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Questão 1.
(a) (1,0) Indique três parâmetros que influenciam a velocidade de um líquido em um tubo capilar e
justifique.
Em um fluido newtoniano, a velocidade é dada pela seguinte expressão:
v= (ΔP/4ηL) (r2-x2)
sendo ΔP queda de pressão na extensão do comprimento L do capilar, x a distância a partir do
eixo do tubo, r é o raio do tubo, e η é a viscosidade.
(c) (1,5) Com os dados sobre o experimento “Viscosidade de líquidos” apresentados na tabela abaixo,
calcule a energia de ativação viscosa por mol (Ev) e a fração de interações intermoleculares rompidas
para cada líquido estudado e explique os resultados obtidos. Dado: R = 8,31 JK-1mol-1.
Relacionando com a equação linear, y= ln(η), coeficiente angular = Ev/R, coeficiente linear = ln(A) e x=1/T,
logo:
Questão 2.
Considere a eletrólise do experimento “Determinação da constante de Faraday por método
eletroquímico”.
(a) (1,0) Indique se o processo é espontâneo e descreva como é feita a medida do “volume morto” da
bureta.
A passagem de uma corrente elétrica, em uma célula eletrolítica, proveniente de uma fonte externa de
energia, através de uma substância eletrólita, produzirá uma reação química redox resultando em um
processo não espontâneo.
A medida do “volume morto” da bureta foi realizada, com o objetivo de calibrá-la, utilizando-se 10
mL de água destilada, com uma pipeta volumétrica, e transferiu-se essa quantidade para uma
bureta de 25 mL. Logo após, comparou-se o valor inicial com o observado na bureta, e assim, com
essa diferença, foi possível determinar a quantidade de “volume morto” no experimento. Acrescentou-
se esse volume ao volume de gás hidrogênio formado.
(b) (1,5) Escreva as semi-reações envolvidas na eletrólise para calcular a constante de Faraday,
especificando as que ocorrem no ânodo e no cátodo, indicando a oxidação e a redução.
Como o potencial de redução do cobre é menor, por consequência, seu potencial de oxidação é maior
do que o da água, logo o cobre irá oxidar.
Questão 3.
(a) (0,5) O que você entende por rotação óptica? Descreva três variáveis que afetam a rotação óptica e
a influência destas variáveis no ângulo de rotação óptica.
A rotação óptica é a propriedade de girar o plano de polarização da luz. Esta é uma característica
de muitas substâncias que possuem em sua estrutura molecular centros quirais, normalmente,
constituído por átomos de carbono com quatro substituintes diferentes.
Os enatiômeros podem apresentar propriedades ópticas diferentes e são divididos entre:
dextrogiros - os quais promovem o giro do plano de polarização da luz no sentido horário, e levogiros-
que giram o plano da luz em sentido anti-horário. O desvio da luz ocorre na mesma quantidade de graus,
mudando apenas em direção.
Essa mudança de direção ocorre como resultado da interação dos elétrons das moléculas de
compostos opticamente ativos com o campo elétrico do feixe de luz. A medida da rotação óptica, de
uma determinada substância, também, é um critério de identidade e pureza enantiomérica. Sua
temperatura, comprimento de onda da luz incidente, solvente aplicado, concentração e natureza da
substância são fatores que influenciam esta propriedade.
(b) (1,0) Pelo experimento de inversão da sacarose, foi visto que o HCl atua como catalisador/iniciador.
O que se pode prever para os valores dos ângulos de inversão da sacarose no tempo infinito e das
constantes de velocidade (k) das reações com HCl 2 M e HCl 4 M? Explique porque.
No tempo infinito, pode-se observar que os ângulos de rotação tendem ao um mesmo valor de
inversão, e a velocidade da reação, consequentemente, no tempo infinito, tende a zero, pois não ocorre
mais reação.
Ao longo do experimento, observou que que o aumento da concentração do catalisador gera
uma maior constante de velocidade, pois quando se tem uma solução com concentração de 4M a
constante de velocidade é maior do que para a solução com apenas 2M.
(c) (1,0) Calcule o volume de solução de ácido clorídrico concentrado (suponha 37% em massa, d =
1,19 gmL-1) necessário para preparar 50 mL de uma solução aquosa 4,0 molL-1 de HCl (Considere: M
(H) = 1,0 gmol-1 e M (Cl) = 35,5 gmol-1).
Consequentemente, pode-se usar o valor encontrado e substituir na equação (1) para encontrar
o V2 para 4M de HCl:
V2 = 16,5837 mL
UnB - Instituto de Química
1190332 – Laboratório de Físico-Química
Profa. Maria José Sales
Questão 4.
(a) (1,5) Explique o que é concentração micelar crítica (CMC) e descreva qual o comportamento da
condutividade antes e depois da CMC para surfactantes iônicos e como as medidas de condutividade
permitem a determinação da CMC.
(b) (1,0) Diga como as funções termodinâmicas entalpia e entropia atuam antes e depois da CMC em
um sistema de surfactante iônico em meio aquoso.