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1.

APRESENTAÇÃO

Este relatório vem a informar sobre as experiências realizadas na disciplina estagio


supervisionado II, que permite a interação entre a teoria e a prática dos educando
possibilitando a complementação do profissional apta a enfrentar desafios,
proporcionados na atuação do ensino fundamental quando se deu a etapa de
regência de classe.

O mesmo tem como centro principal a escrita e a leitura, e tem como objetivo
desenvolver as habilidades aos educando da 3º serie da escola municipal castro
Alves no turno matutino, no período de 03 a28 de novembro Já que a maior
dificuldade e a leitura e a escrita.

Sabendo que a leitura da palavra é sempre precedida da leitura do mundo. E


aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o
mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras,
mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade.

O professor poderá oferecer ocasião para que se aguce sua capacidade perceptiva,
com relações a diferentes linguagens e a sua valorização tanto com o
aproveitamento de referenciais dos próprios alunos quanto de outras oportunidades
que se apresentem, por exemplo, por intermédio de programas de televisão ou
reportagens na imprensa escrita.

Este relatório é composto pelos tópicos:


● Aspecto físico da escola;
● Corpo discente;
● Descrição das atividades desenvolvidas no estágio;
● Recursos humanos e pedagógicos;
● Relação professor-aluno;
● Aspectos teóricos metodológicos; etc.

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2. CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO - CAMPO ESTÁGIO

A Escola Municipal Castro Alves, foi escolhida para realização do Estágio


supervisionado I, fundada em 1994, com o nome de Escola Municipal do alto do
Fundão, localizada a Rua Teixeira Lott s/n, iniciou-se com multiseriadas. Reformada
em 1997, com clientela de Educação Infantil. Em 2004 amplia o atendimento
funcionando de 5ª e 6ª série do ensino Fundamental.

Com uma estrutura física composta de 08 salas de aula, 03 banheiros, Diretoria,


Sala de Professores e cozinha. A Unidade Escolar funciona em dois turnos com um
total de 348 alunos.

A missão da escola é proporcionar aos educandos formação e desenvolvimento de


habilidades e competências preparando-os para o exercício da cidadania.

Fundamentado nos estudiosos da educação como Paulo Freire e Piaget


dentre outros, onde compreende o individuo como sujeito ativo e construtor do seu
saber, buscando ainda uma parceira junto à família e a comunidade escolar, sendo
consciente da construção de um ensino de melhor qualidade e no resgate apoio da
família, pois escola e família tem que andar lado a lado para uma educação de
qualidade.

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3. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO

3.1. Planejamento.

É um processo de organização e coordenação da ação docente, unindo a atividade


escolar e a problemática do contexto social, ele é o único meio para programar as
ações e é também um momento de reflexões particularmente ligado a avaliação.

Um projeto pedagógico tem como objetivo posicionar-se em relação às questões


sociais e interpretar a tarefa educativa como uma intervenção na realidade no
momento presente; não tratar os valores apenas como conceitos ideais; incluir essas
perspectivas no ensino dos conteúdos das áreas de conhecimento escolar.

Os temas transversais na pratica pedagógica tem como suporte básico a realidade


escolar para o uso dos procedimentos aprendidos, devem ser eleitos método de
atividades que ofereçam experiência de aprendizagem rica em situações de
participações em que o aluno possa opinar assumir responsabilidade, resolverem
problemas e. Refletir sobre conseqüência dos seus atos. A criança desde pequena
tem que participar de apresentações de trabalho, seminários eleições e
desenvolvimento de projetos.

O planejamento escolar, tarefa do professor inclui-se no processo das atividades a


serem desenvolvidas em sala de aula, quanto à adequação destas atividades no
decorrer do processo de ensino aprendizagem.

Todo professor deve ter seu planejamento em mão, sabendo ele que quando ele
esta na sala de aula ele é um artista, nem sempre aquilo que o planeja ele consegue
passar para seus alunos, então mudará o método de aplicar sabendo que o seu
objetivo continuara sendo o mesmo.

3.2. Atividades Desenvolvidas

Ao elaborar o meu plano de aula, sendo todo ele com a pratica da interdisciplinar, no
processo de ensino aprendizagem foi realizado, oficinas de leituras, produções de
textos, dinâmicas em grupos, confecções de cartazes, jogos, etc.

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• Na primeira semana de regência, já conhecendo um pouco da realidade e
dificuldade dos alunos foi trabalhado. Rodas de leitura levaram bastantes
livros de estória, fiz um cantinho aconchegante com tapetes e almofadas para
que se sentissem a vontade, e foi um trabalho bastante prazeroso, fizemos
muitos jogos educativos, interpretamos vários textos e foi ótimo, percebi que
as crianças ficaram bastante animadas. Temos que procurar levar para a sala
de aula curiosidades alegre e coloridas, pois as crianças são curiosas e
quanto mais às revistas forem alegres, mas elas terão a curiosidade em pegar
para olhar, e daí nasce à curiosidade para ler.

• Nas semanas seguintes continuamos com a roda de leituras, Bichonario,


rimas, confeccionamos bilhetes para os colegas, cantigas de roda,
escrevemos cartas para os coleguinhas e para papai Noel, etc., e para
fechamento participamos de uma gincana que foi ótima, foi dez.

Quando vamos trabalhar, não devemos vê a sala de aula não só como um local de
trabalho, e sim como uma grande família e um local de aprendizado e de
descontração, pois é lá que ela discute debate, dialoga sobre os assuntos
relacionados a aprendizagens, problemas e dificuldades encontradas no seu dia-a-
dia.

O professor deve ser alegre, levar muito as aulas lúdicas para atrair a criança para
sua sala de aula.
Então podemos perceber a importância metodologia aplicada e a participação do
aluno o executar as tarefas na sala de aula, pois uma aula com dinâmica torna a
aula mais prazerosa e o aluno participa mais e tem um rendimento melhor.

3.3 . Aspecto Téorico-Metodológicos.

A metodologia problematizadora permite desafiar os educando, alem de adquirir


conhecimentos. Trabalhar com metodologia problematizadora, esta de modo
consciente, desenvolvendo no educando o censo criíico de autonomia,
responsabilidade de maneira conjunta e pratica.
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Perante os conhecimentos adquiridos durante o curso de normal superior estas
experiências vividas nos estágios supervisionado serviram para melhorar o meu
aperfeiçoamento na sala de aula e sempre melhora a cada vez que eu me lembrar,
pois crio que já mais esquecerei.

Segundo vygosky; ”o cérebro não é um sistema de funções fixas e imutáveis, mas...


um sistema aberto de grande plasticidade, cuja estrutura e modos de
funcionamentos são moldados ao longo da espécie e do desenvolvimento
individual”.

Os trabalhos com tema locais na escola, devem ser trabalhados diretamente com a
realidade, deve esta aberta à assimilação de mudanças apresentadas por essa
realidade. As mudanças sociais e os problemas que surgem pedem atenção
especial para se estar sempre interagindo com eles, sem oculta-los. Uma vez
reconhecida à urgência social de um problema local este poderá receber o mesmo
tratamento dado aos outros temas transversais.

Os temas transversais devem ser incorporados nas áreas existentes e no trabalho


educativo da escola, a transversalidade é um trabalho com questões importantes e
urgentes e presentes sob varias formas na vida cotidiana O trabalho com questões a
ser trabalhado tem que ser de acordo com a realidade vivida na comunidade ou
sociedade. Devemos considerar a necessidade do local, as mudanças sociais, a
urgência em que a sociedade apresenta com a questão a ser tratada.

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4. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Durante a regência de classe exigiu-nos ampla compreensão sobre o planejamento,


uma vez que foi elaborado para atender a demanda da turma.

Foram trabalhadas metodologias especificadas e percebeu-se que os alunos se


empolgaram bastante, se empenharam, mas, foi muito difícil, pois a escola não tinha
material e nem os alunos, poucos tinham lápis e caderno e quando comentei com a
professora regente ela disse que sempre era assim.

Mas, nem por isso desanimei-me, fui confeccionar cartaz, reciclando os já utilizados
da escola. E pude observar que eles sentiam carência de carinho e que, com muita
conversa carinho e amor, conquistei esta turma. Outra grande dificuldade foi a falta
de interesse dos pais, pois, tanto faz os alunos irem para escola fazer tarefa ou não.
Eles não se preocupam com os filhos, as crianças chegam fora do horário, tem
criança que chegava quase na hora do recreio, consegui terminar o meu estagio e
todos tinham caderno só que eles deixavam em casa, pois eles comentavam que a
professora escrevia muito e sem caderno eles não precisavam escrever.

4.2 Intervenção pedagógica.

Ao percebermos que os alunos apresentavam grande dificuldade em realizar a


leitura e a escrita, foi ai que surgiu a necessidade de criar o cantinho da leitura, com
vários livros de estórias e muitas gravuras para que eles mesmos fossem autores do
seu próprio texto, com produções de textos, interpretações. Então partimos para o
alfabeto móvel, procuramos dinâmicas que nos levassem a leitura, e fiz o concurso
do soletrando, e a partir deste concurso eu vi que os meninos tinham despertado o
gosto pela leitura. Tinha um aluno que vinha com as atividades sem fazer e os
colegas diziam que ele não fazia porque ia jogar bola, então eu pedi que me
ajudasse no soletrando ,seria um jurado e ele teria que saber dos nomes para poder
corrigir os participantes, para minha surpresa ele ficou atento e deste dia ele se
preocupou em estudar chegou a tal ponto que a mãe dele veio a te a mim e
perguntou: o que eu tinha feito que ele estivesse estudando sem precisar ela
mandar?
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Sentimos também que as crianças não faziam trabalhos em grupos, não existia
união, então propusemos muitos jogos lúdicos em grupos, cartazes, cartas, bilhetes
etc. Nestas atividades verificam que as crianças mostraram entusiasmo, surpresas,
pois não eram acostumados com estes trabalhos eles se empolgaram bastante que
mandavam cartinha para nos, professores direção e até escrever queixando da
merenda.

Ouve muita união ao final do estagio as crianças já mostravam outro comportamento


e aprendi muito com elas.

O trabalho com a leitura e o ditado mudo, trouxe facilidade para os alunos


aprenderem a escrever e principalmente facilitou a escrita após as brincadeiras com
o soletrando.

4.2 Relação Professor-Aluno.

Sabe-se que o aluno ao chegar à escola trás consigo um prévio conhecimento da


leitura e da escrita, sobretudo é importante que o professor tenha conhecimento das
diferenças entre a linguagem e escrita para que no momento oportuno ele saiba
conduzir a discussão de tais aspectos como também valorizar esses conhecimentos.
Durante nossa presença na escola, com o trabalho de regência de classe do estagio
supervisionado II, com os trabalhos que realizamos ,criamos uma relação de
parceria entre professor e alunos, de modo que podemos vivenciar uma pratica
dialógicas com a turma na qual professor e aluno poderá decidi varias escolhas e
fizemos juntas. Ao visitar a classe já encontrei as crianças ansiosas, pois todas
comentaram que gostava quando a escola recebia as estagiaria que estagiaria
sempre trás novidades, um dos motivos que também me chamou a atenção. Isto me
mostrou que eles queriam novidades e isto eu tentei levar, levei todas que pude
mesmo a escola não tendo recursos. Partindo desta conversa fizemos à maioria dos
nossos trabalhos em grupo, na certeza de que trabalhar em grupos eles se dedicava
bastante, em que a docente acompanhava de perto suas dificuldades. Quanto à
relação com aos alunos não tenho o que reclamar, pois adoro criança sempre me
comparo com uma delas. Acredito que melhor não podia ser.

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5. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

Durante nossa presença na escola, com os trabalhos que realizamos criamos uma
relação de extrema confiança de maneira que nos permitiu uma reflexão para a
pratica pedagógica na qual partimos para o concreto, superamos as dificuldades da
pratica e da teoria, sobre a leitura e a escrita dos educando, pois a partir dessas
experiências podemos, afirmar que nos serviu para melhorar os nossos
conhecimentos tanto na pratica como na teoria enquanto educadores.

As atividades foram bastante produtivas, todos opinaram e contribuíram de alguma


forma. Alem da produção escrita, a oralidade também foi sintetizada, os alunos liam
suas produções, como sabemos que para desenvolvimento da capacidade de
expressão oral o aluno necessita de ambiente que favoreçam as manifestações do
que pensam e do que sentem.

E necessário que o professor construa um ambiente na sala de aula que respeite as


idéias dos alunos, deixando-os falar, mas, sobretudo orientando os a usar
adequadamente os discursos nas variadas situações de comunicação.

A mediação do docente é de fundamental para a compreensão dos conteúdos, na


qual os alunos participam ativamente de todas essas atividades proposta com
entusiasmo e interesse, e as atividades desenvolvidas durante a aula foram
desafiadoras diversificadas e estimulantes.

Essa experiência foi de grande importância para a minha pratica pedagógica, pois
tiveram vários pontos positivos, o mais relevante e o do perfil do professor em sua
pratica pedagógica, e em mostrar o amor pelos os alunos sem descriminação de
sexo, raça ou cor.

Foi um trabalho prazeroso, que jamais iremos esquecer, e sempre devemos estar se
preparando cada vez mais para as inovações que estão vindas por ai, pois quanto
mais pensamos que sabemos, ai sim é que precisamos aprender. A cada dia que
nasce, nasce um novo aprender, um novo saber.

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Portanto este curso de normal superior foi de fundamental importância para nos,
proporcionou inovações aos docentes, através dos conhecimentos adquiridos ao
longo do curso, para a qualificação na área da educação, como na vida profissional.

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6. REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIA

FAGALE, Eloísa quadros, VALE, Zélia Del Rio do psicopedagógica institucional


Aplicada: aprendizagem escolar dinâmica e construção na sala de aula de
Petrópolis, RJ, Vozes: 1993.

Nova Escola - janeiro/fevereiro 2005

MATTOS, Magna Diniz; ASSUMPÇÃO, Solange Bonomo; Na trilha do texto.


LIMA; mirna, ESCOLA; nova.

BAHIA, Secretaria da educação. 135construindo um novo paradigma: orientações


curriculares de 1ª a 4ª serie do ensino fundamental/ secretaria da educação.
__salvador, 2ª edição, 1997.2º fascículo.

PARAMETRO CURRICULARES NACIONAIS.

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