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Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos

para Automação e Controle

Parte II: Sistemas Pneumáticos para


Automação

Prof. Victor Juliano De Negri, Dr. Eng.

Sistemas Pneumáticos para Automação LASHIP/EMC/UFSC


Sumário

o Aplicações de sistemas pneumáticos


o Fontes de ar comprimido e sistemas pneumáticos
o Sistemas de atuação pneumáticos
o Estrutura geral dos sistemas pneumáticos
o Projeto do sistema de processamento de informações
o Métodos de projeto
o Método intuitivo
o Programação convencional de CLP
o Método passo-a-passo generalizado
o Modelagem e dimensionamento estático de sistemas de
atuação

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(2) Contexto da H&P: Aplicações

Alimentador pneumático para máquina ferramenta

1) Ventosas; 2) Esteira transportadora; 3) Máquina ferramenta; 4) Braço giratório;


5) Atuador rotativo; 6) Atuador de elevação; 7) Atuador eletromecânico de elevação;
8) Painéis; 9) Guia linear; 10) Plataforma de elevação

3
(2) Contexto da H&P: Aplicações

Construção de navios e
tecnologia de embarcações
Máquinas para Aeroespaço
construção civil

Veículos de estrada Equipamentos


Indústria automobilística de simulação e
testes de
carregamentos

Robótica
Mineração
Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos

Manufatura
Indústria madeireira

Máquinas agrícolas
Engenharia médica

Indústria do plástico Indústria alimentícia


Indústria têxtil

Campos de aplicação da hidráulica e pneumática

4
(2) Fontes de Ar Comprimido e Sistemas Pneumáticos

o Fonte de ar comprimido:
o Produção, distribuição e condicionamento

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(2) Fontes de Ar Comprimido e Sistemas Pneumáticos

o Sistema Pneumático:

1A1 1S1 1S2 1V2


1S0 1 2 3 4
1S2 1S1
1A1 U

1V1 A B 1A2 1V3


1T1 A
Z Y
Z Y
1S3
1A2
R S 1S3
P P R

Diagrama trajeto-passo 1T1


P

Diagrama de circuito 1S0 A 1S1 A


P R 1S2 A

P R P R P R

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(2) Fontes de Ar Comprimido e Sistemas Pneumáticos

o Tipos de Sistemas Pneumáticos:


A1

V1
Pneumática pura V1a V1b
S2
S1 1 2

A1 S1 S2

A1

24 Vdc
S1 S2
Eletropneumática com relés V1
V1a V1b
V1a V1b
0 Vdc

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(2) Fontes de Ar Comprimido e Sistemas Pneumáticos

o Tipos de Sistemas Pneumáticos:

Eletropneumática com CLP


S1 V1a
S2 org S1
S1 1 2 sai V1a
S2 V1b org S2
A1 sai V1b

A1
24 Vdc 24 Vdc
S1 S2

V1a
L+ L+ L+ 2 3 4 5 L+ 2 3
V1
Fonte C Entradas Saídas V1b
24 Vdc P Digitais Digitais
V1a V1b U
M M M CLP M

0 Vdc 0 Vdc

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(2) Sistemas Pneumáticos

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de simples ação acionados por válvulas direcionais


com retorno por mola:
o Exemplos de circuitos de atuação

1 3

a) b) c) d)

o Características:
• Forças de avanço reduzida (em 10%) devido à mola/membrana;
• Maior comprimento e cursos limitados;
• Baixa força de retorno (devido à mola).
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de simples ação (ou simples efeito)

Retorno por mola

Avanço por mola

Ref.: Parker
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de simples ação (ou simples efeito)

Cilindro com membrana

Ref.:Festo
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Válvula de Controle Direcional 3/2, Acionada por botão,


Retorno por Mola, N.F. 2

3 3 1 3

2 2

1 1

Ref.: Parker
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Válvula de Controle Direcional 3/2, Acionada por botão,


Retorno por Mola, N.F. 2

1 3

Ref.: Festo
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Válvula de Controle Direcional 3/2, Acionada por solenóide,


Retorno por Mola, N.F. 2

3 3
1 3

2
1

1 2 1 2

Ref.: Parker
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de simples ação comandados por válvulas


direcionais sem retorno por mola
o Exemplos de circuitos de atuação

a) b) c) d)

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Válvula de Controle Direcional 3/2, Acionada por duplo piloto


2
2

1 3

3 1
2

3 1 Ref.: Parker
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Exemplo de aplicação de cilindro de simples ação

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de dupla ação comandados por válvulas direcionais:


o Válvula direcional 4/2 com acionamento por alavanca e retorno por
mola;

o Válvula direcional 5/2 com duplo acionamento

a)

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de dupla ação (ou duplo efeito)


o Sem amortecimento de fim de curso

o Com amortecimento de fim de curso

Ref.:Festo
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Válvula de Controle Direcional 5/2, Acionada por duplo piloto

Ref.: Festo
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindro de dupla ação comandado por válvula de três


posições:
o a) Válvula de centro aberto;
o b) Válvula de centro fechado.

a) b)

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Exemplos de aplicação de cilindro de dupla ação


o a) Sem posicionamento intermediário;
o b ) com posicionamento intermediário sem precisão

a) b)

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de dupla ação para múltiplas posições


o Dois ou mais cilindros montados em conjunto
o Com n cilindros de cursos desiguais, pode-se obter 2n posições
distintas.
o É aplicado em mudança de desvios, acionamento de válvulas etc..

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Cilindros de dupla ação para múltiplas posições


o Exemplo de aplicação

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Controle de velocidade em circuitos de atuação


o a) Controle na entrada do ar
o b) Controle da saída do ar
o c) Controle na linha de escape

a) b) c)

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Controle de velocidade em circuitos de atuação


o Válvulas reguladoras de vazão com retenção integrada

1 2

1 2 1 2

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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Garras pneumáticas

Paralela Radial 3 Pontos Angular


Ref.:Festo
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(3) Sistemas de Atuação Pneumáticos

o Atuadores Rotativos (Rotação limitada) - Osciladores

Tipo palheta

Tipo Pinhão-
cremalheira

Ref.:Festo
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(4) Estrutura Global dos Sistemas Pneumáticos

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(4) Estrutura Global dos Sistemas Pneumáticos

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(6) Projeto do Sistema de Processamento de Informações

o Sistema de elevação de embalagens

Esboço
Modelo Ilustrativo
Modelo Estrutural

Diagrama Trajeto-passo
Modelo prescritivo
Modelo Comportamental
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(6) Projeto do Sistema de Processamento de Informações

o Nomenclatura para componentes em diagramas de circuitos


hidráulicos e pneumáticos
o Conforme norma ISO 1219-2

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(6.1) Métodos de Projeto
Requisitos de
Comportamento Soluções
Similares o Métodos tradicionais
Pré-seleção
Pneumática Pura
Método
Pneumático
Intuitivo
Diagrama
Pneumática Pura
de projeto
Pré-seleção Método Diagrama
Eletropneumática Eletropneumático Eletropneumática
Intuitivo com Relés

Requisitos de
Comportamento Soluções
Similares
Pré-seleção Método Cascata Diagrama
Pneumática Pura Pneumática Pura

Pré-seleção Método Diagrama


Eletropneumática Sequência Eletropneumática
Mínima com Relés

Requisitos de
Comportamento Soluções
Similares
Pré-seleção Método Passo-a- Diagrama
Pneumática Pura Passo Tradicional Pneumática Pura

Pré-seleção Método Diagrama


Eletropneumática Sequência Eletropneumática
Máxima com Relés

Requisitos de
Comportamento

Pré-seleção Sem Método Diagrama de


Sistemas
CLP Pneumáticos para Automação
Definido Contatos LASHIP/EMC/UFSC
(6.1) Métodos de Projeto

o Método passo-a-passo
o Emprega representação por GRAFCET

Requisitos de Requisitos: Soluções


Comportamento Custo, Ambiente, Similares
Manutenção,
Rapidez
Diagrama
Pneumática Pura

Método Passo-a- GRAFCET Seleção da Diagrama


Passo + Tecnologia Eletropneumática
Generalizado Diagrama Lógico com Relés

Diagrama de
Contatos
Características:
Pneumática,
Relés, CLP´s

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(6) Nomenclatura

o Nomenclatura para componentes em diagramas de circuitos


hidráulicos e pneumáticos
o Conforme norma ISO 1219-2

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(6.2) Método intuitivo: pneumática pura e eletropneumática

o Exemplo: Estação de transferência de peças

Ref.: Festo
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(6.2) Método intuitivo: pneumática pura e eletropneumática

o Etapas do método intuitivo para pneumática:


o Diagrama do circuito pneumático
• Representação dos atuadores e válvulas direcionais e suas
interligações
• Representação das válvulas de fim-de-curso (sensores) e botões
de partida. Identificar a posição dos fins-de-curso junto aos
atuadores.
• Representação das válvulas de processamento de sinais e suas
interligações. (Esta etapa implementa a lógica operacional do
sistema requerendo a intuição do projetista).
• Definição dos tipos de acionamento das válvulas de fim-de-curso
(roletes simples ou escamoteáveis)
• Modificação do circuito e inserção de válvulas para a Inclusão de
condições adicionais, como opção de ciclo único/ciclo contínuo e
ações de emergência

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(6.2) Método intuitivo: pneumática pura e eletropneumática

Válvula Alternadora - Válvula OU

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(6.2) Método intuitivo: pneumática pura e eletropneumática

Válvula de Simultaneidade - Válvula E


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(6.2) Método intuitivo: pneumática pura e eletropneumática

Temporizador pneumático
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(6.2) Método intuitivo: pneumática pura e eletropneumática

o Etapas do método intuitivo para eletropneumática:


o Diagrama do circuito pneumático:
• Representação dos atuadores e válvulas direcionais e suas
interligações
o Diagrama do circuito elétrico:
• Representação das chaves de fim-de-curso (sensores) e botões
de partida. Identificar a posição dos fins-de-curso junto aos
atuadores (no circuito pneumático).
• Representação dos componentes para processamento de sinais
como relés e temporizadores. Estabelecer o circuito elétrico de
interligação destes componentes.
• Definição dos tipos de acionamento das chaves de fim-de-curso
(roletes simples ou escamoteáveis)
• Modificação do circuito e inserção de chaves e relés para a
inclusão de condições adicionais, como opção de ciclo único/ciclo
contínuo e ações de emergência.

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(6.4) Programação convencional de CLP

o Funções lógicas fundamentais

Operação Equação Diagrama Lógico Diagrama Lógico


Lógica Booleana IEC 60617-12 ISA 5.2

SIM
A1 = S1 S1 1 A1 S1 A1
(Identidade)

S1 1 A1 S1 A1
NÃO
A1 = S1
(Negação)
S1 1 A1 S1 A1

E S1 S1
A1 = S1 ⋅ S 2 & A1 A1
(Conjunção) S2 S2

OU S1 S1
A1 = S1 + S 2 ≥1 A1 A1
(Disjunção) S2 S2

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(6.4) Programação convencional de CLP

o Tabela verdade
Função Função Função Função
SIM NÃO E OU
S1 A1 S1 A1 S1 S2 A1 S1 S2 A1
0 0 0 1 0 0 0 0 0 0
1 1 1 0 1 0 0 1 0 1
0 1 0 0 1 1
1 1 1 1 1 1

o Princípios de solução pneumáticos


A1 A1 A1 A1
S1 S1 S1 S2 S1 S2

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(6.4) Programação convencional de CLP

o Diagrama de Contatos (Ladder) S1 A1 A1

Entrada - Contato NA (Função SIM)


S2
Entrada - Contato NF (Função NÃO)

S3
Saída - Ligar

Saída - Desligar
S1 S2 S3

o Diagrama Lógico

S1 &
S2 ≥1
S3
≥1 A1

&

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(6.5) Método passo-a-passo generalizado
Requisitos de Requisitos: Soluções
Comportamento Custo, Ambiente, Similares
Manutenção,
Rapidez
Diagrama
Pneumática Pura

Método Passo-a- GRAFCET Seleção da Diagrama


Passo + Tecnologia Eletropneumática
Generalizado Diagrama Lógico com Relés

Diagrama de
Contatos
Características:
Pneumática,
Início
Relés, CLP´s
Tfim
Transporte

0 U_prod
S4 & U_prod
Tini

1S0 1
Movimentar Acionar motor de passo
S5
esteira Movimentar até abertura

1 1A- 1S1
S5
1S1
& 2
Parar motor
Parar
2S0 Gerar Estp
esteira

2 2A+ 2S2 Conf_Abert

3
Movimentar Executar passos P1
2S2 esteira
Temp 1 T1
T1
3 1A+ 1S2
4
Saida p/ EstpE
enchimento
1S2

SIN_POS
4 3A+ 3S2
5
Movimentar
outro Executar passos P2
produto
3S2 CONF_T
SIN_POS
&
Conf_Ench
3A-
5 2A- 2S1
6
2S1 Movimentar Executar passos P3
esteira
Temp2 T2

T2

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(6.5) Método passo-a-passo generalizado
Sistema de Acionamento Título do Grafcet
o Grafcet (IEC 60848) de Cilindros
Número do passo ou

.
nome do passo (opcional)
Passo
inicial
0 Ficha que mostra qual
Condição de E1 passo está ativo (opcional)
acionamento da
E2
& 1
transição L Avanço do
Passo 1 # 20 s cilindro A
E4

2 Acão correspondente ao passo

Fixação
(peça)
Transições e
respectivas numerações Acão simples (enviar mensagem)
3

1a. 5
Dobra
Programa alternativo
2a.
4 Dobra

Ligação Fixação "Se não fizer a 1a.


(peça) dobra, faz a segunda"

Comentários

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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Grafcet (IEC 60848) Mn-1 Diagrama lógico


E1
E2 & Passo ‘n’
Passo
n-1 Ej S
Mn
E1
E2 Mn+1 R
& ≥1
Ej R

Passo
n S1 - ação
Mn S1
Condição lógica 1
de
prosseguimento

Passo
Mi-1 Diagrama lógico
E1
n+1
E2 & Passo ‘i’
Ej
Elementos Principais ≥1
R S
Mi

Mi+1 R

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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Exemplo: Estação de transferência de peças


o Elaboração do Grafcet

Ref.: Festo
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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Princípio de solução pneumático


Mn-1 Mn-1 Mn Mn+1
E1
E2 &

Ej S
Mn
Mn+1 R
≥1
R En R

a)

Mi-1 Mi Mi+1
Mi-1
E1
E2 &

Ej
≥1
R S
Mi

Mi+1 R En R

b)

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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Exemplo: Sistema de dobramento de chapas


o Projeto segundo o método passo-a-passo

Fixação Primeira dobra

1A 2A1

2S1
1S1

1S2
2S2 Segunda dobra

2A2
2S4 2S3

Ref.: Festo
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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Princípio de solução eletropneumático com relés


Mn-1
E1 En Mn Mn
E2 &
Mn-1
Ej S
Mn
Mn+1 R Mn+1
≥1
R
R

Mn Sn Mn Sn
1

a)

Mi-1
Ei R Mi Mi
E1
E2 &
Mi-1

Ej
≥1
R S
Mi Mi+1
Mi+1 R

Mi Si Mi Si
1

b)
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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Princípio de solução eletropneumático com CLP


Mn-1
E1 En Mn-1 R Mn
Mn+1
E2 &

Ej S
Mn
Mn
Mn+1 R
≥1
R
Mn Sn
Mn Sn
1

a)

Mi-1 Ei Mi-1 Mi+1 Mi


E1
E2 &
Mi
Ej
≥1
R S
Mi
R
Mi+1 R

Mi Si
Mi Si
1

b)
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(6.5) Método passo-a-passo generalizado

o Programas especiais:
o Simultaneidade
• Dobramento 1 e 2 em paralelo com Dobramento 3 e 4
o Alternância
• Dobramento 1 e 2 OU Dobramento 3 e 4
o Repetição
• Dobramento 1 e 2 até confirmação de operação bem sucedida
o Salto
Terceira dobra Fixação Primeira dobra
• Somente Dobramento 1
3A1 1A 2A1

3S1 2S1
1S1

3S2
Quarta dobra 1S2
2S2 Segunda dobra

3A2 2A2
3S3 3S4 2S4 2S3

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(5) Modelagem e Dimensionamento Estático dos Circuitos
de Atuação

o 5.2. Escoamento Compressível em


v
Válvulas Pneumáticas
x
o 5.2.1. Propagação de uma Onda Acústica
dp v

v dv

x
c . dt x
dp
p
v
dp
x

x
dp
v
v dv
x x

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Cone de Mach

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Cone de Mach

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Propriedades de estagnação

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Escoamento em Regime Permanente de Gases Ideais

v2

A12

• Considerando fluido incompressível

p1 = p 2 +
1
ρ 2 v 22 qm12 = ρ 2 A12 v 2 qm12 = A12 2 ρ 2 ( p1 − p 2 )
2

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Escoamento em Regime Permanente de Gases Ideais
• Considerando fluido compressível
– Pressão total = Pressão de estagnação isoentrópica local
1
−γ
 (γ −1) 
 (γ − 1)v    2
2 (γ −1)
 2γRT1   p 2  γ

p1 = 1 − 
2
.P2 v2 =  1 −  
γ (γ − )   p1  
 2 RT1   1
  

– Processo isoentrópico
1 γ −1
ρ 2  p2  γ T2  p 2  γ
=   =  
ρ1  p1  T1  p1 

– Equação de estado para gases ideais


Pressão estática (não perturbada)
p = ρ .RT Massa específica (não perturbada)
Temperatura (não perturbada)

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Escoamento em Regime Permanente de Gases Ideais
• Considerando fluido compressível
– Vazão mássica em qualquer ponto em um escoamento de gás
SÔNICO
qm12
SUPERSÔNICO SUBSÔNICO

2
qm12 = A12 P1 .Ψ
RT1
v 2cr = γRT2
1
  2 γ +1
 2
 γ  P2   P2   
γ γ
Ψ=   −   
 (γ − 1)   1   1  
P P 
 
  0 (P2 / P1)cr 1.0 p2/p1

γ
 p2   2  (γ −1)
  =  
 p1  cr  (γ + 1) 
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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Escoamento em Regime Permanente de Gases Ideais
• Vazão em Bocais (Bocais Convergentes)

p1 = p1
saida reserv.
p2 reserv. = p1 reserv.
T1 saída = T1 reserv.

• Condições de escoamento em bocais

Escoamento subsônico (1), Escoamento sônico (2) e Escoamento supersônico (3)

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(5.2) Escoamento Compressível em Válvulas
o Escoamento em Regime Permanente de Gases Ideais
• Vazão em Orifícios

A12

A0

1
  2 γ +1
 2
2  γ  p 2  γ  p2  
γ
qm0 = CdA0. p1    −   
RT1  (γ − 1)  p1 
  1  
p 
 
 
• Aproximação para a equação geral de escoamento compressível
3 ∆p
1−
2 p 2 ∆p 2 γ p1
qm0 = ε .CdA0 ε=
RT2 ∆p
1−
γ p1

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(5.3) Embasamento para o Dimensionamento de Válvulas

AA AB vc

A Fc
B
( p A ⋅ AA − p B ⋅ AB ) ⋅ ηc = Fc
qvA(pA) qvB(pB)

pA pB qVA ( pA) = AA .vc

( p A + p0 )
qm A = qV A ( pA) ⋅
R TA

pS pT

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(5.3) Embasamento para o Dimensionamento de Válvulas
o Curvas características de válvulas com diferentes tamanhos
q
m

q
m proj

(p2/p1)cr = 0,528

0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0
(p2/p1)
(p2/p1)proj
1-(p2/p1)cr = 0,472

1.0 0.9 0.8 0.7∆ 0.6


0.5 0.4 0.3 0.2 0.1 0.0
1-(p2/p1) = ( p /p1) 1-(p2/p1)

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(5.3) Embasamento para o Dimensionamento de Válvulas
o Pontos em uma curva característica para diferentes pressões de saída

qm

q
cr

0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 0.8 0.9 1.0
(p2/p1)cr = 0,528 (p2/p1)

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(5.4) Normas para determinação da vazão

o Nos catálogos técnicos, as válvulas não são especificadas


através da área de orifício de controle (Ao) ou de curvas,
mas sim através de parâmetros obtidos em testes realizados
sob condições especificadas por normas técnicas, como
o VDI 3290 (VDI, 19--),
o ANSI/(NFPA) T3.21.3 (ANSI, 1990) :
o ISO 6358 (ISO, 1989).

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(5.4) Normas para determinação da vazão

o Norma VDI 3290


o Vazão nominal é a quantidade de ar por unidade de tempo que pode
passar através de um elemento com uma pressão de 7 bar absoluto na
entrada (p1) e 6 bar absoluto na saída (p2) e com uma temperatura do
meio ambiente de 20 °C. Especificada em N L/min
7 bar abs 6 bar abs

VÁLVULA

1 bar

qm proj = ε C d Ao 2 ρ 2 proj ∆p proj qV proj ( p 0 )


Qn =
0,4082 ×10 −5 ( p 2 proj + p 0 ) ∆p proj
qm teste = ε C d Ao 2 ρ 2 teste ∆pteste

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(5.4) Normas para determinação da vazão

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(5.4) Normas para determinação da vazão

o Norma ISO 6358


o A válvula é descrita através da equação de uma elipse caracterizada por
coeficientes b e C.
  p2 
2
  −b
 T  1
p  p2
 p C ρ 0
1 − para >b escoamento subsônico
1 0
T1  1− b  p1
qm =   
  
 T p2
 p1Cρ 0 0 para ≤b escoamento sônico
 T1 p1

p 
1 −  2 
 p2  b = 1−  p1  C(VDI 3290 ) [m 3 / sPa ] =
Qn [ NL / min]
b =   2 60000 ⋅ pSn w(an )
 p1  cr  qm T1 

1− 1−  
 Cρ o p1 To 

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(5.4) Normas para determinação da vazão

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(5.4) Normas para determinação da vazão

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(5.5) Método de Seleção do Conjunto Válvula Direcional e
Cilindro empregando a ISO 6358
o I. Arbitra-se um valor para a perda de pressão na via de alimentação da
válvula e calcula-se AA:

Fc ≅ p A .A A .ηc
• Determinar o valor do diâmetro do cilindro dA
– Adota-se o valor comercial mais próximo AA AB vc

A Fc
B
o II. Determinação de qvA(pA) :
qvA(pA) qvB(pB)
qVA( pA) = AA vC
pA pB
o III. Determinação de qmA:

p A + p0
qm A = qV A ( pA) ⋅
R TA
pS pT

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(5.5) Método de Seleção do Conjunto Válvula Direcional e
Cilindro empregando a ISO 6358

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(5.5) Método de Seleção do Conjunto Válvula Direcional e
Cilindro empregando a ISO 6358
o IV. Obter o valor de C. Arbitra-se um valor típico para b = 0,3

T0  a −b
2
 p + p0 
qm A = C ( pS + p0 ) ρ 0 1−   sendo a > b a =  A 
T1  1− b   p S + p0 

CL[ =C
s ⋅ bar
] [
m 3

Pa ⋅ s
]⋅1x10 8

• Calcular a vazão nominal (VDI 3290):

 an − b 
2  p2n 
C [L / bar ⋅ s ] =
Qn [ NL / min]
w(a n ) = 1 −   a n =  
60 ⋅ pSn [bar ]w(an )  1 − b   p1n 
p1n = 7 x105 Paabs e p2 n = 6 x105 Paabs

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(5.5) Método de Seleção do Conjunto Válvula Direcional e
Cilindro empregando a ISO 6358
o Exemplos de dimensões padrão

Cilindros Comerciais
de dh
[mm] [mm] Válvulas Comerciais *
32 12 Qn C b
40 16 [NL/min] [L/s.bar]
50 20
100 0,45 0,21
63 20
350 1,65 0,12
80 25
100 25 700 3,1 0,26
125 32 1200 6,25 0,23
160 40 2000 9 0,21
200 40
* Válvulas pneumáticas proporcionais
250 -

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