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Montagem e Configuração de Computador

Computadores, Mínis & Micros

É com muita satisfação que apresento esta apostila de Montagem e Configuração

de Computador. Você aprendera os conhecimentos básicos da Microinformática para

depois seguir adiante no estudo desta área tão importante em nossas vidas atualmente.

A Informática está no nosso dia a dia: No supermercado, no banco, no escritório, na

escola. Não dá mais para viver sem ela. Na vida profissional, o conhecimento da

Informática está ficando tão importante que podemos falar em um novo tipo de

analfabetismo: o dos analfabetos em computador. O desconhecimento da Informática

exclui as pessoas da disputa por melhores oportunidades profissionais.

Felizmente a Informática não é difícil. Com um pouco de dedicação você poderá

ser um usuário competente do computador. Como o assunto é muito amplo não se iluda

que em poucas horas você vai domina-lo por completo. Você precisa reservar parte do seu

tempo para o aprendizado e não pare de se aperfeiçoar porque a Informática também não

pára.

Professor: Cieslak Pag. 2


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ÍNDICE Slosts VLB 38


Slosts AGP 39
Conectores das Interfaces 40
Reguladores de Voltagem 41
¾ OS COMPUTADORES DIGITAIS 6
Jumpers e Switches 42
Computadores, Minicomputadores e Microcomputadores 6
¾ DISPOSITIVOS DE MEMÓRIA 43
¾ USUÁRIO E PROFISSIONAIS 7
Memória 43
¾ HARDWARE E SOFTWARE 7
Operação da Memórias 45
¾ CPU, MEMÓRIA E PERIFÉRICOS 8
Memórias ROM 45
¾ TIPOS DE COMPUTADORES 8
Aplicações das ROMs 46
A Evolução Da Informática 9
Memória RAM 47
¾ CUIDADOS COM OS COMPONENTES 14
Cache de Memória 50
Instalação Elétrica 14
Cache L1 50
características técnicas: tensão, corrente e potência 14
Cache L2 51
instalação elétrica (tomada) 15
Cache L3 51
Voltagem 16
¾ LIGAÇÃO DOS DRIVES 51
Voltagem de corrente contínua 16
Ligação do HD 52
Voltagem de corrente alternada 17
Ligação Paralela 52
Sistemas de proteção 17
Ligação Serial 52
Estabilizadores de tenção 18
Ligação USB 53
Eletrostática 19
¾ GABINETE 53
¾ COMPONENTES DE UM MICRO BÁSICO 20
Conectores da Placa de CPU 54
PCXT 20
Drives 54
PCAT 20
Discos Flexíveis 55
PC 386 21
Discos Rígidos (Hard Disks) 56
PC 486 22
Componentes do Disco Rígido 57
PENTIUM 22
¾ FORMATAÇÃO 61
Características básicas dos micros computadores 23
Fat 32 62
¾ PROCESSADOR (CPU) 24
Convertendo unidades de Fat 16 para Fat 32 62
Categorias de microprocessadores 25
NTFS 62
8086 25
Discos IDE e Discos SCSI 63
8088 25
¾ PLACAS DE VÍDEO 64
80286 25
Bios VGA 65
80386 26
Memória de Vídeo 65
80486 27
¾ TECLADO 68
AMD 5x86 28
¾ MOUSE 68
CYRIX 5x86 28
¾ MONITORES SVGA 69
PENTIUM 29
Tamanhos e tipos de tela 70
PENTIUM PRO 29
Dot pitch 71
PENTIUM MMX 30
Frequencia horizontal 72
PENTIUM II 31
¾ ORGANIZANDO O SEU LOCAL DE TRABALHO PARA A 77
CELERON 31
MONTAGEM DE MICROCOMPUTADOR
PENTIUM III 31
¾ FERRAMENTAS E PROGRAMAS PARA MANUTENÇAO 78
PENTIUM IV 32
¾ MONTAGEM DE MICROCOMPUTADOR 81
¾ PLACA MÃE (MATHERBOARD) 33
Gabinete e fonte de alimentação 83
Chipset da placa mãe 34
Ligação da fonte dealimentação na placa de cpu 85
Chips, SSI, MSI, LSI E VLSI 35
Detalhamento da fonte de alimentaçao 87
Bateria e CMOS 37
Tipos de fontes 87
BIOS 37
Tensões VDC do conector de alimentação da matherboard AT 87
Slosts de Expansão 38
Tensões DC ou VDC 88
Slosts PCI e ISA 38
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Potência 88
Potencia da fonte AT 89
Fonte ATC 89 INTRODUÇÃO
Tensões do conector de alimentação da motherbaord ATX 90
¾ DRIVES DE DISQUETES 91
¾ DISCO RÍGIDO 91
Jumper de dispositivos ide 93
¾ A MONTAGEM PASSO-A-PASSO 98 OS COMPUTADORES DIGITAIS
Aparafusando os drives 99
Aparafusando o disco rígido 100 Segundo a capacidade e potência desta categoria de máquinas, pode-se distinguir
Ligações do cabo flat no disco rígido e no drive de cd-rom 100 três classes bem diferenciadas de computadores:
Espaçadores plásticos 101
Parafusos de fixação da placa de CPU 102 1-Computadores
Fixação das placas de expansão 107 2-Minicomputadores
Instalação de módulos de memória SIMM 108 3-Microcomputadores
Instalação de módulos DIMM/168 108
Instalação de módulos COAST 109 À medida que descemos nessa escala, encontramos equipamentos cada vez menos
Ligação do alto-falante 109 potentes, embora mais baratos e versáteis. Em geral cada um deles tem algumas
Ligação do reset 110 características ideais para um determinado tipo de usuário; por isso nenhum deles exclui os
Ligação do hard disk led 110 anteriores, embora exista a tendência de se substituir os grandes equipamentos por sistemas
Ligação do power led e do keylock 110 de minicomputadores ou microcomputadores distribuídos, o que permite ganhar em
Ligando o microventilador na fonte de alimentação 111 autonomia sem perder em coesão.
Ligando os cabos flat 112
Interfaces seriais 112
Conector para o teclado 114 COMPUTADORES
Conectores para o painel do gabinete 114
¾ PLACA DE SOM E CD-ROM 116 Para o processamento em grande escala de dados, tanto administrativos como
Características de placas de som 116 científicos, é necessário o emprego de grandes equipamentos. Como exemplo de aplicação
Caracteristicas dos drives de cd-rom 118 científica para a qual é apropriado um grande computador, pode ser citada a manutenção
As conexões de uma placa de som 119 de uma base de dados com a informação dos circuitos hidráulicos de uma central nuclear.
¾ MODEM 131 Nesse caso, existe a necessidade de armazenamento, como também de cálculo, para o
Placa de modem e seus acessórios 131 controle de uma situação de emergência. Também no campo da administração existem
Configurações de jumpers 132 aplicações que só podem ser realizadas com um grande computador; um exemplo atual,
Conexão na linha telefõnica 137 que está provocando grande polêmica em vários países, é a centralização nas mãos dos
Instalação de um modem pnp 139 Estado das informações sobre as pessoas. Normalmente, a adoção de grande computadores
Instalação de um modem de legado 140 obriga à realização de investimentos de peso, tanto pelo custo dos próprios equipamentos
Instalando a porta serial 141 como pelas instalações auxiliares que estes exigem: ar condicionado, energia e espaço.
¾ REINICIAR O COMPUTADOR 143 Também a equipe humana dedicada a sua operação deve ser numerosa e de alto nível
Analizando a configuração de hardware 143 técnico. Por tudo isso, somente é recomendada sua implantação se a complexidade ou as
¾ CONFIGURANDO O SETUP 146 características de suas aplicacões realmente comportarem essas condições.
Etapas de software 146
Iniciando o disco rígido 151
Criando um disquete para inicializar o disco rígido 151
Usando o programa FDISK com partição única 151 MINICOMPUTADORES
dividindo um disco rígido em dois ou mais drives lógicos 153
Formatação Lógica 157 O termo minicomputador pode conduzir a engano; os equipamentos assim
¾ SISTEMA OPERACIONAL MS-DOS 6.0 158 denominados somente são "míni" em tamanho e preço: podem prestar, pórem, exatamente
¾ DICIONÁRIO 176 os mesmos serviços que um computador médio. Inclusive, se os minicomputadores
¾ BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS 205 necessários forem distribuidos convenientemente e conectados entre si, sevenientemente e
conectados entre si, será possível substituir com vantagem um equipamento grande,

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evitando a centralização que este provoca e aproximado o usuário final dos equipamentos. hardware para trabalhar. Software é a. palavra inglesa para programa. Ela nos dá a idéia de
Dentre as muitas aplicações dos minicomputadores, destancam-se as seguintes: um produto impalpável, ou seja que não podemos tocar. O software é um produto
intelectual. Software é programa de computador.
-Controle de processos

Em função dos sinais que o minicomputador recebe, com os quais se descreve o


estado de processo, o minicomputador emite os sinais necessários para a correção do CPU, MEMÓRIA E PERIFÉRICOS
processo. Entre os processos controlados por esse tipo de equipamento estão linhas de
montagem, operações de controle de qualidade, inspeção de material etc. O computador é um conjunto de peças de hardware. Vamos ver quais são as partes
mais importantes do computador.
-Comunicações CPU: A CPU (Unidade Central de Processamento) é o cérebro do computador.
É a CPU que comanda todas as funções do computador. A Informática como a
Talvez seja nessa área que a evolução dos minicomputadores é a mais constante. conhecemos hoje só se tornou possível graças ao grande desenvolvimento
Suas aplicações típicas são reserva de lugares, transmissão de mensagens etc. alcançado pelas CPUs. A CPU é um circuito eletrônico muito poderoso que
recebe dados, processa e devolve dados processados. Uma CPU pode conter
-Sistemas de informação milhões de transistores no seu circuito, mas apesar disso não ocupa muito
espaço. As CPUs são montadas em pequenas placas de silício chamadas chips.
Em alguns casos, o minicomputador pode substituir equipamentos maiores, Os chips são menores que uma caixa de fósforos.
realizando trabalhos típicos de mecanização em sistemas comerciais, financeiros,
administrativos, científicos etc. Memória: A CPU processa dados. Dados brutos entram na CPU e dados processados saem
dela. Esses dados precisam ser armazenados. O computador tem dispositivos capazes de
reter informações. São as memórias. Normalmente num computador existem vários tipos
MICROCOMPUTADORES de memória para armazenar dados.
Periféricos: Considera-se que as partes principais do computador são a CPU e as
Atualmente os microcomputadores constituem um dos setores mais importantes do memórias. As demais partes são chamadas periféricos. Exemplos de periféricos: mouse,
mercado de informática. teclado, monitor e impressora.

USUÁRIOS E PROFISSIONAIS TIPOS DE COMPUTADOR


Uma das primeiras coisas que você precisa entender é a diferença entre usuário e
Existem muitos tipos de computador. Por enquanto vamos classifica-los pelo porte,
profissional de Informática.
ou seja, pela capacidade de processamento.
O usuário é aquele que usa o computador como uma ferramenta para ser mais
Os computadores
produtivo no trabalho, nos estudos, ou no seu dia a dia. Todos devem se preocupar em ser
até o porte do Palmtop: Como o nome diz, o palmtop cabe na palma da mão. É o computador
usuários competentes. desktop também de bolso. Funciona com bateria.
O profissional de Informática, além de ser um usuário competente, tem podem ser Notebook: ou laptop. É o computador portátil, que pode ser carregado como
conhecimentos a mais, que lhe permitem dar manutenção em computadores, administrar chamados de uma valise. Trabalha com bateria ou na tomada.
redes, desenvolver programas, criar sites de Internet, etc.. microcomputadores. Desktop: ou computador de mesa. Para uso pessoal ou trabalho. A maioria dos
computadores do mundo é do tipo desktop.
HARDWARE E SOFTWARE Estação de trabalho: ou workstation. São computadores de mesa potentes
usados para trabalhos individuais que exigem grande capacidade de
processamento como animações gráficas e projetos de engenharia.
Aquelas partes do computador que você consegue ver e tocar, como o teclado, o Servidor de rede: computadores que trabalham em redes prestando serviços aos
mouse, o monitor, são chamadas de hardware. A palavra hardware é inglesa e nos dá a usuários.
idéia de produto sólido, palpável. Hardware é equipamento de Informática. Estação de trabalho
HP Mainframe: Computador de grande porte para trabalho pesado em grandes
O computador é um conjunto de peças de hardware. Se existisse apenas hardware, instituições, como bancos e órgãos de governo.
os computadores não teriam utilidade, pois, o hardware sozinho não sabe trabalhar. O Super computador: São os computadores mais potentes que se fabrica. Existem poucos
computador é uma máquina programável, ou seja, o homem deve dar-lhe instruções para no mundo e são destinados a tarefas que exigem volumes enormes de processamento,
que realize tarefas. Estas instruções formam os programas. São os programas que põe o como pesquisas científicas e previsão do tempo.
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1848 Álgebra booleana: Uma das maiores contribuições para a História


da Informática não é uma máquina, mas uma teoria matemática. O
A EVOLUÇÃO DA INFORMÁTICA matemático inglês George Boole desenvolve a chamada álgebra
booleana que cria a base teórica para todo o desenvolvimento posterior
da Informática.
O computador que conhecemos hoje é uma máquina programável que processa 1890 Computador mecânico de cartões: 1890. Hermann Hollerith
informações. O caminho percorrido para chegar até o estágio de desenvolvimento em que desenvolve o primeiro computador mecânico para acelerar os trabalhos
estamos começou com a criação das primeiras máquinas de calcular. Vamos ver alguns do censo americano de 1890. A máquina de Hollerith lê os cartões
fatos marcantes na história da Informática. perfurados usados no recenseamento. A empresa de Hollerith em 1924 se
torna a IBM (Internacional Business Machines).
500 Ábaco: O ábaco é um instrumento simples, composto por um quadro
AC com varetas e contas coloridas. É utilizado por mercadores da
babilônicos, pois, permite fazer rapidamente cálculos aritméticos
1614 Logaritmos e régua de cálculo: O matemático escocês John
Napier cria a teoria dos logaritmos e as tabelas de logaritmos. Estas
tabelas servem de base para que Wiliam Oughtred crie a régua de
cálculo. Hermann Hollerith
1642 Calculadora de Pascal: O matemático francês Blaise Pascal
começa a construir sua máquina de calcular. Ela é composta por rodas
dentadas. O usuário disca os números nas rodas dentadas para realizar os 1938 Teoria da Informação: 1938. O matemático americano Shannon
cálculos. publica uma tese que mais tarde será conhecida como Teoria da
Informação. A partir da Teoria da Informação ficou demonstrado que a
melhor maneira de processar dados é utilizando o sistema binário de
contagem.
1943 Mark I: O Mark I é desenvolvido num projeto conjunto da Marinha
Americana com a IBM e chefiado pelo americano Howard Aiken. O
Mark I considerado o primeiro computador moderno. Trabalha com
cartões perfurados e relês elétricos. É usado para fazer cálculos
complexos. Em um dia faz cálculos que antes levavam seis meses.
1672 Calculadora de Leibniz: 1672. O matemático alemão Gottfried
Leibniz aperfeiçoa a calculadora de Pascal facilitando as operações de
multiplicação e divisão.
Aiken e o Mark 1
1945 ENIAC: O exército americano quer uma máquina que faça complexos
cálculos balísticos. John Mauchly e J. Presper Eckert apresentam o
projeto de uma máquina com válvulas eletrônicas. Em 1945 começa a
funcionar o ENIAC (Eletronical Numerical Integrator and Computer). O
ENIAC mede 5,5m de altura por 25m de comprimento e pesa 30
toneladas.

1822 Máquinas de Babbage: Século XIX. O matemático britânico


Charles Babbage começa a trabalhar no projeto de uma máquina
diferencial e de uma máquina analítica.Por razões diversas suas
máquinas não chegam a ser construídas. Os projetos, todavia, servem de
base a pesquisadores que vem depois para o desenvolvimento dos
computadores modernos.

Babbage

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1947 Transistor: A equipe da empresa Bell Labs, chefiada pelo americano


Willian Shockley desenvolve o primeiro transistor. A invenção do 1969 ARPANET: .Quatro universidades americanas interligam
transistor substitui as válvulas, servindo de base para a criação dos seus computadores em rede A partir desta rede chamada
circuitos integrados e mais tarde dos modernos processadores. ARPANET nasce a Internet.

1971 Chip programável: O americano Ted Hoff, da empresa Intel,


desenvolve o primeiro chip programável, o 4004. Este chip abre o
caminho para os processadores atuais.
Prmeiro transístor
1951 UNIVAC: Os desenvolvedores do Mark I, Mauchly e Eckert lançam o
primeiro computador comercial. O UNIVAC (Universal Automatic
Computer) era eletrônico e armazenava dados em fitas magnéticas. Este
computador foi produzido pela empresa Remington Rand. O primeiro
comprador foi o Departamento Americano do Censo de 1951.

Chip Intel 4004


1975 Altair: O americano Edward Roberts lança o primeiro computador
popular, o Altair. O kit para montagem do Altair custa cerca de 500
dólares e utiliza o processador 80080 da Intel.

1957 FORTRAN: O americano John Backus apresenta a primeira


linguagem de alto nível para computadores, o FORTRAN. Depois dela
surgem o COBOL, ALGOL, LISP e Pascal.

1959 Circuito integrado: É proposto originalmente pelo inglês G.W.


Dummer em 1952. É patenteado em 1959 por Jack St Clair Kilby da
Texas Intruments. O circuito integrado utiliza transistores alojados em
pequenas cápsulas de material semi condutor. Circuitos eletrônicos 1976 Basic: Os americanos Paul Allen e Bill Gates desenvolvem a
linguagem Basic, para facilitar a utilização do Altair. Esta linguagem
imensos passam a ser compactados em pequenos chips.
Circuito integrado existia desde 1965.

1976 Apple: Os americanos Steven Jobs e Stephen Wozniac criam


1964 IBM 360: A IBM, líder na fabricação de computadores comerciais, a empresa Apple, que nos anos seguintes populariza os
lança a família de computadores 360. A família 360 é chamada de
terceira geração e torna-se um marco da indústria. Utiliza o conceito de micro computadores.
multi tarefa, emulação de outros computadores e de compatibilidade.

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1980 IBM PC: A IBM lança a sua versão de computador pessoal. O PC


(personal computer) da IBM estabelece o padrão para os atuais
computadores pessoais. O chip utilizado é o 80086 da Intel e o sistema
operacional usado é o MS-DOS, desenvolvido pela empresa Microsoft,
CUIDADOS COM OS COMPONENTES
de Bill Gates.

INSTALAÇÃO ELÉTRICA
Falar sobre a Rede de Energia Elétrica pode parecer algo fora de um curso de
Montagem de Computadores, mas se a rede que for ligado o computador não estiver bem
IBM PC preparada podem ocorrer choques ao usuário ou danos ao equipamento.

1985 Windows: A Microsoft lança um sistema operacional com interface Nas casas ou escritórios, normalmente, as redes de energia apresentam dois fios.
gráfica que se torna o software mais popular da História da Informática. Um desses fios é denominado FASE e o outro é denominado NEUTRO. A tensão é
normalmente de 110/120 Volts, mas existem algumas cidades em que a tensão pode ser de
220 Volts.
1989 WWW: Tim Bernes Lee apresenta um padrão de comunicação que
deixa a Internet mais atraente e intuitiva. Esta forma de divulgação,
conhecida como Word Wide Web, impulsiona a popularização da Qualquer computador pode ser ligado a essas redes que funcionaram sem
Internet. problemas. Entretanto, os fabricantes de microcomputadores exigem que as redes em que
esses equipamentos serão ligados tenham um terceiro fio, denominado fio TERRA.

1993 Mosaic: No laboratório europeu CERN é desenvolvido o software O fio TERRA deverá estar ligado realmente à terra, ao solo, segundo determinadas
gráfico Mosaic, para navegação na Internet. O Mosaic serve de base para
a criação dos navegadores Netscape Navigator e Microsoft Internet
especificações, de forma a fazer o real aterramento. O aterramento protege contra
Explorer. interferências, choques elétricos.

AOL Time Warner: O maior provedor de acesso do mundo, a Um bom aterramento é conseguido enterrando-se uma haste metálica a dois metros
2000 AOL, assume o controle da maior empresa de comunicação, a de profundidade, no solo, e ligando-se o fio TERRA nela. Esse aterramento serve para
TimeWarner. É a maior operação comercial da História. Esta fusão qualquer aparelho elétrico.
anuncia a integração da Internet com os grandes meios de comunicação
para criar o meio de comunicação do século XXI. Como em nossas casas isso não é feito, uma saída seria ligar o fio TERRA ao
Pentium 4 ou Athon: O Pentium 4 realmente vem ganhando NEUTRO, mas isso não é muito aconselhável.
movimento, não só no Japão, como também no Brasil e outros mercados.
2001 Pentium 4 vem enfrentando dificuldades para mostrar que seu custo e Pode-se, ainda, obter o aterramento ligando-se o fio às partes metálicas existentes
performace são coerentes. A conbinação ainda continua mais cara do na casa, tubulações de água, da própria rede elétrica, na caixa onde fica presa a tomada de
que o Athon. Athon (Thunderbird – Modelo 4) foi lançado em junho de energia.
2000 com 37 milhões de transistores e o Pentium 4 (Willamette) foi
lançado em novembro de 2000 com 42 milhões de transistores
A tomada, que fica na parede, onde será ligado o micro deve possuir três terminais.
Pode ser comprada em casas de material elétrico e é a mesma utilizada para ligação de
aparelhos de ar condicionado. Sua instalação é bem simples mas deve ser feito com
cuidado por se tratar de ligação elétrica.

CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS: TENSÃO, CORRENTE


E POTÊNCIA.
A potência utilizada pelo computador é em função de quanto de energia ele utiliza
ou dissipa, dado pela equação P= V.I onde P potência, V tensão e I corrente.
As tensões da rede no Brasil são de 110 V e 220 V. Grande parte dos computadores
possuem um chave comutadora atrás do gabinete possibilitando a transição das tensões.

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Para se saber quanto de potência o computador consome é necessário somar todas VOLTAGEM
as potências dos componentes conectados à CPU e a sua própria potência. A potência,
então, depende dos componentes conectados à CPU. Exemplificando a CPU precisa de 15 Voltagem é a diferença entre dois potênciais elétricos. O aparelho específico para
a 30 WATTS; um unidade de disco flexível utiliza 15 a 20 WATTS; um disco rígido, entre medir a voltagem é o voltímetro. A voltagem é medida em volts (V). Existe votagem de
10 a 20 WATTS e etc. corrente contínua e de corrente alternada.
As potências padrões do mercado são de 200 WATTS, 220 WATTS, 250 WATTS,
300 WATTS e etc. Potência abaixo de 200 WATTS não é recomendado utilizar, mesmo
sabendo que um computador com configuração básica utiliza 63,5 WATTS.

Instalação Elétrica (Tomada)

Existe uma normatização para tomadas de alimentação de microcompudatores, ela


deve ser usada sempre, para evitarmos inversão de fase entre equipamentos interligados.
Vamos supor, uma impressora ligada ao microcomputador, caso ocorra uma pane no
micro e neste o neutro entre em curto com o gabinete, e na impressora é a fase que está em
contato com o gabinete. Teremos neste caso, um curto-circuito com possíveis danos aos
dois equipamentos, por isto é importante seguirmos a norma.
Miltiteste digital MIC 3300A
A figura abaixo mostra como devem ser as posições da fase, neutro e terra em uma
tomada, ou, fase, fase e terra para o caso de rede bifásica (220v).
Voltagem de Corrente Contínua
A voltagem de corrente contínua é fornecida por pilhas e baterias. Também pode
ser produzida por um circuito eletrônico que retifica, filtra e estabiliza a corrente alternada,
como é o caso da fonte do micro, que recebe AC (corrente alternada) e a transforma em
(DC) corrente direta ou contínua nas suas saídas.

A voltagem de corrente contínua é constante, isto é, sua amplitude não varia ao


longo do tempo.

Na figura abaixo, representa uma pilha. O pólo positivo da mesma é o potencial Va


e o pólo negativo é o potencial Vb. O potencial Va não possui cargas negativas (não
possui elétrons). O potencial Vb possui cargas negativas (acúmulo de elétrons). A
diferença entre os potenciais (Va-Vb) é chamada voltagem. Uma pilha ou uma bateria
nova, sem uso, possui os potenciais diferentes. A utilização da pilha (ou bateria) equilibra
os petenciais da mesma, através da corrente de elétrons que circula entre os pólos negativos
e positivo. A figura abaixo mostra um voltímetro medindo a votagem de uma pilha.

• Ponta positiva (cor vermelha. Aqui representada pela cor cinza), conectada ao
potencial positivo (+Va) da pilha;
• Ponta negativa (cor preta) conectada ao potencial negativo (-Vb) da pilha;
• Chave rotatória selecionada em 20 DCV;
O aterramento é de extrema necessidade para evitar todos os problemas citados, e • Leitura do voltímetro: 1.5, correspondente à voltagem da pilha.
precaver alguns outros, que a falta ou o mau aterramento pode causar.

Num ideal aterramento a diferença de potencial entre o terra e o neutro não pode
variar mais de 5 VOLTS AC.

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Estabilizadores de Tensão - este equipamento protege o seu aparelho contra


Medição da voltagem de uma pilha variações da tensão elétrica e interferências. Deve-se adquirir um estabilizador que
comporte a soma da potência gasta pelos aparelhos que irão ser ligados nele, normalmente
um estabilizador de 1.2 Kva é mais do que suficiente.

Voltagem de Corrente Alternada


A voltagem de corrente alternada, representada pelas siglas(VCA ou ACV), é
incostante, variando entre limites positivos e negativos (+220 e –220V, conforme mostrado
na figura abaixo. A corrente alternada brasileira varia de 60 vezes em 1 segundo (60 Hz).
Pode ser produzida em 115V ou 230V. A corrente alternada gera um sinal elétrico que,
observado por um osciloscópio, tem a forma de uma função senoidal.

Sinal produzido pela corrente alternada


1. Chave liga e desliga
2. Led vermelho (entrada de rede elétrica alta crítica/sobretensão)
Várias são as fontes geradoras de corrente alternada. No Brasil a hidrografia, em
3. Led verde (entrada de rede elétrica normal/satand by)
conjunto com o relevo acidentado, tem propiciado a construção de inúmeras usinas
4. Led vermelho (entrada de rede elétrica baixa crítica/subtensão)
hidrelétricas.
5. Tomadas de saída (padrão NEMA 5/15R)
6. Chave seletora de tensão de rede (somente para equipamento Bivolt)
SISTEMAS DE PROTEÇÃO 7. Cabo de força (entrada de rede)
8. Tomada telefônica (padrão RJ-11) com a indicação “Fone” para entrada de linha
telefônica (Modelos Fax Net)
Filtros de linha - devemos tomar cuidado pois muitos são apenas extensões. Para 9. Tomada telefônica (padrão RJ-11) com a indicação “Linha” para conexão de
saber se é realmente um filtro deve-se verificar em sua embalagem se constam o nomes do aparelhos de telefonia (Modelos Fax Net)
dispositivo de proteção contra sobretensão e do filtro contra interferência. O ideal seria que 10. Porta-fusível com unidade sobressalente
os nossos estabilizadores já viessem com esta proteção, mas como não é assim estes filtros 11. Controle remoto
são uma boa ajuda.

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No-Break - este equipamento é simplesmente um estabilizador com uma bateria. A


diferença é que a bateria alimenta o sistema para que possamos desligar o equipamento
sem perder dados.
COMPONENTES DE UM MICRO BÁSICO

Eletrostática Diferença entre Placas XT, AT e ATX

As cargas eletrostáticas são um perigo para os computadores, elas podem danificar PCXT
todo o circuito ou comprometê-lo, causando defeitos intermitentes e diminuindo bastante a
vida útil dos componentes eletrônicos. Operando a 4.77 MHz, evoluíram para 8 MHz, 10 MHz e até 12 MHz. Os slots
conhecidos como slots ISA (Industry Standard Architeture). Os microcomputadores da
Cargas eletrostáticas são geradas pelo atrito entre dois corpos, um exemplo típico é linha PC XT produzidos a partir de 1981durante os anos oitenta. Tinham suas Placas Mãe
o atrito do pente com os cabelos que faz o pente atrair pequenos pedaços de papel. Mas baseadas em diversos microprocessadores, 8088 da Intel, os NEC V20 e os 8086 Intel.
nosso corpo também pode armazenar este tipo de energia, quando andamos sobre carpetes, Tais placas, inicialmente eram para 8 bits e as placas operavam a 8 MHz.
ou quando retiramos uma blusa de lã.

Ao manusear-mos um circuito eletrônico e estivermos carregados, haverá uma


transferência de energia entre nós e o circuito, danificando-o. Por isso devemos usar uma
pulseira antiestática ligada ao terra da tomada, ou ao gabinete do micro.

O corpo humano acumula eletricidade estática à medida em que a pessoa anda, senta em
uma cadeira, retira um casaco, abre uma porta, ou mesmo quando toca em um outro
material já carregado com eletricidade estática. Ao tocar em um componente eletrônico, as
cargas estáticas são transferidas rapidamente para este componente, uma espécie de
"choque" de baixíssima corrente, mas o suficiente para danificar parcialmente ou
totalmente os circuitos internos existentes dentro dos chips. Esses chips podem danificar-se
imediatamente, ou ficarem parcialmente danificados, passando a exibir erros intermitentes,
ficando sensíveis a temperatura, e podendo até mesmo queimarem sozinhos depois de
algum tempo.

PC AT
Os PC XTs evoluíram um pouco e surgiram os PC AT 286, um pouco mais
robustos, já possuíam uma bateria que mantinha num chip, uma pequena RAM,
as informações do hardware do computador e os dados do relógio calendário,
mesmo quando este estivesse desligado, o CMOS. As Placas Mãe para 286 já
operavam com slots duplos, para placas ISA 16 bits, porém ainda operando a 8
MHz .

Professor: Cieslak Pag. 19 Professor: Cieslak Pag. 20


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Com os 386 atingindo velocidades de 20 MHz, as memórias já se


tornavam lentas e para compensar esta deficiência, as placas começaram a
ser produzidas com o recurso de memória cache externa, equipadas com
até 32kB.

PC 486
As primeiras placas dos 486, já nos anos 93 e 94, dispunham de barramento
VLS (VESA Local Bus ), que operavam com 32 bits, podendo transferis até 132
MB/s, bem superior aos 8 MB/s do barramento ISA. ( VESA - Vídeo Eletronics
Standards Association). As placas fabricadas até 1993 que utilizavam módulos,
de 8 bits e 30 pinos, necessitavam de grupos de quatro para perfazer os 32 bits
requeridos pelas CPU´s 486.Outras placas já utilizavam blocos de 72 pinos.

PC 386

A novidade, em 1990, nos PCs 386 DX era possuírem bancos de memória de 32 bits e
chips VLSI ( Very Large Scale Integration ). Usavam memórias em módulos do tipo SIPP
( Single In-Line Package ) que foram rapidamente substituídas. As placas lançadas em
1992, já utilizavam módulos SIMM, (Single Inline Memory Modules) - módulo de
memória RAM com fileira única de contatos alinhados – módulo de expansão de memória
(1 Mb, 4 Mb, 8 Mb, etc.); pequena placa na qual são montados os chips de memória. Os
módulos de 30 pinos ou vias trabalham simultaneamente com até 8 bits.

PENTIUM

As placas para CPUs Pentium apresentam barramento de 64 bits e utilizam módulos de


memória de 32bits, esses módulos são utilizados dois a dois para formarem os 64 bits
requeridos. Por razões técnicas, a grande dissipação do chip das CPUs, as mesmas tem
contar com um microventilador acoplado para resfriá-las. Como implementações, essas
placas dispõem de soquete do tipo ZIF ( Zero Insertion Force ) para o chip da CPU,
barramento do tipo PCI (Periferal Component Intercinnect ) operando com 32 bits,
Professor: Cieslak Pag. 21 Professor: Cieslak Pag. 22
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memória cache SRAM até 512 kB em módulos do tipo COAST.


Processador (CPU)
A relação do processador com o restante do micro é de crucial importância. É ele
que processa programas e que comanda todas as tarefas produzidas pelo micro, por
exemplo, transferir dados para o vídeo.

Características básicas dos micro computadores (XT até Pentium)

Micro Processador Máx RAM Cache Int Co-Proc Executa as instruções existentes nos programas, sendo denominado “Unidade
Central de Processamento” - UCP ou CPU. Hoje em dia trabalhando em altíssima
XT 8088 (16) 1 Mbyte não não
AT286 80286 (16) 16 Mbytes não não velocidade este componente precisa de ventilação constante, e isto é conseguido
AT386SX 80386SX (32) 4 Gbytes não não colocando-se um pequeno ventilador em contato com um dissipador de calor que por sua
AT386DX 80386DX (32) 4 Gbytes não não vez está em contato com a CPU.
AT486SX 80486SX (32) 4 Gbytes 8K não Existem vários tipos de microprocessadores, os mais comuns são os produzidos
AT486DX 80486DX (32) 4 Gbytes 8K sim pela Intel, que surgiram a partir de 1981 e foram denominados: 8088, 80286, 80386, 80486
Pentium Pentium (64) 4 Gbytes 8K sim
e Pentium. Existem outros fabricantes de processadores que são Cyrix, AMD, Texas, etc...

Alguns processadores tem letras em seus nomes, vamos as definições:

• 386 SX - as informações trafegam em blocos de 16 bits


• 386 DX - as informações trafegam em blocos de 32 bits
• 486 SX - não tem processador matemático
• 486 DX - tem processador matemático

Professor: Cieslak Pag. 23 Professor: Cieslak Pag. 24


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Processadores (CPU) Para manter a compatibilidade com os chips mais antigos, os engenheiros da Intel
dotaram o 80286 de dois modos operacionais. O Modo Real reproduzia quase que
exatamente o esquema de operação do 8086. A cópia foi tão perfeita que o modo real
Categorias de Microprocessadores: herdou todas as limitações do 8086, inclusive a barreira de 1 megabyte de memória. Essa
restrição era obrigatória para que o 80286 identificasse os endereços de memória da mesma
• 8086 maneira que o 8086.
Para tirar partido dos maiores recursos do tratamento de memória da arquitetura
Lançado pela Intel em 1978, o 8086 tinha um desempenho dez vezes melhor que 286, foi criado o Modo Protegido. Embora não fosse compatível com os programas
seu antecessor o 8080. Seus registradores tinham a largura de 16 bits, o barramento de existentes para o 8086, o modo protegido permitia o uso de todos os 16 megabytes de
dados passou de 8 para 16 bits e o barramento de endereços se tornou maior com 20 bits de memória real, além de 1 gigabyte de memória virtual, por qualquer programa que fosse
largura, permitindo assim que fosse controlado mais de 1 milhão de bytes de memória. A escrito especificamente para utilizar esses recursos. No entanto, embora permitisse o uso
memória passou a ser tratada de maneira diferente pois esse processador tratava a mesma de mais memória, ele continuava operando com segmentos de memória de 64 kilobytes.
como se fosse dividida em até 16 segmentos contendo 64 kilobytes cada, e não permitia A utilização da palavra "protegido" no nome do modo sugere que ele provê alguma
que nenhuma estrutura de dados ultrapassasse a barreira entre os segmentos. proteção. Isso é correto, pois é possível inicializar as tabelas de segmentos de tal maneira
que quando multiprogramação, cada processo pode ser impedido de acessar segmentos
• 8088 pertencentes a outro processo.

O 8088 surgiu da necessidade em se criar um processador com características


parecidas com as do 8086 mas que tivesse um custo menor. Dessa forma, a Intel colocou
no mercado um chip que só se diferenciava do 8086 pelo fato de Ter um barramento de
dados de 8 bits. Em virtude de sua concepção menos avançada e do baixo custo de
produção o 8088 foi escolhido pela IBM, para o projeto de seu computador pessoal, pois,
além de possuir o projeto interno de 16 bits também pertencia à mesma linhagem do 8080.

• 80386
A grande evolução nos micros PC se deu na introdução do processador 80386, com
ele os fabricantes de processadores, como a Intel tiveram base para seus projetos futuros.
No entanto, hoje todos os processadores disponíveis no mercado possuem o
funcionamento compatível com o processador 386 [TOR98].
• 80286 Três características, inovações técnicas, formaram a base para o projeto do
processador 386. A primeira delas é que há tantas instruções para ir do modo protegido
Comparado com seu antecessor imediato (o 8086), o 80286 apresentava diversas quanto para voltar ao modo real; a segunda delas é a criação do modo virtual 8086,
características particularmente adequadas aos computadores pessoais. Seu bus de dados programas escritos no modo real pudessem ser utilizados diretamente dentro do modo
possui 16 bits reais, o mesmo acontecendo com os registradores internos. E ainda foi protegido; e por sua vez a terceira característica que se baseia na manipulação de dados a
projetado para trabalhar com maior velocidade, inicialmente 6 MHz, logo ampliados par 8 32 bits o dobro da plataforma anterior. Além disso, estando no modo protegido, o 80386
e, em seguida para 10. Com o tempo, versões deste microprocessador com velocidades de consegue acessar até 4 GB de memória (RAM) muito mais que qualquer micro necessita.
12,5, 16 e até 20 MHz foram introduzidas pela Intel. Isto ocorreu em meados dos anos 80, mas somente por volta de 1990 tornaram-se comuns
Um dos aspectos mais importantes acabou sendo a maior capacidade de memória nos PCs que utilizavam este microprocessador.
do 80286. Ao invés de 20 linhas de endereçamento, o 80286 possuía 24. As quatro linhas
adicionais aumentam a quantidade máxima de memória que o chip é capaz de endereçar
em 15 megabytes, elevando o total para 16 megabytes.
O 80286 também permitia o uso da memória virtual. Que ao contrário do que se
pensa, não se compõe de chips de memória. Ao contrário, as informações ficam
armazenadas em outro meio de memória de massa, podendo ser transferidas para a
memória física sempre que forem necessárias. Em conseqüência disso, o 80286 é capaz de
controlar até 1 gigabyte (1024 Megabytes) de memória total, 16 megabytes físicos, e 1008
megabytes virtuais (Rosch (1993)). Fig. 2.1: Microprocessador 80386. O da esquerda

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eletromagnéticas. Logo depois, a Intel lançou o 486DX2-66. Campeão de velocidade


• 80486 de sua época, este microprocessador foi o mais vendido durante 1994. Este aumento de
vendas ocorreu quando os preços caíam em virtude do lançamento de
O processador 80486 foi o sucessor para aplicações mais “pesadas”, sendo possível microprocessadores equivalentes pela AMD e Cyrix. Veja os processadores da época:
encontra-lo nos PCs no ano de 1991. Com uma versão inicial que operava com um clock
de 25 MHz. Dessa maneira, a Intel criou o 486 que na realidade supera muito o • Intel: 486DX2-50 e 486DX2-66;
desempenho de um 80386DX-25 em duas vezes, apesar de ter apenas seis instruções a • AMD: Am486DX2-50, Am486DX2-66 e Am486DX2-80;
mais, mas para que esse desempenho fosse justificado, o processador foi incorporado com • Cyrix: Cx486DX2-50, Cx486DX2-66 e Cx486DX2-80.
circuitos em seu interior como:
80486DX4; é um processador que trabalha com multiplicação do clock por 3.
• Coprocessador matemático; Assim, um 80486DX4-75 trabalha, externamente, com 25 MHz e, internamente, com 75
• Memória cache interna de 8 KB. MHz; o 80486DX4-100 trabalha, externamente, com 33 MHz e internamente, com 99
MHz. Sendo este mais rápido que os concorrentes por possuir 16 KB de memória interna.
Estando integrados diretamente dentro do microprocessador, esses componentes Pouco depois da Intel, a AMD e a Cyrix também lançaram seus microprocessadores
fizeram com que o desempenho geral do PC subisse muito - um circuito externo é mais 486DX4. São o Am486DX4 e o Cx486DX4. A AMD criou versões de 100 e 120 MHz. A
lento, pois os dados demoram a ir e vir na placa de circuito impresso. Cyrix lançou apenas o modelo 100 MHz.
“O cache de memória, a partir do 80486 passou a possuir dois caches de memória; “A Intel lançou também uma série paralela, a “SL”, que permite o gerenciamento
um dentro do processador, chamado cache de memória interno de 8 KB; e um na placa- avançado de consumo elétrico alimentado por 5V, exceto o 486DX4 que é alimentado por
mãe do micro, chamado de cache de memória externo que hoje varia na ordem de 256 KB 3V.”
e 512 KB.” [TOR98]
• AMD Am 5x86

Esse processador é na verdade, um “486DX5”, um 486 com quadruplicação de clock.


Tem cache de memória interno de 16 KB e é alimentado por 3,3 V.

O processador mais barato da família é o 80486SX, disponíveis nas versões de 25 e


33 MHz seguindo a mesma linha que seu processador antecessor. Este microprocessador é
uma versão de custo mais acessível, sendo assim, não era dotado do coprocessador
matemático interno. Para não haver confusão e manter a padronização, foram usados os 5x86 da AMD – um “486DX5”
mesmos diferenciadores, “DX” para a versão “standard” e “SX” para a versão
“econômica”, que não tinha coprocessador matemático interno. Portanto, quando citamos a • Cyrix Cx 5x86
nomenclatura “80486” estamos nos referindo ao 80486DX trabalhando a 32 bits. Um
usuário interessado em acrescentar um coprocessador matemático ao 486SX poderia Esse processador é uma versão do processador 6x86 para placas-mãe 486 e por esse
perfeitamente fazê-lo. Bastava adquirir um 487SX, que para todos os efeitos, era o motivo, consegue ser mais rápido que o 486DX4, ainda que utilize o mesmo esquema de
“coprocessador aritmético” do 486SX. As placas de CPU baseadas no 486SX em geral multiplicação de clock desse processador (triplicação de clock). Tem um cache de
possuíam um soquete pronto para a instalação deste chip. Entretanto, este tipo de memória interno de 16 KB e é alimentado por 3,5 V. Esse processador é um 486DX4
instalação não era nada vantajosa do ponto de vista financeiro. Era mais barato adquirir “turbinado”.
uma placa de CPU equipada com o 486DX. O 486SX tanto foi considerado um erro, que
os concorrentes da Intel (AMD e Cyrix) não lançaram microprocessadores equivalentes.
Surgiram o:

• 80486DX-50 ou 80486DX2; que se estabeleceu pelo aumento da freqüência de


operação em que o processador é capaz de trabalhar, ou seja, 50 MHz processador
resultante da multiplicação do clock, que trabalha internamente com o dobro da
freqüência de operação da placa-mãe, ou seja, ele multiplica a freqüência de operação
5x86 da Cyrix – um 486DX4 “turbinado”
da placa-mãe por 2. Acarretando problemas com as suscetíveis interferências
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• PENTIUM (Chipset P54c) A arquitetura do Pentium Pro é superescalar em tripla canalização, é capaz de
executar (3)três instruções simultaneamente.
O núcleo do Pentium Pro é RISC, só que para ele ser compatível com programas
Também chamada de Pentium Classic, o Pentium é o primeiro microprocessador
existentes, foi adicionado um decodificador CISC na sua entrada. Dessa forma, ele aceita
considerado de 5ª geração. Fabricado pela Intel, foi lançado em 1993, nas versões de 60 e
programa CISC, porém os processa em seu núcleo RISC. O Processador do Pentium Pro
66 MHz.
pode ser utilizado em placas-mãe com dois ou quatro processadores.
Os microprocessadores Pentium contêm mais de três milhões de transistores e já
Para seu melhor desempenho é usado quantidades elevadas de memória, fazendo
incluem co-processador matemático e memória cache. Operava com 5 volts, e apresentava
que seu uso fosse direcionado para servidores, ao invés de computadores domésticos ou de
muito aquecimento, mas com melhorias no projeto, a Intel permitiu a operação com 3,5
escritórios.
volts, resultando num aquecimento bem menor. Novas versões foram lançadas como a de
A conexão utilizada pelo processador é chamada de soquete 8. Esse soquete é bem
75, 90, 100, 120, 133, 155, 166 e 200 MHz. O Pentium é um microprocessador de 32 bits,
maior que o soquete 7 utilizado no Pentium Clássico(Pentium Comum).
mas com várias características de 64 bits. Por exemplo: o seu barramento de dados, que dá
acesso a memória é feito a 64 bits por vez, o que significa uma maior velocidade, ele
transporta simultaneamente dois dados de 32 bits. Ao inverso do 486 que era de 32 bits por
vez. A freqüência de operação da placa mãe é a seguinte:

Processador Freqüência de Operação Placa-mãe


Pentium 75 MHz 50 MHz
Pentium 60, 90, 120,155 MHz 60 MHz
Pentium 60, 100, 133, 166 e 200 MHz 66 MHz
Freqüência da Placa Mãe

A memória cache interna do Pentium(L1) é de 16 KB, sendo dividida em duas, uma • Pentium MMX (P55c)
de 8 KB para armazenamento de dados e outra de 8 KB para instruções.
A arquitetura é superescalar em dupla canalização, ou seja o Pentium funciona Versões: 166 MMX, 200 MMX, 233 MMX MHz;
internamente como se fosse dois processadores 486, trabalhando em paralelo. Dessa forma, Visando aumentar o desempenho de programas que fazem processamento de
ele é capaz de processar (2)duas instruções simultaneamente. Os processadores Pentium gráficos, imagens e sons, a Intel adicionou ao microprocessador Pentium, 57 novas
pode trabalhar em placas-mãe com mais de um processador diretamente, utilizando como instruções específicas para a execução rápida deste tipo de processamento, elas são
conexão o soquete 7. chamadas de instruções MMX (MMX= Multimedia Extensions). Uma única instrução
MMX realiza o processamento equivalente ao de várias instruções comuns. Essas
instruções realizam cálculos que aparecem nos processamentos de sons e imagens.
As instruções MMX não aumenta a velocidade de execução dos programas, mas
possibilita que os fabricante de software criem novos programas, aproveitando este recurso
para que o processamento de áudio e vídeo fique mais rápido. Segundo testes(
INFO/Fev/97), o ganho de velocidade nessas operações pode chegar a 400%.
O Pentium MMX possui uma memória cache interna de 32 KB e trabalha com níveis
duplos de voltagem: externamente a 3,3 volts enquanto o núcleo do processador opera a
2,8 volts. A conexão é feita através do Soquete 7, ou seja, possui o mesmo conjunto de
sinais digitais que o Pentium comum.
A freqüência de operação na placa mãe é de 66 MHz.
• Pentium Pró (P6)
O Pentium Pro foi criado para ser o sucessor do Pentium, sendo considerado como
sexta geração.
Inicialmente foi lançado nas versões 150, 180 e 200 MHz. Opera com 32 bits e
utiliza memória de 64 bits, da mesma forma como ocorre com o Pentium. Seu projeto foi
otimizado para realizar processamento de 32 bits, sendo neste tipo de aplicação mais
rápido que o Pentium comum, só que ao realizar processamento de 16 bits perde para o
Pentium comum.
O Pentium Pro possui uma memória cache secundária dentro do próprio
processador. Com isso, aumenta-se o desempenho do processador, ou seja, a freqüência
usada será a mesma de operação interna do processador.
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• Pentium II
Sucessor do Pentium MMX, com velocidades de 300, 333, 350, 400 MHz. Possui
barramento de 100 MHz, e é encapsulado em um envólucro(cartucho) que engloba o
processador e a cache externa(L2), este envólucro metálico facilita a dissipação do calor.
A memória cache primária(L1) continua sendo 32 KB igual ao Pentium MMX, sendo que
a memória secundária(L2) não está mais dentro do processador e sim no próprio cartucho,
ao lado do processador.
O Pentium II permite o multiprocessamento de dois processadores. Sua conexão na
placa-mãe é feita através do seu conector próprio, chamado de slot 1.

• Pentium I V

Ao contrário do degrau entre Pentium II e III, as diferenças entre P3 e o P4 são


monstruosas. O Pentium 4 chegou no mercado no fim de novembro de 2000, mas até
agora vem enfrentando dificuldades para mostrar que seu custo e performace são
coerentes. A nova microarquitetura é chamada de NetBurst, resumindo-se a um
barramento de 100 MHz QDR (Quadruple Dada Rate), trace cache, pipeline longo e ALUs
operando no dobro da frequencia nominal da CPU. O FSB QDR foi desenvolvido para
manter o processador sempre ocupado, sem ter de esperar pelos dados.

• CELERON (233, 266, 300, 330 MHz)

A Intel lançou em abril/98, uma versão especial do Pentium II, chamada de Celeron. Este
processador pode ser instalado nas mesmas placas de CPU projetadas para o Pentium II. Nas suas
primeiras versões, operava com clock externo de 233 MHz, e clock interno de 66 MHz, e não possuía
memória cache secundária(cache de nível 2). Com isto o processador tinha o preço baixo em relação
aos concorrentes. O encapsulamento usado em todos os processadores Celeron e do tipo SEPP
(Single Edge Processor Package), um novo mecanismo para dissipação do calor, similar ao SEC
(Single Edge Contact) só que vem sem o invólucro(cartucho). Sua conexão é feita através do soquete
7.
Hoje já encontramos o microprocessador Celeron de 300 e 330 MHz que são
dotados de 128 KB de memória cache secundária(L2) .
O Celeron pode ser considerado um Pentium II Light. O chipset (conjunto de chips
que complementam o processador 440EX) criado para ele, é uma versão simplificada dos
modelos Pentium II. Sua principal limitação está na capacidade para expansão, micros com
esse processador podem ter apenas três conectores PCI e dois conectores para memória.
Em compensação, o processador Celeron suporta vídeo AGP, memória do tipo SDRAM e
discos UltraATA.

• Pentium III

Projetado para a Internet, o processador Pentium III vem com clock de 450 e 500
MHz, e com 70 novas instruções que habilita aplicativos de processamento avançados de
imagens, 3D, áudio e vídeo, e reconhecimento de voz. Seu barramento é de 100 MHz, com
memória cache secundária de 512 KB.
Professor: Cieslak Pag. 31 Professor: Cieslak Pag. 32
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O teclado é ligado diretamente no conector existente na parte traseira da placa de


CPU. O mouse é ligado em uma das interfaces seriais existentes na placa de CPU (COM1
Placa Mãe (Motherboard) e COM2), sendo que normalmente é ligado na COM1. A impressora é ligada na interface
paralela existente na placa de CPU. Tanto os drives como o disco rígido são ligados nas
A motherboard é possivelmente a parte mais importante do computador. Ela respectivas interfaces existentes na placa de CPU, através de cabos FLAT apropriados.
gerencia toda a transação de dados entre a CPU e os periféricos. Mantém a CPU, sua Ainda na placa de CPU é feita a conexão da placa SVGA, na qual é ligado o monitor.
memória cache secundária, o chipset, BIOS, memória principal, chips I/O, portas de A fonte de alimentação é ligada à tomada da rede elétrica, e possui uma saída para a
teclado, serial, paralela, discos e placas plug-in. ligação da tomada do monitor. Existem saídas para fornecer corrente para a placa de CPU,
os drives e o disco rígido.
Os microcomputadores diferenciam-se principalmente pelo processador instalado
Na figura abaixo vemos as ligações em um PC que utiliza o padrão ATX. Vemos
na motherboard e pelos padrões dos barramentos de expansão: ISA, EISA, MCA
que exceto pelo seu formato, as ligações são praticamente as mesmas dos PCs que seguem
(proprietária IBM), VLBUS, PCI, AGP em ordem crescente de performance.
o padrão AT. A principal diferença está nas ligações das interfaces seriais e paralela, todas
Como anualmente tem-se o lançamento de um novo processador com novas feitas pelo painel localizado na parte traseira da placa de CPU.
tecnologias para acelerar o processamento (duplo cache interno, maior velocidade de
clock, etc.), muitas motherboards permitem o upgrade (atualização do processador sem a
troca de qualquer outro componente do microcomputador). A grande maioria tem jumpers
de configuração onde podemos modificar a velocidade do clock, tipo de processador, etc.
A placa mãe, é uma placa de circuito impresso onde estão localizados os
componentes mais importantes do computador. Nela encontramos o microprocessador, os
slots onde serão intaladas as placas auxiliares, as memórias e os controladores de teclado e
discos,entre outros componentes.

Uma placa de circuito impresso é composta de pequenas trilhas de cobre por onde
circula a corrente elétrica. Através destas trilhas, são conduzidos os sinais de controle e de
alimentação dos componentes contidos nesta placa.
Figura - Conexões em um PC equipado com placa de CPU padrão ATX.

CHIPSET DA PLACA MÃE

Muito importante são esses chips, responsáveis por várias tarefas vitais: controle da
memória DRAM, controle dos barramentos ISA e PCI, circuitos que formam as interfaces
IDE, controladores de DMA e de interrupções, etc. A figura abaixo, mostra o chip
82371AB (também conhecido como PIIX4). Além de integrar o chipset i440LX, usado em
placas de CPU Pentium II, este chip também faz parte do chipset i430TX, usado em placas
de CPU Pentium. Entre várias de suas funções, uma delas é o controle do barramento
gráfico AGP, criado pela Intel visando acesso mais veloz às placas de vídeo que seguem
Figura - Conexões das peças que formam um PC com placa de CPU padrão AT. este padrão.

No centro de tudo está a placa de CPU. Nela estão ligados diversos dispositivos:
• Teclado
• Mouse
• Impressora
• Drives
• Disco rígido
• Painel frontal do gabinete
Observe que nesta figura, as únicas placas existentes são a placa de CPU e a placa
de vídeo. Outras placas podem existir, como placas fax/modem e placas de som.
Professor: Cieslak Pag. 33 Professor: Cieslak Pag. 34
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O chipset é composto de um ou mais chips que ajudam o processador em tarefas A classificação dos circuitos integrados ( integração significa agrupamento) se
bastante importantes. Sem dúvida a mais importante delas é o acesso à memória. Para que dá pelo número de transistores num único circuito.
um PC seja veloz, é preciso que a memória seja rápida. O chipset precisa acompanhar
portanto, a velocidade do processador e da memória, caso contrário colocará tudo a perder.
Como sabemos, o número de MHz é usado como indicador da velocidade dos
processadores, mas também é usado para medir a velocidade das memórias e do chipset.
Os primeiros processadores Pentium (60 e 66 MHz) operavam internamente e
externamente com o mesmo clock. Por exemplo, um Pentium-66, com os seus 66 MHz,
executava 66 milhões de ciclos internos por segundo (quanto maior o número de ciclos
internos, maior o número de instruções processadas), e ainda 66 milhões de acessos à
memória por segundo.

A principal característica de uma placa-mãe é o seu chipset, ou seja, o conjunto de Os chipset é composto de chips VLSI (Very Large Scale of Integration, ou
circuitos integrados que nela existem. Há várias marcas de chipset e as mais comuns são Integração em Escala Muito Alta), encontramos ainda chips SSI, MSI e LSI (Integração
Intel, Via, OPTi e SiS. Muitos técnicos chamam placas-mãe com chipset Intel de "placa- em escala baixa, média e alta). A diferença está na complexidade de seus circuitos,
mãe Intel", o que está completamente errado, uma vez que a marca da placa-mãe não é traduzidas no número de transistores em seu interior. A figura 8 mostra os sempre
Intel, apesar da Intel também produzir placas-mãe. presentes chips SSI, executando funções simples, como a amplificação de corrente nas
interfaces on nos barramentos.
Outra confusão comum é o técnico dizer que a placa-mãe é da marca "Triton"
quando trata-se de uma placa-mãe sem marca com chipset da Intel.
Os chipsets mais comuns para placas-mãe Pentium são os da Intel: 430FX, 430HX,
430VX e 430TX. O chipset 430FX é também conhecido por seu apelido "Triton" e muita
gente chama placas-mãe que utilizam este chipset de "Triton". Neste caso, "Triton" não é
a marca da placa-mãe, mas sim o tipo de chipset utilizado. Os demais chipsets da Intel
também são chamados de "Triton", mas, neste caso, devemos citar sua nomenclatura (ex:
"Triton 430VX").

Na hora de comprar uma placa-mãe, saber o seu chipset é de extrema importância,


principalmente nas placas-mãe "sem marca". Quando uma placa-mãe não possui marca,
devemos nos orientar pelo seu chipset e pela sua quantidade de memória cache. Uma Figura 8 - Chips SSI
placa-mãe "sem marca" poderia ser chamada, por exemplo, de "placa-mãe com chipset
430VX e 512 KB de cache de memória", caso ela possuísse estas características. Chips MSI (figura 9) são um pouco mais sofisticados, executando funções iguais ou
um pouco mais complexas que as dos chips SSI.

Chips SSI, MSI, LSI e VLSI


Os circuitos integrados, mais popularmente conhecidos como "chips", existem
desde os anos 60. Em seu interior, existe uma grande quantidade de transistores. O número
de transistores existentes depende do grau de miniaturização obtido pelo fabricante. Os
primeiros circuitos integrados continham apenas algumas dezenas de transistores. Um
microprocessador 486 possui em seu interior cerca de 1.500.000 transistores, enquanto o
Pentium e o Pentium Pro possuem, respectivamente, 3.500.000 e 5.500.000 transistores.
Figura 9 - Chips MSI

Os chips LSI (figura 10) já executam funções ainda mais complexas. Alguns
possuem em seu interior, as interfaces seriais, interfaces para drives de disquetes, interface
paralela, entre outros circuitos vitais.

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Slots de expansão: ISA, VLB, PCI e AGP

Os SLOTS.
São conectores especiais para as expansões que se fizerem necessárias no micro.
Nos Slots podemos colocar vários tipos de periféricos, tais como: placa controladora de
Figura 10 - Chip LSI vídeo, placa controladora de drives de disco, placa fax modem, etc.
BATERIA E CMOS
SLOTS PCI E ISA
Assim como ocorre com todas as placas de CPU, as do padrão ATX também
possuem uma bateria para manter em funcionamento o "chip" CMOS, no qual está Apesar de obsoletos, os slots ISA ainda estão presentes na maioria das placas de
localizado o relógio permanente e os dados de configuração de hardware. Na maioria das CPU modernas. Esses slots operam com 16 bits e um clock de 8 MHz, e permitem
placas modernas, o CMOS não é um chip independente, e sim, um circuito embutido no transferir dados para as placas de expansão na velocidade máxima de 8 MB/s. Os slots PCI
chipset. Portanto, você provavelmente não verá o CMOS, mas sempre verá a bateria que o são mais modernos, operam com 32 bits e 33 MHz. Permitem transferir dados na
mantém em funcionamento permanente. Em geral são usadas baterias de lítio, como a velocidade máxima de cerca de 132 MB/s. Os slots ISA são usados principalmente por
mostrada na figura 11. placas de som e placas fax/modem, apesar de existirem outros tipos de placa que também o
utilizam. Os slots PCI são usados por placas de vídeo, digitalizadoras de vídeo e interfaces
SCSI, além de outras placas. Existe uma tendência de aumentar o número de modelos de
placas de expansão PCI, ao mesmo tempo em que diminui o número de modelos de placas
de expansão que usam o barramento ISA. Por esta razão, normalmente encontramos nas
placas de CPU, slots PCI em número maior que os slots ISA. Na figura 13, temos 2 slots
ISA e 5 slots PCI.

ISA
PCI
Figura 11 - Bateria

BIOS
O BIOS (Basic Input/Output System ou Sistema Básico de Entrada e Saída) é um
programa que fica armazenado em um chip de memória ROM, localizado na placa de CPU
(figura 12). Junto com o BIOS, nesta mesma ROM, existe também um software para fazer
a programação da configuração de hardware, através da alteração dos dados do chip
Figura 13 - Slots ISA e PCI
CMOS. Este programa é chamado de CMOS Setup.
Padrão VLBUS (VESA Local Bus)
O barramento VESA Local Bus é uma extensão física do barramento ISA capaz de
executar transferência de dados de 32 bits, podendo ainda aceitar placas adaptadoras de 8
ou 16 bits ISA. Desenvolvido principalmente para os processadores 486, não permitem
mais que 3 slots VLBUS nas motherboards, ou seja, o micro somente poderá ter no
máximo 3 placas Local Bus em seu microcomputador.
Além disso, existe uma limitação quanto ao clock da motherboard. Sem a utilização
de circuitos adicionais (buffers), a 50 MHz podemos conectar apenas uma placa VLBUS
Figura 12 - BIOS da placa de CPU no micro.
Professor: Cieslak Pag. 37 Professor: Cieslak Pag. 38
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66.000.000 x 32 / 8 = 264 MB/s. Esta é a taxa de transferência básica do barramento AGP,


chamada modo x 1.

O primeiro modelo de AGP, chamado de AGP 1x, permitia transferir até 266 MB
de dados por segundo. O padrão seguinte foi o AGP 2x, que é duas vezes mais rápido,
permitindo que a placa de vídeo receba ou transmita até 533 MB de dados por segundo.

SLOT AGP Como se não bastasse, as placas mãe atuais trazem slots AGP 4x, que permitem
transferências de dados de até 1066 MB por segundo. Para entender o potencial, imagine
Visando obter maior taxa de transferência entre a placa de CPU e a placa de vídeo que espetada num slot AGP 4x, a placa de vídeo poderá transmitir uma quantidade de
(obtendo assim gráficos com movimentos mais rápidos), a Intel desenvolveu um novo dados equivalente a um CD inteiro em apenas 0.61 segundo!
barramento, próprio para comunicação com placas de vídeo especiais. Trata-se do AGP
(Accelerated Graphics Port). O chipset i440LX foi o primeiro a incluir este recurso. Placas
de CPU Pentium II equipadas com este chipset (também chamado de AGPSet) possuem
um slot AGP, como o mostrado na figura 14. Este slot não está presente nas placas de CPU CONECTORES DAS INTERFACES
Pentium II mais antigas, equipadas com o chipset i440FX, nem nas placas de CPU Pentium
equipadas com o i430TX, i430VX e anteriores. Podemos entretanto, encontrar um slot
AGP em algumas placas de CPU Pentium equipadas com chipsets de outros fabricantes. O A Placa Mãe possui, hoje em dia, Interfaces que, antigamente, eram colocadas em
slot AGP não é portanto uma exclusividade o Pentium II, e nem do padrão ATX. Sua uma placa separada que era conectada a um dos slots. Por este motivo as Placas Mãe atuais
presença está vinculada ao suporte fornecido pelo chipset. são definidas como On-Board. Estas Interfaces são:

As placas de CPU possuem diversas interfaces, a saber:


• Interfaces IDE

• Interface para drives de disquete

• Interfaces seriais

• Interfaces paralelas

• Interface USB (Universal Serial Bus)

Figura 14 - Slot AGP • Interface para teclado

O barramento AGP oferece um caminho rápido para que placas de vídeo consigam • Interface para mouse padrão PS/2
acessar a memória RAM do micro onde, informações de vídeo serão armazenadas. A taxa
de transferência obtida entre a placa de vídeo e a memória RAM do micro dependerá do Tanto as placas de CPU Pentium, como as equipadas com o Pentium II, no padrão
modo de operação AGP que estiver sendo utilizado: AT ou ATX, possuem todas essas interfaces. A diferença no ATX está na disposição
desses conectores.
Modo x1: 264 MB/s
Modo x2: 528 MB/s A figura 15 mostra os conectores de duas interfaces IDE (primária e secundária),
Modo x4: 1 GB/s além de uma interface para drives de disquete. Essas conexões são idênticas às de placas
equipadas com o Pentium e das baseadas no padrão AT. A diferença está na sua
O modo de operação depende da placa de vídeo AGP. Se uma placa de vídeo AGP localização, mas próxima dos drives. Desta forma, é menor a bagunça de cabos flat no
só trabalhar no modo x1, você nunca conseguirá atingir com esta placa mais do que 264 interior do gabinete. No caso de discos rígidos Ultra IDE, esta proximidade entre o
MB/s de taxa de transferência. conector e o disco é mais importante, já que o cabo flat IDE neste caso não pode ser maior
que 45 cm.
O barramento PCI típico trabalha a 33 MHz e com palavras de 32 bits. Logo sua
taxa de transferência máxima é de 33.000.000 x 32 / 8 = 132 MB/s. No caso do barramento
AGP, ele transfere dados de 32 bits a 66 MHz. Logo sua taxa de transferência é de

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JUMPERS E SWITCHES
Apesar das placas de CPU modernas possuírem poucos jumpers, são raríssimas as
placas que não possuem jumper algum. Os jumpers ou DIP-Switches (microchaves)
servem para definir opções de funcionamento das placas, a nível de hardware. Jumpers são
peças plásticas, com dois orifícios interligados eletricamente. São encaixados em pinos
metálicos existentes nas placas, fazendo o contato elétrico entre esses pinos, funcionando
Figura 15 - Conectores das interfaces IDE e interface para drives de disquete portanto como pequenos interruptores. Dependendo da forma como os jumpers são
encaixados, a placa irá operar de um modo diferente. As placas de CPU possuem jumpers
Uma das grandes diferenças entre placas de CPU ATX e placas de CPU AT é a para definir o clock do microprocessador, bem como a sua voltagem de alimentação.
disposição dos conectores das demais interfaces. Ficam localizados todos juntos, na parte Possuem também jumpers para limpar os dados do CMOS, entre outras aplicações.
traseira da placa, formando um painel como o mostrado na figura 16. Temos aí, todos O modo de colocação de cada jumper está especificado no manual que acompanha
juntos, os conectores das duas interfaces seriais, interface paralela, interface USB, interface a placa.
para teclado e interface para mouse padrão PS/2.

Figura 16 - Conexões na parte traseira de uma placa ATX


Barramentos
Podemos encontrar as indicações de cada conector, bem como a posição de
colocação de cada cabo, no manual da placa ou na própria placa Barramentos são conjuntos de sinais digitais com os quais o microprocessador
comunica-se com o seu exterior. Isto inclui:
REGULADORES DE VOLTAGEM • Memória
• Chips da placa de CPU (Ex: VLSI)
Uma fonte de alimentação ATX já fornece a voltagem regulada de 3,3 volts, usada
• Placas de expansão
por vários circuitos, como microprocessadores, chipsets e memórias. Ainda assim, os
microprocessadores precisam de mais algumas tensões adicionais. Para suprir essas
A maior parte dos sinais digitais que compõem os barramentos são originados
tensões, as placas de CPU continuam apresentando reguladores de voltagem, mesmo no
no próprio microprocessador, a partir dos seus três barramentos básicos:
padrão ATX. Esses reguladores são chips com 3 "perninhas", como os dois mostrados na
figura 17. Além deles, os circuitos de regulação também necessitam de bobinas (a pequena
• Barramento de dados
peça com um fio enrolado) e capacitores (as peças cilíndricas mostradas na figura).
• Barramento de endereços
• Barramento de controle

Esses barramentos podem ser combinados de várias formas, dependendo da


finalidade. Podemos citar, por exemplo:

• Barramento local - Faz a conexão entre microprocessador e memória


• Barramento ISA - Constitui os slots de 8 e 16 bits
• Barramento VLB - Usado em muitas placas de CPU 486
Figura 17 - Reguladores de voltagem • Barramento PCI - Usado nas placas de CPU Pentium e 486 recentes
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Os slots podem ser: “acabar” e, com isso, menos trocas com o arquivo de troca do disco rígido serão
Barramento Frequência Bits
necessárias. Toda a vez que uma troca é feita, o usuário percebe uma lentidão no micro,
pois o acesso ao disco rígido é bem mais lento do que o acesso direto à memória RAM, por
ISA 8 MHZ 8 bits ser um sistema mecânico e não eletrônico.
EISA 20 MHz 16 bits
VESA 33MHz 32 bits
PCI 66 MHz 64 bits
PCMIA 33 MHz 16 bits
AGP 100 MHz 64 bits

DISPOSITIVOS DE MEMÓRIA

Um sistema digital é capaz de armazenar facilmente uma grande quantidade de


informação por períodos de tempo curtos ou longos, sendo esta a sua principal vantagem
sobre os sistemas analógicos, pois tal característica torna os sistemas digitais bastante
versáteis e adaptáveis a um sem-número de situações.

MEMORIA
Por causa da velocidade dos processadores, novas tecnologias de memória tiveram
de ser criadas. Siglas como FPM, EDO, SDRAM, PC-100, RDRAM são só alguns
exemplos de nomes com que os técnicos tem de conviver no dia-a-dia.
Onde encontramos memória no micro
Há duas classes básicas de memória:

Memória ROM: Os circuitos de memória ROM só permitem leitura, mas não


perdem o conteúdo quando são desligadas. Além disso, as memórias ROM são mais TERMINOLOGIA
lentas que as memórias RAM
• CÉLULA DE MEMÓRIA - ( Flip-flop, armazenam um único bit)
Memória RAM : São rápidas, permitem leitura e escrita mas, em compensação, o
seu conteúdo é perdido sempre em que são desligadas. Por esse motivo precisamos gravar • PALAVRA DE MEMÓRIA - (Um grupo de células, normalmente 4 a 64 bits )
programas e arquivos de dados em mídia não-eletrônica (discos rígidos, disquetes, etc.).
• CAPACIDADE - 1K = 1024 , 1M = 1.048.576 - ( 2K x 8 = 2048 x 8 = 16384 bits )
Para o processador, não há diferença entre acessar uma memória RAM ou ROM – a
não ser a velocidade. Quando o micro e ligado, um programa gravado na memória ROM • ENDEREÇO - Identifica a posição de uma palavra na memória.
da placa-mãe, chamado POST (Power On Self Test) entra em ação, inicializando os
circuitos da placa-mãe, o vídeo e executando testes, como o teste de memória. O último • OPERAÇÃO DE LEITURA - Também chamada de “busca” na memória.
passo do POST é carregar o sistema operacional de algum disco para a memória RAM.
• OPERAÇÃO DE ESCRITA - Também chamada de “armazenamento”.
Na memória RAM ficam armazenados o sistema operacional, programas e
documentos que estejam abertos. O processador acessa a memória RAM praticamente o • TEMPO DE ACESSO - Quantidade de tempo necessária à busca ou armazenamento.
tempo todo.
• MEMÓRIA VOLÁTIL - Necessitam de energia elétrica para reter a informação
Caso a memória RAM “acabe”, o processador transfere o conteúdo atual da armazenada.
memória RAM para um arquivo do disco, chamado arquivo de troca, liberando a memória
RAM. O conteúdo do arquivo de troca é colocado de volta na RAM quando for solicitado • MEMÓRIA DE ACESSO RANDÔMICO (RAM) - O tempo de acesso é constante
algum dado que lá esteja armazenado. Esse processo é conhecido como memória virtual. para qualquer endereço da memória.
Quanto mais memória RAM o micro tiver, menor a probabilidade de a memória RAM
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• MEMÓRIA DE ACESSO SEQUENCIAL (SAM) - O tempo de acesso não é PROM (Programmble ROM): Essa memória é vendida “virgem” e o fabricante do
constante, mas depende do endereço. Ex: fitas magnéticas. dispositivo que utilizará esse circuito se encarrega de fazer a gravação de seu conteudo.
Entretanto, uma vez gravada, não há como apagar ou reprogramarmos o seu conteúdo.
• MEMÓRIA DE LEITURA/ESCRITA (RWM) - Qualquer memória que possa ser
lida ou escrita com igual facilidade. EPROM (Erasable Programabel ROM): Da mesma forma que a PROM, a EPROM
é vendida virgem e deve ser gravada pelo fabricante do dispositivo que a utilizará. Ao
• MEMÓRIA DE LEITURA (ROM) - Uma classe de memórias a semicondutor contrário dos outros dois tipos, o seu conteúdo pode ser apagado, o que é feito cololando-
projetadas para aplicações onde a taxa de operações de leitura é infinitamente mais se o circuito integrado exposto à luz ultra violeta (esse circuito possui uma janela
alta do que as de escrita. São não-voláteis. transparente para que o apagamento possa ser feito). Dessa forma, esse circuito pode ser
regravado.
• DISPOSITIVOS DE MEMÓRIA ESTÁTICA - Enquanto houver energia elétrica
aplicada, não há necessidade de rescrever a informação. EEPROM (Eletric Erasable Programable ROM): A EEPROM ou E²PROM é uma
EPROM onde o apagamento não é feito através de luz, mas sim através de impulsos
• DISPOSITIVOS DE MEMÓRIA DINÂMICA - Necessitam de recarga ( refresh ) elétricos. Essa tecnologia permite a reprogramação de circuitos sem a necessidade de
removê-los.
• MEMÓRIA PRINCIPAL (INTERNA) - É a mais rápida do sistema. ( Instruções e
dados ). Flash-ROM: A Flash-ROM é um EEPROM que utiliza baixas tensões de
apagamento e este é feito em tempo bem menor ( ou como dizem os norte-americanos, em
um flash, daí o seu nome). Hoje em dia, a ROM da maioria das placas-mãe é formada por
• MEMÓRIA DE MASSA - É mais lenta que a principal. Grande capacidade de
um circuito Flash-ROM, permitindo a reprogramação de seu conteúdo via software.
armazenamento
Portanto, há duas diferenças importantes entre uma EEPROM e uma Flash-ROM: o
apagamento da Flash-ROM é extremamente rápido e, ao contrário da EEPROM, não é
possível reprogramar apenas um único endereço, isto é, quando a memória é apagada,
OPERAÇÃO DA MEMÓRIA todos os seus endereços são zerados. Na EEPROM é possível apagar o conteúdo de apenas
um endereço e reprogramar somente um determinado dado.
Apesar das diferenças existentes na implementação de cada um dos tipos de memória,
um certo conjunto de princípios básicos de operação permanece o mesmo para todos os
sistemas de memória.
APLICAÇÕES DAS ROMs
Cada sistema requer um conjunto de tipos diferentes de entrada e saída para realizar as
seguintes funções: FIRMWARE ( MICROPROGRAMA )
Programas que não estão sujeitos a mudança.
1. Selecionar o endereço que está sendo acessado para uma operação de leitura ou Sistemas Operacionais, Interpretadores de linguagem, etc.
escrita.
2. Selecionar a operação a ser realizada, leitura ou escrita.
3. Fornecer os dados de entrada para a operação de escrita. MEMÓRIA DE PARTIDA FRIA ( BOOTSTRAP )
4. Manter estáveis as informações de saída da memória resultantes de uma operação de
leitura, durante um tempo determinado. Programa que leva o processador a inicializar o sistema, fazendo com que a parte
5. Habilitar ( ou desabilitar ) a memória, de forma a fazê-la ( ou não ) responder ao residente do sistema operacional seja transferida da memória de massa para a memória
endereço na entrada e ao comando de leitura/escrita. interna.

TABELAS DE DADOS
MEMÓRIAS - ROM Exemplos: funções trigonométricas e de conversão de código.

É um termo genérico utilizado para designar um circuito de memória de leitura somente. CONVERSORES DE DADOS
Recebem um dado expresso em determinado tipo de código, e produzem uma saída
Os circuitos de memória ROM podem ser construídos utilizando uma das seguintes
expressa em outro tipo de código.
tecnologias básicas:
Por exemplo, quando o microprocessador está dando saída a dados em binário puro,
Mask-ROM: Esse tipo de memória é gravado na fábrica do circuito integrado e não há
e precisamos converter tais dados para BCD de forma a excitar corretamente um display de
como apagarmos ou regravarmos o seu conteúdo.
7 segmentos.
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GERADORES DE CARACTERES
Armazena os códigos do padrão de pontos de cada caracter em um endereço que Esse é o melhor tipo de memória estática para micros que utilizem até 66Mhz como
corresponde ao código ASCII do caracter em questão. frequência de operação do barramento local, pois não é preciso utilizar wait states.
Por exemplo: Endereço 1000001 ( 41H ) corresponde a letra “A”. Tem um tempo de acesso típico de 12 a 8,5ns.

PIPELINED BURST SRAM


MEMÓRIAS - RAM
Esse novo tipo consegue trabalhar com barramentos de até 133Mhz sem a
O termo RAM é usado para designar uma memória de acesso randômico, ou seja, necessidade de wait states. Tem um tempo de acesso típico de 8 a 4,5ns.
uma memória com igual facilidade de acesso a todos os endereços, no qual o tempo de
acesso a qualquer um deles é constante.
RAM DINÂMICA ( DRAM )
As RAMs são usadas em computadores para armazenamento temporário de
programas e dados. São fabricadas usando a tecnologia MOS.

A grande desvantagem reside no fato delas serem voláteis. algumas RAMs CMOS Apresentam :
têm a capacidade de operar em standby, consumindo muito pouca energia quando não • alta capacidade de armazenamento.
estão sendo acessadas. além disso, algumas podem ser alimentadas por baterias, mantendo • baixo consumo de energia.
seus dados armazenados na ocorrência de eventuais interrupções de energia. • velocidade de operação moderada.
• armazenam 1s e 0s como carga de microcapacitores mos.
• baixo custo.
RAM ESTÁTICA (SRAM)
desvantagem:
São aquelas que só podem manter a informação armazenada enquanto a • necessitam de recarga periódica das células de memória
alimentação estiver aplicada ao chip. • operação de refresh de cada célula a cada 2~10 ms.
As células de memória das RAMs estáticas são formadas por flip-flops que estarão
em certo estado ( 1 ou 0 ), por tempo indeterminado. Sempre que uma operação de leitura for realizada em determinada célula da dram,
todas as células desta mesma linha sofrerão refresh.
Estão disponíveis nas tecnologias bipolar e mos. Mesmo não podendo baixar o tempo de acesso da memória dinâmica ( sobretudo
BIPOLAR: maior velocidade, maior área de integração. por causa da necessidade de ciclos de refresh ), os fabricantes conseguiram desenvolver
MOS : maior capacidade de armazenamento e menor consumo de potência. diversas novas tecnologias de construção de circuitos de memória RAM.
• alto custo. Embora tenha o mesmo tempo de acesso, circuitos com tecnologias de construção
• difícil integração ( pouca capacidade em muito espaço ). diferentes podem apresentar velocidades diferentes.

TECNOLOGIAS Para entendermos as novas tecnologias de construção de memórias dinâmicas e as


suas vantagens, devemos ir um pouco mais a fundo no funcionamento das memórias
À medida que o tempo passa, mesmo as memórias estáticas estão ficando lentas dinâmicas.
para as frequências de operação utilizadas no barramento local do microcomputador.
As novas tecnologias são alterações na estrutura básica do funcionamento da
A solução foi o desenvolvimento de novas tecnologias de memória estática: memória, que fazem com elas gastem um número menor de wait states.

ASYNCHRONOUS SRAM Podemos citar:


Esse é o tipo tradicional de memória estática, utilizada a partir do 80386. embora Memória Fast Page Mode ( FPM )
seja rápida, em frequências de operação acima de 33Mhz, necessita utilizar wait states. Memória Extended Data Out ( EDO )
Tem um tempo de acesso típico de 20 a 12 ns. Memória Burst Extended Data Out ( BEDO )
Memória Synchronous Dynamic RAM ( SDRAM )
Memória Double Data Rate SDRAM ( SDRAM-II )
SYNCHRONOUS BURST SRAM
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RAM NÃO-VOLÁTIL ( NVRAM )

Contém uma matriz de RAM estática e uma matriz EEPROM no mesmo chip.
Cada célula da RAM estática tem uma correspondente na EEPROM, e a
informação pode ser transferida entre células correspondentes em ambas as
direções.
Elas atuam na ocorrência de falta de energia, ou quando o computador for Memória 168 vias (DIMM – Double In Line Memory Modulo)
desligado. a operação de transferência é realizada em paralelo e gasta alguns
poucos milissegundos.
A NVRAM tem a vantagem de não precisar de bateria.
Não estão disponíveis em versões de grande capacidade de armazenamento. Neste
caso, usa-se RAMs CMOS com bateria.

• Tempo de acesso:
É o tempo decorrido entre a leitura dos dados e a sua colocação a disposição da
Memória RIMM (Rambus In Line Memory Modulo)
CPU. São medidos em nano-segundos (ns) e são bem variados dependendo de cada tipo de
módulo.

Para identificar qual o tempo de acesso de um módulo basta ler o que está escrito CACHE DE MEMÓRIA
em seus chips.
É pouco provável a utilização de um micro hoje em dia sem cache de
Por exemplo se encontramos as descrições: (São módulos de 70 ns) memória, um sistema que utiliza uma pequena quantidade de memória estática como
intermediária no acesso à lenta memória RAM. Embora o seu funcionamento varie de
• GM71C4400AJ70 acordo com o método organizacional empregado pelo controlador de cache, a finalidade é
• GM71C4400AJ-70 a mesma: aumentar o desempenho do micro. Para isso, o controlador de cache tentará
• GM71C4400AJ-7 entregar, ao processador, dados sem que este necessite buscá-los na memória RAM, que é
lenta.
• GM71C4400AJ07

Memória 30 vias (SIMM – Single In Line Memory Module)

Memória Cache

Memória 72 vias (SIMM – Single In Line Memory Module) CACHE L1


Os processadores a partir do 486 possuem uma pequena porção de memória
estática dentro do processador chamada memória cache L1 (level 1, nível 1 ou cache
interno)
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LIGAÇÃO DO HD
CACHE L2
Os computadores podem operar com até 4 HD’s padrão IDE e são ligados as suas
O nível 2 (L2, externo, presente na placa-mãe ou dentro do processadores Interfaces por cabos FLAT de 40 pinos. Neste cabo existem três conectores que podem ser
mais novos). ligados em qualquer ordem. Também possui um fio colorido em uma das extremidade para
determinar a posição do pino 1, como nos drives de disquete, e seu encaixe deve seguir a
orientação do pino 1 da Interface e do HD. Esta orientação é mostrada no manual dos dois
componentes ou neles próprios.
Assim como nos drives de disquete existe um cabo de alimentação próprio para HD
que é o mesmo dos drives de 5 ¼”.
Nas placas que são fabricadas hoje em dia a mesma Ligação (Interface) que é usada
para o HD secundário pode ser utilizada para o CD-ROM.

CACHE L3
O processador K6-III utiliza a arquitetura soquete 7 e possui cache L2 integrado no
processador. Com isso ele pode ainda usar o cache de memória localizado na placa-mãe
como um cache nível 3, sendo atualmente o único processador para PCs a utilizar essa
arquitetura.
LIGAÇÃO PARALELA
LIGAÇÃO DOS DRIVES Nesta Interface é conectado o cabo que servirá de ligação, normalmente para uma
impressora. Hoje em dia já existem outros periféricos que são ligados a esta Interface. Para
Os computadores pode operar com um ou dois drives de disquete. Os drives são a conexão do cabo deve-se seguir a mesma orientação pelo fio colorido que representa o
ligados a sua Interface controladora através do cabo FLAT de 34 pinos. Este cabo, também pino 1.
chamado de Universal, possui cinco conectores: 1 para ligar na Interface, 2 para drives de
5 ¼” e 2 para drives de 3 ½”. Em uma de suas extremidades existe um trançado dos fios. LIGAÇÃO SERIAL
O drive ligado a esta extremidade será o denominado “A” e o drive ligado no meio do
cabo será o denominado “B”. O fio colorido, na lateral do cabo, corresponde ao pino 1 de
A Interface Serial COM1 é normalmente utilizada para conexão do Mouse e a
conexão tanto no drive quanto na Interface.
COM2 para um periférico como uma Impressora ou Modem externo. Assim como os
O cabo FLAT leva apenas os sinais de dados e comandos para os drives. A
outros cabos existe um fio colorido em uma das extremidades para a orientação de encaixe.
alimentação do drive é fornecida por um outro conector de quatro pinos, vindo da fonte de
alimentação.
Porta serial 2
(COM 2)

Porta serial 1
(COM 1)

Porta paralela
(LPT1)
Cabo flat p/ drives – 3 ½ e 5 ¼

Professor: Cieslak Pag. 51 Professor: Cieslak Pag. 52


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LIGAÇÃO USB

A porta de entrada USB (Universal Serial Bus, ou porta universal em série), permite
conectar até 127 dispositivos ao computador como impressoras, joysticks ou scanners,
além de teclados mouses e monitores, com a ajuda de equipamentos centrais chamados
“hubs”. Começa as vantagens desta nova tecnologia e suas limitações.

CONECTORES DA PLACA DE CPU


Na parte dianteira do Gabinete existem vários fios com conectores nas
extremidades, que deverão ser conectados em seus correspondentes na placa. São eles:

• Conector para travar o Teclado (Key Lock)


• Conector para o Alto-Falante
• Conector para o botão Reset
• Conector para o botão Turbo
• Conector para o LED do Power (verde)
• Conector para o LED do Turbo (amarelo)
GABINETE • Conector para o LED do HD (vermelho)

No Gabinete serão instalados todos os componentes do computador e ele já vem Os conectores da chave do Teclado, do Alto-Falante e dos botões do Turbo e do
com a fonte de alimentação, chaves para trancar o teclado, parafusos, espaçadores e alto- Reset não possuem polaridade, podendo ser colocados em qualquer posição nos conectores
falante. da Placa Mãe. Já os LED’s possuem polaridade, isto é, só acenderão se forem ligados na
Existem, no mercado, alguns tipos de Gabinetes. Os mais comuns são: posição correta, pólo positivo com positivo e negativo com negativo. Esta indicação pode
• Horizontal / Slim ser encontrada no manual da placa indicada com um ponto negro.
• Torre (Mini, Média, Full)
Deve-se tomar cuidado com o conector do Reset e o do Turbo Switch, estes dois
Na parte traseira o Gabinete apresenta na maioria dos casos: conectores não podem ser ligados fora de seus próprios lugares, sob pena de se perder a
• Entrada do cabo de energia placa.
• Saída de energia, normalmente usada para o Monitor de Vídeo
• Encaixe para fixação das placas e conectores DRIVES
Na frente do Gabinete, normalmente, se encontra: Deve-se entender por Drive os componentes denominados:
• Botão liga/desliga
• Fechadura para trancar o Teclado • Floppy Disk Drive (FDD) - Drive de Disco Flexível
• Encaixe (baias) para as Unidades de Disco e CD-ROM
• Botões: do Turbo, de Reset • Hard Disk Drive (HDD) - Drive de Disco Rígido
• Led: de Power (verde), do Turbo (amarelo), do HD (vermelho)
• Mostrador (display) da freqüência do clock que é medido em MHz

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Discos Rígidos (Hard Disks)

Disco Rígido, HD, Drive C, Winchester, são os nomes como é conhecido este
periférico. É um componente de alta capacidade de armazenamento de dados, o que hoje
pode chegar a casa dos 60 Gb, com a Interface IDE.

O Hard Disk, ou disco rígido, é um sistema de armazenamento de alta capacidade.


Ao contrário da memória RAM, os dados gravados não são perdidos quando se desliga o
Drive – 3 ½ Drive – 5 ¼ micro, assim, todos os dados e programas ficam gravados no disco rígido. Apesar de
também ser uma mídia magnética, um HD é muito diferente de um disquete comum, ele é
Estes componentes possuem uma parte mecânica e uma parte eletrônica. Destinam- composto por vários discos empilhados que ficam entro de uma caixa hermeticamente
se a armazenar dados para posterior consulta, e aplicativos que são as ferramentas que lacrada, pois como gira a uma velocidade muito alta, qualquer partícula de poeira em
produzem os trabalhos no microcomputador. contato com os discos, poderia inutilizá-los completamente. Por esse motivo, um disco
rígido nunca deve ser aberto.
O primeiro disco rígido foi construído pela IBM em 1957, este era formado por 50
DISCOS FLEXÏVEIS discos de 24 polegadas com uma capacidade total de 5 Megabytes, uma capacidade
incrível para a época. Este foi chamado de "Winchester" termo que é muito usado ainda
Existem dois tipos de Drive de Disco Flexível, o de 3 ½” e o de 5 ¼” , o mais hoje para designar HD's de qualquer espécie. Mais tarde os discos foram diminuindo para
utilizado hoje em dia é o de 3 ½” e 1.44 Mb. Abaixo mostramos uma tabela com a relação 14 e depois 8 polegadas, chegando às 5,25" e 3,5" polegadas usados hoje em dia. Os
capacidade de armazenamento em disco e tamanho do drive: modelos de 5,25" já estão obsoletos, não obstante, alguns fabricantes ainda fabricam
modelos de HD's de 5,25", estes, ao contrário do que podem aparentar, são muito mais
CAPACIDADE TAMANHO lentos e menos confiáveis do que os modelos de 3,5" polegadas. Isto acontece por uma fato
360 Kb fora de uso 5 ¼” muito simples, sendo os seus discos maiores, estes não podem girar a uma velocidade tão
1.2 Mb fora de uso 5 ¼” alta quanto os discos de 3,5". Além disso, apresentam falhas muito mais freqüentes, devido
720 Kb fora de uso 3 ½” a um maior esforço dos mecanismos de rotação. Um exemplo de discos de 5,25" são os
1.44 Mb 3 ½” Quantum BigFoot.
2.88 Mb 3½
Acompanha o HD um manual, com informações sobre as conexões dos cabos,
FLAT e de alimentação, os jumpers para configuração da situação do HD, etc...
Estes dados também podem vir gravados na carcaça do HD ou na própria
embalagem do componente.

Quando colocamos somente um HD no equipamento este deve ser jumpeado como


Master, o que é o padrão que todos os HD’s vem da fábrica. Se quisermos colocar um
segundo HD devemos jumpear um deles para Slave, a indicação da colocação correta deste
jumper podemos conseguir no manual.

Mode Descrição
LBA Destinada a HD com capacidade maior que 528MB
NORMAL Recomendada para HD com capacidade menor que 528MB
Disquete – 3 ½ Disquete – 5 ¼
LARGE Destinada para HD maiores que 528MB que não podem usar LBA
A media (disquete) utilizada nestes drives é muito sensível não devendo ser tocada,
receber poeira nem levar sol ou unidade. Um disco rígido contém pratos em forma de discos, construídos geralmente de
alumínio, cerâmica ou vidro, e diferente dos disquetes, não se pode flexionar os pratos,
bem como removê-los. Por esta razão, dos pratos serem fixos mesmo, são chamados
rígidos.

Professor: Cieslak Pag. 55 Professor: Cieslak Pag. 56


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Temos como os principais fabricantes de disco rígido as seguintes marcas: Seagate, O mecanismo movimentador das cabeças é o responsável por levar o braço com a
Western Digital, Quantum, Maxtor e a Conner. A durabilidade desses discos para estes cabeça até o cilindro desejado. É um posicionador e um dos fatores de performance de um
fabricantes é segura. Se um disco rígido funcionar bem durante as primeiras semanas, disco rígido. Esse mecanismo pode ter recursos como um sensor de temperatura, sensor de
funcionará bem por anos. Salvo quedas de luz, mau uso como desligar a máquina durante a posicionamento, estacionamento automático das cabeças e uma relativa confiabilidade.
leitura ou gravação do disco, pancadas, umidade, calor, etc. Existem os motores de compasso, que por sua vez não são como os braços de toca-discos,
mas avançam para frente e para trás e outro mecanismo chamado Voice Coil, que é como
Componentes do disco rígido um braço de toca-discos. Em vez das cabeças irem para frente e para trás num compasso,
elas apenas se movimentam para o lado, tendo uma velocidade ainda maior.
Os componentes essenciais de um disco rígido são basicamente os mesmos em
todos os discos, variando apenas na implementação e na qualidade. Esses componente são: O motor de rotação é o que faz os discos girarem rapidamente, entre 3600 a 7200
• Pratos do disco RPM ou mais. Este motor é geralmente localizado na parte mais baixa no drive,
• Cabeças de leitura e gravação construídos ainda no centro dos pratos. Caso você pegue um disco rígido na mão, no
• Mecanismo movimentador das cabeças momento em que inicie, sentirá uma vibração e um "arranque" quando ligar. É importante
• Motor de rotação notar que um disco não opera até que a sua rotação total seja atingida. Igualmente, se
• Placa lógica balançar o disco para os lados em um sentido circular, o sentir dessa vibração aumenta.
• Cabos e conectores Mas atenção, não faça isso em um disco que esteja em bom estado!
• Jumpers e switches de configuração
• Tampa (esta tampa só acompanhava os discos antigos de 5 ¼", sendo que hoje Com a rotação do disco, existem um fato que chamamos de interleave. O interleave
praticamente inexiste).
é a quantidade de setores que podem ser lidos em uma trilha numa rotação. Os HDs atuais
são capazes de ler todos os setores de uma trilha em uma rotação, o que resulta em um
interleave de 1:1. Caso não fosse possível tal velocidade de leitura, então poderíamos dizer
que o disco lê todos os setores de uma trilha em duas rotações, com um interleave de 2:1 e
assim por diante.
A placa lógica é colocada em uma das superfícies do drive, e pode variar de
tamanho de acordo com o fabricante. Essas placas são plugadas no drive e podem ser
desconectadas, com cuidado. As placas lógicas são as responsáveis pelo processamento da
informação que entra e sai do HD, pois a simples movimentação das cabeças e a rotação do
discos não são os únicos itens a serem necessários.
Os cabos e conectores variam de acordo com a interface usada. Mas são
basicamente uma interface que é ligada à placa-mãe e um conector de força, responsável
pela alimentação do disco.
Os Jumpers e switches de configuração variam muito para cada fabricante.
Atualmente os jumpers de um disco rígido são usados para indicar a unidade lógica que o
drive ocupará. Pode ser um disco Master ou Slave (principal ou secundário). Alguns tem
três posições de jumpers, outros mais. Dessa forma, é possível ligar mais de um disco em
Figura 7.2 - Disposição desses componentes de um disco rígido [MUE 96]
uma única interface.
Os pratos podem ser dos seguintes tamanhos: 5,25", 3,5", 2,5" e 1,8". Os menores
pratos estão nos notebooks e laptops. Existem pratos maiores, chegando a 14", mas não são Geometria do Disco Rígido
usados em um PC, mas em máquinas de grande porte.
A tecnologia dos discos rígidos incorpora técnicas, de reduzir o tamanho da cabeça
As cabeças de gravação estão na ponta de um braço que se movimenta para os de leitura e gravação, de forma que os bits consigam ficar mais juntos. Outra técnica é a de
lados, igual a um braço de um toca-discos (só que com uma rapidez incrível!). Em aproximar a cabeça do disco, permitindo a gravação de bits mais juntos ainda.
movimento, a pressão do ar desenvolvida debaixo das cabeças força com que se levantem e
não toquem no prato. E quando parado o prato, elas tocam no seu interior. A distância das Quando houver o choque entre a cabeça e a partícula, a particula fatalmente irá
cabeças do prato geralmente é de 3 a 20 micro-polegadas. Quando mais próxima, as deslizar por todo o prato rente a cabeça de gravação de forma que irá arranhar a superfície
cabeças conseguem uma maior densidade na gravação e assim, discos rígidos com maior do prato. Assim como num disco de vinil, os arranhões impedem a leitura de determinado
capacidade são criados. As cabeças são feitas de ferrite, filme fino ou algum magneto local do disco. Dessa forma, a fabricação dos discos rígidos é feita em salas fechadas,
resistivo. limpíssimas, onde praticamente não pode haver poeira. Isto é, as salas são purificadas de
forma que não haja partículas maiores que 10 milionésimos de milímetro, bem como as

Professor: Cieslak Pag. 57 Professor: Cieslak Pag. 58


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pessoas usam sapatos especiais, aventais e máscaras, a fim de filtrar até umidade. O movimento), uma "almofada" muito fina de ar conserva cada cabeça suspensa a uma curta
próprio HD é fechado com uma espécie de vedação. Abrir um HD é sepultá-lo!. distância do prato.

Descrevendo fisicamente os componentes do disco rígido, temos na figura a seguir E em cada superfície (lado) do prato existe uma divisão que é feita por trilhas
um HD com seus dois pratos, cabeças de gravação, acopladas a um braço mecânico que (TRACKS), que são estas divididas em setores (SECTORS).
por sua vez, é acionado por um motor.

Figura 7.6 - Detalhe dos setores e trilhas de um disco rígido


Figura 7.4 - Detalhe dos componentes principais do disco rígido. As trilhas são círculos concêntricos, igualmente espaçados. Para acessar uma trilha,
a cabeça correspondente é antes posicionada sobre a mesma. O número de trilhas
Cada prato tem dois lados, onde os dados são armazenados. Na figura, temos dois existentes em um HD é muito grande, de tal forma que possuem mais de 3000 trilhas por
pratos, que resultam em quatro lados. Cada lado do prato deve ter uma cabeça para cada polegada, assim como o número de setores pode variar de acordo com a capacidade do
lado. HD.
As cabeças são montadas em um carro que as desloca pela superfície do disco e são Os discos atuais possuem milhares de setores, com cerca de 50 a 200 setores por
fixadas em um braço, semelhante a um toca-discos. Existe um braço para cada cabeça de trilha. Nos HD modernos, há um microprocessador interno. É possível dividir um disco em
leitura e gravação. Quando as cabeças tratam de mover-se a uma determinada trilha, é o várias zonas, e gravar nas zonas mais externas um número maior de setores. Este método é
que chamamos de posicionamento, de tal forma que as cabeças se movem sempre juntas, chamado de ZBR (Zone Bit Recording), que permite aproveitar muito melhor a superfície
mecanicamente, Quando se diz que um disco tem 10 cabeças, podemos dizer que possui magnética, gravam até 50% mais dados do que no método tracional.
também 10 superfícies. Outra parte da geometria de um HD é o cilindro (CYLINDER). Um cilindro é um
conjunto de trilhas iguais em superfícies do prato. Como as cabeças estão sempre juntas
mecanicamente, quando uma cabeça estiver sobre a trilha 20 de uma superfície, as outras
cabeças também estarão sobre a trilha 20 das outras superfícies.

Figura 7.5 - Detalhe das cabeças para cada prato do disco rígido

Não é possível as cabeças de um disco moverem-se independentemente, por causa


do carro que as conduz. É importante observar que as cabeças NÃO tocam a superfície do
prato. Um toque da cabeça na superfície do prato resultará em uma ranhura na superfície,
que pode resultar na perda de alguns dados ou de todo o disco, dependendo do local.
Quanto mais próximo do início do disco, maior o perigo. Mas, contudo, quando os Figura 7.7 - Os cilindros em um disco rígido:
disco rígido pára de funcionar, os pratos param de girar e as cabeças então tocam o prato,
ficando estacionadas na parte mais interna do disco. Quando o disco está funcionado (em

Professor: Cieslak Pag. 59 Professor: Cieslak Pag. 60


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FORMATAÇÃO Tamanho da Partição Tamanho dos Clusters


2 GB 32 KBytes
Existem dois tipos de formatação: a formatação física e a formatação lógica.
Menos que 1GB 16 KBytes
Formatação física significa dividir a superfície do disco em vários setores, trilhas e Menos que 512 MB 8 KBytes
cilindros. Esta é feita somente uma vez na fábrica, qualquer tentativa de formatar Menos que 256 MB 4 KBytes
fisicamente o HD não terá resultados, ou irá inutilizá-lo. Esta opção existe apenas em HD's Menos que 128 MB 2 KBytes
muito antigos como os de padrão de codificação MFM e RLL. Já a formatação lógica
acontece através do comando FORMAT do MS-DOS, do Fdisk, e outros programas Justamente por causa do tamanho dos clusters, não é recomendável usar a FAT16
formatadores. partições com mais de 1 Gb, caso contrário, com clusters de 32 kB, o desperdício de
espaço em disco será brutal.
Na formatação lógica, nenhum dado do HD é apagado, apenas é rescrito a Tabela
de Alocação de Arquivos (FAT - File Allocation Table). Como o sistema operacional se FAT32 - A versão OSR-2 do Windows 95 (conhecido também como Windows
orienta através desta tabela, reconhecerá o disco como estando vazio. Até serem rescritos "B") ] trouxe um novo sistema de arquivos chamado de FAT32.
porém, os dados antigos continuam lá, e podem ser recuperados através de programas Uma evolução natural da antiga FAT16, ela permite 32 bits de endereçamento de dados,
específicos. O comando format /u quando usado em um disquete acarreta em uma permitindo clusters de apenas 4 kbytes, mesmo em partições maiores que 2 GB. O tamanho
formatação física, onde são remarcados todos os setores. Porém, quando usado em um HD máximo de uma partição com FAT32 é de 2048 Gbytes, ou 2 Terabytes.
tem um efeito exatamente igual ao comando FORMAT, a única diferença neste caso, é que
não é salva uma imagem antiga da FAT, mas todos os dados continuam lá, tanto que se Usando-se este sistema de arquivos, nossos 10.000 arquivos ocupariam apenas 40
você antes de usar este comando fizer uma imagem da FAT usando um utilitário como o megas, uma economia de espaco considerável. De fato, quando convertemos uma partição
Image do Norton, poderá recuperar todos os dados do seu HD. em FAT16 para FAT32, é normal conseguirmos de 15 a 40% de diminuição do espaço
ocupado no Disco. O problema é que o outros sistemas operacionais, incluindo o Linux, o
Apesar dos HD's virem fisicamente formatados já de fábrica, é preciso particioná- OS/2, e mesmo o Windows NT 4.0, incluindo é claro o Windows 95 antigo, não são
los e formatá-los logicamente para serem usados por um sistema operacional. capazes de acessar partições formatadas com FAT32, somente o Windows 95 OSR-2. A
Sistema de Arquivos desfragmentação do disco, seja qual for o programa usado também será bem mais
demorada. Um outro problema é que devido à maior quantidade de clusters à serem
Para utilizar um novo HD, antes de tudo é preciso particioná-lo para que o sistema gerenciados, a performance do HD deve cair em torno de 3 ou 5%, algo imperceptível na
operacional possa reconhecê-lo. Existem diferentes Sistemas de Arquivos, os mais usados prática de qualquer maneira. Mesmo assim, caso o seu único sistema operacional seja o
são: a FAT16, compatível com o DOS e Windows, a FAT32, compatível apenas com o Windows 95 OSR-2 ou o Windows 98, recomendo o uso da FAT32.
Windows 95 OSR-2, o NTFS compatível com o Windows NT e o HPFS compatível como Nota: já há algum tempo sistemas Linux conseguem acessar partições formatadas em
o OS/2. FAT32. Não sei quanto aos outros sistemas. - Marcelo Vanzin

FAT16 - Este é o sistema de arquivos utilizado pelo DOS, incluindo o Dos 7.0 e o Convertendo unidades de FAT16 para FAT32 - Caso você já esteja
Windows 95. Este sistema de arquivos permite 16 bits de endereçamento de dados, o que usando o Windows OSR-2 e o seu HD esteja formatado com FAT16, você pode convertê-
permite um máximo de 65526 clusters, que não podem ser maiores do que 32 kB, lo para FAT32 de duas maneiras: a primeira é usar o comando FDISK contido num disco
permitindo uma partição de no máximo 2 Gigabytes. Caso se tenha um HD maior do que de boot do Windows OSR-2, neste caso você precisará formatar o seu HD, perdendo é
isso, será necessário dividí-lo em duas ou mais partições. claro todos os dados. Outra alternativa, é usar um programa chamado "Partition Magic" da
Um cluster é a menor unidade de alocação de arquivos reconhecida pelo sistema, um Power Quest, este consegue converter a FAT, sem perda de dados, não só para FAT32,
arquivo grande é gravado no disco fragmentado em vários clusters, porém, um cluster não mas para outros sistemas de arquivos, como NTFS, EXT2 (do Linux), e outros. Pode ser
pode conter mais de um arquivo. adquirido por R$ 90,00. Por fim, existe também um programa da Microsoft chamado CVT,
Tomemos por base um disco de 2 Gbytes formatado com FAT16. Cada cluster que converte um partição FAT16 para FAT32 sem perda de dados. Uma terceira opção
possui 32 kbytes. Digamos que gravemos neste disco 10.000 arquivos TXT, cada um com será instalar o Windows 98, cuja versão final inclui um conversor com funcionamento
apenas 512 bytes, como um cluster não pode conter mais do que um arquivo, cada arquivo semelhante ao Partition Magic.
iria ocupar um cluster inteiro, ou seja: 32 kbytes! No total, estes nossos 10.000 arquivos de
512 bytes cada um, iriam ocupar 320 MB! Ou seja, um enorme disperdício de espaço em NTFS - Este sistema de arquivos é usado pelo Windows NT. Nele, os clusters são
disco. é possível usar clusters menores com FAT16, porém em partições pequenas: de apenas 512 bytes, sendo o espaço em disco desperdiçado quase nenhum. Somente o
Windows NT é capaz de entender este formato de arquivos, e a opção de formatar o HD
em NTFS é dada durante a instalação.
Apesar do Windows NT funcionar normalmente em HD's com FAT16, é mais
recomendável o uso do NTFS, pois além dos clusters menores, e ao suporte a discos
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maiores do que 2 GB, ela oferece também recursos de gerenciamento do disco e segurança Tais velocidades porém referem-se unicamente à transferência máxima de dados
inexistentes no sistema FAT. permitida pela controladora, e não à velocidade do disco. Nenhum disco IDE atualmente
Nota: caso não esteja enganado, sistemas Linux possuem drivers para ler partições oferece uma velocidade acima da casa dos 10 MB/s de leitura física (os testes lógicos
NTFS, sem, no entanto, conseguir gravar. A quem interessar procurar informações sobre englobam o cache feito pelo sistema operacional na memória RAM), sendo até mesmo
como acessar um sistema de arquivos de um outro sistema, uma boa página está em uma interface PIO Mode 4 mais do que suficiente. Imagine um fusca que não passa dos 80
FileSystems Connectivity Map. - Marcelo Vanzin km/h, tanto faz o motorista pegar uma estrada onde o limite de velocidade seja 80 km/h ou
120 km/h, que a velocidade do carro continuará sendo a mesma. O gargalo nestes casos,
não é velocidade da controladora, e sim a do próprio disco. Claro que é preferível comprar
um HD UDMA, pois apesar da maior velocidade do barramento não alterar a performance
Discos IDE e discos SCSI
do disco, estes são invariavelmente discos mais modernos e rápidos devido a técnicas de
fabricação mais avançadas.
Para ser acessado pelo processador, o disco rígido precisa estar ligado em alguma
Existem também vários modelos de controladoras SCSI, e principalmente
interface. Antigamente, se usavam controladoras instaladas em Slots ISA, porém, estas
controladoras de 8 e de 16 bits, sendo que as de 16 bits são duas vezes mais rápidas:
eram muito lentas e subtilizavam o disco. Atualmente são usadas duas interfaces de disco:
Modelos de Controladoras SCSI:
a IDE, e a SCSI.
Todas as placas mãe atuais possuem interfaces IDE embutidas, além disso discos,
IDE são muito mais baratos do que discos SCSI. Para instalar um disco SCSI precisamos Modelo Controladora de 8 bits Controladora de 16 bits
de uma controladora que é encaixada em um slot PCI que deverá ser comprada à parte. SCSI 1,5 MB/s 10 MB/s
Além de HD's, os CD-ROM's mais modernos assim como muitos gravadores de CD, SCSI 2 (Fast SCSI) 10 MB/s 20 MB/s
também usam interface IDE. Ultra SCSI (Fast 20) 20 MB/s 40 MB/s
Existem numa placa mãe, duas controladoras IDE, chamadas de Controladora
Ultra-2 SCSI (Fast 40) 40 MB/s 80 MB/s
Primária e Controladora Secundária. Cada controladora suporta dois dispositivos, o que
permite um máximo de 4 dispositivos IDE num mesmo micro. O problema de usar dois
dispositivos em uma mesma controladora, é que somente um poderá ser acessado de cada Como nos discos IDE, está é a transferencia de dados permitida pela controladora,
vez por ela, degradando em muito a performance. Por isso, caso tenha apenas dois dificilmente um Disco SCSI supera a marca de 10 MB/s. A vantagem de se ter uma
dispositivos, um HD e um CD-ROM por exemplo, cada um deverá ficar na sua própria controladora veloz, é que se pode compartilhá-la or vários discos, sem que haja degradação
controladora, caso tenha 3 dispositivos, então a melhor distribuição seria o seu HD de performance.
principal sozinho na IDE primária, deixando a secundária compartilhada pelos outros dois
dispositivos.
Numa interface SCSI porém, podemos usar até 15 dispositivos simultaneamente PLACAS DE VÍDEO
(no caso do Wide SCSI) sem que haja degradação de performance como acontece quando
usamos mais de um dispositivo IDE. Depois da placa de CPU, a placa de vídeo é a mais importante de um PC. As placas
Quando usamos apenas um disco, não existe quase ganho de performance para a interface de vídeo modernas são as do tipo SVGA (Super VGA), que por sua vez são derivadas das
IDE, porém, ao se usar vários periféricos a performance aumenta brutalmente. placas VGA. A diferença entre as atuais placas SVGA e as antigas placas VGA é o maior
Outra grande vantagem do SCSI é uma menor utilização do processador quando o HD é número de cores e maiores resoluções que podem utilizar. Além disso, placas SVGA
acessado, isto melhora bastante o desempenho geral da máquina, porém, devido ao custo, modernas possuem recursos avançados, como aceleração de vídeo, aceleração 2D e
para uso doméstico ainda é recomendável o uso de discos IDE. aceleração 3D.
Modelos de controladoras IDE: A principal característica das placas SVGA é a obtenção de modos gráficos com
alta resolução e elevado número de cores. Enquanto as placas VGA podiam operar com
Modelo Máxima taxa de transferência de dados 256 cores apenas na resolução de 320x200, as placas SVGA do início dos anos 90
PIO MODE 0 3,3 MB/s apresentavam 256 cores simultâneas nas resoluções de 640x480, 800x600 e 1024x768,
PIO MODE 1 5,2 MB/s desde que equipadas com quantidade suficiente de memória de vídeo. Para chegar a
1024x768 com 256 cores, são necessários 1 MB de memória de vídeo. Com 512 kB de
PIO MODE 2 8,3 MB/s
memória de vídeo, é possível utilizar 256 cores até a resolução de 800x600. Placas SVGA
PIO MODE 3 11,1 MB/s produzidas a partir de 1994 passaram a utilizar 2 MB, 4 MB, 8 MB e 16 MB de memória
PIO MODE 4 16,6 MB/s de vídeo, podendo operar com elevadíssimo número de cores e resoluções mais altas.
ULTRA DMA 2 33,3 MB/s As primeiras placas VGA e SVGA utilizavam o barramento ISA, em versões de 8 e
ULTRA DMA 4 66,6 MB/s de 16 bits. Tão logo surgiu o barramento VLB (VESA Local Bus), no final de 1993,
ULTRA DMA 5 99,9 MB/s (100 MB/s) surgiram várias placas SVGA VLB. Essas placas dominaram o mercado durante 1994 e até
meados de 1995, passando a dar lugar aos modelos PCI. Depois da popularização do
Pentium II, passaram a fazer bastante sucesso as placas de vídeo com barramento AGP.
Professor: Cieslak Pag. 63 Professor: Cieslak Pag. 64
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Placa com 256 kB Placa com 512 kB Placa com 1024 kB


Resolução Cores Resolução Cores Resolução Cores
640x480 16 640x480 256 640x480 256
800x600 16 800x600 256 800x600 256
1024x768 4 1024x768 16 1024x768 256

As modernas placas SVGA suportam modos Hi-Color (65.636 cores) e True Color
(16.777.216 cores), desde que possuam memória de vídeo em quantidade suficiente. Os
requisitos de memória para os modos Hi-Color e True Color decorrem do fato de
utilizarem, respectivamente, 16 bits (2 bytes) e 24 bits (3 bytes) por cada pixel. A seguir,
apresentamos tabelas que mostram o número máximo de cores que podem ser geradas em
cada resolução:
BIOS VGA
Placa com 1 MB Placa com 2 MB Placa com 4 MB
As placas de vídeo VGA e SVGA possuem uma memória ROM onde está
Resolução Cores Resolução Cores Resolução Cores
armazenado o seu próprio BIOS, conhecido como BIOS VGA. Em geral tem o tamanho de
32 kB. 640x480 16.777.216 640x480 16.777.216 640x480 16.777.216
800x600 65.536 800x600 16.777.216 800x600 16.777.216
1024x768 256 1024x768 65.536 1024x768 16.777.216

Note que essas tabelas não se aplicam em placas 3D, quando operando em modos
tridimensionais. Nesses modos, parte da memória de vídeo é usada para o Z-Buffer e para
o armazenamento de texturas. Sobra então uma quantidade menor de memória de vídeo
para a formação da imagem, e portanto o número de cores e as resoluções máximas são
Memória ROM menores que os indicados na tabela acima.

Aceleradoras gráficas 2D (bidimensionais)


Memória de vídeo
A partir de 1994, todas as novas placas SVGA passaram a ser aceleradoras gráficas.
Existe uma memória RAM nas placas de vídeo, conhecida como memória de vídeo. Até então, essas placas limitavam-se a apenas exibir na tela os dados existentes na sua
De um modo geral, quanto maior for a quantidade de memória de vídeo, maior será o memória de vídeo. Cabia ao processador o trabalho de construir as imagens, pixel a pixel.
número de cores que podem ser obtidas nas resoluções mais altas. As placas SVGA Os chips gráficos produzidos a partir de então passaram a ajudar bastante o processador na
produzidas até 1993, em sua maioria, eram capazes de operar com no máximo 256 cores. geração das imagens. São capazes de realizar sozinhos operações repetitivas, como o
controle do cursor do mouse, preenchimento de polígonos, aplicação de ícones e outras
tarefas típicas do Windows. Como essas operações são executadas por hardware, a
velocidade da sua execução é muito maior que a obtida com o uso do processador.

Aceleradoras gráficas 3D (tridimensionais)

Visando obter gráficos tridimensionais com maior velocidade e maior realismo,


principalmente para utilização em jogos, muitos chips gráficos novos passaram a realizar
operações tridimensionais. Uma das principais funções desses novos chips gráficos é a
aplicação de texturas sobre polígonos localizados no espaço tridimensional, levando em
conta a quantidade de luz, correção de perspectiva e outros fatores complexos que de outra
forma ocupariam muito tempo do processador. Graças a esses novos chips gráficos (que
Eram comuns os modelos de 256 kB, 512 kB e 1024 kB de memória de vídeo. O também aceleram os gráficos 2D), o processador pode ficar ocupado com os cálculos das
número de cores obtido em cada resolução depende da quantidade de memória de vídeo, coordenadas tridimensionais dos elementos da imagem, deixando o trabalho de
como mostram as tabelas que se seguem:
Professor: Cieslak Pag. 65 Professor: Cieslak Pag. 66
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preenchimento de cores e texturas para o chip gráfico. Com isso, a velocidade de geração TECLADO
das imagens é bem maior.
Existem vários tipos mas todos hoje em dia se conectam a qualquer tipo de micro
Exibição de vídeo, saída para TV e captura de vídeo sem qualquer problema. Vem com um cabo tipo DIN que deve ser encaixado em um
conector localizado na Placa Mãe em uma posição determinada por uma marcação.
Muitas placas de vídeo modernas são capazes de exibir na tela imagens
provenientes de uma câmera ou VCR, sintonizar emissoras de TV e digitalizar as imagens
provenientes dessas fontes, armazenando-as em arquivos.

As placas de vídeo antigas


Os micros modernos não utilizam mais as mesmas placas de vídeo usadas nos anos
80. Entretanto, podem utilizar programas gráficos que operavam nesses placas. As placas
SVGA são totalmente compatíveis, a nível de software, com as placas de vídeo antigas.
Essas placas são as seguintes:

MDA significa Monochrome Display Adapter. Esta placa era utilizada no primeiro IBM PC.
Não era capaz de gerar cores, e nem possuía capacidades gráficas. Operava basicamente com
uma tela de texto, com 25 linhas de 80 caracteres. Possuía apenas 4 kB de memória de vídeo.
MDA Programas criados especificamente para esta placa já não são mais usados, pois tratam-se de
programas muito antigos. De qualquer forma, as atuais placas SVGA são capazes de
funcionar em modo MDA, podendo assim executar esses antigos programas, caso o usuário
deseje.
Logo depois do lançamento do PC, a IBM criou a placa de vídeo CGA (Color Graphics
Adapter). Esta placa era capaz de operar em modo texto (25 linhas com 80 caracteres, ou 25
linhas com 40 caracteres), e ainda em dois modos gráficos:
640x200, com 2 cores

320x200, com 4 cores


CGA Muitos jogos antigos operavam no modo de 320x200x4. Além da resolução ser baixa, o
reduzidíssimo número de cores resultava em gráficos muito precários. A escolha deste baixo
número de cores foi devida às limitações tecnológicas e ao alto custo das memórias na época
do seu lançamento. A placa CGA possuía apenas 16 kB de memória de vídeo.
Muitos jogos foram criados para esta placa, ao longo dos anos 80. Apesar desses jogos serem
muito simples, podem ser executados em computadores equipados com placas SVGA, já que
esta suporta todos os modos de texto e gráficos presentes na placa CGA.
Esta era uma placa CGA melhorada. EGA significa Enhanced Color Graphics Adapter. Era
capaz de operar com modos de texto com um número maior de linhas e de colunas. Possuía
128 kB de memória de vídeo. Além disso, possuía modos gráficos com resolução um pouco
melhor, e também com mais cores. Além dos modos gráficos presentes na placa CGA, a
placa EGA também opera com:
320x200x16

640x200x4
EGA 640x200x16

640x350x4

640x350x16
MOUSE
Melhoramentos na EGA deram origem à placa VGA. Primeiro, a resolução máxima foi Depois da entrada no mercado e conseqüente utilização em larga escala do
aumentada para 640x480, com 16 cores. Além disso, o modo de 320x200 teve seu número de
cores aumentado para 256. Para isto, sua memória de vídeo foi aumentada para 256 kB. programa Windows o Mouse passou a ser componente indispensável em qualquer
máquina.

Professor: Cieslak Pag. 67 Professor: Cieslak Pag. 68


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Vem acompanhado de um manual simples e um disquete com o Driver de


Mouse. Sua instalação é simples, somente deve-se conectar o seu cabo a uma das portas
seriais na traseira do micro, normalmente a COM1.

Monitores SVGA
Esquema de um tupo convencional
Para desfrutar da alta qualidade de imagem proporcionada pelas modernas placas
SVGA, é preciso utilizar um monitor SVGA de boa qualidade. Infelizmente, ainda Tamanho e tipo da tela
encontramos à venda monitores SVGA de qualidade inferior, portanto temos que nos
preocupar em conhecer as características que determinam a qualidade da sua imagem. Os monitores mais comuns no Brasil são os que possuem telas de 14 polegadas
Essas características são: (escreve-se 14"). Um deles é o Samsung SyncMaster 3, que pode ser considerado o
• Tamanho e tipo da tela "Fusca" dos monitores. Merece ser chamado assim porque não é de excepcional qualidade,
mas sua qualidade é muito razoável, levando em conta o seu preço, além de ser
• Dot Pitch relativamente robusto. A medida em polegadas normalmente atribuída à tela de um
monitor corresponde ao comprimento da sua tela, em diagonal. As telas dos monitores
• Freqüência horizontal apresentam uma relação de aspecto de 4:3, o que significa que a largura da tela é igual a
Um monitor SVGA colorido pode custar, aqui no Brasil, tão barato quanto 350 4/3 da sua altura. Por isso, as resoluções mais usadas pelas placas de vídeo apresentam
dólares, ou tão caro quanto 4000 dólares. Obviamente aquele que custa 350 dólares é o que seus números de pontos também na proporção de 4:3, como 640x480, 800x600 e
apresenta características inferiores. Vamos então discutir essas características. 1024x768. Outras resoluções apresentam relações de aspecto ligeiramente diferentes. Se
calcularmos a medida da diagonal de um retângulo que tem como lados 4 e 3,
encontraremos para esta diagonal o valor 5 (basta usar o Teorema de Pitágoras). Portanto, a
largura da tela vale 4/5 da diagonal, e a altura vale 3/5 da mesma. Infelizmente, a medida
em diagonal não corresponde exatamente à área visível da imagem. Em um monitor de
14", a diagonal da área visível é um pouco superior a 12" (30 cm). O mesmo ocorre em
monitores de telas maiores.
Podemos encontrar monitores com telas de diversos tamanhos. São comuns as telas
de 14", 15", 17", 20" e 21". Obviamente, quanto maior é o tamanho da tela, maior é o
preço do monitor. Esta regra possui algumas exceções. Existem por exemplo, monitores
com minúsculas telas de 5" a 10". Seus preços não são baixos como sugere a regra. Muitas
vezes chegam a custar mais que os monitores de 14". Existem também monitores especiais
para serem usados em apresentações, com telas de 29" ou mais. Como esses monitores são
visualizados à distância, não precisam possuir telas com alta qualidade, e por isso utilizam
o mesmo tipo de tela usada nos aparelhos de TV de 29". Seu custo é comparável ao dos
monitores de 17".
Monitores de 14" e 15" são mais indicados para operar nas resoluções de até
800x600. Nas resoluções de 1024x768 e superiores, praticamente não notamos diferença
em relação à resolução de 800x600. Por isso, esses monitores em geral não suportam
resoluções superiores a 1024x768.

Professor: Cieslak Pag. 69 Professor: Cieslak Pag. 70


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

Monitores de 17", 20" e 21" são usados em editoração eletrônica e CAD. Em geral,
essas atividades experimentam um considerável ganho de produtividade com o uso de
resoluções mais altas, o que requer telas maiores.
Com 17", podemos trabalhar confortavelmente na resolução de 1024x768, sendo
notável a diferença em relação à resolução de 800x600. Esses monitores podem, em geral,
chegar até a resolução de 1280x1024, mas pouca diferença podemos notar em relação à
resolução de 1024x768.
Monitores de 20" e 21" permitem o uso da resolução de 1280x1024, sendo bem
perceptível a diferença em relação à resolução de 1024x768. Em geral, permitem chegar
até 1600x1200, apesar de ser pouco perceptível a diferença em relação a uma imagem de Figura 11 - Tríades e Dot Pitch.
1280x1024.
Essas regras não são rígidas. Você poderá encontrar monitores de 14" ou 15" que Para apresentar uma boa qualidade de imagem, um monitor SVGA precisa ter
chegam até 1280x1024, bem como monitores de 17" que chegam até 1600x1200. tríades com 0,28 mm, ou então menores. Entretanto, são muito raros os monitores com Dot
Entretanto, a qualidade de imagem não é tão boa. Pitch inferior a 0,28 mm. Podemos encontrar alguns modelos de alta qualidade, com 0,26
A tabela que se segue mostra as resoluções ideais e as resoluções máximas que os ou 0,25 mm. É considerado aceitável um Dot Pitch de 0,31 mm em monitores acima de
monitores SVGA apresentam. Lembre-se que alguns monitores chegam a resoluções 17", mas o ideal é dar preferência aos modelos com 0,28 mm ou menos.
máximas ainda maiores que as apresentadas nesta tabela, mas devido ao tamanho
inadequado de suas telas para uma resolução tão alta, não oferecem nenhuma melhoria na Monitores com Dot Pitch muito grande, como 0,39 mm, 0,41 mm e até 0,55 mm
qualidade da imagem. são considerados de qualidade inferior. Modelos com 0,41 mm e 0,55 mm praticamente
não são mais fabricados, mas ainda existem muitos modelos baratos com 0,39 mm.
Tamanho da tela Resolução ideal Resolução máxima Devemos evitar este tipo de monitor.
14" 800x600 1024x768
15" 800x600 1024x768
17" 1024x768 1280x1024 Freqüência horizontal
20" 1280x1024 1600x1200
Este é outro parâmetro que define a qualidade da imagem de um monitor quando
21" 1280x1024 1600x1200 opera em altas resoluções. A estória é longa, mas vale a pena conhecê-la.

Outra característica interessante relacionada com a tela é a sua curvatura. Os A imagem na tela de um monitor é formada por um feixe eletrônico (na verdade são
monitores antigos apresentavam uma tela curvada, como ocorre com as telas usadas em três feixes independentes que caminham em conjunto, um responsável pela formação do
televisores. Os monitores mais valorizados apresentam tela plana. Na verdade, essas telas vermelho, outro pelo verde e outro pelo azul) que percorre a tela continuamente, da
não são planas, e sim, "quase planas". O uso de uma tela plana (vamos chamar assim, esquerda para a direita, de cima para baixo. O feixe faz o seu percurso formando linhas
mesmo sabendo que não são perfeitamente planas) oferece um maior conforto visual. horizontais. Ao chegar na parte direita da tela, o feixe é apagado momentaneamente e
Praticamente todas as telas de 17", 20" e 21" são planas. Entre os modelos de 14" e surge novamente na lateral esquerda da tela, mas posicionado um pouco mais abaixo, e
15", podemos encontrar telas comuns e telas planas. Este fator pode ter uma influência no percorre novamente a tela da esquerda para a direita, formando outra linha. Este processo
preço. Não compre um monitor extremamente barato sem antes avaliar as suas se repete até que o feixe chega à parte inferior da tela. O feixe é então apagado
características. Um monitor pode ter seu preço baixo exatamente pelo fato de ter uma tela momentaneamente e surge novamente na parte superior da tela, pronto para percorrê-la
curva. novamente. A velocidade deste feixe é muito alta. Nos monitores VGA mais simples, o
feixe descreve até 31.500 linhas por segundo (isto equivale a dizer que o monitor opera
Dot Pitch com uma freqüência horizontal de 31,5 kHz). A figura 12 mostra, de forma simplificada, a
trajetória do feixe eletrônico. Nesta figura simples, vemos apenas um pequeno número de
Este é o principal responsável pela qualidade da imagem de um monitor. A tela de linhas, mas na verdade, este número é bem elevado. Na resolução de 640x480, são
um monitor colorido é formada por minúsculos pontos vermelhos, verdes e azuis. Na percorridas 480 linhas. Na resolução de 1600x1200, são percorridas 1200 linhas. O número
verdade, esses pontos são formados por vários tipos de fósforo, capazes de emitir luz com de linhas descritas pelo feixe é igual à resolução vertical.
essas cores ao serem atingidos por uma corrente elétrica. Três feixes eletrônicos percorrem
continuamente a tela do monitor, atingindo os pontos de fósforos que emitem essas cores.
Cada grupo de três pontos, sendo um vermelho, um verde e um azul, é chamado de tríade.
Chamamos de Dot Pitch a medida das tríades. A figura 11 mostra uma tríade e o seu Dot
Pitch.

Professor: Cieslak Pag. 71 Professor: Cieslak Pag. 72


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comandem o feixe eletrônico de forma mais rápida, é eletronicamente difícil fazer o


monitor suportar esta velocidade mais alta. Seus circuitos teriam que ser mais sofisticados
para permitir a movimentação mais rápida do feixe sem causar distorções na imagem. Uma
solução simples para o problema é utilizar uma técnica já empregada nos sistemas de
televisão, chamada "varredura entrelaçada". Consiste em, ao invés de fazer o feixe
eletrônico percorrer todas as 768 linhas da tela, fazê-lo percorrer primeiro as linhas
ímpares (1, 3, 5, e assim sucessivamente até a linha 767), chegando mais rapidamente no
final da tela. Após o retraço vertical, o feixe descreve as linhas pares (2, 4, 6, e assim
sucessivamente até a linha 768). Como em cada tela, é percorrido apenas a metade do
número de linhas, o seu preenchimento é duas vezes mais rápido, e o número de telas por
segundo é duas vezes maior. Ao invés de 43 Hz, a freqüência vertical é de
Figura 12 - Trajetória do feixe eletrônico na tela de um monitor. aproximadamente 86 Hz, o que resulta em uma imagem totalmente isenta de cintilação.

Ao chegar na parte inferior da tela, o feixe eletrônico é apagado e movido até a Infelizmente, apesar de não apresentar cintilação, a varredura entrelaçada prejudica
parte superior da tela. O período em que esta movimentação é feita chama-se "retraço consideravelmente a qualidade da imagem, que perde muito de sua nitidez. As fronteiras
vertical". Nos monitores VGA, o tempo gasto no retraço vertical é igual ao período entre cores diferentes deixam de ser bem definidas, passando a ficar ligeiramente
equivalente a 45 linhas. Em geral, o retraço vertical demora cerca de 5% a 10% do período embaçadas. A figura 13 mostra a diferença entre uma imagem normal e uma imagem
necessário para o feixe descrever todas as linhas da tela. Somando as 480 linhas com as 45 entrelaçada.
correspondentes ao retraço vertical, chegamos a um total de 525 linhas. Como o feixe
eletrônico dos monitores VGA percorre 31.500 linhas por segundo, o número de vezes que
este feixe percorrerá a tela inteira em um segundo é igual a:
31.500 / 525 = 60
Portanto, a tela será percorrida 60 vezes por segundo. Isto equivale a dizer que o
monitor opera com a freqüência vertical de 60 Hz.

Se um monitor VGA operasse na resolução de 800x600, mantendo sua freqüência


de 31,5 kHz, e levando em conta um período de 30 linhas (5%) para o retraço vertical, o
número de telas descritas por segundo seria de:
Figura 13 - A qualidade ruim resultante da varredura entrelaçada.
31.500 / 630 = 50
Portanto, os monitores SVGA que suportam a freqüência horizontal máxima de 35,5 kHz
Uma freqüência vertical de 50 Hz (50 telas por segundo) apresenta um sério
apresentam dois inconvenientes:
problema. Quando o número de telas por segundo é inferior a 60, começa a ocorrer um
efeito visual indesejável chamado "cintilação" (em inglês, flicker). Ao invés de termos a
Nesta resolução, operam com a freqüência vertical de apenas 56 Hz, o que resulta em
sensação de que a tela está constantemente iluminada, notamos que ela pisca em alta 800x600 um flicker perceptível, apesar de não incomodar muito. Entretanto, seu uso prolongado
velocidade, como se estivesse cintilando. Para reduzir este problema, as placas SVGA pode causar cansaço visual.
operam com uma freqüência horizontal mais elevada, fazendo com que o feixe eletrônico Neste resolução não apresentam flicker, mas o uso da varredura entrelaçada prejudica
1024x768
caminhe mais rápido, quando operam em 800x600. Ao invés de 31,5 kHz, operam com muito a qualidade da imagem, que passa a ficar embaçada.
35,5 kHz. Os monitores SVGA, mesmo os mais simples, são capazes de operar tanto com
31,5 kHz como com 35,5 kHz. Desta forma, a freqüência vertical na resolução de 800x600 Para solucionar esses dois problemas, foram desenvolvidos monitores SVGA
é de: capazes de suportar freqüências horizontais mais elevadas. Por exemplo, os monitores que
35.500 / 630 = 56 suportam até 50 kHz podem operar com 76 Hz na resolução de 800x600, e com 60 Hz na
Com 56 Hz de freqüência vertical, o flicker ainda ocorre, mas é muito menos resolução de 1024x768. Podemos encontrar muitos monitores de 14" capazes de suportar
perceptível que se fosse usada a freqüência vertical de 50 Hz. 50 kHz, como por exemplo o Samsung SyncMaster 3NE, muito comum no Brasil.
Outro problema sério ocorre na resolução de 1024x768. Ao descrever 768 linhas, e mais 50
para o retraço vertical (6%), o número de telas percorridas por segundo seria de: Considera-se que um monitor, para poder apresentar uma boa qualidade de imagem
35.500 / 818 = 43 aliada ao conforto visual em uma determinada resolução, deve ser capaz de operar com no
mínimo 72 Hz de freqüência vertical. O Samsung SyncMaster 3NE suporta até 58 kHz, o
Com 43 Hz de freqüência vertical, o flicker seria insuportável. Uma solução para que permite o uso da freqüência vertical de 72 Hz na resolução de 1024x768. Entretanto,
este problema seria fazer com que o monitor operasse com uma freqüência horizontal mais outros fatores impedem que sua imagem seja tão boa nesta resolução quanto é em
elevada. Apesar de ser relativamente fácil fazer com que os circuitos da placa SVGA 800x600.
Professor: Cieslak Pag. 73 Professor: Cieslak Pag. 74
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A banda passante de 90 MHz é agora mais que o dobro do Dot Clock, o que resulta
Monitores de 17" suportam em geral freqüências horizontais acima de 60 kHz, em boa nitidez nas linhas verticais. A figura 14 mostra, de forma aproximada, o que ocorre
podendo chegar até 70 kHz, e os de 20" e 21" chegam a ultrapassar os 80 kHz. quando a banda passante é baixa em relação ao Dot Clock.

Quanto às placas SVGA, não existe problema algum. Todas elas são capazes de
operar com diversas freqüências horizontais, desde os modestos 31,5 kHz até as altas
freqüências horizontais suportadas pelos monitores de 21". Basta "avisar" à placa SVGA
qual freqüência horizontal deve ser aplicada ao monitor em cada resolução. Mais adiante
veremos como fazer esta programação.

Largura de banda do monitor


Este é um parâmetro menos conhecido, mas que também tem uma grande
influência na qualidade da imagem nas altas resoluções. Também chamado de "banda Figura 14 - Imagem em um monitor com largura de banda baixa e outra em um
passante", é uma medida que indica a capacidade que o feixe eletrônico tem para variar monitor com uma largura de banda alta, ambos operando com a mesma resolução e a
rapidamente de intensidade. Esta variação rápida é importante para que as linhas verticais mesma freqüência horizontal.
da imagem sejam bem nítidas. Caracteres representados na tela são repletos de linhas
verticais, e sua nitidez dependerá da largura de banda.

A largura de banda de um monitor é medida em MHz. São comuns monitores com


larguras de banda de 100 até 200 MHz. Para avaliar se um monitor tem uma largura de
banda suficiente para apresentar uma boa qualidade de imagem em uma determinada
resolução, faça o seguinte cálculo: multiplique a freqüência horizontal usada pelo número
de pontos no sentido horizontal (ou seja, a resolução horizontal). Chamamos este resultado
de Dot Clock, que também é medido em MHz. A largura de banda deve ser,
preferencialmente, maior que o dobro deste valor. Quanto maior for a largura de banda em
relação ao Dot Clock, mais nítida será a imagem. Considere por exemplo um monitor com
as seguintes características:
• Freq. Horizontal de 65 kHz na resolução de 800x600
• Largura de banda: 90 MHz

O Dot Clock será de, aproximadamente:


65.000 x 800 = 52 MHz

A largura de banda, sendo de 90 MHz, não chega a ser igual ao dobro do Dot Clock, o
que significa que haverá perda de nitidez nas bordas verticais da imagem. Entretanto,
podemos melhorar a qualidade da imagem, baixando o valor da freqüência horizontal
(temos que reprogramar a placa SVGA). Observe que com 65 kHz em 800x600, a
freqüência vertical será de:
65.000 / 630 = 103 Hz

Este valor é exageradamente alto, visto que são suficientes 76 Hz para que a
imagem seja totalmente isenta de cintilação. Façamos então a programação da placa SVGA
para que opere com 48 kHz nesta resolução. Isto resultará em uma freqüência vertical
satisfatória:
48.000 kHz / 630 = 76 Hz

Agora, o Dot Clock será de aproximadamente:


48.000 x 800 = 38,4 MHz

Professor: Cieslak Pag. 75 Professor: Cieslak Pag. 76


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ORGANIZANDO O SEU LOCAL DE TRABALHO FERRAMENTAS e PROGRAMAS PARA MANUTENÇÃO


PARA A MONTAGEM DE MICROCOMPUTADOR
Ferramentas

Para ser considerado um técnico é necessário ter se boas ferramentas. Você também
pode optar por um kit de ferramentas prontas ou pode comprar as ferramentas
separadamente, Veja abaixo uma lista de ferramentas e acessórios básicos:

• Chave PHILLPS pequena.


• Chave PHILLPS média.
• Chave PHILLPS grande.
• Chave de fenda comum de 1/8 de polegadas.
• Chave de fenda comum de 1/4 de polegadas.
• Chave de torque T10.
• Chave de torque T15.
• Chaves do tipo ALEN.
• Chaves de boca 3/16" e 1/4".
• Alicate de corte.
• Alicate de bico.
• Conjunto de chave tipo relojoeiro.
• Cortador e desencapador de fios.
• Pinça.
• Insersor de CIs.
• Extrator de CIs.
• Sugado de solda manual.
• Caixa de hastes flexíveis com pontas de algodão ( cotonetes ).
• Flanela.
• Pincel macio.
• Borracha branca macia.
• Programas em CD-ROM e Disquetes.
• Porta parafusos.

OBS: as ferramentas não deverão estar magnetizadas, pois, podem danificas os


Procure dispor de um local adequado para a realização do trabalho. Sugere-se disquetes. Procure usar a ferramenta mais adequada para cada trabalho, O Kit de
dispor de uma bancada localizada num chão frio, como piso ou azulejo, com um cabo para ferramentas ( Io soi la garantia ) mostrado abaixo é indicado para o pessoal iniciante, o
aterramento elétrico. Manuseie cuidadosamente as placas e evite tocar nos contatos das ideal é usar ferramentas profissionais ( Marca ).
mesmas.

Além disso, sempre utilize uma pulseira anti-estática, a qual deverá estar conectada
ao pino para aterramento preparado na bancada. Todas estas precauções visam evitar
danos irreparáveis que a eletricidade estática retida em nosso corpo poderá proporcionar
aos sensíveis componentes eletrônicos existentes nas placas.

Tendo preparado este ambiente, as ferramentas e as peças deverão permitir um fácil


acesso. Procure também fazer uma leitura dos manuais para que a montagem seja mais
rápida e livre de problemas simples e danos ocasionados pela falta de conhecimento.

Pasta de ferramentas para manutenção de Microcomputadores

Professor: Cieslak Pag. 77 Professor: Cieslak Pag. 78


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

Equipamentos • NDD ( versão para Windows ), identifica e corrige erros arquivos danificados,
marca Bad blocos em HDs.
• Ferro de Solda de 30W para 110V - usado para unir eletricamente os • Bios Inf, testa o chipset da motherboard e indica o site do fabricante.
componentes nas placas de circuitos. • Kill Cmos, apaga a senha do Cmos SETUP.
• Multímetro - usado para medir elétrica: Resistência, corrente, tensão, etc. • Chkd 0.98, diagnóstico e teste de discos rígidos.
• Osciloscópio - usado para visualizar ou medir freqüências. • DMtrack, programa para instalação de Winchester acima de 540 Mega em
• Placa de teste - testa a placa motherboard, e indica por códigos os erros. motherboards 286, 386 e 486 que não possuam o recurso LBA, também remove
outras partições Não-DOS como a partição do Linux.
Programas • Checkit3, diagnóstico e teste de Hardware.
• Amidiags, diagnóstico de Hardware, projetado pela fabricante da BIOS AMI.
Segue abaixo uma lista de software indispensáveis em um computador ou na • Ckinfo, este programa é uma versão mais atualizada do checkit3 diagnósticos de
manutenção de um microcomputador. Hardware.

• Disco de boot ( disco de inicialização ),


• Windows 95 OSR2 ou Windows 98, Sistema operacional.
• Microsoft Office 97, pacote de aplicativos para texto, planilha, apresentação, etc.
• Norton SystemsWorks, pacote de aplicativos: antivírus, NDD, speedisk, etc.
• Acrobat, usado para ler e criar textos PDF ( textos técnicos da Internet ).
• Real Play G2, aplicativo multimídia para Internet.
• Global link, traduz textos e páginas da Internet para o português.
• Thumbs, visualiza imagens rapidamente.
• WinZip, compacta e descompacta arquivos.
• WS_FTP LE, para fazer download na Internet.
• Front page, cria paginas para a Internet.
• Netscape Communicator, programa ( Browser ) para navegar na Internet.
• Photoshop, edição de imagens.
• GetRight, para fazer download na Internet.
• ICQ, usado para chat e outros contatos com internautas na Internet.

Utilitários de Diagnóstico

• Antivírus, programas que buscam e eliminam vírus, o Scan da McAfee e Nav da


norton são os mais conhecidos, tenha sempre um ou mais disquetes Antivírus.
• Norton Utilities 8 ( versão para MS-DOS ), conjunto de programas para
diagnósticos e teste de Hardware em modo MS-DOS.

Sugestão para um disco de boot do norton Utilities 8

NDD.exe Recuperar arquivos danificados e marca os Bad blocos em HDs.


Ndiags.exe Testa e Informa a configuração do Hardware.
Nlib200.msg Usado pelos módulos do Norton.
Speedisk.exe Otimiza o disco ( organiza os arquivos na seqüência ).
Sysinfo.exe Informa a configuração do Hardware e Software.
Unformat.exe Recupera unidades formatadas, após ser usado o image.
Image.exe Cria uma copia de segurança da FAT no final do HD.

Professor: Cieslak Pag. 79 Professor: Cieslak Pag. 80


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

MONTAGEM DE MICROCOMPUTADOR

Durante instalações de hardware você poderá precisar desmontar parcialmente o


computador. Por exemplo, para instalar novos módulos de memória ou trocar o
processador pode ser preciso desconectar alguns cabos flat.

Em alguns casos pode ser necessário até mesmo remover a placa de CPU, o que
implica na desmontagem quase total do computador. Tanto nos casos mais simples como
nos mais complexos você precisará saber colocar tudo novamente nos devidos lugares.
Este capítulo traz portanto os conhecimentos necessários.

A figura 6.1 mostra a disposição dos componentes em um gabinete torre padrão


ATX. A disposição é exatamente a mesma, mesmo no caso de gabinetes que não são ATX,
e ainda nos gabinetes horizontais. O computador apresentado utiliza o processador Pentium
II, mas a disposição das peças internas do PC, para efeito de montagem, é a mesma usada
em PCs equipados com outros processadores. Também para facilitar a montagem,
apresentamos a seguir na figura 6.2, o esquema das conexões em um moderno PC Pentium
II com placa de CPU ATX.

Figura 6.2 - Ligações em uma placa de CPU ATX.

O centro de tudo é a placa de CPU. Nela conectamos a placa de vídeo, que no


exemplo é um modelo PCI, mas poderia ser também um modelo AGP. Na placa de vídeo
está conectado o monitor. Em uma das interfaces IDE está conectado o disco rígido, em
outra está o drive de CD-ROM. Na interface para drives ligamos um drive de disquetes de
3½". Na parte traseira da placa de CPU existe um painel de conectores, onde ligamos o
teclado, o mouse e a impressora. A placa de CPU possui um grupo de conexões para o
painel frontal do gabinete: auto falante, botão Reset, LED de acesso ao disco rígido, etc. A
fonte de alimentação é conectada à placa de CPU, e também ao disco rígido, drive de CD-
ROM e drive de disquetes.

Na figura 6.3 temos as conexões em um PC equipado com uma placa de CPU


padrão AT, com interfaces embutidas, assim como ocorre com todas as placas de CPU
modernas. Além da placa de CPU, usamos ainda uma placa de vídeo, quase sempre do tipo
PCI. Ligamos o disco rígido em uma interface IDE da placa de CPU, e o drive de CD-
ROM na outra. Na interface para drives, ligamos um drive de disquetes de 3½". O teclado
Figura 6.1 - Disposição dos componentes no gabinete ATX é ligado na parte traseira da placa de CPU. As interfaces seriais e paralelas são acessadas
através de conectores auxiliares, mostrados na figura. Esses conectores possuem lâminas
1) Placa de CPU 4) Disco rígido 7) Fonte de alimentação que são aparafusadas no painel traseiro do gabinete, e através de cabos flat, são ligados aos
conectores da COM1, COM2 e LPT1 na placa de CPU. A fonte de alimentação é ligada na
2) Placa de vídeo 5) Drive de disquetes de 3½" placa de CPU, no disco rígido, no drive de CD-ROM e no drive de disquetes. A placa de
CPU possui ainda conexões para o painel frontal do gabinete.
3) Processador 6) Drive de CD-ROM

Professor: Cieslak Pag. 81 Professor: Cieslak Pag. 82


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

• Pequeno (mini tower)


• Médio (midi tower)
• Grande (full tower)

Também é comum encontrar gabinetes horizontais. Os gabinetes possuem em seu


painel frontal diversos LEDs indicadores e chaves de controle:
• Chave para trancar o teclado
• Botão TURBO
• Botão RESET
• Botão ou chave para ligar o computador
• LED de POWER ON
• LED indicador de modo turbo
• LED indicador de acesso ao disco rígido
• Display digital para indicação de clock

O display digital que serve para a indicação do clock do processador, medido em MHz
(Megahertz). Os gabinetes são também equipados com um pequeno alto-falante que deve
ser ligado na placa de CPU.

A fonte de alimentação recebe corrente alternada da rede elétrica (que pode


ser de 110 ou 220 volts) e a transforma em corrente contínua para a alimentação dos
circuitos internos do computador. Existem fontes com potências de 150 a 400 watts. A
fonte de 300 W é mais que suficiente para a maioria dos computadores normais, de uso
pessoal. Com uma fonte de 200 W podemos alimentar uma placa de CPU, placas de
expansão, drives, disco rígido e drive de CD-ROM. Normalmente este é o tipo de fonte que
Figura 6.3 Esquema de conexões na montagem de um PC usando uma placa de CPU padrão AT, com slots ISA e acompanha os gabinetes mini torre. As fontes com potência superior a 300 watts são
PCI. necessárias em alguns computadores especiais, como servidores de arquivos de uma rede
local de computadores. Neste tipo de aplicação o computador normalmente possui vários
discos rígidos, unidades de fita magnética, e discos óticos.
Gabinete e fonte de alimentação
O gabinete é a caixa metálica na qual são instaladas as peças que forma o
computador: placas, drives, disco rígido, etc. Nele também está localizada a fonte de
alimentação, responsável pela geração da corrente elétrica que faz os circuitos do
computador funcionarem. Todos os gabinetes já vêm acompanhados da fonte de
alimentação.
Figura 3.23

Gabinetes.

Figura 3.24 - Exemplo de fonte de alimentação de um PC.

Quase todas as fontes possuem uma chave seletora de voltagem (110 ou 220 volts),
e também um ventilador interno que retira o ar quente do interior do computador e da
A figura 3.23 mostra alguns tipos mais comuns de gabinete. Os verticais, também
própria fonte. O ar entra no computador por diversos orifícios e frestas existentes no
chamados de "torre", apresentam os tamanhos:
gabinete e sai pela parte traseira da fonte. Em certos modelos de fonte, o percurso do ar é o

Professor: Cieslak Pag. 83 Professor: Cieslak Pag. 84


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

inverso, ou seja, entra pela parte traseira, passa pela fonte e é empurrado para dentro do exatamente como mostra a figura 4.2. Verifique se todos os pinos foram encaixados
gabinete, expulsando o ar quente. corretamente.

A fonte de alimentação possui diversos conectores para alimentação de placas,


drives de disquete, discos rígidos e drives de CD-ROM e discos óticos em geral. Os Figura 3.26
conectores para alimentação de drives (incluindo aqui todos os tipos) têm o aspecto
indicado na figura 3.25. Nessa figura, o conector de tamanho menor é usado para alimentar Conector de alimentação para a placa de
CPU.
drives para disquetes de 3½", enquanto o maior é usado para alimentar discos rígidos e
drives de CD-ROM. Nas fontes padrão AT existe um par de conectores de 6 vias,
utilizados para alimentar a placa de CPU. A figura 3.26 mostra o aspecto desse conector.

O maior desses conectores é


próprio para alimentar discos
rígidos, drives de CD-ROM e
unidades de fita. Este conector não
oferece perigo de inversão, pois
devido ao seu formato, só permite o
encaixe em uma posição.
O conector menor destina-se aos P1 e P2 são os conectores que alimentam a placa motherboard. Estes pinos possuem
drives de 3½" e outros tipos somente um modo de serem encaixados na placa mãe
especiais, como por exemplo, drives
Figura – 3.25 LS-120. Para encaixar corretamente, Os quatro fios pretos ficam na parte central do conector
faça como mostra a figura 4.3.
Figura 4.2

O conector maior apresentado na figura 3.25, devido ao seu formato Conectando uma fonte de
geometricamente assimétrico, só pode ser encaixado de uma forma e não oferece perigo de alimentação em uma placa
ligação errada. Além disso, todos eles são idênticos e intercambiáveis, ou seja, qualquer de CPU AT
um dos conectores de tamanho maior pode alimentar qualquer dispositivo que possua
ligação para esses conectores. Os conectores para alimentação da placa de CPU padrão AT
merecem um cuidado especial. O usuário desavisado pode ligar esses conectores de forma Já as fontes padrão ATX utilizam um conector diferente, com 20 vias, mostrado na
invertida e isso acarreta o dano permanente a todas as placas do computador. Observe o figura 3.27. Este conector não oferece perigo de inversão, já que só permite o encaixe em
código de cores da figura 3.26 para a ligação de forma correta. No posicionamento dos uma posição.
conectores de alimentação da placa de CPU, siga a seguinte regra:
Figura 3.27

Ligação da fonte de alimentação na placa de CPU Conector de uma fonte de alimentação ATX.

Esta é uma ligação importantíssima, e danifica todas as placas e memórias caso seja
feita de forma errada. As fontes de alimentação padrão AT possuem diversos conectores.
Dois deles (figura 4.1) destinam-se à placa de CPU.

Todas as placas de CPU padrão AT possuem, próximo ao conector do teclado, um


conector de 12 vias para a conexão na fonte de alimentação. A regra para a correta conexão
é muito simples. Cada um dos dois conectores de 6 fios possui 2 fios pretos. Ao juntar
esses dois conectores, devemos fazer com que os 4 fios pretos fiquem juntos, como Figura 3.5
mostram as figuras 1 e 2.
Conectores de alimentação da
fonte padrão AT e ATX.
Esses dois conectores possuem guias plásticas que ajudam a conectar na orientação
correta. Veja a posição relativa dessas guias e do conector da placa de CPU. Faça o encaixe

Professor: Cieslak Pag. 85 Professor: Cieslak Pag. 86


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Cuidado para não inverter os conectores.


Power Good, é um sinal que mantém os circuitos digitais ( Processadores,
Memórias, chipsets, etc. ) da motherboard em Tri-start ou reset até que as tensões da fonte
se estabilizem nos seus valores nominais. Isto ocorrer por que os circuitos digitais
trabalham com nível lógico 0 e 1, sendo que o nível lógico 0 pode variar de 0 a 1,8 volts e
o nível lógico 1 pode variar de 2,3 a 5,0 volts para um circuito TTL, o problema é que
entre 1,8 e 2,3 o circuito integrado determina o nível lógico de saída aleatoriamente, o que
pode provocar erros no processamento.

Detalhamento da Fonte de Alimentação Tensões DC ou VDC, os fios que saem da fonte são coloridos para indica qual é a
tensão que ele tem, e qual a sua função, Os fios vermelho, amarelo e preto são fios de cores
A fonte de alimentação do microcomputador converte a tensão alternada AC padrões. Veja a baixo as suas características.
220/110 nas tensões continuas ( DC ou VDC ) que alimentam as diversas placas e
periféricos do computador. • Todos os fios de cor vermelha que saem da fonte possuem +5 Volts de tensão que
são usados para alimentar os circuitos integrados ( processador, chipsets, memórias,
Tipos de fontes etc. ), observe que os +5 volts têm mais potência para suprir o alto consumo de
corrente.
Podemos encontrar dois tipos principais de fontes que são descritos a baixo. • Todos os fios que saem da fonte de cor amarela possuem uma tensão de +12 Volts,
• Fonte Linear*, é formada geralmente por um transformador AC-DC, retificador, sendo que ela é usada para alimentar as memórias ROM e RAM mais modernas e
filtro, Transistor de potência, bloco/circuito de controle e saída DC, este circuito é os diversos motores do sistema ( HDD, driver, CD-ROM, Cooler da fonte, etc. ),
empregado em aparelhos que consomem pouca energia. veja que ela tem baixa potência.
• Fonte Chaveada*, é o tipo de circuito ideal para aparelhos que usam muita • As tensões negativas -12, -5 são usadas no circuito serial e nas memórias, elas são
energia, tem como circuitos principais: retificador AC, capacitores dobradores de pouco utilizadas e podem nas próximas gerações de fontes deixar de existir.
tensão AC, dois transistores chaveadores de potência Mosfet, integrado controlador • Todos os fios pretos são usados como ponto de referência do circuito também
PWM ( CI TL494 ), circuito de saída DC. chamado de terra.

Tensões VDC do conector de alimentação da motherboard AT


Potência
Conectores
Pin Cores dos fios Tensão VDC A função da fonte é alimentar os diversos módulos que formam um computador ( todas
o as placas, disco rígido, memórias, etc. ), bom, se a fonte não conseguir fornecer a tensão e
1 Laranja* +5 V ( Power Good )
a corrente elétrica necessária para permitir o funcionamento correto dos circuitos e
2 Vermelho +5 Volts
módulos seu sistema poderá travar ou até mesmo danificar-se, para um microcomputador
3 Amarelo +12 Volts
P1 Pentium recomenda-se uma fonte 300 Watts de potência, não que ele vá consumir 300 W
4 Azul* -12 Volts
mais é melhor sobrar que travar o sistema, outro detalhe é que o preço de uma fonte é
5 Preto 0 Volts
muito baixo e a economia neste caso é cara, imagine que se seu microcomputador deixar
6 Preto 0 Volts
de funcionar o seu conserto será mais caro que uma fonte. Há, todos os gabinete já vêem
7 Preto 0 Volts
com uma fonte, ou seja exija um gabinete com uma fonte de 300 Watts, você também pode
8 Preto 0 Volts
comprar a fonte separada do gabinete.
9 Branco* -5 Volts
P2
10 Vermelho +5 Volts
Como vimos a Potência da fonte é muito importante pois se ela for baixa o seu sistema
11 Vermelho +5 Volts
com certeza não irá funcionar corretamente, podendo travar, resetar sem aviso ou
12 Vermelho +5 Volts
danificar-se. Veja a relação potência ( W ), tensão DC ( V ) e corrente ( A ou mA ) de
algumas fontes na tabela abaixo.
*Observação: as tensões negativas -12, -5 e o sinal de Power good nas fontes
antigas podem não ter as cores da tabela anterior, sendo que a cor do fio pode variar entre
laranja, branco, verde ou azul, mais nunca vermelho, amarelo ou preto, as novas
fontes geralmente seguem o padrão de cores da tabela anterior

Professor: Cieslak Pag. 87 Professor: Cieslak Pag. 88


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Potência da Fonte AT* Tensões do conector de alimentação da motherbaord ATX

Tensão 150 W 200 W 250 W 300 W Pino Descrição Cores Pino Descrição Cores
+5 V 15 A 20 A 25 A 30 A Marrom
1 +3,3 Volts Laranja 11 3,3 Volts*
+12 V 5,5 A 8A 10 A 12 A Laranja
-12 V 500 mA 500 mA 500 mA 500 mA 2 +3,3 Volts Laranja 12 -12 Volts Azul
-5 V 500 mA 500 mA 500 mA 500 mA 3 Terra Preto 13 Terra Preto
* Unidades: W= Watts, A= Ampères, mA= Miliamperes, V= Volts 4 +5 Volts Vermelho 14 PS_ON Verde
5 Terra Preto 15 Terra Preto
*Consumo médio 6 +5 Volts Vermelho 16 Terra Preto
7 Terra Preto 17 Terra Preto
Componente Consumo* 8 PWR_OK Cinza 18 -5 Volts Branco
Motherboard 100 Watts 9 +5VSB Purpura 19 +5 Volts Vermelho
Modem 20 Watts 10 +12 Volts Amarelo 20 +5 Volts Vermelho
Disco rígido 3 1/2 10 Watts
Disco rígido 5 1/4 15 Watts Os pinos Terra ( 0 Volts ) são usados como referência.
Módulo de memória 2 Watts
Placa de Vídeo 15 Watts *o fio do ( 22 AWG ) pino 11 poder ser de cor laranja + 3,3 VDC ou marrom para
sensor 3,3 Volts ( default )
Placa de rede 10 Watts
Teclado 5 Watts
Recomendações
Scanner de mão 5 Watts
Mouse 2 Watts Nunca abra uma fonte de alimentação de qualquer aparelho eletro-eletrônico pois ela pode
Driver de 3 1/2 3 Watts provocar choques elétricos.
Driver de CD-ROM 25 Watts A fonte do microcomputador deve ser testada pelo comerciante que lhe vendeu, sendo
aberta somente por um técnico qualificado.
Na tabela acima vemos o consumo médio de alguns módulos do PC, veja o valor
correto de seu sistema somando o consumo deles, que geralmente é indicado no manual do Dicas de manutenção somente para um técnico qualificado.
equipamento ou placa, o consumo total não deve exceder a potência fornecida pela fonte, • Não abra a fonte com o corpo úmido ou molhado.
sob pena de danificar a fonte ou o sistema. • Desligue a fonte da tomada.
• Não ligue a fonte sem uma carga, ( sucata de HDD e placa mãe ).
• Use uma lâmpada em série com a fonte consertada, peça um e-mail com maiores
Fonte ATX detalhes.
• Esteja sempre com um calçado de couro e isolado.
Quando a Intel criou o padrão ATX também criou um novo sistema para substituir a
antiga fonte AT. A fonte ATX permite o acionamento e desligamento da alimentação por
toque ou software compatível com a função Control off ( Ex.: Botão desligar do Windows
95/98 ), veja abaixo as características do gabinete ATX.

• Tomada que alimenta a motherboard tem 20 pinos.


• Chave Liga/Desliga que suporta acionamento e desligamento digital por toque ou
software ( função suspend/Shut down ).
• Apresenta 3,3 Volts que torna a motherboard mais baratas, pois, a tensão de
alimentação do processador é gerada pela fonte e não pela motherboard.

Professor: Cieslak Pag. 89 Professor: Cieslak Pag. 90


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Figura 3.19
Drives de disquete Cabo flat IDE.

O disquete é um meio de armazenamento obsoleto, mas todos os PCs, mesmo os


mais modernos, ainda os utilizam. O drive de 1.44 MB (3½", alta densidade) é o menos
obsoleto de todos. É encontrado em todos os PCs, mesmo nos mais novos. Muitos produtos
de informática são fornecidos com programas de instalação, gravados em disquetes de 1.44
MB.

Figura 3.16
A figura 3.18 mostra um disco rígido IDE e a figura 3.19 mostra o cabo utilizado
Drive de disquetes de 3½".
para sua conexão. Chama-se cabo flat IDE. Podemos observar que neste cabo existem três
conexões. Uma delas deve ser ligada à interface IDE existente na placa de CPU. As outras
duas permitem a conexão de até dois dispositivos IDE. Placas de CPU modernas são
fornecidas juntamente com o cabo flat IDE.
A figura 3.20 mostra a parte traseira de um disco rígido IDE. Observe que existem
dois conectores. Um deles é ligado à fonte de alimentação, e o outro deve ser ligado à
Os drives de disquete são conectados nas suas interfaces através de cabos flat, como interface IDE, através do cabo flat IDE. Você encontrará ainda alguns jumpers. Serão
o mostrado na figura 3.17. Este cabo possui um conector para ligação na interface, além de usados caso você pretenda instalar dois dispositivos IDE ligados na mesma interface. Caso
dois conectores para ligação nos drives. Na prática, usamos apenas um drive, ligado no não deseje fazer este tipo de instalação, pode deixar os jumpers configurados como vieram
conector indicado como "1" na figura. Podemos entretanto ligar um segundo drive, usando de fábrica.
o conector do meio, indicado como "2".
Figura 3.20

Figura 3.17 Parte traseira de um disco rígido IDE.

Cabo flat para drives de disquetes.

Disco rígido O cabo deve ser encaixado no HD de forma que o fio vermelho combine com o
pino 1 do HD, e o outro lado com no pino 1 da placa mãe. Esses pinos (pino1) são
O disco rígido possui uma grande capacidade de armazenamento e uma elevada
indicados com uma seta ou triângulo ao lado deles, não tem como errar. O pino 1 sempre
taxa de transferência de dados. A maioria dos discos rígidos modernos utilizam o padrão
vai estar localizado próximo ao conector de força do drive (HD). Veja nas ilustrações
IDE (Integrated Drive Electronics). Nos PCs modernos, o disco rígido é conectado em uma
abaixo como é fácil:
das interfaces IDE existentes na placa de CPU.

Figura 3.18

Disco rígido IDE.

Professor: Cieslak Pag. 91 Professor: Cieslak Pag. 92


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(1) Ajustar o jumper do hard-drive para master (ajustado


O cabo deve ser encaixado no HD de forma que o fio vermelho combine com o assim de fábrica) ou slave. Esses jumpers geralmente estão
entre o cabo de dados e o de energia (como no exemplo do
pino 1 do HD, e o outro lado com no pino 1 da placa mãe. Esses pinos (pino1) são gráfico acima), ou embaixo do HD. Para saber como ajustar
indicados com uma seta ou triângulo ao lado deles, não tem como errar. O pino 1 sempre o jumper para Master ou Slave, basta procurar alguma
vai estar localizado próximo ao conector de força do drive (HD). Veja nas ilustrações indicação por perto do jumper ou na etiqueta colada no HD,
acima como é fácil: com certeza você achará.

(2) Conectá-lo na posição certa no cabo de dados duplo (que


Jumpers de dispositivos IDE possuem dois conectores para os dispositivos). Caso seu
computador tenha apenas cabos de dados simples (para
Se você vai instalar um disco rígido IDE, novinho em folha, como o único apenas um dispositivo), troque-os por duplos; são baratos e
dispositivo da interface IDE primária, então não precisa se preocupar com a sua qualquer loja de informática tem). Normalmente
escolhemos a extremidade para o Master e o meio do cabo
configuração de jumpers. A configuração de fábrica é adequada para este tipo de instalação para o slave. Mas isso só depende do drive.
(Master, sem Slave). Já o mesmo não pode ser dito quando você pretende instalar dois Não depende da posição!
discos rígidos, ou então quando pretende instalar outros dispositivos IDE, como drives de
CD-ROM, drives LS-120 ou ZIP Drive IDE. Nem sempre a configuração com a qual esses As configurações de outros dispositivos IDE (drive de CD-ROM, LS-120, ZIP Drive
dispositivos saem da fábrica é adequada à instalação direta. Vamos então apresentar os IDE, etc) são parecidas, exceto pelo fato de não utilizarem a configuração Slave Present.
jumpers dos dispositivos IDE, e como devem ser programados para cada modo de Vejamos exemplos de conexões de discos rígidos e dispositivos IDE e suas respectivas
instalação. Um disco rígido IDE pode ter seus jumpers configurados de 3 formas configurações.
diferentes:
Figura 5.12
1) One Drive Only
Jumpers de um disco rígido.
Esta é a configuração com a qual os discos rígidos saem da fábrica. O drive está
preparado para operar como Master (ou seja, o primeiro dispositivo de uma interface),
sem Slave (ou seja, sem estar acompanhado de um segundo dispositivo na mesma
interface). A princípio, o disco IDE ligado como Master na interface IDE primária será
acessado pelo sistema operacional como drive C.

2) Slave

O disco rígido é o Slave, ou seja, o segundo dispositivo IDE ligado a uma interface. A
princípio, um dispositivo IDE ligado como Slave da interface IDE primária será
acessado pelo sistema operacional como drive D.

3) Drive is Master, Slave Present

Nesta configuração o disco rígido é o Master, ou seja, o primeiro dispositivo de uma


interface IDE, porém, existe um segundo dispositivo IDE ligado na mesma interface. A
princípio, quando existem dois dispositivos IDE ligados na interface IDE primária, o
Master será acessado pelo sistema operacional como drive C, e o Slave como drive D. Devemos evitar ligar um drive de CD-ROM ou outros dispositivos, na mesma
interface onde está o disco rígido. Este tipo de ligação pode resultar na redução do
Note que quando fiz referência às letras recebidas pelos drives, tomamos cuidado de desempenho do disco rígido. Se você vai ligar outros dispositivos IDE além de discos
dizer "a princípio". A razão disso é que essas letras podem mudar, através de rígidos, é melhor deixar a interface IDE primária para discos rígidos, e a secundária para os
configurações de software. Por exemplo, um drive de CD-ROM pode ter sua letra alterada outros dispositivos. Também não é recomendado ligar um disco rígido IDE como Slave,
para qualquer outra, ao gosto do usuário. em uma interface na qual o Master não é um disco rígido.

Para escolher se ele será Master ou Slave, você terá que fazer duas coisas : Os discos rígidos possuem jumpers através dos quais pode ser escolhida uma entre
as três configurações possíveis (Master sem Slave, Slave e Master com Slave). No manual
do disco rígido você sempre encontrará as instruções para configurar esses jumpers. A
figura 5.13 mostra um exemplo de configuração de jumpers, extraído do manual de um
Professor: Cieslak Pag. 93 Professor: Cieslak Pag. 94
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disco rígido. Considere esta figura apenas como exemplo, pois discos rígidos diferentes
normalmente utilizam tabelas de configurações diferentes. Na figura 5.16 vemos os jumpers para um ZIP Drive IDE. Observe que a
configuração de fábrica é Slave. Por isso, nem sempre podemos instalar diretamente um
dispositivo IDE sem revisar os seus jumpers.

Figura 5.13 Figura 5.16


Exemplo de tabela de Jumpers de um ZIP Drive IDE.
configurações de
jumpers para um
disco rígido.

A figura 5.14 mostra os jumpers de um drive de CD-ROM IDE. Observe que não
existe o jumper Slave Present, apenas jumpers que o definem como Master ou Slave. É importante ressaltar que determinados dispositivos IDE (exceto os discos rígidos)
Existe também a opção Cable Select, comum em vários dispositivos IDE, mas ainda pouco não permitem funcionar como Master, estando um Slave instalado na mesma interface. É o
usada. Muitos drives de CD-ROM são configurados como Slave na fábrica, e portanto não caso de alguns modelos de drives de CD-ROM. Se você encontrar problemas de
funcionam ao serem instalados sozinhos, sem um Master. É preciso fazer uma revisão nos funcionamento, troque os dispositivos de endereço. Por exemplo, se você instalou um drive
seus jumpers, programando-os corretamente. de CD-ROM operando como Master, e um drive LS-120 operando como Slave, e observou
problemas de funcionamento (por exemplo, um dos dois drives não é reconhecido), troque-
Figura 5.14 os, fazendo com que o LS-120 opere como Master, e o drive de CD-ROM opere como
Slave.
Jumpers de um drive de CD-ROM IDE.
Antes de instalar um Hard-Drive (HD) novo, você deve primeiro saber qual
interface (controladora) você possui no seu computador. Como a grande maioria das
pessoas usa as interfaces controladoras de drive no padrão EIDE (também chamada
simplesmente de IDE) inclusa na placa-mãe, essa matéria se concentrará em explicar o
procedimento de instalação de um hard-drive novo usando a interface EIDE já existente no
seu computador. Quem usa hard-drives SCSI muito provavelmente já sabe como instalar
seus drives, pois o procedimento é mais complexo e exige conhecimentos maiores em
hardware.
Por motivos óbvios, antes mesmo de pesquisar preços de HDs é preciso saber se
você possui a controladora na sua placa-mãe e se ela pode comportar mais um HD. Se você
possui um Pentium com certeza você possui a controladora, que quase sempre comporta 4
drives (ou outros dispositivos EIDE) simultaneamente. Qualquer dúvida, consulte o
manual da sua placa-mãe, ou ligue para o suporte de seu micro.
A figura 5.15 mostra as configurações de jumpers de um drive LS-120. Assim
como em qualquer dispositivo IDE, temos as configurações Master, Slave e Cable Select.
Se você pretende comprar um hard-drive novo, sugiro que escolha apenas marcas
famosas evitando marcas desconhecidas. Além disso, sempre compre seus hard-drives
Figura 5.15 novos lacrados e com garantia local da loja, não a "de Miami", para evitar dores de
cabeça no futuro.
Jumpers de um drive LS-120.
Outro detalhe importante é escolher sempre um HD no novo padrão de velocidade
conhecido como UltraDMA33, pois são os únicos capazes de transferir 33 MB/s de dados
pela interface EIDE. Já existem HDs UltraDMA66, que serão capazes de transferir 66
MB/s, numa interface EIDE UDMA66, mas ainda são raros no mercado e necessitam de
uma interface EIDE especial.
Professor: Cieslak Pag. 95 Professor: Cieslak Pag. 96
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Quanto ao tamanho, sugiro comprar, quanto mais, melhor. Hoje em dia, 20 GB é


mais do que o suficiente para os usuários médios. Mas, se você pode pagar por mais e A MONTAGEM PASSO-A-PASSO
dependendo da diferença, compre maior.
Vamos apresentar o roteiro geral para montar um PC, em qualquer tipo de gabinete, e
Se por acaso você for instalar um HD novo, pense seriamente em deixá-lo como HD usando qualquer configuração de placas.
"master" (C:) na IDE primária (IDE1), ou seja, formate-o e instale seu sistema operacional.
Isso porque o novo HD quase certamente será mais rápido que o antigo e garantirá melhor 1) Abra o gabinete. Para fazê-lo, devem ser retirados os parafusos existentes na sua
performance do sistema. parte traseira.
2) Antes de colocar o drive de disquetes de 3½" no gabinete, é recomendável instalar o
Você pode também por exemplo, usar o HD de um outro computador no seu, seu cabo flat, pois esta conexão é muito difícil de ser feita depois que o drive está
mesmo que temporariamente. Isso é fácil de se fazer, bastando instalar o HD fisicamente e instalado no seu lugar definitivo (figura 6.4). Preste atenção na posição do pino 1 do
detectá-lo no BIOS. Isso tudo será abordado daqui para frente. conector do drive, que deve estar alinhado com o fio vermelho do cabo. Uma vez no
seu lugar, aparafuse o drive com dois parafusos de cada lado (figura 6.5).

Figura 6.4
Conectando o cabo flat no drive
de disquetes de 3½".

Figura 6.5 - Introduzindo


e aparafusando um drive
de disquetes de 3½" no
gabinete.

Caso você tenha retirado o painel interno de fixação dos drives para dar passagem à
placa de CPU, fixe o drive com este painel separado do gabinete (figura 6.6).

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Figura 6.6 - Aparafusando um Caso você tenha retirado o painel interno para dar passagem à placa de CPU, o
drive de 3½" no painel interno disco rígido deve ser fixado com este painel separado do gabinete. Só depois que a
removível. placa de CPU estiver instalada você deve acoplar novamente este painel interno, já
com o drive de 3½" e o disco rígido aparafusados.
4) Introduza o drive de CD-ROM no gabinete pela parte frontal (figura 6.8) e
aparafuse-o pelos seus furos laterais.

Aparafusando o disco rígido


O disco rígido deve ser introduzido no gabinete pela sua parte interna. Uma vez
introduzido, deve ser aparafusado pelos furos existentes nas suas partes laterais, como
vemos na figura 4.22. É suficiente usar dois parafusos da cada lado.

3) Fixe o disco rígido ao gabinete. Deve ser introduzido pela sua parte interna
Figura 4.22
(figura 6.7) e aparafusado com dois parafusos de cada lado.
Aparafusando o disco rígido no
gabinete.
Aparafusando os drives
O drive de disquetes e o drive de CD-ROM são introduzidos pela parte frontal do
gabinete. Após alojados, são aparafusados pelos furos das suas partes laterais (figura 4.21).
Basta usar dois parafusos de cada lado.

Figura 4.21
Aparafusando os drives no
gabinete. Ligações do cabo flat no disco rígido e no drive de CD-ROM
Essas conexões são feitas de forma análoga à conexão dos drives. O fio vermelho
do cabo flat deve ficar orientado no mesmo sentido que o pino 1 do conector do disco
rígido e do drive de CD-ROM. Normalmente podemos identificar o pino 1 (ou o pino 2)
por inspeção visual direta no conector do drive. Algumas vezes encontramos também as
indicações dos pinos 39 e 40, no lado oposto do conector.

Figura 6.8
Introduzindo o drive de CD-
Figura 6.7
ROM no gabinete.
Introduzindo um disco rígido no
gabinete.

Professor: Cieslak Pag. 99 Professor: Cieslak Pag. 100


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Espaçadores plásticos Parafusos de fixação da placa de CPU


A placa de CPU é presa ao gabinete por dois processos: espaçadores plásticos e Como vimos, a fixação da placa de CPU é feita por espaçadores plásticos e por
parafusos metálicos hexagonais (figura 4.16). Esses espaçadores plásticos devem ter parafusos metálicos hexagonais. Devemos contudo, tomar muito cuidado com o uso desses
inicialmente a sua parte superior encaixada em furos apropriados na placa de CPU. Sua parafusos. Inicialmente devemos identificar quais são os furos existentes na chapa do
parte inferior deve ser encaixada em fendas existentes no gabinete. Podemos observar gabinete, próprios para a recepção desses parafusos. A seguir, devemos checar quais são os
essas fendas na figura 4.17. furos da placa de CPU que têm correspondência com esses furos da chapa do gabinete.
Observando os furos existentes na placa de CPU, podemos verificar que existem dois tipos,
Figura 4.16 ambos mostrados na figura 4.19:

Espaçadores plásticos e • Furo normal


parafusos de fixação da • Furo metalizado
placa de CPU.
O furo metalizado pode ser usado para fixação através de parafusos metálicos. O furo
normal deve ser usado apenas para fixação por espaçadores plásticos. Se usarmos um
parafuso metálico em um furo sem metalização, este parafuso poderá arranhar a camada de
Figura 4.17 verniz, provocando contato entre as trilhas de circuito impresso, resultando em um curto-
circuito que danificará a placa. Na parte direita da figura 4.19 vemos o detalhe da fixação
Furos e fendas existentes na da placa de CPU através de parafusos. Inicialmente os parafusos são fixados na chapa do
chapa do gabinete. gabinete. Depois que a placa de CPU está em seu lugar, colocamos parafusos associados a
arruelas isolantes.

Figura 4.19
Furos da placa de CPU.

O encaixe dos espaçadores é mecanicamente um pouco difícil de fazer.


Inicialmente devemos checar quais são as fendas existentes no gabinete que estão
alinhadas com furos na placa de CPU. Encaixamos espaçadores plásticos nos furos da
placa de CPU que possuem fendas correspondentes na chapa do gabinete. A seguir
colocamos a placa no seu lugar, de forma que todos os espaçadores plásticos encaixem
simultaneamente nas suas fendas. A figura 4.18 mostra em (A) o detalhe do encaixe de um
espaçador na sua fenda. Após acoplar a placa de CPU, devemos olhar no verso da chapa 4) Chegou a hora de fixar a placa de CPU no gabinete, através de parafusos
onde a placa foi alojada, para verificar se todos os espaçadores encaixaram-se nas suas hexagonais e espaçadores plásticos. A chapa do gabinete já deve estar com os
fendas. Deslocamos então a placa de CPU de modo que todos os espaçadores fiquem parafusos hexagonais instalados, e a placa de CPU já deve estar com os
posicionados como indica em (B) a figura 4.18. espaçadores plásticos encaixados. Introduza a placa de CPU de tal forma que todos
os espaçadores plásticos sejam encaixados nas fendas existentes na chapa do
Figura 4.18 gabinete (9). Uma vez que todos os espaçadores estejam dentro das respectivas
fendas, deslocamos a placa de CPU para a direita de modo que todos os
Encaixando os espaçadores espaçadores fiquem corretamente encaixados. Verifique se todos os espaçadores
plásticos nas fendas da chapa do plásticos ficaram encaixados nas suas fendas. Note que na maioria dos gabinetes
gabinete. ATX, toda a fixação é feita por parafusos hexagonais metálicos, sem espaçadores
plásticos. Nesse caso, bastará colocar a placa posicionada no gabinete e fixá-la com
parafusos.

Professor: Cieslak Pag. 101 Professor: Cieslak Pag. 102


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7) Conecte a fonte de alimentação na placa de CPU, como vemos nas figuras 10 (ATX) e
11 (AT). Nas fontes de alimentação ATX, é usado um único conector de 20 vias, e nas
Figura 6.9 - Encaixando os fontes AT são usados dois conectores de 6 vias.
espaçadores plásticos nas fendas da
chapa do gabinete:
Figura 6.11 - Conectando a fonte
de alimentação AT na placa de
CPU.

I) Alinhe todos os espaçadores com a parte mais larga de cada fenda.


II) Introduza todos os espaçadores simultaneamente na direção da parte mais larga de
cada fenda.
III) Desloque a placa de CPU para a direita de modo que cada espaçador fique encaixado
na parte mais estreita da sua fenda.
8) Ligue o microventilador na fonte de alimentação. Em PCs equipados com o Pentium
II, Pentium III e Celeron, a conexão para o microventilador fica na própria placa de
6) Aparafuse a placa de CPU ao gabinete, usando parafusos que se alojam nos CPU. Processadores que usam o Socket 7 normalmente usam um ventilador que deve ser
parafusos hexagonais. Esses parafusos possuem uma arruela isolante. ligado na fonte de alimentação. Ambos os métodos estão mostrados na figura 6.12.
Figura 6.10 Figura 6.12
Conectando a fonte de Conectando a alimentação do
alimentação na placa de CPU microventilador.
ATX. 1) Em placas de CPU
Pentium II.

2) Tipo mais comum em


placas que usam o Socket 7.

9) Os gabinetes normalmente já vêm de fábrica com o display digital conectado na


fonte. Verifique se esta ligação não se soltou na montagem feita até aqui.
10) Se você retirou o painel interno dos drives de 3½" para dar passagem à placa de
CPU, coloque-o agora em seu lugar e aparafuse-o.
11) Ligue o alto-falante, o botão de Reset, o conector POWER SWITCH do painel
frontal, o HD LED e o Power LED e demais conexões do painel do gabinete na
placa de CPU.

Professor: Cieslak Pag. 103 Professor: Cieslak Pag. 104


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12) Convém neste momento ligar o PC mesmo inacabado. O que normalmente ocorre é Figura 6.15
que são emitidos vários BEEPS pelo alto-falante. Esses BEEPS indicam que não foi
detectada a placa de vídeo, e nem o teclado (o que é normal, já que ainda não foram Conectando o cabo flat do disco rígido na
instalados). Podem demorar alguns segundos, ou até cerca de 3 minutos, para que seja interface IDE primária da placa de CPU.
dado início à seqüência de BEEPS. Ao serem emitidos esses BEEPS, temos um bom sinal.
Significa que a placa de CPU está funcionando. O display digital deverá estar aceso, desde
o instante em que o gabinete é ligado. Terminado este teste, devemos desligar o gabinete e
desconectá-lo da rede elétrica.
13) Conecte o drive de disquetes, o drive de CD-ROM e o disco rígido na fonte de
alimentação. 16) Conecte o drive de CD-ROM na interface IDE secundária da placa de CPU. Note
que neste caso, o drive de CD-ROM deve estar configurado como Master, através de
14) Ligue o cabo flat do drive de 3½" sua interface. Esta interface está localizada na placa um jumper localizado na sua parte traseira.
de CPU (figura 6.13).
17) Conecte a placa SVGA em um dos slots da placa de CPU. Para fazer o encaixe,
Figura 6.13 primeiro alinhe a placa sobre o slot, sem forçá-la. Uma vez estando o conector da placa
perfeitamente alinhado com o slot, encaixe a placa. Para fazer isto, não force a placa
Conectando o cabo flat do drive
por igual, e sim, fazendo leves movimentos alternados sobre as duas extremidades da
de disquetes na placa de CPU.
placa (figura 6.16). Feito isto, aparafuse a placa SVGA no gabinete (figura 6.17).

Figura 6.16
Encaixando uma placa
de vídeo no seu slot.

15) Conecte o cabo flat IDE no disco rígido (figura 6.14) e no conector da interface IDE
primária da placa de CPU (figura 6.15). Verifique se o fio vermelho está alinhado com o
pino 1, tanto no disco rígido como na interface.
Figura 6.14
Figura 6.17 - Aparafusando a placa
Conectando o cabo flat IDE no disco
SVGA no gabinete.
rígido.

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18) Acople o monitor no conector DB-15 da placa SVGA, acessado pela parte traseira Figura 4.20
do gabinete.
Aparafusando uma placa de
19) Chegou a hora de fazer mais uma pausa para testes. Ligue o monitor na tomada expansão no gabinete.
existente na parte traseira da fonte, ou então em uma tomada externa. Ligue o PC e
observe o monitor. Normalmente o que aparece na tela é uma contagem de memória,
seguida de uma tentativa de boot, que obviamente ainda não poderá ser feita. Pressione o
botão de Reset para checar se seu funcionamento está correto. Ao ser pressionado,
provoca uma nova contagem de memória. Desligue o computador e o monitor, e a seguir
desconecte ambos da rede elétrica.
20) Esta etapa não é usada nos gabinetes ATX. Se você estiver montando um
computador usando uma placa de CPU e um gabinete AT, deve fixar no gabinete os Instalação de módulos de memória SIMM
conectores das interfaces seriais e paralela. Se quiser, pode fixar suas lâminas
diretamente ao gabinete (figura 6.18). Se preferir, pode retirar os conectores dessas Devemos introduzir o módulo de memória em seu soquete, de forma inclinada, e a
lâminas e aparafusá-los em fendas na parte traseira do gabinete (figura 6.19). No caso de seguir movê-lo para a posição vertical (figura 4.6). Duas alças metálicas localizadas no
uma placa de CPU ATX, esta etapa não é realizada, pois os conectores das interfaces soquete prenderão o módulo por dois furos existentes nas suas partes laterais. Para retirar
seriais e paralelas ficam na parte traseira da placa de CPU. um módulo do seu soquete, devemos forçar levemente para fora as duas alças metálicas. O
módulo se inclinará e a seguir pode ser retirado (figura 4.7).

Figura 4.6
Figura 6.18
Instalando um módulo de memória
Fixando os conectores das
SIMM.
interfaces seriais e paralela
através de suas lâminas.
ESTA ETAPA NÃO É USADA NOS
GABINETES ATX.

Se possível devemos instalar os módulos de memória antes de alojar a placa de CPU no


gabinete. Uma vez que a placa já esteja em seu lugar, pode ficar difícil realizar esta
instalação devido ao pequeno espaço disponível no interior do gabinete.

Figura 4.7
Retirando um módulo de memória
Fixação das placas de expansão SIMM

O gabinete é fornecido junto com diversos parafusos, entre os quais, aqueles para
aparafusar as placas de expansão. Todas as placas de expansão possuem, na sua lâmina
traseira, uma fenda para o seu aparafusamento no gabinete. Para fixar uma placa de
expansão, inicialmente devemos posicioná-la sobre o slot onde será feito o encaixe, mas
sem forçá-la. Uma vez que a placa esteja perfeitamente posicionada sobre o slot, fazemos o Instalação de módulos DIMM/168
encaixe. Este encaixe deve ser feito com muito cuidado para não forçar demais nem o slot
nem a placa de CPU. Depois de encaixada em seu slot, colocamos o parafuso de fixação, A instalação e remoção de módulos DIMM/168 também é simples. Para encaixar
como mostra a figura 4.20. este módulo, devemos posicioná-lo sobre o seu soquete e forçá-lo para baixo (figura 4.8).
Duas alças plásticas travarão o módulo. Para removê-lo, basta puxar para os lados essas
duas alças plásticas, e o módulo se levantará (figura 4.9).

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Figura 4.8 Figura 4.11


Instalando um módulo DIMM/168. Conexão para o PC Speaker.

Figura 4.9
Removendo um módulo DIMM/168.
Ligação do botão RESET
Do botão de Reset partem dois fios, na extremidade dos quais existe um conector de
duas vias. Este conector não tem polaridade, pode ser ligado invertido sem alterar o
funcionamento. Na placa de CPU você encontrará um conector de duas vias com a
Instalação de módulos COAST indicação "RESET", ou "RST", ou "RESET SW", para esta conexão.

Na maioria das placas de CPU atuais, os chips de memória cache são soldados na Ligação do Hard Disk LED
placa de CPU. Entretanto, certas placas de CPU utilizam um encapsulamento especial para
a cache chamado de COAST (cache-on-a-stick). A instalação deste módulo consiste Todos os gabinetes possuem no seu painel, um LED indicador de acesso ao disco
simplesmente em forçá-lo com cuidado, de cima para baixo, como mostra a figura 4.10. rígido (HD LED). Na sua parte posterior estão ligados dois fios, na extremidade dos quais
Observe que este módulo possui um corte que serve para impedir o encaixe de forma existe um conector de duas vias. Na placa de CPU você encontrará pinos com a indicação
invertida. O corte deve coincidir com a divisão existente no soquete. HD LED. Use o manual para facilitar a identificação desta conexão. Esta conexão possui
polaridade, ou seja, se for feita de forma invertida, o LED não acenderá. Felizmente, esta
Figura 4.10 ligação invertida não causa dano algum. Se o LED não acender (espere o boot para que o
disco rígido seja acessado), desligue o computador e inverta a polaridade desta ligação, e o
Instalando um módulo de memória LED funcionará.
cache tipo COAST.
Figura 4.12
Conexão para o HD LED.

Ligação do alto-falante
Os gabinetes para PC possuem, na sua parte frontal, um pequeno alto-falante,
conhecido como "PC Speaker". É ligado a dois fios, na extremidade dos quais poderá
existir um conector de 4 vias, ou dois conectores de 1 via. Na placa de CPU, Ligação do Power LED e do Keylock
encontraremos um conector de 4 pinos, com a indicação "SPEAKER". Apesar do conector
existente na placa de CPU possuir 4 pinos, apenas os dois extremos são usados. Esta A maioria das placas de CPU apresentam um único conector, com 5 pinos, nos
ligação não possui polaridade, ou seja, se os fios forem ligados de forma invertida, o PC quais são feitas ambas as conexões. O Power LED acende sempre que o computador
Speaker funcionará da mesma forma. estiver ligado, e fica localizado no painel frontal do gabinete. Normalmente é de cor verde.
Da sua parte posterior partem dois fios, normalmente um verde e um branco. Na
extremidade deste par de fios, poderá existir um conector de 3 vias (a do meio não é
utilizada), ou dois conectores isolados de 1 via cada um.
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O Keylock é uma fechadura elétrica existente no painel frontal do gabinete. Através Ligação de cabos flat
de uma chave apropriada, também fornecida junto com o gabinete, podemos abrir ou
fechar. Quando colocamos esta chave na posição fechada, a placa de CPU deixará de Todos os cabos flat realizam a ligação entre uma interface e um ou mais
receber os caracteres provenientes do teclado. Isto impede (ou pelo menos dificulta) que dispositivos. Estamos então nos referindo à forma correta de realizar as seguintes ligações:
outras pessoas utilizem o PC na nossa ausência. Na parte traseira desta fechadura, existem • Cabo flat IDE na interface IDE da placa de CPU
dois fios, na extremidade dos quais existe um pequeno conector de duas vias. Na placa de • Cabo flat para drives na interface de drives da placa de CPU
CPU encontramos um conector de 5 pinos para a ligação do Keylock e do Power LED. • Cabo flat da impressora na interface paralela da placa de CPU
Esses pinos são numerados de 1 a 5 (consulte o manual da placa de CPU). Nos pinos 1 e 3 • Cabos flat seriais nas interfaces seriais da placa de CPU
ligamos o Power LED, e nos pinos 4 e 5 ligamos o Keylock. A ligação do Keylock não tem
polaridade, mas a do LED tem. Se o LED não acender, desligue o micro e inverta a
ligação. É interessante observar que o Keylock tem caído em desuso, e raramente é Figura 4.4
encontrado nos gabinetes e nas placas de CPU atuais.
Cabos flat que dão acesso à
interface paralela e às interfaces
Figura 4.13 seriais.
Ligação do Keylock e do Power LED.

Os cabos flat da interface paralela e das interfaces seriais possuem uma


extremidade para ser ligada na placa de CPU e outra extremidade contendo um conector
que deve ser aparafusado no painel traseiro do gabinete. A figura 4.4 mostra esses cabos,
que são fornecidos juntamente com as placas de CPU AT (os modelos ATX não usam
esses cabos, pois já possuem seus conectores embutidos). Existem ainda os cabos flat IDE
e o para conexão de drives de disquete. A regra para conexão de cabos flat é simples:

Ligando o microventilador na fonte de alimentação


O fio vermelho do cabo flat deve estar próximo ao pino 1 do conector da interface.
Processadores Pentium e superiores necessitam ser acoplados a um
microventilador. Este ventilador precisa receber tensão da fonte. Muitos possuem
conectores para ligá-los na fonte de alimentação, como mostra a figura 4.14. Os cabos flat possuem um de seus fios pintado de vermelho. Este é o fio número 1
do cabo. No conector da interface na qual o respectivo cabo flat deve ser encaixado,
Figura 4.14 sempre existirá uma indicação da localização do pino 1. Quando não estiver indicado o
pino 1, estará indicado o pino 2, que fica ao seu lado. Mesmo quando não é possível
Microventilador ligado na fonte de visualizar os números próximos ao conector, é possível descobrir a orientação do pino 1
alimentação. através de uma consulta ao manual da placa de CPU (ou da placa de interface apropriada,
como é o caso da IDEPLUS). Nos manuais, sempre existirá o desenho de um diagrama,
mostrando os conectores e os respectivos pinos "1".

Interfaces seriais
Ventiladores para processadores Pentium II, Pentium III e Celeron são em geral As interfaces seriais servem para a conexão dos chamados dispositivos seriais. De todos
conectados à placa de CPU, como mostra a figura 4.15. eles, o mais comum é o mouse, mas podemos citar outros:
• Impressora serial
Figura 4.15 • Plotter
• Modem externo
Conexão do microventilador na
placa de CPU. • Tablet
• Câmeras digitais

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As placas de CPU modernas possuem duas interfaces seriais, normalmente chamadas de 21) Em placas do padrão AT, você deve ligar os cabos flat das interfaces seriais e
COM1 e COM2. Na verdade essas portas podem ser reconfiguradas pelo CMOS Setup da paralela nos conectores da placa de CPU (figura 6.20). Não esqueça de verificar
para utilizar endereços da COM1, COM2, COM3 ou COM4. em cada conector, se o se o pino 1 ficou alinhado com o fio vermelho do cabo.
Figura 6.20
Figura 3.21

Conectores auxiliares para as interface seriais. Ligando os conectores das


interfaces seriais e paralelas
em uma placa de CPU AT.
ESTA ETAPA NÃO É
USADA NOS GABINETES
ATX.

As placas de CPU padrão AT são acompanhadas de cabos como os da figura 3.21.


Em cada um deles, uma extremidade deve ser ligada à conexão da porta serial existente na
placa de CPU (COM1 ou COM2). Na outra extremidade existe um conector DB-9 ou DB-
25 que deve ser fixado na parte traseira do gabinete do PC.

Figura 3.22 Conector para o teclado


Conectores existentes na parte traseira de uma O teclado é conectado na placa de CPU, pois nela está a sua interface. As placas de
placa de CPU ATX.
CPU tradicionalmente possuem um conector para teclado do tipo DIN de 5 pinos. Mais
recentemente as placas de CPU passaram a utilizar um conector de teclado padrão PS/2.
Ambos estão mostrados na figura 3.4.

Placas de CPU padrão ATX não possuem conectores como os da figura 3.21. Ao
invés disso, a parte traseira dessas placas possui diversos conectores fixos, entre os quais
os usados pelas portas seriais (figura 3.22).
Convém apresentar um detalhe importante a respeito dos conectores como o da
figura 3.21. Apesar de todos serem parecidos, existem diferenças na ordem das ligações na
interface. Em outras palavras, os conectores auxiliares que acompanham uma placa
(relativos à COM1, COM2 e à porta paralela) não funcionarão necessariamente com outras
placas. Ao instalar uma placa de CPU, use os cabos seriais e paralelo com ela fornecidos.
Se você utilizar os cabos que faziam parte de outro PC, poderão não funcionar ao serem Figura 3.4 - Conectores para teclado.
ligados na nova placa de CPU.

Figura 6.19 Conectores para o painel do gabinete


Fixando os conectores das interfaces Todas as placas de CPU possuem conexões para o painel frontal do gabinete.
seriais e paralela usando as fendas Nessas conexões ligamos o alto falante, o botão RESET, os LEDs, etc.
existentes na parte traseira do
gabinete.
22) Conecte o teclado na placa de CPU. Em placas padrão ATX, o conector do
ESTA ETAPA NÃO É USADA teclado segue o padrão PS/2 (figura 6.21).
NOS GABINETES ATX.

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Figura 6.21 - Conectando o teclado


na placa de CPU.
PLACA DE SOM E CD-ROM
Um usuário pode comprar um kit multimídia e instalar no seu computador. Nesta
instalação estão envolvidos a placa de som e o drive de CD-ROM, além de softwares
relacionados com esses dispositivos. Deixaremos de lado os programas de multimídia
genéricos que são fornecidos como bônus junto com os kits multimídia, como jogos,
enciclopédias eletrônicas e programas educativos em geral. Daremos neste capítulo, ênfase
à instalação de hardware, à configuração dos seus recursos e ao uso de softwares
diretamente relacionados com a placa de som e o drive de CD-ROM. Daremos também
ênfase às placas de som produzidas pela Creative Labs (família Sound Blaster), já que
dominam o mercado, e também aos drives de CD-ROM IDE, usados em praticamente
todos os kits multimídia atuais.

A instalação de uma placa de som e um drive de CD-ROM pode ser feita em diversas
modalidades:
Figura 6.22 -
• Instalação conjunta da placa de som e do drive de CD-ROM.
Conectando o teclado e o mouse • Instalação da placa de som apenas, mantendo o drive de CD-ROM antigo, ou não
na placa de CPU padrão AT. usando drive de CD-ROM algum.
Está indicada ainda a conexão • Instalação de um drive de CD-ROM apenas, mantendo a placa de som antiga, ou
do monitor (o cabo mais à não usando placa de som alguma.
direita • Em cada um desses casos, o drive de CD-ROM pode ser ligado na placa de som ou
em uma interface IDE existente na placa de CPU, ou em uma placa IDEPLUS, ou
ainda em uma interface IDE isolada.
• Em cada um desses casos, pode ser usado o método Plug and Play, como ocorre
com as placas modernas, ou o método tradicional, no caso de aproveitamento de
placas antigas.

Características de placas de som


Se o seu teclado segue o padrão DIN, será preciso utilizar um adaptador. Em placas Conversores A/D
padrão AT, o teclado com conector DIN pode ser ligado diretamente, sem
adaptador. A figura 6.22 mostra a conexão do teclado e mouse, no caso de O conversor A/D (Analógico-Digital). Este é um dos mais importantes circuitos de
gabinetes e placas de CPU padrão AT. uma placa de som. É responsável pela digitalização dos sinais sonoros. Na verdade, não se
trata de um chip específico. As placas de som possuem chips que contém diversos
23) Conecte o mouse no conector DB-9 da COM1, ou então no conector para
circuitos, entre os quais, os conversores A/D.
mouse padrão PS/2, no caso de placas de CPU ATX (figura 6.23). A figura 6.22
mostra a conexão do mouse no caso de placas de CPU padrão AT. Conversores D/A
Figura 6.23 O conversor D/A (Digital-Analógico) faz o trabalho inverso do conversor A/D.
Conectando o mouse na placa de Recebe dados provenientes da digitalização de sons e reconstitui os sinais analógicos
CPU. Você pode optar pelo originais. Depois de passar pelo Mixer e pelo amplificador de áudio, esses sinais
conector PS/2 ou pelo conector analógicos são enviados para as caixas de som.
DB-9 da COM1.

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Sintetizador FM CD-ROM e CD-Audio


Este é um circuito que imita os sons dos instrumentos musicais. Tradicionalmente, O CD-ROM é uma espécie de Compact Disk no qual são armazenados dados
as placas de som têm utilizado sintetizadores simples, como o Yamaha OPL2 e o OPL3. compatíveis com os sistemas de arquivos usados pelos computadores. Possui arquivos e
Placas de som mais sofisticadas utilizam outro método chamado Wave Table diretórios, exatamente da mesma forma como ocorre com os disquetes e os discos rígidos.
Synthesis, usando uma memória ROM ou RAM na qual existem amostras digitalizadas de Já um CD-Audio é um Compact Disk próprio para armazenar trilhas sonoras, em geral
instrumentos musicais verdadeiros. musicais, e usados nos chamados CD Players. Os drives de CD-ROM são capazes de
operar com ambos os tipos de disco.
UART MIDI
Conector ISA de 8 ou 16 bits
Trata-se de uma interface serial através da qual a placa de som pode comunicar-se
com instrumentos MIDI. Este recurso é importante para quem deseja compor música com A maioria das placas de som possui um conector ISA de 16 bits, mas não é este o
o auxílio do computador. motivo pelo qual são chamadas de "placas de som com 16 bits". Quando falamos em
placas de som de 8 ou 16 bits, estamos nos referindo aos seus conversores A/D e D/A. A
Taxa de amostragem primeira placa de som da família Sound Blaster usava um conector ISA de 8 bits, e
também possuía conversores de 8 bits. A Sound Blaster Pro era também uma placa de 8
Este parâmetro está diretamente relacionado com a qualidade do sinal sonoro bits, ou seja, equipada com conversores de 8 bits, apesar do seu conector ISA ter 16 bits.
digitalizado. É o número de amostras feitas no sinal analógico a cada segundo. Para que As atuais placas de som possuem conversores de 16 bits, e conectores ISA também de 16
seja possível captar os sons mais agudos, é preciso usar taxas de amostragem bem bits.
elevadas. Para obter um som digitalizado de alta fidelidade, são usadas 44.000 amostras
por segundo, ou seja, uma taxa de amostragem de 44 kHz. Para economizar espaço em Interface para drives de CD-ROM
disco, evitando que os sons digitalizados resultem em arquivos muito grandes, é aceitável
usar taxas de amostragem menores, desde que seja tolerável um som de menor qualidade. Todas as placas de som modernas, com raras exceções, possuem uma interface IDE
Por exemplo, para digitalizar voz com a mesma qualidade de uma conversação telefônica, para conexão de um drive de CD-ROM. Placas de som um pouco mais antigas possuíam
podemos usar taxas em torno de 10 kHz. também interfaces para drive de CD-ROM, mas não eram IDE, e sim, interfaces
proprietárias.
Digitalização com 8 ou 16 bits
As placas de som antigas usavam conversores A/D e D/A de apenas 8 bits. Para Características dos drives de CD-ROM
efeitos práticos, o resultado era uma distorção sonora da ordem de 0,5%, manifestada na
forma de um ruído que acompanha o som. Placas de som modernas possuem conversores
de 16 bits, e são muito mais precisas. O ruído resultante dos arre-dondamentos na Padrão IDE
digitalização também existe com essas placas, mas é completa-mente inaudível, ou seja, Até aproximadamente o final de 1994, reinavam os drives de CD-ROM que usavam
seu som é extremamente puro. interfaces proprietárias. Depois disso, passaram a predominar os drives de CD-ROM com
interfaces IDE. Todas as placas de som modernas, com raríssimas exceções, possuem uma
Digitalização em mono ou estéreo interface IDE própria para a conexão com o drive de CD-ROM. Também é permitido
As placas de som modernas possuem dois canais sonoros independentes, podendo conectar o drive de CD-ROM em uma das interfaces IDE existentes na placa de CPU, ou
portanto operar em estéreo. Esta característica, em uma digitalização em 16 bits feita com em qualquer interface IDE disponível, não importa em que placa esteja localizada.
uma taxa de 44 kHz, resulta em um som com a mesma qualidade dos CDs musicais.
Velocidade
Mixer Os primeiros drives de CD-ROM eram ditos de velocidade simples (single speed),
As placas de som podem receber sinais sonoros de diversas origens. O som a ser ou 1X. Operavam com uma taxa de transferência de 150 kB/s. Depois dele surgiram os
digitalizado pode ser proveniente de um microfone, de um CD musical, ou de qualquer modelos 2X, 3X, 4X, 6X, 8X, 10X, 12X e 16X... Tudo indica que essas velocidades
outro aparelho de som, ligado na entrada LINE IN. Podemos selecionar ou misturar todos continuarão aumentando. Por exemplo, um modelo 12X possui uma taxa de transferência
esses sons, através de um circuito chamado Mixer, o misturador. Da mesma forma, os sons igual a 1800 kB/s.
que são enviados para as caixas de som também podem ser provenientes de várias origens.
Além dos citados acima, temos ainda o som proveniente do sintetizador MIDI e do CLV e CAV
conversor D/A. Desde o seu lançamento, os drives de CD-ROM operavam no modo CLV, ou seja,
velocidade linear constante. A partir do final de 1996, foram criados modelos CAV, ou
seja, velocidade angular constante. Sua principal característica é que a taxa de transferência
Professor: Cieslak Pag. 117 Professor: Cieslak Pag. 118
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é menor quando estão sendo acessadas suas trilhas internas. Em compensação, o tempo de que são em geral ligados a placas controladoras SCSI. Existem modelos antigos de placas
acesso é bem menor, já que não são necessárias pausas para acelerar e desacelerar a de som equipadas com uma interface SCSI, como é o caso da Sound Blaster 16 SCSI-2.
rotação do disco de acordo com a trilha acessada.
Por falar em modelos antigos, existem também as placas de som equipadas com
interfaces proprietárias, muito comuns entre 1992 e 1994, quando reinavam os drives de
CD-ROM 1X e 2X.
As conexões de uma placa de som
Cabo de áudio
Apesar de terem sido lançados vários modelos de placas de som nos últimos anos,
suas conexões são muito semelhantes. Existem as seguintes conexões: Todos os drives de CD-ROM, antigos e novos, bem como todas as placas de som
(com exceções dos antigos modelos pré-históricos da Sound Blaster, que não tinham
• Entradas sonoras conexão alguma para drive de CD-ROM) possuem uma conexão para um cabo de áudio.
Trata-se de um cabo estéreo, blindado, que transmite o som originado no drive de CD-
• Saídas sonoras ROM quando está reproduzindo CDs de áudio. Este cabo é ligado na placa de som, em um
• Interface para o drive de CD-ROM ponto indicado como CD In. Desta forma, a placa de som pode digitalizar ou simplesmente
enviar para os alto-falantes o som gerado pelo drive de CD-ROM quando está
• Joystick reproduzindo CDs de áudio.

• Dispositivos MIDI

Figura 1 - Conexões da placa de som.


Figura 2 - Conectores da parte traseira de uma placa de som
A figura 1 mostra as principais conexões de uma placa de som. Como vemos, é
conectada ao drive de CD-ROM, ao joystick e a diversos dispositivos sonoros. Veja por
Na parte traseira da placa de som existem diversas conexões, mostradas com mais
exemplo a conexão com o drive de CD-ROM. Esta conexão é feita através de dois cabos:
detalhes na figura 2. Além da entrada CD-IN que acabamos de apresentar, temos ainda as
seguintes entradas e saídas:
Cabo de dados
Speaker IN
Em praticamente todas as placas de som atuais, esta conexão segue o padrão IDE.
Provavelmente você não achará interessante usar esta entrada, mesmo porque a
Isto significa que as placas de som possuem uma interface IDE, própria para a conexão
placa de som não é acompanhada do cabo necessário. Esta entrada é uma opção para
com o drive de CD-ROM. Esta ligação, apesar de ser muito comum, pode ser feita de
conectar a saída PC Speaker da placa de CPU. Em todas as placas de CPU existe uma
outras formas. Por exemplo, é possível ligar o drive de CD-ROM em uma outra interface
saída própria para a conexão do PC Speaker, que é um pequeno alto-falante localizado
IDE que não seja a da placa de som, como por exemplo, uma das interfaces IDE existentes
internamente, no painel frontal do gabinete do PC. Podemos desligar este alto-falante da
nas placas de CPU modernas. No caso de PCs mais antigos, que não possuem interfaces
placa de CPU e fazer uma ligação direta entre a placa de CPU e a placa de som. Desta
IDE na placa de CPU, o drive de CD-ROM IDE pode ser ligado à placa IDEPLUS, ou
forma, os sons que deveriam ser emitidos pelo PC Speaker serão emitidos pelas caixas de
então a uma placa controladora IDE à parte. Existem também os drives de CD-ROM SCSI,
som ligadas na parte traseira da placa de som. Uma das desvantagens desta conexão é que
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os sons emitidos durante o processo de boot não serão ouvidos. O PC Speaker é usado para gerado pelas emissoras de TV. Ao colocarmos uma fita de videocassete para ser
emitir beeps, caso ocorra algum erro durante o processo de boot. Se o som do PC Speaker reproduzida no VCR, teremos na saída Audio Out, o som do filme existente na fita.
tiver sido direcionado para a placa de som, não será possível ouvir os avisos sonoros Podemos assim criar arquivos sonoros com trechos dos nossos filmes prediletos.
indicadores de erro.

MIC
Line IN
Esta é uma entrada sonora dedicada à ligação de um microfone. Os kits multimídia
Nesta entrada sonora, podemos conectar qualquer aparelho que gere sons. Podemos em geral são acompanhados de um microfone apropriado, e algumas vezes, a placa de som,
citar por exemplo, os videocassetes (VCRs). Em geral, esses aparelhos possuem na sua mesmo sendo vendida separadamente, também é acompanhada deste microfone. Se não
parte traseira (algumas vezes na parte dianteira) uma saída indicada como Audio Out. Esta tivermos recebido este microfone, ou se o original estiver defeituoso, não há problema. É
saída poderá ser mono ou estéreo, dependendo do VCR. Através de um cabo apropriado bastante fácil encontrar à venda nas lojas especializadas em informática, a um baixo custo,
que acompanha a placa de som, como mostra a figura 3, podemos ligar esta saída sonora na vários modelos de microfones próprios para serem ligados às placas de som, como o
entrada Line In da placa de som. Outros aparelhos também possuem saídas sonoras que mostrado na figura 4.
podem ser ligadas à placa de som, tais como:

• Câmeras

• CD Players

• Pré-amplificadores

• Tape decks

Figura 4 - Um típico microfone que pode ser ligado à placa de som.

Line Out
O som gerado pela placa de som, ou mesmo recebido de outras fontes sonoras, é
enviado para a saída Line Out. Esta saída não é amplificada, portanto é indicada para a
ligação em fones de ouvido, ou então em caixas de som com amplificação.

Speaker Out
O mesmo som que é enviado para a saída Line Out passa através de um
amplificador estéreo de 4 watts, e o resultado é enviado à saída Speaker Out. Podemos
ligar nesta saída, caixas de som sem amplificação. Não é necessário usar amplificação
adicional, pois 4 watts é uma potência bem razoável para alto-falantes usados em
multimídia. Não é recomendável ligar nesta saída, fones de ouvido. Se o volume for muito
alto, o fone será danificado.

Joystick & MIDI Port


Figura 3 - Usando a entrada LINE IN. Este é um típico conector para joystick, idêntico ao utilizado nos PCs desde o seu
Vejamos uma aplicação interessante que está ao alcance de todos. Quando uma TV lançamento, e eletronicamente semelhante ao existente, por exemplo, na placa IDEPLUS.
é ligada a um VCR, este recebe os sinais de RF pela antena e os transmite para a entrada de Entretanto, existe uma diferença. Este conector é também utilizado para a conexão de
antena da TV, mesmo com o VCR desligado. Quando ligamos o VCR, este sintoniza as instrumentos MIDI. É comum usar o PC para jogos, e menos comum usá-lo para
emissoras e transmite para a TV, em geral na freqüência do canal 2 ou canal 3. Ao mesmo composição musical, mas é bastante incomum encontrar ambas as aplicações para um
tempo, o som da emissora sintonizada está presente na saída Audio Out. Ao ligar esta saída mesmo usuário. Mesmo assim, se for necessário, podemos usar um cabo adaptador
na placa de som, podemos digitalizar o áudio da emissora de TV. Em outras palavras, apropriado. A Creative Labs comercializa este cabo, sob encomenda. O cabo possui uma
podemos gerar arquivos sonoros com nossas vinhetas preferidas, ou qualquer outro som conexão que liga-se na placa de som, e na outra extremidade, duas conexões

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independentes, sendo uma para joystick e outra para dispositivos MIDI. Podemos ver este Modem Input
cabo na figura 5.
As placas conhecidas como Voice Modems permitem a transmissão e recepção de
dados pela linha telefônica, ao mesmo tempo em que é mantida uma conversação. Essas
placas possuem na sua parte traseira, além de conexões para um telefone e para a linha
telefônica, uma ligação para microfone e outra para alto-falantes. Podemos ligar o alto-
falante diretamente na placa voice modem, mas isto faria com que o computador ficasse
com dois pares de alto-falantes, sendo um par ligado na placa voice modem e outro ligado
na placa de som. Para evitar o congestionamento da mesa com tantas caixas de som,
podemos ligar a saída de alto-falante da placa voice modem diretamente na entrada Line In
da placa de som. Alguns modelos de placas voice modem possuem um conector interno
para enviar o som para uma placa de som. As atuais placas da família Sound Blaster
Figura 5 - Cabo para ligação simultânea de joystick e dispositivos MIDI. possuem esta entrada interna, permitindo a conexão direta com a placa voice modem.
Podemos ver este conector na figura 7.

Em algumas placas de som mais antigas da família Sound Blaster, bem como em
placas produzidas por outros fabricantes, podemos encontrar pequenas diferenças nessas
conexões. Por exemplo, nas primeiras placas Sound Blaster 16, assim como nos modelos
mais antigos, não existia a saída Line Out. Em seu lugar havia um potenciômetro para
controle do volume que era enviado ao Speaker Out, como na placa da figura 6.

Não era muito prático controlar o volume por este potenciômetro, já que o seu
acesso era muito dificultado, por ficar localizado na parte traseira do computador. Muitos
usuários preferiam usar caixas de som com amplificação, equipadas com um
Figura 7 - Conector para ligação em placas voice modem.
potenciômetro próprio. Outros preferiam controlar o volume por software, atuando
diretamente sobre o Mixer. Portanto, o potenciômetro da placa de som caiu em desuso, e
em seu lugar foi adicionada a saída Line Out. As conexões mostradas até aqui dizem respeito a entradas e saídas sonoras.
Podemos encontrar ainda outras conexões que não são necessariamente para sinais
sonoros, e sim, para outros dispositivos digitais. São elas:

Wave Blaster
Praticamente todas as placas da família Sound Blaster, da SB 16 em diante, permitem a
conexão de uma placa chamada Wave Blaster, mostrada na figura 8. Com ela, os sons
MIDI passam a ser gerados a partir de amostras de instrumentos musicais verdadeiros,
assim como ocorre nos modelos mais avançados de placa de som. Em outras palavras, a
Wave Blaster incorpora o recurso Wave Table Synthesis às placas de som que não o
possuem.

Figura 6 - Placas de som antigas tinham um potenciômetro para controle de volume, ao


invés da saída Line Out.

Podemos encontrar ainda algumas diferenças nessas conexões. Por exemplo,


algumas placas ditas "Sound Blaster Compatibles" possuem uma única entrada MIC, ao
invés das duas entradas MIC e Line In existentes nos modelos da Sound Blaster.
Figura 8 - Uma placa Wave Blaster.
Professor: Cieslak Pag. 123 Professor: Cieslak Pag. 124
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prejudicado, mas o mesmo não pode ser dito em PCs equipados com microprocessadores
Na figura 9, vemos uma placa Sound Blaster 16 e o conector no qual é ligada a mais lentos. Nesse caso, sendo a compressão e a descompressão realizadas pelo ASP, o
Wave Blaster. microprocessador ficará menos sobrecarregado, e o desempenho do sistema será maior.

Como os PCs baseados no Pentium são atualmente muito comuns, as placas de som
mais modernas não possuem a opção de instalação do ASP. Placas de som um pouco mais
antigas, podem ser apresentadas com este soquete vazio, e caso seja desejado, o usuário
pode encomendar o chip ASP da Creative Labs, através de seus revendedores. Existem
modelos da Sound Blaster 16 que são fornecidos já com o chip ASP instalado. São
chamados de Sound Blaster 16 ASP.

Figura 9 - Conector para ligação da Wave Blaster.

Soquetes para memória SIMM


As placas Sound Blaster 32 e Sound Blaster AWE32 possuem dois soquetes para
instalação de módulos SIMM de 30 pinos. Nesta memória podem ser carregados os
chamados Sound Fonts, que são amostras de sons digitalizados de instrumentos reais.
Essas placas já possuem uma ROM com 1 MB de amostras de sons, mas com esses dois
soquetes, podemos aumentar esta memória para até 28 MB, e nela carregar novos sons, ou
adquiridos separadamente, ou criados pelo próprio usuário. Figura 11 - Soquete para instalação do chip ASP.

Soquete de expansão de memória na Sound Blaster AWE64


A Sound Blaster AWE64 não possui soquetes para instalação de módulos SIMM, Conector da interface para drive de CD-ROM
como ocorre com a Sound Blaster 32 e a Sound Blaster AWE32. Em seu lugar, existem
conectores próprios para a instalação de uma placa de expansão de memória, específica Praticamente todas as placas de som modernas possuem o típico conector de 40
para a AWE64. Podemos ver estes conectores na figura 10. pinos de uma interface IDE, próprio para a conexão de um drive de CD-ROM. Placas mais
antigas poderão apresentar conectores com este mesmo fim, mas ao invés de usarem a
interface IDE, podem ser equipadas com uma interface proprietária. A placa Sound Blaster
16 MCD (Multi-CD), muito vendida em 1994, chegava ao caso extremo de apresentar 3
conectores para drives de CD-ROM, sendo um para drives da Panasonic, outro para drives
da Sony e outro para drives da Mitsumi, todos de velocidade simples (1X) ou dupla (2X).
Podemos ver esses conectores na figura 12.

Figura 10 - Conectores para o módulo de expansão de memória da Sound Blaster AWE64.

Soquete para instalação de chip ASP


Alguns modelos da Sound Blaster possuem um soquete vazio para a instalação de Figura 12 - Os conectores para drives de CD-ROM da placa Sound Blaster 16 MCD.
um chip especial chamado Advanced Signal Processor (ASP). A principal função deste
chip é realizar por hardware a compressão e a descompressão de áudio, à medida em que
os arquivos WAV são respectivamente gravados e reproduzidos. Sem este chip, esta
compressão também é realizada, mas pelo microprocessador principal. Um Pentium pode
facilmente realizar esta compressão sem que o desempenho global do computador seja
Professor: Cieslak Pag. 125 Professor: Cieslak Pag. 126
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Áudio digital
Nem todos os drives de CD-ROM possuem esta saída. É usada para conexão com
aparelhos de som que admitem entrada digital, como por exemplo, um Digital Audio Tape.
Placas da família Sound Blaster não possuem uma entrada para Áudio Digital, portanto
esta conexão no drive de CD-ROM, quando existe, não é usada.

Figura 13 - Conexões na parte traseira de um drive de CD-ROM. Jumpers Master/Slave


Esta não é exatamente uma conexão, mas também está localizada na parte traseira
As conexões de um drive de CD-ROM do drive de CD-ROM. Trata-se de um conjunto de 3 pares de pinos metálicos. Em um
deles deve ser conectado um jumper que define como o drive será designado. São 3 as
Encontramos na parte traseira de um drive de CD-ROM IDE, as conexões possibilidades:
mostradas na figura 13. São elas:
• Master

Alimentação • Slave

Trata-se de um conector padrão com tensões de +5 e +12 volts, para ser ligado na • Cable Select
fonte de alimentação. Este conector é idêntico aos existentes nos discos rígidos e nos
drives de 5 ¼". Normalmente a fonte de alimentação possui conectores de ali-mentação Quando um drive de CD-ROM é o único dispositivo ligado a uma interface IDE
livres, mas caso não tenha, podemos usar um adaptador como o mostra-do na figura 14. É (quando o ligamos, por exemplo, na interface IDE existente na placa de som), devemos
chamado de "cabo em Y para fonte de PC". Funciona como uma espécie de extensão. Uma configurá-lo como Master. Quando é o segundo dispositivo de uma interface (tipicamente
de suas extremidades é ligada a um conector da fonte, e as duas ficam disponíveis para ocorre quando ligamos o disco rígido como C e o drive de CD-ROM como D, ambos na
alimentar dois drives. Este adaptador pode ser encontrado com facilidade nas revendas de controladora IDE primária), devemos configurar o drive de CD-ROM como Slave. A
material para informática. opção Cable Select não é usada, mas é deixada disponível, caso algum fabricante decida
adotá-la.

Instalando uma placa Sound Blaster AWE32 PnP


Esta placa foi lançada há algum tempo, e até hoje é considerada uma das mais
sofisticadas da família Sound Blaster. Trata-se de uma placa de 16 bits, similar à Sound
Figura 14 - Cabo em Y para fonte de PC.
Blaster 16, mas equipada com o chip EMU8000, capaz de reproduzir os sons de 16
Conector IDE instrumentos musicais simultâneos. Juntando com os outros 16 instrumentos gerados pelo
chip Yamaha OPL3, são obtidos ao todo 32 sons. Por isto é chamada de Sound Blaster 32.
ligada a uma interface IDE. Pode ser usada a interface IDE existente na placa de A sigla AWE significa Advanced Wave Effects, uma característica tornada possível graças
som, ou uma das interfaces IDE existentes na placa de CPU (no caso de placas de CPU ao chip EMU8000. Seus sons MIDI são muito melhores que os obtidos com as placas
modernas), ou ainda a interface IDE existente na placa IDEPLUS. Sound Blaster 16.

Áudio analógico A Sound Blaster AWE32 foi atualizada, e agora é fabricada com o recurso PnP,
além de uma interface IDE. Os primeiros modelos da AWE32 eram similares às atuais no
Este é um conector de 4 fios, sendo 2 terras e 2 para transmitir o som dos canais que diz respeito ao som, mas ao invés de possuir uma interface IDE, apresentava três
esquerdo e direito, respectivamente. Este som é gerado quando o drive está reproduzindo interfaces proprietárias para drives de CD-ROM (Sony, Mitsumi e Panasonic), as mesmas
CDs de áudio. Através de um cabo de áudio apropriado, é feita a ligação entre este existentes na Sound Blaster 16 MCD. Além disso, os primeiros modelos não eram PnP,
conector e a placa de som. como ocorre com os modelos atuais.

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foi instalado o conector de 40 pinos para conexão do cabo flat. É possível que novas
versões da SB AWE64 passem a usar esta interface. Se for o caso, a instalação será similar
às das outras placas discutidas neste capítulo, no que diz respeito ao drive de CD-ROM.

Uma das características da conexão do drive de CD-ROM em uma interface IDE


não localizada na placa de som é que, logo ao ser ligado o computador, este drive já
aparecerá na janela do Meu Computador, como mostra a figura 15. No computador deste
exemplo já existiam dois discos rígidos, designados como C e D. O drive de CD-ROM foi
então reconhecido como E.

Figura 29 - Conexões de uma placa Sound Blaster AWE32.


A figura 29 mostra as conexões de um kit multimídia baseado na SB AWE32.
Exemplificaremos aqui a instalação de um kit contendo a SB AWE32 Plug and
Play. As conexões elétricas e mecânicas são idênticas às que são feitas na instalação de
qualquer kit multimídia. Um cuidado que deve ser tomado e que muitos usuários
esquecem, é o posicionamento correto do jumper Master/Slave do drive de CD-ROM. Figura 15 - Basta conectar o drive de CD-ROM em uma das interfaces IDE existentes na
Quando o drive é ligado na interface IDE existente na placa de som, deve ser configurado placa de CPU e o Windows 95 irá reconhecê-lo automaticamente.
como Master.
Uma vez realizadas todas as conexões, ligamos o computador, e a placa de som será
detectada, juntamente com todos os seus circuitos.

Instalando uma placa Sound Blaster AWE64


Vejamos agora como fazer a instalação do kit multimídia lançado no início de
1997, composto de uma placa Sound Blaster AWE64 e um drive de CD-ROM 12X,
modelo Infra1800. Esta placa apresenta uma pequena diferença em relação às suas
antecessoras, no que diz respeito à interface IDE. Pode ser fornecida com ou sem esta
interface. Caso seja fornecida sem a interface IDE, devemos utilizar uma das disponíveis
na placa de CPU. Ao instalar este kit em um PC mais antigo, equipado com apenas uma
interface IDE, devemos usar a controladora IDE primária, a mesma onde está ligado o
disco rígido. Nesse caso, o drive de CD-ROM deve ser configurado como Slave. Diga-se
de passagem que para usar a SB AWE64 é recomendável, no mínimo, um Pentium-90.
Fica portanto descartada a possibilidade de instalação em PCs antigos, que não
possuem duas interfaces IDE na placa de CPU. Apesar da SB AWE64 funcionar nos PCs
mais antigos (e em conseqüência, mais lentos), não será possível utilizar todos os seus
recursos.

Como o drive de CD-ROM será ligado em uma interface IDE existente na placa de
CPU, podemos fazer a sua instalação de forma independente, ou seja, instalamos primeiro
o drive de CD-ROM, e depois que estiver funcionando, podemos instalar a placa de som.

Observe entretanto que a ausência da interface IDE na SB AWE64 não é uma


característica definitiva. Na verdade, esta interface está presente nessas placas, apenas não
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drivers fazem com que a placa possa ser reconhecida pelo sistema operacional. A maioria
MODEM das placas atuais é fornecida com drivers para Windows 95, mas você poderá encontrar
placas que são fornecidas sem esses drivers. Neste caso, devem ser usados os drivers que
acompanham o Windows 95.
Placa de modem e seus acessórios
Programas de comunicação
Neste capítulo abordaremos a instalação de modems. Será dada ênfase aos
É comum encontrar junto com os modems, programas para transmissão e recepção
chamados "modems internos", ou seja, placas de modem, por serem muito mais usados que
de fax. Atualmente são fornecidos também programas para acesso à Internet (em geral o
os modelos externos. Usaremos como exemplo as placas da US Robotics, já que são as
Microsoft Explorer). São ainda fornecidos outros programas de comunicação, em geral
mais comuns no Brasil. Entretanto, as técnicas apresentadas são igualmente aplicadas a
ligados ao uso da Internet. Esses programas podem estar localizados em um CD-ROM, o
modems de outros fabricantes.
mesmo no qual estão os drivers do modem.
Ao comprarmos uma placa de modem, recebemos os acessórios mostrados na
figura 1. Passaremos agora a apresentar esses acessórios. Extensão RJ-11
Trata-se de uma extensão telefônica usada para ligar a placa na tomada telefônica
existente na parede. Mais adiante veremos como fazer esta ligação.

Configuração de jumpers
Os modems que não possuem o recurso PnP (Plug and Play) necessitam ser
configurados através de jumpers. Tratam-se de modelos de fabricação menos recente, até
Figura 1 - Placa de modem e seus acessórios. aproximadamente o final de 1995. É preciso indicar o seu endereço de E/S, que se traduz
no nome de uma porta serial, que pode ser COM1, COM2, COM3 ou COM4. É preciso
ainda escolher uma interrupção de hardware. Em geral são apresentadas opções como
Placa de modem IRQ3, IRQ4, IRQ6, IRQ7 e IRQ9.

As placas de modem (figura 2) em geral possuem um conector ISA de 8 bits. Os modems Plug and Play não requerem que o usuário faça a sua configuração
Possuem na sua parte traseira, dois conectores para ligação à linha telefônica e a um através de jumpers. A configuração é feita automaticamente pelo Windows 95. Entretanto,
telefone. Os modelos chamados de Voice Modems possuem ainda conectores para ligação mesmo assim é preciso indicar que deve ser usado o recurso PnP, e isto também é feito
de um microfone e um altofalante. através de jumpers. Realmente, as placas de modem são um caso atípico. A maioria das
placas Plug and Play só pode operar no modo Plug and Play, não permitindo que o usuário
defina os seus recursos por métodos manuais. Curiosamente, as placas de modem (pelo
menos a maioria dos modelos atuais) permitem que o usuário escolha se quer ou não usar o
recurso PnP. Caso não queira, pode configurá-la como uma placa de legado, definindo
através de jumpers a COM e a IRQ. A princípio, não temos razão para abrir mão do
recurso PnP, ou seja, se uma placa de modem é PnP, devemos deixar este recurso
habilitado.

Figura 2 - Uma placa de modem.

Drivers
O modem é acompanhado de drivers e programas de comunicação. Todos podem
estar contidos em um único CD-ROM, ou podem estar distribuídos em disquetes
diferentes. Poderá ocorrer casos em que os programas de comunicação estão em um CD-
ROM, e os drivers estão em um disquete. A palavra final será do manual de instalação. Os Figura 7 - Extensão RJ-11.
Professor: Cieslak Pag. 131 Professor: Cieslak Pag. 132
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As atuais placas da US Robotics possuem dois grupos de jumpers para a definição


da COM e da IRQ, como mostra a figura 8. Para que opere no modo PnP, o manual instrui
para que todos os jumpers sejam removidos. Se jumpers forem usados para indicar a COM
e a IRQ, a instalação será feita pelo método não PnP.

Figura 10 - Indicando a porta serial a ser usada na placa de modem.

No caso de instalação de placas de legado, ou de placas PnP em modo de legado, é


preciso, antes de mais nada, encontrar um endereço de E/S e uma IRQ livres para serem
utilizadas. Esta determinação pode ser feita com o auxílio do Gerenciador de Dispositivos.
Também no caso de placas PnP, é preciso fazer uma consulta ao Gerenciador de
Dispositivos, pois a instalação pode ser impossibilitada, ou pelo menos dificultada, caso
não seja possível encontrar uma IRQ livre entre as opções IRQ3, IRQ4, IRQ5, IRQ7 e
IRQ9. Certifique-se que pelo menos uma delas está livre.

Figura 8 - Grupos de jumpers para indicação da COM e da IRQ.


Recursos para placas de legado
Em condições normais, um PC pode utilizar até 4 interfaces seriais, COM1, COM2,
Uma das placas mais usadas da US Robotics é a Sportster 33.6 PnP. Possui dois
COM3 e COM4. Nos PCs atuais, existem duas interfaces seriais localizadas na placa de
grupos de jumpers, como os mostrados na figura 8. Na figura 9, vemos como esses jumpers
CPU, configuradas quase sempre como COM1 e COM2. Nesse caso, o modem interno
devem ser configurados para que a placa opere em modo PnP. De acordo com o manual,
deve ser configurado como COM3 ou COM4. Existem entretanto formas diferentes de
basta retirar todos os jumpers. Tome muito cuidado, pois outras placas podem apresentar
instalação, igualmente válidas. Tudo é baseado em dois princípios:
outros métodos para ativar o recurso PnP.
· Duas interfaces não podem utilizar os mesmos endereços de E/S
· Duas interfaces não podem usar a mesma interrupção
Uma placa de modem pode ser configurada como qualquer porta serial e com
qualquer interrupção, desde que os dois princípios acima sejam respeitados. Note bem o
seguinte:

· Quase sempre os PCs possuem duas interfaces seriais, COM1 e COM2


Figura 9 - Habilitando o recurso PnP na placa Sportster 33.6. · Algumas placas de vídeo ocupam parte da faixa de E/S reservada para a COM4
· A interface IDE terciária ocupa uma faixa (3EE-3EF) que pertence à COM3

Nesta mesma placa, é permitida a instalação em modo de legado, com a Apesar de todas essas restrições, dificilmente todas ocorrem simultaneamente, e
programação da COM e da IRQ através de jumpers. Neste caso, devemos conectar o mesmo assim, existem formas de contorná-las. Podemos citar alguns métodos:
jumper correspondente à IRQ a ser utilizada (3, 4, 5, 7 ou 9). Não esqueça que IRQ2 é na
verdade tratado como IRQ9. Devemos ainda selecionar a porta COM a ser utilizada, de · Se a COM2 não estiver sendo utilizada, podemos desabilitá-la através do CMOS
acordo com as instruções da figura 10. Setup (no caso de placas de CPU modernas) ou de jumpers (no caso de placas IDEPLUS),
e deixar que a placa de modem opere como COM2.
· São raras as placas de vídeo que ocupam endereços pertencentes à COM4. Se o
Gerenciador de Dispositivos mostrar que a faixa 2E8-2EF está livre, podemos instalar a
placa de modem como COM4.

Professor: Cieslak Pag. 133 Professor: Cieslak Pag. 134


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· Quando uma interface IDE terciária (tipicamente existente nas placas de som) está · A COM4 usa, por default, a IRQ3
ocupando os endereços 3EE e 3EF, entrando em conflito com a faixa pertencente à COM3,
podemos reprogramá-la para que opere como quaternária. Neste caso, basta proceder como · Em geral a IRQ7 é usada pela LPT1
mostra a figura 11. No Gerenciador de Dispositivos, selecionamos a interface IDE e
· Em geral a IRQ5 é usada pela placa de som
usamos o botão Propriedades. Observe que as que ocupam as faixas 1F0-1F7 e 170-177
são respectivamente a primária e a secundária, localizadas na placa de COM. A interface Fica então, como escolha natural, usar a IRQ9 (que alguns manuais chamam de
IDE existente na placa de som é em geral configurada como terciária, ocupando a faixa IRQ2) para a COM3 ou para a COM4. Uma outra forma de instalação é desabilitar a
1E8-1EF, e ainda a problemática 3EE-3EF, causadora de conflito com a COM3. Devemos COM2, caso não esteja sendo usada, e configurando a placa de modem para operar como
desmarcar o quadro "Usar configurações automáticas" e selecionar entre as configurações COM2/IRQ4.
básicas, a correspondente à IDE quaternária (endereços 168-16F, 36E-36F e IRQ11). Se
for necessário, podemos clicar sobre a IRQ11 e alterá-la, passando usar a mesma antes O Gerenciador de Dispositivos é o principal aliado do usuário na determinação dos
utilizada pela configuração anterior. recursos livres para serem utilizados pela placa a ser instalada.

Podemos então considerar que sempre será possível configurar a placa de modem Suponha que verificamos as interrupções livres através do Gerenciador de
como COM3, bastando transformar a IDE terciária (caso assim esteja) em quaternária. Na Dispositivos, e chegamos ao relatório mostrado na figura 12. Este relatório não é nada
maioria dos casos, poderemos usar também a COM4, pois são poucas as placas de vídeo favorável. Observe que estão ocupadas as interrupções 3, 4, 5, 7 e 9, todas as que poderiam
que ocupam seus endereços. Nos casos em que podemos abrir mão da COM2, podemos ser usadas pela placa de modem.
ainda configurar a placa de modem como COM2.

Figura 12 - Ocupadas as interrupções 3, 4, 5, 7 e 9.

Figura 11 - Alterando os recursos utilizados pela interface IDE terciária, evitando o


conflito com a COM3. Existem diversas formas de fazer a instalação em uma situação como essas. Todas
elas consistem em fazer com que os dispositivos que ocupam essas interrupções sejam
desabilitados, liberando a sua interrupção, ou então fazendo com que passem a utilizar
Em relação à escolha da IRQ, é preciso notar o seguinte: outras interrupções. Podemos citar alguns métodos para liberar interrupções:

· A COM1 usa, por default, a IRQ4 1. Desabilitar a COM2, fazendo com que a IRQ3 fique livre. A placa poderá ser
instalada como COM2/IRQ3, COM3/IRQ3 ou COM4/IRQ3. Este método pode
· A COM2 usa, por default, a IRQ3 ser usado tanto na instalação de placas de modem de legado como de placas
PnP.
· A COM3 usa, por default, a IRQ4

Professor: Cieslak Pag. 135 Professor: Cieslak Pag. 136


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Conexão na linha telefônica


Depois desta complicada discussão sobre recursos de hardware (você leu o capítulo
4?), vamos abordar um assunto mais fácil, que é a conexão da placa na linha telefônica.
Você pode fazer esta conexão antes ou depois da instalação do modem. A diferença é que
o teste do modem e de seus programas de comunicação só poderá ser feito depois de
realizada a conexão na linha telefônica.

Figura 16 - Conexões usando os conectores RJ-11.

Figura 15 - Conectores RJ-11 existentes na parte traseira de uma placa de modem.

Na figura 15 vemos dois conectores telefônicos RJ-11 fêmea, existentes na parte


traseira de uma placa de modem. Um desses conectores deve ser ligado na linha telefônica,
e o outro opcionalmente pode ser ligado a um telefone. Desta forma, podemos usar o
telefone normalmente quando o modem não estiver sendo utilizado. O telefone poderá
fazer e receber ligações. Entretanto, se o modem estiver em funcionamento (em uma
conexão com a Internet, por exemplo), o telefone será automaticamente desligado.
O conector para ligação na linha telefônica possui em geral indicações como
LINE, TELCO ou WALL. O outro, destinado à ligação de um telefone, possui em geral a
indicação PHONE.
Quando o telefone, bem como a tomada telefônica na qual estava conectado, já
utilizavam conectores RJ-11, as conexões com o modem são extremamente simples, já que
todas elas utilizarão conectores RJ-11, como mostra a figura 16. O telefone, que antes era
ligado na tomada telefônica, passará a ser ligado no conector PHONE do modem. O outro
conector do modem (LINE) deve ser ligado à tomada telefônica, através da extensão RJ-11
fornecida juntamente com o modem.
Figura 17 - Conexões usando um telefone com tomada padrão Telebrás.
Se o telefone previamente instalado utilizava uma daquelas tomadas telefônicas
"quadradas" (padrão Telebrás), a conexão será um pouco mais complicada, pois será
preciso utilizar adaptadores. A figura 17 mostra um caso no qual tanto o telefone como a
tomada são do tipo Telebrás. Podemos adquirir um adaptador como o mostrado na figura. Existe ainda o caso em que a tomada telefônica é Telebrás, mas o telefone usa um
Este adaptador possui um conector macho Telebrás para ser ligado na tomada telefônica. conector RJ-11, sendo ligado através de um adaptador Telebrás/RJ-11. Deixando o
Do outro lado, possui dois conectores, sendo um RJ-11 e outro Telebrás. Esses conectores adaptador Telebrás/RJ-11 ligado na tomada telefônica, recaimos no caso da figura 16,
podem ser ligados, respectivamente, no modem, através da extensão RJ-11, e no telefone. como podemos ver na figura 18. O telefone passa a ser ligado no conector PHONE do
modem, e o conector LINE do modem é ligado pela extensão RJ-11 à tomada da parede,
que deverá permanecer com o adaptador Telebrás/RJ-11.

Professor: Cieslak Pag. 137 Professor: Cieslak Pag. 138


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Existem ainda três opções relacionadas com a discagem. A opção "Aguardar sinal
antes de discar" é muito importante. Sem ela, o modem começaria imediatamente, logo no
início de uma conexão, a discagem do número desejada. Esta discagem só pode ser feita
quando é recebido o sinal de discagem (dial tone), ou seja, quando "dá linha". A opção
"Cancelar a ligação se não for completada" impede que o modem fique indefinidamente
tentando fazer uma discagem, caso ocorra algum problema. Por default, se a ligação não
for estabelecida em 60 segundos, será automaticamente cancelada. Desta forma, os
programas de comunicação podem pedir ao usuário que comande uma nova discagem, ou
podem realizar uma outra tentativa de discagem, de forma automática. A terceira opção faz
com que o modem automaticamente desconecte quando ocorre um certo período de
ociosidade. Existem ainda os botões "Configuração da porta" e "Avançada" que serão
abordados mais tarde, quando falarmos sobre configuração de modems.
Com ela podemos verificar qual é a faixa de endereços e qual é a interrupção usada.
Lembramos que essas faixas correspondem às portas seriais da seguinte forma:

COM1: 3F8-3FF
Figura 18 - Ligação usando um telefone com conector RJ-11 e uma tomada telefônica COM2: 2F8-2FF
Telebrás, através de um adaptador. COM3: 3E8-3EF
COM4: 2E8-2EF

Instalação de um modem PnP O modem do nosso exemplo está configurado como COM3, e usa a IRQ5. Observe
ainda a indicação "Nenhum Conflito", o que mostra que a instalação foi feita corretamente,
O processo de instalação Plug and Play é realmente simples, desde que existam do ponto de vista da distribuição de recursos.
recursos de hardware livres. Uma vez que tenhamos verificado a disponibilidade desses
Os próximos passos são testar o modem e instalar os programas de comunicação,
recursos, podemos conectar a placa em um slot livre e ligar o computador. Ao ser dada
como abordaremos em seções posteriores.
partida no Windows, o modem será automaticamente detectado. Será apresentado um
quadro como o da figura 19, pedindo ao usuário que forneça os drivers para o modem
detectado. Alguns fabricantes recomendam o uso do driver padrão Windows. Se for este o
caso, será pedida a seguir a colocação do Cd de instalação do Windows. Em geral será
Instalação de um modem de legado
fornecida também a opção de usar drivers fornecidos pelo fabricante. Existem ainda casos A instalação de um modem de legado é quase tão simples quanto a de um modem
em que o dispositivo detectado não possui drivers padrão Windows, sendo o usuário PnP, pelo menos para os usuários que estão a par dos problemas envolvendo endereços de
obrigado a utilizar drivers fornecidos pelo fabricante. A palavra final será a do manual do E/S e IRQs. Antes de mais nada, é preciso verificar quais são as opções suportadas pela
dispositivo que está sendo instalado. placa, que em geral é configurada através de jumpers. Normalmente as opções são:
Ao escolhermos o driver padrão Windows, será pedida a colocação de disquetes de Endereço: COM1, COM2, COM3 ou COM4
instalação do próprio Windows. Quando escolhemos usar drivers fornecidos pelo
fabricante, temos que fornecer de qualquer forma um disquete ou CD-ROM, sendo para Interrupção: IRQ3, IRQ4, IRQ5, IRQ7 ou IRQ9
isto apresentado um quadro como o da figura 20.
Para instalar um modem de legado, é preciso executar duas instalações isoladas:
· Instalar a interface serial ocupada pelo modem
· Instalar o modem
Essas instalações consistem em informar, através do comando Adicionar Novo
Hardware do Painel de Controle, a presença desses circuitos. Inicialmente usamos este
comando para informar a presença da interface serial com a qual a placa está configurada.
Será preciso indicar a COM e a IRQ usadas. Depois de reinicializado o computador e
ajustados esses recursos, usamos novamente o comando Adicionar Novo Hardware do
Figura 20 - Indicando a localização do driver para o modem. Painel de Controle para informar a presença do modem.
Professor: Cieslak Pag. 139 Professor: Cieslak Pag. 140
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Instalando a porta serial

Tanto no caso da interface serial como no caso do modem, podemos usar dois
métodos:
· Deixar que o Windows tente detectar o hardware
· Informar manualmente o novo hardware, através de uma lista de tipos
Quando usamos o comando Adicionar Novo Hardware, é perguntado se queremos que seja
detectado, ou se iremos informar a partir de uma lista. Caso tenhamos optado por informar
manualmente, é apresentada uma lista como a da figura 26. Devemos escolher a opção
"Portas (COM&LPT)".
A seguir é apresentada uma lista de fabricantes e modelos, como vemos na figura Figura 28 - Recursos atribuídos à interface serial da placa de modem.
27. Devemos selecionar na lista de fabricantes, a opção "Tipos padrão de portas", e na lista
de modelos, a opção "Porta de comunicações". Depois de uma nova inicialização no Windows, devemos checar a presença e o
estado da nova interface serial, usando o Gerenciador de Dispositivos, como mostra a
figura 29. Selecionamos a porta recém instalada e clicamos sobre o botão Propriedades.

Figura 27 - Selecionando a porta serial.


À nova porta serial será atribuído um endereço e uma IRQ, sendo apresentado o
resultado no quadro da figura 28. Esses recursos não corresponderão necessariamente aos
configurados através dos jumpers da placa. Caso não estejam corretos, devemos corrigi-los
posteriormente, através do Gerenciador de Dispositivos.
No nosso exemplo, configuramos a placa como COM3/IRQ9, mas o Windows
atribuiu, como mostra a figura 28, a COM3 (3E8-3EF) e a IRQ4. Figura 29 - Buscando informações sobre a nova porta serial.
Clicamos a seguir em Avançar, e finalmente em Concluir. Será preciso realizar uma
nova inicialização no Windows para que as mudanças sejam efetivadas.

Professor: Cieslak Pag. 141 Professor: Cieslak Pag. 142


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BIOS Date
REINICIAR O COMPUTADOR
Aqui é informada a data do BIOS, o que é uma forma de indicar a sua versão. BIOS mais
Neste momento, o PC está praticamente pronto no que diz respeito à montagem recentes estarão em geral preparados para controlar os dispositivos mais modernos. Por
de hardware. Podemos ligá-lo e verificar que é feita uma contagem de memória exemplo, as placas de CPU produzidas até meados de 1994 não eram capazes de acessar
seguida de uma tentativa de boot. Em geral, é apresentada uma tela com diretamente discos rígidos com mais de 504 MB. As placas mais recentes possuem em seu
informações relativas à configuração de hardware (figura 6.24). BIOS a função LBA, capaz de dar acesso a discos IDE com até 8,4 GB. Placas ainda mais
recentes permitem acessar discos IDE acima de 8,4 GB. Em geral, uma placa de CPU
recém-adquirida possui um BIOS atualizado.
Primary Master / Primary Slave Disk

Aqui são indicados os dispositivos IDE ligados na interface IDE primária. No caso de
discos rígidos, normalmente são apresentadas diversas informações, como a capacidade, o
número de cabeças, cilindros e setores, o modo LBA, o PIO Mode usado na transferência
de dados, etc. Outros dispositivos IDE que não sejam discos rígidos podem ser indicados
de diversas formas. Muitos BIOS fazem indicações como CD-ROM, LS-120, etc. Outros
colocam a indicação None para dispositivos que não sejam discos rígidos.
Secondary Master / Secondary Slave Disk

Mesma função dos itens Primary Master e Primary Slave, porém referem-se à interface
IDE secundária.
Processor clock / CPU clock
Figura 6.24 - Tela apresentada após a tentativa de boot
É o clock do processador. No nosso exemplo, estamos usando um Pentium II de 333 MHz
Base memory
Analisando a configuração de hardware
É é indicado o tamanho da memória convencional. São os primeiros 640 kB da memória,
Nem todos os PCs apresentam telas como a da figura 6.24. De qualquer forma, as nos Quais são executados a maioria dos programas em ambiente MS-DOS.
telas apresentadas são bastante parecidas. Vejamos então o significado das informações
Extended Memory
que são apresentadas:
A memória estendida é toda aquela localizada acima de 1024 kB (1 MB). No nosso
Main Processor / CPU Type exemplo, estamos usando 64 MB de memória, ou seja, 63 MB de memória estendida
(63x1024kB = 64.512 kB).
Aqui é indicado o nome do microprocessador instalado na placa de CPU. No nosso
Display Type
exemplo, temos um Pentium II.
Math Processor / Coprocessor É indicado o tipo de placa de vídeo instalada no computador. Certamente estaremos
usando uma placa SVGA, mas em todos os Setups, essas placas serão sempre indicadas
Trata-se de um módulo chamado "processador matemático". Nos PCs mais antigos, era como VGA, ou então EGA/VGA.
formado por um chip adicional. Processadores atuais possuem o processador matemático
Serial Ports
interno (ou FPU), por isso está aqui indicado como Built-in ou Installed.
Floppy Drive A/B São indicados os endereços das portas seriais existentes na placa de CPU. Normalmente
essas portas são configuradas como COM1 e COM2, ocupando respectivamente os
Estão aqui indicados os tipos dos drives de disquete instalados. Ao término da montagem, endereços 3F8 e 2F8.
muitos BIOS programam esses valores como None, e o usuário precisa indicar
Parallel Ports
manualmente, através do CMOS Setup, qual é o tipo de drives A e B instalados. Em outros
BIOS, esta programação é feita por default, levando com conta que o drive A é de 1.44
É indicado o endereço da porta paralela presente no PC. Normalmente ocupa o endereço
MB, e o drive B está ausente.
378. Em placas de CPU que possuem a interface paralela embutida, podemos através do
Setup alterar este endereço para 278 ou 3BC. Em placas IDEPLUS e UDC, esta alteração
Professor: Cieslak Pag. 143 Professor: Cieslak Pag. 144
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é feita por jumpers. Esta alteração geralmente não é necessária, a menos que estejamos
instalando uma segunda interface paralela.
Cache Memory / External Cache / L2 cache CONFIGURANDO O SETUP
Aqui é indicada a quantidade de memória cache instalada na placa de CPU, e também é
indicado se está ou não habilitada. Por default, a memória cache estará habilitada, mas em ETAPAS DE SOFTWARE
certas situações particulares (Ex: para fazer um check-up na memória DRAM), podemos
desabilitá-la. Para que o processador opere com o seu pleno desempenho, é preciso que a Depois de montar o PC como ensinado no capítulo anterior, devemos passar para as
cache externa esteja habilitada. etapas de software. São elas:
External Cache Type / L2 Cache Type • 1. CMOS SETUP
• 2. Inicialização do disco rígido
As modernas placas de CPU podem operar com uma memória cache externa formada por • 3. Instalação do sistema operacional
chips SRAM convencionais (SRAM assíncrona) ou chips SRAM do tipo Pipeline Burst,
sendo este tipo o mais recomendável. Aqui é mostrado o tipo de memória cache instalada Veremos a seguir como realizar o CMOS Setup e inicializar o disco rígido. No
na placa de CPU. próximo capítulo abordaremos a instalação do sistema operacional.
EDO Memory
Fazendo o Setup
As memorias EDO (Extended Data Out) nada mais são que memórias DRAM com certas
modificações de engenharia no seu modo de funcionamento, resultando em maior Todas as placas de CPU possuem um circuito conhecido como CMOS. Até pouco
velocidade. A maioria das placas de CPU podem operar, tanto com memórias DRAM tempo atrás, o CMOS era um chip autônomo. Atualmente, o CMOS faz parte de outro chip
comuns (FPM DRAM), como com memórias DRAM tipo EDO, além da SDRAM. da placa de CPU (VLSI). Por isso, era muito comum usar o termo chip CMOS. Para
Normalmente não é preciso indicar, nem pelo Setup e nem através de jumpers, o tipo de sermos mais precisos, é melhor dizer apenas CMOS. No CMOS existem dois circuitos
memória instalada. As placas de CPU podem detectar automaticamente o tipo de DRAM independentes:
instalada. • Um relógio permanente
SDRAM Memory • Uma pequena quantidade de memória RAM

Ainda mais velozes que as memórias EDO DRAM, são as memórias SDRAM. No nosso O CMOS é conectado a uma bateria que o mantém em funcionamento mesmo quando
exemplo de montagem, usamos este tipo de memória, e é este o tipo que você deve usar no o computador está desligado. Nele encontramos o relógio permanente. Trata-se de um
seu PC, a menos que queira usar memórias antigas aproveitadas de outro PC, ou que esteja circuito que permanece o tempo todo contando as horas, minutos, segundos, dias, meses e
remontando um PC antigo. anos, mesmo quando o computador está desligado.
Power Management
No CMOS encontramos também uma pequena quantidade de memória RAM (em
As placas de CPU modernas são capazes de gerenciar o seu consumo de energia elétrica. geral, 64 bytes). Esta área de memória é armazena informações vitais ao funcionamento do
Ao detectarem longos períodos de inatividade, podem desligar, ou abaixar a velocidade e PC. São parâmetros que indicam ao BIOS os modos de funcionamento de hardware a
conseqüentemente o consumo de corrente. Caso o usuário pretenda utilizar tais recursos, serem empregados. Por exemplo, para poder controlar o disco rígido, o BIOS precisa saber
deverá habilitá-los no CMOS Setup. Por default, todas essas opções estarão, a princípio, o seu número de cilindros, de setores e de cabeças, entre outras informações. Usamos um
desabilitadas (Disabled). programa especial, armazenado na mesma memória ROM onde está gravado o BIOS, para
PCI Devices preencher os dados de configuração de hardware no CMOS. Este programa é chamado
CMOS Setup.
São apresentadas informações sobre os dispositivos que usam o barramento PCI. Placas de
vídeo PCI, por exemplo, recairão nesta categoria. Existem outros dispositivos PCI que não Na maioria das placas de CPU devemos teclar DEL para entrar no CMOS Setup. Ao
ficam em placas de expansão, e sim na placa de CPU. Eletronicamente falando, estão ser ativado, o Setup entra em operação e apresenta a sua tela de abertura. Temos exemplos
conectados ao barramento PCI. É o caso das interfaces para disco rígido e interfaces USB na figura 7.1 (Award) e 2 (AMI). No caso da figura 7.2, podemos usar o mouse para
(Universal Serial Bus). executar os comandos.

Professor: Cieslak Pag. 145 Professor: Cieslak Pag. 146


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• Auto Configuration with BIOS Defaults


• Load BIOS Defaults
• Optimal Defaults

Devemos a seguir acertar a data e hora, definir os tipos dos drives A e B, e indicar os
parâmetros do disco rígido. Essas operações são feitas através de uma área do Setup
chamada Standard CMOS Setup. As figuras 3 e 4 mostram essas áreas, nos Setups da
Award e da AMI.

Quando uma placa de CPU é nova, normalmente não está com a data e a hora corretas.
Na maioria das vezes, este comando está localizado dentro do Standard CMOS Setup. No
Setup da Award, mostrado na figura 7.3, basta usar as setas para selecionar o campo a ser
mudado, e depois utilizar as teclas + e -, ou então Page Up e Page Down para alterar o
campo desejado. No Setup da AMI, clicamos sobre o item Date/Time (figura 7.4), e será
apresentado um outro quadro para a correção da data e hora (figura 7.5).

Figura 7.1 - Setup com apresentação em modo texto.

O método geral para a realização do Setup é o seguinte:


• 1) Usar a auto configuração default
• 2) Acertar a data e a hora
• 3) Indicar o tipo do drive de disquete instalado
• 4) Detectar os parâmetros do disco rígido
• 5) Salvar e sair

Figura 7.3 - Standard CMOS Setup da Award.

Figura 7.2 - Setup com apresentação gráfica.

O programa Setup nada mais é que uma longa sucessão de perguntas de "múltipla
escolha", para as quais devem ser fornecidas respostas. O fabricante da placa de CPU
sempre oferece a opção Auto Configuration, que permite o preenchimento automático de
todas as respostas (exceto as do Standard CMOS Setup) da melhor forma possível. A auto Figura 7.4 - Standard CMOS Setup da AMI.
configuração atende a maioria dos casos, e faz com que seja obtido o melhor desempenho
(ou quase tão bom quanto). Este comando pode aparecer com diversos nomes:
Professor: Cieslak Pag. 147 Professor: Cieslak Pag. 148
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Figura 7.5
Acertando a data e hora no Setup gráfico
AMI.

Este mesmo Standard CMOS Setup possui ainda outros comandos, como aquele
que define o tipo dos drives de disquete instalados. O tipo usado nos PCs atuais é o de 1.44
MB.

Depois de indicar o drive de disquetes, o próximo passo é indicar os parâmetros do


disco rígido:
• Número de cilindros Figura 7.6 - Usando o comando Auto Detect IDE em um Setup Award.
• Número de cabeças
• Número de setores Terminado o trabalho, temos que gravar as alterações no CMOS, usando o
• LBA (Logical Block Addressing) comando Salvar e Sair, que aparece com o nome Save and Exit, ou similar. No Setup
Award, você pode também salvar e sair com a tecla F10. No Setup gráfico da AMI, basta
O número de cilindros, cabeças e setores são informados no manual do disco rígido. teclar ESC, e no menu apresentado, escolha a opção Save & Exit.
Você em geral encontra também esses valores estampados na sua carcaça externa. A
função LBA deve estar ativada, a menos que estejamos usando um disco rígido com menos
de 504 MB. OBS: Certos itens poderão atrapalhar ou confundir o usuário durante o processo de
instalação do disco rígido. Um deles é a Seqüência de Boot (Boot Sequence).
Existem outros parâmetros que, caso não estejam corretamente preenchidos, não Normalmente é usado como default, a seqüência A: C:, ou seja, é tentado o boot pelo
impedem o funcionamento do disco rígido, mas podem reduzir o seu desempenho se não drive A, e caso este não possua disquete inserido, é tentado o boot pelo drive C. No
forem programados corretamente. Aqui estão eles, juntamente com as configurações processo de inicialização do disco rígido (explicado a seguir), será preciso executar um
recomendadas nos PCs modernos, equipados com discos rígidos também modernos: boot pelo drive A. O problema é que, caso a seqüência de boot esteja configurada como
• Tamanho dos dados: 32 bits C: A:, o computador tentará executar o boot pelo drive C, o que ainda não será possível.
• Transferência em Block Mode Dependendo da situação, a impossibilidade do boot pelo drive C fará com que seja
• Taxa de transferência: PIO Mode 4, ou Ultra DMA, se o disco rígido suportar automaticamente executado um boot pelo drive A. Em certos casos, o BIOS pode
continuar tentando o boot pelo drive C, recusando-se a usar a segunda opção (A:). Para
Muitos Setups possuem para esses três itens, a opção Auto, e você pode utilizá-la. Ela evitar este problema, devemos procurar no CMOS Setup um item chamado "Boot
faz com que o disco rígido utilize os modos de transferência que resultam no maior Sequence", e programá-lo como A: C:.
desempenho possível.

Existe uma outra forma bem mais simples de preencher os parâmetros do disco rígido.
OBS: Outro item que pode causar confusão durante a inicialização do disco rígido é a
Basta usar o comando Auto Detect IDE. Ao ser usado, a partir do menu principal do proteção contra vírus (Virus Protection). Muitos Setups possuem este comando, que faz
Setup, este comando determina automaticamente todos os parâmetros do disco rígido e os simplesmente a monitoração das operações de gravação no setor de boot e na tabela de
programa de acordo com os valores determinados. Na figura 7.6 vemos este comando em partições, áreas visadas pela maioria dos vírus. Ao detectar que um programa requisitou
uso no caso de um Setup Award. Em alguns casos, são apresentadas duas ou três opções uma gravação em uma dessas áreas, o BIOS apresenta na tela uma mensagem alertando
para preenchimento dos parâmetros. Devemos escolher uma que utilize o modo LBA, que o usuário sobre um possível ataque por vírus. Ocorre que os programas FDISK e
na figura 7.6, é a de número 2. FORMAT (usados na inicialização do disco rígido), bem como o programa instalador
do sistema operacional, também fazem gravações nessas áreas, sendo portanto,
confundidos com vírus. Para evitar problemas, podemos desabilitar a proteção contra
vírus no Setup, habilitando-a apenas depois da instalação completa do sistema
operacional.

Professor: Cieslak Pag. 149 Professor: Cieslak Pag. 150


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Inicializando o disco rígido


Para fazer a instalação do disco rígido, precisamos providenciar um disquete contendo:
• O boot
• O programa FDISK.EXE
• O programa FORMAT.COM

O próprio disquete de inicialização do Windows pode ser usado para fazer esta
instalação. A principal diferença é que neste caso a inicialização do disco rígido é feita de
forma automática. Apesar de ser mais fácil, este processo é menos flexível, pois não dá ao
usuário a opção de dividir o disco rígido em dois ou mais drives lógicos, coisa que pode ser
feita pelo método manual que ensinaremos aqui.

Criando um disquete para inicializar o disco rígido


É muito fácil gerar um disquete com os programas necessários à inicialização do disco Figura 7.7 - Tela principal do FDISK.
rígido, a partir de um computador que já esteja funcionando. Este computador poderá estar
com o Windows instalado, mas preferencialmente com a mesma versão que você pretende Vejamos inicialmente o modo de operação mais simples, no qual o disco rígido será
instalar no computador que está montando. inteiramente usado como sendo o drive C. Isto é o que chamamos de partição única. Para
fazer a partição única, basta responder a todas as perguntas do FDISK com ENTER. Por
Para criar o disquete de inicialização, entre primeiro no Prompt do MS-DOS. Para exemplo, no menu apresentado na figura 7.7, ao respondermos ENTER, estaremos
fazê-lo, clique no botão Iniciar, escolhe o menu Programas e a seguir a opção Prompt do escolhendo a opção 1 (Criar Partição do DOS ou Unidade Lógica do DOS). Nossa intenção
MS-DOS. Coloque um disquete vazio no drive A e use os seguintes comandos: é criar uma única partição que ocupe o disco rígido inteiro. Como esta será a única partição
do disco, será chamada de Partição Primária.

Quando o disco rígido é dividido em vários drives, temos que criar uma partição
FORMAT A: /S /U primária (que será usada como drive C) e uma partição estendida (que englobará os drives
COPY C:\WINDOWS\COMMAND\FDISK.EXE A: /V lógicos restantes). Mais tarde veremos como fazê-lo. Ao responder à tela da figura 7.7 com
ENTER, será apresentada a tela da figura 7.8.
COPY C:\WINDOWS\COMMAND\FORMAT.COM A: /V

Realize um boot com este disquete e só por curiosidade, tente acessar o drive C,
usando por exemplo, o comando "DIR C:". Você poderá observar que o drive C não estará
acessível, e será apresentada a seguinte mensagem de erro:

Especificação de unidade inválida


Isto significa que o disco rígido ainda não é reconhecido pelo sistema operacional.
O reconhecimento só será feito após o uso do programa FDISK.

Usando o programa FDISK com partição única


Execute então o FDISK. Se você estiver usando o Windows 95 OSR2 ou o
Windows 98, será apresentada uma tela perguntando se deseja usar o suporte a unidades de
disco com alta capacidade (FAT32). É recomendável responder que SIM. A seguir será Figura 7.8 - Comandando a criação de uma partição primária.
apresentada a tela mostrada na figura 7.7.
Ao respondermos ENTER na tela da figura 7.8, estaremos escolhendo a opção
1 (Criar Partição Primária do DOS). Será então apresentada a tela da figura 7.9. É
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perguntado se desejamos utilizar o tamanho máximo disponível para a partição


primária, ou seja, o drive C. Ao teclar ENTER, estaremos respondendo "Sim", e OBS: Para que seja possível criar essas partições, é necessário que não tenha sido
estará pronta a partição. Será então mostrada uma tela instruindo o usuário a criada nenhuma outra partição. Por exemplo, se o FDISK já tiver sido anteriormente
reiniciar o computador para que as alterações tenham efeito. usado, seja manualmente, seja pelo programa de instalação automática do Windows,
não poderemos criar novas partições. Na verdade podemos fazê-lo, mas para isto será
preciso deletar a partição já existente, através do comando 3 do FDISK (Deletar
partição). Isto fará com que todos os dados armazenados no drive lógico correspondente
sejam perdidos.

Começamos por executar o FDISK, sendo apresentada a tela mostrada na figura


7.7. Escolhemos a opção 1, pois queremos criar a partição primária. Será apresentada a
mesma tela da figura 7.8, na qual escolhemos a opção 1, para criar a partição primária.

Quando for apresentada a tela da figura 7.9, ao invés de respondermos S, devemos


responder N, ou seja, não desejamos usar o disco inteiro como uma partição única.
Finalmente será apresentada a tela da figura 7.10, na qual é informada a capacidade
máxima do disco, e devemos preencher quantos megabytes queremos usar para a partição
primária. Digitamos no nosso exemplo, 1000 MB.
Uma vez escolhido o tamanho da partição primária, o FDISK apresenta uma tela
confirmando a criação da partição primária. Devemos teclar ESC para continuar, voltando
Figura 7.9 - Criando uma partição primária ocupando todo o disco rígido.
ao menu principal do FDISK. Ao voltar ao menu principal o FDISK avisará que nenhuma
partição foi ainda definida como ATIVA. Partição ativa é aquela pela qual será realizado o
Dividindo um disco rígido em dois ou mais drives lógicos boot. Somente a partição primária pode ser definida como ativa, mas esta definição não é
automática. Temos que definir a partição ativa usando o comando 2 do menu principal do
Talvez você deseje, ao invés de usar o disco rígido como um único drive C, dividi- FDISK. Ao usarmos este comando, será apresentada uma tela onde devemos digitar "1",
lo em diversos drives lógicos. Vamos então ver como usar o FDISK para esta divisão, para que a partição primária passe a ser ativa (figura 7.11). A seguir, o FDISK informa que
tomando como exemplo um disco com cerca de 2 GB. Dividiremos este disco em três a partição primária está agora ativa. Devemos teclar ESC para voltar ao menu principal.
drives lógicos, com as seguintes capacidades, aproximadamente:

C: 1000 MB; D: 700 MB; E: 300 MB

Esta divisão também é feita através do FDISK, mas só pode ser feita enquanto o
disco rígido ainda não possui dados armazenados. Para fazer esta divisão, temos que
executar os seguintes comandos com o FDISK:
a) Criar uma partição primária com 1000 MB, que será o drive C.
b) Tornar ATIVA a partição primária. Mais adiante veremos o que significa.
c) Criar uma partição estendida ocupando todo o restante do disco rígido.
d) Criar o drive lógico D, com 700 MB dentro da partição estendida.
e) Criar o drive lógico E, com 300 MB, dentro da partição estendida.

Figura 7.10 - Definindo uma partição primária ocupando 1000 MB.

Professor: Cieslak Pag. 153 Professor: Cieslak Pag. 154


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Será apresentada uma tela confirmando a criação da partição estendida. Devemos


teclar ESC para continuar. O próximo passo é definir os drives lógicos da partição
estendida. Isto não dá nenhum trabalho, pois o próprio FDISK apresenta neste momento a
tela da figura 7.13, na qual temos que definir os drives lógicos da partição estendida. Se
quiséssemos criar apenas um drive D, bastará indicar o tamanho máximo sugerido,
teclando ENTER. No nosso caso, queremos criar um drive D com 700 MB e um drive E
com o espaço restante, cerca de 300 MB. Em ambos os casos, precisamos comandar a
criação de um ou mais drives lógicos na partição estendida.

Figura 7.11 - Indicando a partição ativa.

Chegou a hora de criar uma segunda partição. Esta será a chamada partição
estendida, e deverá ocupar todo o espaço restante no disco rígido. Quando dividimos um
disco rígido em apenas C e D, o drive C será a partição primária, e o drive D será a
partição estendida. Quando dividimos um disco rígido em mais de três drives lógicos, o
drive C será a partição primária, e todos os demais drives estarão na partição estendida.

Para criar uma partição estendida, escolhemos a opção 1 (criar partição) no menu
Figura 7.13 - O FDISK pede que sejam indicadas as capacidades dos drives lógicos da partição estendida.
principal do FDISK. A seguir é apresentado um outro menu no qual devemos escolher a
opção 2 (criar partição estendida).
Ao invés de teclar ENTER na tela da figura 7.13, vamos digitar o valor 700, para
que seja criado o drive D com 700 MB. Depois disso será mostrada uma tela idêntica à da
figura 7.13, mas desta vez mostrando o espaço restante, uma vez que já foram abatidos 700
MB. Ao teclar ENTER, usamos estes cerca de 300 MB restantes. Será mostrado um
relatório como vemos na figura 7.14. Devemos teclar ESC para voltar ao menu principal
do FDISK.

Figura 7.12 - Indicando o tamanho da partição estendida.

Será mostrada a tela indicada na figura 7.12, na qual temos que indicar o tamanho
da partição estendida. O FDISK sugere usar todo o espaço restante no disco, que no nosso
exemplo é de 1012 MB. Basta responder com ENTER.
Figura 7.14 - Toda a partição estendida foi dividida em drives lógicos.
Professor: Cieslak Pag. 155 Professor: Cieslak Pag. 156
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Não é necessário, mas se quisermos podemos usar a opção 4 do menu principal


do FDISK. Assim poderemos ver um relatório no qual são mostradas as partições nas
quais o disco rígido foi dividido. SISTEMA OPERACIONAL MS-DOS 6.0

Voltando à tela principal do FDISK, teclamos ESC para finalizar a sua operação.
Voltaremos ao Prompt do MS-DOS, mas as informações definidas pelo FDISK só estarão
MICROSOFT DISK OPERATING SYSTEM (MS-DOS)
efetivadas a partir do próximo boot. Devemos então executar um boot para prosseguir com
o processo de instalação do disco rígido.
UMA BREVE HISTÓRIA DO MS-DOS
Formatação lógica
Não importa se você usou todo o disco rígido como um drive C, ou se fez a divisão A história de como o MS-DOS foi criado ilustra o imprevisível curso de eventos na
em vários drives lógicos, neste ponto temos que realizar mais uma etapa: a formatação industria de computadores. O processador 8086 é importante na história do MS-DOS, já
lógica dos drives no qual o disco rígido foi dividido. Se usamos o disco inteiro como drive que este foi originalmente criado por Tim Paterson e a Seattle Computer Products, em
C, temos que formatar o drive C. Se criarmos dois ou mais drives lógicos, temos que 1980, para ser o sistema operacional de sua recentemente criada placa de CPU com um
formatar separadamente cada um deles. Um drive lógico que ainda não foi formatado não processador 8086. Quando a placa de CPU da Seattle Computer apareceu no mercado pela
pode ser usado para armazenar dados. Se tentarmos, neste momento, acessar o drive C (por primeira vez, em meados de 1979, o MS-DOS ainda não estava nem na prancheta de seus
exemplo, pelo comando "DIR C:"), veremos a seguinte mensagem de erro: criadores. A Digital Research havia anunciado que o s.o. CP/M-86 logo estaria pronto para
operar o sistema 8086, e, então, as espectativas erão de que nenhum outro sistema
operacional seria mais necessário. ( O sistema operacional CP/M da Digital Research era
na época o mais popular sistema operacional feito para os computadores que utilizavam o
Tipo de mídia inválido lendo unidade C chip microprocessador 8080 ou o Z80 )
Anular, Repetir, Desistir? Entretanto, a chegada do CP/M-86 foi adiada, e após esperar por quase um ano, a
Observe que o sistema operacional já reconhece a existência do drive C, mas ainda Seattle Computer decidiu criar seu próprio sistema operacional, denominando-o QDOS.
não pode usá-lo. Seu uso só será permitido depois que for realizada a formatação lógica. Quatro meses depois, em agosto de 1980, o QDOS estava pronto para ser lançado
Para tal, usamos o programa FORMAT.COM: no mercado. Pouco depois de seu lançamento, uma outra firma sediada em Seattle no
estado de Washington, EUA, chamada Microsoft decidiu comprar o QDOS e fazer dele seu
FORMAT C: /S próprio sistema operacional sob o nome de MS-DOS. A microsoft tornou-se famosa por
sua versão de BASIC, mas nunca havia antes vendido um sistema operacional. Alguns
No nosso exemplo, criamos também os drives lógicos D e E, e portanto, temos que meses depois que o MS-DOS foi lançado, o CP/M-86 surgiu.
formatá-los também. Usamos então os comandos:
A Microsoft lançou versões aperfeiçoadas do MS-DOS. Cada lançamento
FORMAT D:
subsequente do MS-DOS é chamado de uma nova versão, sendo estas versões numeradas.
FORMAT E: O primeiro lançamento do MS-DOS é chamado de 1.0. A medida que foram feitos
melhoramentos a microsoft lançou outras versões. Atualmente, a versão mais nova que esta
Ao término da formatação lógica, o drive C estará liberado para uso normal.
no mercado é a 6.22.
Podemos inclusive executar um boot pelo drive C, pois já estará pronto para uso normal.
O MS-DOS POR DENTRO: Muitas pessoas usam seus computadores com MS-
DOS durante anos sem conhecer nada sobre o que o MS-DOS faz por elas. Mas um pouco
de conhecimento pode ajuda-lo a usar o seu S.O. eficazmente. Também pode ajuda-lo a
determinar os limites do que se pode esperar do MS-DOS.

Se você pudesse olhar o interior do MS-DOS, veria uma complicada massa de


instruções de computador. Estas instruções são escritas em linguagem de máquina, que é
uma linguagem especial reconhecida pela CPU, que sabe como interpreta-la. Felizmente,
não é preciso saber linguagem de máquina para poder usar o MS-DOS, nem é preciso saber
como o MS-DOS executa seu trabalho.

Professor: Cieslak Pag. 157 Professor: Cieslak Pag. 158


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INICIALIZANDO O MS-DOS: Logo que se liga o computador, este acessa um


determinado conjunto de informações residentes na ROM-BIOS (Read Only Basic RAIZ
Input/Output System - um conjunto de programas residentes no computador que realiza as
operações de controle e supervisão mais básicas, de nível mais baixo para o computador)
EDITOR PLANILHA AUXILIAR
do computador. Através das instruções da BIOS, é feito o autoteste de inicialização (ou
POST - Power-On Self-Test) que testa todas as características funcionais do computador
(RAM, teclado, vídeo, drives, etc.). Logo após o computador procura pelo sistema WORD WS LOTUS EXCEL
operacional no disquete que estiver no drive. Se no disquete houver o s. o., este será
carregado para a memória, caso contrario o computador solicitara sua troca p/ recomeçar o
processo. O programinha gravado no registro de boot é quem faz a carga do sistema b) Arquivos: Os nomes de arquivos podem ter no maximo oito caracteres e uma
operacional. No caso de não haver disquete no drive o disco rígido será lido em busca do extensão com no maximo 3 caracteres sendo que esta é opcional e separada do nome por
sist. operacioanal sendo então o MS-DOS carregado do disco para a RAM e começa a um ponto (.). São válidas para o nome e extensão qualquer letra do alfabeto, minúscula ou
rodar. Quando o MS-DOS esta pronto para receber um comando ou executar um programa, maiúscula e digitos numéricos. Os caracteres < > . , ; : nao podem ser utilizados pois o MS-
ele exibe um prompt na tela e aguarda até que você lhe diga o que fazer. Um prompt é DOS os utiliza para outros propósitos. Não pode haver também espaços em branco.
simplesmente um sinal que indica que um programa (neste caso o MS-DOS) esta Existem algumas extensões pré-definidas, devendo-se evitar o seu uso p/ outras funções
aguardando que você digite algo. que não as expecificadas abaixo:

CARACTERÍSTICAS: Sistema Operacional que se caracteriza por ser .BAK - arquivos de backup
monousuário e monoprogramado. A comunicação do usuario com o MS-DOS ocorre de .BAS - programa fonte em basic
dois modos, o modo interativo e o modo batch. .DAT - arquivo de dados
.DOC - arquivo documento, arquivo texto
a) Modo Interativo: Propriedade de executar um comando no instante em que foi .TXT - arquivo texto
digitado através do prompt que é um sinal que indica que o DOS esta pronto para executar .$$$ - arquivo temporario, inútil, lixo
seus comandos. .BAT - arquivo de comandos em lote ( batch)
.EXE - programa executável
b) Modo batch: Também chamado de comandos em lote, ou seja, uma sequencia de
comandos que serão executados na ordem em que aparecem. Os comandos desejados Para os nomes de diretórios são válidas as mesmas regras citadas acima, sendo que
devem ser colocados em ordem sequencial em um arquivo que pode ser criado por um geralmente a extensão não é usada.
processador de textos.

O prompt do MS-DOS, geralmente A> , B> ou C>, avisa que o DOS esta pronto para UTILIZAÇÃO DE REFERÊNCIA GLOBAL OU MÚLTIPLA A ARQUIVOS:
receber um comando do usuario. Para se executar um comando, simplesmente digita-se seu
nome no teclado e a sequir pressiona-se a tecla RETURN ou ENTER. Utilizada quando se deseja fazer referência a um grupo de arquivos que possuem
nomes semelhantes. Para tanto utiliza-se o " * " e a " ? ", sendo que o primeiro é utilizado
Após você dizer ao DOS o nome do comando, o sistema peracional tem de encontrar para substituir uma cadeia de caracteres e o segundo apenas um caracter. Ex:
o respectivo programa. Ele tem duas escolhas sobre onde encontra-lo. Um comando pode - analise.dat kc.txt
estar interna ou externamente armazenado. Denominamos de RESIDENTES ou - alcool.doc ka.txt
INTERNOS os comandos que aparecem na memória do microcomputador enquanto o MS- - carta.txt kb.doc
DOS estiver ativo, e de UTILITÁRIOS ou EXTERNOS os comandos que residem em - dollar.txt ka.doc
discos e que são trazidos para a memória apenas quando solicitados.
*.* -> é tratado como ????????.??? e faz referência a todos os arquivos.
DIRETÓRIOS E ARQUIVOS:
*.txt -> referencia todos os arquivos c/ extensão .txt não importando o nome.
a) Diretório: Porção lógica de espaço em disco associada a um nome. Um usuario
pode criar um diretório e dar um nome a ele. Um diretório pode possuir vários
a*.* -> referencia todos os arquivos que começam com " a " e tem
subdiretórios que por sua vez podem possuir também vários subdiretórios, formando desta
qualquer extensão não importando as outras letras após o " a ".
forma o que chamamos de estrutura hierarquica de diretórios. Estes diretórios podem
conter também arquivos (programas, aplicativos, utilitarios, conjunto de dados). A
??ll*.* -> faz referjncia ao arquivo dollar.txt pois é o único que possui dois " l "
finalidade de se usar diretórios reside na necessidade de se organizar o disco, de modo a
após os 2 primeiros caracteres.
separar os arquivos de acordo com interesses específicos.

Professor: Cieslak Pag. 159 Professor: Cieslak Pag. 160


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

k?.txt -> referencia todos os arquivos que começão c/ " k " e cuja extensão é .txt (kc.txt, Sintaxe: TYPE [unidade][caminho] nome arquivo
ka.txt) Ex. C:\>TYPE arq1.txt
C:\>TYPE a:arq2.txt |MORE
D:\>TYPE b:arq3.doc
PRONTO DO SISTEMA: O C > ( ou A >, se o boot tiver sido feito via disquete) Obs. MORE- Permite a paginação na tela.
é chamado pronto do sistema, pois o sistema esta pronto para receber nossos comandos. <crtl><p>- lista na tela e na impressora
Neste ponto, o DOS esta no nível de comando. O pronto do sistema tem também a
finalidade de identificar o drive corrente, pois o DOS identifica seus drives com uma letra.
Geralmente as letras mais usadas são A e B p/ drives de disquete e C para o disco rígido. COMANDOS DE REDIRECIONAMENTO:

- O MS-DOS utiliza como entrada padrão para seus comandos, o teclado e como
MUDANGA DE UNIDADE DE DISCO: Para mudarmos o drive corrente basta saída padrão o vídeo. Podemos alterar isto através do redirecionamento, para tanto
digitarmos junto ao prompt do sistema a letra relacionada ao drive para o qual desejamos utilizamos os sinais de menor que (<), maior que (>) e o pipe (|) ou >>(permite
mudar sequida do sinal de dois pontos (:). Exemplo: acrescentar um arquivo ao final de outro arquivo).
Ex. c:\>TYPE a:arq1.txt >PRN
A> b:
B> c: MORE: -comando utilizado para exibir o conteúdo de um arquivo tipo texto.
C> g: Difere-se do comando TYPE porque exibe a listagem paginando. O comando
G>a: MORE necessita de um redirecionamento de entrada.
A> Sintaxe: MORE <[unidade][comando]>nome arquivo
ou
nome arquivo |MORE
COMANDOS:
TYPE arq1.doc |MORE
CLS: -comando utilizado para se limpar a tela. (a saída do comando TYPE é a entrada do comando MORE)
Sintaxe: A:\>CLS ou C:\>CLS
MORE < a:arq2.txt (< - redireciona o MORE para a tela)
TIME: -comando utilizado para se verificar a hora do sistema e configurar a nova (arq2.txt - entrada do comando MORE)
hora do mesmo. Suas informações são utilizadas para alterar o diretório sempre que
criamos ou alteramos um arquivo. MORE < arq3.txt >PRN (>PRN- redireciona para impressora )
Sintaxe: TIME hh:mm:ss:cs a/p (am/pm) (arq3.txt- entrada do comando MORE)
Ex. TIME
TIME 10:30 a Obs. <crtl>+<c> ou <crtl>+break - cancela o comando.
TIME 10:30 p
TIME 22:30 DIR: -usado para exibir os arquivos e os subdiretórios de um diretório. Se usado
sem parâmetros e opções, este exibirá o nome de volume, o número de série do
DATE: -comando utilizado para se exibir a data do sistema e configurar a mesma. disco, os diretórios, os arquivos e suas respectivas extensões, seus tamanhos, a data
Sintaxe: DATE mm-dd-aa e a hora de criação ou alteração, o total de arquivos exibidos, seus tamanhos
- O dia, mes e ano podem ser separados por "-","/" ou (.). acumulados e o total de espaço livre em disco em bytes.
Ex. C:\> DATE
C:\> DATE 06/03/93 Sintaxe: DIR [unidade][caminho][/P][/W]/A:ATRIBUTOS]
[/O:ATRIBUTOS][/S][/B]
-Opções do DIR:

VER: -utilizado para exibir a versão do MS-DOS -/P- exibe a listagem de arquivos e diretórios tela por tela
Sintaxe: VER -/W- exibe a listagem no formato horizontal com até 5 arquivos ou diretórios
Ex. C:\>VER por linha.
MS-DOS V-6.0 -/A- exibe os arquivos e diretórios que atendem aos parâmetros especificados.
Se o usuário não utilizar esta opção, serão exibidos todos os diretórios e
TYPE: - utilizado para se exibir o conteúdo de um arquivo tipo texto. arquivos, exceto os escondidos e os do sistema. O (:) é opcional.

Professor: Cieslak Pag. 161 Professor: Cieslak Pag. 162


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

-/A:H -arquivos ocultos C:\>COPY b:t*.txt


-/A:-H -arquivos não ocultos C:\>COPY b:t*.?xt c:\ws
-/A:R -arquivos somente de leitura C:\>COPY b:normas.txt PRN
-/A:-R -arquivos que não são somente de leitura C:\>COPY CON COMANDOS.BAT (cria arquivos .BAT)
-/A:D -somente diretórios C:\>COPY CON PRN (cria arquivo e direciona para impressora)
-/A:-D -somente arquivos C:\>COPY a:\ws\*.txt \word
-/A:S -arquivos de sistema C:\>COPY arq1.txt+arq2.txt arq3.txt
C:\>COPY arq1.txt+arq2.txt
-/O- Opção que permite ao usuário definir a ordem de classificação a ser C:\>COPY *.txt b: /V
utilizada pelo comando DIR. Se o usuário não utilizar esta opção o comando
DIR exibirá a listagem dos arquivos e diretórios conforme aparecem no
diretório raíz. DEL(erase) -comando utilizado para se deletar, excluir um ou mais arquivos.
-/O:N -por ordem alfabética de nome(crescente)
-/O:-N -por ordem alfabética de nome(decrescente) Sintaxe: DEL [unidade][caminho] caminho /P
-/O:E -por ordem de extensão(crescente) [unidade][caminho]arquivo- refere-se ao local de onde o arquivo ou conjunto de
-/O:-E -por ordem de extensão(decrescente) arquivos deve ser deletado.
-/O:D -por ordem de data(crescente)
-/O:-D -por ordem de data(decrescente) Opção:

-/S -exibe cada ocorrência do arquivo especificado no diretório corrente e /P -faz com que o MS-DOS mostre uma mensagem de confirmação para cada
seus subdiretórios. arquivo a ser deletado.
-/B -exibe todos os arquivos e subdiretórios, exceto os arquivos escondidos e Ex. C:\>DEL arq1.txt
do sistema, sem informação adicional. C:\>DEL *.$$$
C:\>DEL a:*.txt /P
Ex. C:\>DIR /w C:\>ERASE b:carta.doc
C:\>DIR a:/p C:\>DEL *.*
C:\>DIR b: /a:h
C:\>DIR /a:-r /o:n RENAME (REN)- comando utilizado para se renomear um ou mais arquivos.
C:\>DIR carta.doc /o:d /s
C:\>DIR /a:d Sintaxe: REN [unidade][caminho]arq1 arq2
C:\>DIR a:/a -h /o:e Onde,
[unidade][caminho]arq1 - correspondem à localização do arquivo ou arquivos a
COPY -comando utilizado para copiar arquivos de um local para outro, serem renomeados.
utilizado para concatenar vários arquivos gerando apenas um. arq2 - corresponde ao novo nome do arquivo ou conjunto de arquivos.

Sintaxe: COPY[origem][destino] /V Obs. Qualquer erro com o comando RENAME faz com que o MS-DOS envie uma
mensagem de arquivo duplicado ou arquivo não encontrado. O MS-DOS não aceita
-Origem: refere-se ao local de onde o arquivo ou conjunto de arquivos serão dois arquivos com o mesmo nome no mesmo diretório.
copiados.
Ex. C:\>REN arq1.txt arq2.txt
-Destino: refere-se ao local para onde o arquivo ou conjunto de arquivos serão C:\>REN a:*.doc *.txt
copiados. Opção: C:\>REN carta.doc carta1.doc

/V -faz com que o MS-DOS verifique se a cópia foi feita corretamente. Esta opção MKDIR (MD) - comando utilizado para se criar um diretório, para se criar uma
deixa o comando mais lento, pois faz com que seja verificado cada setor gravado estrutura hierárquica de níveis múltiplos.
no disco. Sintaxe: MD [unidade][caminho] nome diretório
Ex. C:\>MD editor
Ex. C:\>COPY a:*.txt b: C:\>MD \ws\texto
C:\>COPY a:*.exe C:\>MD\lotus\conta\março
C:\>COPY carta.doc carta.txt /V C:\>MD\aula\rede

Professor: Cieslak Pag. 163 Professor: Cieslak Pag. 164


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

configuração padrão (default) que é a unidade corrente seguida do sinal maior que
(C>).
CHDIR (CD) - comando utilizado para se alterar o diretório corrente.
$ CARACTER RESULTADO
Sintaxe: CD [caminho] G >
Onde, B |
[caminho] - refere-se à localização para onde o usuário deseja ir. T hora do sistema
D data do sistema
Obs. V versão do sistema
N unidade corrente
a) . - refere-se ao diretório corrente P diretório corrente
b) Diretório Corrente é aquele em que estamos trabalhando a qualquer momento. Q =
c) .. - refere-se ao diretório pai - retorno de carro
d) Diretório Pai é aquele diretório que está imediatamente acima do diretório (pula linha)
corrente.
e) Path Name Absoluto é aquele que descreve todo o caminho a partir do diretório Ex. C>PROMPT tpd
raíz. TPD PROMPT aula de terça
f) Path Name Relativo é aquele que descreve o caminho a partir do diretório AULA DE TERÇA PROMPT $p$g
corrente até o arquivo procurado. C:\USER\PROFES>PROMPT a data é $d$- a hora é $t
A DATA É: 22/06/93
Ex. C:\>CD firmas A HORA É: 08:32
C:\>FIRMAS>CD contas
C:\FIRMAS\CONTAS>CD..
C:\FIRMAS>CD\USER\ALUNOS DOSSHELL e EDIT
C:\USER\ALUNOS>CD..\PROFES\BECSOM
Interface gráfica que através do uso de cores, menus e gráficos, oferece uma
maneira visual para se trabalhar com o MS-DOS. As informações são definidas em
RMDIR (RD) - comando utilizado para se remover, excluir, deletar um diretório. diferentes áreas de sua tela sendo fácil encontrá-las. Pode-se utilizar o DOSSHELL
para realizar as mesmas tarefas de gerenciamento de arquivo e manutenção de disco
Sintaxe: RD[unidade][caminho]nome diretório que são realizadas a partir da linha de comandos só que através de menus.

Obs. EDIT é o editor de textos do MSDOS.


- O MS-DOS não permite que um usuário delete um diretório que não esteja vazio,
ou seja, que contenha arquivos ou subdiretórios a não ser que seja utilizado o
comando DELTREE. DIGITANDO-SE MAIS DE UM COMANDO POR LINHA:

- O MS-DOS não permite que deletemos o diretório corrente. -Pode-se digitar mais de um comando por linha, ganhando-se tempo e performance.
Para tanto, devemos separar os comando com <crtl>+<t> (_).
Ex. C:\>RD firmas\contas Ex. C:\>COPY carta.doc \ws _ del carta.doc
C:\>RD firmas C:\>DIR b:_ type b:prog.pas
C:\>DIR a:_ COPY a:*.txt

PROMPT - comando utilizado para se alterar o prompt, o pronto do sistema.


VOL: comando utilizado para se exibir o nome de volume de um disco.
Sintaxe: PROMPT [texto]
onde, Sintaxe: VOL [unidade:]
Ex. C:\>VOL a:
[texto] refere-se a qualquer "texto" digitado pelo usuário Obs. O comando prompt C:\>VOL b:
quando utilizado sem parâmetros faz com que o MS-DOS retorne o prompt à sua C:\>VOL

Professor: Cieslak Pag. 165 Professor: Cieslak Pag. 166


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

LABEL: comando utilizado para se incluir, alterar ou excluir o nome de volume de SYS: comando que copia os arquivos escondidos (IO.SYS e MSDOS.SYS) e o
um disco. COMMAND.COM para um disco, fazendo com que este se torne um disco de
"boot", pois estes são os arquivos necessários para se dar "partida" no MS-DOS.
Sintaxe: LABEL [unidade:] nome
Obs. -Se utilizarmos o comando LABEL sem parâmetros o MSDOS exibe uma Sintaxe: SYS unidade:
mensagem solicitando pela inclusão do nome de volume do disco caso este não
tenha. Em caso contrário, sua alteração ou sua exclusão.<ENTER> Ex. C:\>SYS a:
C:\>SYS b:
obs.:
-O tamanho máximo do nome sao 11 caracteres.
-Pode-se incluir "brancos" no nome. CHKDSK: comando que gera um relatório do estado do disco, com informações
-Não podemos usar - * ? , ; : < > etc, na elaboração do nome de volume. como, total de espaço em disco, espaço ocupado em disco, espaço livre em disco
(todos em bytes), total de arquivos do disco, total de arquivos ocultos do disco,
total de memória, total de memória disponível. Este comando, também, exibe
TREE: comando que permite que ao usuário exibir graficamente a estrutura possíveis erros lógicos e físicos do disco, como por exemplo, unidades de alocação
hierarquica de diretórios. (erro lógico) perdidas ou setores defeituosos (erro físico do disco).

Sintaxe: TREE [unidade:][caminho] /F /A Sintaxe: CHKDSK [unidade:] /F /V

Opções: Opções
-/F -exibe também os arquivos contidos em cada subdiretório do diretório /F -corrige possíveis erros lógicos do disco, como unidades
especificado. de alocação perdidas. Na correção o MSDOS pergunta se o usuário deseja que
-/A -exibe a estrutura utilizando caracteres tipo texto. seja criado um arquivo FILEnnnn.CHK.
Ex. C:\>TREE a: /V -exibe o nome de cada arquivo que está sendo verificado.
C:\>TREE \ws /F Ex. C:\>CHKDSK a: /F /V
C:\>TREE \ws /F |MORE C:\>CHKDSK a: /F >PRN
C:\>TREE \ws /F >PRN C:\>CHKDSK
C:\>TREE a: /F >status.doc
C:\>TREE b: /A >PRN
Obs.: O usuário que possui uma versão do MSDOS igual ou superior à 6.2
deve utilizar o utilitário SCANDISK. Ele detecta, diagnostica e repara erros de disco.
PATH: comando que define um caminho de pesquisa para comandos e arquivos O SCANDISK pode reparar também seu sistema de arquivo (FAT - Tabela de
executáveis. Alocação de Arquivos).

Sintaxe: PATH [unidade:caminho][;...] FORMAT: comando utilizado para se formatar um disco, possibilitando que este
Obs. -O comando PATH quando usado sem parâmetros, exibe o possa armazenar arquivos padrão MSDOS. O FORMAT cria uma nova FAT e um
path corrente. novo diretório raíz, cria trilhas novas e detecta áreas defeituosas e as marca para
-O comando "PATH;" limpa todos os caminhos de pesquisa definidos não serem utilizadas posteriormente. Sintaxe: FORMAT [unidade:] /V:nome /S /Q
anteriormente, fazendo com que o MSDOS volte ao seu PATH default, ou seja, o /U /4 /F:tamanho
diretório corrente. Opções:
-O MSDOS sempre procura por arquivos executáveis ou comandos, primeiro
no diretório corrente. /V:nome -coloca um nome de volume no disco a ser formatado.
/S -copia os arquivos escondidos (IO.SYS e MSDOS.SYS e o
Ex. C:\>PATH a:;b:;c:\ws;c:\tp;c:\planilha\lotus; COMMAND.COM) para o disco formatado, fazendo com que este se torne um
C:\>PATH disco de 'boot'.
C:\>PATH; /Q -é o que chamamos de formatação rápida. Esta opção cria uma nova
FAT, um novo diretório raíz, mas não detecta nem marca áreas defeituosas.
/U -é a formatação incondicional. Se o usuário utilizar esta opção não
poderá "desformatar" o disco depois com o comando UNFORMAT.

Professor: Cieslak Pag. 167 Professor: Cieslak Pag. 168


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

/4 -possibilita que o usuário formate um disco de 360Kb em um drive d) Verifica setor de boot dos discos procurando por virus.
de 1.2Mb. e) Evita que arquivos executáveis sejam regravados.
/F:tamanho -permite formatar um disquete com um tamanho especificado.(Ex. f) Protege a área de boot contra gravação.
um disco de 720Kb). Obs.: ALT+V permite alterar configurações descritas acima
Ex. C:\>FORMAT a: /S ALT+U descarrega vsafe.
C:\>FORMAT a: /4
C:\>FORMAT b: /U
DELTREE : remove todo um diretório e todos os seus subdiretórios e arquivos.
Sintaxe: c:\> deltree diretório
DISKCOPY: comando utilizado para se fazer uma cópia idêntica do conteúdo de Ex. c:\> deltree windows
um disco para outro.

Sintaxe: DISKCOPY [origem][destino] /V MOVE : movimenta um ou mais arquivos para outra localização no mesmo disco
Opção Sintaxe: c:\> move [origem] [destino]
/V -faz com que o MSDOS verifique se a cópia foi feita Ex. c:\> move c:\ws\arq1.txt c:\winword\doc
corretamente.

Obs.: XCOPY: comando utilizado para se copiar arquivos e subdiretórios de um diretório.


-O disco de destino não precisa estar necessariamente formatado, pois o MSDOS o
formata enquanto copia. Sintaxe: XCOPY [origem][destino] /S /A /P /D:data /V
-Pode-se usar o mesmo drive para se efetuar a cópia. Opções:
-Este comando só pode ser utilizado com disquetes. /S -copia subdiretórios
-Os disquetes tem que ter o mesmo formato, tipo. /A -copia somente os arquivos que tem o tributo de arquivo definido.
Ex. C:\>DISKCOPY a: b: /V /P -envia mensagem de confirmação de cópia.
C:\>DISKCOPY a: a: /D:data -copia somente os arquivos modificados na data especificada e posterior a
esta.
DEFRAG : É o desfragmentador de arquivos do DOS. O MSDOS pode ou não /V -faz com que o MSDOS verifique se a cópia foi feita
gravar um arquivo em cluster seguenciais. À medida que os arquivos vão sendo corretamente.
gravados ou apagados, o disco começa a ficar fragmentado, ou seja, esse fato Ex. C:\>XCOPY c:\relat a: /S
acaba fazendo com que o acesso para leitura ou gravação de um arquivo acabe C:\>XCOPY a: b: /S
ficando mais lento. O DEFRAG copia os arquivos para setores consecutivos. C:\>XCOPY c:\prog b: /D:24/08/93
Sintaxe: c:\> defrag

MSAVE : Programa anti-virus que acompanha o MSDOS. O menu principal deste ATTRIB: comando utilizado para definir ou exibir atributos de um arquivo.
utilitário apresenta as seguintes opções:
a) Encontrar - Pesquisa o disco por virus conhecidos. Sintaxe: ATTRIB +R -R +A -A +H -H +S -S arquivo /S
b) Encontrar e limpar - Pesquisa disco e remove virus conhecidos. Onde,
c) Selecionar nova unidade - Seleciona unidade a ser pesquisada. +R -R -ativa/desativa o atributo de somente de leitura
d) Opções - Define opções de pesquisa como verificar integridade (alteração +A -A -ativa/desativa o atributo de arquivo
no tamanho de arquivos executáveis), criar totais de controle, anti-stealth e +H -H -ativa/desativa o atributo de arquivo oculto
verificar todos os arquivos. +S -S -ativa/desativa atributo de sistema dos arquivos
Sintaxe: c:\> msave /S -ativa/desativa opção especificada em subdiretório
OBS.: Pode ser executado a partir do DOS ou do Windows.
Ex. C:\>ATTRIB +R *.txt
VSAFE : Programa residente em memória que faz uma checagem verificando C:\>ATTRIB +H relat.doc
atividades suspeitas que poderiam estar sendo feitas por algum tipo de virus. Os C:\>ATTRIB +A a:*.*
controles feitos pelo vsafe são: C:\>ATTRIB -A a:*.bak
a) Avisa quando uma formatação de baixo nível está acontecendo. C:\>XCOPY a: b:/a
b) Avisa quando algum programa residente esta sendo carregado.
c) Verifica arquivos executáveis abertos pelo DOS.

Professor: Cieslak Pag. 169 Professor: Cieslak Pag. 170


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

DOSKEY: comando utilizado para manter uma lista dos comandos digitados e b) Partição Primária do DOS: é aquela partição que contém os arquivos que
permite a criação de macros. dão partida ao DOS (IO.SYS, MSDOS.SYS e COMMAND.COM). Deve ser a
C:\>DOSKEY partição ativa. Geralmente é o drive C.
a) a seta para cima exibe o comando anterior da lista
b) a seta para baixo exibe o próximo comando da lista c)Partição Extendida do DOS: é aquela que pode conter uma ou mais unidades
c) PgUp -exibe o 1º comando da lista lógicas (D,E,F,G,...). Cada unidade lógica pode conter arquivos e diretórios.
d) PgDn -exibe o último comando da lista
e) F7 -exibe a lista
f) F9 -exibe a mensagem: "número da linha" MENU PRINCIPAL DO COMANDO FDISK:
C:\>DOSKEY /history >comandos.doc
(joga lista de comandos no arquivo comandos.doc) 1- Criar partição DOS ou unidade lógica do DOS
2- Definir partição ativa
3- Excluir partição DOS ou unidade lógica do DOS
UNFORMAT: recupera um disco formatado acidentalmente. 4- Informações sobre partições
Sintaxe: UNFORMAT unidade:
Ex. C:\>UNFORMAT a: Opções:
1- Permite criar a partição primária, a extendida e as unidades lógicas da
partição extendida.
UNDELETE : recupera arquivos deletados acidentalmente. 2- Permite definir qual partição será a ativa quando do boot da máquina.
Sintaxe: UNDELETE arquivo 3- Permite-se excluir as unidades lógicas, a partição extendida e a primária,
Ex. C:\>UNDELETE carta.doc nesta ordem.
4-Exibe um quadro com informações como, tamanho das partições, qual é a
ativa,etc...
LASTDRIVE: o MSDOS sempre reserva uma unidade lógica a mais do que as
unidades realmente existentes.
Ex. Um micro com drives A, B e C tem uma unidade lógica reservada (D). Para PROGRAMAS EM LOTE:
reservar mais unidades lógicas, utiliza-se o comando LASTDRIVE no arquivo
CONFIG.SYS (arquivo de configuração do MSDOS).
Ex. LASTDRIVE=j DEFINIÇÃO:
(reserva 10 unidades lógicas que poderão ser utilizadas pelo comando SUBST).
-Conjunto de comandos armazenados em um arquivo tipo texto (não formatado).
MEMMAKER: coloca controladores de dispositivos e utilitários TSR (Terminate Estes programas podem ser executados digitando-se o seu nome. Os programas em
and Stay Resident) na memória superior, para liberar mais memória convencional lote devem ter a extensão .BAT. Para cancelar um programa em lote digite ^C ou
para os programas. ^Break.

FDISK: comando utilizado para particionar o disco rígido. Este comando pode ser Vantagens da utilização de programas em lote:
utilizado a partir do PROMPT ou quando da instalação do MSDOS (setup). Cada a) personalizam o MSDOS
sistema operacional possui características (padrões) próprias, portanto, para se b) agilizam a execução dos trabalhos - para elaborá-los utiliza-se um editor de
utilizar 2 ou mais S.O., num mesmo computador, deve-se "particionar" a textos (EDIT, WS, WORD, etc...) ou o comando COPY CON.
winchester.
-O arquivo AUTOEXEC.BAT é um programa em lote que é executado sempre que
inicializamos a máquina.
-PARTIÇÕES: Ex. C:\>COPY CON primeiro.bat
time
a) Partição NÃO DOS: é aquela partição do winchester que armazenará um date
sistema operacional não DOS e seus arquivos e diretórios. Como por exemplo o chkdsk a:
S.O. PICK ou o UNIX que utilizam padrões de armazenamento e recuperação de copy arq1.txt a:
arquivos diferentes do DOS. ^Z

Professor: Cieslak Pag. 171 Professor: Cieslak Pag. 172


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

ECHO -comando utilizado para ativar/desativar a exibição dos comandos. Também REM autor : Becsom
utilizado para exibir mensagens. REM descrição : programa exemplo
Sintaxe: ECHO [ON/OFF] REM data : 28/09/93
ECHO [mensagem] time
Ex. date
C:\>COPY CON segundo.bat dir /p
@ECHO OFF ^Z
CLS
ECHO. CALL -comando utilizado para executar um programa em lote a partir de outro
ECHO. programa em lote.
ECHO *** programa exemplo *** Ex.
ECHO *** de comandos *** C:\>COPY CON sexto.bat
ECHO *** do MSDOS *** @ECHO OFF
ECHO. REM autor : Becsom
ECHO. REM descrição : programa
ECHO o diretório REM exemplo do comando
ECHO qpro contém REM CALL
ECHO os seguintes REM data : 30/09/93
ECHO arquivos CLS
DIR c:\>qpro ECHO.
ECHO *** fim de processamento *** ECHO.
^Z ECHO *** sexto.bat ***
ECHO. ECHO.
ECHO este é o conteúdo do disquete
PAUSE -comando utilizado para fazer uma parada no processamento de um DIR a:/P
programa em lote. PAUSE
Este comando emite a mensagem "pressione uma tecla para continuar". CALL sétimo
Ex. ATTRIB +R a:*.*
C:\>COPY CON terceiro.bat ^Z
@ECHO OFF
CLS C:\>COPY CON sétimo.bat
ECHO. @ECHO OFF
ECHO. REM programa chamado pelo
ECHO *** programa de cópia *** REM sexto.bat
ECHO. CLS
ECHO. REPLACE C:\prog\*.* a:/U
ECHO insira um disco no drive A
ECHO.
PAUSE CONFIGURANDO O MSDOS
COPY *.prg a:
ECHO. Antes de executar o AUTOEXEC.BAT, o DOS executa o arquivo
ECHO *** fim de processamento *** CONFIG.SYS o qual possui comandos que configuram o sistema sempre que este é
^Z inicializado.

COMANDOS
REM -comando utilizado para se incluir comentários em um programa em lote.
Ex. 1)BUFFERS: Define a quantidade de RAM que o DOS reserva para a
C:\>COPY CON quarto.bat transferência de informaç·es de um disco. Quando o DOS é iniciado uma área na
@ECHO OFF memória principal é reservada para armazenar temporariamente as informações dos
REM programa : quarto.bat discos. A memória é dividida em memórias intermediárias chamadas buffers de

Professor: Cieslak Pag. 173 Professor: Cieslak Pag. 174


Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

0,5K (tamanho de um setor). As memórias intermediárias mantém partes de


arquivos que estão aguardando para serem armazenadas em disco ou serem usadas
por um programa. O valor recomendado é 20 ou 30.
-Sintaxe: DICIONÁRIO
BUFFERS=30

2) FILES: Define o número de arquivos que o DOS permite que sejam abertos ao
mesmo tempo. Ao ser iniciado o DOS reserva espaço na memória para uma tabela -A-
que contém informações sobre arquivos abertos. Quanto mais arquivos abertos AGP ( Accelerated Graphics Port )
mais espaço é necessário para a tabela. É um novo barramento/slot criado pela Intel para melhorar o desempenho das placas de
-Sintaxe: vídeo 3D nos micros Pentium II, posteriormente clonado para o soquete super 7 ( AMD ),
FILES=40 ele permite maior velocidade que o barramento PCI.
3) A MEMÓRIA: Os primeiros 640 K correspondem à memória convencional ou Anonymous
baixa. Normalmente utilizado para o login num servidor FTP, para indicar Anônimo. que se trata
De 640 a 1 Mb é a chamada memória reservada (ou memória superior) e o que de um usuário não registrado na máquina em questão. A password a fornecer deve ser o
estiver acima deste valor é o que chamamos de memória estendida. endereço eletrônico.
APM ( Advanced Power Management )
4) INSTALANDO O GERENCIADOR DE MEMÓRIA ESTENDIDA: para É um padrão que permite aos PCs gerenciar a conservação de energia em monitores,
instalar o gerenciador de memória estendida acrescente a linha motherboard, disco rígido, etc., quando o PC esta inativo. O Windows 98 suporta o APM
DEVIDE=C:\DOS\HIMEM.SYS no seu CONFIG.SYS. versão 1.2.
Archie
5) Para executar o DOS na memória estendida e portanto liberar a memória Ferramenta que permite localizar arquivos e informações em servidores FTP. Indica-se ao
convencional para a utilização de outros programas acrescente a linha DOS=HIGH archie o nome do pasta ( ou parte dele ) que deseja encontrar e ele dá-lhe o nome (
no seu CONFIG.SYS. endereço ) dos servidores onde o pode encontrar.
OBS. O gerenciador de memória estendida (HIMEM) deve estar instalado.
Arpanet
6) Utilizando a área de memória superior. Rede de computadores criada em 69 pelo Departamento de Defesa norte-americano,
Para utilizar a área de memória superior você deverá instalar o gerenciador da interligando na época instituições militares. Nos anos 70 varias universidades americanas
memória superior e estabelecer um vínculo entre a memória convencional e a aderiram à rede, dando origem à atual Internet.
superior. Para tanto acrescente as linhas DEVICE=C:\DOS\EMM386 NOEMS e
ASCII ( American Standard Code for Information Interchange )
DOS=HIGH,UMB no seu CONFIG.SYS.
Norma para a codificação de caracteres através de números binários ( 0 e 1 ), utilizada em
diferentes computadores. Define a codificação dos caracteres com códigos de 0 a 255
8) Emulando memória expandida
formado por números binários ( 8 bits ) que representam números, letras e símbolos.
Para emular memória expandida instale o gerenciador de memória expandida. Para
tanto acrescente, por exemplo uma linha como esta: DEVICE=C:\DOS\EMM386
ASCII arquivo
1024 RAM em seu CONFIG.SYS. Este comando utiliza 1024 Kb da memória
É um arquivo somente de texto.
estendida para emular uma memória expandida.
ASPI ( Advanced SCSI Programming Interface )
É uma especificação das interfaces de Adaptec Inc. Ela descreve como o sistema
operacional pode enviar comandos a um adaptador SCSI ( Host ). Windows 95 tem um
ASPI embutido, mas se você quiser que um controlador SCSI trabalhe em DOS que você
precisa carregar os drivers de ASPI primeiro.

AT bus
É o mais antigo barramento I/O para PC.

ATAPI
Veja EIDE.

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ATX BNC
São especificações que determinam as dimensões das placas motherboard e gabinetes. É o conector mais velho usado no padrão Ethernet, ele é usado com um cabo coaxial na
velocidade máxima de 10Mbit/sec.

Auto-estrada da informação Bps ( Bits per second )


Ex.: O modem pode transmitir uns 33,600 bits por segundo ( bps ) chegando a cerca de
Um ligação ou conjunto de ligações entre computadores, formando uma rede de redes, de 3000 bytes por segundo no máximo.
preferência com meios de comunicação extremamente rápidos. Um nome usado para
designar uma rede ( normalmente a Internet ). br
Código ISO atribuído para identificação do Brasil.
AVI ( Audio Video Interleaved )
É um tipo de arquivo multimídia de áudio e vídeo usado no Windows. Browser
Um programa que permite visualizar e utilizar uma determinada base de dados, distribuída
ou não por vários computadores. Termo normalmente aplicado para os programas que
permitem navegar no World-Wide-Web.
-B-
Backbone Byte
Espinha dorsal de uma rede, geralmente formada por uma infra-estrutura de alta velocidade Um byte normalmente consiste de 8 Bits. Um Bit é a unidade básica para dados
que interliga várias redes. eletrônicos, 1024 bytes = 1 kilobyte ( KB ). 1024 KB = 1 megabyte ( MB ). 1024 MB = 1
gigabyte ( GB ). 1024 GB = 1 terabyte ( TB ).
Bandwidth ( Largura de Banda )
Termo que designa a quantidade de informação passível de ser transmitida por unidade de
tempo, num determinado meio de comunicação (fio, onda radio, fibra óptica, etc.). -C-
Normalmente medida em bits por segundo, kilobits por segundo, megabits por segundo,
kilobytes por segundo, megabytes por segundo, etc. Cache de Disco
Baud É uma memória RAM com 512KB, 1, 2 ou 4 MB, que permite grandes melhorias nas
Número de mudanças de fase do sinal transmitido por um modem. Muitas vezes operações de leitura e escrita do disco rígido. A cache de disco está embutida no Windows
confundido com a medida bps (bits por segundo), mas com um significado diferente, se 95/98.
bem que possam ter valores aproximados.
Cache
BBS ( Bulletin Board System ) São memórias de capacidade de armazenamento baixo e grande velocidade. A Cache é
Um ou vários Computador que permitem que os usuários se liguem a ele através de uma usada para transferir dados entre duas unidades que operam a velocidades diferentes, como
linha telefônica e onde normalmente se trocam mensagens com outros usuários, se a CPU e RAM ( Cache-L2 ) ou entre a cache e o disco rígido ( Cache de disco ).
procuram arquivos e programas ou se participa em conferências (fóruns de discussão)
divulgadas por várias BBS. Digamos que uma BBS está para a Internet Assim como uma CCD ( Charge-Coupled Device )
aldeia está para o Mundo. Componente eletrônico sensível a Luz, que é usado em scannes e máquinas fotográficas
digitais para gerar a imagem.
BIOS ( Basic Input Output System )
É um programa constituído de várias pequenas rotinas armazenadas em uma memória CDROM ( Compact Disk Read Only Memory )
ROM. A BIOS permite a comunicação do teclado, disco rígido, drivers, sistema Disco compacto somente de leitura.
operacional, Placa de vídeo, etc. com a CPU, RAM, e outros componentes.
Centronics
Bit É um padrão de interface paralela desenvolvido pela IBM para a arquitetura do PC.
Do termo Dígito binário. Um bits é composto por 0 ( Off ) ou 1 ( On ), 8 bits formam um
byte que é a base dos dados eletrônicos. Em um PC típico um byte consiste em 8 bits ( CERN ( Centre Europeen de Recherche Nucleaire )
chamado de sistema de 8 bits ). Centro Europeu de Investigação Nuclear. Um dos centros mais importantes de pesquisa da
Internet. o CERN tem o maior acelerador de partículas do Mundo que consiste de um
Bitnet grande circulo de aceleração de partículas com 27 Km de diâmetro, que fica por baixo de
Uma Rede mundial acessada pela Internet com características educacionais e distinta da Genebra ( Suíça ).
Internet.

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CERT ( Computer Emergency Response Team ) Cracker


Organismo criado em 1988 pela Darpa, que tratar das questões de segurança em redes, em Indivíduo que entrar num sistema de informática sem ter permissão para faze-lo, burlando
particular na Internet. o sistemas de segurança para fazer atividades ilegais.

CGI ( Common Gateway Interface ) CRT ( Cathode Ray Tube )


Uma interface de usuário que permite habilitar o acesso aos scripts ou programas de um É um monitor que usa um tubo de vidro grande igual ao tubo das TVs.
servidor Web. Guest books e outros formatos locais na Web são normalmente escritos de
CGI. CSRAM
É um tipo de RAM desenvolvida pela Intel que será usada nas Cache L2 nas futuras
Chat versões do Pentium II com Slot-2.
Conversa ou discussão entre duas ou mais pessoas conectadas em uma rede. A
comunicação é feita pelo teclado do PC. CSS ( Cascading Style Sheets )
É um elemento do DHTML. São códigos formatados que permitem o controle mais
Chipset simples de páginas Web.
São chips muito importantes da motherboard que ajudam a aliviar o trabalho do
processador.
-D-
Ciberespaço
Termo inventado por William Gibson no seu romance Neuromancer. Designa-se Daisychain
habitualmente o conjunto das redes de computadores interligadas e toda a atividade nela(s) Unidade de conexão serial para onde um Wire conduz de uma unidade para outra, etc.
executadas. É uma espécie de planeta virtual. Exemplos: FireWire, SCSI, e USB.

CIS ( Compact Image Sensor ) DAT ( Digital Audio Tape )


São sensores de luz usados em scanners pequenos e baratos. Os CIS são considerados Fita de áudio digital. Um tipo de fita com 4 GB de capacidade.
inferiores aos CCD.
Database engine
Client ( Cliente ) Um programa que pode controlar bancos de dados. A entrada de dados é providenciada por
No contexto Cliente/Servidor, um Cliente é um aplicativo que solicita um determinado outros programas.
serviço a um Servidor dedicado ou não, O Cliente e o Servidor podem estar em duas
máquinas diferentes, sendo esta a realidade para a maior parte das aplicações que usam DDC ( Display Data Channel )
este tipo de interação. Uma tecnologia de tela que permite ao monitor enviar informações de volta ao PC. O
monitor necessita ser Plug and play.
com
Sufixo dos endereços eletrônicos pertencentes às organizações comerciais. Dechutes
Nome de código do segundo Pentium-II da Intel, introduzido em 1998 de janeiro.
Combo
É uma placa de rede com vários conectores, tipicamente BNC e RJ45. Default
Um padrão ou valor de fabrica usado em muitos programas ou Hardware. A configuração
Conexão default permanece até que seja mudado pelo usuário.
Ligação de um computador a um computador remoto. DHCP ( Dynamic Host Configuration Protocol )
Cookie Protocolo que permite tarefa dinâmica de endereços de IP.
Um pequeno arquivo que um servidor de Internet pode colocar em seu disco rígido, e que
pode ser lido pelos mesmos ou outros servidores. DHTML ( Dynamic Hyper Text Markup Language )
Uma expansão de HTML que permite mais recursos nas páginas da Web. A Microsoft e a
Correio eletrônico Netscape estão longe de concorda com o padrão.
Correio transmitido por meios eletrônicos ( rede ). Uma carta eletrônica contem texto e
pode ter anexo: arquivos de som, imagem ou programas. Dial-in
Conexão para um provedor de Internet feita por uma chamada de telefone.

DIMM ( Dual Inline Memory Module )


Module de memória RAM com 64-bit usados em micros Pentium.
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Download
Ato de transferir um arquivo de um computador remoto para o seu próprio computador,
usando qualquer protocolo de comunicações.
DirectX
É um novo aplicativo multimídia para Windows. Formado por um conjunto de programas DPI ( Dots per inch )
que habilitam o controle melhor ( nível baixo de controle ) do hardware em jogos e outros Indica os número de pontos por polegada disponíveis em uma imagem. É usado para
programas de multimídia. DirectX inclui: DirectDraw, DirectSound, DirectSound3D, indicar a resolução de um monitores ( 72 dpi ), impressoras laser ( 300, 600 dpi ), Scanners
DirectPlay, DirectInput, e DirectSetup. Todos estes programas são projetados para rodar ( 300, 9600 dpi ), etc.
jogos e outro programas multimídia com vários sons e efeitos 3D. A vantagem do DirectX
é que os programas podem ser escritos diretamente para o Windows com um máximo DPMS ( Display Power Management System )
desempenho do hardware. Um padrão para economia de energia do monitor. A tela é desligada depois de um período
especificado de tempo.
DLL ( Dynamic Link Library )
A Biblioteca de Vínculo Dinâmico é um arquivo que contém uma coleção de pequenos DRAM ( Dynamic Random Access Memory )
programas. Estes " módulos " são chamados quando outros programas que estão sendo O tipo mais comum e mais barato de memória RAM.
executados "embaixo" do Windows necessitam. As DLLs podem causar problemas que são
melhorados nas novas versões dos softwares da Microsoft. DSL ( Digital Subscriber Line )
Uma nova tecnologia de modem que permite uma transmissão mais rápida de dados
DMA ( Direct Memory Access ) acelerando as linhas telefônicas comuns.
É um processo pelo qual um dispositivo ( Ex.: Placas de Som ou vídeo, scanner, etc. )
transmite dados para a memória da Motherboard sem usar o processador, isto, permite um DSTN
ganho de velocidade do sistema, no PC podemos configurar 5 DMAs. Uma tela LCD de baixo custo que permite uma imagem aceitável. É usado em muitos
computadores notebook.
DMI ( Desktop Management Interface )
Padrão para os componentes individuais que podem informar ao PC sobre eles por um DVD ( Digital Versatile Disk )
arquivo de MIF. DMI é a base para o LANDesk Client Manager da Intel ( LDCM ). É o substituto do CD-ROM que pode armazenar 8 GB ou mais.

DNS ( Domain Name Server )


indica o conjunto de regras e/ou programas que constituem um Servidor de Nomes da -E-
Internet. Um servidor de nomes faz a tradução de um nome alfanumérico ( por exemplo:
novell.com.br ) para um número IP ( por exemplo: 219.230.140.3 ). Por exemplo, no DNS ECC ( Error Correcting Code )
brasileiro, formam-se os nomes terminados em br. Qualquer outro nome será também Sistema para correção de erro de bits em memórias RAM. Requer memórias RAM
traduzida pelo mesmo DNS, mas a partir de informação proveniente de outro DNS. especiais e circuitos lógicos na motherboard para fazer o trabalhar. É usado normalmente
em servidores pelo alto custo.
Domain ( Domínio )
Nome à esquerda do símbolo "@" num endereço eletrônico, ou a designação do endereço ECP ( Enhanced Communication Port )
eletrônico de uma determinada máquina, empresa, instituição ou pais. É o padrão mais moderno e veloz de comunicação bidirecional entre o PC e periféricos
como impressoras, scanners, CDROM, Zip driver, etc.
Domínio publico
Software ou serviço que está com livre acesso podendo ser copiado, e distribuído sem se EDO ( Extended Data Output )
pagar nada, ou seja de Domínio publico. Um tipo de memória DRAM melhorada que se tornou um padrão em 1996.

DOS ( Disk Operating System ) EIDE ( Enhanced Integrated Drive Electronics )


É o sistema operacional de disco para PCs mais antigo. A ultima versão foi o DOS 6.22. É a interface controladora I/O mais moderna para discos rígidos, drivers CD ROMs, etc.
que são conectados diretamente na motherboard. O padrão Ultra DMA é o mais recente e
Dot pitch rápido protocolo da EIDE.
É uma unidade de medida que define a distância entre os pixels individuais na tela do
monitor. Quanto menor o valor, melhor a qualidade da imagem, Ex.: 0,28 mm - 0,26 mm - e-mail ( Electronic Mail )
0,25 mm, etc. Correio Eletrônico, e-mail address, endereço de correio eletrônico.

Encrypting Codificando
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É um método de codificação/decodificação de dados que usa uma palavra de código ( Finger


chave ) para serem "traduzidos". O decodificado só pode "traduzir" um dado com a palavra Programa para obter informações sobre uma determinada pessoa que tenha um endereço
código correta. Atualmente uma chave de 64 bits é considerada irrompível. Encrypting foi eletrônico na Internet. Indica-se o endereço eletrônico da pessoa em questão que o finger
proibido nos E.U.A. procura e devolve informação relativa à mesma, após ter acessado o computador onde essa
pessoa tem a sua caixa de correio.
Endereço eletrônico
É um conjunto de caracteres, do tipo "nome_usuário@qulquer_empresa.br" que identifica Firewall ( Parede de Fogo )
um usuário da Internet, neste caso, a sua caixa de correio eletrônica. Medida de segurança que pode ser implementada para limitar o acesso de pessoas ou dados
( por exemplo: e-mail ) a uma rede ligada à Internet. No processo de implementação
Energy Star podem ser usado softwares ou hardwares.
Logotipo que indica baixo consumo de energia nos PC e monitores.
FPM ( Fast Page Mode )
EPA ( Environmental Protection Agency ) É o mais antigo tipo de memória DRAM.
Estabelece regulamentos relativo a conservação de energia em equipamento de escritório
entre outros. Equipamentos que operam dentro dos limites prescritos podem usar o FQDN ( Fully Qualified Domain Name )
logotipo Energy Star. Nome de Domínio completo, tudo aquilo que está à direita do símbolo @ num endereço
eletrônico, sem que se omita qualquer parte ( inclui normalmente a indicação do pais,
EPP ( Enhanced Parallel Port ) instituição e de um computador, no mínimo).
É um padrão para comunicação bidirecionais entre o PC e periféricos como impressoras,
scanners, CDROM, Zip driver, etc. Frames
É uma recurso que permite a divisão da tela em diversos campos ( Quadros ) permitindo a
EPROM visualização de diversas páginas independentemente em um Web Site.
É um chip de memória ROM que pode ser apagado com luz ultravioleta e programado
repetidamente. Ela é usada em muitos adaptadores que armazenam endereços, números, e Freeware
outros dados do usuário que podem ser escritos em um cartão. Software distribuído gratuitamente que não pode ser alteração ou vendido.

ESCD ( Extended System Configuration Data ) FTP ( File Transfer Protocol )


É um conjunto de informações que descrevem todas as unidade PCI e ISA usadas nos PCs. Indica o principal protocolo de transferência de dados usado na Internet.
Durante a inicialização a BIOS compara as informações da ECSD com os adaptadores FTP server ( Servidor de FTP )
achados.
Computador que tem arquivos de programas acessíveis através de um programa que use o
Ethernet protocolo de transferência de arquivos FTP.
Uma das arquiteturas de redes locais desenvolvida pela Xerox. As redes Ethernet usam
normalmente cabos coaxiais que interligam vários computadores. Cada um deles acessa à Full-IP
rede em concorrência com os outros, existindo depois regras/convenções que permitem Ligação permanente à Internet através de uma linha dedicada especial.
designar qual o computador que deve transmitir informação num determinado instante. A
informação pode ser transmitida em modo "Broadcast", ou seja, para todos os outros FYI ( For Your Information )
computadores da rede e não apenas para um só. Documento(s) semelhantes aos RFC, contendo informação geral sobre temas relativos aos
protocolos TCP/IP ou à Internet.

-F-
-G-
FAQ ( Frequently Asked Questions )
É um texto que pretende responder, a questões Colocadas Freqüentemente pelos usuários Gateway
de uma determinada matéria. Computador ou equipamento dedicado que serve para interligar duas ou mais redes que
usem protocolos de comunicação internos diferentes, ou, computador que interliga uma
FAT ( File Allocation Table ) rede local à Internet ( nó de saída para a Internet ).
A Tabela de alocação de arquivos é uma área do disco rígido ou disquete que tem um "
mapa " do conteúdo armazenado nele. GIF ( Graphic Interchange Format )
Formato para arquivos de imagem muito usado na Internet.

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Gopher
Um espécie de World-Wide-Web simplificado e mais antigo que permite a busca de
informação em bases de dados armazenadas em todo o mundo, usando-se ou não -I-
ferramentas próprias de pesquisa por palavras-chave.
ICP ( Information Content Provider )
Identifica o provedor de informações como newspapers ( jornais ) da Internet .
GUI ( Graphical User Interface )
É uma Interface gráfica de usuário usada no Windows e na World Wide Web.
IDE ( Integrated Drive Electronics )
-H- Unidades de drivers ( disco rígido, CD ROM, etc. ) onde a eletrônica operacional está
montada na unidade. EIDE é o padrão mais recente.
Hacker
Geralmente e erradamente confundido com "cracker", um hacker é, pela última definição IEEE1394
dada, um "Problem Solver" - aquele que resolve problemas. FireWire. É um novo barramento serial de velocidade alta que pode conectar scanners,
máquinas fotográficas digitais e eletrônica de entretenimento entre outras coisas.
Hierarquia
Hierarquia de diretórios é o conjunto dos diretórios de um determinado sistema de Interlacing ( Interlaçando )
arquivos, que engloba a raiz e todos os subdiretórios. Os newsgroups também estão Tecnologia onde são criadas imagens em duas fases, sendo as linhas 1, 3, 5, 7, etc.
divididos numa hierarquia, começando nos níveis de topo ( início do nome do grupo: soc, formadas primeiro e depois as linhas 2, 4, 6, 8, etc. Desta maneira é gerada uma imagem
comp, sci, rec, etc. ) e subdivididos em vários temas, dentro de cada designação de topo. mais rapidamente. Este recurso é usado em arquivos GIF e JPG muito usados na Internet
Por exemplo, existem vários grupos soc.culture, entre os quais o soc.culture.brasil. que permitem a recuperação mais rápida da imagem. Placas de vídeo também podem
Geralmente, os grupos que comecem pela código ISO de um pais ( por exemplo, br ) são atualizar a imagem da tela interlaçando, uma taxa de refresh de 87 Hz corresponde a
distribuídos apenas a nível nacional dentro desse pais ( por exemplo, br.mercado, br.geral, imagem interlaçada ( interlaced ) e 43.5 Hz não interlaçada ( non-interlaced ), OBS: a
etc. ). imagem não interlaçada é mais indicada.
Home page Interleaving
Página base do World-Wide-Web. A página base é uma espécie de ponto de partida para a Tecnologia que permite read/write simultaneamente dos módulos RAM, atingindo
procura de informações relativas a uma pessoa ou instituição na Web. velocidades maiores. Dois módulos de RAM podem trabalhar mais rapidamente que um.
Host Internet
Computador central. também conhecido como servidor ou nó. A Internet com I maiúsculo, é uma imensa rede ( computadores locais ) de redes (
servidores WEB ) que se estende por praticamente todos os países, ligados por links de
Howto satélite, ISDN, fibras-opticas, rádio freqüência, linhas telefônicas, linhas digitais, etc.
Documento(s) em formato eletrônico, que acompanham o Linux ( versão de Domínio Criada em 1969 pelo Departamento de Defesa dos EUA ( DoD ) com o objetivo de manter
publico do Unix ) e que constituem uma espécie de manual, onde se pode procurar a comunicação interna no caso de supostos ataques nucleares.
informação sobre quase toda a tarefa de instalação, administração e atualização do Linux.
internet
HTML ( Hypertext Markup Language ) Com um i minúsculo, internet indica uma rede de redes, apenas, e não especificamente a
É uma linguagem de descrição de paginas de informação, standard no World-Wide-Web. Internet.
Com essa linguagem que nada mais é do que texto, tem comandos para introdução de
imagens, alteração de fontes, formulários, tabelas, etc.) podem-se definir páginas que internic
contenham informação nos mais variados formatos: texto, imagens, som e animações. Uma organização América que atribui números IP únicos a quem o pedir e é também o
gestor da raiz ( topo da hierarquia ) do DNS mundial.
HTTP ( Hypertext Transport Protocol )
IP ( Internet Protocol )
É o protocolo que define como é que dois programas/servidores devem intercalar, de Um dos protocolos mais importantes do conjunto de protocolos da Internet. Responsável
maneira a transferirem entre si informação ou comandos relativos ao WWW. pela identificação das máquinas e redes e encaminhamento correto das mensagens entre
elas. Corresponde ao protocolo de nível 3 do modelo OSI.

IP address
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Define o endereço de cada servidor na Internet ou conexão de uma rede local, é composto Kermit
por 32 bits que se comunicam com pelo protocolo TCP/IP. Um programa/protocolo de comunicações que permite, entre outros, a transferência de
arquivos entre duas máquinas.
IPX
Define o protocolo de uma rede local, especialmente usado para Novell-rede. Kill file
Filtro para evitar mensagens com certa origem ou certo tema nos grupos de discussão da
IRC ( Internet Relay Chat ) Usenet. É geralmente um arquivo onde se traduzem, através de regras definidas, quais os
É um sistema que permite a interação de vários usuários ao mesmo tempo por meio do artigos que se pretendem evitar.
teclado, divididos por grupos de discussão. Ao contrário das news essa discussão é feita em
directo (dialogo directo textual). Os usuários deste sistema podem entrar num grupo já Klamath
existente ou criar o seu próprio grupo de discussão. Nome código para a primeira geração do processador Pentium-II da Intel.

IrDA ( Infrared Data Association ) KNI ( Katmai New Instructions )


Padrão para transferência de dados infravermelhos ( sem cabo ) entre unidades como um Um conjunto de novas instruções encontradas em CPUs Pentium III.
laptop e um PC de mesa. Ex.: O controle remoto de TV usa transmissão infravermelha.
IRQ ( Interrupt ReQuest ou Pedido de Interrupção )
As IRQs ( 7 no PC-XT e 15 no PC-AT ) são sinais gerados pelos dispositivos ( placas, HD, -L-
etc. ) conectados no barramento da motherboard para solicitar um serviços ao processador,
você não pode configurar dois dispositivos com a mesma IRQ pois isto provocar os L1 cache
conhecidos conflitos de Hardware. É uma pequena e rápida memória RAM que se conecta ao barramento do sistema
construída dentro da CPU.
ISA ( Industry Standard Architecture )
É o mais antigo barramento de I/O, tem 8 bits no PC-XT e 16 bits no PC-AT. Ele ainda é L2 cache
usado nas atualmente em placas de som, Fax-modem, etc. que não exigem velocidade. É uma pequena e rápida memória RAM que se conecta ao barramento do sistema
construída na motherboard, CPU ou módulo SEC ( Pentium II ).
ISDN ( Integrated Service Digital Network )
Rede Digital Integradora de Serviços ( RDIS ). É uma evolução das linhas telefônicas LAN ( Local Área Network )
atuais baseada em linhas digitais ( não analógicas ) capazes de taxas muito mais elevados ( Rede Local, é uma rede com 2 ou mais computadores que não se estende além dos limites
a partir de 64 Kbps ) e com melhor qualidade. físicos de uma edificação. Normalmente usado nas empresas para a interligação local dos
seus computadores. Existem várias tecnologia que permitem a realização de uma rede
ISO ( International Standards Organization ) local, sendo as mais importantes, a Ethernet e o Token-Ring.
Organização internacional para a definição de normas.
Latencia
ISP ( Internet Service Provider ) Tempo que uma unidade de informação leva a percorrer um dado meio de comunicação.
Como AOL ou Prodígio em Internet. Pode-se, por exemplo, dizer que o tempo de latencia de um satélite é de 300 ms, o que
significa que um caracter enviado a partir de um ponto leva 300 ms para chegar ao seu
destino, passando pelo satélite.
-J- LCD ( Liquid Crystal Display )
JPEG ( JPG - Joint Photographic Experts Group ) É uma tecnologia usada em telas de notebook com diversas qualidades e tecnologia, sendo
Arquivo de compressão de imagens fotográficas que resultam em alguma perda de a TFT melhor.
qualidade, muito usada na Internet.
Leased-line ( Linha alugada )
A maior parte das linhas que ligam as várias máquinas da Internet são linhas alugadas
-K- disponíveis permanentemente. Com uma linha alugada, dois computadores encontram-se
em conexão permanente.
Katmai
Novas instruções multimídia para o processador Pentium III. Link
No WWW, uma palavra destacada indica a existência de um link, que é uma espécie de
apontador para outra fonte de informação. Escolhendo esse link, obtém-se a página de
informação que ele designava que pode, por sua vez, ter também vários links.
Professor: Cieslak Pag. 187 Professor: Cieslak Pag. 188
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todos os outros a recebem, o que permite que se constituam grupos ( privados ) de


Linus Torvalds discussão através de correio eletrônico.
O inventor do Linux, que teve a idéia e desenvolveu o núcleo ( kernel ) e algumas
ferramentas/utilitários básicos. A melhor idéia dele foi talvez o fato de o disponibilizar na Mainframe
Internet, tornando-o um sistema operativo de Domínio publico. Linus foi mais tarde São computadores ( servidores ) muito grandes que manipulam milhões de usuários e
apoiado entusiasticamente por muitos outros "internautas" formando uma equipe que informações em uma rede, vendidos pela IBM, Compaq, etc. e encontrados em grandes
regularmente e constrói novas aplicações, melhora as existentes, corrige erros, etc. corporações.

Linux MAN ( Metropolitan Area Network )


Nome derivado do nome do autor do núcleo deste sistema operativo, Linus Torvalds. O Rede de computadores com extensão de até algumas dezenas de quilômetros, interligando
Linux é hoje em dia um sistema operativo com todas as características do Unix, com uma normalmente algumas centenas de computadores numa dada região.
implantação invejável e em constante evolução, e é de Domínio publico. Normalmente é
distribuído em diferentes "releases" que mais não são do que um núcleo ( recompiláveis ) MAU (1)
acompanhado de programas, utilitários, ferramentas, documentação, etc. Uma das releases Um endereço único que é encontrado em todos as placas de rede. Os números de série são
mais conhecidas é a Slackware. designados a todos os fabricantes de placas de rede pela Xerox .

Login MAU (2) ( Multiple Access Unit )


Identificação de um usuário perante um computador. Fazer o login é o ato de dar a sua Componente de uma rede Token Ring. Corresponde a um HUB em Ethernet.
identificação de usuário ao computador.
Mendocino
Logout Um modelo de Pentium-II Celeron com cache L2 de 128 KB e baixo custo.
Ato de desconectar a sua ligação a um determinado sistema ou computador.
Merced
LPX Nome código para o processador Intel de 64-bit ( em desenvolvimento ).
Formato unificado de Motherboard onde as vários placas estão montadas juntas.
MIDI ( Musical Instrument Digital Interface )
LS-120 Um padrão que permite ao PC a manipular músicas.
É um disquete de 3.5 " que pode armazenar 120 MB.
mil
LVD Ultra2 Sufixo dos endereços eletrônicos pertencentes às organizações militares.
É a mais recente versão de interfaces SCSI chamada LVD ( Low Voltage Differentiale ).
Mime ( Multipurpose Internet Mail Extensions )
Lynx Conjunto de regras definidas para permitirem o envio de correio eletrônico ( texto ) com
Um programa ( browser ) para ver navegar no WWW. O Lynx foi pensado para ser usado outros documentos anexos ( gráficos, sons, etc. ).
em terminais texto, portanto só se pode visualizar a informação textual, ficando a restante (
imagens, sons, etc. ) disponível para gravação no disco do seu computador para mais tarde MMX ( MultiMedia eXtension )
ver/ouvir. Conjunto de instruções fixas na CPU que podem melhorar o funcionamento de jogos e
outros programas de multimídia.

-M- Modem ( MOdulado DEModulador )


Pequeno aparelho que permite ligar um computador à linha telefônica, para Assim estar
Mail apto a comunicar com outros. Muitos dos modems são também capazes de realizar funções
Carta eletrônica. de fax. A sua aplicação mais importante é a ligação com BBS ou Internet ( através do
provedor ).
Mail server
Programa de computador que responde automaticamente ( enviando informações, Mosaic
arquivos, etc. ) a mensagens de correio eletrônico com determinado conteúdo. O primeiro programa ( browser ) para o WWW ( World-Wide-Web ) concebido pela
NCSA ( EUA ). Com ele o WWW tomou um grande impulso pois foi a primeira
Mailing list ferramenta que permitia visualizar a informação do WWW, e utiliza-la, de forma gráfica e
Uma lista de assinantes que se correspondem por correio eletrônico. Quando um dos atraente.
assinantes escreve uma carta para um determinado endereço eletrônico ( de gestão da lista )
Professor: Cieslak Pag. 189 Professor: Cieslak Pag. 190
Montagem e Configuração de Computador Montagem e Configuração de Computador

evitarem erros próprios de novatos quando da interação com outros usuários mais
MP3 experientes. A netiquette baseia-se muito no simples e elementar bom senso.
Padrão para compressão de músicas em qualidade HIFI muito usado na Internet. Um
megabyte eqüivale a um minuto de música, Não distribua ou copie músicas pois é pirataria. Netscape
Um programa ( browser ) para o WWW ( World-Wide-Web ). Sucessor do Mosaic e
MPEG standard ( Moving Picture Experts Group ) desenvolvido pela mesma equipa de programadores, o Netscape evolui mais rapidamente e
Um consórcio de empresas que definem tecnologias de compressão para manipulação de é o browser de WWW mais usado, devido às suas características de rapidez, visualização
imagem digital. interna de vários formatos de arquivos, cache, suporte para uma linguagem de descrição de
pagina mais evoluída, etc.
MPR II
Uma organização sueca que desenvolveu padrões de radiação para monitores. MPR II foi Network
reconhecido internacionalmente e foi desenvolvido desde então em TCO. Rede de computadores.

MSN ( MicroSoft Network ) news ( Noticias )


Uma tentativa da Microsoft em criar uma rede comercial para usuários de Windows que se Melhor traduzido por fóruns ou grupos de discussão. Abreviatura de Usenet News, as news
distancia e perde para a Internet. são grupos de discussão, organizados por temas ( mais de 10.000! ), a maior parte deles
com distribuição internacional, podendo haver alguns distribuídos num só pais ou numa
MTU ( Maximum Transmission Unit ) instituição apenas. Nesses grupos, públicos, qualquer pessoa pode ler artigos e escrever os
O tamanho dos dados empacota que são enviados ( com o protocolo de TCP ) em cima da seus próprios artigos. Alguns grupos são moderados, isso quer dizer que uma pessoa é
Internet. designada para lê os artigos antes de serem publicados, para constatar da sua conformidade
para com o tema do grupo. No entanto, a grande maioria dos grupos não são moderados.
MUD ( Multi User Dungeon )
Um jogo para vários usuários, normalmente presente em qualquer servidor na Internet. É Newsgroup
uma espécie de Mundo Virtual onde se podem encontrar e intercalar vários usuários. Um grupo de news, um fórum ou grupo de discussão.
Normalmente, passa-se tudo em forma de texto.
NNRP ( Network News Reading Protocol )
Multi-frequência ( Várias freqüências ) Protocolo que permite que um programa leitor de news obtenha a informação ( artigos,
Designação para uma linha telefônica capaz de transportar sinais elétricos em freqüências grupos, etc. ) a partir de um servidor de news.
diferentes. São aquelas linhas que permitem ter um telefone em que a discagem é feita por
tons e não por impulsos. NNTP ( Network News Transport Protocol )
Protocolo para a transferência dos grupos de news da Usenet e mensagens de controle.
-N- Nó
Narrow SCSI Cada nó corresponde a um computador na rede.
8 bit SCSI. Usa cabos e plugues de 50 pinos.
NOS ( Networks Operative System )
NCSA ( National Center for Supercomputing Applications )
Centro nacional para Aplicações de Supercomputing dos EUA. Programa como Netware, OS/2 Servidor de Lan, e Windows NT.

Net Novell
Rede de computadores. Empresa que fabrica o sistema operacional de rede Netware e outros aplicativos de rede.

net
Sufixo dos endereços eletrônicos pertencentes aos sites que organizam ou gerenciam a -O-
Internet.
OCR (Optical Character Recognition )
NetBEUI Programa para reconhecimento de texto. Usado em conjunto com scanners.
Protocolo de pequena(s) rede(s) LAN(s) usado em Windows 95/98 e NT.
Netiquette ODBC ( Open Data Base Connection )
Conjunto de regras e conselhos para uma boa utilização da rede Internet, de modo a se Um padrão para comunicações entre programas do usuário e um banco de dados em
Windows 95. Isto permite dividir o programa do banco de dados em: uma máquina (de
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Sybase, Oráculo, servidor de SQL, ou outros) que contém os dados e pode estar em um PGP ( Pretty Good Privacy )
servidor. Uma ou mais aplicações de front-end ( desenvolvida em Access, Crystal Report, Programa para a codificação de mensagens de texto, inventado por Philip Zimmerman.
ou outros programas semelhantes) que pode ser executados no PC do usuário, e que Uma mensagem Assim enviada é inquebrável e só o seu destinatário a pode descodificar,
produzem imagens na tela para entrada de dados e impressão. dando para isso uma chave que só ele conhece.

offline "fora da linha" Pine


Significa que nenhuma ligação por linha telefônica ou outra está no momento ativa. Um programa/leitor de correio eletrônico para ambientes Unix ( se bem que também se
possam encontrar versões para outros sistemas operativos ). `A base de menus com escolha
online "estar em linha" de opções por letras e teclas de cursor. Dizem os usuários que é mais simples que o elm.
Suporta também o formato de mensagens MIME ( mensagens de texto com outro tipo de
Significa estar ligado em determinado momento à rede ou a um outro computador. arquivos anexos ).

Ping
Open GL Pequeno utilitário usado para ver se uma determinada ligação se encontra ativa e qual o
Um padrão para software 3D ( CAD, animation, etc. ). Tipo de um idioma de programação. tempo que uma mensagem leva para ir de um ponto ao outro da ligação. O ping envia
pacotes ( geralmente 64 bytes ) para um ponto, que responde enviando um outro pacote
org equivalente.
Sufixo dos endereços eletrônicos pertencentes às organizações não governamentais.
PnP ( Plug and Play )
OS/2 ( Operating System 2 ) Recurso de hardware e software que pode configurar e instalar um periférico em um
Um sistema operacional da IBM anterior ao Windows. Hoje são encontrados em certas computador.
aplicações ( em especial bancos ).
POP ( Point Of Presence )
Um provedor de Internet que usa modem para se conectar aos usuários.
-P-
Port
Packing Porto ou Porta, em português. A interface de sockets, no Unix faz corresponder aos
Compressão de arquivo(s) ou do disco rígido inteiro de ocupam menos espaço. Podem ser processos daemon um port, onde esse processo se registou na altura do seu arranque e que
comprimidos arquivos individuais ou em grupos. GIF, JPG, ARJ e ZIP são formatos de permite a um programa cliente saber onde se deve ligar. Por exemplo, o servidor de mail (
compressão. mail daemon ) está sempre à escuta no port 25 ( até 1023 os ports são reservados ao
sistema ).
Parity ( Paridade )
É um método para descobrir erros em memórias ao se receber os dados. erros em bits Post
podem acontecer espontaneamente na RAM. Se eles não são descobertos podem causar Indica um artigo de news, por vezes. Fazer um post significa escrever e enviar um artigo
dados defeituosos provocando uma queda na execução de um programa. As memórias para um grupo de news.
RAM ECC podem detectar e corrigir tais erros conferindo como os números 0 e 1 em um
byte ( 8 bits ) são recebidos. Postmaster
Designa um endereço de E-Mail do Servidor de POP-Mail, para onde são envidadas e
Password transmitidas automaticamente todas as mensagens de erro e mensagens do sistema,
Palavra-chave usada para identificação do usuário, em conjunto com o login. também é o login do Operador do Site para configurar o Servidor.

PC100 PostScript
Um padrão da Intel para SDRAM que é garantido para trabalhar em 100 MHz. Postscript (PS) é um recurso de definição de página inventado pela companhia Adobe em
1985. É um padrão de programação que define como uma página impressa aparecerá na
PCI ( Peripheral Component Interconnect ) tela. A Apple também contribuiu para difundir este padrão que hoje domina o campo de
Barramento de I/O criado para o Pentium que trabalha com 32 bit. gráficos. O Postscript é um padrão para várias impressoras e equipamentos produtores de
imagem.
PDA ( Personal Digital Assistant )
Um pequeno computador de mão especialmente usado para listas de endereço, notas, texto, PPP ( Point to Point Protocol )
etc. que pode se comunicar com um PC de mesa.

Professor: Cieslak Pag. 193 Professor: Cieslak Pag. 194


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O PPP implementa o protocolo TCP/IP ( protocolo da Internet ) numa linha telefônica, Arquivo que deve ser lido antes de se iniciar a utilização ou instalação de um determinado
para que através da mesma um computador pessoal possa ligar à Internet e usufruir de programa, sistema, computador, etc. Contém geralmente informações que podem poupar
todos os serviços e aplicações existentes. É uma norma, posterior ao SLIP e mais tempo ao usuário que pretende fazer algo.
completo.
Refresh rate
Processo O número de atualizações da tela por segundo de um monitor RTC. Quanto mais alto for o
Programa executado num determinado instante, portanto presente na memória do número menos flicker você vê em sua tela. A taxa 75 Hz de refresh é aceitável. Telas de
computador. Esta terminologia é usada em máquinas Unix, onde se podem ter vários LCD não tem taxa de refresh.
processos executados ao mesmo tempo.
Reply
Protocolo Resposta.
Um protocolo é um conjunto de normas que permite a comunicação entre computadores
interligados. Dois computadores para poderem transferir informações entre si devem
utilizar o mesmo protocolo ( ou ter um terceiro que perceba os dois protocolos e faça a
tradução ). RFC ( Request For Comments )
Documentos que definem normas e protocolos para a Internet e onde se fazem as
Proxy ( Procuração ) discussões de nível técnico para a definição de novos protocolos.
Um servidor ( programa ) proxy ( ou com capacidades de proxy ) recebe pedidos de
computadores ligados à sua rede e, caso necessário, efetua esses mesmos pedidos ( HTTP, RIMM ( Rambus - Rambus Inline Memory Module )
Finger, etc. ) ao exterior dessa rede ( internet ), usando como identificação o seu próprio São módulos RAM com o RAMBUS novo de Intel.
numero IP e não o numero IP do computador que requisitou o serviço. Útil quando não se
dispõem de números IP registados numa rede interna ou por questões de segurança. RJ45
É um tipo de tomada usada com cabos par trançado com Ethernet de 10 e 100 Mbit.
Public domain
Domínio Publico. Router
Computador, software ou equipamento dedicado que serve para interligar duas ou mais
Pulse ( pulso ) redes efetuando automaticamente o direcionamento correto das mensagens ( pacotes ) de
Uma linha telefônica pode ser de pulsos ou multi-freqüêncial ( ton ), isto é, os sinais de uma rede para outra.
digitação são enviados por uma serie de pequenos impulsos, separados por espaços. A
discagem dos números neste tipo de linhas é mais lenta.
-S-
-Q- SCSI ( Small Computer System Interface )
QUICKTIME É uma interface controladora de até 7 ou 15 unidades que são conectadas a um adaptador
Formato de vídeo lançado pela Apple para compactação e transmissão de vídeo via comum que controlar e regular o transporte de dados.
Internet.
SDRAM ( Synchronous Dynamic RAM )
É um tipo moderno de memória RAM usada no PC.
-R- SEC ( module )
RAID ( Redundant Array of Inexpensive Disks ) É uma placa de circuito impresso encontrada na motherboards. Este módulo inclui um
Uma tecnologia baseada no padrão SCSI que une muitos discos rígidos junto. Pode CPU Pentium-II, Cache L2, lógicas operacionais, e um cooler.
melhorar velocidade e segurança.
Server ( Servidor )
RAM ( Random Access Memory ) Um computador que oferece determinados serviços de arquivos, impressão, fax,
É uma memória de que pode ser gravada e apagada, muito usada nos computadores para aplicativos, ou recursos de internet aos clientes.
armazenamento de grandes informações, mais perde os dados se não for alimentada.
SET ( Secure Electronic Transactions )
Readme ( Leia-me ) É um novo padrão que habilitará transações seguras de cartão de crédito na Internet. O
SET foi endossado virtualmente por todos os principais negociadores de comércio
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eletrônico, inclusive Microsoft, Netscape, Visa, e Mastercard. Porém não parece ter sido
aceito pelos usuários. SET exige um software especial para ser usado. Sockets
O nome da interface em Unix ( originalmente, mas também já existente em outras
SGML ( Standard General Markup Language ) plataformas ) que implementa os protocolos TCP/IP. Uma interface é um conjunto de
Uma linguagem de descrição de páginas em hipertexto mais geral que o HTML. chamadas possíveis a bibliotecas que contem rotinas implementando determinados
objetivos, neste caso, comunicação em TCP/IP.
Shareware
Software que é distribuído livremente, desde que seja mantido o seu formato original, sem SOUP ( Simple Offline Usenet Protocol )
modificações, e seja dado o devido credito ao seu autor. Normalmente, foi feito para ser " Norma " ou programa que define como deve ser um pacote compactado de cartas
testado durante um curto período de tempo ( período de teste/avaliação ) e, caso seja eletrônicas e artigos de news, para serem lidos offline, por um qualquer programa leitor
utilizado, o usuário tem a obrigação moral de enviar o pagamento ao seu autor ( na ordem que compreenda esse formato.
de algumas - poucas - dezenas de dólares ). Quando é feito o registo, é normal receber-se
um manual impresso do programa, Assim como uma versão melhorada, possibilidade de
assistência técnica e informações acerca de novas versões.

Signature ( Assinatura ) Spam


Geralmente é a porção de texto incluída no fim de uma carta eletrônica ou de um artigo de Publicação do mesmo artigo de news em vários grupos de discussão, geralmente
news ( neste caso, por norma, deve ser inferior a 4 linhas, de 80 caracteres no máximo resultando em desperdício de espaço em disco e largura de banda nos meios de
cada, sem TAB's nem códigos, para alem dos caracteres ASCII normais ). transmissão.

SIMM ( Single Inline Memory Module ) SPD ( Serial Presence Detect )


São modules de memória RAM com 8 ou 32 bit. É um componente dos módulos SDRAM que permitem que a BIOS confira a velocidade
do módulo.
Site
Um "site" da Internet é um dos nós/computadores existentes na rede. Por exemplo, um site SSL ( Secure Socket Layer )
FTP é um computador qualquer que oferece o serviço de FTP ( idêntico a FTP server ). É um protocolo que a Netscape usa na Internet para transmissões seguras de dados.

SLIP ( Serial Line Internet Protocol ) STN LCD ( Super Twisted Nuonic )
O SLIP implementa o protocolo TCP/IP ( protocolo da Internet ) numa linha telefônica, Um tipo de tela plana.
para que através da mesma um computador pessoal se possa ligar à Internet e usufruir de
todos os serviços e aplicações existentes. Foi o primeiro protocolo definido para a SVGA ( Super VGA )
utilização de TCP/IP em linhas telefônicas. Uma resolução de 800X600 pixel ou mais na tela do monitor.
S.M.A.R.T. ( Self Monitoring and Analysis Reporting Technology )
Uma técnica para monitorar as unidades EIDE em uma rede ( embutido na eletrônica do Sysadmin ( System Administrator )
disco operacional ). O responsável por um sistema, também chamado de administrador ou admin.

Smiley System Uma versão comercial do sistema operacional Unix.


São pequenos conjuntos de caracteres ASCII que pretendem transmitir uma emoção ou
estado de espirito. Devem ser visualizados de lado, com a folha a 90 graus... Os mais
conhecidos são: :-) ou :), :-( ou :( , ;-) ou ;). -T-
SMTP ( Simple Mail Transport Protocol )
Protocolo utilizado entre os programas que transferem correio eletrônico de um Talk
computador para outro. Programa que permite que dois ou mais usuários conversem em textos através da Internet.

snail mail ( Correio Caracol ) Talker


É o correio tradicional ( que é muito mais lento que o correio eletrônico, dai o nome ). Um programa servidor que pode manter vários usuários ligados ao mesmo tempo,
permitindo-lhes a interação por texto.
SNMP ( Simple Network Management Protocol )
Um protocolo para vigilância da rede dentro de TCP/IP.

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TCO (1) Um programa que lhe permite carregar imagens diretamente de um scanner ou máquina
Padrão ambiental sueco para determinar a radiação de monitor. fotográfica digital sendo posteriormente manipulada pelo PaintShopPro ou outro aplicativo
gráfico.
TCO (2) ( Total Cost of Ownership )
Um conceito que cobre as despesas totais de ter um PC ao longo de sua vida: compra,
software, instalação, manutenção, consertos, treinamento de usuários, hotline, suporte, -U-
tempo perdido de trabalhe, etc.
UART ( Universal Asynchronous Receiver Transmiter )
TCP ( Transmission Control Protocol ) Circuito integrado responsável pelas comunicações através de uma porta serial, num
Um dos protocolos Internet do conjunto TCP/IP, que implementa o nível 4 do modelo OSI, computador.
através transporte de mensagens com ligação.
UDP ( User Datagram Protocol )
TCP/IP Um dos protocolos do conjunto de protocolos da Internet ( habitualmente designado por
Conjunto de protocolos da Internet, definindo como se processam as comunicações entre TCP/IP ). Corresponde ao nível 4 do modelo OSI, pois é um protocolo de transporte, sem
os vários computadores. Pode ser implementado virtualmente em qualquer tipo de ligação. Em UDP, uma mensagem é enviada para o destino, sem que haja uma ligação
computador, pois é independente do hardware. O nome TCP/IP indica também o conjunto lógica efetuada entre a origem e o destino ( semelhante a uma ligação telefônica entre dois
dos protocolos Internet: UDP, ICMP, etc. pontos ). O(s) pacote(s) de mensagens podem então passar por vários computadores ( nó )
da Internet até chegar ao destino. Menos confiável que o TCP ( outro protocolo de
Telnet transporte, mas com ligação ), mas bastante útil quando a perda de um ou outro pacote não
Protocolo/programa que permite a ligação de um computador a um outro, funcionando o seja importante e se pretende velocidade na transmissão e evitar a sobrecarga de várias
primeiro como se fosse um terminal remoto do segundo. O computador que "trabalha" é o ligações lógicas estabelecidas.
segundo enquanto que o primeiro apenas visualiza no vídeo os resultados e envia os
caracteres digitados ( comandos ) no seu teclado. Ultra DMA ou ATA-33
Um protocolo EIDE de 1997 usado para aumentar a velocidade dos discos rígidos.
TFT ( Thin Film Transistor )
De longe a melhor tecnologia para telas de planas. Cada pixel é formado de três UMA ( Unified Memory Architecture )
transistores que iluminam com intensidades satisfatória os pontos Red-Green-Blue. A É um padrão em chips da motherboards. Você integra o controlador de vídeo na
tecnologia de TFT também é chamada uma matriz ativa. motherboard e usa o RAM do sistema como buffer dos quadros.

Thread Unix
Dentro de um grupo de discussão, existem normalmente vários threads. Um thread Sistema operacional com características de multi-tarefa preemptiva, criado nos anos 70,
representa um assunto específico discutido e é composto por um ou mais artigos. nos Bell Labs. Desde então tiveram-se muitas versões diferentes do sistema operacional
Unix.
Token Ring
Tecnologia de rede em um anel desenvolvida pela IBM. Existe duas capacidades: 4 Upload
Mbit/second e 16 Mbit/second. Fazer o upload de um arquivo. Ato de transferir o arquivo do seu computador para um
computador remoto, usando qualquer protocolo de comunicações.
Tone ( tonalidade )
Numa linha telefônica por ton ( multi-freqüência ) a marcação de um número traduz-se no URL ( Uniform Resource Locator )
envio de sinais em diferentes freqüências ( sons diferentes ). A discagem de um número Localizador Uniformizado de Recursos. Método de especificação de um determinado
neste tipo de linha é mais rápida que numa linha por pulso. recurso na Internet, seja ele obtido por FTP, News, Gopher, Mail, HTTP, etc. Pretende
uniformizar o maneira de designar a localização de um determinado tipo de informação na
Trumpet Internet.
Trumpet é o nome dado aos programas que implementam e usam o TCP/IP em ambiente
Windows, feitos por Peter Tattam. O mais importante é o Trumpet Winsock. Nome da USB ( Universal Serial Bus )
firma. É um novo método de conexão de periféricos no PC. É um tipo de barramento que
substituirá portas para teclado, mouse, impressoras, etc. Até 127 unidades diferentes
TWAIN ( Tool Without An Interesting Name ) podem ser conectadas serialmente de um para o outro dispositivo, daí o nome " Serial BUS
".

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Usenet VL bus ( VESA Local bus )


Conjunto dos grupos de discussão, artigos e computadores que os transferem. A Internet Um barramento local de 32 bits destinado para placas de vídeo e IDE criado em meados
inclui a Usenet, mas esta pode ser transportada por computadores fora da Internet. dos anos 1990, em sua maioria foi usado em micros 486.

User VPN ( Virtual Private Network )


O usuário dos serviços de um computador, normalmente registado através de um login e Uma conexão de diferente redes LANs que usam a Internet por meio de um software
uma password. especial que protege contra hackes.

UTP ( Unshielded Twisted Pair ) VRML ( Virtual Reality Modeling Language )


Um tipo de cabo que é usado em conexões de redes modernas. Podem ser usados 5 Um recurso que formata páginas Web em 3D "three-dimensional".
categorias de cabos para 10 ou 100 Mbits
VSAT ( Very Small Aperture Terminal )
UUCP ( Unix to Unix CoPy ) Uma antena VSAT permite a transmissão de dados ( envio e recepção ) para outra antena
Um método ( antigo, mas ainda usado ) para transmitir correio e artigos da Usenet entre VSAT, usando uma parte da banda disponível nos satélites VSAT.
computadores. Originalmente feito para fazer a transmissão entre computadores Unix,
também é possível usa-lo em outros tipos de computadores. VT100
Um tipo de emulação de terminal muito freqüente na Internet.

uudecode -W-
Programa para descodificar um pasta de texto e transforma-lo no binário correspondente.
Juntamente com o uuencode, permite que se transfiram binários ( portanto, qualquer WAIS
software ) através de um simples arquivo de texto. Wide Área Information Service.

uuencode Wake on Lan


Programa para codificar um pasta binário e transformá-lo no um pasta de texto. Juntamente
com o uudecode, permite que se transfiram binários ( portanto, qualquer software ) através Um sistema que faz um computador despertar-se quando um sinal de Lan é enviado para
de um simples arquivo de texto. ele. Requer ACPI.

-V- WAN ( Wide Área Network )


V.32bis Uma rede de computadores com extensão de várias dezenas ou milhares de quilômetros.
Uma das normas estabelecidas para os modems e que define a transmissão de dados à
velocidade de 14400 bps. WAV
Um arquivo de som comprimido para o Windows.
V.34
Uma das normas estabelecidas para os modems e que define a transmissão de dados à WDM ( Windows Motorista Model )
velocidade de 28800 bps. Um tipo de driver de hardware para o Windows 98 e NT. O driver trabalha com quatro
classes de especificações: Stream ( Fluxo de Vídeo, auditivo, DVD, etc. ), HID ( teclado,
V.Fast mouse, joystick, etc. ), USB, e IEE1394. WDM não inclui hardware como a placa de
Uma pseudo-norma definida pelos fabricantes de modems para permitir a transmissão de vídeo.
dados à velocidade de 28800 bps. Obsoleta com a chegada da norma V.34.
Web ( teia )
VESA ( Video Electronics Standards Association ) Abreviatura para designar o World-Wide-Web.
A Associação de Padrões Eletrônico de Vídeo é uma organização que trata de unificar
equipamentos de vídeo inclusive tomadas e sinais para monitores, consumo de energia, etc. Webmaster
É a pessoa encarregada de desenvolver as paginas WEB de um Site e também muitas vezes
VGA ( Video Graphics Adapter ) encarregado da operação do Web Server.
Resolução gráfica de 640x480 pixels usada como padrão mínimo em todos os monitores
VGA ( com taxa de refresh de 60 Hz ). Webserver
Um computador que contém e fornece dados e informações sobre a World Wide Web.

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Whois Ymodem
Diretório de endereços eletrônicos de pessoas e computadores, na Internet, contendo Um protocolo de transferência de dados por modem, com alguns melhoramentos em
informações relativas. relação ao Xmodem.

Winsock
Implementação da interface de sockets para o Windows. Com uma winsock ( -Z-
programa/livraria para o Windows ) é possível a utilização dos protocolos SLIP e/ou PPP
no Windows, ou seja, é possível falar a mesma "língua" que os outros computadores da ZIF ( Zero Insertion Force )
Internet. Soquete para CPUs que pode ser instalado manualmente.

World-Wide-Web ZIP
Conjunto dos servidores que "falam" HTTP e informam dados armazenados em formato Formato que permite a compressão de um arquivo. É usado em todos os tipos de arquivos
HTML aos clientes conectados na Internet. O World-Wide-Web é uma grande teia de que precisam ser descompactados ( un zipped ) antes de serem executados.
informação multimídia em hipertexto. O hipertexto significa que se pode escolher uma
palavra destacada numa determinada página e obtém-se assim uma outra página de Zmodem
informação relativa ( semelhante ao Help do Windows ). As páginas podem conter texto, Um protocolo de transferência de dados por modem, com alguns melhoramentos em
imagens, sons, animações, etc. O World-Wide-Web é uma gigantesca base de dados relação ao Xmodem e ao Ymodem, em particular, mais rápido.
distribuída acessível de uma forma muito atraente e intuitiva.

WWW server
Um computador que fornece serviços no WWW, que possui informação acessível no
WWW.

WWW
Sigla de World-Wide-Web.

-X-
X.25
Um protocolo de transferência de pacotes, sem ligação lógica, definido pelos operadores
públicos de telecomunicações.

XGA ( eXtended Graphics Adapter )


Originalmente um padrão IBM que define os modos gráficos na tela do monitor. É usado
em resoluções gráficas de 1024x768 pixel.

Xmodem
Um protocolo de transferência de dados por modem, relativamente lento.

-Y-
Yanoff
Scott Yanoff. Um homem que se lembrou de criar uma lista ( Lista de Yanoff ) que contém
endereços eletrônicos e indicação de outros recursos, para a obtenção de informação na
Internet. Essa lista está estruturada em temas ( desde Agricultura, Bioquímica, Desporto,
etc. ) e é regularmente atualizada. Não contém indicações para tudo o que existe na
Internet ( pois isso é impossível ) mas pode ser de grande ajuda.

Professor: Cieslak Pag. 203 Professor: Cieslak Pag. 204


Montagem e Configuração de Computador

BIBLIOGRAFIA E REFERÊNCIAS

LIVROS E MANUAIS

• TORRES, Gabriel. Hardware. Curso Completo 3ª Edição. Axcel Books do Brasil


Editora – Rio de Janeiro – RJ

• BEZZERA, Ijalde Darian. Hardware, PC Passo a Passo – Montagem e


Configuração. Vol. I,II,III e IV. Terra - Editora – Goiânia-GO

• NORTON, Peter. Guia do DOS 6. Tradução de Daniel Vieira. Campus Editora –


Rio de Janeiro - RJ

ARTIGOS (REVISTAS)

• PCs – Edidores Associados Ltda – Edições 2001


• PC&CIA – Editora Saber Ltda – Edições 2001

ARTIGOS E DOCUMENTOS DISPONÍVEL NA INTERNET (WWW)

• www.clubedohardware.com.br
• www.google.com

Professor: Cieslak Pag. 205