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30 de março de 2020

ESTUDOS
DIRIGIDOS/
QUESTIONÁRIOS
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30 de março de 2020
ALUNO: PAULO RENATO DO PRADO PEREIRA
TURMA: DRN 301 DATA: 03/04/2020

Atividade avaliativa do 1º Ciclo de estudos


2ª FASE:

Tópico 1 – Evolução histórica, fontes,


nomenclatura, etc.
1.1 – É possível afirmar a existência do Direito Empresarial já na antiguidade? Explique.
R.: Não. Apesar de algumas práticas comerciais existentes na antiguidade e algumas
regras existentes, não se pode inferir desde essa época a existência do Direito Comercial.
O Direito Comercial começou a ganhar impulso na chamada 1ª FASE da etapa evolutiva
do Direito Comercial), também conhecida como FASE SUBJETIVA ou SUBJETIVO-
CORPORATIVISTA.
1.2 – Indique quais foram as 3 (três) fases de evolução do Direito Empresarial,
apontando qual o critério utilizado, em cada fase, para identificar o âmbito de incidência
desse ramo do direito. R.: 1ª FASE (FASE SUBJETIVA): O Direito Comercial começa a
se desenvolver, diante da falta de um direito que desse regramento as relações
mercantis, os comerciantes reunidos em assembléias criavam entre si um direito
costumeiro, em que elegiam juízes: era o chamado ‘’juízo consular’’. Nessa primeira
etapa, o Direito Comercial foi mercado por um extremo subjetivismo. O direito
amparava apenas algumas camadas, como comerciantes e artesãos vinculados às
corporações e submetidos às regras comerciais por eles própios estabelecidas.
Marcada por um sistema jurídico estatal destinado a disciplinar as relações jurídico-
comerciais. ‘’No início do século XIX, na França, Napoleão, com sua ambição de
regular a totalidade das relações sociais, patrocina aedição de dois monumentais
diplomas jurídicos: o Código Civil (1804) e o Comercial (1808). Inaugura-se, então, um
sistema para disciplinar as atividades doscidadãos, que repercutirá em todos os
países de tradição romana, inclusive o Brasil.’’ (COELHO, Fábio Ulhoa, 2016, p. 12,
Revista dos Tribunais). A doutrina francesa institui a TEORIA DOS ATOS DE
COMÉRCIO, que tinha como uma de suas funções principais, atribuir a quem
praticasse atos de comércio, a qualidade de comerciante, passando a um período
objetivo, em que o então Direito dos comerciantes foi substituído pelo Direito dos
atos de comércio. 2ª FASE (FASE OBJETIVA): Houve uma importante mudança nas
relações de comércio, antes definidas pela qualidade ou status do sujeito (Direito
Comercial, aplicável aos membros das Corporações de Ofício), passando a ser
regidas pelo objeto (os atos de comércio). Inspirado no diploma francês (‘’code
commerce’’), em 1850, o Brasil edita o Código Comercial (Lei nº 556, de 25/06/1850),
inspirado nas Teorias dos ‘’Atos de Comércio’’. Contudo, essa teoria, não
acompanhou a crescent evolução da economia capitalista, por não constar em suas
regras de proteção a alguns serviços essenciais, como as atividades em massa ou
agrícolas. Com essa insuficiência dos Atos de Comércio, veio a necessidade de surgir
outro critério identificador de âmbito do Direito Comercial: a Teoria da Empresa. 3ª
FASE (FASE EMPRESARIAL): A Teoria da Empresa, surge na Itália, 1942, para dentre
outras coisas, promover uma unifificação formal do direito privado, disciplinando as
relações civis e comerciais num único diploma legislativo, substituindo a
mercantililidade pela empresarialidade. Para a Teoria Empresarial, o direito
commercial não se limita a regular apenas as relações jurídicas em que ocorra a
prática de um determinado ato definido em lei como ato de comércio (mercancia). A
teoria da empresa faz com que o direito commercial não se ocupe apenas com alguns
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atos, mas com uma forma específica de exercer uma atividade econômica: a forma
empresarial.
1.3 – O que é um princípio jurídico? (dê um conceito técnico). R.: Podemos assim definir os
princípios jurídicos, como sendo, o conjunto de parâmetros de comportamentos que
podem estar previstos na legislação ou que podem ser praticados de forma costumeira.
Tais princípios, visam subsidiar na criação das demais normas, tanto na sua
interpretação, como na sua aplicação.
1.4 – Indique 2 (dois) princípios próprios do direito empresarial, explicando-os. R.: Príncípio da
Livre Iniciativa: todo cidadão tem o direito de estabelecer-se empresarialmente, assim
como, cabe à obrigação aos demais empresários de não impedirem o exercício deste
direito.
Princípio da Boa-fé: Regulado pelo Código Civil, este princípio é comum nas relações de
contratos de de serviços em que as partes ficam sujeitas a agir com equidade no
cumprimento, deste a assinatura , até a execução do contrato.
1.5 – O que é um instituto jurídico? Dê um exemplo. R.: É a entidade jurídica instituída e
regulamentada por um conjunto orgânico de normas de direito positive. (Podemos então
dizer que, um instituto jurídico é um conjunto concêntrico de normas que criam e
disciplinam uma entidade jurídica autônoma, didaticamente falando, das demais que
compõem o mesmo ramo do direito). Exemplo de instituto jurídico: a falência.
1.6 – O Código Comercial Brasileiro, de 1850, ainda é fonte formal do Direito Empresarial até os
dias atuais?
Por quê? R.: Não, pois com a edição do Código Civil de 2002 que representou muitas
mudanças em nosso Direito Comercial, muitas das normas do antigo CCom de 1850
foram derrogadas pelo CC.

Tópico 2 – O empresário.

2.1 – Apresente o conceito de empresário, comentando cada um dos seus elementos


constitutivos. R.: De acordo com o ART. 966 do CC, empresario é o professional exercente
de atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou de
serviços. Podemos citar alguns elementos indispensáveis para caracterizar o empresario
que são: o (1) profissionalismo, (2) atividade econômica ,(3) organizada e (4) produção ou
circulação de bens ou serviços. Sobre o (1) profissionalismo, podemos dizer que só será
considerado empresário, que exerce a função de forma habitual, não figurando como
empresario quem exerce de forma esporádica, pessoal, isto é, organizer a produção ou
circulação de bens ou serviços em nome próprio e deter o monopólio da informações (o
domínio das informações); (2) atividade econômica: aquela que visa obter lucro, ou
dividir entre os sócios, já que a atividade empresarial é uma atividade onerosa;
(3)organizada: articulação dos quatro fatores de produção: CAPITAL, MÃO-DE-OBRA,
INSUMOS E TECNOLOGIA; (4) produção ou circulação de bens ou serviços: nesse
sentido, podemos dividir em dois aspectos, a produção ( quem fabrica) e circulação ( que
faz intermediar o comércio).
2.2 – Aquele que exerce atividade econômica nos moldes do art. 966 do CC, mas que não
organiza/gerencia mão de obra alheia, pode se revestir da qualificação de empresário?
Explique.
2.3 – Um médico pode ser considerado empresário no exercício atividade típica de medicina?
Explique.R.: Sim, pois o medico no exercício da profissão se reveste das caracteríticas
elencads no conceito de empresario que são, o profissionaismo (habitualidade,
pessoalidade, monopólio das informações); atividade econômica, organizada e produção
ou circulação de bens ou serviços.
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2.4 – Um agricultor pode ser considerado empresário na exploração da atividade rural?
Explique. O agricultor (exercente da atividade rural) será regulado pelo art. 971, CC).
Nesse caso, haverá duas opções: (1)se o exercente dessa atividade requerer o seu
registro na Junta Comercial, ficará equiparado, para todos os efeitos, ao empresario
sujeito ao registro. (2) Caso não requeira a inscrição no registro, não se considera
empresario (por dicção da lei) e seu regime será o do Direito Civil.
2.5 – Onde uma Cooperativa é registrada? (havendo divergências doutrinárias, aponte-as). A
doutrina aponta divergências sobre os registros da coperativa. Para ULHOA, a coperativa
deve ser registrada no RPCJ (Registro Civil de Pess. Jurídicas) – Fundamento: ‘’por
serem Sociedade Simples, segue-se a determinação legal no art. 1.150, CC. Em
contrapartida, PAULO SÉRGIO RESTIFFE e NÍLSON REIS JÚNIOR (na JUNTA
COMERCIAL) – Fundamentação Legal: Art. 1.093 do CC., ressalva legislação especial (Lei
nº 5.764/71, art. 18, §6º). Além disso, a LRE (Lei nº 8.934/94), em seu art. 32, II, “a” também
determina que seja na Junta Comercial. Por fim, o EN 69 do CJF também prevêm a
inscrição da coperativas na Junta Comercial.
2.6 – Uma pessoa jurídica constituída sob a forma de sociedade por ações (S/A ou Comandita
por Ações), que não explore empresarialmente o seu objeto (ou seja, que não preencha
todos os requisitos previstos no art. 966 do CC), nunca será considerada empresária?
Explique. R.: Se sócios envolvidos na sociedade não cumprirem os requisitos
previstos no ART. 966 do CC., a sociedade não poderá configurar como sociedade
empresária.

Tópico 3 – Empresário individual, EIRELI e Prepostos.

3.1 – Os sócios de uma sociedade empresária são considerados empresários? Explique. R.:
Não. O empresario pode ser pessoa física ou jurídica. Os sócios da sociedade empresária
não são considerados empresários, pois, são pessoas naturais que só serão
considerados empresários (pessoas jurídicas), após registro.
3.2 – Uma pessoa física absoluta ou relativamente incapaz pode ser empresária? Essa mesma
pessoa pode ser sócia? Comente. R.: Sim, desde que esteja representado ou assistido.
O sócio relativamente incapaz deve ser assistido e o absolutamente inacapaz,
representado.
3.3 – Há alguma situação em que os bens que o incapaz já possuía, ao tempo da interdição ou
da sucessão, possam ser executados para pagamento das dívidas constituídas
durante a atividade empresarial autorizada? Explique. R.: Não. Os bens que o incapaz
autorizado possuía ao tempo da sucessão ou interdição, não respondem por dívidas
constituídas durante a atividade empresarial, a não ser, que tenha sido nelas
empregadas, antes ou depois do ato autorizatório.
3.4 – Um juiz e um promotor podem ser empresários individuais? Por quê? Havendo alguma
proibição, esta existe para protegê-los dos riscos próprios de uma atividade empresarial?
Comente. Não. São vedadas as atividades empresariais para os juízes e promotores.
Fundamento: Art. 36, I, Lei Complementar nº 35/79) e Art. 128, §5º, II, ‘’c’’, CF/88; Art.
237, III, Lei Complementar nº 75/93; e Art. 44, III, Lei 8.625/93 respectivamente.
3.5 – Qual o valor do capital mínimo para constituir uma EIRELI? O sócio da EIRELI é
considerado empresário? Explique. De acordo com o ART. 980, A, do CC, o capital
social não poderá ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário- mínimo no País, no
caso do Brasil, corresponde a 100 salários-mínimos.
3.6 – Apresente, comentando resumidamente, as 03 (três) correntes acerca da natureza jurídica
da EIRELI. R.: (1) Para ULHOA, a ‘’empresa individual de responsabilidade limitada
(EIRELI) não é um empresario individual, mas, uma denominação que a lei brasileira
adotou para introduzir entre nós, a figura da sociedade limitada unipessoal (apenas um
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sócio). (2) Para outra corrente, a EIRELI figura sim, como empresario individual. (3) o ART
980, A, adotou que a EIRELI constitui uma sociedade unipessoal ( sociedade de um
único sócio).
3.7 – Uma pessoa física pode ser sócia de mais de uma EIRELI? E uma pessoa jurídica pode
ser sócia de mais de uma EIRELI? R.: A EIRELI pode ser constituída por mais de uma
pessoa, tanto física como jurídica, desde que esse capital seja repassado a um único
titular.
3.8 – Para o direito das obrigações, quem pode ser considerado um preposto do empresário?
R.: Todo trabalhador, cuja mão-de-obra é administrada pelo empresario.
3.9 – Quais os pressupostos para que os atos de quaisquer prepostos obriguem o preponente a
cumprir o que foi realizado pelo preposto? Explique. Os pressupostos estão previstos no
ART. 1.178 CC., que assim disciplina , verbis: ‘’ Os preponentes são responsáveis
pelos atos de qualquer prepostos, praticados nos seus estabelecimentos e relativos
à atividade da empresa, ainda que não autorizados por escrito’’.
3.10 – Os prepostos, no exercício da atividade atribuída pelo preponente, responderão por seus
atos perante terceiros? Explique. R.: O ART. 1.177 e 1.178, CC., fala a respeito da
responsabilização do preponente pelos danos causados pelo preposto no exercício
da função. Exemplo.: Se o preposto vender uma mercadoria com prazo de validade
vencida para um cliente, e este sentir-se mal, a responsabilidade será solidária, isto
é, tanto do preponente como do preposto, mesmo que não estejam sobre vínculo de
contrato escrito.

Tópico 4 – O empresário e os direitos do consumidor

4.1 – Digitalize e envie para o e-mail do professor, junto com as respostas ao


presente Estudo Dirigido/Questionário, a atividade de pesquisa que foi solicitada, via
sistema AVA, acerca do “empresário e os direitos do consumidor”, obedecendo aos
requisitos que lá foram definidos (manuscrito, mínimo de
02 autores, indicação em vermelho do nome do autor, ano e página de cada citação feita,
etc.).

Tópico 5 – Regime jurídico da livre iniciativa

5.1 – Digitalize e envie para o e-mail do professor, junto com as respostas ao


presente Estudo Dirigido/Questionário, a atividade de pesquisa que foi solicitada, via
sistema AVA, acerca do “regime jurídico da livre iniciativa”, obedecendo aos requisitos
que lá foram definidos (manuscrito, mínimo de 02 autores, indicação em vermelho do nome
do autor, ano e página de cada citação feita, etc.).

Tópico 6 – Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e MEI.

6.1 – Quais são os limites financeiros, em termos de faturamento, para enquadramento


como ME, EPP e MEI? Há possibilidade de o faturamento se enquadrar nesses limites e
o empresário (pessoa física ou jurídica) não se enquadrar no tratamento jurídico
diferenciado destinado à(ao) ME, EPP e MEI? Em caso afirmativo, cite 3 (três) hipóteses.
R.: Microempresa: auferir a cada ano-calendário receita bruta igual ou inferior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); empresa de pequeno porte: auferir em
cada ano-calendário receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil
reais) ou igual ou inferior a 4.800,000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reias).
Algumas das hipóteses podem ser (1) de cujo capital participle outra pessoa jurídica;
(2) que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa jurídica
com sede no exterior; (3) cujo titular ou sócio participle com mais de 10% (dez por
cento) do capital de outra empresa não beneficiada por esta Lei Complementar,
desde que a receita bruta global ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput
deste artigo.
6.2 – A utilização do SIMPLES NACIONAL é uma condição obrigatória para o ME ou para o
EPP? Comente. R.: Não. O SIMPLES NACIONAL é facultativo para as ME ou para as EPP.
Caso elas queiram aderir terão que pagar diversos Tributos (IR, PIS, ICMS etc.)
6.3 – Uma pessoa jurídica pode ser MEI? R.: Desde que atenda os requisites previstos
em lei. Por quê? Existe alguma diferenciada de SIMPLES NACIONAL
para o MEI? R.: Simples Nacinal é um regim tributário diferenciado que contempla
empresas com receita bruta annual de até 4,8 milhões, dentro da LC nº 123/06, o
Simples Nacional també é chamado de Regime Especial Unificado de Arrecadação de
Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno
Porte.No que consiste e quais são os valores?
6.4 – O ME, EPP e o MEI são obrigados a escriturar o livro diário? Comente. R.: Os ME’s ou
EPP’s desde que, optantes do SIMPLES NACIONAL, estão dispensados da escrituração
do livro diário (art. 26 §§ 1º e 6º, da LC – 123/06).
6.5 – Visite o site http://www.portaldoempreendedor.gov.br, acesse a opção 11 das
“dúvidas frequentes” e aponte quais são as 6 (seis) obrigações do MEI, segundo esse
portal. R.: (1) Tributação sobre salário dos funcionários, (2) pagamento mensal do
DAS MEI, (3) relatório mensal de receitas, (4) Declaração anual simplificada, (5) Notas
fiscais e (6) Alvará de funcionamento.
6.6 - Quanto às facilidades de inscrição do MEI, da ME e da EPP, indique duas que somente
são previstas para o MEI. R.: (1) Não precisam manter livro caixa, podendo de outro
meio simplificado de escrituração de receitas, (2) Não precisam emitir Notas Fiscais
nas vendas para o consumidor final (mas deverão ser emitidas nas vendas para
destinatários com CNPJ).

Tópico 7 – Registro de empresa.

7.1 – Qual o momento que a Lei determina ao empresário para que este realize o seu
registro na Junta
Comercial? Indique o artigo respectivo. R.: Antes de iniciar sua atividade (Art. 967 CC.).
7.2 – Qual a Lei que regula o registro de empresa e o que significa SINREM? R.: Lei 8.934/94
(LRE). SIREM, significa Sistema Nacional de Registro de Empresas Mercantis.
7.3 – O que significa dizer que a subordinação hierárquica da junta comercial é híbrida? R.:
Significa que ela está subordinada administrativamente ao respective ente de governo e
ao departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Art. 6º).
7.4 – O artigo 32 da LRE especifica 03 (três) espécies de registro. Quais são eles? R.: (1) a
matricula, (2) o arquivamento e (3) a autenticação.
7.5 – Quando um empresário individual requer o seu registro na Junta Comercial, esta proferirá
uma decisão colegiada ou singular? E qual o prazo para que a decisão sobre o
registro seja proferida, neste caso específico? R.: Decisão colegiada (Ar. 41 LRE) ,
prazo de 05 dias úteis (art. 43, p.u. LRE).
7.6 – Toda decisão colegiada na Junta Comercial terá o prazo máximo de 05 (cinco) dias úteis?
Explique. R.: Se a decisão colegiada for pelo Plenário (art. 46, LRE), o prazo será de 30
dias.

7.7 – Segundo o art. 60 da LRE, quando um empresário individual ou sociedade


empresária serão considerados inativos? E quais as consequências dessa
inatividade? Há algum procedimento que o empresário (pessoa física ou jurídica) pode
adotar para evitar essa condição de inativo? R.: Quando o empresario (pessoa física ou
jurídica) não proceder a qualquer arquivamento no període de 10 (dez) anos e não
comunicar à Junta que ainda se encontra em atividade. As consequências dessa
inatividade, serão cancelamento do registro, com a consequente perda da proteção
do nome empresarial pelo titular inativo. Se o empresario atende à comunicação, e
informa que ainda se encontra em atividade, defaz-se a inatividade.

Tópico 8 – Empresário Irregular.

8.1 – O que qualifica o empresário como irregular? R.: A falta de registro.


8.2 – O empresário irregular pode requerer a falência de um seu devedor também empresário?
Por quê? R.: Segundo o art. 97, § 1º da LF- Lei nº 11. 101/2005, não tem legitimidade ativa
para pedido de falência de seu devedor, , no entanto, poderá ter sua propria falência
requerida por um seu credor ou por si próprio (autofalência).
8.3 – O empresário irregular pode falir? Por quê? R.: Sim, o empresário irregular poderá
requerer sua propria falência ou ter a mesma pedida por outro credor (art. 97, I e IV).
8.4 – O empresário irregular pode autenticar seus livros na Junta Comercial? Quais as
consequências disso? R.: O empresário irregular não poderá autenticar seus livros no
Registro de Empresas (art. 181, caput e P.U., CC.). As consequências poderão ser: (1) o
empresário não poderá se valer da eficácia probatória que a Lei Civil e Processual Civil
conferem a esses livros (art. 226, CC, art. 418, CPC), (2) se for decretada a sua falência,
esta será fraudulenta, incorrendo o empresário em crime falimentar (art. 178 LRF), (3) se
for sociedade empresária: além das consequências já descritas acima, a sociedade vai
ser classificada como ‘’ sociedade em comum’’ (art. 990, CC) e a responsabilidade dos
sócios será solidária e limitada, respondendo diretamente aquele que administrou a
sociedade.
8.5 – Numa sociedade empresária não registrada, a responsabilidade dos sócios será limitada
ou ilimitada?R.:Todos os sócios respondem solidariamente e ilimitadamente , Art. 990.
8.6 – Indique ao menos uma consequência secundária da ausência de registro do empresário?
R.: Impossibilidade de inscrição em casdastros fiscais (ex. CNPJ), sujeitando-se às
sanções pelo descumprimento dessa obrigação tributária e acessória.