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SALVE QUEBRADA!

Segundo o IBGE, em Julho de 2019 o Brasil tem aproximadamente 210 milhões de


habitantes, sendo que em setembro do mesmo ano, a Bolsa de Valores registrou
1.3 milhão de investidores. Isso representa menos de 1% da população total que
investe no mercado financeiro de renda variável.
Este e-book serve para todo tipo de investidor, tanto para quem está em renda fixa
ou quem está focado em renda variável.
Aqui abordamos os principais investimentos, do qual o nível de complexidade é
diverso, desde nível Investidor Iniciante , até para o nível de Investidor Avançado,
unimos todo o conhecimento que adquirimos com nossa experiência no mercado,
livros, plataformas, corretoras, cursos, e escrevemos esse conteúdo pra você!
Sabemos que para os investidores iniciantes, é uma tremenda confusão, entender
os produtos de mercado financeiro, as taxas de rendimentos, custos e principal-
mente os impostos sobre os lucros obtidos.
Por outro lado, há investidores que estão na intermediação da renda fixa para a
renda variável, desta maneira mano, exploramos também os principais investimen-
tos desta categoria, pensando também em mostrar de maneira fácil e simples o
conteúdo sobre a renda variável.
Por fim, demonstramos para os investidores mais avançados, explicando os investi-
mentos de derivativos, que detém uma maior complexidade e entendimento.
O objetivo deste e-book é guiar todo o tipo de investidor, desde conhecimento, perfil
de investidor, poder aquisitivo , afim de contribuir para que todos cheguem nos seus
objetivos.
Acredito que a melhor maneira de multiplicar o patrimônio é através de boas escol-
has de investimentos, desde renda fixa como renda variável, onde cada investidor
se adeque com o prazo estipulado e alinhado com o risco que cada um esteja dis-
posto a correr, tá ligado mano?
Uma mensagem que quero deixar pra você que está disposto a ler este guia, tenha
essas três características no seu caminho de investidor: Paciência, Foco e Discipli-
na.
Daqui alguns anos, você irá entender o que eu quero dizer.

Boa leitura quebrada !


Todos sabem que investir é a melhor maneira de fazer o seu dinheiro trabalhar
pra você e se multiplicar no longo prazo. Mas pra fazer essa fita e ter bons
rendimentos, você precisa escolher boas aplicações financeiras, e aí que vem a
pergunta:

QUAIS APLICAÇÕES FINANCEIRAS


EXISTEM?
Existem diversos produtos de renda fixa e renda variável que você pode escolher
para que você tenha retornos consideráveis e acima da velha poupança, o
primeiro passo para fazer um bom investimento é ter o conhecimento essencial
sobre a aplicação escolhida.

NUNCA INVISTA NO QUE VOCÊ NÃO


CONHECE!
Primeiramente vou passar a visão dos produtos de Renda Fixa (produtos mais
conservadores), aplicações como o CDB, LCI , LCA e Debentures são as
principais e quando selecionadas da melhor maneira, geram bons rendimentos
aos investidores. Além dessas aplicações, existem os Fundos de Investimentos,
que também podem proporcionar rentabilidades responsa pra quebrada. E depois
você vai pegar a visão dos produtos de Renda Variável (produtos mais arrojados,
porém com maior rentabilidade em sua maioria), o investidor menos conservador,
terá Ações, Fundos Imobiliários, Fundos de Ações, Opções, Criptomoedas,
produtos que podem te proporcionar rentabilidades infinitas no longo prazo.

MAS QUAL DEVO ESCOLHER?


Via de regra mano, uma das lições mais importantes para os investidores é a
DIVERSIFICAÇÃO. Colocar todo seu dinheiro em um único investimento pode dar
ruim, você estará dependendo de apenas um ativo, se ele subir ok, mas se cair
vai perder tudo, então diversifique, tenha um Portfólio/Carteira com risco
controlado, tenha renda fixa e renda variável, se exponha ao mercado de maneira
CONSCIENTE, tenha vários segmentos e não seja refém de um ativo, quando
você opta por alocar seus recursos de maneira diversificada entre renda fixa e
renda variável, seu risco é mitigado e seu rendimento pode ser superior
comparado a investimentos únicos.
QUAL
SEU
PERFIL
DE
Mano, antes de fazer qualquer
aplicação descubra qual o seu
perfil de investidor.
Isso é ter uma noção clara do seus objetivos com o dinheiro investido, prazos
estabelecidos e risco que você está disposto a correr, isso tudo ajuda a definir se
você é conservador, moderado ou arrojado. Com isso em mente mano, é mais
fácil você escolher o investimento que vai atender seu perfil e seus objetivos.

Então pega a visão das características de cada perfil:

PERFIL DE INVESTIDOR CONSERVADOR


Um Investidor com esse perfil possui a SEGURANÇA como referência para seus
investimentos, assumindo os menores riscos possíveis. O Conservador não
assume riscos moderados ou elevados, apenas riscos baixos, mantém a sua
carteira de investimento pouco e quase sem nenhum ativo de renda variável,
assim , dando preferencia na renda fixa. Tem como objetivo principal a
preservação do seu cash, do seu patrimônio, procura efetuar investimentos
sólidos e busca retorno no longo prazo.

PERFIL DE INVESTIDOR MODERADO


Para o Investidor Moderado, a segurança é importante, mas ele busca também
retornos maiores, então tem seu objetivo mais flexível em relação ao risco.
Permite que parte do seu dinheiro/patrimônio seja investido em renda variável e o
restante em renda fixa. Além disso, preza pela busca de ganhos no médio e longo
prazo.

PERFIL DE INVESTIDOR AROJADO


Este perfil quebrada, está relacionado a investidores que tem muito conhecimento
no mercado de capitais, que buscam retornos maiores do que a renda fixa, assim
assumindo mais riscos, aplicando em ações de empresas ou fundos imobiliários.
Além de operações “alavancadas” (Alavancagem financeira é um recurso que
impulsiona a rentabilidade e o risco de um investimento, ou seja, é o aumento das
possibilidades sem acrescentar nada ao custo inicial do investimento. assim,
alavancagem é a mesma coisa que pegar dinheiro emprestado para investir)
ficando ciente das chances de perda , não só dos recursos investidos , como
também outros recursos alocados em outros investimentos.
GLOSSÁRIO
TERMOS
DO MERCADO
PRA QUEBRADA
SELIC
A taxa Selic serve como referencia para todas as taxas da economia. É conhecida
como a taxa básica de juros da economia. O Copom define a Selic Meta a cada
45 dias. Nos investimentos, a Selic é uma das principais referenciais para
aplicações pós-fixadas. Um exemplo é o Tesouro Selic, que paga exatamente o
mesmo percentual da Selic aos investidores. O CDI (Certificado de Deposito
Interbancário) oscila sempre muito próximo da Selic.

CDI
O CDI (Certificado de Deposito Interbancário) foi criado para lastrear as oper-
ações de curtíssimo prazo entre os bancos. Para o investidor, o importante é
saber que o CDI funciona como uma taxa de referencia da renda fixa. Essa taxa
oscila muito próxima da Selic. A maioria das aplicações de renda fixa pós-fixadas
referenciam a rentabilidade no CDI.

RENDA FIXA
Renda Fixa é uma classe de ativos que remunera os investidores com regras
pré-definidas que podem ser pré-fixadas ou pós-fixadas. Basicamente, você vai
emprestar dinheiro pra instituição que emitiu o título e ela vai te devolver com
juros, que seja um banco, uma empresa ou o governo e a taxa de rentabilidade já
é definida, você já sabe aproximadamente quanto vai ganhar.

PRÉ-FIXADA
O investimento tem uma taxa definida, no momento da compra você já sabe
quanto vai ganhar. Por exemplo: CDB que paga 15% ao ano, o valor que você
aplicar nele, vai te dar essa taxa de retorno até o vencimento do título.

PÓS-FIXADA
Neste caso, a rentabilidade do investimento é baseada em alguma taxa de
referência. A principal taxa utilizada como referencial é o CDI. Por exemplo: 150%
do CDI ao ano. Isso quer dizer que o investidor não sabe exatamente qual será
sua rentabilidade, já que o CDI pode variar, mas sabe que ela será um percentual
sobre o índice de referência do período

RISCO DE CRÉDITO
É o risco de calote do emissor. Quando você pega um título de renda fixa você
empresta dinheiro para o emissor do titulo em troca de uma remuneração. O risco
é da instituição não pagar a grana que você emprestou, que seja por falta de
recursos, falência ou mesmo uma intervenção do Banco Central. Tome cuidado,
você tem que avaliar o rating do título, muitas vezes analisados por agência de
classificação de risco. Quanto maior o rating, menor a chance do emissor não te
pagar.
RISCO DE LIQUIDEZ
É a dificuldade de transformar a aplicação em dinheiro, seja pelo vencimento,
carência, ou volume de negociações, ou seja, o tempo pra você resgatar a
aplicação.

RISCO DE MERCADO
É o risco de oscilação de preços, que pode trazer retornos positivos ou negativos
quebrada. As ações tem o risco de mercado porque o preço dos papeis muda em
todo tempo, a cada negociação feita na Bolsa. Aplicações de renda fixa
apresentam risco de mercado quando o investidor vende o titulo antes do
vencimento no mercado secundário.

FGC
O FGC (Fundo Garantidor de Crédito) é uma entidade privada sem fins lucrativos,
responsável pelo auxilio aos investidores, com foco no pequeno investidor, em
caso de falência da instituição financeira, ou seja, ela garante seu cash aplicado.
O total de créditos de cada pessoa aplicado em todas as instituições financeiras,
será garantido até o valor de 250 mil reais por CPF/CNPJ, limitado ao saldo
aplicado.
Além disso, em 2017 foi estabelecida uma nova regra: um teto de 1 milhão de
reais, a cada período de 4 anos, por CPF ou CNPJ, permanecendo o limite de 250
mil reais por instituição financeira. A contagem desse prazo de 4 anos começa na
data de liquidação ou intervenção da instituição financeira onde o investidor tem
os valores garantidos pelo FGC.
Por exemplo: caso o cliente tenha o valor de 250 mil reais recuperado após a
quebra de uma instituição financeira, o seu limite de cobertura ficará em 750 mil
nos próximos 4 anos. Quando este prazo for atingido, ele voltará a ter limite de
cobertura de 1 milhão. Lembrando quebrada, que é aplicável apenas para os
investimentos realizados a partir de 22 de dezembro de 2017, os anteriores não
estão debaixo desta nova regra.
Produtos de renda fixa com: CDB, LCI , LCA e Letras de Câmbio, contam com a
proteção do FGC
CONHEÇA
OS
PRINCIPAIS
INVESTIMENTOS
RENDA FIXA

CDB (Certificado de Depósito Bancário) é um título privado emitido por


bancos, com o objetivo de captar recursos para financiar atividades como por
exemplo, concessão de credito.
De maneira mais simples mano, você empresta dinheiro para um banco num
prazo acordado, e o banco devolve esse montante acrescido de uma taxa de juros
do período.
O CDB é mais indicado quando os juros estão altos, porque sua rentabilidade
acompanha a a taxa. É necessário se atentar ao % do CDI que está sendo
oferecido pelo banco, que pode variar bastante , quanto maior o banco, menos ele
paga, podendo chegar a remunerações de mais de 120% do CDI.

Vantagens
É coberto pelo FGC;
Recomendável para diversificar carteira de investidores que priorizam segurança
pela garantia do FGC.

Desvantagens
Tem cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações de
menos de 30 dias;
Em caso de alocação acima de 250 mil reais no mesmo banco, o investidor
poderá perder o valor aplicado acima deste em caso de falência ou intervenção do
Banco Central.

Risco
O valor da aplicação deve ser inferior aos 250 mil, pois o que exceder não será
coberto pelo FGC se o banco escolhido quebrar.

Prazo
Pode variar, oscilando desde a liquidez diária a data de vencimento determinada
pelo banco, que pode chegar a 5 anos.

Liquidez
Há a possibilidade de optar por um CDB que possui liquidez diária. Há outros que
estabelecem datas prefixadas para resgate.
LC (Letra de Cambio), não tem relação com o investimento em moedas, é
usada pelos bancos como forma de captação de recursos financeiros para
empréstimos as pessoas físicas ou jurídicas que firmaram algum contrato de
financiamento, ou seja, são geradas por instituições financeiras que trabalham
com credito consignado ou pessoal geralmente.
O termo “cambio” é por conta do modelo de cobrança desses créditos, que podem
ser via ação cambial. A rentabilidade das LCs costuma ser maior que os demais
ativos de renda fixa.

Vantagens
É coberto pelo FGC;
Recomendável para diversificar carteira de investidores que priorizam segurança
pela garantia do FGC.

Desvantagens
Há cobrança de IOF (Impostos sobre Operações Financeiras) para aplicações de
menos de 30 dias.
Em caso de alocação acima de 250 mil reais no mesmo banco, o investidor
poderá perder o valor aplicado acima deste em caso de falência ou intervenção do
Banco Central.

Risco
O valor da aplicação deve ser inferior aos 250 mil, pois o que exceder não será
coberto pelo FGC se o banco escolhido quebrar.

Prazo
Pode variar, oscilando desde a liquidez diária a data de vencimento determinada
pelo banco, que pode chegar a 5 anos.

Liquidez
LCs estabelecem datas prefixadas para resgate.

Tributação Renda Fixa

Tributação Aplicações
22,5% Até 6 meses
20% De 6 meses a 1 ano
17,5% De 1 ano a 2 anos
15% Superior a 2 anos
LCI e LCA As LCIs (Letra de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letra
de Crédito Agronegócio) são títulos de renda fixa, emitidos pelos bancos, com o
objetivo de financiar o setor imobiliário e setor agrícola.
Os títulos podem ter rentabilidade pré ou pós-fixada. No caso da prefixada, o
investidor saberá exatamente o quanto terá de rentabilidade no momento da
aplicação. Já na pós-fixada, o investidor terá a rentabilidade de sua aplicação
indexada ao CDI

Vantagens
É coberto pelo FGC;
Recomendável para diversificar carteira de investidores que priorizam segurança
pela garantia do FGC.

Desvantagens
Há a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para aplicações de
menos de 30 dias.
Em caso de alocação acima de 250 mil reais no mesmo banco, o investidor
poderá perder o valor aplicado acima deste em caso de falência ou intervenção do
Banco Central.

Risco
O valor da aplicação deve ser inferior aos 250 mil, pois o que exceder não será
coberto pelo FGC se o banco escolhido quebrar.

Prazo
Pode variar, oscilando desde a liquidez diária a data de vencimento determinada
pelo banco, que pode chegar a 5 anos.

Liquidez
Há possibilidade de optar por um LCI/LCA que possui liquidez diária a partir de
uma data de carência. Há outros que estabelecem datas prefixas para resgate.

Tributação Renda Fixa


As LCIs/LCAs são isentas de Imposto de Renda para Pessoas Fisicas.
Para Pessoas Juridicas, a tributação é a mesma que outros títulos de Renda Fixa.
LETRAS FINANCIEIRAS
Letras Financeiras são títulos emitidos por instituições financeiras com a
finalidade de captar recursos de longo prazo. Seu vencimento é superior a dois
anos e valor de aplicação geralmente é maior comparado aos outros ativos.
Porém, oferece aos melhor rentabilidade do que outras aplicações financeiras
com liquidez diária ou com prazo inferior ao vencimento.
Desta forma, a LF beneficia tanto os bancos que necessitam captar recursos
quanto os investidores que possuem montante relevante para aplicações de longo
prazo.
A remuneração pode ser através de taxas de juros prefixadas, combinadas ou não
com taxas flutuantes ou índices de preços. Elas podem ser recompradas pelas
instituições financeiras em montante que não ultrapasse 5% do total emitido.
Devido ter valor nominal unitário igual ou superior a 150 mil reais.

Vantagens
Diversificação de investimento, além de ser uma alternativa de aplicação de longo
prazo que oferece condições de remuneração diferenciadas.
Sendo um investimento em renda fixa, o investidor tem previsão do fluxo de caixa
gerado pelas remunerações (juros) e amortizações.

Desvantagens
Valor unitário mínimo de 150 mil reais pode ser um empecilho para pessoas
físicas. Prazo mínimo para vencimento de 24 meses, sem possibilidade de
recompra ou resgate antes desse prazo, e prazo mínimo pra pagamento de
rendimentos de 180 dias.

Risco
Não tem garantia do FGC, então quebrada, tem o risco de credito do emissor do
título, ou seja, se a instituição emissora do título não honrar os pagamentos
previstos.

Prazo Mínimo
24 meses, vedado o resgate total ou parcial antes do vencimento.

Liquidez
Liquidez no mercado secundário sujeita a oscilações e preços de mercado
Tributação Renda Fixa
Tributação Aplicações
22,5% Até 6 meses
20% De 6 meses a 1 ano
17,5% De 1 ano a 2 anos
15% Superior a 2 anos
DEBENTURES são títulos de dívida de médio e longo
prazo que conferem a detentor um direito de credito contra a companhia emissora.
Quem investe em debentures se tona credor dessas companhias. No Brasil, as
debentures constituem uma das formas mais antigas de captação de recursos
pelas empresas. Todas as características desse investimento como prazo,
remuneração e outros, são definidas na escritura de emissão e podem ser ou não
conversíveis em ações da própria empresa emissora. As Debentures de
infraestrutura, ou Debentures Incentivadas, são títulos emitidos por empresas
como o objetivo de destinar recursos a projetos de infraestrutura. Este
investimento vem crescendo nos últimos anos, principalmente pela isenção fiscal
para pessoas físicas. Existem vários meios de remuneração nesse investimento.
O mais comum é atrelado a inflação (IPCA) somado ao pagamento de uma taxa
prefixada, mas também é possível que o rendimento seja vinculado ao DI. No
caso das Debentures Incentivadas, os títulos oferecem apenas remunerações
atreladas ao IPCA. O pagamento de juros é feito de maneira periódica de juros e
amortização (mensal, semestral ou anual) ou , em alguns casos, apenas na data
de vencimento dos títulos.

Vantagens
Por serem negociadas no mercado secundário, algumas debentures possuem
liquidez razoável e portanto há a possibilidade de resgate diário em condições de
mercado.
As Debentures Incentivadas possuem isenção de Imposto de Renda sobre os
rendimentos e ganhos para capital para pessoas físicas, o que confere maior
potencial de ganho a estes investidores em relação a outros ativos de renda fixa.

Desvantagens
Não possui garantia do FGC;
Por ser emissão de empresas, podem ter o risco superior aos demais ativos de
renda fixa.

Risco
Por não possuir a garantia do FGC, o investidor deve avaliar o risco de credito
atrelado a debenture. As emissões deste títulos, em muitos casos, possuem
avaliação de agencias de rating, que podem auxiliar o investidor na tomada de
decisão.

Prazo
A depender de cada da emissão. Para as Debentures Incentivadas, o prazo
mínimo de 4 anos.

Liquidez
A liquidez destes títulos é limitada á disponibilidade dos mesmo no mercado
secundário, com os preços variando conforme condições de mercado.
CRI e CRA O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e o
CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são títulos de renda fixa emitidos
por instituições securitizadoras, com objetivo de financiar o setor imobiliário e o
agrícola respectivamente.
Existem varias formas de remuneração nesse investimento. O mais comum é
atrelado a inflação (IPCA) somado ao pagamento de uma taxa prefixada, mas
também é possível que o rendimento seja vinculado ao DI ou apenas prefixado.
O pagamento de juros é feito de maneira periódica de juros e amortização
(mensal, semestral ou anual) ou em alguns casos, apenas na data de vencimento
dos títulos.
Diferentemente de outros títulos privados, os CRIs e CRAs não possuem a
garantia do FGC. Portanto, é recomendável que o investidor avalie a nota de
credito concedida por uma agencia de classificação de risco (rating) da emissão
dos ativos para conhecer os riscos da aplicação.

Vantagens
Há a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Em geral, há a previsão do fluxo de caixa das remunerações e amortizações do
ativo aos investidores.
Regime fiduciário garante segregação do risco do emissor. Isso quer dizer que,
caso a securitizadora tenha dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para
os investidores não será afetado, uma vez que os recebíveis estão separados do
patrimônio da companhia emissora

Desvantagens
Não possui garantida do FGC
Liquidez reduzida. A recomendação seria resgatar os recursos na data de
vencimento do ativo
Os CRIs podem ou não ser destinados a investidores em geral. No caso dos
CRAs, apenas investidores qualificados podem adquiri-los.

Risco
Por não possui a garantia do FGC, o investidor deve avaliar o risco de credito
atrelado ao CRI/CRA. As emissões deste títulos, em muitos casos, possuem
avaliação de agencias de rating que podem auxiliar o investidor na tomada de
decisão.

Prazo
A depender da emissão de cada título, na maioria deles, os prazos são mais
longos se comparados as LCIs e LCAs por exemplo.
Liquidez
A liquidez destes títulos é limitada a disponibilidade dos mesmos no mercado
secundário, com os preços variando conforme de mercado.
Tributação Renda Fixa
Os CRIs e CRAs são isentos de Imposto de Renda para Pessoas Físicas. Para
Pessoas Jurídicas a tributação é a mesma que de outros títulos de renda fixa.

TESOURO DIRETO é um Programa do Tesouro


Nacional desenvolvido para venda de títulos públicos federais para pessoas
físicas por meio da internet.
Ao comprar um título público, você empresta dinheiro para o governo brasileiro em
troca de direito de receber no futuro uma remuneração por este empréstimo.
Logo, você receberá o que emprestou acrescido de juros. Os recursos do Tesouro
Direto são utilizados pelo Governo Federal para promover os investimentos em
saúde, educação, infraestrutura, entre outros no Brasil.
Dentre os títulos disponíveis o investidor pode optar por prazos mais curtos ou
mais longos e por ativos prefixados ou pós-fixados, fato que torno o Tesouro
Direto acessível para todos os perfis de clientes.
Os prefixados são indicados para os investidores que visam o médio prazo e você
sabe exatamente o valor que ira receber de ficar com o titulo ate o vencimento, já
os pós-fixados, como o Tesouro Selic, são mais indicados para investidores que
visam o curto prazo, enquanto o Tesouro IPCA+ para aqueles que tem como
objetivo o longo prazo.

Tesouro Selic
É um título com rentabilidade diária vinculada a taxa básica de juros da economia
(Taxa Selic) do Brasil. O resgate do principal e dos juros pode ocorrer no
momento de resgate ou ocorre no vencimento do título. Indicada para investidores
de perfil mais conservador que visam o curto prazo.

Tesouro Prefixado
É um titulo com rentabilidade definida no momento da compra, com o resgate do
valor aplicado somado aos juros pré-determinados na data do vencimento.
Indicado para investidores que acreditam que a taxa prefixada será mais que a
taxa Selic no período de aplicação.
Recomendável levar o título até o seu vencimento para não correr o risco de
perda do capital investido devido a possibilidade de oscilação no preço do ativo no
período de aplicação.
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais
É um titulo com rentabilidade definida, acrescida de juros definidos no momento
da compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate do principal ocorre na
data de vencimento do título.
Recomendável levar o título até o seu vencimento para não correr o risco de
perda do capital investido devido a possibilidade de oscilação no preço do ativo no
período de aplicação.

Tesouro IPCA
É um titulo com a rentabilidade vinculada a variação do índice de inflação IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescida de um “prêmio” (juros)
definido no momento da compra. O resgate do valor nominal atualizado ocorre na
data de vencimento do título. É indicado aos investidores que buscam
rentabilidade real (juros pagos no momento da compra menos a inflação no
período). Sua principal vantagem é que seu dinheiro será atualizado de acordo
com a inflação (IPCA) do pais.
Recomendável levar o titulo ate o seu vencimento para não correr o risco de perda
do capital investido devido a possibilidade de oscilação no preço do ativo no
período de aplicação.

Tesouro IPCA com Juros Semestrais


É um título com a rentabilidade vinculada a variação do índice de inflação IPCA
(Índice de Preços ao Consumidor Amplo), acrescida de um “prêmio” (juros)
definido no momento da compra. O pagamento dos juros é semestral e o resgate
do valor nominal atualizado ocorre na data de vencimento do título. Indicado para
investidores que desejam obter um fluxo de rendimentos periódicos em função do
pagamento dos cupons semestrais.
Recomendável levar o título até o seu vencimento para não correr o risco de
perda do capital investido devido a possibilidade de oscilação no preço do ativo no
período de aplicação.

Vantagens
A principal vantagem dos títulos do Tesouro é o risco-retorno envolvendo a
aplicação. O retorno, em muitos casos, pode ser considerado superior aos
principais índices econômicos de nosso pais e são muito utilizados por gestores
de fundos pela segurança apresentada.
São indicados para investidores mais conservadores devido aos baixos riscos
apresentados.
Possibilidade de resgate (liquidez) diária também é uma vantagem dos títulos do
Tesouro.
Desvantagens
A “necessidade” de levar grande parte dos títulos ate a data de vencimento em
virtude das oscilações dos títulos no curto prazo, que podem levar o investidor a
resgatar seus títulos com perda do capital investido em caso de necessidade de
utilização dos recursos anteriormente a data de vencimento.
Incidência de IR regressivo nos rendimentos e cupons recebidos. Dessa forma, o
investidor deve sempre e atentar a tabela de IR caso desejar realizar um resgate
antes do vencimento do ativo.

Riscos
Os títulos públicos são 100% garantidos pelo Tesouro Nacional. Também poderia
citar outros riscos aqui, como de credito, de mercado, de fraude e de oscilação
nos preços dos ativos. Por esta ultima razão, recomendamos aos investidores
levar os títulos do Tesouro Prefixado e IPCA+ ate os vencimentos das aplicações,
visto que os preços dos títulos podem sofrer variações aos longo do período de
aplicação. No caso do Tesouro Selic, que são recomendados inclusive para o
curto prazo, não há esse risco de volatilidade de preços.

Aplicações Mínimas
Com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos, o Tesouro Nacional
permite aplicações de apenas R$ 30,00 ou 1% do valor do título.

Prazo
Os títulos do Tesouro Direto possuem liquidez diária
Tributação dos títulos do Tesouro segue os demais ativos de Renda Fixa
Lembrando que a cobrança de IR (Imposto de Renda) incide apenas sobre os
rendimentos obtidos e não sobre o valor total aplicado.

Tributação Renda Fixa


Tributação Aplicações
22,5% Até 6 meses
20% De 6 meses a 1 ano
17,5% De 1 ano a 2 anos
15% Superior a 2 anos
FUNDOS DE
INVESTIMENTO são uma alternativa interessante
para quem não tem muito tempo nem conhecimento para analisar o mercado e
prefere deixar o dinheiro nas mão de um profissional especializado. O responsável
por escolher os ativos do fundo é o gestor, a quem caberá as decisões de
compras e venda de ações ou títulos, sempre respeitando as regras que estão
descritas no regulamento do fundo.
Para você entender melhor como funciona um fundo, vamos dar um exemplo bem
simples:
Você tem um dinheiro sobrando e resolve investir em ações. Sempre que escolhe
fazer isso por meio de um fundo, o gestor juntará seu dinheiro ao de outras
pessoas que também fizeram o mesmo e comprará ações de empresas
negociadas na Bolsa de Valores com o volume financeiro total. Além disso, com
esses recursos, o gestor consegue comprar varias ações, trazendo diversificação
a sua carteira, mesmo com um volume de aplicação pequeno. Outra vantagem só
as operações de compra e venda dos ativos, cujos custos você teria sozinho,
enquanto no fundo são diluídas entre todos os cotistas.

Principais tipos de fundos


Fundos de Renda Fixa
Os fundos de renda fixa são aplicações em geral conservadoras e devem ter pelo
menos 80% de seus recursos aplicados nessa classe de ativos, como títulos
públicos, debentures e emissões bancarias. Muitos desses fundos apresentam
uma liquidez elevada, isto é , o investidor pode ter seus recursos resgatados em
períodos curtos, de 1 a 15 dias, o que é vantajoso, comparado a investimentos em
títulos bancários com resgate de 1 a 2 anos.
Os gestores dos fundos de renda fixa podem priorizar os investimentos em títulos
atrelados à inflação, com o objetivo de ganhar com o aumento dos índices de
preços, ou então, investir em títulos de divida de empresas privadas, cujos
rendimentos serão maiores a depender do risco de inadimplência associado.

Fundos Multimercado
Como o próprio nome indica, os fundos multimercado podem investir em diversos
mercados, como o de ações, moedas, juros e ate mesmo commodities.
Cabe ao gestor analisar o cenário e compor o portfolio com os ativos que ele
acredita serem os mais adequados para o momento.
A depender do multimercado, existe um tipo de estratégia especifica que o gestor
seguira, com base no seu processo e filosofia de investimentos.
A classe dos fundos multimercado possui a vantagem da flexibilidade, dada que
podem apresentar. Além disso, por não apresentarem compromisso de
concentração em algum fator de risco especifico, tais fundos podem se adaptar a
diferentes ambientes de mercado.

Fundos de ações
Os fundos de ações são uma ótima opção para quem quer ter uma parte do
capital investido no mercado acionário. Ao invés de ter todo o trabalho de selecio-
nar as melhores ações para comprar, o investidor simplesmente delega esta
tarefa para o gestor do fundo, que investe nas empresas após uma analise apro-
fundada de toda a equipe.
A depender do fundo, o portfólio pode ser focado em empresas com histórico de
distribuição elevada de dividendos, ou ainda em companhias que possuem
potencial elevado de crescimento. Em geral, será uma composição de 10 a 15
ações.

Fundos Cambiais
Com objetivo de acompanhar a variação de moedas estrangeiras, os fundos
cambiais aplicam os recursos dos investidores em títulos emitidos em dólares ou
euros por bancos e empresas. Esse tipo de fundo precisa aplicar pelo menos 80%
de seu portfolio, via derivativos, em moeda estrangeira. O restante deve ser inves-
tido em títulos e operações de renda fixa.
É uma opção atrativa para investidores que buscam proteção contra a valorização
de moeda estrangeira, como os que tem dívida em dólar ou tem planos futuros de
viajar para o exterior. Isso porque o fundo cambial permite comprar euros e
dólares com antecedência e manter o valor de compra até a viagem ou vencimen-
to da dívida. Porém, é considerado bem arriscado para pequenos investidores que
buscam multiplicação do patrimônio porque os valores para a conversão de
moedas variavam muito e são pouco previsíveis.

Fundos Imobiliários
São condomínios de investidores que tem por objetivo aplicar recursos no
desenvolvimento de empreendimentos imobiliários ou imóveis prontos, como
hotéis, shoppings, edifícios comerciais, escolas , loteamentos etc.
Estes fundos tem suas cotas negociadas na Bolsa de Valores e o investidor pode
comprar e vender como se fosse uma ação negociada na Bolsa. O objetivo do
fundo é conseguir retorno por exploração da locação, arrendamento, venda do
imóvel e demais atividades do setor imobiliário. O retorno pode se dar pela
distribuição de resultados mensais de receitas de alugueis, que é isento de
Imposto de Renda para pessoas físicas, ou pela venda das cotas na Bolsa de
Valores.
Custos de investir em fundos
Confira as principais taxas cobradas pelos gestores de fundos de investimento:

Taxa de administração
Percentual sobre o patrimônio liquido do fundo. É a taxa cobrada pela prestação
de serviço do gestor. Em geral, quanto mais complexa a estratégia do fundo,
como no caso de ações e multimercado, maiores tendem a ser as taxas. Mais
importante do que analisar o valor da taxa de administração, é saber se a gestão
tem capacidade de entregar um retorno condizente.

Taxa de performance
Se estiver estabelecido no regulamento do fundo, o gestor cobrara a taxa sempre
que superar a rentabilidade de um índice de referencia predefinido. Isso pode ser
um incentivo interessante para alinhar os interesses do gestor e do investidor na
busca pela melhor rentabilidade possível.

Imposto de Renda nos fundos de investimentos.

Os fundos de investimento de renda fixa e multimercado que possuírem regime de


tributação Longo Prazo seguem a seguinte tabela regressiva:

Prazo de aplicação Alíquota de IR (cobrada sobre o lucro)


Até 180 dias 22,5%
de 181 a 360 20,0%
de 361 a 720 dias 17,5%
Acima de 720 dias 15,0%

Já os fundos com regime de Curto Prazo possuem a seguinte tabela:


Prazo de aplicação Alíquota de IR (cobrada sobre o lucro)
Até 180 dias 22,5%
Acima de 180 dias 20,0%

Os fundos de ações, por sua vez, seguem uma regra mais simples:
Prazo de aplicação Alíquota de IR
(cobrada sobre o lucro)
Independente do prazo
de aplicação 15,0%
COME-COTAS é um processo de antecipação do
recolhimento do Imposto de Renda nos ganhos de aplicações em fundos. O
imposto é recolhido semestralmente, nos últimos dias de maio e novembro. Esse
processo é realizado por meio da redução do numero de cotas do investidor, de
forma semelhante a um resgate.
Estão sujeitos ao come-cotas apenas os fundos com regime tributário de curto
prazo ou longo prazo. Logo os fundos com tributação de renda variável estão
isentos ao come-cotas. Para os fundos de curto prazo, a alíquota é de 20%,
enquanto para os de longo prazo é de 15%.

CRIPTOMOEDAS são moedas digitais,


criptografadas e descentralizadas – ou seja, sua emissão não depende de Banco
Central. Em vez disso, as principais moedas do mercado são produzidas por
milhares de computadores espelhados pelo mundo – é a chamada mineração de
moedas digitais. Estas máquinas são mantidas por pessoas, que usam esta força
computacional para criar novas criptomoedas, além de registrar e aprovar as
operações feitas com a moeda digital.
O exemplo mais conhecido de criptomoeda é o Bitcoin, que foi definido por seu
criador como “um sistema de dinheiro eletrônico peer-to-peer”, que replica as
propriedades do dinheiro físico num ambiente digital.
Sua oferta e quantidade emitido (no máximo 21 milhões) é predeterminada pelas
regras estabelecidas em um software e é assegurada pelos participantes da rede,
sem um banco central, como as moedas tradicionais. Seu preço é definido
livremente pelo mercado. Baseado numa tecnologia denominada blockchain, o
sistema é considerado seguro, apesar de não ter uma entidade centralizadora ou
instituição financeira por trás.
Principais riscos: As criptomoedas são um investimento de renda variável que
possuam muita volatilidade, então o risco de mercado é elevado e o investidor
deve fazer uma boa análise antes de alocar seu capital neste tipo de produto.

DERIVATIVO é um instrumento financeiro cujo valor final


depende (deriva), total ou parcialmente, do valor de outro ativo – que pode ser
uma ação, moedas, juros, entre outros. Os derivativos são utilizados muitas vezes
para fins de gestão de risco de empresas e de investidores pessoas físicas, que
buscam proteção contra oscilações indesejadas – estratégia conhecida como
hedge. Eles também são utilizados por investidores que montam operações
visando um lucro mais elevado, já que eles possibilitam uma alavancagem maior,
o que traz também um risco mais elevado.
MERCADO FUTURO é como outro mercado
qualquer que conta com a presença de vendedores e compradores influenciados
pela oferta e demanda dos ativos negociados. A diferença é que, em vez de ativos
à vista, são negociados contratos para liquidação em uma data futura específica,
previamente autorizada.
O mercado futuro oferece diversos contratos, mas vale destacar os minicontratos
do Índice Bovespa (WIND) e os minicontratos de Dólar (WDOL), que movem
grandes volumes financeiros diariamente. Os principais agentes neste mercado
são investidores especulando, dado a possibilidade de alavancagem, e
investidores protendo seu patrimônio (hedgers).

OPÇÕES No mercado de opções o investidor compra o direito,


porém não a obrigação, de compra ou de venda de um ativo financeiro, com
preços e prazos de exercício determinados. Ao comprar uma opção de compra,
por exemplo, o investidor tem o direito de comprar um ativo no preço (conhecido
como preço de exercício ou strike) e prazo predefinidos.
Vamos supor o exemplo de um investidor que comprou uma opção de compra das
ações da empresa XYZ a R$100, em um dia específico no futuro. Neste dia, o
investidor terá a alternativa de comprar ou não a ação, dependendo do preço que
o papel está sendo negociado.
Se o preço de mercado for superior a 100, o investidor exercerá sua opção, pois
poderá comprar por R$100 uma ação que vale mais do que isso no mercado.
Caso o preço no mercado seja abaixo de R$100, a opção não deve ser exercida,
pois vale mais a pena comprar o papel diretamente no mercado à vista. Neste
caso a opção terá virado “pó”, como é frequentemente falado no mercado finan-
ceiro.
Como o comprador de uma opção te um direito e o vendedor uma obrigação,
sempre que uma opção é negociada é pago um prêmio, que pode ser comprado,
por exemplo, ao prêmio de uma apólice de seguro. Assim, quem adquire o direito,
ou seja, quem compra a opção paga um prêmio, enquanto quem vende a opção
acaba recebendo este prêmio.
Existem opções de compra conhecidas. Em inglês como CALL e opções de
venda, conhecidas como PUT. Assim, o investidor tem quatro alternativas básicas:
comprar ou vender uma opção de compra e comprar ou vender uma opção de
venda. Estas operações são comumente ilustradas em gráficos de “payoff”, que
ilustram o quanto o investidor ganha ou perde de acordo com o preço do ativo
objeto no vencimento.
A partir destas quatro alternativas básicas é possível criar estruturas de opções
mais complexas, por exemplo: Call Spread e Put Spread, Collar, Fence, Stradle,
Fly e muitas mais.
AÇÕES
AÇÃO é a menor parcela do capital social das companhias ou
sociedades anônimas. Ao comprar uma ação o investidor se torna sócio da
empresa e, portanto, pode ganhar com o crescimento e a distribuição dos seus
lucros. A grande vantagem do mercado de ações em relação a abrir o próprio
negócio é que o investidor pode se tornar sócio de empresas bastante sólidas,
com posição de liderança de mercado, barreiras de entrada a novos concorrentes
e enorme potencial de crescimento. É por esse motivo que muita gente acha que
investir na Bolsa é menos arriscado do que se tornar empresário ou
empreendedor.
As ações podem ser de dois tipos, ordinárias ou preferenciais, sendo que a
principal diferença é que as ordinárias dão ao seu detentor o direito de voto e as
preferenciais permitem o recebimento de dividendos em valor superior ao das
ações ordinárias, bem como a prioridade no recebimento de reembolso do capital.
O primeiro lançamento de ações no mercado é chamado de IPO – Initial Public
Offer (Oferta Pública Inicial). Após a abertura de capital e a oferta inicial, a
empresa poderá realizar outras ofertas públicas, conhecidas como “Follow-on”
As ações de IPO e Follow-on podem ser primárias e secundárias. Nas ofertas
primárias, a empresa capta recursos novos para investimento e reestruturação de
passivos, ou seja, ocorre efetivamente um aumento de capital da empresa. As
ofertas secundárias, por sua vez, proporcionam liquidez aos empreendedores,
que vendem parte de suas ações, num processo em que o capital da empresa
permanece o mesmo, porém ocorre um aumento na base de sócios.
Investir diretamente em ações costuma ser uma boa opção para aqueles que
podem acompanhar de perto o dia a dia da Bolsa e dispõem de tempo para
estudar e avaliar fatores que influenciam as empresas e os setores da economia.

Análise fundamentalista é um dos métodos mais


tradicionais de avaliar empresas com intuito de tomar uma decisão
deinvestimento. Este método leva em consideração não apenas os fatores
relacionados à situação financeira, econômica e de mercado das companhias,
mas também o cenário econômico global nos qual estão inseridas. Tal análise tem
um horizonte de médio e longo prazo.
A análise fundamentalista não se limita a análise de ações, podendo também ser
aplicada a uma empresa não listada na bolsa de valores, um setor da economia,
uma commodity, e moedas.

A análise técnica ou análise gráfica é a forma pela qual são


utilizados gráficos para determinar o momento de entrar e sair de um ativo.
Os gráficos refletem a expectativa de todos os agentes que estão atuando no
mercado, logo se estivermos observando um aumento de preços é porque a
demanda está maior que a oferta e se estivermos observando uma perda de
níveis de preços é porque a oferta é maior que a demanda.
É como se estivéssemos fazendo uma pesquisa de opinião, em que, por meio
dela, tentamos identificar as melhores tendências, para que possamos investir no
mercado e projetar o futuro caminho dos preços dentro de uma lógica de maiores
probabilidades, acreditando que os padrões e tendências ocorridos no passado se
repetem.
Esta técnica vem sendo apreciada por muitos que operam no mercado financeiro,
visando rentabilizar seu portfólio de investimentos procurando identificar o melhor
“momento” para realizar operações e ser mais simples em suas análises.

TRIBUTAÇÃO DAS AÇÕES


Mercado à vista: O IR sobre ganhos com ações é de 15%. Porém,
o investidor está isento quando a soma de suas vendas mensais de ações forem
inferiores a R$ 20k ( R$ 20.000,00).

Mercado de opções a termo e de futuros:


Quando o investidor opera nestes mercados paga 15% da alíquota quando há
lucro, independente do volume financeiro.

Day Trade: Neste caso, especificamente, o valor da alíquota é de 20%


sobre o lucro obtido.

Lembre-se o recolhimento é mensal e deve ser feito até o último dia útil do
mês seguinte às operações.

PRINCIPAIS RISCOS
MERCADO: É o principal risco do investimento em ações. Isso porque o
preço varia diariamente e o investidor por perder dinheiro se houver oscilação
negativa durante o período da sua aplicação nos papéis daquela companhia.

LIQUIDEZ: O investidor pode não encontrar compradores potenciais no


momento que quiser vender o papel e no preço desejado. Isso acontece
principalmente com ações de empresas menores que têm pouca negociação na
Bolsa de Valores
BÔNUS
Quebrada, vou deixar
este bônus pra você
como uma forma de
presente.
Como você deve saber,
eu utilizo a analise
fundamentalista para a
escolha dos meus
investimentos, então irei
deixar aqui neste e-book
os principais indicadores
fundamentalistas
e como observar a
opnião do Auditor
sobre as
Demonstrações
Financeiras.
MAS
ANTES
DE TUDO,
O QUE SÃO AS
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS?
DEMONSTRAÇÕES
FINANCEIRAS
a situação financeira geral de uma empresa.
são apresentações capazes de informar

Esses relatórios contábeis são muito úteis para auxiliar uma empresa a organizar
o orçamento e tomar decisões de gestão.
É com base nas demonstrações financeiras que é possível apurar impostos,
controlar o fluxo de caixa, realizar investimentos mais rentáveis e gerenciar
melhor o negócio como um todo.
As empresas são obrigadas a prestar contas anualmente através das
demonstrações financeiras. Além disso, elas são utilizadas por diversos
interessados na empresa: investidores, credores, clientes, bancos e outros.

Qual a importância das demonstrações financeiras?


É através das demonstrações financeiras de uma empresa que a equipe de
finanças, um investidor em potencial e os sócios podem tomar decisões mais
seguras.
É por meio da análise das informações contidas nas demonstrações financeiras
que as organizações conseguem aprovar financiamentos, pois ali estão
discriminados os recursos disponíveis em caixa e sua capacidade de pagamento.
As demonstrações financeiras são capazes de discriminar todos os gastos, o
retorno sobre investimentos e o faturamento previsto.
Os principais itens das demonstrações financeiras são o Balanço Patrimonial e a
Demonstração dos Resultados do Exercício.
- Balanço Patrimonial: No Balanço Patrimonial são registrados os bens, direitos e
obrigações da empresa num determinado momento, agrupados em contas
dispostas em ordem decrescente de liquidez.

PEGA A VISÃO DO
EXEMPLO DE UM BALANÇO
PATRIMONIAL DA
EMPRESA “FAV S.A”
EMPRESA FAV S.A

Total Ativo R$ 1.800

Ativo Circulante R$ 800


Caixa R$ 180
Contas a Receber de Clientes R$ 300
Estoque R$ 200
Outros R$ 120

Ativo Não Circulante R$ 100

Realizável a Longo Prazo R$ 100


Empréstimo a Receber R$ 100

Permanente R$ 900
Investimentos R$ 200
Imobilizado R$ 600
Intagível R$ 100

Total Passivo R$ 1.800,00

Passivo Circulante R$ 600,00


Fornecedores R$ 180,00
Empréstimo a Pagar R$ 150,00
Impostos e Outros R$ 270,00

Passivo Não Circulante R$ 200,00

Exigível a Longo Prazo R$ 200,00


Empréstimo a Pagar R$ 200,00

Patrimônio Liquido R$ 1.000,00


Capital Social R$ 600,00
Reservas R$ 400,00

A soma de todos os itens do Ativo será SEMPRE


igual à soma dos itens do Passivo.
No Ativo Circulante estão contabilizadas as disponibilidades (caixa, valores
depositados em bancos, aplicações financeiras de curto prazo e etc.) e os direitos
realizáveis no prazo de um ano (contas a receber de clientes, estoques e etc.).

Como Não Circulante, podemos destacar dois grupos: o Realizável a Longo


Prazo e o Ativo Permanente. O Realizável a Longo Prazo também registra direitos
e obrigações, porém aqueles que somente têm expectativa de realização após um
ano a partir da data do balanço.
Exemplos: vendas com prazo superior a um ano, empréstimos concedidos a
empresas do mesmo grupo controlador, dentre outras operações consideradas de
longo prazo.

O Ativo Permanente pode ser dividido em três parcelas básicas: Investimentos,


Imobilizado e Intangível. Em Investimentos classificam-se as participações
societárias de caráter permanente em outras empresas. No Imobilizado estão os
bens destinados às operações da companhia, como suas fábricas, equipamentos,
instalações, etc. Com relação ao Intangível, alguns exemplos seriam marcas,
patentes e licenças de uso de software. No Passivo Circulante estão classificadas
as obrigações de curto prazo da companhia, como dívida com fornecedores,
impostos, instituições financeiras e etc.

O Exigível a Longo Prazo, da mesma forma, registra dívidas e obrigações, com a


única diferença situada no prazo de pagamento, ou seja, aqui se incluem aquelas
com prazo superior a um ano.

Finalmente quebrada, chegamos ao Patrimônio Líquido, que representa o capital


próprio da empresa. Nele estão incluídas as contas de Capital Social, Reserva de
Capital, Reserva de Lucros e outras reservas, além dos Prejuízos Acumulados
(caso existam). Em outras palavras, este grupo se caracteriza pela diferença entre
o valor total dos ativos (bens e direitos) e dos passivos (obrigações).

Falando agora sobre a Demonstração dos Resultados: Na Demonstração dos


Resultados do Exercício é que iremos verificar a performance da empresa dentro
de um determinado período. Cabe aqui lembrar que o Balanço Patrimonial
representa uma fotografia dos números da empresa em certa data. No caso da
Demonstração dos Resultados a visão é outra, ou seja, são valores acumulados
num espaço de tempo (receitas e despesas), sendo o somatório vai nos mostrar
se houve lucro ou prejuízo. A classificação das contas segue uma sequência
lógica e se inicia com o faturamento da empresa (ou Receita Operacional Bruta)
no período. Vamos tomar como referência a Demonstração de Resultados da
empresa fictícia FAV S.A., pega a visão novamente:
EMPRESA FAV S.A

(+) Receita Operacional Bruta 1000


(-) Imposto sobre vendas (80)
(-) Devoluções e Abatimentos (20)
(=) Receita Operacional Liquida 900
(-) Custo dos Produtos Vendidos (400)
(=) Lucro Bruto 500
(-) Despesa Operacionais (240)
Vendas (100)
Administrativas (60)
Financeiras (liquidas) (80)
Equivalencia Operacional 30
Outros (30)
(=) Lucro Operacional Antes do IR e CSLL 260
(-) Imposto de renda e Contribuição Social (80)
(=) Lucro Liquido 180

A contabilidade utiliza o chamado regime de competência, e não de caixa, o que


significa que todos os valores são lançados na Demonstração dos Resultados,
sejam eles efetivamente recebidos ou não. A Receita Operacional Bruta se
relaciona com as vendas da empresa no período, não importando se foram feitas
à vista ou à prazo. Da receita bruta são deduzidos os impostos, como IPI, ICMS e
outros, e ainda eventuais devoluções de vendas e abatimentos concedidos
posteriormente à entrega dos produtos. Chegamos então à Receita Operacional
Líquida.

O Custo dos Produtos Vendidos, ou simplesmente CPV, representa a parcela dos


estoques que foi vendida no período, incorporando todo o custo envolvido na
produção, como matérias-primas, mão-de-obra, energia, depreciação, etc.

Numa empresa industrial, a fórmula básica do CPV é a seguinte:

CPV = EI + CPP – EF
Onde:
EI = Estoque Inicial
CPP = Custo de Produção no Período
EF = Estoque Final
O Custo de Produção obedece a seguinte composição:

CPP = MC + MO + CI
Onde:
MC = Materiais Consumidos
MO = Mão-de-Obra Direta
CI = Custos Indiretos de Fabricação (aluguéis, materiais auxiliares, m.o.
indireta, etc.)

A diferença entre a receita líquida e o CPV resulta no Lucro Bruto.


Em seguida, encontramos as Despesas Operacionais, aqui apresentadas de
acordo com as definições dada pela Lei das S.A.

As principais despesas operacionais são:

Despesas com Vendas: representam todos os gastos de promoção, colocação e


distribuição dos produtos da empresa, tais como salários do pessoal de vendas,
comissão de vendedores, propaganda e publicidade, dentre várias outras.

Despesas Administrativas: incluem os gastos com o pessoal específico da área


administrativa, honorários da diretoria, dentre outras despesas.

Despesas Financeiras: referem-se aos custos dos empréstimos contratados


junto às instituições financeiras, além de encargos de títulos e outras operações
sujeitas a despesas de juros (debêntures, por exemplo).

Nosso exemplo menciona despesas financeiras líquidas, o que significa que as


Receitas Financeiras também estão contabilizadas aqui, sendo mostrado o saldo
entre despesas e receitas. As receitas financeiras se originam basicamente da
aplicação no mercado financeiro das disponibilidades de recursos da empresa.

Equivalência Patrimonial: diz respeito à parte proporcional que cabe a uma


empresa sobre a variação do Patrimônio Líquido de outras empresas nas quais
tenha participação acionária relevante.

Seguindo o ordenamento lógico da Demonstração dos Resultados, concluímos


que se deduzirmos do Lucro Bruto todas as despesas operacionais, chegamos ao
Lucro Operacional antes do IR e CS.

Deste lucro é deduzida a parte do “Leão” da Receita Federal. Tudo considerado


apura-se então o Lucro Líquido do exercício, que é direcionado para os
acionistas, sendo uma parte na forma de dividendos e outra parte incorporada ao
Patrimônio Líquido, na condição de reservas.
Constam ainda com destaque nas demonstrações financeiras o Relatório da
Administração, a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, a
Demonstração do Fluxo de Caixa, as Notas Explicativas e o Parecer dos
Auditores Independentes.

Parecer dos Auditores Independentes


O parecer do Auditor Independente é o documento final que é elaborado após a
auditoria de determinada entidade. É neste parecer que o Auditor expressa sua
opinião sobre as demonstrações contábeis que foram analisadas, se elas estão ou
não adequadas, em todos os aspectos relevantes, aos critérios contábeis.

Para formar essa opinião, o auditor deve concluir se obteve segurança razoável
de que as demonstrações contábeis tomadas em conjunto estão livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

OPINIÃO NÃO MODIFICADA


A primeira forma de opinião que apresentaremos é a ” Opinião não Modificada”
definido pela a NBC TA 700 (NBC TA = Normas Brasileiras de Contabilidade
aplicadas à Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de
Auditoria Independente) que dispõe sobre a formação da opinião e emissão do
relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis como:

Opinião não modificada é a opinião expressa pelo auditor quando ele conclui que
as demonstrações contábeis são elaboradas, em todos os aspectos relevantes, de
acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Resumindo: Tá tudo certo
(lembre-se, que o que é verificado são os aspectos MAIS RELEVANTES, e não
TODOS os aspectos das demonstrações)
OPINIÃO MODIFICADA
Nesta parte serão apresentadas as opiniões modificadas. Estas se encontram na
NBC TA 705 que dispõe sobre modificações na opinião do auditor independente.
De forma clara… a opinião modificada aparece sempre que “tiver algum
problema” . São três os tipos de opiniões modificadas: “Opinião com ressalva”,
“Opinião adversa” e “Abstenção de opinião”.

O auditor deve modificar sua opinião, de acordo com a NBC TA 705, se:

Concluir, com base em evidência de auditoria obtida, que as demonstrações


contábeis tomadas em conjunto apresentam distorções relevantes OU não
conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir que as
demonstrações contábeis tomadas em conjunto não apresentam distorções
relevantes.

OPINIÃO COM RESSALVA


O auditor deve expressar uma “Opinião com ressalva” quando:

Ele, tendo obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as


distorções, individualmente ou em conjunto, são relevantes, mas não
generalizadas nas demonstrações contábeis; ou não é possível para ele obter
evidência apropriada e suficiente de auditoria para fundamentar sua opinião, mas
ele conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as
demonstrações contábeis, se houver, poderiam ser relevantes, mas não
generalizados.

OPINIÃO ADVERSA
A segunda opinião modificada a ser apresentada é a “Opinião Adversa”.

O auditor deve expressar uma “Opinião adversa” quando, tendo obtido evidência
de auditoria apropriada e suficiente, conclui que as distorções, individualmente ou
em conjunto, são relevantes e generalizadas para as demonstrações contábeis.

ABSTENÇÃO DE OPINIÃO
A última forma de opinião modificada a ser apresentada é a “Abstenção de
Opinião”.
O auditor deve se abster de expressar uma opinião quando não consegue obter
evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião e ele
concluir que os possíveis efeitos de distorções não detectadas sobre as
demonstrações contábeis, se houver, poderiam ser relevantes e generalizados.

O auditor deve se abster de expressar uma opinião quando, em circunstâncias


extremamente raras envolvendo diversas incertezas, concluir que,
independentemente de ter obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente
sobre cada uma das incertezas, não é possível expressar uma opinião sobre as
demonstrações contábeis devido à possível interação das incertezas e seu
possível efeito cumulativo sobre essas demonstrações contábeis.

Quando o auditor se abstém de expressar uma opinião devido à impossibilidade


de se obter evidência de auditoria apropriada e suficiente, ele deve:

a)Especificar que ele não expressa opinião sobre as demonstrações contábeis

b) Especificar que, devido à relevância dos assuntos descritos na seção “Base


para abstenção de opinião”, o auditor não conseguiu obter evidência de auditoria
apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião de auditoria sobre as
demonstrações contábeis.

c) Alterar a declaração requerida pelo item 24 da NBC TA 700, que indica que as
demonstrações contábeis foram auditadas, para especificar que o auditor foi
contratado para auditar as demonstrações contábeis.

ANÁLISE DE BALANÇOS
A análise retrospectiva das demonstrações financeiras permite ao analista
conhecer em detalhes a estrutura de capitais da empresa analisada, observando a
evolução dos principais dados contábeis, como as contas a receber de clientes,
nível de estoques, contas a pagar a fornecedores, faturamento, custo de produtos
vendidos, estrutura financeira, etc.

É comum quando da análise dos balanços a reclassificação de algumas contas


por parte dos analistas, com o objetivo de obter um padrão mais adequado para o
trabalho. Um bom exemplo é a separação das despesas financeiras e da
equivalência patrimonial do lucro operacional, criando-se o chamado Lucro da
Atividade.

Vamos tomar como exemplo a Demonstração dos Resultados da empresa FAV


S.A, onde também veremos os cálculos da Análise Vertical e da Análise
Horizontal.
EMPRESA FAV S.A
ANO 2X11 A.V (%) ANO 2X12 A.V (%) A.H (%)
(+) Receita Operacional Bruta 900 100 1.090 100 21
(-) Custo dos Produtos Vendidos (400) (44,4) (460) (42,2) 15
(=) Lucro Bruto 500 55,6 630 57,8 26
(-) Despesa ligadas a Atividade (190) (21,1) (195) (17,9) 3
(=) Lucro da Atividade 310 34,4 435 39,9 40
(-) Resultado Financeiro (80) (8,9) (60) (5,5) (25)
(=) Lucro Antes do Imposto de Renda 230 25,6 375 34,4 63
(-) Imposto de Renda e Contribuição (80) (8,9) (125) (11,5) 56
Social
(+) Equivalencia Patrimonial 30 3,3 (30) (2,8) -
(=) Lucro Liquido 180 20 220 20,2 22

A Análise Vertical (A.V.) indica o peso de cada conta em relação ao total de


ativos da empresa (no caso do balanço patrimonial) ou a representatividade de
cada linha da demonstração dos resultados em relação à receita líquida.

No nosso exemplo, podemos observar que ocorreram alterações nas “margens”


da análise vertical de um ano para o outro. Destacam-se como importantes
referenciais para análise a margem bruta (lucro bruto/receita líquida), margem da
atividade (lucro da atividade/receita líquida) e margem líquida (lucro líquido/receita
líquida). A Análise Horizontal (A.H.) mostra a evolução de cada conta de um
período para outro, ou seja, a variação percentual de cada item das
demonstrações financeiras. Em nosso exemplo, notamos que o item que mais
cresceu foi o Lucro Antes do IR (63%) e o que mais se reduziu foi o Resultado
Financeiro, que caiu 25%. Quanto aos indicadores que medem a performance da
empresa, vamos começar mostrando aqueles ligados a uma avaliação estática,
que são os Indicadores de Liquidez e de Endividamento. Mais uma vez vamos
recorrer às demonstrações financeiras da empresa FAV S.A., mas agora
observando seu Balanço Patrimonial e demonstrando alguns quocientes bastante
utilizados.
EMPRESA FAV S.A

Total Ativo 1.800

Ativo Circulante 800


Caixa 180
Contas a Receber de Clientes 300
Estoque 200
Outros 120
Ativo Não Circulante 100
Realizável a Longo Prazo 100
Permanente 900
Total Passivo 1.800
Passivo Circulante 600
Fornecedores 180
Empréstimos a Pagar 150
Impostos 270
Passivo Não Circulante 200
Exigível a Longo Prazo 200
Empréstimo a Pagar 200
Patrimônio Liquido 1000

Indicadores
Liquidez Corrente 1,33
Liquidez Seca 1
Liquidez Geral 1,13
Endividamento Geral 0,8
Endividamento Oneroso 0,35
Grau de Aplicações Financeiras 0,18
Endividamento Oneroso Liquido 0,17
Grau de Imobilização 0,9

Liquidez Corrente = Ativo Circulante/Passivo Circulante

Indica quanto a empresa tem a receber no curto prazo em relação a cada unidade
monetária que deve no mesmo período.

Liquidez Seca = (Ativo Circulante - Estoques)/Passivo Circulante

Tem o mesmo significado que a liquidez corrente, com exceção do fato de que os
estoques não são considerados como recebíveis, ou seja, não conta com a
realização imediata dos estoques.
Liquidez Geral = Ativo Circulante + Realizável a Longo Prazo
Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo

Oferece a mesma indicação da liquidez corrente, mas engloba também os ativos e


passivos a longo prazo.

Endividamento Geral = Passivo Circulante + Exigível a Longo Prazo


Patrimônio Líquido

Indica quanto a empresa tem captado junto a terceiros em relação ao seu capital
próprio.

Endividamento Oneroso = Dívida Onerosa Total/Patrimônio Líquido

Mede especificamente o comprometimento do capital próprio da empresa em


relação à sua dívida com bancos e outras que têm custo financeiro embutido
(debêntures, desconto de duplicatas, etc.).

Grau de Aplicações Financeiras = Disponibilidades/Patrimônio Líquido

Indica a representatividade das disponibilidades aplicadas pela empresa no mer-


cado financeiro em relação ao seu Patrimônio Líquido.

Endividamento Oneroso Líquido = Dívida Onerosa Total – Disponibilidades


Patrimônio Líquido

Como o nome diz, trata-se do cálculo do endividamento deduzido das disponibili-


dades aplicadas no mercado financeiro. É bastante útil nos casos de empresas
que têm baixo custo de captação de empréstimos e o fazem com intuito de
realizar o que chamamos de arbitragem, ou seja, captam de um lado e aplicam do
outro, gerando ganhos líquidos.

Grau de Imobilização = Ativo Permanente/Patrimônio Líquido

Indica em que nível os ativos não correntes da empresa são financiados com
recursos próprios.

Indicadores de Rentabilidade e de Cobertura Financeira

Por fim, vamos tratar dos Indicadores de Rentabilidade e de Cobertura Financeira.


Dentre os primeiros, alguns já foram citados quando falamos sobre análise verti-
cal: as margens da demonstração dos resultados. Como complemento, devem ser
acrescentados outros dois indicadores. São eles a Rentabilidade do Patrimônio
Líquido e a Rentabilidade sobre o Ativo Total.
Rentabilidade do Patrimônio Líquido = Lucro Líquido/Patrimônio Líquido

É a taxa de retorno dos acionistas e mede a performance do lucro em relação ao


capital próprio empregado na empresa. Normalmente se utiliza o Patrimônio
inicial, mas podem ser necessários ajustes, o que nos leva a sugerir, em princípio,
o emprego do Patrimônio médio do período de apuração do lucro.

Rentabilidade do Ativo Total = Lucro Líquido/Ativo Total médio

Este indicador mede a eficiência global da administração, ou seja, o retorno obtido


em relação ao total de recursos empregados, sejam eles próprios ou de terceiros.

Os indicadores de rentabilidade são habitualmente expressos no formato


percentual.

Quanto aos índices quem medem a capacidade de cobertura financeira,


destacamos dois bastante usuais:

Cobertura de Juros = Geração de Caixa na Atividade (Ebitda)/Despesas


Financeiras

Este índice confronta a capacidade de geração de caixa da empresa através das


suas atividades próprias (conhecida pela sigla Ebitda) com as despesas
financeiras do período considerado. Quanto maior este índice, mais confortável se
mostra a situação da empresa, em termos da execução dos seus encargos
financeiros.

Cobertura da Dívida = Dívida Líquida/Geração de Caixa na Atividade (Ebitda)

Aqui o confronto se dá entre a capacidade periódica de geração de caixa na ativi-


dade (normalmente de um ano) e a dívida propriamente dita (considerando
passivos de curto e longo prazo). Tendo em vista a possível existência de
disponibilidades expressivas por parte da empresa analisada, é recomendável
levar em conta a chamada dívida líquida, ou seja, dívida onerosa de curto e longo
prazos deduzida das disponibilidades.

Mais à frente estaremos abordando em mais detalhes os conceitos e fórmulas de


cálculo da geração de caixa das empresas, inclusive o EBITDA.

O Capital de Giro

Outro ponto fundamental na análise dos balanços é a avaliação das movimen-


tações do capital de giro, representado pelas contas tipicamente cíclicas do Ativo
Circulante e do Passivo Circulante.
No lado do ativo, as principais contas envolvidas são Clientes e Estoques.
No passivo, destaques para Fornecedores, Impostos, Salários, dentre outras.

É importante destacar que contas financeiras (Caixa, Bancos, Aplicações em


Títulos e Valores Mobiliários, Empréstimos, etc.) não se caracterizam como ativos
ou passivos cíclicos, sendo avaliadas em separado.

Capital Circulante Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante

Necessidade de Capital de Giro = Ativos Cíclicos – Passivos Cíclicos

O Ciclo Operacional de uma empresa se define pelo tempo decorrido entre a


compra das matérias-primas e o recebimento das vendas.

O Ciclo Financeiro se define pelo tempo decorrido entre o pagamento aos


fornecedores das matérias-primas e o recebimento das vendas.

Neste diagrama, estão embutidos os prazos médios de recebimento dos clientes,


pagamento aos fornecedores e giro dos estoques, que são os chamados
indicadores da atividade. Tratam-se de indicadores dinâmicos e mesclam
informações do Balanço Patrimonial e da Demonstração dos Resultados.

(
Prazo Médio de Recebimento de Vendas = Contas a Receber de Clientes
Receita Operacional X Período da Receita
)
Este indicador mostra quantos dias a empresa deverá esperar, em média, para o
efetivo recebimento de suas vendas a prazo. As contas a receber são retiradas do
ativo circulante e a receita da demonstração dos resultados. O prazo das vendas
é dado em dias e tem que ser compatível com o período utilizado, seja ele mês,
trimestre, semestre ou ano.

Prazo Médio de Estocagem = Estoques x Período do CPV


CPV
Este indicador representa o prazo médio de renovação dos estoques, e o fazemos
relacionando o valor dos estoques, retirado do Ativo Circulante, com o Custo dos
Produtos Vendidos, sendo o quociente multiplicado pelo período de dias
equivalente ao CPV utilizado, assim como fizemos no exemplo anterior.

Prazo Médio de Pagamento = Fornecedores x Período das Compras


aos Fornecedores Compras

Neste caso, é obtido o tempo médio decorrido entre a compra de matérias primas
e o efetivo pagamento aos fornecedores. Como não existe explicitamente nas
demonstrações financeiras o valor das compras, podemos utilizar o valor do CPV
como denominador, ainda que não seja um modelo perfeito.

Indicadores Fundamentalistas: LPA, VPA, CFS

Neste tópico, vamos estudar alguns indicadores da análise fundamentalista,


destacando aqui três quocientes que relacionam os valores dos balanços ao
número de ações da empresa.

O primeiro deles é o Lucro por Ação (LPA), cujo significado é explícito e


representa a divisão do lucro líquido pelo número total de ações da empresa.

LPA = Lucro Líquido / Número Total de Ações

Em seguida, passamos ao cálculo do Valor Patrimonial por Ação (VPA), que


representa a divisão do Patrimônio Líquido da empresa pelo seu número total de
ações.

VPA = Patrimônio Líquido / Número Total de Ações

A Geração de Caixa por Ação (ou CFS: Cash Flow/Share) pode utilizar vários
conceitos de geração de caixa, sendo que aqui optamos por indicar o de geração
de caixa na atividade, ou EBITDA.

CFS = Geração de Caixa na Atividade / Número Total de Ações

Múltiplos de Mercado: P/L, P/VPA, P/CFS, EV/EBITDA

Em seguida, estaremos conhecendo os chamados Múltiplos de Mercado,


destacando quatro dos mais utilizados. São eles o P/L, P/VPA, P/CFS e
EV/EBITDA.
Preço/Lucro (P/L) = Cotação da Ação / Lucro por Ação

O P/L indica o tempo de retorno do investimento, partindo-se da premissa teórica


que o lucro da empresa em um ano se repetirá nos anos seguintes.
Assume ainda um caráter de preço relativo, na medida em que seja disponível
uma série de lucros anuais para várias empresas.

Se esta série indicar, por exemplo, uma média 10,0 de P/L para o univers
considerado, pode ser entendido que o risco médio atribuído ao mercado tem
valor 10,0 para aquele ano. Esta média certamente envolve empresas de vários
setores, alguns considerados mais arriscados (mais difíceis para definirmos
prognósticos para o futuro, em face de características sazonais ou outras). Assim,
começamos a atribuir níveis de P/L “justos” para cada setor e para cada empresa.

Então, se entendemos que determinado setor apresenta risco abaixo da média


dos setores envolvidos, é lícito supor que nos dispomos a esperar mais tempo
pelo retorno em um investimento naquele setor, ou seja, podemos aceitar “pagar”
um P/L mais alto por ações de uma empresa atuante num setor considerado de
menor risco.

E o mesmo raciocínio vale para comparações entre empresas do mesmo setor,


em face de diferenças nas estruturas de capitais, nos mercados específicos de
atuação, etc.

Exemplo: Se determinada empresa tem uma cotação atual de R$ 5,00/ação e o


lucro projetado é de R$ 1,00/ação, o P/L projetado é de 5,0.

Admitindo que o P/L médio de uma série confiável de projeções para o mesmo
período seja 8,0 e que o mercado atribui baixo risco à empresa sob análise,
poderia ser atribuído ao valor das suas ações um potencial de valorização mínimo
de 60%, que equivale, em nosso exemplo, à valorização necessária para que sua
cotação se ajustasse à média de “risco” atribuído ao mercado.
Portanto, o P/L atual de 5,0 vezes indicaria que seus títulos em Bolsa estariam
subavaliados, de acordo com esta análise.

Preço/Valor Patrimonial (P/VPA) = Cotação da Ação / Patrimônio Líquido por


Ação

Indica a relação existente entre o valor de mercado e o valor contábil do


Patrimônio Líquido da empresa. Como já vimos, o valor contábil não é a
representação do que o mercado entende sobre o valor da empresa.
Entretanto, sempre será um bom parâmetro de comparação. Uma decisão sobre o
lançamento de novas ações, por exemplo, também pode ser alterada em face das
condições deste indicador.
Preço/Geração de Caixa (P/CFS) = Cotação da Ação/Geração de Caixa para
Ação

Este indicador oferece uma informação complementar à do P/L, sendo visto o


tempo teórico de retorno esperado à luz apenas do efeito caixa do resultado do
exercício.

EV/EBITDA = Enterprise Value (Valor do Empreendimento)/Geração de Caixa


na Atividade

Aqui há um confronto entre a capacidade de geração interna de caixa da


empresa, a partir de suas atividades próprias, e o valor presente dos fluxos de
caixa projetados para a empresa (representado pelo EV). Podem ser usados
dados históricos ou projetados, a depender de cada caso. Assim como os outros
múltiplos, quanto menor, em princípio é mais atrativo.
Encerramento
Espero que tenha gostado do conteúdo quebrada,
o conhecimento é o maior ativo que você pode ter,
isso ninguém tira de você, então aproveite as
oportunidades, invista consciente e só progresso
pra todos. Tamo junto nessa caminhada e é só o
começo!
ACOMPANHA
NOIS!
Autores
Murilo Duarte
Vinicius Silva

Edição
Rafael Petrechem