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24º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental

VI-018 – A IMPLANTAÇÃO DA OUTORGA DE USO DOS RECURSOS


HÍDRICOS NO ESTADO DO PARÁ

Verônica Jussara Costa Santos(1)


Engenheira Sanitarista, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (área Recursos
Hídricos e Saneamento Ambiental) da Universidade Federal do Pará / UFPA. Técnica da Secretaria de
Estado de Meio Ambiente – atuação na área de recursos hídricos.
Aline Maria M. de Lima
Geóloga Ms em Engenharia - Técnica da Secretaria de Estado de Meio Ambiente – atuação na área de
recursos hídricos.
Ronaldo Jorge da Silva Lima
Bacharel em Geologia - Especializado em Gestão Ambiental, Gestão de Recursos Hídricos e Sensoriamento
Remoto. Secretaria de Estado de Meio Ambiente.

Endereço(1): Trav. Lomas Valentinas, 2717- Marco – Belém - Pará - CEP: 66095-770 – Brasil - Tel: +55
(91) 3184-3328 – e-mail: veronicajcs@gmail.com

RESUMO
O Brasil, desde janeiro de 1997, e o Estado do Pará, a partir de julho de 2001, estão empenhados em
implementar seus respectivos Sistemas de Gerenciamento de Recursos Hídricos, criados pela Lei Federal
9.433 e Estadual 6.381. O Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA, é o
órgão responsável pela regulamentação e implantação da Política Estadual de Recursos Hídricos, e com o
intuito de facilitar o processo de gerenciamento dos recursos hídricos, procurou-se agrupar as bacias
hidrográficas de acordo com as características geofísiográficas, como geomorfologia, geologia, hidrografia,
solos, fator hidroclimático e ainda os municípios envolvidos. Haja vista a complexidade deste sistema, o
Estado foi subdividido em 07 Regiões Hidrográficas: Região Calha Norte, Região tapajós, Região Baixo-
Amazonas, Região Xingu, Região Tocantins-Araguaia, Região Portel-Marajó e a Região Costa-Atlântica-
Nordeste. De acordo com as regiões hidrográficas, realizou-se uma avaliação de cada região, onde foram
identificados e hierarquizados os principais conflitos e prioridades de outorga. Estes estudos contribuem
significativamente para a avaliação dos processos de outorga no Estado do Pará, onde no ano de 2006 foram
avaliados 35 processos, principalmente quanto ao uso dos recursos hídricos de mananciais subterrâneos
(execução de poços e captação de água) para abastecimento industrial, onde se destacam empresas de grande
porte com a Companhia vale do Rio Doce (CVRD) e ALBRÁS-Alumínio Brasileiro S. A.

PALAVRAS-CHAVE: Recursos Hídricos, Instrumento de Outorga, Estado do Pará.

INTRODUÇÃO
O Brasil, desde janeiro de 1997, e o Estado do Pará, a partir de julho de 2001, estão empenhados em
implementar seus respectivos Sistemas de Gerenciamento de Recursos Hídricos, criados pela Lei Federal
9.433 e Estadual 6.381.

O estado do Pará é constituído por 143 municípios e apresenta uma vasta rede hidrográfica, incluindo a
maior bacia hidrográfica do mundo, a bacia do Rio Amazonas. Apresenta grandes potenciais distribuídos em
todo seu território e um complexo sistema de interesses e conflitos relacionados à utilização dos recursos
hídricos, principalmente no âmbito de grandes projetos de desenvolvimento nas áreas da indústria, comércio
e mineração, planos de conservação ambiental, bem como na pecuária e nas técnicas estratégicas de
irrigação no ramo da agricultura e do turismo.

O sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos estabeleceu como um de seus instrumentos de


gestão a Outorga dos Direitos de Uso de Recursos Hídricos, trata-se de um ato administrativo mediante o
qual o poder público outorgante (União, Estados ou Distrito Federal) concede ao outorgado (usuário da
água) determinado volume a ser derivado ou usado, de manancial superficial ou subterrâneo, sendo
imprescindível para a legalidade e regularidade quanto ao uso dos recursos hídricos quando se tratar de
implantação, ampliação e alteração de qualquer empreendimento que demande água, bem como a execução
de obras e serviços que alterem o seu regime, quantidade ou qualidade.
Segundo a Lei n° 9.433/97 a outorga tem como objetivo assegurar o controle qualitativo e quantitativo dos
corpos hídricos e o efetivo exercício do direito de acesso à água, dentro de cada região hidrográfica.

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Nesse sentido, o processo de implementação do instrumento de outorga se mostra necessário no Estado do


Pará, pois através deste é possível assegurar legalmente um esquema de alocação quali-quantitativa da água
entre os diferentes usuários, resolvendo ou atenuando fortemente os conflitos existentes entre os usuários
competidores e assegurando as bases para o desenvolvimento sustentável.

MATERIAIS E MÉTODOS

O Estado do Pará, através da Secretaria de Estado de Meio Ambiente – SEMA, é o órgão responsável pela
regulamentação e implantação da Política Estadual de Recursos Hídricos, em face dos fundamentos legais
estabelecidos pela Política Nacional de Recursos Hídricos, através Lei Federal 9.433/97 (BRASIL, 2001), da
Lei Estadual 6.381 (PARÁ, 2001) e do Decreto 5.565 de 11 de outubro de 2002.

Com a lei N° 6.381/2001 iniciou-se a estruturação do sistema de Gerenciamento de Regiões Hidrográficas


no Estado do Pará, com a definição de 07 Regiões Hidrográficas, bem como a sistematização de
informações para alimentação do banco de dados hidrometeológicos do estado do Pará, em processo de
implantação pelo Núcleo de Hidrometeorologia (NHM) em parceria com o Programa de Monitoramento de
Tempo, clima e Recursos Hídricos (PMTCRH), do Ministério da Ciência e Tecnologia, do centro de
previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Com o intuito de facilitar o processo de gerenciamento dos recursos hídricos, procurou-se agrupar as bacias
hidrográficas de acordo com as características geofísiográficas, como geomorfologia, geologia, hidrografia,
solos, fator hidroclimático e ainda os municípios envolvidos (SECTAM, 2005), baseando-se nos seguintes
critérios gerais para sua execução:

1. O limite geográfico das regiões hidrográficas coincide com os divisores de água das bacias limítrofes da
região considerada;

2. As regiões devem apresentar uma homogeneidade nos aspectos geofisiográficos;

3. O número de municípios pertencentes a uma mesma região hidrográfica não deve ultrapassar 40, para
evitar conflitos de uso.

O processo de gerenciamento, segundo LIMA (2002) tem grande importância, de modo assegurar as ações
dos planos diretores municipais e estaduais, dentre os quais cita-se:

- o estado do Pará possui 83% de seu território recoberto pela floresta amazônica, perdendo apenas para o
estado do Amazonas (que possui 100%);

- em termos de cobertura de águas, rios e lagos, estes representam 1,67% da área total do Estado;

- no estado do Pará encontra-se o estuário/delta da foz do rio Amazonas, que influencia diretamente todo o
sistema do Arquipélago do Marajó e do Nordeste Paraense;

- a riqueza hidrográfica do Estado, permite a delimitação de 20 grandes bacias, constituindo uma vasta rede,
características dos estados da região amazônica;

O Núcleo de Hidrometeorologia (NHM) tem como função o Monitoramento do Clima e Gestão das Águas,
visando definir estratégias de garantia de uso racional desse recurso e otimização do mesmo, é o setor
responsável em avaliar e emitir o parecer técnico de todos os processos referentes ao uso dos recursos
hídricos no âmbito estadual, implementando desde o final de 2005 formulários de solicitação de autorização
para uso dos recursos hídricos. Surgindo desde a Lei Nacional e posteriormente a Estadual a necessidade de
realizar trabalhos que venham contribuir para a implementação dos instrumentos previstos na Lei.

RESULTADOS
O sistema hidrográfico do Estado do Pará é composto de 20 grandes bacias, constituindo uma vasta rede,
característica dos estados da região amazônica. Haja vista a complexidade deste sistema, o Estado foi
subdividido em 07 Regiões Hidrográficas: Região Calha Norte (bacias dos rios Nhamundá, Trombetas,
Cuminapanema, Maicuru, Paru e Jarí), Região tapajós (bacia do rio Tapajós), Região Baixo-Amazonas
(bacias do rio Curuá-Uma e guajará), Região Xingu (bacia do rio Xingu), Região Tocantins-Araguaia
(bacias dos rios Tocantins-Araguaia, Jacundá e Oeiras), Região Portel-Marajó (bacias do rios Anapu, Pacjá e

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e marajó ocidental e Marajó Oriental) e a Região Costa-Atlântica-Nordeste (bacias do rio Guamá, Mojú,
Capim, Gurupi, e as da região do Atlântico) (Figura 1).

Figura 1: Divisão do Estado do Pará em regiões hidrográficas.

De acordo com as regiões hidrográficas, realizou-se uma avaliação de cada região, onde foram identificados
e hierarquizados os principais conflitos e prioridades de outorga, com a base de dados e bases geradas pelo
NHM/LRS/SECTAM1 e de dados dos levantamentos do IBGE (1997/2002).

Dentre os conflitos identificados destaca-se na região hidrográfica Costa-Atlântica-Nordeste e Tocantins-


Araguaia a exploração desordenada dos mananciais subterrâneos, poluição da água superficial e subterrânea
nos centros urbanos, infra-estrutura sanitária inadequada. Nas regiões hidrográficas do Xingu, Baixo-
Amazonas e Portel-Marajó os principais conflitos são de uso da terra: comunidades indígenas, madeireiros e
pequenos agricultores. Na região do Tapajós além dos conflitos de uso da terra, tem o de despoluição dos
cursos d’água superficiais afetado pela mineração e o impacto gerado com a implementação de hidrovias e
usinas hidrelétricas, e na região Calha Norte os principais conflitos são quanto à poluição nas áreas de
mananciais, desmatamento de cabeceiras, acesso para o monitoramento e a implementação de grandes
projetos mineiros e extrativistas.

Quadro 1: Prioridades de outorga por regiões hidrográficas.


PRIORIDADES DE OUTORGA
REGIÃO Abastec. Abast. Irriga Aquicul- Minera Geração Lança-
HIDROGRÁFICA Agroindustrial Industrial -ção tura -ção de mento de
energia efluentes
elétrica
COSTA- x x x x x x
ATLANTICO-
NORDESTE
1
NHM: Núcleo de Hidrometeorologia, LSR: Laboratório de Sensoriamento Remoto, SECTAM: Secretaria Executiva de
Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente do Estado do Pará.

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TOCANTINS- x x x x x x
ARAGUAIA
XINGU x x x x
TAPAJÓS x x x x x
CALHA NORTE x x x x x
BAIXO- x x x
AMAZONAS
PORTEL- x x x x
MARAJÓ
FONTE: Adaptado de SECTAM, 2005.

Estes estudos contribuem significativamente para a avaliação dos processos de outorga no Estado do Pará,
onde no ano de 2006 foram avaliados 35 processos, principalmente quanto ao uso dos recursos hídricos de
mananciais subterrâneos (execução de poços e captação de água) para abastecimento industrial, onde se
destacam empresas de grande porte com a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) e ALBRÁS-Alumínio
Brasileiro S. A.

Quadro 2: Quantitativo de processos de autorização de uso dos recursos hídricos no Estado do Pará -
2006.
AUTORIZAÇÃO PARA O
N° DE PROCESSOS Nº QUANTO AO USO
USO DOS R. H.
01 - Lançamento de efluente
Água superficial 10
09 - Captação
07 - Execução de poços
Água subterrânea 25
07 - Captação de água

No estado do Pará a SEMA é órgão competente do poder Executivo Estadual para efetivar a outorga, logo
para iniciar o processo administrativo da outorga, o usuário de recursos hídricos encaminha os Formulários
de Outorga2 preenchidos e acompanhados da documentação técnica e legal no setor de protocolo.

Após verificar que todas as documentações estão corretas, o mesmo é submetido a uma série de avaliações,
dentre elas: avaliação técnica, jurídica e de empreendimento, com a emissão dos respectivos pareceres.

Havendo manifestação favorável dessas avaliações, o pleito de outorga é, então, entendido como
tecnicamente deferido. Porém, se pelo menos uma das avaliações for contrária ao pleito de outorga, o usuário
é contatado para refazer a sua solicitação sob novas condições legais ou de utilização da água, as quais serão
objeto ou não de aprovação. A desistência do usuário ou o indeferimento do pleito implica arquivamento do
processo.

Dentre as avaliações, ressaltamos a avaliação técnica que consiste na verificação da disponibilidade hídrica
do manancial, isto é, se a vazão que está sendo solicitada pode ser atendida pelo manancial, tanto em termos
quantitativos quanto qualitativos.

Para avaliar tecnicamente um pedido de outorga são necessárias informações mínimas, apresentadas a seguir:

− Identificação e caracterização do uso (irrigação, saneamento, lazer, geração de energia, etc.);

− Localização do pleito (bacia, coordenadas, manancial, município);

− Demanda sazonal do pleito para captação de água e/ou lançamento de efluentes;

− Características físico-químicas e biológicas dos efluentes (obtidas em articulação com o órgão de Controle
Ambiental);

− Dados hidrometeorológicos e estudos hidrológicos;

2
Os formulários de outorga são fichas cadastrais onde o requerente da outorga identifica, caracteriza e especifica a
utilização que pretende fazer de determinado corpo de água, estão disponíveis na internet através do site
www.sectam.pa.gov.br.

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− Demandas existentes em toda a bacia hidrográfica (a montante e a jusante do aproveitamento);

Em algumas situações é necessária a realização de vistorias técnicas ao local para verificação das
informações prestadas e, principalmente, para avaliação da demanda potencial da região.

Há uma grande disparidade entre os estados brasileiros no que se refere à experiência acumulada na gestão
de recursos hídricos. Alguns órgãos já estão estruturados, dispondo de procedimentos técnicos e
administrativos consistentes (União, SP, CE, BA, MG, PR), outros, porém, ainda estão adequando-se às suas
políticas estaduais e estão em fase intermediária ou de implantação dos instrumentos de gestão.

Atualmente o Pará é um dos estados brasileiros que ainda está avançando neste processo, onde a SEMA vem
trabalhando para que sejam tomadas todas as medidas necessárias para a concreta efetivação deste
instrumento previsto nas Leis da Águas. Os empreendimentos que necessitam de autorização para o uso dos
recursos hídricos superficiais e subterrâneos, estão sendo avaliados e liberados na forma de autorização,
visto que está em fase de regulamentação o Decreto Estadual de Outorga, o qual torna obrigatória a
solicitação de outorga de uso dos recursos hídricos junto ao órgão gestor da Política Estadual de Recursos
Hídricos.

CONCLUSÕES
A outorga de direito de uso de recursos hídricos é um dos principais instrumentos da Política Nacional de
Recursos Hídricos, no que se refere aos mecanismos de controle dos usos da água e articulação com os
demais instrumentos, inclusive licenciamento ambiental.

De fato, a implantação da outorga induz à ordem no uso dos recursos hídricos, trazendo uma certa
tranqüilidade aos usuários, pois estes, uma vez possuidores dos direitos de uso, poderão realizar seus
investimentos em um ambiente mais organizado e, por isso, inibidor de conflitos.

A outorga de uso da água é, portanto, um instrumento essencial ao gerenciamento dos recursos hídricos, pois
ela pode possuir aspectos técnicos, legais e econômicos que, se bem articulados colaboram para o sucesso de
um sistema racionalizado de uso dos mananciais. O Estado do Pará ainda está iniciando e os resultados
obtidos, referentes às ações executadas e propostas, são de fundamental importância para um avanço do
estado nesse setor, através da implementação dos instrumentos de gestão de acordo com a legislação
vigente.

A experiência de outros estados tem demonstrado que a outorga de direito de uso de recursos hídricos é a
espinha dorsal do órgão gestor de recursos hídricos, pois contempla cinco dos seis fundamentos da Política
Nacional de Recursos Hídricos e lida com a regularização dos usos da água. Também configura-se como
uma das atividades mais executadas, pois promove um considerável nível de contato entre os técnicos do
órgão e os usuários da água, gerando um significativo volume de informações e, por todos esses motivos, a
atividade mais visada.

Deve-se observar que a outorga é um instrumento articulado com o Plano de Recursos Hídricos, o
Enquadramento e a Cobrança pelo Uso da Água, uma vez que os critérios de alocação de água serão
definidos pelo Plano, esses critérios deverão respeitar as metas de qualidade.

Observa-se assim, que há necessidade de uma utilização racional dos recursos hídricos, pois apesar do alto
potencial hídrico existente no Estado faltam ações que visem o monitoramento e o controle dos diversos
usos para o seu melhor aproveitamento, o qual pode ser conseguido através da gestão integrada dos recursos
hídricos de uma bacia hidrográfica. Neste sentido é necessário além da implementação da Política, realizar
projetos de educação ambiental em recursos hídricos com o objetivo de conscientizar a população sobre a
importância de preservar a água e esclarecer sobre algumas teorias errôneas de que temos abundância em
água subterrânea, de que os corpos de água superficial têm infinita capacidade de recuperação e a não
existência de escassez.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. BRASIL. Lei n. 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o
Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 9 de
janeiro de 1997.

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2. PARÁ (Estado). Lei n. 6.381, de 25 de julho de 2001. Dispõe sobre a Política estadual de Recursos
Hídricos, institui o Sistema de Gerenciamento de Recursos Hídricos e dá outras providências. Diário
Oficial do Estado do Pará. Belém, PA, 27 jul. 2001.
3. SECTAM. Navegando sob o céu do Pará: hidroclimatologia e recursos hídricos do Estado do Pará/
Secretaria Executiva de Ciência, Tecnologia e meio Ambiente. – Belém: SECTAM, 2005.
4. LIMA, A. M. M.; LIMA, R. J. S. FONTINHAS, R. L. Eixos de desenvolvimento segundo critérios de
regiões hidrográficas no estado do Pará. VI SIMPÓSIO DE RECURSOS HÍDRICOS DO NORDESTE.
Maceió- Alagoas, 2002.

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