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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO

BRUNELA SANTANA

IAN GUIMARÃES DE ARAÚJO

CARACTERIZAÇÃO DE FISIONOMIAS DE AMBIENTES MARINHOS:

RECIFE DE ARENITO E COSTÃO DE ROCHOSO

SÃO MATEUS - ES

2019

INTRODUÇÃO
Os Recifes de Arenito são rochas sedimentares formadas por um processo de cimentação de grãos,
as quais ficam dispostas de forma paralela à linha da costa em recifes, estando inclusos entre os
habitats costeiros bentônicos (SUGUIO, 1992). Amplamente distribuídos pelo globo, os Recifes
de Arenito são geralmente encontrados em regiões tropicais, pois a temperatura da água, que,
durante pelo menos seis meses no ano se encontra acima de 20ºC, contribui para o processo de
cimentação (COOPER, 1991).
A importância desse ecossistema está associada ao seu bom desempenho como bioindicador
geológico do nível do mar e também por proteger a linha da costa contra os processos erosivos
(SUPERGEON, 2003). Na região litoral da cidade Aracruz - ES, está situado um terraço de abrasão
da Formação Barreiras, que possui blocos lateríticos bem fragmentados que podem atingir grandes
extensões do médio e infralitoral. É possível a observação de diversas poças de marés quando se
tem baixa maré, onde o médio litoral fica descoberto e através das ondas a energia é gerada e a
erosão acontece (LONGO,1997).

Outro habitat costeiro que se situa na região entre maré são os Costões Rochosos. Este ecossistema
é considerado um dos mais importantes por conter uma alta diversidade de espécies com relevância
ecológica e econômica, como por exemplo os mexilhões, ostras, crustáceos e vários peixes. Os
costões rochosos recebem grande quantia de nutrientes vindos dos sistemas terrestres, o que resulta
no ambiente grande produção primária de microfitobentos, microalgas e alta biomassa
(COUTINHO, 1995). Ainda de acordo com Coutinho (1995), os costões rochosos são ambientes
de alimentação que possibilitam o crescimento e a reprodução de diversas espécies, além do fácil
acesso a esse local, que o torna um dos ecossistemas marinhos com maior número de pesquisas
realizadas. Por conter variadas espécies, esses fazem com que a as interações biológicas ocorram
de forma significativa visto a limitação de substrato no decurso de um nível existente entre o habitat
terrestre e o marinho. Por esse motivo, o presente trabalho buscou a identificação de fisionomias
tanto nos recifes de arenito quanto nos costões rochosos, a fim de estudar as interações entre as
algas e os organismos, identificando as espécies encontradas para saber o que é importante na
interação entre esses organismos bentônicos.

1. MATERIAS E MÉTODOS

Área de Estudo - O Recife de Arenito na Praia de Barra do Sahy, localizada no litoral do


município de Aracruz-ES, próximo a Área de Proteção Ambiental – APA – e ao Refúgio de Vida
Silvestre mais a frente que são Unidades de Conservação federais introduzidas no bioma Mata
Atlântica compreendendo mais de 90 % de área marinha, além de ecossistemas de manguezal e
restinga. Também foi estudado a área de Costão Rochoso na Praia da Sereia em Vila Velha-ES,
tendo a zonação supra, médio e infralitoral bem marcados.

Amostragem - Foram realizadas coletas nessas localidades pela manhã quando a maré está baixa
e assim a visualização dos organismos é possível para caracterização. Foi utilizado o medidor de
salinidade e temperatura da água para verificação desses valores e influência nos seres, sacola para
armazenamento das algas e posterior identificação e bloco de notas para anotação das áreas que
foram pesquisadas. Após coleta, os organismos foram armazenados em sacolas plásticas contendo
formol a 10%, acondicionado em estrutura apropriada a fim de facilitar a identificação e o
manuseio e levados para o Laboratório de Botânica do CEUNES, onde foram identificadas até o
mais específico nível taxonômico de cada espécime com o intuito de identificar as interações entre
animais errantes e bentônicos para caracterização da expressão fisionômica do ambiente.

Aspectos Taxonômicos - A identificação dos gêneros e das espécies foi realizada com auxílio de
chaves de identificação, por comparações principalmente com enfoque morfológico e, sempre que
possível anatômico, não sendo considerados os aspectos reprodutivos, uma vez que os dados
morfo-anatômicos mostraram-se suficientes para a determinação dos gêneros e algumas de suas
respectivas espécies.

Figura 1: Praia de Barra do Sahy - Recife de Arenito

Figura 2: Praia da Sereia - Costão Rochoso


RESULTADOS E DISCUSSÃO

Inventário das espécies encontradas:


Local Filo Classe Ordem Familia Genero espécie
Ulva lactuca
Clorophyta Ulvophyceae Ulvales Ulvaceae Ulva
Ulva fasciata
Barra do Sahy Rhodophyta Florideophyceae Nemaliales Galaxauraceae Dichotomaria margiata
Dictyotales Dictyotaceae Padina Padina sp.
Ochrophyta Phaeophyceae
Fucales Sargassaceae Sargassum spp
Bryopsidales Caulerpaceae Caulerpa spp
Clorophyta Bryopsidophyceae
Bryopsidales Codiaceae Codium spp
Ulva Ulva Fasciata
Clorophyta Ulvophyceae Ulvales Ulvaceae
Ulva Ulva Lactuca
Florideophyceae Plocamiales Plocamiaceae Plocamium spp
Praia da
Coralina Coralina oficialis
Sereia
Rhodophyta Corallinales Corallinaceae Coralina Coralina Panizzoi
Florideophyceae
Jania spp
Gigartinales Cystocloniaceae Hypinea spp
Dictyotales Dictyotaceae Padina spp
Ochrophyta Phaeophyceae
Fucales Sargassaceae Sargassum spp

Foram identificadas ___ algas e ___ organismos que estavam em associação com as algas no
ambiente de recife de arenito e __ algas e ___ organismos em associação no ambiente de costão
rochoso, como mostra a Tabela 1.

Tabela 1: relação de algas e organismos encontrados em cada ecossistema.

Costão Rochoso Recife de Arenito


Algas 15 Algas
1235

Organismos 8 Organismos
1

Fonte: autores, 2019.

TIRAR FOTOS DAS ALGAS IDENTIFICADAS

2. BIBLIOGRAFIA

COOPER, J. A. G. Beachrock formation in low latitudes: implications for coastal evolutionary


models. Marine Geology, 98 (1), p. 145-154, 1991.

COUTINHO, R. Avaliação crítica das causas da zonação dos organismos bentônicos em costões
rochosos. Oecologia brasiliensis 1: p. 259-271, 1995.

LONGO, L.L. Repartição espaço temporal da cnidofauna em arenito de praia em Santa Cruz
(Aracruz-ES). Instituto de Biociências, São Paulo, 1997.

SPURGEON, D.; DAVIS JR, R. A.; SHINNU, E. A. Formation of ‘Beach Rock’at Siesta Key,
Florida and its influence on barrier island development. Marine Geology, 200 (1), p. 19-29, 2003.

SUGUIO, K. Dicionário de geologia marinha: com termos correspondentes em inglês, francês e


espanhol. TA Queiroz, Editor, 1992.