psicológico no hospital é indispensável em muitos
casos, o tratamento do psicólogo no ambiente hospitalar visa compreender o
que está envolvido na queixa do paciente, objetivando ter uma visão ampla do
que está se passando com o sujeito adoentado. A presença do psicólogo no
processo do adoecimento e cura torna-se importante visto que nesse processo
ocorrem alterações no sistema familiar e nesse sentido o psicólogo age
propiciando uma comunicação efetiva, além de fazer com que a família se sinta
acolhida e segura durante o processo de enfrentamento da situação.

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Articulação em Rede de Saúde

A rede Atenção à Saúde (RAS) segundo a Portaria 4279/10 tem como


objetivo promover ações e serviços de saúde com vistas à atenção continuada,
integral, de qualidade, além de responsável e humanizada. Visa ainda
incrementar o desempenho do sistema, em termos de acesso, equidade,
eficácia clínica e sanitária, e eficiência econômica (BRASIL, 2010)

A rede de Atenção Psicossocial (RAPS), criada pela Portaria GM/MS no


3.088/2011, tem o objetivo de acolher e acompanhar as pessoas com
sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de
álcool e outras drogas no âmbito do SUS.

Para tanto, a RAS é composta por pontos de atenção, como os


domicílios, unidades básicas de saúde, unidades ambulatoriais especializadas,
centro de apoio psicossocial, residências terapêuticas, sendo estes essenciais
para alcançar seu objetivo.

Nesse contexto, destaca-se o papel do hospital que atua dentro da rede


como um de seus componentes. O hospital tem missão assistencial de dar
sequência ao tratamento iniciado na atenção básica, e através do atendimento
ambulatorial, ofertar serviços como exames e regime de internação, além de
prestar assistência contínua aos pacientes com condições agudas ou crônicas
(BRASIL, 2013).

Os hospitais constituem pontos de atenção junto ao SUS e são definidos


a partir da área geográfica e epidemiológica da população de determinada
região de referência, permitindo acesso regulado e atendendo conforme
demanda.

O destaque que o hospital tem nas RAS é a linha de cuidado, onde a


junção de saberes, tecnologias e recursos promulgam para a integralidade
assistencial que é ofertada e abrangem a promoção, prevenção, tratamento e a
reabilitação do paciente e família que necessitam do serviço.

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Para concretizar os conceitos entorno da integralidade dos serviços de
saúde, é de suma importância que as ações de promoção, prevenção,
assistência e reabilitação sejam ofertadas de forma articulada, podemos
destacar o sistema de referência e contra referência, também essencial para
dar continuidade no que propõe a rede de atenção à saúde.

Quando existe essa comunicação entre a referência (Hospital) e contra


referência (Atenção Básica), contribui para diminuir os casos de superlotação
em hospitais, possibilitando ao paciente continuar seu tratamento em sua
residência, muitas vezes prevenindo-o de outras complicações futuras, e tendo
mais sucesso na cura.

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Atuação do Psicólogo

O psicólogo hospitalar atua de forma diferente do psicólogo clínico. Isso


quer dizer que ele não levará para a área hospitalar as mesmas técnicas nas
quais se baseia em ambiente clínico. Isso porque o sujeito paciente no leito de
hospital tem necessidades diferentes daqueles que procuram a ajuda psicóloga
em um estado mais habitual: as feridas encontradas na área hospitalar são
diferentes e englobam o adoecimento orgânico. No entanto, isso não quer dizer
que o psicólogo irá se preocupar apenas com o físico, pois as consequências
desse adoecimento também são emocionais e vão muito mais além. O discurso
desse paciente pode ser voltado à sua vivência da doença, o que é estar
doente para ele, o que essa doença lhe traz além do padecer orgânico, o que é
a vida e a morte, que talvez estejam sendo encarados como algo que vai além
do simbólico, já que na clínica, muitas vezes, trabalha-se com um contexto de
vida e morte mais simbólico, enquanto no hospital essa é uma realidade mais
crua e concreta.
Além disso, o psicólogo hospitalar deve evitar aproximar-se de uma
atuação considerada mais “fria”, apática ou desinteressada, como muitas vezes
podemos observar em médicos, que se afastam da subjetividade do paciente e
de um tratamento mais humanizado. Muito pelo contrário, o psicólogo necessita
dessa aproximação do paciente, adequando o seu fazer psicológico ao
ambiente hospitalar, não considerando o paciente apenas como aquele que
padece e que precisa ser guiado durante seu tratamento, mas sim como ser
autônomo, que tem uma vida fora daquele lugar e que foi completamente
alterada devido ao seu estado. É possível que ele se preocupe com outras
coisas além da doença, como de que maneira ela afeta sua família, seus
amigos e as demais áreas de sua vida.
“Rodriguez-Marín (2003) sintetiza as seis tarefas básicas do psicólogo
que trabalha em hospital: 1) função de coordenação: relativa às atividades com
os funcionários do hospital; 2) função de ajuda à adaptação: em que o
psicólogo intervém na qualidade do processo de adaptação e recuperação do
paciente internado; 3) função de interconsulta: atua como consultor, ajudando
outros profissionais a lidarem com o paciente; 4) função de enlace: intervenção,
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através do delineamento e execução de programas junto com outros
profissionais, para modificar ou instalar comportamentos adequados dos
pacientes; 5) função assistencial direta: atua diretamente com o paciente, e 6)
função de gestão de recursos humanos: para aprimorar os serviços dos
profissionais da organização.”. De acordo com essas tarefas básicas
sintetizadas, nota-se que, o psicólogo não exerce seu trabalho apenas com os
pacientes, mas com toda equipe dentro do contexto multidisciplinar inserido,
tendo as funções resumidas em: avaliação psicológica de pacientes e
familiares; suporte de pacientes, familiares e também da equipe de saúde;
acolhimento; acompanhamento terapêutico de pacientes e familiares; evolução
de Prontuário (manual ou em sistema); protocolos realizados pela equipe de
saúde, entre outros. Outra questão de suma importância e muito comum que
os psicólogos auxiliam dentro dos hospitais é a facilitação da comunicação
entre médicos e pacientes, visto que, a grande maioria dos profissionais da
medicina utiliza termos técnicos que podem ser incompreensíveis para muitas
pessoas dentro da consulta.
É importante ressaltar, também, o que, comumente, é confundido como
papel do psicólogo dentro do contexto hospitalar, mas que na verdade, não é.
O psicólogo hospitalar não concede nenhuma notícia referente ao diagnóstico
do paciente, não informa notícia de óbito aos familiares, e sim dá
um suporte e acolhimento, não pode interferir na conduta médica ou de
qualquer equipe e não aplicam teste psicológico, com raras exceções.

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Considerações finais

A psicologia hospitalar é também vista como um desdobramento da


psicologia clínica, no entanto com métodos e técnicas diferentes. Onde na
clínica o psicólogo deve se manter mais afastado do paciente e já na hospitalar
o psicólogo necessita de aproximação do paciente, adequando o seu fazer
psicológico ao ambiente hospitalar, enxergando o paciente como ser
autônomo, que tem uma vida fora daquele lugar e que foi completamente
alterada devido ao seu estado, onde para o paciente significa mudanças de
todas as partes, como para os familiares e para ele. A presença do psicólogo
também facilita a comunicação efetiva de ambas as partes.

Sendo indispensável o atendimento psicológico em muitos casos, onde


o psicólogo consegue ter um olhar mais amplo que vai além da dor física e da
queixa do paciente. Isso porque o paciente no leito de hospital tem
necessidades diferentes daqueles que procuram a ajuda psicológica em um
estado mais habitual: as feridas encontradas na área hospitalar são diferentes,
tendo o adoecimento orgânico. Mas não quer dizer que o psicólogo irá se
preocupar apenas com o físico, pois as consequências desse adoecimento
também são emocionais e vão mais além. O discurso desse paciente pode ser
voltado à sua vivência da doença, como o que significa estar doente para ele.

O trabalho não é exercido apenas com os pacientes, mas com toda


equipe dentro do contexto multidisciplinar inserido, tendo as funções
resumidas. O psicólogo hospitalar está ali para dar suporte e fornecer
acolhimento, portanto não concede nenhuma notícia referente ao diagnóstico
do paciente.

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Referências

Almeida, Eliane. O psicólogo no hospital geral. Disponível em <


 http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-
98932000000300005>. Acesso em 5 de junho de 2019.

 Castro, Elisa; Bornholdt, Ellen. Psicologia da saúde x


psicologia hospitalar: definições e possibilidades de inserção
profissional. Disponível em
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141
4-98932004000300007>. Acesso em 5 de junho de 2019.

 Laila T. Noleto Q. Mosimann; Maria Alice Lustosa. A Psicologia


Hospitalar e o Hospital. Disponível em
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151
6-08582011000100012>. Acesso em 5 de junho de 2019.
 Holz, Carolina Bergmann. O Hospital na Rede de Atenção a
Sáude: uma reflexão teórica. Disponível em
<http://revistaeletronica.unicruz.edu.br/index.php/enfermagem/arti
cle/download/5254/792> Acesso em 5 de junho de 2019

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