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Academia Militar

Mestrado em Guerra de Informação

Ano Lectivo 2010/11

TIPI

O E-learning
Como plataforma de ensino

Docente (s):
TCOR João Barbas

Discente (s):
MGI1006 Rui Ramalho
MGI1018 Artur Pereira
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Índice
Índice .............................................................................................................. 2
Introdução ...................................................................................................... 3
O que é o E-learning? ................................................................................... 3
Como surgiu? ................................................................................................ 3
De 1980 até aproximadamente 1995 – A Era da Multimédia ...................... 5
De 1999 até a actualidade – A Geração Web............................................... 5
Como Funciona? ........................................................................................... 6
Utilizações do E-learning .............................................................................. 7
Aspectos positivos e negativos ................................................................... 9
Vantagens do E-learning .............................................................................. 9
Desvantagens do E-learning ...................................................................... 11
E-learning que futuro .................................................................................. 13

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Introdução

O e-learning presente e futuro?


Será que ainda existe espaço para os meios de ensino baseados e suportados no uso das
tecnologias de informação?
Como tentativa de resposta a esta e outras questões com que nos deparamos, segue-se
uma abordagem do tema. Iniciando pela história e do seu aparecimento, fundamentos e
motivos para a sua implementação, história, conceitos e definições, vantagens versus
desvantagens, perigos e ameaças, potencialidades, evolução e futuro. O assunto é
abordado de uma forma lata e aberta a plataforma de ensino baseada em tecnologias de
informação de E-learning. Estabelecendo um possível percurso de evolução e de
continuidade.

O que é o E-learning?

O e-learning pode ser definido como uma forma de ensino a distância, em que os
conhecimentos são adquiridos pelos formandos através de uma plataforma criada para o
efeito. Esta plataforma permite aos formandos terem acesso aos conteúdos devidamente
organizados, a acções (síncronas e assíncronas), a actividades e exercícios, e a um
formador que dará a orientação necessária.
Os cursos de e-learning permitem uma aproximação entre pessoas com experiências e
culturas diferentes, tendo como objectivo comum a troca e aquisição de novos
conhecimentos ou competências. Esta experiência contribui para o enriquecimento dos
formandos.

Como surgiu?
Antes do advento da informática, o e-learning era possível somente de duas formas:
"um para muitos" (tv, rádio) e "um para um" (ensino por correspondência). Após a
chegada da internet mais uma possibilidade foi acrescentada, "muitos para um", por esse
motivo é difícil falarmos em ensino à distância, sem a internet. Muitas criticas têm sido
feitas ao e-learning quanto à ausência do contacto humano directo e as deficiências
geradas por tal fato. Defensores do e-learning argumentam, entretanto, que a
aprendizagem baseada em tecnologia compensa a falta do contacto humano directo com
a criação de comunidades virtuais que interagem através de chats, fóruns, e-mails, etc.,

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enriquecendo o processo relacional de pessoas com o mesmo interesse, mas com


diferentes visões e localizadas em distintas regiões ou países. Cada vez mais as
tecnologias são utilizadas em benefício da aprendizagem e a Internet talvez seja o mais
importante canal deste processo de obtenção de informações e conhecimentos. Não há
dúvida que a Internet minimizou distâncias e derrubou muitas fronteiras até então
existentes, passando a ser um meio fascinante para a promoção da educação e do ensino
a distância.
Foi assim que surgiu o e-Learning, um método de entrega de conhecimentos,
habilidades e informações através de tecnologias web. Se o e-Learning é algo bastante
recente, o mesmo não se pode dizer da educação a distância em moldes tradicionais.
Os primeiros indícios da utilização de ensino a distância que se tem conhecimento são
do início do século passado. Algumas informações da época dão conta que por volta de

1900, indústrias mineiras do Alaska (EUA) passaram a utilizar esta forma de


transmissão de conhecimento para treinar os seus funcionários em processos específicos
como, por exemplo, a escavação no gelo. Na época esta alternativa de ensino surgiu
como uma solução muito eficaz para as indústrias da região. Além dos mineiros estarem
dispersos geograficamente, a região em que trabalhavam era extremamente acidentada,
o que dificultava muito a locomoção. Assim, a solução encontrada para esta necessidade
específica foi disponibilizar este ensino através de correspondência. Além da
correspondência, outros meios logo passaram a ser utilizados com o mesmo propósito
nos EUA. Na década de 20 a Universidade de Iowa começou a utilizar o rádio para
oferecer alguns dos seus cursos. Depois do rádio foi a vez da televisão. Em 1951 a
mesma Universidade de Iowa passou a oferecer cursos através da TV. Sem dúvida a
utilização da TV foi um avanço enorme em função dos recursos visuais proporcionados,
porém o advento do computador certamente é o que permitiu a maior evolução dos
processos de educação e ensino através de tecnologias. A partir da década de 80, com a
popularização dos PC´s, começaram a ser desenvolvidos diversos cursos suportados por
esta tecnologia. Entretanto, o primeiro registo da utilização de computadores para
ensino data de 1969, com um curso sobre Sistemas de Mainframe nos EUA.
Até o início da década de 1980 – Ensino (Presencial) Antes dos computadores estarem
disponíveis para as pessoas nas empresas o ensino presencial com um instrutor sempre

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se mostrou o primeiro e mais utilizado método. Este permite que o aluno se desloque
para um local de ensino e que possa estudar e interagir com professores e colegas,
deixando o trabalho temporariamente de lado. Ao longo dos anos este método sempre
apresentou elevados custos para as empresas e sempre motivou a procura de métodos
alternativos para o ensino.

De 1980 até aproximadamente 1995 – A Era da Multimédia

A invenção do Windows 3.1, de CD-ROMs e do PowerPoint permitiu que a média


electrónica passasse a fazer parte dos processos de ensino na chama era da multimédia.
De entre os benefícios que passaram a ser alcançados estão a flexibilidade do ensino,
tendo maior liberdade para escolher o local e a hora para aprender e a redução de custos.
A principal desvantagem é a falta de interacção com o professor durante o ensino.

De 1995 a 1999 – O Despertar da Web

À medida que a Web evoluiu, os profissionais envolvidos com o ensino passaram a


explorar de que forma esta tecnologia poderia ser utilizada para melhorar os processos
já existentes. Recursos como o e-mail, à Web Browser, HTML, áudio e vídeo streaming
começaram a mudar a forma da multimédia voltada para o ensino.

De 1999 até a actualidade – A Geração Web

O tráfego de dados como áudio e vídeo sobre IP, o acesso à Internet de alta velocidade e
a sofisticação do desenho de sites e portais estão a revolucionar a indústria do ensino e o
mercado pedagógico. Actualmente os cursos via Web podem ser combinados com a
supervisão em tempo real de professores, e com conteúdos oriundos da Web, garantindo
maior agilidade e qualidade nos resultados. Estes novos métodos têm garantido redução
de custos, maior qualidade da experiência de aprendizagem e padrões a serem seguidos
nos próximos anos.

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Como Funciona?

O termo e-learning corresponde a um modelo de ensino não presencial suportado por


tecnologia. Actualmente, o modelo de ensino/aprendizagem assenta no ambiente online,
aproveitando as capacidades da Internet para comunicação e distribuição de conteúdos.
Desta forma, o e-learning aumentou as possibilidades de difusão do conhecimento e da
informação para os alunos e tornou-se uma forma de democratizar o saber para as
camadas da população com acesso às novas tecnologias, permitindo que o
conhecimento esteja disponível a qualquer hora e em qualquer lugar. Outra definição
simples para e-learning será o processo pelo qual o aluno aprende através de conteúdos
colocados no computador e/ou Internet e em que o professor, se existir, está à distância,
utilizando a Internet como meio de comunicação podendo existir sessões presenciais
intermédias.
O sistema que inclui aulas presenciais no sistema de e-learning recebe o nome de
blended learning. O blended learning, ou B-learning, é um derivado do E-learning, e
refere-se a um sistema de formação onde a maior parte dos conteúdos é transmitido em
curso à distância, normalmente pela internet, entretanto inclui necessariamente situações
presenciais, daí a origem da designação blended, algo misto, combinado.
Pode ser estruturado com actividades síncronas, ou assíncronas, da mesma forma que o
e-learning, ou seja, em situações onde professor e alunos trabalham juntos num horário
pré-definido, ou não, com cada um a cumprir suas tarefas em horários flexíveis.
Entretanto o blended learning em geral não é totalmente assíncrono, porque exige uma
disponibilidade individualizada para encontros presenciais, o que dificulta o
atendimento.
A fim de apoiar o processo, foram desenvolvidos Sistemas de Gestão de
Aprendizagem(Learning Management System ou LMS, no original).
São aplicações projectadas para funcionarem como salas de aula virtuais, gerando várias
possibilidades de interacção entre os seus participantes. Em particular, os processos de
interacção em tempo real passaram a ser uma realidade, permitindo que o aluno tenha
contacto imediato com o professor e com outros alunos.

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A interactividade disponibilizada pelas redes da Internet, intranet, segundo a frequente


sócio-interacionista, passa a ser encarada como um meio de comunicação entre alunos,
professores, e o meio. Partindo dessa premissa, é capaz de proporcionar interacção nos
seguintes níveis: Aluno/Professor; Aluno/Conteúdo; Aluno/Aluno; Aluno/Ambiente.
Existem dois meios distintos de ensinar através do e-Learning:
-Síncrono e Assíncrono.
Síncrono é quando professor e aluno estão na aula ao mesmo tempo.
Exemplos de recursos síncronos: Telefone, Chat, Vídeo-conferência, Web conferência.
Através da Web conferência o professor leccionará a aula e os alunos, via WEB, irão
ouvir a sua palestra e ver os seus apontamentos, podendo realizar perguntas e
discussões. Este modelo é o que mais se assemelha ao ensino presencial, principalmente
na estrutura de custos, desenvolvimento e actualização de conteúdo. Com a grande
ampliação dos recursos de comunicação por voz (VOIP) na WEB, exemplo o sistema
Skype, e os mensageiros como um todo. Estes meios têm ganho muita importância.
Já no e-learning Assíncrono, professor e alunos não estão na aula ao mesmo tempo.
Exemplos de recursos assíncronos: e-mail e fórum.
No e-learning corporativo, muitos projectos não tem professor.
O aluno inscreve-se quando quiser, participa quando quiser e termina quando quiser. O
que representa um curso com pouco custo variável, ou seja, custo baixo para grande
número de alunos. No e-learning assíncrono com professor, este irá responder a
dúvidas, participar de discussões em momentos diferentes no tempo. Exemplo: o aluno
publica uma pergunta as 9h00 e o professor responde as 17h00. A grande diferença no
assíncrono é que o tempo é elástico, o oposto de rígido, no síncrono, cada aluno pode
fazer o curso a seu tempo, hora, velocidade. Pode pensar, estudar e pesquisar antes de
escrever a sua actividade. Cada aluno poderá ter o seu tempo de aprendizagem.

Utilizações do E-learning

Hoje em dia o e-learning é usado para promover a difusão da informação e partilha do


conhecimento. Essa difusão executa-se das mais diversas formas meios e modelos.
Desde a formação de cariz académica, fornecida pelas escolas, academias empresas de
formação e faculdades, até aos sites empresariais e governamentais. As plataformas
encontram-se distribuídas entre ambientes externos (extranet e internet) baseadas nos

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modelos corporativos, académicos e governamentais. Nos ambientes internos (intranet)


são baseados em sistemas de gestão de conteúdos e portais colaborativos.
As plataformas externas apoiam-se em portais (podem ou não estar divididos por
temáticas) e websites. No caso interno em intranets com portais colaborativos e
plataformas de difusão da informação dos mais diversos géneros e tecnologias.
No entanto a função do e-learning na sua essência é a partilha do conhecimento “seja
em que formato for”. Do uso do e-learning com objectivo da partilha do conhecimento,
as empresas em geral tiram vantagens competitivas que se tornam importantes
especialmente nos meios concorrenciais. As vantagens adquiridas permitem rentabilizar
recursos e optimizar formas de funcionamento interno. Daí que grande parte das
grandes empresas coloque á disposição dos seus colaboradores este meio que
poderemos apelidar de “ambiente colaborativo de partilha do conhecimento”. Esta
“oferta” possibilita que cada um possa ser o construtor do conhecimento empresarial
existente e contribuir para o aumento desse capital.

Segundo Freitas (2003),

"As iniciativas de utilizar estratégias, para a gestão do conhecimento, tomam força com o uso em larga escala, de intranets,
softwares de mapeamento de processos, aplicações de gestão e estatística de dados, programas de colaboração e de integração de
equipas de trabalho, sistemas para captação e disseminação de conhecimento, sistemas de e-Learning entre outras".

De acordo com Oliveira (2003:353) destacam-se as vantagens do e-Learning para as


empresas:

- O ritmo pode ser definido pelos próprios funcionários.


- A formação está à disposição deles em qualquer lugar.
- O tempo necessário para a aprendizagem pode ser reduzido em 50%.

E Hall (2002)
“...os sistemas de formação via Internet espalham-se rapidamente em todo o mundo com retorno de 50% do tempo investido e
reduzindo em 35% a 50% o custo da formação. De acordo com o autor, as mudanças constantes da tecnologia e as necessidades de
formação, bem como a cultura organizacional tem sido um dos problemas dificultam a sua implementação...”.

No meio académico e universitário assim como nas empresas de formação é usado


como meio de ensino.
- No meio académico o formato e-learning ganha alguma expressão tanto como
complemento e apoio aos alunos tanto como substituição do modelo tradicional. Deste
modo, os alunos já não estão dependentes da aula presencial mas, podem utilizar o
e-learning como complemento ou substituição das aulas. Este formato de aulas misto
permite que os alunos possam ter acesso ao ensino que doutra maneira seria impossível.

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Ao mesmo tempo os alunos podem ter a total liberdade e flexibilidade que um sistema
não presencial permite.
Para que a implantação do e-learning seja um objectivo completo existem alguns
problemas de regulação e de controlo que a “juventude” provocada pela proliferação e
implementação ainda reduzida que o sistema tem.
No meio governamental serve para informar e apoiar os cidadãos na sua interacção com
os órgãos de soberania, serve também como suporte para o apoio dos seus funcionários
em ambiente externo. A sua implementação é executada nos portais exclusivos de cada
órgão do governo.
Internamente funciona no mesmo formato encontrado no meio empresarial, segue no
entanto as directrizes do órgão a que está sujeito.

Aspectos positivos e negativos

A utilização do e-learning tal como de qualquer sistema seja ele mais inovador ou mais
tradicional, inclui directamente vantagens e desvantagens. Nas vantagens destacamos
todas as que podem potenciar o objectivo final considerando os aspectos financeiros, os
aspectos de transmissão do conhecimento e respectivo aumento da “massa crítica” que
doutro modo seria impossível criar e da adaptabilidade aos conceitos a aplicar.
A dificuldade de adaptação ás novas tecnologias assim como a baixa difusão dos
conhecimentos necessários podem fazer perigar o sucesso do sistema a implementar. No
entanto podermos analisar todos os pontos positivos e negativos dai resultantes.

Vantagens do E-learning

O e-learning fornece uma série de potencialidade e vantagens em relação aos métodos


tradicionais da aprendizagem e transmissão do conhecimento. Podemos apontar alguns
pontos importantes na sua utilização tais como:
Flexibilidade: Os conteúdos estão permanentemente disponíveis e acessíveis quer em
websites com plataformas académicas preparadas para o efeito (tal como a plataforma
académica mais conhecida o Moodle), empresas de formação á distância em portais
colaborativos isto no caso do e-learning corporativo com informações empresariais quer

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em endereços simples de puro armazenamento da informação baseado em FTP (o que


apesar de não se poder considerar e-learning “puro” baseia-se mais na partilha de
informação (em ficheiros normalmente pdfs) disponibilizados para o efeito, já apresenta
um modo de difusão do conhecimento á distância.

Acessibilidade: O acesso permanente ás fontes é outra das vantagens do e-learning, já


não é necessário estar presente para poder aceder aos conteúdos, eles podem ser
acedidos em qualquer lugar e a qualquer hora. Para isso basta apenas um meio de
comunicação para o acesso. Com o aparecimento da chamada internet móvel através
dos smart-phones e tablets é possível aceder mesmo que em movimento aos conteúdo
fornecidos. Este novo meio implica no entanto que a plataforma seja adequada quer ao
meio de transmissão quer á plataforma do dispositivo (fala-se já do mobile-learning ou
m-learning) como acesso á informação.

Centralidade no aluno/destinatário: Ao contrário do ambiente presencial em que o


foco do professor é a classe o ambiente de aprendizagem centra-se no aluno tal como se
trata-se de uma relação directa professor/fonte do conhecimento ou informação para o
aluno ou objecto do conhecimento. As vantagens do modelo centrado no aluno baseiam-
se nas variadas fontes á disposição do aluno/destinatário e, no acesso aos vários meios
em simultâneo, com o intuito de “discutir” ou aprofundar os conhecimentos entretanto
adquiridos. Neste conceito está subjacente um modelo de relação colaborativa mesmo
que seja “á vez” onde cada um dos elementos executa a sua interacção baseada num
modelo de “request/response”.

Convergente com as necessidades dos alunos/destinatários: O foco do e-learning é


sempre responder de uma forma mais directa ás potencialidades e dificuldades do aluno.
Este tipo de ensino orienta-se para as solicitações e necessidades dos alunos, a
necessidade de alteração e resposta a qualquer alteração por parte do aluno dos horários
de estudo, da localização ou das rotinas de actividades é inexistente.
As alterações de métodos de ensino obsoletos ou ineficazes são executadas com mais
facilidade e rapidez.

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Racionalização de recursos: Há redução e racionalização dos recursos envolvidos


(pode tornar-se um meio obtenção de vantagens competitivas no meio empresarial caso
seja esse o meio onde o sistema se encontre implementado) desde os meios humanos,
financeiros e todos os necessários á transmissão da informação/conhecimento num
formato tradicional.
Torna-se num meio eficaz de alavancar o negócio, o conhecimento, a educação ou
simplesmente a transmissão da informação, que não seria possível devido á inexistência
ou dificuldade na obtenção dos meios implicados.

Melhor integração de alunos/destinatários com dificuldades: Ao ser um sistema


mais aberto e de cariz universal, consegue integrar mais facilmente os alunos com
dificuldades de aprendizagem. O facto do aluno poder rever “infinitamente” as aulas
administradas, possibilita que, possa reaprender o que numa primeira abordagem não foi
possível. Assim a reutilização do material exposto possibilita um reaproveitamento dum
recurso de aprendizagem que doutro modo seria inexistente.

Interactividade: A interactividade entre a fonte e o destinatário está assegurada. Apesar


da interactividade ser assegurada esta não é sempre simultânea. Baseando-se essa
apenas no período em que as e-learning classes ocorrem. Fora desse contexto de
interactividade directa, essa apenas pode ser executada via e-mail, messenger, ou outra
ferramenta de comunicação electrónica. (1)

Desvantagens do E-learning

Mesmo com os pontos positivos apontados ainda sobressaem alguns problemas


decorrentes do uso do e-learning como meio de transmissão do conhecimento e da sua
utilização. Podemos focar-nos em algumas que julgo mais importantes nesta análise.

Falta de contacto humano: A falta de contacto humano é um dos pontos apontados na


resistência á adopção deste meio. Os alunos/destinatários apresentam esta como um dos
motivos da sua implementação não ser mais elevada. A falta do habitual professor torna
este meio um pouco artificial e atractivo.

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Problemas técnicos: A estabilidade e os problemas técnicos encontrados quer na


elaboração das plataformas assim como na criação dos conteúdos criados para o
ambiente e adaptados aos meios que acedem ás plataformas. Dificultam e provocam
atrasos significativos na elaboração, manutenção e actualização dos sistemas baseados
em e-learning.

Falta de “informação” de professores/fonte e alunos/destinatários: A falta de


informação da parte os professores/fontes e dos alunos/destinatários, implica que a
utilização e exploração de uma forma optimizada das potencialidades (existentes) do
sistema seja ainda considerada baixa. A pouca formação e o desconhecimento por
ambas as partes (fontes e destinatários) da utilização sensibilização do uso das
ferramentas de TIC colocadas ao seu dispor “disfunção funcional”, não possibilita tirar
melhor partido e rentabilidade do meio.

Custos e tempo exigido ao professor: A actividade de criação dos conteúdos


pedagógicos específicos para o meio implica por parte do professor/fonte um tempo de
laboração alargado para elaboração dos conteúdos, tempo que é acrescentado ao facto
de estar disponível durante o período em que ocorre a “aula”. Os custos para o
planeamento/criação de estruturas, ferramentas de criação dos conteúdos específicos e
elaboração das plataformas, ainda são avultados e constituem um handicap na adopção
da tecnologia.

Optimização das plataformas: A optimização e evolução para abranger uma


quantidade cada vez maior de alunos/destinatários com a qualidade necessária e
rentabilizar a plataforma. Acrescido do facto dos alunos/destinatários usarem os mais
variados meios de acesso e de plataformas de comunicação. Obriga que o sistema
responda ás solicitações, mas que os recursos utilizados financeiros, humanos e técnicos
sejam cada vez maiores.

Certificação e standards: A inexistência de certificação e falta de criação dos


standards “de qualidade”, leva a que o conceito e método usado sejam elaborados “á la
carte” sem que as regras de boas práticas e de regulação da actividade sejam requeridos.

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No formato actual, qualquer um pode fornecer “conhecimento”, sem regras ou qualquer


controlo da qualidade dos conteúdos fornecidos. Factor que contribui apenas para a
descredibilização do sistema de e-learning.

Avaliação e confidencialidade: Um dos maiores paradigmas que se levantam no


quadro da certificação da formação á distância é a da avaliação, se esta não for
presencial. A falta de regras que regulem este modelo de formação podem levar a uma
descredibilização do e-learning como meio de substituição do modelo de ensino
tradicional. A dificuldade de implementar e controlar a confidencialidade do processo
usado na avaliação “á distância” é outro dos pontos menos positivos do processo.

E-learning que futuro

O e-learning nos formatos conhecidos e usados hoje em dia do website e do portal, com
interactividade reduzida e modelo de um para muitos “têm os dias contados”.
A plataforma estática e sequencial fornece apenas uma parte das necessidades actuais
mas não preenche as futuras. Com o avanço TIC e das novas ferramentas tecnológicas
as características do e-learning têm de evoluir e tornarem-se mais interactivas,
colaborativas e baseadas nos novos formatos de interacção emergentes. O advento da
realidade virtual nas suas diversas vertentes desde a realidade aumentada, passando pela
realidade interactiva á realidade imersiva tornam-se nas novas formas de interagir e
colaborar, elas podem e devem ser usadas em conjunto para responder ás novas
perspectivas e funcionalidades do e-learning. O novo e-learning colaborativo e
“presencial” toma o seu lugar.
A utilização destas novas tecnologias em conjunto com os videojogos como forma de
ensino, transformam o e-learning de uma plataforma estática e localizada “fisicamente”
para um palco global sem limites de espaço e tempo onde a aprendizagem é executada
entre diversos actores e objectos. Baseada em sistemas interactivos de realidade virtual,
a imersão é utilizada como contexto e a tele-presença holográfica uma realidade.
Pode-se considerar, que com o incremento e utilização cada vez mais conseguida dos

(1) A interactividade dita “total” está prevista na introdução da realidade virtual como meio de transmissão do conhecimento.
Nomeadamente no V-learning (virtual-learning), que é um ambiente virtual do tipo imersivo.

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meios das TIC multimédia ao e-learning (apesar de ser um virtual-learning), pode-se


afirmar que a aprendizagem volta a ser baseada na experimentação, ampliada com as
funcionalidades adquiridas das TIC. Isto leva ao aumento exponencial de todas as suas
capacidades, atingindo então o objectivo para o qual foi criado.

“O futuro do E-learning é Dourado e Virtual”.

Bibliografia:

• ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Educação a distância na internet: bordagens e contribuições dos ambientes
digitais de aprendizagem. Educação e Pesquisa. vol.29 n.2 São Paulo jul./dic. 2003.

• ARETIO, Lorenzo Garcia. Educación a Distancia Hoy. Universidad Nacional de Educación a Distancia. Madrid, 1994.

• BUKOWITZ, Wendi; WILLIAMS, Ruth L. Manual de gestão do conhecimento: ferramentas e técnicas que criam valor
para a empresa. Porto Alegre:Bookman, 2002.

• DAVENPORT, Thomas; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu
capital intelectual. Rio de Janeiro: Campus, 1998.

• FIALHO, F. A. P., Macedo, M., dos Santos, N., e da Costa Mitidieri, T. Gestão do Conhecimento e Aprendizagem: As
Estratégias Competitivas da Sociedade Pós-industrial. Florianópolis: Visual Books, 2006.

• FIGUEIRA, Mário. O valor do E-Learning. Sociedade Portuguesa de Inovação, S.A., 2003, 1.ª Edição.

• Maria João Spilker,IntroducaoAFormacaoADistanciaeTutorial.pdf Fruto de pesquisa no Google, 26/27-09-2005

• João Carlos Paiva, Generalidades sobre e-learning em http://www.jcpaiva.net/?d=rosto/utilidades/apres

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