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ENSAIO FILOSÓFICO

Tema: Teoria Sociológica de Anthony Giddens


Professor: Dr. Valmir Lopes de Lima
Aluno: Felipe Lima Monteiro – Graduando em Filosofia (Matrícula: 499225)

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Este texto visa abordar o pensamento sociológico de Anthony Giddens,


para tal, a princípio, buscamos sintetizar aspectos biográficos do autor, para
então resumir os principais pontos de convergência e divergência em relação a
outras teorias. É importante enfatizar que este texto não tem a pretensão de
apresentar todo o pensamento do autor, e nem mesmo aprofundar nas
nuances do pensamento do mesmo, mas apresentar uma visão panorâmica
que colabore com a apreciação introdutória no pensamento do autor.
Giddens decidiu iniciar suas reflexões aprofundando-se no conceito de
sociedade, tentando perceber as relações e os interesses cruzados que
compunha dentro de uma configuração tempo-espacial. Ele rejeitava a ideia
estruturalista social de Durkheim que acredita que a concepção de sociedade
está diretamente ligada a coerção. Para o autor, na verdade há um sistema que
se autoalimenta simultaneamente com propriedades facilitadoras e coercitivas.
E o homem como um agente reflexivo posiciona-se diante da configuração
social.
Ele mostra que geralmente o uso do termo “sociedade” refere-se a dois
sentidos: primeiro, conotação generalizada de interação; segundo, fronteiras
que diferem um grupo de outro. Muitas vezes determinados contextos
justificam os sistemas intersociais em determinado tempo-espaço.
A exemplo dessa discordância com Durkheim, que acreditava que a
sociedade é fundada a partir de elementos de coerção, Giddens reflete sobre
uma estrutura social complexa, que por um lado é coercitiva, mas por outro
lado é facilitadora. Como no caso da aprendizagem da língua nativa. Se tem
um aspecto de imposição, há também um aspecto positivo no desenvolvimento
das capacidades cognitivas.
Sobre isto, reflete o professor Leite (2015):
“Quando Durkheim liga externalidade e coerção, reforça uma
concepção naturalista da ciência social – ou seja, quis buscar apoio
para a ideia de que existem aspectos discerníveis da vida social
governados por forças análogas às que operam no mundo material.
Giddens fecha o tópico apontando que as coerções são de
importância essencial para a teoria da estruturação. Capacidade e
restrições de acoplamento, dentro de cenários materiais definidos,
criando possíveis formas de atividade para os seres humanos.
Contudo, esse fenômeno também possui características facilitadoras
de ação.”

Fica claro que as estruturas de coerção, ora também facilitam a prática


social. Para ele, a coerção possui três sentidos: coerção física, de poder e
estrutural.