1

DIREITO COMERCIAL

FALÊNCIA E CONCORDATA

Profª Maria Bernadete Miranda

2

FALENCIA E CONCORDATA

DIREITO FALIMENTAR

-

É um ramo do Direito Empresarial, onde

encontramos normas jurídicas aplicáveis somente às empresas mercantis.

1) Origem Etimológica - Falência - Latim Fallentia - enganar, falsear. Proveniente do verbo falir que se origina do verbo latino Fallere, significando faltar com a palavra, com o prometido, esconder, encobrir, lograr, induzir em erro. * Não ter com que pagar os credores, fracassar.

No Direito Positivo, encontramos várias acepções do vocábulo Falência, tais como: 1) Falência - como situação do comerciante que não paga, engana ou tenta enganar os credores; 2) Falência - como a situação do patrimônio da empresa impotente para a satisfação dos débitos, que o agravam; 3) Falência - como cessação de pagamentos (índice de falência); 4) Falência - como quebra de um negociante reconhecida pelos tribunais; 5) Falência - como norma jurídica empresarial; 6) Falência - como norma, fato e relação jurídica; 7) Falência - como o conjunto de normas, que constituem particularmente o assim chamado processo de falência.

3

* Aspecto jurídico da falência - A falência é simplesmente um processo de execução coletiva, instituído por lei, em benefício dos credores que constituem uma “massa” imposta pela lei que tem por fim o interesse comum dos próprios credores, impedindo que alguns dentre eles tenham a tentação de obter vantagens em detrimento de outros. A “massa falida”, não se constitui em uma pessoa jurídica (Art. 16 do Código Civil), mas sim em uma universalidade de direito, que seria um complexo de coisas destinadas a um fim pela vontade da lei. A lei não permite que ela se desfaça sem que tenha satisfeito os direitos que lhe foram confiados.

* A falência como execução coletiva – A falência é um sistema de liquidação do patrimônio do devedor, com a finalidade de dividi-lo em partes iguais por todos aqueles que tenham direito (par conditio creditorum). Tal princípio significa a igualdade de condições dos credores, onde são ressalvadas as preferências impostas por lei, e todos os credores tem direitos iguais. Caracteriza-se, assim, como um processo de execução coletiva ou extraordinária, diferente da execução ordinária singular, exclusiva ou individual, na qual um ou mais bens determinados, móveis ou imóveis, são penhorados em benefício de um ou mais credores que agem individual e isoladamente. Na falência, arrecada-se o patrimônio do devedor para garantia comum de todos os seus credores, e também, o próprio devedor poderá provocar a declaração judicial de sua própria falência (autofalência), o que não se verifica na execução individual ou ordinária que só resulta da ação de um credor.

BANCARROTA . dividiriam o morto entre si. banca quebrada.onde os credores tinham o hábito de quebrar nas feiras ou nos mercados as bancas dos mercadores devedores. o credor teria o direito de matá-lo. se tornariam escravos. e o dinheiro arrecadado com a venda do devedor seria pago aos seus credores. proveniente do latim - Crepare . não importando quem fosse. saldando assim a dívida com todos os credores.4 2) ORIGEM HISTÓRICA No Direito Romano os credores não faziam distinção entre devedores.797.ato ou efeito de quebrar. a perda da boa fama. O que mais caracterizava este estado era o da infâmia. perda. Caso não conseguissem vender o escravo. . deveria saldar seu débito. foi revogado pelo Decreto-lei. para eles qualquer devedor era a bancarrota. Esses indivíduos seriam vendidos. tombo. ORDENAÇÕES DO REINO .661/45). caso contrário.“BANCA . da data do vencimento contados 60 dias e não paga a dívida. e. Código Comercial de 1850 .Existia a Quebra. separar em partes.ROTTA” . ou seja a má fama. se fossem vários credores. Os romanos não distinguiam o devedor civil do devedor comerciante. seriam pagas suas dívidas. O devedor. ou seja.Itália .Título Das Quebras (art. nº 7.

estaria ligado aos vestígios deixados na estrada (route) pela carroça em que o comerciante insolvente. com sua banca de mercado abandonava a cidade.5 “BANQUE . “BANKRUPTICY” natureza da falência. fugindo dos credores. engana ou tenta enganar seus credores.Situação do comerciante que não paga.ROUTE” .França . . Estados Unidos - manifesta-se sobre qualquer FALÊNCIA .Brasil .

6 DIREITO BRASILEIRO Com a revogação do Art. Trata-se da equidade não Os advogados falencistas. posteriormente o Anteprojeto de 24 de março de 1992.Atividade econômica organizada para a produção de bens e serviços com objetivo de lucro.661/45.Deputado Osvaldo Biolchi em 18/04/96. revisto pelo Substitutivo do Relator . atingida. 797 do Código Comercial de 1. DIREITO FALIMENTAR . buscando a decisão desses conflitos. encontram-se quase sempre ao lado dos devedores. o Anteprojeto de 28 de julho de 1993 e o Projeto de Lei . a preocupação é com a empresa. deixando de lado a figura da empresa. . A empresa não se confunde com o empresário. EMPRESA . No Direito Comparado.376/93.lei nº 7.nº 4.Surge de um conflito de interesses entre credores e devedores. O Direito Brasileiro ainda se preocupa com o comerciante individual. tivemos o Decreto .850.

§ 1º. 2) Não reflete as consequências sócio-econômicas que a 2ª guerra trouxe para a economia do mundo. a Falência é um instituto de Direito Empresarial ou de Direito Processual Civil ? Falência é instituto de Direito Empresarial. obs: Art. caput e inciso III. visualizando somente o comerciante individual. 4) Não faz distinção entre a empresa e o empresário. obs: Art. 3) Dirige-se ao comerciante individual deixando de lado a empresa. * Decreto-lei nº 7. 6) Leva em conta a impontualidade e não a insolvência.11.661/45 1) Desconformidade com nossa realidade. trazendo consequências graves as empresas. 7) Falência utilizada como meio de cobrança forçada.Desconhece o Direito Empresarial. 5) Nossa lei tornou-se processual não atingindo a realização do direito dos credores.7 Pergunta-se.1º impontualidade. . e Art.661/45 . e para se entender a falência é necessário conhecer os movimentos da empresa “ Teoria da Empresa”. porque temos a atividade empresarial. CRÍTICAS AO DECRETO-LEI nº 7.140.

. .8 Na prática é meio de cobrança. só não deixa de pagar os fornecedores. O objetivo é que o sujeito deposite a importância da dívida dentro do prazo. porque estabelece 24 horas para o devedor depositar o dinheiro. O advogado do credor requer a falência e torce para que ela não seja decretada. Quando a falência é decretada é sinal de que o advogado do credor errou algo. é assim uma forma de cobrar. pois. o devedor não paga o fisco. os empregados etc. porque senão o credor não receberá jamais.

cumprindo-se assim as obrigações. No Brasil a empresa sofre penas pela má gestão do empresário. SITUAÇÃO DO ADMINISTRADOR No Direito Francês. mantém-se as operações de débito e crédito. o juiz-comissário irá nomear mandatários-judiciais. onde um será o administrador (representante do devedor) e o outro representante dos credores. Encontramos também a satisfação do passivo. por via obliqua é atingida. PLANO No Redressement tem-se um período de observação de 3 (três) meses. em seu Art. Existem também peritos para auxiliarem o administrador. prorrogados por mais 3 (três) meses e eventualmente por mais 6 (seis) meses. e. que veio substituir o “Reglement Judiciaire” de 67. O que é muito claro na França e que inexiste no Brasil é a separação da empresa e do empresário. pois mantendo-se a empresa. . o que é muito mais importante do que pagar-se o que deve.1º cuida do “REDRESSEMENT” (Reerguimento) . quando se deveria punir o empresário. O “Redressement” procura preservando a empresa manter o emprego ( pois um não pode existir sem o outro). fiscais e os credores.9 DIREITO FRANCÊS Na França a Ordenance 85-98.

A dispensa dos empregados. trabalhista. b) cessão da empresa (incorporação).10 Após este período de observação será apresentado um balanço da empresa ( social e econômico). .ASSURANCE POUR LA GARANTIES DES SALAIRES Trata-se de um seguro mantido pela contribuição do empregador. * Apresentado o plano temos duas possibilidades: 1) REDRESSEMENT . SITUAÇÃO DOS TRABALHADORES O trabalhador participa de todo o processo do “Redressement”. 2) LIQUIDAÇÃO . Durante o período de observação a dispensa de empregados deve ser autorizada pelo juiz-comissário e apresentar um caráter urgente. b) TRIBUNAL DE GRANDE INSTÂNCIA . etc. O juiz decide o tempo todo.É a própria falência.Trata do devedor comerciante. condiciona-se a autorização do Tribunal. decisões até sobre o mérito econômico.a) continuação da empresa.Devedor “pessoa jurídica”. Criou-se o AGS . e em seguida será apresentado um plano. tem uma amplitude total. não comerciante. contra o risco de não pagamento dos créditos trabalhistas. PODER JUDICIÁRIO Na França existem dois Tribunais: a) TRIBUNAL DO COMÉRCIO . criminal.

o que não se pagou esquece-se. porque em vista do plano são equacionadas. fala-se na própria empresa preservada continuando no mercado competitivo. Na França a visão é oposta. MASSA FALIDA Não se fala em Massa Falida porque visa preservar a empresa. há uma desconsideração das obrigações anteriores.11 O risco é o não pagamento dos créditos e dos salários de um modo geral. O que se pagou de acordo com o plano muito bem. DESCONSIDERAÇÃO No Brasil uma vez pagos os credores sobram todas as obrigações não solvidas que perseguem a empresa e o empresário. .

no lugar do antigo – Síndico. * Recuperação Judicial .Falência. * Administrador Judicial. no lugar da antiga . para fundamentar o pedido de Falência.Deverá ser formado um Comitê de Recuperação. . * Separação da sorte da empresa da sorte do empresário. * Liquidação Judicial . no lugar da antiga .12 O PROJETO DA NOVA LEI FALIMENTAR * Recuperação da Empresa . * Trabalhadores . * Executado que não paga e não deposita bens à penhora. * Comitê de Recuperação que terá a finalidade de fiscalizar os atos do Administrador Judicial. * Exigência de 03 (três) títulos protestados. ou.Deverá ser efetuado o pagamento antecipado aos empregados logo que haja recursos disponíveis. A escolha será a cargo do Tribunal de Justiça de cada Estado. se pelo sindicato ou não). onde deverão participar os representantes dos empregados (não se sabe ainda como serão representados os empregados.Concordata.

Independe do patrimônio. Exemplo: Art. mas faltarem disponibilidades no momento.lei nº 7. - Falência. onde o ativo é menor que o passivo e manifesta-se assim a crise da empresa. 2º Decreto . INSOLVÊNCIA OCASIONAL . Exemplo: dúvida relevante quanto ao valor da dívida. falência do credor. miséria. onde o ativo pode ser maior que o passivo.lei nº 7. O devedor poderá deixar de pagar por qualquer outra razão. Insolvabilidade (Insolvência presumida) e Inadimplemento. Exemplo: Art.13 FALÊNCIA – NOÇÕES GERAIS Em um sentido etimológico.661/45.661/45.É um problema financeiro do devedor. contrato não cumprido. INADIMPLEMENTO . Insolvência significa pobreza – aquele que não pode pagar o que deve.1º Decreto . No Direito falimentar iremos encontrar: Insolvência ocasional. INSOLVABILIDADE - É um estado econômico do devedor. .

3. pois não há falência ex-officio (Arts. Só se aplica a devedor comerciante (Art. Declaração Judicial . enquanto a Falência é um estado de * RUBENS REQUIÃO .Falência é a solução judicial da situação jurídica do devedor comerciante que não paga no vencimento obrigação líquida. 8º e 9º). Insolvência ocasional.Falência é a solução judicial do estado patológico das finanças da empresa. É decretada pela autoridade judiciária (Art. * NEWTON DE LUCCA .singular ou individual. 7º). * direito.1º (problema financeiro) ou pela Insolvabilidade (Insolvência Presumida) caracterizada pelo Art. PRESSUPOSTOS DA FALÊNCIA 1. Insolvência é um estado de fato.sentença CARACTERÍSTICAS DA FALÊNCIA 1. 2. 2. 2º ( problema econômico ). 3. 1º). presumida ou autofalência (confessada). Depende de requerimento de um ou mais credores ou do próprio devedor.14 No Direito Brasileiro a falência poderá ser declarada pela Impontualidade (Insolvência Ocasional) do Art. Devedor comerciante . .

80 e 102). 1º e 2º). Compreende todo o patrimônio disponível do devedor (ativo e passivo) e. 133 e 134). f) Liquidação do ativo (Art. 23. Empresas públicas. 25). 102). sociedades de economia mista e sociedades de seguro. Devedores civis. b) Decretação. 6. . c) Arrecadação do ativo (Art. Suspende todas as ações e execuções individuais dos credores contra o devedor (Art.15 4. determina o vencimento antecipado de suas dívidas (Art. 124 e 125). 24). 70). 34 e 43). formalidades e efeitos (Arts. Instaura um juízo universal ao qual devem concorrer todos os credores (comerciais e civis). sociedades de crédito rural. 2. 7. 5. Usinas de açúcar. ENTIDADES NÃO SUJEITAS À FALÊNCIA 1. 14. 114). h) Encerramento e extinção (Arts. d) Habilitação dos credores (art. recebimento e discussão (Arts. g) Pagamento do passivo (Arts. Consta de várias fases: a) Requerimento da falência. e) Verificação e classificação dos créditos (Arts. Sociedades financeiras. 3.

mas.Espólio do devedor comerciante – Espólio. como se sabe. Porém. são os bens deixados pelo morto. sejam individuais (comerciantes sob firma individual). poderá ser requerida pelo credor. de cuja sucessão se trata.661/45. servindo. 597 do CPC. pelos herdeiros e pelo inventariante. A falência incide. A falência do espólio. seus herdeiros irão sucede-la nos direitos e obrigações. Art. portanto. respondendo o espólio (os bens do “de cujus”) pelas dívidas que este porventura tenha deixado. desde que não seja dativo. . Na ocorrência de morte de uma pessoa.16 LEGITIMIDADE PASSIVA QUEM PODE SER DECLARADO FALIDO ? (Art. conforme disposição do Art. feita a partilha. § 2º do Decreto-lei nº 7. conforme dispõe o Art. 597 CPC . a falência do espólio só pode ser requerida no decorrer de um ano da morte do comerciante. atuando com habitualidade e finalidade lucrativa. 3º) 1 -Devedor comerciante Comerciante é aquele que pratica profissionalmente o comércio. 4º.O espólio responde pelas dívidas do falecido. cada herdeiro responde por elas na proporção da parte que na herança lhe couber. via de regra designado pela expressão latina “de cujus”. para indicar o falecido. sejam coletivos (as sociedades comerciais). 2 . isto é. sobre todos os comerciantes. pelo cônjuge sobrevivente.

entre os 16 (dezesseis) e 18 (dezoito) anos de idade. independentemente de autorização marital. Porém com a promulgação do Estatuto da Mulher Casada. por isso. como todo comerciante. Estabelecendo-se o menor com economia própria . . se este for o caso. e por sentença do juiz ouvido o tutor. 3º. cessando. poderão ser emancipados por ato do pai. que mantenha estabelecimento comercial com economia própria. exercer profissão lucrativa. poderá tornar-se capaz. durante o qual o menor sendo empresário comercial não estará sujeito à falência. Porém o Art. sujeita à falência. adquirindo a qualidade de empresário comercial se se dedicar à prática de atos comerciais. dentre as quais.Mulher casada que sem autorização do marido exerce o comércio – Antes de entrar em vigor a Lei nº 4. ao adquirirem 18 (dezoito) anos. com mais de 18 anos.661/45. 6º do Código Civil (relativamente incapaz). com mais de dezoito anos. com economia própria – Os menores. determina que pode ser declarada a falência do menor. ou se este for morto da mãe. somente poderia comerciar quando autorizada pelo marido. que mantém estabelecimento comercial. 4 . podendo. nada mais justificando atualmente o inciso III do Art.121/62. Assim. na relação contida no Art. esta tornou-se plenamente capaz. a mulher casada era considerada relativamente incapaz e incluída. II do Decretolei nº 7. assim as restrições mencionadas.17 3 - Menor. pois existe uma período vazio. Há uma divergência entre as normas do Código Civil e as da Lei de Falência. o comércio. “Estatuto da Mulher Casada”. 3º da Lei falimentar. estando.

de nada valendo o impedimento mencionado. que em razão das profissões que exercem.Dos que. estão proibidas de comerciar. . expressamente proibidos exercem o comércio – Existem determinadas pessoas.18 5 . com os militares. qualquer um deles exercer o comércio. etc. porém exercem funções que são consideradas incompatíveis com a atividade mercantil. estará sujeito à falência. com o funcionário público. pelo contrário. Se. É o que ocorre com o magistrado. Apesar desta proibição. Esta proibição não decorre de uma incapacidade. são pessoas plenamente capazes.

ou por mandatário com poderes especiais.C. Os 30 dias que a lei determina para a autofalência conta-se do dia seguinte ao do vencimento do título não pago. 38 do C. * Os documentos que acompanham o pedido: Art. menos ainda pensar-se que o devedor deve protestar o título para requerimento. C.F. 349 do C. I à III Em se tratando de comerciante individual. sem protesto.P.: “O não pagamento de título vencido há mais de 30 dias. .P.§ único – A confissão espontânea pode ser feita pela própria parte.T.19 LEGITIMIDADE ATIVA QUEM PODE REQUERER A FALÊNCIA? (Art.8º e 9º) A lei reconhece legitimidade para requere-la à várias pessoas: 1. 8º) * Súmula 190 do S.C. 8º.).C. O próprio devedor comerciante: (Art. ou por advogado constituído expressamente nos termos do Art.P. não impede a concordata preventiva”. pois tratase de uma confissão. 349 . Não importa que não foi ainda protestado. – Art. o requerimento pode ser assinado pelo próprio (§ único do Art.

habilita o advogado a praticar todos os atos do processo. apresentando suas ações. 5 - Pelo credor com garantia real. herdeiros do devedor ou inventariante . ainda que comanditário. 38 – A procuração geral para o foro. receber. 2 . se o pedido tiver por fundamento os atos ou fatos falimentares. e pelo acionista da sociedade por ações.Pelo credor civil ou mercantil (não há mais o impedimento da Lei nº 5. confessar. renunciar ao direito sobre que se funda a ação. . 6 .Pelo sócio. salvo receber citação inicial. 1º. tem que a esta renunciar. 12. se a esta renunciar ou provar sua insuficiência. dar quitação e firmar compromisso. de 09/12/29). transigir. se o pedido for baseado no Art.Pelo credor privilegiado ( notar a diferença entre credor privilegiado e credor com garantia real ). 9º). exibindo o contrato social. 4 . A lei estabelece que o credor com garantia real.Cônjuge sobrevivente. ou no prazo do Art.746. que só aceitava o requerimento de falência ao credor civil quando do insucesso da execução singular. desistir. – Art. ou particular assinado pela parte. mediante exame pericial preparatório. reconhecer a procedência do pedido. § 3º ( 5 dias ). conferida por instrumento público.20 C. 3 .na falência do espólio (art.P.C.

I do C.C.21 O credor privilegiado tem todo o interesse em requerer a falência porque o seu privilégio só vai se manifestar na falência.O credor quirografário .P. Letra de Câmbio. pois trata-se de credor que está de posse de um título de crédito (Art. Duplicata e Cheque). O credor com garantia real é o oposto já tem o seu crédito garantido.. Títulos de Crédito Extrajudiciais.É a hipótese mais comum. . 7 . 585. não tendo interesse que a falência seja declarada. Nota Promissória. As hipóteses mais comuns de crédito quirografário são as duplicatas vencidas e não pagas.

7º * Estabelecimento Principal .nos cartórios de protestos de títulos e documentos.Sede da Administração * Filial no Brasil . 1º. deve instruir o pedido com o instrumento de protesto . onde existe um livro especial para registro ( art.Devem ser protestados .Sociedades sediadas no estrangeiro * Lugar onde se encontrem .10 ) .22 JUÍZO COMPETENTE PARA DECLARAR A FALÊNCIA RAZÃO DA MATÉRIA * Justiça Ordinária dos Estados. Distritos Federal e Territórios * Juizes de Direito das Varas Cíveis RAZÃO DO LUGAR – Art.11 ) TÍTULOS NÃO SUJEITOS A PROTESTO .Comerciantes ambulantes e empresários de Espetáculos Públicos PROTESTO .Falência fundamentada no Art.impontualidade do devedor ( Art.

9º. vencida. O requerimento para a citação do réu. 7.IMPONTUALIDADE .Art.Art. 4.pessoa física ou jurídica. O fato e fundamentos jurídicos do pedido.Decreto-lei nº 7. REFERÊNCIAS . são necessários os seguintes elementos. 1º.661/45 . As provas com que o autor pretende demandar a verdade dos fatos. O juiz ou tribunal a que é dirigida. O pedido com suas especificações. 11. 3. b) não pagamento de obrigação líquida. Qualificação das partes.1º do Decreto-lei nº 7. retirados do Art. 7º.1º * Para o credor pedir e obter a falência. 2. O valor da causa. 5.23 PEDIDO DE FALÊNCIA . protestada e constante de título que legitime execução. . 6. c) não tenha relevante razão de direito para deixar de efetuar o pagamento. 202 § 1º PETIÇÃO INICIAL . 282 CPC 1.Arts.661/45: a) devedor comerciante . 8º.

Relação nominal de todos os credores (civis e comerciais). * O devedor deverá apresentar em cartório seus livros obrigatórios. 2. Guia de recolhimento das custas judiciais. . PEDIDO DE AUTOFALÊNCIA 1.24 RELAÇÃO DE DOCUMENTOS QUE DEVERÃO ACOMPANHAR A INICIAL PEDIDO DE FALÊNCIA COM BASE NA IMPONTUALIDADE . Guia de recolhimento da condução do oficial de justiça. Instrumento de protesto do título mencionado. no caso de sociedades anônimas. 4. não havendo. Título de crédito em que se funda o pedido . (especialmente para requerer a falência). Prova de que o requerido (devedor) é comerciante. Guia de recolhimento do mandato judicial. Balanço do ativo e passivo com avaliação de todos os bens. assinadas por seus representantes legais. 3. ou. 1º 1. 6. 3. 8. 7.Art.protestado. 5. Prova de que o requerente é comerciante ( se o for). valores e natureza dos créditos. endereço. Contrato social. 2. a qualificação de todos os sócios. Procuração “ad-judicia”. ou os estatutos e ata de assembléia geral.

10. 2º * Credor deverá renunciar a execução singular. Procuração “ad judicia”. . 3. 2. Certidão da sentença exequenda.título executivo judicial .25 PEDIDO DE FALÊNCIA DO ESPÓLIO Os requerentes deverão juntar. Certidão de casamento para o cônjuge sobrevivente.Art. Certidão do Juízo da Família e Sucessões para o inventariante. certidão que demonstre legitimidade ativa. Prova de que o requerido é comerciante. Prova de que o requerente é comerciante (se o for).protestado . além dos documentos que caracterizam o estado de falência. 2. 5. 3. propondo em separado a ação falimentar. Certidão de nascimento para os herdeiros. 4. 1. O Credor deverá juntar: 1. PEDIDO DE FALÊNCIA COM BASE NA INSOLVÊNCIA . transitada em julgado .Art. Guia de recolhimento das custas e oficial de justiça.

Verificada a improcedência das alegações do devedor. ( distribuída. cite-se. registrada e autuada). com o prazo de 3 dias para a defesa. . 5 . logo em seguida. elidindo a falência. Em caso de revelia do devedor. Citado o devedor. pode o devedor depositar a quantia correspondente ao crédito reclamado. o escrivão certificará a hora da devolução do mandado.26 RITO DO PEDIDO (Art. sendo citado por edital. 6.A. este despacha.Feita a citação.Recebida a petição. 2 . para discussão da sua legitimidade ou importância. 7. o Oficial de Justiça certificará a diligência. 1º) Entregue a petição ao juiz.R. expede mandado de citação do devedor. o juiz ordenará em favor do requerente o levantamento da quantia depositada ou aquela legitimamente reconhecida.Se não for encontrado. o escrivão faz o registro.D.Uma vez citado. autua (petição e documentos) e. 4 . para efeito de prazo. Feito o depósito a falência não será declarada. o processo irá concluso para a sentença. no prazo para a defesa. na parte em branco da petição: 1 . este tem 24 horas para apresentar a defesa que tiver. 3 .

27

PEDIDO DE FALÊNCIA - INSOLVÊNCIA PRESUMIDA

* Os atos diversos da impontualidade, que revelam a insolvência presumida e dão ensejo à decretação da falência estão contidos no Art.2º, inc. I a VII e § único do Decreto-lei nº 7.661/45. * Todos os atos dessa natureza provenientes dos diretores, gerentes ou

liquidantes são considerados praticados pelas sociedades. * O requerente deverá especificar na petição os fatos que caracterizam a falência, juntando as provas que tiver e as que pretenda aduzir.

RITO DO PEDIDO 1. O devedor será citado para defender-se em 24 horas, apresentando

embargos do devedor, juntamente com as provas que pretende aduzir; 2. Se não comparecer será julgado a revelia; 3. Se não for encontrado, o juiz nomeará curador que o defenderá (

possibilidade de crime falimentar); 4. Não havendo provas, o juiz proferirá sentença; 5. Havendo provas o juiz procederá instrução sumária no prazo de 5 dias; 6. Sentença.

28

CAUSAS IMPEDITIVAS DA FALÊNCIA (Art.4º)

* Prazo de 24 horas para o devedor apresentar sua defesa, que poderá: a) DEPOSITAR SEM CONTESTAR A falência não será declarada. O juiz

determinará o levantamento da quantia depositada em favor do requerente, julgando extinta a ação.

b) DEPOSITAR E CONTESTAR

-

A falência não será declarada,

deslocando-se a ação para a discussão da legitimidade do crédito.

c) CONTESTAR SEM DEPÓSITO

-

A falência será declarada, na

eventualidade das alegações da defesa não resultarem provadas.

* Na defesa sem depósito da quantia cobrada judicialmente, o devedor deverá apresentar as suas Relevantes Razões de Direito, que será a Matéria de Defesa, ou causas impeditivas da falência (Art.4º); * Ao devedor que alegue matéria relevante, o juiz pode conceder a seu pedido, 5 dias para provar a sua defesa, com intimação do requerente (Art.11, § 3º); * 5 dias para prova denomina-se - Dilação Probatória - e a esta defesa dizse Oposição do Devedor;

29 * A falência não será declarada, se a pessoa contra quem for requerida, provar: 1 - FALSIDADE DO TÍTULO DA verdade - Falsidade material ou intelectual * Material - aquela que se apresenta no texto, exemplo: vício de data, assinaturas, etc. * Intelectual fatos inverídicos, não coincidindo com o que as partes OBRIGAÇÃO Alteração dolosa da

pactuaram, porém, sem alteração do texto ( Art.299 falsidade ideológica ) “Omitir em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar, criar obrigação ou alterar a verdade sobre o fato juridicamente relevante “...

2 -

PRESCRIÇÃO

-

Só prevalecerá o pedido de falência quando ao

requerimento for juntado título não prescrito e devidamente protestado. * Prazos prescricionais são diversos e estão contidos nas normas específicas de cada instituto. * Prescrito o título, a falência não pode ser declarada

3 -

NULIDADE DA OBRIGAÇÃO OU DO TÍTULO RESPECTIVO

-

Obrigação nula quando praticada por pessoa absolutamente incapaz; quando o ato jurídico não revestir-se da forma prescrita em lei; quando a lei taxativamente o declarar nulo.

DEPOIS DO PROTESTO DO TÍTULO.o credor concede prazo de tolerância para o resgate do débito. que já havia requerido concordata anteriormente e que a mesma já havia sido distribuída e despachada pelo juiz.PAGAMENTO DA DÍVIDA.30 Nulidade do Título . poderá pagá-la mesmo que já tenha sido protestada e alegar como matéria relevante de direito.É permitido pela lei que aquele que não efetuou o pagamento da dívida no vencimento.DEPÓSITO JUDICIAL OPORTUNAMENTE FEITO .a) moratória .REQUERIMENTO DE CONCORDATA PREVENTIVA ANTERIOR À CITAÇÃO O requerido deve provar quando citado. 6 .Exemplo: uma letra de câmbio que falte a expressão “Letra de Câmbio” . 8 - QUALQUER MOTIVO QUE EXTINGA OU SUSPENDA O CUMPRIMENTO DA OBRIGAÇÃO . ANTES DE REQUERIDA A FALÊNCIA .CESSAÇÃO DO EXERCÍCIO DO COMÉRCIO HÁ MAIS DE DOIS ANOS .Ter feito o depósito judicial antes do pedido de falência.Os dois anos conta-se da data do cancelamento de encerramento das atividades na Junta Comercial. será impraticável a falência 4 . 5 . 7 .por faltar um dos requisitos fundamentais. b) prova de que o devedor faleceu a mais de .

h) pedido de falência insuficientemente instruído. c) se o credor comerciante não provar que tem firma inscrita no Registro do Comércio. d) nulidade do protesto.31 um ano. f) compensação. . e) título furtado ou perdido. g) novação.

com que impugna o pedido do autor e especificará as provas que pretende produzir (Art.Arts. vem.. Defesa do Mérito . Ofício..Preliminares .. necessário para o verdadeiro e seguro esclarecimento de cada caso.32 FORMA DE ELABORAÇÃO DA DEFESA 1. 4º. Resumo da Inicial. Qualificação . 300 e 302 do CPC ..Art.Réu (completa) por seu advogado.Exa. 4.. ilustrar com jurisprudência. sendo citado para se defender na Ação “X” movida perante esse Juízo e Cartório do . expondo as razões de fato e de direito. conciso. Petitório Réu pede a improcedência do pedido.Decreto-lei nº 7. 6..661/45). . 5. o seguinte: 3. Defesa Processual . 301 CPC . por fulano. * Seguir raciocínio lógico. objetivo.. oferecer sua defesa expondo e requerendo à V. Deve pedir a condenação em honorários e custas. Cabeçalho. * Cada ação terá argumentos especiais próprios e necessários.O réu vai narrando e arguirá todos os vícios e nulidades que tiverem ocorrido até o ponto da defesa.. no prazo legal.. .O réu deverá alegar toda a matéria de defesa. 2.

Ocorre quando da narração do fato não se puder constatar qual a causa da lide. para conhecer e julgar a ação ajuizada. quando o pedido for juridicamente impossível. perante o juiz de direito. Incompetência absoluta . ou em razão da função.Ocorre quando o juízo não tem competência em razão da matéria. Em razão da função. também. 3. ainda que subsidiariamente. b) citação por edital. 13).Citação é indispensável para a validade do processo (Art. se se tratar de comerciante coletivo. ou quando inexistir direito aplicável para o fato narrado. é da justiça comum dos Estados e do Distrito Federal . é o chamamento de alguém a juízo para defender-se de ação contra si proposta. . ainda. Inexistência ou nulidade da citação . a citação com hora certa ou a citação postal. Inépcia da inicial . a competência é do juiz de direito da Vara Cível e Comercial. sociedade comercial. 2. a ela se aplicam. pessoa jurídica. No processo de falência há apenas duas modalidades de citação: a) citação pessoal. não tendo qualquer validade se levada a efeito na pessoa de funcionário ou auxiliar (Art. em se tratando de falência.33 * Observar Art. A competência em razão da matéria. deve ser levada a efeito na pessoa do devedor ou de seu representante legal. Porém. 214 do CPC). ou. ou. 301 do Código de Processo Civil: 1. Dadas as particularidades da falência.

Significa extinção. Coisa Julgada . Não é possível no processo falimentar. A sua inércia implicará a sua destituição e designação de novo síndico. e ocorre quando. como. Conexão . podendo ocorrer no processo falimentar. relação. por via de conseqüência.Quando se repete uma ação já sentenciada e da qual já não caiba qualquer recurso. dependência. por abandono da causa por mais de trinta dias.Quer dizer nexo. por três vezes. por exemplo: a ação revogatória. Ocorre a conexão quando. Perempção . Litispendência . pois a declaração da falência transfere ao síndico a responsabilidade pela administração dos bens.É a inexistência simultânea de duas ações perante juízes diversos. um só julgamento. § único. quando então não mais poderá acionar o réu com base no mesmo objeto. evitando-se decisões .34 havendo cumulação de pedidos. o autor da ação der motivo à extinção do processo. 6. 7. A coisa julgada é frequente nos diversos procedimentos que a ação falimentar abriga. do CPC). 4. um ponto de ligação. forem eles incompatíveis entre si (Art. 5. envolvendo o mesmo objeto e as mesmas partes. 295. a tarefa de arrecadá-los e consequentemente a liquidação do passivo. exigindo. forem diversas causas e existir entre elas um nexo.

Compromisso arbitral - Também é chamado de juízo arbitral. 9. pelo qual as partes se obrigam a resolver seus problemas judiciais e extrajudiciais através de árbitros. ou ainda aquele que requerer a falência de uma sociedade de economia mista. certa e exigível. quando se configuraria a impossibilidade jurídica do pedido.072 do CPC). o menor de dezesseis anos.Seria o defeito de representação ou a falta de autorização. seriam pendências de qualquer valor. o louco. 3º CPC). 242 da Lei nº 6. O compromisso arbitral seria estranho ao processo de falência.404/76). sobre os quais a lei admite transações (Art. 10. o mesmo ocorrendo com a pessoa jurídica. que se faz presente na pessoa de seu representante legal (Art. . deve estar legitimamente representado em juízo. não podemos ignorar a “vis attractiva” do juízo universal.Quando estão ausentes o interesse e a legitimidade para propô-la (Art. Carência da ação . é o compromisso escrito. concernentes a direitos patrimoniais. 8. 11 a 13 do CPC). Incapacidade da parte . Não ocorre na ação falimentar. 1. pois. pois o mesmo tem como pressuposto uma dívida líquida. Irregularidades na representação poderão ser arguidas como preliminar.35 contraditórias. pois esta espécie de sociedade não está sujeita a falência (Art. por exemplo: o incapaz. Poderíamos considerar carente na ação falimentar aquele credor que pretendesse a quebra do devedor sem estar munido de dívida líquida.

.É um dos dispositivos. onde alguém para propor uma ação está obrigado a prestar uma caução. Caução .36 11. o autor que resida no exterior ou pretenda ausentar-se do País (Arts. como por exemplo. 835 e 836 do CPC).

art. desde que com outra sustentação inicial. 14 . g) O requerimento com culpa ou abuso também.37 SENTENÇA DENEGATÓRIA DA FALÊNCIA Art. em perdas e danos ( art. só que a indenização prevista no § único do art.Juiz proferirá sentença declaratória ou denegatória da falência SENTENÇA DENEGATÓRIA a) Não há falência. 20. 20 ). e) O mesmo credor também. . f) O requerimento com dolo traz ao requerente graves consequências. deve ser reclamado em ação própria. b) Não instaura execução coletiva sobre os bens do devedor. d) Qualquer credor pode reativar o dispositivo falimentar contra o mesmo devedor. pois o juiz pode condená-lo na própria sentença denegatória. c) Não tem sentido de coisa julgada ( § único. 19 ).

Termo legal da falência.Estado de Direito ( objetivo ) A Sentença da Falência é considerada declaratória. pois constitui o falido neste novo estado * Condenatória.nome do devedor.38 SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA Natureza Jurídica declaratória - Falência é processo e se inicia com a sentença Estado de Fato ( subjetivo ) .Prazo marcado para os credores apresentarem a declaração de crédito ( art. 3 . . A sentença que declarar a falência. gerentes. endereço do principal estabelecimento. desde o desapossamento de seus bens até medidas que restringem a sua liberdade. 2 . com a data que caracterizou este estado(Art. nome de seus diretores.14.dia ). 14: 1 . nome dos sócios e seus domicílios. III). deverá conter. hora da declaração ( caso de omissão será meio . pois declara a falência * Constitutiva. 4 . 60 ). pois impõe pesados ônus ao falido. gênero do comércio. 80 ).Nomeação do síndico ( art. § único do Art. constitutiva e condenatória: * Declaratória .

15: * Afixada na porta do estabelecimento comercial do falido. será lançado o nome do falido.é o espaço de tempo anterior a falência. * Publicada por edital e em jornais de grande circulação. . 24 horas do * Remetida pelo escrivão ao Ministério Público e a Junta Comercial. período suspeito.Se necessário ordenar a prisão do falido. juízo e cartório em que a falência se processa. o nome do síndico e a quem deverá ser entregue a correspondência. * Na Junta Comercial em um livro especial. O resumo da Sentença Declaratória da Falência. b) Do despacho ao requerimento inicial da falência. * Não pode retroagir por mais de 60 dias contados : a) Do primeiro protesto por falta de pagamento.39 5 . domicílio. c) Da distribuição do requerimento de concordata preventiva. 6 . após recebimento dos autos no cartório será. * Termo Legal da Falência . * Após 3 horas o escrivão comunicará as estações telegráficas e postais locais a falência do devedor.Diligências de interesse da massa. Art.

ou na de quem os recebe. Art. Art.40 EFEITOS JURÍDICOS DA SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA DIREITOS DOS CREDORES 1. b) Prestações alimentícias. O falido poderá através de pedido ao juiz exonerar-se da obrigação devido a mudança de seu estado. fixar a maneira da prestação devida.comerciais ou civis (Art. conforme as circunstâncias. c) As despesas que os credores individualmente fizerem para tomar parte na falência. fixados os alimentos. Exemplo: Doação. 401 . 403 . Formação da massa de credores . .Juízo da falência é Universal. redução ou agravação do encargo. sem intenção de receber uma contraprestação. se as circunstâncias exigirem. exoneração.C. pois trata-se de encargo de cunho personalíssimo e não patrimonial.23) * a qualidade de credor deve ser provada * crédito na falência somente o patrimonial * NÃO podem ser reclamados na falência: a) As obrigações a título gratuito. decorrentes de declaração unilateral de vontade. poderá o interessado reclamar ao juiz. sobrevier mudança na fortuna de quem os supre.Se.C.Compete porém ao juiz. C. devem concorrer todos os credores . C.

24. Ajuizamento do pedido não se incluem pois são dívidas da massa e ressarcíveis (art. .§ 1º). 124. hipoteca. § 1º. * Ações ou execuções que continuam com o síndico: a) As ações ou execuções ajuizadas antes da falência por títulos não sujeitos a rateio. § 2º. 124.41 Cada credor deve custear sua participação na falência. § 2º.24) . * Multa administrativa .Os bens penhorados ou apreendidos são arrecadados pela massa: * Bens em praça com dia definitivo para arrematação: far-se-á a arrematação entrando o produto para a massa (Art. d) As penas pecuniárias por infrações das leis penais e administrativas: * Multa fiscal .aplicada por infração às leis trabalhistas. I).24. Exemplo: créditos com garantia real. continuam pelo síndico. I). § 1º). O que a Lei permite é ao credor que tiver litígio com a massa e for vencedor receba os honorários e custas (art.aplicada pela Fazenda. Os bens ao serem vendidos atenderão primeiramente ao credor e o saldo se houver irá para a massa falida (Art. 2. penhor.24. * Bens já arrematados na época da declaração da falência: somente entrará para a massa a sobra depois de pago o exequente (Art. I). Suspensão das ações individuais (Art.

Havendo solidariedade. II).26) a) as debêntures. assiste ao credor o exercício do seu direito contra um. c) se a massa comportar.42 b) Credores que demandarem quantia ilíquida. 4.26) . 5.25) . Art. cominatórias. de indenização (Art. alguns ou todos os devedores solidários. de responsabilidade civil. aborda o assunto juros: Arts. b) não são cobráveis os juros não vencidos em decorrência da antecipação do vencimento da dívida.27) . renovatórias de locação. b) juros dos créditos com garantia real. 3.24.Em três momentos o Decreto-lei nº 7. 26 e 129 * Conclui-se: a) contra o falido não correm juros a partir da declaração falimentar. coisa certa. de despejo. * Exceção: (§ único.661/45. Vencimento antecipado dos créditos (Art. Suspensão da fluência de juros contra a massa falida (Art.25. prestação ou abstenção de fato: São as ações possessórias. porém referentes às dívidas vencidas antes da declaração falimentar (Art. .129).Objetiva igual tratamento para todos os credores. Credor de obrigação solidária (Art. § 2º. então os juros serão pagos.

poderá habilitar-se na falência por tudo que houver pago. os livros.31) . d) representantes dos incapazes e o inventariante. b) procuradores ad negotia. papéis e administração da massa. c) eleito por assembléia geral dos debenturistas. b) fiscalizar a administração da massa. independente de autorização do juiz. 8.28). 10. c) examinar. 9. As massas dos coobrigados falidos não tem ação regressiva umas contra as outras (Art. Representantes dos credores: (art. Os co-devedores solventes e os fiadores do falido (art.30) a) intervir.43 6. como assistentes.Aquele que é solvente e paga dívida do falido. 7. gerentes ou liquidantes das sociedades.29) . . Garantia de direitos aos credores: (art.Uma só pessoa pode ser procurador de diversos credores.32) a) administradores. Procurador dos credores (art.

* A primeira via forma o auto de declaração. privilegiado. * A segunda será entregue ao síndico para emitir o seu parecer.44 DECLARAÇÃO DE CRÉDITO (ART. .82) OBSERVAÇÃO: * As declarações de crédito serão apresentadas em cartório em duas vias. qualificação.nome. garantia real.da dívida Origem . * A primeira via terá que ter firma reconhecida. etc. endereço Valor . Credor . * O escrivão dará recibo das declarações de crédito e documentos recebidos.venda de mercadoria Classificação – Quirografário. qualificação e endereço Falido . * O credor juntará na primeira via o título ou títulos de crédito. * As declarações deverão ser entregues dentro do prazo marcado pelo Juiz.nome.

pareceres e documentação (Art. importância ou classificação . sócios ou acionistas (Art.5 dias (Art. 86). § 1º). * Síndico também apresentará seus créditos e irá requerer ao juiz a nomeação de dois credores para exame (Art. * Impugnação .legitimidade.45 IMPUGNAÇÃO DE CRÉDITO * Síndico e falido darão informações sobre os créditos declarados . 91). * Diversas impugnações ao mesmo crédito. * Declarações poderão ser impugnadas nos próximos 5 dias . terão uma só autuação (Art. * 5 dias após o término do prazo marcado pelo juiz para a habilitação.dirigida ao juiz e instruída com documentos ou outras provas (Art. 88. * Impugnação . 88. * Credores impugnados terão o prazo de 3 dias para contestar as impugnações (Art.Juiz em 5 dias julgará os créditos não impugnados. * Vista ao MP das declarações e impugnações . 85). * Voltando . § 2º). 90).deverá em 5 dias dar parecer (Art. 88). .credores.autuada em separado com as segundas vias da declação de crédito e documentos a ela relativos desentranhados dos autos da declaração (Art. 87). 85). o síndico entregará em cartório em 2 vias.

Ministério Público e sentença (Art. . 97). falido e a qualquer credor mesmo não tendo sido impugnante (Art.vista ao Ministério Público.intimação do falido e síndico .Apelação (Art.se necessário nomeará perito e os interessados poderão apresentar quesitos (Art. * Síndico organizará o quadro geral de credores (Art.depoimento dos impugnantes e do impugnado. síndico. * Sentença de verificação de crédito . 95). impugnado.palavra ao impugnante. 96). 98).publicação para impugnação . 92 e 93).Recurso de Apelação ao prejudicado. * Audiência . * Sentença . declaração do falido e inquirição de testemunhas .poderá habilitar seu crédito .46 * Créditos impugnados . * Credor retardatário . * Retardatário não têm direito aos rateios distribuídos anteriormente.designará audiência de verificação de crédito .

c) Intimação do pretenso credor. 88 Lei Falimentar * Impugnante deverá requerer : a) Impugnação do crédito.Observação * Fundamento .Art. despesas processuais e honorários advocatícios.47 PEDIDO DE IMPUGNAÇÃO . b) Que seja julgada procedente a impugnação. . d) Manifestação do Ministério Público e síndico. excluindo o credor da massa falida. e) Condenação do credor ao pagamento de custas.

34) 1. 3. 5. 2. 7. 9. Não se ausentar do lugar da falência. 10. Assinar nos autos.48 CONSEQUÊNCIAS PARA O DEVEDOR QUANTO A PESSOA DO FALIDO * Obrigações legais do falido (Art. 8. os nomes dos sócios. 4. b) a inscrição de sua firma. d) o nome do contador. Ministério Público e credores. termo de comparecimento. papéis e documentos ao síndico. Comparecer a todos os atos da falência. 6. Examinar as contas do síndico. Assistir ao levantamento e balanço dos livros. sobre circunstâncias e fatos que interessem à falência. livros. . f) os bens imóveis e móveis que se encontram no estabelecimento. declarando: a) as causas determinantes da falência. g) se faz parte de outras sociedades. Examinar as declarações de crédito apresentadas. e) os mandatos outorgados. c) tratando-se de sociedade. Auxiliar o síndico. Entregar todos os bens. Prestar os esclarecimentos reclamados pelo Juiz. Síndico. Depositar em cartório seus livros obrigatórios.

b) Jurisprudência: entendimento que caberá também Agravo de Instrumento e Habeas Corpus. * Direitos do Falido (Art. 2. Exemplo: o empresário que trabalhe sobre encomendas e que tenha. ao falir. Intervir como assistente. nos processos em que a massa seja parte ou interessada.74). Continuação do negócio (Art. Interpor recursos cabíveis. em carteira.35) 1. Requerer medidas conservatórias com relação aos bens arrecadados. § único). pois em certos casos é interessante. muitos pedidos confirmados. 3. Se o falido faltar a qualquer de suas obrigações poderá ser preso por ordem do Juiz de ofício ou a requerimento do Ministério Público. do síndico ou de qualquer credor. O recurso cabível do despacho que decretar a prisão será: a) Agravo de Instrumento (Art. . Fiscalizar a administração da massa. 3. O falido continuando no negócio será ótimo para a massa. que verá mais entrada de dinheiro. 2. 5.49 * Rigorosidade da lei (Art. * O juiz poderá conceder a continuação do negócio do falido.36) 1. A prisão será administrativa e não poderá exceder a 60 dias.35. 4.

gerentes ou liquidantes. b) Inventariante .37. * serão ouvidos nos casos em que a lei prescreve a audiência do falido. * Remuneração do Falido (art.50 * Assistência é facultativa.35. § único). * ficarão sujeitos a todas as obrigações que a lei impõe ao devedor falido.36. administradores.38) 1. * Representantes das Sociedades Falidas (Art. .37) a) Diretores. § único). * incorrerão na pena de prisão nos termos do Art. O falido pode requerer ao Juiz uma remuneração: se for diligente no cumprimento de seus deveres e se a massa comportar. não comparecer ou deixar de intervir. não podendo reclamar em qualquer tempo (Art. os atos correrão a revelia.será o representante do espólio falido (art. porém se intimado ou avisado pela imprensa.

pois poderá voltar à sua posse e consequente administração se obtiver a concordata suspensiva (Art. não haverá bens a partilhar.39). mas não perde a sua propriedade.A falência compreende todos os bens do devedor.40.40). pois o processo do inventário será suspenso. * Nulidade dos atos praticados pelo falido . § 1º). * Falência do espólio . * Os bens compreendidos na falência chama-se “massa”.51 QUANTO AOS BENS DO FALIDO * Desapossamento dos bens do devedor .O devedor não poderá praticar nenhum ato que se refira direta ou indiretamente aos bens.37 e 39). e o inventariante irá representar o espólio falido (§ único dos Arts. . desde o momento da declaração da falência (Art.No caso de falência do espólio. que sofre um desapossamento.O falido perde o direito de administrar seus bens e dele dispor. * Perda da administração dos bens . sob pena de nulidade (Art.

* Meação da mulher casada .Antes de ser decretada a quebra é valido o ato de o falido ter efetuado pagamento de título sacado contra ele na data do vencimento (Art. C.42). O direito de indenização por danos resultantes de crime contra a pessoa do falido ou a sua honra. * Bens particulares .C.Não entram na falência os bens particulares da mulher. em atenção à sua pessoa e à sua família. BENS EXCLUÍDOS DA FALÊNCIA Não entram na falência os bens que a lei processual considera comuns (Art. cabendo-lhe a prova de que tais dívidas não os beneficiaram. * Pedido de restituição e embargos de terceiro .Apresentando a prova a mulher poderá entrar com pedido de restituição ou embargo de terceiro(Art. A firma ou nome comercial.Os bens que constituem a meação da mulher casada sob regime de comunhão de bens deverão ser arrecadados.P. § 2º). 649. . 40. * São também considerados absolutamente impenhoráveis: O direito de autor e respectivos rendimentos. O uso e habitação conferidos ao falido por terceiros. 76 e 79). ou por acidente do trabalho.).52 * Validade do pagamento de título pelo falido antes da quebra . dotais e dos filhos . por não pertencerem ao marido e não responderem por suas obrigações (Art. dotais e dos filhos. entendendo-se que foram constituídos em prol do casal. pois muitas vezes a mulher está em conluio com o marido.

046 do C.Equipara-se a terceiro a parte que. § 2º .79. ou apenas possuidor. Art. ainda que não contestante.53 EMBARGOS DE TERCEIRO ( Art. próprios. arresto.Quem. Turbação . síndico ou qualquer credor. 1. sequestro. § 1º e 2º) . § 1º . partilha.Havendo arrecadação de bens de terceiros em poder do falido pode aquele fazer defesa dos seus bens através de terceiros. posto figure no processo.046 . não podem ser atingidos pela apreensão judicial.C. poderá requerer lhe sejam manutenidos ou restituídos por meio de embargos. não sendo parte no processo. alienação judicial. arrolamento. Da sentença cabe apelação que pode ser interposta pelo falido. arrecadação.P. . § 3º .Os embargos podem ser de terceiro senhor e possuidor.C.C. reservados ou de sua meação. pelo título de sua aquisição ou pela qualidade em que os possuir. mediante violência . 1. O processamento é na forma do Art. defende bens que. Esbulho .Considera-se também terceiro o cônjuge quando defende a posse de bens dotais. em casos como o de penhora.possuidor injustamente privado de sua posse.possuidor sem perder a sua posse vier a ser perturbado nela. depósito.P. inventário. sofrer turbação ou esbulho na posse de seus bens por ato de apreensão judicial.

Os contratos bilaterais poderão ser executados pelo síndico se o mesmo os achar conveniente para a massa.Exemplo: compra e venda. * Execução dos contratos bilaterais pelo síndico (art. * Falido doador (devedor) .54 QUANTO AOS CONTRATOS DO FALIDO * CONTRATOS UNILATERAIS Quando existe direitos e obrigações somente para uma das partes .a massa o substitui. o contratante terá direito à indenização. . Continuam a viger quando o falido é credor e vencem-se na hipótese contrária * Falido beneficiário (credor) . podendo exigir a execução integral.43) . cujo valor será apurado em processo ordinário e constituirá crédito quirografário. * CONTRATOS BILATERAIS . § único) .Exemplo: doação. 43. * Não cumprimento do contrato pelo síndico (art.Se o síndico optar pelo não cumprimento do contrato.Quando existe direitos e obrigações para ambas as partes .o credor terá que declarar o seu crédito e submeter-se à verificação e classificação do crédito.

Nada impede que o síndico. terá a massa que restituir ao comprador as prestações recebidas pelo falido. o síndico não executando o contrato. pedindo perdas e danos. 44. I) a) Se não foi paga a coisa.II) . que é pago em prestações. o comprador poderá colocar à disposição da massa as coisas já recebidas. 44. * COISAS COMPOSTAS (Art. Com a decretação da falência a massa não terá disponibilidade para prosseguir o pagamento das parcelas. e o síndico resolver não continuar o contrato. entregues ou remetidos pelo vendedor. IV) . o vendedor pode sustar a entrega. * COMPRA E VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO ( Art. 44. b) Não pode sustar a entrega se o comprador havia vendido antes de falir. à vista das faturas e conhecimentos de transportes. ofereça ao . e está em trânsito.Se o falido vendeu coisas compostas tendo entregue somente parte das coisas.Na compra e venda com reserva de domínio a propriedade não se transfere para o comprador enquanto não for saldado o preço. * COISAS MÓVEIS VENDIDAS A PRESTAÇÃO E NÃO ENTREGUES ( Art.Se o falido vendeu coisas móveis a prestações e não as entregou.55 REGRAS QUE PREVALECERÃO NAS RELAÇÕES CONTRATUAIS * COISAS EM TRÂNSITO FALINDO O COMPRADOR (Art. III) .44.

44.o síndico arrecadará os direitos a ele relativos e os venderá em hasta pública. * CONTRATO DE LOCAÇÃO(Art.o síndico fica obrigado a dar cumprimento ao contrato. podendo o síndico purgá-la no prazo de 10 dias. com crédito ilíquido. 44. recebendo as prestações vincendas e outorgando a escritura definitiva quando o pagamento for completado. * COISAS VENDIDAS A TERMO (Art. VI): a) Falindo o vendedor . VII) .Vendas à Termo . mas a execução se opera posteriormente. Não se executando o contrato. V) . e a restituição deverá ser feita no valor da diferença entre a cotação do dia do contrato e a cotação da data em que deveria vencer o contrato. Há o acordo no preço e na coisa. * COMPRA E VENDA DE IMÓVEIS ( Art. b) Falindo o comprador . entrando o produto para a massa. poderá ser ajuizada ação de despejo.44.São aquelas cuja execução se dará no futuro. o vendedor habilitar-se-á na falência.Se o imóvel do estabelecimento comercial do falido for alugado e o pagamento dos aluguéis exceder a dois meses. .56 vendedor a coisa de volta descontando-se de seu valor o que já foi pago em favor da massa.

No momento da declaração da falência as contas correntes consideram-se encerradas e o síndico não poderá dar continuidade. . continuam em vigor até que o síndico os revogue. salvo sobre matérias estranhas ao comércio. * MANDATOS (Art.Antes da falência todos os mandatos outorgados pelo falido e que interessem à massa falida. 45) . 49 e § único) . Para o falido cessa o mandato ou comissão que houver recebido antes da falência.57 * CONTAS CORRENTES (Art.

19) . RECURSOS NO PROCESSO FALIMENTAR 1. 17). 17) SENTENÇA DENEGATÓRIA DA FALÊNCIA .Agravo de Instrumento (Art.58 RECURSOS DA SENTENÇA FALIMENTAR RECURSO - É o meio pelo qual a parte interessada.Fatos enumerados na Lei (Art. no todo ou em parte desfavorável.Agravo de Instrumento (Art. Agravo de Instrumento 3. Apelação 2.Apelação (Art. objetivando a reforma de uma sentença que tenha sido. Embargos SENTENÇA DECLARATÓRIA DA FALÊNCIA * DEVEDOR . 1º) .a)Agravo de Instrumento (Art. c) Agravo e Embargos * DEVEDOR . 18). 2º) . b) Embargos (Art. 17) * CREDOR . provoca um novo exame dos autos.Impontualidade (Art.

.II.10 (dez) dias (Art.Recurso contra as decisões interlocutórias. 525. 524 CPC). 3. Agravo de Instrumento é dirigido diretamente ao Tribunal competente (Art. ou seja. 524.Prazo . 524. Razões do pedido de reforma da decisão (Art. O agravo de instrumento não tem efeito suspensivo (Art. 525.59 AGRAVO DE INSTRUMENTO * Matéria de Direito – Agravo de Instrumento . Se reformada a sentença em segundo grau o requerido terá seus bens íntegros REQUISITOS: 1. 2.II CPC).II CPC). 522 CPC). § 1º). Autuado em apartado. Petição com exposição do fato e do direito (Art. 4.III CPC). salvo os perecíveis (Art. 6. Comprovante do pagamento das custas (Art. a petição do agravo de instrumento deverá ser interposta perante o Tribunal competente para o seu julgamento (Tribunal de Justiça). Nome e endereço dos advogados do processo (Art. § único). 524. I CPC). 5. Peças do processo que o agravante entender úteis (Art. sobre questões incidentes . aquelas proferidas no curso do processo. 17. 497 CPC) . Porém pendente o recurso o síndico não poderá vender os bens da massa. devendo ser instruída com as peças obrigatórias e as que o agravante entender necessárias.

Da sentença que declara a falência (Art. § 8º). 5. 10. 35. . Da decisão que ordenar ou indeferir liminarmente o sequestro (Art. 13. Do despacho que arbitrar a remuneração do síndico (Art. 6. § único). 22. 162. § 2º). 2. Do despacho que decretar a prisão do falido (Art. § 2º). 175. 200. 11. Do despacho que arbitrar remuneração do comissário (Art. § 5º). Da sentença que conceder ou não a concordata (Art. 12. § 3º). Prazo de 03 (três) dias para o agravante. 67. 3.60 7. 17). 7. § único). Da sentença de falência por descumprimento do prazo para depósito previsto no inciso I do § 1º do Art. Do despacho atendendo reclamação contra a nomeação do síndico(Art.60). Da sentença que julgar os créditos em falência com passivo inferior a 100 vezes o salário mínimo (Art. § 2º).§ 4º). 8. 4. 155. § 4º). 9. 526 CPC) AGRAVO DE INSTRUMENTO 1.56. 146). Da sentença determinando ou retificando o termo legal (Art. 66. 170. requerer juntada aos autos do processo (Art. Do despacho que decretar a substituição do síndico ou deixar de fazê-lo (Art. 175 (Art. Da sentença que não julgar cumprida a concordata (Art. § 2º). Da decretação da falência por infração do artigo 162 (Art.

É endereçado ao próprio juízo a quo. § único).Prazo .Prazo para contestação do embargado 02 (dois) dias (Art. Do devedor (Art. Contestação aos embargos ao pedido de concordata (Art. ao mesmo juízo que proferiu a sentença. não interrompendo qualquer ato ou diligência do processo (Art. De terceiros . 18. 18). . 3. § 3º) EMBARGOS 1. isto é. * Da sentença cabe apelação (Art. 18.Embargos . 142). 2. 4. * Os embargos são processados em autos apartados. 144. objetivando sua revogação ( Recurso de Retratação) . § 4º). pedindo-se a citação do requerente da falência .02 (dois) dias contados da publicação da sentença no jornal oficial . 18.perante o qual serão processados e julgados. Ao pedido de concordata (Art.61 EMBARGOS DO DEVEDOR Matéria de Fato . 79). 95). 5.se não preferir usar do pedido de restituição (Art. § 1º). À concordata suspensiva (Art. Juiz designará as provas a serem produzidas e marcará audiência de instrução e julgamento (Art. * Os embargos não suspendem os efeitos da sentença declaratória. 181).

Razões da Apelação devem ser apresentadas com a própria petição. 69. Da sentença que julgar a ação revocatória (Art. 4. 514 à 521 CPC) * REQUISITOS 1. b) fundamentos de fato e de direito. Da sentença que julgar as contas do síndico (Art. 520 CPC) * Prazo . 3. 4. APELAÇÃO 1. Juntada nos próprios autos. .62 APELAÇÃO * É o recurso onde se pretende revogar ou modificar sentença de um juiz ou tribunal inferior. 508 CPC) * Rito Procedimental (Art. 3. 18. 56. § 2º).11. Da sentença que julgar os embargos em falência ( Art. Da sentença denegatória da falência em face de depósito elisivo (Art. § 3º). 2. Petição conterá: a) nome e qualificação das partes. § 2º). c) pedido de nova decisão. Salvo exceções a apelação terá efeito suspensivo e devolutivo (Art. § 4º). pedindo a sua remessa ao tribunal. Petição dirigida ao juiz que julgou o feito.15 (quinze) dias (Art. 2. pela superior instância.

Da sentença que julgar cumprida a concordata (Art. 13. 137. Da sentença da extinção das obrigações do falido (Art. retificação. 77. 19). § 2º). § 3º). Da sentença que não declarar a falência (Art. § 2º). Da sentença de encerramento da falência (Art. 132. Da sentença que julgar crédito declarado fora do prazo (Art. 8. 99. 79.63 5. Da sentença em pedido de exclusão. § 4º). . § único). § 4º). § 3º). ou outra classificação de crédito (Art. 9. 7. Da sentença na verificação de crédito (Art. 155. Da sentença em embargos de terceiros (Art. 11.98. 6. 97). Da sentença em pedido de restituição (Art. 10. 12.

64 REVOGAÇÃO DOS ATOS PRATICADOS PELO FALIDO AÇÃO REVOCATÓRIA OU PAULIANA . L.C. Parágrafo único . quando os pratique o devedor já insolvente. No Direito Falimentar a Ação Revocatória é diferente daquela usada nos Arts.Só os credores. Fala-se em revogar o ato do devedor. pois subsiste a responsabilidade deste perante terceiros. apenas o torna ineficaz ou revogável relativamente à massa. podem pleitear-lhes a anulação. . 109). pois no Direito Civil. ou remissão de dívida. Usuris. conforme o Digesto. mas não da mesma forma para o falido. Art. criada pelo Pretor Paulo. 54. D.É proveniente do Direito Romano. 107 C. 38. 106 C. Esta ação objetiva desconstituir o ato fraudulento praticado em prejuízo do credor.C. que mantém seus direitos contra ele (Art. daí o seu nome “Ação Revocatória”. que já o eram ao tempo desses atos. Art. . ou por eles reduzido à insolvência. 106 e 107 do Código Civil. . § 1º e § 3º). § 4º.Os atos de transmissão gratuita de bens. anula-se o ato e no Direito Falimentar a sentença proferida nesta ação não anula o ato praticado. quando a insolvência for notória ou houver motivo para ser conhecida do outro contraente.Serão igualmente anuláveis os contratos onerosos do devedor insolvente. poderão ser anulados pelos credores quirografários como lesivos dos seus direitos (Art.

109 C.65 Art.C. .A ação. 2. Prática de atos gratuitos. * Ação Revocatória .Por ineficácia (Art. ou seja o período suspeito anterior à falência. 52. ou terceiros adquirentes que hajam procedido de má-fé. poderá ser intentada contra o devedor insolvente. . contrato. 106 e 107. . a pessoa que com ele celebrou a estipulação considerada fraudulenta. 52) independem de intenção de fraudar credores. Pagamento de dívidas não vencidas ou por meios não previstos no ATOS PRATICADOS NOS DOIS ANOS ANTERIORES À FALÊNCIA (Art. II e III) 1. Renúncia à herança ou legado. nos casos dos Arts. 53) . Constituição de direito real de garantia. 2.Termo legal (art. IV e V) 1. * Ação Revocatória . ATOS INEFICAZES . * Atos Ineficazes e Revogáveis que antecedem à falência -São atos praticados no período do termo legal.Pressupõe a intenção de fraudar.Os atos ineficazes. I . 52.Por fraude (Art. devendo o autor provar a fraude do devedor e do terceiro que com ele contrata.

2. 4. Há duas espécies de Ação Revocatória : a) Revocatória por Ineficácia (Art. 53). se vale.Juízo da Falência. 52).66 OUTROS ATOS REVOGÁVEIS (Art. RITO DA AÇÃO REVOCATÓRIA 1. 2. 3. não sendo possível dar-se-á indenização (Art. 3. para que. * Os bens devem ser restituídos à massa. VII e VIII) 1..Ratione Materiae (Art. b) Na sua omissão. Restituição antecipada de dote. 52.É o meio judicial pelo qual o síndico ou na sua omissão qualquer credor. garantidos ou beneficiados. VI. a) Síndico . com a declaração da ineficácia ou revogação do ato.a) Contra todos os que figuram no ato.C. Inscrição intempestiva de direitos reais ( registros e averbações tardias). 56) .Ordinário (Arts. 55) outro credor. b) Contra os herdeiros ou legatários das pessoas acima indicadas.P. Competência . 56) . 282) C. 54). o bem seja restituído à massa. qualquer . Procedimento . b) Revocatória por Fraude (Art. ou que por efeito dele foram pagos.(razão da matéria) . Legitimidade Passiva (Art. AÇÃO REVOCATÓRIA . Legitimidade Ativa (Art. Venda ou transferência de estabelecimento comercial (sem reserva de bens suficientes para solver o passivo).

56. Sequestro dos bens em poder de terceiros (Art. a contar da data da publicação do aviso do síndico. dando conta da iniciação da realização do ativo e o pagamento do passivo (Art. Recurso . § 4º). 7.Da sentença proferida em ação revocatória cabe o recurso de apelação em quinze dias (Art.A ação revocatória pode ser precedida de medida cautelar ( Sequestro). 52 da Lei de Falências.67 c) Contra os terceiros adquirentes. da intenção do falido de prejudicar os credores. 6. 114). se estes tiverem conhecimento. 56. Ação precedida de pedido de sequestro indeferida a medida cautelar. ou nas hipóteses previstas no Art. § 1º) . o recurso cabível é o agravo de instrumento (Art. § 3º) .Deve ser proposta até um ano. 5. . 56. Prazo (Art. § 2º). ao se criar o direito. 56.

é o órgão máximo do processo. * Credores possuem papel secundário em ambos os processos não sendo colocados na categoria de órgão atuante. JUIZ . Juiz.Melhor definição encontramos na parte final do Art. ao mencionar sobre a administração da falência diz que o síndico a exercerá SOB DIREÇÃO E SUPERINTENDÊNCIA DO JUIZ.68 ORGÃOS DA FALÊNCIA * O Decreto-lei nº 7.Juiz. * CONCORDATA . . porém está sujeito a atuação dos demais órgãos para levar a falência a bom termo. prevê básicamente três órgãos operantes na falência e nos processos de concordata.661/45. * FALÊNCIA . 59 que.Juiz. Comissário com a intervenção do Ministério Público. Síndico e Ministério Público.

Competência para declaração da falência.UNIVERSALIDADE DO JUÍZO FALIMENTAR JUIZ Órgão de superintendência e de decisão.69 DISTINÇÃO DA ATUAÇÃO DO JUIZ NA FALÊNCIA E NA CONCORDATA * FALÊNCIA . O juiz irá determinar as melhores medidas para proteger os interesses da massa de credores. . é a autoridade suprema que preside o processo falimentar. Medidas preventivas (Art. Art. o juiz em cuja jurisdição a empresa possui seu principal estabelecimento. § 4º). 14. onde os processos trabalhistas deverão HABILITAR seu crédito e os fiscais DENUNCIÁ-LO ao juiz com fins de reservas de valores. Sequestro de bens (Art. mas decide. tais como: 1. exceção feita aos processos de natureza fiscal e trabalhista. VI). JUÍZO ÚNICO E GERAL . 3. que prosseguirão em seus locais de origem até a fase de execução. busca e apreensão de livros e documentos e até medidas de natureza penal como a prisão administrativa dos sócios da empresa (descumprimento das obrigações do art. Principal Estabelecimento deliberação da empresa.O juízo falimentar goza deste princípio. nem sempre acata a É aquele onde se encontra o centro de proposta do síndico. Princípio da Indivisibilidade . Paralização de atividade empresarial. pois é competente para todas as ações de interesse da massa. 2. 34). lacração.O juiz é o principal órgão do processo falimentar. 12. 7º .

Embargos de terceiro JUIZO FALIMENTAR . - O JUIZ DEVERÁ DECIDIR : 1.Caberá ao juiz a nomeação do síndico nos parâmetros legais do Art. 66. Pedidos de restituição de mercadoria 4. * FUNÇÃO PREPONDERANTE DO JUIZ NAS FASES DA FALÊNCIA Sindicância e Liquidação de Bens.70 * NOMEAÇÃO DO SÍNDICO .Atrai para si todos os processos de crime falimentar. JUIZ .Despacho concessivo ou não do processo de concordata . Todos os incidentes processuais 2. 60. desde o inquérito com o recebimento da denúncia e ação penal falimentar com o seu efetivo julgamento * CONCORDATA .O juiz não exerce uma atuação tão marcante como no processo falimentar. tendo poderes para sua substituição e destituição nos termos do Art. Sentenciar nas impugnações de crédito 3.

O Ministério Público funciona nos processos de falência com a finalidade de representar a sociedade zelando pelo cumprimento da lei. dando despachos ordenatórios ou de mero expediente MINISTÉRIO PÚBLICO . É muito atuante no processo falimentar. A atuação do Ministério Público é como parte ativa (denúncia em crime falimentar) * CARVALHO DE MENDONÇA . * RUBENS REQUIÃO . O Ministério Público funciona como auxiliar do juiz na administração da massa (leilões. a atuação desse órgão é indispensável. sem determinar que sejam trazidos para si * Após a nomeação do comissário o juiz passa a ter papel secundário. manifestações em restituições. .Diz que a atuação do Ministério Público deveria limitar-se somente à esfera penal.Esclarece que como a falência se constitui em um fato social e econômico. e o juiz também não poderá intervir na forma de pagamento escolhida pelo concordatário * O juiz apenas aguarda o julgamento de eventuais impugnações de créditos e restituições de mercadorias. criando situações jurídicas especiais que interessam à sociedade. pois não é necessário a habilitação dos créditos desde que devidamente relacionados pelo devedor. somente suspende as ações e execuções contra a devedora de créditos sujeitos aos efeitos da concordata. impugnações ou declaração de crédito).71 * Não possui o poder de atração do Juizo da Falência. porque todo e qualquer ato da falência é levado à sua apreciação.

105 e 108). 4. § 2º). solicita o concurso do Ministério Público em qualquer processo de falência ou concordata. § 2º). Art. § 1º e Art. 3. . 98. * Previsões expressas de atuação do Ministério Público 1. Situações de atuação do Ministério Público não são muitas. Organizar relatórios de falência caso o Síndico não o faça (Art. ofertando denúncia ou não (Art. verificação e habilitações de créditos tempestivas e retardatárias e impugnações (Art. 6. 210 amplia seu limite. Participar da Liquidação do Ativo (Art. 118. 74). 73. 66). O juiz sempre que houver necessidade de um despacho mais elaborado. Manifestar-se no Inquérito Judicial. 91 e Art. 2. 131. § 1º e 3º). 5. 8. Manifestar sobre a venda antecipada de bens ou continuação do negócio do falido (Art. mas o Art. 70. 137. 7. Art. § 2º). embargos de terceiro. opinando sobre propostas de compra da massa . ocasionando. em alguns casos a sua quebra. Destituição do síndico (Art. 117.72 Objeção quanto a atuação do Ministério Público diz respeito aos processos de Concordata. § único). 77. pois nem sempre esses representantes consideram o fenômeno da empresa. § 6º. Manifestar-se na extinção de obrigação (Art. Assistir ao Síndico na arrecadação dos bens e assinar o termo lavrado (Art. Manifestar-se nos pedidos de restituição.

Manifestar-se sobre venda de bens do concordatário (Art. Cessionário de créditos (aquele que transferiu a outrem os seus direitos). § 3º): 1. Manifestar-se na falência sumário (Art.O Síndico é o órgão essencial da falência pois a ele compete a administração e representação da massa e a administração da falência sob a direção e superintendência do juiz (Art. 60. SÍNDICO . 10. 149 e 182. 59). de reconhecida idoneidade moral e financeira. três meses antes de requerida a falência. Parentesco ou afinidade até o terceiro grau com o falido: amigo. * Se os credores não aceitarem o cargo. após a terceira recusa o juiz nomeia um síndico dativo (Art. residentes no foro da falência. O que recusou cargo de síndico.73 9. 5. § único). 60) . * São Paulo . . 155. § 2º). * Escolha do Síndico (Art. O síndico ou comissário destituído em outra falência. 4. há menos de 6 meses. Aquele síndico nomeado pelo juiz em outra falência há menos de um ano. § 2º). sobre o cumprimento da concordata (Art. 60.Magistrados possuem um corpo de profissionais relacionados previamente para esse exercício * Proibições para o cargo de síndico (Art.Será escolhido entre um dos maiores credores. § 5º). 2. 3. 200. bem como. inimigo ou dependente.

10. Diligenciar a cobrança de dívidas ativas e passar a respectiva quitação. 9. Exigir dos credores informações verbais ou escritas. Fornecer todas as informações aos interessados sobre a falência e administração da massa. 7.74 * Deveres e Atribuições do Síndico (Art. 3. No ato da assinatura do termo entregará em cartório a declaração de seu crédito (Art. . 63: 1. 4. * Atribuições do Síndico Previstas no Art. 209. Preparar a verificação e classificação dos créditos. Escolher auxiliares para o serviço de administração. Convocar avaliadores. Dar publicidade à sentença declaratória da falência. 11. Apresentar ao juiz a necessidade da venda de bens deterioráveis. 12. Designar perito contador. Arrecadar os bens e livros do falido. para o exame da escrituração do falido. 6. 8. Receber a correspondência dirigida ao falido. § único). 2. 5. 62. Recolher em 24 horas as quantias pertencentes à massa na forma do Art. 62) Nomeado será obrigado a assinar em cartório termo de compromisso de fielmente desempenhar o cargo e de assumir todas as responsabilidades de administrador.

* Remuneração do Síndico (Art. incorrer em falência ou concordata preventiva. 64) Iniciada a liquidação o síndico fica com poderes para todos os atos necessários para realização do ativo e pagamento do passivo. Representar a massa em juízo como autora. 67) Será arbitrada ao síndico. será paga depois de julgadas suas contas (Art. 67. * Termo de Compromisso (Art. não aceitar o cargo. * Liquidação (Art. atendendo seu trabalho e responsabilidade da função.75 13. e. 65) Se o síndico não assinar o termo de compromisso dentro de 24 horas após sua intimação. 14. Esta remuneração será calculada sobre o produto dos bens ou valores da massa. falecer. com autorização do juiz e em benefício da massa. . Requerer todas as diligências necessárias para indenizar a massa. for declarado interdito. o juiz designará substituto. * Destituição do Síndico (Art. 15. pelo juiz. 66) O síndico poderá ser destituído pelo juiz. uma remuneração. 67. pelo representante do ministério público ou por qualquer credor. § 1º). Resgatar penhores e objetos retidos. vendidos ou liquidados pelo síndico (Art. § 3º). renunciar.

169) 1.76 * Responsabilidade do Síndico por Prejuízos (Art. ou seja. * Atribuições do Comissário (Art. Examinar livros e papéis do devedor. porém não é tutor dos interesses dos credores. Fiscalizar o procedimento do devedor. * Nomeação do Comissário (Art. Apresentar relatórios. será nomeado entre um dos maiores credores. Designar perito contador. Dar publicidade da concordata. 69) O síndico prestará contas de sua administração no caso de renúncia ou destituição do cargo. 161. 2. * Renúncia ou Destituição do Síndico (Art. IV) O processo de nomeação é o mesmo que o do síndico. pois o concordatário continua na administração de seus bens. 68) O síndico responde por prejuízos e pela má administração da massa. 4.O comissário é nomeado pelo juiz. 5. 3. . É órgão do processo de concordata com atribuições definidas na lei. COMISSÁRIO .

* Remuneração do Comissário (Art. 171) Mesmos casos em que o síndico. . conforme disposto nos Arts. 170) Fixada pelo juiz no fim do exercício de seu cargo. * Substituição ou Destituição do Comissário (Art.77 * Conversão da Concordata em Falência o comissário prossegue com a função de síndico. 65 e 66.

XII e Art. * Especificar o procedimento do devedor antes e depois da falência. * 2ª vias serão juntadas aos autos da falência. 104). 63. * Especificar atos que constituem crime falimentar (Art. * Exposição instruída com o laudo do perito – exame de escrituração do falido e quaisquer outros documentos que possam servir como fundamento para a ação penal. * 1ª vias da exposição. 186). * Nos 5 (cinco) dias seguintes o falido poderá contestar o Inquérito Judicial e requerer o que entender conveniente (Art. laudo e documentos formarão o Inquérito Judicial. 106). * 24 horas após o dobro do prazo para habilitação do crédito. . * Vista ao Ministério Público. 107). 103) * O síndico deverá apresentar em cartório exposição sobre as causas da falência em 2 (duas) vias.78 EXPOSIÇÃO DO SÍNDICO E INQUÉRITO JUDICIAL (art. * Inquérito Judicial – credores poderão se manifestar sobre o inquérito – 5 (cinco) dias (Art. 105). * Os autos serão conclusos ao Juiz que em 48 horas deferirá ou não as provas requeridas (Art. que irá opinar em 3 (três) dias sobre a exposição do síndico e alegações dos credores (Art.

* Se for oferecida denúncia ou queixa o Juiz determinará a remessa imediata dos autos ao Juízo Criminal (Art. § único). 108. 109. 109. * Recebimento da denúncia ou queixa obstará o pedido de concordata suspensiva até sentença penal definitiva (Art. os autos permanecerão em cartório. * 5 (cinco) dias. 111). e o síndico ou qualquer credor poderá oferecer queixa (Art. . § 3º). 109). o Juiz se não houver denúncia ou queixa ou se não receber a que foi oferecida. * Ministério Público não oferece denúncia. § 2º). * Denúncia ou queixa (haja ou não) o escrivão fará os autos conclusos. 108). determinará que os autos sejam apensados ao processo da falência (Art. * Antes da remessa ao Juízo Criminal o escrivão extrairá do despacho cópia que juntará aos autos da falência (Art.79 * Vista ao Ministério Público – 5 (cinco) dias pedirá a apensação do Inquérito Judicial ao processo de falência ou oferecerá denúncia contra o falido (Art.

). livros. * Arrecadação . pois todos os credores dependerão da arrecadação. . juros. LIVROS E DOCUMENTOS DO FALIDO NOÇÕES GERAIS Arrecadação na falência tem o mesmo sentido que a penhora na execução. documentos. 39 e 40 L.Da origem ao Auto de Arrecadação que faz parte integrante do Inventário.imediata posse dos bens. § 3º L.80 ARRECADAÇÃO E GUARDA DOS BENS.). * Arrecadação . * O síndico convida o representante do Ministério Público. incluindo todos os direitos e ações (Art.F. se este não atender não deve o síndico esperar. bem como requerer ao juiz a prisão do falido (Art. custas e honorários advocatícios.Cabe ao síndico . bens.F.F. 70.Auxílio de oficiais de justiça e ainda pedido de força à autoridade policial que poderá ser requisitada. promovendo a arrecadação o mais rápido possível.Penhora de bens visa o montante necessário para garantir o pagamento do principal. * Execução Singular . 35 L.São arrecadados todo o ativo. * Cumprimento da Obrigação . * Falência (execução coletiva) . pois tem obrigação de assinar o inventário (Art. * Ministério Público fica ciente da arrecadação mesmo não assistindo.).

74. mediante petição fundamentada informe ao juiz sobre a necessidade da venda. Juiz poderá cassar a autorização da continuação do negócio.se o falido não pedir concordata suspensiva no prazo do Art. e . § 6º e 7º) Poderá cassar .São raros os casos. * Firma Individual e Sociedades Solidárias . * Juiz ouvirá o falido e o Ministério Público . desde que o síndico. 63. nomeará pessoa idônea para gerenciar.se deferir nomeará leiloeiro e mandará que conste do alvará a discriminação dos bens (Art. * O inventário será datado e assinado pelo Síndico. porém se a continuação do negócio for útil aos interesses dos credores. se presente. 72).81 * Inventário . Ministério Público ou dos credores (Art. Ministério Público e Falido. 73) * Continuação do Negócio do Falido .5 dias após o relatório do síndico (Art. a requerimento do síndico. * Os bens arrecadados ficam sobre a guarda do síndico ou pessoa por ele escolhida (Art. XIX) .O ativo contábil e mais os bens que não compõem o estabelecimento comercial (Art. * Bens de Fácil Deterioração ou Guarda que Importe Muita Despesa Poderão ser vendidos antecipadamente. o Juiz após ouvir o Síndico e o Ministério Público. o próprio ativo registrado na contabilidade.Relação dos bens do falido. 178 . poderá deferir o requerimento do falido. 71).

200) Atendido o disposto no Art. quando o síndico comunica ao juiz que os créditos declarados são inferior a cem vezes o salário mínimo vigente. 8.82 * Insuficiência de Bens . Ocorre a fusão da exposição do Art. 6. a falência se processa sumariamente (Art. Na liquidação o processo volta ao rito comum. Segue inicialmente o rito comum. Desvia para o rito sumário após o término do prazo para as habilitações. 7. 200 § 5º. 4. A tramitação da concordata suspensiva é também sumária. Os crédito declarados são julgados e aprovados em uma única audiência. de verificação de créditos. 2. 5.Síndico verifica se o falido possui bens suficientes para o procedimento normal da falência Se faltar ou for de pequena quantidade. o juiz proferirá em seguida sua decisão. . 103 com o relatório do Art. O inquérito judicial também tem forma sumária. XIX. encerrando a falência nos respectivos autos * Particularidades da Falência Sumária 1. 63. 3. Não há quadro geral de credores. tudo reunindo uma única peça.

647 Código Civil). . reserva de domínio. Direitos Reais .83 PEDIDO DE RESTITUIÇÃO E EMBARGOS DE TERCEIRO Pressupostos (Art.propriedade. respondendo pelos prejuízos que causar à massa (Art.enquanto não for julgada a coisa o síndico não pode aliená-la. penhor. enfiteuse. alienação fiduciária.entregues ao devedor 15 (quinze) dias antes de declarada a falência . § 2º). 2. habitação. rendas expressamente constituídas sobre imóveis. anticrese. uso.o síndico poderá optar pelo seu cumprimento . 76) 1. hipoteca. servidões. Contratos . * Pedido de Restituição suspende a disponibilidade da coisa . usufruto. 76. 68).os contratos mais comuns são: leasing. * Restituição de coisas vendidas à crédito . Coisa devida em decorrência de um contrato.se não foram alienadas pela massa poderão ser reivindicadas (Art. Coisa arrecadada em poder do falido seja devida em virtude de um direito real (Art.

§ 4º). * Parecer contrário do falido ou síndico valerá como contestação (Art. 2.5 (cinco) dias para contestar (Art.Audi6encia segue o curso previsto no Art. § 1º). Massa Falida. * Juízo da falência. 77.Juiz designará dentro de 20 (vinte) dias Audiência de Instrução e Julgamento (Art. Legitimidade Passiva 1.15 (quinze) dias (Art.requerimento e documento. § 3º) . * Autuação em separado . * Inicial fundamentada deverá individuar a coisa reclamada. o pedido .84 AÇÃO DE RESTITUIÇÃO OU RESTITUITÓRIA Legitimidade Ativa 1. 95 e seus parágrafos. * Escrivão informará pelo órgão oficial aos interessados. 77. * Havendo contestação . § 2º). . 77. * Sentença . Terceiro cujo bem foi arrecadado por estar em poder do falido.Recurso de Apelação . Credor que entregou a coisa à crédito ao falido nos 15 (quinze) dias anteriores ao requerimento da falência. 77. se não foi alienada pela massa.

Se foi sub-rogada (substituída) por outra. será entregue o valor estimado ou o respectivo preço. § 7º). § 6º). * Embargos . Recurso Apelação pelo embargante. será entregue pela massa o resultado da sub-rogação. 78) 1. * Pedido de restituição suspende a disponibilidade da coisa que deverá ser restituída em espécie: (Art. nem a sub-rogada.Pedido de Restituição ou Embargos de Terceiro. EMBARGOS DE TERCEIRO (Art.Forma prevista no Código de Processo Civil. se contestadas pelo vencido (Art. síndico ou .85 * Negada a Restituição .credor será incluído na classificação que por direito lhe caiba (Art. 77.juiz determinará em 48 horas expedição do mandado para entrega da coisa reclamada (Art. falido. * Sentença qualquer credor. § 5º). 2. * Despesas reclamadas quando não contestadas será por conta do reclamante. 77. 77. 79) * Turbação (ameaça) ou Esbulho (perda definitiva) por efeito da arrecadação ou sequestro . Se não existir a coisa. * Não havendo contestação .

124. Créditos com Privilégio Geral . 449. Créditos com Direito Real de Garantia . § 1º 4. 44 2. II 7. § 1º e Lei 4. 58.Lei 6.886/65 Representantes Comerciais Art. 102.Art. Dívidas da massa .Art. IV 9. 186 3.Art. § 4º Quadro Geral dos Credores * Publicado por duas vezes no órgão oficial e nas comarcas que não sejam as das capitais dos Estados.Art. Créditos com Privilégio Especial sobre determinados Bens . 102. § 2º 5.Lei nº 6. 4º. Créditos Quirografários .CLT .Art.86 CLASSIFICAÇÃO DOS CRÉDITOS 1. ou territórios * Afixadas também na sede do juízo * Jornal diário . Créditos Trabalhistas . Encargos da Massa .830/80 .Art.Art. 102. 102. § 4º e CTN .Art. III 8.404/76 . I 6. Créditos Subquirografários .Art.Art. Créditos Fiscais . 124.

do início da liquidação (Art. 117. 209).(Art. 123): 1. Vendas pelo Síndico . . * No leilão estará presente o representante do Ministério Público. * Conclusão ao juiz para marcar o prazo da liquidação venda englobada ou separadamente (Art. * O produto das vendas deverá ser depositado no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal (Art. * Formas de Liquidação Venda pelo Síndico ou por deliberação de credores 2/3 dos créditos . a) Leilão Público (Art. 115 e 116). na sua falta o porteiro do auditório (Art.87 LIQUIDAÇÃO Liquidação é a realização do ativo. * Leiloeiro deverá ser escolhido pelo síndico. * Aviso pelo síndico .a) Leilão Público. conforme se trata de coisas móveis ou imóveis. 117) * Será anunciado com 10 ou 20 dias de antecedência. § 1º). ou seja. 114). b) Melhor Proposta.Publicação no Diário Oficial. a venda dos bens da massa para pagamento do passivo.

88 * O arrematante dará um sinal nunca inferior a 20%. § 3º). * O síndico irá cobrar através da ação executiva. * Os anúncios deverão especificar a forma das propostas. * Juiz se manifestará após ouvir o falido e o membro do Ministério Público . onde o escrivão lavrará o auto com a assinatura de todos os presentes (Art. § 1º).Independe de outorga uxória (Art. * As propostas devem ser entregues ao escrivão em envelopes lacrados e mediante recibo (Art. 117. . 118) * Convocará os concorrentes por publicação no Diário Oficial ou Jornal de grande circulação. 118). hora em que elas estarão abertas. 118.se autorizar a venda mandará expedir o alvará (Art. b) Venda Por Meio de Propostas (Art. sob pena da coisa ser levada a novo leilão e perderá o sinal e ficará obrigado a prestar a diferença e pagar as respectivas despesas. 118. 117. devendo instruir a inicial com a certidão do leiloeiro (Art. o dia. § 4º). § 1º). 118. 117. * Dia e hora marcada o juiz abrirá as propostas. * Bens Imóveis .Venda será feita por corretor oficial (art. durante 30 dias intercalados (Art. * Valores negociáveis em Bolsa . completando o restante em 3 dias. § 2). perante o síndico e os interessados. § 2º). * Síndico se pronunciará sobre as propostas indicando a que melhor parecer.

administração. 122) a) Os credores poderão organizar sociedades para continuação do negócio (Art. 2. 123. . 123.89 * Efetuada a venda dos bens. depósito ou comissão do síndico. Venda por Deliberação dos Credores (Art. será então feito o pagamento aos credores da falência. venda. § 1º). § 1º). será descontada as custas e despesas de arrecadação. b) Os credores poderão autorizar o síndico a ceder o ativo a terceiros (Art.

o que foi apurado com a venda dos bens. até onde chegar o produto dos bens que assegurem o seu pagamento (Art. 131) a) Montante do ativo. b) Produto da realização do ativo. 129). . * Terminada a liquidação e efetuado o pagamento pelo síndico. 125). c) Montante do passivo. * Se a massa comportar o pagamento do principal e dos juros. ou seja. isto é. apresentar relatório final da falência que conterá: (Art. o valor dos bens do falido.90 PAGAMENTO AOS CREDORES * Vendidos os bens e descontadas as despesas. os credores receberão imediatamente a importância de seus créditos. d) Pagamento feito aos credores habilitados. será restituído ao falido a sobra (Art. em 20 dias. e) Créditos remanescentes que não puderam ser pagos por insuficiência de bens. este deverá.

132). autuado em separado e com vista aos interessados para impugnação (credores habilitados. . * Apresentado o relatório final o juiz deverá encerrar a falência. através da sentença de encerramento da falência (Art. 133). * Síndico não apresenta relatório final – será destituído (art. falido e Ministério Público. 131. 132. § único) e o relatório será feito pelo membro do Ministério Público. § 2º).91 * O relatório deverá ser comprovado com documentos. * Sentença deverá ser publicada por edital e o recurso será apelação (Art. * A certidão de quanto o falido ficou devendo ao credor na data do encerramento da falência é título hábil para execução por saldo (Art.

Após 5 anos a partir do encerramento da falência. ficando este quitado com o credor. 2. ficando o devedor quitado. 135) 1. Pelo rateio de mais de 40% depois de realizado todo o ativo. outro credor é substituído ao antigo.92 EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES A prescrição relativa as obrigações do falido. 4. se o falido tiver sido condenado a pena de detenção por crime falimentar. * Extingue-se as obrigações do falido: (Art. 134). c) quando. Novação a) anterior. Após 10 anos a contar do encerramento da falência. quando o devedor contrai com o credor nova dívida para extinguir a . por força de obrigação nova. não tendo havido condenação por crime falimentar. conta-se a partir da sentença de encerramento da falência (Art. Pagamento sendo permitida a novação dos créditos com garantia real. b) quando novo devedor sucede ao anterior. 3.

138). I) o juiz ao declarar extintas as obrigações encerrará a falência (Art. * Dentro do prazo do edital qualquer credor poderá opor-se ao pedido do falido (Art. 137). § 5º). 136).93 * Extintas suas obrigações o falido tem o direito de vê-las declaradas por sentença (Art. * Se o requerimento for anterior ao encerramento da falência (Art. * O requerimento deverá ser autuado em separado e publicado por edital com prazo de 30 dias. 137. § 2º). * Findo o prazo. 137. § 1º). será publicada por edital e comunicada a todos os funcionários e entidades avisadas pela falência (Art. * Sentença que declarar extintas as obrigações. 137. 135. * Da sentença cabe apelação (Art. 137. § 4º). * Julgada a decisão os autos serão apensados aos da falência (Art. havendo oposição o juiz ouvirá falido e Ministério Público e proferirá sentença (Art. 137. * Com a sentença declaratória da extinção das obrigações fica o falido autorizado a exercer o comércio (Art. § 6º). § 3º). 137. . no órgão oficial e pelos jornais de grande liquidação (Art.

* Espécies de Concordata – Art. concedida pelo juiz. Conceito – É o favor legal pelo qual o devedor propõe em juízo uma forma de pagamento a seus credores. Paralização da empresa. fazendo cessar seus efeitos. . que só continuará a funcionar em condições especiais. evite ou suspenda a falência. evitando-a Suspensiva – Requerida após a falência. Impõe restrições à liberdade do comerciante e lhes retira a administração de seus bens. - Latim Concordatus. convenção. * Diferença entre Falência e Concordata * Falência 1. Concordare – acordo. a fim de que. 2. 139 Preventiva – Requerida antes da falência.94 CONCORDATA CONCORDATA tratado.

Moratória ou Dilatória – Aquela em que o devedor propõe a seus credores apenas uma dilação de prazo para o pagamento. ou a elas voltar (suspensiva) * Vantagens para os Credores Possibilita o recebimento de seu crédito (total ou parcial). Sofre limitações somente à venda de imóveis e à transferência de seu estabelecimento – Art. um abatimento na quantia por ele devida a seus credores. 2. 3. Remissória – devedor propõe uma remissão parcial dos débitos. 149. Não impõe restrições à liberdade do empresário. * Vantagens para o Concordatário Evita a sua ruína e permite que ele possa permanecer nas suas atividades mercantis. Mista – devedor conjuga as duas modalidades – dilação de prazo e abatimento da dívida. 3.95 * Concordata 1. ou seja. Funcionamento da empresa não paraliza. . conforme prazo e acrescidos de juros * Modalidades de Concordata 1. que permanece na administração de seus negócios. 2.

2. * Não havendo embargos – Art. 144 Decorrido o prazo para os embargos.12 meses. 90% . 60% . Inexatidão de relatório laudo e informações do síndico ou do comissário que facilite a concessão do pedido. 140 * Embargos ao pedido de concordata – Art. deverão ser pagos pelo menos 2/5 no primeiro ano.18 meses. 142 Prazo – 5 dias (preventiva) a contar do aviso do comissário – Art. deverão ser pagos pelo menos 2/5 no primeiro ano. Impossibilidade de cumprimento da concordata. concedendo ou negando a concordata. 143 1. Qualquer ato de fraude ou má fé que influa na formação da concordata. 181 * Fundamento legal para os embargos – Art. 100% .6 meses.à vista. * Impedidos de requerer concordata – Art. II 5 dias (suspensiva) a contar do edital do Art. Remissória e Mista 50% .24 meses. 75% . . 5 (cinco) dias seguintes e a seguir os autos serão conclusos ao juiz que proferirá sentença. 156 Dilatória. 3. 174. será ouvido o Ministério Público.96 * Modalidades adotadas em nosso ordenamento Jjurídico – Art.

155.§ único. Concordata concedida obriga a todos os credores quirografários comerciais e civis – Art. 155 * Sentença que julgar cumprida a concordata – Recurso – Apelação (pelos interessados) – Art. o devedor deve requerer ao juiz que seja julgada cumprida a concordata – Art. Devedor em 48 horas poderá contestar. 2. 146 4. 155. Art. 150 * Pode requerer rescisão da concordata qualquer credor – Art. * Sentença que não julgar cumprida a concordata – Recurso – Agravo de Instrumento (concordatário) – Art. § 3º. Sentença que conceder ou não a concordata – Recurso – Agravo de Instrumento (embargantes ou devedor) – Art. § 3º. indicando provas . 151 * Rescindida a concordata. . 144. prosseguirá a falência – Art. 147 Rescisão da Concordata – Art. Juiz designará audiência – Art. 152 * Pagos os credores e cumprida as obrigações assumidas.97 * Havendo embargos 1. 145 3.

Sociedades em liquidação – liquidante * Além dos impedimentos do Art. 161 e 162 * Juiz nomeará comissário – Art. Requisitos para a inicial do pedido de concordata – Art. 2. 175 – inicia-se na data do ingresso do pedido em juízo. 4. . 140. Não ter título protestado. 157 1. Exercer o comércio há mais de 2 anos. 156 * Representados no processo de concordata preventiva – Art. Ativo que corresponda a mais de 50% do passivo quirografário. 158 1. Demais sociedades – sócio que tiver qualidade da gerência da sociedade 5. Espólio do devedor – inventariante 2. Não ser falido. Sociedades anônimas – diretores 4. 3. Devedor interdito – curador 3.98 CONCORDATA PREVENTIVA * Formas de pagamento aos credores – Art. 168 * Prazo para cumprimento da concordata – Art. o devedor deve: Art. 159 e 160 * Escrivão fará autos conclusos ao juiz – Falência ou Concordata – Art.

Art. 181 * Negada a concordata. § único. * Concedida a concordata os bens arrecadados serão entregues ao concordatário . 183 . 179 * Verificando que o pedido está formulado nos termos da lei.à vista 50% .Art.Art.devendo ser pago 2/5 no primeiro ano * Pedido deverá ser feito dentro dos 5 dias seguintes ao prazo para entrega do relatório do síndico .Art.Art. 182 * Para a venda de determinados bens. o juiz pode permitir que se aguarde o julgamento do Agravo .99 CONCORDATA SUSPENSIVA * Suspensão da falência .Art. 177 * Devedor deverá oferecer aos credores quirografários: 35% . juiz publicará por edital e marcará o prazo de 05 (cinco) dias para os credores oporem embargos à concordata .Art.à prazo que não poderá exceder 2 anos . o síndico publicará aviso para iniciar a realização do ativo e pagamento do passivo . 178 * Pedido de concordata da sociedade depende de consentimento dos sócios . 182.

Art. inicia-se na data da sentença. 3. 2. exibir prova de quitações do Art. não interrompendo a realização do ativo e pagamento do passivo . 183. pagar os encargos e dívidas da massa e os créditos com privilégio geral.Art. 174. § único 1. 185 . poderá pedila a qualquer tempo. devendo o concordatário em 30 dias cumprir determinadas obrigações .100 * Prazo para cumprimento da concordata. I. pagar a porcentagem devida aos credores quirografários se a concordata for à vista * O falido que não pedir concordata suspensiva dentro do prazo.

etc. .101 CRIMES FALIMENTARES – Art. Pré-falimentares – Praticados antes da declaração da falência. 186 * Crimes de natureza econômica Condição – Devedor comerciante. Sujeito Ativo – Comerciante. Outras pessoas (síndico. Sentença declaratória da falência. Impróprios – Praticados por terceiros como o síndico. Pós-falimentares – Praticados após a declaração da falência. contador. Sanções Penais – Detenção Reclusão. Classificação dos Crimes Falimentares Próprios – Praticados pelo falido. etc). Ocorrência de atos e fatos enumerados na Lei Falimentar. escrivão.

admitindo Sursis – livramento condicional – 6 meses a 3 anos – Art. administradores. 186. Falência das Sociedades – são equiparados ao falido seus diretores. 190.102 Detenção – pena restritiva da liberdade. gerentes ou liquidantes – Art. Detenção – 1 ano a 2 anos – Art. Reclusão – pena restritiva da liberdade. 191. excepcionalmente admite Sursis – 1 ano a 4 anos – Arts. . 189. 187 e 188. Crimes Falimentares Imputados a Terceiros Reclusão – 1 ano a 3 anos – Art.

103

INTERVENÇÃO E LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Lei nº 6.024, de 13 de março de 1.974 Instituições Financeiras – Privadas e Públicas não federais Cooperativas de Crédito

INTERVENÇÃO - Art. 2º É uma medida administrativa, que objetiva sanar as dificuldades materiais da empresa 1. Entidade sofrer prejuizo, de má administração; 2. Infrações a dispositivos da legislação bancária; 3. Hipóteses de correr qualquer dos fatos dos Arts. 1º e 2º da Lei de Falências

* Decretação ex-officio pelo Banco Central do Brasil ou por qualquer administrador da instituição de acordo com o estatuto – Art. 3º * Prazo – Não superior a 6 meses, prorrogado por mais 6 meses – Art. 4º * Interventor – Nomeado pelo Banco Central – Art. 5º

104

* Efeitos da Intervenção – Art. 6º 1. Suspensão das exigibilidades das obrigações vencidas; 2. Suspensão das obrigações vincendas contraídas; 3. Inexigibilidade dos depósitos já existentes à data de sua decretação

* Cessará a Intervenção – Art. 7º 1. Interessados, apresentarem condições de garantia ao Banco Central; 2. Quando a situação da entidade houver se normalizado (critério do Banco Central); 3. Decretada liquidação extrajudicial ou falência da entidade

Processo de Intervenção * Nomeação do Interventor, mediante termo lavrado no Diário da entidade ou qualquer livro que o substituir – Art. 8º

* Funções do Interventor – Art. 9º 1. Arrecadar os livros da entidade e documentos de interesse da administração; 2. Levantar balanço e inventário dos livros, documentos, dinheiro.

105 * Administradores deverão entregar ao interventor em 5 dias –

declaração assinada em que conste: Art. 10 1. Qualificação dos administradores e membros do conselho fiscal; 2. Mandatos outorgados em nome da instituição; 3. Bens imóveis e móveis que estiverem fora do estabelecimento; 4. Participação que cada administrador ou conselheiro tenha em outras sociedades.

* Interventor em 60 dias apresentará ao Banco Central relatório – Art. 11 1. Exame da escrituração e situação econômico financeira da instituição; 2. Indicação dos atos e omissões danosos que tenha verificado; 3. Proposta de providências convenientes a instituição.

*

Após a apresentação do relatório ou da proposta do Interventor o

Banco Central poderá – Art. 12 1. Determinar a cessação da intervenção; 2. Manter a Instituição sob Intervenção, até serem eliminadas as irregularidades; 3. Decretar a liquidação extrajudicial; 4. Autorizar o interventor a requerer a falência da entidade

* Interventor prestará contas ao Banco Central, no momento em que deixar suas funções ou a qualquer tempo – responderá civil e criminalmente – Art. 14

2. * Prosseguimento – liquidante mandará publicar no DOU e jornais de grande circulação aviso aos credores para declararem seus créditos – Art. 21 1. 2. Art. * Executada por liquidante. 22 * Prazo – 20 à 40 dias .106 LIQUIDAÇÃO EXTRAJUDICIAL É um processo de natureza administrativa que visa à extinção da empresa insolvente * Será decretada: Art. 22 * Liquidante organizará quadro geral de credores e publicará – Art. Ex-officio. 15 1. documentos e publicações será usada a expressão “Em liquidação Extrajudicial” em seguida a denominação da sociedade – Art. 17 * Será aplicado ao processo de liquidação o disposto no processo de intervenção – Art. 31 . 20 * Liquidante apresentará relatório ou proposta e o Banco Central poderá: Art. 25 * Será feita a realização do ativo segundo escolha do liquidante – Art. Requerer falência da entidade. Prosseguir a liquidação. Requerimento dos administradores da instituição. nomeado pelo Banco Central – Art. 16 * Atos.§ 1º.

107 * Central * Liquidante responderá civil e criminalmente por seus atos – Art. 33 * Liquidante é equiparado ao síndico na falência – Art. 34 Pagamento do passivo e prestação de contas do liquidante ao Banco .

-----------------------Tribunais. MIRANDA.661/45 Projeto de Lei nº 4. Sebastião José – Direito falimentar. Revista dos Tribunais. São Paulo. ROQUE. 1993. Revista dos .Decreto. São Paulo. Luiz – Direito falimentar.108 BIBLIOGRAFIA ALMEIDA. São Paulo. São Paulo. REQUIÃO. Amador Paes de – Curso de falência e concordata. Ícone. Nelson – Curso de direito falimentar. Maria Bernadete – A reorganização da empresa como objetivo principal do processo falimentar.lei nº 7. ABRÃO. PUC/SP. Saraiva.376/93 O novo direito falimentar. Revista dos Tribunais. São Paulo. Rubens – Curso de direito falimentar. Saraiva. TZIRULNIK. Dissertação de Mestrado. Código Comercial . São Paulo.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful