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Indicadores IBGE

Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Trimestre Móvel
JAN. - MAR. 2021

Publicado em 27/05/2021 às 9 horas


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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Mercado de Trabalho Conjuntural


Divulgação Mensal – março de 2021

Data de divulgação: 27 de maio de 2021


Abrangência Geográfica: Brasil
Construção dos Indicadores: trimestre móvel
Período: janeiro a março de 2021

Principais destaques no trimestre móvel de janeiro a março de 2021


As comparações foram feitas em relação ao trimestre móvel de:
Outubro a dezembro de 2020 Janeiro a março de 2020
Onde 80% dos domicílios selecionados são Onde 20% dos domicílios selecionados são
os mesmos, mas as informações nestes os mesmos, mas as informações nestes
domicílios foram coletadas novamente, domicílios foram coletadas novamente,
portanto, não existe repetição de portanto, não existe repetição de
informação entre os trimestres analisados. informação entre os trimestres analisados.

DESOCUPAÇÃO
• A taxa de desocupação foi estimada em 14,7% no trimestre móvel referente aos meses
de janeiro a março de 2021, registrando variação de 0,8 ponto percentual em relação ao
trimestre de outubro a dezembro de 2020 (13,9%). Na comparação com o mesmo
trimestre móvel do ano anterior, janeiro a março de 2020, quando a taxa foi estimada
em 12,2%, o quadro foi de elevação (2,5 pontos percentuais).

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Quadro 1 - Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2021

• No trimestre de janeiro a março de 2021, havia aproximadamente 14,8 milhões de


pessoas desocupadas no Brasil. Este contingente apresentou variação de 6,3%, ou seja,
mais 880 mil pessoas frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020, ocasião em
que a desocupação foi estimada em 13,9 milhões de pessoas. No confronto com igual
trimestre do ano anterior, quando havia 12,8 milhões de pessoas desocupadas, esta
estimativa apresentou variação de 15,2%, significando um adicional de 1 956 mil pessoas
desocupadas na força de trabalho.

OCUPAÇÃO
• O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em aproximadamente 85,7 milhões no
trimestre de janeiro a março de 2021. Essa estimativa apresentou estabilidade em
relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2020). Em relação ao mesmo
trimestre do ano anterior (janeiro a março de 2020) este indicador apresentou queda,
com redução de -6 573 mil pessoas.

• O nível da ocupação (indicador que mede o percentual de pessoas ocupadas na


população em idade de trabalhar) foi estimado em 48,4% no trimestre de janeiro a março
de 2021, apresentando uma redução de -0,5 ponto percentual frente ao trimestre de
outubro a dezembro de 2020(48,9%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, este
indicador teve variação negativa (5,1 pontos percentuais), quando o nível da ocupação
no Brasil era de 53,5%.

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Quadro 2 - Nível da Ocupação - Brasil - 2012/2021

POPULAÇÃO NA FORÇA DE TRABALHO


• O contingente na força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas), no trimestre de
janeiro a março de 2021, foi estimado em 100,5 milhões de pessoas. Observou-se que
esta população permaneceu estável, quando comparada com o trimestre de outubro a
dezembro de 2020. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve redução de -4,6
milhões de pessoas).

TAXA DE PARTICIPAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO


• A taxa de participação da força de trabalho (indicador que mede o percentual de pessoas
da força de trabalho na população em idade de trabalhar) foi estimada em 56,8% no
trimestre de janeiro a março de 2021, não apresentando variação estatisticamente
significativa frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 (56,8%). Em relação a
igual trimestre do ano anterior (61,0%), o cenário foi de contração de -4,2 pontos
percentuais.

POSIÇÃO NA OCUPAÇÃO E CATEGORIA DO EMPREGO


• O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada
(exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 29,6 milhões de pessoas, apresentou
estabilidade frente ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2020). No confronto
com o trimestre de janeiro a março de 2020, houve variação de -10,7% (-3,5 milhões de
pessoas).

• No período de janeiro a março de 2021, a categoria dos empregados no setor privado


sem carteira de trabalho assinada (9,7 milhões de pessoas) apresentou uma redução de
-294 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado uma
redução de -1,3 milhão de pessoas.

• Na categoria dos trabalhadores por conta própria, formada por 23,8 milhões de pessoas,
foi registrado crescimento de 2,4% na comparação com o trimestre anterior (outubro a
dezembro de 2020), significando a adição de 565 mil pessoas neste contingente. Em
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relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador, neste trimestre, apresentou
estabilidade.

• No período de janeiro a março de 2021, a categoria dos empregadores (3,8 milhões de


pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao
mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado uma redução de -616 mil pessoas.

• A categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 4,9 milhões de pessoas,


apresentou estabilidade no confronto com o trimestre de outubro a dezembro de 2020.
Frente ao trimestre de janeiro a março de 2020 houve uma redução de -1,0 milhão de
pessoas.

• O grupo dos empregados no setor público (inclusive servidores estatutários e militares),


estimado em 11,8 milhões de pessoas, apresentou queda de -2,9% frente ao trimestre
anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior não houve variação
estatísticamente significativa.

GRUPAMENTOS DE ATIVIDADE
• A análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade, do
trimestre móvel de janeiro a março de 2021, em relação ao trimestre de outubro a
dezembro de 2020, mostrou que todos os grupamentos apresentaram estabilidade .

• Na comparação com o trimestre de janeiro a março de 2020 foi observado aumento no


grupamento de Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,0%, ou
mais 329 mil pessoas). Houve redução nos seguintes grupamentos: Indústria Geral (7,7%,
ou menos 914 mil pessoas), Construção (5,7%, ou menos 361 mil pessoas), Comércio,
reparação de veículos automotores e motocicletas (9,4%, ou menos 1,6 milhão de
pessoas), Transporte, armazenagem e correio (11,1%, ou menos 542 mil pessoas),
Alojamento e alimentação (26,1%, ou menos 1,4 milhão de pessoas), Outros serviços
(18,6%, ou menos 917 mil pessoas) e Serviços domésticos (17,3%, ou menos 1,0 milhão
de pessoas).

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SUBUTILIZAÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO
• A taxa composta de subutilização da força de trabalho (Percentual de pessoas
desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho
potencial em relação a Força de trabalho ampliada) foi estimada em 29,7% no trimestre
móvel referente aos meses de janeiro a março de 2021, registrando variação de 0,9 ponto
percentual em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 (28,7%). Na
comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, janeiro a março de 2020,
quando a taxa foi estimada em 24,4%, o quadro foi de elevação (5,3 pontos percentuais).

• No trimestre de janeiro a março de 2021, havia aproximadamente 33,2 milhões de


pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou variação de 3,7%, ou seja,
mais 1 171 mil pessoas, frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020, ocasião em
que a subutilização foi estimada em 32,0 milhões de pessoas. No confronto com igual
trimestre do ano anterior, quando havia 27,6 milhões de pessoas subutilizadas, esta
estimativa apresentou variação de 20,2%, significando um adicional de 5 582 mil pessoas
subutilizadas.

SUBOCUPAÇÃO
• O contingente de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas foi
estimado em aproximadamente 7,0 milhões no trimestre de janeiro a março de 2021.

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Essa estimativa apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior (outubro a
dezembro de 2020). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (janeiro a março de
2020) este indicador apresentou crescimento de 8,7% (adicional de 565 mil pessoas).

POPULAÇÃO FORA DA FORÇA DE TRABALHO


• O contingente fora da força de trabalho, no trimestre de janeiro a março de 2021, foi
estimado em 76,5 milhões de pessoas. Observou-se que esta população permaneceu
estável quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2020. Frente ao
mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 13,7% (acréscimo de 9,2 milhões
de pessoas).

POPULAÇÃO NA FORÇA DE TRABALHO POTENCIAL


• O contingente na força de trabalho potencial1, no trimestre de janeiro a março de 2021,
foi estimado em 11,4 milhões de pessoas. Observou-se que esta população permaneceu
estável quando comparada com o trimestre de outubro a dezembro de 2020. Frente ao
mesmo trimestre do ano anterior houve expansão de 36,9% (acréscimo de 3,1 milhões
de pessoas).

DESALENTO
• O contingente de pessoas desalentadas2 foi estimado em aproximadamente 6,0 milhões
no trimestre de janeiro a março de 2021. Essa estimativa apresentou estabilidade em
relação ao trimestre anterior (outubro a dezembro de 2020). Em relação ao mesmo
trimestre do ano anterior (janeiro a março de 2020) este indicador apresentou variação
positiva (25,1%), quando havia no Brasil 4,8 milhões de pessoas desalentadas.
• O Percentual de pessoas desalentadas em relação à população na força de trabalho ou
desalentada foi estimada em 5,6% no trimestre móvel referente aos meses de janeiro a
março de 2021, registrando estabilidade em relação ao trimestre de outubro a dezembro
de 2020 (5,5%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, janeiro

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Composta por pessoas de 14 anos ou mais de idade, que na semana de referência não estavam ocupadas nem
desocupadas, mas possuíam um potencial de se transformarem em força de trabalho. Este contingente está
dividido em dois grupos: O daqueles que realizaram busca efetiva por trabalho no período de 30 dias, mas não
se encontravam disponíveis para trabalhar na semana de referência em função dos seguintes motivos: 1 - Tinha
que cuidar dos afazeres domésticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s); 2 - Estava estudando (em curso de
qualquer tipo ou por conta própria); 3 - Por problema de saúde ou gravidez; 4 - Por ser muito jovem ou muito
idoso para trabalhar; e 5 - Por não querer trabalhar. Também, por aqueles que não haviam realizado busca
efetiva por trabalho no período de 30 dias, mas gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para
trabalhar na semana de referência em função dos seguintes motivos: conseguiu proposta de trabalho para
começar após a semana de referência; estava aguardando resposta de medida tomada para conseguir trabalho
não conseguia trabalho adequado; não tinha experiência profissional ou qualificação; não conseguia trabalho
por ser considerado muito jovem ou muito idoso; não havia trabalho na localidade; tinha que cuidar dos afazeres
domésticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s); estava estudando (em curso de qualquer tipo ou por conta
própria); por problema de saúde ou gravidez.
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Composta pelo subgrupo de pessoas da força de trabalho potencial que não haviam realizado busca efetiva por
trabalho por considerar que: não conseguiriam trabalho adequado; não tinham experiência profissional ou
qualificação; não conseguiam trabalho por serem considerados muito jovens ou muito idosos ou não havia
trabalho na localidade. Todavia, gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para trabalhar na semana
de referência.

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a março de 2020, quando a taxa foi estimada em 4,3%, o quadro foi de elevação (1,3
ponto percentual).

RENDIMENTO MÉDIO REAL HABITUAL


• O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas
ocupadas foi estimado em R$ 2 544 no trimestre de janeiro a março de 2021, registrando
estabilidade frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2020 e, também, em relação
ao mesmo trimestre do ano anterior.

Quadro 3 - Rendimento médio mensal real, habitualmente recebido no mês de referência,


de todos os trabalhos das pessoas ocupadas - Brasil - 2012/2021 - (R$)

• A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal,


segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de janeiro a março de 2021,
em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2020, mostrou que todos os
grupamentos apresentaram estabilidade. A comparação com o trimestre de janeiro a
março de 2020 mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria. Houve
redução nos seguintes grupamentos: Construção (7,3%, ou menos R$ 139); Transporte,
armazenagem e correio (7,0%, ou menos R$ 167) e Serviços domésticos (3,9%, ou menos
R$ 38).

• A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal,


segundo a posição na ocupação, do trimestre móvel de janeiro a março de 2021, em
relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2020, mostrou que todas as posições
apresentaram estabilidade . A comparação com o trimestre de janeiro a março de 2020
indicou que não houve crescimento em qualquer categoria.

MASSA DE RENDIMENTO REAL


• A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas
pessoas ocupadas foi estimada, para o trimestre móvel de janeiro a março de 2021, em
R$ 212,5 bilhões de reais, e quando comparada ao trimestre móvel de outubro a
dezembro de 2020 apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior,

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houve variação de -6,7%, o que representa uma redução de R$ 15,2 bilhões na massa de
rendimentos.

Nos gráficos, a seguir, são apresentadas as informações referentes aos trimestres passíveis de
comparação.

Gráfico 1 - Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, na semana de


referência, de todos os trimestres comparáveis - Brasil - 2012/2021 (em %)

Gráfico 2 - Taxa de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, na semana de


referência dos trimestres de janeiro a março de 2021 – Brasil – 2012/2021 (em %)

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Gráfico 3 - Pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência -
Brasil - 2012/2021 (em mil pessoas)

Gráfico 4 – Variação percentual das pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na


semana de referência em relação ao trimestre anterior - Brasil - 2012/2021 (em %)

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Gráfico 5 – Variação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de
referência, em relação ao mesmo trimestre móvel do ano anterior - Brasil - 2012/2021 (em
%)

Gráfico 6 - Pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência - Brasil


- 2012/2021 (em mil pessoas)

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Gráfico 7- Nível da ocupação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, na semana de
referência - Brasil - 2012/2021 (em %)

Gráfico 8 – Variação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de


referência em relação ao trimestre anterior - Brasil - 2012/2021 (em %)

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Gráfico 9 – Variação das pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de
referência em relação ao trimestre do ano anterior - Brasil - 2012/2021 (em %)

Gráfico 10 - Taxa Composta de subutilização da força de trabalho nos trimestres de janeiro


a março - Brasil – (em %) - 2012/2021

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Gráfico 11 - Percentual de pessoas desalentadas na população na força de trabalho ou
desalentada - Brasil – 2012/2021 (em %)

Gráfico 12 - Rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por


mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com
rendimento de trabalho - Brasil - 2012/2021 (em reais)

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Gráfico 13 – Variação do rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente
recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de
referência, com rendimento de trabalho, em relação ao trimestre móvel anterior - Brasil -
2012/2021 (em %)

Gráfico 14 – Variação do rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente


recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de
referência, com rendimento de trabalho, em relação ao mesmo trimestre móvel do ano
anterior - Brasil - 2012/2021 (em %)

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Gráfico 15 - Massa de rendimento real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por
mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com
rendimento de trabalho - Brasil - 2012/2021 (em milhões de reais)

Gráfico 16 - Pessoas de 14 anos ou mais de idade, fora da força de trabalho na semana de


referência - Brasil - 2012/2021 (em mil pessoas)

Rio de Janeiro, 27 de maio de 2021.

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