Qualidade de Software - Prova
Qualidade de Software - Prova
software
Material Teórico
Motivação de Qualidade
Revisão Textual:
Profa. Esp. Márcia Ota
Motivação de Qualidade
• Motivação de Qualidade
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Unidade: Motivação de Qualidade
Contextualização
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Motivação de Qualidade
Antes de iniciarmos nossos estudos, vamos primeiro entender o significado de qualidade. Veja:
O Dicionário Aurélio define qualidade como: “propriedade, atributo ou condição das coisas
ou das pessoas capaz de distingui-las das outras e de lhes determinar a natureza” [Aurélio86].
Como um atributo de um item, a qualidade se refere a coisas que podem ser medidas, ou
seja, comparadas com padrões conhecidos, tais como, tamanho, cor, propriedades elétricas,
maleabilidade, etc. Entretanto, é mais difícil categorizarmos qualidade em software, que é uma
entidade intelectual, do que em objetos físicos.
Quando falamos de qualidade, deparamo-nos com diversas situações. Veja um exemplo:
O que seria um automóvel que tem qualidade?
Vêm-nos em mente diversos tipos, modelos e marcas tão sonhadas, mas o que devemos observar?
Esses automóveis tão sonhados espelham a qualidade principalmente pela funcionalidade,
segurança, fácil manutenção e diversas outras conformidades que necessitamos.
Aproveitando o nosso exemplo do automóvel, quando nos deparamos por um aviso no
rádio, televisão e/ou internet, sobre um recall de um determinado automóvel, qual a sensação
que é esperada a princípio por todos?
Provavelmente, a sensação de que houve um defeito no projeto do automóvel, pois o
que nos surpreende é que logo em seguida mostram o lote em que se deve efetuar o recall,
do número x até o número y desse veículo e modelo... Isso mostra, de fato, que houve
algum erro, defeito ou bug?
Sim, mas o erro foi identificado a tempo e, mesmo assim, conseguiram saber quais veículos
produzidos da linha de montagem tiveram esta anomalia.
Isso prova que as maiorias das indústrias (nesse caso, automobilísticas) conseguem ter
controle de todos os processos efetuados na criação de um veículo.
Vale salientar que as indústrias têm como controlar essas anomalias, mas nem sempre foi
assim, para chegar a esse grau de excelência, erram muito.
Bem, mas e quando falamos de software?
Definir qualidade de software é uma tarefa difícil. Muitas definições têm sido propostas e uma
definição decisiva poderia ser debatida interminavelmente.
Ao se examinar um item baseado em suas características mensuráveis, dois tipos de qualidade
podem ser encontradas: qualidade de projeto e qualidade de conformidade [Pressman97].
• Qualidade de projeto se refere a características que projetistas especificam para um item
(desempenho, tolerância, etc.). O enfoque maior é nos requerimentos, na especificação e
no projeto do sistema.
• Qualidade de conformidade é o grau, no qual, as especificações do projeto são seguidas
durante o processo de desenvolvimento. O enfoque maior é na implementação.
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Unidade: Motivação de Qualidade
Características de Qualidade
Abaixo, temos uma figura que representa as características de qualidade segundo McCall.
Cada item representa uma característica de cada processo.
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Com relação ao uso do produto (características operacionais):
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Unidade: Motivação de Qualidade
Características e subcaracterísticas
Funcionalidade: o software satisfaz às necessidades explícitas e implícitas do usuário?
• Adequação: propõe-se a fazer o que é apropriado?
• Acurácia: gera resultados corretos ou conforme acordado?
• Interoperabilidade: é capaz de interagir com os sistemas especificados?
• Conformidade: está de acordo com normas e convenções previstas em leis, normas e
descrições similares?
• Segurança de acesso: evita o acesso não autorizado, acidental ou deliberado acesso a
programa e dados?
Cada tipo de software tem seu próprio requisito de qualidade, a importância de cada
característica depende diretamente do tipo de software por exemplo.
No exemplo acima, temos a importância que cada processo em cada sistema, cada um exige
mais do que o outro de acordo com seus requisitos, em uns mais itens em outros menos itens.
A figura abaixo mostra os diferentes pontos de vista das pessoas envolvidas no processo de
desenvolvimento de software.
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Unidade: Motivação de Qualidade
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- contratar empresas para avaliação:
• Existem empresas que fazem avaliação do software mas, por não serem credenciadas pelo
INMETRO, não emitem certificado oficial. São, no entanto, mais acessíveis e ágeis que os
organismos credenciados.
Alterações:
• Alterações degradam a estrutura do software, tornando-o cada vez mais difícil de alterar.
Tempo:
• Com o tempo, os custos das implementações das alterações aumentam, e a capacidade do
sistema em prestar os serviços esperados diminui.
Complexidade:
• difícil de desenvolver: um único desenvolvedor não é capaz de entender o sistema
como um todo;
• difícil de usar;
• difícil de entender: código incompreensível, falta de documentação.
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Unidade: Motivação de Qualidade
Norma ISO/IEC 14598 pode ser usada para definir o processo de Avaliação.
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Material Complementar
Para aprofundar seus estudos sobre Qualidade, temos abaixo os sites e as seguintes referências:
• [Link]
• [Link]
• [Link]
• [Link]
• GAMMA, Erich. Padrões de projeto: soluções reutilizáveis de software orientado
a objetivos. Porto Alegre: Bookman, 2000.
• SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de software. 8ª ed. São Paulo: Pearson Addison-
Wesley, 2007.
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Unidade: Motivação de Qualidade
Referências
J. McCall, P. Richards and G. Walters. Factors in Software Quality (3 vols.), NTIS AD-
AO49-014, 015, 055, Nov. 1977.
[Link]
(22/07/2010, 17:35h)
16
Anotações
17
[Link]
Campus Liberdade
Rua Galvão Bueno, 868
CEP 01506-000
São Paulo SP Brasil
Tel: (55 11) 3385-3000
Qualidade de
Software
Material Teórico
CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade
em Capacitação)
Revisão Textual:
Profa. Ms. Selma Aparecida Cesarin.
CMM - Capability Maturity Model
(Modelo de Maturidade em Capacitação)
• Introdução
• CMM
• Níveis do CMM
Estamos em nossos estudos sobre CMM. A ideia principal é mostrar a descrição deste modelo
de maturidade e os principais elementos de um processo de desenvolvimento de software.
Veremos os estágios de maturidade por que passam as organizações enquanto evoluem no
seu ciclo de desenvolvimento de software, por meio de avaliação contínua, identificação de
problemas e ações corretivas.
Este caminho de melhoria é definido por cinco níveis de maturidade, que estudaremos em
nossas aulas.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
Contextualização
O CMM fornece às organizações uma orientação sobre como adquirir controle do processo de
desenvolvimento de software e como avançar para uma cultura padrão na gestão de software.
O objetivo principal é acompanhar, por meio dos níveis de maturidade, a realização de um
processo controlado e mensurado que tem como fundamento a melhoria contínua.
A cada nível de maturidade corresponde um conjunto de práticas de software e de gestão
específicas, denominadas áreas-chave do processo (KPAs – Key Process Areas).
Por este estudo, teremos uma boa visão, principalmente sobre como melhor gerir os processos
de desenvolvimento de software.
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Introdução
Já temos em mente o que vem a ser qualidade, mas, para reforçarmos o conceito, observe
como o dicionário Aurélio define qualidade: “propriedade, atributo ou condição das coisas ou
das pessoas capaz de distingui-las das outras e de lhes determinar a natureza” (Aurélio, 1986).
Como um atributo de um item, a qualidade se refere àquilo que pode ser medido, ou
seja, comparado com padrões conhecidos, tais como tamanho, cor, propriedades elétricas,
maleabilidade etc.
Entretanto, é mais difícil categorizarmos qualidade em software, que é uma entidade
intelectual, do que em objetos físicos.
Vamos começar a nossa Unidade explicando a que nos referimos quando falamos de
qualidade de software, principalmente no quesito de processos.
CMM
Vamos falar, agora, sobre o CMM.
O CMM surgiu durante a década de 1980, como um modelo para avaliação de risco na contratação
de empresas de software pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, que desejava ser capaz
de avaliar os processos de desenvolvimento utilizados pelas empresas que concorriam em licitações
como indicação da previsibilidade da qualidade, custos e prazos nos projetos contratados.
Para desenvolver esse processo, o DOD constituiu, junto a Carnegie-Mellon University, o SEI
(Software Engineering Institute), que, além de ser responsável pela evolução da família CMM,
também realiza diversas outras pesquisas em engenharia de software.
Observe os dados cronológicos:
• 1986 – início do desenvolvimento de um modelo de maturidade de processo, para ajudar as
organizações a melhorarem seus processos de software (por solicitação do governo federal);
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
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Níveis do CMM
O CMM fornece às organizações orientação sobre como ganhar controle do processo de
desenvolvimento de software e como evoluir para uma cultura de excelência na gestão de software.
O objetivo principal nas transições desses níveis de maturidade é a realização de um processo
controlado e mensurado como a fundação para melhoria contínua.
Cada nível de maturidade possui um conjunto de práticas de software e gestão específicas,
denominadas áreas-chave do processo.
Estas devem ser implantadas para a organização atingir o nível de maturidade em questão.
O nível de maturidade é um estágio evolutivo bem definido, em busca de um processo
de software maduro. Cada nível de maturidade fornece uma gama de fundamentos para a
melhoria contínua do processo e um conjunto de práticas de software e gestão específicas,
denominado áreas-chave do processo, que devem ser implantadas para a organização atingir o
nível de maturidade em questão.
Cada nível compreende um conjunto de objetivos de processos que, quando satisfeitos,
estabilizam um componente importante do processo de software. Alcançando cada nível da
estrutura de maturidade, estabelecem-se diferentes componentes no processo, resultando em
um crescimento na capacidade processual da organização.
A maturidade do processo de software é a extensão para a qual um processo específico é
explicitamente definido, gerenciado, medido, controlado e efetivado. A maturidade representa
o potencial de crescimento e indica a riqueza do processo de software da organização e a
consistência com que o mesmo é aplicado em todos os seus projetos.
Em uma organização madura, o processo de software é bem compreendido – o que geralmente
é feito por meio de documentação e treinamento – e está sendo continuamente monitorado e
melhorado pelos seus usuários.
A atividade de um processo de software maduro é conhecida e implica que a produtividade e
a qualidade resultantes do processo possam ser continuamente melhoradas por meio de ganhos
consistentes na disciplina alcançada com a sua utilização.
Quando uma organização obtém ganhos na maturidade de um processo de software, ela o
institucionaliza por meio de políticas, padrões e estruturas organizacionais.
A institucionalização exige a construção de uma infraestrutura e de uma cultura corporativa
que possa dar suporte aos métodos, práticas e procedimentos de negócio, que perdurem após
possíveis afastamentos daqueles que originalmente os definiram.
Vamos ver o que possuem os níveis de maturidade do CMM.
Nível 1: Inicial
No nível 1 de maturidade, os processos normalmente são ad hoc e a organização geralmente
não dispõe de ambiente estável. O sucesso nestas organizações depende da competência e do
heroísmo dos funcionários e não do uso de processos estruturados. Devido ao imediatismo,
um ambiente caótico, o nível 1 de maturidade raramente produz um produto ou serviço que
funcione. Assim, frequentemente, eles excedem o orçamento e o prazo em seus projetos.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
Nível 2: Repetível
No nível 2 de maturidade, o desenvolvimento do software é repetido. O processo pode não
se repetir para todos os projetos da organização, que pode usar ferramentas de Gerência de
Projetos para mapear os custos e o prazo do projeto.
A adoção de um processo de desenvolvimento ajuda a garantir que práticas existentes são
utilizadas em momentos de stress. Quando estas práticas são adotadas, os projetos decorrem e
são gerenciados de acordo com o planejamento inicial.
Nível 3: Definido
A organização possui um conjunto de processos padrão, que são a base do nível 3 e estão
estabelecidos e melhorados periodicamente. Estes processos padrão são usados para estabelecer
uma consistência dentro da organização e os projetos estabelecem seus processos definidos pelo
conjunto de padrões processuais da organização.
Uma crítica distinção entre os níveis 2 e 3 é o escopo dos padrões, descrição dos processos e
procedimentos. No nível 2, os padrões, descrições de processos e procedimentos podem ser bem
diferentes em cada instância específica do processo (por exemplo, em um projeto particular).
No nível 3, os padrões, descrições de processo e procedimentos para o projeto são guiados pelo
conjunto padrão de processos da organização.
Nível 4: Gerenciado
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Nível 5: Otimizado
Cada nível, com exceção do primeiro, é composto por áreas chave de processo. Essas áreas
são formadas por sessões, chamadas áreas comuns. As áreas comuns especificam as práticas
chave necessárias para se alcançar a principal meta da área chave do processo, que são uma
descrição do caminho que uma organização deve tomar para se tornar madura. Este caminho
foi baseado em anos de experiência, tanto no processo de produção, quanto no gerenciamento
do processo.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
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»» Gerenciamento da qualidade de software: As atividades de gerenciamento da
qualidade de software do projeto são planejadas. Objetivos mensuráveis da qualidade
do produto de software e suas prioridades são definidos.
»» O progresso real em direção à realização dos objetivos de qualidade para os produtos de
software é quantificado e gerenciado.
O CMM é um modelo descritivo, no sentido de descrever atributos essenciais (ou chave) que
seriam esperados para caracterizar uma organização em um nível particular de maturidade.
É um modelo normativo, no sentido de que as práticas detalhadas caracterizam os tipos
normais de comportamento que seriam esperados em uma organização que desenvolve projetos
em larga escala num contexto de contratação governamental.
A intenção é que o CMM tenha um nível suficiente de abstração que não restrinja
desnecessariamente a maneira que o processo de software é implementado pela organização;
ele simplesmente descreve o que normalmente seria esperado dos atributos essenciais do
processo de software.
Em qualquer contexto em que o CMM for aplicado, deveria ser utilizada uma interpretação
razoável das práticas. O CMM deve ser interpretado apropriadamente, utilizando-se o
conhecimento de peritos quando o ambiente comercial da organização difere significativamente
de uma grande organização fornecedora.
O CMM não é prescritivo; ele não diz à organização como melhorar. O CMM descreve a
organização em cada nível de maturidade sem prescrever os meios específicos para consegui-lo.
Pode levar vários anos para se passar do Nível 1 para o Nível 2; a movimentação entre os outros
níveis geralmente levará cerca de dois anos.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
A melhoria de processo de software ocorre dentro do contexto dos planos estratégicos e dos
objetivos de negócio da organização, da sua estrutura organizacional, das tecnologias em uso,
da sua cultura social e sistema de gestão.
O CMM está voltado para os aspectos de processo da Gestão da Qualidade Total; a
melhoria de processo bem sucedida implica que os aspectos fora do escopo de processo de
software também sejam encaminhados (por exemplo: as questões pessoais envolvidas nas
mudanças da cultura organizacional que possibilitem a implementação e a institucionalização
das melhorias de processo).
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Gerentes querem os melhores projetistas para projetar o produto, então, em geral, SQA não
pode tê-los. A necessidade é concentrar esforços em métodos de SQA que permitam que o
desenvolvimento possa ser revisado por pessoas que não são desenvolvedores.
O papel de SQA é monitorar os métodos e os padrões que os engenheiros de software
usam e verificar se eles estão usando apropriadamente seus conhecimentos. Pessoas podem ser
experientes em SQA sem, no entanto, serem experientes em projeto de software.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
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Visão crítica sobre controle de qualidade de software
O grande problema no controle de qualidade de software é ainda a falta de consciência de
muitas empresas e profissionais que lidam com sistemas complexos em adotarem uma política
de qualidade nos trabalhos a serem desenvolvidos.
Como prova disso, uma pesquisa realizada em 1995 pelo Subprograma Setorial da Qualidade
e Produtividade em Software (SSQP/SW), no qual foi indicado que [CESAR97]:
»» Apenas 38,9% das empresas incluem sistematicamente metas ou diretrizes para qualidade
em seus planos;
»» 25,1% delas coletam sistematicamente indicadores de qualidade de seus produtos e serviços;
»» Apenas 11,5% têm um programa de qualidade total implantado;
»» A grande maioria (85,9%) não conhece o modelo CMM;
»» 66,6% não adota nenhum procedimento específico de garantia da qualidade do produto
de software;
»» A avaliação de desempenho dos funcionários é feita periodicamente em apenas 16,4%
das empresas; 54,1% delas disseram fazê-la informalmente.
O importante não é o modelo a ser seguido. Quando o objetivo é otimizar a qualidade do software,
deve-se ter cuidado, porém, em definir certos limites para os resultados a serem alcançados.
A criação de software com qualidade requer um esforço tanto no nível financeiro quanto no
nível de conscientização das pessoas envolvidas no processo, sem, no entanto, sairmos da órbita
em que o cliente é o termômetro da qualidade de um determinado produto.
Mesmo se o produto (software) alcançar grande parte dos requisitos de qualidade, mas
ultrapassar uma data que seja de vital importância para o cliente, o produto não terá qualquer
serventia e, por isso, deve-se ter compromisso com prazos e outras coisas mais e, em certos
casos, é desejável restringir o escopo da qualidade (partindo do máximo da qualidade para uma
qualidade muito boa) a ser atingida, a fim de satisfazer as necessidades do cliente.
Esta é uma visão realística de encarar a qualidade de software nos sistemas a serem desenvolvidos.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
Material Complementar
Para aprofundar seus estudos sobre CMM, consulte os sites e as seguintes referências:
99 [Link]
99 [Link]
99 [Link]
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Referências
MCCALL J.; RICHARDS P.; WALTERS, G. Factors in Software Quality (3 vols.), NTIS AD-
AO49-014, 015, 055, Nov. 1977.
SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de software. [Link]. São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2007.
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Unidade: CMM - Capability Maturity Model (Modelo de Maturidade em Capacitação)
Anotações
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[Link]
Campus Liberdade
Rua Galvão Bueno, 868
CEP 01506-000
São Paulo SP Brasil
Tel: (55 11) 3385-3000
Qualidade de
Software
Material Teórico
Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de
Maturidade em Capacitação – Integração)
Revisão Textual:
Prof. Ms. Luciano Vieira Francisco
Capability Maturity Model – Integration
(CMMI) (Modelo de Maturidade em
Capacitação – Integração)
• Introdução
• CMMI-DEV
• A representação contínua
• Áreas de processo
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Unidade: Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de Maturidade em Capacitação – Integração)
Contextualização
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Introdução
Há anos se tornou vital fazer software com qualidade em um curto prazo de tempo. Com isso
empresas adotam medidas voltando-se para a redução de custos, qualidade e diminuição de defeitos
do produto final, satisfação dos envolvidos da equipe, usuários e clientes. Essas medidas utilizadas
têm como principal objetivo diminuir os riscos e os possíveis fracassos de um projeto.
O modelo Capatibility Maturity Model – Integration (CMMI), em português Modelo
de Maturidade em Capacitação – Integração, criado pelo Software Enginering Institute (SEI),
em português Instituto de Engenharia de Software, como inúmeros outros modelos utilizados,
é uma forte ferramenta para o planejamento e gerenciamento de aquisições, desenvolvimento,
manutenção e suporte do produto.
Esse modelo tem como missão auxiliar empresas e organizações na prestação de serviços,
aquisições e, principalmente, no desenvolvimento de produtos, visando a melhoria de seus
processos internos, considerando desde os processos que são extremamente imprevisíveis e
futuramente podem acarretar no fracasso do projeto, e modificando-os para que se tornem
processos bem estabelecidos e seguros, garantindo assim o sucesso do projeto.
Ao longo do tempo foram realizados ajustes no modelo CMMI. Em 27 de outubro de 2010
foi lançada a versão atual do CMMI (versão 1.3), que possui três modelos:
»» CMMI para Desenvolvimento (CMMI-DEV);
»» CMMI para Aquisição (CMMI-ACQ);
»» CMMI para Serviços (CMMI-SVC).
CMMI-DEV
O CMMI para desenvolvimento tem a missão de melhorar processos que são destinados à
elaboração de produtos e serviços. É composto pelas melhores práticas de desenvolvimento e
manutenção do produto final.
O modelo CMMI-DEV possui características de Engenharia de Sistemas, Engenharia de Software,
Gestão de Projetos, entre outras áreas, além disso, é amplamente utilizado nos setores bancários,
hardware de computadores, softwares e indústria automobilística, para citar alguns exemplos.
CMMI-ACQ
Neste modelo de CMMI para aquisição o enfoque esta em atividades correlacionadas à
prestação de serviços conjuntamente à aquisição de desenvolvimento de produtos.
Este modelo contém práticas de Gestão de Projetos, Gestão de Processos e Engenharia de
Aquisição, onde é utilizado na aquisição e gestão de fornecedores.
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Unidade: Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de Maturidade em Capacitação – Integração)
Empresas dos setores aeroespacial, software, defesa, entre outras são o público-alvo desse
tipo de modelo.
CMMI-SVC
Este modelo é aplicado em atividades de gestão e também prestação de serviços. Nesse estão
contidas práticas de Gestão de Serviços, Gestão de Projetos, entre outras áreas.
Organizações relacionadas à educação, saúde, hotelaria e telecomunicações são as principais
usuárias desse modelo.
O CMMI é uma evolução de diversos outros modelos, comumente explicado em dois tipos
de representações:
»» A primeira é a representação contínua, a qual é similar à norma onde se define o
processo de desenvolvimento de software chamada ISO/IEC 15504, onde é separada
por níveis de capacidade para cada processo. O modelo CMMI não foi criado a partir
da norma ISO/IEC 15504, porém, são dados como modelos compatíveis;
»» A segunda é a representação por estágios, onde se define um caminho para o
aperfeiçoamento da organização, dividida em áreas e descrita em cinco diferentes
níveis de maturidade.
A representação contínua
Na representação contínua a empresa tem a liberdade de escolha para aplicar os processos
de acordo com suas necessidades e os objetivos que pretende alcançar, possibilitando processos
com diferentes níveis. É adequado usar a representação contínua quando a empresa quer
converter apenas alguns processos, tornando-os mais maduros.
Essa representação é dividida em seis níveis, os quais são chamados de incompleto; realizado
(ou executado); gerenciado; definido; gerenciado quantitativamente; otimizado.
Figura 1 – Níveis da representação contínua.
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Especificando-os, temos:
»» Nível 0: Incompleto – esse nível retrata um processo que comumente não é executado,
ou é executado parcialmente;
»» Nível 1: Realizado (ou executado) – o processo deve ser executado com o objetivo
de completar as tarefas necessárias para a execução de um processo;
»» Nível 2: Gerenciado – é o planejamento da execução dos processos, onde a equipe do
projeto faz a comparação do que foi planejado com o que foi efetivamente executado;
»» Nível 3: Definido – é construído tomando a direção do processo que já existe, porém
é sustentada uma descrição do processo;
»» Nível 4: Gerenciado quantitativamente – o processo é gerenciado quantitativamente
por estudos estatísticos;
»» Nível 5: Otimizado – este nível é adaptado para que as necessidades da
organização sejam plenamente supridas através da alteração e adaptação do
processo gerenciado quantitativamente.
Nível 1 – inicial:
O nível inicial pode ser facilmente considerado como um estágio caótico e talvez o mais
complexo do projeto, onde os processos são mal definidos e os funcionários acabam dedicando
mais tempo na correção das atividades realizadas.
Nessa fase inicial é necessário que os profissionais se empenhem e deem o máximo de si,
pois o que salvará o projeto e dará um empurrão inicial será a união dos esforços individuais.
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Unidade: Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de Maturidade em Capacitação – Integração)
O processo de software é tratado como uma caixa preta, pois nesse momento apenas é
possível visualizar as entradas e os produtos finais, de modo que todo o trâmite nesse ínterim
fica impossibilitado de ser visualizado.
Nível 2 – Gerenciado:
Nesta etapa são discutidos e estabelecidos os processos básicos do gerenciamento do projeto,
como planejamento de custos, aquisições e prazos. Na maioria dos casos a organização é disciplinada,
porém, por certas resistências pode ocorrer resistência para a implantação de mudanças.
Em inúmeros casos usar projetos que obtiveram sucesso no passado é uma grande ideia,
levando ao bom encaminhamento e término seguro do projeto.
O processo é visto como diversas caixas pretas interligadas, possibilitando a visualização em
alguns pontos. Esses pontos são chamados de marcos do projeto.
O avanço do projeto é controlado mediante a evolução dos requisitos. A cada marco realizado
são aplicadas avaliações onde o progresso e a construção do software são notados e ponderados.
Nível 3 – Definido:
Todas as atividades de um processo padrão de software (ligadas a gerenciamento ou
engenharia de software) passam pelas etapas de documentação, padronização e integração.
No desenvolvimento e na manutenção do software são utilizadas versões aprovadas ou
adaptadas desses processos, onde são enquadradas para os requerimentos e características do
projeto em desenvolvimento.
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Nesta etapa as funções de cada envolvido no projeto estão bem definidas e claras. Com
isso, a organização utilizará processos estabelecidos e padronizados. Assim, a porcentagem de
sucesso do projeto é aumentada significativamente e os riscos diminuem, pois a saída de um
membro da equipe, por exemplo, pode ser facilmente suprida, dado que existem planos de
riscos definidos e o impacto de qualquer imprevisto ocorrido se torna mínimo.
Figura 5 – Processo de software segundo o nível 3.
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Unidade: Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de Maturidade em Capacitação – Integração)
Áreas de processo
O modelo CMMI versão 1.2 (CMMI-DEV) contém 22 áreas de processo. Em sua representação
por estágios, as áreas são divididas da seguinte forma:
Nível 1 – Inicial:
Não possui áreas de processo.
Nível 2 – Gerenciado:
»» Gerenciamento de requisitos – processo onde são identificadas inconsistências dos
requisitos e dos produtos de trabalho, onde deve-se realizar a gestão desses;
»» Planejamento de projeto – criar e concretizar planos específicos para aplicação nos projetos;
»» Acompanhamento e controle de projeto – para o gerenciamento eficaz é preciso
providenciar informações suficientes;
»» Gerenciamento de acordo com fornecedores – fase onde são realizadas negociações
de acordos de produtos, fornecedores e também toda a gestão das aquisições;
»» Medição de análise – são realizadas medições e, a partir dessas, são executados
estudos para a verificação de desvios ou variações fora do planejamento;
»» Garantia da qualidade de processo e produto – processo onde é realizada a
verificação da garantia do projeto, visando garantir se o produto possui os requisitos e
qualidade desejados;
»» Gerência de configuração – processo onde é mantida a integridade dos produtos
do projeto.
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Nível 3 – Definido:
»» Desenvolvimento de requisitos – fase onde é realizada a análise e o desenvolvimento
dos requisitos para a composição do produto;
»» Solução técnica – processo onde é desenvolvido e implementado o conjunto de
soluções para os requisitos apontados;
»» Integração de produto – para garantir a entrega do produto, nesta etapa é realizada
a junção de componentes, funções, módulos e outros produtos;
»» Verificação – processo onde é avaliado se o desenvolvimento do produto é
realizado corretamente;
»» Validação – realização da demonstração do produto no ambiente definido,
demonstrando se esse possui todas as especificações e requisitos definidos;
»» Foco de processo organizacional – realização de estudo para a verificação das
deficiências que os processos e a organização possuem, seguido de um planejamento e
implantação de melhorias baseadas no estudo elaborado;
»» Definição de processo organizacional – estabelecimento dos padrões da organização;
»» Treinamento organizacional – para a melhor realização de suas funções, os
envolvidos do projeto devem estar cientes e bem treinados sobre suas funções. Para
tanto, são ministrados cursos, palestras e reuniões para que os funcionários possam
adquirir conhecimento e realizar de forma eficaz suas tarefas e atividades;
»» Gerenciamento integrado de projeto – onde é trabalhada a comunicação entre as
equipes envolvidas no projeto;
»» Gerenciamento de riscos – nesse processo são antecipadamente gerenciados os riscos
que podem vir a acontecer, funcionando como um plano B ou uma válvula de escape;
»» Análise de decisão e resolução – a tomada de decisões é um fato importante no
projeto. Nesse processo são realizados os critérios que se devem seguir para uma
tomada de decisão.
Nível 5 – Em otimização:
• Gestão de processo organizacional – criar condições que comprovem que houve
melhorias no desempenho dos processos;
• Análise casual e resolução – processo onde são identificados os problemas e defeitos
do produto, assim como são planejadas ações para a prevenção de problemas futuros.
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Unidade: Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de Maturidade em Capacitação – Integração)
Material Complementar
Para aprofundar seus estudos sobre CMMI, acesse os sites listados abaixo, assim como tome
contato com as seguintes referências bibliográficas:
A TECNOLOGIA EVOLUI muito rápido: desafios, moral e ética. 2 jun. 2014. Disponível
em: <[Link] Acesso em 26 jul. 2014.
14
Referências
CMMI para Desenvolvimento (CMMI-DEV) – versão 1.2. Pittsburgh, PA, USA: Carnegie
Mellon Software Engineering Institute, 2006. Disponível em: <[Link]
CMMI-DEV_1-2_Portuguese.pdf>. Acesso em: 26 jul.2014.
FALBO, R. de A. Qualidade de processo de software CMMI. DI/UFES, 2008. Disponível em:
<[Link]
files/Aula%252010%2520-%2520Qualidade%2520de%2520Processo%2520-%2520CMMI.
ppt+&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br>. Acesso em: 26 jul.2014.
FIGUEIREDO, E. O modelo CMMI. DCC/UFMG, [20--]. Disponível em: <[Link]
[Link]/~figueiredo/disciplinas/aulas/cmmi_v01.pdf>. Acesso em: 26 jul.2014.
GOMES, P. R. M.; RIBEIRO, R. M. C. Introdução a CMMI. LDS/UFCG. Campina Grande,
PB, 29 set. 2008. Disponível em: <[Link] Acesso
em: 26 jul.2014.
GROFFE, R. J. Maturidade no desenvolvimento de software: CMMI e MPS-BR. Devmedia,
[20--]. Disponível em: <[Link]
software-cmmi-e-mps-br/27010>. Acesso em: 26 jul.2014.
GUIMARÃES, C. F. O CMMI e o gerenciamento da qualidade de projetos de software.
O Gerente, 31 jan. 2011. Disponível em:<[Link]
da-qualidade-de-projetos>. Acesso em: 26 jul.2014.
O QUE É CMMI? ISD Brasil, [20--]. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 26 jul.2014.
TRISTACCI, C. CMMI. [20--]. Disponível em: <[Link]
Acesso em: 26 jul.2014.
15
Unidade: Capability Maturity Model – Integration (CMMI) (Modelo de Maturidade em Capacitação – Integração)
Anotações
16
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Campus Liberdade
Rua Galvão Bueno, 868
CEP 01506-000
São Paulo SP Brasil
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Qualidade de Serviços
Material Teórico
ISO - International Organization for Standardization
Revisão Textual:
Prof. Ms. Claudio Brites
ISO - International Organization for
Standardization
• Organismos Normativos
• ISO
Nesta unidade, realizaremos estudos sobre os modelos da ISO. A ideia principal é mostrar as
normas e as descrições desses modelos. Veremos os órgãos normativos e as séries ISO sobre
os desenvolvimentos de software, seus regulamentos e ações corretivas.
Não deixe de assistir, também, a apresentação narrada do conteúdo e de alguns
exercícios resolvidos.
Finalmente, e o mais importante, fique atento às atividades avaliativas propostas e ao prazo
de realização e envio delas.
5
Unidade: ISO - International Organization for Standardization
Contextualização
Qualquer organização gostaria de melhorar a forma pela qual opera – quer isso signifique
melhorar a sua participação no mercado, reduzir seus custos, gerenciar o risco mais eficazmente,
ou ampliar a satisfação dos clientes. Um sistema de gestão lhe dá a estrutura necessária para
monitorar e melhorar o desempenho em qualquer área de seu interesse.
A ISO 9001 é de longe a estrutura de qualidade melhor estabelecida, sendo utilizada
atualmente por mais de 750 mil organizações em 161 países. Ela define o padrão não só para
sistemas de gestão de qualidade, mas para sistemas de gestão em geral.
Ela ajuda todos os tipos de organizações a obterem sucesso através de uma melhora na
satisfação de seus clientes, na motivação dos colaboradores, entre outras melhorias contínuas.
6
Organismos Normativos
Organismos normativos são instituições que ditam regras criadas com base no trabalho de
especialistas. Essas regras servem de base para:
»» Órgão Internacional:
• ISO – Organização Internacional para Padronização;
»» Órgãos Regionais:
• o AMN – Associação Mercosul de Normalização – Mercosul;
• o COPANT – Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas – Continente Americano.
Quando uma organização pretende verificar se seu produto atende a todas as regras de uma
norma técnica, deve-se respeitar a hierarquia acima.
Com isso, digamos que a empresa X deseja que seu Sistema de Gestão de Qualidade seja
qualificado como sendo ISO-9000. Essa empresa deve obter essa certificação por meio de
organismos de certificação que são conhecidos internacionalmente. Como exemplo, podem ser
citadas organizações como: BRTUV, Fundação Carlos Alberto Vanzolini, entre outras.
7
Unidade: ISO - International Organization for Standardization
ISO
Tabela 1
Ano Documentos Produzidos
1952 5
1957 57
1965 1.400
2004 14.941
IEC
Comissão Eletrotécnica Internacional – IEC – é a
organização encarregada das padronizações de tecnologias
elétricas e de tecnologias associadas a essas. Sua sede,
assim como a da ISSO, está localizada em Genebra, Suíça,
e foi fundada no ano de 1906.
8
Série ISO 9000
A série ISO 9000 contém a união de cinco normas, são as
normas: ISO 9000, 9001, 9002, 9003 e 9004. Essas normas
foram oficializadas em 1987 e desde então vêm sendo
usadas. Essa série não é considerada como um conjunto
de normas revolucionárias, pois elas foram baseadas em
normas britânicas – como a BS5750 e outras que já existiam
na época.
A função da série ISO 9000 é a satisfação do cliente pela
transparência do bom andamento do projeto e de todos os
estágios que mostram a qualidade da empresa.
Qualquer tipo de empresa pode utilizar as normas ISO 9000
– seja ela pequena ou grande, privada ou governamental.
A série ISO 9000 serve para qualificar o sistema de gestão de qualidade da empresa,
garantindo que produtos fabricados pelo processo dessa empresa tenham qualidade superior
aos produtos de outras empresas. Possuir a qualificação ISO 9000 significa que os produtos
criados por certo processo irão possuir os mesmos padrões de qualidade.
Uma empresa qualificada como ISO 9000 deve possuir alguns princípios básicos, alguns
deles são: a documentação de fácil acesso; equipamentos em bom estado de conservação
e manutenção; auditorias internas. Além disso, a empresa deve estar constantemente em
autoanálise, tomando medidas preventivas e corretivas para o bom funcionamento dos processos
e para que seja garantido o sucesso dos projetos.
Com essas ações, a empresa fica possibilitada de atender a demanda de pedidos, possui uma
documentação concreta e garante a qualidade de seus produtos.
ISO 9001:2008
Pelas constantes revisões e atualizações, adotou-se o padrão de escrever o nome da norma
e o ano de sua última atualização separados por dois pontos, com isso, a ISO 9001:2008 nada
mais é do que a atualização do ano de 2008 da norma ISO 9001.
A ISO 9001 possui diversas vantagens para a empresa que a adota, dentre essas vantagens
podemos citar:
»» Melhoria em processos de gerenciamento de riscos, aumentando a porcentagem de
sucesso do projeto;
»» Redução do desperdício, por conta do bom planejamento, de uma documentação
ampla e do foco nos processos operacionais;
9
Unidade: ISO - International Organization for Standardization
Derivada da norma britânica BS5750, a ISO 9001 foi criada com o intuito de aprimorar
mais ainda a qualidade e a padronização de um produto. Na época, a norma BS5750 era
reconhecida como uma das principais normas de qualidade, mas não tratava e nem possuía em
seus objetivos a satisfação do cliente. Por conta disso, a ISO 9001 entrou em cena objetivando
suprir essa deficiência da norma BS5750.
Nos dias atuais, a ISO 9001 é uma das normas mais usadas mundialmente em empresas que
almejam a melhoria contínua a partir do monitoramento e do aprimoramento constante. Ela é
utilizada em mais de 750 mil organizações em 160 países.
ISO 9000-3
Registrada como norma pela ISO em Junho de 1993, a ISO 9000-3 possui os mesmos caminhos
e procedimentos da norma ISO 9001, mas aplicados a conceitos como desenvolvimento,
fornecimento e manutenção de software. Em resumo, podemos afirmar que para cada conceito
ou item que reside na norma ISO 9001, temos um conceito correspondente na ISO 9000-3
aplicado à qualidade de software.
10
A ISO 9000-3 possui uma deficiência considerável: não realiza o tratamento de problemas
com o uso da Melhoria Contínua do Processo de Software – SPI –, como feito em modelos de
referência na área – como o CMMI ou a norma ISO/IEC 15504. Com isso, a norma ISO 9000-
3 apresenta quais processos devem ser utilizados pelas organizações, mas não demonstra o
caminho para que elas conduzam seus processos de forma eficiente, para atingirem os resultados
esperados.
A norma ISO 9001 é firmada em vinte critérios, que compreendem diversos aspectos
relacionados à garantia de qualidade. O ponto central de normas como a ISO 9001 é a
documentação.
Desde sua criação, em 1991, a ISO 9000-3 foi atualizada duas vezes. A primeira atualização
aconteceu no ano de 1994, e a atualização mais recente aconteceu no ano de 1997. A NBR -ISO
9000-3 é a norma brasileira equivalente à ISO 9000-3, embora baseada em sua primeira versão
– por isso, em relação à norma ISO 9000-3, a NBR-ISO 9000-3 está bastante desatualizada.
Em sua primeira edição, a ISO 9000-3 fazia a divisão de suas diretrizes em três partes
principais:
»» Estrutura: a estrutura é a parte que cuida de todo e qualquer aspecto organizacional
ligado ao sistema de qualidade;
»» Atividades de Suporte: é a parte que dita a condução de atividades, como
desenvolvimento do software, documentação, manutenção, etc.;
»» Atividades do Ciclo de Vida: são as atividades relacionadas ao ciclo de vida do produto.
Essa estrutura deixou de ser usada quando a ISO 9000-3 foi atualizada. Após essa atualização,
a norma passou a utilizar exatamente o mesmo mapeamento e as mesmas diretrizes usados na
norma ISO 9001.
ISO/IEC 12207
A norma ISO/IEC 12207 veio para estabelecer uma linguagem comum entre o desenvolvedor,
o cliente e todos os stakeholders (partes envolvidas) do projeto. Essa linguagem é estabelecida
através da clareza dos ciclos e também de processos bem definidos. Essa norma é conhecida
como a norma de Processos do Ciclo de Vida do Software.
11
Unidade: ISO - International Organization for Standardization
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»» Melhoria: processo que tem as funções de melhorar, avaliar e controlar o ciclo de vida
do software em desenvolvimento;
»» Recursos Humanos: processos que mantém a consistência dos recursos humanos com
o negócio.
Para total eficiência e melhor aproveitamento da norma ISO/IEC 12207, os processos
apresentados acima podem, e devem, ser adaptados aos interesses da empresa e aos objetivos
que se quer alcançar com determinado projeto de software.
ISO/IEC 15504
A norma ISO/IEC 15504, também conhecida como Software Process Improvement and
Capability Determination – SPICE –, foi criada como um framework. É a norma que define
o Processo de Desenvolvimento do Software. Desde o ano de 1993, a ISO em parceria com
a Comunidade Internacional do projeto SPICE vem desenvolvendo a norma ISO/IEC 15504,
baseando-se em modelos como CMM e em normas como as da série ISO 9000. A ISO só veio
publicar oficialmente a norma SPICE em outubro de 2003, fruto da evolução da norma ISO/
IEC 12207, embora com os mesmos níveis de capacidade das usadas no modelo CMMI.
Nesse modelo são usados conjuntos de boas práticas da Engenharia de Software, que são
considerados fundamentais. Assim como no modelo CMMI, a norma ISO/IEC 15504 possui
níveis de capacidade que servem para que a empresa se autoavalie e aplique planos para a
ampliação da melhoria de seus processos – também servem para que a empresa seja avaliada
por outras organizações e instituições. Seus níveis de capacidade são: incompleto, executado,
gerenciado, estabelecido, previsível e otimizado.
1. Incompleto: Esse nível retrata um processo que muitas vezes não é executado, ou é
executado parcialmente.
2. Executado: O processo deve ser executado com o objetivo de completar as tarefas
necessárias para a execução de um processo.
3. Gerenciado: É o planejamento da execução dos processos, onde a equipe do projeto
faz a comparação do que foi planejado com o que foi executado.
4. Estabelecido: O processo é construído tomando a direção do processo que já existe;
porém é sustentada uma descrição do processo.
5. Previsível: O processo é gerenciado quantitativamente por estudos estatísticos.
6. Otimizado: Este nível é adaptado para que as necessidades da organização sejam
todas supridas por meio da alteração e da adaptação do processo gerenciado
quantitativamente.
13
Unidade: ISO - International Organization for Standardization
A norma ISO/IEC 15504 é usada por empresas que procuram realizar melhorias internas em
seus processos. Essa norma tem o intuito de concretizar uma análise disciplinada dos processos
utilizados em uma organização, identificando seus pontos fracos e fortes. A partir dessa análise,
serão estruturados estudos e planos de melhorias.
14
Material Complementar
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Unidade: ISO - International Organization for Standardization
Referências
J. McCall, P. Richards and G. Walters. Factors in Software Quality (3 vols.), NTIS AD-
AO49-014, 015, 055, Nov. 1977.
SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de software. 8ª ed. São Paulo: Pearson Addison-Wesley, 2007.
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Anotações
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Campus Liberdade
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24/10/2019 Fazer teste: AS_I – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_03...
Informações do teste
Descrição
Instruções
Várias Este teste permite 3 tentativas. Esta é a tentativa número 1.
tentativas
Forçar Uma vez iniciado, este Teste deve ser concluído em uma sessão. Não saia do teste
conclusão antes de clicar em Salvar e enviar.
Complete a lacuna:
a. Portabilidade
b. Testabilidade
c. Interoperabilidade
d. Reusabilidade
e. Flexibilidade
Complete a lacuna:
a. Reusabilidade.
b. Manutenibilidade.
[Link] 1/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_I – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_03...
c. Flexibilidade.
Estado de Conclusão da Pergunta:
d. Testabilidade.
e. Portabilidade.
Complete a lacuna:
a. Usabilidade
b. Eficiência
c. Correção
d. Integridade
e. Confiabilidade
[Link] 2/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_I – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_03...
Clique em Salvar e Enviar para salvar e enviar. Clique em Salvar todas as respostas para
salvar todas as respostas.
[Link] 3/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_II – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_...
Informações do teste
Descrição
Instruções
Várias Este teste permite 3 tentativas. Esta é a tentativa número 1.
tentativas
Forçar Uma vez iniciado, este Teste deve ser concluído em uma sessão. Não saia do teste
conclusão antes de clicar em Salvar e enviar.
c. I, II, III, IV e V.
Complete a lacuna.
A ________________________________software é a extensão para a
qual um processo especí co é explicitamente de nido,
gerenciado, medido, controlado e efetivado.
[Link] 1/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_II – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_...
g
dePortabilidade
Estado a. Conclusão dado processo de software.
Pergunta:
a. Nível 5.
b. Nível 1.
c. Nível 3.
d. Nível 2.
e. Nível 4.
a. SPIN.
b. AIEE.
c. SEI.
d. IRE.
e. IEEE.
Complete a lacuna.
______________________________ são controlados de forma a
estabelecer um per l mínimo a ser utilizado pela engenharia de
software e pela administração. Os planos, produtos e atividades
do software são sempre consistentes com os requisitos de
sistema.
Gerenciamento de s bcontratados
[Link] 2/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_II – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_...
a. Gerenciamento de subcontratados.
Estado de Conclusão da Pergunta:
b. Gerenciamento de con guração.
c. Planejamento do Projeto.
e. Gerenciamento de requisitos.
Clique em Salvar e Enviar para salvar e enviar. Clique em Salvar todas as respostas para
salvar todas as respostas.
[Link] 3/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_III – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_...
Informações do teste
Descrição
Instruções
Várias Este teste permite 3 tentativas. Esta é a tentativa número 2.
tentativas
Forçar Uma vez iniciado, este Teste deve ser concluído em uma sessão. Não saia do teste
conclusão antes de clicar em Salvar e enviar.
a. Integração do produto.
d. Planejamento de projeto.
e. Gerenciamento de requisitos.
Estado e.
dePossuir
Conclusão daos
todos Pergunta:
processos classi cados como nível 1.
Clique em Salvar e Enviar para salvar e enviar. Clique em Salvar todas as respostas para
salvar todas as respostas.
[Link] 3/3
24/10/2019 Fazer teste: AS_IV – QUALIDADE DE SOFTWARE - 40h_Turma_...
Informações do teste
Descrição
Instruções
Várias Este teste permite 3 tentativas. Esta é a tentativa número 2.
tentativas
Forçar Uma vez iniciado, este Teste deve ser concluído em uma sessão. Não saia do teste
conclusão antes de clicar em Salvar e enviar.
emÓrgão
Clique a. Internacional,
Salvar e Enviar paraÓrgãos
salvarNacionais, Órgãos
e enviar. Clique Regionais.
em Salvar todas as respostas para salvar todas as r
deÓrgãos
Estado c. Regionais,
Conclusão Órgãos Estaduais, Órgãos Nacionais.
da Pergunta:
a. Processos de Apoio.
b. Processos de Qualidade.
c. Processos de Padronização.
d. Processos Fundamentais.
e. Processos Organizacionais.
b. BS5750 e CMM
Clique c.
emSérie
Salvar
ISOe 9000
Enviar para
e ISO salvar e enviar. Clique em Salvar todas as respostas para salvar todas as r
9000-3
Clique em Salvar e Enviar para salvar e enviar. Clique em Salvar todas as respostas para salvar todas as r
[Link] 3/3
AS1
PERGUNTA 1
1. Complete a lacuna:
b. Flexibilidade
c. Portabilidade
d. Testabilidade
e. Interoperabilidade
0,2 pontos
PERGUNTA 2
1. Quais são os principais objetivos da qualidade?
i. Aprimorar o processo de desenvolvimento e, em consequência, melhorar a qualidade do produto
resultante.
ii. Avaliar a qualidade do produto, visando emitir documento oficial sobre a qualidade de um software e
sua conformidade em relação a uma norma ou padrão.
iii. Adquirir um software, com o intuito de escolher o produto mais adequado dentre um conjunto de
produtos selecionados.
iv. Revisar o quanto um programa (ou partes dele) pode ser reutilizado em outros programas.
v. Avaliar o quanto de esforço é necessário para se acoplar um programa a outro.
a. i(V),ii(V),iii(V),iv(V) e v(F).
b. i(V),ii(F),iii(V),iv(F) e v(F).
c. i(V),ii(V),iii(V),iv(F) e v(F).
d. i(V),ii(V),iii(V),iv(F) e v(V).
e. i(F),ii(V),iii(V),iv(F) e v(F).
0,2 pontos
PERGUNTA 3
1. Complete a lacuna:
______________: o quanto de esforço é necessário para testar um programa a fim de garantir que ele
execute a função pretendida.
a. Flexibilidade.
b. Testabilidade.
c. Reusabilidade.
d. Manutenibilidade.
e. Portabilidade.
0,2 pontos
PERGUNTA 4
1. Com relação às alterações do produto (habilidade para ser alterado):
Portabilidade é ____________________________________________________
_________________________________________________________________
Reusabilidade é ___________________________________________________
_________________________________________________________________
Interoperabilidade é ________________________________________________
_________________________________________________________________
• o quanto um programa (ou partes dele) pode ser reutilizado em outros programas.
• o quanto de esforço é necessário para transferir um programa de uma plataforma de hardware
a.
e/ou software para outra.
• o quanto de esforço é necessário para se acoplar um programa a outro.
0,2 pontos
PERGUNTA 5
1. Complete a lacuna:
__________: o quanto um programa satisfaz a sua especificação e cumpre os objetivos visados pelo
cliente.
a. Confiabilidade
b. Usabilidade
c. Integridade
d. Correção
e. Eficiência
AS2
PERGUNTA 1
1. Quais são os níveis de maturidade do CMM?
I. Inicial.
II. Repetível.
III. Quantificado.
IV. Definido.
V. Gerenciado.
VI. Indefinido.
VII. Otimizado.
Estão corretos os itens:
a. III, IV, V, VI e VII.
b. I, II, III, IV e V.
0,2 pontos
PERGUNTA 2
1. Para desenvolver esse processo, o DOD constituiu junto a Carnegie-Mellon University o:
a. IEEE.
b. AIEE.
c. SPIN.
d. SEI.
e. IRE.
0,2 pontos
PERGUNTA 3
1. As áreas chaves de processo do nível gerenciado são definidas como:
Garantia da qualidade do software, gerenciamento de subcontratados e visão geral e
a.
acompanhamento do projeto.
0,2 pontos
PERGUNTA 4
1. Complete a lacuna.
A ________________________________software é a extensão para a qual um processo específico é
explicitamente definido, gerenciado, medido, controlado e efetivado.
a. Reusabilidade do processo de software.
0,2 pontos
PERGUNTA 5
1. No _____________ de maturidade, os processos são geralmente ad hoc e a organização geralmente não
dispõe de um ambiente estável. O sucesso nestas organizações depende da competência e heroísmo dos
funcionários e não no uso de processos estruturados. Devido ao imediatismo, um ambiente caótico, o
nível 1 de maturidade raramente produz um produto ou serviço que funcione. Assim, frequentemente eles
excedem o orçamento e o prazo em seus projetos.
a. Nível 2.
b. Nível 3.
c. Nível 4.
d. Nível 1.
e. Nível 5.
AS3
PERGUNTA 1
1. O modelo CMMI versão 1.2 é dividido em quantas áreas de processo?
a. Seis áreas de processo.
0,2 pontos
PERGUNTA 2
1. É adequado usar a representação contínua quando
a. a empresa quer converter todos os seus processos em sistemas mais maduros.
b. a empresa quer implementar todos os processos, para que se tornem mais legíveis.
e. a empresa quer converter apenas alguns processos, para que se tornem mais maduros.
0,2 pontos
PERGUNTA 3
1. Quando o assunto é a área de processo de verificação, é correto afirmar que é o processo onde é
verificada a garantia do projeto, visando garantir se o produto possui os requisitos e qualidade
a.
desejados.
0,2 pontos
PERGUNTA 4
1. Na representação por estágios o que uma empresa precisa para ser certificada como uma organização
nível 4?
Possuir metade dos processos classificados como nível 3 e a outra metade dos processos
a.
classificados como nível 4.
0,2 pontos
PERGUNTA 5
1. O nível 0 – Incompleto da representação contínua é:
O nível do planejamento da execução dos processos, onde a equipe do projeto faz a comparação
a.
do que foi planejado com o que foi executado.
b. O nível que retrata uma leitura que comumente é executada, ou é executada integralmente.
O nível que é adaptado para que as necessidades da organização sejam supridas através da
c.
alteração e adaptação do processo gerenciado quantitativamente.
d. O nível que retrata um processo que comumente não é executado, ou é executado parcialmente.
AS4
PERGUNTA 1
1. Quando o assunto é a norma ISO/IEC 15504, é correto afirmar que:
0,2 pontos
PERGUNTA 2
1. A norma ISO/IEC 15504 foi criada com base em quais modelos já existentes?
a. ISO 9000-3 e CMMI
b. BS5750 e CMM
0,2 pontos
PERGUNTA 3
1. Qual é a classe de processos que tem a função de garantir a qualidade do software, visando melhor
conformidade e segurança no desenvolvimento?
a. Processos de Apoio.
b. Processos de Qualidade.
c. Processos de Padronização.
d. Processos Fundamentais.
e. Processos Organizacionais.
0,2 pontos
PERGUNTA 4
1. Quais são os processos que compõem a classe de Processos Fundamentais da norma ISO/IEC 12207?
a. Documentação, Aquisição, Verificação, Validação, Verificação.
0,2 pontos
PERGUNTA 5
1. Quando o assunto é a norma ISO/IEC 12207, é correto afirmar que:
I – essa norma foi criada para estabelecer uma linguagem coerente, a qual é constituída por meio da
clareza dos ciclos e que é comum entre os desenvolvedores, os clientes e os participantes do projeto.
II – a ISO/IEC 12207 foi criada com base na ISO/IEC 12207.
III – a ISO/IEC 12207 é conhecida como a norma de Processos do Ciclo de Vida do Software.
a. Apenas I está correta.









