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1ª Edição

Licenciado para - Marcos Castro Martins Sapio - 06928816970 - Protegido por Eduzz.com
JOAQUIM PAIFFER
É um dos gestores mais jovens do Brasil. Atua no mercado
financeiro desde 2005. É formado em administração de
empresas e presidente do conselho de administração da Atom
Participações, maior mesa de traders da América Latina.
Joaquim tem como especialidade operações estruturadas,
juros futuros e daytrade. Responsável pelo lucro de mais de
R$400 milhões no mercado financeiro para seus clientes da
Tuchê Asset tem como sucesso o foco em operações simples e
objetivas. No ano passado, a fim de ajudar os novos traders a
ganharem dinheiro de forma consistente, criou o curso sobre
ZONAS DE PROTEÇÃO, ficando conhecido como “Estratégia do
Joaquim de como ganhar R$ 500,00 por dia”. Mais de 4 mil
pessoas apontaram satisfação por sua objetividade e índice de
acerto. Principais lemas: “o simples sempre vence”, “nós
dormimos a noite”. Hoje seu maior desafio é transformar
qualquer pessoa em um trader consistente.

ISBN: 978-65-993629-0-3

Nenhuma informação apresentada neste material didático constitui uma recomendação do autor para comprar, vender ou manter qualquer ativo, produto
ou instrumento financeiro aqui discutidos ou se engajar em qualquer estratégia de investimento específico. Toda informação presente neste material está
protegida pelas leis de direito autorais. Nenhuma parte do mesmo pode ser copiados, reproduzidos, distribuídos, republicados, apresentados, anunciados
ou transmitidos de nenhuma maneira ou por nenhum meio, incluindo, mas não limitado a, meios eletrônicos, mecânicos, de fotocópia, de gravação ou de
qualquer outra índole, sem a permissão prévia por escrito do autor.

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OPÇÕES INTELIGENTES

ISBN: 978-65-993629-0-3

José Joaquim Paifer


2021

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Sumário
Glossário.............................................................................................................................. 3
O que é Renda Fixa? .........................................................................................................24
O que é Mercado Financeiro? ............................................................................................ 40
Mercado Primário...............................................................................................................53
Mercado secundário...........................................................................................................59
Introdução ao mercado de opções .....................................................................................69
Estratégias Para o Mercado de Opções .............................................................................74
O que são contratos futuros ............................................................................................... 99
Introdução à Análise Fundamentalista ............................................................................. 106
O Que é Macroeconomia? ............................................................................................... 130
Pressupostos Básicos da Análise Microeconômica .......................................................... 140
Análise técnica ................................................................................................................. 152
Suportes e resistências .................................................................................................... 161
Candlesticks .................................................................................................................... 170
Indicadores ...................................................................................................................... 179
Tipos de trading no mercado financeiro ........................................................................... 205
Conceitos básicos da matemática financeira ................................................................... 218
Introdução à Política econômica ...................................................................................... 223
Renda Passiva ................................................................................................................. 226
Tipos de fundos de investimentos .................................................................................... 241
Tributação para o mercado financeiro .............................................................................. 244
Como escolher uma Corretora? ....................................................................................... 250
Introdução ao Profitchart .................................................................................................. 256
Aula 1 - O que é necessário para ter sucesso? ................................................................ 260
Aula 2 - Planilha de planejamento .................................................................................... 263
Aula 3 - Suportes e resistências ....................................................................................... 267
Aula 4 - Estratégias de zona de proteção ......................................................................... 271
Aula 5 - Tipos de zona de proteção.................................................................................. 274
Aula 6 - Como utilizar os stops ......................................................................................... 282
Aula 7 - Preço médio........................................................................................................ 285
Aula 8 - Lacunas (Gap) .................................................................................................... 291
Aula 9 - Introdução em ações .......................................................................................... 299
Aula 10 - Análise fundamentalista .................................................................................... 303
Aula 11 - Swing trade ....................................................................................................... 314

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Aula 12 - Arbitragem ........................................................................................................ 316
Aula 13 - Arbitragem IND x IBOV ..................................................................................... 326
Aula 14 - Long-Short ........................................................................................................ 329
Aula 15 – Juros Futuros (DI) ............................................................................................ 335
Aula 16 - Correção de Juros ............................................................................................ 337
Aula 17 - Taxa de Juros a longo prazo ............................................................................. 339
Exercícios Teóricos – Renda Fixa .................................................................................... 342
Exercícios Teóricos – Mercado Primário .......................................................................... 345
Exercícios Teóricos – Mercado Financeiro....................................................................... 348
Exercícios Teóricos – Mercado de Opções ...................................................................... 351
Exercícios Teóricos – Análise Fundamentalista ............................................................... 354
Exercícios Teóricos – Take Profit ..................................................................................... 358
Introdução ao mercado de opções ................................................................................... 361
Aula 1 .............................................................................................................................. 362
Aula 2 .............................................................................................................................. 364
Aula 3 .............................................................................................................................. 366
Aula 4 .............................................................................................................................. 370
Aula 5 .............................................................................................................................. 373
Valor Intrínseco ................................................................................................................ 373
Valor Extrínseco............................................................................................................... 374
Estratégias ....................................................................................................................... 375
Operações de Renda ....................................................................................................... 375
Travas de Alta .................................................................................................................. 376
Travas de Baixa ............................................................................................................... 379
Trava de Baixa com Put ................................................................................................... 380
Financiamento Coberto .................................................................................................... 382
Alavancagem ................................................................................................................... 383
Alavancagem de Call e Put .............................................................................................. 384
Importância do gerenciamento de risco............................................................................ 385
O que é Alocação? .......................................................................................................... 385
Abordagem Prática de Alocação ...................................................................................... 385
Como Montar uma Carteira de Opções? .......................................................................... 387
Exercícios: Mercado de Opções....................................................................................... 389
Bibliografia ....................................................................................................................... 392

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Glossário

AÇÃO (SHARES): Valor mobiliário emitido pelas sociedades anônimas, representando a


menor fração do capital destas empresas.

AÇÃO NOMINATIVA (NOMINATIVE SHARES): É uma ação cujo certificado é nominal ao


seu proprietário. O certificado, entretanto, não caracteriza a posse, que só é definida depois
do lançamento no Livro Registro das Ações Nominativas da empresa emitente.

AÇÃO ORDINÁRIA (ON) (ORDINARY SHARES): São ações que conferem ao acionista
direito de voto na empresa, por ocasião da realização das assembleias de acionistas. São
ações normalmente menos negociadas no mercado que as preferenciais e, portanto, de
menor liquidez.

AÇÃO PREFERENCIAL (PN) (PREFFERED SHARES): São ações que garantem aos
acionistas maior participação nos resultados da empresa, mas que não dão direito a voto. A
preferência, no caso, diz respeito à distribuição dos resultados, ou seja, os acionistas
preferenciais têm prioridade no recebimento de proventos e no reembolso de capital em caso
de dissolução da sociedade em relação aos demais acionistas. Em geral, são as ações mais
negociadas e, portanto, de maior liquidez.

ACIONISTA (SHAREHOLDER): Possuidor de ações de uma sociedade anônima, o que o


caracteriza como proprietário de uma parcela da empresa proporcionalmente à quantidade
de ações detida.

ACORDO DE BASILEIA (BASEL ACCORD): foi estabelecido por diversos países a fim de
sustentar e regulamentar o sistema bancário mundial. Seu primeiro encontro se deu na
cidade de Basileia, na Suíça, em 1988, e contou com a participação dos maiores bancos
centrais do mundo. Neste acordo foram estipulados critérios para dar mais segurança à
atividade bancária dos países signatários do acordo. O acordo apresenta princípios básicos
com o objetivo de conciliar liquidez e estabilidade financeira, estipulando-se um capital
mínimo que os bancos deveriam possuir para minimizar o risco de inadimplência dos
empréstimos. O acordo de Basileia I, como ficou conhecido o primeiro acordo, estipulou três
grandes pontos principais: (I) Índice mínimo de capital: o banco deve possuir em caixa 8%
de seu capital emprestado total; (II) capital regulatório: o banco deve manter um montante
de capital próprio para cobrir riscos; (III) avaliação de risco dos ativos: o banco deve fazer
a avaliação de risco dos ativos que está emprestando baseando-se no perfil do tomador.

ADR (AMERICAN DEPOSITARY RECEIPT): Recibo de ações de companhias com sede


no exterior que é emitido por um banco norte-americano. Uma empresa brasileira, por
exemplo, para ter suas ações negociadas na NYSE precisa ser emitida em forma de títulos,
com o nome de ADRS

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AFTER MARKET: Horário de negociação de ativos do mercado à vista após o fechamento
do pregão regular. No caso do mercado acionário, o after market começa às 17h30 e termina
às 18h, horários de Brasília. Durante o horário de verão, não há negociação no after market,
e o pregão regular termina às 18h.

AJUSTE (AJUSTED CLOSING PRICE): O ajuste diário é um mecanismo de equalização


automática da posição de todos os participantes do mercado futuro. Diariamente, as contas
de compradores e vendedores que possuem posições em aberto neste mercado sofrem um
ajuste financeiro (crédito ou débito) de acordo com o preço de ajuste do dia. O preço de
ajuste diário é o preço médio dos negócios realizados com um contrato futuro no período da
tarde do pregão da bolsa de mercadorias e futuros. No final de cada dia de pregão, a bolsa
divulga o valor de ajuste, que é a diferença diária – positiva ou negativa – que será paga ou
recebida pelos investidores.

ALAVANCAGEM (LEVERAGE): Entre operadores do mercado financeiro, a alavancagem é


uma técnica que permite ao investidor maximizar a rentabilidade por meio do endividamento.
Assim, ela funciona como um limite de crédito disponibilizado a você pela sua corretora ou
banco, permitindo que você compre e venda títulos ou valores mobiliários em um montante
superior ao que você teria em caixa.

ANÁLISE TÉCNICA (TECHNICAL ANALYSIS): Também denominada Análise Gráfica.


“Análise técnica é o estudo dos movimentos do mercado, principalmente pelo uso de gráficos,
com o propósito de prever futuras tendências no preço.” John J. Murphy

ANDAR DE LADO (SIDEWAYS MARKET): Significa que o mercado opera estável, ou seja,
com poucas oscilações em relação ao pregão imediatamente anterior.

APREGOAR: Deixar apregoado é deixar a sua oferta na pedra. Deixar a sua oferta no book
de ofertas para ser executada em determinado nível de preço.

ARBITRAGEM (ARBITRAGE): É uma operação de compra e venda de uma moeda em


duas praças financeiras diferentes, com o objetivo de obter lucro derivado da diferença de
preços que possa existir durante pequenos intervalos de tempo.

ATIVO (ASSETS): Termo que determina propriedades ou itens de valor possuídos por uma
empresa ou pessoa.

BALANÇA COMERCIAL (BALANCE OF TRADE – BOT): Registra o resultado das


transações de bens (exportações e importações) entre um país e o resto do mundo. Caso o
valor das exportações supere o das importações, a balança comercial apresenta um
superávit, caso o contrário ocorra, temos um déficit da balança comercial.

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BALANÇO PATRIMONIAL (BALANCE SHEET): Demonstração financeira que detalha e
quantifica os ativos, passivos e patrimônio de uma empresa. Em termos de unidades
monetárias, o balanço mostra o que a empresa possui (ativos), o quanto deve (passivos), o
quanto seus acionistas já investiram na empresa (capital) e o quanto ganhou ou perdeu
desde sua abertura (reserva de resultados).

BATER (GO SHORT): Sinônimo de vender uma posição em algum ativo.

BEAR MARKET: Terminologia na língua inglesa que significa que o mercado está em
tendência de queda. A associação ao bear (urso) deve-se à forma como esse animal ataca
suas vítimas, que é com uma patada vinda de cima para baixo.

BEIGE BOOK: Relatório que resume a situação econômica dos Estados Unidos, emitido pelo
Federal Reserve oito vezes por ano.

BENCHMARK: Indicador utilizado para comparar a rentabilidade entre investimentos,


produtos, serviços e taxas. O índice Bovespa, o Índice Brasil (IBrX), Índice Brasil – 50 (IBrX-
50), taxa Selic são exemplos de benchmarks brasileiros, visto que servem para avaliar o
desempenho de um ativo financeiro em relação ao desempenho de outros ativos financeiros.

BETA: O beta (β ou coeficiente beta) indica se um investimento – pode ser uma ação, um
título, uma carteira etc. – é mais ou menos volátil que o mercado. Quanto maior o beta,
maior a exposição à volatilidade. É utilizado pelo investidor como uma medida de risco. Se o
investidor quiser ações ou fundos com menores exposições ao mercado, deverá buscar betas
mais baixos, se quiser aumentar sua exposição às variações do mercado, deverá manter
ativos ou portfólios com betas mais altos. Um beta abaixo de 1 pode indicar um investimento
cujos movimentos de preço não são altamente correlacionados com o mercado. Tomemos
como exemplo o título do Tesouro dos Estados Unidos, cujo preço não sobe ou desce muito;
ou seja, esse instrumento tem um beta baixo. Um beta maior que 1 geralmente significa que
o ativo é volátil e tende a subir e descer mais rapidamente que o mercado. Betas negativos
são possíveis para investimentos que tendem a diminuir quando o mercado sobe e vice-
versa. Existem poucos investimentos fundamentais com betas negativos consistentes e
significativos.

BDR (BRAZILIAN DEPOSITARY RECEIPT): Títulos emitidos por bancos brasileiros que
representam ações de companhias estrangeiras. O BDR pode ser negociado livremente no
Brasil, inclusive nas bolsas de valores. Fica a cargo da instituição custodiante manter, no país
de origem dos valores mobiliários, o certificado de custódia dos BDRs. BID Termo usado para
determinar o preço de compra de um título no mercado.

BLOCK TRADE: Negociação de um grande lote de ações nas bolsas de valores,


normalmente sob a forma de leilão.

BLUE CHIP: Termo usado para fazer referência às ações de grande liquidez e números de
negócios no mercado. Em geral, são ações de empresas tradicionais, com ótima reputação e

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de grande porte. Podemos citar como exemplos no Brasil: Petrobrás, Vale, Bradesco, Itaú
etc.

BOLA: Se refere ao 0. Dizer que a compra ou venda de um ativo é no (preço) bola significa
que é no preço redondo; R$4,50, por exemplo. Bola bola são dois 0 e significa que o preço
pretendido da operação é no R$5,00, por exemplo.

BOLSA DE VALORES (STOCK EXCHANGE): Sociedade civil sem fins lucrativos e com
funções de interesse público, tais como: manutenção de local físico ou de um sistema
eletrônico de negociação, entre seus membros, de títulos e valores mobiliários; divulgação
com velocidade, amplitude e detalhe das operações de compra e venda de títulos e valores
mobiliários; preservação de alto padrão ético de negociação; fiscalização de seus membros,
as sociedades corretoras de valores mobiliários, como órgão auxiliar da CVM; e preservação
da autonomia de sua ampla esfera de responsabilidade.

BULL MARKET: Terminologia na língua inglesa que significa que o mercado está em
tendência de alta. A associação ao “bull” (touro) deve-se à forma como esse animal ataca
suas vítimas, que é com uma chifrada vinda de baixo para cima.

BUSINESS INVENTORIES: O Departamento de Comércio dos EUA divulga mensalmente


o nível de vendas e estoques das empresas norte-americanas, levando em consideração
tanto o setor industrial, como o atacado e o varejo.

BUY AND HOLD: Estratégia de selecionar ações de excelentes empresas, comprá-las na


bolsa e mantê-las por um longo tempo na carteira, independente das oscilações que sempre
ocorrem de curto prazo.

CANDLESTICK / CANDLE: O candlestick é uma técnica para analisar graficamente o


mercado. Representa a variação de preços de um determinado ativo em uma unidade de
tempo. Por meio desse tipo de gráfico é possível saber o preço de abertura, de fechamento,
e as máximas e mínimas de um ativo em um determinado período.

CÂMBIO (OU TAXA DE CÂMBIO) (EXCHANGE): Taxa em que é efetuada a operação de


compra e venda entre moedas de dois países; importante variável macroeconômica, que
afeta diretamente a relação comercial entre os países

CAPITAL DE GIRO (WORKING CAPITAL): Termo que se refere ao capital (próprio ou de


terceiros) utilizado pela empresa para o financiamento da sua produção

CAPITAL DE RISCO (VENTURE CAPITAL): Termo usado para determinar a parcela do


capital da empresa que está investida em atividades ou instrumentos nos quais existe a
possibilidade de perdas ou ganhos superiores aos normalmente esperados nas atividades
habituais da empresa.

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CAPITAL SOCIAL (SHARE CAPITAL): O capital social de uma empresa reflete a parcela
de recursos financeiros colocada na empresa pelos seus acionistas.

CARÊNCIA (OU PERÍODO DE) (GRACE PERIOD): Termo usado para definir o período
em que o participante/investidor não pode resgatar os recursos aplicados no seu plano ou
fundo de investimento.

CARTEIRA DE INVESTIMENTOS (INVESTMENT PORTFOLIO): Muitas vezes usado


apenas como “carteira” este termo descreve um grupo de investimentos que o investidor
possui, ou que compõe o fundo de investimento.

CASAR: Quando o investidor fica comprado ou posicionado em um papel por um longo


período.

CATAR LATA: Quando o mercado caminha fortemente contra a operação e o investidor tem
que sair da operação com grandes perdas.

CDB – CERTIFICADO DE DEPOSITO BANCÁRIO (CERTIFICATE OF DEPOSIT): Sigla


que significa Certificado de Depósito Bancário, título de renda fixa emitido por bancos que
pode render mais que a Poupança.

CDI - CERTIFICADO DE DEPOSITO INTERBANCÁRIO (INTERBANK RATE): Taxa que


os bancos usam para aplicar os seus recursos excedentes ou para captar dinheiro de outros
bancos com o intuito de melhorar sua posição de liquidez. A taxa média diária do CDI é
utilizada como um referencial para o custo do dinheiro, ou seja, os juros que as pessoas e
as empresas pagam pelos créditos que elas tomam. A taxa CDI serve para avaliar o retorno
das aplicações em fundos.

CIRCUIT BREAKER: Uma condição de negociação que é adotada em muitas bolsas de


valores. Através do Circuit Breaker, o pregão é imediatamente interrompido toda vez que o
índice representativo dos preços de um conjunto de ações tenha queda substancial. No caso
da Bolsa de Valores de São Paulo, o circuit breaker é adotado quando o Ibovespa tem uma
queda de 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, levando a uma paralisação de
30 minutos das negociações. Caso a queda atinja 15%, há uma nova paralisação de uma
hora. Em último estágio, caso o índice caia 20% em relação ao fechamento do dia anterior,
a bolsa poderá suspender todos os negócios por prazo a ser definido por seu critério.

CLUBE DE INVESTIMENTO (INVESTMENT CLUB): Os Clubes de Investimento


funcionam de maneira semelhante aos fundos de investimento, com a diferença que o
número de participantes do clube é limitado a 50 pessoas

CMN - CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL (NATIONAL MONETARY COUNCIL):


Órgão do Sistema Financeiro Nacional que tem como missão cuidar da política da moeda e

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do crédito no país, com objetivo de garantir a estabilidade, o desenvolvimento econômico e
social.

COLATERAL (COLLATERAL): Ativos financeiros ou outro tipo de ativos dados como


garantia por um devedor para dar garantia a um determinado empréstimo.

COMMODITIES: Termo em inglês que significa mercadoria. Trata-se de produtos primários


como café, soja, milho, trigo, petróleo, além de alguns produtos industriais semielaborados
como celulose e açúcar.

COMPENSAÇÃO (COMPENSATION): Procedimento de apuração da posição líquida


(créditos menos débitos) de direitos e obrigações das contrapartes para a liquidação na
câmara.

COMPLIANCE: Conjunto de ações para fazer cumprir as normas legais e regulamentares,


as políticas ou as diretrizes estabelecidas para um negócio, bem como evitar quaisquer
desvios.

COPOM - COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA DO BANCO CENTRAL DO BRASIL:


Responsável, entre outras coisas, pela determinação da taxa Selic.

CORRETAGEM (BROKERAGE): Taxa de remuneração de um intermediário financeiro na


compra ou venda de títulos.

CUSTO DE OPORTUNIDADE: é o benefício perdido por causa de uma determinada


escolha. Ao decidir por uma das muitas alternativas que você possa ter, você
automaticamente deixa de escolher as outras.

CUSTÓDIA (CUSTODY): Serviço de guarda de títulos e valores prestado aos investidores


CVM - A Comissão de Valores Mobiliários É uma entidade pública e autárquica vinculada ao
Ministério da Fazenda. Entre seus maiores objetivos está fazer com que todos possam investir
com segurança e transparência. D D+0, +1, ETC. Terminologia usada no mercado para
definir data em que se realizou a operação e a data em que se realiza a liquidação e/ou
conclusão da mesma operação. Por exemplo uma operação D+2 significa que a instituição
financeira precisa de 2 dias para efetivar a operação.

DAY TRADE: Combinação de operações de compra e de venda realizadas por um investidor


com o mesmo título em um mesmo dia.

DEBÊNTURES (DEBENTURES): As debêntures são títulos de renda fixa de longo prazo


(ou seja, com prazo acima de um ano), que são emitidos por empresas e podem ou não ter
como garantia algum tipo de ativo. Sua finalidade principal é financiar os projetos de
investimento ou alongar dívidas da empresa.

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DEPRECIAÇÃO (DEPRECIATION): A depreciação indica o quanto do valor de um ativo
foi utilizado. Ela é usada em contabilidade para tentar igualar o custo de um ativo à renda
que o ativo ajuda a empresa a ganhar. Por exemplo, se uma empresa compra um
equipamento de R$1 milhão e espera que ele tenha uma vida útil de 10 anos, este bem será
depreciado ao longo de 10 anos. Todos os anos, a empresa vai contabilizar R$100.000,
considerando uma depreciação em linha reta, que será comparada com o dinheiro que o
equipamento ajuda a fazer a cada ano, ajudando a calcular também a lucratividade da
empresa.

DERIVATIVOS (DERIVATIVES): Derivativo é um contrato no qual se estabelecem


pagamentos futuros, cujo montante é calculado com base no valor assumido por uma
variável, tal como o preço de um outro ativo (e.g. uma ação ou commodity), a inflação
acumulada no período, a taxa de câmbio, a taxa básica de juros ou qualquer outra variável
dotada de significado econômico. Derivativos recebem esta denominação porque seu preço
de compra e venda deriva do preço de outro ativo, denominado ativo-objeto.

DISCLAIMER: É uma ressalva ou um aviso legal que informa ao leitor de um documento as


responsabilidades assumidas pelo autor do mesmo documento.

DIVIDENDOS (DIVIDEND): São os lucros distribuídos por uma empresa aos seus
acionistas, sendo normalmente pagos em dinheiro.

DIVIDEND PAYOUT: Termo que vem do inglês e significa taxa de distribuição de dividendo.
Indicador de análise financeira que denomina a porcentagem do lucro líquido da empresa
paga aos acionistas na forma de dividendos.

DIVIDEND YIELD: Termo em inglês que significa retorno de dividendo. Indicador que
expressa a relação entre os proventos pagos em dinheiro por uma empresa e a cotação das
ações desta empresa no mercado de ações.

DJIA (DOW JONES INDUSTRIAL AVERAGE): Índice criado por Charles Dow em 1896 e
utilizado para acompanhar o desempenho das ações da Bolsa de Valores de Nova York
(NYSE).

DÓLAR COMERCIAL (COMMERCIAL DOLLAR): Taxa de câmbio que é publicada pelo


Banco Central e utilizada nas operações de balança comercial e de serviços do país
(exportações, importações), no pagamento do serviço da dívida externa e na remessa de
dividendos das empresas com sede no exterior.

DÓLAR FLUTUANTE (TOURISM DOLLAR): Operação de conversão de Reais por dólar no


mercado flutuante. O mercado flutuante também é conhecido como “turismo” e é usado
como referência para compra de moeda estrangeira para viagem, tanto em espécie quanto
em travellers.

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DÓLAR PTAX (PTAX RATE): A cotação Ptax da moeda norte-americana, apurada pelo
Banco Central, é a taxa de câmbio média ponderada entre as cotações do dólar e o volume
de operações envolvendo cada uma destas taxas a que foi negociado ao longo do dia.

DORMIR POSICIONADO: Quando o investidor mantém sua exposição a um ativo durante


um fim de semana ou um feriado longo, correndo o risco de que algum fato impacte o
rendimento dele.

DOWNSIDE: Potencial desvalorização de uma ação

DUQUE = 200 Equivalente a 200 contratos.

EBIT: Sigla em inglês “Earnings Before Interest and Taxes”. Em português significa lucro
antes de juros e impostos e pode ser substituído pela sigla LAJIR, que reflete o resultado das
atividades operacionais da empresa. Ao contrário da definição de lucro operacional no Brasil,
o cálculo do LAJIR permite estimar o resultado das operações sem a inclusão das receitas ou
despesas financeiras.

EBITDA: Sigla que vem do inglês “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and
Amortization. Em português significa lucro antes de juros, impostos, depreciação e
amortização e pode ser substituído pela sigla LAJIDA, e que dá uma ideia da capacidade de
geração de caixa operacional de uma empresa. A diferença entre o LAJIR e o LAJIDA é que
este último exclui as despesas que não alteram o caixa de uma empresa, como é o caso da
depreciação e amortização de ativos.

EMOLUMENTO (TRADE FEES): De forma genérica é o pagamento ou vantagem concedida


a uma pessoa, além do que já recebe de maneira fixa pelo exercício de suas tarefas. (1) No
mercado de ações refere-se à taxa paga à Bolsa de Valores por conta dos negócios de compra
e venda serem realizados em suas instalações, e não inclui custos com liquidação e custódia
das ações. (2) No mercado segurador refere-se às despesas adicionais cobradas do segurado
pela companhia seguradora, o que inclui os impostos e encargos incidentes sobre o seguro.

EQUITY: Termo que vem do inglês e denomina o Patrimônio Líquido de uma empresa e
pode ser calculado como a diferença entre os ativos totais e os passivos de uma empresa.
Termo usado para se referir a investimentos em ações.

ETFs – EXCHANGE TRADED FUNDS: são fundos formados por um grupo de ações, que
por sua vez espelham-se em um certo índice. Como o BOVA11 se espelha no Índice Ibovespa
F

FATO RELEVANTE: Decisão, notícia ou deliberação que possa interferir na cotação de uma
companhia listada na bolsa. O fato relevante é sempre publicado no site do regulador do
mercado de capitais, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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FEDERAL RESERVE (FED): É o banco central norte-americano, responsável pela
formulação e execução de política monetária. Além disso, o FED age como regulador e
supervisor do sistema bancário, serve como “banco” do Governo e assessora em operações
financeiras. A taxa de juros do EUA é definida pelo FOMC.

FOMC (Federal Open Market Commitee): o principal órgão do FED.

FEDERAL RESERVE BANK: Termo que denomina os 12 bancos centrais regionais norte-
americanos. Cada um dos Federal Reserve Banks dos EUA, é responsável por determinada
região. Estes bancos trabalham em conjunto com o FED na condução da política monetária,
fornecem informações sobre o desenvolvimento econômico de seus distritos e supervisionam
as instituições bancárias de sua região.

FLIPAR: Quando o investidor compra e vende as ações de uma companhia no mesmo dia
em que ela estreia na bolsa.

FREE FLOAT (FF): Percentual do total de ações que a empresa possui fora do bloco de
controle acionário, disponível para negociação no mercado.

FUNDO DE INVESTIMENTO (INVESTIMENT FUND): Um fundo de investimento pode


ser entendido como um veículo de investimentos no qual é colocado o dinheiro de diversos
investidores. Esse dinheiro é usado por um gestor profissional para comprar um conjunto de
vários ativos financeiros.

FUNDO DE PENSÃO (PENSION FUND): Opção de aposentadoria complementar, regida


por uma fundação que não visa lucrar, apenas administrar os recursos. Os fundos são
mantidos por contribuições mensais dos participantes, que são investidas em outros ativos
como ações ou índices.

FUNDO IMOBILIARIO (REAL ESTATE FUND): Este fundo aplica os investimentos dos
cotistas em empreendimentos imobiliários como shopping centers, edifícios comerciais,
galpões logísticos, entre outros. Os recursos levantados são destinados à aplicação em
empreendimentos imobiliários, o que inclui, além da aquisição de direitos reais sobre bens
imóveis, o investimento em títulos relacionados ao mercado imobiliário, como letras de
crédito imobiliário (LCI), letras hipotecárias (LH), cotas de outros fundos imobiliários,
certificados de potencial adicional de construção (CEPAC), certificados de recebíveis
imobiliários (CRI), e outros previstos na regulamentação para o setor.

GAP: Refere-se a uma região em que o preço de abertura e fechamento “salta”, quando
avaliado o gráfico do ativo.

GALO = 50 Equivalente a 50 contratos.

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GDP: Sigla em inglês que significa Gross Domestic Product, o que equivale em português ao
Produto Interno Bruto, ou PIB.

HEDGE: Termo que vem do inglês e que significa salvaguarda. Também denomina
administração do risco como, por exemplo, o ato de tomar uma posição em outro mercado
(futuros, por exemplo) oposta à posição no mercado à vista, para minimizar o risco de perdas
financeiras em uma alteração de preços adversa.

HEDGE FUND: São também conhecidos como fundos de cobertura. São fundos de
investimentos mais arriscados e que admitem apenas investidores com altas quantias.
Utilizam diferentes estratégias de investimento e não necessariamente estão registrados na
CVM.

HOLDING: Termo usado em contabilidade para denotar a empresa que possui, como
atividade principal, a participação acionária em uma ou mais empresas.

HOME BROKER: Sistema online oferecido por diferentes bancos, gestoras e outras
companhias para que o investidor se conecte ao pregão eletrônico da bolsa de valores e
possa, por exemplo, comprar e vender ações.

IBOVESPA FUTURO: O contrato futuro de Ibovespa possibilita que o investidor negocie as


expectativas futuras do mercado de ações, sem a necessidade de comprar toda a cesta de
ações que compõem o índice Bovespa e ficar exposto à variação do indicador. O investidor
deve ter em mente qual será a pontuação do principal índice de referência do mercado em
uma determinada data futura. Na prática, o investidor faz uma aposta na valorização ou na
desvalorização do índice Bovespa. O Ibovespa do mercado à vista é apenas um índice de
referência, que representa o desempenho de uma carteira de investimentos teórica composta
pelas ações mais negociadas no Mercado Bovespa. Já o Ibovespa futuro é um ativo real,
negociado no Mercado BM&F.

IGP-M - ÍNDICE GERAL DE PREÇOS DO MERCADO: É um indicador macroeconômico


que mede a variação de preços do mercado, muito utilizado no reajuste de aluguéis.

ÍNDICE IBOVESPA: Indica o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de
ações constituída em 2 de janeiro de 1968, a partir de uma aplicação hipotética. Seu valor
base é de 100 pontos. É o indicador mais representativo do desempenho médio dos ativos
mais negociados no Brasil.

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ÍNDICE BRASIL: O IBrX é um índice acionário que mede o retorno de uma carteira teórica
composta por 100 ações selecionadas entre as mais negociadas na B3, em termos de número
de negócios e volume financeiro.

ÍNDICE BRASIL 50 (IBrX-50): O IBrX-50 é um índice que mede o retorno total de uma
carteira teórica composta por 50 ações selecionadas entre as mais negociadas na B3 em
termos de liquidez, com diferentes pesos na carteira considerando o valor de mercado das
ações.

ÍNDICE BRASIL AMPLO (IBrA): Mede o comportamento das ações de determinadas


empresas que atendem a alguns critérios de liquidez. O objetivo do IBrA é ser o indicador do
desempenho médio das cotações de todos os ativos negociados no mercado à vista da B3
que atendam a critérios mínimos de liquidez e presença em pregão, de forma a oferecer uma
visão ampla do mercado acionário.

ÍNDICE DE CONSUMO (ICON): Mede o comportamento das ações das empresas do setor
varejista.

INSIDER TRADING: Uso de informações privilegiadas para a negociação de valores


mobiliários. É considerado crime federal.

INTRADAY: Intraday é o período observado desde a abertura até o fechamento do pregão


em Bolsa de Valores. Operações intraday são aquelas que são concluídas no mesmo pregão,
ou seja, o trader não possuirá o ativo negociado em sua custódia ao final do pregão, mesmo
tendo negociado (compra e venda na mesma quantidade) durante o funcionamento do
mesmo.

IPCA - ÍNDICE NACIONAL DE PREÇOS AO CONSUMIDOR AMPLO: Índice oficial do


governo para medir a inflação no Brasil.

IOF - IMPOSTO SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS: Tributo federal pago em


operações de câmbio, crédito, entre outras. Alguns títulos resgatados em menos de 30 dias
de aplicação precisam pagar IOF.

JOINT VENTURE: Termo que vem do inglês e significa união de empresas. Denomina uma
forma de aliança interempresarial com o objetivo de criar um novo negócio,

JURO (INTEREST): Remuneração que o tomador de um empréstimo deve pagar ao


proprietário do capital emprestado.

JURO NOMINAL (NOMINAL INTEREST RATE): A taxa de juros nominal é a taxa que
obrigatoriamente deve ser indicada em quaisquer contratos de crédito ou nas aplicações de
renda fixa. Geralmente, ela é expressa em termos anuais, ou seja, corresponde ao período

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de um ano, e representa uma remuneração monetária sujeita aos efeitos da inflação. Se um
banco lhe oferece um fundo de investimento que remunera 15% ao ano, esta é a taxa
nominal.

JURO REAL (REAL INTEREST RATE): A taxa de juros real é o rendimento do dinheiro
descontada a inflação (IPCA) do período. Ou seja, a taxa real é o que o investidor ganha
menos o valor que o dinheiro perde.

JURO SOBRE CAPITAL PRÓPRIO – JCP (INTEREST ON OWN CAPITAL): Juros Sobre
Capital Próprio, ou JCP, é uma das formas de uma empresa distribuir o lucro entre os seus
acionistas – a outra é sob a forma de dividendos. O pagamento é tratado como despesa no
resultado da empresa, o que obriga o investidor a pagar o Imposto de Renda, retido na fonte,
sobre o valor recebido; isso não ocorre para o caso de dividendos. Essa questão fiscal é
benéfica para a companhia, pois sendo o pagamento contabilizado como despesa, ela não
arca com os tributos, repassando este ônus ao investidor. Geralmente são as empresas que
escolhem como distribuir seus lucros.

KNOW-HOW: Termo que vem do inglês e denomina experiência técnica e conhecimento


tácito, ou conjunto de operações que demandam experiência específica.

LASTRO (COVERAGE RATIO): Termo que é usado para determinar a garantia implícita de
um ativo. Desta forma, quando uma moeda tem lastro os investidores não questionam sua
aceitabilidade, pois sabem que seu valor é garantido.

LETRA DE CÂMBIO: Título de renda fixa emitido por financeiras.

LETRAS DE CRÉDITO: Título de renda fixa emitido por instituições financeiras para
financiar atividades imobiliárias (LCI) e do agronegócio (LCA).

LINHA DE TENDÊNCIA DE ALTA – LTA (UPTREND LINE): Linha que une vários fundos
ascendentes formados anteriormente para identificação uma tendência de alta.

TENDÊNCIA DE BAIXA – LTB (DOWNTREND LINE): Linha que une vários topos
descendentes formados anteriormente para identificação uma tendência de baixa.

LIQUIDEZ (LIQUIDITY): Liquidez é um conceito econômico que considera a facilidade


com que um ativo pode ser convertido em dinheiro. O grau de agilidade de conversão de um
investimento sem perda significativa de seu valor mede sua liquidez.

LUCRO BRUTO (GROSS PROFIT): Indicador que faz parte do demonstrativo de resultado
de uma empresa, e que é determinado como sendo o lucro obtido pela empresa depois de

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se deduzir da receita líquida de vendas o custo de mercadorias vendidas. No caso dos bancos
também pode se referir ao resultado bruto de intermediação financeira.

LUCRO LÍQUIDO (NET PROFIT): Lucro disponível aos acionistas, ajustado para eventuais
despesas ou receitas extraordinárias. É um dos principais itens do demonstrativo de
resultados analisado pelos analistas.

MACD – MOVING AVERAGE CONVERGENCE/DIVERGENCE: Indicador usado em


análise técnica (ou grafista) de ações, que busca determinar o desempenho de curto prazo
de ações. O MACD indica a diferença entre as expectativas de curto e de longo prazo, e é
calculado pela subtração do valor de duas médias móveis dos valores de fechamento de uma
ação (de 26 dias e de 12 dias são as mais usadas). Uma média móvel exponencial de 9 dias
é mostrada juntamente com a linha do MACD. A regra básica do MACD é vender se o MACD
(linha vermelha no gráfico) cai abaixo da média de 9 dias (linha azul no gráfico) e comprar,
quando o MACD passa acima da mesma linha.

MARGEM (MARGIN): Quantia depositada pelo comprador, em uma operação a termo em


bolsa de valores, como garantia de liquidação do negócio no prazo estipulado.

MERCADO A TERMO: É aquele em que as partes assumem compromisso de compra e


venda de uma quantidade determinada de um ativo dito real, como uma mercadoria. Um
exemplo pode ser a contratação de compra e venda de um lote padronizado de minério de
ferro para entrega em 60 dias. As partes ficam vinculadas uma à outra até a liquidação do
contrato, ou seja, até o comprador pagar pela compra, ao final do prazo contratado, e
receber a mercadoria; para o vendedor, quando receber o correspondente pagamento. O
contrato a termo caracteriza-se por seu detalhamento e por ter movimentação financeira
somente na liquidação. Como desvantagens, os investidores indicam sua baixa liquidez,
transparência limitada e o risco de não pagamento, conhecido como risco de crédito.

MERCADO DE AÇÕES (STOCK EXCHANGE): O mercado de ações é o ambiente no qual


empresas de capital aberto, ou seja, listadas na bolsa, negociam frações de seu patrimônio,
as ações. Em geral, as operações de compra e venda acontecem em uma bolsa de valores,
mas também podem ocorrer em mercados de balcão, no qual comprador e vendedor se
encontram diretamente.

MERCADO DE BALCÃO (OVER THE COUNTER): Também conhecido como Over The
Counter (OTC), o mercado de balcão é um segmento do mercado de capitais no qual são
negociadas ações de empresas não registradas em bolsas de valores e outras espécies de
títulos. Não há um lugar físico determinado para as transações, as quais são realizadas por
telefone entre instituições financeiras.

MERCADO DE CAPITAIS (CAPITAL MARKET): É o conjunto de instituições, tais como


bolsas de valores e instituições financeiras (bancos, corretoras, bancos de investimento,

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seguradoras), ligadas à intermediação de ativos financeiros (ações, títulos de dívida em
geral). A principal função do mercado de capitais é canalizar a poupança (recursos
financeiros) da sociedade para o comércio, a indústria, outras atividades econômicas e para
o próprio governo. Distingue-se do mercado monetário que movimenta recursos a curto
prazo, embora tenham muitas instituições em comum.

MERCADO DE OPÇÕES: O mercado de opções é aquele no qual o investidor negocia o


direito de comprar ou de vender um bem por um preço fixo numa data futura. Quem adquirir
o direito deve pagar um prêmio, ou um fee, ao vendedor – que dá a opção (possibilidade)
de comprar ou vender o referido instrumento. O objeto de negociação pode ser um ativo
financeiro ou uma mercadoria, negociados em pregão, com a máxima transparência possível.
O vendedor ou lançador da opção terá a obrigação de atender ao exercício caso o titular opte
por exercer seu direito.

MERCADO FINANCEIRO (FINANCIAL MARKET): É o mercado voltado para a


transferência de recursos entre os agentes econômicos. No mercado financeiro, são
efetuadas transações com títulos de prazos médio, longo e indeterminado, geralmente
dirigidas ao financiamento dos capitais de giro e fixo.

MERCADO FUTURO (FUTURE MARKET): O mercado futuro é normalmente centrado em


uma bolsa de valores ou de mercadorias, tendo como objetivo principal prover instrumentos
financeiros que permitam a compradores e vendedores proteger-se de oscilações de preços.
O mecanismo básico é a negociação de títulos ou mercadorias, a preços determinados, para
uma data futura, exigindo-se garantias dos vendedores e compradores.

MIQUEIRO: É o operador especialista em negociar papéis que são considerados verdadeiros


micos na bolsa de valores.

NASDAQ (NATIONAL ASSOCIATION OF SECURITY DEALERS AUTOMATED


QUOTATION SYSTEM): Principal instituição norte-americana operando no mercado de
balcão. Neste tipo de mercado os títulos são negociados por meio de pregão eletrônico e não
por meio do pregão ao vivo. Recentemente, a NASDAQ uniu-se à American Stock Exchange
(AMEX), formando o Nasdaq-Amex Market Group. Muitas das principais empresas negociadas
na NASDAQ são ligadas aos setores de alta tecnologia, tais como Microsoft, Intel, Dell
Computer, Amazon.com e Yahoo!. NABO Quando o investidor leva prejuízo na posição.

OFERTA PÚBLICA INICIAL – IPO (INITIAL PUBLIC OFFER): Um IPO – sigla em inglês
para “Initial Public Offer” e cuja tradução é oferta pública inicial – é quando uma companhia
fechada decide ofertar publicamente parte de seu capital por meio de ações que são
negociadas na bolsa de valores. Desta forma, uma empresa se torna uma companhia de

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capital aberto ou listada. Ao adquirir ações de uma companhia o investidor torna-se seu
sócio, pois passa a deter uma parte de seu capital.

OPERAR COMPRADO (LONG): Operar comprado significa ter uma posição em que o
investidor ganha com a alta do preço de um ativo financeiro; em inglês esta operação é
conhecida como long. O exemplo mais comum é simplesmente ter uma ação. Se você tem
uma ação da Petrobrás, Vale, Itaú, etc., você está “comprado nesta(s) ação(ões)”. Se a ação
subir, você ganha, se cair, você perde.

OPERAR VENDIDO (SHORT): Operar vendido é manter uma posição na qual o investidor
lucra com a queda do preço de um ativo financeiro – sejam ações, opções etc. Em inglês é
conhecida como short. O investidor pode operar vendido via o empréstimo de ações ou
mesmo descoberto, que é vender um instrumento sem possuí-lo diretamente, porém tem
que fechar a posição no mesmo dia.

ORDEM (ORDER): Instrução dada por um cliente a uma corretora de valores, para a
execução de compra, ou venda, de valores mobiliários (ações, títulos de renda fixa, opções,
etc.).

ORDEM A MERCADO (MARKET ORDER): Ordem na qual o cliente especifica somente


qual a quantidade a ser negociada de um valor mobiliário. Dado que a ordem deve ser
efetuada no momento de seu recebimento, o preço será determinado de acordo com o preço
de mercado no momento da execução.

OVERNIGHT: Indica as aplicações financeiras feitas no open market em um dia para serem
resgatadas no dia seguinte.

PAGÃO: Investidor que está disposto a pagar até determinado preço por um ativo.

PASSIVO (LIABILITIES): É o saldo de tudo que é devido por alguém ou por uma
companhia. Para uma pessoa física, por exemplo, são todas as contas que essa pessoa paga,
os financiamentos, empréstimos, prestações adquiridas, ou seja, tudo que sai do bolso em
forma de despesa.

PATRIMONIO LÍQUIDO – NAV (NET ASSET VALUE): O patrimônio líquido representa o


valor residual dos ativos de uma empresa depois de deduzidos todos os seus passivos. Para
chegar ao patrimônio líquido, o investidor deve considerar todos os bens e direitos de uma
companhia (ativos) e subtrair destes as dívidas exigíveis (dívidas com fornecedores,
trabalhistas e outras), sendo a fórmula representada por: Patrimônio Líquido = ativo –
passivo. A formação do patrimônio líquido consiste nos recursos dos proprietários do negócio
investidos inicialmente, como também por aportes na sociedade via aumento de capital e
também em decorrência dos lucros gerados pela atividade da empresa e reinvestidos por
seus sócios.

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PERNADA: Trajetória completa de alta ou queda de um ativo.

PIB - PRODUTO INTERNO BRUTO: Soma de todos os bens e serviços finais produzidos
em um lugar, durante um período. É considerado um dos indicadores mais importantes para
a macroeconomia com o objetivo de avaliar o desempenho da atividade econômica de uma
região.

PGBL - PLANO GERADOR DE BENEFÍCIO LIVRE: Tipo de previdência privada onde os


pagamentos realizados mensalmente podem ser deduzidos do Imposto de Renda até um
limite de 12% da renda total tributável.

PIVOT: Elemento de análise técnica que confirma a continuidade ou determina a reversão


de uma tendência.

POSICIONADO (POSICIONED): Estar comprado ou vendido em algum ativo financeiro.

PREÇO (COTAÇÃO) (PRICE): Preço dos títulos, ações, moedas estrangeiras ou


mercadorias. O termo é usado principalmente nas bolsas de valores ou de mercadorias.

PREÇO DE EXERCÍCIO (STRIKE): No mercado de opções, é o preço que o titular paga,


ou recebe, pelo bem em caso de exercício da opção – que é quando o quando o titular da
opção exerce seu direito de comprar ou vender um lote de ativos.

PREGÃO: Modalidade de leilão, em que se negociam os ativos financeiros. Antes da


tecnologia permitir que o cruzamento de ordens de compra e venda fosse rápido e seguro,
existia o pregão de viva voz – um sistema em que as operações eram executadas no prédio
da bolsa, por investidores, representantes das corretoras e por pessoas físicas habilitadas a
atuar executando ordens em seu próprio nome.

PRÊMIO: No mercado de opções, negocia-se o direito de comprar ou vender um ativo por


um preço fixo numa data futura. Quem adquirir o direito deve pagar um prêmio ao vendedor.
Este prêmio não representa o valor do ativo; é um valor pago para ter a possibilidade (opção)
de comprar ou vender o ativo em uma data futura por um preço previamente acordado.

PULL BACK: Após o rompimento de uma resistência ou a perda de um suporte importante,


o papel faz um retorno a esse ponto perdido/superado para seguir no sentido do rompimento.

QUILO: Termo usado para determinar milhares. Ex: 10 Quilos de Petro = 10.000 ações da
Petrobras. Também dito K; 10k de Petro

QUINA = 500 Equivalente a 500 contratos.

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R

RASPAR: É o ato de comprar uma quantidade considerável de um ativo, de forma rápida.

REALIZAR LUCRO: Obtenção do lucro com a venda de um ativo financeiro.

REALIZAR PREJUIZO: Quando se vende um ativo por um preço menor do que se pagou
originalmente.

RENTABILIDADE (PROFITABILITY): Termo usado para expressar a valorização (ou


desvalorização) de um determinado investimento em termos percentuais.

RESISTÊNCIA (RESISTANCE): Termo usado em análise técnica de ativos financeiros, que


determina o nível de cotações de um ativo onde existe uma parcela substancial de
investidores que está disposta a vender estes mesmos ativos a este preço, de forma a evitar
que os preços subam ainda mais.

RESPIRO: Quando um ativo ou índice devolvem parte das perdas significativas no meio do
pregão.

RETORNO SOBRE O PATRIMÔNIO LÍQUIDO - RSPL (RETURN ON EQUITY – ROE):


Mede a rentabilidade dos recursos aplicados pelos acionistas da empresa. A fórmula mais
comum usada para o cálculo do ROE é: ROE = lucro líquido / patrimônio líquido médio. O
patrimônio líquido médio é calculado ao somar o patrimônio líquido inicial e o final do período
apurado, e dividir o resultado por 2. Exemplo de cálculo de ROE: uma companhia do setor
automobilístico detinha um patrimônio líquido de R$ 10 milhões ao final de 2017 e teve um
acréscimo de R$ 3 milhões em seu PL no final de 2018, além de um lucro líquido de 3 milhões
nos 12 meses apurados. Temos, portanto: patrimônio líquido médio = 10 + 13 / 2 = R$ 11.5
milhões. Para chegar ao ROE agora é simples: 3 milhões / 11.5 milhões = 26.08% de ROE.

REVERSÃO: Inversão do sentido em que os preços estão se movimentando, mediante


esgotamento do movimento vigente.

SARDINHA (SARDINES): Investidor pequeno

SELIC: Taxa básica de juros da economia brasileira definida pelo COPOM e que serve como
referência para investimentos como Tesouro Direto e Poupança.

SHORT: Venda a descoberto, que vem do inglês short selling. É uma prática que consiste
na venda de um ativo ou derivativo que não se possui, esperando que seu preço caia para
então comprá-lo de volta e lucrar na transação com a diferença.

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SPREAD: Diferença entre o custo de captação de um banco e a taxa de juros cobrada do
cliente. Na prática, é o ganho bruto de uma instituição financeira com um empréstimo.

STOP-LOSS: É uma operação na qual o investidor deixa programado na corretora a venda


automática de suas ações quando elas caem para um determinado preço. Serve como uma
forma de proteção para que o investidor não tenha um grande prejuízo em casos de queda
intensa do preço de um ativo.

SUPORTE (SUPPORT): Termo usado em análise técnica de ativos financeiros, que


determina o nível de cotações de um ativo onde existe uma parcela substancial de
investidores que está disposta a comprar estes mesmos ativos a este preço, de forma a evitar
que os preços caiam ainda mais.

SWAP: Operação financeira em que ocorre troca de posições entre investidores em relação
ao risco e retorno.

SWING TRADE: Estratégia com ativos negociados em Bolsa, apostando em variações de


preços de curto a médio prazo (e não no curto e curtíssimo prazo, como no Day Trade),
visando realizar lucro ao final da operação. Os principais fatores que influenciam nos
resultados desta estratégia são a volatilidade e a liquidez do ativo negociado.

TAPE READING: Técnica usada por traders para analisar o fluxo de ordens e tomar decisões
de investimento. É uma espécie de leitura do fluxo para identificar comportamentos de
agentes de mercado, direção dos preços, intensidade das ofertas, entre outras variáveis

TAXA DE PAYOUT (PAYOUT RATE): Representa o percentual de lucros que uma empresa
destina a dividendos e/ou juros sobre o capital próprio para os seus acionistas. O índice de
payout é calculado da seguinte forma: Payout = Total de dividendos distribuídos no período/
lucro líquido no período. Para calcular o payout os investidores normalmente levam em conta
os últimos 12 meses de distribuição de dividendos e de lucro líquido reportado ou o ano de
exercício fiscal de uma empresa. A Lei das Sociedades Anônimas garante o percentual mínimo
de 25% de payout a ser distribuído em cada período fiscal, podendo a empresa, a seu critério,
definir percentuais de payout mais elevados. Quanto maior o payout, menor será a proporção
de retenção de lucros da empresa para utilizar em sua atividade. Do lado oposto, quanto
menor o payout, maior a retenção de lucros para que uma empresa invista no financiamento
da sua atividade.

TAXA DE ADMINISTRAÇÃO: Valor cobrado normalmente por fundos de investimento para


cobrir os custos da gestão. Mas essa taxa também pode ser cobrada em outros
investimentos, como CDB, LCI, LCA e Tesouro Direto.

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TAXA DE CORRETAGEM: Valor cobrado sobre as operações de compra e venda de ativos
na Bolsa de Valores. Pode ser uma taxa fixa por operação, um pacote fixo por mês ou ainda
um percentual sobre o valor negociado.

TAXA DE CUSTÓDIA: Cobrada pela Bolsa de Valores brasileira em vários investimentos


para cobrir os custos referentes à guarda dos títulos e às informações e movimentações de
cada conta.

TAXA DE PERFORMANCE: Costuma ser cobrada pelos fundos de investimentos sobre a


rentabilidade alcançada acima do esperado.

TAXA HÍBRIDA: Rentabilidade que reúne duas taxas: uma prefixada e outra vinculada a
um indicador econômico, por exemplo o IPCA.

TAXA PÓS-FIXADA: Rentabilidade que segue a variação de um indicador da economia.


Dessa forma, se o indicador cai o rendimento do investimento vinculado a ele também cai.

TAXA PREFIXADA: Rentabilidade combinada no momento da compra do título e não varia


durante todo o período em que ocorre o investimento.

TAXA REFERENCIAL: Popularmente chamada de TR, é utilizada como referência para parte
do rendimento da Poupança e de outras aplicações como FGTS e financiamentos imobiliários

TENDÊNCIA (TREND): Termo usado no mercado financeiro para se referir a um


movimento consistente e ordenado do preço de um ativo, representando uma mudança nas
expectativas dos investidores.

TENDÊNCIA DE ALTA (UPWARD TREND): Representada por fundos (no gráfico)


ascendentes

TENDÊNCIA DE BAIXA (DOWNWARD TREND): Representada por topos (no gráfico)


descendentes.

TERNO = 300 Equivalente a 300 contratos.

TESOURO DIRETO: Programa criado pela parceria entre a Bolsa de Valores do Brasil e o
Tesouro Nacional para permitir a negociação de títulos públicos por pessoas físicas pela
internet.

TICKER: É o termo em inglês para o código de negociação de um ativo. O “ticker” das ações
da Vale, por exemplo, é VALE3.

TÍTULOS PÚBLICOS: Também chamados de títulos de dívida pública. São títulos de renda
fixa emitidos pelo Governo Federal para financiar suas atividades e disponibilizados para
pessoas físicas através do programa Tesouro Direto.

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TOMAR (GO LONGO): Quando é comprado o ativo pela quantidade e preço sugeridos.

TOMAR CALOR: Quando o trade vai contra. Ou seja, você compra e o mercado cai, ou
vende e o mercado sobe.

TRADE: Operação de compra e/ou venda de determinado ativo negociado em mercados


financeiros.

TRADER: Operador do mercado financeiro, aquele que faz as operações de compra/venda

TRIGGER: Traduzida como gatilho no português, a palavra é usada entre os investidores


para identificar o motivo que desencadeou uma alta ou uma baixa de um ativo financeiro.

TUBARÃO (SHARK): Investidor grande.

UNIT: É um ativo composto por um pacote de ações, com mais de uma classe de valores
mobiliários. Podem conter, por exemplo, ações ordinárias e preferenciais. Na bolsa brasileira,
a codificação das units leva o número 11. Exemplo: TIET11 = unit da AES Tietê. KLBN11 =
unit da Kablin.

UPSIDE: Refere-se à diferença percentual entre o preço-alvo de uma ação e sua cotação
atual. Assim, uma ação com preço-alvo de R$60 e cotação atual de R$ 40 tem um upside ou
potencial de valorização de 50%. Quando o preço-alvo é menor que a cotação atual, fala-se
em downside, ou potencial de desvalorização.

VALOR DE MERCADO (MARKET VALUE): Para uma empresa de capital aberto, ou seja,
listada em bolsa, seu valor de mercado é o resultado da multiplicação da cotação da sua
ação pelo total de ações que a empresa possui, determinando quanto o mercado paga pela
empresa.

VALUE AT RISK (VaR): Indicador que mostra a probabilidade de perda de determinada


aplicação em diversos cenários da economia. Se o VaR de um fundo é, por exemplo de 10%,
significa que o aplicador pode ter perda de até 10% num único dia. Ele também pode ser
expressado em unidades monetárias, sendo o montante de capital máximo permitido que
uma mesa de negociações pode perder em um só pregão.

VENDIDO (SHORT): Quando o investidor vendeu ou está vendendo os ativos.

VGBL: Plano Vida Gerador de Benefício Livre é um tipo de previdência privada que não
permite deduzir as aplicações frequentes do Imposto de Renda. Além disso, o IR será

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cobrado no momento do resgate e incide apenas sobre a rentabilidade acumulada, e não
sobre o valor total.

VIOLINAR: É quando a variação de determinado papel mostra fortes movimentos, de alta


ou de baixa, e, logo em seguida, revertem essa tendência.

VIRAR PÓ: Quando um ativo perde todo seu valor.

VOLATILIDADE (VOLATILITY): É a intensidade e frequência de variações da cotação de


um ativo, índice, título ou valor mobiliário. A volatilidade também é definida como uma
medida de risco que um fundo apresenta com relação ao valor de suas cotas diárias. Quanto
mais o preço de uma ação, por exemplo, varia num curto período, maior o risco de se ganhar
ou perder dinheiro negociando esta ação, e, por isso, a volatilidade é uma medida de risco.

VOLUME (VOLUME): Medida, em moeda corrente, dos negócios de um determinado título,


também conhecido como giro financeiro. É uma importante medida de liquidez de um papel,
já que mede qual o montante financeiro que um papel girou em um determinado período.

VWAP: O preço médio ponderado pelo volume, do inglês Volume-Weighted Average Price
(VWAP). É o valor de negociação em um período, dividido pelo número de ativos negociadas
nesse mesmo período.

ZERADO: Estar zerado significa sair de uma posição na qual o investidor vinha mantendo
num ativo, ou se manter fora dele.

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O que é Renda Fixa?

Renda Fixa são todos os investimentos que têm regras de rendimentos definidas antes, ou
seja, na hora de aplicar os recursos, o investidor já sabe o prazo e taxa de rendimento, ou o
índice de correção que será utilizado para valorizar o dinheiro investido.

Como funciona?

Nesse tipo de investimento, o investidor concede um empréstimo, usualmente em dinheiro


a uma entidade, em troca de pagamento de juros. Dessa forma a entidade financiada (a que
recebeu os recursos) emite um título, onde ela se compromete a devolver o dinheiro
emprestado acrescido de juros após o período investido.

Portanto, o que caracteriza um título de Renda Fixa é:

● Prazo de tempo definido: ou seja, quanto tempo você terá que ficar naquele
título, qual o cronograma de pagamento ao investidor;
● Taxas de juros: ou índices de correções já estabelecidas antes de você fazer a
aplicação.

Com isso, podemos concluir que a Renda Fixa é a modalidade de investimentos onde se pode
prever a rentabilidade do ativo.

Tipos de Renda Fixa

Pré Fixados: São títulos que o prazo e a taxa de remuneração do capital são conhecidos e
definidos antes da aplicação. Nesse tipo de investimento, o investidor resgata o valor
investido na data acordada; acrescido da remuneração previamente estabelecida. Ou seja,
você consegue estimar exatamente o valor que terá no futuro.

Exemplo: Você fez uma aplicação em um título prefixado a taxa de 8% a.a. no valor de
R$100.000,00 pelo prazo de 1 ano. Ao final desse um ano, ou seja, no vencimento, você
receberá o valor de R$108.000,00, que é o valor inicial acrescido dos juros de 8% no período.

Pós-fixados: São títulos onde você tem conhecimento do prazo, mas, no entanto, não tem
conhecimento do montante de juros que irá receber, uma vez que as taxas possuem uma
correção indexada (dividida) a variação de algum índice que pode sofrer alterações até o
vencimento. Portanto, nesse caso, esse tipo de Renda Fixa, contém componentes variáveis.
Normalmente, esses títulos são indexados a taxas de juros ou indicadores de inflação
previamente estabelecidos, no qual o resultado esperado é positivo.

Exemplo: Você faz uma aplicação em um título pós-fixado, com prazo de 12 meses indexado
ao IPCA no valor de R$100.000,00. Você espera que o IPCA tenha rendimento de 4% no
período. Porém, ele pode variar para muito mais ou muito menos. Portanto, você só saberá
o valor ao final do prazo. Não há como precisar o valor que irá receber.

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Ao que esses títulos estão ligados e quais tipos existem?

Os títulos ligados à Renda Fixa seguem a Taxa Selic, que é a base para esse tipo de
investimento. A rentabilidade desses títulos varia conforme a variação da própria Selic . Mas
afinal, o que seria a Taxa Selic?

A taxa Selic representa os juros básicos da economia brasileira. Os movimentos da Selic


influenciam todas as taxas de juros praticadas no país - sejam as que um banco cobra sobre
um empréstimo, sejam as que um investidor recebe em uma aplicação financeira.

Selic é a abreviação de “Sistema Especial de Liquidação e de Custódia”, um sistema


administrado pelo Banco Central em que são negociados títulos públicos federais. A média
registrada nas operações feitas diariamente nesse sistema equivale à taxa Selic.

Mas que tipo de operações?

São empréstimos de curtíssimo prazo - com vencimento em apenas um dia - realizado entre
as instituições financeiras, que têm títulos federais dados como garantia.

A média desses negócios, conferida todos os dias, é chamada de Selic “efetiva”. O nome diz
tudo: é o percentual de juros que efetivamente está sendo praticado nesse mercado. Mas
existe ainda a Selic “meta’’ - e é provavelmente sobre essa que você costuma ouvir falar com
mais frequência no seu dia a dia.

Quanto aos tipos, no Brasil há uma imensidão de tipos de títulos, separados por duas grandes
categorias: Títulos Privados e Títulos Públicos.

● Títulos Privados: São aqueles que são emitidos por instituições financeiras e
empresas. O investidor empresta os recursos a essas instituições e recebe o
principal acrescido de remuneração adicional (juros), podendo ser prefixado ou
pós-fixado.

Os títulos privados mais comuns são:

● CDB: é a sigla para Certificado de Depósito Bancário e é um produto emitido


pelos bancos. De maneira simples, o CDB funciona dessa forma: você
“empresta” dinheiro aos bancos que, em contrapartida, devolve a quantia
aplicada com uma remuneração, conforme o prazo de vencimento do título.
Pode existir CDB pré (aquele com taxa de juros pré definida), ou CDB pós,
também conhecido como CDB CDI, que é um título pós indexado à taxa de juros
atual. O CDB é um investimento para pessoa física.

● CDI: o Certificado de Depósito Interbancário trata-se de uma taxa que lastreia


as operações interbancárias (entre bancos). Sim, os bancos emprestam dinheiro

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um para o outro com o prazo de devolução de 24 horas ou curtíssimo prazo. A
taxa cobrada entre eles regula; “precifica” o mercado de Renda Fixa e de fundos
de investimento em Renda Fixa. Isso acontece porque por força de uma regra
do Banco Central, os bancos precisam fechar o dia positivo, e quando há um
volume financeiro de saque maior que o de depósitos, a diferença é tomada de
outros bancos que estejam superavitários através do CDI.

● LCI: A LCI é a Letra de Crédito Imobiliário. Ela é um investimento de Renda


Fixa emitida pelos bancos lastreados no crédito imobiliário. Ou seja, é um
empréstimo que você faz a uma instituição financeira, que irá direcionar esses
recursos para o financiamento de imóveis, como construção ou reforma. Esses
títulos no momento possuem uma particularidade: eles estão isentos de
tributação de imposto de renda.

● LCA: Letra de Crédito Agronegócio é um título de crédito emitido por


instituições financeiras públicas ou privadas (bancos), com objetivo de obter
recursos para financiar o setor agrícola. Assim como a LCI, a LCA é isenta de
imposto de renda.

● CRI: O Certificado de Recebível Imobiliário é um título de Renda Fixa de crédito


privado que representa a promessa de um pagamento futuro referente a
imóveis.

Trata-se de títulos lastreados em créditos imobiliários, representativos de parcelas de


um direito creditório. Nesse caso, o investidor de CRI ajuda a financiar o Mercado
Imobiliário ao antecipar os créditos que serão recebidos pela empresa do setor.

O instrumento permite que exista, por parte de instituições que possuem lastro
imobiliário (ativo real), a possibilidade delas se capitalizarem levantando recursos no
Mercado Financeiro, securitizando fluxos de recebíveis de médio e longo prazos.

Os CRIs só podem ser emitidos por companhias securitizadoras de créditos


imobiliários, as quais NÃO fazem o papel de devedoras na operação. Ou seja, elas
não são garantidoras ou devedoras solidárias, apenas a estruturadora.

Para facilitar o entendimento, vamos exemplificar:

Passo 1: A construtora lança unidades dos empreendimentos imobiliários


(condomínios, casas, apartamentos, salas comerciais, lajes corporativas etc.) que
serão construídas.

Passo 2: Para financiar as obras e entregar os imóveis no prazo estipulado, a


construtora contrata uma empresa securitizadora (empresa especializada com
autorização para fazer isso). É ela que vai “empacotar” as parcelas dos compradores
em sua totalidade, antecipando o pagamento à construtora ou incorporadora.

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Passo 3: A securitizadora faz isso ao transformar as dívidas dos compradores em
títulos de crédito - e são nesses títulos que os investidores de CRI podem colocar o
dinheiro.

Temos dois tipos principais tipos de estruturas de CRI:

O Pulverizado: O risco está atrelado a uma carteira de crédito de diversos devedores


(mutuários). Podem ser lastro ou garantia de operações, contratos de compra e venda
de unidades domiciliares ou de loteamento. Além disso, podem ser securitizados
fluxos de aluguel de pontos comerciais, como em shopping centers ou lajes
corporativas.

O Corporativo: Contratos que possuem uma empresa como principal devedora. É


possível dividir ainda em diversas subcategorias, dentre elas, Desmobilização (Sale
and Lease-Back) Construção Customizada (Built-to-Suit).

● CRA: Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio são lastreados em


recebíveis originados de negócios entre produtores rurais (ou suas cooperativas)
e terceiros, abrangendo financiamentos ou empréstimos relacionados à
produção, à comercialização, ao beneficiamento ou à industrialização de
produtos, insumos agropecuários ou máquinas e implementos utilizados na
produção agropecuária.

● DEBÊNTURE: A debênture é um valor mobiliário emitido por sociedades, por


ações, representativo de dívida, que assegura a seus detentores o direito de
crédito contra a companhia emissora. Consiste em uma captação de recursos no
mercado de capitais, que as empresas fazem uso para financiar projetos.
Apenas empresas S.A (Sociedade Anônima) podem emitir esse tipo de título.

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Uma debênture é um título de dívida de empresa que oferece direito de crédito ao
investidor, remunerado por meio de juros prefixados ou pós-fixados. Trata-se de uma
aplicação com rentabilidade superior a muitos investimentos de Renda Fixa. Por meio
de um título como esse, você empresta dinheiro para empresas.

Há vários tipos de debêntures que, cada uma possui alguma característica. As mais
conhecidas são:

Debêntures Incentivadas: As debêntures incentivadas são aquelas com isenção


fiscal, que buscam financiar projetos de infraestrutura.

Normalmente, é o caso de títulos para financiamento em segmentos como construção


de portos e aeroportos, transmissão de energia, melhorias de rodovias, ferrovias,
logística, saneamento básico, entre outros.

Debêntures Conversíveis: Como o nome sugere, esse tipo de debênture oferece


a possibilidade de o investidor decidir transformar o crédito a receber ações da
companhia.

Nesse modelo, com a conversão da aplicação em ações, a Renda Fixa se torna


variável. Todos os detalhes como vencimento, resgate e rendimento, devem constar
na escritura de emissão.

Debêntures Simples: Uma debênture simples, também chamada de não


conversível, trata-se do tipo mais comum desse título. Tem rendimento prefixado
ou pós-fixado, conforme o título, com pagamento periódico de juros, conforme a
escritura de emissão. O investimento não pode ser convertido em ações da
companhia.

Debêntures Permutáveis: Esse tipo de debênture também tem um nome bastante


significativo: nesse caso, o investidor pode optar por trocar o título por ações de uma
companhia que não seja a própria que emitiu a dívida. Para isso, porém, é preciso
observar regras e condições na escritura de emissão do papel.

Quais os Tipos de Garantia que possuem os Títulos Privados?

No Brasil, os títulos privados podem ter garantias previstas na escritura (ou seja, garantias
que são oferecidas ao investidor em contrato) ou garantia do FGC, que é o Fundo Garantidor
de Crédito.

As garantias escriturais, normalmente utilizada em debêntures podem ser:

Flutuante: O investidor tem a prioridade em relação a outros credores em caso de


falência da empresa emissora. Ou seja, caso algumas dívidas sejam pagas, a sua tem maior
chance de ser honrada.

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Quirografária (sem preferência): Ela não concede prioridade sobre ativos da empresa
emissora, ou seja, o investidor concorre com todos os demais credores em caso de falência.

Subordinada: Em caso de liquidação da sociedade, a debênture subordinada oferece


prioridade de pagamento apenas em relação aos acionistas, no que se refere aos ativos da
companhia.

Já a garantia do FGC é oferecida apenas a uma lista de instituições participantes, na qual


antes de adquirir um título privado, você deve checar se realmente aquela instituição consta
na lista.

O FGC é um mecanismo de segurança do mercado que protege os investidores para


aumentar a segurança no sistema financeiro. Ele existe para minimizar o risco de crédito,
resguardando os investidores da eventual falência das instituições. Além disso, é uma
ferramenta para proteger o mercado de riscos sistêmicos, que poderiam ser causados caso
quebras de instituições gerassem uma corrida bancária, por exemplo. Com o investidor
estando mais seguro, o sistema também estará.

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é uma associação civil sem fins lucrativos que tem
como objetivo prestar garantia de créditos aos clientes das instituições participantes do
fundo.

Quais investimentos são segurados?

Não são apenas os investimentos que estão cobertos pelo FGC. Alguns outros tipos de
depósitos também têm cobertura. Você encontra a lista completa de operações seguradas
no site do FGC. A seguir, você pode conferir a lista de aplicações seguradas:

● Poupança;
● CDB (Certificado de Depósito Bancário);
● LCI (Letras de Crédito Imobiliário);
● LCA (Letras de Crédito do Agronegócio).

Qual o Limite de Cobertura (garantia do seu dinheiro de volta)?

O limite por pessoa, é de 250 mil reais por instituição participante, mas, com um teto de R$1
milhão por investidor e com validade de 4 anos. Isso quer dizer que, para que seu dinheiro
esteja totalmente coberto pelo FGC, você não deve manter mais que esse valor numa mesma
instituição, investido no mesmo CPF ou CNPJ. Após quatro anos, esse teto é restabelecido.

Se você tiver um valor maior do que esse e desejar escolher investimentos cobertos pelo
FGC, selecione mais de uma instituição participante e divida seu dinheiro entre investimentos
de diferentes instituições.

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Já em CRI e CRA, não são cobertos pelo FGC e possuem garantia do empreendimento, caso
seja ele imobiliário ou do agronegócio, caso de um CRA.

O Certificado de Recebíveis Imobiliários e também do Agronegócio (CRI e CRA) estão


expostos ao risco de crédito, que implica na possibilidade de o credor não conseguir cumprir
suas obrigações com o investidor. Esse risco é amenizado pelo fato de esses investimentos
possuírem a garantia de empreendimentos físicos.

Riscos dos Títulos Privados

Os riscos desses títulos podem ser classificados em dois grandes grupos.

O primeiro é o risco de crédito, que implica na possibilidade do credor (aquele que recebeu
os recursos) não conseguir cumprir suas obrigações com o investidor. Esse risco pode ser
amenizado com as garantias prestadas, ou até mesmo se estiver enquadrado no FGC dentro
dos limites que há a abrangência.

O segundo risco é o de liquidez. Normalmente os títulos, especialmente aqueles que não são
emitidos por instituições financeiras, como CRI e CRA, possuem prazos para permanecer com
investimentos longos, entre 2 a 5 anos. Durante esse intervalo, o investidor não consegue
realizar o resgate seus recursos, ficando restrito a atuar apenas no mercado secundário,
onde em virtude da liquidez do papel, os preços de venda podem ser piores do que os de
compra.

Qual é a Tributação para Títulos Privados?

Para os Títulos Privados CRI, CRA, LCI, LCA e debêntures incentivadas, a alíquota é zero de
imposto de renda e o IOF (Imposto sobre Operação Financeira) para pessoa física. Já as
pessoas jurídicas não possuem esse benefício e são tributadas normalmente conforme a
tabela dos CDBs e Debêntures.

Já outros títulos como CDBs, debêntures no geral, tanto para pessoa física como para pessoa
jurídica possuem a seguinte tributação:

-Alíquota de 22,5% até 180 dias corridos na aplicação;

-Alíquota de 20,0% entre 181 e 360 dias corridos na aplicação;

-Alíquota de 17,5% entre 361 e 720 dias corridos na aplicação;

-Alíquota de 15,0% após 720 dias corridos na aplicação.

Ou seja, quanto maior o prazo de vencimento e mais tempo você estiver nessa aplicação,
menos impostos você paga e mais rendimento pode obter.

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O que são Títulos Públicos ou Títulos do Tesouro?

São títulos de dívidas emitidos pelo Governo para financiar seu déficit público (gasta mais do
que arrecada) e refinanciar sua dívida. Como sabemos, a máquina pública mais do que
arrecada e precisa emitir dívida para se financiar. Quando você compra um título público,
você automaticamente está financiando (emprestando dinheiro) o governo para expandir
seus gastos, tais como educação, saúde, infraestrutura, orçamento, etc.

Esse é considerado o investimento mais seguro, ou risco zero, uma vez que todos os recursos
independentemente do valor são garantidos pelo governo. São títulos de altíssima liquidez,
o que permite maior segurança na hora de comprar e vender a qualquer momento.

Em 2002, o governo lançou o programa Tesouro Direto, onde pessoas físicas podem comprar
títulos direto, através de uma corretora credenciada ou banco a partir de R$30,00. Essa foi
uma medida para popularizar esses títulos, antes restritos a investidores institucionais que
participaram dos leilões para repassar aos investidores.

O valor máximo para adquirir por esse programa é de R$1 milhão por mês. Se o valor for
superior, o investidor poderá esperar o próximo mês, ou terá que fazer uma mesa (broker)
de títulos públicos na corretora.

O rendimento prefixado (juro anual definido), atrelado à variação da Selic (taxa de juros da
economia) ou atrelado ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, considerado a
inflação do país).

O pagamento do investimento e da valorização ocorre no vencimento do título ou na


venda antecipada do papel.

Na venda antecipada, os títulos atrelados à inflação e prefixados sofrem com a chamada


“marcação de mercado”, ou seja, podem apresentar volatilidade ao longo da aplicação para
a negociação antes do vencimento.

Os títulos podem ter longo prazo, o qual pode chegar a algumas décadas.

Nesses papéis, a garantia de segurança do crédito é oferecida pelo Governo Federal, que
se compromete em pagar o valor dos títulos do Tesouro Direto.

Para entender melhor é preciso antes conhecer o significado de duas siglas da economia que
ajudam muito a entender a rentabilidade da Renda Fixa.

IPCA: É o Índice de Preços ao Consumidor Amplo. Trata-se da inflação oficial do país, um


patamar básico de investimento. A partir do momento em que o investimento apresenta um
rendimento maior que o dela, é que você obtém um ganho real. Ou seja, quando você faz
um investimento, o ganho real é a diferença entre os juros que recebeu de capitalização
(valorização) do investimento, menos a capitalização da inflação no mesmo período.

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Exemplo: Você investiu R$1.000,00 e conseguiu uma rentabilidade no período de 12 meses
de 8% ou R$80,00. Esse é seu ganho bruto. Se a inflação foi de 4% no período, você teve
um ganho de R$40,00 (80-40).

Selic: Como dito anteriormente, Selic é o Sistema de Liquidação e Custódia. É a taxa de


juros básica do país, estipulada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM)
para controlar o crédito e a inflação. A taxa impacta diretamente nos juros da Renda Fixa, já
que, na prática, representa o que o Governo Federal topa pagar pela dívida dele, da qual
depende o Sistema Financeiro Nacional.

No Brasil, o órgão responsável pela administração e planejamento da dívida mobiliária interna


e pela emissão de títulos públicos é a Secretaria do Tesouro Nacional, a qual pertence
ao Ministério da Fazenda e foi criada em 1986.

O Papel do Banco Central (BACEN)

Após a emissão dos títulos pelo Tesouro Nacional, o BACEN executa a política monetária via
as operações de compra e venda desses títulos no “mercado aberto” (open market).

Na política monetária o Banco Central regula a quantidade de moeda disponível em um país.

Curiosidade importante: Se o BACEN compra títulos públicos, ele entrega dinheiro em


troca de títulos, favorecendo um aumento na inflação. Já se o Bacen vende títulos, então
ele entrega títulos e recebe dinheiro, induzindo a uma redução na inflação.

Tipos de Títulos Públicos

Título Público é investimento da categoria “Renda Fixa”. Isso quer dizer, conforme já falamos
anteriormente, que sua rentabilidade pode ser definida no momento da compra. A
rentabilidade dos títulos públicos pode ser pré-fixada ou atrelada às oscilações de algum
indicador, como a Selic ou o IPCA.

Porém, para garantir a rentabilidade é preciso que o investidor permaneça posicionado no


título até o vencimento. Caso contrário, o preço do título pode sofrer oscilações de mercado,
fazendo com que a rentabilidade não seja garantida ao investidor.

Há três tipos de títulos públicos, de acordo com sua rentabilidade: a prefixada (juro anual
predefinido); a vinculada ao IPCA (paga a variação da inflação oficial e mais um juro
prefixado) e a atrelada à Taxa Selic (que paga essa taxa mais um juro mínimo)

Veja a seguir os tipos de títulos públicos existentes:

● TESOURO SELIC (Ex-LFT)


Como é determinada a rentabilidade: taxa de juros baseada somente na SELIC.

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O título paga ao investidor: no vencimento, só é possível resgatar antes, sem
perder a rentabilidade.
Indicado para: quem que está montando uma reserva de segurança, investidores
de curto e médio prazo e para quem aposta na alta da SELIC.

● TESOURO IPCA + (Ex-NTN-B Principal)


Como é determinada a rentabilidade: variação do IPCA (inflação) + taxa de juros
determinada.
O título paga ao investidor: apenas no vencimento.
Indicado para: quem deseja se proteger das variações da inflação, garantindo um
juro real. O investidor não perderá seu poder de compra.

● TESOURO IPCA + JUROS SEMESTRAIS (Ex-NTN-B)


Como é determinada a rentabilidade: variação do IPCA (inflação) + taxa de juros
determinada.
O título paga ao investidor: paga os juros a cada 6 meses e no vencimento todo
o valor investido corrigido pela inflação.
Indicado para: quem quer viver de renda! Pois o investidor tem liberdade de gastar
como quiser os juros que recebe a cada seis meses.

● TESOURO PREFIXADO (Ex-LTN)


Como é determinada a rentabilidade: taxa de juros baseada, entre outros
fatores, pela SELIC e pela expectativa do mercado.
O título paga ao investidor: só no vencimento.
Indicado para: quem está acumulando recursos, e aposta na queda da SELIC.

● TESOURO PREFIXADO COM JUROS SEMESTRAIS (Ex-NTN-F)


Como é determinada a rentabilidade: taxa de juros baseada, entre outros
fatores, pela SELIC e pela expectativa do mercado.
O título paga ao investidor: paga os juros a cada 6 meses e no vencimento paga
o valor investido
Indicado para: quem quer viver de renda e aposta na redução da taxa de juros.]

Títulos Públicos Para Cada Momento da Sua Vida

É importante o investidor escolher o tipo ideal de título público para cada momento da sua
vida. Dependendo dos objetivos do investidor, alguns tipos de títulos públicos são mais
recomendados do que outros em função da sua característica. Abaixo estão os tipos de títulos
públicos mais indicados para quem quer acumular renda, manter o patrimônio ou viver de
renda de acordo com o site do tesouro direto.

● Acumulação
Tesouro IPCA+
Tesouro Prefixado
Tesouro Selic

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● Manutenção
Tesouro Selic
Tesouro IPCA +

● Viver de Renda
Tesouro IPCA+ com juros semestrais
Tesouro Prefixado com juros semestrais

Os preços e taxas sofrem variações ao longo do tempo?

Sim e muito. Há grande volatilidade nos títulos de renda fixa, principalmente em função da
indexação aos juros futuros. O aumento ou diminuição estão ligados a diversos fatores, que
podem ser desde a inflação e PIB (produto interno bruto, mede a riqueza produzida no país)
a choques e crises externas.

As variações nas taxas de juros, política monetária, fiscal e cambial também influenciam na
precificação. Com isso acontece de surgir grandes simetrias e altas rentabilidades para os
mais malicia nesse mercado, podendo conceder rentabilidades maiores do que as
rentabilidades no mercado de capitais.

Tributação

O Tesouro Direto sofre a mesma tributação da maioria de aplicações da renda fixa: IOF,
para investimentos inferiores a 30 dias, e Imposto de Renda, cuja alíquota se reduz ao longo
do tempo.

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um tributo que pode ser muito alto, cuja
alíquota se reduz conforme o tempo de aplicação, de um a 29 dias. Após 30 dias não há
incidência de IOF.

Para que serve a Taxa Selic e como impacta a economia?

A Selic é um dos elementos centrais da estratégia de política monetária no Brasil, que está
baseada em um sistema de metas de inflação. Criado em 1999, ele estabelece o compromisso
do país em acatar critérios para manter a inflação dentro de uma faixa fixada regularmente
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), composto pelos ministros e o presidente do Banco
Central. O objetivo é assegurar a estabilidade da economia e evitar descontroles de preço
como os que o país já viveu no passado, e, por consequência, diminuem o poder de compra
da moeda.

A meta de inflação no Brasil começou em 8%, com um limite de variação de dois pontos
percentuais para cima ou para baixo. Caiu ao longo do tempo e se manteve em 4,5% ao ano

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por quase 15 anos. Em 2020, a meta era 4% ao ano, com um intervalo de tolerância de 1,5
ponto percentual para cima ou para baixo. Significa que a meta é considerada cumprida se
a inflação acumulada no ano ficar na faixa de 2,5% a 5,5%.

O que o governo faz para tentar manter a inflação nesse patamar? A principal estratégia de
política monetária é influenciar a quantidade de dinheiro que circula na economia. Não é
difícil entender a lógica: quanto mais recursos estiverem disponíveis, maior a tendência de
as pessoas consumirem. E quando elas aumentam a demanda por produtos e serviços, é
natural que os preços subam. O contrário também é verdadeiro.

É aí que entra a Selic. Ela é a principal ferramenta que o Banco Central usa para controlar o
volume de recursos em circulação. Por isso, quando a economia está aquecida e os preços
começam a subir a ponto de minar a meta de inflação, a Selic é elevada. Com juros mais
altos, fica mais caro tomar crédito – e não só para os consumidores, como também para as
empresas e o próprio governo. Isso desestimula o consumo e ajuda a controlar os preços.

A medida oposta é tomada em períodos em que a inflação está controlada ou abaixo da


meta. Quando há espaço, a Selic diminui, o que incentiva a compra e ajuda a aquecer a
economia.

Assim, resumindo os principais efeitos da Selic no dia a dia dos brasileiros, temos:

● Impacto no crédito:
A taxa Selic é uma referência para o custo das linhas de crédito em geral. Quando
ela está alta, existe a tendência de que empréstimos e financiamentos fiquem
mais caros– ou seja, os bancos e outras instituições financeiras cobram juros mais
altos nessas operações. Já quando a Selic diminui, acontece o movimento contrário:
os juros do crédito ficam mais baratos.

● Impacto no consumo:
Crédito e consumo andam lado a lado. Quando os empréstimos e financiamentos
ficam mais caros, naturalmente o nível de consumo tende a diminuir, já que o
custo dos produtos e serviços aumenta também. Por isso, a tendência é de que uma
elevação da Selic cause uma redução das compras. Na situação oposta – quando a
Selic cai – o consumo costuma aumentar.

● Impacto nos investimentos:


De modo geral, uma elevação da Selic beneficia os investimentos de renda fixa, que
oferecem uma remuneração baseada em juros. É o caso dos títulos públicos do
governo federal, dos tradicionais CDBs emitidos pelos bancos, das letras de crédito,
das debêntures, entre outras opções. Todos esses papéis tendem a ter uma
rentabilidade maior em tempos de Selic em alta. Do mesmo jeito, quando a taxa é
reduzida, o mesmo acontece com o retorno deles.

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Quando e como é definida a Selic?

A taxa Selic “meta” é definida e anunciada pelo Comitê de Política Econômica (Copom),
um órgão do Banco Central formado pelo seu presidente e por alguns diretores. Ela
representa o alvo perseguido pela instituição para a Selic “efetiva”. Isso significa que o BC
pode usar suas ferramentas – que basicamente são as negociações de títulos públicos – para
conduzir a taxa efetiva o mais perto possível da taxa meta.

O Copom se reúne a cada 45 dias para decidir que Selic “meta” vai vigorar no próximo mês
e meio. As reuniões seguem um calendário definido no ano anterior e, em geral, duram dois
dias. Normalmente, segundo o Banco Central, em cada um desses encontros os participantes
assistem a apresentações técnicas, discutem sobre as perspectivas para a economia brasileira
e também global, avaliam as condições de liquidez e ainda, o comportamento dos mercados.

Os membros do Copom votam sobre os rumos da Selic “meta” somente depois de receber e
analisar todas essas informações, além de considerar os principais riscos e potencialidades
do cenário macroeconômico à frente. A decisão do Copom é divulgada no mesmo dia, por
meio de um comunicado distribuído pela internet.

O que é a Ata do Copom e por que é importante?

Embora o público saiba de imediato qual foi a decisão do Copom sobre a direção da Taxa de
Juros, sempre que uma reunião acontece, o detalhamento das razões só é conhecido mais
tarde. Mais precisamente, seis dias úteis depois, quando é publicada a ata da reunião.
Tradicionalmente, o Copom se reúne entre terça e quarta-feira de uma semana, e o
documento final sai uma semana depois.

Mas por que a ata do Copom é tratada com tanta seriedade? Porque ela é um importante
canal de comunicação do Banco Central com a sociedade – especialmente com o mercado e
os agentes econômicos. Quanto mais transparente o órgão for, mais ajustadas estarão as
expectativas do público quanto às suas decisões.

A confiança que a comunicação clara e constante gera na sociedade é importante para o


funcionamento do sistema de metas de inflação. Se um comerciante confia que o IPCA e a
Taxa Selic permanecerão no nível estabelecido pelo governo, ele se sentirá mais confortável
para tomar suas próprias decisões.

Pode pegar um empréstimo para investir na melhoria do seu estabelecimento sem medo de
que os juros aumentem no mês seguinte. Também pode ficar comprar (ou não) estoques,
porque consegue projetar o nível de demanda que terá dali para frente. O que importa para
os agentes econômicos é não serem pegos de surpresa pela condução da política monetária.

Por isso, na ata, o Copom explica e contextualiza sua decisão sobre a Selic. Geralmente, ela
apresenta uma análise da evolução recente e também as perspectivas para a economia
brasileira. São consideradas ainda as perspectivas para a economia global. Enquanto o

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comunicado sobre os resultados da reunião costuma ser um texto curto, de um ou dois
parágrafos, a ata é um documento mais robusto – em geral, com duas ou três páginas de
detalhamentos.

Com esse mesmo objetivo, o Banco Central publica ainda outros documentos periódicos que
orientam o mercado sobre suas expectativas e decisões futuras. Um deles é o Relatório de
Inflação, um documento bem detalhado em que apresenta suas projeções para a inflação
diante do cenário atual e considerando eventuais mudanças de perspectivas.

O que faz a Selic subir e cair?

Na prática, depois de estabelecer uma meta para a Taxa de Juros, o Banco Central precisa
proceder de uma determinada forma para que a taxa efetiva se mantenha naquela
porcentagem. Não basta o anúncio – por si só, ele não garante que os juros permaneçam no
nível esperado.

A atuação do Banco Central acontece no que se chama de “mercado aberto”. Basicamente,


o que ele faz é comprar e vender títulos públicos federais, todos os dias, aumentando ou
diminuindo a oferta deles, de modo que a manter os juros próximos do valor definido pelo
Copom.

Suponha que em uma determinada reunião foi decidido que a Selic deve subir. Para conduzir
esse movimento altista nos juros, o Banco Central procura vender mais títulos públicos às
instituições financeiras. Para que sejam atraentes, eles precisam ser negociados a um preço
mais baixo, o que implica em oferecer uma remuneração maior. Isso repercute nas taxas de
juros praticadas pelas próprias instituições financeiras, pois só será interessante para elas
realizar outras operações de crédito – em vez de manter o dinheiro aplicado nos títulos
públicos vendidos pelo Banco Central – se as taxas também forem maiores.

Para pressionar a Selic a um nível mais baixo, o Banco Central faz o contrário. Em vez de
vender, ele procura comprar títulos públicos que as instituições financeiras já tenham na sua
carteira. Para que, de fato, os bancos tenham interesse em vender seus papéis de volta para
o Banco Central, é preciso que haja negociação a um preço mais alto, o que tende a
“empurrar” a remuneração geral dos títulos públicos para baixo.

Como analisar cada cenário?

Como já dissemos, os movimentos da Selic têm impacto sobre a remuneração que os


investidores encontram nas aplicações financeiras de modo geral.

Em alguns casos, o impacto é imediato. É o caso dos investimentos de renda fixa. Esses
papéis, na prática, representam títulos de crédito. Assim, quando você compra um CDB de
um banco, na verdade “empresta” dinheiro a ele, por um determinado prazo, em troca de
uma remuneração – ou seja, juros.

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A taxa oferecida nesse caso, e em todas as outras aplicações do tipo, sofre a influência do
aumento ou da redução da Selic, que é referência para o sistema financeiro como um todo.

Ainda mais direto é o impacto nos títulos públicos negociados no Tesouro Direto. A
remuneração do título Tesouro Selic, por exemplo, é a própria taxa Selic (em algumas épocas
com um pequeno deságio, em outras com algum adicional). Se os juros básicos sobem ou
descem, a rentabilidade desses papéis reflete o movimento na hora.

Por isso, de maneira geral, períodos em que a Selic está em alta costumam ser mais
favoráveis para os investimentos de renda fixa do que as épocas em que a taxa está em
queda. Como no país os juros se mantiveram muito altos durante anos, os brasileiros se
acostumaram a ter bons retornos com esse tipo de papel.

Dizemos que a Selic alta “costuma” ser favorável à renda fixa por uma razão. Se os juros
estiverem altos, mas a inflação também, a rentabilidade real será pequena. Ela corresponde
ao retorno obtido com uma aplicação, descontada a inflação. É, na prática, quanto o
investidor ganha de fato. Se, em dado momento, a Selic estiver em – digamos – 10% ao ano
e a inflação a 7%, a rentabilidade real será de aproximadamente 3%. Mas se os juros caírem
para 6% anuais e a inflação, para 1%, o investidor terá um retorno real maior: de 5%.

Já quando observamos outros tipos de investimentos, como os de renda variável, a análise


é diferente. Ativos como as ações negociadas na bolsa de valores sofrem um impacto menos
agressivo nos movimentos da Selic. E isso por algumas razões:

Uma Selic mais baixa costuma impulsionar o consumo.

Se as pessoas consomem mais, as empresas tendem a vender mais os seus produtos. Com
resultados melhores, as ações dessas companhias tendem a distribuir mais dividendos e
também a se valorizar. Já quando a Selic aumenta, a atividade econômica em geral acaba
arrefecendo, assim como os resultados das empresas.

Ao mesmo tempo em que estimula o consumo, os juros baixos reduzem o custo do


crédito para as companhias. Isso facilita investimentos, por exemplo, na expansão das
instalações ou outros projetos que as permitam crescer. Empresas que crescem tendem a
apresentar melhores resultados, o que, novamente, beneficia suas ações. Se, por outro lado,
a Selic aumentar, todo esse movimento fica prejudicado.

Resumindo: em linhas gerais, em períodos de Selic elevada os investimentos de renda fixa


podem se tornar opções mais atraentes, enquanto em épocas de juros baixos a renda variável
tende a oferecer melhores retornos.

Qual é a relação entre CDI e Selic?

Quem já investe está habituado a ouvir falar da Selic e também da taxa do CDI com
frequência. Ambas são importantes referências para a rentabilidade das aplicações

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financeiras. Normalmente, elas caminham muito próximas: a diferença porcentual entre as
duas costuma ser muito pequena. Mas em que elas são distintas?

Como explicamos no início deste guia, a Selic representa a taxa média dos empréstimos
feitos entre bancos tendo títulos públicos federais como garantia, e registrados no Sistema
Especial de Liquidação e Custódia. Todo esse mecanismo tem como objetivo conduzir a
política monetária do país em busca da estabilidade da economia.

A taxa do CDI, por sua vez, tem outra origem. CDI significa Certificado de Depósito
Interbancário, que representa empréstimos realizados entre instituições financeiras com seus
próprios recursos. Os bancos realizam essas operações porque, pela lei, precisam encerrar
todos os dias com os balanços nivelados – ou seja, se tiveram desembolsos de dinheiro de
um lado, têm de buscar recursos para cobri-los de outro. Muitas vezes, a maneira que
encontram para buscar esses recursos é tomá-los emprestados de outras instituições
financeiras.

Esses empréstimos também são de curtíssimo prazo, mas ao contrário das operações que
dão origem à Selic, são registrados em outro sistema: o da Cetip, incorporada à B3 – a bolsa
brasileira – em 2017.

Calendário de reuniões do Copom

O Copom tem uma reunião45 dias dividida em duas sessões: a primeira reservada para
apresentações técnicas e a segunda para decisões das diretrizes de política monetária.

A divulgação das decisões do Copom é realizada na segunda sessão, a partir das 18h30,
imediatamente após o seu término. Já as atas da reunião do Copom são divulgadas às 8h da
terça-feira seguinte ao término da reunião.

Conclusão

No Brasil e no mundo o mercado de renda fixa é um dos mais importantes no mercado


financeiro, uma vez que proporciona aos investidores correr riscos mais “previsíveis” do que
montar o próprio negócio. Esse mercado proporciona financiamento adequado a empresas,
governos e instituições financeiras para que possam expandir suas atividades, tendo também
a segurança e controle sobre os custos pagos de juros aos investidores.

Para o investidor os títulos públicos e privados são altamente propícios para diversificação
da rentabilidade, melhor controle de alocação e oportunidade sem igual.

Em grandes crises esses tipos de títulos podem apresentar excelentes oportunidades,


principalmente em relação a distorção de preços gerada por falta de liquidez. O investidor
atento, pode aproveitar para ajustar e equilibrar sua carteira nessas oportunidades.

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O que é Mercado Financeiro?

O Mercado financeiro, em economia e finanças, é como se denomina todo o universo que


envolve as operações de negociação de ativos financeiros, como por exemplo, os valores
mobiliários (ações, opções, títulos de dívida, etc.), mercadorias (commodities) e câmbio.

Mercado financeiro é o ambiente onde todos os tipos de negócios financeiros ocorrem.

No mercado financeiro é onde os compradores e vendedores se “encontram” em ambiente


regulado (para se ter segurança jurídica) para realizar seus negócios. Nesse tipo de ambiente
os negócios são potencializados exponencialmente principalmente pela transparência,
segurança e por ser um “ponto” de encontro para esses negócios.

Economistas como o americano Milton Friedman e Friedrich Hayek, ambos ganhadores do


Prêmio Nobel de economia, afirmam que este setor é um dos principais responsáveis por
potencializar o crescimento econômico, gerando consequente desenvolvimento humano e,
portanto, aumentando a qualidade de vida e o bem-estar da sociedade.

Os mercados financeiros permitem:

● Levantar (arrecadar) capital no mercado de capitais;

● Utilizar instrumentos financeiros para proteção de capital ou alavancagem em


moedas, commodities, opções, contratos futuros.

Uma curiosidade para se aprofundar no tema, é que, encontramos em matemática financeira,


o conceito de um mercado financeiro é definido como um “processo estocástico de
movimento Browniano em tempo contínuo”.

Segundo ainda nossos estudos, processo estocástico é uma família de variáveis


aleatórias representando a evolução de um sistema de valores com o tempo. É a
contraparte probabilística de um processo determinístico.

Ao invés de um processo que possui um único modo de evoluir, como nas soluções de
equações diferenciais ordinárias, por exemplo, em um processo estocástico há uma
indeterminação: mesmo que se conheça a condição inicial, existem várias, por vezes infinitas,
direções nas quais o processo pode evoluir.

Ou seja, apesar da grande volatilidade, é possível determinar dentro das probabilidades a


direção que um ativo pode tomar com o tempo.

Já o movimento browniano segundo nossas pesquisas, é um dos mais simples processos da


estocástica (ou probabilística) de tempo contínuo, e é um limite de ambos os processos mais
simples e mais dificultosos estocásticos (veja passeio aleatório e teorema de Donsker).

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Esta universalidade está intimamente relacionada com a universalidade da distribuição
normal. Em ambos os casos, é muitas vezes a conveniência matemática, em vez da exatidão
dos modelos, que motiva o seu uso.

Mas o que isso tem a ver com mercado financeiro? Tudo. Os movimentos muitas vezes
parecem aleatórios e completamente difíceis de entender, mas as noções de matemática
podem ajudar a explicar um pouco mais sobre esses tipos de movimentos.

Dentro do Mercado de Financeiro, podemos ter as seguintes subdivisões:

Mercado de Capitais: é um sistema de distribuição de valores mobiliários que proporciona


liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabiliza o processo de capitalização. É
constituído pelas bolsas de valores, corretoras e outras instituições financeiras autorizadas.

Os principais títulos negociados (título mobiliário) representam o capital social das empresas,
representados em suas ações ou ainda empréstimos tomados pelas empresas no mercado,
representado por debêntures que são conversíveis em ações, bônus de subscrição e outros
papéis mercatórios. Esta constituição permite o fluxo de capital e custeia o avanço
econômico.

No mercado de capitais, ainda podem ser negociados os direitos e recibos de subscrição de


valores mobiliários, certificados de depósitos de ações e outros derivativos autorizados à
negociação.

A importância desse mercado é atrair a recursos financeiros dos investidores da Renda Fixa
para as empresas (comércio, indústria, serviços) para que elas possam se desenvolver cada
vez mais.

Nos países desenvolvidos, como EUA, China, Canadá, esse mercado é muito desenvolvido,
atraindo um percentual grande da população (mais de 50% em alguns países), fortalecendo
e acelerando o desenvolvimento privado e melhorando a qualidade de vida das pessoas.

Mercado de crédito: é o sistema financeiro onde ocorre o processo de concessão e tomada


de crédito.

O mercado de crédito envolve duas partes, uma credora e outra devedora, que normalmente
estabelecem uma relação contratual entre si, podendo ser formal ou informal. Esta situação
sugere que uma das partes, a credora conceda liquidez à outra, mediante um prêmio de
liquidez ou de risco, comumente intitulado de juros. Nesta relação a parte credora oferece
um bem à parte devedora, que na sociedade capitalista é a moeda fiduciária ou escritural.

Segundo o novo dicionário Aurélio, crédito é definido como cessão de mercadoria, serviço ou
importância em dinheiro, para pagamento futuro. Assim sendo, ao dispormos a terceiro uma
certa mercadoria, diante do compromisso, formal (contrato) ou informal, de reembolso no
futuro, estamos vendendo a crédito. Quando dispomos a terceiro uma importância em

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dinheiro mediante o compromisso, formal ou informal, de pagamento no futuro, estamos
emprestando a crédito.

Esse Mercado serve de alavancagem para a maioria das economias desenvolvidas do mundo.

No sistema capitalista, os principais agentes de concessão de crédito são as instituições


financeiras, embora existam vários outros agentes, como as empresas para seus clientes e
as pessoas físicas para seus familiares e amigos. As instituições financeiras são os principais
agentes pela sua capacidade de arregimentar recursos, e pelo grau de especialização que
alcançam no processo de emprestar e principalmente receber seus empréstimos.

Existem muitas modalidades de crédito disponíveis ao consumidor atualmente, as principais


são: cheque especial, empréstimo pessoal, cartão de crédito, crédito direto ao consumidor
(CDC), crédito habitacional, crédito consignado, leasing.

Mercado de câmbio: é onde são negociadas as trocas de moedas estrangeiras (dólar, euro,
yuan, etc.).

Mercado monetário: é um componente do mercado financeiro, relativo à concessão de


empréstimos no curto prazo, com vencimento inicial de um ano ou menos. A negociação nos
mercados monetários envolve títulos do Tesouro, papel comercial, aceitação dos banqueiros,
certificados de depósito, dos fundos do banco central e hipotecas de curto prazo.

Ou seja, o mercado monetário é utilizado para a realização de financiamento de curto ou


curtíssimo prazo, como os bilhetes de tesouro nacional, e o papel comercial. Sendo os títulos
públicos os papéis mais negociados. Geralmente são transações:

● Do Banco Central vendendo títulos do Tesouro às instituições financeiras,


retirando moeda do mercado e diminuindo a liquidez geral;

● Do Banco Central comprando títulos do Tesouro às instituições financeiras,


injetando moeda no mercado e aumentando a liquidez geral;

● Entre instituições financeiras para ajustes internos de liquidez.

Organização do Mercado Financeiro no Brasil

Sobre esse assunto, trazemos o estudo e artigo publicado dos brilhantes Guilherme Binato
Villela Pedras e da Helena Mulim Venceslau, que, de forma muito clara e objetiva, faz um
estudo aprofundado de toda a estrutura brasileira.

No Brasil, há diversas instituições privadas e públicas, responsáveis pela estruturação e


gerenciamento da dívida pública brasileira, o que acarreta o bom funcionamento do Sistema
Financeiro Nacional. De acordo com os autores, “os normativos que regulam as instituições

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participantes do sistema definem os possíveis caminhos dos recursos financeiros e a maneira
como eles devem ser aplicados”.

Entre as Instituições Normativas, podemos citar:

● Conselho Monetário Nacional (CMN);


● Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP);
● Conselho de Gestão da Previdência Complementar (CGPC).

Os órgãos normativos, como o próprio nome diz, têm a função de criar normas sobre as
atividades realizadas dos seus subalternos. Essas regras, em geral, são criadas entre os
órgãos reguladores e são aprovadas pelos órgãos normativos.

Por exemplo: o Banco Central do Brasil (BC) ou a Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
precisam estar no âmbito da CMN para propor uma regulamentação necessária para o
funcionamento das entidades financeiras. Somente assim, ela é aprovada e executada.

O CMN é responsável pelas instituições financeiras que estão sob a regulação e fiscalização
do Banco Central e CVM. O CNSP cuida das entidades abertas de Previdência Privada,
companhias seguradoras e resseguradoras. Já o Conselho de Gestão da Previdência
Complementar (CGPC), cuida das diretrizes da regulação e fiscalização das entidades
fechadas de previdência complementar.

Todas as instituições participantes do Mercado financeiro estão sujeitas às


normas estabelecidas pelos órgãos normativos.

Órgãos Reguladores

A função das instituições reguladoras é regulamentar as regras decretadas pelas instituições


normativas, bem como sugerir a adoção de certos comportamentos para melhor
funcionamento das entidades participantes do Mercado Financeiro.

A boa comunicação entre esses órgãos é de total importância, visto que, o Tesouro Nacional
vende títulos da dívida pública em um mercado em que os participantes são coordenados
por diferentes instituições. Essa comunicação visa o desenvolvimento e a segurança do
mercado, e ainda, estejam de acordo com o financiamento da dívida doméstica.

As instituições reguladoras são divididas em:

Intermediários Financeiros:

● Banco Central (BC);


● Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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Instituição Fechada de Previdência Privada e/ou Fundo de Pensão:

● Secretaria de Previdência Complementar (SPC).

Seguros, Capitalização e Entidades de Previdência Aberta:

● Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Regime Geral de Previdência Social e Regime Próprio de Previdência:

● Secretaria de Políticas de Previdência Social (SPS).

Normas de Resseguro:

● Instituto de Resseguros do Brasil (IRB).

A Receita Federal emite ordens tributárias que influenciam as decisões dos agentes
econômicos no mercado financeiro. No entanto, ela não é considerada um órgão regulador.

Esses órgãos estabelecem diversas regras relativas a diversas ações das instituições
financeiras. Ao definirem a estrutura de investimentos possíveis para os diferentes tipos de
ativos disponíveis no Mercado Financeiro brasileiro, são capazes de influenciar quais ativos
serão mais demandados para cada segmento de gestão de recursos de terceiros.

O Banco Central regula e estabelece normas para o Sistema Financeiro, influenciando o tipo
e a quantidade de ativos que as instituições podem investir seus recursos. Os Fundos de
Investimento (FI) são regulamentados pela CVM, que define as modalidades de fundos e a
limitação para os muitos ativos em que cada fundo pode aplicar seus recursos. São nesses
fundos que se encontra a maior parte dos recursos da poupança doméstica. Além disso, são
uma ótima opção para quem tem pouco capital para investir e/ou diversificar seu portfólio.
A SPC define os limites de investimento dos fundos de pensão em geral. A SPS regula os
fundos de pensão dos servidores dos estados e dos municípios. E a Susep, define os limites
das instituições seguradoras e de previdência privada aberta.

Nosso Mercado doméstico oferece ativos com muita liquidez, tanto na Renda Fixa quanto na
Renda Variável. Para investimentos em Renda Fixa, temos títulos privados e públicos. Esse
último, é considerado um ativo livre do risco de crédito. Com isso, as restrições de aplicação
são bem menores do que para os ativos privados.

O BC controla os limites de riscos aos quais uma instituição pode ficar exposta, incluindo os
limites relativos ao risco de mercado e risco de volatilidade das taxas de juros (VaR). Essas
causam impacto direto na posição dos bancos e outros participantes quanto à aplicabilidade
em ativos prefixados. Nesse ponto, é necessário que os gestores da Dívida Pública Federal
recebam mais atenção, pois, embora seja preciso que esses limites sejam compatíveis com

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as regras de risco, eles não podem ser tão restritivos a ponto de impedir a venda de títulos
em linha de médio e longo prazos.

Algumas ações do Tesouro Nacional em parceria com a Receita Federal trouxeram mudanças
em regras de tributação, o que provocou uma nova cultura no mercado de títulos públicos.
A decisão da alíquota decrescente do imposto de renda em cima do ganho com títulos de
renda fixa, contrária ao prazo da aplicação é um exemplo disso. Nesta tributação, temos os
seguintes valores:

● Para investimentos com prazo de até 180 dias, aplica-se a alíquota de 22,5%;
● Para investimentos com prazo de 181 a 360 dias, 20%;
● Para investimentos entre 361 e 720 dias de aplicação, a alíquota é de 17,5%;
● Investimentos acima de 720 dias, aplica-se 15%.

Outra alteração significativa, foi a isenção de pagamento de imposto de renda sobre os


ganhos em títulos públicos federais para os investidores não residentes. Esses são
investidores que apresentam perfil de longo prazo e acabam tendo que enfrentar duas
taxações, a do Brasil e de seu próprio país. Com essa isenção, os títulos brasileiros ficaram
mais atrativos aos estrangeiros, o que gerou alongamento da dívida e redução de custo.

Intermediários e Investidores

Os Títulos Públicos são vendidos no Mercado Primário para instituições que possuem reserva
bancária; bem como aquelas que têm autorização da Selic para participar dos leilões por
meio de subcontas de reserva bancária das instituições financeiras. Esses bancos atuam
como agentes de negócios para os clientes. No mercado secundário, são essas instituições
que distribuem esses títulos têm a responsabilidade de disponibilizar os preços e as cotações
e intermediar as operações.

Intermediários: De modo geral, os intermediários são os bancos e as


corretoras/distribuidoras de Valores Monetários, que participam do Mercado Primário e
Secundário. As chamadas “Instituições Dealers”, são classificadas em dois grupos muito
distintos. Um é levando em consideração a participação da instituição nas compras primárias
e o outro classifica de acordo com a participação no Mercado Secundário.

Esses critérios de definição e escolha de instituições Dealers, são estabelecidos por meio dos
Atos Normativos do Tesouro Nacional e do Banco Central, onde se sabe os direitos e deveres.
Os Dealers primários têm direcionamento a emissão primárias dos títulos, enquanto os
Dealers especializados ficam com a responsabilidade de girar alguns títulos no mercado
secundário, fornecendo liquidez e mostrando o preço dos ativos. O Tesouro Nacional consulta
essa instituição com regularidade, para assim, poder definir os lotes de títulos que serão
ofertados em leilão. Com isso, é possível saber como anda a demanda por esses títulos
semanalmente. Esses dois grupos de estão continuamente repassando essa informação
sobre as taxas dos títulos no mercado secundário, que são tão importantes quanto a definição
do preço dos títulos oferecidos no Programa Tesouro Direto.

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No Brasil existem 156 bancos, dos quais 136 são bancos múltiplos e 20 estão divididos entre
bancos comerciais nacionais e filiais de bancos estrangeiros; 107 corretoras de títulos e
valores mobiliários e 133 distribuidoras de valores mobiliários.

Os intermediários são fundamentais para a boa distribuição e apreçamento dos ativos no


mercado financeiro, visto que, são eles que encontram as necessidades dos investidores e
atendem isso através do Mercado Secundário. Além disso, são responsáveis por repassar ao
Tesouro Nacional a demanda por títulos, a aceitabilidade de determinado título ou prazo que
ainda não esteja sendo atendido pelo Tesouro Nacional.

Investidores: Os clientes mais relevantes de títulos públicos no mercado doméstico são:

● Fundos de Investimento (FI);


● Bancos;
● Fundos de Pensão (EFPC);
● Companhias Seguradoras;
● Investidores Não Residentes.

Fundos de Investimento: os FI são regulados pela CVM e apresentam as seguintes


características:

● Curto Prazo;
● Referenciado;
● Renda Fixa;
● Ações;
● Cambial;
● Dívida Externa;
● Multimercado.

Esses fundos podem até ter a classificação para longo prazo, desde que atendam as
condições para obter os benefícios da tributação decrescente de imposto de renda.

Aplicações em títulos públicos tem um peso de 50% do montante total de recursos em


Fundos de Investimento, divididos em muitos tipos de fundos. É a maior categoria que
investe em títulos do governo federal.

Bancos: Esses têm uma característica que os difere dos FIs. Os bancos são mais ágeis e
estão sempre à procura de oportunidades para arbitrar entre os ativos variados, atentos ao
movimento do mercado. Em sua carteira de títulos, aqueles prefixados têm maior
participação. Os bancos se apresentam como parceiros do Tesouro Nacional, tanto para que
haja o entendimento das demandas, quanto no papel de auxílio na divulgação das estratégias
de emissão.

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Fundos de Pensão: os EFPC são incumbidos pelo gerenciamento dos recursos da
previdência complementar de funcionários de empresas (públicas e privadas) e funcionários
públicos estaduais e municipais e ficam sob a regulamentação das SPSs e SPCs. Esses
recursos têm como características o longo prazo e a vinculação de tempo que cada integrante
contribui e o momento em que decide se aposentar e passa a receber a aplicação. Devido à
natureza passiva, essas entidades são demandantes dos títulos públicos de longo prazo,
especialmente aqueles indexados a índices de inflação.

No nosso país, existem dois tipos distintos de Fundos de Pensão em termos de prazo médio
de aplicação:

● Contribuintes em fase de saques;


● Contribuintes em fase de formação.

O segundo grupo são os principais investidores no longo prazo em títulos atrelados ao IPCA
com vencimento em 2045.

Companhias Seguradoras: Essas companhias compõem um grupo de pessoas jurídicas


fora do setor financeiro e podem participar dos leilões por meio de conta de sub custódia no
Selic, podendo assim, gerenciar sua própria carteira sem precisar de um intermediário.

Investidores Não Residentes: Eles são os principais clientes requerentes de títulos


prefixados a longo prazo. “A presença desses investidores no Brasil auxilia no alongamento
do prazo da dívida, por apresentarem perfil de aplicação de prazo mais longo e, assim,
auxiliarem na mudança da cultura de aplicação de curto prazo”.

Entidades de Classes

As entidades de classes reúnem os participantes do mercado de títulos públicos e facilitam a


discussão entre Tesouro Nacional, intermediários e clientes. São importantes parceiros na
divulgação de temas referentes à dívida pública e auxiliam na mudança de cultura dos
investidores. Assim, são responsáveis pela captura dos empecilhos que os participantes
enfrentam no mercado em questões relacionadas à negociação de títulos públicos.

No Mercado brasileiro temos:

● Associação Brasileira de Instituições de Previdência e Assistência Estaduais e


Municipais (Abipem);
● Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar
(Abrapp);
● Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais
(Anbima);
● Federação Brasileira de Bancos (Febraban);
● Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi);

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● Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e de Capitalização
(Fenaseg).

Abipem: Criada em 23 de outubro de 1980, inicialmente era parte apenas aos institutos
estaduais de previdência e era conhecida como Abipe. Com a integração dos municípios,
ficou conhecida como é hoje. A Abipem tem como objetivo reunir as instituições que dela
participam, promovendo o aprimoramento de seu conhecimento técnico-administrativo, suas
atividades de comércio, a realização de congressos nacionais e conferências regionais,
discutindo e difundindo os princípios da doutrina previdenciária e assistencial.

Abrapp: Fundada em 1978 para representar os fundos de pensão, ou EFPC, perante a


sociedade. Ela auxilia na comunicação com os órgãos do governo, como o Tesouro Nacional
e a SPC. Ela ainda publica informações, dados e trabalhos sobre o setor. Em outubro de
2008, o sistema fechado de previdência era composto por 369 fundos de pensão.

O Tesouro Nacional, convidado pela Abrapp, participa de reuniões e seminários, nos quais
se anuncia a política de emissão de títulos públicos federais e esclarece aos investidores as
características dos títulos ofertados em leilão com o objetivo de auxiliar na mudança da
cultura do CDI por grandes investidores de recursos no mercado doméstico brasileiro. Essas
reuniões são uma boa oportunidade para debater sobre as singularidades do mercado em
questão e sobre o papel dos fundos de pensão no âmbito da administração da Dívida Pública
Federal.

Anbima: Ela surgiu oficialmente em 2009, com a fusão da Associação Nacional das
Instituições do Mercado Financeiro (era a antiga Andima) e da Associação dos Bancos de
Investimentos (antiga Anbid). Ela é responsável por definir as práticas para as empresas
desses setores e, oferece certificação para os profissionais da área.

É nessa Associação em que se reúne os bancos comerciais, as corretoras e provedores de


valores mobiliários, os fundos de investimento e os fundos de pensão. E mais, ela ainda se
mostra prestadora de serviços, dando suporte técnico e operacional às instituições
associadas, incentiva novos mercados, e trabalha para o desenvolvimento do sistema
financeiro nacional. Como entidade autorreguladora, possui o “Código de Ética” (CE) e o
“Código Operacional do Mercado” (COM).

A Anbima desempenha um papel importante na transparência do mercado, visto que, é ela


quem diariamente divulga os preços para todos os títulos de emissão do Tesouro Nacional
que estão em poder do mercado, por meio do “Projeto de Consolidação, Disseminação e
Monitoramento de Preços”. Isso a torna uma instituição de referência para todo o mercado
que precisa de preços para marcação a mercado de suas carteiras. Esse trabalho tem base
em três pilares:

● Coleta e divulgação de informações;


● Construção de intervalo indicativo de preços;
● Monitoramento efetivo dos preços praticados no segmento.

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Na Anbima, existem comitês e comissões com a finalidade de discutir assuntos relacionados
ao funcionamento do Mercado Financeiro, dedicando certa atenção para o Mercado de Renda
Fixa. Seus comitês são:

● Acompanhamento Macroeconômico;
● Consultivo do Selic;
● Comitê de Gestão de Recursos
● Comitê de Mercado;
● Comitê de Novos Produtos;
● Comitê Operacional e de Ética;
● Comitê Operacional e de Ética Misto – Anbima/Abrapp;
● Comitê de Política Monetária;
● Comitê de Precificação de Ativos, Tributário e de Normas;
● Comitê de Valores Mobiliários.

O Tesouro está ligado a grupos de trabalho associados a esses comitês para discutir o
desenvolvimento do Mercado Secundário e do Mercado de Empréstimo de Títulos Públicos.

Febraban: Essa Associação, como representante dos bancos, auxilia na comunicação com
essas instituições e ainda traz propostas para a inovação dos regulamentos do Mercado. Foi
criada em 1967 e tem o objetivo de “representar seus associados em todas as esferas –
Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e entidades representativas da sociedade – para
o aperfeiçoamento do sistema normativo, a melhoria regular da produção e a redução dos
níveis de risco”.

A Febraban foi responsável pela elaboração do Código de Ética Bancária e os Estatutos do


Sistema Nacional de Ética Bancária, que entraram em vigor em 1986. No Código de Ética
(CE), se encontram os fundamentos que norteiam a atividade do sistema bancário e, o
Sistema Nacional aplica os princípios do CE, defende os mercados em que os bancos atuam
e promove as práticas de mercado. Nessa Federação funcionam 25 comissões técnicas com
o objetivo de desenvolver estudos e trabalhos sobre os temas relacionados à atividade
bancária, como:

● Comissão de Economia;
● Comissão de Serviços Bancários;
● Comissão de Tecnologia e Automação Bancária;
● Comissão de Gestão de Riscos;
● Assuntos de Bancos Internacionais.

Fenaprevi: Criada em março de 2007, representa as Entidades Abertas de Previdência


Complementar (EAPC). Ela presta serviços para as afiliadas, incita novos mercados, é
responsável por desenvolver conhecimento técnico e trabalha pelo desenvolvimento da
previdência complementar no Brasil.

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A entidade possui 11 comissões técnico-regulatórias, com o objetivo de acompanhar e
coordenar assuntos e atividades relacionados às questões judiciais, atuariais, financeiras,
tecnológicas, contábeis e de produtos do setor de previdência privada e vida.

Fenaseg: Foi fundada em 1951 e tem o objetivo de desenvolver o setor de seguros e


capitalização. Ela tem como missão “colaborar com o governo no estudo e na elaboração de
regras que possam contribuir para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da atividade que
representa, e para a solução para disfunções que se relacionem com o setor”.

Todas essas instituições exercem a função de parceria com os órgãos públicos, tanto com os
órgãos reguladores quanto com o Tesouro Nacional, que, por sua vez, compreende o
desenvolvimento e a modernização do mercado financeiro brasileiro.

Mercado Primário e Mercado Secundário

O Mercado Primário é aquele em que os Valores Monetários de uma nova emissão da


companhia são negociados diretamente entre os investidores e a companhia e as receitas
são destinados para os projetos de investimento da empresa ou para o caixa.

O mercado secundário é onde os ativos são negociados entre investidores. No mercado


secundário as negociações geralmente acontecem em uma Bolsa de Valores, como por
exemplo a B3 no Brasil, mas também podem acontecer em um mercado de balcão, através
de uma corretora de valores. O que importa para ser um mercado secundário é que a
negociação aconteça entre dois investidores, independente do ambiente no qual a
negociação ocorra.

Centrais de Custódia e Câmaras de Liquidação

No Brasil existiam quatro centrais de Custódia e liquidação:

● Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic);


● Câmara de Custódia e Liquidação (Cetip);
● Câmara (Clearing) de Ativos da BM&FBovespa;
● Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC).

Atualmente, a B3 e a CBLC são apenas uma só e possuem outras duas câmaras de liquidação:
uma para o câmbio (Câmara (Clearing) de Câmbio) e outra para os derivativos (Câmara
(Clearing) de derivativos).

O sistema Selic foi criado em 1979, por meio de uma colaboração entre a Andima e o BC,
com o objetivo de promover a liquidação financeira das operações com títulos públicos ao
final de cada dia, pelo resultado líquido, diretamente na conta de reservas bancárias. A partir
de 1996, todos os procedimentos, inclusive a realização dos leilões, passaram a ser feitos de
forma eletrônica. A partir de abril de 2002, pela implementação do novo SPB, a forma de
liquidação foi alterada e passou a ser realizada pelo valor bruto em tempo real (LBTR), onde

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existem várias janelas de liquidação ao longo do dia. Com essa nova forma de liquidação,
quem vende o título tem sua posição automaticamente bloqueada, e na ponta compradora
a conta é debitada.

A Cetip presta serviços de custódia, negociação eletrônica, registro de negócios e liquidação


financeira, principalmente para os títulos de renda fixa. Criada em 1984, também vem de
uma parceria entre a Andima e o BC. Além dos cotistas, cerca de 6 mil instituições têm
participação ativa a esse sistema.

E dentre essas instituições, estão empresas de leasing, fundos de investimento e pessoas


jurídicas não financeiras, bem como fundos de pensão e seguradoras. Apenas instituições
financeiras (as demais pessoas jurídicas podem ser participantes) podem ser cotistas da
Cetip, e todos os que não detenham conta de reserva bancária devem liquidar suas operações
por meio de uma instituição liquidante.

A Cetip oferece quatro possíveis modalidades de liquidação:

● Liquidação bruta em tempo real no STR;


● Liquidação bruta em tempo real via transferência;
● Multilateral netting na Cetip;
● Bilateral netting na Cetip.

A estrutura de câmara de compensação e liquidação da B3 corresponde a um sistema


de liquidação (SSS) e a uma contraparte central (CCP).

Como contraparte central, realiza a compensação multilateral das obrigações e efetua a


liquidação das operações pelo resultado líquido (netting). Neste caso, a B3 garante a
liquidação das operações com base em mecanismos de controle e risco e salvaguardas
apropriadas.

A B3 efetua a liquidação bruta de certas operações, como é o caso da liquidação de ofertas


de distribuição pública (primária ou secundária). Neste caso, a liquidação, apesar de não ser
garantida, é sempre condicionada à disponibilidade do título negociado na conta do vendedor
e ao capital disponível por parte do comprador.

A B3 atua como central depositária para títulos e valores mobiliários de emissão corporativa,
de renda variável, primordialmente ações, e renda fixa, como debêntures e cotas de fundos,
e também de ouro. Como tal, além da custódia intermediária dos ativos, efetua o tratamento
das ocorrências corporativas sobre eles incidentes (pagamento de dividendos e juros,
tratamento de grupamentos e desdobramentos, por exemplo) e a conciliação de saldos com
os emissores e custodiantes.

Sistemas e Ambiente de Negociação

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Existe duas formas de negociação: à vista e a prazo. Nas negociações a prazo, as operações
são liquidadas em uma data futura, enquanto a operação à vista tem realização e liquidação
à vista. Ou seja, o que difere as duas negociações é o prazo de liquidação. As negociações
são feitas em espaços seguros e mediadas por agentes do mercado, como corretoras de
valores.

As negociações a prazo podem ser feitas em 3 mercados diferentes:

● Mercado a Termo;
● Mercado Futuro;
● Mercado de Opções.

No Mercado à Vista, o comprador realiza o pagamento e recebe suas ações do vendedor


em 3 úteis. Os preços são estipulados durante o pregão da Bolsa de Valores.

As negociações realizadas no Mercado a Termo são feitas com contratos com data futura
a um preço fixado. O prazo desses contratos varia de 16 a 999 dias corridos. Aqui, os preços
dependem do valor da ação no mercado à vista e da taxa de juros esperado para o período
do contrato.

Assim como no mercado a termo, no Mercado Futuro são negociados contratos para
liquidação em data posterior, a preço fixado. O preço é definido em função do valor do ativo
no mercado à vista e da taxa de juros esperada para o período. Porém, os dois mercados
diferem em aspectos operacionais.

No Mercado Futuro, os contratos sofrem um ajuste diário de perdas e lucros. Nessa


movimentação, as posições em aberto são avaliadas diariamente em relação a um preço de
referência, conhecido como preço de ajuste diário. O preço de ajuste diário é calculado pelo
preço médio dos negócios realizados com o papel no mercado futuro no período da tarde.
Dessa forma, a diferença, seja positiva seja negativa, entre os preços de ajuste diário de dois
pregões consecutivos ou entre o preço de ajuste e o preço do contrato fechado no dia, será
paga ou recebida pelos investidores com posição em aberto.

No Mercado de Opções são negociados contratos de direito de compra ou de venda de


uma determinada ação dentro de um prazo estipulado, a um valor prefixado.

Esse valor prefixado é conhecido como preço de exercício ou, na sua expressão em inglês,
de strike price. Já o valor do contrato, é chamado de prêmio. Desse modo, prêmio é o
preço pago pelo comprador da opção para ter o direito de comprar (opção de compra ou
call) ou vender (opção de venda ou put) determinada quantidade de ações ao preço
estipulado em contrato (preço de exercício) durante um determinado período (até o
vencimento da opção).

Conclusão

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Com isso, concluímos que o Mercado Financeiro é muito mais abrangente do que se costuma
pensar. Há opções de investimentos para todos os perfis investidores, do mais conservador
até o mais arrojado.

É o caminho mais sensato e assertivo para fazer seu capital render e criar patrimônio para
viver de renda, através de diversas operações que combinam com seu perfil de investidor.

Mercado Primário

Antes de falarmos sobre o Mercado Primário, é importante que se entenda o que é “abertura
de capital” e como ele funciona.

“Abrir o capital” significa que uma empresa está tornando seus dados públicos e
disponibilizando suas ações para os investidores comprarem pela primeira vez.

O processo de abertura do capital requer a ativa participação de várias organizações. Dessa


forma, garante que os movimentos feitos pela empresa para realizar a oferta pública
atenda aos requisitos da CVM e cheguem de maneira ordenada ao conhecimento de
potenciais investidores, podendo-se definir um preço adequado para as ações que estão
sendo emitidas.

Processo de Abertura de Capital

Para registrar um IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e na B3 é preciso passar


por um processo burocrático, a começar pela decisão dos acionistas sobre a oferta de
distribuição pública em uma Assembleia Geral (caso de sociedade fechada).

Feita a decisão, a CVM autoriza a abertura pública do capital da empresa e o pedido


de registro da oferta de distribuição pública de ações, de acordo com as regras estabelecidas
nas Instruções CVM 400/2003 e CVM 480/2009 e, logo depois, a B3 autoriza a empresa
a ter seus valores mobiliários comerciado em bolsa, de acordo com as regras
estabelecidas no Regulamento de Listagem de Emissores.

Em seguida, o processo de oferta pública começa. Nessa fase, começa o aviso ao


mercado e a divulgação de prospecto, ou seja, um documento preciso sobre a empresa,
a composição do pool de distribuição; a reserva por investidores de varejo; a formação do
livro dos investidores institucionais; a precificação e a alocação das ações entre os
investidores; a liquidação da oferta e o anúncio de início de distribuição pública de ações; e
anúncio de encerramento.

Finalmente, as ações distribuídas durante a oferta passam a integrar as ações negociadas


em bolsa no mercado secundário no dia seguinte à divulgação do anúncio de início e dois

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dias após a precificação. A partir desse momento, os negócios entre investidores envolvem
apenas a troca de titularidade das ações disponíveis para negociação.

Quanto ao futuro sócio da empresa, ele também precisa cumprir com algumas etapas até o
momento da compra e recebimento das ações.

Antes de ofertar as ações dentro de um determinado preço, a empresa que está abrindo
capital passa pelo processo chamado de roadshow. Esse processo é o período no qual o
projeto da empresa é apresentado a potenciais investidores, principalmente grandes fundos
de investimento. Desta forma, a empresa busca atingir a demanda necessária para realizar
a sua oferta com sucesso.

Então, após o roadshow e depois da divulgação dos prospectos, os investidores poderão


passar pelo processo conhecido como bookbuilding. Ou seja, durante o período de reserva
do IPO, diversos investidores fazem as suas ofertas por um determinado preço dentro de
uma faixa antecipadamente estipulada pela empresa. Essa listagem das ofertas acontece por
meio do bookbuilding.

O que é o Mercado Primário?

Quando nos referimos ao Mercado Primário, estamos falando da criação de um novo ativo
financeiro, como uma ação ou uma série de debêntures de uma determinada instituição.
Nesse mercado, as companhias negociam propriamente com os investidores.

Um exemplo de Mercado Primário, é a Oferta Pública Inicial, os famosos IPOs da Bolsa


de Valores. O IPO acontece quando uma empresa emite pela primeira vez suas ações para
negociação dentro de uma Bolsa. Nesses casos, a companhia contrata Bancos para realizar
a oferta pública de um lote de ações e os investidores que tiverem interesse na compra,
negociam diretamente com a empresa.

Nesse tipo de mercado, temos também a emissão de dívidas.

Quando um banco deseja emitir uma série de CDBs ou uma empresa emite uma debênture,
o investidor negocia diretamente com a instituição emissora, configurando a negociação a
um Mercado Primário.

O Governo também faz emissões primárias. No Brasil, por exemplo, temos o Tesouro
Direto. Ao comprar um título por meio do Tesouro Direto você está negociando de forma
direta com o governo, ou seja, no mercado primário.

Oferta Primária

Antes de comentar sobre as “Ofertas Primárias”, vamos entender o que é uma “Oferta
Pública”. A Oferta pública, nada mais é, que vender um determinado número de títulos e
valores mobiliários.

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Quando uma empresa vende seus títulos e o capital recebido vai direto para seu caixa,
estamos nos referindo às ofertas primárias.

Como participar das Ofertas Primárias?

Primeiro, é preciso que você tenha uma conta em uma corretora, onde você consegue ter
acesso a todas as informações necessárias e suporte na hora de investir.

A oferta em si, acontece em três períodos simples:

● Informação ao Mercado;
● Reserva;
● Compra Efetiva.

Primeiro, é feito um documento com todas as informações importantes sobre o momento em


que se situa e as perspectivas de negócios.

A seguir, acontece o período de Reserva, que é quando os investidores manifestam seu


interesse no ativo através da corretora.

Normalmente, quando a oferta é divulgada, já existe um intervalo de valor sinalizador de


qual será o valor da ação/cota do fundo objeto desta oferta. Mas é nesse período de reserva
que o preço final da ação ou cota é formado, com base na demanda.

E, finalmente, na data marcada, os interessados podem finalizar a compra do ativo.

Oferta Pública Inicial (IPO)

Os IPOs marcam o lançamento de uma nova empresa no mercado acionário, visando a


captação de recursos no curto prazo para as empresas que o fazem.

Para as empresas que já estão listadas na Bolsa e desejam fazer uma nova captação de
recursos, se realiza o chamado “Follow-on”.

Oferta Pública de Fundos

De forma similar às ações, (IPO), existe uma oferta inicial para fundos de investimento e,
em ambos os casos, são registrados pela CVM, garantindo segurança ao investidor.

Os Fundos de Investimento (FI), sé uma ótima modalidade para diversificar seus


investimentos. Quem opta por Fundos Imobiliários, por exemplo, investe no setor, e arca
com uma parcela menor do que é necessária para adquirir um imóvel. O fundo ainda pode
ser uma forma de investir em ações.

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O Que Analisar Antes de Operar no Mercado Primário?

Sempre que pensar em comprar um título primário, faça uma análise crítica sobre a
companhia. Procure conhecer o ativo que está adquirindo, a forma como ela será
administrada. Afinal, comprar de uma empresa que você não está de acordo com a
administração, é como criticar pessoas que se aglomeram, estando em uma aglomeração
numa pandemia.

É importante levar em consideração o motivo dessa venda de títulos. Se for para quitar
dívidas, isso pode ser ruim. Contudo, se a intenção é expansão, melhorias e novos
investimentos, bem como reformas estruturais, isso pode ser um sinal de bons lucros
futuramente.

Pesquise sobre o histórico da empresa, administração, registro de lucros e outros indicadores


para medir a saúde e o potencial de crescimento dessa companhia. Verifique se a empresa
está oferecendo um IPO ou emitindo novas ações. As empresas mais novas na Bolsa de
Valores possuem menos dados e algumas podem apresentar riscos muito maiores que
possíveis retornos.

Embora não seja regra, empresas consolidadas apresentam menos riscos e melhores
retornos financeiros.

Por que o Mercado Primário é importante?

O Mercado Primário é de extrema importância, visto que é o primeiro contato entre as


empresas e os futuros sócios. Além disso, os títulos no mercado primário oferecem muitas
vezes, grandes oportunidades de investimento e realização de lucro.

Essa captação inicial de capital permite que a companhia expanda suas atividades, seja
abrindo novas filiais, modernizando seus equipamentos e produtos oferecidos, financiando
novos projetos ou fazendo novos investimentos. Dessa forma, a companhia não precisa se
endividar com empréstimos bancários e tem a oportunidade de empregar o capital de giro e
melhorar sua receita.

Ativos Negociados

É comum usarmos ações para exemplificar. No entanto, elas não são o único ativo que é
negociado tanto no Mercado Primário quanto no secundário. Também podem ser negociados:

● Fundos Imobiliários;
● Debêntures;
● Fundos Multimercados;
● Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI);
● Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA);
● Fundos de índice (ETF);

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● Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC).

Fundos Imobiliários: Os Fundos de Investimentos Imobiliários (FII) são fundos compostos


por investimentos do setor imobiliário. Basicamente, eles podem ser classificados em dois
tipos:

● Fundos de tijolo: estes possuem imóveis físicos, como shoppings centers,


edifícios empresariais e hotéis.
● Fundos de papel: o patrimônio é composto por aplicações financeiras do setor
imobiliário, por exemplo, LCI, LCA, CRI e CRA.

Debêntures: As debêntures são, portanto, emissão de dívidas de instituições que podem


ser obtidos como investimentos de renda fixa em troca de uma remuneração previamente
combinada.

Fundos Multimercados: O fundo multimercado é uma aplicação que tem como um dos
principais atrativos a liberdade de investimento. Isso acontece, pois, esse ativo pode mesclar
diferentes investimentos, como ações, CDBs, câmbio, derivativos, etc.

Está atrelado às oscilações do mercado, trazendo um certo risco. Por essa razão, para se ter
uma rentabilidade satisfatória, é crucial que o investidor confie o dinheiro a um gestor
competente.

CRI: São títulos de renda fixa que têm a como função simbolizar a promessa de um
pagamento futuro em dinheiro. Ou seja, é uma forma de o emissor ter maior liquidez, termo
que significa maior facilidade de resgatar dinheiro, em um tempo mais curto.

CRA: Os certificados de recebimento são títulos de renda fixa de crédito privado, que
simboliza uma promessa de pagamento futuro em dinheiro. São usadas boas opções para
investidores que fazem um investimento de longo prazo.

Fundo de Índice: ETFs são fundos de investimento que replicam a composição de índices
e são negociados na Bolsa de Valores.

FIDC: De maneira bem simples, a FIDC funciona como uma união de diversos investidores
que, com o mesmo objetivo, unem seus recursos em um investimento comum para todos.
Para isso, é necessário que seja destinada uma parcela de, no mínimo, 50% do patrimônio
líquido a investimentos em Direitos Creditórios.

Já os Direitos Creditórios são créditos que empresas têm a receber, como, por exemplo,
aluguéis, cheques, duplicatas ou valores que foram parcelados no cartão de crédito. Essas
dívidas são convertidas em títulos e vendidas a terceiros.

É bom lembrar que toda Oferta Inicial é monitorada pela CVM e precisa seguir uma série
de regras para que a companhia possa negociar com os primeiros investidores. Dessa forma,

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os interessados nos novos papéis tomam decisões mais assertivas e tem proteção em seu
investimento.

Principais Características

● Este é o mercado para novos capitais de longo prazo. O mercado primário é o


mercado em que os títulos são vendidos pela primeira vez. Portanto, também é
chamado de mercado de nova emissão (NIM).

● Em uma questão primária, os títulos são emitidos pela empresa diretamente


para os investidores;

● A empresa recebe o dinheiro e emite novos certificados de segurança para os


investidores;

● As principais questões são utilizadas pelas empresas para fins de criação de


novos negócios ou para expandir ou modernizar os negócios existentes;

● O mercado primário desempenha a função crucial de facilitar a formação de


capital na economia;

● O mercado de novas emissões não inclui outras fontes de financiamento externo


de longo prazo, como empréstimos de instituições financeiras. Mutuários no
mercado de novas emissões podem estar levantando patrimônio para converter
capital privado em público; isso é conhecido como "ir a público";

● Nesse mercado não é possível realizar um resgate antecipado, apenas as


negociações ou ativos de vencimento muito longos.

Resumidamente:

● O Mercado Primário consiste em abertura de capital de empresas "fechadas”,


com a intenção de recolher recursos para seu caixa;

● É a negociação direta entre os investidores e a empresa;

● Segue uma série de etapas e obrigações com a CVM e a B3 para garantir a


segurança do investidor nos IPOs;

● Apresentam oportunidades de rentabilidade a longo prazo;

● Ofertas de diversos ativos, permitindo a diversificação de portfólio.

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Mercado secundário

O mercado secundário é onde os investidores realizam suas operações e negociam seus


ativos entre si. Nesse mercado não há transações diretas com quem emitiu os ativos (ações,
debêntures, etc.)

As negociações geralmente acontecem na bolsa de valores (B3), ou então nos mercados de


balcão, por meio de uma instituição.

Por exemplo, se você for comprar ações de uma companhia na B3, negociará diretamente
com outro investidor, sem interferência dessa companhia.

Não só ações são negociados no mercado secundário, mas também títulos de dívida e outros
ativos financeiros. Debêntures, títulos de renda fixa em geral como CRI e CRA, entre outros
papéis, também pode ser negociados no mercado secundário. Basta haver interessados no
título, que as transações podem ser concluídas.

Quando falamos em títulos do governo, por exemplo, você pode negociar títulos do Tesouro
Direto com uma instituição ou com outros investidores.

Em resumo, tanto o mercado secundário como o primário são essenciais para o


funcionamento do mercado e a liquidez das negociações. Eles se completam, pois o mercado
primário fornece os títulos e o mercado secundário funciona como uma vitrine, ofertando os
papéis entre os investidores, movimentando o mercado financeiro, gerando oferta e
demanda.

Como acessar o mercado secundário?

A forma mais conhecida de se ter acesso ao mercado secundário, é por meio da Bolsa de
Valores. Para acessar a bolsa, o investidor deve ter uma conta em algum banco ou corretora
e valores que negocie nesse mercado.

Outra forma de acessar esse mercado, é ao repassar duplicatas a embolsar de um cliente


para uma Factoring ou um FIDC (Fundo de Investimentos em Direitos Creditório), pode ser
utilizado para conseguir liquidez. Esse repasse da duplicata (ou do direito de receber os
valores referentes a duplicata), serve como uma forma de adiantar os valores a receber.

Importante frisar que operações de renda fixa no mercado secundário, podem ser menos
atrativas, pois grande parte dos produtos tem seu valor descontado em caso de antecipação
da venda.

Liquidez
No mercado secundário o investidor poderá realizar a negociação de forma rápida e por um
preço aproximado da última negociação, por serr um ambiente que conta com bastante
liquidez.

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Portanto, a liquidez do ativo é incerta e nem sempre isso é garantido, por se tratar de um
mercado onde a vontade dos investidores faz o preço, então não é simples prever se o ativo
vai se valorizar ou desvalorizar.

Desse modo, os investidores que realizarem a compra do ativo em questão tem a


oportunidade de vender o mesmo (porque sempre haverá uma contraparte nas operações).

De maneira geral, no mercado de ações há muito mais liquidez do que no mercado de Fundos
Imobiliários. Já o mercado da renda fixa é muito mais limitado.

As companhias emissoras e o Mercado Secundário

Na prática, as operações realizadas no mercado secundário não fazem diferença alguma para
a empresa emissora, isso porque isso não gera recebimento de capital para a mesma, pois
as negociações são sempre realizadas entre investidores.

O que é influenciado neste mercado, são os preços das ações da companhia em questão,
alterando diretamente o valor de mercado desta empresa.

Obviamente, a direção da companhia também se atenta com a valorização das ações no


mercado, pois representa o reconhecimento das escolhas realizadas pela administração.

Mercado à vista

Ações

Basicamente, uma ação é um pedacinho de uma empresa. São valores mobiliários emitidos
por sociedades anônimas representativos de uma parte do seu capital social. De forma mais
simples, são títulos de propriedade que conferem a seus detentores (investidores) a
participação na sociedade da empresa.

Simplificando mais ainda, com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela.

Elas são emitidas por companhias que desejam, principalmente, obter recursos para
desenvolver projetos que viabilizem o seu crescimento.

Ao investir em ações, o investidor tem algumas vantagens, como por exemplo, potencial de
boa rentabilidade no longo prazo se a empresa investida se valorizar ou até então receber
dividendos periodicamente.

O que são dividendos?

Uma empresa deve dividir os lucros com seus acionistas. Essa parcela direcionada aos
detentores de ações é conhecida como dividendo. Ou seja, os dividendos correspondem à

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parcela de lucro distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detidas,
apurado ao fim de cada exercício social.

O estatuto social de uma companhia pode estabelecer o dividendo mínimo a ser distribuído,
desde que não seja inferior a 25% de seu lucro líquido ajustado. Caso não haja previsão no
estatuto social, o dividendo obrigatório deve corresponder, pelo menos, metade do lucro
líquido ajustado. Quando determinada empresa vai bem, ela divide os lucros com quem tem
suas ações, isso são dividendos.

E bonificações?

As bonificações correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas.


Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro.

Como funcionam as subscrições de novas ações?

Os acionistas têm ainda preferência na compra de novas ações emitidas ou direito de


preferência na subscrição. Além de garantir a possibilidade de manter a mesma participação
no capital total, esse direito pode significar lucro adicional, dependendo das circunstâncias
do lançamento. Por fim, se não exercido, o direito pode ser vendido a terceiros.

Quais os tipos de ação?

• Ordinárias, são as ações representadas pelo dígito 3 no final do código, que concedem
àqueles que as possuem o direito de voto nas assembleias dos sócios da companhia;

• Preferenciais, que oferecem preferência na distribuição de resultados, recebimento de


dividendos em valor superior ao das ações ordinárias, ou no reembolso do capital em caso
de liquidação da companhia, não concedendo o direito de voto;

• Units, são ativos compostos por mais de uma classe de valores mobiliários, como uma
ação ordinária e um bônus de subscrição, por exemplo, negociados em conjunto. As units
são compradas e/ou vendidas no mercado como uma unidade.

O mais comum no mercado são Units constituídos por mais de uma classe de ações, como
por exemplo: 1 ação ordinária (ON) + 2 ações preferenciais (PN). A codificação das Units
possui quatro letras e mais o número 11. Ex.: SANB11 – Unit – Santander BR

Características técnicas
XXXXY
Código de negociação XXXX = 04 letras maiúsculas que representam
o nome do emissor

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Y = 01 número que representa o tipo da ação,
adotado 3 para ordinária; 4 para preferencial;
5, 6, 7, 8 para preferenciais classes A, B, C e D,
respectivamente

Cotação Reais por Ação, com 02 casas decimais

Liquidação Física e Financeira


Prazo de liquidação D+2, a partir da data de negociação
Mercado A vista

Determinado pelo emissor, sendo geralmente


Lote padrão igual a 100. No mercado fracionário é possível
negociar quantidades inferiores ao lote padrão

Fonte: B3

BDR

O BDR (Brazilian Depositary Receipt), ou certificado de depósito de valores mobiliários, é um


valor mobiliário emitido no Brasil que representa outro valor mobiliário emitido por
companhias abertas no exterior.
Em outras palavras, comprar esse tipo de papel, disponível na B3, equivale a negociar ações
de empresas sediadas no exterior.

Tipos de BDR:

Patrocinado: quando a companhia estrangeira participa de todo processo de emissão dos


ativos. Para emissão do BDR Patrocinado, a companhia emissora dos valores mobiliários no
Exterior deve contratar no Brasil uma instituição depositária, que será responsável por lançar
os BDRs. Esse tipo de BDR é subdividido em três níveis diferentes:

Nível I: Não precisam do registro de companhia na CVM. Só podem ser negociados em


mercados de balcão não organizado ou em segmentos especificamente criados para papéis
desse tipo na bolsa.

Níveis II e III: Nos dois casos, a empresa emissora das ações no exterior precisa obter
registro na CVM (ao contrário dos programas de Nível I). Além disso, eles podem ser
negociados no pregão da bolsa ou em balcão organizado, sem necessidade de integrarem
um segmento especificamente criado para eles.

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Não patrocinado: A grande maioria dos BDRs disponíveis na B3 são do tipo Não
Patrocinados. Os BDRs Não Patrocinados, sempre considerados de nível I, a iniciativa de
lançar os recibos no Brasil não parte da empresa emissora, e sim unicamente da instituição
depositária (ou mais do que uma). Não há necessariamente um acordo com a companhia.

O objetivo da instituição depositária ao criar um programa de BDR Não Patrocinado é oferecer


mais opções de investimento a seus clientes. Nesse caso, é ela quem tem a responsabilidade
por divulgar dados da empresa emissora, como balanços e fatos relevantes.

Características técnicas
XXXXYY

XXXX = 04 letras maiúsculas que


representam o nome da empresa

YY = número que representa o BDR P Nível


I

XXXX32

XXXX = 04 letras maiúsculas que


Código de negociação correspondem o nome da empresa

32 = número que representa o BDR P Nível


II

XXXX33

XXXX = 04 letras maiúsculas que


correspondem ao nome da empresa

33 = número que representa o BDR P Nível


III

Cotação Reais por BDR P, com 02 casas decimais

Liquidação Física e Financeira

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Prazo de liquidação D+2, a partir da data de negociação

Mercado A vista
Lote padrão 1 BDR

ADR

American Depositary Receipt (ADR), é um termo em inglês que, traduzido literalmente,


significa um recibo de “depósito americano”, e é o nome para às ações negociadas nas Bolsas
americanas que são de empresas estrangeiras.

Em outras palavras, são recibos que possibilitam que empresas estrangeiras, assim como
investidores pessoas físicas, como a Petrobras, por exemplo, participem do mercado de ações
dos Estados Unidos. O mesmo vale para os norte-americanos, ou seja, para que eles
comprem ações de outros países é preciso ADR.

Com o ADR, os americanos podem investir na bolsa brasileira comprando um ADR da


Petrobrás da mesma forma que compra uma ação americana, como da Ambev (ABEV3),
Gerdau (GGBR4), Embraer (EMBR3), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), que são algumas das
empresas brasileiras que têm ativos disponíveis nas grandes bolsas de valores americanas.

ETF

O ETF, também conhecido como Exchange Traded Fund (ETF), é um fundo de investimento
negociado em Bolsa.

As duas grandes diferenças entre um ETF e um fundo de investimento tradicional são:

1 – As cotas dos ETFs são negociadas no pregão da bolsa de valores como se fossem ações.
As oscilações são baseadas conforme a performance dos papéis em carteira, bem como à
oferta e à demanda pelas cotas no mercado.

2 – Os ETFs são atrelados a um índice de referência, ou seja, o gestor do fundo ajusta a


composição do ETF de modo que ela seja a mais parecida possível com a do indicador.

Tanto na hora de emitir quanto na hora do resgate das cotas deve ser utilizado o valor
patrimonial apurado no fechamento do dia da solicitação. O valor patrimonial da cota é o
resultante da divisão do valor do patrimônio líquido do fundo pelo número das cotas
existentes no encerramento do dia, apurado com base nos mesmos parâmetros utilizados
para o cálculo do valor de fechamento do índice de referência.

As cotas do ETF são negociadas na B3 de forma semelhante às ações. Ao adquirir tais cotas,
o investidor, indiretamente, passa a deter todas as ações da carteira teórica do índice, sem

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ter que realizar a compra efetiva de cada uma separadamente no mercado. Dessa forma, o
ETF pode proporcionar mais rapidez e eficiência no momento de diversificar seus
investimentos.

Características técnicas
Código de negociação XXXX11

XXXX = 04 letras maiúsculas que



representam o nome do fundo

11 = número que corresponde, dentre



outros ativos, cotas de fundo

Cotação Reais por cota, com 02 casas decimais

Liquidação Física e Financeira

Prazo de liquidação D+2, a partir da data de negociação

Mercado A vista
Mercado primário: determinado pelo
Lote padrão
emissor
  Mercado secundário: 1 cota

Fundos imobiliários

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é uma espécie de “condomínio de investidores”


que reúnem recursos destinados à aplicação em ativos relacionados ao mercado imobiliário.

Como acontece nos outros tipos de fundos, o patrimônio do fundo imobiliário é dividido em
cotas, que são adquiridas pelo investidor que decide aplicar em uma dessas carteiras.

Os recursos captados na venda das cotas poderão ser utilizados para a aquisição de imóveis
rurais ou urbanos, construídos ou em construção, destinados a fins comerciais ou
residenciais, bem como para a aquisição de títulos e valores mobiliários ligados ao setor
imobiliário, tais como cotas de outros FIIs, Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Certificado de
Recebíveis Imobiliários (CRI), ações de companhias do setor imobiliário etc.

A dinâmica mais tradicional é que o dinheiro seja usado na construção ou na aquisição de


imóveis, que depois sejam locados ou arrendados. Os ganhos obtidos com essas operações
são divididos entre os participantes, na proporção em que cada um aplicou.

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As regras e decisões sobre como serão alocados os recursos do fundo, são pré-definidas
através de regulamento que, dentre outras disposições, determina a política de investimento
do fundo. A política pode ser específica e estabelecer, por exemplo, que o FII invista apenas
em imóveis prontos destinados ao aluguel de salas comerciais, ou ser genérica e permitir ao
fundo adquirir imóveis prontos em geral ou em construção, os quais poderão ser alugados
ou vendidos.

O FII é constituído sob a forma de condomínio fechado, em que não é permitido ao investidor
resgatar as cotas antes de decorrido o prazo de duração do fundo. A maior parte dos FIIs
tem prazo de duração indeterminado, ou seja, não é estabelecida uma data para a sua
liquidação. Nesse caso, se o investidor decidir sair do investimento, somente poderá fazê-lo
através da venda de suas cotas no mercado secundário.

Características técnicas
XXXX11B

XXXX = 04 letras maiúsculas que


representam o nome do fundo

Código de negociação 11 = número que simboliza, dentre


outros ativos, cotas de fundo

B= indicativo de negociação em mercado


de balcão organizado (quando aplicável)

Cotação Reais por cota, com 02 casas decimais

Liquidação Física e Financeira

Prazo de liquidação D+2, a partir da data de negociação

Mercado A vista
Lote padrão 01 cota

Quais são os tipos de FII?

1. Fundos de Renda:

Visto como formas de fundo imobiliário menos arriscado, os Fundos de Renda são aqueles
em que os gestores fazem a aquisição ou constroem imóveis para alugar. O foco, geralmente,

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é em empresas de médio e grande porte, como shopping; lajes corporativas (imóveis de alto
padrão); galpões industriais para centros e distribuição de grandes varejistas, indústrias ou
empresas de logística; agências bancárias; escolas e faculdades; hospitais, hotéis; imóveis
residenciais para pessoas físicas.

A renda líquida dos aluguéis, que pode ser fixa ou atrelada à receita do locatário, é distribuída
entre os investidores (cotistas). Pelo investimento, os contratos tendem a ser longos,
conferindo maior segurança. Para manter a renda fluindo e diminuir o risco de ver os imóveis
vagos, é importante investir em fundos com boa diversificação de locatários.

2. Fundos de Tijolo:

Este é o tipo de fundo imobiliário mais tradicional e procurado que temos no mercado. Os
Fundos de Tijolo caracterizam os imóveis físicos já prontos, ou seja, efetivamente
construídos, por isso o nome “tijolo”.

Essa aplicação tem como objetivo adquirir as propriedades para alugar, considerando o
potencial de valorização ao longo do tempo. Normalmente são lajes corporativas, galpões
logísticos e industriais, clinicas hospitalares, escolas, bancos, hotéis, shoppings centers, entre
outros.

Os empreendimentos podem ser os mesmos dos Fundos de Renda. Uma das principais
vantagens é a possibilidade de diversificar entre vários setores.

3. Fundos de Desenvolvimento Imobiliário:

Os Fundos de Desenvolvimento têm potencial de riscos e lucros maiores. Os recursos


recolhidos pelo fundo são utilizados na compra de terrenos para construir empreendimentos
e vendê-los ou alugá-los mais tarde.

Durante o período de construção e posterior entrega, o lucro das vendas das unidades é
distribuído para os cotistas. São semelhantes às empresas de construção civil.

Os riscos podem surgir do embargo nas obras ou do próprio gerenciamento da construção,


de imprevistos com o orçamento, problemas com licenças ambientais ou atrasos na entrega.
Gestores devem ser rígidos com prazos, custos e todas as etapas do projeto.

4. Fundos de Recebíveis Imobiliários:

Também conhecido pelo nome de Fundos de Papel, ele possui mais características de renda
fixa do que de fundos imobiliários. Esses fundos compram títulos ligados ao mercado
imobiliário, ao invés dos imóveis em si. Pode ser uma boa opção para perfis de conservador
a moderado, com alto poder de investimento.

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5. Fundos de fundos:

Os Fundos de fundos (FOF), funcionam como uma grande cesta constituída por outros fundos
de investimentos imobiliários. É semelhante a um Fundos de Ações, quando o patrimônio do
fundo é composto por ações de empresas diferentes.

Nesse caso, o gestor compra diversos fundos imobiliários para montar sua carteira com o
objetivo de gerar renda ou até potencializar o lucro. Pode vir a ser uma boa opção para quem
está sem tempo de analisar o mercado e quer investir em um FII.

Mercado a termo

O mercado a termo foi desenvolvido com o objetivo de ser uma ferramenta para o
gerenciamento do risco sobre a oscilação de preço. É uma operação de compra e venda de
um derivativo, com prazo de vencimento em data futura a um preço fixado e acordado hoje.
As partes (vendedor e comprador) assumem o compromisso de efetuar a transação no
vencimento, e com uma taxa de juros estipulada em relação à cotação atual. Essa taxa de
juros é combinada livremente entre o vendedor e o comprador, mas costuma ficar próxima
à taxa SELIC.

Geralmente, os prazos dos contratos a termo podem variar entre 16 e 999 dias corridos. No
Mercado a Termo, os preços advêm do valor da ação no mercado à vista e da taxa de juros
esperado para o período do contrato.

Por exemplo, se uma determinada ação custa R$ 10,00 no mercado à vista, a compra dessa
ação a termo será estabelecida pelo preço de R$ 10,00 + taxa de juros entre hoje e o dia do
vencimento.

Numa operação a termo, é exigido um depósito de garantia pelo o sistema de compensação


e liquidação da bolsa, que podem ser oferecidas na forma de cobertura ou margem. A
cobertura é realizada pelo vendedor a termo, e vem a ser um depósito do ativo objeto da
operação como garantia. Margem é um valor depositado, conforme regras do sistema de
compensação, que procura reduzir os riscos de liquidação da operação.

Ainda que o comprador se arrependa da aquisição do ativo (ao vê-lo desvalorizar, por
exemplo), no prazo final deverá ser efetuado o pagamento do preço acordado. Dessa forma,
as duas partes ficam vinculadas entre si até a efetivação do contrato.

Quando realizar operações no mercado a termo?

A - Não ter dinheiro disponível no curto prazo;


B – Alavancagem da carteira;
C – Realizar uma aplicação de renda fixa.

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Introdução ao mercado de opções

Os contratos de opções, negociados no mercado financeiro, atraem participantes de vários


estilos, dentre os quais destacam-se os hedgers, especuladores e arbitradores.

Enquanto os hedgers procuram proteção com relação a movimentos adversos nos preços
de determinados ativos, os especuladores querem abrir posições, apostando na alta ou
queda dos preços. Já os arbitradores procuram travar um lucro sem risco, realizando
transações simultâneas de um mesmo ativo em dois ou mais mercados (HULL, 1994).

As opções chamam a atenção de qualquer investidor, principalmente pelo poder de que com
pouco capital, pode-se transformar em muitas vezes o patrimônio. Porém, é importante
tomar cuidados, não se vislumbrar, e sempre lembrar que o planejamento, o
gerenciamento de risco, a disciplina e a paciência é o que de fato trazem consistência
na geração permanente de riqueza.

No mercado há vários tipos de opções de ativos disponíveis para negociação, tais como
ações, de futuros, de commodities, de índices, as taxas cambiais, entre outras. Há
muitos tipos de estratégias operacionais envolvendo a combinação de duas ou mais opções,
resultando nas chamadas travas, que permitem a administração do risco de variações
desfavoráveis nos preços de determinados ativos.

O conceito de opções, desenvolvido no mercado financeiro, também tem sido utilizado na


avaliação de investimentos em ativos fixos, como edifícios e equipamentos. Um projeto de
investimento pode ser visto como um conjunto de opções reais. A gerência pode expandir
ou prolongar um projeto de investimento, caso as condições do mercado sejam mais
favoráveis que o esperado; pode reduzi-lo ou abandoná-lo, caso os resultados sejam piores
que o previsto inicialmente (COPELAND & ANTIKAROV, 2001).

Todas essas opções proporcionam maior flexibilidade ao projeto, o que possibilita, à


gerência, uma maior capacidade de reagir às mudanças ocorridas no mercado, sejam estas
desfavoráveis ou não.

Nosso objetivo é explorar e fundamentar o conceito por trás do racional e levar até você uma
base sólida para desenvolver estratégias vencedoras e rentáveis, e entender o momento e
aplicabilidade de cada uma.

O Que é Uma Opção?

Uma opção é um direito de compra ou venda de um ativo por um preço, em uma data e
por um período pré-estabelecido.

De maneira simples, é um contrato em que uma parte tem direito (de comprar uma ação,
por exemplo) e a outra obrigação (vender a ação pelo preço combinado).

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O titular da opção paga um prêmio para adquirir este direito do lançador, podendo exercê-
lo ou revender a opção no mercado. Por se tratar de um direito, o titular da opção pode não
o exercer e deixar que a opção expire. Em contrapartida, a outra parte, o lançador, que
recebeu o prêmio em dinheiro, não pode deixar de cumprir suas obrigações.

Nomenclatura

Titular: Tem direito de compra ou venda;

Lançador: Quem vende o ativo, tem a obrigação;

Prêmio: Valor pago pelo Titular ao Lançador, afim de adquirir direito;

Preço de Exercício (X): É o preço combinado do ativo-objeto;

Preço do Ativo-Objeto (S): Preço do Ativo Subjacente;

Vencimento: Data que cessa o direito do Titular. Sempre a terceira Segunda-feira de


cada mês.

Série de Opções: São as opções referentes ao mesmo ativo-objeto, tendo o mesmo


vencimento e o mesmo preço de exercício.

Ativo-Objeto: É o ativo de referência de um contrato de opção. O ativo-objeto pode ser


uma ação, uma commodity, uma moeda, um índice ou um instrumento financeiro.

Tipos de Opções

Opção de Compra (CALL): Dá direito de compra do Ativo-Objeto ao titular em uma data


e um preço pré-determinado.

Opção de Venda (PUT): Dá direito de venda do Ativo-Objeto ao titular em uma data e um


preço pré-determinado.

Esses dois tipos de opção ainda são classificados quanto a forma de exercício:

Americana: Pode ser exercida a qualquer momento, até a data de vencimento;

Europeia: Só pode ser exercida no dia do vencimento.

A possibilidade de exercício a qualquer momento faz com que uma Opção Americana se torne
valiosa mediante a Europeia. No entanto, o prêmio por esperar até o vencimento faz com
que o exercício antecipado não seja tão atraente.

Antes de Operar o Mercado de Opções

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Para que um investidor possa operar no mercado de opções com ações é essencial saber as
regras, códigos e normas da B3.

Uma dessas regras diz respeito ao horário de exercício das opções. Sim, esse tipo de
operação tem um horário específico para acontecer.

De acordo com a B3, a posição das séries vincendas deve ser encerrada no último dia útil
antes do vencimento das opções. Portanto, o exercício de posições titulares de tais séries
devem ser realizado das 10h às 13h.

No dia do exercício (segunda-feira) não poderão ser negociadas séries que estiverem
vencendo, sendo possível apenas posições titulares (compradas).

Código das Opções

O código das opções negociadas no Mercado Bovespa é composto por 5 letras e 2 números.
Esta estrutura composta por 7 caracteres indica qual o ativo-objeto, o mês de vencimento e
o preço de exercício da opção negociada.

Por exemplo, PETRK40.

A letra K indica o mês da opção em questão. Pelo o exemplo, a opção vence em novembro.
O 40 mostra que o preço de exercício é de R$40,00.
Vale ressaltar que a letra intermediária que vai fazer a distinção de uma Opção Call (compra)
e uma Opção Put (venda):
Call: Letras A a L;
Put: Letras M a X.

Operando Opções

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O objetivo básico na negociação deste ativo é vender por um prêmio maior do que foi
pago ou comprar a um prêmio menor do que foi vendido e lucrar com essa diferença
de preços. Em síntese, é comprar barato e vender caro.

Para que isso ocorra de forma satisfatória, o investidor precisa entender a variação de preço
do ativo e como isso afeta o valor final do prêmio.

Precificação das Opções

Um dos pontos mais importantes e vitais no processo de compreensão do mercado de opções


é entender quais os fatores que afetam os preços das opções.

As opções, como todos os ativos financeiros, têm seu preço determinado pelas forças de
oferta e demanda.

A importância de se entender estes conceitos é porque passa a ser possível esclarecer muitos
pontos acerca do comportamento das opções. Pontos como elucidar o motivo pelo qual nunca
é ideal exercer uma opção americana de compra, sobre uma ação que não distribui dividendo,
antes do vencimento ou, a razão pela qual é interessante antecipar o exercício de uma opção.

Para entender o mecanismo de precificação de opções, é preciso compreender que o valor


(prêmio) das opções se divide em duas partes: o valor intrínseco e o valor extrínseco.

● Valor Intrínseco é valor que leva a cotação atual da ação ao preço alvo da
opção;
● Valor extrínseco representa os fatores externos que podem vir a influenciar
nos preços da ação associada a opção. Pode ser chamado também de Valor no
Tempo.

Classificamos as opções de 3 formas distintas de acordo com a relação entre o preço de


exercício da opção e a cotação atual do Ativo-Objeto:

● In the Money (“dentro do dinheiro”): Uma opção dentro do dinheiro (in the
money; ITM), é uma opção de compra cujo Ativo-Objeto está sendo negociado
no mercado à vista a um preço superior ao preço de exercício da opção, ou
seja, se fosse o momento do vencimento, seu detentor certamente a exerceria;
● At the Money (“no dinheiro”): Uma opção no dinheiro (at the money; ATM)
é aquela (ou opção de venda, ou opção de compra) em que o preço do Ativo-
Objeto é igual ao preço de exercício, de forma a não ter uma definição razoável
sobre se essa opção será exercida ou não;
● Out of the Money (“fora do dinheiro”): Uma opção fora do dinheiro (out of
the money; OTM) é aquela em que o exercício não compensaria se estivesse no
momento de seu vencimento. É uma opção de compra com o preço de seu ativo

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objeto abaixo do preço de exercício do contrato, ou uma opção de venda com o
preço do ativo acima do seu preço de exercício.

Parâmetros de Cálculo

Existem 5 fatores que afetam o preço de uma opção:

● Preço da Ação (S): Valor da ação ao qual a opção está associada;


● Preço de Exercício (X): Preço que o titular pode exercer;
● Volatilidade (σ): Mede a incerteza sobre o preço de mercado do Ativo-Objeto;
● Tempo: Tempo de vencimento da Opção. Quanto maior o tempo, maior o
prêmio, pois, aumenta as chances de ela ser exercida;
● Taxa de Juros (r): Se os juros estiverem muito altos, o prêmio de Call
(compra) será maior que a Put (venda).

Efeito dos fatores X Prêmio das Opções

● Preço da Ação Sobe: Valor da Call diminui;


● Maior Preço de Exercício: Valor da Call diminui;
● Maior Volatilidade: Valor da Call aumenta;
● Mais Tempo: Valor da Call aumenta;
● Juros Maiores: Valor da Call aumenta.

Vamos supor que um investidor esteja comprado em uma Call.


Se o preço da ação ao qual a opção está associada subir, essa Call irá subir juntamente.
No entanto, se o preço de exercício for alto, seu valor diminui, pois reduz a
probabilidade dessa opção ser exercida.

Quanto maior a volatilidade, mais valor a opção recebe. A volatilidade aumenta a


chance da opção ser exercida. A variável tempo influi positivamente nas opções
americanas, mas pode influenciar positivamente ou negativamente uma opção
europeia. No caso de opções “fora do dinheiro”, isso implicará numa maior probabilidade
de não ocorrer o exercício e, portanto, menor valor da opção.
Com base nisso, fica claro a importância de se entender o efeito que esses fatores causam.
Afinal, o investidor só consegue lucros se conseguir vender o ativo a um preço maior do que
ele comprou.

Volatilidade

A volatilidade está muito presente no Mercado de Renda Variável em geral. Não seria
diferente se tratando das Opções.

Sendo uma das principais variáveis no Mercado de Derivativos, quanto maior a expectativa
de movimentos nos preços do Ativo-Objeto, maior a possibilidade da Opção ser exercida e
maior será o ganho do prêmio.

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A volatilidade pode ser Histórica ou Implícita.

A volatilidade histórica é medida pelo desvio padrão da variação histórica do ativo-objeto.


Com base nela é possível estimar a tendência futura da volatilidade.

Quanto à volatilidade implícita, essa é uma estimativa futura adotada pelo mercado. Para
calculá-la são utilizadas informações do preço do ativo subjacente no mercado de derivativos
ou futuro. É a mais usada no Mercado de Opções.

Porém, infelizmente, nem sempre é possível utilizá-la devido a falta de liquidez das opções,
o que leva o investidor a analisar a volatilidade histórica para tomada de decisão.

Agora que já deixamos a parte técnica esclarecida, que tal conhecermos algumas estratégias
de operações para esse mercado?

Estratégias Para o Mercado de Opções

LONG FUTURES (Posição comprada em futuros)

Quando usar: Quando se está otimista com a perspectiva do mercado, porém, incerto com
a volatilidade.

Características de lucro: O lucro aumenta conforme o mercado sobe. Os ganhos se


baseiam na diferença do preço de entrada e no preço de saída.

Características de perda: A perda aumenta conforme o mercado cai. As perdas se baseiam


na diferença entre o preço de entrada e o preço de saída.

Características de depreciação: Nenhuma.

Categoria: Direcional

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SHORT FUTURES (Posição vendida em futuros)

Quando usar: Quando se está pessimista com as perspectivas do mercado e incerto com a
volatilidade.

Características de lucro: O lucro aumenta à medida que o mercado cai. Os ganhos se


baseiam na diferença do preço de entrada do preço de saída.

Características de perda: O lucro diminui conforme o mercado sobe. Os prejuízos se


baseiam na diferença entre o preço de entrada e o preço de saída.

Características de depreciação: Nenhuma.

Categoria: Direcional.

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LONG SYNTHETIC FUTURES (Posição comprada sintética em futuros)

Quando usar: Quando se está otimista com as perspectivas do mercado e incerto com a
volatilidade. A negociação pode acontecer a partir de uma posição comprada em Call ou
vendida em Put.

Características de lucro: O lucro aumenta à medida que o mercado sobe. Os ganhos se


baseiam na diferença entre o preço de entrada e o preço de saída.

Características de perda: A perda aumenta à medida que o mercado cai. As perdas se


caracterizam na diferença entre o preço de entrada e o preço de saída.

Características de depreciação: Nenhuma.

Categoria: Direcional.

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SHORT SYNTHETIC FUTURES (Posição vendida sintética em futuros)

Quando usar: Quando se está numa posição baixa no mercado e incerto com a volatilidade.
A negociação pode acontecer a partir de uma posição inicial vendida em Call ou comprada
em Put para criar uma posição mais baixa.

Características de lucro: O lucro aumenta à medida que o mercado cai. Os ganhos se


baseiam na diferença entre o preço de entrada e o preço de saída.

Caraterísticas de perda: A perda aumenta à medida que o mercado sobe. As perdas se


baseiam na diferença entre o preço de entrada e o preço de saída.

Características de depreciação: Nenhuma.

Categoria: Direcional.

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LONG RISK REVERSAL (Split Strike)

Quando usar: Quando se está otimista com as perspectivas do mercado e incerto com a
volatilidade. O risco/retorno é o mesmo do que com “long futures”, com a exceção de uma
área de pouco ou nenhum lucro/prejuízo.

Características de lucro: O lucro aumenta quando o mercado fica acima do preço de


exercício da posição comprado Call. O lucro fica em aberto no vencimento e se baseia no
preço de exercício B mais/menos o preço recebido ou pago para iniciar a posição.

Características de perda: A perda aumenta quando o mercado fica abaixo da posição


vendida em Put. A perda fica em aberto no vencimento e se baseia no preço de exercício A
mais/menos o prêmio recebido ou pago para iniciar a posição.

Características de depreciação:Elas variam de acordo com a relação entre o preço de


exercício da call, o preço de exercício da put e o preço dos futuros no momento em que a
posição é estabelecida.
A posição não é afetada se o preço dos futuros fica exatamente no meio entre o preço de
exercício da call e da put; se beneficia da depreciação quando o preço dos futuros está mais
perto do preço de exercício da call do que da put; ou é depreciada quando o preço dos
futuros está mais próximo do preço de exercício da put do que da call.

Categoria: Direcional.

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SHORT RISK REVERSAL (Split Strike)

Quando usar: Quando você está pessimista com as perspectivas do mercado e incerto
quanto à volatilidade. Normalmente, esta posição é iniciada para complementar uma outra
estratégia. Seu risco/retorno é o mesmo do que com “long futures”, exceto por uma área
estável de pouco ou nenhum lucro/prejuízo.

Características de lucro: O lucro aumenta à medida que o mercado fica abaixo do preço
de exercício da posição comprada em put. O ganho fica em aberto no vencimento e baseia-
se no preço de exercício A mais/menos o prêmio recebido ou pago para iniciar a posição.

Características de prejuízo: A perda aumenta quando o mercado fica acima da posição


vendida em call. O prejuízo fica em aberto no vencimento e baseia-se no preço de exercício
B mais/menos o prêmio recebido ou pago para iniciar a posição.

Características de deterioração: Elas variam de acordo com a relação entre o preço de


exercício da call, o preço de exercício da put e o preço dos futuros no momento em que a
posição é estabelecida. A posição não é afetada se o preço dos futuros fica exatamente no
meio entre o preço de exercício da call e da put; se beneficia da depreciação quando o preço
dos futuros está mais perto do preço de exercício da put do que da call; ou é depreciada
quando o preço dos futuros está mais próximo do preço de exercício da call do que da put.

Categoria: Direcional.

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LONG CALL

Quando usar: Quando se está otimista, ou muito otimista, com as perspectivas do mercado.
Em geral, quanto mais “fora do dinheiro” forem as opções de compra, mais altista deve ser
a estratégia.

Características de lucro: O lucro aumenta à medida que o mercado sobe. No vencimento,


o ponto de equilíbrio será o preço de exercício A da call mais o preço pago por opção de
compra.

Características de prejuízo: O prejuízo se limita ao montante pago por opção. A perda


máxima é realizada se o mercado ficar abaixo do preço de exercício A.

Características de depreciação: A posição é um ativo esgotável. Com o tempo, o valor


da posição deprecia conforme se aproxima do valor de vencimento.

Categoria: Direcional.

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SHORT CALL

Quando usar: Quando se está pessimista sobre o mercado. É recomendável vender opções
de compra (calls) ‘fora-do-dinheiro’ (maior preço de exercício), se estiver menos confiante
de que o mercado irá cair, e vender opções de compra (calls) ‘no dinheiro’, se estiver
confiante de que o mercado irá estabilizar ou declinar.

Características de lucro: O lucro se limita ao prêmio recebido. No vencimento, o ponto de


equilíbrio é o preço de exercício A mais o prêmio recebido. O ganho máximo é realizado se
o mercado ficar no preço de exercício A ou abaixo dele.

Características de prejuízo: A perda potencial fica em aberto e o prejuízo aumenta à


medida que o mercado sobe. No vencimento, o prejuízo aumenta em um ponto para cada
ponto em que o mercado estiver acima do ponto de equilíbrio. Como o risco fica em aberto,
a posição deve ser observada cuidadosamente.

Características de depreciação: A posição é beneficiada pela depreciação. O lucro do


vendedor da opção aumenta conforme a opção perde seu valor de tempo. O lucro máximo
com depreciação ocorre se a opção estiver “no dinheiro”.

Categoria: Direcional.

81
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LONG PUT

Quando usar: Quando você estiver pessimista, ou muito pessimista, com as perspectivas
do mercado. Em geral, quanto mais “fora do dinheiro” for o preço de exercício da put, mais
baixista deve ser a estratégia.

Características de lucro: O ganho aumenta conforme que o mercado cai. No vencimento,


o ponto de equilíbrio será o preço de exercício A menos o preço pago por opção. O lucro
aumenta um ponto adicional para cada ponto abaixo do ponto de equilíbrio.

Características de prejuízo: O prejuízo se limita ao montante pago por opção. A perda


máxima é realizada quando o mercado fica acima do preço de exercício A.

Características de depreciação: A posição é um ativo esgotável. Com o tempo, o valor


da posição deprecia conforme se aproxima do valor do vencimento.

Categoria: Direcional.

82
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SHORT PUT

Quando usar: Quando se acredita firmemente que o mercado não irá declinar. É
recomendável vender as opções “fora do dinheiro” se estiver mais ou menos convencido de
que o mercado não irá declinar, e vender as opções “no dinheiro” quando estiver bastante
convencido de que o mercado irá estabilizar ou subir. Se duvida que o mercado vai estabilizar
e está mais otimista, venda as opções “dentro do dinheiro” para obter lucro máximo.

Características de lucro: O ganho se limita ao prêmio recebido com a venda de put. No


vencimento, o ponto de equilíbrio fica no preço de exercício A menos o prêmio recebido. O
lucro máximo é realizado quando o mercado fica no preço de exercício A ou acima dele.

Características de prejuízo: O potencial de perda fica em aberto e o prejuízo aumenta


conforme o mercado declina. No vencimento, a perda aumenta em um ponto para cada
ponto em que o mercado fica abaixo do ponto de equilíbrio. Como o risco fica em aberto, a
posição deve ser observada atentamente.

Características de depreciação: A posição se beneficia da depreciação. O lucro do


vendedor da opção aumenta conforme a opção perde seu valor de tempo. O máximo lucro
com depreciação ocorre quando a opção é “no dinheiro”.

Categoria: Direcional

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BULL SPREAD (Trava de alta)

Quando usar: Quando se acha que o mercado subirá, mas com alta limitada. Uma boa
posição se quer se manter no mercado, mas está menos confiante em relação às expectativas
otimistas. Esta é a negociação altista mais popular.

Características de lucro: O ganho é limitado e alcança seu ponto máximo quando o


mercado fecha no preço de exercício B ou acima dele na data de vencimento. Se a versão
call x call (mais comum) for usada, o ponto de equilíbrio fica em A mais o custo líquido do
spread. Se a versão put x put for usada, o ponto de equilíbrio fica em B menos o prêmio
líquido recebido.

Características de prejuízo: O que se ganha limitando o potencial de lucro é basicamente


uma limitação da perda se você errou em sua previsão do mercado. O prejuízo máximo
ocorre quando o mercado fica no preço de exercício A ou abaixo dele no vencimento. Com a
versão call x call, a perda máxima equivale ao custo líquido do spread.

Características de depreciação: Se o mercado está no meio entre A e B, verifica-se pouca


ou nenhuma depreciação. Se o mercado está mais próximo de B, a depreciação é geralmente
um benefício. Se o mercado está mais perto de A, a depreciação é geralmente prejudicial à
rentabilidade.

Categoria: Direcional

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BEAR SPREAD (Trava de baixa)

Quando usar: Quando se acha que o mercado vai declinar, mas com queda limitada. Esta
é uma boa posição se quer se manter no mercado, mas está menos confiante em relação às
expectativas baixistas. Esta é a posição mais popular entre os investidores que apostam na
baixa, porque pode ser lançada como uma negociação conservadora quando não se tem
certeza sobre a postura baixista.

Características de lucro: O ganho é limitado e alcança seu ponto máximo quando o


mercado fica no preço de exercício A ou abaixo dele na data de vencimento. Se a versão put
x put (mais comum) for usada, o ponto de equilíbrio fica em B menos o custo líquido do
spread. Se a versão call x call for usada, o ponto de equilíbrio fica em A mais o prêmio
recebido.

Características de prejuízo: Ao aceitar um limite nos lucros, você também limita as


perdas. Na data de vencimento, os prejuízos aumentam à medida que o mercado sobe em
direção ao preço de exercício B, no qual as perdas atingem seu ponto máximo. Com a versão
put x put, a perda máxima equivale ao custo líquido do spread.

Características de depreciação: Se o mercado está no meio entre A e B, pouca ou


nenhuma depreciação é verificada. Se o mercado está mais próximo de A, a depreciação é
geralmente um benefício. Se o mercado está mais perto de B, a depreciação é geralmente
prejudicial à rentabilidade.

Categoria: Direcional.

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LONG BUTTERFLY (Borboleta comprada)

Quando usar: Esta é uma das poucas posições que podem ser lançadas, de maneira
vantajosa, em uma série de opções de longo prazo. Recomenda-se que seja lançada quando,
faltando um mês ou mais para o vencimento, o custo do spread for 10% ou menos dopico
menos A (20% se houver um preço de exercício entre A e B). Esta é uma regra prática.
Verifique os valores teóricos.

Características de lucro: O lucro máximo ocorre quando o mercado está em B na data de


vencimento. Este ganho equivaleria a B menos A menos o custo líquido do spread. Ele se
desenvolveu, quase completamente, no último mês.

Características de prejuízo: A perda máxima, em ambas as direções, equivale ao custo


do spread. Esta é uma transação bastante conservadora, cujos pontos de equilíbrio se
encontram em A mais o custo do spread e em C menos o custo do spread.

Características de depreciação: A depreciação é insignificante até o último mês, durante


o qual padrões distintos de butterfly (borboleta) são formados. O lucro máximo coincide com
B. Se você estiver afastado da faixa A a C no início do último mês, é recomendável liquidar
a posição.

Categoria: Precisão.

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SHORT BUTTERFLY (Borboleta vendida)

Quando usar: Quando o mercado está abaixo de A ou acima de C e a posição está


superfaturada com cerca de um mês remanescente até a data de vencimento. Ou quando
faltam apenas algumas semanas, o mercado está próximo de B e você espera um movimento
em uma direção ou na outra.

Características de lucro: O lucro máximo equivale ao crédito no qual o spread foi


estabelecido. Este ocorre quando, no vencimento, o mercado está abaixo de A ou acima de
C, o que torna todas as opções “dentro do dinheiro” ou “fora do dinheiro”.

Características de prejuízo: O prejuízo máximo ocorre quando o mercado está em B na


data de vencimento. Ele equivale a B menos A menos o crédito recebido quando a posição
foi estabelecida. Os pontos de equilíbrio ficam em A mais o crédito inicial e em C menos o
crédito inicial.

Características de depreciação: A depreciação é insignificante até o último mês, durante


o qual padrões distintos de butterfly (borboleta) são formados. A aceleração do prejuízo
máximo coincide com B.

Categoria: Precisão.

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LONG IRON BUTTERFLY

Quando usar: Quando o mercado está abaixo de A ou acima de C e a posição está


subfaturada com cerca de um mês remanescente. Ou quando faltam apenas algumas
semanas, o mercado está próximo de B e você espera um movimento iminente em uma
direção ou na outra.

Características de lucro: O lucro máximo equivale a B menos A menos o prejuízo líquido


para criar a posição. Ele ocorre quando, no vencimento, o mercado está abaixo de A ou
acima de C.

Características de prejuízo: O prejuízo máximo é verificado quando o mercado está em


B na data de vencimento. O montante da perda equivale ao prejuízo líquido para criar a
posição. Os pontos de equilíbrio estão em B mais e menos o débito inicial.

Características de depreciação: A depreciação é insignificante até o último mês, durante


o qual padrões distintos de butterfly (borboleta) são formados. O prejuízo máximo coincide
com B. Se você estiver afastado da faixa de A a C ao entrar no último mês, é recomendável
manter a posição.

Categoria: Precisão

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SHORT IRON BUTTERFLY

Quando usar: Recomenda-se que seja lançada quando o crédito do “short iron butterfly”
for equivalente a 80% ou mais de C menos A, e você consiga prever um período longo de
relativa estabilidade de preço, no qual o objeto estará no ponto central da faixa entre C e A
perto da data de vencimento. Esta é uma regra prática. Verifique os valores teóricos.

Características de lucro: O lucro máximo ocorre quando o mercado está em B na data de


vencimento. O ganho seria equivalente ao prêmio do “short straddle” menos o prêmio da
“long strangle”. Ele se desenvolveu, quase completamente, no último mês.

Características de prejuízo: A perda máxima, em ambas as direções, equivale ao prêmio


líquido recebido menos (B menos A). Esta é uma negociação bastante conservadora, cujos
pontos de equilíbrio se encontram em B mais e menos o prêmio líquido recebido.

Características de depreciação: A depreciação é insignificante até o último mês, durante


o qual padrões distintos de butterfly (borboleta) são formados. O lucro máximo coincide com
B. Se você estiver afastado da faixa de A a C ao entrar no último mês, é recomendável
liquidar a posição.

Categoria: Precisão.

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LONG STRADDLE (Straddle comprado)

Quando usar: Quando o mercado está próximo de A e você acredita que haverá movimento,
mas não sabe em que direção. Esta é uma posição especialmente boa quando o mercado
está calmo, mas começa a oscilar bruscamente indicando uma possível erupção.

Características de lucro: O lucro fica em aberto em ambas as direções. No vencimento, o


ponto de equilíbrio fica em A mais/menos o custo do spread. Entretanto, esta posição é
raramente mantida até o vencimento devido à crescente depreciação provocada pela
passagem do tempo.

Características de prejuízo: O prejuízo está limitado ao custo do spread. O prejuízo


máximo ocorre quando o mercado está em A na data de vencimento.

Características de depreciação: A depreciação aumenta à medida que as opções se


aproximam da data de vencimento. A posição é geralmente liquidada bem antes do
vencimento.

Categoria: Precisão.

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SHORT STRADDLE (Straddle vendido)

Quando usar: Quando o mercado está próximo de A e você supõe que ele esteja se
estabilizando. Como você está apenas vendido em opções, você lucra conforme elas declinam
se o mercado permanecer perto de A.

Características de lucro: O ganho será maximizado se o mercado estiver em A na data de


vencimento. Em cenário envolvendo call e put (mais comum), o lucro máximo equivale ao
crédito recebido no estabelecimento da posição. O ponto de equilíbrio fica em A mais/menos
o crédito total.

Características de prejuízo: O potencial de perda fica em aberto em ambas as direções.


Consequentemente, a posição deve ser monitorada cuidadosamente e ajustada em relação
ao delta-neutro caso o mercado comece a se afastar de A.

Características de prejuízo: Por estar negociando apenas posições vendidas em opções,


você verifica uma depreciação crescente do valor de tempo à medida que a data de
vencimento se aproxima. A depreciação é maximizada quando o mercado está próximo de
A.

Categoria: Precisão.

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LONG STRANGLE (Strangle largo)

Quando usar: Quando o mercado está dentro ou próximo da faixa de A a B e tem se


mantido estável. Se o mercado explodir em uma direção ou na outra, você ganha dinheiro.
Se ele continuar estável, você perde menos do que com a “long straddle”. Esta estratégia é
útil também quando o aumento da volatilidade implícita é previsto.

Características de lucro: O lucro fica em aberto em ambas as direções. Os pontos de


equilíbrio estão em A menos o custo do spread e em B mais o custo do spread. No entanto,
geralmente o spread não é mantido até a data de vencimento.

Característica de prejuízo: A perda é limitada e equivale ao custo líquido da posição. O


prejuízo máximo ocorre quando, no vencimento, o mercado está entre A e B.

Característica de depreciação: A depreciação é acelerada à medida que as opções


vencem, mas não tão rapidamente quanto com a “long straddle”. Para evitar uma crescente
depreciação, a posição é normalmente liquidada antes do vencimento.

Categoria: Precisão.

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SHORT STRANGLE (STRANGLE VENDIDO)

Quando usar: Quando o mercado está dentro ou próximo da faixa entre A a B e, embora
ativo, começa a acalmar. Se o mercado se estabiliza, você ganha dinheiro, se ele continua
ativo, você tem um pouco menos risco do que com a “short straddle”.

Características de lucro: O ganho máximo equivale ao prêmio de opção recebido e é


realizado, no vencimento, se o mercado estiver entre A e B.

Características de prejuízo: Na data de vencimento, as perdas são verificadas se o


mercado estiver acima de B mais o prêmio da opção recebido (para put e call) ou abaixo de
A menos o referido prêmio. A perda potencial fica em aberto e embora o risco seja menor
do que com a “short straddle”, a posição é arriscada.

Características de prejuízo: Por estar vendido em opções, você verifica uma depreciação
crescente do valor de tempo à medida que a data de vencimento se aproxima. A depreciação
será maximizada se o mercado estiver na faixa entre A a B.

Categoria: Precisão.

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RATIO CALL SPREAD (Venda de volatilidade - Call)

Quando usar: Geralmente quando o mercado está perto de A e você espera uma leve ou
moderada ascensão, mas vê potencial para venda. Este é um dos spreads de opções mais
comuns e é raramente feito mais do que de 1 para 3 (duas posições vendidas a mais) devido
ao risco de alta.

Características de lucro: O ganho máximo equivale a B menos A menos o custo líquido


da posição (para versão call x call) e é realizado se o mercado estiver em B na data de
vencimento. Pode equivaler também a B menos A mais o crédito líquido da posição (se o
prêmio da opção comprada for menor do que o prêmio recebido pela venda de duas ou mais
opções).

Características de prejuízo: A perda é limitada se o mercado estiver em baixa (para custo


líquido da posição em call x call, ou nenhuma perda é verificada se a posição for estabelecida
com crédito), mas fica em aberto se o mercado subir. Se este subir acima do preço de
exercício B, a perda será proporcional ao número de posições vendidas a mais na posição.

Características de depreciação: Depende do valor de tempo líquido comprado ou vendido


através desta estratégia. Quando o valor de tempo vendido é maior do que o comprado, a
depreciação do valor de tempo beneficia o detentor da estratégia.

Categoria: Precisão.

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RATIO PUT SPREAD (Venda de volatilidade - Put)

Quando usar: Geralmente, quando o mercado está próximo de B e você pressupõe que ele
irá declinar leve ou moderadamente, mas vê potencial para uma ascensão brusca. Este é um
dos spreads de opções mais comuns e é raramente feito mais do que de 1 para 3 (duas
posições vendidas a mais) devido ao risco de baixa.

Características de lucro: O ganho máximo equivale a B menos A menos o custo líquido


da posição (para versão put x put) e é realizado se o mercado está em A na data de
vencimento. Ele pode equivaler também a B menos A mais o crédito líquido da posição (se o
prêmio da posição comprada em opção for menor do que o prêmio recebido pela venda de
duas ou mais opções).

Características de prejuízo: A perda é limitada se o mercado estiver em alta (para custo


líquido da posição em put x put ou nenhuma perda é verificada se a posição for estabelecida
com crédito), mas fica em aberto se o mercado cair. Se este cair abaixo do preço de exercício
A, a perda será proporcional ao número de posições vendidas a mais.

Características de depreciação: Depende do valor de tempo líquido comprado ou vendido


por meio desta estratégia. Se houver mais valor de tempo vendido do que comprado, a
depreciação do valor de tempo será benéfica ao detentor.

Categoria: Precisão.

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CALL RATIO BACKSPREAD (Compra de volatilidade - Call)

Quando usar: Normalmente quando o mercado está perto de B e apresenta sinais de


atividade crescente com maior possibilidade de ascensão.

Características de lucro: O ganho é limitado na queda (caso o crédito líquido tenha sido
recolhido quando a posição foi estabelecida), mas fica em aberto se o mercado estiver em
ascensão rápida (rally).

Características de prejuízo: A perda máxima equivale a B menos A menos o crédito inicial


(ou B menos A mais o crédito inicial) realizada quando o mercado está em B na data de
vencimento. A perda é menor em comparação com a “long straddle” e resulta da decisão de
sacrificar a obtenção de lucro potencial na queda do mercado.

Características de depreciação: Depende do valor de tempo líquido comprado ou vendido


através desta estratégia. Se houver mais valor de tempo vendido do que comprado, a
depreciação do valor de tempo é benéfica ao detentor.

Categoria: Precisão.

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PUT RATIO BACKSPREAD (Compra de volatilidade - Put)

Quando usar: Geralmente quando o mercado está próximo de A e apresenta sinais de


atividade crescente, com maior probabilidade de queda. Por exemplo, se o último movimento
significativo foi de ascensão seguido de estabilidade.

Características de lucro: O ganho é limitado na alta (caso o crédito líquido tenha sido
recolhido quando a posição foi estabelecida), mas fica em aberto se o mercado estiver em
declínio.

Características de prejuízo: A perda máxima equivale a B menos A menos o crédito inicial


(ou B menos A mais o crédito inicial) realizado quando o mercado está em A na data de
vencimento. A perda é menor em comparação com a “long straddle” e resulta da decisão de
sacrificar a obtenção de lucro potencial na subida do mercado.

Características de depreciação: Depende do valor de tempo líquido comprado ou vendido


através desta estratégia. Se houver mais valor de tempo vendido do que comprado, a
depreciação do valor de tempo é benéfica ao detentor.

Categoria: Precisão.

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BOX

Quando usar: Ocasionalmente, o mercado torna-se desalinhado o suficiente para justificar


o lançamento inicial em uma dessas posições. No entanto, elas são mais comumente usadas
para “travar” todas ou algumas partes de uma carteira comprando ou vendendo de modo a
criar as “pernas” que faltam na posição. Estas são alternativas para fechar as posições a
preços possivelmente desfavoráveis.

Long box: Posições comprada em uma trava de alta e comprada em uma trava de baixa,
ou seja, comprada em call A, vendida em call B, comprada em put B e vendida em put A.
Valor = B menos A menos o débito líquido.

Short box: Posições comprada em call B, vendida em call A, comprada em put A e vendida
em put B. Valor = Crédito líquido mais (A menos B).

Conversão de instrumento comprado: Comprado no instrumento, comprado em put A,


vendido em call A. Valor = 0. “Preço” = instrumento mais put menos A menos call.

Conversão de instrumento vendido: Vendido em instrumento, comprado em call A,


vendido em put A. Valor = 0. “Preço” = A mais call menos instrumento menos put.

Categoria: Operação travada ou de arbitragem. Estes spreads são conhecidos como


“operações travadas” porque seu valor na data de vencimento é completamente
independente do preço do instrumento. Se você puder comprá-los por menos do referido
valor ou vendê-los por mais, você obterá lucro (excluindo os custos das comissões).

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O que são contratos futuros

Como o próprio nome diz, os contratos futuros são contratos de compra ou venda de um
ativo que possui uma data específica para ocorrer.

Para entender um pouco mais, vamos falar sobre o surgimento deste tipo de contrato.

Surgimento dos contratos futuros

Muito antes das ações existirem, o setor agrícola sempre precisou lidar com o risco existente
na produção de qualquer produto, seja uma plantação de soja ou a criação de gado.

Os produtores sempre precisaram lidar com o risco que possuíam de ter uma safra ruim ou
terem uma safra boa, mas não conseguirem vender por um preço que os desse lucro.

Além disso, os comerciantes também enfrentavam o risco de precisar pagar muito caro em
um produto caso alguma coisa, como a mudança do clima ou a seca numa determinada
região, ocorresse.

Com o tempo, produtores e comerciantes começaram a negociar a compra antecipada da


safra de uma plantação ou da arroba do boi.

Dessa maneira, não importa o que ocorresse no meio do caminho, ambos os lados diminuem
o risco da negociação: De um lado, os produtores estariam protegidos caso um incidente
acontecesse. De outro, os comerciantes sabiam exatamente quanto pagariam pelo produto
quando ele estivesse pronto para ser negociado.

Assim surgiu o contrato futuro: Um acordo de compra e venda entre duas partes que se trata
de um produto que será adquirido no futuro

Como é utilizado no mercado financeiro

No mercado financeiro hoje em dia os investidores continuam utilizando esses contratos


como forma de proteção da imprevisibilidade de ativos como moedas e commodities.

Imagine que você é um grande investidor que precisará pagar contas em dólares 6 meses a
partir de hoje.

Devido à grande volatilidade da cotação do dólar e da imprevisibilidade desta moeda, você


pode fazer uma “trava” com contratos futuros: Você compra o ativo à vista e vende o contrato
futuro.

Dessa maneira, independentemente da moeda se valorizar ou não, você estará protegido e


sabe exatamente quando irá pagar por esta conta.

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É claro que isso evita que você se beneficie de uma desvalorização da moeda nesse cenário.
Contudo, no mundo financeiro o que realmente importa é não correr riscos desnecessários.
Eliminar o fator risco desta operação já é considerado um ganho, independentemente do que
aconteça no futuro.

Mas se eu comprar contratos futuros, vou receber o produto em casa?

Ao contrário do que ocorria na época em que os primeiros contratos futuros eram feitos, hoje
em dia a maioria absoluta dos contratos negociados na B3 possui liquidação financeira e não
física.

Isso quer dizer que você não receberá o produto físico em sua conta, mas sim o valor
financeiro daquela transação.

No exemplo da trava de dólar no item anterior, o empresário não receberá dólares pelo
correio, mas terá o valor financeiro daqueles contratos creditados em sua conta na data do
vencimento.

Tipos de contratos futuros

Os contratos futuros podem ser de moeda, índices ou commodities (arroz, café, ouro, etc).
Cada contrato é negociado na bolsa através de um código (ticker) semelhante às ações.

Contudo, diferente do mercado de ações, este ticker muda periodicamente e varia de acordo
com o vencimento de cada ativo. A única coisa que não se altera são as três primeiras letras
de cada um desses contratos.

A seguir, você pode ver uma tabela com as três primeiras letras do código de contratos
futuros:

Fonte: http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-
variavel/mercado-de-acoes/mercado-futuro.htm

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Além das três primeiras letras, um contrato também é composto por uma letra adicional, que
representa o mês de vencimento, e dois números que representam o ano de vencimento.

E como funcionam os vencimentos?

O vencimento dos contratos futuros é representado sempre por uma letra, que representa o
mês, além de dois números que representam o ano de vencimento.

Cada mês é representado por uma letra, de acordo com a tabela abaixo:

Mês Letra

Janeiro F

Fevereiro G

Março H

Abril J

Maio K

Junho M

Julho N

Agosto Q

Setembro U

Outubro V

Novembro X

Dezembro Z

O ano será representado pelos dois números finais. Ex: O contrato com vencimento em 2021
terá o número “21” no final do seu ticker.

Contudo, cada contrato possui um vencimento específico. A maioria vence de maneira


mensal, mas outros podem apresentar vencimento a cada dois meses.

Para day trade, os contratos operados são sempre o do próximo vencimento daquele
contrato. No caso do dólar, por exemplo, sempre iremos operar em janeiro o contrato que
vence em fevereiro e assim por diante.

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Resumindo, o código do ativo é formado por:

Código de negociação + Letra do mês de vencimento + número do ano de vencimento

Ex: O contrato de dólar cheio (DOL) com vencimento em janeiro (F) de 2022 (22) será
DOLF22.

Os contratos futuros são amplamente utilizados em day trade devido à sua alta liquidez
(quantidade de negócios disponíveis), possibilidade de alavancagem (operar mais contratos
do que o financeiro depositado como margem na corretora) e volatilidade (variação do preço
ao longo do dia).

Esses três requisitos geram possibilidade de grandes retornos com capital relativamente
pequeno.

Os contratos futuros mais utilizados são o Dólar e Índice, que falaremos um pouco mais a
seguir.

Contratos Futuros de Dólar

Como dito anteriormente, a compra de contratos futuros de dólar não é o mesmo que a
compra da moeda em espécie. Nesse caso, a liquidação é financeira, ou seja, apenas o valor
financeiro dessa operação será debitado/creditado em sua conta.

Os contratos são subdivididos em duas opções: Dólar cheio (DOL) e mini dólar (WDO).

As estratégias e os preços de cada um desses dois são exatamente a mesma. A diferença


está no volume financeiro de cada um.

O dólar cheio pode ser negociado apenas em lotes de 5 em 5 contratos no mínimo, não
sendo possível comprar/vender 1, 2, 3, 4. No índice, a negociação é feita em lotes de 1 em
1 mini contrato.

Quanto vale um contrato de dólar?

O valor de cada contrato é de U$ 50 mil. Ou seja, o valor de um lote é de U$ 250 mil.

O minicontrato de dólar (mini dólar), por sua vez, tem valor correspondente a 20% do dólar
cheio, ou seja, U$ 20 mil.

Qual o volume financeiro?

O volume financeiro do contrato será de valor x cotação. Ou seja, um contrato de mini dólar
cotado a 5.300,00 tem o volume financeiro de US 20.000,00 x 5.300,00 = U$ 106 milhões.

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Qual o vencimento dos contratos?

No caso do dólar, o vencimento é sempre no primeiro dia útil de cada mês e o contrato mais
líquido é sempre o que possui vencimento no mês seguinte à data atual.

Por exemplo, se você for realizar operações no dólar no mês de Março, deve operar o contrato
com vencimento para maio. Se estiver no ano de 2021, o ticker correto é DOLK21 conforme
explicado anteriormente.

Como funciona a pontuação no dólar

A cotação dos contratos futuros de dólar varia de 0,5 em 0,5 pontos, tanto para o cheio
quanto para o mini.

A diferença é que 0,5 pontos do dólar cheio equivale a R$ 50,00 e 0,5 pontos no mini dólar
equivale a R$ 5,00.

Portanto, caso você realize uma operação onde consiga 6 pontos com 2 mini contratos, basta
multiplicar a quantidade de pontos que ganhou (6) por R$ 5,00 e depois pela quantidade de
mini contratos (2).

Assim, terá: 6 x R$ 5,00 x 2 = R$ 60,00.

Para resumir, segue uma tabela com as principais informações do dólar:

Código DOL (Cheio) WDO (mini)

Tamanho do contrato US 50.000,00 U$ 20.000,00

Valor do contrato US 50.000,00 x cotação U$ 20.000,00 x cotação

Meses de vencimento Todos os meses Todos os meses

Data do vencimento 1° dia útil de cada mês 1° dia útil de cada mês

Horário de negociação 9h às 18h 9h às 18h

Contratos Futuros de índice

O índice futuro é um contrato que representam índice Ibovespa no futuro e ele é utilizado
pelos investidores para proteção em investimentos com ações.

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Assim como o dólar, a compra de contratos futuros de índice também possui liquidação
financeira e os contratos são subdivididos em duas opções: índice cheio (IND) e mini índice
(WIN).

A diferença entre Índice Cheio e WIN também permanecem as mesmas, sendo que o IND é
negociado em lotes de 5 em 5 contratos enquanto o WIN é negociado em lotes de 1 em 1
mini contrato.

Quanto vale um contrato de índice?

Para o caso do índice, o valor de cada contrato futuro é com base na pontuação do ativo. O
Índice Cheio será R$ 1,00 x a pontuação e o mini índice será de R$ 0,20 x pontuação.

Qual o vencimento dos contratos?

Para o índice, o vencimento é um pouco diferente do apresentado no dólar.

Seus contratos irão vencer sempre na quarta-feira mais próxima do dia 15 nos meses pares.

Você também deve operar os contratos sempre do próximo vencimento para o índice. Isso
quer dizer que se você estiver em janeiro de 2021, o contrato operado deve ser o que possui
vencimento em Fevereiro. Nesse caso, o contrato cheio que deve ser utilizado é o INDG21.

O único detalhe é para quando estiver nos meses pares. Antes da quarta-feira mais próxima
do dia 15, você deve operar o contrato com vencimento para o mês atual. Depois desta data,
deve utilizar o contrato com vencimento no próximo mês par.

Por exemplo: No dia 03 de fevereiro de 2021, você deve utilizar o contrato INDG21. Contudo,
no dia 25 de fevereiro de 2021, o ticker do contrato que você irá operar deve ser o INDJ20.

Como funciona a pontuação no índice?

A cotação dos contratos futuros de índice varia de 5 em 5 pontos, tanto para o cheio quanto
para o mini. A diferença é que 5 pontos do cheio equivalem a R$ 1,00 e 5 pontos no mini
equivale a R$ 0,20.

Portanto, caso você realize uma operação onde consiga 50 pontos com 2 mini contratos,
basta multiplicar a quantidade de pontos que ganhou (50) por R$ 0,20 e depois pela
quantidade de mini contratos (2).

Assim, terá: 50 x R$ 0,20 x 2 = R$ 20,00.

Para resumir, segue uma tabela com as principais informações do índice:

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Código IND (Cheio) WIN (mini)

Cotação R$ 1,00 por tick U$ 0,20 por tick

Valor do contrato R$ 1,00 x pontuação R$ 0,20 x pontuação

Meses de Meses pares Meses pares


vencimento

Data do vencimento Quarta-feira mais próxima do dia 15 Quarta-feira mais próxima do dia 15
dos meses pares dos meses pares

Horário de 9h às 18h 9h às 18h


negociação

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Introdução à Análise Fundamentalista

É a análise favorita dos maiores investidores da história como Warren Buffet, Lírio Parisotto,
Luiz Alves Paes de Barros, Luiz Barsi e grandes gestoras e bancos de investimento.

A análise Fundamentalista reúne um conjunto de estratégias que permitem avaliar a saúde


financeira de uma empresa, de um país e o momento em que está inserido. Ela é uma das
principais aliadas dos investidores que focam no longo prazo e compram ações na Bolsa de
Valores com a mentalidade de sócio.

Quando você vai montar um negócio, ou ser sócio de um, o que você avaliaria para investir?

Com certeza você irá analisar o segmento, o momento econômico do país, os preços dos
competidores, as vantagens que pode ter, além de analisar o potencial de lucratividade, nível
de alavancagem, endividamento, calcular as margens de lucro, escalabilidade.

Ou seja, o mínimo necessário para se ter uma segurança que seu dinheiro irá ser bem
investido. Pois então, isso é a análise fundamentalista se propõe: descobrir se vale a pena
investir em uma empresa com base em diversos dados e indicadores relacionados à empresa,
ao mercado e ao segmento no qual ela está inserida.

O que é Análise Fundamentalista?

A análise fundamentalista reúne um conjunto de técnicas e abordagens que buscam


investigar uma empresa para descobrir se vale a pena investir.

Em geral, ela leva em consideração informações divulgadas pelas próprias empresas, como
geração de lucro, número de clientes, crescimento da receita, entre centenas de outros
dados.

Essas informações são acrescentadas do contexto macroeconômico, do panorama do setor


em que a companhia atua e do histórico da organização. Desse modo, é possível traçar
cenários e fazer previsões.

Outro objetivo da análise fundamentalista é determinar o valor intrínseco de determinado


ativo e comparar ao preço pelo qual ele é negociado.

Que tal uma analogia para entender melhor como a análise fundamentalista funciona?

Pense, por exemplo, nas investigações criminais. Os policiais avaliam a cena do crime e
conferem o cenário, coletando e analisando provas e evidências, além dos relatos de
testemunhas.

Trata-se exatamente disso: uma investigação profunda. Na análise fundamentalista, não é


diferente. O que muda é o elemento de estudo e as técnicas utilizadas. Mas o objetivo, no

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fundo, é o mesmo: reunir o máximo de informações possíveis para destrinchar um assunto
e tomar a melhor decisão.

Histórico da Análise Fundamentalista

O criador da análise fundamentalista foi o célebre economista, estudioso e investidor


americano Benjamin Graham. Ele é considerado o precursor por acreditar que o preço da
ação deve refletir a perspectiva de performance da empresa no futuro.

Falando em termos simplificados, o objetivo de Graham era identificar os indicadores de


sucesso futuro para saber quais ações tinham maior potencial de valorização.

Basicamente, sua proposta era encontrar as pistas certas para ter retorno no médio e longo
prazo. Portanto, fica claro que a avaliação fundamentalista tem como foco a estratégia do
holder, não do trader, ok?

A partir de sua análise, Graham encontrava ações de companhias subvalorizadas, mas com
perspectivas de melhoria. Ou seja, ele achava as melhores oportunidades do mercado.

Para reforçar o conceito e começar a explicar a análise fundamentalista, é preciso entender


que um dos principais objetivos é definir o valor justo para os ativos de uma companhia.

Princípios da Análise Fundamentalista

Para entender a análise fundamentalista, é necessário compreender suas diferentes etapas


e conceitos, que formam os princípios:

● Estudo dos demonstrativos financeiros: Compreende a análise de dados


qualitativos e quantitativos da companhia;
● Cálculos e estimativas: Envolvem a realização de projeções para o médio e o
longo prazo, a partir dos dados coletados;
● Comparação com outros ativos: Foca em uma referência, para comparar a
empresa aos seus pares;
● Tomada de decisão: Ocorre depois dos dados coletados e da análise
realizada.

Dentro desse cenário, ainda é necessário entender o que é valor intrínseco, um conceito
muito utilizado por quem faz valuation dos ativos em busca de oportunidades.

O pressuposto desses investidores é simples: o preço no mercado de ações não reflete


necessariamente o valor real do ativo.

Eles consideram que o valor intrínseco é o verdadeiro, e não o preço de tela, pelo qual a
empresa é negociada.

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Por exemplo: digamos que determinada ação está sendo negociada a R $20. Ao fazer a
análise fundamentalista e o valuation, você descobre que o preço verdadeiro, para os valores
que você projetou, seria de R $25. Esse é o valor intrínseco.

Neste caso, poderia ser uma boa ideia comprar a ação com foco no longo prazo, porque você
compraria a empresa com um desconto em relação ao valor real.

No futuro, se as suas projeções se confirmarem e a ação atingir o valor que você calculou,
irá atingir um ganho de R $5 por papel comprado.

Aqui, é importante reforçar um dos principais pressupostos dessa abordagem: o mercado


de ações vai refletir os fundamentos da empresa no longo prazo.

Por isso, ao encontrar o valor intrínseco, você reúne mais elementos para saber se vale a
pena adquirir uma ação ou até mesmo vendê-la.
Vale lembrar, porém, que você nunca saberá se a sua estimativa está correta nem quanto
tempo vai demorar para o preço do ativo chegar ao valor intrínseco.

Trata-se de um exercício de projeção e uma das abordagens possíveis para embasar a sua
tomada de decisão. Note que não existe uma regra, nem uma única maneira de lucrar com
a venda e compra de ações.

Por que Usar a Análise Fundamentalista?

A análise fundamentalista é recomendada para quem deseja investir na Bolsa de Valores com
foco no longo prazo.

Neste caso, o objetivo é montar uma carteira de ações para construir e solidificar seu
patrimônio. É o famoso buy and hold, no qual você compra as ações e carrega por muito
tempo.

Para definir quais empresas comprar, os investidores de longo prazo buscam respostas para
algumas perguntas, como:

● Como está o faturamento da empresa?


● Como está sua lucratividade?
● A empresa é rentável?
● Qual é a participação da companhia no seu segmento?
● Ela é forte o suficiente para vencer os concorrentes?
● A empresa tem vantagens competitivas?
● Como está a capacidade do negócio de honrar seus compromissos financeiros?

Todas essas perguntas ajudam a entender se comprar aqueles ativos é uma boa ideia. Por
isso, a análise fundamentalista é uma das mais indicadas para os investimentos em renda
variável.

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Principais Características da Análise Fundamentalista

Diante dos propósitos da análise fundamentalista, chegamos às suas principais


características. Elas são:

● Destrinchar a saúde financeira da empresa;


● Descobrir se a empresa tem vantagens competitivas e perspectiva de
crescimento;
● Estudar as perspectivas do setor em que a empresa atua e quais são os
aspectos referentes à economia;
● Analisar como a gestão da empresa é realizada em comparação com a
concorrência e os resultados financeiros obtidos;
● Fazer o valuation da empresa para definir seu valor justo, a fim de refletir a
situação atual da companhia e as expectativas futuras.

Como a Análise Fundamentalista Funciona?

Como vimos, o objetivo principal da análise fundamentalista é compreender o desempenho


e o comportamento de determinada companhia.

Em geral, esse processo ocorre pela análise de indicadores financeiros, os balanços e os


resultados da companhia, além de dados do setor, da economia e do mercado.

Essas informações são verificadas porque definem o valor intrínseco do ativo. Com isso, o
valor da companhia é avaliado, em vez do preço de suas ações. Dentro desse contexto, os
fatores analisados são:

Fatores Microeconômicos

O foco são as variáveis diretamente relacionadas à empresa ou ao seu setor de atuação.


Aqui, os fatores são divididos em duas análises:

● Histórica: contempla o desempenho financeiro, o Balanço Patrimonial (BP), o


Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) e o Demonstrativo do Fluxo de
Caixa (DFC);
● Qualitativa: abrange gestão, reputação e reconhecimento.

Esses agentes podem ser divididos em 3 principais critérios. Veja!

● GESTÃO DA EMPRESA: Conhecer a capacidade de administração dos gestores


da companhia é essencial para avaliar a empresa, porque determina como suas
decisões são tomadas. A partir do histórico, é possível verificar como foi a
entrega dos resultados ao longo do tempo.

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● INSUMOS E BENS DE PRODUÇÃO: Idealmente, os preços de compra dos
insumos devem ser o menor possível, porque isso significa que a margem de
lucro operacional tende a ser maior. Portanto, o potencial de valorização
também tende a ser. O cuidado é com a qualidade, já que prejuízos na
satisfação dos clientes levam à perda de resultados.

● ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA: O segmento de atuação também é relevante.


Por isso, a análise fundamentalista fica mais completa quando verificada a
performance da empresa perante a concorrência. Desse modo, é possível definir
qual é a melhor e avaliar as estratégias de benchmarking para melhoria dos
resultados.

Fatores Macroeconômicos

Esses fatores se referem à economia geral. São ameaças e oportunidades, que podem ajudar
ou atrapalhar o desempenho da empresa na bolsa de valores. Entre as variáveis consideradas
estão:

● Nível de Atividade: Engloba Produto Interno Bruto (PIB) do país, emprego e


renda;
● Inflação: A inflação contempla o poder de compra e os preços do ativo;
● Taxa de Câmbio: Refere-se à competitividade no mercado global;
● Taxa de Juros: Abrange o crescimento no mercado.

Dentro desses fatores, os destaques são:

TAXA DE JUROS: A taxa básica de juros da economia, a Selic, impacta o desempenho das
empresas devido à alavancagem operacional. Nesse caso, recursos são captados no mercado
com uma determinada taxa de juros. O dinheiro é empregado em projetos que prometem
alta rentabilidade.

Por outro lado, há organizações que funcionam apenas com caixa líquido. Elas ignoram a
alavancagem operacional, porque têm dinheiro sobrando. Esse capital é empregado no
mercado de juros. Com isso, em tese, são prejudicadas com a baixa da taxa e beneficiadas
com a alta.

INFLAÇÃO: A perda do poder de compra da moeda é outro fator relevante para os


investimentos.

A inflação tende a afetar as empresas de diferentes maneiras. Um exemplo são as


companhias de energia elétrica. Os contratos do setor são reajustados de acordo com o
Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA. Portanto, há garantia de reajuste nos
ganhos.

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Além disso, o consumo de energia tende a permanecer o mesmo, inclusive em períodos de
crise. Esse é mais um fator que mostra por que essas companhias tendem a ter bons
resultados e apresentar resiliência no longo prazo.

Por outro lado, as empresas de consumo podem sofrer com a alta da inflação. Como o poder
de compra das famílias diminui, pode haver queda no consumo, o que impacta a geração de
caixa dessas empresas.

NÍVEL DE DESEMPREGO: O aumento da taxa de desocupação é um dos fatores mais


relevantes para avaliar a saúde de uma economia. A explicação é simples: quanto maior for
esse índice, menor será o consumo. Desse modo, o resultado das empresas tende a diminuir
e outras variáveis também são impactadas, como a própria inflação.

FATORES SETORIAIS: O panorama do segmento de atuação da empresa também é


relevante para a análise fundamentalista. Entre os fatores a serem considerados estão:

● Tamanho e faturamento: São avaliados de acordo com a relação histórica e


per capita;
● Capacidade instalada: Abrange os diferenciais competitivos;
● Tecnologia: Envolve importação e exportação;
● Novos produtos: Analisa barreiras de entrada e possível inserção de
competidores no mercado.

Perceba que essas análises podem ser divididas em fundamentos quantitativos e qualitativos.
Os primeiros são aqueles expressados em termos numéricos. Um exemplo é o faturamento.
Os segundos, por outro lado, estão relacionados a aspectos impossíveis de serem
mensurados por meio de dados, como a reputação ou o reconhecimento da marca no
mercado.

Como Fazer Análise Fundamentalista de Uma Ação?

Chegamos à parte prática!

Você já entendeu o que precisa considerar na sua avaliação e está na hora de colocar esse
conhecimento em prática. Então, arregace as mangas e vamos lá! Veja o que fazer, segundo
as etapas que mostraremos abaixo.

Defina a Abordagem da Análise Fundamentalista a Ser Utilizada

Existem duas grandes possibilidades de aplicação da análise fundamentalista: top down e


bottom up. Basicamente, uma é o inverso da outra.

A primeira avalia os fatores macroeconômicos para os microeconômicos e a segunda faz o


contrário.

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No caso do top down, você analisa os seguintes elementos, da forma indicada:

● Ambiente macroeconômico, isto é, nível de atividade, inflação e taxas de


juros e de câmbio;
● Panorama setorial, ou seja, tamanho e faturamento, capacidade instalada,
tecnologia e novos produtos;
● Análise da empresa, a partir do desempenho histórico dos quesitos
econômico-financeiros.

Para começar, avalie os indicadores econômicos que impactam a companhia e entenda como
isso acontece. Por exemplo, entenda como a taxa de câmbio influencia os resultados da
companhia. Depois, comecem a destrinchar os aspectos mais diretos que influenciam o
negócio.

Entenda as Metodologias da Análise Fundamentalista

A análise fundamentalista também pode ocorrer de maneira horizontal ou vertical, dentro da


demonstração de resultados de uma empresa.

A primeira é aquela que avalia a evolução dos balanços e dados da companhia com o passar
do tempo. Ela tem como objetivo avaliar a variação percentual das contas presentes no DRE
considerando um intervalo de tempo.

Desse modo, é possível identificar se houve melhoria ou piora dos indicadores. Por suas
características, a análise horizontal indica tendências futuras.

Já a análise vertical, por sua vez, compara a relação entre dois campos do balanço
patrimonial.

Um exemplo é comparar o lucro líquido e a receita líquida ao longo de três anos. Outro
exemplo é entender quais produtos têm maior participação sobre a geração de caixa da
empresa. Ou entender quais despesas têm maior influência sobre os custos.

Avalie os Indicadores Mais Importantes

Os indicadores mais importantes para a tomada de decisão são divulgados pelas próprias
empresas. Por lei, elas são obrigadas a divulgar as informações operacionais a cada trimestre.

Por isso, é importante acompanhar os resultados para conferir:

● Balanço Patrimonial – BP;


● Demonstrativo de Resultados do Exercício – DRE;
● Demonstrativo de Fluxo de Caixa – DFC.

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Os dados descritos nesses relatórios ajudarão a avaliar o comportamento da companhia, seu
potencial de valorização, valor intrínseco, entre outras informações relevantes.

Dentro desse contexto, alguns dos principais indicadores obtidos nos demonstrativos ou
através deles, são:

RETURN ON INVESTED CAPITAL (ROIC): Do inglês Return Over Invested Capital, é o


Retorno Sobre o Capital Investido, isto é, o capital próprio somado ao capital de terceiros. É
um método muito utilizado para determinar o desempenho financeiro de uma empresa e
apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a organização tem capacidade de gerar
com o capital investido.

O ROIC é similar ao ROE, porém o segundo refere-se apenas ao retorno sobre o capital
próprio, enquanto o ROIC refere-se ao retorno sobre o capital total investido – soma do
capital próprio e do capital de terceiros.

O cálculo do ROIC é feito depois de se subtrair os dividendos pagos durante o ano do lucro
líquido e dividir a diferença pelo capital investido. Logo, a fórmula do ROIC é:

ROIC = Resultado Operacional / Valor Contábil do Capital Investido .

ÍNDICE PREÇO/LUCRO (P/L): Mostra quanto o mercado aceita pagar pelos lucros de
uma empresa. Ele faz isso comparando a relação entre preço e lucro, conforme a seguinte
fórmula:

P/L = preço da ação / lucro por ação

O P/L pode ser analisado de diferentes maneiras pelos investidores. Uma empresa com P/L
baixo, em geral, está sendo “punida” pelo mercado, que está desconfiado da sua capacidade
de geração de caixa. Já uma empresa com P/L alto, em geral, é uma empresa para a qual o
mercado espera um alto crescimento.

Vale lembrar, no entanto, que nenhum indicador pode ser analisado de forma isolada.

PREÇO/VALOR PATRIMONIAL (P/VPA): Sinaliza quanto o investidor está disposto a


pagar pelo valor patrimonial da empresa. A fórmula é:

P/VPA = preço da ação / valor patrimonial da ação

Para encontrar o VPA, basta fazer o seguinte cálculo:

VPA = patrimônio líquido / número total de ações

EBITDA: O EBITDA é conhecido também como LAJIDA, ou seja, Lucro Antes de Juros,
Impostos, Depreciação e Amortização. É um dos indicadores mais importantes, porque

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avalia o desempenho operacional da companhia, mostrando a capacidade de gerar caixa a
partir da sua atividade, sem considerar impostos e juros com endividamento, por exemplo.

DIVIDEND YIELD (DY): Mostra quanto a empresa pagou em dividendos nos últimos 12
meses, considerando as cotações atuais. O cálculo é feito da seguinte maneira:

DY = dividendos pagos nos 12 meses anteriores / preço da ação

RETURN ON EQUITY (ROE): Consiste no retorno sobre o patrimônio líquido. É um


indicador que mostra a eficiência da companhia e capacidade de gerar caixa a partir de
recursos próprios, ou seja, se ela é capaz de crescer com o capital disponível.

Por suas características, o ROE mensura a eficiência da gestão empresarial. Sua fórmula é
caracterizada por:

ROE = lucro líquido / patrimônio líquido do período contábil anterior

RETURN ON ASSETS (ROA): É o retorno sobre ativos, que mede se a empresa é capaz de
gerar lucro com eles. Esse é outro indicador que avalia a capacidade da gestão, mas mostra
se o negócio é rentável. O cálculo deve ser feito da seguinte forma:

ROA = (lucro líquido / ativo total) x 100

MARGEM BRUTA: Mensura o percentual de lucro por venda realizada. Analisa a capacidade
de lucratividade e rentabilidade da companhia. Lembre-se de que o primeiro indicador
assinala o ganho da empresa em relação à atividade desenvolvida. Por sua vez, o segundo
analisa o potencial de retorno de determinado investimento. A fórmula da margem bruta é:

Margem bruta = (lucro bruto / receita total) x 100

MARGEM LÍQUIDA: Avalia o percentual de lucro líquido da companhia quando comparado


ao seu faturamento líquido total. Esse indicador faz parte do índice de rentabilidade e assinala
a situação financeira do negócio. Por isso, é usado como margem de segurança para o
investidor nos períodos de crise. Para calculá-lo, basta fazer:

Margem líquida = (lucro líquido após os impostos / receita total) x 100

MARGEM OPERACIONAL: É a divisão entre o resultado operacional (resultado após custos


e despesas) da empresa sobre a receita líquida, e mostra qual o lucro operacional obtido por
uma companhia para cada unidade de venda realizada.

Normalmente, margens operacionais maiores indicam maior lucratividade. Entretanto, em


alguns momentos, as empresas podem reduzir sua margem para ganhar mercado.

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ENDIVIDAMENTO: Tem o propósito de entender como está a saúde financeira da
companhia. Vale a pena compará-lo a outras empresas. A fórmula é:

Endividamento = dívida líquida / patrimônio líquido

ÍNDICE DE ENDIVIDAMENTO GERAL: É usado na análise fundamentalista para mensurar


o percentual de endividamento da organização em comparação com o total de ativos. Em
outras palavras, avalia quanto dos ativos totais da empresa são financiados por meio de
terceiros. O cálculo é feito assim:

Endividamento geral = (capital de terceiros x ativos totais) x 100

ÍNDICE BETA: É um indicador que mostra se o investimento é mais ou menos volátil do


que a média do mercado geral. Assim, é possível saber como o preço do ativo se movimenta.
No Brasil, o benchmark costuma ser o Ibovespa, índice da bolsa de valores brasileira, a
B3. A fórmula é:

Beta = covariância entre o ret. do ativo e do mercado / variância do ret. do mercado

Conheça os Métodos de Valuation Mais Usados

Dentro da análise fundamentalista, o valuation também costuma fazer parte do processo,


embora não seja uma regra.

Neste caso, existem alguns modelos de valuation mais populares para descobrir o valor
intrínseco dos ativos.

FLUXO DE CAIXA DESCONTADO (FCD): O modelo de Fluxo de Caixa Descontado é a


metodologia mais completa, porque permite visualizar receitas, margens, custos,
endividamentos e investimentos. Também ajuda a ter clareza sobre os fatores que
influenciam a companhia, o que leva ao preço justo do ativo.

MODELO DE GORDON: O Modelo de Gordon é um pouco mais limitado, e utiliza como base
a estimativa de pagamento futuros de dividendos, a partir de dados históricos. É mais
usado para precificar companhias consideradas maduras e com taxas de crescimento
estáveis.

COMPARAÇÃO DE MÚLTIPLOS: A comparação de múltiplos tem o objetivo de avaliar se


a empresa ou o ativo está valorizado, quando comparado aos pares. Essa é uma forma de
compreender o valor dos indicadores e dos dados calculados e coletados sobre a companhia.
Por isso, ajuda nas tomadas de decisão.

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Considere os Indicadores Econômicos

Já os indicadores econômicos estão relacionados à macroeconomia e não são usados de


forma direta na análise fundamentalista. No entanto, ajudam a entender o cenário da
empresa. Os principais são:

● Decisões do Federal Reserve Board (FED), ou seja, o Banco Central dos


Estados Unidos. Um dos principais impactos se refere à taxa de juros
americana;
● Livro Bege do FED, que apresenta a situação econômica dos Estados Unidos.
É divulgada oito vezes ao ano e informa a taxa de juros local e a política
monetária do país;
● Payroll, que é divulgado a cada primeira sexta-feira de cada mês para mostrar
a saúde financeira dos Estados Unidos;
● PIB, que mostra a soma de todos os bens e serviços produzidos. No Brasil, é
apresentado pelo IBGE a cada três meses;
● Ata do Comitê de Política Monetária (COPOM), que define a taxa básica
de juros da economia, a Selic, em reuniões que ocorrem a cada 45 dias;
● Índice de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil (IBC-Br),
que é divulgado todos os meses e é considerado uma prévia do PIB;
● Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mensura a
inflação oficial do País;
● Taxa Selic, que serve de base para as operações financeiras no Brasil;
● Variação do dólar, que impacta as decisões estratégicas das empresas no
mercado financeiro. Também impacta o preço de produtos e serviços.

Explore o Conceito de Value Investing

O value investing é uma estratégia para selecionar as ações na hora de investir na bolsa de
valores. O chamado investimento em valor prioriza os ativos com preço abaixo do valuation
em determinado momento.

Ao comprar uma ação com base nesse conceito, você garante a margem de segurança.
Assim, tem uma proteção maior caso a companhia tenha problemas, por exemplo, ao
reduzir seu crescimento ou a margem de lucratividade.

Quando Comprar ou Vender um Ativo Pela Análise Fundamentalista?

Embora não exista uma receita de bolo para descobrir se é hora de vender uma ação, há
algumas estratégias que os investidores costumam seguir para tomar essas decisões.

Em geral, há duas perguntas principais:

● A empresa tem fundamentos positivos?


● O preço do ativo tem desconto sobre seu valor intrínseco?

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O segundo questionamento costuma ter uma relevância maior, especialmente se você fizer
investimentos de valor baixo, porém regulares. Por outro lado, para decidir o momento da
venda, é mais difícil.

Nesse caso, a decisão deve ser tomada em 4 principais situações. Elas são:

A Ação Atingiu Seu Valuation

Se a empresa chegou no patamar do valor intrínseco, significa que o preço do ativo chegou
ao valor justo calculado. Neste caso, quem é adepto do valuation não vê mais margem de
segurança ou potencial de valorização.

Assim, ou você revê os cálculos e cria outras projeções, ou começa a pensar em vender a
ação, caso tome como regra não investir em empresas acima do valor considerado justo.

Vale lembrar, no entanto, que há muitas empresas que negociam há anos acima dos valores
considerados “justos”, porque, na prática, os investidores estão colocando no preço uma
enorme capacidade de crescimento e criação de receitas novas.

Os Fundamentos da Companhia Pioraram

Acontece devido a fatores internos e externos. É preciso fazer uma análise aprofundada para
ter certeza de que houve a deterioração. Para isso, é essencial acompanhar a evolução dos
indicadores da empresa a cada trimestre.

A Avaliação da Empresa Estava Errada

É possível cometer erros na análise fundamentalista. Além disso, novas informações ou uma
mudança de estratégia também pode alterar os resultados. Nesse caso, faça novos cálculos
e veja como a companhia está em relação ao seu planejamento de longo prazo.

Uma Oportunidade Mais Atraente Surgiu

Comercializar um ativo para adquirir outro mais interessante e com melhor potencial é uma
boa oportunidade. É preciso fazer uma análise correta para garantir o investimento
inteligente do seu dinheiro.

Diferença Entre Análise Fundamentalista e Análise Técnica

Enquanto a análise fundamentalista analisa os dados financeiros sobre a empresa e busca


entender se a companhia é um bom investimento no longo prazo, a análise técnica olha
apenas a variação do preço da ação ao longo do tempo.

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Também conhecida como análise gráfica, ela tem o objetivo de identificar tendências e
padrões. Por isso, costuma ser utilizada no curto prazo, principalmente por traders.

Mas vale lembrar que tanto a análise fundamentalista como a análise técnica podem ser
utilizadas no mercado de ações, dependendo do perfil de cada investidor.

Em alguns casos, inclusive, são metodologias que podem ser até complementares.

A seguir, abordamos as principais diferenças:

● Análise fundamentalista: O foco é a análise de variáveis micro e


macroeconômicas, sempre visando ao longo prazo. Por ter um horizonte mais
largo, é mais usada por pessoas de perfil conservador ou moderado. Seu
principal objetivo é identificar boas oportunidades e formar uma carteira de
ações e carregar os ativos por bastante tempo, investindo com a mentalidade
de sócio.

● Análise técnica: Para os entusiastas da análise gráfica, ela pode indicar a


tendência de comportamento dos preços para os próximos minutos, dias ou
semanas.

Em geral, a análise técnica é focada no curto prazo, mudando a cada minuto.

Por isso, ela é mais utilizada por traders, que têm perfil arrojado. O principal objetivo é
comprar um ativo para vender por um valor mais alto no curto prazo, na especulação.

Apesar de serem diversas, você pode usar as duas abordagens para complementar a sua
análise. No caso da fundamentalista, os gráficos podem ajudar a confirmar se um preço está
subvalorizado, para indicar a compra.

E aí, gostou de conhecer um pouco sobre a análise fundamentalista?

Como você viu, trata-se de um universo bastante extenso, em que o aprendizado é


constante. Na prática, investidores que focam na análise fundamentalista estão sempre
estudando e aprendendo para aperfeiçoar a tomada de decisão.

Principais Medidas de Retorno: Valorização em Bolsa e Dividendos

Em se tratando de companhias abertas, a valorização da ação em Bolsa é, sem dúvida, o


principal parâmetro de avaliação da sua performance como investimento. Entretanto, o
acionista tem como atrativo adicional a possibilidade de ser remunerado através do
recebimento de dividendos.

Neste caso, é possível criar uma expectativa de recebimento futuro de dividendos e


considerá-la como um desconto sobre o preço atual da ação. Isto é possível da seguinte

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maneira: se a empresa sob análise apresenta um histórico estável em sua distribuição de
resultados, pode ser estimado o dividendo a ser recebido no próximo exercício, partindo de
uma projeção para suas demonstrações financeiras.

Fórmulas de cálculo de Pay-Out e Yield “Pay-Out”: É a taxa de distribuição do lucro


da empresa para os acionistas na forma de dividendos ou juros sobre o capital próprio. A
legislação exige que seja distribuído, no mínimo, 25% do lucro líquido após as deduções
legais.

Exemplificando, se uma empresa tem lucro de R $1,00/ação e distribui R $0,35/ação como


dividendos, seu payout seria de 35%.

“Yield”: É calculado tendo como numerador o dividendo distribuído por ação e como
denominador o preço atual da ação. Torna-se especialmente relevante se visto para o futuro,
sendo neste caso necessário que tenhamos uma projeção de lucro e seja estabelecido um
pay-out realista.

Assim, se uma ação custa hoje R$100,00 e esperamos receber R $10,00 em dividendos, o
yield seria de 10%, podendo ser visto como um rendimento da ação, independentemente da
valorização em Bolsa.

Risco da Ação X Risco do Mercado: Ao investirmos em determinada ação, devemos estar


cientes de que as chances de retorno para tal aplicação serão determinadas por dois fatores
básicos, quais sejam, bom desempenho da companhia em foco, sobretudo o desempenho
futuro, e um bom andamento do mercado acionário no período para o qual se espera o
retorno.

O primeiro fator é denominado Risco Não Sistemático (ou diversificável) e o segundo


fator chamamos de Risco Sistemático.

As modernas teorias sobre administração de carteiras mostram a possibilidade de anular o


risco não sistemático na montagem de carteiras de ações. É óbvio que alterações nos rumos
da economia, interna ou externa, causam oscilações por vezes bruscas nos mercados de
capitais e podem afetar a performance dos títulos de determinada empresa, mesmo que seus
negócios em nada estejam sendo afetados pelo(s) fato(s) ocorrido(s). Neste caso, a situação
específica dos papéis da empresa tende a se ajustar com o tempo, podendo voltar à curva
anteriormente esperada de valorização.

Questões específicas do mercado de capitais também interferem nas


movimentações dos títulos, como é o caso da liquidez em Bolsa.

Ações com baixa frequência de negócios nos pregões trazem um risco a mais para o
investimento, pois não há garantia de que você vai conseguir negociá-las sem dificuldades.
Para que um mercado seja eficiente, a boa liquidez dos títulos negociados é premissa básica.
Não podemos contar com respostas imediatas.

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Em essência, o investimento em ações apresenta horizonte de retorno de médio/longo prazo,
uma vez que é necessário aguardar a confirmação dos fatos os quais nos baseamos para
avaliar aquela ação como atrativa. Por outro lado, retornos rápidos também ocorrem com
frequência. Não podemos tomá-los como certos.

Quando escolhemos determinada ação para aplicar recursos, esperamos sempre que
apresente nível de rentabilidade superior à dos ativos de renda fixa disponíveis no mercado,
como títulos do Governo ou de instituições privadas.

Estrutura Acionária Básica das Empresas: A Ação é a menor fração do capital de uma
sociedade anônima. As ações podem ser ordinárias (com direito a voto nas Assembleias)
ou preferenciais (têm preferência na distribuição dos resultados).

Necessariamente devem existir ações ordinárias no capital de uma empresa (pode ser 100%
formado por ordinárias). Quanto às ações preferenciais, são limitadas a 50% do capital total
para as empresas que abriram o capital desde a publicação da Lei 10.303, de 31/10/2001.
Esta Lei alterou e acrescentou a Lei das Sociedades Anônimas (Lei 6.404/76), que havia
determinado um máximo de dois terços de preferenciais no capital total das sociedades
anônimas.

As ações podem ser nominativas ou escriturais, sendo que, de qualquer modo, é necessária
a identificação dos acionistas, sejam eles de pequeno ou grande porte, minoritários ou
majoritários.

O número de ações de uma empresa pode sofrer modificações por várias razões, mas os três
principais eventos que o altera são os seguintes:

● Subscrição de Novas Ações (ou Aumento de Capital): Ocorre quando a


empresa emite ações novas e as lança no mercado, buscando captar recursos
novos para viabilizar um plano de investimentos, amortização de dívidas ou por
outro motivo. Esta emissão faz parte do chamado Mercado Primário de
ações.

● Bonificação em Ações: Também representa um aumento do capital da


empresa e se origina da incorporação de reservas acumuladas ao capital, com a
emissão de novas ações, que são oferecidas aos acionistas. Não envolve
captação de recursos.

● Desdobramento do Número de Ações (ou Split): Neste caso, o que ocorre


é apenas a divisão do número de ações da empresa, que se desdobra em
determinada proporção. Teoricamente não causa qualquer modificação no
capital social da empresa, provocando apenas a multiplicação do número total
de ações. Exemplo: se uma empresa tem 2 milhões de ações em seu capital e
resolve desdobrá-las na proporção de 100%, o capital desta empresa passa a

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contar com 4 milhões de ações e seu preço em Bolsa se ajusta
proporcionalmente.

Nada ocorre em termos fundamentalistas, mas esta decisão pode contribuir para uma
melhor negociabilidade dos títulos em Bolsa, pois no nosso exemplo a cotação cairia
para a metade, o que poderia propiciar a realização de mais negócios com tal ação,
tendo em vista a maior facilidade para a formação de lotes mínimos de negociação.

Valor de Mercado: O valor de mercado de uma empresa é representado pela cotação das
suas ações em Bolsa, multiplicada pelo número total de ações que compõem seu capital.
Para o cálculo adequado do valor de mercado, deveriam ser consideradas as cotações em
Bolsa de cada tipo de ação (ordinárias e preferenciais) e ponderadas pelas quantidades de
cada tipo no capital da empresa.

Entretanto, na maioria dos casos, não há negócios com os dois tipos em Bolsa, motivo pelo
qual é frequente utilizar-se como referência a cotação da ação mais líquida (com mais
negócios em Bolsa) e efetuar a multiplicação pelo número total de ações.

Valor Contábil X Valor de Mercado: O valor patrimonial das empresas não é


necessariamente próximo do valor de mercado. Isto se deve basicamente ao fato de que os
dados contábeis são escriturais e podem conter defasagens em relação ao valor considerado
justo para a ação, que é um entendimento subjetivo e pode variar de investidor para
investidor.

Os diferentes julgamentos de valor é que fazem, afinal, o mercado funcionar, havendo


sempre compradores e vendedores e proporcionando liquidez para os ativos.

É importante saber que a contabilidade utiliza como parâmetro o conceito de valor


econômico, e não financeiro. Isto significa que os valores observados nos balanços não têm
relação direta com o valor efetivo de realização, o que é dado pelo mercado.

Noções de Contabilidade: Para avançarmos em nosso propósito de conhecer as bases da


Análise Fundamentalista, é necessário que sejam transmitidos alguns conceitos básicos
de contabilidade.

As empresas de capital aberto no Brasil têm a obrigação de divulgar balanços trimestrais,


que são enviados à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia vinculada ao Ministério
da Fazenda, a qual compete, dentre outras funções, a de fiscalização das companhias
abertas, tendo poderes para examinar livros e documentos, exigir esclarecimentos e até
republicação de balanços, na hipótese de ser encontrada qualquer anormalidade na
apresentação dos mesmos.

Geralmente, as empresas brasileiras têm o exercício social coincidente com o ano calendário,
de modo que os balanços anuais, normalmente os mais ricos em informações, se encerram
em dezembro.

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As demonstrações financeiras devem seguir a Lei das Sociedades Anônimas (Lei 6.404/76,
alterada e complementada pela Lei 10.303, de 31/10/2001 e pela Lei 11.638/07) e exprimir
com clareza a situação patrimonial da empresa e as mutações ocorridas no exercício. Devem
observar as normas exigidas pela CVM, serem auditadas por auditores independentes
credenciados e assinadas pelos administradores e contadores legalmente habilitados.

Os principais itens das demonstrações financeiras são:

● Balanço Patrimonial;
● Demonstração dos Resultados do Exercício.

Balanço Patrimonial: No Balanço Patrimonial são registrados os bens, direitos e obrigações


da empresa num determinado momento, agrupados em contas dispostas em ordem
decrescente de liquidez.

Vejamos o Balanço Patrimonial da Empresa XYZ S.A.

A soma de todos os itens do Ativo será SEMPRE igual à soma dos itens do Passivo.

No Ativo Circulante estão contabilizadas as disponibilidades (caixa, valores depositados em


bancos, aplicações financeiras de curto prazo, etc.) e os direitos realizáveis no prazo de um
ano (contas a receber de clientes, estoques, etc.).

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Como Não Circulante, podemos destacar dois grupos:

● Realizável a Longo Prazo;


● Ativo Permanente.

O Realizável a Longo Prazo também registra direitos e obrigações, porém aqueles que
somente têm expectativa de realização após um ano a partir da data do balanço (exemplos:
vendas com prazo superior a um ano, empréstimos concedidos a empresas do mesmo grupo
controlador, dentre outras operações consideradas de longo prazo).

O Ativo Permanente pode ser dividido em três parcelas básicas:

● Investimentos;
● Imobilizado;
● Intangível.

Em Investimentos, classificam-se as participações societárias de caráter permanente em


outras empresas.

No Imobilizado, estão os bens destinados às operações da companhia, como suas fábricas,


equipamentos, instalações, etc.

Com relação ao Intangível, alguns exemplos seriam marcas, patentes e licenças de uso de
software.

No Passivo Circulante estão classificadas as obrigações de curto prazo da companhia,


como dívida com fornecedores, impostos, instituições financeiras, etc.

O Exigível a Longo Prazo, da mesma forma, registra dívidas e obrigações, com a única
diferença situada no prazo de pagamento, ou seja, aqui se incluem aquelas com prazo
superior a um ano.

Finalmente, chegamos ao Patrimônio Líquido, que representa o capital próprio da


empresa.

Nele estão incluídas as contas de: Capital Social, Reserva de Capital, Reserva de
Lucros e outras reservas, além dos Prejuízos Acumulados (caso existam). Em outras
palavras, este grupo se caracteriza pela diferença entre o valor total dos ativos (bens e
direitos) e dos passivos (obrigações).

Demonstração dos Resultados: Na Demonstração dos Resultados do Exercício é que


iremos verificar a performance da empresa dentro de um determinado período.

Cabe aqui lembrar que o Balanço Patrimonial representa uma fotografia dos números da
empresa em certa data. No caso da Demonstração dos Resultados a visão é outra, ou seja,

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são valores acumulados num espaço de tempo (receitas e despesas), cujo somatório vai nos
mostrar se houve lucro ou prejuízo.

A classificação das contas segue uma sequência lógica e se inicia com o faturamento da
empresa (ou Receita Operacional) no período.

Vamos tomar como referência a Demonstração de Resultados da empresa fictícia XYZ S.A.,
mostrada a seguir:

A contabilidade utiliza o chamado regime de competência, e não de caixa, o que significa


que todos os valores são lançados na Demonstração dos Resultados, sejam eles efetivamente
recebidos ou não.

A Receita Operacional Bruta se relaciona com as vendas da empresa no período, não


importando se foram feitas à vista ou a prazo. Da receita bruta são deduzidos os impostos,
como IPI, ICMS e outros, e ainda eventuais devoluções de vendas e abatimentos concedidos
posteriormente à entrega dos produtos.

Chegamos então à Receita Operacional Líquida.

O Custo dos Produtos Vendidos, ou simplesmente CPV, representa a parcela dos


estoques que foi vendida no período, incorporando todo o custo envolvido na produção,
como matérias-primas, mão-de-obra, energia, depreciação, etc.

Numa empresa industrial, a fórmula básica do CPV é a seguinte:

CPV = EI + CPP – EF

Onde: EI = Estoque Inicial

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CPP = Custo de Produção no Período
EF = Estoque Final

O Custo de Produção obedece a seguinte composição:

CPP = MC + MO + CI

Onde: MC = Materiais Consumidos


MO = Mão-de-Obra Direta
CI = Custos Indiretos de Fabricação (aluguéis, materiais auxiliares, m.o. indireta, etc.)

A diferença entre a receita líquida e o CPV resulta no Lucro Bruto.

Em seguida, encontramos as Despesas Operacionais, apresentadas de acordo com as


definições dada pela Lei das S.A.

As principais despesas operacionais são:

Despesas com Vendas: representam todos os gastos de promoção, colocação e


distribuição dos produtos da empresa, tais como salários do pessoal de vendas, comissão de
vendedores, propaganda e publicidade, dentre várias outras.

Despesas Administrativas: incluem os gastos com o pessoal específico da área


administrativa, honorários da diretoria, dentre outras despesas.

Despesas Financeiras: referem-se aos custos dos empréstimos contratados junto às


instituições financeiras, além de encargos de títulos e outras operações sujeitas a despesas
de juros (debêntures, por exemplo).

Nosso exemplo menciona despesas financeiras líquidas, o que significa que as Receitas
Financeiras também estão contabilizadas aqui, sendo mostrado o saldo entre despesas e
receitas. As receitas financeiras se originam basicamente da aplicação no mercado
financeiro das disponibilidades de recursos da empresa.

Equivalência Patrimonial: diz respeito à parte proporcional que cabe a uma empresa
sobre a variação do Patrimônio Líquido de outras empresas nas quais tenha
participação acionária relevante.

Seguindo o ordenamento lógico da Demonstração dos Resultados, concluímos que se


reduzirmos do Lucro Bruto todas as despesas operacionais, chegamos ao Lucro Operacional
antes do IR e CS.

Deste lucro é deduzida a parte do “Leão” da Receita Federal. Tudo considerado apura-se
então o Lucro Líquido do exercício, que é direcionado para os acionistas, sendo uma parte

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na forma de dividendos e outra parte incorporada ao Patrimônio Líquido, na condição de
reservas.

Constam ainda com destaque nas demonstrações financeiras:

● Relatório da Administração;
● Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido;
● Demonstração do Fluxo de Caixa;
● Notas Explicativas;
● Parecer dos Auditores Independentes.

Em seguida, estaremos conhecendo os chamados Múltiplos de Mercado, destacando


quatro dos mais utilizados. São eles:

● P/L;
● P/VPA;
● P/CFS;
● EV/EBITDA.

Preço/Lucro (P/L) = Cotação da Ação / Lucro por Ação: O P/L indica o tempo de
retorno do investimento, partindo-se da premissa teórica que o lucro da empresa em um ano
se repetirá nos anos seguintes. Assume ainda um caráter de preço relativo, na medida em
que seja disponível uma série de lucros anuais para várias empresas.

Se esta série indicar, por exemplo, uma média 10,0 de P/L para o universo considerado, pode
ser entendido que o risco médio atribuído ao mercado tem valor 10,0 para aquele ano. Esta
média certamente envolve empresas de vários setores, alguns considerados mais arriscados
(mais difíceis para definirmos prognósticos para o futuro, em face de características sazonais
ou outras).

Assim, começamos a atribuir níveis de P/L “justos” para cada setor e para cada empresa.
Então, se entendemos que determinado setor apresenta risco abaixo da média dos setores
envolvidos, é lícito supor que nos dispomos a esperar mais tempo pelo retorno em um
investimento naquele setor, ou seja, podemos aceitar “pagar” um P/L mais alto por ações de
uma empresa atuante num setor considerado de menor risco.

E o mesmo raciocínio vale para comparações entre empresas do mesmo setor, em face de
diferenças nas estruturas de capitais, nos mercados específicos de atuação, etc.

Exemplo: Se determinada empresa tem uma cotação atual de R $5,00/ação e o lucro


projetado é de R $1,00/ação, o P/L projetado é de 5,0. Admitindo que o P/L médio de uma
série confiável de projeções para o mesmo período seja 8,0 e que o mercado atribui baixo
risco à empresa sob análise, poderia ser atribuído ao valor das suas ações um potencial de
valorização mínimo de 60%, que equivale, em nosso exemplo, à valorização necessária para
que sua cotação se ajustasse à média de “risco” atribuído ao mercado.

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Portanto, o P/L atual de 5,0 vezes indicaria que seus títulos em Bolsa estariam subavaliados,
de acordo com esta análise.

Preço/Valor Patrimonial (P/VPA) = Cotação da Ação / Patrimônio Líquido por


Ação: Indica a relação existente entre o valor de mercado e o valor contábil do Patrimônio
Líquido da empresa.

Como já vimos, o valor contábil não é a representação do que o mercado entende sobre o
valor da empresa. Entretanto, sempre será um bom parâmetro de comparação.

Uma decisão sobre o lançamento de novas ações, por exemplo, também pode ser alterada
em face das condições deste indicador.

Preço/Geração de Caixa (P/CFS) = Cotação da Ação/Geração de Caixa p/ Ação:


Este indicador oferece uma informação complementar à do P/L, sendo visto o tempo teórico
de retorno esperado à luz apenas do efeito caixa do resultado do exercício.

EV/EBITDA = Enterprise Value (Valor do Empreendimento) / Geração de Caixa na


Atividade: Aqui há um confronto entre a capacidade de geração interna de caixa da
empresa, a partir de suas atividades próprias, e o valor presente dos fluxos de caixa
projetados para a empresa (representado pelo EV).

Podem ser usados dados históricos ou projetados, a depender de cada caso. Assim como os
outros múltiplos, quanto menor, em princípio é mais atrativo.

Como Analisar uma Startup?

Startups empreendem, normalmente, em territórios desconhecidos. Um mercado que ainda


não existe ou uma solução que bate de frente com grandes players.

Para ter uma noção do caminho para o qual você está indo e aonde quer chegar, os KPIs
(Key Performance Indicators, ou Indicadores-chave de Performance) são fundamentais.
Confira alguns indicadores para startups:

1. RECEITA RECORRENTE: Para garantir a confiança de investidores, esse é um indicador


fundamental. Ele calcula a receita vinda de clientes fixos. Quanto mais renda vier dessa fonte,
mais saudável é o seu negócio.

Um serviço como o Spotify, por exemplo, que cobra uma mensalidade dos usuários, tem
neles a sua receita recorrente. É o que chamamos de modelos de assinatura, mas isso pode
acontecer nos mais diversos tipos de negócio.

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2. CUSTO DE AQUISIÇÃO DE CLIENTE (CAC): Para medir esse indicador, você deve
somar todos os custos que têm com a aquisição dos seus clientes, como posts patrocinados
e ações de marketing, e dividir pelo número de clientes únicos.

Vamos supor que você tenha feito uma campanha de AdWords que custou R$100,00. Com
ela, 200 novos clientes foram adquiridos. Isso significa que o CAC foi de R$0,50.

Quanto menos você adquirir clientes de forma orgânica, menor será o CAC. Isso demonstra
maior penetração do produto ou serviço no mercado. Além disso, é preciso ficar atento para
que o CAC não ultrapasse a receita que cada cliente gera.

3. TEMPO DE RETORNO DO CAC: Quando você gasta mais dinheiro para adquirir um
cliente do que ele gera de receita, precisa começar a medir o Tempo de Retorno do CAC, um
dos mais importantes indicadores para startups.

Ele mede quanto tempo, geralmente medido em meses, esse cliente precisa pagar pelo seu
produto ou serviço para que haja retorno. Permite uma visão da startup como um todo,
determinando certa segurança para o seu futuro.
Se você gasta R$100,00 para adquirir um cliente, juntando todos os gastos com campanha
e vendas, e ele gera R$10,00 de receita por mês, seu Tempo de Retorno do CAC será de 10
meses.

4. TICKET MÉDIO: Ticket médio é o valor médio de compra do seu cliente. Para calcular,
você deve somar a receita total das vendas e dividir pelo número de clientes do período.

Sozinho, esse indicador não tem tanta influência sobre suas próximas decisões, mas, junto
com o CAC e outros indicadores para startups, faz grande diferença.

5. LIFETIME VALUE: Para ajudar no cálculo do retorno do CAC, outro indicador importante
é o lifetime value. Ele mensura quanto um cliente gera de receita durante determinado
período. Calcula-se:

valor médio de receita por cliente x tempo de vida do cliente (tempo que a conta permanece
ativa).

Simplificando: ticket médio dividido pelo churn.

Você deve buscar um lifetime value cada vez maior, pois significa que o negócio é vantajoso.
Se, no fim, você gasta mais para adquirir o cliente do que ele gasta com o seu produto ou
serviço, você está escalando a startup sem gerar lucro. É sinal de que o negócio não é
sustentável.

6. USUÁRIOS ATIVOS MENSAIS OU USUÁRIOS ATIVOS POR DIA: Está entre os


indicadores para startups que faz mais sentido para empresas B2C, especialmente aquelas
que têm um modelo de negócio baseado em um aplicativo.

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Se você mensurar apenas o número de downloads, por exemplo, terá uma visão limitada da
aderência do seu produto. Determinar o número de usuários ativos demonstra que o seu
aplicativo não está “esquecido”.

7. CHURN: Depois de calcular o seu CAC, outro indicativo importante é o churn. Ele mostra
quantos clientes deixaram de utilizar o seu produto. Quanto mais pessoas param de comprar
ou usar, mais você precisa gastar com aquisição.

É o contrário da taxa de retenção. Mas se você tiver churn na sua startup, não se desespere.
Para os investidores, é saudável e aceitável. Começa a ser preocupante apenas quando passa
de uma taxa determinada, que costuma ser de 5%.

Tenha em mente que manter clientes é mais barato do que adquirir novos. Assim, seu esforço
com atendimento, encantamento e fidelização de clientes deve ser grande.

8. NPS (NET PROMOTER SCORE): O Net Promoter Score é uma técnica muito utilizada
para medir a satisfação do cliente com o seu produto ou serviço. Pode indicar que algum
problema está aumentando seu churn, por exemplo.

Consiste, basicamente, em perguntar aos clientes: “em uma escala de 0 a 10, qual a
probabilidade de nos recomendar ou indicar [o produto ou serviço] a um amigo ou novo
cliente?” A avaliação dos resultados depende da metodologia que você utilizar.

9. “J-CURVE” – ANÁLISE GRÁFICA J-CURVE: Um gráfico da rentabilidade de uma


empresa sobre o relacionamento com o cliente ao longo do tempo, com tempo no eixo “X”
e lucro por cliente no eixo “Y”. Esta curva é muitas vezes J-Shaped (pretendido que seja
formato em J), porque uma empresa tem custos maiores associados com a aquisição e
onboarding de um novo cliente, que são ou deveriam ser compensados ao longo do tempo
pela receita incremental desse cliente.

Algumas pessoas se referem a isso como uma S-Curve porque na maioria dos casos, a receita
incremental para de ser gerada e a curva toma a forma de um S em vez de um J. Gráfico
importantíssimo para análises mais profissionais da evolução de estratégias comerciais e de
marketing.

10. CASH BURN RATE – “QUEIMA” DE DINHEIRO: A quantidade de dinheiro que uma
empresa consome a cada mês, a fim de continuar as operações. Ocasionalmente refere-se a
despesas totais, mais comumente usados para se referir aos recebimentos de caixa, menos
despesas em dinheiro, quando a diferença é negativa (USA).

Startups podem apresentar altas possibilidades de lucro a médio e longo prazo, desde que,
sejam analisadas corretamente para que seu capital não seja desperdiçado.

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O Que é Macroeconomia?

Macroeconomia é uma das divisões da ciência econômica dedicada ao estudo, medida e


observação de uma economia regional ou nacional como um todo individual. A
macroeconomia é um dos dois pilares dos estudos da economia, sendo o outro a
microeconomia.

O estudo macroeconômico surgiu como forma de oposição ao sistema mercantilista vigente


na Europa, este movimento foi chamado por Keynes de Revolução Clássica.

Os dois dogmas mercantilistas atacados pelos clássicos eram, o metalismo (a crença de


que a riqueza e o poder de uma nação estavam no acúmulo de metais preciosos), e a crença
na necessidade de intervenção estatal para direcionar o desenvolvimento do sistema
capitalista.

O primeiro trabalho clássico foi A Riqueza das Nações, 1776 de Adam Smith, sendo
considerado a partir desta publicação o início da ciência econômica.

O termo macroeconomia teve origem na década de 1930 a partir da Grande Depressão


iniciada em 1929, onde foram intensificadas a urgência do estudo das questões
macroeconômicas, sendo a primeira grande obra literária macroeconômica o livro Teoria
Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, do economista britânico John Maynard Keynes,
dando origem a Revolução Keynesiana que se opôs à ortodoxia da Economia Clássica.

A macroeconomia concentra-se no estudo do comportamento agregado de uma economia,


ou seja, das principais tendências (a partir de processos microeconômicos) da economia no
que concerne principalmente à produção, à geração de renda, ao uso de recursos, ao
comportamento dos preços, e ao comércio exterior.

Os objetivos da macroeconomia são principalmente: o crescimento da economia, o pleno


emprego, a estabilidade de preços e o controle inflacionário.

Um conceito fundamental à macroeconomia é o de sistema econômico, ou seja, uma


organização que envolve recursos produtivos.

A expressão agregados macroeconômica designa, genericamente, os resultados da


mensuração da atividade econômica como um todo. As palavras que estão por trás dessa
expressão são conjuntos, totalizada, agregação. A dimensão total da economia é a referência
do cálculo agregado. Para sistematizá-lo desenvolveram-se diferentes Sistemas de
Contabilidade Social.

Os principais agregados macroeconômicos são:

● Produto (economia);
● Renda;

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● Despesa.

Produto - é a produção total de bens e serviços finais que são produzidos por uma sociedade
num determinado período.

Renda - renda pessoal ou consumo das famílias - somatório das remunerações recebidas
pelos proprietários dos fatores de produção como retribuição pela utilização de seus serviços
na atividade produtiva.
Ex: salário, aluguéis, juros, lucros.

Renda pessoal disponível (RPD) é a renda com que as famílias contam para poderem
consumir.
Poupança (S) é a parte da RPD que não foi consumida.

Renda(D) = C + S

W - Salários - remuneração do fator de produção trabalho (comissões, honorários de


profissionais liberais, ordenados dos executivos, mesmo que não assalariados)
J - Juros - prêmio pago aos detentores de recursos por abrir mão da preferência pela liquidez
A - Aluguéis - remuneração dos proprietários dos recursos naturais
L - Lucros - remuneração do fator de produção capital

Renda(D) = W + J + A + L

Despesas - é o total dos gastos efetuados pelos agentes econômicos na aquisição de bens
e serviços produzidos pela sociedade.

Investimento - refere-se às despesas voltadas para a ampliação da capacidade produtiva


da economia.
Ex. construção de uma hidrelétrica, a construção ou ampliação de uma fábrica, a aquisição
de novas máquinas e equipamentos por uma firma, etc...

Investimento Bruto = Formação bruta de Capital fixo + Variação de Estoque


Ib = Fbkf + VarEst

Investimento bruto é a compra de bens de capital - somente produtos novos. Representam


um acréscimo ao estoque de capital da economia. Bens de investimento e bens de capital
são sinônimos.

Formação bruta de capital fixo refere-se à ampliação da capacidade produtiva futura de


uma economia por meio de investimentos correntes em ativos fixos, ou seja, bens passíveis
de utilização repetida e contínua em outros processos produtivos, por tempo superior a um
ano, sem serem consumidos ao longo desses processos. Trata-se, portanto, de acréscimos
ao estoque de bens duráveis destinados ao uso das unidades produtivas, realizados a cada
ano, visando ao aumento da capacidade produtiva do país.

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Variações positivas de estoque são bens produzidos e não vendidos no período, para serem
vendidos no futuro. Por significarem um acréscimo ao patrimônio da sociedade, tais variações
são computadas como investimentos.

Investimento bruto
(-) depreciação
(=) Investimento Líquido
Iliq = Ib - Dep

Depreciação - uma parte dos bens de capital em uso na economia pode sofrer desgastes
física ou obsolescência. Isso configura um decréscimo no estoque de capital denominado
depreciação.

Renda = consumo + poupança


R=C+S
Despesa = Consumo + Investimento
D=C+I
Como PRODUTO = RENDA = DESPESA
C+I=C+S
I=S

Desenvolvimento da Teoria Macroeconômica

Origem

A macroeconomia descende dos campos da teoria do ciclo econômico e da teoria


monetária. A teoria quantitativa da moeda foi particularmente influente antes da
Segunda Guerra Mundial. Ela tomou muitas formas, incluindo a versão baseada na obra
de Irving Fisher:

{\displaystyle M\cdot V=P\cdot Q}

Na visão típica da teoria quantitativa, a velocidade da moeda (V) é a quantidade de bens


produzidos (Q) seriam constantes, assim qualquer aumento na oferta monetária (M)
levaria a um aumento direto no nível de preços (P). A teoria quantitativa da moeda era um
elemento central da teoria clássica econômica que prevaleceu no começo do século XX.

Keynes e seus seguidores

A macroeconomia, pelo menos em sua forma moderna, começou com a publicação de A


Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, de John Maynard Keynes. Quando a
Grande Depressão atacou, os economistas clássicos tiveram dificuldade em explicar como
os bens não eram vendidos e os trabalhadores ficaram desempregados.

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Na teoria clássica, os preços e salários cairiam até o mercado se ajustar e todos os bens e
trabalho serem vendidos. Keynes ofereceu uma nova teoria econômica que explicava por que
os mercados poderiam não se ajustar.

Keynes apresentou uma nova teoria sobre como a economia funcionava. Em sua teoria, a
teoria quantitativa não era usada mais pois as pessoas e as empresas tendiam a segurar seu
dinheiro em tempos econômicos difíceis, um fenômeno que ele descreveu em termos de
preferência pela liquidez.

Keynes explicou como o efeito multiplicador ampliaria uma pequena diminuição no


consumo ou investimento e causaria quedas por toda a economia. Ele também destacou o
papel que a incerteza e o espírito animal podem exercer na economia.

A geração seguinte a Keynes combinou a macroeconomia da Teoria Geral com a economia


neoclássica para criar a síntese neoclássica.

Por volta dos anos 50, a maior parte dos economistas tinha aceitado o ponto de vista da
síntese sobre a macroeconomia. Economistas como Paul Samuelson, Franco Modigliani,
James Tobin, e Robert Solow desenvolveram teorias formais de Keynes e teorias do
consumo, investimento, e demanda de dinheiro que escapavam do escopo da obra de
Keynes.

Monetarismo

Milton Friedman atualizou a teoria quantitativa da moeda para incluir um papel para a
demanda por moeda. Friedman amplia a interpretação da TQM proposta pela Universidade
de Cambridge, no final do século XIX, argumentando que, a partir do inverso da velocidade
da moeda, k =1/V, os agentes optaram por alocar seus recursos em títulos ou moeda, que
obedeceria à renda, às preferências e, inclusive, à inflação, que desestimularia a retenção.

Ele argumentou que o papel do dinheiro na economia era suficiente para explicar a Grande
Depressão, e que as explicações orientadas para a demanda agregada não eram necessárias.
Friedman argumentou que a política monetária era mais eficiente que a política fiscal.

No entanto, questionou como ajustar a economia com políticas monetárias. Era a favor de
uma política de crescimento estacionário na oferta monetária, ao invés de intervenções
frequentes. Friedman também desafiou a relação entre inflação e desemprego da curva de
Phillips.

Friedman e Edmund Phelps (que não era um monetarista) propuseram uma versão
"aumentada" da Curva de Phillips que excluía a possibilidade de um trade-off estável de longo
prazo entre inflação e desemprego. Quando a crise do petróleo da década de 1970 criou uma
alta taxa de desemprego e inflação, Friedman e Phelps foram questionados.

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O monetarismo foi particularmente influente no começo da década de 1980. O monetarismo
caiu em desgraça quando os bancos centrais descobriram ser difícil ajustar a oferta monetária
ao invés das taxas de juros, como os monetaristas recomendaram. O monetarismo também
se tornou politicamente impopular quando os bancos centrais criaram recessões a fim de
diminuir a inflação.

Novos clássicos

Outro desafio ao Keynesianismo veio da nova economia clássica.

Um desenvolvimento centrado no novo pensamento clássico veio quando Robert Lucas


introduziu as expectativas racionais à macroeconomia. Antes de Lucas, os economistas em
geral usavam as expectativas adaptativas, quando supunha-se que os agentes viam o
passado recente para fazer expectativas sobre o futuro. Sobre as expectativas racionais,
supunha-se que os agentes eram mais sofisticados.

Um consumidor não irá simplesmente assumir uma taxa de inflação de 2% devido ao fato
de que esta foi a média dos anos anteriores; ele irá observar a política monetária atual e as
condições econômicas para formar uma previsão mais informada. Quando os economistas
novos clássicos introduziram as expectativas racionais em seus modelos, eles mostraram que
a política monetária poderia ter apenas um impacto limitado.

Lucas também fez uma crítica influente aos modelos empíricos Keynesianos. Ele
argumentou que modelos de previsão baseados em relações empíricas seriam instáveis. Ele
defendia que os modelos baseados na teoria econômica fundamental seriam, a princípio,
mais estáveis em relação às mudanças das economias. Seguindo a crítica de Lucas, os
economistas novos clássicos, liderado por Edward Prescott e Finn Kydland, criaram a
teoria dos ciclos reais de negócios (teoria RBC).

Esses modelos foram baseados na combinação de equações fundamentais com a


microeconomia neoclássica. Eles produziram modelos que explicam recessão e desemprego
com mudanças na tecnologia. Os modelos RBC não incluíram um papel para o dinheiro
exercido na economia.

As críticas aos modelos RBC argumentavam que o dinheiro claramente exerce um papel
importante na economia, e que a ideia de que o regresso tecnológico pode explicar recessões
recentes é também implausível. Dentro da lógica do RBC, os agentes são extremamente
racionais, ao ofertarem mais trabalho quando os salários reais fossem maiores, o que leva à
elaboração de modelos que retomam o postulado clássico do trade off entre lazer e trabalho.
Apesar das questões acerca da teoria atrás dos modelos RBC, eles claramente foram
influentes na metodologia econômica.

Resposta Nova Keynesiana

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Os novos economistas keynesianos responderam à escola neoclássica adotando as
expectativas racionais e focando no desenvolvimento de modelos baseados na
microeconomia que são imunes à crítica de Lucas.

Stanley Fischer e John B. Taylor produziram trabalhos iniciais nesta área, mostrando que
a política monetária poderia ser efetiva mesmo em modelos com expectativas racionais e
salários limitados por contratos. Outros novos economistas keynesianos expandiram esta
obra e demonstraram que em outros casos nos quais os preços e salários inflexíveis levaram
a uma política monetária e fiscal tiveram efeitos reais.

Como os modelos clássicos, os modelos novos clássicos assumiram que os preços seriam
capazes de se ajustar perfeitamente e que a política monetária apenas levaria a mudanças
de preço. Os modelos novos keynesianos investigaram fontes de preços e salários resistentes
(sticky), que não se ajustaram, assim levando a política monetária impactar quantidades ao
invés de preços.

No final da década de 1990, os economistas chegaram a um difícil consenso. A rigidez da


nova teoria keynesiana foi combinada com as expectativas racionais e a metodologia RBC
para produzir os modelos de equilíbrio dinâmico estocástico geral (DSGE). A fusão de
elementos de diferentes escolas de pensamento tem sido apelidada de nova síntese
neoclássica.

Esses modelos agora são usados por muitos bancos centrais e exercem um papel central na
macroeconomia moderna. As metas de inflação, a partir da equação proposta por John
Taylor, conhecida como Taylor rule (regra de Taylor), passaram a ser utilizada pelos
Bancos Centrais ao redor do planeta: enquanto a nova Zelândia foi sua pioneira, em 1990,
o Brasil adotaria tal regime em junho de 1999, com o término do Plano Real I e o início do
Plano Real II, a partir da lógica do "tripé macroeconômico." A partir dela, as autoridades
monetárias controlam a taxa de juros de curto prazo, que detém influência sobre as
expectativas dos agentes e, consequentemente, o nível geral de preços.

Crescimento e Economia do Desenvolvimento

Gráfico do PNB per capita por região ao longo dos últimos 2000 anos.

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O PNB per capita é uma forma resumida de se medir o desenvolvimento econômico no longo
prazo.

A economia do desenvolvimento estuda fatores que explicam o crescimento econômico –


o aumento na produção per capita de um país ao longo de um extenso período de tempo.
Os mesmos fatores são usados para explicar diferenças no nível de produção per capita entre
países.

Fatores muito estudados incluem a taxa de investimento, crescimento populacional, e


mudança tecnológica. Que estão representados em formas empíricas e teóricas (como
no modelo de crescimento neoclássico) e na contabilidade do crescimento. O campo
distinto da economia do desenvolvimento examina aspectos econômicos do processo de
desenvolvimento em países de baixa renda focando em mudanças estruturais,
pobreza, e crescimento econômico. Abordagens em economia do desenvolvimento
frequentemente incorporam fatores políticos e sociais.

Sistemas Econômicos

Sistemas econômicos é o ramo da economia que estuda os métodos e instituições pelas


quais sociedades determinam a propriedade, direção e alocação dos recursos econômicos e
as suas respectivas trajetórias de desenvolvimento econômico. Um sistema econômico
de uma sociedade é a unidade de análise.

Entre sistemas contemporâneos em diferentes partes do espectro organizacional são os


sistemas socialistas e os sistemas capitalistas, nos quais ocorre a maior parte da
produção, respectivamente em empresas estatais e privadas. Entre esses extremos estão as
economias mistas. Um elemento comum é a interação de influências políticas e
econômicas, amplamente descritas como economia política.

Sistemas econômicos comparados é a área que estuda a performance e o


comportamento relativos de diferentes economias ou sistemas.

Contabilidade Nacional

A contabilidade nacional é um método para listar a atividade econômica agregada de uma


nação. As contas nacionais são sistemas contábeis de partidas dobradas que fornecem
informações detalhadas sobre a atividade econômica de um país.

Essas incluem o produto nacional bruto (PNB), que fornece estimativas para o valor
monetário da produção e da renda por ano ou por trimestre. O PNB permite que se
acompanhe a performance de uma economia e seus componentes ao longo de ciclos
econômicos ou períodos históricos.

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Dados de preços podem permitir a distinção entre valores reais e nominais, isto é, corrigir
totais monetários para refletir as variações nos preços ao longo do tempo. As contas
nacionais também incluem aferições do estoque de capital, riqueza de uma nação, e fluxos
internacionais de capital.

Indicadores Macroeconômicos – Exemplos

● Desemprego: O desemprego é um dos mais importantes dos indicadores da


macroeconomia, pois ele tende a ser a última variável a se mexer em uma
recessão ou em um desenvolvimento da economia do país. Isto ocorre, pois, as
demissões são muito onerosas aos empregadores, devido às verbas de rescisão.
Assim, a decisão de demitir tende a ser adiada ao máximo.

Por outro lado, uma vez que a economia retome o crescimento, os empregadores
ainda demoram muito a contratar, pois tendem a esperar o crescimento e a confiança
na economia voltar com mais força.

Um exemplo disso é o caso Brasileiro. O PIB do país apresentou leve crescimento no


ano de 2017 e no primeiro semestre de 2018, no entanto, ainda no meio de 2018 o
desemprego ainda assola milhões de brasileiros.

Assim, os economistas tendem a considerar o emprego como o principal indicador de


uma recessão ou de um crescimento econômico.

Também pois o desemprego tem capacidade de afetar outros indicadores


macroeconômicos, tais como o consumo.

● Inflação: A inflação é a perda do poder de compra da moeda. Esta é uma


variável muito importante pois, além de reduzir o poder de compra, e assim o
consumo, ela também pode afetar os juros do país. Quando a inflação está
muito alta, o Banco Central, através do COPOM, tende a aumentar os juros
como forma de contê-la.

A taxa de juros, por sua vez, é muito importante pois afeta diretamente a decisão de
investimentos das empresas.

● PIB: O PIB é o produto interno bruto. Ele é a soma de todas as riquezas criadas
por um país.

Tipicamente, quando o PIB cresce, isto significa que o país está se desenvolvendo e
o consumo tende a aumentar.

Por outro lado, caso o PIB esteja estagnado, ou caindo, isto pode indicar uma
recessão econômica. Em uma recessão econômica é esperado que o consumo venha
a cair bastante, e que os lucros das empresas diminuam.

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Como dito anteriormente, os indicadores macroeconômicos do Brasil são
bastante voláteis, e isto pode ser percebido através de uma análise do PIB brasileiro.

Em 2010 o PIB do Brasil cresceu quase 4%, e seguiu-se em 4 anos de crescimento


moderado. Já em 2015, abalado pela recessão, o PIB caiu quase 4%, seguido por
outra grande queda em 2016.

Em países mais desenvolvidos é comum uma menor volatilidade dessa variável. Tanto
para subidas, quanto para descidas. Os Estados Unidos, por exemplo, crescem entre
1,5% e 3% todos os anos de 2010 até 2017.

Conceito

Paul Anthony Samuelson, um dos pais fundadores da microeconomia, autor de um dos


manuais mais marcantes da história, Economics (primeira edição em 1948) juntamente com
os Princípios de economia política de John Stuart Mill (primeira edição de 1848) e os
Princípios de economia política de Alfred Marshall (primeira edição de 1890).

A Microeconomia, também conhecida como a “teoria dos preços”, analisa a formação de


preços no mercado, ou seja, como a empresa e o consumidor interagem e decidem qual o
preço e a quantidade de determinado bem ou serviço em mercados específicos.

Assim, enquanto a Macroeconomia enfoca o comportamento da Economia como um todo,


considerando variáveis globais como consumo agregado, renda nacional e investimentos
globais, a análise microeconômica preocupa-se com a formação de preços de bens e serviços
(por exemplo, soja, automóveis) e de fatores de produção (salários, aluguéis, lucros) em
mercados específicos.

A teoria microeconômica não deve ser confundida com a economia de empresas pois tem
enfoque distinto. A Microeconomia estuda o funcionamento da oferta e da demanda na
formação do preço no mercado, isto é, o preço obtido pela interação do conjunto de
consumidores com o conjunto de empresas que fabricam um dado bem ou serviço.

Do ponto de vista da economia de empresas, que estuda uma empresa específica, prevalece
a visão contábil-financeira na formação do preço de venda de seu produto, baseada
principalmente nos custos de produção, enquanto na Microeconomia predomina a visão do
mercado.

A abordagem econômica se diferencia da contábil mesmo quando são tratados os custos de


produção, pois o economista analisa não só os custos efetivamente incorridos, mas também
aqueles decorrentes das oportunidades sacrificadas, ou seja, dos custos de oportunidade ou
implícitos. Os custos de produção do ponto de vista econômico não são apenas os gastos ou
desembolsos financeiros incorridos pela empresa (custos explícitos), mas incluem também

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quanto às empresas gastariam se tivessem de alugar ou comprar no mercado os insumos
que são de sua propriedade (custos implícitos).

Os agentes da demanda - os consumidores - são aqueles que se dirigem ao mercado com o


intuito de adquirir um conjunto de bens ou serviços que maximize sua função de utilidade.
No Direito utilizou-se a conceituação econômica para se definir consumidor: pessoa natural
ou jurídica que no mercado adquire bens ou contrata serviços como destinatário final,
visando atender a uma necessidade própria. Deve-se salientar que o Código Brasileiro de
Defesa do Consumidor considera o consumidor como hipossuficiente, uma vez que entre
fornecedor e consumidor há um desequilíbrio que favorece o primeiro.

A conceituação de empresa, entretanto, possui duas visões:

● Econômica;
● Jurídica.

Do ponto de vista econômico, empresa ou estabelecimento comercial é a combinação


realizada pelo empresário dos fatores de produção: capital, trabalho, terra e tecnologia, de
tal modo organizados para se obter o maior volume possível de produção ou de serviços ao
menor custo.

Na doutrina jurídica, reconhece-se o estabelecimento como uma universalidade de direito,


incluindo-se na atividade econômica um complexo de relações jurídicas entre o empresário
e a empresa. O empresário é, assim, o sujeito da atividade econômica, e o objeto é
constituído pelo estabelecimento, que é o complexo de bens corpóreos e incorpóreos
utilizados no processo de produção. A empresa, nesse contexto, é o complexo de relações
jurídicas que unem o sujeito ao objeto da atividade econômica.

A Microeconomia está voltada fundamentalmente para:

● As unidades individualizáveis da economia, como o consumidor e a


empresa, considerados isoladamente, ou em agrupamentos homogêneos;

● O comportamento do consumidor, a busca da satisfação máxima (com sua


restrição orçamentária), e outras motivações;

● O comportamento da empresa, a busca do lucro máximo (com sua estrutura


de custos e com a atuação da concorrência) e outras motivações;

● Os mecanismos do funcionamento do mercado. Oferta e procura;

● Imperfeições e Funções do mercado, na utilização eficaz dos recursos


escassos da sociedade e na geração dos produtos destinado a satisfação e
necessidades ilimitáveis;

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● As remunerações pagas aos agentes que participam do processo produtivo e
sua repartição da renda social;

● Os preços recebidos pelas unidades que geram cada um dos bens de serviços
que compõem o produto social;

● Custo e Benefícios privados e o interesse maior do bem-comum.

Pressupostos Básicos da Análise Microeconômica

A hipótese coeteris paribus

Para analisar um mercado específico, a Microeconomia se vale da hipótese de que tudo o


mais permanece constante (em latim, coeteris paribus). O foco de estudo é dirigido apenas
àquele mercado, analisando-se o papel que a oferta e a demanda nele exercem, supondo
que outras variáveis interfiram muito pouco, ou que não interfiram de maneira absoluta.

Adotando-se essa hipótese, torna-se possível o estudo de determinado mercado,


selecionando-se apenas as variáveis que influenciam os agentes econômicos - consumidores
e produtores - nesse particular mercado, independentemente de outros fatores, que estão
em outros mercados, podem influenciá-los.

Sabemos, por exemplo, que a procura de uma mercadoria é normalmente mais afetada por
seu preço e pela renda dos consumidores. Para analisar o efeito do preço sobre a procura,
supomos que a renda permanece constante (coeteris paribus); da mesma forma, para avaliar
a relação entre a procura e a renda dos consumidores, supomos que o preço da mercadoria
não varia. Temos, assim, o efeito "puro" ou "líquido" de cada uma dessas variáveis sobre a
procura.

Papel dos preços relativos

Na análise microeconômica, são mais relevantes os preços relativos, isto é, os preços de um


bem em relação aos demais, do que os preços absolutos (isolados) das mercadorias.

Por exemplo, se o preço do guaraná cai 10%, e o da soda igualmente cai 10%, nada deve
acontecer com a demanda (procura) dos dois bens (supondo que as demais variáveis
permaneceram constantes). Agora, tudo permanece constante, se cai apenas o preço do
guaraná, permanecendo inalterado o preço da soda, deve-se esperar um aumento na
quantidade procurada de guaraná, e uma queda na soda. Embora não tenha havido alteração
no preço absoluto da soda, seu preço relativo aumentou, quando comparado com o do
guaraná.

Objetivos da empresa

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A grande questão na Microeconomia, que inclusive é a origem das diferentes correntes de
abordagem, reside na hipótese adotada quanto aos objetivos da empresa produtora de bens
e serviços.

A análise tradicional supõe o princípio da racionalidade, segundo o qual o empresário sempre


busca a maximização do lucro total, otimizando a utilização dos recursos de que dispõe. Essa
corrente enfatiza conceitos como receita marginal, custo marginal e produtividade marginal
em lugar de conceitos de média (receita média, custo médio e produtividade média), daí ser
chamada de marginalista. A maximização do lucro da empresa ocorre quando a receita
marginal se iguala ao custo marginal.

As correntes alternativas consideram que o móvel do empresário não seria a maximização


do lucro, mas fatores como aumento da participação nas vendas do mercado, ou
maximização da margem sobre os custos de produção, independente da demanda de
mercado.

Geralmente a abordagem marginalista compõe a teoria microeconômica propriamente dita,


pelo que é chamada de teoria tradicional, enquanto as demais abordagens são usualmente
analisadas nas disciplinas denominadas teoria da organização industrial ou economia
industrial.

Tópicos de estudo

Mercado

A microeconomia, tal como a macroeconomia, é um método fundamental de análise à


economia enquanto sistema. Examina o comportamento dos agentes (tais como os
agregados familiares e as firmas) e as suas interações em mercados específicos,
considerando a escassez de recursos e a regulação governamental.

Um determinado mercado pode ser para de um produto, por exemplo milho, ou de serviços
de um fator de produção, por exemplo, os serviços de um pedreiro. A teoria considera
agregados de uma quantidade demandada por compradores e quantidade ofertada por
vendedores para cada preço possível por unidade.

A microeconomia une esses dois aspectos para descrever como o mercado pode atingir o
equilíbrio entre o preço e a quantidade negociada ou explicar as variações do mercado ao
longo do tempo.

Esta análise é geralmente referida como análise de oferta e demanda. As estruturas do


mercado, como concorrência perfeita e monopólio, são também estudadas para as suas
implicações no comportamento e na eficiência econômica. A análise das alterações num
mercado geralmente parte do pressuposto simplificador de que o comportamento nos outros
mercados permanece inalterado (ceteris paribus), ou seja, é uma análise de equilíbrio parcial.

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A teoria do equilíbrio geral permite alterações em diferentes mercados e agregados de todos
os mercados, incluindo a sua evolução e interações em direção ao ponto de equilíbrio.

Produção, Custo e Eficiência

Em microeconomia, a produção é um processo que usa insumos para criar produtos,


destinados ao comércio ou ao consumo. A produção é um fluxo, logo é mensurável através
de um rácio por unidade de tempo. É comum distinguir entre a produção de bens de
consumo (alimentos, cortes de cabelo, etc.) vs. bens de investimento (novos tratores,
edifícios, estradas, etc.), bens públicos (defesa nacional, segurança pública, proteção civil,
etc.) ou bens privados (computadores novos, automóveis, etc.).

O custo de oportunidade está relacionado com o custo económico: é o valor da melhor


alternativa dispensada, quando se tem que fazer uma escolha entre duas ações desejadas,
mas mutuamente exclusivas. É descrita como sendo a expressão da "relação básica entre
escassez e escolha".

O custo de oportunidade é um fator que garante a utilização eficiente dos recursos escassos,
pois o custo é ponderado face ao valor gerado, no momento de decidir aumentar ou reduzir
uma atividade. Os custos de oportunidade não se restringem a custos monetários. Podem
também ser medidos em tempo, lazer, ou qualquer outra coisa que corresponda a um
benefício alternativo (utilidade).

As entradas para o processo de produção incluem fatores de produção básicos como o


trabalho, capital (bens duradouros usados na produção, como uma fábrica) e terra
(incluindo recursos naturais). Outros fatores incluem bens intermediários usados na
produção dos bens finais, como seja o aço num carro novo.

A eficiência econômica descreve o quanto um sistema utiliza bem os recursos disponíveis,


dada a tecnologia disponível. A eficiência pode aumentar se conseguirmos obter um maior
resultado sem aumentar os recursos usados, ou seja, se conseguirmos reduzir o
"desperdício". Dizemos que temos uma eficiência de Pareto quando estamos num ponto
onde nenhuma alteração na forma como usamos os recursos disponíveis consegue melhorar
o resultado para alguém sem piorar a situação de outro.

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Curva de possibilidades de produção.

A fronteira de possibilidades de produção (FPP) é uma ferramenta analítica que


representa a escassez, custo e eficiência. No caso mais simples, estudamos uma economia
que produz apenas dois bens. A FPP é uma tabela ou gráfico (ver ilustração) que mostra as
várias combinações de quantidades dos dois produtos que é possível ter dado a tecnologia e
os fatores de produção disponíveis em cada ponto na curva

Cada ponto na curva mostra uma produção potencial total máxima para a economia, que
é a produção máxima de um bem, dada uma quantidade de produção do outro bem.

O ponto A no gráfico, por exemplo, mostra que FA de comida e CA de computadores podem


ser produzidos quando a produção é eficiente. Assim como FB de comida e CB de
computadores (ponto B).

A escassez é representada na figura pelas pessoas poderem querer, mas não poderem
consumir, para além da FPP. Quando a produção de um bem aumenta, a produção do outro
diminui, numa relação inversa. Isso ocorre porque uma maior produção de um bem requer
a transferência de insumos da produção do outro bem, diminuindo-a. A inclinação da curva
num ponto determina o trade-off entre os dois bens. Mede o quanto uma unidade adicional
de um bem implica reduzir o outro bem, que é um exemplo de custo de oportunidade.

Ao longo da FPP, a escassez significa que escolher mais de um bem implica ter menos do
outro. Ainda assim, numa economia de mercado, o movimento ao longo da curva pode
ser explicado como uma escolha que os agentes veem como preferível.

Por construção, cada ponto na curva mostra a eficiência produtiva, por maximizar a
produção para um total dado de insumos. Um ponto "dentro" da curva é possível, mas
representa ineficiência produtiva (uso de insumos com desperdício), no sentido de que a
produção de um ou ambos os bens poderiam aumentar movendo-se no sentido nordeste em
direção a um ponto na curva.

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Um exemplo de ineficiência pode ser uma alta taxa de desemprego durante uma recessão.
Está na curva pode ainda não satisfazer completamente a eficiência alocativa (também
apelidado de eficiência de Pareto) se a curva não consistir numa combinação de produtos
que os consumidores tenham preferência face a outros pontos ou combinações.

Muito da economia aplicada em políticas públicas está preocupada em determinar como


a eficiência de uma economia pode ser aumentada. Encarar a realidade da escassez para
então perceber como podemos organizar a sociedade para ter o uso mais eficiente dos
recursos tem sido descrito como sendo a "essência da economia", onde a disciplina "faz a
sua contribuição ímpar".

Especialização

A especialização é considerada um aspecto chave para a eficiência econômica, devido a


diferentes agentes (indivíduos ou países) terem diferentes vantagens comparativas.
Mesmo que um país detenha vantagem absoluta em todos os setores, tem vantagem em
se especializar nas áreas onde tenha as maiores vantagens comparativas, efetuando depois
trocas comerciais com outros países.

Consegue desta forma obter uma maior quantidade dos produtos onde não se especializou
comparado com a opção de produzir tudo por si. Um exemplo disso é a especialização dos
países desenvolvidos em produtos de alta tecnologia, preferindo adquirir os bens de
manufatura aos países em desenvolvimento, onde a mão-de-obra é barata e abundante.

A teoria defende que desta forma se consegue obter um maior total de produtos e utilidade,
comparando com a situação em que cada país decide pela produção própria de todos os
produtos. A teoria da vantagem comparativa é responsável pela crença generalizada dos
economistas nos benefícios do comércio livre. O conceito aplica-se a indivíduos,
fazendas, fábricas, fornecedores de serviços e a economias.

Em qualquer um destes sistemas produtivos podemos ter uma divisão do trabalho onde
cada trabalhador é responsável por uma tarefa distinta e especializada fazendo parte do
esforço produtivo, ou diferentes formas de uso de capital fixo e da terra.

A Riqueza das Nações (1776), de Adam Smith, faz uma discussão notável dos benefícios
da divisão do trabalho. A forma como os indivíduos podem aplicar da melhor forma o seu
trabalho, ou qualquer outro recurso, é um tema central do primeiro livro da obra. Smith
afirmava que um indivíduo deveria investir recursos, por exemplo, terra e trabalho, de forma
a obter o maior retorno possível.

Desta forma, as várias aplicações de um mesmo recurso devem ter uma taxa de retorno
igual (ajustada pelo risco relativo associado a cada atividade). Caso contrário, acabaria por
ocorrer uma realocação de recursos melhorando o retorno. Essa ideia, escreveu George
Stigler, é a proposição central da teoria econômica. O economista francês Turgot fez o
mesmo raciocínio dez anos antes, em 1766.

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De forma mais geral, a teoria diz que, incentivos do mercado, como preços da produção e
dos insumos de produção, determinam a alocação dos fatores de produção através da
vantagem comparativa. Isto ocorre porque são escolhidos os insumos mais baratos,
mantendo baixo o custo de oportunidade de um tipo de produto.

Com este processo, a produção agregada aumenta como efeito colateral. Esta
especialização da produção cria oportunidades para ganhos com o comércio em que os
detentores dos recursos beneficiam do comércio vendendo um tipo de produto contra
outros bens de maior valor.

Uma medida dos ganhos de comércio é o aumento na produção (formalmente, a soma do


acréscimo do excedente do consumidor e dos lucros do produtor) resultante da
especialização na produção e do consequente comércio.

Oferta e demanda

A teoria de oferta e demanda explica os preços e as quantidades dos bens transacionados


em uma economia de mercado e as respectivas variações. Na teoria microeconômica em
particular, refere-se à determinação do preço e quantidade num mercado de concorrência
perfeita.

Tem tido um papel fundamental na construção de modelos para outras estruturas de


mercado (como monopólio, oligopólio e competição monopolística) e para outras abordagens
teóricas.

Externalidades

Esta área da economia estuda se os mercados levam em consideração de maneira adequada


todos os benefícios e custos sociais. Uma externalidade ocorre quando há custos ou
benefícios sociais significativos advindos da produção ou do consumo que não são refletidos
nos preços de mercado. Por exemplo, a poluição do ar pode ser considerada uma
externalidade negativa e a educação pode ser uma externalidade positiva.

Os governos, no papel de um planejador social benevolente, frequentemente estabelecem


impostos ou restringem a venda de bens que geram externalidades negativas e fornecem
subsídios ou de alguma forma promovem a compra de bens que causam externalidades
positivas com o intuito de corrigir distorções nos preços causadas por essas externalidades.

A economia do meio ambiente estuda os assuntos relativos à degradação, recuperação ou


preservação do meio ambiente. Em particular, externalidades da produção ou do consumo,
como a poluição do ar, podem levar a falhas de mercado. A disciplina considera como
políticas públicas podem ser usadas para corrigir tais falhas. Opções incluem regulação que
reflita uma análise de custo-benefício ou soluções de mercado que alterem incentivos
como multas por emissão ou redefinição de direitos de propriedade.

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A economia do meio ambiente não deve ser confundida com novas escolas de pensamento
econômico referidas como Economia ecológica.

Economia agrícola

A economia da agricultura é uma das mais antigas e mais bem estabelecidas áreas da
economia. É o estudo das forças econômicas que afetam o setor agrícola e o impacto do
setor agrícola no resto da economia. É uma área da economia que, graças à necessidade de
se aplicar a teoria microeconômica a situações complexas do mundo real, tem contribuído
com avanços importantes de aplicação mais geral; o papel do risco e da incerteza, o
comportamento das famílias e as ligações entre direito de propriedade e incentivos. Mais
recentemente, áreas como o comércio internacional de commodities e meio ambiente têm
recebido grande atenção.

Economia financeira

A economia financeira, muitas vezes chamada simplesmente de finanças, está preocupada


com a alocação dos recursos financeiros em um ambiente de risco (ou incerteza). Assim, seu
foco está na operação dos mercados financeiros, na avaliação de preços de ativos financeiros,
e na estrutura financeira das empresas.

Economia industrial

A economia industrial, também conhecida nos Estados Unidos como organização


industrial, estuda o comportamento estratégico das firmas, a estrutura dos mercados e suas
interações. As estruturas comuns do mercado incluem competição perfeita, competição
monopolística, várias formas de oligopólio e monopólio.

Economia da informação

A economia da informação examina como a informação (ou sua falta) afeta o processo
decisório econômico. Um importante foco da disciplina é o conceito de assimetria de
informação, onde um participante possui mais ou melhor informação que a outra. A
existência da assimetria de informação abre espaço para o surgimento de problemas como
risco moral e seleção adversa estudada na teoria dos contratos. A economia da informação
tem relevância em muitas áreas como finanças, seguros, direito, e processo decisório em
condições de risco e incerteza.

Economia do trabalho

A economia do trabalho procura entender o funcionamento do mercado e a sua dinâmica


relacionada ao trabalho. Os mercados de trabalho funcionam através das interações
entre trabalhadores e empregadores. A economia do trabalho observa os ofertantes de força-
de-trabalho (trabalhadores), seus demandantes (empregadores) e tenta entender os padrões

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resultantes de salários e outras rendas do trabalho, de emprego e desemprego. Usos práticos
incluem a assistência na formulação de políticas de pleno emprego.

Economia e direito

Economia e direito, ou a análise econômica do direito, é uma abordagem da teoria do direito


que aplica métodos da economia ao direito. Inclui o uso de conceitos econômicos para
explicar os efeitos de normas legais a fim de determinar quais normas são
economicamente eficientes e para prever quais normas o serão.

O artigo seminal de Ronald Coase "The Problem of Social Cost", publicado em 1961, sugeriu
que direitos de propriedade bem definidos poderiam superar os problemas das
externalidades. Desde que os custos de transação se aproximassem de zero, acordos
mutuamente benéficos regulam quem arcaria com o custo da externalidade.

Economia gerencial

A economia gerencial aplica análise microeconômica para especificar decisões nas


organizações. Ela se aproveita pesadamente de métodos quantitativos como pesquisa
operacional e programação e também de métodos estatísticos como a regressão,
ausentes a certeza e informação perfeita. Um tema unificador é a tentativa de otimizar
decisões de negócios, inclusive minimização de custo por unidade e maximização de lucro,
dados os objetivos da firma e limitações impostas pela tecnologia e condições de mercado.

Finanças públicas

Finanças públicas é o ramo da economia que lida com os gastos e receita dos orçamentos
das entidades do setor público, geralmente o governo. O campo aborda questões como a
incidência fiscal (quem realmente paga um imposto), análise custo-benefício de programas
do governo, efeitos na eficiência econômica e distribuição de renda de diferentes tipos
de gastos e impostos e políticas fiscais. Essa última, um aspecto da teoria da escolha
pública, modela o comportamento do setor público de forma análoga à microeconomia,
envolvendo interações de eleitores, políticos e burocratas interessados em si mesmos.

Economia do bem-estar

A economia do bem-estar é um ramo da economia que usa técnicas microeconômicas para


determinar simultaneamente eficiência de alocação dentro de uma economia e a
distribuição de renda associada a ela. Ela tenta medir o bem-estar social examinando as
atividades econômicas dos indivíduos que compõem a sociedade.

Teoria Microeconômica Tradicional

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A teoria microeconómica standard assume que os agentes económicos, às famílias ou as
empresas são "racionais", isto é, supõe-se terem habilidades cognitivas e informações
suficientes para, por um lado, construir critérios para escolher entre diferentes opções
possíveis e identificar as restrições sobre estas escolhas, tanto restrições "internas" (a sua
capacidade tecnológica, no caso das empresas, por exemplo), como as "externas" (por
exemplo, as resultantes da conjuntura económica) e, por outro, para maximizar sua
satisfação dadas as restrições.

É o paradigma do homo economicus, que não implica a prioridade que os critérios de


escolha dos indivíduos sejam puramente egoístas. Podem perfeitamente ser "racionalmente"
altruístas.

Esta teoria deve sua existência à síntese feita pela economia matemática neoclássica de
1940 e 1950, entre os contributos da corrente marginalista do século XIX e a teoria do
equilíbrio geral de Walras e Pareto.

John Hicks e Paul Samuelson são considerados os pais da microeconomia tradicional


atual, que podemos dividir em quatro áreas:

● A teoria do consumidor, que estuda o comportamento das famílias ao fazer


opções de consumo sujeitas a restrições orçamentais;

● A teoria da firma, que estuda o comportamento de empresas que pretendem


maximizar seus lucros sujeitos a restrições tecnológicas;

● A teoria das trocas dos mercados, que podem ou não ser concorrenciais;

● A teoria do ótimo econômico, que recorre ao conceito de Pareto para avaliar


a eficiência econômica das interações coletivas entre os agentes, através do
comércio.

A teoria tradicional surge no contexto do equilíbrio geral walrasiano e tende a "assimilar o


funcionamento real da sociedade ao do modelo de equilíbrio geral abstrato".

Mercado e imperfeições de mercado

Um mercado tradicional é um espaço onde os compradores e vendedores se encontram.

Agir pelo interesse individual conduz muitas vezes ao interesse geral, mas nem sempre é
assim. Paul Krugman e Robin Wells notam que "a mão invisível não é sempre nossa
aliada".

Uma falha de mercado é uma situação na qual o mercado não consegue a alocação óptima
dos recursos económicos e dos bens e serviços. Isso pode acontecer, por exemplo, no caso

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de um monopólio (ou de um cartel), ou de uma situação em que exista desemprego e
falta de mão-de-obra, ou ainda a existência de poluição.

A falha de mercado, no sentido de alocação económica, é um conceito diferente da


anomalia de mercado, que tem um caráter mais financeiro, não da falta de eficiência do
mercado. A anomalia de mercado diz respeito ao rendimento financeiro e a uma anomalia
nos preços devida a fenómenos comportamentais. Estes dois fenómenos podem ser a causa
ou a consequência um do outro, ou resultar de uma causa comum.

O conceito de falha tem também um aspecto político, e por isso algo controverso, na medida
em que serve para justificar intervenções políticas para “corrigir”, ou até mesmo suprimir, o
mercado. Apesar disso, a generalidade dos economistas utiliza o termo, mas para se referir
às situações em que o funcionamento real de um mercado se afasta significativamente do
mercado perfeito, devido ao efeito de três causas principais:

● De estruturas de mercado sub-optimal (falta de transparência, latência,


etc.);

● Da não internalização de custos (como nos casos de externalidades, bens


públicos e assimetria de informação, seleção adversa, risco moral e do problema
do principal-agente);

● Das ineficiências de preço (não consideração de informação na formação dos


preços) devidas a desvios comportamentais.

Os autores liberais, após o surgimento da teoria da escolha pública, acrescentam uma


quarta causa, que na sua opinião tem consequências bem mais graves:

● As intervenções estatais.

A expressão falha do Estado (no sentido de falha do governo, em inglês government


failure), surge por analogia com a "falha de mercado".

Novas teorias: Compreendendo Melhor a Concorrência Imperfeita

A partir dos anos 1970, o paradigma dominante na microeconomia sofre uma inflexão, de
modo a melhor integrar todas as anomalias e imperfeições do mercado. Para Pierre Cahuc,
"a nova microeconomia foi construída progressivamente, a partir de críticas dispersas, muitas
inicialmente de forma isolada, ao modelo walrasiano".

De uma forma mais geral, para a economista Anne Perrot, o edifício teórico da
microeconomia tradicional deixava "desarmado o economista que procurava uma
representação positiva do funcionamento do mercado". Esta mudança aconteceu num
momento em que a macroeconomia buscava os seus fundamentos microeconómicos, de
forma que iria gerar alguma convergência entre os dois campos.

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O quadro geral da nova microeconomia é preferencialmente reduzido à análise de um só
mercado e o seu estudo científico baseia-se mais em constatações que se julga serem
representativas do funcionamento da economia (que são apelidados de "fatos estilizados").

A nova microeconomia enfatiza os problemas relativos aos estímulos, à informação e à


teoria dos jogos. Por "estímulo" entende-se toda a ação de um agente econômico
(incluindo o Estado) que levem a certos agentes econômicos adotar este ou aquele
comportamento.

Esta noção tem todo o sentido se considerarmos que a informação disponível é


inevitavelmente limitada por um agente econômico desejoso de incentivar outros agentes a
ter comportamentos do seu interesse.

A teoria dos jogos, por seu lado, é um ramo da matemática aplicada que estuda as
interações estratégicas entre agentes. Segundo essa teoria, os agentes escolhem as
estratégias que maximizam os seus benefícios, sendo dadas as estratégias que os outros
agentes irão escolher. Propõem um modelo formal das situações em que os decisores
interagem com outros agentes. A teoria dos jogos vem para generalizar a abordagem de
maximização desenvolvida anteriormente para a análise de mercados.

Foi desenvolvida a partir do livro de 1944 Theory of Games and Economic Behavior, de John
von Neumann e Oskar Morgenstern. É também empregue em numerosos domínios não
económicos: estratégia nuclear, ética, ciência política e teoria evolucionista.

A extensão da abordagem microeconómica conduziu também ao desenvolvimento da "teoria


dos contratos". Esta teoria conceitualiza as organizações, instituições, famílias e empresas
como conjuntos de contratos (nós de contratos, na terminologia econômica).

Uma empresa é, por exemplo, um nó composto por contratos de trabalho, ligando-a aos seus
assalariados, por contratos ligando-a aos seus clientes e fornecedores, por contratos de
produtos bancários e financeiros, por contratos legais ligando-a ao seu Estado ou região em
matéria fiscal e de regulação.

Os mercados são outro caso particular de nós de contratos, neste caso de contratos de
comércio. Os Estados, no sentido das organizações políticas que administram determinados
espaços geográficos, são um outro exemplo de nó contratual, representando as Constituições
contratos gerais ligando estas organizações ao povo que governam.

Um aspecto importante dos contratos é, regra geral, serem "incompletos", isto é, não
conseguem especificar totalmente as obrigações das partes em todas as situações possíveis.

O desenvolvimento desta teoria gerou naturalmente um aprofundamento das teorias da


negociação e renegociação. De fato, o seu propósito é não só explicar como e por que os

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contratos são firmados entre os agentes, mas também as razões pelas quais eles os põem,
ou não, em causa com o decorrer do tempo.

A nova microeconomia pode ser usada pela economia industrial, economia do trabalho
e pela economia pública, devido à sua capacidade para se aproximar das preocupações
práticas de certos industriais.

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Análise técnica

O que é a Análise Técnica?

Quantas vezes você precisou adquirir um produto e, primeiramente, decidiu acompanhar o


preço por um tempo para entender o que é caro e o que é barato?

Esse comportamento não é dos dias de hoje. Desde quando as relações de negociação se
iniciaram, houve a necessidade de ter um histórico dos preços a fim de identificar quando
um produto está valendo a pena ser comprado.

Contudo, em uma análise um pouco mais profunda, iremos ver que o desempenho do preço
ao longo de um intervalo de tempo não nos fala apenas o que é caro e o que é barato, mas
também os padrões de consumo e produção de um determinado produto.

Veja por exemplo este gráfico do custo do petróleo no momento em que a pandemia de
covid-19 passou a nível mundial em abril de 2020:

Mais do que dizer que o preço caiu, podemos afirmar que a pandemia diminuiu
significativamente a atividade econômica no mundo como um todo, o que fez com que a
demanda por combustível despencasse enquanto a produção continuava a mesma.

Isso fez o preço despencar a níveis assustadores para empresas do ramo. Portanto, podemos
dizer que o comportamento do preço já inclui a informação por parte dos investidores.

Teoria de Dow

Essa foi exatamente a teoria desenvolvida por Charles Henry Dow. Em seu estudo, ele relatou
que o mercado respeita sempre 6 regras

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1) O histórico do preço é reflexo do comportamento dos investidores e as informações que
cada um possui.

2) O mercado possui três tendências:

● Primária: são movimentos duradouros, seja de subida, seja de baixa. A


tendência primária pode durar de meses até anos.

Aqui, se faz necessário explicar dois conceitos importante: Quando uma linha liga topos
ascendentes, como no gráfico apresentado acima, nós a chamamos de linha de tendência de
alta (LTA). Quando ela liga fundos descendentes em um movimento de baixa, dizemos que
é uma linha de tendência de baixa (LTB).

● Secundária: Movimentos mais curtos de alta ou baixa que ocorrem dentro da


tendência primária. Duram de 3 semanas até 3 meses.

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● Terciária: pequenas variações de preços que ocorrem diante da tendência
secundária. Tem uma duração inferior a 3 semanas.

3) A tendência primária possui 3 fases:

● Acumulação: Momento que o mercado fica “de lado” e está preparando um


movimento mais longo.

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● Participação pública: Movimento mais longo e forte após a saída da fase de
acumulação.

● Distribuição: Hora em que a informação já está amplamente divulgada.


Ocorrerá a entrada tardia de investidores mal informados e pode criar uma
movimentação forte a favor da tendência. No entanto, frequentemente, é
seguido por uma reversão do movimento.

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O mercado é formado por pessoas irracionais e que tendem a tomar decisões com base no
movimento da massa e o gráfico nos auxilia exatamente a identificar qual é esse movimento.

Teoria de Elliot

Quando falamos de comportamento de massas e de gráficos, não podemos deixar de fora


Ralph Nelson Elliot.

Ele propôs que os ciclos do mercado eram uma resposta às reações dos investidores aos
fatores externos, fazendo o mercado ir da euforia (movimento de alta) ao pânico (movimento
de baixa).

Com isso, o autor definiu que o mercado se movimenta como se fossem ondas, subindo e
descendo, em direção de uma tendência principal.

Observe a seguinte imagem:

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Perceba que o movimento desta ação é composto por 5 “ondas”, exatamente o número de
ondas propostas por Elliot em sua teoria. As ondas são classificadas em:

Onda 1 (Amarelo):

Primeiro movimento em direção à tendência, quando o cenário talvez não seja muito
favorável e as notícias continuam negativas. É nessa hora que os investidores bem
informados se posicionam. O movimento dessa onda irá definir o tamanho das demais

Onda 2 (Vermelho):

Momento em que os investidores aproveitam para recolher os lucros da onda 1, podendo


atingir de 60% a 100% da onda inicial.

Onda 3 (Preto):

A terceira é a que tem uma movimentação mais forte e acelerada. Deve ser igual ou 1,5x
maior que a onda 1.

Onda 4 (rosa):

A quarta onda é a menor correção contra o preço e não costuma uma reversão maior do que
38% da onda 3.

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Onda 5 (azul):

Seu tamanho se aproxima ao da onda 4 e indica o fim do movimento de alta.


Graficamente, as ondas de Elliot podem ser representadas da seguinte maneira:

Além das ondas de 1 a 5, existem também as ondas finais chamadas de A, B e C, que são
os indicadores do fim do movimento.

Aplicando em um gráfico real, veja como essas ondas podem ser identificadas:

A partir da onda C, o mercado fica com rumo indefinido e o trader deve esperar por outros
sinais para realizar novas operações.

Perceba que a teoria das ondas de Elliot pode ser considerada como um complemento da
Teoria de Dow, pois apresenta mais detalhes e mais pontos estudados.

Esse movimento não é nada mais do que um reflexo do comportamento das massas que
operam na Bolsa de Valores e dos sentimentos de cada um ao longo da movimentação.

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No começo da onda 1, temos um cenário de euforia, que é substituído por medo e cautela
quando chega ao final. Esse medo causa uma recuada (onda 2), pois os investidores estão
vendendo as ações adquiridas para contabilizar seu lucro.

No fim da Onda 2, os compradores voltam a ter terreno (afinal, se era barato antes naquele
preço, está barato agora também) e dão início à onda 3. Dessa vez, o movimento é ainda
mais forte devido a euforia e não estão mais em “terreno desconhecido”, uma vez que o
preço já havia passado por ali antes.

Com o tempo, o receio e a cautela voltam a terem presença e se inícia à onda 4. Como o
último movimento foi mais forte, a onda 4 não dura muito tempo, já que, logo os
compradores se animam novamente e passam a comprar, formando a 5ª onda.

A partir daí, a euforia e o receio se misturam e fazem com que o mercado tome a forma das
ondas a, b e c, mostrando o fim do movimento até que novas informações ou novos players
entrem em ação para começar uma nova fase.

Fractais

Ainda falando das ondas de Elliot, iremos explicar um pouco sobre a teoria dos fractais. Essa
teoria sugere que todo evento caótico possui padrões com proporções parecidas, mas em
escadas diferentes.

Isso significa que as ondas de Elliot podem ser vistas tanto em um gráfico diário como em
um tempo menor. Ou seja, dentro da tendência principal de um ativo em certo tempo gráfico,
há tempos menores em que os padrões também vão se repetir no curto prazo.

Veja o exemplo a seguir:

Imagine o movimento de um determinado ativo no gráfico de 15 minutos:

A teoria dos fractais sugere que, dentro de um período gráfico menor, você verá o seguinte
movimento:

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Perceba como dentro da tendência primária, a mesma movimentação aconteceu em um
tempo menor.

Esse mesmo prazo padrão pode ser quebrado mais pouco, e encontraremos o mesmo
comportamento lá também.

Sendo assim, na sua rotina de análise no mercado, você deve:

1. Analisar o gráfico diário para identificar a tendência principal;

2. Diminuir para o gráfico de 15 minutos e identificar os fractais dentro da


tendência primária;

3. Diminuir o tempo gráfico para 5 minutos para confirmar que uma nova onda
começou no gráfico de 15 min

Entender sobre os fractais vai te ajudar a não estopar desnecessariamente em movimentos


de correções dos preços.

Por exemplo:

Imagine que você fez uma compra na região indicada pela seta cinza na figura:

Sabendo que está dentro de uma perna 3 da tendência principal, você possui duas opções:

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1. Alavancar sua posição na 4ª perna da tendência menor para obter lucros
maiores;
2. Contabilizar parte dos lucros no início da perna 4 da tendência menor
para diminuir sua exposição.

As duas opções são estratégias distintas, válidas e variam de acordo com a personalidade do
trader.

O trader que prefere assumir mais riscos, vai optar pela primeira alternativa, enquanto aquele
que prefere ser menos agressivo, terá preferência para a opção 2.

Nesse caso, nenhuma das duas escolhas está errada.

Suportes e resistências

Sobretudo, o que faz o preço se movimentar, é a relação Oferta e Demanda, ou seja, a


quantidade de pessoas desejando comprar determinado ativo e a quantia de pessoas
querendo vendê-lo.

É exatamente essa relação de oferta (vendedores) e demanda (compradores) que define o


preço de um ativo.

Imagine que você tem interesse em comprar uma bicicleta e, por isso, começa fazendo uma
pesquisa de valores em diferentes lojas por um determinado período de tempo, sempre
atento a qualquer mudança no preço do modelo desejado.

Ao fazer isso, você irá entender uma coisa de extrema importância sobre o produto: sua faixa
de preço (ou seja, o range) em que ele é negociado.

Se em sua pesquisa, você acabou percebendo que a bicicleta é negociada entre R$100,00 e
R$200,00 ao longo do tempo, a conclusão óbvia é que, qualquer valor próximo dos R$100,00
é entendido como barato e qualquer preço próximo dos R$200,00 é entendido como caro.

Nós chamamos este intervalo de faixa de negociação, ou range do preço.

Você deve se lembrar do item 32 (Introdução a Análise Fundamentalista) do módulo de


nivelamento onde te explicamos sobre a lei da oferta e da demanda, certo?

Pois então, além de você, há diversas outras pessoas que também estão acompanhando o
preço da bicicleta e têm o mesmo discernimento do que é caro e o que é barato.

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Isso significa que, quando o custo for entendido como barato, haverá uma onda de compras
que fará o valor aumentar novamente para perto dos R$200,00 devido à demanda mais alta.

Assim que o preço voltar para esse novo patamar, as compras irão diminuir porque as
pessoas irão começar a entender que este produto está com o valor mais alto. Isso fará o
preço diminuir aos poucos, até que volte para perto da faixa dos R$100,00.

Se olharmos um gráfico do comportamento do preço da bicicleta ao longo do tempo,


podemos ter algo parecido com isso:

Perceba como o preço varia no range, freando sempre que está numa região considerada
cara e voltando a subir sempre que chega naquele preço visto como barato.

Pelo gráfico, podemos ver claramente que a faixa de negociação deste produto é entre R$
200,00 (faixa de preço superior) e R$ 100,00 (faixa de preço inferior)

O andamento do mercado financeiro não é diferente do cenário descrito acima.

Com base nas referências que os investidores tem a disposição, eles criam a ideia de o que
é barato e o que é caro para um certo ativo. Ou seja, caso não ocorra nenhuma mudança
de cenário, eles sabem qual é o menor valor que podem comprá-lo e qual o maior preço que
podem vender.

Agora, chegamos a duas importantes conclusões:

1- Da mesma forma que você sabia qual era o valor que valia a pena pagar a bicicleta, eles
também sabem qual é o preço ideal para comprar um ativo;

2- Assim como as lojas sabem qual o melhor valor que conseguem vender essa mesma
bicicleta, elas também sabem qual o melhor preço que podem conseguir este ativo.

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Agora, sabemos que existe uma região de preço onde, quem possui uma ação vai querer
vendê-la por saber que não vai conseguir valor melhor que esse, fazendo o preço voltar a
cair.

A essa região, nós damos o nome de resistência. No exemplo da bicicleta, a resistência do


preço era no R$200,00.

Contudo, quando o preço começa a cair e chega em uma região onde os investidores
entendem que ele está barato, uma nova onda de compra começa a acontecer até que o
preço comece a subir novamente.

Agora, temos um valor onde os interessados vão querer comprar mais ações, fazendo o
preço subir novamente.

Chamamos essa região de preço de suporte. No exemplo da bicicleta, o suporte do preço


era a região dos R$ 100,00.

No contexto do gráfico de ITSA4 apresentado no tópico anterior, os suportes e resistências


são:

Essas regiões podem mostrar 3 comportamentos:

1) Esgotamento de um movimento, que é quando o mercado “freia” naquela região e volta


no sentido oposto (circulado em vermelho);

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2) Recuperação de um movimento, que é quando o mercado vem de uma correção, bate
naquele ponto e volta no sentido da tendência principal (circulado em verde);

3) Começo de um novo movimento (circulado em amarelo).

Toda linha que está abaixo do preço de Mercado é considerada como um suporte (Ou Pivot
de baixa) e toda a linha que está acima da cotação é considerada como uma resistência (Ou
Pivot de alta).

Uma das características dessas regiões é que, quando o preço “rompe” esse ponto, os
suportes tendem a começar a agir como resistência ou vice e versa.

Na imagem anterior, temos:

Perceba que a linha foi resistência e depois passou a agir como um suporte quando o preço
conseguiu superar esse patamar.

Ou seja: Suportes e resistências podem ser considerados “pontos de reversão”. Regiões de


mudança de preço em que o mercado tende a ter dificuldade para passar, mas que quando
consegue romper, pode seguir movimentos mais longos, como no gráfico a seguir:

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Porém, não são apenas os suportes e resistências os padrões que se repetem ao longo do
tempo no mercado.

Existe uma infinidade de padrões que se repetem e que podem ser utilizados como
indicadores de qual será o movimento do mercado.

Esses padrões são divididos em duas categorias: Figuras de continuidade e figuras de


reversão.

Figuras de continuidade

As Figuras de continuidade em geral representam um descanso do mercado após uma forte


alta. Quando elas se formam, indicam que o mercado deverá seguir esse movimento assim
que sua linha de tendência superior for rompida.

Essas figuras são:

1. Retângulo

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2. Triângulo Simétrico

3. Triângulo de alta

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4. Triângulo de baixa

5. Bandeira

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6. Flâmula

Figuras de reversão

1. Ombro-cabeça-ombro

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2. Fundo Duplo

3. Topo duplo

Agora que já falamos sobre os padrões de figuras formadas no gráfico, vamos entender um
pouco sobre o candlesticks, que são essas barras de coloridas que você enxerga no gráfico.

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Candlesticks

Apesar de não parecer, os candles possuem uma riqueza de informações que são perdidas
quando utilizamos somente o gráfico de linhas.

Enquanto no gráfico de linhas vemos somente o preço final do ativo dentro de um período
de tempo, os candles nos mostram uma gama de informações de maneira mais condensada
e sem ocupar espaço em nossa tela.

Para dar o start nos nossos estudos sobre isso, vamos te explicar os três elementos que o
formam:

1. Tempo:

O candle mostra o comportamento do preço em um determinado espaço de tempo. Ou seja,


cada candle representa o que o preço fez dentro de 5min, 15min, 1 dia, e por aí vai. As
possibilidades são numerosas.

2. Composição:

Cada forma do candle é relevante para entender as informações que ele possui. Em resumo,
os pontos são:

No corpo temos:
– Preço de abertura;
– Preço de fechamento;

Na sombra (ou vela) temos:


– Preço mínimo que o ativo custou durante aquele candle;
– Preço máximo que o ativo custou naquele candle;

3. Cor:

A cor também tem importância para compreendermos o modo que o preço se comportou
através de um candle. Elas irão variar em duas situações:

● Candle de alta: Quando o valor final (fechamento) do ativo naquele intervalo


de tempo for mais alto que o preço inicial (abertura)
● Candle de baixa: Quando o valor de fechamento do ativo naquele intervalo de
tempo é menor que valor de abertura

Veja os exemplos a seguir:

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Candle de alta:

Na imagem, temos um candle positivo (representado pela cor verde). Com isso, podemos
afirmar que ele abriu em R$73,80 e fechou em R$75,50 (como se trata de um candle de alta,
o preço de fechamento é sempre o de cima)

A máxima do candle neste período foi o valor de R$75,89 e o valor mínimo que o ativo custou
foi R$73,63.

Assim, temos que neste período de candle:

1. O preço iniciou em R$73,80;


2. Teve uma variação entre R$73,63 e R$75,89;
3. Após essas variações, encerrou em R$75,50.

Se isso fosse analisado em um gráfico de linha no mesmo período de tempo, a única


informação que teríamos seria o preço de fechamento, ou seja, o preço de R$75,50.

Da mesma maneira que estudamos o candle de alta, faremos o mesmo para o de baixa:

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Candle de baixa:

Na imagem, temos um candle negativo (representado pela cor vermelha). Assim, podemos
afirmar que ele abriu em R$23,09 e fechou em R$22,87 (se tratando de um candle de baixa,
o preço de fechamento é sempre o de baixo)

A máxima do candle foi no R$23,35 e o valor mínimo que o ativo atingiu foi R$22,69.

Então, temos que neste período de candle:

1. A cotação abriu em R$23,09;


2. Houve uma variação entre R$22,69 e R$23,35;
3. Após essas variações, encerrou em R$23,09.

Assim como no candle de alta, se isso fosse um gráfico de linha no mesmo período de tempo,
a única informação que teríamos seria o valor de R$23,09.

Ou seja, para fazer a análise de qual o preço de abertura, fechamento, máxima e mínima,
você precisará primeiro identificar se é um candle de baixa ou de alta apenas pela cor do
mesmo.

Importante: A escolha das cores é feita por você mesmo na plataforma. O padrão pode variar
entre vermelho (negativo) e verde (positivo) para branco (positivo) e preto (negativo).

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Padrões de candles

Além das figuras gráficas, também é possível encontrar padrões de formação de algumas
figuras com a combinação de alguns candles.

Frequentemente, esses padrões são usados para identificar:

● Possíveis locais de reversão de tendência;


● Possíveis sinais de descanso do movimento.

A seguir, veremos os principais padrões.

Doji

Esse padrão de candle indica um momento de indecisão no mercado. Geralmente parece


com uma cruz, pois seu preço de fechamento é igual ao seu preço de abertura, mesmo que
o mercado tenha variado durante o dia.

Podem indicar que o movimento anterior perdeu a força, mostrando um descanso do


mercado ou até mesmo uma possível reversão.

Circulamos em azul um exemplo deste padrão:

Martelo

O Martelo é um candle de alta que possui um corpo pequeno, sem sombra superior. A sombra
inferior deve ter, no mínimo, duas vezes a medida do corpo. Geralmente aparece em fundo
de tendências de baixa, indicando reversão da direção do mercado.

O círculo em azul no gráfico abaixo mostra como é este padrão de formação de candle.

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Estrela cadente

A estrela cadente é o oposto ao martelo. Ou seja, é formado por um candle de baixa que
possui um corpo pequeno, sem sombra inferior. A sombra na parte superior deve ser, no
mínimo, duas vezes a medida do corpo. Geralmente aparece em topos de tendências de alta,
indicando reversão do mercado.

Veja na imagem abaixo um candle que apresenta este padrão:

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Engolfo de baixa

O Engolfo de baixa é um padrão composto por dois candles que pode ser encontrado nas
máximas de fortes tendências de alta ou após breves movimentos altistas.

O primeiro candle é de alta, que fecha no preço máximo do período escolhido, fazendo com
que este candle não apresente sombra na parte de cima.

O segundo é um candle de baixa que abre no mesmo preço ou acima do fechamento do


cande anterior, mas cai imediatamente, fazendo com que também não exista sombra na
parte superior, e fecha abaixo do valor da abertura do último candle.

Abaixo, está um exemplo circulado em azul, da formação deste padrão:

Engolfo de alta

O engolfo de alta é exatamente o oposto do engolfo de baixa. Pode ser encontrado nas
mínimas de fortes tendências de baixa ou após breves movimentos de queda.

O primeiro candle é de baixa, que fecha na mínima do período selecionado, fazendo com que
este candle não apresente sombra na parte de inferior.

O segundo é um candle de alta que abre no mesmo preço ou abaixo do fechamento do


candle anterior, mas sobe imediatamente, fazendo com que também não exista sobra na
parte inferior, e feche acima do valor de fechamento do último candle.

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Quando o preço de fechamento está abaixo do preço de abertura, significa que o preço do
ativo se desvalorizou durante aquele determinado período, e o Candle será negativo. Quando
o preço de fechamento for maior que o preço de abertura, significa que o preço se valorizou
durante aquele período e o candlestick será positivo.

Mais importante que o padrão do candle, é necessário que você entenda o que o
comportamento do preço está querendo te dizer.

Por exemplo, no padrão de Doji o que o mercado está nos dizendo é: Estamos indecisos e o
preço deste ativo permaneceu igual, apesar de ter uma leve variação neste período.

Um Engolfo de alta mostra um mercado que reagiu rapidamente e com força ao movimento
de baixa anterior.

Um Martelo, por sua vez, mostra um mercado que caiu bastante, mas logo recuperou folego
para subir e fechou na máxima do dia. Quando juntamos essa informação com o fato de que
houve uma tendência de baixa nos candles anteriores, temos um sinal de reação dos
compradores naquela região.

Por isso, não se preocupe em decorar o nome de cada padrão, mas o que o mercado está te
mostrando com esse comportamento.

Quando os candles nos dizem para ter cuidado

Além dos padrões de reversão e pausa que vimos antes, o gráfico ainda nos dá sinais de
quando devemos evitar fazer operações.

Existem momentos em que o mercado simplesmente não está para peixe e isso se reflete no
gráfico, deixando uma quantidade grande de sombras e barras minúsculas no histórico.

Observe o gráfico a seguir:

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Perceba como a maioria dos candles apresenta mais sombras do que o corpo em si.

Isso indica falta de volume e liquidez nas operações. Tudo pode ocorrer em ativos que
mostram este comportamento, desrespeitando totalmente os padrões de figuras da análise
técnica que estudamos até aqui.

Lembre-se: Quanto maior a liquidez o volume de operações de um ativo, maior a chance do


ativo obedecer às regras ensinadas neste capítulo. Afinal das contas, elas foram desenhadas
com base no comportamento de massas e não devem funcionar se poucos investidores
estiverem presentes.

Gaps

Todos os dias, antes do mercado abrir, ocorre um leilão onde compradores e vendedores
fazem suas ofertas ao mercado para negociar um determinado ativo.

Quando o número de ofertas de venda em um determinado preço se iguala com o número


de ofertas de compra neste mesmo preço, o mercado abre e as negociações se iniciam a
partir deste “acordo” inicial.

Esse valor inicial em que o mercado abre é chamado de preço de abertura e em alguns dias
pode estar bem diferente do preço de fechamento do mercado no dia anterior.

Quando isso ocorre, nós dizemos que o mercado abriu com um gap, ou seja, o preço de
abertura foi diferente do preço de fechamento do dia anterior.

Um gap pode ser observado no mercado da seguinte maneira:

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Note que existe uma distância entre o último candle do dia anterior e o primeiro candle do
dia atual

Um gap pode ser classificado de duas maneiras:

Gap de alta: Quando o preço de abertura está mais caro que o preço de fechamento do dia
anterior;

Gap de baixa: Quando o preço de abertura está mais barato que o preço do fechamento
do dia anterior.

Ao longo deste curso iremos te ensinar a se aproveitar destes movimentos. Por hora, basta
entender que eles existem e mostram uma possível mudança de comportamento do mercado
em relação ao dia anterior.

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Indicadores

Na análise técnica, também possuímos uma gama de indicadores que nos ajudam na tomada
de decisão. Indicadores são “desenhos” no gráfico feitos com base em regras matemáticas
que tendem a se repetir ao longo do tempo.

A seguir, iremos te mostrar os principais indicadores e te ensinar a utilizar cada um deles.

Médias móveis

Este é um indicador que calcula a média dos preços do ativo de acordo com o período
configurado e possui este nome pois a linha da média se move ao longo do tempo juntamente
com o preço.

Para utilizá-lo, você vai clicar com o botão direito no gráfico e depois clicar em “inserir
indicador”.

Quando essa janela aparecer, digite na barra de pesquisa (circulada em azul) a palavra
“Média móvel”.

No campo circulado em amarelo, você pode escolher se vai preferir que o desenho seja feito
em uma nova janela ou em cima do gráfico (mais utilizado).

Ao clicar em inserir, você precisa escolher o número de períodos que serão utilizados para o
cálculo da média. Quanto menor for o número de períodos, maior será a variação da linha e
mais “junto” do preço ela irá estar.

Com períodos grandes, você terá a média que o preço está sendo negociado em um espaço
de tempo maior.

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Ex: Ao escolher 15 períodos, a linha de média móvel irá representar a média do preço de
fechamento dos últimos 15 candles. Exatamente por isso a média de períodos menores tende
a andar mais junto do preço do que a de períodos maiores.

Além disso, existem dois tipos de médias:

Média móvel aritmética (MMA):

Nesta modalidade, todos os preços do período possuem o mesmo peso, ou seja, todos são
considerados de maneira igual no cálculo.

Média móvel exponencial (MME):

Na MME, os preços mais recentes possuem um peso maior no cálculo. Isso quer dizer que
os valores mais próximos do último candle irão ter um efeito maior na linha.

Para escolher entre as duas médias, clique duas vezes na média depois inseri-la em seu
gráfico e trocar na opção “Tipo” dentro da aba “parâmetros” da janela que irá aparecer,
conforme o print:

Quanto menor o período da média, maior será a variação da mesma, pois menor será o
número de preços que ela utiliza, ficando sempre mais perto da cotação de mercado.

Veja os dois exemplos a seguir:

Gráfico de 15 min de ITSA4 com média (azul) de 40 períodos:

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Agora veja a diferença para o mesmo gráfico, no mesmo período, com uma média de 20
períodos:

Perceba como a segunda imagem mostra uma média que fica muito mais tempo “perto” dos
candles ao invés da segunda.

Quanto maior o número de períodos da média, mais relevante deve ser sua interação com o
preço nas estratégias que iremos te falar a seguir.

Estratégias com médias móveis

Retorno à Média de longo prazo

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A “lei das médias” diz que todo ativo deve, em algum momento, retornar para a região da
média do preço negociado. Por isso, é possível observar regiões em que o preço fica longe
demais de uma média e utiliza-se de uma tendência natural de que ele retorne à média de
negociações.

Observe o exemplo do gráfico anterior:

Além do retorno às médias, podemos ver que o movimento se ajusta com a teoria de Down,
onde há uma tendência primária, as tendências secundárias e as terciárias (onde ocorre o
retorno para a média).

Portanto, a média móvel é nada mais do que o mercado seguindo a teoria de Down. A única
diferença é que você pode usar uma ferramenta quantitativa para facilitar sua análise.

Sendo assim, você pode utilizar essa tendência de maneira a se aproveitar do movimento
em que o preço irá retornar para a média.

Aqui, você deve se fazer duas perguntas para facilitar sua tomada de decisão:

1- Qual é a variação máxima que o ativo possui durante o dia?

Vamos supor que está operando uma ação que não tem uma variação maior do que R$2,00
entre a máxima e a mínima do dia.

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Caso observe que o preço já está há mais de R$ 2,00 (amplitude máxima) do preço de
abertura, você terá uma chance maior de estar em um topo (máxima) ou um fundo (mínima)
do dia, mostrando que talvez seja a hora do preço voltar para a média de negociações

2- Qual a média que devo utilizar? E com quantos períodos?

Isso irá depender do tempo que você tem interessa em ficar posicionado em uma operação
e qual é a porcentagem de lucro/loss que você deseja ter.

Se está fazendo uma operação de longo prazo, que dure semanas ou meses e com alvos
maiores, sua média deve ser entre 180 e 200 períodos.

Para operações de curto prazo, de alguns minutos ou horas e com alvos menores, uma média
entre 20 e 40 períodos está de bom tamanho.

Lembre-se sempre de analisar o contexto do mercado e da ação antes de se posicionar numa


operação deste tipo. Em momentos de notícias que afetam o mercado de maneira intensa,
como uma mudança brusca na taxa de juros do país ou uma lei que mude a realidade de
uma empresa, essa regra pode não ser respeitada.

Zonas de proteção naturais

O mercado é uma constante briga entre compradores e vendedores, e isso é um fato que
você deve sempre ter em mente enquanto está estudando sobre o assunto.

Se a média é uma média do preço em que o ativo foi negociado no período selecionado, isso
quer dizer que existem muitos compradores e vendedores que estão comprados/vendidos
naquela região.

Isso significa que, caso o preço volte até a região, eles devem proteger o seu preço,
adicionando cada vez mais o número de ações que estão compradas ou vendidas.

Sendo assim, essas médias podem agir como suportes e resistências (zonas de proteção)
naturais do mercado.

Observe o exemplo a seguir:

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Ou seja, nas duas vezes que o preço bateu nesta região, ele acabou voltando em direção à
sua tendência principal.

Aqui, a atenção que você deve ter é a de que deve operar em favor da tendência primária
do ativo sempre.

No caso acima, podemos ver que há uma tendência de baixa e por isso paramos vendendo
todas as vezes que o preço encosta naquela média.

Cruzamento de médias

Também é possível “apostar” contra a proteção que o mercado faz nas médias móveis.

Para isso, você pode utilizar duas médias:

Uma mais longa, que será utilizada para verificar se a tendência primária ainda está sendo
respeitada;

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Uma de período mais curto que será utilizada para indicar se o comportamento no curto
prazo se alterou e nos aproveitarmos de uma possível reversão.

Mais uma vez, o período irá depender se você está buscando oportunidades no curtíssimo
ou em um prazo mais longo. Para o day trade, podemos fazer o uso da média aritmética de
45 períodos (longa) e outra aritmética de 24 períodos (curta).

Observe o gráfico a seguir:

Perceba que todas as vezes que a média menor (verde) cruzou com a longa de baixo para
cima, o preço do ativo disparou um tempo depois.

Da mesma maneira, quando cruzou de cima para baixo, o preço seguiu uma grande
desvalorização.

Ou seja, quando a média de menor prazo ficou menor que a média no longo prazo, o preço
acabou caindo ainda mais e quando a média curta ficou maior que a longa, o preço subiu
ainda mais.

Portanto, podemos utilizar a combinação das médias curta e longa para:

● Comprar quando a curta cruza com a longa de baixo para cima;


● Vender quando a curta cruza com a longa de cima para baixo.

Basicamente, estamos vendo possíveis reversões no movimento com base no


comportamento do preço no curto prazo.

Nessa estratégia, você pode escolher entre duas opções de onde colocar os seus stops loss
e gain:

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1. A maneira automática e parametrizada, ou seja, com regras bem definidas, é
comprar e vender apenas no momento em que as médias se cruzarem. Ou seja,
você compra no cruzamento de cima para baixo e stopa apenas quando ocorrer
um cruzamento de baixo para cima;

2. Você define uma porcentagem de ganho e loss que pretende ter nessa
operação, as médias se cruzando novamente ou não.

Nessa opção, é comum que os traders definam esse gain e loss, mas saiam da
operação caso as médias se cruzem no sentido contrário novamente pois pode ser
um indicativo que o mercado está com rumo incerto e é perigoso se manter
posicionado em momentos assim

Volume de negociações

No dia a dia do mercado, talvez o volume de negociação em um ativo seja o mais importante
dos indicadores.

Isso porque ele indica o volume das negociações que foram realizadas em cada candle ou
em um preço específico e isso dá informações valiosas sobre o possível desdobramento do
movimento.

Por exemplo: Imagine que no dia 4 de julho, é feriado nos EUA, o mercado aqui funcione
normalmente.

Como lá é feriado, uma parcela importante dos investidores não estará presente no mercado
pois a maior parcela do volume financeiro negociado em nossa bolsa vem de investidores
estrangeiros.

Como esses investidores não estarão presentes, não haverá movimento para proteção de
preços em suas posições e nem movimentos mais agressivos de ataques para montar ou se
desfazer de um ativo que está em seu portfólio.

Com isso, o volume de ordens sendo realizadas por aqui irá diminuir drasticamente.

Sem esse grande volume de capital se promovendo e dando liquidez ao mercado, quaisquer
ordens pequenas podem causar grande movimentação nos ativos.

Imagine o seguinte: há 5 vendedores de um mesmo produto que reúnem em um leilão e


cada um possui 10.000 unidades de seu produto para venda. Contudo, cada um deseja um
preço diferente: O primeiro, quer R$10,00, o segundo R$10,50, o terceiro R$11,00 e assim
por diante.

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Não é fácil de imaginar que, como o produto é exatamente o mesmo, os demais vendedores
só irão conseguir fazer suas vendas caso todo o estoque do primeiro vendedor se esgote.

Isso é difícil de acontecer?

Bom, vai depender de quantas pessoas estão necessitadas daquele produto naquele
momento e estão dispostas a pagar por preços mais altos.

Se o leilão contar com apenas um representante que precisa de 10.000 unidades deste
produto urgentemente, apenas o primeiro vendedor conseguirá fazer as vendas e o preço do
produto será de R$10,00 durante todo o dia.

Agora, imagine que cada produtor possui apenas 200 unidades para venda - o que resultaria
em um total de 1.000 produtos disponíveis.

Nesse cenário, qualquer pequeno representante precisando de uma quantidade pequena


deste material irá conseguir fazer o preço se deslocar de R$10,00 para R$12,00 em questão
de minutos.

Percebendo a necessidade, os vendedores podem até mesmo subir o valor para que o
comprador tenha de pagar mais para ter o que precisa.

O mesmo ocorre no mercado. Quando há pouca liquidez, ou seja, poucas ordens sendo
executadas, qualquer investidor com um pouco mais de capital pode deslocar bastante o
preço de um ativo.

E o que podemos tirar disso?

Além de qual foi o tamanho do deslocamento do preço, precisamos também ficar de olho no
volume de negócios que foi realizado.

Se um ativo valorizou R$10,00 em um dia com um volume imenso de negócios feitos, significa
que este movimento foi robusto e tem mais chance de possuir mais força para continuar nos
dias seguintes.

Contudo, se o ativo subiu R$20,00 com uma quantidade baixa de negócios, existe grandes
chances desse movimento ser facilmente revertido nos pregões seguintes.

Não existe uma quantidade mágica de negócios que você pode definir quando o movimento
foi robusto ou não, mas é possível acompanhar o volume de negociações naquele movimento
junto com os demais.

Veja os dois exemplos abaixo:

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Aqui, temos o gráfico de vale durante o dia de ação de graças nos EUA em 2020 onde a
parte superior representa a movimentação do candle e abaixo representa o volume de
negociações que houveram durante a formação de cada um desse candles.

No começo do dia, o ativo apresentou uma forte queda, chegando a atingir R$75,51.

Contudo, perceba que o momento de maior volume ocorreu no final do pregão, atingindo
R$162 mil de volume financeiro negociado (quantidade de ordens x preço de cada ordem
executada) e reverteu com facilidade essa baixa.

Isso nos mostra que a valorização apresentada é mais relevante e tem muito mais chance
de continuar do que a queda que houve no início do pregão onde houveram pouquíssimas
negociações.

Você pode acompanhar o volume financeiro no gráfico da seguinte maneira:

Clique com o botão direito no gráfico -> Inserir indicador -> procure por volume financeiro
-> clique em inserir

Pronto! O volume financeiro já está em seu gráfico!

VWAP (Volume Weighted Average Price)

VWAP é uma variação da média móvel que vimos anteriormente. Contudo, ela não leva em
consideração apenas o preço de fechamento de cada candle, mas também o volume de
negociação que aconteceu em cada nível de preço.

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Isso significa que os preços em que houve uma grande quantidade de negócios serão
priorizados na hora do cálculo, o que permite uma assertividade maior com relação à posição
em que os compradores e vendedores estão protegendo sua posição.

Dentro da VWAP, temos três parâmetros principais:

VWAP Diária: O cálculo da média é realizado apenas dentro do dia de negociação e não
leva em consideração as anteriores.

VWAP Semanal: O cálculo da média é realizado apenas dentro da semana que acontece a
negociação e desconsidera os dias anteriores.
Exemplo: Na terça-feira, a VWAP será referente apenas às negociações da segunda e do dia
atual

VWAP Mensal: O cálculo da média é realizado apenas dentro do mês vigente de negociação
e desconsidera os anteriores.

Estratégias com VWAP

Como a VWAP é uma média mais confiável do posicionamento dos traders dentro de um
período, ela pode ser considerada um ponto preferível para duas operações que vimos no
item anterior em médias móveis:

Retorno à VWAP

De maneira semelhante à média móvel, o mercado tende a voltar para a VWAP porque é
onde a maioria dos players estão posicionados no período selecionado.

Observe o exemplo do gráfico anterior:

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Retorno à Média de longo prazo

A “lei das médias” diz que todo ativo deve, em algum momento, retornar para a região da
média do preço negociado. Por isso, é possível notar regiões em que o preço se afasta demais
de uma média e se beneficia de uma tendência natural de que ele retorne à média de
negociações.

Observe o exemplo do gráfico anterior:

Da mesma forma que o preço pende a voltar para a média, ela também tende a agir como
uma zona de proteção natural assim como a estratégia de média móvel apresentada
anteriormente.

Fibonacci

Fibonacci é uma sequência numérica reparada pelo matemático Leonardo Fibonacci.


Enquanto estudava uma colônia de coelhos, percebeu que o número de nascimento de novos
coelhos a cada mês era sempre a soma dos dois últimos meses anteriores.

Após essa observação, Fibonacci passou a observar que este é um padrão observado em
outras circunstâncias da natureza, como a formação de flores, por exemplo.

A sequência de Fibonacci é dada por:

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0 – 1 – 1 – 2 – 3 – 5 – 8 – 13 – 21 – 34 – 55 – 89 – 144 – …

No mercado financeiro, a proporção passou a ser utilizada para indicar possíveis locais de
retração de um movimento principal.

Utilizando a sequência, foram encontradas as seguintes porcentagens:

100% – 61,8% – 50% – 38,2% – 23,6% – 0%

Basicamente, o que a teoria nos diz é que após um movimento, o preço pode corrigir entre
38,2% a 61,8% do tamanho da sua última movimentação. Ou seja, nesses pontos, o preço
tende a sofrer uma ação dos investidores para que volte a retomar sua tendência primária.

Observe um exemplo no gráfico a seguir:

O movimento primário começou no R$75,94 (0% de movimento), e foi para R$78,02 (ponto
100%).

Pela teoria, o preço deveria corrigir entre 61,8% a R$38,25. Como podemos ver no gráfico,
a retração ocorreu exatamente até o ponto R$77,23, que representava 61,8% do movimento.

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Este indicador nos ajuda a encontrar:

1- Pontos para aumentar nossa exposição: Suponha que você comprou 500 ações em
R$75,94. Se estiver procurando por oportunidade para comprar mais papéis, a região entre
R$77,23 e R$76,73 seriam bons pontos de acordo com a teoria;

2- Pontos para entrar na operação procurando uma formação de uma onda 3, como a vista
na teoria das ondas de Eliott;

3- Pontos para colocar um stop pois se o preço passar de 38,2% na movimentação, pode
sinalizar que o preço não irá mais voltar para a tendência principal.

Ajuste

No mercado futuro, as negociações são feitas com contratos que possuem vencimento em
uma data futura.

Contudo, para investidores que ficam posicionados por vários dias no contrato, não
necessitam esperar pelo vencimento e nem zerar sua operação para receber (ou perder) o
dinheiro referente à movimentação do preço no dia, foi criado o preço de Ajuste diário.

O Ajuste é um valor calculado todos os dias pela B3 que estabelece um débito ou crédito
automático na conta de todos os que possuem posição em contratos futuros.

Por exemplo:

Vamos supor que você ficou comprado em 5 contratos de dólar a R$5.550,00 e no pregão
do dia seguinte, o preço de ajuste divulgado foi R$5.600,00.

Isso quer dizer que o volume financeiro referente a esses 50 pontos será creditado em sua
conta e estarão disponíveis para saques.

Da mesma maneira, caso perdesse 50 pontos, o valor seria debitado de sua conta e, caso
você não possua margem para cobri-lo, será considerado inadimplente e sua operação será
encerrada pela própria B3.

Esse preço de ajuste é calculado diariamente de maneira automática pela B3 tendo base uma
média ponderada do preço total das posições das pessoas que estão compradas ou vendidas
nesse ativo até um determinado horário, que varia de acordo com o contrato.

Isso quer dizer que nenhuma movimentação do preço depois do horário pré--definido para
a apuração do ajuste irá afetar as pessoas que ficam posicionadas em contratos futuros.

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Como a maioria das posições é mantida por fundos de investimento, grandes bancos e
instituições financeiras em geral (que é de que são quem mandam no mercado), podemos
afirmar que a partir deste horário de negociação essas instituições não terão mais interesse
em continuar na “briga”, a não ser que vejam oportunidades grandes de melhorar o preço
médio de sua posição.

Sabendo disso, fica fácil perceber que após o fim do intervalo definido para cálculo do ajuste
diária, o mercado tende a se estabilizar, ficando com uma menor liquidez e um menor número
de agressões.

Assim, fique atento ao horário do ativo que está operando para que não fique “preso” em
uma operação que pode levar horas, gerando um estresse desnecessário, e sem nenhum
resultado.

Para o índice, o horário para cálculo do ajuste é entre 17h e 17h15, e para o dólar o ajuste
é calculado entre 15h50 e 16h00.

Agora que falamos sobre os principais aspectos da análise técnica, é hora de começarmos a
conversar sobre como podemos observar o comportamento dos grandes players por meio
das ordens que eles penduram no book de ofertas.

O motivo de tentar fazer essa leitura é porque são esses investidores (fundos de
investimentos, bancos, grandes instituições) que definem o rumo do mercado e se você
reconhecer o que elas estão fazendo, poderá se posicionar junto para se aproveitar de suas
movimentações.

Tape Reading

Antes da digitalização do mercado e a transformação nele da maneira que conhecemos hoje,


o preço das cotações dos ativos era acompanhado de longe por máquinas que imprimiam
uma fita os negócios realizados na bolsa.

Ou seja, as pessoas, literalmente, liam uma fita para saber o que estava acontecendo e tomar
suas decisões de compra e venda.

O tape reading - a leitura de fluxo- nada mais é que a técnica que tenta entender o fluxo de
posicionamento e execução das ordens para identificar o que os grandes players estão
fazendo.

A intenção, obviamente, é se aproveitar um pouco do movimento causado por essa


movimentação maior causada pela tomada de decisão de grandes instituições devido ao
grande volume de capital operado por eles.

Essa técnica aplicava-se também no pregão ao vivo, onde as ordens precisavam ser enviadas
“aos gritos” pelos operadores.

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Obviamente, como o ambiente era restrito, todos se conheciam e cada um acabava sabendo
o “tamanho” dos clientes que seus companheiros representavam.

Isso facilitava a tomada de decisão pois era mais fácil identificar quem poderia causar um
movimento expressivo no mercado, além de poder ver pessoalmente o que cada um estava
fazendo.

Através do tape reading, é possível identificar os dois principais tipos de movimentos que
mexem com o mercado:

1. A proteção de uma região específica (suporte/resistência);


2. A agressão da força contrária contra essa região.

Para fazer a análise deste movimento, iremos utilizar em especial duas ferramentas:

1. Livro de ofertas (book de ofertas);


2. Livro de preços (book de preços);
3. Times & Trades (ofertas e negócios).

No book de ofertas, podemos ver todas as ordens que estão sendo posicionadas em cada
preço, bem como quantas corretoras são responsáveis pelo total de ordens penduradas, além
da quantidade de ordens posicionadas separadamente em cada nível.

Para encontrar essa ferramenta em sua plataforma, siga o seguinte caminho:

Ferramentas -> Livro de ofertas

A ferramenta tem essa aparência:

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Do lado esquerdo, estão as informações de todas as ofertas no lado da compra: Horário da
última atualização da ordem (hora), nome da corretora (agente), quantidade de contratos
daquela corretora (Qtde) e por fim o preço de compra que a ordem está posicionada
(Compra).

Do lado direito, em vermelho, possuimos as mesmas informações referentes às ofertas


penduradas no lado da venda no book.

O objetivo da análise é identificar os grandes players que estão no mercado. Sendo assim,
você deve desconsiderar toda quantidade menor que 5 mil ações penduradas no book, pois
são esses lotes maiores que nos interessam.

Você pode filtrar essa ferramenta clicando com o botão direito do mouse e depois
selecionando a opção “Propriedades do gráfico”.

Depois, clique na opção “filtro”, como indicado na figura:

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Então, selecione a opção “filtrar ofertas por lotes” e escolha “Maior/igual à” 50 lotes.

Assim, todas as ordens com menos de 5 mil contratos devem desaparecer do book.

E agora, o que fazer quando o mercado estiver correndo?

1) Se atente para o acúmulo de ordens deste tipo em uma região específica, pois pode indicar
que grandes players estão protegendo uma certa região de preço e irão brigar para que o
preço não passe daquele determinado patamar. Isso quer dizer que essa é uma região que
é boa candidata para se tornar um suporte/resistência;

2) Preste atenção nas ordens de última hora que aparecem; essa técnica é muito utilizada
por grandes instituições: Elas penduram ordens ocultas (que aparecem no book apenas
quando começam a ser executadas) para que o mercado não entenda que um grande player
está defendendo aquela região;

3) Fique atento às ordens grandes que “somem” do book. Elas podem significar que alguém
está tentando “enganar” o mercado fingindo que um grande player está protegendo aquela

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região. Contudo, quando o preço chega perto de sua ordem, elas são canceladas e nenhuma
resistência é feita naquele preço.

No book de ofertas, são esses os sinais que você deve procurar enquanto o mercado está
rolando para “ler” o comportamento dos players.

A segunda ferramenta citada anteriormente é o book de preços. Seu funcionamento é


parecido com o book de ofertas. Contudo, aqui, a quantidade de ordens é agrupada por
preço e não há separação por diferentes corretoras.

Para utilizá-lo, clique em:

ferramentas -> livro de preços

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Como aqui as ordens são agrupadas em um único preço, você deve ficar de olho nos locais
onde há um acúmulo muito grande de ordens, diferente de outras regiões.

Exemplo:

Em uma determinada hora do dia, a média de contratos posicionadas no book por nível de
preço é 20 mil.

Contudo, você observa que em uma determinada região, existem entre 40 mil e 60 mil
ordens, mais que o dobro do normal.

Portanto, esses pontos são pontos considerados de atenção pois grandes players podem
estar protegendo essas regiões para que o preço não as ultrapasse, sendo bons candidatos
para suporte e resistência no curto prazo.

No livro de preços, você irá procurar pelos mesmos sinais do livro de ofertas:

1) Se atente para o acúmulo de ordens acima do normal em uma região específica, pois pode
indicar que grandes players estão protegendo uma certa região de preço;

2) Preste atenção nas ordens de última hora que aparecem; essa técnica é muito utilizada
por grandes instituições: Elas penduram ordens ocultas (que aparecem no book apenas
quando começam a ser executadas) para que o mercado não entenda que um grande player
está defendendo aquela região;

3) Fique atento quando as ordens dessas regiões “somem” do book. Elas podem significar
que alguém está tentando “enganar” o mercado fingindo que um grande player está
protegendo aquela região. Contudo, quando o preço chega perto de sua ordem, elas são
canceladas e nenhuma resistência é feita naquele preço.

De maneira mais visual, o book de preços pode ser facilmente substituído pela superDOM,
pois ela possui a mesma funcionalidade de maneira mais amigável visualmente.

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Cada nível de preço possui ao seu lado a indicação de quantas ordens estão penduradas em
cada preço, sendo possível observar também a acumulação em locais específicos e o
“sumiço” de ordens mesmo quando a cotação do ativo ainda nem chegou lá.

A terceira ferramenta essencial para a análise de fluxo é o Times & Trades. Com essa
ferramenta, temos uma funcionalidade parecida com a fita utilizada para a leitura do fluxo
de ordens antigamente: nela, todos os negócios que foram executados podem ser
observados em tempo real.

Para utilizar o times 7 trades, basta clicar em:

Ferramentas -> Times & trades

Com isso, irá aparecer uma janela semelhante a esta:

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Aqui, temos 6 informações importantes para considerar em nossos trades:

Data: Horário que a negociação correspondente àquela linha ocorreu;


Compradora: Corretora que comprou o ativo;
Valor: Preço que a negociação ocorreu;
Vendedora: Corretora que vendeu o ativo;
Quantidade: Quantidade de contratos que foram negociados;
Agressor: Corretora que agrediu o mercado e “forçou” a compra/venda.

Para entender esta última informação, precisamos voltar ao book de ofertas:

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Você pode observar que no lado esquerdo, estão posicionados todos os contratos de compra
deste determinado ativo, enquanto os de venda estão posicionados no lado direito.

Caso nenhum vendedor tenha a intenção de vender no preço R$26,39 e nenhum comprador
tenha a intenção de comprar no mercado R$26,40, ficará parado e não irá para lado nenhum.

Sendo assim, o que faz o mercado se movimentar?

A resposta para essa pergunta é: Investidores que precisam comprar ou vender um ativo
IMEDIATAMENTE e não possuem tempo para posicionar essas ordens no book para esperar
ser executado por um bom preço.

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Essa atitude, que iremos chamar de agressão ao mercado, pode ser tomada devido a 4
principais razões:

1- Urgência para comprar ou vender um ativo por causa de uma informação privilegiada;

2- Urgência para comprar ou vender uma ordem porque algum cliente precisa que isso seja
feito de maneira rápida;

3- Desespero do operador por não conseguir esperar;

4- Erro operacional, apertando o botão errado na plataforma.

Desses quatro, os motivos que fazem o mercado realmente se movimentar e tomar uma
direção são quando as grandes instituições precisam agredir o mercado pelos motivos 1 e 2.

Quando isso ocorre, sabemos que haverá um grande volume de negociações que tem
potencial grande de deslocar o mercado.

Ou seja, no Times & trades podemos observar a frequência e a força com que os agressores
de ambos os lados estão agindo.

Assim como no book de ofertas e no book de preços, você deve se preocupar apenas com
as agressões de grande quantidade de contratos pois elas é que indicam as atitudes dos
grandes players.

Agora que você já conhece as três principais ferramentas e para que serve cada uma, é hora
de aprender a utilizar as três ao mesmo tempo.

Esse tipo de leitura é complexa e leva tempo para ser desenvolvida. Os traders que preferem
utilizá-la precisam ter uma capacidade alta de processamento de informações e disciplina
para prestar atenção total no mercado enquanto estiverem trabalhando.

No book de ofertas e no book de preços, te ensinamos que você deve ficar atento ao
posicionamento e cancelamento de grandes ordens em cima da hora.

Contudo, tão importante quanto isso é saber o que os agressores estão fazendo. Quando
falamos de volume de negociação anteriormente, era exatamente este cenário que
estávamos descrevendo.

Um volume grande de agressores lutando contra um book com poucas ordens pode
mostrar oportunidade para seguir o movimento, pois indica que haverá uma “explosão” no
curto prazo até que os defensores voltem a agir.

Contudo, é necessário que as agressões sejam “apoiadas” pela criação de novas ordens a
favor do agressor.

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Caso a quantidade de agressores seja grande, mas os dois lados do book estejam vazios,
como na imagem a seguir, qualquer coisa pode acontecer.

Aqui, você pode observar uma quantidade grande de ordens acima de 5.000 sendo
executadas (que pode ser observada pelo intervalo de tempo entre as linhas), enquanto o
book apresenta poucos contratos tanto na compra como na venda.

Isso indica que qualquer ordem maior pode causar uma grande movimentação no mercado
e, por isso, é hora de ter cuidado.

Um volume grande de agressores lutando contra um book com muitas ordens indica
um rally e talvez esse seja um bom momento para ficar de fora do mercado.

Um volume baixo de agressores lutando contra um book com poucas ordens indica
pouca liquidez e, mais uma vez, uma boa hora para se manter de fora.

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Neste times & trades, perceba a diferença de tempo entre as agressões (com um filtro para
que apenas os negócios acima de 5.000 ações apareçam) e veja a quantidade de ordens no
book.

Isso mostra que poucos negócios estão acontecendo enquanto muitas ordens estão
penduradas. Se continuar assim, o mercado tende a permanecer parado.

Por fim, um volume baixo de agressores lutando contra um book numa região com
muitas ordens indica que talvez seja a hora do movimento ter uma pequena retração,
gerando oportunidade para que você aposte a favor dos defensores na retração da tendência
principal.

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Tipos de trading no mercado financeiro

Da mesma maneira que existem vários tipos de estratégias de investimentos e ramos de


atuação dentro do mercado, há também diversas maneiras de ganhar dinheiro negociando
ações, ou seja, fazendo trading.

A seguir, vamos falar um pouco sobre cada tipo de trading e quais são suas características.

Day trade

O day trade, que provavelmente é o que te trouxe até nós, consiste em negociações de
compra e venda de ativos com foco no curtíssimo prazo, ou seja, dentro de um mesmo dia.

As operações de day trade podem durar segundos, minutos, horas ou até mesmo o dia todo.
Contudo, o que classifica uma operação como essa é o fato de que ela precisa terminar
sempre no mesmo dia que começou.

Em alguns casos, alguns investidores resolvem carregar essa operação por um período mais
longo de tempo. Quando isso, ocorre, nós partimos para a próxima modalidade: Swing trade

Swing Trade

O Swing trade é um tipo de operação com foco no curto e médio prazo. Aqui, o objetivo é
apenas ganhar com movimentos mais curtos na cotação de um ativo ao longo de alguns
dias, semanas ou poucos meses.

Diferente dos investidores de longo prazo, que escolhem as ações com base em dividendos
e outros fundamentos, no swing trade o investidor está preocupado apenas com o futuro
próximo do ativo e o que isso pode causar com sua cotação.

Arbitragem

Diferente da Swing trade e Day trade, onde as operações possuem um foco em apenas um
ativo, a arbitragem é uma modalidade de investimento que te permite se aproveitar da
distorção do preço entre dois contratos futuros de um mesmo ativo e com vencimentos
diferentes.

Por exemplo: Imagine que o dólar possui dois contratos com vencimentos em dois meses
diferentes.

Como se trata de um mesmo ativo, que nesse caso é a moeda Dólar, é fácil identificar que
há uma correlação entre a cotação desses dois contratos. Mais precisamente, a diferença
entre eles deve ser apenas a correção de juros do período.

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Não se preocupe muito em entender essa parte agora pois iremos falar sobre isso mais pra
frente.

Aqui, o importante é que você saiba que, em alguns momentos, essa diferença sofre uma
distorção e é possível se aproveitar para ganhar dinheiro nesse cenário, “apostando” que o
equilíbrio será atingido novamente.

Esse tipo de operação é muito utilizado como uma “proteção” em investimentos de renda
fixa e “trava” de dívidas que devem ser pagas no futuro e que foram feitas em dólar.

Utilizando esse tipo de estratégia, você pode tanto se aproveitar de distorções momentâneas
e fazer uma operação de day trade, como fazer head e proteção em uma operação que pode
durar dias, meses ou até anos.

Long & Short

De maneira semelhante às operações de arbitragem, o long & short é um tipo de


investimento que se aproveita da correlação entre dois ativos. Contudo, ao contrário da
arbitragem que é feita em contratos futuros, o long & short é realizado em ações, sempre
buscando se aproveitar de distorção em dois ativos que estão relacionados.

Por exemplo: Imagine que duas empresas atuam no mesmo setor e ambas possuem uma
ótima governança corporativa.

Não só isso: As duas também atuam na mesma região e possuem o mesmo grupo alvo de
clientes.

Diante dessas características, parece óbvio afirmar que se uma estiver bem, a outra
provavelmente estará também, correto? Ou seja, as duas dependem dos mesmos fatores
para crescer e o mesmo que pode atrapalhar uma, irá atrapalhar a outra também.

Isso não quer dizer que as duas possuem o mesmo valor de mercado, mas sim que se a
primeira estiver crescendo 10%, existem grandes chances de que a seguinte também esteja
crescendo na mesma proporção.

A técnica de long & short consiste basicamente em se aproveitar dessa correlação entre
empresas e setores para identificar quando uma está mais valorizada em relação à outra, o
que cria uma oportunidade para ganhos apostando no retorno ao ponto de equilíbrio.

O que quer dizer montar uma carteira?

Você já ouviu falar no ditado “Não coloque todos os seus ovos em uma sexta só”?

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Se ainda não ouviu, ele basicamente quer dizer que você não deve colocar todos os seus
ovos em apenas uma sexta pois, caso algo ocorra com ela, você perderá todos os seus
produtos.

A mesma coisa ocorre no mercado financeiro.

Quando falamos sobre investimento em ações, é extremamente importante que eles sejam
diversificados não só em diferentes empresas, mas também para diferentes setores.

Por exemplo, não adianta nada você investir em 5 empresas diferentes sendo todas elas do
setor bancário. Como vimos anteriormente, o preço de empresas que fazem parte do mesmo
setor tende a possuir uma correlação muito forte.

Isso quer dizer que, por mais que não esteja apostando todas as suas fichas em uma só
empresa, estará extremamente exposto ao risco caso esse setor não tenha uma boa
expectativa de desempenho para os próximos meses.

Quando compramos ações de empresas e setores diferentes, estamos justamente montando


uma carteira de ações e a soma do desempenho de todas elas é que irão definir qual será o
nosso resultado.

Na última crise de 2020 causada pela pandemia de Covid-19, descobriu-se que o isolamento
social fazia das empresas com atuação online como Google, facebook, mercado livre, entre
outras, um bom ativo de proteção ao risco.

Afinal, com lojas, restaurantes e escolas fechadas, onde mais a população faria compras para
suprir suas necessidades?

Investir em diferentes setores é estar preparado para as diversas situações de mercado,


algumas até mesmo imprevisíveis.

Por isso, uma carteira de ações serve para diversificar os seus investimentos de maneira a
diluir os riscos de estar totalmente exposto a apenas um setor, o que aumenta sua chance
de prejuízo caso uma notícia pontual seja divulgada.

O que são indicadores financeiros?

Ao longo do dia, os governos e institutos de pesquisa divulgam uma série de indicadores que
são capazes de medir a temperatura da economia de seus respectivos países.

Como eles fazem esse papel de mostrar de maneira quantitativa o desempenho de algum
setor, podem causar grande volatilidade momentânea no mercado devido à briga entre os
investidores para entrar ou se desfazer de algum ativo com base nesta nova informação.

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No longo prazo, esses indicadores servem apenas para confirmar as expectativas dos estudos
feitos pelos analistas e gestores de fundos, fazendo a diferença apenas caso o dado seja
muito diferente daquilo que o mercado previa.

Quais os mais importantes?

Dentre esses indicadores, separamos para vocês alguns que são considerados os mais
importantes e que podem gerar esse tipo de movimentação atípica, que pode trazer
problemas para os day traders:

Lembrando apenas que, no Brasil, devemos ficar atentos aos indicadores de quatro regiões:

1- Brasil;
2- Estados Unidos;
3- Zona do Euro;
4- China.

Os principais são:

1- Taxa de Juros

Ainda iremos reforçar ao longo do curso o motivo pelo qual este é o principal indicador
econômico, mas basicamente o que você precisa saber é que ele é o “guia” que faz com que
os investidores invistam ou não em um país e em suas empresas. Uma taxa de juros baixa
deve incentivar a atividade econômica (Bolsa), enquanto que uma taxa alta incentiva o
investimento em renda fixa.

2 – PIB

Conhecido como ‘Produto Interno Bruto’, ele representa a soma dos bens, produtos e serviços
do país. Sendo assim, ele está diretamente ligado ao consumo e, portanto, à saúde
econômica do país.

3- IPCA

Índice de Preços ao Consumidor Amplo, este indicador representa a inflação oficial do país.
É divulgado mensalmente com os dados da evolução dos preços no mês anterior. Ele abrange
as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 e 40 salários-mínimos.

4 – IGP-M

Índice Geral de Preços do Mercado. Esse indicador representa a inflação de diferentes setores
e é utilizado para a correção de alugueis e tarifas como a conta de luz.

5- Produção Industrial

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A produção industrial representa o nível de atividade econômica das indústrias no país. Como
este setor é um dos principais indicadores do aquecimento da economia de um país e,
portanto, é utilizado pelos investidores como um guia para a tomada de decisão nos
investimentos.

6- PMI

Os Índices de Gerentes de Compras (Purchasing Manager’s Index ou PMI) são números


obtidos através da pesquisa realizada mensalmente com empresas do setor privado.
Basicamente, ele representa o nível de atividade econômica e padrões de consumo no país.

7- Indicadores do mercado de trabalho

Não é possível que uma economia esteja aquecida sem que a população esteja empregada.
Por isso, todos os indicadores voltados aos dados de geração de emprego/desemprego são
observados com bastante atenção pelos investidores.

Dentre os principais, temos:

● Relatório Mensal de Empregos (Payroll): Divulgado sempre na primeira


sexta-feira de cada mês, ele mostra o número de empregos gerados nos EUA no
último mês;

● Pedidos de Auxílio-Desemprego: medem o número de pessoas que


entraram com pedido de seguro-desemprego pela primeira vez durante a
semana passada;

● Relatório de empregos JOLTS: dados sobre o número de vagas em aberto


em uma amostra de empresas nos EUA no último dia útil do mês, bem como o
número de contratações e de demissões no período;

● Índice de evolução de emprego (CAGED - BR): Relatório sobre a evolução


da criação/retração do número de empregos formais no país;

● PNAD (A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio): Pesquisa feita


pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em uma amostra de domicílios
brasileiros que, dentre outros dados, mostra o número total de empregos
formais e informais

O mercado na prática

Conforme você avançar neste curso, irá se deparar com diversas situações que talvez sejam
extremamente novas para você. Por isso, agora iremos falar um pouco sobre o operacional

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básico de day trade, que irá te ajudar a compreender melhor nossas aulas ao vivo e se
comunicar melhor com outros traders.

No day trade, é possível apostar tanto a favor da valorização dos ativos quanto na
desvalorização. Esse é o famoso “ganhar na alta ou na baixa”, que permite ao trader se
beneficiar de qualquer movimento que o mercado realize.

Quando nós compramos a ação de uma empresa, nós estamos apostando que ela irá se
valorizar para que possamos vendê-la por um preço maior.

Quando fazemos esse tipo de “aposta”, nós dizemos que estamos operando comprado,
ou seja, você comprou uma ação e irá ganhar dinheiro caso ela se valorize.

Exemplo: Imagine que você comprou uma ação a R$ 10,00. Nesse caso, você estará
ganhando dinheiro se vendê-la por um preço acima de sua entrada (R$ 10,00) e irá perder
dinheiro caso venda a ação por um preço abaixo disso.

Caso consiga vender por R$ 11,00, você terá ganhado R$ 1,00, que deve ser multiplicado
pela quantidade de ações que você comprou. Ou seja: Se comprou 100 ações, você terá
ganhado R$ 100,00.

Contudo, você também pode vender uma ação mesmo que ainda não a tenha comprado.
Para isso, você “empresta” uma ação de uma corretora com o compromisso de comprar de
volta.

Esse tipo de operação é chamado de venda a descoberto e dizemos que o trader está
operando vendido, ou seja: ele vendeu uma ação e espera ganhar dinheiro com a queda
na cotação da mesma.

Exemplo: Imagine que você vendeu uma ação a R$ 10,00. Nesse caso, você estará ganhando
dinheiro se a comprar por um preço abaixo de sua entrada (R$ 10,00) e irá perder dinheiro
caso compre a ação por um preço acima disso.

Caso consiga comprar a ação por R$ 9,00, você terá ganhado R$ 1,00, que deve ser
multiplicado pela quantidade de ações que você comprou. Ou seja: Se vendeu inicialmente
100 ações, você terá ganhado R$ 100,00.

Na maioria das corretoras, não há nenhum juro ou taxa de empréstimo para operações deste
tipo que são encerradas no mesmo dia. Contudo, caso deseje se manter na operação por
mais de um dia, talvez seja preciso pagar uma taxa de aluguel da ação que você emprestou.

Para entrar em qualquer um desses tipos de operação, você precisa enviar uma ou mais
propostas de compra ou venda para o ativo que deseja operar. Nós chamamos essas
propostas de “Ordens”, que podem ser enviadas diretamente da sua plataforma tanto no
ambiente simulado quanto na conta real.

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Você pode fazer isso, de duas maneiras:

1) Colocando sua ordem em um preço que deseja comprar/vender. Nesse caso, sua ordem
será executada - ou seja, sua negociação irá se concretizar - apenas caso a cotação do ativo
chegue até esse valor.

Por exemplo: Imagine que um ativo está sendo negociado a R$ 10,00 e você envia uma
ordem de compra a R$ 9,00 (Chamaremos esse valor de preço-alvo). Nesse caso, sua ordem
de compra será executada apenas caso a cotação do ativo caia de R$ 10,00 até seu preço
alvo.

Da mesma maneira, após iniciar essa operação, você pode enviar as ordens para zerar a sua
operação. Imagine, por exemplo, que você deseja vender essa ação apenas caso o preço
chegue a R$ 15,00. Você pode enviar uma ordem de venda nesse valor e ela será executada
apenas caso o preço da ação chegue a este patamar. Caso não chegue, você irá permanecer
comprado a não ser que envie uma outra ordem de venda para sair dessa operação.

2) Você também pode entrar ou sair de uma operação enviando uma ordem de
compra/venda à mercado. Ou seja, caso identifique uma oportunidade e não queira perder
tempo esperando o ativo chegar em algum preço específico, você pode enviar este tipo de
ordem para comprar/vender o ativo imediatamente.

Exemplo: Imagine que você identificou um movimento muito brusco no mercado e deseja se
aproveitar dessa movimentação que pode durar pouco tempo. Sendo assim, você não tem
tempo para posicionar uma ordem e esperar que ela seja executada.

Sendo assim, você pode comprar ou vender exatamente no preço que o ativo está sendo
negociado. Isso irá fazer com que você ganhe tempo, mas talvez não consiga um preço
favorável.

Para entender um pouco mais sobre as diferenças dessas duas modalidades de envio de
ordens, observe a tabela:

Tipo de ordem Prós Contra

Posicionar a ordem no book Garante que a ordem seja“Demora” na execução da


executada no preço desejado ordem

Ordem à mercado Execução é mais rápida eOrdem é executada no pior


permite sair/entrar empreço que o mercado está
operações de maneira ágil sendo negociado

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Na plataforma, a principal ferramenta para o envio de ordens é a SuperDOM.

Nela, você possui os botões “Compra”, “venda”, “Compra à Mercado”, “Venda à Mercado”,
Zerar” e “Inverter”, conforme você pode verificar na figura abaixo:

A seguir, vamos verificar para que serve cada um desses botões e como você pode utilizá-
los:

Compra: Ao clicar neste botão, você irá enviar uma ordem de compra no preço especificado
no campo “Preço” e com a quantidade especificada no campo “Qtd”. No caso da imagem
acima, clicar nesse botão irá fazer com que uma ordem de compra de 100 ações no preço
R$ 26,86 seja enviado ao mercado. Essa ordem será executada apenas caso o ativo volte a
ser negociado neste preço.

Venda: Ao clicar neste botão, você irá enviar uma ordem de venda no preço especificado
no campo “Preço” e com a quantidade especificada no campo “Qtd”. No caso da imagem
acima, clicar nesse botão irá fazer com que uma ordem de venda de 100 ações no preço R$
26,86 seja enviado ao mercado. Essa ordem será executada apenas caso o ativo volte a ser
negociado neste preço.

C. Mercado: Diferente dos últimos 2, a compra a mercado leva em consideração apenas o


que está especificado no campo “Qtd”. Clicando neste botão, você irá enviar uma ordem de

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COMPRA com a quantidade especificada no campo Qtd no preço que possui o melhor
vendedor naquele momento. No caso da imagem acima, a ordem será executada
imediatamente no preço R$ 26,87.

V. Mercado: Clicando neste botão, você irá enviar uma ordem de VENDA com a quantidade
especificada no campo Qtd no preço que possui o melhor comprador naquele momento. No
caso da imagem acima, a ordem será executada imediatamente no preço R$ 26,86.

Zerar: Quando você estiver posicionado em alguma operação, o botão “zerar” irá te tirar da
operação imediatamente, independentemente de estar com outras ordens de stop ou não,
no preço que o mercado estiver no momento.

Veja no exemplo a seguir:

Você está comprado em 100 ações a R$ 26,92. Caso clique em “zerar”, a plataforma irá
vender à mercado os 100 contratos que você está comprado. Caso estivesse operando
vendido, a plataforma iria comprar a mercado essas mesmas 100 ações.

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Inverter: O botão “inverter” funciona de maneira parecida ao botão zerar. Contudo, ele não
só irá zerar a sua operação, como também irá inverter a sua posição. Ou seja, se você
comprar 500 ações, ele irá zerar essas 500 e depois vender mais 500. Tudo isso no preço
que o mercado está negociando no momento.

Ou seja, de uma operação comprada em 500 ações, você irá passar para uma operação
vendida a 500 ações.

Ordens de stop

Quando você inicia uma nova operação, é necessário definir onde você irá encerrar a sua
operação caso o mercado vá a seu favor e onde pretende parar caso o mercado comece a ir
contra você.

Basicamente, essa decisão fala: “A partir deste local não tenho mais certeza se vale a pena
se manter nesta operação.

É importante que você defina esses pontos antes mesmo de iniciar sua operação e, assim
que ela começar, colocar suas ordens de saída nos pontos pré programados.

Por exemplo:

Suponha que você deseja comprar 100 ações a R$ 10,00 e definiu que não quer continuar
na operação caso o mercado caia para R$ 9,50 ou suba para R$ 10,50.

Portanto, assim que sua ordem de compra a R$ 10,00 for executada, você deve colocar suas
ordens de venda a R$ 9,50 e também a R$ 10,50.

Esse processo dá um pouco de trabalho por dois motivos:

1- Você precisa ser ágil na hora de colocar os seus stops;


2- Após um deles ser executado, você precisa cancelar o outro manualmente.

Para agilizar o processo de envio de ordens, é possível programar a plataforma para que
envie automaticamente as suas ordens de stop após entrar em uma operação.

Outro assunto importante que deve ser explicado antes que você inicie o curso é a quantidade
mínima de lotes que você pode operar em cada tipo de mercado na bolsa.

Isso porque essa quantidade mínima irá variar de acordo com o ativo que você deseja
negociar.

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Essa quantidade nós chamamos de lote padrão

Veja a seguir uma tabela com o número de contratos de um lote padrão para cada tipo de
mercado:

Ativo Lote Padrão


Dólar Cheio 5 contratos
Índice Cheio 5 contratos
Mini índice 1 mini contrato
Mini Dólar 1 mini contrato
DI 5 contratos
Ações 100 papéis
Ações fracionárias 1 papel
FII 1 cota
BDR 1 Unidade
S&P Futuros 5 contratos
Mini S&P Futuros 1 mini contrato

Essas são as menores quantidades de cada ativo que você conseguirá negociar. Por exemplo:
No caso de ações, você conseguirá negociar apenas múltiplos de 100 e, caso queira menos
do que isso, precisará operar no mercado de ações fracionárias.

A mesma coisa serve para os contratos cheios de dólar e índice: A negociação ocorre de 5
em 5 contratos, não sendo possível operar 3, 7 ou 9, por exemplo.

Preço de abertura e preço de fechamento

Todos os dias, o mercado fecha e abre em preços que são decididos por todos os
participantes de mercado de maneira conjunta.

Isso mesmo! Qualquer um pode participar da decisão de qual valor o mercado irá fechar e
em qual valor o mercado irá abrir. Contudo, obviamente, são os grandes players que
realmente fazem algum tipo de interferência.

Essa decisão é feita com base em um leilão, onde os interessados enviam ordens de compra
e venda nos preços desejados até que os dois lados cheguem a um acordo.

Esses leilões ocorrem antes da abertura de um ativo (leilão de abertura ou call de abertura)
e logo antes de um fechamento (leilão de fechamento ou call de fechamento).

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Leilão de abertura

O leilão de abertura define o preço em que as negociações de um ativo irão começar. Nem
sempre esse preço está próximo ao fechamento do dia anterior e isso ocorre por uma série
de fatores:

● Notícias divulgadas após o fechamento do mercado;


● Rebalanceamento dos investimentos de grandes investidores;
● Vencimento de contratos futuros e de opções.

A ser iniciado é um momento fundamental para a definição do potencial preço de abertura


de um ativo e que também é uma ferramenta democrática para quem decide negociar a
preço de abertura.

A definição do preço será feita quando houver um consenso, ou seja, quantidades


semelhantes de compra/venda em um determinado preço para o ativo.

Todas as ordens de compra que foram lançadas no leilão e que estão ACIMA do preço de
abertura serão obrigatoriamente executadas no momento em que o mercado abrir.

Da mesma maneira, todas as ordens de venda que estão ABAIXO do preço de abertura,
serão obrigatoriamente executadas quando o mercado abrir.

Leilão de fechamento

O leilão de fechamento possui as mesmas características do leilão de abertura. A única


diferença é que, nesse caso, as negociações “congelam” e então todos os investidores
possuem, no mínimo, 5 minutos para lançar suas ofertas de compra e venda.

O leilão se encerra quando há uma quantidade semelhante de compra e venda em um mesmo


preço.

Objetivos

O intuito dos leilões é permitir que todos possam participar da escolha do preço de
fechamento e abertura de um determinado ativo.

Cuidados

É necessário ficar atento antes de posicionar suas ordens, pois todas as ordens enviadas
durante o leilão podem ser canceladas apenas após a abertura do mercado.

Ou seja, você ficará exposto durante todo o leilão, correndo risco de sua ordem ser executada
e o mercado abrir muito distante de seu preço ou fechar sem que você consiga zerar sua
posição.

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Os 5 primeiros minutos da abertura costumam ter uma volatilidade muito grande e pode
causar grandes perdas, em especial se sua ordem for executada no preço de abertura do
mercado.

Introdução à Matemática Financeira

A matemática financeira é a área da matemática que estuda a equivalência de capitais no


tempo, ou seja, como se comporta o valor do dinheiro no decorrer do tempo, e estuda
diversas operações ligadas ao dia a dia das pessoas.

A matemática financeira é uma ferramenta fundamental na vida das pessoas e na análise de


algumas alternativas de investimentos ou financiamentos de bens de consumo.

A partir de diferentes fórmulas, é possível ter uma visão integral sobre as finanças, utilizar
bem o dinheiro, aumentar o seu valor e evitar prejuízos. Como exemplos dessas operações
que podem ser realizadas, podemos citar as aplicações financeiras, empréstimos,
renegociação de dívidas, ou mesmo, tarefas simples, como calcular o valor de desconto num
determinado produto.

Matemática financeira no dia a dia do investidor

A matemática financeira foi muito importante para o processo de desenvolvimento da


economia. Atualmente ela é utilizada nas mais diversas situações, mas não podemos deixar
de afirmar que é uma ferramenta muito importante no dia a dia do investidor ou trader.

Quem deseja comprar um imóvel ou veículo e possui um dinheiro aplicado, pode optar por
pagar à vista ou financiado. Essa escolha será feita com base no que for mais vantajoso para
o comprador, com a menor taxa de juros ou que tenha menor desembolso financeiro. Esse
cálculo é possível por meio da matemática financeira.

O mesmo ocorre no momento de comprar um eletrodoméstico. A utilização da matemática


financeira dá a possibilidade do comprador validar se será mais vantajoso comprar à vista,
no boleto ou cartão de crédito, comparando o que tem a menor taxa de juros ou possíveis
descontos.

No dia a dia do investidor a matemática financeira é importante ao analisar os dados de


balanço de uma companhia, ou então para calcular se a sua carteira de investimentos está
com um retorno melhor ou pior do que a rentabilidade da Bolsa de Valores da Taxa Selic.

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Em resumo, compreender os cálculos básicos da matemática e sua aplicabilidade pode
facilitar a vida financeira em muitos aspectos, desde ações simples, como comprar um bem
ou como avaliar o retorno dos seus investimentos.

Conceitos básicos da matemática financeira

Os conceitos básicos da matemática financeira são fundamentais para a compreensão da sua


importância no dia a dia, e é extremamente importante saber o que eles significam.

Capital (C)

Capital (ou Principal) é o valor do dinheiro no momento atual, que corresponde à quantia
inicial de um investidor, o valor inicial de uma dívida ou empréstimo, ou o custo inicial de um
produto ou serviço, à vista e sem taxas.

Exemplo: Imagine que você precisa de um empréstimo de R$ 1.000,00 - este valor é o


capital. Provavelmente, você irá devolver um valor maior do que o emprestado, pois são
adicionados juros. Se o valor final a ser pago for de R$ 1.050,00, você irá pagar R$ 50,00 a
mais do que o capital.

Juros (J)

Os juros correspondem ao valor remunerado pelo capital (o valor do dinheiro no tempo), ou


seja, é a remuneração que o cobrador ganha por ter concedido o empréstimo. Ele pode
também ser obtido pelo retorno de uma aplicação ou ainda pela diferença entre o valor à
vista e a prazo em uma transação comercial.

Taxa de Juros (i)

A taxa de juros é a razão entre os juros recebidos (ou pagos) no fim de um período financeiro
e o capital aplicado, ou seja, é o porcentual ou remuneração que determina o valor adicional
ao capital investido ou emprestado inicialmente.

A taxa de juros está sempre associada a um certo prazo, que pode ser por exemplo ao dia,
ao mês ou ao ano.

Exemplo: Suponhamos que uma aplicação financeira de R$ 1500,00 tenha produzido, ao fim
de um mês, a quantia de R$ 45,00 de juros.

Valor aplicado: R$ 1.500,00


Juros obtidos: R$ 45,00

Taxa de juros = 45,00/1.500 = 0,03 = 3% ao mês

Montante (M)

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Corresponde ao valor futuro, ou seja, é a quantia total paga por meio de uma operação,
incluindo o capital e os juros.

Assim, M = C + J.

Considerando o exemplo dado acima, o montante seria calculado assim:

C = 1.500,00
J = 45,00
M = C + J = 1.500,00 + 45,00 = 1.545,00

Principais cálculos de matemática financeira

A partir do momento que você conhece algumas fórmulas mais importantes da matemática
financeira, você percebe o quão básicas e fáceis de usar elas são, e que podem trazer
resultados de suma importância ao seu dia a dia.

Importante ressaltar que por mais que você não goste de números, cálculos e fórmulas,
esses cálculos desempenham um papel fundamental no seu bolso.

Juros Simples

Juros simples não mudam com o passar do tempo, é calculada apenas em cima do valor
inicial. Geralmente é mais utilizada em aplicações de curto prazo.

A fórmula para cálculo de dos juros simples é bem simples:

J=C*i*t

Capital (C): o valor presente, principal, valor atual, ou seja, o valor no dia de hoje ou no
início;
Juros (J): valor dos juros;
Tempo (t): a duração da operação (geralmente expressa em meses);
Taxa de juros (i): percentual da quantidade de juros que incidem na operação o valor dos
juros.

Exemplo:

Você realizou uma aplicação de R$ 1.000,00 a uma taxa de 3% de juros simples. Qual será
o montante após 5 meses de aplicação?

A taxa de juros aplicada é de 3% ao mês. Para o cálculo, a porcentagem é convertida em


número decimal, ou seja, 3/100 = 0,03.

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Primeiramente, você calcula os juros, ou seja:
J = C*i*t
J = 1.000 x 0,03 x 5 = 150

Agora, para calcular o montante como já vimos:


M = C+J
M = 1.000 + 150 = 1.150

O valor do montante da aplicação após 5 meses será de R$ 1.150,00.

Juros Compostos

Juros compostos é o famoso o “juros sobre juros”, ou seja, é calculada sobre o valor
acumulado, aumentando a cada período. É utilizado na maioria das operações financeiras,
como financiamentos, empréstimos, correção da poupança, investimentos, entre outros.

A principal diferença entre os juros simples e os compostos, é que, no simples você tem
previsão clara sobre o acréscimo (juros) antes mesmo de a operação ser realizada, com juros
incidindo sobre o valor total da operação, diferente dos juros compostos, que é aplicada uma
correção sobre o capital em cada período.

Isso torna a rentabilidade de um investimento mais atrativa, mas, ao mesmo tempo, pode
elevar uma dívida caso ela seja corrigida por juros compostos, pois provoca um efeito de
bola de neve, com o valor aumentando cada vez mais enquanto o débito se mantém.

No caso dos juros compostos, a fórmula é essa abaixo:

M = C x (1 + i) ᵗ

M = montante
C = capital
i = taxa fixa
t = período de tempo

Exemplo:

Vamos considerar o mesmo exemplo acima, com um investimento no valor de R$ 1.000,00


durante 5 meses, com juros compostos de 3% ao mês.

Temos o seguinte:

M=?
C = 1.000
i = 3% = 3/100 = 0,03 (decimal)
t = 5 meses.

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Utilizando a fórmula:

M= 1.000 x (1 + 0,03)⁵
M= 1.000 x 1,03⁵
M= 1000 x 1,15927
M= 1.159,27

O valor do montante da aplicação após 5 meses em capitalização de juros compostos será


de R$ 1.159,27.

Porcentagem

A porcentagem é representada pelo símbolo %, e nada mais é do que a representação de


uma proporção de uma relação entre dois valores a partir de uma fração que tem o 100
como denominador comum.

É muito utilizada para comparação de valores representando crescimento ou queda, ou para


identificar quanto do seu orçamento está comprometido com uma determinada despesa.

Há três formas de representar uma porcentagem:

Forma percentual: quando o número é seguido do símbolo % (por cento).


Exemplo: 10%; 150%; 0,1%

Forma fracionária: geralmente utilizada na realização dos cálculos.


Exemplo:
25% = _25_
100

Forma decimal: Para ter a forma decimal, basta realizar a divisão.


Exemplo: A forma decimal de 25% é obtida pela divisão: 25 / 100 = 0,25.

Logo, sabemos que:

25% = _25_ = 0,25


100

Exemplos de aplicação da Porcentagem:

1. A cesta básica teve um aumento de 15%. Significa que em cada R$ 100 houve um
acréscimo de R$ 15.

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2. Uma loja está oferecendo desconto de 20% em todos os seus produtos. Isso significa
que, em cada R$ 100, haverá um desconto de R$ 20.

3. Você comprou determinada mercadoria por R$ 210,00 e gostaria de vender com um


lucro de pelo menos 20%. Por quanto você deveria vender esse item?

20% de 210 = 0,2 x 210 = 42


210 + 42 = 252

Você deveria vender por pelo menos R$ 252.

4. Um smartfone custa R$ 1.600. O desconto para pagamento à vista é de 15%. Quanto


o cliente pagará com o desconto?

15% de 1.600 = 0,15 x 1.600 = 240,00


1.600 – 240 = 1.360,00

O cliente pagará R$ 1.360,00 pelo smartfone, caso seja comprado à vista.

Variação Percentual

Outro conceito associado ao de porcentagem é o de variação percentual, ou seja, a variação


de um determinado valor ou das taxas percentuais, que pode ser de acréscimo ou
decréscimo.

O cálculo é representado pela equação (V2-V1) / V1 * 100), sendo que:

V2 = valor posterior ou final


V1 = valor anterior ou inicial

Exemplo:

No início do mês, determinado produto custava R$ 25,00. No final do mês, quando você foi
até a loja para adquiri-lo, estava sendo vendido por R$ 29,00.

Sabemos que houve uma variação percentual relacionada ao aumento do valor desse
produto, e já sabemos também que o aumento foi de R$ 4,00. O cálculo para saber quanto
isso vale em percentagem:

(29-25) / 25 * 100 =
4 / 25 * 100 =
0,16 * 100 = 16%

Sendo assim, podemos concluir que a variação percentual do preço da do produto foi de
16%.

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Introdução à Política econômica

Política econômica é o conjunto de ações ou decisões que são tomadas pelo governo para
atingir determinados objetivos na situação econômica do país e tem por objetivo, a
estabilização de preços, crescimento ou desenvolvimento econômico, pleno emprego,
distribuição de riquezas, entre outros.

Cada país possui uma política econômica, baseada nos objetivos de cada um. Faz parte da
estrutura da política econômica: a política monetária, a fiscal e a cambial.

Política monetária

A política monetária representa o conjunto de medidas que são tomadas para estabilizar e
equilibrar o sistema financeiro, visando controlar a circulação e oferta da sua moeda, na
relação oferta e demanda do mercado financeiro e o desempenho financeiro do país. Por
meio da política monetária, o governo consegue, por exemplo, impactar diretamente a
inflação e a taxa de juros.

No Brasil, a política monetária é realizada através das diretrizes do CMN (Conselho Monetário
Nacional) sendo o órgão máximo de nosso sistema financeiro, baseado sobre essas
informações o Banco Central (BACEN) executa as políticas expansionistas ou contracionistas.

Política Monetária Contracionista – Quando o governo tem por objetivo fazer com que
a quantidade de moeda em circulação seja diminuída, ocasionando assim a manutenção da
economia, e o controle da inflação.

Política Monetária Expansionista - Quando o governo visa aumentar o crescimento


econômico através da circulação da moeda. Em momentos de crises o governo tende a
aplicar medidas da expansionista que vai reduzir as taxas de juros e compra títulos.

As principais ferramentas utilizadas hoje em dia nas políticas monetárias são:

- Taxa de redesconto:

É basicamente a taxa de juros usada pelo Banco Central nos empréstimos feitos aos bancos
comerciais. Esta linha de crédito tem objetivo de manter a liquidez na economia, enquanto
oferece capital a bancos com necessidades de capital em caixa.

Ela é considerada uma medida de controle monetário, pois quanto maiores forem as taxas
pagas pelos bancos, maiores são as dificuldades deste ao emprestar dinheiro aos clientes
pessoa física e para as empresas, diminuindo a moeda em circulação.

Da mesma forma que uma taxa de redesconto menor, o dinheiro fica mais barato para o
consumidor, e, com isso, um aumento do dinheiro disponível na economia.

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- Recolhimento Compulsório:

O recolhimento compulsório, também conhecido como depósito compulsório, é uma prática


adotada pela política monetária, onde o Banco Central retém parte do dinheiro da economia
através de bancos comerciais.

Com o depósito compulsório, o Banco Central consegue diminuir a quantidade de dinheiro


em circulação, e, com isso, reduzindo os recursos disponíveis para empréstimos bancários
no país, controlar o poder de compra da moeda, evitando sua multiplicação descontrolada.

- A alteração da taxa básica de juros:

É, sem dúvidas, a política monetária mais conhecida. A taxa Selic é a taxa básica de juros
para a economia do Brasil, e é utilizada como referencial para as operações financeiras.

A taxa vem do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) e é definida pelo Banco
Central, através de um comitê formado especialmente para a definição da taxa, o COPOM
(Comitê de Política Monetária), que se reúne a cada 45 dias para decidir se a taxa básica de
juros do país sobe ou desce.

A taxa Selic serve como referência para as outras taxas de juros do mercado financeiro.

A queda desta taxa faz com que alguns investimentos, como a poupança, CDBs e as LCIs e
LCAs e principalmente, o Tesouro Direto.

Os investimentos na bolsa de valores tendem a se valorizar com baixas taxas Selic. Isso
acontece porque as empresas de capital aberto possuem a oportunidade de investir mais em
sua produção e aumentarem seus lucros, que são divididos com os acionistas posteriormente,
e também há também o aumento da procura por investimentos em renda variável quando a
taxa de juros de renda fixa está muito baixa.

Além do mercado financeiro, ela influencia toda a economia, incluindo a inflação, as taxas de
câmbio e o consumo da população.

Política Fiscal

Política fiscal reflete o conjunto de medidas pelas quais o Governo arrecada receitas e realiza
despesas, utilizando como instrumentos de controle as arrecadações e os gastos que possui,
de modo a cumprir três funções: a estabilização macroeconômica, a redistribuição da renda
e a alocação de recursos.

O objetivo é manter o equilíbrio entre receitas (arrecadações) e gastos públicos, usada


normalmente para neutralizar as tendências quanto à recessão ou à inflação.

As partes da política fiscal são:

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G - Gastos do Governo, incluindo subsídios;
T – Tributos, provenientes da arrecadação tributária;

O resultado entre G-T nos diz se a política fiscal atual é:

● Expansionista (G > T);


● Contracionista (G < T);
● Neutra (G = T)

Política fiscal expansionista (expansiva): Realizada com a finalidade de aumentar o


rendimento da economia do país, quando essa se encontra muito abaixo do esperado
(recessão);

Política fiscal contracionista (restritiva): Feita com o objetivo de contrair o rendimento


da economia do país. O que é realizado quando essa se encontra muito acima do que se
espera.

Política cambial

A política cambial é um conjunto de medidas e ferramentas que um país adota, visando


controlar sua relação da sua moeda com as moedas estrangeiras, ou seja, com o objetivo de
adotar as taxas de câmbio mais adequadas.

A política cambial pode acontecer quando o governo deseja controlar a inflação do país, ou
quando deseja expandir a economia, realizando intervenções.

Podem ser adotadas as políticas:

Câmbio fixo: valor fixo para a moeda local face às outras moedas;

Câmbio flutuante: o valor da moeda dependerá das condições de mercado e variam


livremente no mercado de moedas. Os bancos centrais costumam trabalhar com esse câmbio
quando acham necessário;

Banda cambial: a moeda flutua, porém com um limite de de valor mínimo e máximo, na
tentativa de estabelecer uma transição entre o câmbio fixo e o flutuante.

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Renda Passiva

Investimento em ações

O que são ações?

As empresas têm o capital dividido em uma grande quantidade de partes, podendo chegar a
centenas, milhares ou até milhões. Cada uma dessas partes é chamada de ação. As ações
são divididas entre os empreendedores e sócios. Em alguns casos, uma terceira parte é
negociada na bolsa de valores, e quando essa parte das ações está disponível na bolsa os
investidores podem comprá-las e vendê-las. Quando alguém resolve comprar a ação de uma
determinada empresa na bolsa ele torna-se também um acionista desta empresa.

Comprando ações de uma companhia aberta, os investidores em geral também se


favorecem dos ganhos que ela obtém. Isso acontece, de duas maneiras:

As empresas distribuem dividendos, que são parte dos resultados obtidos pela companhia.
Os dividendos são pagos aos investidores conforme a quantidade de ações que cada um
deles possui.

Também tem a opção de ganhar dinheiro na bolsa de valores com a valorização das ações,
ou seja, quando você investe em uma ação e com o tempo essa ação se valoriza, as cotações
variam com o tempo, conforme as companhias crescem/se valorizam e também de acordo
com os movimentos da economia e do mercado. Ganha o investidor que investe em ações
por um valor e se desfaz delas mais tarde, vendendo os papéis por um preço maior.

Como começar a investir em ações

Para começar a investir em ações, temos alguns básicos passos. Prestar atenção nesses
aspectos pode facilitar o processo e garantir que as boas decisões sejam tomadas com
consciência e segurança, conforme tópicos abaixo:

Você precisa entender se esse mercado se encaixa com o seu perfil investidor.

Para entender o seu perfil, pergunte-se: qual é seu objetivo com o investimento? O seu perfil
de risco é adequado para aplicar em renda variável? Existem chances de você precisar do
dinheiro no curto prazo?

Existe uma ferramenta que facilita encontrar a resposta para essas questões são a Análise
do Perfil do Investidor ou Suitability, é um questionário aplicado pelas próprias corretoras
para definir qual é o seu perfil de investidor e as características comportamentais de cada
cliente. Com algumas perguntas, elas conseguem identificar os produtos mais adequados
para o seu perfil – e inclusive saber se as ações são uma boa alternativa para o seu
planejamento financeiro.

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Abrir conta em uma boa corretora de valores

Todo investidor precisa abrir conta em uma corretora para poder negociar na bolsa, a
corretora é uma instituição financeira autorizada a operar no pregão. Elas recebem as ordens
de compra ou de venda feitas via plataforma ou e-mail para o seu assessor de investimentos
e executam as operações na B3 em nome deles.

É preciso escolher uma boa corretora, para a escolha um dos fatores importantes a avaliar
são as taxas de corretagem, a facilidade de uso dos sistemas de negociação, a
disponibilização de relatórios e orientações sobre investimentos, entre outros.

Para abrir uma conta é preciso enviar alguns documentos pessoais de identificação para a
corretora e preencher o seu cadastro, com alguns dados básicos. Após a confirmação de que
a conta foi aberta, é possível realizar uma transferência (via TED ou DOC) para que você
consiga utilizar na compra de ações.

Modalidades para investir em ações

Day trade

É a modalidade mais breve de operação feita na bolsa de valores. O day trade combina a
compra e a venda de uma mesma ação em um único dia, pelo investidor utilizando uma
conta na corretora.

A liquidação no day trade é exclusivamente financeira. As ações não passam pela carteira de
investimentos do investidor. Na maior parte das vezes, quem negocia pesa a mão da
alavancagem – quando o investidor opera um valor maior do que efetivamente possui – na
tentativa de aumentar os seus lucros.

Normalmente o day trade tem algumas características diferentes em relação à corretagem


que as outras modalidades não tem. As corretoras costumam ter taxas de corretagem mais
baratas do que nas operações tradicionais.

Curto prazo

Investimentos com tempo estimado de alguns dias, semanas ou meses – até um ano – são
considerados de curto prazo. Em ações, uma técnica mais usada para fazer aplicações desse
tipo é chamada de swing trade. Mesmo que a compra e a venda não sejam realizadas no
mesmo dia, às operações de curto prazo ainda exigem um acompanhamento constante do
mercado, pois se baseiam em achar oportunidades de ganho em pouco tempo.

Negociações de curto prazo são uma das mais presentes na bolsa de valores, e mesmo
investidores não profissionais aplicam com esse tempo estimado em mente. Entretanto, é
importante ressaltar que negociar visando o curto prazo tem as suas especialidades. É

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recomendável, por exemplo, optar por ativos com liquidez maiores, para poder se livrar delas
com facilidade na hora de encerrar o investimento.

Longo prazo

É comum ouvir que as ações são interessantes para quem tem como objetivo investir no
longo prazo. Existem algumas razões para isso.

Comprando ações, o investidor se torna sócio da companhia e tende a ganhar junto com ela
à proporção que a receita cresce e os resultados surgem. Isso não acontece de um dia para
o outro. Conta com algum tempo de maturação.

É importante lembrar que, mesmo que reflitam os resultados das empresas, os preços das
ações também variam do mesmo jeito que as condições do mercado. Alguns acontecimentos
transitórios causam euforia – ou desespero – no mercado, o que pode vir a ter uma influência
direta nas cotações. Elas podem tanto subir quanto cair de maneira repentina.

Um governante pronuncia um enunciado negativo, por exemplo, tem potencial para causar
efeitos desse tipo. Em uma grande velocidade, as ações que você possui podem passar a
valer 5% ou 10% menos.

Isso não significa que a empresa deixou de ser uma boa ação, mas sim que naquele momento
ela sofreu uma interferência externa no seu preço. O investidor com tempo para esperar se
favorece, o presumível é que essa fase negativa termine e, alguns dias depois, os preços
retomem e voltem ao normal. Se precisar do dinheiro no curto prazo, é possível que acabe
tendo de embolsar o prejuízo.

Existe uma técnica muito empregada, chamada position trade por pessoas que operam no
longo prazo, são as posições em ações mantidas por mais tempo. É uma boa oportunidade
para quem não tem tempo de se dedicar todos os dias a acompanhar os movimentos da
bolsa.

Dividendos

Existem vários tipos de investidores, alguns investidores têm mais interesse pelos dividendos
distribuídos pelas empresas do que propriamente pela possibilidade de ganhar com a
valorização das ações. É uma forma de viver de renda operando na bolsa de valores, ao invés
de títulos públicos ou outros papéis de renda fixa.

No comum, empresas bem estabelecidas, que tenham as suas receitas em constante


crescimento sem uma necessidade muito grande de investimento são boas pagadoras de
dividendos.

As empresas distribuidoras de dividendos do setor elétrico são um dos exemplos mais citados.
Seu rendimento, que advém do pagamento das contas de luz, é sempre reajustado. Como

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já atendem às principais localidades, não precisam realizar investimentos pesados na
expansão das operações.

Conclusão: mais dinheiro para os acionistas.

Os dividendos vindos das empresas podem servir como uma renda recorrente do investidor,
mas também podem ser utilizados na compra de mais ações. Tudo depende dos objetivos e
interesses de cada um.

Long short

Na bolsa de valores, a compra de ações é a operação mais comum também conhecida como
“long”. No entanto, é possível fazer alguns tipos de negociações, baseada na venda de
papéis. Normalmente elas são recomendadas para quem já possui alguma experiência de
mercado.

Operar como vendido (ou “short”) é a mesma coisa que vender uma ação antes de comprá-
la. Em uma operação comum, quando você entra posicionado como comprador, o alvo é
conseguir comprar papéis por um valor mais baixo e, no futuro, vender mais caro.

Agora, em uma operação em que o investidor entra posicionado como vendido, o que
acontece é diferente: vender as ações e recomprá-las mais tarde por um preço mais barato,
lucrando com a diferença dos valores na queda.

As operações short ganham quando a bolsa está em queda. Para executá-las, é preciso fazer
um aluguel de ações. Dessa maneira, é possível vender as ações que foram alugadas,
recomprar os papéis e devolvê-los ao alugador. O risco é, como o investidor deve imaginar
– da queda do mercado – não ocorrer. Se as cotações das ações subirem, o resultado será
ruim.

Tipos de análises de ações

Análise técnica

O princípio da análise fundamentalista vem de que as informações relacionadas a uma ação


são expressas no seu gráfico de preços. Pois, o valor pelo qual um papel está sendo comprado
ou vendido entende a percepção que analistas, investidores experientes, pessoas físicas e
todo o mercado geral têm sobre ele. Ao observar as informações gráficas de cotações de
uma ação permite encontrar padrões e projetar o comportamento no futuro.

Os gráficos aplicados para a análise técnica podem ser diferentes. O investidor da modalidade
de day trade estuda os gráficos em que cada ponto representa o desenvolver da ação a cada
15 minutos. Os investidores que têm como objetivo de longo prazo podem prestar atenção
a gráficos semanais ou mensais.

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Em ambos os tempos gráficos, os investidores que analisam tecnicamente procuram
informações sobre suportes e resistências, que são os princípios importantes da análise
técnica. O suporte é uma região de baixa do papel que representa o momento em que uma
virada de preço – naturalmente em direção a uma alta – tende a acontecer. Assim, costuma
ser visto como um bom ponto de compra dos papéis.

Já a resistência é um ponto de alta da ação, em que conforme sempre foi indicado no gráfico
as cotações param de subir e invertem o movimento. Então mostra um bom momento para
começar a vender os papéis.

Análise fundamentalista

Se baseia mais a fundo no estudo das características financeiras da empresa – perspectivas


de crescimento, fluxos de caixa e risco – para entender melhor o valor potencial das suas
ações. Com isso o objetivo é permitir ao investidor escolher papéis que tenham uma boa
expectativa de ganhos no futuro, diminuindo o risco de compra de ações que já estejam
precificadas a um valor muito aproximado do potencial.

Há duas importantes abordagens da análise fundamentalista. A top down vem do princípio


de que o valor de uma ação sofre consequência direta de fatores macroeconômicos – como
inflação, juros ou taxa de desemprego – pois eles afetam o desempenho da companhia. As
decisões de investimento deveriam ser tomadas considerando informações amplas primeiro,
e projeções detalhadas depois.

A análise bottom up o ponto de início são as referências de fundamentos específicos de cada


companhia. Investidores com esse perfil tomam de forte importância avaliar fatores como
modelo de negócio, governança corporativa, além das perspectivas de crescimento. Na visão
deles, quanto melhores forem essas características, melhor uma companhia poderia se sair
– tanto nos melhores momentos quanto nos ciclos de economia baixista.

DATA COM E DATA EX

Essas datas expõem quando o investidor vai ter direito ao provento, ou outro direito como
subscrição, desdobramento ou agrupamento.

Data-Com:

Uma empresa anuncia que vai pagar proventos, isso ocorre para acionistas que têm a ação
até determinada data. Então essa data é denominada de
Data-Com.

Sendo assim, se você deseja receber os proventos da empresa, é preciso que você realize a
compra das ações até a Data-Com.

Data-Ex:

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O investidor ao adquirir as ações depois da Data-Com, perde o direito de receber os
proventos no dia do pagamento. Essa data é chamada de Data-Ex.

DIVIDENDOS

O que são dividendos e como eles são pagos?

Dividendos é a parcela do lucro gerado pela companhia de sociedade anônima, partilhado na


forma de remuneração aos acionistas. Esses dividendos podem ser pagos em forma de
dinheiro, ações ou direitos de propriedades, pode vir a ser anual, semestral, trimestral ou
mensal, sendo incomum, definido pelo estatuto de cada companhia, pago de forma
proporcional pela quantidade de ações que o investidor possui, atraindo novos investidores
as companhias.

Existe no Brasil a obrigação de que empresas de capital aberto paguem pelo menos 25% do
seu lucro líquido do exercício na forma de dividendos para os seus acionistas. Assim, essa
forma de remuneração é bastante comum no país. Independente desse patamar mínimo
estabelecido em lei, algumas companhias pagam percentuais maiores que seus lucros
líquidos em dividendos, inclusive, existem as que vão aumentando esse percentual no
decorrer dos anos. Os dividendos são pagos proporcionalmente a quantidade de ações que
o acionista possui, sendo um pagamento proporcional por ação.

Vantagens de investir em boas pagadoras de dividendos.

A longo prazo, o mercado de ações tende a se valorizar constantemente, assim trazendo


grandes ganhos para quem fizer uma estratégia assertiva, dentro do seu perfil de risco, e
que consiga consistência nos resultados. Então, ao escolher por empresas que pagam bons
dividendos, o investidor aposta em uma estratégia duplamente correta, pois existirá a
possibilidade de lucrar com o valor recebido em dividendos.

Outra vantagem dessa estratégia são os impostos, os dividendos são uma remuneração aos
sócios completamente isenta do imposto de renda para a pessoa física, pois, a empresa
efetua a dedução do Imposto de Renda antes de distribuir os rendimentos. Sendo assim, os
valores recebidos pelo investidor, são líquidos e podem ser usados sem qualquer tipo de
dedução fiscal.

Reinvestindo os dividendos

Ainda, os sócios podem optar por adotar a Planos de Reinvestimento dos Dividendos que
algumas empresas oferecem, autorizando o reinvestimento automático dos dividendos
disponíveis na compra de ações ou frações de ações adicionais na mesma data de pagamento
dos lucros.

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Uma maneira de fazer o seu patrimônio crescer investindo em ações, essa é uma modalidade
recomendada por grandes investidores. Se o investidor optar por não fazer essa adesão
automática, ele pode usar esses ganhos para colocar em outras ações também, o ponto
chave é sempre colocar mais dinheiro para investir.

Tipos de dividendos

Uma remuneração bastante usual no mercado de ações no Brasil são os dividendos, com
isso, existem alguns tipos diferentes de pagamento aos acionistas. Veja a seguir alguns deles:

Bonificação: acontece quando um pagamento extra na forma de ações para o acionista,


coerente com a quantidade de ações que o investidor já possui.

Dividendo especial extraordinário: essa remuneração é paga por conta de motivos


inesperados, como um aumento de caixa da companhia, por exemplo.

Juros sobre capital próprio: é uma remuneração bem semelhante ao dividendo comum
pago ao investidor, traz alterações na contabilidade da empresa, mas não é uma
remuneração isenta de impostos.

Como calcular dividendos?

Para o cálculo dos dividendos pagos por ação precisa ser entendido se a Companhia é uma
boa pagadora de seus rendimentos, existe um múltiplo chamado dividend yield, que é um
cálculo da divisão do valor da ação da Companhia sobre a quantidade de dividendos pagos
por ela em um certo período.

Por exemplo, as ações de uma empresa valem R$100,00 e, naquele ano, ela distribuiu aos
seus acionistas R$7,00 por ação em dividendos. Na prática, quem possuir 100 ações dessa
determinada empresa, terá ganho R$700,00 em dividendos e o dividend yield será de 7%.

Impostos para aplicar em dividendos

Dividendos são uma fonte de renda isenta de tributação de Imposto de Renda, o que faz
com que a estratégia de investir em boas pagadoras desse tipo de provento se torne mais
interessante.

Nesse caso, os custos fiscais são sobre o investimento em ações, os quais são para a pessoa
física para vendas no mercado à vista que excederem R$20 mil no mês, sendo a cobrança
de 15% em cima do ganho do investidor, descontando as taxas e corretagem.

Mas em operações de Day Trade, quando as operações de compra e venda são feitas no
mesmo dia, por sua vez, são taxadas em 20% em cima do lucro, sendo que, o Imposto de
Renda é calculado mensalmente e seu pagamento precisa ser realizado até, no máximo, o
último dia útil do mês.

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BONIFICAÇÕES

A bonificação é um lucro que a companhia paga para seus sócios em formato de ações.

Assim, essas empresas podem inserir mão das bonificações para distribuir ações aos
acionistas ao invés de pagar com dinheiro (dividendos). O valor da ação também tem
alterações após as bonificações, do jeito que o patrimônio total fica inalterado.

Um exemplo, é se a bonificação da empresa foi de 10% e você tinha 100 ações dessa
mesma empresa, então você vai receber 10 ações a mais, porém o preço da ação vai ser
distribuído proporcionalmente também, de modo que seu patrimônio total fique inalterado.

Como saber se uma ação sofreu bonificação?

Para descobrir o histórico de bonificações só é preciso ir ao site da B3, buscar pela empresa
e na parte de Eventos Corporativos a tabela de Proventos em Ações.

É divulgada também por porcentagem e o seu cálculo funciona como na tabela abaixo:

Efeitos das bonificações em ações

As bonificações acabam provocando uma queda nos preços das ações, o intuito não é
aumentar a liquidez das ações, mas sim, o de promover o capital social da empresa. Isso é
proveitoso, porque você como acionista terá mais ações da companhia sem ter que inserir
mais dinheiro nela.

Então você terá direito a receber ainda mais dividendos na distribuição seguinte e também,
o seu patrimônio vai expandir.

Uma bonificação de 10%, quer dizer que, a quantidade de ações que você tem aumentou
em 10%, quando os valores voltarem ao preço de antes da bonificação, seu patrimônio
estará valorizado em 10% sem que você precisasse inserir mais dinheiro do próprio
capital para isso acontecer.

A empresa que opta por fazer as bonificações em ações, normalmente o faz usando a reserva
de lucros, transferindo uma parte do montante para o capital social.

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Então, é de se esperar que a companhia seja capaz de lucrar e aumentar suas reservas,
transparecendo que a administração tem feito um trabalho legal.
Uma empresa que bonifica só faz se for capaz de gerar grandes somas de dinheiro, diferente
disso, utilizaria esse montante para outras situações.

As possibilidades são de que uma empresa efetue bonificações a seus investidores seja capaz
de gerar valor aos acionistas no longo prazo e, sendo assim, a queda no curto prazo de preço
será altamente compensada no futuro; se os fundamentos se mantiverem sólidos.

Juros sobre o capital próprio

O JCP está na mesma categoria dos dividendos, podemos classificá-lo como uma das opções
utilizadas por empresas para efetuar a remuneração dos acionistas, titulares e sócios.
Acontece todos os dias se achar investidores que possuem um grande conhecimento sobre
os dividendos, mas não sabem quase nada no que se refere aos Juros Sobre Capital Próprio.

Os valores repassados aos sócios na categoria do JCP, são considerados pela empresa uma
despesa, sendo tributados apenas quando houver repasse ao acionista, este por sua vez
deverá se responsabilizar com os impostos.

Apesar de parecer muito ruim para quem investe, os valores do JCP, principalmente após o
desconto tributário, podem ultrapassar muitas vezes os de dividendos.

No entanto, não podemos deixar de mencionar que o JCP e dividendos apresentam grandes
diferenças entre si.

Quando uma companhia pretende adotar o JCP, este necessita de aprovação pela assembleia
geral ou conselho administrativo. Após a permissão, os valores que serão pagos devem ser
divulgados ao público.

Lembrando que, é preciso muita atenção no que se refere a natureza do valor divulgado. Se
for líquida, precisa ser analisado o desconto posterior de impostos, caso seja bruta os
impostos não serão considerados.

Isso se explica, uma vez que diferente do que acontece nos casos dos dividendos, o
pagamento realizado no JCP não será tributado imediatamente pelas empresas, em que é
tratado em uma visão contábil como sendo uma mera despesa. Nesta modalidade, o
pagamento dos respectivos impostos, fica sob responsabilidade do acionista, vale lembrar
que a alíquota padrão é 15%.

Por que as empresas podem considerar o JCP mais vantajoso?

Apesar de parecer uma pergunta óbvia, tendo em vista que abdicar do pagamento de
impostos traz um aumento no capital disponível da empresa, sem falar da capacidade de
expansão que pode gerar.

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O JCP teve seu surgimento no ano de 1995. Nessa época, era muito utilizado com a finalidade
de auxiliar e alavancar a expansão do mercado de ações brasileiro.

A Lei das Sociedades Anônimas nº 6.404/76, determina o teto para pagamento do JCP, que
é definido pelo valor da Taxa de Juros de Longo Prazo TJLP.

Vantagens do JCP para os investidores

Apesar do JCP causar uma primeira impressão de total desastre na vida de um acionista.
Levando em consideração que não parece vantajoso, trocar uma forma livre de tributação
como os dividendos, por uma outra onde é tributado como é no caso do JCP. No entanto,
pensar assim é ser muito simplista.

Primeiro que, os valores que serem pagos no JCP têm a possibilidade, sim, de se sobressair
em comparação com os pagos em dividendos. Lembrando que o IR pago pela pessoa jurídica,
no caso a companhia, será 25%, o da pessoa física ora acionista será apenas de 15%.

Segundo que poder ver uma companhia na qual se fez um investimento e que se é sócio,
crescendo, é um tanto satisfatório para um acionista. Sendo que crescimento significa mais
lucro e quanto mais aumentam os lucros pode se obter mais retorno, mesmo que isso leve
um período de tempo maior.

CISÃO

A transação pela qual a companhia transfere parcelas do seu patrimônio para uma ou mais
sociedades, chama-se cisão, é feita com esse objetivo ou já existentes, desfazendo-se a
companhia cindida, caso haja versão de todo o seu patrimônio, ou diluindo o seu capital, se
incompleto a cisão.

Os métodos regulares previstos para cisão, estão compensados nos mesmos preceitos que
regulam a agregação e a fusão.

É simples a assimilação do que a cisão, a exemplo da agregação e da fusão, pode acontecer


com sociedades de qualquer tipo, não se restringindo às sociedades por ações, apesar de
que, em qualquer caso deva ser observada a disciplina legal definida na Lei das S/A.

DESDOBRAMENTO E AGRUPAMENTO

Desdobramento (SPLIT)

Refere-se ao procedimento de divisão de ações existentes sem mudar o valor do


investimento. Essa técnica também é conhecida como SPLIT. A operação ocorre quando uma
empresa deseja expandir a quantidade de suas ações em circulação no mercado, facilitando
assim sua negociação.

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Podemos dar um exemplo: A empresa X deseja dividir as ações em duas cada uma, e, um
acionista possui 500 ações e cada uma vale R$5.00. Sendo um total de R$2.500,00 e é feito
um desdobramento das ações desse acionista, ele irá ficar com 1.000 ações ao preço de
R$2,50. Ou seja, ele dobra a quantidade de ações, porém, o seu investimento continuará o
mesmo R$2.500,00.

Agrupamento (INPLIT)

Já esse processo é o oposto do desdobramento, onde consiste em reunir várias ações em


uma, conhecido como INPLIT.

O grupamento acontece quando determinada companhia resolve que deve aumentar o valor
das suas ações para melhorar as negociações na bolsa, fazendo isso porque acredita que o
preço baixo está dificultando suas operações. Assim como o desdobramento, o grupamento
não altera o valor investido.

Podemos dar esse exemplo: A empresa Y resolveu agrupar duas ações em uma. O acionista
que tinha 500 ações que cada uma vale R$5.00 sendo um total de R$2.500,00, feito o
grupamento esse mesmo acionista passa a ter 250 ações valendo R$10,00 cada uma, no
entanto, o investimento continua sendo o mesmo de R$2.500,00.

ALUGUEL DE AÇÕES

Alugar ações ainda não é conhecido por vários investidores. Nesse tipo de operação, você
realiza um empréstimo de seus papéis em troca de uma porcentagem.

Fazendo o aluguel de suas ações, você aumenta a rentabilidade em sua carteira de


investimentos. Já para o locatório das ações, é uma ótima oportunidade de investimentos.

Vendo com um olhar mais analítico, este tipo de operação tem como objetivo lucro para as
duas as partes, ainda mais para quem aluga as ações. Quando se decide por aluguel de
ações, é preciso conhecer todos os processos e riscos envolvidos, para ambas as partes.

Como funciona o aluguel de ações?

O Processo de alugar ações é semelhante com o aluguel um carro ou uma casa, funciona da
seguinte maneira: o dono das ações (doador) entra em contato com a corretora informando
sobre seu interesse em alugar os seus papéis, ele deve passar todas as informações
necessárias a corretora como: prazo, recompensa e quantia.

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Caso seu interesse seja entrar como tomador, precisa fornecer uma garantia à corretora com
uma quantidade considerável para garantir o resgate do empréstimo, além de pagar uma
taxa de pagamento pelo aluguel ao tomador

O intuito é assegurar que você tenha o montante suficiente para pagar na data de
vencimento do contrato. Depois de depositar o dinheiro, você foi obrigado a arrendar as
ações. Após esse processo, o intermediário tem a função de conectar as duas partes. Tendo
a confirmação, as ações serão transferidas do doador para o mutuário até o período
especificado.

O empréstimo de ações se destina a quem?

O empréstimo de ações é um serviço disponível para investidores em geral (pessoas físicas


ou jurídicas). Instituições financeiras são permitidas, mas algumas restrições jurídicas devem
ser atendidas.

Custos operacionais envolvidos no aluguel de ações

Se você está entrando como locatário dos títulos, este fator precisa ser bem analisado, pois
taxas muito altas podem inviabilizar a operação. Em ambos os casos, as despesas afetam a
receita recebida nos termos do contrato. Veja como funciona em cada parte:

Para o doador: O doador da ação é grátis!

Para o segurado: Uma taxa de registro na B3 é exigida do tomador. Corresponde a 0,25%


ao ano do valor total da transação, com valor mínimo de R $10,00. A instituição financeira
atua como intermediária na operação. Em geral, esse custo varia de acordo com o porte do
contrato em questão, com um preço mínimo a ser definido por cada instituição. Além disso,
há também a taxa de corretagem. Seu objetivo é transferir a ordem de uma corretora ou
banco para uma bolsa. Em seguida, o preço é definido pela instituição financeira. No fim,
temos um salário que convém para efeito de negociações em andamento.

Proventos e tipos de operações

O leasing de ações é um serviço que costuma levantar suspeitas, principalmente em termos


de receita (dividendos e patrimônio líquido). Nesse caso, o doador só recebe da mesma forma
anterior a operação. Para o recebimento do bônus, o valor será acertado e transferido na
data de liquidação.

Outro problema comum é referente aos tipos de operações que os mutuários podem realizar
em papéis alugados. Veja quais são:

• Utilizar como margem de garantia para mercados futuros;


• Faixa a ser coberta ao iniciar ‘’Opções de chamada’’;
• Venda de papéis no mercado spot;

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• Usar ativos para liquidar operações de mercado à vista.

Quais são os riscos do aluguel de ações para o doador e tomador

Agora que você sabe o que é o leasing de ações e como funciona o serviço, é hora de
entender os riscos oferecidos a ambas as partes. Isso torna mais fácil a escolha da posição
favorável entre doador e mutuário a ser adotada em relação às estratégias de renda variável.

Agora, conheça os riscos que você pode assumir em ambos os lados da cirurgia:

Doador: O risco de aluguel de ações é baixo, considerando que todos os procedimentos são
feitos pela B3. Caso o recebedor do seguro não pague os aluguéis contratados ou atrase a
liquidação, você receberá a garantia por ele oferecida no contrato, bem como a devolução
de seus documentos.

Tomador: O acionista está em maior risco do que o doador. O primeiro é uma atualização
diária das garantias exigidas. Se uma nova margem for exigida (pelo B3 ou pelo seu corretor)
e você não estiver com capital suficiente, há a possibilidade de que você seja forçado a limitar
a negociação ou até mesmo fechá-la.

Prazos de locação

Um dos pontos a serem destacados no momento do aluguel de ações é o prazo do


arrendamento. Esse é o papel do doador que, no que lhe diz respeito, tem o direito de decidir
a data mais conveniente para seus fins. Os contratos geralmente duram cerca de alguns
meses. Portanto, não há período mínimo ou máximo.

Tributação

Na solução, incide imposto de renda (IR). A taxa cobrada, que é repassada ao doador, é
igual à taxa de renda fixa, sendo cobrado o aluguel recebido

Liquidação financeira

A liquidação financeira acontece quando o tomador não pode recomprar as ações arrendadas
e precisa reembolsar o doador. Portanto, a etapa é pagar à vista os papeis do contrato.

Remuneração

A remuneração do aluguel é determinada pelo doador. Frequemente, é uma porcentagem


do valor total do ativo alvo.

Este exemplo pode te ajudar a compreender melhor: Você deseja alugar 1.000 papéis ITUB4
a uma taxa de 2,0% ao ano. O contrato determina o preço do ITUB4, cada preço é de

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R$38,00. Com isso, você receberá R$760,00 de aluguel a cada ano. Se o contrato for de seis
meses, o valor total é de R$380,00.

Observe que o percentual é transferido proporcionalmente ao período do contrato.

Outro ponto importante é o preço do ativo-alvo. Está fixado no contrato e pode ser usado
como referência de salário. Se o preço subir ou descer, não há alteração no preço do aluguel
recebido.

Vantagens do Aluguel de Ações para o tomador e doador

O leasing de ações pode ser um serviço benéfico para os participantes, pois permite que
todos cumpram os objetivos da bolsa de valores. Veja os pontos positivos:

Para o doador: O doador é a parte do contrato de arrendamento de ações com o maior


benefício. A principal vantagem é o recebimento de aluguéis que aumentam a receita do
portfólio. Se você está investindo no longo prazo, essa pode vir a ser uma boa opção para
obter maior rentabilidade e manter a mesma composição por um período maior de tempo.
Além disso, continuará a receber benefícios pagos por documentos. Portanto, existem duas
fontes de renda extra para aumentar sua renda.

Para o segurado: Ao fazer o aluguel de ações, você pode lucrar no mercado de ações
vendendo a um preço mais caro e comprando a preços mais baixos. Essa estratégia é chama-
se venda a descoberto e é comumente usada por especuladores, especialmente antes que
os títulos sejam devolvidos ao doador.

Outra vantagem é o uso do leasing de ações em estratégias long-short.

Basicamente, é composto por duas partes de ativos, uma das quais é o ativo comprado para
comprar o ativo, e a estimativa esperada e a venda a descoberto, ou seja, o vendedor e o
papel alugado, que espera que caia. A rentabilidade dessa estratégia vem da diferença entre
os preços dos ativos. Quanto maior for, maior será o retorno do portfólio.

Fundos imobiliários

É a modalidade de investimento feita pela união de vários investidores, que se unem com o
propósito de investir em empreendimentos imobiliários. Os fundos se posicionam no
mercado, como uma opção de investimentos em imóveis, para investidores que gostariam
de fazer aportes no mercado imobiliário sem ter que realizar uma compra direta.

Além disso, esses fundos são de mais fácil acesso para investidores com capital menor
disponível para investir no segmento imobiliário. Também, existem fundos imobiliários que
liberam aportes menores a R$100,00.

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Depois que efetuam a compra de cotas do fundo imobiliário, os investidores têm acesso aos
melhores empreendimentos imobiliários, o pagamento será referente a participação que
possuem nesta categoria de investimento, pode ser de acordo com a valorização das suas
cotas ou através do pagamento de dividendos mensais, que é a divisão entre os aluguéis
recebidos pelos imóveis que fazem parte do fundo.

Como comprar cotas.

A partir do momento que se investe em um FII, torna-se um cotista, no entanto, não se pode
exercer qualquer direito em cima dos imóveis e dos empreendimentos que fazem parte do
patrimônio do fundo. As cotas geralmente são negociadas na bolsa e cada pessoa possui
direito de recebimento de parte do rendimento deste fundo, sendo proporcional ao número
de cotas que adquiriu.

Há ainda a oferta primária, que equivale ao lançamento de um fundo no mercado ou nova


emissão de um fundo, onde é preciso primeiro fazer a reserva através de uma corretora.
Depois disso, o dinheiro é convertido em cotas, que, no entanto, não são negociadas na B3.
Além disso, é possível comprar as cotas diretamente na Bolsa, num processo semelhante ao
de adquirir ações.

Tipos de Fundos

Quando investir em Fundos de Investimentos Imobiliários, o cotista pode escolher aplicar


seus recursos em alguns tipos de empreendimentos, como mostramos abaixo:

● Fundos de papel;
● Fundos de Fundos (FOFs);
● Fundos de tijolo.

Quais os custos envolvidos?

Existe uma taxa de administração que é cobrada de todo investidor que opta por aplicar via
um fundo de investimento. Os FIIs, também têm incidência de taxa de administração.

Os investimentos aplicados em fundos imobiliários estão sujeitos aos custos operacionais de


negociação - por serem negociados em bolsa de valores- como os valores cobrados de
custódia e corretagem.

Já em tributação a venda das cotas de um fundo imobiliário sofre incidência de 20% de


Imposto de Renda sobre o lucro recebido pelo investidor. É isenta de IR para investidores
pessoa física.

Vantagens e desvantagens

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As vantagens de investir em Fundos Imobiliários está na ideia de exposição diversificada,
podendo o investidor comprar cotas de fundos de shoppings centers, prédios comerciais,
escritórios, hospitais, prédios educacionais, galpões de logística e outros de alto valor
agregado e com bom preço. Você ainda consegue comprar cotas na bolsa com valores tão
baixos quanto R$100.

Como já puderam perceber, os benefícios dos Fundos Imobiliários são inúmeros, seja para
pequenos, médios ou grandes investidores.
Mas, apesar das vantagens, existem duas desvantagens que merecem destaque:

Liquidez: Se você for um investidor grande, com muito capital aplicado em fundos, a liquidez
pode ser algo que pode incomodar. Ela costuma ser menor que outros investimentos
semelhantes, o que pode fazer dos Fundos Imobiliários um investimento mais arriscado
quando um investidor grande, querer se vender seus papéis de forma rápida.

Inadimplência: Este é um risco característico ao mercado imobiliário em geral. Ele


acompanha também os investidores que compram imóveis para locação. Refere-se a um
risco amenizado, afinal, os grandes gestores profissionais procuram traçar contratos seguros
e bem estabilizados para que esse risco seja diminuído.

RENDA DO ALUGUEL

O aluguel das ações pode gerar uma renda complementar considerável. Hoje em dia, as
pessoas alugam casas e compartilham muitas coisas. Por exemplo, carros fora de uso,
estacionamentos, quartos em casas. Em todas essas e em outras situações do dia a dia, você
se torna o doador do bem ao alugá-lo, pois costuma confiar no bem em troca de renda de
outros. O mesmo pode acontecer com ações. Se preferir, você pode alugar as ações de outra
pessoa ou alugar suas próprias ações. Após um certo tempo, você obterá lucros e devolverá
o estoque.

O arrendamento de ações é como um retorno de renda fixa em uma bolsa de valores. É uma
aplicação segura, que pode trazer lucros previsíveis dentro do tempo combinado. Assim, se
você compra ações mensalmente para formar uma reserva com base nas melhores empresas
do Brasil, é muito importante colocar suas ações no mercado. Além de receber dividendos e
valorização do papel, você ainda aumenta suas margens de lucro, ganhando mais dinheiro.

Tipos de fundos de investimentos

ETF

O que são os ETFs? Em inglês, Exchange Traded Funds, também chamados de fundos de
índice. Apesar de não serem tão conhecidos, é uma categoria de investimento que vem
ganhando mais espaço no mercado financeiro, principalmente no exterior. Eles são
negociados no pregão da bolsa de valores como se fossem ações. Seu desempenho varia de

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acordo com a performance dos papéis que compõem sua carteira, além de responder à oferta
e à demanda pelas cotas no mercado.

São sempre ligados a um índice de referência, também chamado de subjacente. O gestor


deve ajustar a composição do ETF para que ela seja sempre a mais parecida possível com a
do indicador. Um detalhe importante é que os ETFs têm gestão passiva, sendo menos
complexa do que a ativa e, portanto, mais barata.

Tipos de ETFs.

ETFs de Índice

Visa investir o patrimônio dos cotistas e do fundo usando como base um índice de referência
pertencente a uma carteira teórica.

ETFs de Títulos

Apesar de possuírem ativos de renda fixa, são ETFs negociados na renda variável por meio
do home broker.

ETFs de Ações

Os ETFs de índice são os mais comuns de serem encontrados no mercado. Esse tipo de ETF
replica o patrimônio do fundo e dos cotistas de acordo com uma carteira teórica de um índice
de referência.

ETFs de Commodities
Investimento em ativos considerados indiferentes entre si, matéria-prima, em geral. A
exemplo, têm-se ouro e outros metais que são valiosos, além de combustíveis fósseis.

Mas quais são as tributações envolvidas nessa modalidade?

Abaixo estão os custos envolvidos nas operações de ETFs:

Primeiramente, existe a cobrança da taxa de corretagem. Ela varia de acordo com a sua
corretora para a compra e venda das ETF’s através do home broker. Além disso há a taxa de
administração, que vai variar de acordo com o gestor do fundo, mas tende a ter um custo
mais baixo do que produtos de gestão ativa.

A Taxa de liquidação e emolumentos, que é cobrada pela B3 para liquidação dos títulos ( O
valor aproximado é: 0,031160% do total da operação) e finalmente, o Imposto de renda
sobre o lucro obtido com a negociação. Para operações de day trade, a alíquota é de 20%
como nas ações, e, para operações com duração de mais de 1 dia, 15%.

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Fundos Gestão

Quando falamos sobre gestão de fundos chegamos a duas opções possíveis: Gestão Ativa ou
Gestão Passiva. Qual é a diferença entre elas? Vamos lá:

Gestão ativa envolvem-se metas, como, por exemplo obter uma rentabilidade mais alta ao
benchmark. Este tipo de gestão é indicado para os clientes com perfil de moderado para
arrojado, pois precisam estar mais dispostos a riscos, visando uma rentabilidade maior.

Já a Gestão Passiva busca replicar a performance de um índice de referência. Dessa forma,


a meta não é ultrapassar o benchmark, mas, acompanhar a sua variação. Mas vem a
pergunta, e qual a vantagem disso? Uma das vantagens de optar por esta modalidade é o
menor custo de administração. Para quem busca diversificação, com previsibilidade mais alta
do retorno, essa gestão é a mais indicada.

Quais indicadores escolher bons fundos de investimento?

Já ficou em dúvida sobre qual fundo escolher para seus investimentos? Realmente existe
uma variedade de opções e pode ser complicado escolher a mais adequada para o seu perfil
de investidor. Entretanto, há indicadores que têm o objetivo acompanhar a evolução dos
fundos e podem auxiliar muito neste processo de escolha:

O primeiro deles, é o chamado Índice de sharpe, que avalia risco e retorno de um


investimento. Criado por William Sharpe no ano de 1994, ele faz a avaliação se esta relação
é vantajosa e atrativa para o investidor. Avalia também, se o risco para investir em um
determinado fundo será compensado pelo retorno.

O segundo índice é a Volatilidade. Este é um termo utilizado basicamente para descrever


as oscilações do dia a dia. Você pode identificar qual é o investimento mais adequado para
você, de acordo com o seu perfil de investidor.

O terceiro é a Rentabilidade relativa e absoluta. A rentabilidade absoluta indica quanto


o seu dinheiro variou em um determinado período de tempo. Já a rentabilidade relativa
acompanha sempre a variação de uma taxa, ou seja, a sua rentabilidade estará atrelada ao
que foi proposto no seu benchmark naquele período.

O quarto, é o Drawdown e tem o objetivo de apresentar os prejuízos que aquele


determinado fundo teve e quanto tempo levou para se recuperar.

E por último, existe o Patrimônio do fundo X Valor aplicado. Patrimônio do fundo


simboliza o quanto ele está valendo naquele determinado dia ou período. E valor aplicado
refere-se ao dinheiro que as pessoas aplicaram nele. Isso quer dizer que este fundo produziu
lucro aos seus clientes e é uma opção para investir.

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Tributação para o mercado financeiro

Ativos de renda fixa

Os ativos de renda fixa funcionam como um meio mais conservador de investimentos. Neste
tipo de modalidade, o investidor pode ter uma noção de qual será o retorno de capital assim
que faz a aplicação.

Um papel de renda fixa é semelhante a um empréstimo. Sendo assim, sempre que


determinada pessoa adquire um título de renda fixa, a mesma está realizando um
empréstimo ao emissor, que poderá ser uma empresa, banco ou até mesmo o governo. Por
conta disso, costuma-se dizer que o título se trata de uma emissão de dívida.

A segurança é uma característica muito relevante neste tipo de categoria de investimento.


Mesmo não tendo um produto financeiro que seja imune a riscos, a renda fixa tem uma
tendência de ser mais segura para o investidor se comparado com produtos de renda
variável. Isso se dá, uma vez que a maioria desses ativos tem o Fundo Garantidor de Crédito
(FGC) como proteção.

Por exemplo, na hipótese de quem emitiu o título não cumprir com suas obrigações, o Fundo
Garantidor de Crédito garante o patrimônio de até R$1 milhão de reais por CPF ou CNPJ de
quatro em quatro anos. Porém, o investimento precisa contar com este tipo de proteção –
que possui limite de R$250 mil reais por CPF por instituição financeira.

Alguns pontos importantes sobre renda fixa

Existem certos termos com os quais podemos nos deparar na hora de procurar um
investimento em renda fixa ou até mesmo quando pesquisar sobre o assunto. São eles:

● Datas de emissões: Que é a data de origem do título, quando inicia a contagem do


tempo e correção do valor nominal do título;
● Valor nominal: valor unitário do título. Sendo assim, em um CDB de R$ 1 mil, seu
valor nominal será de R$ 1 mil;
● Juros “acruados”: Faz referência ao valor proporcional da remuneração do título,
que se dá entre data que o título foi emitido e a data vigente. Desta forma, ao fazer
uma aplicação em um título de renda fixa que rende R$1,00/dia, após 10 dias os juros
acruados será no montante de R$10,00.
● Data de carência: O emissor é que define. É apenas a partir desta data que o ativo
poderá ser resgatado.
● Data de vencimento: Data qual o ativo é liquidado, tendo em vista o encerramento
do contrato de empréstimo. Se o investidor por qualquer motivo retirar os valores da
aplicação antes dessa data chegar, este será penalizado. Assim que chega à data de
vencimento, o valor aplicado e sua rentabilidade vão diretamente para a conta do
investidor.
● Remuneração: títulos de renda fixa poderão ser pós-fixados ou prefixados.

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Como funciona a remuneração dos títulos de renda fixa?

O investidor que faz aportes em ativos de renda fixa terá duas hipóteses de remuneração:
pré ou pós-fixado.

Nos títulos pré-fixados o investidor no momento em que realiza a compra, já possui clareza
do valor, em reais, que irá receber de remuneração.

Já no que diz respeito aos títulos pós-fixados, estes são vinculados a algum indexador, como
exemplo o IPG-M, CDI, taxa Selic, IPCA, entre outros. Em outras palavras, o investidor não
consegue ter certeza de qual será a sua real rentabilidade com título, mas poderá calculá-la
(exemplo: 100% do CDI).

Existem também títulos pré-fixados ou pós-fixados que possuem o pagamento intermediário


de juros. Algumas aplicações podem sinalizar, como exemplo, juros semestrais ou juros
anuais.

A quais pessoas o investimento em renda fixa é indicado?

Este tipo de investimento em renda fixa, geralmente são a escolha dos investidores com um
tipo de perfil mais conservador, que preservam pôr evitar o risco para ter mais rentabilidade.

Poderá ser indicada para investimentos de longo prazo – temos como exemplo a
aposentadoria, para médio prazo, como também para atender certas ocasiões onde há
necessidade de que o dinheiro retorne em mãos o mais breve possível (como no caso de
uma reserva de emergência).

Mesmo que o investidor possua um tipo de perfil mais arrojado e esteja disposto a correr
mais riscos com intuito de alcançar melhores possibilidades de rendimentos, é recomendado
que ao menos sua reserva de emergência seja colocada em um produto de renda fixa de
alta liquidez.

Portanto, apesar das características mais conservadoras, a renda fixa se faz presente – em
maiores ou menores proporções – no portfólio de grande massa de investidores, seja qual
for os seus perfis.

Exemplos de ativos de renda fixa

Os títulos do Tesouro, são ótimos exemplos de ativos de renda fixa muito conhecidos pelos
investidores, podendo ser eles Tesouro Prefixado, Tesouro Selic e Tesouro IPCA. 

Os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) são outro exemplo de investimento em renda


fixa, bem conhecido. Fazem referência a títulos nominativos emitidos pelos bancos a fim de
serem oferecidos ao público como uma forma de captar recursos.

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Á esta lista ainda adicionamos as Letras de Créditos LCI e LCA, o CRI e CRA, as Letras de
Câmbio, as Debêntures, entre outros.

Ativos de Renda Variável

A Renda Variável é uma forma de investir na qual não se tem a possibilidade de saber
previamente qual será o valor de sua rentabilidade. Ao contrário da renda fixa, os
investimentos que utilizam da renda variável são voláteis. 

O rendimento será determinado através da oscilação do preço de compra e venda dos ativos,
em que poderá ser maior, igual ou até mesmo menor que o capital investido.

Sendo assim, podemos concluir que são investimentos com riscos maiores, entretanto,
podem proporcionar um lucro consideravelmente maior em um curto espaço de tempo.

Ações

As ações são uma das principais formas de investimentos em renda variável, está entre as
mais conhecidas, assim como as mais acessíveis ao tipo de investidor não profissional.

Melhor explicando, as ações são pequenas frações de uma empresa, estas negociadas na
bolsa de valores, tem por objetivo gerar verba para a companhia investir. A pessoa que
compra ações de determinada empresa passa a ser sócio desta. Desta forma se a empresa
cresce e gera lucro, seus investidores são beneficiados com a valorização dos papéis e
possíveis dividendos.

Os preços das ações podem variar de acordo com sua oferta e demanda: Em casos que uma
grande quantidade de investidores pretende comprar determinada ação, seu preço tem
tendência de alta. Do mesmo modo que se muitos investidores quiserem vender, o preço
tende a ser de queda.

Existem diversos tipos de ações: small caps, blue chips… O que é realmente necessário antes
de investir, é conseguir entender o momento que cada empresa se encontra e qual será o
seu objetivo com este tipo de investimento.

Moedas

Moedas também entram no grupo de ativos que se encaixam na renda variável. Neste tipo
de modalidade, o investidor realiza a compra de alguma moeda estrangeira (Dólar, Euro e
etc.) e aguarda pela sua valorização no futuro.

A variação está ligada à balança comercial, assim como o fluxo de capitais do país de origem
da moeda e outras particularidades de cada país. As moedas tendem a ter uma oscilação
bem maior do que as ações que são negociadas na bolsa de valores.

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Contudo, os riscos existentes nesse mercado são proporcionalmente grandes, em razão da
alta volatilidade. Concluímos que é possível obter um lucro significativo, mas também pode
se ter um enorme prejuízo.

Fundos de Investimento

Além das opções apresentadas anteriormente, aquele que possui interesse em renda variável
tem como alternativa, investir nos fundos de investimento. Esse tipo de modalidade vem
oferecer a oportunidade ao investidor de poder aplicar seu dinheiro sem precisar se
preocupar com sua gestão da carteira. Os fundos se enquadram em um tipo de aplicação que
é formada por diversas pessoas que pretendem investir de maneira coletiva.

Ao invés de cada pessoa escolher sozinho os ativos que deve efetuar suas aplicações,
somente um gestor seleciona os mais variados tipos de investimentos a fim de aplicar o
dinheiro do fundo e como consequência poder gerar lucro para todos. O valor investido é
fracionado em cotas proporcionais ao dinheiro que cada investidor aplicou.

Existem os mais variados tipos de fundos de investimento, dentre estes podemos citar os
fundos de ações, fundos imobiliários, entre outros. O que vai diferenciar são seus ativos. Os
investimentos em fundos é uma alternativa interessante para quem procura diversificação.

Ademais, não é necessário ser um investidor com muita experiência para começar nessa
modalidade de aplicação, já que se tem um know-how do gestor.

Portanto, podemos concluir que o mercado financeiro sempre é dinâmico e que os ativos
sofrem com oscilações imprevisíveis todos os dias. Contudo, a renda variável tende a trazer
bons resultados em médio, longo prazo e até mesmo curto para investidores experientes.

Day trade

O Day trade existe quando uma operação de compra ou venda de dólar, índice ou ações é
efetivada no mesmo dia. Caso contrário, não é considerada uma operação de Day trade e
sim uma operação normal.
Operações normais se refere a compra de ativos na bolsa de valores, operações que podem
durar um tempo maior, quem faz esse processo são os investidores chamados de Buy and
Hold, que nada mais é que comprar e segurar um determinado ativo.

As operações de Day trade são efetivadas no horário em que a bolsa está aberta no caso de
operações dos contratos de Dólar inicia às 09h e encerra às 18h. Já nas operações de compra
e venda de ações o horário é das 10h até às 17h. Porém, atualmente temos uma
“prorrogação” que tem o horário das 17:30 às 18h, chamado de After Market.

No After Market as negociações ocorrem da mesma forma que no horário regular, porém
existem algumas regras específicas. No after Market só podem ser negociadas ações que
tiveram alguma negociação durante o dia e que pertençam a algum índice da BM&FBovespa.

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Além da situação citada acima, só podem ser realizadas operações no mercado à vista e não
é permitido operações em derivativos e opções.

Outra situação muito importante é que se caso tenha enviado uma ordem durante o horário
de operação regular essa ordem pode vir a ser executada no after Market.

Horários de liquidação das compras e vendas ações

Quando se efetiva compra de ações o débito financeiro ocorre em dois dias úteis e sua conta
após a efetivação da operação, entre 7h e 18h. Para a venda o prazo também é de 2 dias
úteis, após a efetivação, a única diferença é o horário que no caso é entre 10h e 18h.

Custos para investir em ações

Existem duas taxas que são cobradas para operações em bolsa, são elas:

● Taxa de corretagem: ela remunera a corretora por fazer uma intermediação


do serviço. Essa taxa incide sobre o volume financeiro negociado.
● Emolumentos: taxa cobrada pela negociação efetuada na bolsa.

Calculando o IR

Tributações para os investimentos em ações

A tributação ocorre quando existe ganho líquido mensal, ou seja, a diferença positiva entre
valor de venda menos valor de compra e os custos de operação. (Corretagem e
emolumentos, na compra e na venda), isto é, só existe incidência de IR quando o investidor
tem lucro na operação.

Isenção

A isenção pode ocorrer quando o lucro líquido de um investidor pessoa física tenha efetuado
vendas de ações com valores que não excedam R$20 mil dentro do mês. Porém se as vendas
ultrapassarem o limite de R$ 20 mil o lucro líquido é integralmente tributado pelo IR,
conforme alíquotas discriminadas abaixo:

- Operações normais a alíquota é de 15%;


- Operações day trade a alíquota é de 20%.

Retenção de Imposto de Renda na Fonte (IRRF)

Existe a cobrança de IR na fonte, à alíquota de 0,005% nas operações normais, calculado


sobre o valor de cada venda. No caso de operações Day trade, o IR cobrado na fonte é de

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1% sobre cada operação. O imposto retido na fonte deve ser descontado no cálculo do IR a
ser pago no mês.

Compensação de prejuízos

Para fins de apuração dos ganhos líquidos mensais, que será a base de cálculo do IR, o
prejuízo obtido com a venda de ações poderá ser compensado com os ganhos líquidos futuros
obtidos no mercado à vista ou nos mercados de opções, futuros e termo. Os prejuízos
apurados nas operações de day-trade só podem ser compensados com os ganhos líquidos
apurados em day trade.

Pagamento do Imposto de Renda

O pagamento do Imposto de Renda deve ocorrer até o último dia útil do mês subsequente
ao mês em que foi apurado ganhos no mercado de renda variável.
Esse pagamento precisa ser feito através de DARF (disponível no site da Receita Federal,
com o código 6015) IR referente aos ganhos líquidos em operações em bolsa.

Caso ocorra atrasos no pagamento, existe incidência de multa e juros monetários. Maiores
detalhes estão disponíveis no site da Receita Federal.

Declaração anual de Imposto de renda

Ganhos líquidos em day trade são apurados e tributados mês a mês separados dos demais
investimentos, ou seja, não fazem parte da base de cálculo do Imposto de Renda na
Declaração de ajuste anual. Esse imposto pago não poderá ser deduzido daquele apurado
em sua declaração de ajuste anual.

Mesmo não fazendo parte da base de cálculo, esses ganhos precisam ser informados dentro
da seção de RENDA VARIÁVEL, na declaração anual de ajustes. Essa declaração deve ser
feita na seção bens e direitos (ações) pelo custo de aquisição.

● Operações consideradas para cálculo de imposto de renda na renda


variável:

No mercado de renda variável entende-se que todas as operações realizadas na bolsa de


valores, bolsa de mercadorias e futuros assemelhados, e até mesmo operações com ouro,
ativo financeiro realizado fora de bolsas, com a intervenção de instituições do Sistema
Financeiro Nacional (bancos, corretoras e distribuidoras).

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Como escolher uma Corretora?

Nem sempre é fácil escolher uma corretora para realizar suas operações e investimentos,
principalmente pela quantidade de opções disponíveis atualmente no mercado.

Essa grande quantidade de opções é excelente, pois torna o mercado mais competitivo,
trazendo cada dia mais vantagens ao investidor.

Ao iniciar seus investimentos, geralmente a primeira dúvida é qual instituição escolher, uma
corretora de valores ou um banco?

A diferença entre elas é que numa corretora de valores você não vai possuir uma conta
corrente, cartão de crédito ou débito, realizar transferências, pagamentos ou recebimentos,
como geralmente é realizado em uma conta bancária, e, geralmente, a diversidade de
aplicações é mais limitada num banco, principalmente para pequenos investidores.

No banco, as aplicações mais comuns são poupança, títulos de capitalização e CDBs.

Já em uma corretora, é uma forma melhor de investir com mais rentabilidade e segurança,
pois essa instituição ganha comissões de acordo com seus rendimentos, ou seja, ela se
preocupa mais com sua rentabilidade.

Para uma escolha certa, é indicado que o investidor realize uma pequena pesquisa
comparando o que é oferecido pelas corretoras, e escolher dentre as que mais se encaixam
ao seu perfil.

É preciso entender que nem sempre o principal é o menor custo e menores taxas, pois muitas
vezes a opção mais barata não oferece ferramentas ou atendimento suficientes para cuidar
bem do seu dinheiro.

Custos e Taxas

Um dos principais pontos a se analisar ao abrir uma conta em uma corretora de investimentos
são os custos cobrados. Algumas corretoras chegam a cobrar R$50,00 por ordem executada,
enquanto outras podem ser isentas dependendo da movimentação realizada. Além da
corretagem (que geralmente é cobrada por ordem executada), existem outras taxas que
podem ser cobradas, como discriminado abaixo.

- Taxa de Corretagem: É o valor de remuneração para a corretora referente a negociação


de compra e venda de ativos na Bolsa de Valores.
O valor pode ser fixo ou uma porcentagem do valor da operação que você vai fazer e pode
variar dependendo da corretora (em torno de R$0,00 a R$20,00 por transação).

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Quanto às taxas é bom analisar também qual é o canal de negociação que pretende utilizar.
Algumas corretoras oferecem ótimas taxas para negociação em Home Broker, mas as taxas
enviadas pela Mesa de Operações (telefone) são bem altas.

- Taxa de Custódia: É o custo de armazenamento dos seus títulos ou ações junto à


corretora. Esse valor pode ser fixo ou proporcional à quantidade dos ativos em carteira.

- Taxa para o Tesouro Direto: A taxa de administração no Tesouro Direto é cobrada sobre
o valor total investido em títulos públicos no momento da aplicação. Há muitas corretoras
que são isentas dessa taxa, o que pode ser uma grande vantagem dada à baixa rentabilidade
do Tesouro Direto.

- Taxa de saque: Algumas corretoras podem cobrar para efetuar a transferência do valor
investido para sua conta bancária. Isso é um ponto a ser considerado, principalmente se o
valor investido for baixo.

Margem de Garantia

Algo muito importante e comum para quem opera futuros na Bolsa de Valores. A margem
de garantia é um valor que o investidor precisa ter em conta para se posicionar em algum
produto do mercado futuro ou alavancagem, ou seja, um valor (ou ativo) que fica depositado
em garantia para honrar possíveis prejuízos em operações.

Os principais ativos que podem ser utilizados como margem de garantia são:

- Dinheiro;
- Ações;
- Títulos públicos (tesouro direto);
- Títulos de crédito privado, alguns CDBs, e outros.

Normalmente, a margem de garantia solicitada pelas corretoras varia entre 1,5% e 25% do
valor da operação, podendo variar entre as corretoras e também de acordo com o tipo de
operação, contrato e prazo da posição.

Serviços

Algumas corretoras podem oferecer um serviço diferenciado ao investidor e diversificar suas


atividades de modo a levar os clientes a concentrar todas as suas aplicações em um só lugar.

Os itens mais importantes no âmbito dos serviços disponibilizados por uma corretora
podemos destacar:

- Atendimento: É indicado analisar a qualidade, tempo de resposta e quantidade dos


canais de atendimento;

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- Diversidade dos produtos: Algumas corretoras oferecem poucas opções de CDBs e
renda fixa, enquanto outras vão além com Tesouro Direto, renda fixa privada, ações, opções,
mini contratos futuros e fundos imobiliários, e aquelas que trabalham conjuntamente com
uma Asset costumam oferecer também fundos de investimentos nos quais os clientes de
home broker podem investir com facilidade.

- Relatórios de análise: Algumas corretoras divulgam relatórios de análises, carteiras


recomendadas, boletins, etc. A qualidade desses relatórios deve ser analisada,
principalmente para quem está começando.

A estabilidade do home broker (ou do sinal da plataforma que irá operar), é um ponto
muito importante para avaliar. Para saber se o sistema é confiável, vale a pena uma consulta
na internet sobre isso, bem como conversar com pessoas que já o utilizaram.

Segurança

Ao investir o seu dinheiro, você precisa se sentir seguro e saber que seus investimentos estão
sendo intermediados de forma correta. Na hora de escolher a sua corretora de valores é
necessário ficar sempre alerta quando o assunto é segurança, e deve sempre analisar alguns
pontos antes de realizar o investimento, como:

- Se a corretora está em situação regular junto aos órgãos reguladores;

- Se o produto a ser investido está registrado na CVM (em casos de fundos de investimentos,
por exemplo);

- Se o ativo ou investimento condiz com seu perfil de investidor.

O que acontece se a corretora falir?

Quando se trata de segurança aos seus investimentos, esse é o receio mais comum entre os
investidores.

É importante frisar que o dinheiro investido numa corretora não faz parte do patrimônio da
corretora, a corretora efetua apenas a intermediação das aplicações, passando para a
instituição do investimento.

O risco aqui, é quando o valor fica parado em sua conta na corretora. Caso tenha valores
parados em conta sem aplicação, sempre escolha deixar valores maiores em um banco.

RLP

RLP, ou Retail Liquidity Provider, é um mecanismo no mercado nacional para negociações na


B3, que promete maior liquidez e melhores condições de preço para o mercado. Ela possibilita
que a própria corretora, banco de investimento, banco múltiplo ou outro participante

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contratado pela corretora seja a contraparte das ordens de compra e venda de títulos e
valores mobiliários de seus clientes de varejo.

Na prática, no ponto de vista do operador não há grandes mudanças, mas a característica


básica é que todos os negócios realizados via RLP têm como contraparte própria a corretora,
de clientes da instituição financeira, e é exclusivo para ordens agressoras, ou seja, aquelas
em que são negociados os melhores preços de compra e venda.

Perfil de Investidor

Quem decide começar a investir é muito importante que antes de tudo, o investidor saiba
exatamente qual o seu perfil.

O perfil de investidor (ou suitability), é basicamente uma classificação ligada ao risco que o
investidor está disposto a assumir com suas aplicações/ações, em outras palavras: define
qual tipo de investidor você é.

A classificação de perfil é uma exigência da Comissão de Valores Mobiliários, e, na sua


Instrução de nº 539, fala sobre a necessidade de as instituições financeiras oferecerem aos
clientes os produtos de investimento adequados aos seus perfis e por isso, a grande maioria
das instituições financeiras que oferecem produtos de investimento, principalmente
corretoras de valores, fazem com seus clientes uma análise de perfil de investidor.

Na realidade, não existe investimento pior ou melhor, e sim, aquele que é mais (ou menos)
adequado para o que você deseja e o que é mais alinhado com seu perfil.

Como é a análise do perfil de investidor?

A análise do perfil do investidor, é um questionário simples, na prática, uma avaliação para


entender quais riscos o cliente está disposto a assumir ao fazer determinado investimento.

O perfil de investidor tem como base alguns requisitos: conhecimento, segurança, liquidez e
rentabilidade. Com base no resultado, ao responder perguntas básicas sobre a tolerância ao
risco e por quanto tempo se deseja investir, a instituição indicará quais são os produtos mais
adequados para o investidor.

É importante ter conhecimento que os investidores podem mudar de perfil ao longo do


tempo, principalmente quando começam a ganhar mais prática ao investir, conhecimento de
como funciona o mercado financeiro e conforto com risco.

Quais são os perfis de investidor?

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) define
que existem três grandes tipos de perfil do investidor:

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● conservador,
● Moderado;
● agressivo (ou arrojado).

Esses são os três principais perfis com que trabalham as instituições financeiras.

Conservador

Esse tipo de investidor prioriza a segurança em suas aplicações, prefere não correr riscos na
valorização do dinheiro que decidiu aplicar. A carteira de investimentos de um investidor
conservador, mantém a maior parte da sua carteira de investimentos em produtos de baixo
risco, mesmo que para isso tenha que abrir mão de certa rentabilidade.

Ele ainda pode investir uma pequena parte em aplicações que ofereçam níveis de riscos
diferenciados, para poder se beneficiar de ganhos a longo prazo.
Enfim, a característica principal do conservador é preservar o seu patrimônio.

Exemplos de investimentos para Perfil conservador:

● Tesouro Direto;
● CDB;
● LC;
● LCI/LCA;
● Fundos de renda fixa

Moderado

O investidor moderado é aquele que aplica uma parte dos seus recursos em investimentos
com menor liquidez, retornos financeiros com retorno de médio e longo prazo e, com um
grau de risco médio em suas variações, e, geralmente também aplica outro montante em
investimentos conservadores, garantindo liquidez para um resgate rápido em caso de
necessidades.

Esse investidor está entre os conservadores e os arrojados. Ele gosta de segurança, possui
tolerância a riscos de longo prazo e conhecimento do mercado.

Assim, o moderado procura equilibrar rentabilidade versus risco, que tem a segurança da
renda fixa, mas também aplica parte de seus recursos em renda variável, buscando retornos
acima da média do mercado.

Embora concentre o maior volume de seus investimentos em investimentos conservadores,


admite perdas até certo limite. Este perfil de investidor tem expectativa de retorno em médios
e longos prazos.

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Por isso, ele investe tanto em renda fixa, mais segura, quanto em outras opções, como
fundos multimercados (de médio risco) e até ações.

Arrojado ou agressivo

O Perfil Agressivo possui conhecimento de mercado, busca sempre boa rentabilidade e aceita
exposições medianas ao risco em busca de ganhos maiores que a inflação a médio e longo
prazo, mesmo com riscos de prejuízo. É aquele investidor que possui preparo técnico e
emocional para acompanhar as oscilações do mercado, aceita com tranquilidade os riscos de
variação em seus rendimentos ou até mesmo alterações em seu capital investido
inicialmente. Isso porque ele acredita que a longo prazo todas as movimentações trarão
resultados positivos.

O investidor arrojado também não precisará do dinheiro aplicado imediatamente e pode


aguardar o melhor momento para resgatá-lo de acordo com os ganhos, sendo muito
recomendado que sempre se tenha uma reserva de emergência para situações do cotidiano
que demandem dinheiro a curto prazo.

Em uma carteira de investimentos, a maior parte de suas aplicações está em produtos de


renda variável – ações, fundos de ações, opções, entre outros.

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Introdução ao Profitchart

Agora que falamos um pouco sobre a importância do planejamento e da disciplina, vamos


falar um pouco sobre a plataforma.

Durante este treinamento, você irá utilizar a plataforma chamada “Profitchart PRO.

Essa plataforma deve ser enviada em até dois dias úteis após a confirmação de sua compra.
Caso ainda não tenha recebido, você pode entrar em contato com nosso atendimento através
do email contato@atomeducacional.com.br ou através do telefone (15)30316100.

Lembre-se que além desta apostila, você também possui um módulo em seu curso exclusivo
para funcionalidades e configurações que você pode fazer no Profitchart para te ajudar em
suas operações.

Você pode configurar e usar na tela as ferramentas que você preferir.

Se você está começando agora, essa aqui é uma ideia de layout que acho legal você começar:

- Lista de ordens, que você pode acessar indo em roteamento -> lista de ordens
- Posição, que você pode acessar indo em “roteamento -> posição”
- SuperDOM, que vocÊ pode acessar clicando no menu “roteamento -> SuperDOM”
- Gráfico, que você pode abrir clicando em ‘ferramentas -> Novo gráfico”

Você pode arrastar as janelas, escolher a posição e também o tamanho de cada uma.

Após a configuração, Sua plataforma deve estar assim:

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Como escolher os ativos para operar?

Antes de começar suas simulações, você precisa entender os códigos dos ativos que vai
operar.

Cada ativo possui um código específico que nós chamamos de “ticker”. Para entender um
pouco mais sobre isso, acesse nossa aula sobre o nome de cada ativo e as datas de
vencimento de cada um.

E se não posso treinar em horário comercial?

Se você não consegue no momento treinar em horário comercial, que é quando o mercado
está aberto, não se preocupe.

É para isso que existe o replay de mercado. Com ele, você pode treinar de noite, de
madrugada, finais de semana e até mesmo em feriados. Para acessar o replay do mercado
em um dia específico, acesse o menu “ferramentas -> Replay”.

Agora, basta selecionar a data que deseja fazer o replay e qual o ativo.

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Clique em “requisitar” e depois aperte o play.

Para que ele apareça em suas ferramentas após o play, é necessário que clique com o botão
direito em cima do ativo que você escolheu e depois selecione a opção “definir ativo de replay
em todas as janelas”.

Lembre-se que o replay se inicia durante o leilão. Portanto, você não deve observar nenhuma
movimentação no gráfico durante os primeiros minutos após o play.

Ok… E agora? Onde comprar e onde vender?

Calma, fique tranquilo! Iremos te ensinar ao longo deste treinamento as principais estratégias
que utilizo nos meus trades e nos meus investimentos.

Contudo, lembre-se: É necessário seguir etapas.

Nesse momento, você não precisa se preocupar com a análise. Vamos começar a fazer isso
na próxima aula.

Não fique nervoso se seus resultados forem ruins, o importante é você testar essas
ferramentas e se acostumar com o envio das ordens da mesma maneira que um mecânico
precisa conhecer o básico das ferramentas antes de começar a arrumar um carro.

Para ele, sua preocupação do primeiro dia não é montar um motor e sim para que serve
cada ferramenta e qual a melhor maneira de utilizá-la.

É exatamente isso que devem fazer essa semana: Aprendam a comprar, vender, abrir essas
ferramentas que te apresentei, configurar sua plataforma do jeito que você gosta.

Mas atenção! Precisa treinar de maneira correta! Você não precisa se preocupar com seus
resultados, mas operar com tamanho de lotes dentro da sua realidade.

Não quero que você termine este capítulo da primeira aula com a intenção de treinar
corretamente e, no fim, deixar como se fosse uma daquelas promessas de final de ano, onde
prometemos que vamos fazer milhões de coisas e não tiramos nada do papel.

Tem que ter comprometimento, tem que ter disciplina, tem que ter garra.

Do meu lado, você pode ter certeza que não vai faltar empenho e dedicação.

Mas não dá para achar que vai aprender todo o conteúdo apenas assistindo às aulas e lendo
esta apostila. Você também possui uma gama de material de apoio em seu Nutror para te
ajudar nessa caminhada e é de extrema importância que você assista cada um deles.

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Também não dá para achar que vai ficar rico do dia pra noite sem se esforçar e se
comprometer a treinar da maneira correta.

Esse curso é muito mais do que sobre a teoria que você deve saber para ser um day trader;
ele é sobre te auxiliar em qual caminho você precisa percorrer para chegar lá.

E para te ajudar, separamos algumas tarefas para você fazer e garantir que entendeu como
a plataforma funciona.

Se você já estudou um pouco sobre o mercado, talvez elas pareçam fáceis por enquanto.
Contudo, faça mesmo assim! Neste período de treinamento, você não pode perder nenhuma
oportunidade de aprender algo.

Antes de fazê-los, lembre-se de assistir as aulas de nivelamento e configuração do profitchart


para não quebrar sua cabeça à toa.

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Aula 1 - O que é necessário para ter sucesso?

Nesta aula introdutória, vou começar falando sobre aquilo que consideramos a chave para o
sucesso de qualquer pessoa que deseje prosperar no mercado. Você pode estudar o quanto
quiser, mas se não seguir fielmente o que vou mos te apresentar nesta aula, você não tem
chance de prosperar no mercado.

Quando pensamos em trading, não podemos deixar de pensar em alta performance e,


quando pensamos em alta performance, não podemos deixar de lembrar de atletas de alto
nível.

A diferença entre um atleta qualquer e um atleta de elite não está no “dom” e nem na "sorte''.
A diferença está na disciplina de se manter dentro do planejamento, seja no período e
intensidade dos treinos, seja na alimentação, seja no cuidado psicológico.

A mesma coisa ocorre no mercado: Você pode até ser beneficiado pela sorte em um primeiro
momento, mas no longo prazo não existem sortudos nessa área. Você não está treinando
para uma corrida de 500m, está treinando para uma maratona que precisa de disciplina e do
seguimento de um processo.

Ninguém começa correndo 10km. Você começa correndo 1km, 2km e aumentando
gradualmente conforme orientação do seu personal.

O mesmo vai acontecer aqui: Esse processo tem um passo a passo e pular etapas não é não
vai te fazer alcançar seu objetivo. Pelo contrário, vai apenas te tirar do caminho em busca
dos seus sonhos.

Nessa aula, vou te mostrar os passos iniciais que você deve dar para começarmos esse
treinamento. Esse não é nem os primeiros 1km da jornada. Na verdade, acredito que esse
seja até mais importante, pois vai te ensinar a como se preparar para começar a correr seus
primeiros quilômetros.

Algumas pessoas já assistiram todas as aulas e começaram a operar sem se preocupar com
o processo, sem seguir uma estratégia. Hoje, vou te ensinar a como se comportar
corretamente para começar a sua jornada.

Você pode encontrar sua planilha de planejamento acessando o Nutror. Nessa planilha, sua
primeira tarefa é colocar a quantidade que deseja colocar na corretora para começar as suas
operações.

Veja um exemplo a seguir:

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Assim, ela irá te retornar a quantidade correta de contratos que você pode utilizar de acordo
com o planejamento que criei.

Além disso, ela também vai te mostrar o máximo de perda que você pode aceitar ter em um
dia a fim de gerenciar seu risco e não entregar todo o seu capital de uma vez só.

No exemplo da imagem anterior, vemos que para um capital de R$1.500,00, você deve
operar até 10 mini contratos de dólar e sua perda diária não pode ultrapassar R$200,00.

Além disso, na próxima aula vou te ensinar a fazer o seu planejamento de trades para o dia.

Por que devemos fazer isso? Improvisar não é uma técnica adequada nem para traders
extremamente experientes, imagine então para quem está começando?!

Por que utilizar a planilha?

Basicamente, por dois principais motivos:

1- Treinar utilizando a quantidade correta de contratos que você vai usar nas operações
reais. Assim, você não corre o risco de treinar de uma maneira incorreta.

Para entender a importância disso, imagine um levantador de peso que deve levantar 100kg
em um campeonato, mas que treina levantando apenas 20kg.

Não é preciso ser especialista para saber que ele não está realmente preparado, correto? O
mesmo ocorre no mercado. Se você treinar com muitos contratos a mais do que irá utilizar
na conta real ou então com muitos contratos a menos, a chance de você se desesperar e se
perder é gigante.

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2- Treinar de acordo com o planejamento.

Você precisa começar seu dia sabendo o que vai fazer e onde vai fazer, para que não abra
margem para interpretações feitas no calor do momento e que não são nem um pouco
confiáveis.

A importância do treino consciente

Você precisa treinar, mas não um dia ou outro. É preciso fazer isso todos os dias assim como
um atleta que deseja ser bem sucedido o faz.
No mercado, não existem traders medianos: Existe quem ganha e quem perde dinheiro e se
você não treinar o máximo que conseguir, dificilmente fará parte do primeiro grupo.

Além disso, você também precisa colocar na planilha seus resultados todos os dias.

Por que precisa fazer isso? Porque só assim será possível identificar se está evoluindo e o
quanto está evoluindo. Treinar sem medir os resultados é inútil.

Você não pode se enganar: Se treinar errado, nunca saberá se está realmente pronto ou não
para começar a operar sua conta real.
Na verdade, você provavelmente vai achar que está tudo certo e já pode começar. Caso isso
aconteça, provavelmente fará parte da estatística daqueles que apenas perdem dinheiro no
mercado.

Por isso, siga fielmente estes passos: Treine apenas com o número de contratos indicados
na planilha de acordo com o seu capital e respeite sua perda diária.

Não pule etapas: Um passo de cada vez.

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Aula 2 - Planilha de planejamento

Hoje, iremos começar a falar um pouco mais sobre a parte mais importante para qualquer
um que deseja ter sucesso como trader.

Mais do que estratégia, o planejamento é a alma de qualquer trader bem-sucedido e sem


isso as chances de dar certo no mercado são as mesmas de dar certo na vida sem fazer
nada.

Como visto anteriormente, eu criei esta planilha de planejamento para te ajudar:

1- Enxergar a evolução de seus resultados no processo de aprendizagem;

2- Planejar seu dia de trades para que se mantenha fiel à sua análise e possua um bom
gerenciamento de risco.

Esses são os dois principais fatores que separam um trader vencedor de um trader perdedor.

Mais do que isso: No processo de aprendizagem, esse fator é o que vai definir quem
realmente aprendeu e tem chance na mesa real, de quem vai quebrar a conta logo nas
primeiras semanas.

O trading é feito de ganhos e perdas e, por isso, um gerenciamento de risco irá te ajudar a
evitar que todo o seu ganho (ou até mesmo o seu capital disponível) acabe antes mesmo de
ter novas oportunidades no mercado.

No início, o segredo é durar tempo o suficiente para evoluir e começar a colher os frutos do
processo de aprendizagem.

Se você precisa ter esse cuidado quando estiver operando em uma conta real, por que então
haveria de treinar de uma maneira diferente?

Uma boa parte dos traders iniciantes se iludem e colocam em suas simulações quantidades
de contratos que não estão compatíveis com sua realidade.
Isso causa uma falsa sensação de que suas operações estão indo bem e, quando começa na
conta real, está totalmente despreparado para tomar decisões com a margem que possui
disponível.

Quando o que está em jogo é dinheiro de verdade, não dá para desconsiderar operações,
fingir que nada aconteceu e nem comprar uma quantidade absurda de contratos apenas para
zerar o dia.

Por isso, na planilha de planejamento você pode inserir com quanto de capital deseja
começar e ela te dirá qual é a quantidade ideal de contratos que você pode operar, bem
como o limite de perda que pode aceitar ter em um único dia.

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Atenção: A perda indicada na planilha é DIÁRIA e NÃO por trade. Ou seja, a soma de todos
os seus trades do dia não pode ser maior que o valor apresentado na planilha ao inserir o
seu saldo inicial.

Definir esses dois primeiros parâmetros é essencial para que você comece a treinar da
maneira correta e passe a entender exatamente o que te espera na mesa real.

Quando um cão policial está sendo treinado para perseguição, é extremamente importante
que a prática seja feita em um ambiente com barulhos de tiro, gritos e simulação de
agressões contra eles para que não “travem” diante destes cenários e saibam exatamente o
que fazer.

Da mesma maneira, se você não treinar com os limites corretos, não vai estar preparado
para reagir apropriadamente e com o dinheiro de verdade em jogo.

A primeira aba desta planilha é chamada de "RESULTADOS”, como pode observar na imagem
a seguir:

Em frente de “volume financeiro disponível”, você deve colocar a o capital com o qual irá
iniciar suas operações na mesa real.

Assim, a planilha irá te mostrar a quantidade mínima que você deve fazer cada operação
(lote por trade), a quantidade máxima (Exp. Máxima) e o máximo de capital que pode aceitar
perder em um único dia (loss máximo do dia).

Segue uma imagem da planilha com o preenchimento correto. Preste atenção para não
alterar as fórmulas e acabar ficando um um planejamento errado.

Pintamos em amarelo as células que você NÃO deve mexer.

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É de extrema importância que você comece da maneira correta para que você não se engane
e possa ter uma aprendizagem concreta.
Além disso, você também deve preencher os seus resultados diários na planilha.

Ao lado de cada resultado, você deve marcar SIM ou NÃO para quatro observações:

1- Operou apenas os preços planejados no início do dia?


2- Utilizou a estratégia de maneira correta?
3- Operou a quantidade correta de contratos?
4- Respeitou o limite de perda diária?

Caso todas as observações sejam respondidas com um Sim,você pode considerar este dia
como um dia bem sucedido, mesmo que o resultado tenha sido negativo.

Isso mesmo, o mais importante não é o resultado em si, porque dias ruins irão vir. Contudo,
se manter no planejamento e no plano de trades é o que vai te ajudar a sobreviver no
mercado para se aproveitar dos dias bons.

E como fazer esse planejamento?

Vamos agora para a aba “Análise do dia”, onde você irá escrever quais são os pontos que
você irá operar, qual a exposição que vai ter em cada um deles e em quais irá fazer preço
médio ou não.

Na aula anterior, eu te ensinei a identificar em quais momentos um preço pode estar muito
caro ou muito barato.

São justamente estes pontos que você deve colocar nesta aba.

E por que escrever e não apenas traçar as linhas na plataforma operacional?

A maioria dos especialistas dizem que escrever nossas resoluções de ano novo aumentam a
probabilidade de levarmos mais a sério essas promessas e realmente agirmos a fim de se
manter no planejamento.

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Exatamente por isso é importante escrever esses pontos e deixá-los em um local visível: A
chance de fugir do planejamento acaba sendo menor.

Contudo, é extremamente importante que você entenda que deve fazer isso todos os dias,
de maneira religiosa.

Feito isso, a única coisa que você precisa fazer quando o mercado abrir é:

1- Inserir as ordens nos lugares definidos;


2- Aguardar.

Você pode imaginar que é durante o passo 2 que a boa parte dos traders falham.

A grande maioria acaba saindo do planejamento por não terem a paciência de aguardar o
mercado chegar aos lugares corretos ou então simplesmente querem “adivinhar” o que irá
acontecer.

Ao longo do curso, você irá me ouvir falar várias vezes que o mercado é preço.

O que isso quer dizer? Basicamente, que só existem três situações do ponto de vista dos
investidores:

1- O preço está barato;


2- O preço está justo;
3- O preço está caro.

Na próxima aula, eu irei te ensinar a encontrar quais são os lugares considerados caros e
baratos para que se aproveite da movimentação dos investidores nessas regiões.

Operar em qualquer lugar que não esses pontos é abrir uma margem gigante para achismos
e técnicas que, estatisticamente, não funcionam.

Sua tarefa para hoje é justamente fazer os seus estudos, preencher a sua planilha e seguir
o seu plano de trade amanhã como se sua vida dependesse disso.

Lembre-se: A disciplina é o que separa os 90% de traders perdedores dos 10% ganhadores.

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Aula 3 - Suportes e resistências

Nesta aula, iremos discutir um pouco sobre a regra que é o coração de tudo que irão ver
neste curso, identificando o range de um ativo e como você pode utilizar esta informação.

Imagine que você tem interesse em comprar uma bicicleta e, para isso, começa fazendo uma
pesquisa de preço em diferentes lojas por um certo período de tempo, acompanhando de
perto qualquer mudança no valor do modelo desejado.

Ao fazer isso, você irá entender uma coisa extremamente importante sobre o produto: A
faixa de preço (ou seja, o range) em que ele é negociado.

Se em sua busca, você acabou descobrindo que a bicicleta é negociada entre R$100,00 e
R$200,00 ao longo do tempo, a conclusão mais óbvia é que qualquer preço perto dos
R$100,00 é entendido como barato e qualquer preço dos R$200,00 é entendido como caro.

Nós iremos chamar este intervalo de faixa de negociação, ou range do preço.

Você deve se lembrar do item 32 do módulo de nivelamento onde te explicamos sobre a lei
da oferta e da demanda, certo?

Pois bem, além de você, diversas outras pessoas também estão acompanhando o preço da
bicicleta e têm o mesmo entendimento de o que é caro e o que é barato.

Isso quer dizer que quando o preço for entendido como barato, haverá uma onda de compras
que fará o preço subir novamente para perto dos R$200,00 devido à grande demanda.

Assim que o preço voltar para esse novo patamar, as compras irão diminuir porque as
pessoas irão começar a entender que este produto está caro. Isso fará o preço cair aos
poucos, até que volte para perto dos R$100,00.

Se olharmos um gráfico do comportamento do preço desta bicicleta ao longo do tempo,


podemos teremos parecido com isso:

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Perceba como o preço varia no intervalo, freando sempre que está num patamar considerado
caro e voltando a subir sempre que chega àquele preço entendido como barato.

Pelo gráfico, podemos ver claramente que o range de negociação deste produto é entre R$
200,00 (faixa de preço superior) e R$ 100,00 (faixa de preço inferior)

O funcionamento do mercado financeiro não é diferente do cenário descrito acima.

Com base nas informações que os investidores possuem, eles criam a ideia de o que é barato
e o que é caro para um determinado ativo. Ou seja, caso não haja nenhuma mudança de
cenário, eles sabem qual é o menor valor que podem comprá-lo e qual o maior preço que
conseguem vender.

Agora, podemos chegar a duas importantes conclusões:

1- Da mesma maneira que você sabia qual era o preço que valia a pena comprar a bicicleta,
eles também sabem qual é o valor ideal para comprar um ativo;

2- Assim como as lojas sabem qual o melhor preço que conseguem vender essa mesma
bicicleta, elas também sabem qual o melhor valor que podem conseguir por este ativo.

Agora, sabemos que existe uma região de preço onde os que possuem uma ação vão querer
vendê-la por saber que não devem conseguir valor melhor que esse, fazendo o preço voltar
a cair.

A essa região, nós damos o nome de resistência. No exemplo da bicicleta, a resistência do


preço era de R$200,00.

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Contudo, quando o preço começa a cair e chega em um patamar onde os investidores
entendam que ele está barato, uma onda de compra começa a ocorrer até que comece a
subir novamente.

Agora, temos uma faixa de preço onde os interessados vão querer comprar mais ações,
fazendo o preço subir novamente.

Chamamos essa região de suporte. No exemplo da bicicleta, o suporte do preço era a região
dos R$100,00.

Note que eu usei a palavra “região” para falar sobre suportes e resistências. A escolha dessa
palavra é propícia pois esses pontos não precisam ser necessariamente locais exatos no
gráfico, mas sim uma região onde a ação compradora/vendedora começa.

E como encontrar os suportes e resistências?

Observe o seguinte gráfico:

Neste exemplo, colocamos um gráfico de linha para facilitar a análise do range. Perceba
como todas as vezes que o preço tocou na região de baixo (62,12) ele voltou a subir.

Ao mesmo tempo, todas as vezes que tocou na região de cima (R$67,23) começou a cair.

Você pode enxergar claramente que o range do ativo era entre R$62,12 (suporte) e R$67,23,
(resistência).

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Uma boa maneira de identificar áreas de suportes e resistências é ligar o maior número de
topos e fundos possível, onde:

1- Resistências são onde o preço bateu e voltou a cair;


2- Regiões de suporte são onde o preço bateu e voltou a subir.

Esses Suportes e Resistências são conhecidos como “Zonas de Proteção", pois os


compradores e vendedores tendem a “proteger” este ponto para que o preço não mude de
patamar.

Uma maneira de identificar essas regiões é procurar pelo padrão de “triângulos”, como pode
ver na figura a seguir:

Note que todas as vezes que o preço encontra um suporte, um triângulo de cabeça para
baixo (azul) se forma no gráfico e todas as vezes que encontra uma resistência, se forma um
triângulo de cabeça para cima (vermelho).

Você pode observar que existem outros suportes e resistências que podem ser utilizados. Na
próxima aula, vou te ensinar a como identificar se as zonas de proteção possuem mais ou
menos força.

Outro detalhe importante: Você não precisa se preocupar em encontrar um ponto exato de
suporte ou resistência. Nas próximas aulas, você irá aprender a utilizar outros tipos de análise
para te ajudar a encontrar o melhor ponto na hora de operar. Por enquanto, seu foco deve
ser aprender a identificar um range e encontrar as zonas de proteção em um gráfico.

Mais para frente também iremos falar sobre como podemos nos aproveitar para ganhar
dinheiro com esse comportamento dos compradores e vendedores. Contudo, para conseguir
isso, você deve primeiro aprender a encontrar com facilidade os suportes e resistências de
um ativo.

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Aula 4 - Estratégias de zona de proteção

Zonas de proteção forte e fracas

Dentro do conceito de zonas de proteção temos que aprender a diferenciar os


suportes/resistências mais relevantes daqueles que não são tão fortes. É importante que
você saiba diferenciar um do outro pois isso irá afetar como iremos realizar os trades nessas
regiões.

No exemplo da bicicleta da última aula, vimos que ela era considerada cara quando custava
R$200,00 e barata quando estava sendo vendida a R$100,00 conforme pode ver no gráfico:

Contudo, se olharmos novamente o gráfico do preço, veremos que em alguns momentos os


valores encontraram resistências na região dos R$170,00 e suporte na região dos R$130,00.

Apesar de essas regiões também terem funcionado como suportes/resistências, apenas nos
extremos (R$100,00 e R$200,00) é que há um entendimento mais claro de que o preço está
muito alto ou muito baixo.

Isso porque em condições normais, todos sabem que não tem motivo para comprar por
R$200,00 algo que pode cair até R$100,00 e vice e versa. Sendo assim, essas regiões
extremas podem então ser consideradas muito mais importantes do que o R$170,00 e o
R$130,00.
Você sempre deve preferir vender um ativo quando o entendimento geral é de que ele é caro
e comprar quando ele é considerado barato.

Neste exemplo, chamaremos o patamar dos R$200,00 de High (ponto mais alto) do range e
a região dos R$100,00 de low (ponto mais baixo) do range.

O mesmo ocorre com o mercado.

Você poderá encontrar diversos suportes e resistências para um determinado ativo, mas
sempre haverá regiões onde haverá falta de demanda e excesso de oferta (porque o preço

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está sendo considerado caro) e outras onde haverá excesso de demanda e falta de oferta
(porque o preço está numa região barata).

Você pode identificar essa região olhando o gráfico diário do ativo em questão.

Para isso, basta se fazer as seguintes perguntas:

1- Nos últimos dias, qual é o range que o ativo vem sendo negociado?
2- Qual é o valor máximo e o mínimo desse range?

Encontrando essas duas respostas, você já conseguiu identificar os dois principais pontos
que deve operar no dia: Vender na máxima e comprar na mínima do range.

Determinando qual é qual.

Para determinar o range de um ativo, você primeiro deve utilizar o gráfico diário. Nele, será
possível ver qual é o intervalo que um preço está sendo negociado e, consequentemente,
qual a parte superior e inferior de um range.

Os suportes mais fortes serão aqueles que estão mais próximos do limite inferior do range,
enquanto que os que estão mais próximos ao topo do range tendem a agir como resistência
mais fortes.

Veja um exemplo no gráfico a seguir:

Aqui, você pode observar claramente que este ativo está sendo negociado entre R$9,52 e
R$6,43. Essas são as faixas superior e inferior do range. Portanto, o R$9,52 deve ser a
resistência mais forte e o R$6,43 o suporte mais relevante.

Em vermelho, estão alguns suportes/resistências intermediários que não possuem tanta


relevância quanto os extremos do Range.

Quanto mais perto dos extremos do range, mais forte tende a ser um suporte/resistência.

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Isso quer dizer que não deve operar nos demais suportes e resistências? Não. Contudo,
sempre irá arriscar um pouco mais e utilizar mais contratos nos topos e fundos de cada
range.

Como operar em cada ponto

Se um ativo está próximo ao nível de preço mais alto, a probabilidade maior é que o preço
comece a cair após atingir essa região. Portanto, a preferência será por operações vendidas.

O oposto ocorre quando o preço está próximo ao nível mais baixo do range. Nesse caso,
você deve priorizar as operações de compra.

Isso significa que você não deve operar nas zonas de proteção intermediárias? Não! Contudo,
são pontos de cuidado maiores pois, nesse patamar, a chance de os negociadores entrarem
em massa e fazer o preço estourar contra você é maior.

Escolhendo a quantidade de contratos em cada região

O tamanho da sua mão, ou seja, a quantidade de contratos que você irá operar em cada
ponto, também irá variar conforme a relevância do suporte ou resistência.

Para entender o porquê disso, vamos pensar no exemplo da bicicleta novamente. Se você
precisa comprá-la para revender e sabe que o menor preço que ela alcança é R$100,00 e o
maior é R$200,00.

Sendo assim, a qual valor você se sentiria confiante o suficiente para comprar uma
quantidade maior e garantir uma boa margem de lucro: R$130,00 ou a R$100,00?

Apesar disso, você não quer desperdiçar a chance de conseguir um preço relativamente
barato de R$130,00, afinal, quem garante que ela voltará a ser vendida por R$100,00?

Nesses pontos intermediários, você tem uma oportunidade de conseguir lucros menores que
vão te sustentar enquanto não consegue o preço ideal.

Portanto, nos pontos que definiu como locais de cuidado maior, você irá utilizar o lote mínimo
que será definido na planilha de planejamento.

Nos pontos de high e low dos ranges, que são bons candidatos para máxima e mínima do
dia, você pode arriscar mais e colocar a sua mão máxima de acordo com o risco definido
durante seu planejamento.

Agora que você já aprendeu a identificar os melhores e piores candidatos a boas zonas de
proteção, vamos praticar para fixar esse conhecimento!

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Aula 5 - Tipos de zona de proteção

Anteriormente, você viu como a relação entre oferta e demanda afeta os preços de um ativo.

Contudo, no mercado financeiro, existe uma prática chamada “Venda descoberta”, que já
tratamos na aula x de nosso nivelamento.

Essa possibilidade intensifica um pouco mais essa relação pois os investidores podem
pressionar o mercado e vender mais contratos, aumentando a oferta propositalmente, para
que o ativo se desvalorize e eles consigam lucrar.

Portanto, no mercado financeiro, podemos dizer que há uma briga constante entre
compradores e vendedores, onde:

● Os compradores querem comprar mais contratos em pontos chave para que o


mercado comece a subir;
● Os vendedores querem vender em pontos chave para que o preço passe a cair.

Os compradores querem comprar no preço mais barato possível e os vendedores querem


vender no preço mais caro possível.

Isso torna ainda mais claro o porquê da ação dos investidores nos highs e lows dos ranges
de cada ativo.

Nos Lows, os vendedores perderam a “vontade” de vender, enquanto que os compradores


estão comprando por dois motivos:

1- Preço favorável;

2- Defender aquela região do preço, comprando o máximo possível para impedir que o ativo
fique muito barato e eles “percam” dinheiro.

Em resumo, as zonas de proteção podem ser definidas como uma região onde os investidores
estão agindo para que o preço não ultrapasse aquele patamar. Por isso, o preço muda de
sentido ao atingir essa região.

É este conceito que você deve ter em mente quando faz o seu planejamento e também na
hora de fazer as suas operações.

A base das zonas de proteção é o preço de mercado e o que os investidores pensam dele.
Identificando isso, você deve se aproveitar e operar junto com esses investidores e não
contra eles.

O efeito psicológico dos preços

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Como toda relação comercial, os preços possuem efeitos psicológicos sobre os negociantes
e é exatamente isso que veremos a seguir.

Na era da internet, a maioria dos preços que vemos hoje nas lojas virtuais são números
terminados em “99”, como R$199,00 por exemplo.

Você já se perguntou o porquê desse “99”?

Basicamente, nosso cérebro inconscientemente arredonda os números para baixo e entende


como mais baratos, mesmo que nós saibamos claramente que a diferença de 1 real não é
nada.

Ou seja, nosso psicológico acaba entendendo que os R$200,00 já é uma mudança de


patamar importante, causando a sensação de que o preço não vale tanto a pena quanto os
R$199,00.

A mesma coisa ocorre também no mercado financeiro. Imagine os seguintes níveis de preço
que um ativo está sendo negociado:

0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Psicologicamente, os preços que terminam em 0, 1, 2 e 3 causam a sensação de que o preço


está barato, enquanto que os que terminam em 7, 8, 9 e 10 são entendidos como caros.

O que isso quer dizer? Que existe uma tendência natural de ataque por parte dos
compradores na faixa entre 0 e 3, enquanto os vendedores irão sempre vender nas regiões
entre 7 e 10.
Portanto, quando o preço caminha do 4 ao 0, os compradores têm a tendência de começar
a comprar devido à sensação de que o ativo está ficando barato demais.

Da mesma maneira, se o preço está indo do 6 ao 10, os vendedores passam a vender devido
à sensação de que o preço está caro.

Imagine um jogo de futebol onde os jogadores estão brigando pela bola na região do meio
de campo. Mesmo que você não entenda nada sobre futebol, é fácil de perceber que a
qualquer momento um time poderá atacar e levá-la para o lado do adversário.

Considere as regiões entre 4 a 6 como o meio de campo do exemplo acima: A qualquer


momento um player pode agredir e levar para o campo adversário.

Ou seja, por mais que coincidam com seus suportes/resistências no gráfico, você deve
preferir colocar suas ordens entre 7 e 10 caso esse ponto seja uma resistência e entre 0 e 3
caso seja um suporte.

Veja o seguinte exemplo:

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Perceba que a resistência está no R$67,22. Contudo, essa é uma região favorecida pelos
compradores.

Sendo assim, em qual patamar os vendedores devem começar a agir? Se você pensou entre
67,17 e 67,19, acertou.

Os vendedores não querem que o preço mude de patamar e começam suas vendas antes de
chegar na região entre 0 e 3.

Agora que você já entendeu o comportamento psicológico dos grandes players, vamos
entender como podemos confirmar pela SuperDOM os sinais que o mercado nos dá de que
um ponto será respeitado ou não.

Existem 3 diferentes tipos de Zona de Proteção e em cada um deles existem sinais específicos
que nos permitem ver o comportamento dos players para identificar se a proteção realmente
está acontecendo e se ela é mais forte que a força contrária ou não.

Aos diferentes tipos de Zona de proteção, chamamos:

● Zona de proteção por lote;


● Zona de proteção oculta;
● Zona de proteção por região.

Vamos discutir cada um deles a seguir.

Zona de proteção por lote

Na SuperDOM, nós conseguimos observar qual é a quantidade de contratos que está na fila
de execução do mercado, ou seja, a quantidade de contratos que está para ser comprada
ou vendida em determinado preço.

Na imagem a seguir, podemos ver que ao lado de cada preço existe um número, que é que
representa a quantidade de contratos aguardando para ser comprado/vendido naquela
região.

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Do lado azul, estão a quantidade de contratos na compra posicionados em cada preço e, do
lado vermelho, a quantidade de contratos na venda.

Em geral, a distribuição de contratos na fila de execução em cada preço é parecida. Porém,


em alguns momentos uma região pode apresentar uma discrepância em relação aos demais
preços, com um aumento significativo do número de contratos posicionados.

Veja o exemplo a seguir:

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Podemos ver claramente nos locais circulados um acúmulo maior de lotes, o que indica que
podem haver grandes vendedores nesta região dispostos a protegê-la e quando isso ocorre,
chamamos essa região de Zona de proteção por lotes.

Para enxergar com mais facilidade esse tipo de zona de proteção, você pode colorir sua
superDOM conforme o número de lotes posicionados em cada preço. Assim, a quantidade
de contratos ficará destacada à vista e será mais fácil enxergar o que está ocorrendo no
book.

Veja um exemplo de como a imagem anterior ficaria se colorirmos em amarelo todas as


regiões com mais de 70 contratos posicionados.

Você pode encontrar um tutorial de como configurar essa coloração na aula “Introdução ao
ProfitChart" do nosso módulo de nivelamento.

Como operar uma zona de proteção por lote?

Existem 5 regras que você deve seguir:

1- A quantidade expressiva de contratos deve estar entre 3 e 6 ticks do preço atual;

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2- Sua ordem deve estar próxima do maior lote na região;
3- Não operar entre os preços 4 a 6;
4- Nunca operar viradas de patamares (Preços terminados em 0,00. Ex: 100,00, 110,00,
120,00, etc);
5- Estar em uma zona de proteção que você encontrou no gráfico durante seu planejamento
para o dia e marcou em sua planilha.

Veja o seguinte exemplo:

Aqui, você pode ver uma zona de proteção que respeita todos os 5 itens citados acima.

Contudo, apenas isso não basta. É necessário também ficar atento ao comportamento dos
lotes após posicionar a sua ordem.

Conforme o preço avança para próximo de sua zona de proteção, veja o que acontece:

Agora é possível fazer duas observações:

● O número de lotes de proteção não diminuiu;


● O número de lotes pendurados na venda no book permanece pequenos em
relação aos posicionados na compra

Esse é o principal sinal de que você deve investir e realizar uma operação nesta região.

Caso não seja possível observar nenhuma dessas situações, você deve pensar seriamente
em cancelar sua ordem - ou zerar a posição, caso a ordem já tenha sido executada - e
aguardar o próximo suporte/resistência para operar, mesmo que as 5 regras para operar
uma zona de proteção estejam se aplicando.

Contudo, há alguns momentos em que os investidores preferem esconder o que estão


fazendo e inserir ordens ocultas no mercado.

Uma ordem oculta irá aparecer na superDOM apenas quando todos os demais contratos da
fila de execução naquele preço somem.

Isso torna um pouco mais difícil identificar se aquela região pode ou não funcionar como
uma zona de proteção e é exatamente o que veremos a seguir.

Zona de proteção oculta

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Imagine que um comerciante deseja aumentar suas vendas e, para isso, decide criar em
seus clientes a sensação de que um produto está se acabando. Para fazer isso, ele coloca
poucas unidades desse produto na prateleira, juntamente com um aviso: “Aproveite agora!
poucas unidades restantes”.
Conforme os clientes compram, ele pede que seus funcionários acrescentem mais algumas
unidades, mas sempre deixando a sensação de que o produto está se acabando.

Qual o motivo desta prática?

O comerciante deseja vender essa mercadoria apelando para a sensação de escassez, sem
precisar fazer nenhuma promoção que diminuiria sua margem de lucro.

Isso também ocorre no mercado financeiro.

É uma prática comum dos grandes players de ocultar a quantidade de contratos que deseja
comprar/vender em um determinado preço para não causar mudanças significativas no
comportamento dos demais negociantes e conseguir um negócio a um preço mais favorável.

Nesse caso, não será possível ver na superDOM uma grande quantidade de ordens
penduradas em uma determinada região.

Os contratos não aparecem imediatamente, mas um olhar atento poderá observar que
quando o preço chega nesta região, novos contratos serão adicionados ao book sempre que
acabam as ordens que estão posicionadas neste preço.

Este movimento é chamado de “renovação de lotes”.

O investidor tenta ocultar que ele possui muitos lotes para negociar naquela região, o que
faz com que os que estão apostando no sentido contrário tenham a sensação de poucos lotes
de proteção e se animem para consumir os “produtos” naquele preço.

As regras para operar esse tipo de zona de proteção são as mesmas da zona de proteção
por lotes.

Portanto, você pode usar essa renovação de lotes para escolher entrar (ou zerar a operação,
na ausência desse sinal) em um ponto que definiu como suporte/resistência durante o seu
planejamento.

Zonas de proteção por movimento

No início da pandemia de covid-19 em 2020, a OMS (Organização Mundial da Saúde),


divulgou que a utilização de álcool em gel era eficiente no combate contra o vírus.

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Isso gerou um movimento em massa de pessoas em busca do produto e esvaziando as
prateleiras do mercado. Num curtíssimo espaço de tempo, o preço dele mais do que dobrou
em algumas regiões.

Logo após esse boom, ocorreram os seguintes eventos:

1- A demanda pelo produto despencou;


2- As empresas aumentaram a produção para aumentar a oferta;
3- O governo proibiu o aumento do preço para evitar abuso de poder por parte dos
comerciantes.

Em questão de poucos dias, ele já estava de volta às prateleiras com o preço bem próximo
aos níveis de antes da pandemia.

Algumas vezes, a mesma coisa ocorre no mercado quando há uma onda de compra ou venda
muito forte em uma janela muito pequena de tempo, de no máximo 5 minutos.

Apesar dessa onda ser forte, o número de contratos no book não aumenta e quase que
imediatamente há um movimento contrário para trazer o preço de volta ao lugar que estava.

Quando isso ocorre, você pode se aproveitar da situação quando há:

● Movimentação grande no preço (de 6 a 10 ticks) em curto espaço de tempo;


● A força que está causando o movimento não coloca lotes de proteção nos
preços que o ativo acabou de passar.

Isso nos dá fortes indícios de que o movimento foi causado por poucos players e que não
deve se sustentar, ou seja, deve voltar para a região próxima de onde estava anteriormente.
Note, e isso é de extrema importância, que nesse caso a quantidade de lotes na venda não
diminuiu e é isso que nos permite chegar à conclusão acima.

As regras para operar neste tipo de zona de proteção são praticamente as mesmas das
anteriores, com exceção da distância que a região deve estar do início do movimento, que é
de 6 a 10 ticks e não 3 a 6 como nos demais.

Na próxima aula, iremos te explicar como utilizar os stops gain e loss durante suas operações
no mercado.

Contudo, para hoje, é de extrema importância que aprenda a enxergar esse comportamento
no mercado enquanto estiver operando.

Por isso, não se esqueça de treinar no replay de mercado, onde você pode pausar ou colocar
numa velocidade baixa para se acostumar e aprender o que
olhar.

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Aula 6 - Como utilizar os stops

Na última aula, você aprendeu a identificar as regiões de Zona de Proteção e os sinais que o
mercado dá quando ela tem boa chance de ser respeitada ou não.

Você provavelmente deve ter pensado: “Ok, agora sei quando entrar em uma operação. Mas
como sei qual é a hora de sair dela?”.

Antes de falarmos sobre isso, quero te explicar algo que todo trader precisa entender.
Existem duas maneiras rápidas e fáceis de zerar (ou seja, sair) uma operação que você está
fazendo:

1- Stop feito na mão;


2- Stops da estratégia.

Ensinamos sobre essas duas maneiras de zeragem na aula 13 (análise técnica) de nosso
nivelamento.

Imagine que você está em uma estrada dirigindo e de forma inesperada, aparece um carro
no sentido oposto. Se estiver atento, você rapidamente irá frear e desviar o seu carro, talvez
até mesmo utilizando o freio de mão.

Contudo, se você não estiver atento, provavelmente haverá um acidente, mas suas chances
de sobreviver são maiores se o carro acionar o airbag.

Apesar de ter batido e estragado seu carro, ao menos o air bag terá salvo a sua vida.

No cenário acima, concordamos que precisar do airbag não é o ideal, correto? Afinal,
ninguém quer contar com a sorte para saber se irá continuar vivo ou não.

Trazendo para o mercado financeiro, o stop loss da estratégia que passamos deve ser a
última alternativa para suas operações. Você não precisa deixar a plataforma ir até ele a todo
momento. Pelo contrário, ele deve ser acionado apenas como uma emergência.

Ou seja, você precisa SEMPRE estar atento ao que está ocorrendo no mercado para REAGIR
quando necessário.

Na aula passada, te ajudamos a identificar o comportamento dos lotes da superDOM que


mostra quando uma zona de proteção pode vir a ser respeitada.

Isso quer dizer que na ausência de qualquer um daqueles sinais, você deve cancelar suas
ordens ou zerar sua operação imediatamente ao invés de esperar que ela pegue seu stop
loss.

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Isso significa que você não precisa utilizar o stop loss? NÃO!! O airbag deve sempre ser
mantido para garantir que você terá uma proteção em caso de emergência. Contudo, você
não pode depender disso sempre.

Zerando as operações na mão

Para zerar as operações imediatamente, reagindo a uma situação desconfortável no


mercado, você possui duas opções:

1- Clicar no botão zerar;


2- Arrastar o stop loss para o preço que o mercado está naquele momento.

Dessa maneira, sua operação irá zerar imediatamente e você não ficará mais à mercê de
uma situação que não identificou nenhum comportamento típico das zonas de proteção que
foram apresentados na última aula.

Quando a plataforma pula os stops

Existem duas situações em que o stop loss pode ser rejeitado pela plataforma:

1- Se você está com muitas ordens abertas de maneira que a soma de todos eles ultrapassa
a sua margem na corretora, essa ordem de stop pode ser cancelada por ultrapassar o limite
máximo de ordens no book.

Para evitar esta situação, sempre se atente à quantidade máxima de contratos que você
pode operar e à quantidade de ordens que já posicionou na plataforma. Nunca opere no
limite de contratos que sua corretora permite.

2- Caso ocorra um movimento muito brusco e todos os contratos naquele preço sejam
consumidos antes de sua ordem ser enviada.

Para evitar a rejeição causada por este cenário, sempre utilize um valor alto de stop offset
em seu Profitchart. O stop offset é a margem de garantia que permite que sua plataforma
execute sua ordem em caso de emergência.

Para o dólar, o valor mínimo que você deve deixar nesta configuração é 10.

Como agir em dias de grande volatilidade

Em alguns dias, como em situações de tensão política ou econômica, a bolsa ficará com uma
volatilidade muito maior que o normal.

Nesses casos, é possível que o trader aumente o seu stop loss e seu stop gain. Contudo, isso
precisa obrigatoriamente vir acompanhado de uma diminuição do número de lotes.

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Por exemplo: Se você opera 5 mini contratos com 4 pontos de stop loss e 1 de gain, pode
passar a operar 2 mini contratos com 8 pontos de stop loss e 2 de gain.

Dessa forma, o valor financeiro do stop não irá mudar e mesmo assim você estará mais
preparado para o mercado na situação de grande volatilidade que ele se encontra.

Isso significa que você pode aumentar o número de lotes e diminuir o seu stop?

Nunca!

Esse tipo de ação irá fazer com que se desespere, bem como causará perdas desnecessárias
que podem prejudicar seriamente o seu financeiro.

Por isso, é importante sempre estar atento aos sinais enviados pelo mercado. Você precisa
entender não só como os lotes estão se comportando no book, mas também qual é o
momento atual do mercado para conseguir se planejar de acordo.

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Aula 7 - Preço médio

Agora, você já sabe quais são os principais pontos que deve operar no mercado e quais são
os principais indicios que deve procurar para confirmar a sua tomada de decisão antes e
durante a operação.

Quando estamos numa situação favorável, com bons sinais de que o mercado irá a nosso
favor e uma posição confortável no range de negociação do ativo, devemos buscar sempre
tirar o melhor proveito da ocasião, pois são essas operações que irão representar a maior
parte de nosso ganho anual.

Para que o maior proveito seja feito, não devemos apostar todas as fichas no mesmo número,
mas sim, pulverizar a entrada da operação para tentar garantir o melhor preço médio a fim
de maximizar o resultado.

Mas afinal, o que seria preço médio?

Vamos supor que você entra em uma operação comprando um mini contrato no 5.502,00.

Contudo, a operação começa a ir contra você e então decide comprar mais 1 mini contrato
a 5.500,00.

Com isso, você agora está comprado em 2 mini contratos e seu preço médio, que é a média
entre os dois preços de compra, é 5.501,00.

Assim, qualquer valor que vender acima de seu preço médio, você terá ganhos referentes a
2 mini contratos e qualquer preço que vender abaixo do preço médio, terá perdas referente
a esses 2 mini contratos.

Quando essa entrada parcial é feita, dizemos que a pessoa fez um preço médio na operação.

A sua SuperDOM calcula automaticamente a média dos preços de todas as suas ordens e
exibe da mesma maneira como se tivesse comprado todos os contratos no mesmo lugar.

Veja a imagem a seguir:Imagine que você comprou 1.000,00 ações de Petrobras a R$ 26,25:

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Depois, fez mais uma compra de 1.000 no preço de R$25,27. Com isso, sua SuperDOM irá
mudar automaticamente a representação de sua posição de acordo com a nova ordem.

Veja na imagem abaixo:

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Ou seja, você está comprado em 2.000 contratos e seu preço médio de compras é R$26,25.

Utilizar o preço médio, ou seja, fazer entradas em níveis de preço diferentes, pode te ajudar
a correr riscos calculados para maximizar seus ganhos se aproveitando da volatilidade do
mercado.

Contudo, uma boa parte dos traders acaba fazendo isso como uma técnica para corrigir uma
operação que não está indo bem, o que acaba pondo em grande risco seu capital, uma vez
que, se o preço continuar indo contra ele, sua perda será cada vez maior e talvez até mesmo
fuja de seu planejamento.

Veja o seguinte exemplo: Imagine que uma pessoa comprou um mini contrato a 111.560,
mesmo que não tenha identificado nenhum tipo de zona de proteção naquela região de
preço.

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O mercado começa a ir contra essa operação e, para melhorar seu preço, o trader realiza
mais uma compra a 111.450.

O mercado não muda a direção e continua indo contra essa operação, deixando a pessoa
cada vez mais negativa.

Ao invés de zerar a operação e seguir para a próxima, o trader se desespera e compra mais
contratos, utilizando sua exposição máxima.

Portanto, um trade que poderia ter sido evitado ou ter as perdas reduzidas se torna uma
operação alavancada que consome todo o dinheiro alocado na conta do trader.

Lembre-se: Em nenhum momento houve planejamento e nem leitura de mercado que


justificasse essa atitude. As chances desse trader quebrar a banca são enormes.

Essa técnica não pode e não deve ser utilizada dessa maneira. Podemos separar a prática de
fazer preço médio em duas categorias:

Preço médio positivo

Nessa categoria, você adiciona mais contratos conforme o preço está indo a seu favor. Ou
seja, você arrisca mais dinheiro acreditando que o preço irá continuar indo para a direção de
sua operação.

Nesse caso, o seu preço médio irá aumentar caso seja um trade de compra ou diminuir caso
seja um trade de venda.

Preço médio negativo

Nessa prática, o trader se aproveita de movimentos contrários a ele para aumentar a sua
exposição e melhorar o seu preço médio. Ou seja, você aumenta a quantidade de contratos
quando está perdendo dinheiro esperando um retorno do preço do ativo.

Nesse caso, o preço médio irá diminuir caso seja uma compra e aumentar caso seja uma
venda.

Como utilizar o preço médio corretamente

Primeiro, é necessário fazer o seu planejamento da mesma forma que faz todos os dias para
identificar o high e o low do range, pois essas são as regiões com maiores probabilidades de
funcionarem muito bem como um suporte ou resistência.

Como a probabilidade é maior, você pode utilizar a seu lote máximo de exposição de
contratos.

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Contudo, ao utilizar essa exposição máxima, você irá querer estar posicionado no melhor
preço possível para maximizar o seu ganho.

Infelizmente, não é possível adivinhar a máxima exata de um topo e nem a mínima exata de
um fundo.

Portanto, o que podemos fazer é pulverizar os nossos contratos para que o preço médio fique
o mais próximo possível desta região.

Veja no exemplo a seguir:

Neste gráfico, vemos um bom ponto de suporte para ITUB4 na região dos R$28,54, que tem
funcionado como low de um range de negociação cujo preço se encontra operando há quase
um mês.

Portanto, caso o preço caia novamente até essa região, você vai querer se aproveitar da
oportunidade pois os investidores podem apresentar forte comportamento comprador, visto
que aquela tem sido uma região considerada “barata”.

Suponha que você possui um limite de 5.000 ações para utilizar. Nesse caso, utilizando a
regra do 3, 2, 1 e 0 que vimos na aula 3, você pode se aproveitar para colocar suas ordens
de compra nesta região.

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Além disso, como você pode observar, também é possível inserir ordens um pouco abaixo
do R$28,50 pois a tendência é de que, caso a cotação caia um pouco abaixo desse preço,
haverá uma proteção dos compradores para que o preço volte para o patamar anterior.

ATENÇÃO: O preço médio deve ser utilizado apenas de maneira planejada. Ou seja, nos
exatos pontos em que você selecionou em sua planilha que irá fazer isso.
Começar a utilizar esta prática em todas as regiões irá te fazer fugir do planejamento feito
anteriormente e ainda arriscar a perda de um capital maior que o definido na planilha.

Como utilizar os stops no preço médio

Nessa estratégia, seu stop loss será com base na sua percepção de mercado, ou seja, você
deve estopar quando sentir que está ocorrendo uma mudança de patamar e que o mercado
não irá respeitar mais nesta região.

Os sinais esperados de uma zona de proteção que te ensinamos na última aula irá te ajudar
com essa percepção.

Ou seja, você irá zerar caso sinta que o mercado não está mais utilizando este ponto para
segurar o preço e ele foi “rompido”.

O Stop gain deve ser dividido em quantas partes você preferir. Uma porção você deve zerar
normalmente com 1 a 2 pontos, enquanto o restante pode pulverizar até onde sentir que o
movimento do mercado pode continuar a seu favor.

Não se esqueça: A prática é amiga da perfeição. Faça os exercícios a seguir para treinar sua
tomada de decisão.

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Aula 8 - Lacunas (Gap)

Todos os dias, antes do mercado abrir, ocorre um leilão onde compradores e vendedores
lançam suas ofertas ao mercado para um determinado ativo.

Quando o número de ofertas de venda em um determinado preço se iguala com o número


de ofertas de compra neste mesmo preço, o mercado abre e as negociações se iniciam a
partir deste “acordo” inicial.

Esse valor inicial em que o mercado abre é chamado de preço de abertura e em alguns dias
pode estar bem diferente do preço de fechamento do mercado no dia anterior.

Quando isso ocorre, nós dizemos que o mercado abriu com um gap, ou seja, o preço de
abertura foi diferente do preço de fechamento do dia anterior.

Um gap pode ser observado no mercado da seguinte maneira:

Perceba que há uma distância entre o último candle do dia anterior e o primeiro candle do
dia atual

Um gap pode ser classificado de duas maneiras:

Gap de alta: Quando o preço de abertura está acima do preço de fechamento do dia
anterior;
Gap de baixa: Quando o preço de abertura está abaixo do fechamento do dia anterior.

Como já vimos nas aulas anteriores, os investidores sabem quando um ativo está caro ou
quando ele está barato. Um gap é uma mudança brusca no comportamento dos investidores

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de um dia para o outro e entender o motivo deste comportamento pode gerar grandes
oportunidades para ganhar dinheiro com esses gaps.

Entendendo o motivo da mudança de patamar

Para que essa diferença ocorra, é necessário que os investidores agora tenham alguma
informação que não estava disponível no fechamento do pregão anterior.

Imagine que uma empresa divulga, após o fechamento do mercado, que fechou um acordo
milionário que irá triplicar o lucro da companhia nos próximos meses.

Isso quer dizer que antes o que era considerado caro para as ações dessa empresa, agora
pode ser considerado muito barato.

No dia seguinte, durante o leilão, haverá um aumento gigante nas propostas de compra,
enquanto que as pessoas que possuem aquele ativo não tem mais o interesse de vendê-lo
pelo preço atual.

Isso fará os compradores começar a oferecer valores cada vez maiores, até que cheguem
em um acordo com os vendedores e, dessa maneira, o preço de abertura do mercado estará
muito acima do fechamento do dia anterior.

São três fatores que causam um gap da abertura de um ativo

1. Falta de liquidez: Quando existem poucos contratos posicionados no book e um


investidor grande precisa comprar/vender urgentemente uma grande quantidade de
contratos/ações

2. Notícias de alto impacto: causam um alvoroço momentâneo e pode levar a picos de


compra/venda durante o leilão

3. Notícias de mudança estrutural: Notícias que mudam a realidade daquele ativo, como
no exemplo do acordo milionário que falamos no início desta aula.

Basicamente, o terceiro caso é formado por notícias que se tratam de:

● Mudança da matriz ou política econômica: Alteração de taxas de juros,


PIB, Inflação, Política, etc.
● Resultados de companhias: Balanços trimestrais, fatos relevantes, etc.
● Leis: Aprovação de leis que beneficiem ou atrapalhem empresas ou setores
econômicos.

As mudanças estruturais mudam a realidade daquele ativo, ou seja, fazem o seu preço mudar
totalmente de patamar e é praticamente impossível para traders comuns saberem onde isso
pode parar.

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Portanto, antes de te ensinar como operar nesse gap, quero te falar duas perguntas que
deve fazer para si mesmo antes de pensar em operá-lo:

1- Houve alguma notícias que justificasse esse gap? Se não, você pode operá-lo
normalmente;

2- Se houve notícia, ela é capaz de criar uma mudança estrutural no preço? Se não, você
pode utilizar as técnicas que iremos te falar a seguir. Se sim, então é momento de cuidado
e talvez nem mesmo as zonas de proteção mais distantes continuem funcionando.

Caso não haja uma notícia que cause mudança estrutural no preço, abre-se uma grande
oportunidade para lucros em operações nos primeiros minutos do pregão.

Aqui, vale fazermos uma ressalva.

Algumas pessoas dizem que o mercado sempre tende a fechar os gaps antes de continuar
seu movimento de alta/baixa.

Contudo, fique atento pois nem sempre isso acontece! Para se aproveitar dessas situações,
você deve mesclar os conhecimentos de zonas de proteção com os diferentes tipos de
motivação dos gaps que acabei de te explicar.

Para entender o que fazer quando um gap no mercado ocorre, você primeiro precisa fazer
seu planejamento normalmente ANTES do mercado abrir.

Selecione seus pontos de venda e seus pontos de compra e se atenha a isso.

O que fazer caso o mercado abra em um gap de alta?

Caso isso ocorra e não tenha saído nenhuma notícia de impacto estrutural no valor do preço,
você terá que a cotação estará próximo às suas resistências, ou seja, próximo aos seus
pontos programados de venda, correto?

Se ele abrir muito próximo de uma dessas resistências você pode seguir seu planejamento
normalmente e fazer uma venda nesta região.

No gráfico a seguir, temos um gap de alta no mini índice, onde o mercado abriu mais de 300
pontos acima do fechamento do dia anterior.

Próximo ao preço de abertura, temos uma resistência posicionada em 107.890. Como não
houve nenhuma indicação de notícia de mudança estrutural no preço, podemos seguir com
a venda normalmente esperando uma retração momentânea do preço.

Nesse caso, a cotação chegou até o suporte que havia sido encontrado no 107.300.

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Se, pelo contrário, o preço estiver longe de algum de seus pontos, você deve aguardar ele
chegar na próxima resistência para fazer a sua venda, como no gráfico a seguir:

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O preço abriu com mais de 20 centavos acima do fechamento do dia anterior.

Como nenhuma linha de resistência estava próxima ao preço, foi necessário aguardar para
ver o desdobramento do mercado. Um tempo depois, veja o que aconteceu:

O mercado foi de encontro à linha traçada durante nosso planejamento e aquele ponto foi a
máxima do dia para o ativo.

Lembre-se: Não é recomendado que você fuja de seu planejamento e “transforme” seus
pontos planejados para venda em pontos de compra e vice e versa. Estatisticamente, isso
não deve funcionar.

O recomendado é sempre que compre apenas nos pontos que planejou comprar e venda nos
pontos que planejou vender.

Caso o mercado abra totalmente fora de seu planejamento, apenas duas coisas podem ter
ocorrido:

1- Você não se planejou da maneira correta;


2- Algo aconteceu que fez o mercado fugir do comportamento dos últimos dias.

Nos dois casos, sua única opção é ficar de fora ou aguardar para ver se ele retorna aos níveis
planejados.

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E se o mercado abrir com um gap de baixa?

Caso isso ocorra, você deve fazer exatamente o proposto no item anterior. Se o mercado
estiver próximo de seus pontos de compra e nenhuma notícia estrutural tiver sido divulgada,
você pode realizar a compra normalmente, conforme você pode verificar no gráfico abaixo:

O mercado abriu exatamente em cima da mínima do dia anterior e onde havia planejado
COMPRAR.

Fiz exatamente o que manda a estratégia e veja o que aconteceu:

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Contudo, caso ele já tenha passado o ponto mais próximo, você deve esperar o preço chegar
no próximo suporte para que tome qualquer atitude.

Nesse caso, o preço abriu longe de qualquer ponto de compra que havíamos traçado. Sendo
assim, o que devemos fazer é aguardar que ele chegue até a próxima região para fazer a
operação.

Esperando o mercado correr um pouco, veja o que acontece:

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Nesse caso, a paciência e disciplina de seguir o planejamento foi recompensada com um
belíssimo retorno após a cotação atingir nosso ponto de venda que havia sido escolhido com
base no suporte do gráfico no dia 27 de Julho.

Ou seja, basicamente o que você deve fazer em um gap de alta que não foi causado por
uma notícia de mudança estrutural no preço é seguir normalmente o seu planejamento.

Você ficará tentado a transformar os seus suportes em resistências e vice-versa, mas não
faça isso. Se mantenha fielmente em seu planejamento e venda/compre apenas nos pontos
pré-definidos.

Tenha em mente que para estar preparado para esta situação, você deve estar atualizado
das principais notícias do mercado que estão acontecendo no momento.

Não estou falando que você deve ser um expert em tudo que está acontecendo no mundo.
Contudo, estar bem informado te protege em dias que gaps estiverem ocorrendo no
mercado.

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Aula 9 - Introdução em ações

Além do mercado futuro, cujo o qual nos dedicamos nas últimas semanas, podemos também
nos aproveitar do mercado de ações para realizarmos não só as operações de day trade, mas
também de Swing trade.

Os preços das ações de cada empresa estão diretamente ligados aos seus fundamentos.
Dentro desses fundamentos, temos diversos pontos de análise que passam desde os
resultados apresentados pela empresa como a governança de seus diretores e as
perspectivas para o setor.

Isso faz com que as cotações das ações dessas empresas sejam mais previsíveis e pouco
sujeitas a variações tão grandes como vemos no mercado futuro.

E como então podemos iniciar as análises para a escolha de ações?

A primeira parte do processo não é nada diferente do que você tem feito até agora: Utilizar
o gráfico diário para identificar o range, encontrar os principais suportes e resistências e
escolher em quais preços pretende comprar e em quais pretende vender determinado tipo
de ação.

Depois, é necessário ver a porcentagem de queda que o ativo está quando chega naquele
suporte. Um suporte que está numa região onde o preço já apresenta 5% de queda tem
mais chance de funcionar do que um suporte que está numa região onde o preço apresenta
apenas 2% de queda.

Isso, só vale caso não haja uma notícia de mudança estrutural no preço, conforme visto na
última aula.

Portanto, para comprar uma ação:

● O preço deve estar numa região de suporte;


● A porcentagem da queda que o ativo está quando chega naquela região;
● Se há alguma notícia de mudança estrutural.

A diferença maior é que em ações você deve utilizar apenas stops por região, conforme
explicamos na aula 6.

Ou seja, seu stop deve ficar sempre no próximo ponto de suporte daquele ativo. Por isso,
antes de escolher entrar em uma posição, é necessário que preste atenção no quão distante
aquele ativo está do próximo ponto de stop.

Acompanhe o exemplo abaixo:

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Suponha que ao fim do dia 27/11 você tenha realizado seus estudos para o dia seguinte e
tenha encontrado que o low do range da ação no gráfico diário é R$10,60.

No dia 28, a ação já apresenta uma queda de mais de 2%

Você não deve comprar uma ação quando seu próximo stop está há mais que 3% de
distância, pois essa operação possui um grande risco para um retorno não tão grande.

Um stop loss de 1,5% a 2% é considerado aceitável para operações no mercado de ações.

Para o gain, você deve buscar de 0,5% a 3%, dependendo da força e relevância do suporte,
pois esse mercado possui mais estabilidade e sem a existência de notícias que trazem
mudança estrutural para o preço, tendem a se manter dentro do range de negociação.

Indexação de ativos

Quando falamos sobre ações, sabemos que elas estão “precificadas” de acordo com os seus
fundamentos e também com base no seu setor de atuação (Educação, energia, petróleo,
etc…).

Contudo, a maior força investidora no Brasil é composta por estrangeiros e aí, temos uma
variável a mais a considerar, que é a cotação do dólar.

Conforme o dólar varia, o preço de uma ação para o investidor estrangeiro também varia,
mesmo que para nós ela permaneça com a mesma cotação.

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Isso porque o poder de compra desse investidor aqui no Brasil irá aumentar ou diminuir
conforme a cotação do dólar aumenta ou cai.

Portanto, além de olhar o preço de uma ação em reais, precisamos olhar o quanto ela vale
em dólares ao longo do tempo.

Uma ação de R$10,00 com o dólar cotado a R$2,00 está valendo U$5,00 para o investidor
estrangeiro, muito mais cara do que uma ação neste mesmo preço quando o dólar está
cotado a R$4,00, que nesse caso seria de apenas U$2,50.

No exemplo acima, caso não tenha havido nenhuma notícia de mudança estrutural de preço,
fica claro que temos uma grande oportunidade de compra deste ativo pois ele está muito
mais barato para o investidor de fora, mesmo sem nenhuma notícia que justifique essa
mudança.

Para nossa sorte, a plataforma Profitchart PRO é capaz de mostrar um gráfico do preço de
um ativo dividido por qualquer outro preço que desejamos.

Para isso, basta clicar no gráfico e depois pressionar “ctrl + I”.

Quando essa janela aparecer, em “Selecione o indexador”, escolha o DOLFUT. Não é


necessário alterar nenhum dos outros parâmetros.

Além dessa indexação, também é possível acompanhar a relação entre um ativo e uma
commodity (como a Petrobras e Petróleo, por exemplo), ou empresas de um mesmo setor,
que devem apresentar evoluções parecidas (como diferentes empresas do setor bancário).

Isso porque, na ausência de notícias de mudança estrutural, a correlação entre esses dois
ativos é a mesma: Se o setor está bem, ambos devem se valorizar em proporções parecidas.

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Se está mal, os dois desvalorizam de maneira semelhante. Assim, qualquer discrepância na
correlação pode levar a oportunidades que podem ser aproveitadas.

Além do dólar e com ações do mesmo setor, você também pode fazer a indexação de ações
x Ibovespa. As ações que fazem parte do índice, como Petrobras e Vale, por exemplo, tendem
a ter grande correlação com este índice.

Isso te permite verificar o quanto um ativo está valorizado/desvalorizado em relação ao índice


das principais ações brasileiras. Sem nenhuma notícia que justifique esse movimento, isso
não faz sentido. Por isso, abre margem para entradas em papéis com potencial de
valorização.

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Aula 10 - Análise fundamentalista

Nesta aula, veremos uma maneira diferente de analisar as ações: Uma na qual não iremos
utilizar o gráfico ou o histórico do preço e que é a análise favorita de investidores como
Warren Buffet, Lírio Parisotto, Luiz Alvez Paes de Barros, Luiz Barsi e grandes gestoras e
bancos de investimento.

A análise fundamentalista se resume à análise dos números divulgados por uma empresa
para descobrir se vale a pena investir. Esses números se referem à geração de lucro, número
de clientes, crescimento da receita, entre centenas de outros dados.

Junto com o contexto macroeconômico, do panorama do setor em que a companhia atua e


do histórico da organização, podemos traçar cenários e fazer previsões para essa empresa.

Para entender a análise fundamentalista, é necessário compreender suas diferentes etapas


e conceitos:

● Estudo dos demonstrativos financeiros: Compreende a análise de dados


qualitativos e quantitativos da companhia;
● Cálculos e estimativas: Envolvem a realização de projeções para o médio e o
longo prazo, a partir dos dados coletados;
● Comparação com outros ativos: Foca em uma referência, para comparar a
empresa aos seus pares;
● Tomada de decisão: Ocorre depois dos dados coletados e da análise realizada.

Dentro desse cenário, ainda é necessário entender o que é valor intrínseco, um conceito
muito utilizado por quem faz valuation (estudo do valor) dos ativos em busca de
oportunidades.

Para os investidores que utilizam este tipo de análise, nem sempre o preço no mercado de
ações não reflete necessariamente o valor real do ativo.

Por exemplo: digamos que determinada ação está sendo negociada a R$20,00. Ao fazer uma
análise fundamentalista e definir o valuation, você descobre que o preço real, para os valores
que você projetou, seria de R$25,00. Esse é o valor intrínseco.

Neste caso, poderia ser uma boa ideia comprar a ação com foco no longo prazo, porque você
compraria a empresa com um desconto em relação ao valor real.

No futuro, se as suas projeções se confirmarem e a ação atingir o valor que você calculou,
irá atingir um ganho de R$5,00 por papel comprado.

Aqui, é importante reforçar um dos principais pressupostos dessa visão: o mercado acionário
vai refletir os fundamentos da empresa no longo prazo.

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Por que Usar a Análise Fundamentalista?

● Como está o faturamento da empresa?


● Como está sua lucratividade?
● A empresa é rentável?
● Qual é a participação da companhia no seu segmento?
● Ela é forte o suficiente para vencer os concorrentes?
● A empresa tem vantagens competitivas?
● Como está a capacidade do negócio de honrar seus compromissos financeiros?

Essas informações são divididas em dois tipos de fatores: Os microeconômicos e os


macroeconômicos.

Fatores Microeconômicos

O foco são as variáveis diretamente relacionadas à empresa ou ao seu setor de atuação.


Aqui, os fatores são divididos em duas análises:

Histórica: contempla o desempenho financeiro, como o Balanço Patrimonial (BP), o


Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) e também, o Demonstrativo do Fluxo de
Caixa (DFC);

Qualitativa: abrange gestão, reputação e reconhecimento.


Esses agentes podem ser divididos em 3 principais critérios. Veja!

GESTÃO DA EMPRESA: Conhecer a capacidade de administração dos gestores da


companhia é primordial para avaliar a empresa, pois determina como suas decisões são
tomadas. A partir do histórico, é possível verificar como foi a entrega dos resultados ao longo
do tempo.

INSUMOS E BENS DE PRODUÇÃO: Idealmente, os preços de compra dos insumos devem


ser o mais reduzido possível, pois isso significa que a margem de lucro operacional tende a
ser maior. Portanto, o potencial de valorização também tende a ser. O cuidado é com a
qualidade, já que prejuízos na satisfação dos clientes levam à perda de resultados.

ANÁLISE DA CONCORRÊNCIA: O segmento de atuação também é relevante. Por isso, a


análise fundamentalista fica mais completa quando verificada a performance da empresa
perante a concorrência. Desse modo, é possível definir qual é a melhor e avaliar as
estratégias de benchmarking para melhoria dos resultados.

Fatores Macroeconômicos

Esses fatores se referem à economia geral. São ameaças e oportunidades, que podem ajudar
ou atrapalhar o desempenho da empresa na bolsa de valores. Entre as variáveis consideradas
estão:

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● Nível de Atividade: Engloba Produto Interno Bruto (PIB) do país, emprego e
renda;
● Inflação: A inflação contempla o poder de compra e os preços do ativo;
● Taxa de Câmbio: Refere-se à competitividade no mercado global;
● Taxa de Juros: Abrange o crescimento no mercado.

E como fazer uma análise fundamentalista?

Primeiramente, avalie os Indicadores Mais Importantes.

Os indicadores mais importantes para a tomada de decisão são divulgados pelas próprias
empresas. Por lei, elas são obrigadas a divulgar as informações operacionais a cada trimestre.

Por isso, é importante acompanhar os resultados para conferir:

● Balanço Patrimonial – BP;


● Demonstrativo de Resultados do Exercício – DRE;
● Demonstrativo de Fluxo de Caixa – DFC.

Os dados descritos nesses relatórios ajudarão a avaliar o comportamento da companhia, seu


potencial de valorização, valor intrínseco, entre outras informações relevantes.

Dentro desse contexto, alguns dos principais indicadores obtidos nos demonstrativos ou
através deles, são:

RETURN ON INVESTED CAPITAL (ROIC): Do inglês Return Over Invested Capital, é o


Retorno Sobre o Capital Investido, isto é, o capital próprio somado ao capital de terceiros. É
um método muito utilizado para determinar o desempenho financeiro de uma empresa e
apresenta, em termos percentuais, quanto dinheiro a organização tem capacidade de gerar
com o capital investido.

O ROIC é similar ao ROE, porém o segundo refere-se apenas ao retorno sobre o capital
próprio, enquanto o ROIC refere-se ao retorno sobre o capital total investido – soma do
capital próprio e do capital de terceiros.

O cálculo do ROIC é feito depois de se subtrair os dividendos pagos durante o ano do lucro
líquido e dividir a diferença pelo capital investido. Logo, a fórmula do ROIC é:

ROIC = Resultado Operacional / Valor Contábil do Capital Investido.

ÍNDICE PREÇO/LUCRO (P/L): Mostra quanto o mercado aceita pagar pelos lucros de
uma companhia. Ele faz essa estimativa comparando a relação entre preço e lucro, conforme
a seguinte fórmula:

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P/L = preço da ação / lucro por ação

O P/L pode ser analisado de diferentes maneiras pelos investidores. Uma empresa com P/L
baixo, em geral, está sendo “punida” pelo mercado, que está desconfiado da sua capacidade
de geração de caixa. Já uma empresa com P/L alto, em geral, é uma empresa para a qual o
mercado espera um alto crescimento.

Vale lembrar, no entanto, que nenhum indicador pode ser analisado de forma isolada.

PREÇO/VALOR PATRIMONIAL (P/VPA): Sinaliza quanto o investidor está disposto a


pagar pelo valor patrimonial da empresa. A fórmula é:

P/VPA = preço da ação / valor patrimonial da ação

Para encontrar o VPA, basta fazer o seguinte cálculo:

VPA = patrimônio líquido / número total de ações

EBITDA: O EBITDA é conhecido também como LAJIDA, ou seja, Lucro Antes de Juros,
Impostos, Depreciação e Amortização. É um dos indicadores mais importantes, porque avalia
o desempenho operacional da companhia, mostrando a capacidade de gerar caixa a partir
da sua atividade, sem considerar impostos e juros com endividamento, por exemplo.

DIVIDEND YIELD (DY): Mostra quanto a empresa pagou em dividendos nos últimos 12
meses, considerando as cotações atuais. O cálculo é feito da seguinte maneira:

DY = dividendos pagos nos 12 meses anteriores / preço da ação

RETURN ON EQUITY (ROE): Consiste no retorno sobre o patrimônio líquido. É um


indicador que mostra a eficiência da companhia e capacidade de gerar caixa a partir de
recursos próprios, ou seja, se ela é capaz de crescer com o capital disponível.

Por suas características, o ROE mensura a eficiência da gestão empresarial. Sua fórmula é
caracterizada por:

ROE = lucro líquido / patrimônio líquido do período contábil anterior

RETURN ON ASSETS (ROA): É o retorno sobre ativos, que mede se a empresa é capaz de
gerar lucro com eles. Esse é outro indicador que avalia a capacidade da gestão, mas mostra
se o negócio é rentável. O cálculo deve ser feito da seguinte forma:

ROA = (lucro líquido / ativo total) x 100

MARGEM BRUTA: Mensura o percentual de lucro por venda realizada. Analisa a capacidade
de lucratividade e rentabilidade da companhia. Lembre-se de que o primeiro indicador faz

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referência ao ganho da empresa em relação à atividade desenvolvida. Por sua vez, o segundo
analisa o potencial de retorno de determinado investimento. A fórmula da margem bruta é:

Margem bruta = (lucro bruto / receita total) x 100

MARGEM LÍQUIDA: Avalia o percentual de lucro líquido da companhia quando comparado


ao seu faturamento líquido total. Esse indicador faz parte do índice de rentabilidade e assinala
a situação financeira do negócio. Por isso, é usado como margem de segurança para os
investidores em períodos de crise. Para fazer seu cálculo, basta fazer:

Margem líquida = (lucro líquido após os impostos / receita total) x 100

MARGEM OPERACIONAL: É a divisão entre o resultado operacional (resultado após custos


e despesas) da empresa sobre a receita líquida, e mostra qual o lucro operacional obtido por
uma companhia para cada unidade de venda realizada.

Normalmente, margens operacionais maiores indicam maior lucratividade. Entretanto, em


alguns momentos, as empresas podem reduzir sua margem para ganhar mercado.

ENDIVIDAMENTO: Tem o propósito de entender como está a saúde financeira da


companhia. Vale a pena compará-lo a outras empresas. A fórmula é:

Endividamento = dívida líquida / patrimônio líquido

ÍNDICE DE ENDIVIDAMENTO GERAL: É usado na análise fundamentalista para mensurar


o percentual de endividamento da organização em comparação com o total de ativos. Em
outras palavras, avalia quanto dos ativos totais da empresa são financiados por meio de
terceiros. O cálculo é feito assim:

Endividamento geral = (capital de terceiros x ativos totais) x 100

ÍNDICE BETA: É um indicador que mostra se o investimento é mais ou menos volátil do


que a média do mercado geral. Assim, é possível saber como o preço do ativo se movimenta.
No Brasil, o benchmark costuma ser o Ibovespa, índice da bolsa de valores brasileira, a B3.
A fórmula é:

Beta = covariância entre o ret. do ativo e do mercado / variância do ret. do mercado

Diferença Entre Análise Fundamentalista e Análise Técnica

Enquanto a análise fundamentalista analisa os dados financeiros sobre a empresa e busca


entender se a companhia é um bom investimento no longo prazo, a análise técnica olha
apenas a variação do preço da ação ao longo do tempo.

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Também conhecida como análise gráfica, ela tem o objetivo de identificar tendências e
padrões. Por isso, costuma ser utilizada no curto prazo, principalmente por traders.

Mas vale lembrar que tanto a análise fundamentalista como a análise técnica podem ser
utilizadas no mercado de ações, dependendo do perfil de cada investidor.

Em alguns casos, inclusive, são metodologias que podem ser até complementares.

A seguir, abordamos as principais diferenças:

● Análise fundamentalista: O foco é a análise de variáveis micro e


macroeconômicas, sempre visando ao longo prazo. Por ter um horizonte mais
amplo, é mais usada por pessoas com perfil conservador ou até moderado. Seu
principal objetivo é identificar boas oportunidades e formar uma carteira de
ações e carregar os ativos por bastante tempo, investindo com a mentalidade
de sócio.

● Análise técnica: Para os entusiastas da análise gráfica, ela pode indicar a


tendência de comportamento dos preços para os próximos minutos, dias ou
semanas.

Os principais itens das demonstrações financeiras são:

●Balanço Patrimonial;
●Demonstração dos Resultados do Exercício.

Balanço Patrimonial: No Balanço Patrimonial são registrados os bens, direitos e obrigações


da empresa num determinado momento, agrupados em contas dispostas em ordem
decrescente de liquidez.

Vejamos o Balanço Patrimonial da Empresa XYZ S.A.

A soma de todos os itens do Ativo será SEMPRE igual à soma dos itens do Passivo.

No Ativo Circulante estão contabilizadas as disponibilidades (caixa, valores depositados em


bancos, aplicações financeiras de curto prazo, etc.) e os direitos realizáveis no prazo de um
ano (contas a receber de clientes, estoques, etc.).

Como Não Circulante, podemos destacar dois grupos:

● Realizável a Longo Prazo

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● Ativo Permanente

O Realizável a Longo Prazo também registra direitos e obrigações, porém aqueles que
somente têm expectativa de realização após um ano a partir da data do balanço (exemplos:
vendas com prazo superior a um ano, empréstimos concedidos a empresas do mesmo grupo
controlador, dentre outras operações consideradas de longo prazo).

O Ativo Permanente pode ser dividido em três parcelas básicas:

● Investimentos;
● Imobilizado;
● Intangível.

Em Investimentos, classificam-se as participações societárias de caráter permanente em


outras empresas.

No Imobilizado, estão os bens destinados às operações da companhia, como suas fábricas,


equipamentos, instalações, etc.

Com relação ao Intangível, alguns exemplos seriam marcas, patentes e licenças de uso de
software.

No Passivo Circulante estão classificadas as obrigações de curto prazo da companhia,


como dívida com fornecedores, impostos, instituições financeiras, etc.

O Exigível a Longo Prazo, da mesma forma, registra dívidas e obrigações, com a única
diferença situada no prazo de pagamento, ou seja, aqui se incluem aquelas com prazo
superior a um ano.

Finalmente, chegamos ao Patrimônio Líquido, que representa o capital próprio da


empresa.

Nele estão incluídas as contas de: Capital Social, Reserva de Capital, Reserva de Lucros e
outras reservas, além dos Prejuízos Acumulados (caso existam).
Em outras palavras, este grupo se caracteriza pela diferença entre o valor total dos ativos
(bens e direitos) e dos passivos (obrigações).

Demonstração dos Resultados: Na Demonstração dos Resultados do Exercício é que


iremos verificar a performance da empresa dentro de um determinado período.

Cabe aqui lembrar que o Balanço Patrimonial representa uma fotografia dos números da
empresa em certa data. No caso da Demonstração dos Resultados a visão é outra, ou seja,
são valores acumulados num espaço de tempo (receitas e despesas), cujo somatório vai nos
mostrar se houve lucro ou prejuízo.

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A classificação das contas segue uma sequência lógica e se inicia com o faturamento da
empresa (ou Receita Operacional) no período.

Vamos tomar como referência a Demonstração de Resultados da empresa fictícia XYZ S.A.,
mostrada a seguir:

A contabilidade utiliza o chamado regime de competência, e não de caixa, o que significa


que todos os valores são lançados na Demonstração dos Resultados, sejam eles efetivamente
recebidos ou não.

A Receita Operacional Bruta se relaciona com as vendas da empresa no período, não


importando se foram feitas à vista ou a prazo. Da receita bruta são deduzidos os impostos,

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como IPI, ICMS e outros, e ainda eventuais devoluções de vendas e abatimentos
concedidos posteriormente à entrega dos produtos.

Chegamos então à Receita Operacional Líquida.

O Custo dos Produtos Vendidos, ou simplesmente CPV, representa a parcela dos


estoques que foi vendida no período, incorporando todo o custo envolvido na produção,
como matérias-primas, mão-de-obra, energia, depreciação, etc.

Numa empresa industrial, a fórmula básica do CPV é a seguinte:

CPV = EI + CPP – EF

Onde:

EI = Estoque Inicial
CPP = Custo de Produção no Período
EF = Estoque Final

O Custo de Produção obedece a seguinte composição:

CPP - MC - MO - CI

Onde:

MC = Materiais Consumidos
MO = Mão-de-Obra Direta
CI = Custos Indiretos de Fabricação (aluguéis, materiais auxiliares, m.o. indireta, etc.)

A diferença entre a receita líquida e o CPV resulta no lucro bruto.

Em seguida, encontramos as Despesas Operacionais, apresentadas de acordo com as


definições dada pela Lei das S.A.

Em seguida, estaremos conhecendo os chamados Múltiplos de Mercado, destacando quatro


dos mais utilizados. São eles:

● P/L;
● P/VPA;
● P/CFS;
● EV/EBITDA.

Preço/Lucro (P/L) = Cotação da Ação / Lucro por Ação: O P/L indica o tempo de retorno
do investimento, partindo-se da premissa teórica que o lucro da empresa em um ano se

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repetirá nos anos seguintes. Assume ainda um caráter de preço relativo, na medida em que
seja disponível uma série de lucros anuais para várias empresas.

Se esta série indicar, por exemplo, uma média de R$10,00 de P/L para o universo
considerado, pode ser entendido que o risco médio atribuído ao mercado tem valor de
R$10,00 para aquele ano. Esta média certamente envolve empresas de vários setores, alguns
considerados mais arriscados (mais difíceis para definirmos prognósticos para o futuro, em
face de características sazonais ou outras).

Assim, começamos a atribuir níveis de P/L “justos” para cada setor e para cada empresa.
Então, se entendemos que determinado setor apresenta risco abaixo da média dos setores
envolvidos, é lícito supor que nos dispomos a esperar mais tempo pelo retorno em um
investimento naquele setor, ou seja, podemos aceitar “pagar” um P/L mais alto por ações de
uma empresa atuante num setor considerado de menor risco.

E o mesmo raciocínio vale para comparações entre empresas do mesmo setor, em face de
diferenças nas estruturas de capitais, nos mercados específicos de atuação, etc.

Exemplo: Se determinada empresa tem uma cotação atual de R$5,00/ação e o lucro


projetado é de R$1,00/ação, o P/L projetado é de 5,0. Admitindo que o P/L médio de uma
série confiável de projeções para o mesmo período seja 8,0 e que o mercado atribui baixo
risco à empresa sob análise, poderia ser atribuído ao valor das suas ações um potencial de
valorização mínimo de 60%, que equivale, em nosso exemplo, à valorização necessária para
que sua cotação se ajustasse à média de “risco” atribuído ao mercado.

Portanto, o P/L atual de 5,0 vezes indicaria que seus títulos em Bolsa estariam subavaliados,
de acordo com esta análise.

Preço/Valor Patrimonial (P/VPA) = Cotação da Ação / Patrimônio Líquido por Ação:


Indica a relação existente entre o valor de mercado e o valor contábil do Patrimônio Líquido
da empresa.

Como já vimos, o valor contábil não é a representação do que o mercado entende sobre o
valor da empresa. Entretanto, sempre será um bom parâmetro de comparação.

Uma decisão sobre o lançamento de novas ações, por exemplo, também pode ser alterada
em face das condições deste indicador.

Preço/Geração de Caixa (P/CFS) = Cotação da Ação/Geração de Caixa p/ Ação: Este


indicador oferece uma informação complementar à do P/L, sendo visto o tempo teórico de
retorno esperado à luz apenas do efeito caixa do resultado do exercício.

EV/EBITDA = Enterprise Value (Valor do Empreendimento)/ Geração de Caixa na Atividade:


Aqui há um confronto entre a capacidade de geração interna de caixa da empresa, a partir

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de suas atividades próprias, e o valor presente dos fluxos de caixa projetados para a empresa
(representado pelo EV).

Podem ser usados dados históricos ou projetados, a depender de cada caso. Assim como os
outros múltiplos, quanto menor, em princípio é mais atrativo.

E como saber o que fazer após comprar uma ação?

A Ação Atingiu Seu Valuation

Se a empresa chegou no patamar do valor intrínseco, significa que o preço do ativo chegou
ao valor justo calculado. Neste caso, quem é adepto do valuation não vê mais margem de
segurança ou potencial de valorização.

Assim, ou você refaz os cálculos e cria novas projeções, ou começa a pensar em vender a
ação, caso tome como regra não investir em empresas acima do valor considerado justo.

Vale lembrar, no entanto, que há muitas empresas que negociam há anos acima dos valores
considerados “justos”, porque, na prática, os investidores estão colocando no preço uma
enorme capacidade de crescimento e criação de receitas novas.

Os Fundamentos da Companhia Pioraram

Acontece devido a fatores internos e externos. É preciso fazer uma análise profunda para ter
certeza de que realmente houve a deterioração. Para isso, é essencial acompanhar a
evolução dos indicadores da empresa a cada trimestre.

A Avaliação da Empresa Estava Errada

É possível cometer erros na análise fundamentalista. Além disso, novas informações ou uma
mudança de estratégia também pode alterar os resultados. Nesse caso, faça novos cálculos
e veja como a companhia está em relação ao seu planejamento de longo prazo.

Uma Oportunidade Mais Atraente Surgiu

Comercializar um ativo para adquirir outro mais interessante e com melhor potencial é uma
boa oportunidade. É preciso fazer uma análise correta para garantir o investimento
inteligente do seu dinheiro.

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Aula 11 - Swing trade

Até agora, tudo que falamos foi considerando apenas operações de day trade, ou seja,
operações que se iniciam e encerram no mesmo dia.

Contudo, talvez você também deseje fazer operações mais longas para visar ganhos maiores,
se aproveitando de movimentos mais longos.

Para isso, você pode ficar um tempo comprado/vendido no ativo sem a necessidade de zerar
a sua posição no mesmo dia. Ou seja, você pode ficar dias ou semanas posicionado em uma
operação.

Esse tipo de operação onde “dormimos posicionado” é chamada de Swing Trade.

A única diferença nesse caso é que, para operações vendidas, você paga uma taxa de
empréstimo da ação, que varia de corretora para corretora.

Tirando isso, o processo é o mesmo.

Ou seja, podemos definir uma operação de Swing trade como uma operação que dura dias,
meses, semanas ou até mesmo anos.

Para escolher os pontos de compra/venda em uma operação de Swing trade em ações, você
irá:

● Analisar os fundamentos que te mostrei na última aula;


● Fazer os estudos de range e suportes/resistências como te falei no início do
curso.

Feito isso, é hora de escolher o tamanho do financeiro que você irá investir em uma operação
deste tipo.

Você pode dividir suas operações de acordo com 3 tipos de entrada, conforme sua análise
fundamental e gráfica feita sua anteriormente:

● Ótimas, onde você pode entrar com até 20% do seu capital disponível;
● Médias, onde você pode entrar com até 12% do capital disponível;
● Fracas, onde você deve entrar com no máximo 5% do seu capital.

Isso irá variar de acordo com a confiança que você tem na sua análise e de o quanto
considera aquela região boa para o investimento.

Por que é importante não entrar com todo o seu dinheiro reservado para Swing trade?

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Primeiramente, para reservar uma parte do capital para outras oportunidades ou até mesmo
para aumentar sua mão nesta operação conforme sua confiança aumenta.

Depois, também é necessário se proteger para caso esteja acontecendo algo que você não
saiba. Talvez o mercado tenha informações sobre aquela empresa que você não tem e isso
pode causar um movimento contra sua posição de maneira rápida.

Basicamente, é aquele ditado: Nunca coloque todos os seus ovos em uma única cesta. Varie
seus investimentos em diferentes tipos de ações e diferentes tipos de setores.

Aqui, fazemos um adendo: Não utilize o capital da sua reserva de emergência para
fazer Swing Trade.

Como dito anteriormente, esse tipo de operação pode durar até meses e você não pode
colocar nele um capital que irá precisar retirar a qualquer momento. Isso irá te fazer sair no
momento errado da operação e talvez arcar com uma perda desnecessária.

Como montar minha carteira de ações?

Seu capital deve estar distribuído em ações de acordo com as porcentagem que te passei
anteriormente.

Vamos supor que você possui 5 ações que está muito confiante e considera estarem numa
ótima região de compra.

Nesse caso, você terá 20% de seu capital alocado em cada uma destas 5 empresas para
swing trade.

Você pode diminuir a quantidade de ações caso comece a perder a confiança naquela região.
Assim, você libera capital para outras oportunidades mais promissoras.

E quando devemos estopar?

Nesse caso, você precisa se lembrar de quais foram os motivos que te fizeram entrar nessa
operação em primeiro lugar.

Numa operação de Swing trade, o stop deve vir quando as expectativas para a empresa já
não são mais as mesmas do início de sua operação. Isso pode ocorrer quando algum
resultado da companhia está abaixo do esperado ou quando o ambiente político, fiscal ou
legislação mudam de maneira a atrapalhar o desenvolvimento da companhia.

Agora que aprendeu um pouco mais sobre swing trade, é hora de praticar. Não se esqueça
de fazer suas análises e seguir o planejamento, entrando apenas nos pontos planejados.
Além dos treinos em day trade, passe a realizar também algumas operações de Swing trade
para se acostumar com a dinâmica totalmente diferente que é este tipo de investimento.

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Aula 12 - Arbitragem

Conforme você já aprendeu neste curso, existem diferentes contratos futuros de um mesmo
ativo, cada um com seu vencimento específico.

No caso do dólar, por exemplo, existem 12 contratos por ano cuja única diferença é o tempo
de vencimento.

Você provavelmente já ouviu a expressão “tempo é dinheiro”, correto? No mundo das


finanças, nós chamamos esse tempo de Juros.

Se existem 12 contratos de um mesmo ativo cuja única diferença entre eles é o tempo - que
já definimos que custa dinheiro (juros) - então é correto falarmos que a diferença de cotação
entre um e outro deve ser apenas a taxa de juros, que nesse caso é a taxa de juros.

Exatamente por isso os contratos com vencimento mais longos (distantes) estão sempre mais
“caros” do que os contratos com vencimento mais curtos (próximos) ou os contratos à vista,
como você pode observar no Ibovespa comparado ao índice futuro.

Contudo, existem momentos em que esses ativos estão com uma diferença acima (ou abaixo)
da taxa de juros para o período devido a dois principais motivos:

1- Falta de liquidez não-mercado;


2- volatilidade causada por alguma notícia;

Quando isso ocorre, a tendência natural do mercado é igualar essa diferença e trazê-la de
volta para a equivalente à taxa de juros no período novamente.

Isso quer dizer que quando essa discrepância ocorre, podemos nos aproveitar esperando
que o mercado volte a se estabilizar.

Você não precisa ser uma calculadora humana e nem aprender a mexer com fórmulas
complicadas no excel para se aproveitar deste momento.

Eu desenvolvi uma planilha que irá te falar exatamente o momento para se aproveitar destas
oportunidades e a única coisa que precisa fazer é preenchê-la corretamente.

No Nutror você pode baixar a planilha para começar a utilizá-la.

Como utilizar a planilha de arbitragem

Após baixar a planilha, é necessário atualizá-la de acordo com os ativos da data que estão
sendo operados.

Segue uma imagem da planilha disponível para você:

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Atualizando os ativos

Primeiro, você deve ver qual é o ativo atual de dólar e índice que estão sendo operados e
depois os próximos vencimentos, pois são apenas esses que possuem liquidez e mesmo
assim, as melhores oportunidades surgem apenas na data da rolagem, ou seja, no último
dia de vencimento do ativo atual.

Contudo, a planilha possui algumas fórmulas e por isso, não é suficiente alterar apenas o
ticker do ativo na primeira coluna.

A maneira mais fácil de fazer a substituição é apertar ctrl + L e depois clicar em “substituir”
na janela que irá aparecer.

No exemplo acima, queremos tirar todos os DOLX20 e substituir por DOLF21, que é o ativo
atual de quando esta apostila foi escrita.

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Depois, devemos fazer a mesma coisa com o contrato mais longo. Você nunca pode
confundir: O contrato mais longo deve ficar na primeira linha e o contrato mais curto logo
abaixo dele.

Faça a mesma coisa para o dólar e depois para o índice.

Atualizando os meses

Depois de substituir os contratos com os ativos atuais, é necessário alterar os meses na


coluna “Mês” da segunda tabela e “Fra” da terceira. Deixe sempre o mês atual e os dois
seguintes.

Atualizando os dias úteis

Nas linhas de 13 a 16 da coluna B, você deve adicionar o número de dias úteis em cada mês.
Isso será importante para que a planilha possa calcular corretamente a taxa de juros do
período.

Fator diário do CDI

Agora, o próximo passo é atualizar o fator diário do CDI em todas as colunas com esse nome.

Para saber qual é o fator diário do CDI, que é atualizado apenas quando há alteração na taxa
Selic, você pode digitar “Fator diário CDI” no google e clicar no primeiro link que aparece, o
da B3.

Em seguida, deve aparecer esta tabela:

Nela, você pode ver o fator diário (circulado em vermelho) de acordo com a data que
seleciona no quadro da esquerda.

Esse valor deve ser colocado nas linhas 14 à 16 da coluna C e nas linhas 26 a 29 da coluna
E.

Atualizando as datas de vencimento

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Por fim, é necessário atualizar as datas de vencimento do índice nas linhas 26 a 29 da coluna
C. Essa informação você pode encontrar no profitchart PRO, clicando na lupa do lado de
ajuda e digitando “Calendário de contratos”. Clique na primeira opção e essa janela deve se
abrir:

Agora, você sabe qual é o contrato atual, o próximo e as suas datas de vencimento.

Com isso, sua configuração já estará quase pronta. Basta agora configurar o profitchart para
que ele exporte os dados necessários.

Exportando os dados do profitchart

Não basta somente configurar a planilha. É preciso configurar o profitchart para que ele envie
os dados corretamente, pois isso não é um padrão da plataforma.

Para isso, você deve ir em Arquivo -> Exportar em tempo real

Agora, você pode configurar os dados que deseja que sejam exportados e também de quais
ativos.

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Na aba “Ativos”, você pode clicar em “Adicionar ativo” e escolher os mesmos que acabou de
adicionar na planilha. Basta clicar uma vez em cima do ticker correto para que ele seja
levado para o quadro da direita, onde ficam os ativos para importação:

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Após fazer isso, talvez seja necessário fechar e abrir novamente sua planilha. Não se esqueça
de salvar antes, ok?

Se o mercado estiver fechado quando a atualizar pela primeira vez, todos os resultados irão
aparecer zerados até que o mercado abra.

Agora, você tem uma planilha funcional que irá te indicar quando você pode se aproveitar
da diferença entre as cotações do contrato curto e do contrato longo.

Arbitragem em dólar

Após a atualização da planilha com os tickers corretos, fator diário do CDI e o número de
dias úteis dos meses seguintes, a planilha irá calcular exatamente qual a diferença que deve
haver entre o contrato de vencimento curto e o contrato de vencimento longo no dólar de
acordo com o juros do período.

Até então, vimos apenas que o contrato mais longo deve estar com a cotação maior que o
mais curto. Mas o quão maior ele deve estar? Isso irá variar de acordo com as informações
que você atualizou.

Essa diferença está na célula I5 da planilha.

Conforme a distorção entre os dois ativos ocorre, a planilha indica automaticamente se você
deve FINANCIAR ou REVERTER. Mas o que significam essas palavras?

Antes de te dizer exatamente o que cada uma significa, é necessário te explicar como essa
operação funciona.

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Na arbitragem, você não irá operar apenas um ativo como temos feito até então. Aqui, você
se preocupa com a correlação entre dois contratos com diferentes vencimentos.

Se identificada uma distorção no preço, você pode realizar operações opostas em ambos os
contratos (comprar um e vender o outro) apostando que essa relação irá se estabilizar. Para
essa estabilização, é necessário:

1- O contrato que está mais caro se desvalorize mais em relação ao mais barato (e por isso
você irá vendê-lo);
2- O contrato que está mais barato se valorize mais em relação ao que está mais caro (e por
isso você vai comprá-lo).

Você precisa ter em mente que uma discrepância dessa não faz sentido para o mercado pois
não tem porque dois contratos iguais terem valores de diferença maior ou menor que a taxa
de juros que separa o vencimento deles.

Por isso, a diferença deve se estabilizar e você terá ganhado dinheiro com uma estratégia
relativamente segura.

Veja o seguinte exemplo:

Imagine que a planilha indica que a diferença teórica das cotações entre o contrato curto e
o longo deve ser de 6 pontos.

Contudo, em um determinado momento, uma distorção ocorre e o mercado passa a negociá-


los com uma diferença de 12 pontos.

De acordo com o que acabamos de ver, o contrato curto deverá se valorizar ou o contrato
longo deverá se desvalorizar para que a estabilidade seja alcançada novamente.

Ou seja, você tem agora a possibilidade de realizar uma operação com ganho de 6 pontos
de maneira segura.

Contudo, você não tem como saber qual será o movimento do mercado.

Pode ser que o contrato curto caia 5 pontos enquanto o longo cairá 11. Pode ser que o mais
curto valorize 10 enquanto o mais longo se valorize apenas 3.

Por isso, você deverá se posicionar em ambos os contratos, pois aí você tem a certeza de
que não importa o que aconteça com ambos, a diferença na cotação deve voltar aos 6 pontos.

Daí vem a opção de financiar e reverter que iremos ver a seguir.

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Financiar

Financiamento é quando você empresta dinheiro de alguém com a promessa de pagá-lo


posteriormente correto? Ou seja, é um contrato futuro realizado onde você recebe o dinheiro
agora para pagar numa data futura.

Sendo assim, quando você vende o contrato longo (que é mais caro) e compra o contrato
curto, você está comprando uma dívida agora (contrato curto) com a promessa de pagá-la
com juros (contrato longo).

E quando este tipo de negociação deve ser feito?

Quando a diferença do contrato curto e do longo estiver maior do que o indicado pela
planilha.

No caso do exemplo que colocamos acima, a diferença entre ambos deve ser de 6 pontos
com a correção de juros. Portanto, se essa diferença passar de 6 pontos, você deve fazer
um financiamento (comprar o curto e vender o longo) esperando a diferença diminuir para
zerar a operação.

Neste tipo de operação, você não consegue definir previamente quais serão os seus pontos
de entrada, uma vez que eles não dependem de suportes/resistências mas sim de
discrepâncias que podem surgir a qualquer momento e em qualquer nível de preço.

Reversão

Fazer uma operação de Reversão é fazer exatamente o oposto de um financiamento.

Enquanto no financiamento você compra o contrato curto e vende o contrato longo, na


reversão você irá vender o contrato curto e comprar o contrato longo.

Vimos anteriormente que os contratos longos devem ser sempre mais caros que os curtos.
Portanto, caso em algum momento essa relação se inverta, você deve comprar o longo (que
está muito barato, pois deveria estar acima do curto) e vender o curto (que está caro, pois
deveria estar abaixo do longo).

Isso quer dizer que o contrato longo está muito barato e tem tendência de se valorizar,
enquanto que o contrato curto está muito caro e tem a tendência de desvalorizar.

Como podemos observar isso na planilha?

No lado direito, você possui esta tabela específica para o cálculo do dólar.

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Em vermelho, circulamos a célula que retorna qual é a diferença ideal entre o contrato curto
e o contrato longo de acordo com a taxa de juros do período que você colocou.

Lembre-se: Uma diferença maior do que essa significa que o contrato longo está muito caro
(pois está acima da correção de juros do período), ou o contrato curto está muito
barato (pois mesmo com a correção de juros, ainda não estará no mesmo preço
que o longo).

Sendo assim, você deve comprar o curto, que está “barato” e vender o longo, que está
“caro”.

Quando o preço do longo está mais baixo que o curto, significa que ou contrato curto está
muito caro (pois com a correção dos juros ficará mais caro do que o contrato longo),
ou o contrato longo está muito barato (pois com a correção de juros, ainda não estará
no mesmo preço que o curto).

Sendo assim, você deve vender o curto, que está “caro” e comprar o longo, que está “barato”.

Em verde, circulamos a diferença atual entre os contratos. É este número que a planilha irá
levar em consideração na hora de indicar compra ou reversão.

Por fim, em roxo circulamos os campos que a coluna irá indicar para você financiar (célula
superior) ou Reverter (célula inferior).

Quando devemos sair da operação?

Essa relação tende a se estabilizar perto do ponto de equilíbrio indicado pela planilha. O ideal
é que você zere suas posições quando este ponto de equilíbrio for alcançado.

Antigo: Se o ponto de equilíbrio da diferença entre dois contratos de dólar é de 6 pontos


mas as cotações estão com 12, você irá fazer o financiamento (comprando o curto e
vendendo o longo) e depois zerar suas posições quando a diferença voltar para próximo dos
6.

Aí, fica a seu critério se deseja zerar quando a diferença está em 8, 7, 6 ou até mesmo
esperar para ver se a relação diminui ainda mais.

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Quando essas oportunidades aparecem?

Esse tipo de discrepância pode ocorrer a qualquer momento e costuma durar poucos
minutos.

Contudo, há um período em que ele ocorre mais, que é no último dia de vencimento do
contrato curto.

Os contratos de dólar possuem vencimento mensal e, caso alguém fique posicionado até a
hora desse vencimento, sua posição será zerada automaticamente pela corretora.

Ou seja, se ele estiver comprado no último dia de vencimento de um contrato de dólar, a


corretora irá realizar a venda deste ativo no valor de mercado.

Por isso, os fundos e bancos que precisam ter esses contratos em seu portfólio precisam
fazer algo chamado de “rolagem do contrato”.

Isso significa que eles devem encerrar suas posições no contrato atual para passá-las para
o contrato do próximo vencimento. Por isso, devido ao grande número de negociações que
estão ocorrendo em ambos os vencimentos, é normal que algumas discrepâncias ocorram
momentâneamente.

Portanto, é nesses dias que você deve prestar mais atenção para este tipo de operação.

Agora que já sabe o que é arbitragem e como ela funciona nos contratos de dólar, é hora de
praticar!

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Aula 13 - Arbitragem IND x IBOV

Na aula passada, vimos como você pode utilizar a relação entre os contratos de dólar com
diferentes vencimentos e a taxa de juros para fazer arbitragem e conseguir ganhar dinheiro
com day trade de uma maneira um pouco mais segura.

Além do dólar, o índice também possui contratos futuros com diferentes vencimentos, a
utilização da planilha para a arbitragem de contratos futuros de índice funciona exatamente
da mesma maneira que o dólar.

A diferença é que para a relação Ind x ind, a sugestão de financiamento ou reversão será
dada pela terceira tabela da direita, conforme circulado na figura abaixo:

Arbitragem ind x Ibov

Você já viu em aulas anteriores que o Índice futuro é um contrato relacionado com o índice
à vista do Ibovespa. Portanto, o contrato futuro de índice é nada mais do que a pontuação
do Ibovespa multiplicado pela taxa de juros do período.

Nós não podemos realizar compras e vendas no Ibovespa, visto que ele é um índice com
valor teórico que reflete as principais ações no Brasil. Contudo, existe uma ETF chamada
BOVA11 que busca justamente refletir a performance das ações do Ibovespa.

Portanto, a cotação desta ETF tende a seguir o Ibovespa e também possui correlação com o
índice futuro. Assim, você também pode realizar operações de arbitragem se aproveitando
da correlação do índice e do Ibovespa para conseguir rendimentos acima da taxa Selic numa
operação estruturada e de pouco risco.

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Quando a operação de arbitragem passa a ser Ibov x Ind, a situação muda um pouco de
cenário pois o volume financeiro dos lotes é diferente.

Quando tentamos fazer operações de arbitragem, é necessário que as duas pontas - O


contrato da venda e o da compra - possuem o mesmo “peso” na equação. Ou seja, a variação
de um será balanceada na mesma proporção pela variação do outro.

A diferença de volume financeiro entre um contrato futuro de índice e um contrato de


BOVA11 é muito grande. Por isso, é preciso balancear a quantidade de lotes em cada lado
para que você não fique mais exposto em um ativo do que no outro.

Nós já vimos aqui que o volume financeiro do índice é equivalente à pontuação do contrato
multiplicado por R$1,00 (ou R$0,20 no caso dos mini contratos).

O BOVA11, no entanto, possui cotação igual a uma ação e o valor de seu lote mínimo é a
cotação atual multiplicada por um.

Ou seja, enquanto um mini contrato de índice a 109.915 pontos tem um volume financeiro
de R$0,20 x 109.915 = R$21.983,00, o BOVA11 será simplesmente o preço de sua cotação
no momento x 1.

Ex: Se o BOVA11 estiver cotado a R$105,20, então o volume financeiro do lote mínimo é de
R$105,20.

Nesse cenário, você precisará aumentar a quantidade de contratos de BOVA11 para que ela
se equilibre com o índice.

Mais uma vez, você não precisa se preocupar pois nossa planilha irá te ajudar a balancear
os dois ativos de maneira automática. Para isso, você pode clicar na aba “Montagem Bov x
Ind”, conforme a figura a seguir:

Se você pretende fazer essa arbitragem utilizando mini contratos de índice, deve preencher
na tabela da Direita (célula J7) o número de mini contratos que irá utilizar. Caso a intenção
seja utilizar o cheio, preencha na célula G6 a quantidade de contratos.

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Na imagem acima, temos a cotação do BOVA11 em R$105,17. Para balancear essa operação
com 5 contratos do cheio, é necessário realizar a compra/venda de 5.198,25 ações de
BOVA11.

Por outro lado, para utilizar 5 mini contratos enquanto o BOVA11 está nesta mesma cotação,
será necessário utilizar 1.039,65 ações de BOVA11.

Essas quantidades de BOVA11 devem ser arredondadas pois não é possível operar frações
deste papel.

Taxa Ninja

Neste módulo, você viu que a cotação do contrato futuro de índice é dada pela cotação do
Ibovespa corrigido pela taxa básica de juros no país.

Como a arbitragem é um tipo de operação seguro, seu rendimento a termos de eficiência é


medido em o quando ela pode te dar de retorno em comparação à selic. Afinal, qualquer
risco adicional que dê como retorno um rendimento abaixo da Selic é considerado como
perda de dinheiro.

Exatamente por isso existe a taxa ninja na planilha, como pode observar no print abaixo:

Em roxo, circulamos a taxa ninja no mercado que te retorna o rendimento que terá caso
realize esta operação e a segure até o vencimento do contrato futuro.

Em Verde, a planilha te mostra exatamente qual é o rendimento que você terá se colocar o
capital em uma renda fixa que retorne 100% do CDI.

Portanto, o papel da taxa ninja é basicamente falar quando essa operação vale a pena
quando comparada com o rendimento do CDI. Se a taxa estiver maior que o CDI, essa
operação te dará lucro acima de uma renda fixa. Se for menor, então não vale a pena a
arbitragem neste momento para esses ativos.

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Aula 14 - Long-Short

Nas últimas duas aulas, eu te ensinei a como se aproveitar das discrepâncias que ocorrem
algumas vezes com contratos futuros de vencimentos diferentes. Nesses casos, qualquer
diferença além da aplicação da taxa de juros se torna uma oportunidade.

Contudo, você sabia que não é só dessa correlação que podemos nos aproveitar?

Imagine que duas empresas possuem produtos e públicos extremamente semelhantes. Não
seria óbvio dizer que, se administradas corretamente, a evolução de ambas será mais ou
menos na mesma proporção?

É exatamente disso que iremos falar nesta aula.

Veja por exemplos, dois gráficos de duas empresas diferentes mas que são do mesmo setor
(neste caso, setor financeiro):

Empresa 1: Banco do Brasil

Empresa 2: Bradesco

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Não é preciso nenhum esforço para enxergar que, apesar dos níveis de preço serem muito
diferentes, a movimentação da cotação das ações de cada uma são extremamente parecidas.

Você pode fazer o exercício de buscar em sua plataforma outros gráficos de empresas que
pertencem aos mesmos setores e verá que isso não é uma coincidência.

Isso não quer dizer que o preço de um depende do outro, mas sim que, quando a
administração das duas é saudável, ambas dependem dos mesmos fatores para performar
bem.

Se as duas dependem dos mesmos fatores, em condições normais a performance será


sempre parecida: Se o faturamento de uma aumentar, a outra tende a fazer o mesmo. Se
diminuir, a outra provavelmente também diminuirá.

Isso quer dizer que o preço das duas sempre estarão caminhando de maneira conjunta: Se
uma subir 10%, a outra também deve subir na mesma proporção.

Contudo, em alguns momentos pode haver uma distorção nessa relação.

Imagine que um grande investidor estrangeiro está colocando milhões de reais em


investimento comprando ações do Bradesco.

Momentaneamente, este ativo irá se valorizar mais do que o Banco do Brasil. Contudo, com
o tempo, essa discrepância tende a ser corrigida pois não houve uma notícia de mudança
estrutural que mudasse a realidade de nenhuma das empresas.

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Como identificar distorções

Em seu profitchart, existe uma ferramenta chamada Indexação de ativos.

Ela irá te permitir ver um gráfico de um ativo relacionado com o outro. Para fazer essa
indexação, você deve abrir o gráfico de um dos ativos e depois apertar “ctrl + I”. Feito isso,
a seguinte janela deve aparecer:

No campo “selecione o ativo indexador”, basta escolher qual é o papel que deseja indexar
com o gráfico atual.

No campo “Tipo de Indexação”, deixe selecionado “divisão” mesmo. Não é necessário


selecionar o campo de multiplicador.

Ao fazer isso com os exemplos do branco do Brasil e o do Bradesco como indexador, o gráfico
ficará desta maneira:

Agora, você está vendo a divisão do preço das ações do Banco do Brasil (BBAS3) pelo preço
das ações do Bradesco (BBDC4).

Perceba como o resultado desta divisão sempre está próximo a 1,5. Isso quer dizer que,
neste período de tempo, as ações do Branco do Brasil sempre estiveram 1,5 vezes mais caras
que as do Bradesco.

Existiram momentos em que essa relação se distorceu, mas nunca chegou a ficar maior do
que 1,67 e nem menor do que 1,32, conforme indicamos no gráfico com a linha horizontal.

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Isso quer dizer que quando essa relação chegou a 1,32, as ações do Bradesco estavam muito
caras em relação ao preço das ações do Banco do Brasil. Já que a performance das duas
tendem a ser parecidas, os investidores irão preferir comprar Banco do Brasil do que
Bradesco.

Da mesma maneira, quando a relação chegou a 1,67 as ações do Banco do Brasil estavam
muito caras quando comparadas com Bradesco. Por isso, os investidores preferiram alocar
seu capital em Bradesco e isso trouxe novamente a relação para próxima do 1,5.

O que estou tentando mostrar com isso é que quando os preços de ações de um mesmo
setor começam a se comportar de maneiras diferentes, uma oportunidade de realizar uma
operação combinada entre estes dois papéis aparece.

Como se aproveitar dessas discrepâncias

Quando um ativo começa a ficar mais caro que o outro, você sabe que em algum momento
esta relação deve voltar ao normal da mesma maneira que os contratos futuros voltam.

Lembrando que quando me refiro a “mais cara” ou “mais barata”, não estou falando do preço
da ação e sim da relação entre as duas. Para te ajudar a decorar isso, lembre-se:

Quanto maior o valor mostrado na indexação, mais caro a ação indexada (circulada em
vermelho) está. Quanto menor o valor mostrado, mais cara a ação indexadora (circulado em
amarelo).

Contudo, você não tem certeza de que uma irá subir e outra cair, correto? Isso porque vários
cenários podem acontecer:

● A ação que está mais cara pode cair 10% enquanto a que está barata cair
apenas 5%;
● A ação mais cara se valorizar apenas 1% enquanto a mais barata se valorizar
9%;
● A mais barata fica estável e a mais cara cai.

Por isso, ao invés de simplesmente apostar, você pode realizar uma operação estruturada
para ganhar em qualquer um desses movimentos. Essa operação é chamada de Long &
Short.

Ou seja, Long & Short é um tipo de arbitragem que você faz com ações diferentes, mas que
possuem uma correlação.

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O que fazer quando a oportunidade surgir

Quando você identificar uma relação que está muito longe de seu patamar de equilíbrio
normal, você deve vender a ação cara e comprar a barata.

Para saber qual é qual, basta:

● Se a relação estiver no topo do range: A indexada está cara e a indexadora está


barata
● Se a relação estiver no fundo do range: A indexada está barata e a indexadora
está cara

Dessa maneira, não importa qual movimento aconteça, você irá conseguir lucrar quando a
relação voltar ao seu estado normal.

Veja por exemplo esse gráfico da relação entre SANB11 (indexado) e BBAS3 (Indexador):

Veja como há 2 anos a relação entre um ativo e outro se manteve dentro do range mostrado
no gráfico.

Nesse momento, a relação está no topo do range e, na operação de long short, isso é um
sinal para vender a indexada (SANB11) e comprar a indexadora (BBAS3).

Como funciona a margem

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A vantagem de fazer uma operação estruturada como essa é que:

1- Você estará menos sujeito a riscos


2- Será possível utilizar uma margem maior, uma vez que sua posição vendida irá gerar um
tipo de “financiamento” para a posição comprada.

Contudo, vale lembrar que o long & Short é utilizado apenas para Swing trade! Essa
discrepância não ocorre de uma hora para a outra e leva dias para se restabelecer. No
intraday, pode ocorrer várias vezes mas não há garantia de que volte a se estabilizar de
maneira rápida.

Como utilizar os stops

Da mesma maneira que em operações de Swing trade, as operações de Long & Short devem
ser estocadas quando os motivos que te levaram a entrar naquela operação já não fazem
mais sentido.

Por exemplo, não adianta você entrar numa operação cuja relação está muito cara, quando
é divulgada a notícia de que a empresa indexadora (mais barata) está à beira da falência.
Nesse caso, a sua cotação irá continuar caindo e não tem relação nenhuma com o preço das
ações da empresa indexada.

Da mesma maneira, o seu stop gain pode ser feito a qualquer momento quando estiver
satisfeito com o resultado ou não enxergar mais potencial para que a relação continue te
beneficiando.

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Aula 15 – Juros Futuros (DI)

Após passarmos pelos mercados futuros e de ações, chegou a hora de falarmos um pouco
sobre o DI. Basicamente, o DI são contratos de juros futuros que podem ser utilizados como
proteção em investimentos de renda fixa.

Antes de nos aprofundar sobre isso, vamos falar um pouco sobre os dois tipos de renda fixa:

Tipos de Renda Fixa

Prefixados: São títulos que o prazo e a taxa de remuneração do capital são conhecidos e
definidos antes da aplicação. Nesse tipo de investimento , o investidor resgata o valor
investido na data acordada; acrescido da remuneração previamente estabelecida. Ou seja,
você consegue estimar exatamente o valor que terá no futuro.

Exemplo: Você fez uma aplicação em um título prefixado a taxa de 8% a.a no valor de
R$100.000,00 pelo prazo de 1 ano. Ao final desse um ano, ou seja, no vencimento, você
receberá o valor de R$108.000,00, que é o valor inicial acrescido dos juros de 8% no período.

Pós-fixados: São títulos onde você tem conhecimento do prazo, mas no entanto, não tem
conhecimento do montante de juros que irá receber, uma vez que as taxas possuem uma
correção indexada (dividida) a variação de algum índice que pode sofrer alterações até o
vencimento. Portanto, nesse caso, esse tipo de Renda Fixa, contém componentes variáveis.
Normalmente, esses títulos são indexados a taxas de juros ou indicadores de inflação
previamente estabelecidos, no qual o resultado esperado é positivo.

Exemplo: Você faz uma aplicação em um título pós-fixado, com prazo de 12 meses indexado
ao IPCA no valor de R$100.000,00. Você espera que o IPCA tenha rendimento de 4% no
período. Porém, ele pode variar para muito mais ou muito menos. Portanto, você só saberá
o valor ao final do prazo. Não há como precisar o valor que irá receber.

Você pode ler um pouco mais sobre renda fixa no item 1 da nossa apostila.

Os Juros futuros servem justamente para se proteger das variações da renda fixa ao longo
do tempo, podendo ser feito de maneira semelhante às arbitragens que viemos fazendo ao
longo das últimas aulas.

Por que os juros são importantes?

O objetivo de todo investidor é obter o maior retorno possível correndo o menor risco
necessário. Os rendimentos com menor risco são justamente a renda fixa, porém não dão
um retorno tão grande quanto a variável.

Sendo assim, a tomada de deci