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Exercícios de consolidação e Preparação para teste 1

Prezados estudantes para resolverem estes exercícios, devem recorrer a


todo acervo bibliográfico disponibilizado pelos docentes.

1. CONCEITO DE BIODIVERSIDADE

Leia o artigo “O conceito de biodiversidade e a história da biologia da conservação: da


preservação da wilderness à conservação da biodiversidade” e preencha os espaços com
V ou F

O conceito de biodiversidade é bastante recente. Foi idealizado por Walter G. Rosen, do


National Research Council / National Academy of Sciences (NRC/NAS), em 1885, enquanto
planejava a realização de um fórum sobre diversidade biológica (F)

O fórum aconteceu em um momento em que o interesse pelo conhecimento da diversidade da


vida e as preocupações com a sua conservação, tanto entre cientistas como entre uma parcela
considerável da sociedade, tomavam impulso (V)

As questões giraram em torno, sobretudo, da preocupação com a destruição de habitats e com


a extinção acelerada de espécies e os desastres naturais (F)

Norman Myers, no livro The Sinking Ark: A New Look at the Problem of Disappearing
Species sobre a extinção. Mas, ao chamar a atenção para a sua relação com a destruição de
habitats pelo planeta, sobretudo a devastação das florestas tropicais, alertava para o fato
de que a taxa de extinção de espécies estava muito acima do que seria esperado no
desenrolar do processo evolutivo (V)

O termo diversidade biológica apareceu precocemente, em 1968, no livro A Different Kind of


Country, de autoria do cientista e conservacionista Raymond F. Dasmann. Entretanto, foi só
na década de 1980 que o seu uso se tornou mais corrente no jargão científico

Foi Thomas Lovejoy, biólogo atuante no World Wildlife Fund (WWF), no prefácio à
coletânea organizada por Michael E. Soulé e Bruce A. Wilcox, Conservation Biology: An
Evolutionary-Ecological Perspective, de 1970, que resgatou o termo para a comunidade
científica. (F)

Para Ernst Mayr a percepção da diversidade actua, ao longo da história, como a


principal força a impulsionar o pensamento biológico, embora existam processos que não
dependem da biodiversidade (F)

Biodiversidade é a forma contraída de diversidade biológica e apareceu pela primeira vez em


uma publicação em 1980, justamente no livro organizado pelo prestigiado biólogo Edward O.
Wilson que trazia os resultados do Forum sobre o desenvolvimento sustentável (F)
O conceito de biodiversidade e o consenso entre cientistas e activistas sobre a urgência em
evitar que a biodiversidade continuasse a ser destruída pelos excessos da espécie
humana conduziram a um deslocamento na maneira de enfocar a questão da conservação da
natureza. (V)
O surgimento do conceito de biodiversidade facultou um ponto de referência a partir do
qual as pesquisas sobre a diversidade da vida e os discursos e práticas para a sua
conservação têm se orientado (V)
A noção de biodiversidade ou diversidade biológica permanece bastante vaga, e a medição da
biodiversidade no “mundo real” não é tarefa fácil. Wilson (1994), em 1992, no livro
The diversity of life, indicou o ecossistema como a unidade fundamental da biodiversidade
(F)
Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio
de Janeiro, em 1992, foi lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA) a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Nela se chegou a uma
definição bastante ampla e funcional de diversidade biológica ou biodiversidade,
abrangendo-se três níveis: diversidade de espécies, diversidade genética e diversidade de
ecossistemas (V)
2. Importância da Biodiversidade
De forma clara, explique a diferença existente entre Biodiversidade e diversidade
biológica.
Quando nos referimos ao termo Biodiversidade devemos ter em conta que este é
pluridimensional, pois não se limita a quantidade de espécies, mas sim, sugere uma
ligação profunda e directa entre os indivíduos, as comunidades onde estão inseridos,
as relações entre si e o meio entre elas, enquanto que a diversidade biológica limita-se
ao número/riqueza/quantidade de espécies.
1. Indique os níveis da diversidade biológica.
Os níveis da diversidade biológica são:

 Diversidade de espécies

 Diversidade de ecossistemas

 Diversidade de genética
a) Explique cada um dos níveis
b) Explique a importância de cada nível
3. Sobre os fundamentos da protecção à biodiversidade, de forma clara e objectiva,
explique em que consistem os fundamentos: Ético e Antropocêntrico.
Os fundamentos éticos consistem na proteção da biodiversidade em razão de seu valor
intrínseco, isto é deve-se garantir o direito a existência das diferentes formas de vida,
preservando-as de modo a evitar a sua extinção.
Os fundamentos antropocêntricos consistem nos aspectos estéticos, culturais,
espirituais, e econômicos não podendo se impor uma regra prática pois cada nação, grupo
ou indivíduo tem próprias formas de como atribuir valor a biodiversidade.

3. Distribuição da biodiversidade ( ler artigo Revista de biologia e documento


MICOA)

a) De forma clara e objectiva, explique como é que se encontra distribuída a


biodiversidade no planeta.

A biodiversidade no planeta está distribuída de forma irregular podendo se verificar


regiões com mais concentração de flora e fauna e outras com menos concentrações de
flora e fauna, associado aos factores edáfico-climáticos que variam de região para
região.

b) Os Componentes que devem ser avaliados em conjunto para o entendimento dos


padrões de distribuição da biodiversidade são: o espaço (área geográfica de
ocorrência dos organismos), tempo (eventos históricos que influenciaram os padrões
atuais) e forma (os grupos de organismos).

c) A Biogeografia é a ciência que estuda a distribuição geográfica dos seres vivos no es-
paço através do tempo, ela encontra-se dividida em
d) Existem dois processos que precisam ser explicados para que se compreenda a
historia quanto a teoria biogeográfica: dispersão e vicariância que são os principais
responsáveis por moldar os padrões de distribuição dos organismos. A vicariância
que é a fragmentação de uma população ancestral por uma barreira geográfica,
levando à interrupção do fluxo gênico e posterior especiação e a Dispersão que é a
migração de táxons através de barreiras biogeográficas (da área A para área B).

e) Teorias biogeográficas da distribuição das espécies no planeta


De acordo com o Livro do Gênesis, todos os organismos foram criados no Éden e a
partir daí se dispersaram para as outras regiões do globo.
De acordo com a teoria dos integrantes da escola dispersalista, áreas distintas da Terra
com a mesma ecologia, deveriam possuir exatamente a mesma flora. Desse modo, as
plantas que habitam áreas semelhantes, mas em continentes diferentes, deveriam
pertencer à mesma espécie.

A Lei de Buffon diz que diferentes regiões do globo, apesar de compartilharem as


mesmas condições, são habitadas por diferentes espécies de animais e plantas.
f) Os organismos estão distribuídos onde eles estão actualmente porque: (1) as espécies
apenas continuam em uma área equivalente à que estavam no passado e pode-se dizer que
tanto a biota quanto o espaço por ela ocupado estão intimamente relacionados e por isso,
ambos sofreram modificações conjuntamente; (2) as espécies ocorriam em outro lugar e
aumentaram sua área de distribuição, ocupando as áreas atuais e o padrão foi gerado por
eventos de dispersão, sejam eles aleatórios ou direcionais.

g) A proposição da vicariância para explicar os padrões de distribuição foi um grande


avanço em relação às explicações dispersalistas em termos de capacidade de explanação e
de teste porque os eventos de dispersão são eventos individuais, pontuais, uma vez que
cada espécie tem sua própria capacidade e rota de dispersão.

h) As zonas fito-geográficas de Moçambique são: Mosaico Regional de Tongoland-


pondoland, Mosaico regional de zanzibar-Inhambane e o Centro de endemismo regional
Zambeziano.

a) Factores responsáveis pela perda de biodiversidade

 Perda e fragmentação de habitats


 Espécies exóticas ou invasoras
 Sobre exploração dos habitats
 Poluição
 Mudanças climáticas

A perda e fragmentação de habitats refere-se a divisão (por causas naturais,


construção de estradas ou outras actividades humanas) de grandes áreas de habitat em
porções menores.

Implicações: (1) declínio na distribuição, tamanho e diversidade genética das


espécies; e (2) migração e modificação de espécies.

Factores: urbanização, prática da agricultura; a exploração da madeira; pesca


artesanal, a plantação de espécies exóticas que vão causando pressão nos ecossistemas
naturais.
Espécies exóticas ou invasoras são plantas, animais ou microrganismos introduzidos
fora da sua distribuição geográfica natural, intencionalmente ou acidentalmente em
decorrência de actividades humana.
Implicações: espécies nativas ameaçadas ou extintas devido a predação, competição,
parasitismo e hibridização.
Causas: introdução de espécies exóticas (não nativas) intencionalmente ou por
dispersão acidental pelas actividades humanas.
Sobre explosão de recursos consiste na exploração massiva dos recursos naturais
constituindo assim uma grande ameaça a biodiversidade.
Implicações: colapso de áreas de pesca e de outros recursos naturais.
Causas: aumento da demanda e colheita próxima ou superiores aos níveis máximos de
sustentabilidade, Gerenciamento sustentável de ecossistemas, praticas ilegais
(actividades ilegais).
Poluição consiste na contaminação da água, solo e doar também é uma das causas da
perturbação da biodiversidade, diante a poluição dos ambientes muitas espécies não
conseguem se estabelecer.
Implicações: Poluentes_ doenças ou extermínio de populações aquáticas; sobrecarga
de nutrientes rápida expansão de algas e flora densa, exaurindo o oxigénio e
provocando mortandade de peixes e organismos subaquáticos.
Causas: Descargas e escoamentos (agrícolas e industriais)
Mudanças climáticas consistem na variação climática em escala global ou dos climas
originais da terra ao longo do tempo.
Implicações: Mudanças na distribuição das espécies, no tamanho das populações e na
época de reprodução ou nos eventos migratórios, perturbação dos ecossistemas,
subida do nível das águas do mar, causando cheias e estragos nas zonas baixas.
Causas naturais: gases dos pântanos, vapor de água.
Causas antrópicas: desmatamento, queimadas descontroladas, queima de
combustíveis fosseis (petróleo, carvão e gás natura).
Listas vermelhas

a) A lista vermelha é um catálogo de espécies em que a sua vida na natureza encontra-se


ameaçada e foi criada pela IUCN em 1963 como uma referência mundial na avaliação
de espécies ameaçadas, através das chamadas listas vermelhas de plantas e animais
ameaçados de extinção. Elas surgem com o objetivo de informar sobre a urgência das
medidas de conservação para o público e legisladores e com a preocupação com as
espécies.
b) Explique a importância das listas vermelhas.
 Permitem Identificar as ameaças e medidas de conservação necessárias para
melhorar o estatuto das Espécies ameaçadas e quase ameaçadas;
 Documentar de forma consistente o conhecimento de base para proceder a
essa avaliação;
 Permite melhor entendimento da dinâmica das espécies e do funcionamento
dos ecossistemas;
 Permitem Classificar as Espécies em função do seu maior ou menor risco de
extinção;

c) Categorias presentes nas listas vermelhas


Extinta (Ex): uma espécie cujo último representante, em liberdade ou em cativeiro,
tenha morrido.
Extinta na Natureza (Ew): quando o táxon é encontrado sobrevivendo apenas em
cultivos, cativeiros ou como uma população naturalizada fora da sua anterior área de
distribuição.
Criticamente em perigo (CR): categoria de ameaça que inclui as espécies sujeitas a
risco extremamente alto de extinção num futuro imediato.
Em perigo (EM): categoria de ameaça que inclui as espécies que não se encontram
criticamente em perigo, mas corre um risco muito alto de extinção num futuro
próximo.
Vulnerável (VU): categoria de ameaça que inclui as espécies que não se encontram
criticamente em perigo nem em perigo, mas corre um alto risco de extinção em médio
prazo.
d) Para cada categoria da lista vermelha descreva de forma detalhada cada uma delas.
Espécies da lista vermelha em Moçambique:

Espécies Número de espécies Principais ameaças

Plantas 5 500 Espécies de plantas Desenvolvimento industrial, Práticas


tradicionais de agricultura,
Assentamentos e urbanização
Mamíferos 216 Mamíferos Caça furtiva, Queimadas
terrestres descontroladas e Exploração
desregrada dos recursos florestais,
Avifauna 735 Aves Desmatamento, Caça, Negócio de
pássaros engaiolados, usos na
medicina tradicional
Herpetofauna 167 Repteis, 90 espécies de anfíbios Queimadas descontroladas
(répteis e
anfíbios)
Espécies 18 Espécies de mamíferos Uso de métodos destrutivos de
marinhas recursos naturais: pesca de praia e
com recurso a redes de arrasto, pesca
de arrasto, rede sardinheira de
emalhar e, exploração de coral.

2. METAPOPULAÇÃO
a) Metapopulacao é uma rede formada por populações espacialmente estruturadas em
agrupamentos, cujos indivíduos se reproduzem localmente e a migração entre as
populações pode influenciar a dinâmica local.
b) A formação de metapopulações
 É favorecida pela fragmentação de habitats;
 Cada população ocorre num fragmento (espaço composto por manchas);
 O espaço restante é geralmente chamado de matriz.
 As manchas de hábitat devem ser grandes o suficiente para acomodar populações
locais.

c) Características de uma meta população ideal


 As manchas devem ter áreas e isolamento iguais;
 As populações locais devem ter dinâmica totalmente independente, ou não-
correlacionadas;
 A taxa de troca de indivíduos entre as populações locais deve ser tão baixa a ponto
de não influir na dinâmica local. (A dinâmica local ocorre numa escala de tempo
mais rápida do que a dinâmica da meta população).

d) A prática tem demonstrado que não é possível encontrar metapopulações ideais na


vida real. Justifique.
e) Condições para a aplicação dos conceitos de metapopulação
 O hábitat considerado adequado deve ocorrer em manchas discretas e ser ocupado por
populações locais que se reproduzam;
 Mesmo a maior população deve ter um risco de extinção significativo, caso contrário
a metapopulação persistiria unicamente por causa desta população, transformando-se
numa metapopulação do tipo continente-ilha;
 As manchas de hábitat não devem estar muito isoladas, de forma a impedir a
recolonização. Isso levaria uma metapopulação fora do equilíbrio, caminhando para
uma extinção global;
 As populações locais não podem ter dinâmicas completamente sincronizadas. Isso
levaria a metapopulação à extinção no espaço de tempo daquela população local com
a menor probabilidade de extinção.
1. A modelagem de populações, que assume o espaço como entidade discreta, pode ser
dividida em duas classes.
a) Indique e descreva cada uma delas.

b) De forma clara e objectiva, explique a diferença existente entre as abordagens


espacialmente implícitas, as espacialmente explícitas e as espacialmente realistas.

2. O modelo de Levins foi o primeiro e mais simples modelo para lidar com a variação
no tempo do número de populações em uma metapopulação, ele assume que todas as
manchas são equivalentes (em tamanho, qualidade e isolamento), taxas de
colonização e extinção iguais em todas manchas, todas as subpopulações tem
chances reais e iguais de extinção.

Modelo de Harrison
Harrison verificou que a maioria das metapopulações encontradas na Natureza se
encaixa melhor em 4 quatro modelos alternativos: (1) Continente-ilha onde há uma
população dita nuclear, maior, que nunca se extingue; serve de fonte de colonizadores
para as populações satélites; (2) População em manchas um conjunto de populações
entre as quais movimentos de indivíduos são tão frequentes que nunca chega a ocorrer
extinção; (4) Metapopulação em desequilíbrio onde não há fluxo de indivíduos entre
os fragmentos, populações são apenas perdidas pouco a pouco por extinção a qual
não pode ser compensada por recolonização; (4) Um caso intermediário que combina
as primeiras duas situações acima. Há um núcleo formado por um conjunto de
populações pequenas, mas conectadas com tanta frequência que o núcleo como um
todo nunca se extingue, e serve como fonte de recolonização para várias populações
periféricas, mais isoladas, que estão sempre se extinguindo e sendo substituídas.

3. Dinâmica metapopulacional
 Refere-se ao ganho e a perda de populações dentro da metapopulação e não dentro
de uma população
 As metapopulações são caracterizadas por eventos frequentes de extinção local e
de colonização.
 O estudo da dinâmica de metapopulações pode ser aplicado em trabalhos de
conservação da biodiversidade, preservação de espécies raras, trabalhos de
controle biológico, etc.

4. Aplicação dos modelos metapopulacionais


 A conservação de populações fragmentadas é mais eficiente utilizando uma
abordagem de metapopulações
 Determinação da persistência de populações fragmentadas;
 Identificação de populações específicas e conexões que são chaves para a
persistência da metapopulação

3. O papel das espécies-chave, espécies-bandeira e espécies guarda-chuva na


definição de estratégias de conservação da natureza

b) A espécie chave desempenha um papel relevante na definição da natureza onde este


cujo impacto na sua comunidade ou ecossistema é díspar operacionalmente grande
relativamente a sua abundancia.
Espécie bandeira é o termo que designa as espécies que com a sua protecção ajudam
proteger de forma indirecta outras espécies que usam o mesmo habitat.
Espécie guarda-chuva desempenha um papel relevante na definição da natureza onde com
a sua protecção pode abrigar varias espécies.