Você está na página 1de 94

Como Fazer uma

Pesquisa
Científica?

uís Fabrício
 
W. Góes  
Sumário
 Introdução
 Escolha da Área de Pesquisa
 Levantamento Bibliográfico
 Estudo do Estado da Arte
 Trabalhos Relacionados
 Método de Desenvolvimento da Pesquisa
 Resultados
 Conclusão
   
Introdução
 Inventor x Pesquisador
 Inventor procura problemas para soluções
 Processo aleatório e desorganizado
 Pesquisador procura soluções para problemas
 Processo metódico e fundamentado

   
Escolha da Área de
Pesquisa

 A  área  da  pesquisa  é 


geralmente  limitada 
pela  universidade  e 
curso.
 A  área  da  pesquisa  é 
definida  pelas 
aptidões  do  aluno, 
área  do  orientador  e 
disciplinas  mais 
interessantes.
   
Levantamento Bibliográfico
e Estudo Inicial da Teoria

 Indicar Bibliografia   Conhecer a área   Livros Teóricos


Básica superficialmente   Tutoriais
 Passar Conhecimento  (saber os principais   Internet
e Experiência conceitos)
 Artigos 
 Direcionar Estudos  Investigar e explorar a 
área (procurar 
referências, grupos de 
pesquisa etc.)
   
Busca de Informação
 O levantamento bibliográfico é uma etapa 
que acompanha todo o processo da 
pesquisa.

 Mas a cada etapa da pesquisa, as 
referências mudam e são lidas com uma 
visão diferente.

   
Busca de Informação
 Principais veículos de informação:
 Livros
 Artigos Científicos
 Web ( possui os outros dois!:­) )

   
Busca de Informação
 Etapas da pesquisa e os meios mais 
utilizados
Etapa Meios Mais Utilizados
Estudo do Estado da Arte Livros, tutoriais, surveys e 
anotações de aulas
Trabalhos Relacionados Artigos e revistas científicas
Implementação e Testes Relatórios técnicos, livros 
técnicos e listas de 
discussão
   
Busca de Informação
 Como se organizar nesta fase?
 Sempre criar um arquivo .txt (ou uma folha de 
papel mesmo) para cada referência lida com 
os pontos principais
 Cada vez que retornar a referência, as 
anotações serão completamente diferentes 
(por causa da sua maturidade no assunto)
 Quem lê e não anota, perde tempo! Vai ter 
que ler de novo e não sabe nem aonde. 
Lembre­se: sua memória é limitada
   
Busca em Livros
 Onde procurar? 
 Na biblioteca da universidade e também de 
outras universidade (peça um amigo)
 Livros importados com os professores (são 
muito caros e difíceis de encontrar)
 A princípio não compensa comprar nenhum 
livro, somente se o professor recomendar 
fortemente (conferir se ele não é o próprio 
autor)

   
Busca em Livros
 O que é um bom livro?
 Bastante didático, ou seja, com muitos 
exemplos e figuras
 Livro mais recente (data < 5 anos atrás)
 Livro com material didático na Internet (possui 
simuladores, exercícios hipermídia etc.)

   
Como ler um livro?
 A partir da primeira página? Ler ele todo? 
 De jeito nenhum!!!

 Primeiro olhar o sumário para procurar 
conhecer os principais tópicos do livro
 Apenas folhear todo o livro

   
Como ler um livro?
 Ler apenas os sub­tópicos mais 
específicos relacionados com a sua 
pesquisa. 
 Exemplo: pesquisa em cache
 Procurar um livro de arquitetura de 
computadores (lembre­se: livros são amplos)
 Ler somente tópicos que falam de cache

   
Como procurar um
assunto em um livro?
 Não comece pelo sumário. Vá para o final 
do livro e procure o termo no índice 
remissivo.

 O índice remissivo dará a localização 
exata (página) de um termo específico.

   
O Que Pode Ser Encontrado
Nestas Páginas da Web?
 Livros Online
 Jornais Eletrônicos
 Bibliotecas Digitais
 Surveys
 Tutoriais
 Páginas Pessoais e de Grupos
 Grupos de Discussão
 Áudio, Vídeo e Imagens
 Etc.
   
Busca de Informação na
Web
 Como encontrar páginas que contenham 
informação de qualidade sobre um 
determinado tópico?

 Categorias de Ferramentas de Busca
 Buscadores
 Meta­Buscadores
 Diretórios de Tópicos
 Web Invisível
   
Buscadores
 Bases de dados de buscadores são criadas por 
programas robôs chamados spiders ou crawlers.

 Estes robôs vasculham os links de cada página, 
encontrando novas páginas que serão 
indexadas na base de dados do buscador. 

 A indexação permite que essas páginas sejam 
buscadas por suas palavras chaves.

   
Exemplos de Buscadores
 Google ­ www.google.com

 Altavista ­ www.altavista.com

 Yahoo ­ www.yahoo.com

 Cadê? ­ www.cade.com.br

 Ask ­ www.ask.com

   
Google

   
Limitações dos
Buscadores
 Os maiores indexadores (Google, Yahoo etc.) 
juntos indexam apenas 10% da Web.

 A informação contida na Web Invisível (Deep 
Web) é 400 a 550 vezes maior que a da Web 
Pública (Surface Web).

 O Google atualmente indexa apenas 8,75 
bilhões das 200 bilhões de páginas existentes.
   
Meta-Buscadores
 As palavras­chaves são transmitidas para 
vários buscadores simultaneamente e os 
resultados de cada buscador são 
retornados para o usuário.

 Um meta­buscador não possui a base de 
dados onde as páginas estão 
armazenadas.

   
Exemplo de Meta-
Buscadores
 DogPile ­ http://www.dogpile.com/

 SurfWax ­ http://www.surfwax.com/

 Vivisimo ­ http://vivisimo.com/

   
Meta-Buscadores de
Tópicos Específicos
 Estes meta­buscadores procuram apenas por 
assuntos específicos.

 Os links para vários destes buscadores, 
separados em diretórios de interesse podem ser 
encontrados em:

 Google Custom Search Engines 
http://www.customsearchengine.com/

   
Diretórios de Tópicos
 São diretórios de links para páginas da 
Web separadas por tópicos de interesse.

 É um conjunto de páginas de alta 
qualidade cuidadosamente selecionadas e 
avaliadas por humanos (sem auxílio de 
robôs).

   
Exemplos de Diretórios de
Tópicos
 Librarians' Index ­ www.lii.org  

 Infomine ­ infomine.ucr.edu

 Academic Info ­ www.academicinfo.us

 About.com ­ www.about.com

 Google Directory ­ directory.google.com

 Yahoo! Directory ­ http://br.yahoo.com/info/diretorio.html
   
Yahoo! Diretório

   
A Web Invisível
 Páginas da Web que não são indexadas nem 
por buscadores, meta­buscadores e diretórios 
de tópicos.

 Representa 90% das páginas na Web.

 A informação contida nestas páginas são de 
mais alta qualidade.

   
Mas Como Encontrá-la?
 Estas páginas estão presentes em:
 Sites muito dinâmicos, ou seja, que se atualizam com 
frequência.
 Sites privados (bases de dados) e protegidos por 
senhas, termos de verificação ou firewalls.

 Para encontrar estas páginas:
 Navegue através dos links disponíveis nos diretórios 
de tópicos.
 Use a palavra “database” ou base de dados agregada 
a suas palavras chave em uma busca no Google.

   
Um Guia de
Realização de Buscas
1) Seja específico: faculdade cotemig
2) Sempre que possível, utilize substantivos e objetos como 
palavras­chave: curso sistemas informação belo horizonte
3) Coloque os termos mais importantes no início da lista de 
termos:   sistemas informação belo horizonte curso
4) Use pelo menos 3 palavras chave na busca: curso sistemas 
informação  
5) Sempre que possível, combine as palavras­chave em frases: 
“sistemas de informação”   
6) Evite palavras comuns: curso graduação
7) Pense sobre palavras que você espera encontrar no corpo da 
página: sistemas informação secretaria faculdade 

   
Realizando uma Busca
no Google
 Algumas considerações:
 O uso de acento, inclui a mesma palavra sem 
acento também. Ex: “gerência” também inclui 
“gerencia”. O contrário não é verdadeiro.
 O buscador não diferencia letra maiúscula e 
minúscula tanto faz.
 Quanto menor o número de ocorrências 
retornado pelo buscador, melhor a qualidade 
dos seus resultados.
   
Refinando uma Busca

Com aspas ...

Em inglês (com aspas)  ... Muito mais links

   
Refinando uma Busca
Especificando o tipo do arquivo

Especificando o título

Somando o tutorial

   
Refinando Buscas com
Comandos
 Mas se você insiste em ler em português ....

 Sorte que muitos termos na nossa área não 
são traduzidos ...

   
Teste Você Mesmo!
 Mostra todas as ocorrências que possuem COLÉGIO E 
COTEMIG ao mesmo tempo
 COLÉGIO + COTEMIG
 COLÉGIO COTEMIG
 COLÉGIO AND COTEMIG

 Mostra todas as ocorrências que possuem a expressão 
(frase)
 "COLÉGIO COTEMIG" 

 Mostra todas as ocorrências que possuem pelo menos 
uma das duas palavras
   COLÉGIO OR COTEMIG   
Teste Você Mesmo!
 Coloque as palavras por ordem de importância
 COTEMIG COLÉGIO

 Sinal “­”: mostra todas as ocorrências que possuem 
COTEMIG, mas NÃO possuem colégio
 ­COLÉGIO +COTEMIG

 Sinal “*”: Mostra todas as ocorrências onde colégio e 
cotemig estão separados por uma ou mais palavras
 COLÉGIO * COTEMIG

 Quais buscas apresentaram o maior e o menor número 
de ocorrências? Quais apresentaram os melhores 
 
resultados?  
Comandos do Google
 LINK: Mostra todas as páginas que apontam para o site do Cotemig
 link:www.cotemig.com.br

 DEFINE: É um dicionário que mostra as definições de faculdade
 define:faculdade

 SAFESEARCH: Mostra retorna todas as ocorrências que não possuem 
sites adultos 
 safesearch:faculdade

 SITE: Mostra as ocorrências da palavra alunos dentro apenas do site 
Cotemig
 alunos site:www.cotemig.com.br

  $X...Y: Mostra todas as ocorrências que tem computador com valor entre 
2000 e 3000 reais
 computador $2000...3000
   
Mais Comandos do
Google ...
 FILETYPE: especifica o tipo de arquivo

 INTITLE: procura as palavras­chave apenas nos títulos 
das páginas

 INFO: Mostra informações sobre um determinado link.

 RELATED: Mostra páginas relacionadas com um 
determinado link.

 Mas informações em:
 http://www.google.com/help/cheatsheet.html

   
Você Sabia que o Google
Também é uma
Calculadora?
 Tente fazer os seguintes cálculos no 
Google:
 45 + 39 (adição)
 45 – 39  (subtração)
 45 * 39 (multiplicação)
 45 / 39 (divisão)
 2^5 (potência)

   
Wikipédia

 É uma enciclopédia livre construída por milhares de pessoas em 
todo mundo (http://pt.wikipedia.org/wiki/)

 Um estudo na Nature afirma que Wikipedia é quase tão preciso 
quanto a enciclopédia britância. Além disso é utilizado amplamente 
por cientistas.

 O conteúdo do Wikipedia é verificado e validado por várias 
pessoas.

 Hoje em dia, os documentos já verificados são confiáveis e até uma 
boa referência.

   
Busca de Artigos
Científicos
 Onde procurar artigos da área de Informática?
 IEEE – www.computer.org
 ACM – www.acm.org
 Citeseer – http://citeseer.ist.psu.edu/ (de graça)
 Google Scholar – scholar.google.com
 SBC – www.sbc.gov.br (no Brasil)
 Capes – www.capes.gov.br (no Brasil)
 Springer – Lecture Notes in Computer Science 
www.springer.de/comp/lncs/

   
E os Artigos Pagos?
 Procure o nome do artigo nos sites anteriores.

 Faça uma busca no Google pelo nome dos 
autores e respectivas universidades.

 Os autores geralmente disponibilizam cópias 
dos artigos publicados nas suas páginas 
pessoais.

   
Busca em Artigos
 Artigos científicos são específicos, pouco 
didáticos (requerem conhecimento prévio 
do assunto) e as referências relevantes 
estão em inglês

 Artigos só devem ser consultados depois 
que o pesquisador já possui um bom 
domínio dos conceitos básicos

   
Categorias de Artigos
 Ranking de importância de uma publicação em ordem 
crescente (aumenta­se também a dificuldade de 
aprovação do artigo para publicação):
 Resumo de Iniciação Científica (de 1 a 4 páginas)
 Artigo Completo em Congresso Nacional (no mínimo 6 páginas)
 Artigo Completo em Congresso Internacional (no mínimo 6 
páginas)
 Artigo em Revista Nacional 
 Capítulo de Livro Nacional
 Artigo em Revista Internacional
 Capítulo de Livro Internacional
 Livro Nacional
 Livro Internacional
   
Como saber se um artigo
é bom?
 Onde o artigo foi publicado?
 Os congressos e revistas são rankeados pelo 
Citeseer, ISI (esse é pago – somente para revistas) e 
Google Scholar
 Artigos mais referenciados são melhores e 
confiáveis!!!

 Vasculhar a vida dos autores do artigo
 No exterior: páginas pessoais
 No Brasil: lattes.cnpq.br (todo pesquisador é obrigado 
a manter o seu currículo lattes atualizado)
   
Como saber se um artigo
é bom?
 A CAPES possui um documento que define os 
critérios para classificação dos periódicos (ou 
revistas) e eventos (ou congressos)
 Eles são classificados em A, B ou C de acordo com o 
ISI e o Citeseer. 
 Também levam em consideração a entidade que o 
publicou. IEEE, ACM e Lecture Notes geralmente 
possuem conceito A (mas cuidado, nem sempre 
todos os artigos são realmente bons)
 Pesquisadores precisam de um número mínimo de 
publicações

   
Como ler um artigo?
 Primeiro, lê­se o resumo e a conclusão
 Entender a parte mais técnica apenas se 
extremamente necessário, pois requer 
muito tempo (proporcional a sua 
maturidade no assunto)
 Anotar os resultados alcançados e 
conclusões de cada artigo

   
Escolha de um Problema
Amplo
 O problema pode ser indicado pelo 
orientador (pessoa mais experiente na 
área) ou pelo próprio aluno.
 O problema deve estar relacionado 
com o tópico que pareceu mais 
interessante na fase de estudo do 
aluno.
 O orientador deve avaliar a viabilidade 
(infra­estrutura, cronograma etc.) da 
realização de uma pesquisa sobre o 
problema.
 O problema precisa agradar tanto o 
orientador quanto o aluno (acordo 
entre as partes).

   
Estudo do Estado da Arte
 Levantamento bibliográfico sobre o problema 
amplo

 Estudo do problema amplo
 Organização do material
 Divisão por assuntos
 Criação de resumos críticos

 Definição do Contexto 
 Situação do conhecimento atual sobre o 
problema/tema da pesquisa
   
Estudo do Estado da Arte
 Também conhecido como revisão da literatura, o estudo 
do estado da arte serve para:
 Reconhecer e dar crédito à criação intelectual de outros autores
 Indicar que se qualifica como membro de uma determinada 
cultura disciplinar através da familiaridade com a produção de 
conhecimento prévia na área 
 Abrir um espaço para evidenciar que seu campo de 
conhecimento já está estabelecido, mas pode e deve receber 
novas pesquisas
 Prover fundamentação teórica para o leitor do artigo (explicar 
conceitos básicos da área)

   
Como escrever um estudo
do estado da arte?
 Todo o estudo do estado da arte deve ser embasado 
em outras referências bastante difundidas.

 Os conceitos, como o resto do texto, não devem ser 
copiados, mas lidos, entendidos e escritos com suas 
próprias palavras. Usar pelo menos 3 referências 
principais.

 Quando existir a necessidade de copiar algum trecho de 
texto, este deve vir referenciado e entre aspas.

   
Como escrever um estudo
do estado da arte?
 O texto do Estudo do Estado da Arte 
(EEA) deve estar estruturado da seguinte 
forma:
 Tópico 1 – Área principal (5% do EEA)
 Tópico 2 – Objeto Principal (35% do EEA)
 Tópico 3 – Tipos do Objeto (60% do EEA )

   
Escolha de um Problema
Específico
 Etapa difícil e muito importante em uma pesquisa.

 Como escolher O PROBLEMA?
 A habilidade de encontrar problemas é adquirida com o tempo, 
não existe fórmula mágica
 Portanto, o ideal para um iniciante é que seu orientador indique O 
PROBLEMA 
 Dica: associar O PROBLEMA a uma ou mais perguntas que 
você gostaria de responder sobre o problema amplo estudado.

 Definir e delimitar (escopo) O PROBLEMA.
   
Justificativa da Pesquisa
 Mostrar a importância do problema a ser pesquisado

 Apresentar motivos convincentes para a realização de 
uma pesquisa para solução deste problema

 Destacar os principais beneficiários com os resultados 
dessa pesquisa

 Apontar os riscos e vantagens dessa pesquisa

   
Definição dos Objetivos
e Metas da Pesquisa
 Objetivos: desígnios que se pretende atingir. 
Geralmente iniciados com um verbo no 
infinitivo.
 Principais: são os objetivos mais importantes da 
pesquisa.
 Intermediários: são os objetivos necessários para se 
alcançar os principais.

 Metas (resultados esperados): são os 
resultados (objetos) que se pretende produzir 
com a pesquisa.
   
Como estruturar o texto da
introdução?
 Existe uma matemática para a 
escrita de um artigo.
 Devemos sempre verificar se esta 
estrutura está “casando” para evita  Introdução
incoerências
Problema
Resumo

Problema Resultados
Justificativa
Solução
Título Objetivos
Hipóteses
Contribuições Conclusão

Objetivos
   
Trabalhos Relacionados ao
Problema
 Os trabalhos relacionados com o problema são 
pesquisas nas quais os autores procuraram 
resolver o mesmo problema (específico).

 Esta etapa é composta de três partes:
 Levantamento dos trabalhos relacionados.
 Estudo dos trabalhos relacionados.
 Análise dos trabalhos relacionados.
 Resumo crítico apontando as características, vantagens e 
desvantagens de cada uma das abordagens de solução do 
problema.
   
Como escrever os trabalhos
relacionados?
 Para cada trabalho relacionado escreve­
se um parágrafo destacando os seguintes 
pontos:
 Objetivo 
 Ferramentas Utilizadas
 Resumo do Resultados Alcançados
 Vantagens e Desvantagens da abordagem 
utilizada pelo trabalho 

   
Proposta de Solução
 Baseado nos trabalhos relacionados, o 
pesquisador possui três alternativas de proposta 
de solução para o problema:
 Aperfeiçoar (dar continuidade a) uma solução 
encontrada (evolução).
 Utilizar ferramentas, que já resolveram problemas 
parecidos de outras áreas, que se adequem ao 
problema atual para criar uma solução.
 Criar uma solução inovadora sem relação com 
qualquer outro trabalho (revolução).
   
Método de
Desenvolvimento
da Pesquisa
 Caminho (conjunto de etapas) para se atingir os 
objetivos e metas, ou seja, resolver o problema 
por meio da solução proposta.

 O método de desenvolvimento é composto das 
seguintes etapas:
 Implementação da solução
 Verificação e Validação da solução
 Planejamento e Realização de Experimentos
 Apresentação e Análise dos Resultados
 Conclusão

   
Cronograma
 Para a realização das etapas do método, uma estimativa de tempo 
gasto é necessária. Ela varia de acordo com a experiência e 
capacidade técnica do aluno e do orientador.

 O cronograma deve possuir uma distribuição balanceada de 
atividades por período de tempo (preencher diagonal).

ATIVIDADES MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV


Implementação XX XX XX
Verificação e Validação _X XX XX XX X_
Experimentos _X XX XX XX XX
Resultados XX XX XX XX
   
Implementação
da Solução
 É a materialização da solução (criação de um objeto) em 
forma de um programa computacional, modelo 
matemático ou meio físico.

 Esse objeto deve ser verificado e validado, para que ele 
se torne uma solução comprovadamente funcional.

 A escolha da forma de implementação está limitada pela 
infra­estrutura da universidade e capacidade técnica do 
aluno.

   
Verificação da Solução
 Uma técnica de verificação determina se uma 
implementação da solução funciona como o planejado. 
Uma verificação está relacionada com a pergunta: a sua 
implementação da solução possui o comportamento 
desejado?

 A verificação checa a tradução do modelo conceitual ou 
abstrato em uma implementação que executa 
corretamente. 

 Existem diversas técnicas de verificação ou depuração 
de implementações.
   
Validação da Solução
 Uma abordagem de validação preocupa­se em determinar se o 
modelo conceitual (solução) é uma representação fiel do sistema 
em estudo. 

 Um modelo é dito válido, quando a solução é implementada e 
verificada utilizando pelo menos duas das seguintes técnicas: 
experimentação, simulação e modelagem analítica.

 Não existe validação completa. Uma implementação só será válida 
para os casos verificados. Qualquer generalização pode levar a 
resultados errados.

 Se um modelo é dito válido, então as decisões realizadas com o 
modelo devem ser similares a aquelas que seriam realizadas por 
um experimento no sistema real. 

   
Planejamento
de Experimentos
 O planejamento de experimentos é o processo 
de seleção das combinações dos componentes 
abaixo, para teste, avaliação e análise (de 
desempenho e de comportamento) da solução.
 Métricas: são medidas para quantificar um 
determinado aspecto de um sistema.
 Parâmetros: Quais características da solução devem 
ser variadas? Qual o intervalo de variação?
 Carga de trabalho: é a quantidade de trabalho que 
deve ser executada pelo ambiente.
 Ambiente: é o recurso necessário para a execução da 
carga de trabalho.
   
Realização
dos Experimentos
 Para cada combinação de carga de trabalho e 
ambiente, os parâmetros da solução são 
medidos por meio de métricas. 

 Os valores coletados são armazenados para a 
apresentação e análise dos resultados.

 O método de coleta de valores para as métricas 
deve ser o menos intrusivo possível, para evitar 
a deturpação do ambiente e carga de trabalho.
   
Apresentação
dos Resultados
 Os resultados devem ser apresentados de forma 
clara, por meio de:
 Resumos estatísticos: médias, medianas etc.  Título
 Gráficos.  
Níveis de Multiprogramação Carga AB­BA 
 Tabelas. 0.6

0.5

0.4
Limitado FCFS
Nome do  0.3
Limitado SJF
Eixo
Utiliza

0.2 Ilimitado
o M

dia
çã

0.1

0
C01­02­05 C03­04­06 C07­08­11 C09­10­12
Legenda
Configurações
   
Interpretação de
Gráficos
 O leitor (observador) obtém do gráfico o 
seguinte:
 Maior número de idéias
 Em um tempo rápido
 Com menos “tinta” (realmente gastar menos tinta da 
sua impressora)
 Obs: não faça economia de tinta em detrimento da 
apresentação dos dados

 Um gráfico ocupa muito espaço e deve fornecer 
informações de maneira mais fácil que através 
de um texto.
   
Construção de Gráficos
 Será que tudo deve ser representado 
graficamente? Por exemplo:

   
O que não deve ser
representado como
gráfico ...
 O exemplo anterior não deve ser um 
gráfico, pois:
 Tem menos de 10 valores (número mágico).
 Possui três variáveis e deve­se evitar gráficos 
3D. Para evitar, podíamos partir o gráfico em 
dois 2D (problema: menores ainda ...).
 Talvez seria ainda melhor sintetizar os 
resultados em um parágrafo, ao invés de usar 
uma tabela.
   
Outro Exemplo
 Este exemplo é um forte candidato para se tornar 
um gráfico.
 Duas variáveis
 Muitos valores (> 10)

   
Tentando Construir um
Gráfico
 Nos próximos slides vamos construir um 
gráfico de forma incremental, baseado nos 
dados da tabela anterior. 

  As dicas de como fazê­lo estão ao longo 
do texto.

   
Como não fazer!!!

   
Como não fazer!!!
 Não use cores muito fortes (principalmente no 
fundo do gráfico!).
 Coloque apenas o essencial, nada mais.
 Evite gráficos de linha (muito menos os outros 
tipos!!).
 Não use legendas que não dizem nada de 
importante.
 Não deixe de nomear os eixos (coloque a 
unidade no caso de variáveis quantitativas).
 Não coloque figuras desnecessárias.
   
Outra Versão
 Sem nomes nos eixos e na legenda, o gráfico não 
informa absolutamente nada.

   
Uma Versão Melhorada
 Qual a unidade da taxa de acerto? Qual a unidade do 
tamanho do bloco? Não seria interessante ter um título 
neste gráfico? Os valores do eixo X estão corretos?

   
Mais um Pouco ...
 Agora temos um gráfico com as informações necessárias! 
Mas será que ele não poderia ficar esteticamente mais 
agradável?

   
Dicas de Estética
 Use formatos e layouts adequados aos dados.

 Use uma combinação de texto, número e desenhos (se 
possível).

 Busque equilíbrio, proporção e escala relevante, com 
relação aos dados e ao artigo.

 Procure manter detalhes e complexidade controlados.

 Evite decoração excessiva e uso de “lixos” nos gráficos.


 
O gráfico deve ser simples e completo.
 
E a mágica ...

   
Análise dos
Resultados
 A análise dos resultados não é apenas a descrição dos 
gráficos e tabelas, mas um exame crítico dos resultados 
obtidos.

 É necessário investigar e explicar o porquê de cada 
resultado obtido, a influência de cada parte do sistema 
(parâmetros da solução, carga de trabalho e ambiente).

 Com isso, é possível identificar as vantagens e 
desvantagens da solução nas diversas situações 
experimentadas.
   
Conclusão
 Uma conclusão é composta de:
 Conclusão Geral: os objetivos foram alcançados 
totalmente? Os resultados foram bons ou como o 
esperado?
 Discussão dos Resultados: extrapolação dos 
resultados obtidos (e se ... ); destaque das limitações, 
vantagens e desvantagens da pesquisa etc.
 Contribuições da Pesquisa: metas alcançadas, ou 
seja, os objetos importantes produzidos.
 Trabalhos Futuros: possíveis evoluções da pesquisa, 
sugestões de pesquisas relacionadas etc.
   
Obrigado!

 Meu e­mail:  luisfabricio@cotemig.br
lfwgoes@pucminas.br

   
Dicas na Escrita de
Artigos
 Texto
 Introdução
 Estudo do Estado da Arte
 Trabalhos Relacionados
 Resumo

   
Dicas no Texto
 Evitar frases muito longas: no máximo 3 
linhas.
 Evitar termos coloquiais e qualitativos: 
termos devem ser formais e quantitativos, não 
podem ser sensacionalistas. Ex. do que não 
usar: “grande demais”, “muito maior que”, 
“espetacular”, “pegar”, “tomar” etc.
 Usar vírgulas sempre que possível.
 Usar 3ª pessoa do singular ou 1ª do plural. 
   
Dicas no Texto
 Evitar palavras pouco comuns: escrever de maneira 
simples. Ex: preferir “rústico” a “chulo”.
 Conectar os parágrafos: antes de iniciar um novo 
parágrafo, precisa existir uma frase antes que o conecta 
ao parágrafo anterior.
 Evitar parágrafos longos: partir o parágrafo em vários. 
Um parágrafo deve ter no máximo umas 10 linhas.
 Referenciar figuras no texto: quando uma figura é 
apresentada, ela deve ser referenciada no texto desta 
forma, “como apresentado na Fig. 1, ...”.

   
Dicas na Introdução
 Organizar a introdução: escrever o contexto (tema 
mais amplo, afunilando até o tema mais específico – 
deve ser pequeno) – Sobre o que você está falando?; 
problema (qual a pergunta associada a sua pesquisa e a 
justificativa para tentar respondê­la – deve ocupar a 
maior parte) – O que resolver?; e a solução (como você 
pretende resolver o problema – deve ser pequeno) – 
Como resolver?.
 Escrever com objetividade: não ficar perdendo tempo 
explicando toda a história do tema, ir direto ao ponto 
específico do artigo.

   
Dicas no Estado da Arte
 Colocar referências em todos os parágrafos: nesta 
etapa, tudo que você está escrevendo é baseado (não 
copiado) em trabalhos relevantes da área, portanto você 
deve indicar de onde foram extraídos os conceitos que 
estão no texto.
 Escrever apenas sobre os conceitos: o estudo do 
estado da arte é uma parte onde você passa para o 
leitor todos os conceitos necessários para ele entender o 
resto do seu artigo, nada mais. Portanto nesta etapa não 
se deve falar sobre o que será feito no artigo, isso será 
dito no tópico método ou nos experimentos.

   
Dicas no Estado da Arte
 Escrever somente o suficiente: não 
gaste espaço do texto para escrever sobre 
conceitos que você não utilizará, pois 
acaba chamando a atenção do leitor para 
assuntos pouco importantes e fora do foco 
do artigo.

   
Dicas nos Trabalhos
Relacionados
 Não utilizar figuras: nos trabalhos 
relacionados não tem figuras.
 Não escrever o nome do artigo 
relacionado: para referenciar um trabalho 
relacionado apenas escreva: “Em [2], é 
apresentado um ....”
 Não escrever conceitos: os conceitos 
necessários já devem ter sido 
apresentados no estudo do estado da 
 
arte.  
Dicas nos Trabalhos
Relacionados
 Escrever uma síntese crítica (um 
parágrafo) sobre cada referência: para 
cada trabalho relacionado você deve 
escrever um resumo destacando: o que é 
o trabalho; quais as vantagens e 
desvantagens da solução apresentada no 
trabalho; quais os resultados e conclusões 
encontradas no trabalho.

   
Dicas no Resumo
 Um resumo a a segunda parte mais lida de um artigo, 
depois do título. Portanto deve ser escrito com bastante 
cuidado.
 Um resumo não deve ultrapassar 300 palavras e deve 
conter 5 parágrafos com os seguintes tópicos:
 Contexto – Problema – Importância
 Hipótese de Solução
 Objetivos
 Método de Desenvolvimento (Verificação, Validação e 
Experimentos)
 Contribuições

   
Exemplo de Resumo
 A análise de desempenho de aglomerados de computadores reais envolve 
um consumo considerável de tempo e grande complexidade, além do alto 
custo financeiro para o desenvolvimento de hardware e software. 
 Uma alternativa é o uso de simulação que possui baixo custo financeiro e 
alta precisão. Nos últimos anos, temos desenvolvido uma ferramenta de 
simulação de aglomerados de computadores em Java e com o código 
aberto. 
 Neste trabalho, nosso objetivo principal é apresentar uma versão mais 
acessível do ClusterSim, na qual realizamos otimizações no modelo de 
simulação, no desempenho e na interface gráfica. 
 Para mostrar a abrangência da ferramenta na simulação de aglomerados, 
apresentamos experimentos simples que exploram vários tipos de aplicações 
paralelas, níveis e componentes dos aglomerados de computadores. 
 Nossa principal contribuição é a implementação de uma nova versão do 
ClusterSim e a análise de vários estudos de caso de simulações de 
diferentes aplicações paralelas e aglomerados de computadores.

   
Estrutura Sugerida de
Artigo/Monografia
1. Introdução (um parágrafo resumindo toda a sua monografia)

1.1. Contexto (falar do tema da monografia na atualidade)

1.2. Problema (pergunta que você quer responder dentro do tema)

1.3. Justificativa (pq é importante estudar e resolver esse problema?)

1.4. Hipótese (qual a solução que você vai usar?)
(um pequeno resumo do que será apresentado nos próximos tópicos)

   
Estrutura Sugerida de
Artigo/Monografia
2. Revisão Bibliográfica (falar sobre os conceitos necessários para 
    entender a monografia)

2.1. Nome do tema mais amplo
2.2. Nome da sub­área
2.3. Nome do tópico específico

3. Trabalhos Relacionados (fazer um resumo crítico de cada artigo
                                                que tenta resolver o mesmo problema)

4. Proposta de Solução (descrever o seu algoritmo, software,   
                                          hardware)

4.1. Verificação (testes que mostram que a implementação funciona)
   
Estrutura Sugerida de
Artigo/Monografia
5. Resultados 
5.1. Configuração dos Experimentos (quais os testes vc vai fazer? 
Quais os valores dos parâmetros? Quais as métricas? 
Usando quais máquinas e softwares?)
5.2. Apresentação dos Resultados (mostrar gráficos e tabelas)
5.3. Análise dos Resultados (explicar o porque dos resultados 
           mostrados nos gráficos e tabelas)

6. Conclusão (os resultados foram bons? objetivos alcançados? 
           contribuições)

6.1. Trabalhos Futuros (por onde outros pesquisadores podem  
                                        continuar seu trabalho)