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Poder Judiciário

Conselho Nacional de Justiça


BALANÇO DO ANO 1 DA GESTÃO

Setembro/2020 – Setembro/2021

O Excelentíssimo Senhor Ministro Luiz Fux

Presidente do Conselho Nacional de Justiça

Sessão de 21 de setembro de 2021

Em 10 de setembro de 2020, assumi a Presidência do Supremo

Tribunal Federal e a Presidência do Conselho Nacional de Justiça,

para o biênio 2020-2022. Naquela oportunidade, sabia que teríamos

pelo menos dois grandes desafios de gestão.

Primeiro, era necessário manter o Judiciário em funcionamento

durante a pandemia da Covid-19, com aprimoramento de normas e

regras que ampliassem os serviços judiciários. Ao longo desse

período de mais de um ano em que enfrentamos o coronavírus, o

Judiciário brasileiro não parou! Nossos magistrados, magistradas,

servidores e colaboradores seguem desempenhando, com excelência,

sua missão, cientes de seu compromisso com a sociedade, bem como

da importância do Poder Judiciário, a qual se eleva nesses tempos

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desafiadores em que já se contabilizam mais de 590 mil mortes, no

Brasil, em decorrência da Covid.

Não podemos nunca esquecer que essas vítimas têm nome e

sobrenome. Não são apenas estatísticas. São amigos, avós, pais, filhos

e netos que deixam saudade nas famílias que constituíram. Nesse

sentido, gostaria trazer uma palavra solidária aos familiares das

vítimas desta pandemia, reiterando nosso compromisso institucional

de destinar todos os esforços possíveis em prol da superação dessa

crise sanitária e econômica.

O segundo desafio era, ao mesmo tempo e com a mesma

prioridade, olhar para o futuro e planejar a Justiça que queremos.

Pautado por essa reflexão acerca de qual Judiciário almejamos e o

que esperamos para Magistratura brasileira, defini 5 eixos

estratégicos de nossa gestão. São eles: 1) a proteção dos direitos

humanos e do meio ambiente; 2) a garantia da segurança jurídica

conducente à otimização do ambiente de negócios no Brasil; 3) o

combate à corrupção, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro,

com a consequente recuperação de ativos; 4) o incentivo ao acesso à

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justiça digital, e 5) o fortalecimento da vocação constitucional do

Supremo Tribunal Federal.

À frente do Conselho Nacional de Justiça, nossa atuação está

calcada em 4 eixos. Além da promoção da Justiça Digital, também

desenhamos uma atuação destinada à tutela dos direitos humanos e

do meio ambiente, à promoção da estabilidade do ambiente de

negócios para o desenvolvimento nacional, e ao combate à corrupção

e à lavagem de dinheiro para a recuperação de ativos.

Para cada um dos eixos de nosso plano de gestão,

desenvolvemos projetos prioritários e estruturantes. Atuamos na

construção de um Judiciário moderno e voltado à população e os

resultados alcançados, nesse primeiro ano de gestão, refletem nossa

visão estratégica.

Nosso compromisso central com a proteção dos direitos

humanos e do meio ambiente se traduziu, inicialmente, com a

instituição do Observatório de Direitos Humanos do Poder

Judiciário, cuja criação foi anunciada logo no início de minha gestão,

mais especificamente em meu discurso de posse. Diversas melhorias

foram propostas pelas pessoas da sociedade civil que participam do

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colegiado, as quais já resultaram em ações voltadas ao

aprimoramento do acesso à Justiça, com ações de defesa da

dignidade da pessoa humana e de princípios como a democracia.

Como exemplo, menciono: (i) a criação de cotas para pessoas

negras nos concursos públicos de cartório; (ii) a ampliação da cota

racial para 30% das vagas em estágio; (iii) o monitoramento dos

direitos das pessoas LGBTQIA+; (iv) o fortalecimento dos direitos

dos índios, com a criação da Rede Altos em Direitos Indígenas; e (v)

o reforço da política de enfrentamento à violência contra a mulher,

com destaque para o “Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas

de Segurança voltado ao Enfrentamento à Violência”.

Também criamos o Observatório do Meio Ambiente do Poder

Judiciário, cuja atividade tem como uma das diretrizes reforçar a

atuação estratégica do Poder Judiciário na análise e no julgamento

dos temas relacionados ao meio ambiente com ferramentas

processuais eficazes no enfrentamento às violações ambientais, como

o recente lançado Sirenejud.

Investimos em governança, eficiência, transparência e

inovação tecnológica como vetores estratégicos para impulsionar um

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novo modo de se pensar e de se fazer Justiça. Nesse sentido,

aprofundamos os debates para promover uma verdadeira revolução

tecnológica, aprimorando a prestação jurisdicional e o acesso à

Justiça, ao mesmo tempo em que fomentamos a redução de custo e a

desburocratização de processos.

Um dos fios condutores dessa revolução é o Projeto Justiça 4.0,

criado para tornar a Justiça um serviço com vistas a aproximar o

Judiciário ainda mais da necessidade da população, por meio do uso

colaborativo de novas tecnologias, como: (i) a Plataforma Digital do

Poder Judiciário; (ii) o Juízo 100% Digital; (iii) o Balcão Virtual; (iv)

o Núcleo de Justiça 4.0; (v) a Plataforma Sinapses e o Codex.

O Justiça 4.0 já é realidade em todo o país. Todos os tribunais

já estão empregando o Balcão Virtual e mais de 7,2 mil Varas,

Juizados e Cartórios Eleitorais já utilizam o Juízo 100% Digital, no

qual todos os atos são remotos, sem a pessoa precisar se deslocar até

um fórum.

Seguimos também avançando no compromisso com a

ressocialização das pessoas privadas de liberdade, com a execução

do Programa Fazendo Justiça. Atuamos na modernização e na

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expansão de uso do Sistema Eletrônico de Execução Unificado

(SEEU). As novas versões do sistema, lançadas neste ano, conferiram

maior segurança e agilidade aos processos de execução penal.

Alcançamos nossas metas planejadas e entregamos uma série

de produtos. Reforçarmos as parcerias com a sociedade e com os

órgãos do Sistema de Justiça, desenvolvendo soluções que servem

para aprimorar cada vez mais o serviço prestado. Esses resultados

estão consolidados no Relatório do Primeiro Ano de nossa gestão,

que será disponibilizado na página do Conselho Nacional de Justiça.

Ressalto, assim, que todos os resultados alcançados são fruto

do esforço e do trabalho conjuntos de Ministros, Conselheiros,

juízes auxiliares, servidores, colaboradores e estagiários.

Agradeço, portanto, a cada um que, com seu trabalho e dedicação,

contribuiu para os avanços alcançados nesse primeiro ano de gestão.

Seguiremos comprometidos com o cumprimento de nossas metas,

firmes no propósito de fornecer à sociedade uma prestação

jurisdicional de excelência.

A todos, obrigado!

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